– O River Plate ganhando de 8×0 do Binacional significa o quê para o SPFC?

Ao saber que o time que venceu o São Paulo FC por 2×1 na altitude, o Binacional, “desceu da montanha” e perdeu por 8×0 do River Plate na Argentina, me questiono:

  • O resultado em Juliaca foi enganoso, pois o time brasileiro poderia ter feito 3×0 no 1o tempo pelas oportunidades perdidas;
  • A altitude foi determinante para o placar; ou
  • O River Plate está muito a frente dos demais da chave?

Ficará a dúvida…

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– A ética e o policiamento de quem fala sobre determinados assuntos. Em destaque: o futebol!

Nesses tempos em que tudo é motivo para o mundo bipolar (e politizado de maneira extremista) se manifestar radicalmente, o cuidado no uso das palavras e ações para mostrar sua sensatez é importante.

E, nesse momento, gostaria de abordar um tema bem espinhoso e real: esse cuidado pregado contraditoriamente sendo descuidado pelo mundo do futebol.

Alguns mitos (ou verdades escondidas que não queremos acreditar de tão escabrosas que são):

  • Quantas vezes você já ouviu falar que treinador recebe “por fora” para escalar determinado jogador?
  • Jornalista A ou B plantando notícia por falta dela (e que depois acaba se tornando até mesmo real)?
  • Árbitro na gaveta, caseiro, com ordem de evitar cartões a jogadores X e Y por estarem pendurados?
  • Dirigentes de clubes negociando atletas nos quais eles têm participação no “passe” (que foi extinto, mas acabou se tornando algo legalizado de outra forma – como contratos amarrados)?
  • Cartolas torcendo contra o próprio clube para prejudicar a administração do desafeto que o comanda?
  • Comentarista (de futebol, de arbitragem, ou de qualquer outra coisa na área do esporte) falando bem ou mal de determinada pessoa porque recebe presentes / valores / favores de interessados?
  • Boleiro “tirando o pé do jogo” para derrubar o próprio treinador?

Ufa! Achei vários motes a serem debatidos (e existem muitos outros, tente pensar em alguns). Mas trazendo para a nossa realidade, a mesma concordância ou não de “Esquerda ou Direita fanatizados” passa a nortear muitas das discussões do futebol, na mesma briga virtual que sê vê nas Redes Sociais. Quer exemplos?

  • Fernando Diniz é ousado e tenta resgatar o bom futebol brasileiro / Fernando Diniz não sabe nada e é um Professor Pardal;
  • Neymar é um craque que não deve dar satisfação da sua vida pessoal / Neymar é só mais um driblador e não é exemplo para ninguém.
  • Andrés Sanches é o cara que conseguiu o estádio para o Corinthians, trouxe Ronaldo e Roberto Carlos e fez nascer o time que ganhou o Mundial do Japão / Andrés Sanches afundou as contas do Corinthians e é uma péssima pessoa.
  • Jorge Jesus é o treinador que ajudou a rediscutir o futebol brasileiro / Jorge Jesus só conseguiu sucesso no Flamengo pelo time que tem.
  • Árbitro X é muito bom / Árbitro X é muito fraco.

Algumas dessas discussões podem trazer uma resposta bem objetiva aos defensores ou críticas, mas em outras, não necessitaria “meio-termo”?

A FPF tem péssimos atos a serem condenados. Mas a busca da inserção das mulheres no futebol, de maneira mais efetiva, têm sido positiva (embora, ficará a dúvida de outros casos envolvendo sexismo na história da entidade, envolvendo alguns dos seus atores que se promoveram).

Tenho muito medo quando as pessoas que não são do meio do futebol se confundem com a verdade e a pseudo-notícia. Por exemplo, ao acaso: o jornalista A detona a pessoa X pois já trabalhou para B e X é desafeto dela; e vez ou outra dá umas cutucadas no próprio B para parecer isento. Mass que hipocrisia é essa?

Enfim, precisamos (jornalistas, blogueiros, não-jornalistas): ponderação, ética, cuidados para não e engabelar quem lê, deixar claro o que é notícia ou opinião, separar o clubismo, não deixar as emoções contaminarem as palavras, e, principalmente, NÃO MENTIR!

Há muito tempo, conheci um cara que mentia para caramba! E ameaçava quem falava a verdade com processos judiciais (aliás, a frase batida é: Fulano vai tomar um processo… caia fora dele). Na 1a vez que tentou, tomou uma invertida do juiz… e aí teve que pagar as custas de quem ele “reclamava”. Neste exemplo, fica a dica: Mentirinha ou Mentirona, sempre será Mentira!

Outro exemplo nefasto é agente de futebol disfarçado de diretor de clube, dizendo que abriu mão do seu negócio por amor à camisa… E no primeiro pepino que acontece, diz que a culpa é da imprensa (que descobriu a incompatibilidade de funções).

Esses “nunca conte mentira” e “diga sempre a verdade” do tempo do vovô e da vovó ganharam roupagem nova e e se chamam  “fake news” e “incompatibilidade de funções e discurso para proveito próprio”.

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– O futuro de Neymar começará a se definir pós PSG x Borussia Dortmund?

Logo após o término da partida tão importante que teremos hoje à tarde pela Liga dos Campeões da Europa em Paris, talvez possamos ter uma maior clareza sobre o futuro do brasileiro Neymar.

Com tantas rugas e mal-estares, na péssima relação que clube, torcida, treinador e jogador vivem, se a atuação de Neymar for decisiva para o time francês passar de fase, o casamento ganha sobrevida; se for eliminado com má atuação, o divórcio será inevitável.

Será que dessa vez a volta de Ney Jr ao Barcelona, contentando Messi e demais fãs, acontecerá?

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– “Jogador-Mercadoria” entregue com embalagem defeituosa pelo empresário?

Pedrinho, ex-jogador do Corinthians, chegou em Portugal para assinar seu contrato com o Benfica. Porém, não soube falar das características dos seus futuros companheiros quando perguntado pela imprensa local (nitidamente desconhecendo o elenco do novo clube; só sabia quem era o treinador), e com  uma gafe que os jornais portugueses não perdoaram: apareceu com um boné que tinha um Leão em seu desenho – e que é o Mascote do Sporting, rival do seu novo time.

Será que os jogadores de hoje são totalmente alienados e não conhecem (ou nem procuram estudar) os times que jogam / jogarão e sua história, ou o Staff deles é tão fraco assim, a ponto de permitir tal vacilo?

Parece-me que muitos jogadores de hoje são mercadorias de empresários. E, sendo assim, no caso de Pedrinho esse “produto” foi entregue com uma embalagem ruim…

Sempre pensei o seguinte: um jogador profissional deve ter a obrigação de conhecer o básico do time em que ele chega: sua torcida, seus companheiros de time e a história do clube no qual vai trabalhar. Por sua vez, os dirigentes do clube devem sempre fazer uma “integração” antes de ser apresentado à imprensa formalmente: que seja um pequeno vídeo apresentando o patrimônio das conquistas e os momentos marcantes da agremiação.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Pedrinho usou boné com estampa de um leão, mascote do Sporting — Foto: Reprodução

– Os salários dos principais jogadores de futebol de 1981, corrigidos hoje!

Na última 6a feira, durante a ação publicitária da empresa Easynvest no Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, revelou-se os salários corrigidos dos principais jogadores de futebol em 1981.

Naquela época, Zico, no Flamengo, era o atleta que tinha o maior salário, equivalendo a valores de hoje em R$ 172.000,00. Seguido por Sócrates, no Corinthians, com R$ 169.000,00 e Leão, no Palmeiras, a R$ 158.000,00.

Cá entre nós: 39 anos depois, com a inflação do futebol e supervalorização que se vê, com salários ultrapassado milhões de reais, qual seria o salário desses atletas caso jogassem hoje, já que esses 3 craques são de maior qualidade dos que os atuais?

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– O Coronavírus e o Futebol: e aqui no Brasil?

A Internazionale de Milão anunciou um WO da sua equipe Sub 17 numa competição da UEFA, devido ao Novo Coronavírus, além de anunciar a suspensão temporária de suas categorias de base até que a coisa se normalize.

As Eliminatórias para a Copa do Mundo na Zona Asiática foram suspensas pelo mesmo motivo. O GP de Fórmula 1 de Bahrein será com protões fechados. O torneio de tênis da ATP Indian Wells foi cancelado. E por aí o susto vai promovendo cada vez mais cancelamentos.

Alguns jogos de futebol estão sendo realizados com portões fechados, para evitar aglomerações e transmissão do Covid-19. Também se recomenda em boa parte da Europa que os atletas não se cumprimentem, a fim de evitar o contágio. Aqui, uma grande ressalva: futebol é um esporte de contato físico! Não se cumprimentar é um risco evitado, mas impossível não tocar no adversário durante o jogo (imaginaram sem marcação cerrada, dividida, agarra-agarra?).

A questão da aglomeração e de grandes multidões reunidas é um problema para disseminação e contágio em massa. Nas áreas com “Zona Vermelha” na Itália, as autoridades pediram até mesmo cancelamento de celebrações religiosas (missas e cultos) por conta da precaução.

Tudo isso seria (ou será) necessário no Brasil também? Devemos começar a pensar em jogos com portões fechados? Ou devemos ir além e parar os campeonatos, já que devemos pensar no contato dos atletas?

Será que não é uma forte gripe, que contagia como outra qualquer mas assusta como nenhuma outra, já que é nova e sua origem um tanto quanto diferente?

Prevenir é sempre importante e indispensável. Mas superdimensionar algo não é certo, tampouco menosprezar. Assim: o que fazer?

A verdade é: assim que passar o pavor da novidade e as pessoas perceberem que o tratamento é o de uma gripe (os isolamentos são óbvios: evitar pânico por um contágio em massa; mas os surtos sazonais de gripes não são assim também?), tudo deve se acalmar. Os números cada vez maiores de infectados leva naturalmente ao medo, mas os de curados são altíssimos. E, cá entre nós: a preocupação mais urgente no Brasil deve ser o combate ao Sarampo e à Dengue, que na surdina andam fazendo estragos.

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– No futebol, eu penso como o Paco. E você, leitor?

Sem dúvida essa postagem, abaixo, de 20/03/2015, é atual para se discutir Fernando Diniz, seu estilo de jogo e os resultados. Republico (deste mesmo blog):

“QUERO QUE O JOGO SEJA BONITO PARA O TORCEDOR”

Li na Folha de São Paulo e achei muito interessante: uma entrevista com Paco Jimenez, ou simplesmente Jémes, o treinador do modesto Rayo Vallecano e cujo elenco tem a menor folha salarial da Espanha.

Seu feito?

Defender o jogo bonito e ser o único treinador a vencer o Barcelona impondo ao time catalão menor tempo de posse de bola em um ciclo de 400 jogos (está em: http://is.gd/JyVLF2).

Questionado sobre a beleza do jogo ou a busca de resultados, disse:

Eu não quero jogar simplesmente bem. Quero que seja bonito para o espectador. E, meu Deus, como isso é complicado. Quando alcanço esse nível, você se apaixona. Claro que quero que minha equipe ganhe. Mas acima de tudo que jogue bem e faça coisas esteticamente bonitas. Me importo com a opinião dos outros. Somos atores com proposta de um filme para o público e me importa o que esse público vai pensar. Quero sair do estádio com os torcedores em pé, aplaudindo o que meu time fez.   

Quando perguntado se assiste o Campeonato Brasileiro, Paco disse que:

Não vejo futebol brasileiro. Mas estive conversando esses dias com o meu amigo (treinador espanhol) Miguel Angel Portugal, que esteve treinando um time no Brasil recentemente (Atlético-PR, em 2014) e ele falou muito bem da Liga brasileira. Ele disse: ‘Paco, se tiver a oportunidade, assista. É um campeonato em que há muito talento entre os jogadores’. Só que para nós é um Liga desconhecida. Aqui só sabemos quando aparece um Neymar. E isso é um erro, pois é um campeonato duro, de nível espetacular.”

E aí, o que acha sobre as ideias de Paco Jimenez? Combinam com o ideal contemporâneo no futebol ou não?

Deixe seu comentário:

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– Sabe a vontade que o árbitro tem quando isso (relatado abaixo) acontece?

O Paulista consegue se superar na jornada, respira, traz esperança e… aí vem um bobão e dá uma de valente, estragando tudo! Explico:

Quando eu apitava, uma das coisas que menos importava eram xingamentos das arquibancadas. Isso era irrelevante (e é ainda hoje) para a maioria dos juízes (embora, na cabeça do torcedor, faz diferença).

O que irrita, não intimida mas deixa com raiva, é gente querendo aparecer, dando uma de machão e chutando porta do vestiário. Tem dirigente que é tão babaca que depreda o patrimônio do próprio clube.

ACABOU esse tempo em que se resolve as coisas na porrada no futebol profissional.  Entre os árbitros, cartola que faz isso é chamado de trouxa; um conta para o outro e o árbitro do próximo jogo fica louco de vontade em afrontar um cidadão assim. Principalmente pelo ato babaca, por saber que se colocar na súmula a FPF vai multar e se carregar nela, pode até fazer perder o mando ou jogar de portões fechados.

Digo tudo isso pois cansei de ver clube se ferrando por causa de chutes na porta do vestiário. E repito: o árbitro não está nem aí pra isso, pois sabe que nos tempos de hoje ele tem o poder da caneta e a consequência é a de escrever direitinho na súmula para o Tribunal punir. E como o TJD gosta de fazer isso…

O que é que o cara ganha em tal ato idiota, o de chutar a porta? Estamos em 2020! Achar que vai sair por aí contando vantagem para os outros, dizendo que pressionou o juiz e por isso o time ganhou? Sério? Pobre coitado…

Sabe o que é pior? Quando o árbitro vai muito bem na partida (e foi), e que quem esteve representando a FPF no jogo tem relevância na opinião (e ele tem) e ainda mais quando o time ganha (e ganhou), alguém vai chutar a porta do vestiário, certamente o “ferro” a ser levado é maior.

Assim, acionem os advogados: o árbitro do jogo Paulista 1×0 Primavera relatou que no intervalo (quando vimos uma movimentação da Polícia indo aos vestiários), uma pessoa IDENTIFICADA chutou a porta dos vestiários e encheu o saco da arbitragem com ofensas. Apesar do presidente Rogério Levada ir pedir desculpas, é como um atleta agredir um adversário e o capitão do time lamentar.

Quando as coisas parecem que vão engrenar, aparece caras sem noção… Lamentável! Fico revoltado com esse tipo de burrice. Tomara que a pena seja a mínima possível.

ATUALIZANDO: a súmula com o indivíduo identificado em: http://conteudo.fpf.org.br/sumulas/2020/4676/75.pdf

Como esse agente de jogadores foi parar lá? Ele é empresário de quem?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Primavera

Uma arbitragem criteriosa nesta tarde no Jayme Cintra. Gostei do que vi!

Rodrigo Gomes Paes Domingues esteve muito bem em campo, apitando com segurança e atenção.

Logo aos 5m, após dar vantagem e não marcar uma falta temerária, aplicou corretamente o Cartão Amarelo na 1ª paralisação. Mas errou aos 10m, quando o jogador Victor (PRI) deu uma solada perigosa e nada marcou. Os outros cartões (que foram muitos), tanto no 1º quanto no 2º tempo (incluindo as expulsões de José Augusto e Johnson), foram todos corretos. Também coibiu a cera e lances de simulação (em especial, as de Robinho no final do jogo). Uma arbitragem correta e que merece elogios.

Bom trabalho também do assistente 1 Wellington Bragantim Caetano; idem ao assistente 2 Ricardo Luis Buzzi, que aos 50 minutos acertou ao não marcar impedimento do ataque do Primavera, num lance muitíssimo ajustado.

Ridícula a postura do 4º árbitro Gustavo Holanda de Souza, que estando perto ou estando longe da bola,  ficava sinalizando com os braços algumas “marcações”. Do outro lado do campo, se acontecia uma falta, ele apontava o chão. Pra quê? Na lateral, como um bandeira sem o instrumento, indicava o lado juntamente com o assistente 1 Wellington Bragantim. Até que, aos 15 minutos, o bandeira marcou um lateral a favor de uma equipe, e ao seu lado, com o braço estendido, o 4º árbitro marcava para outro! Imagine as reclamações dos atletas… foi uma cena “pastelão”, atrapalhando o assistente que houvera marcado corretamente. A impressão que deu é que ele é um árbitro sem apito, com muita vontade de entrar em campo. Essa “vontade de ajudar demais” prejudica os bandeiras e o árbitro, além de irritar os jogadores. Certamente, seus colegas de arbitragem o alertaram disso no intervalo, pois voltou menos atuante nesses erros.

Faltas: 24×20

Cartões Amarelos: 4×2

Cartões Vermelhos: 1×1

Renda: R$ 7.670,00

Público Pagante: 632 pessoas

Atualização – IMPORTANTE: o Paulista foi citado na súmula com destaque negativo pela irresponsabilidade de alguém que ficou chutando a porta do vestiário da arbitragem. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/07/sabe-a-vontade-que-o-arbitro-tem-quando-isso-relatado-abaixo-acontece/

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– E a reunião da IFAB 2020 não trouxe novidade ao Futebol

A reunião anual da International Board, que discutiu mudanças da Regra do Futebol no último dia 29 de Fevereiro em Belfast, na Irlanda, não trouxe novidades.

Algumas das propostas (as principais em: https://wp.me/p4RTuC-oSw) não saíram do papel. Mas o que foi discutido e será retomado:

  • A realização de testes para as mudanças do impedimento, mas sem previsão / prazo para que aconteçam, visando, segundo o IFAB, maior ofensividade (ideia de Arsené Wenger, no link acima).
  • A permissão para uma 4a substituição em casos de concussão de atletas, desde que uma junta médica comprove a lesão e com prazo para ser estudado e implantado até os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Desta vez, poucas modificações. Será que as excessivas mudanças dos últimos anos fizeram com que nessa oportunidade as alterações foram mais lights?

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– Paulista: somos todos nós!

Hoje, diante do Primavera de Indaiatuba, o Paulista precisa ganhar para tentar sobreviver na Série A3. Se perder, ficará muito difícil o não-rebaixamento. E é por isso que o Galo precisa do apoio de todos nós.

O Paulista é um patrimônio de Jundiaí, mas, ao mesmo tempo, uma entidade privada. Não pode depender de apoio político (embora ele possa aparecer em momentos oportunos e demagogos). O Paulista precisa de ajuda da comunidade! Dos torcedores assíduos e dos eventuais, das empresas grandes e das pequenas locais (respeitando, claro, a dificuldade financeira que cada uma delas têm, pois o retorno econômico muitas vezes não compensa).

O principal: nesse momento, o clube não pode se dividir. O Paulista não tem “um dono”, então a união é fundamental! E quando ameaça ter dono, a coisa complica. Lousano e Parmalat foram parceiros que deixaram frutos, passaram e o clube ainda está vivo (há mais de 100 anos, lembremo-nos). Tivemos a Magnata e o Campus Pelé, que passaram também e os frutos não foram bons. Por fim, tivemos a Kah Sports, que quando alertávamos ser uma agência de jogadores sub 23, acabamos tendo até mesmo a repulsa de muita gente que passou a idolatrar os membros dessa parceira. Na 4a divisão, Sub 23 contra Sub 23, com elenco e jogadores agenciados aos montes, o acesso veio. Mas na 3a divisão (que eles nunca jogaram e nunca tinham interesse em ter veteranos experientes, já que não daria lucro) fizeram esse papelão e deixaram um elenco sem as características do torneio. Elogiei o Edson Fio e o Hikmat quando merecedores anteriormente, mas isso não pode se tornar gratidão eterna, pois, afinal, eles estavam num negócio, não fazendo um favor e nem sendo assistencialistas. Por mais que não gostassem de críticas e quisessem cooptar adoradores (ou não criaram quase uma legião de seguidores de uma “Kah FC” dentro do Paulista?), agora estão aguentando as críticas daqueles que se sentiram traídos e que têm razão de estarem bravos (e que, cá entre nós, foram enganados com palavras doces, tentativas de jogar a imprensa contra a torcida e outros blablablás bem elaborados).

O Paulista não é dos torcedores da cativa ou da arquibancada, é de todos, incluindo os que torcem por Rádio ou pela TV. Não é só da Raça ou da Gamor, é do anônimo também. Não é da imprensa ou da cartolagem, é de quem gosta do clube. Não é do Cobrinha (que vive a maior parte do dia dentro do Jayme Cintra e devota uma paixão imensurável) ou do setorista que vem só no dia de jogo porquê a TV o mandou, mas de todos do entorno.

O Paulista NÃO PERTENCE a ninguém desses, pois o Paulista SÃO esses. Não é de alguém, pois é um sentimento. O Paulista SOMOS TODOS NÓS!

Torça do seu jeito, una-se com os amigos que quiser, sente no lugar que for, escute onde quer que esteja, mas hoje, especialmente hoje, TORÇA! O estrago deixado foi grande, e depende da nova e da velha guarda se unirem para minimizar os danos.

No meu tempo, o Paulista caía da 1a para a 2a divisão e voltava. Era normal pela força do Paulistão na época. Mas cair para a 3a divisão era condenável. Para a 4a, uma eventualidade para respirar fundo e recomeçar. Mas ser io-iô da penúltima para a última divisão não é da grandeza do Tricolor de Jundiaí. O abalo moral de uma segunda queda para a Bzinha seria maior do que o da 1a vez (lembrando que teremos em breve 5 divisões).

Um clube dividido não chega a lugar algum. É hora de torcedores comuns, organizados, uniformizados, anônimos, eventuais, saudosistas e novatos se darem as mãos, esquecerem as divergências e torcerem juntos. Todos querem o bem do Galo e enxergam soluções por caminhos diferentes, mas, de forma unânime, todos querem isso: o sorriso no rosto de volta ao torcedor!

– Mais um capítulo sobre a venda ou não de Mando de Campo no Brasileirão: Brasília pode sede do Flamengo?

Em 2015, repercutiu bastante na Inglaterra o fato do Tottenham desejar ter sedes alternativas durante a temporada da Premier League, já que reformava seu estádio. Não pode, pois discutiu-se um único local em nome do “respeito e igualdade de condições na disputa contra os adversários”. Relembre essa discussão por lá neste link: https://wp.me/p4RTuC-cKd.

Eu sei que os clubes precisam de dinheiro e muitas receitas alternativas para bancarem suas despesas. Jogar fora do seu estádio pode ser uma atração muito grande nas bilheterias não costumeiras, embora, se o time é pequeno, torna-se quase que uma “inversão de mando”, pois a torcida contrária será maior (além da discussão de que, se o torcedor do time pequeno assistiu confrontos contra os outros pequenos e foi “fiel em jogo ruim”, quando vem um grandão, ele deveria ter o privilégio de assistir em sua praça.

Aqui no Brasil, a Portuguesa quase jogou contra o São Paulo no Estádio Ninho dos Pássaros, na China, em 2013, a troco de uma bolada. Não foi possível (vide em: https://wp.me/p4RTuC-5Jv). E essa internacionalização de jogos domésticos em países estrangeiros (imaginaram Real Madrid x Barcelona em Nova York pela LaLiga?) faz parte do processo de Globalização, é inevitável (embora a FIFA seja contrária a esse tipo de situação).

Agora, imitando o Santos que jogará na Vila Belmiro e no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro (ou seja, nas cidades de Santos e de São Paulo, reconhecidamente pelas características da sua torcida), através da intermediação do Governo do DF (o governador Ibaneis Rocha viajou para a CBF e pediu, segundo o Correio Braziliense), o Flamengo jogará em duas sedes: Rio de Janeiro e Brasília, pelos mesmos motivos.

E aí, o que você acha: joga onde o clube quer, ou, por ser um campeonato (e não em formato de Copa) todos os adversários devem encarar um time no mesmo estádio, com o mesmo gramado, mesmo público e mesmo clima (embora eles também sejam variáveis devido à época do ano e horário, economia do país e data de pagamento)?

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– Football Leaks desencadeou Mega Operação Fiscal em Portugal!

Os vazamentos de informações sobre sonegação fiscal envolvendo os atores do mundo do futebol (que ficou conhecido como Football Leaks), desencadearam uma grande operação fiscal envolvendo os valores declarados por 4 clubes em Portugal (Porto, Benfica, Sporting e Braga), além do empresário de futebol Jorge Mendes (bem conhecido e com negócios no Brasil) e seus parceiros e demais envolvidos.

Será que tal episódio faria com que o treinador Jorge Jesus, se recebe uma grande proposta da sua Terra Natal, pensasse bastante na recusa?

Compartilho, extraído de: https://www.publico.pt/2020/03/04/desporto/noticia/benfica-fc-porto-sporting-sp-braga-alvo-buscas-fisco-1906388

CLUBES ALVO DE BUSCAS DO FISCO

Autoridades emitiram 76 mandados de buscas para investigar suspeitas de fraude qualificada. Investigação terá tido origem nos documentos sobre transferência de jogadores publicados pelo Football Leaks.

A Autoridade Tributária (AT) lançou uma operação de buscas aos principais clubes de futebol em Portugal, confirmou ao PÚBLICO fonte desta entidade. A mesma fonte adianta que o juiz Carlos Alexandre está a liderar as buscas que, na manhã desta quarta-feira, levaram as autoridades às instalações de Benfica, FC Porto, Sporting e Sp. Braga. Para além destes clubes, a AT e o DCIAP, que coordenam as buscas, estão também a recolher documentos junto da Gestifute, empresa gerida pelo agente Jorge Mendes. Em causa está a suspeita de fraudes fiscais cometidas pelos clubes e intermediários em transferências de jogadores.

Em comunicado publicado na manhã desta quarta-feira, a AT revela que, no âmbito da Operação Fora De Jogo, foram cumpridos 76 mandados de busca, sendo que, deste número, 40 são de âmbito domiciliário e cinco envolvem escritórios de advogados. Esta autoridade detalha que as buscas, que investigam suspeitas de “fraude qualificada”, dizem respeito a negócios realizados no futebol profissional. “Os mesmos negócios terão visado ocultar ou obstaculizar a identificação dos reais beneficiários finais dos rendimentos subtraindo-os, por estas vias, ao cumprimento das obrigações declarativas e subsequente tributação devida em Portugal”, detalha a AT.

Pouco depois, também a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu uma nota sobre esta operação, acrescentando aos crimes mencionados pela AT a suspeita de branqueamento de capitais. A PGR diz que estão a ser analisados negócios realizados a partir de 2015, com as buscas a envolverem dirigentes dos clubes de futebol e respectivas SAD, escritórios de advogados e agentes intermediários.

Também V. Guimarães, Marítimo, Estoril e Portimonense estão entre os clubes de futebol visados nesta operação, que prevê apreensões nas casas de Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, vários jogadores de futebol e do empresário Jorge Mendes, explica a Sábado. Fonte do FC Porto confirmou ao PÚBLICO a presença dos agentes da AT nas instalações do clube. Também o V. Guimarães foi alvo da acção de fiscalização realizada esta quarta-feira, apurou o PÚBLICO junto de fonte do clube.

Os “dragões” reagiram posteriormente em comunicado, retirando que o clube está a colaborar com a justiça. Também as “águias” confirmaram as buscas, garantindo total disponibilidade para facilitar o trabalho das autoridades nas investigações. “A Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD e o seu Presidente do Conselho de Administração confirmam a realização esta manhã de buscas às suas instalações, reafirmando a sua total disponibilidade, como sempre, em colaborar com as autoridades no esclarecimento de todas as questões que venham a ser suscitadas no âmbito deste ou de qualquer outro processo”, diz o comunicado do Benfica.

Por sua vez, o Sporting “congratula-se” com o facto de estar a colaborar com as autoridades “em prol de uma maior verdade desportiva e transparência, contribuindo para a dignificação do futebol português, neste e noutros processos”. O V. Guimarães mostra “total disponibilidade” para trabalhar com as autoridades, enquanto o Sp. Braga e os seus responsáveis se mostram “seguros da lisura dos actos de gestão praticados” e que se encontram agora sob investigação.

Transferências milionárias sob suspeita

A revista Sábado revelou há cerca de um mês que o Ministério Público (MP) e a AT têm cinco mega inquéritos abertos por “suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro” no futebol português. As investigações visam contratos relativos aos direitos económicos de jogadores de futebol profissional, os contratos de direitos de imagem, prémios de assinatura e pagamentos de comissões a terceiros pela intermediação na contratação ou na renovação dos contratos de trabalho dos atletas. As autoridades suspeitam que os clubes tenham usado documentos contabilísticos fictícios para aumentar custos, com o intuito de fugir aos pagamentos de IVA e de IRS, bem como às contribuições para a Segurança Social.

A revista avança que a investigação mais adiantada é a que envolve o presidente dos “dragões”, Pinto da Costa, e as transferências realizadas pelo clube. Em causa estarão negócios feitos nos últimos anos: os colombianos Radamel Falcão, Jackson Martínez e James Rodríguez são alguns dos jogadores investigados, numa lista que também inclui o guarda-redes espanhol Iker Casillas, o defesa francês Eliaquim Mangala e o internacional português Danilo Pereira.

No Benfica estão a ser analisados os papéis de clubes estrangeiros e empresas de intermediação nas transferências das “águias”. A Sábado adianta que Carrillo, Pizzi, Jiménez, Júlio César, Ola John e Jonas são os jogadores visados pelas autoridades.

Football Leaks deu início a investigação

O rastilho destas investigações terá sido os documentos partilhados pela plataforma Football Leaks, gerida por Rui Pinto. Nesta página, o hacker publicou vários contratos de jogadores, detalhando os pormenores das maiores transferências a nível mundial. Em alguns países, foram julgadas as irregularidades desvendadas na plataforma. Em Espanha, Cristiano Ronaldo e vários outros jogadores ligados à Gestifute e a Jorge Mendes foram acusados pelo Fisco espanhol. Os documentos revelados por Rui Pinto mostravam que o avançado da Juventus teria alegadamente colocado 150 milhões de euros num paraíso fiscal, com a intenção de fugir ao pagamento de direitos de imagem. O internacional português foi condenado a pagar 16,7 milhões de euros às autoridades espanholas.

Também a actividade dos fundos de investimento no futebol, com ênfase especial no fundo Doyen, foi revelada pelo português. Os contornos da transferência de Ola John — e a intervenção do fundo de investimento Doyen na transferência — foram revelados na plataforma. A empresa adquiriu metade do passe do holandês por cerca de 4,5 milhões de euros, contemplando uma transferência de verba de seis milhões de euros em três anos, independentemente do valor de mercado do jogador. Ou seja, mesmo que o jogador não fosse vendido, o Benfica teria de pagar seis milhões de euros ao fundo de investimento. Em Espanha, as autoridades investigam o fundo sediado em Malta por suspeitas de fugas ao fisco.

O mesmo aconteceria se o holandês fosse vendido por menos de 12 milhões de euros. Se a transferência fosse acima desse valor, a Doyen receberia os seis milhões “mais metade de tudo acima dos 12 milhões de euros”, explica o livro Football Leaks, escrito por dois jornalistas da revista alemã Der Spiegel sobre os documentos obtidos pela plataforma. O português foi ainda o denunciante do caso Luanda Leaks, que revelou alegadas irregularidades cometidas pela empresária Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Um dos advogados da equipa de defesa de Rui Pinto, o francês William Bourdon, garantiu ter provas de que o hacker fez várias denúncias anónimas às autoridades portuguesas. Numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, o advogado afirmou que após ter sido ignorado pela Justiça, Rui Pinto decidiu criar o Football Leaks para expor criminalidade no futebol.

Rui Pinto encontra-se em prisão preventiva desde 22 de Março do ano passado, acusado pelo Ministério Público de 90 crimes.

PÚBLICO -

Autoridades investigam também transferências feitas pelo Sp. Braga PAULO PIMENTA / PUBLICO

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Primavera, Rodada 10 da A3.

Rodrigo Gomes Paes Domingues, 37 anos, empresário, há 13 temporadas apitando pela FPF, apitará o Galo x Fantasma.

O árbitro apitou União Barbarense 1×1 Paulista pela A2 e Barretos 1×0 Paulista pela A3. Na Copa Paulista, apitou XV de Piracicaba 2×1 Paulista. Mas o destaque maior dele está sendo na série A2 e nas primeiras oportunidades na A1 que teve no ano passado, tendo a carreira bem solidificada pelo bom número de jogos em cada divisão inferior que ele apitou. Uma carreira sem atropelos.

Das partidas que assisti dele, a que mais me impressionou foi num torneio amador: São Paulo 4×0 Rondonópolis (Copa SP Jr), em Mogi das Cruzes, onde ele acertou 3 lances difíceis relatados na análise que fiz no meu blog, mostrando bastante rigor mesmo sendo uma partida, em tese, fácil para apitar.

Espero que ele atue com o mesmo comprometimento em manter a disciplina e a segurança dos atletas durante os 90 minutos, sendo tranquila ou difícil a partida em si.

Desejo às equipes um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Primavera pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Os dois erros de arbitragem nos jogos do Palmeiras e do Flamengo na Libertadores. Se tivéssemos o VAR…

Dois lances bem polêmicos e que o VAR fez muita falta na Copa Libertadores da América. Vamos a eles:

Em Tigre x Palmeiras, no final da partida, o atacante Willian invade a área e o goleiro Marinelli o desequilibra, evitando um gol claro. Na regra antiga, é pênalti e Cartão Vermelho. Na regra nova, é pênalti e Cartão Amarelo pois a infração foi disputando a bola. Errou o colombiano Wilmar Roldán (que nunca “consegue errar” a favor de times brasileiros, sempre contra).

Em Jr Barranquilla x Flamengo, Teo Gutierrez deu uma cotovelada em Felipe Luiz e nem recebeu Cartão Vermelho. Simplesmente a agressão foi ignorada pelo árbitro venezuelano Alexis Herrera (o mesmo que também errou no jogo entre Guaraní x Corinthians, na polêmica da falta não marcada em Boselli).

Com tanto dinheiro e inúmeros patrocinadores, neste momento em que o custo do VAR não é exorbitante pelo tamanho da competição, por quê usar o árbitro de vídeo só nas fases finais? É a chamada “economia burra” ou a falta de mão de obra para ser escalada nos jogos?

Sorte dos clubes que o resultado final não foi alterado (vitória de ambos), mas em questão de saldo de gols, pode-se discutir.

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– O paraguaio Ronaldiño. Ou o Ronaldinho Gaúcho versão “passaporte falsificado”?

Já escrevi algumas vezes: para mim, no auge da carreira, Ronaldinho Gaúcho foi melhor do que Lionel Messi. Na carreira inteira (e olhe que Messi ainda está em atividade), o brasileiro foi bem superado pelo argentino.

Se tivesse sido mais profissional, com o talento que tem, R10 teria levado mais Bolas de Ouro do que as que conquistou. Mas parece que a vida desregrada o agradou mais e optou por curtir a grana (e muita) que ganhou.

Agora, foi preso no Paraguai por estar portando um passaporte paraguaio falsificado, já que o seu original foi apreendido devido ao processo e crimes ambientais em que responde na Justiça. Lamentável.

Toda a minha admiração futebolística pelo Gaúcho, já relatada, perdeu intensidade com 3 fatos:

  • Uma entrevista à Placar, quando disse que não sabia o quanto ganhava e que deixava seu irmão Assis administrar tudo, já que não carregava dinheiro. Disse ainda que: “roupas ele ganhava dos patrocinadores, jantares e almoços eram por conta da casa, hotéis e viagens eram a troco de fotos, e que o único gasto mesmo era com gasolina, mas abastecia no posto e pagava com cartão de crédito, que estava no Débito Automático”.
  • A ridícula imagem no pódio da Olimpíada, no fracasso da busca da medalha de ouro, recebendo a premiação conversando e sorrindo falando aos celular.
  • As constantes notícias de sonegação de impostos e calote em tributos.

Quem ganha muito dinheiro, acima da média mundial e além até das próprias celebridades do seu meio, deveria ter menos ganância e pagar as cobranças (e já sobraria muito ainda)…

Que pena, Ronaldinho. Está levando bola nas costas depois de aposentado?

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Foto: Divulgação/Polícia Nacional do Paraguai

– Dudu e Andrés Sanches: no Carnaval, repulsa. E se fosse na caridade?

No mundo utópico e ideal, não haveria problemas de pessoas de clubes rivais se confraternizarem. Nem mesmo se eles forem notoriamente símbolos polêmicos.

No mundo real, que eles saibam que, ao dar publicidade a essas fotos (como a de André Sanches, presidente do Corinthians, e Dudu, jogador do Palmeiras, na semana passada, abraçados em meio às festas carnavalescas) automaticamente permitem aos fanáticos “combustível” às críticas…

Pessoas importantes ligadas a rivais unidas numa farra, sempre trará muita discussão. Talvez, se fossem flagradas em um evento filantrópico, a repercussão seria outra. Ou não?

Confesso não saber: será que Dudu (o primeiro ídolo com esse nome, o da Academia, o Olegário Toloi de Oliveira), passou por alguma situação como essa? Ou se preservava?…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Capivariano x Paulista

Nesta 9a rodada da série A3, Capivariano x Paulista será apitado por Alester Clauri da Costa Tambelli.

O árbitro de 30 anos foi formado recentemente, em 2017. Com pouquíssimos jogos profissionais na carreira, me surpreende que, sem uma boa base nas categorias amadoras, já esteja na Terceirona. Faz parte da estratégia da FPF de acelerar a busca por novos nomes…

Enfim: que ele possa fazer um bom trabalho em Santa Bárbara do Oeste no confronto entre as duas centenárias equipes do Interior de SP. No papel, será um jogo difícil para ser arbitrado, devido à situação da tabela de classificação.

 

– Que isso, Felipe Melo? A entrada em Yuri Alberto em Santos x Palmeiras

Caramba, ao ver o lance em que Felipe Melo recebeu Cartão Amarelo, me assustei por 3 coisas:

  • A bobeada do árbitro Flávio Rodrigues de Souza, pois o lance é para Cartão Vermelho INDISCUTIVELMENTE. Nas Regras do Jogo, qualquer entrada com força / virilidade excessiva, ou lance frontal, ou carrinho que atinja o adversário, é para a expulsão.
  • No vídeo em velocidade normal, até quem assiste sente a dor do atleta do Santos FC. Mas pense: e se ele estivesse com o pé rijo, firme, preso no chão: o que aconteceria? Quebrava literalmente o jogador.
  • Por fim: a CARA-DE-PAU  de Felipe Melo, reclamando do Cartão Amarelo sofrido. É claro, que a declaração foi para desviar uma possível unanimidade de que deveria ter sido expulso, colocando em discussão uma suposta dúvida sobre o Amarelo ou não. Faltou inteligência para criar a polêmica…

Se Felipe Melo soubesse jogar apenas com a boa técnica que tem, esse rótulo de violência seria descartado. Mas pense: na 1a entrada um pouco mais forte que ele der, com um árbitro mais rigoroso em campo, teremos Cartão Amarelo ou Vermelho?

Fica a dica… ou melhor: a percepção do que o mundo do futebol reserva. Infelizmente, é assim que funciona: uma desforra no outro jogo para compensar ou não.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x2 Marília

Uma arbitragem irregular: muito boa até os 30 minutos de jogo, mas que depois caiu de qualidade a partir do momento em que os jogadores passaram a perceber uma certa passividade disciplinar na postura do árbitro. No final da partida, melhorou.

Vamos lá: Cleber Luís Paulino foi correto ao aplicar o Cartão Amarelo para Magno (PFC) por agarrar o adversário logo no começo do jogo. Acertou em nada marcar no ataque também de Magno, aos 16m, quando Hítalo Rogério (MAC) roubou a bola de maneira limpa. Não caiu na simulação de Carlos André (PFC), após perder a bola para Dourado (PFC). Aos 33m, também Cartão Amarelo bem aplicado a Mykaell (MAC).

Entretanto, ainda no 1o tempo, nas duas cobranças de faltas mais próximas à área, o árbitro mostrou um vacilo muito grande. Ao invés de assinalar o local da falta e providenciar a cobrança (ele tem spray para demarcar, isso facilita), deixou os dois times fazerem o “bolinho” e ficou ali escutando. Uma pena, pois a partir desse momento, os atletas começaram a “testar o juizão”. E depois de toda a conversa, outra demora: a de acertar as barreiras.

No segundo tempo, aos 18 minutos, Rafael Compri (PFC) deu uma entrada muito forte em  Carlos André (MAC). Era lance para Vermelho pela força excessiva, mas ficou no Amarelo. Aos 21m, Fabrício (PFC) ergueu o pé e cometeu uma falta para Cartão Amarelo, mas como houve a vantagem, deveria dar logo após a saída de bola; como ela demorou a sair… esqueceu-se!

Uma situação curiosa: numa saída de bola à frente do banco de reservas do Paulista, ambas equipes pediram o lateral ao seu favor. O lance foi prensado, e marcou-se ao Marília. Uma segunda bola quase entrou em campo, atrapalhando a cobrança. O treinador Oliveira deu um bico para longe (evitando que ela entrasse em campo) e o seu sapato voou para o campo de jogo. O árbitro entendeu como reclamação e aplicou Amarelo ao treinador. Sinceramente, eu não o advertiria, pois entendi que ele não estava criticando a decisão da arbitragem, mas a postura da sua equipe (desforrando na bola extra que atrapalharia o jogo).

O bandeira 1 Diego Cruz Freire ajudou na marcação de faltas e teve bastante trabalho em lances ajustados do ataque do Marília no 1º tempo, acertando os impedimentos e os lances legais. Idem no 2o tempo, em lances do Paulista.

O bandeira 2 Claudenir Donizeti da Silva também foi bem e acertou em um impedimento ajustado aos 9m do 2o tempo com perfeição.

Por fim, o quarto-árbitro João Mariano esteve sempre atento e foi bem.

Placar: 0x2

Faltas: 12×14

Cartões Amarelos: 3×2

Cartões Vermelhões: 0x0

Público: 779 pagantes

Renda: R$ 9.860,00

 

 

– Entre o Limiar do Prazer, há o Fanatismo e depois o Vício!

Gostar de futebol é uma coisa; ser fanático é um problema; viciar-se, é uma doença.

Trago uma interessante matéria de pessoas que sofrem do “Vício do Futebol”, enfermidade que pode ser tão fatal socialmente quanto qualquer outro vício.

Se um cara fanático já é um ‘chato de galochas’, imagine se ele é altamente dependente do esporte?

Extraído de IstoÉ, Ed 2194, pg 98

ELES TROCAM A FAMÍLIA PELO FUTEBOL

Por Rachel Costa

Especialistas alertam que assistir a esporte em excesso pode causar dependência e prejudicar as relações familiares e até profissionais dos viciados.

Nem a distância das primeiras posições da tabela do Campeonato Brasileiro faz o empresário Bruno Abranches, 29 anos, desistir de ver seu time, o Atlético Mineiro, jogar. Ele não deu trégua nem no casamento de um amigo: entrou na igreja com o celular em punho para acompanhar os lances pelo Twitter. A noiva, Priscila Carvalho, 24 anos, cansou de tentar tirar o amado da frente da televisão. “Nem chego mais perto, especialmente quando o Atlético perde. Quando isso acontece, o Bruno fica com o humor péssimo”, conta ela, uma cruzeirense por parte de pai pouco convicta.

Não bastasse o amor à camisa alvinegra, Bruno ainda acompanha campeonatos de natação, jogos de tênis, corridas de Fórmula 1 e lutas de UFC. Ele garante que tanta dedicação ao desporto pela telinha não atrapalha sua rotina. Não é o que pensa o psicólogo Josh Klapow, do Hospital de Saúde Pública da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. Segundo ele, muito tempo assistindo a jogos pode ser indício de dependência. Preocupado com a quantidade de horas gastas com esse hobby, Klapow reuniu indícios (leia quadro) que permitem distinguir se tal atividade ainda configura lazer ou se já se tornou um risco à saúde e à sociabilidade. “Como não é um vício tão forte como o das drogas, o viciado em esportes costuma ignorar o problema”, diz Klapow.

A porta de entrada para esse tipo de dependência, não raro, é a contratação de um canal de tevê exclusivo para esportes. “A pessoa assina para ver seu time, mas se descontrola e começa a assistir a tudo”, diz Irani Argimon, do departamento de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). De repente, a diversão se torna uma doença. “Vício não tem a ver só com dependência química”, alerta a psicóloga Juliana Bizeto, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). E, assim como o alcoólatra, o viciado em esportes também pode sentir os efeitos da abstinência. Um exemplo é quando fica nervoso se tem de abandonar o jogo para comparecer a um churrasco de família.

Por isso, é importante pôr limites. “Tento ver os jogos enquanto estou trabalhando, mas não deixo de trabalhar para fazer isso”, diz o empresário Martin Seoane. Quando era adolescente, ele chegou a ficar em recuperação por deixar de estudar para assistir ao futebol. Adulto, assiste ao que pode nas horas vagas e tira suas folgas sempre às quartas-feiras, que é para ver com calma as partidas do São Paulo.

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– RIP, Valdir Espinosa

À beira do Jubileu de Ouro no Futebol (8 anos como jogador, 6 como comentarista esportivo, 5 como dirigente e 30 como treinador, totalizando 49 anos), faleceu Valdir Espinosa!

Puxa, um cara considerado “gente boa” neste mundo tão complicado que é o futebol brasileiro. Ele tinha 72 anos e sofria complicações no intestino. Que descanse em paz!

Os times que ele trabalhou aqui:

De 1970 até 1978 (como jogador):

Grêmio
CSA
CRB
Esportivo
Vitória

De 1979 até 2020 (como treinador e dirigente, com pouquíssimas pausas):

Esportivo
Ceará
Londrina
Grêmio
Cascavel Esporte Clube
Al-Hilal
Grêmio
Cerro Porteño
Botafogo
Flamengo
Botafogo
Cerro Porteño
Atlético Mineiro
Palmeiras
Portuguesa
Corinthians
Fluminense
Tokyo Verdy
Coritiba
Botafogo
Fluminense
Vitória
Atlético Paranaense
Fluminense
Brasiliense
Ceará
Fortaleza
Flamengo
Santa Cruz
Cerro Porteño
Vasco da Gama (auxiliar técnico)
Vasco da Gama
Portuguesa
Fluminense (auxiliar técnico)
Duque de Caxias
Esportivo (coordenador técnico)
Metropolitano
Las Vegas City
Grêmio (coordenador técnico)
Botafogo (gerente de futebol)

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Marília, Rodada 08 da A3.

Cleber Luís Paulino está escalado para Paulista x Marília nesta 8a rodada da 3a divisão. Mas quem ee ele?

O juizão tem 39 anos de idade, trabalha há 11 temporadas e é Professor de Educação Física. Está bastante acostumado em jogos da A3 (já atuou pela A1 e foi árbitro da final da Copa SP entre Corinthians x Batatais). Ele não costuma dar muitos cartões (e isso é um problema, pois se tecnicamente é bom e tem experiência, disciplinarmente, às vezes, se atrapalha).

Ele esteve no Jayme Cintra em 2018 na derrota do Paulista contra o Guarulhos por 2×0, onde não foi bem no critério dos cartões (embora, nesta partida, Magno foi expulso corretamente por cuspir contra seu adversário).

A análise dessa arbitragem está em: https://professorrafaelporcari.com/2018/06/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x2-guarulhos-e-os-problemas-relatados-na-sumula/.

Neste ano, Cleber apitou a estreia do Marília na A3, (derrota por 1×0 frente ao Linense na “Capital do Alimento”)*. Na ocasião, atuou muito bem e cumpriu a 1a etapa do Protocolo FIFA contra a discriminação, devido aos gritos homofóbicos da torcida contra o goleiro de Lins (sobre o procedimento, aqui: https://wp.me/p4RTuC-nAN).

A escala completa:

Árbitro: Cleber Luís Paulino
Árbitro Assistente 1: Diogo Cruz Freire
Árbitro Assistente 2: Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Quarto Árbitro: João Augusto Mariano de Oliveira
Avaliador de Campo: Antonio Rogério Batista do Prado

*Sobre o título de Capital do Alimento, a explicação e outras curiosidades no link em: https://conteudo.solutudo.com.br/marilia/historias-inspiradoras-marilia/10-curiosidades-de-marilia-a-cidade-com-cheirinho-de-biscoito-ou-bolacha/

Desejo um bom jogo e uma grande arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Marília pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Tantos técnicos demitidos só em Fevereiro… mas quantos cartolas?

O Atlético Goianiense demitiu Cristóvão Borges com uma única derrota, pois a diretoria entendeu que sua “filosofia não atende a demanda do clube”, como foi divulgado em nota no momento da sua demissão.

O Atlético Mineiro demitiu o treinador Dudamel após a eliminação da Copa do Brasil para o time pernambucano de Afogados da Ingazeira. Um vexame tal saída da competição, sem dúvida.

O Corinthians é pressionado por resultados e bom futebol, o que não tem sido ainda obtido pelo treinador Tiago Nunes. O Santos “ferve” por conta do descontentamento do Conselho Deliberativo ao português Jesualdo. O São Paulo não tem paz nem mesmo quando Fernando Diniz consegue vitórias (e olhe que o time ataca constantemente).

Tudo isso seria até compreensível se não fosse o fato da temporada ter começado no final de Janeiro e estarmos em FEVEREIRO apenas! Também da utopia de que, as pessoas que demitiram os treinadores se auto-reconhecessem cúmplices do “fracasso”. Afinal, foram eles, treinadores, que se auto-empregaram”?

Comparo perfeitamente com qualquer Comissão de Árbitros: se um juiz vai mal por inexperiência, ou não atua bem porque não tinha o perfil para determinado jogo, ou ainda estava sem ritmo de jogo e apitou fora das condições adequadas ou sem instrução devida, a culpa é dele, árbitro, ou de quem o escalou? 

É muito simples um gestor de clube contratar um profissional e demiti-lo em poucos dias, criticando seu desempenho. Mas quem o escolheu? 

A cartolagem dos clubes se perde na nobreza e arrogância, e no fundo seus acessórios são os de Patati e Patatá…

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– A discussão sobre Maradona e Messi ressuscitada pelo próprio “dios”.

Por toda a sua história de alegrias e tragédias, a vida de Dom Diego Maradona, considerado “o Dios (Deus) do Futebol” na Argentina (lembrando que no Brasil temos o “Rei Pelé”), é mais interessante do que a do indiscutível gênio Messi, muito mais discreto.

Nesta semana, no Estádio San Paolo, Maradona deu uma cutucada em Messi após uma rara má atuação (em Napoli x Barcelona), dizendo que “não vai poder fazer o que ele fez”.

A ideia mais debatida é a de que Maradona jogou em um time que ele fez ser grande; já o Barcelona já tinha um grande time onde Messi mostrou sua categoria.

Extraído de: https://www.goal.com/br/not%C3%ADcias/maradona-segue-torcida-do-napoli-e-provoca-messi-nao-vai-fazer-o-/efhbi3y0t8031gr5nmvk5d4bu

MARADONA PROVOCA TORCIDA DO NAPOLI E DIZ: NÃO VAI FAEZR O QUE EU FIZ

Na última terça-feira (26), o Barcelona foi à Itália enfrentar o Napoli pela primeira partida das oitavas de final da Champions League e empatou por 1×1. O jogo marcou a primeira aparição de Messi no Estádio San Paolo, palco onde Diego Maradona conquistou um posto de divindade.

Como não podia ser diferente, a má atuação do camisa 10 do Barcelona reacendeu as intermináveis comparações entre os doi craques argentinos. Depois de Piqué se manifestar a respeito, foi a vez do próprio Maradona dar a sua opinião sobre Messi.

“Messi chegou a um San Paolo em decadência, Messi não viveu o que eu vivi. Ele pode jogar extraordinariamente em Nápoles, mas não vai poder fazer o que eu fiz, vamos esclarecer isso. Mas eu gostaria que os napolitanos tivessem um Messi”, disse à Rádio Estádio.

A opinião de Maradona parece ser bem parecida com a de boa parte da torcida do Napoli. Antes do início da partida, os torcedores que estavam presentes no Estádio San Paolo gritaram o nome de seu maior ídolo assim que Messi pisou no gramado.

Apesar das provocações, o craque do Barcelona terá a chance de responder na partida de volta, contra o Napoli, que acontecerá no próximo dia 18, no Camp Nou. O clube catalão precisa de qualquer vitória ou de um empate sem gols para garantir a classificação para as quartas de final.

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– O Racismo em Penapolense x Portuguesa contra Léo Pereira.

Lamentável… pela Segunda Divião do Campeão Paulista, no Estádio Tenente Carriço em Penápolis, no jogo entre a Penapolense x Portuguesa, uma pessoa pobre de espírito e indigna de ser chamada de cidadão ironizou e ficou pulando na arquibancada, imitando um macaco, a cada vez que Léo Pereira, jogador da Lusa, tocava na bola.

Pena que ninguém avisou o juiz ou parou o jogo para providências e prisão por crime de racismo. Triste.

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– As Mudanças das Regras do Futebol que não mudaram em 2015!

No próximo dia 29, a IFAB fará a reunião para discutir mudanças nas Regras no Futebol. Mas vejam só que curioso o que aconteceu em 2015: as ideias rejeitadas e, quem sabe, poderiam ser rediscutidas!

Abaixo, deste mesmo blog:

AS MUDANÇAS NÃO ACEITAS

Eram várias idéias para “modernizar o futebol”, sendo 6 propostas mais importantes (3 a curto prazo e 3 a médio) a fim de que a International Board colocasse em discussão neste último final de semana em Belfast, na Irlanda.

Todas elas não deram em nada...

Vamos falar quais eram?

1) A proposta da FIFA para que ocorresse uma 4a substituição em prorrogações não vingou. A própria FIFA, que a idealizou para o Mundial de 2014 no Brasil preocupada com o calor, abandonou-a durante as discussões.

2) A proposta da Escócia e da Inglaterra para que o jogador substituído pudesse voltar ao jogo não foi aprovada, mas permitida apenas como teste para a 11a divisão da Inglaterra (você leu correto: Décima-Primeira Divisão).

3) A não aplicação de cartão vermelho a um jogador que evita um gol dentro da área e que tal lance resulta em pênalti foi adiada (era a proposta da UEFA).

4) A proposta de 2 tempos de 30 minutos corridos com a paralisação do cronômetro do jogo a cada pausa na partida (proposta dos EUA), foi refutada sem maiores debates.

5) A utilização de replays para que o árbitro possa tirar suas dúvidas de marcações também foi descartada (aqui, a ideia de consulta ao meio eletrônico a qualquer momento).

6) A permissão para o desafio (2 questionamentos das equipes em relação às decisões dos árbitros) também foi rejeitada.

E aí: o que você mudaria para o futebol? Deixe seu comentário:

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Ops: as ideias principais a serem discutidas em 2020 aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/02/22/as-propostas-de-mudancas-das-regras-do-futebol-em-2020/

– O pênalti não marcado em Pato no Oeste 0x4 São Paulo

Há coisas complicadas no mundo do futebol. Existe algo chamado “fase”, quase que inexplicável e de vários motivos. Fase do “joga bem e não entra”, fase do “dá tudo errado”, entre outras. O São Paulo, por exemplo, vive no momento a “fase dos erros da arbitragem” – e impossível discordar das reclamações do time.

Sábado, em Barueri, se o jogo fosse 0x0, teríamos nova semana de debates. Afinal, impossível não assinalar o pênalti sofrido por Alexandre Pato e que, de maneira, incrível, Raphael Claus (que é ótimo árbitro) bobeou e não marcou.

Abaixo o lance, no vídeo em:

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– Cometa Haaland. Quem é esse fenômeno do futebol?

No ritmo que vai, o norueguês Erling Braunt Haalant, apelidado da forma a se brincar com o nome de Cometa Halley (devido a raridade e furor), será um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.

Alto, sem ser desengonçado e duro, tem muita velocidade, mobilidade, e, principalmente, FARO DE GOL. Veja: ele tem na temporada 40 gols em 30 jogos; somente no Campeonato Alemão, 9 gols em 6 jogos; pelo Borussia Dortmund, seu atual time, tem 12 gols em 8 jogos (incluindo as outras competições).

Um vídeo sobre sua juventude e categoria foi produzido pelo Globoesporte.com. Abaixo, vale a pena assistir, pois o garoto é realmente fora do comum.

Em: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao/noticia/haaland-chega-a-40-gols-na-temporada-e-borussia-segue-na-cola-do-bayern-na-bundesliga.ghtml

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– As propostas de mudanças das Regras do Futebol em 2020

Em 29 de fevereiro, na cidade de Belfast (Irlanda), haverá a famosa reunião anual dos outrora chamados “velhinhos da Board” (International Board, a “dona das Leis do Jogo de Futebol”) onde se discutirão as mudanças nas regras do esporte mais popular do planeta.

Três propostas, dentre as várias que serão discutidas, me chamam a atenção. Vamos à elas:

A 1a vem da Conmebol: Wilson Luís Seneme, presidente da Comissão de Árbitros da Confederação Sulamericana, pediu à IFAB para que se paralise o cronômetro quando existir checagem de lances junto ao VAR. Ótima ideia, penso eu.

A 2a é da FIGC (Federação Italiana), que sugere algum mecanismo em que os jogadores possam contestar decisões do árbitro e sugerir que ele vá ao monitor verificar. Em tese, se ele marca algo em que tem certeza e dispensa o VAR, o capitão da equipe poderia contestar e “desafiar”, pedindo que reveja a sua decisão e utilize o equipamento eletrônico.

A 3a já é bastante debatida antes mesmo da reunião: veio do ex-treinador Arsené Wenger, que faz parte do grupo de estudos da FIFA, sugerindo que o impedimento não seja mais marcado a partir da linha das partes “jogáveis” dos atletas que estiverem mais próxima da linha de fundo do que a bola e o penúltimo adversário, mas sim do corpo inteiro do jogador. Na prática, você não se preocuparia se é um pedaço do pé ou da cabeça à frente, mas sim a pessoa inteira.

Discutirá-se também sobre o que / como fazer regras mais duras quanto ao combate ao racismo / xenofobia e homofobia, além de cuidados maiores com choques decorrentes de cabeceio (uma tendência mundial em vários esportes).

E você, qual sugestão teria para a mudanças da Regra?

Em tempo: ao menos, não se viu nenhuma ideia exdrúxula como a da FERJ, que gostaria de colocar representas dos clubes de futebol dentro da cabine do VAR, como desejava a entidade para o Cariacão… Imaginaram como seria num Flamengo x Vasco?

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– De quem é a culpa das dívidas milionárias dos clubes de futebol e entidades esportivas?

O Governo parece nunca se esforçar para cobrar as dívidas das entidades esportivas. Pudera, Lula andava de braço dado com Andrés Sanches; Bolsonaro, palmeirense, sempre flerta com o Flamengo.

Com os políticos de braços dados com os cartolas do futebol, impossível a coisa ser boa…

Extraído de: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/02/20/clubes-devem-r-53-bi-a-uniao.ghtml

CLUBES DEVEM 5,3 BILHÕES DE REAIS

Corinthians tem o maior débito, de R$ 737,7 milhões, que não considera estádio

As dívidas de clubes esportivos com a União somam quase R$ 5,3 bilhões, de acordo com informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) enviadas ao Valor via Lei de Acesso à Informação (LAI). Os dados incluem débitos que estão em situação irregular (em processo de efetiva cobrança) e regular (garantidos, parcelados ou suspensos por decisão judicial). Dos dez maiores devedores, nove são grandes times de futebol, que podem se beneficiar de projeto de lei que prevê uma nova renegociação.

Somente o Corinthians tem um débito de R$ 737,7 milhões – valor que não considera o financiamento para construção de seu estádio na zona leste de São Paulo. Na sequência, vêm Atlético Mineiro (R$ 356,5 milhões), Vasco da Gama (R$ 256,5 milhões), Botafogo (R$ 251,6 milhões) e Flamengo (R$ 224,2 milhões). A sexta posição fica com a Confederação Brasileira de Vela e Motor, com R$ 219,8 milhões. Depois, aparecem Fluminense (R$ 173,8 milhões), Guarani (R$ 141,5 milhões), Internacional (R$ 130,1 milhões) e Palmeiras (R$ 88,3 milhões).

Mais de 3,5 mil clubes esportivos e sociais têm dívidas relativas ao não pagamento de impostos, contribuição previdenciária e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), segundo o levantamento, referente a novembro. Mas os valores devidos são discrepantes: os dez primeiros colocados no ranking concentram, juntos, quase metade do total da dívida (49%). Na outra ponta, 40 clubes poderiam quitar o que devem com menos de R$ 500.

Maior devedor, o Corinthians não reconhece grande parte dos valores apontados pela União.

Apenas uma das cobranças, do ano passado, soma R$ 597 milhões, mas o time argumenta ser isento de tributos federais e se apoia em entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) que extinguiu cobranças similares de outros clubes. O valor foi inscrito na dívida ativa após o clube perder o prazo para recorrer, mas, recentemente, uma liminar da Justiça permitiu a interposição de recurso e, com isso, suspendeu a cobrança, mudando a situação para “regular”.

O advogado do clube paulista, Juliano Di Pietro, diz que o Carf já reconheceu que os clubes não devem pagar Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Cofins, PIS e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). “Todos os clubes de futebol sofreram nos últimos anos investida da Receita Federal para suspender isenção que as associações sem fins lucrativos fazem jus pela legislação”, afirmou.

Questionada sobre o não reconhecimento das cobranças por alguns clubes, a PGFN respondeu, em nota, que é necessário avaliar caso a caso e que os “débitos cuja constituição esteja fundada em matéria sobre a qual exista súmula do Carf favorável ao contribuinte são baixados administrativamente, sem necessidade de intervenção judicial”.

Nos últimos anos, os clubes foram beneficiados por programas de renegociação com a União, como o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), de 2015, e o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), de 2017. Ainda assim, voltaram a contrair dívidas. O cumprimento das obrigações também perdeu força após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar contrapartidas de regularidade exigidas pelo Profut.

Agora, um projeto de lei em tramitação no Congresso propõe transformar os clubes de futebol de entidades sem fins lucrativos em empresas e, como atrativo para essa transição, permite um novo parcelamento das dívidas em até 60 meses, com desconto nos juros, multas e encargos. Só quem mudar sua natureza jurídica poderá requerer o benefício e serão permitidos apenas débitos esportivos, para evitar que a empresa que compre o time transfira suas próprias dívidas para aproveitar o refinanciamento.

O relator da proposta na Câmara, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), contudo, não vê o novo parcelamento como o grande atrativo do projeto. Isso porque maior parte das dívidas foi refinanciada no Profut, que permitiu quitá-las com desconto em até 20 anos. “Não vão trocar uma dívida dividida em 20 anos por uma de 5 anos”, disse.

O saldo que poderia ser parcelado, ainda não divulgado pelo governo, seria menos significativo do que há cinco anos. Na opinião de Pedro Paulo, o principal benefício da transformação em clube, além da melhoria na gestão, será que um investidor com capital poderá quitar rapidamente as dívidas usando o parcelamento e regularizar a situação do clube para fazer investimentos no futebol.

Não está claro, no entanto, se haverá grande interesse dos times na adesão. Em nota, o Internacional, por exemplo, disse não ver “qualquer necessidade do clube se transformar em empresa para aproveitar vantagens tributárias”, já que todas as dívidas se encontram negociadas em programas como o Profut e o Pert. Observa, no entanto, que está atento ao projeto de lei como “um caminho que possa gerar receitas alternativas”.

Pelo levantamento, cerca de metade da dívida dos clubes está irregular e a outra metade, regular. Do total, R$ 3 bilhões são relativos a débitos não previdenciários, R$ 2 bilhões a dívidas previdenciárias e R$ 258 milhões a contribuições ao FGTS. Os parcelamentos totalizam R$ 936 milhões.

Procurados pela reportagem, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Botafogo, Flamengo, Confederação Brasileira de Vela e Motor, Fluminense, Guarani e Palmeiras não responderam até o fechamento.

Após a publicação da reportagem, o Atlético Mineiro entrou em contato com o Valor para dizer que considera que a dívida com o governo é cerca de R$ 100 milhões menor do que a divulgada porque todo o dinheiro da venda do atacante Bernard acabou bloqueado e destinado para abater os pagamentos do Profut.

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– Sampaoli no São Paulo? Mas a recusa do Palmeiras não foi por…

Tenho medo dessas notícias que surgem em momentos oportunos (quando um técnico é contestado, por exemplo), sem a fala oficial da pessoa. Mas, hipoteticamente, imaginando que fosse real, vale discutir:

Diz-se que Jorge Sampaoli elogiou o elenco do São Paulo (onde foi especulado quando estava na Seleção do Chile), falando que não perdia em nada ao Flamengo. Será? Isso levou a se pensar numa possível negociação ou ao menos o interessa de ambas as partes.

Uma das repercussões em: http://www.futnet.com.br/post/2020/02/19/declaracao%2Dde%2Dsampaoli%2Dmovimenta%2Dbastidores%2Ddo%2Dsao%2Dpaulo/

Porém, me recordo que o mesmo argentino alegou que a falta de investimentos do Palmeiras para bater de frente em competitividade com o Flamengo foi uma das coisas que o fez não acertar com o time palestrino.

Relembre em: https://professorrafaelporcari.com/2019/12/17/sampaoli-fala-porque-o-acerto-com-o-palmeiras-nao-deu-certo/

Respeito Sampaoli e seu esquema tático, mas tudo isso não parece uma grande milonga? Sabidamente, o argentino gosta muito de criar algumas situações de marketing e é de gênio difícil para se lidar. Mas, querendo morar no Brasil, por quê não crer em tal desejo?

Declaração de Sampaoli movimenta bastidores do São Paulo

– O risco do mau posicionamento na cobrança de pênalti no jogo entre Náutico x Botafogo.

Perguntar não ofende: é real (e ele não saiu de lá) o posicionamento do árbitro goiano André Luiz de Freitas Castro (que é experientíssimo) no jogo pela Copa do Brasil entre Náutico/PE 1×1 Botafogo/RJ?

Custa crer que ele esteve naquele ponto durante o chute. Por quê ele estava lá? Antes da cobrança ser efetivada, ele voltou alguns metros?

Como recebi a imagem congelada e não achei um link sequencial (me foi enviado pelo amigo e competente jornalista Márcio Torvano, que também se assustou), questiono pelo fato do PERIGO do cobrador pernambucano chutar a bola e ela bater no árbitro. Seria bisonho! Mas, repito: estamos falando hipoteticamente, caso não tenha se colocado corretamente e a fim de que se torne uma situação didática aos jovens árbitros.

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– E enfim alguém foi assistir a audiência das escalas de árbitros: o SPFC!

Pouca gente sabe, mas o sorteio de árbitros no futebol brasileiro acabou. Agora, há a designação com audiência pública. Ou seja: se escala alguém, anuncia-se o nome e se espera que alguém questione.

Das escalas em audiência, praticamente NINGUÉM de fora da FPF (e não é força de expressão), compareceu pessoalmente até agora. Porém, na última, depois de tanta reclamação, 4 pessoas (todos dirigentes do São Paulo FC) estiveram presentes. E a pressão (como a dos velhos tempos) deu certo: Raphael Claus apitará o próximo jogo do Tricolor do Morumbi.

Talvez a explicação maior seja lógica: segundo o GloboEsporte.com, Ana Paula de Oliveira, a chefe dos árbitros da FPF, entendeu como lance legal e não tiro penal o ocorrido entre Camacho e Igor Gomes.

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/sao-paulo-vai-a-audiencia-de-designacao-de-arbitros-do-paulista-apos-erros-veja-como-funciona.ghtml

SÃO PAULO VAI À AUDIÊNCIA DE DESIGNAÇÃO DE ÁRBITROS DO PAULISTA APÓS ERROS; VEJA COMO FUNCIONA

Clube envia representantes e acompanha divulgação in loco pela primeira vez. Raphael Claus, tido como o melhor juiz de São Paulo, apita jogo contra o Oeste, sábado

As audiências públicas de designação de árbitros do Campeonato Paulista costumam reunir um apresentador e um representante da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Nesta terça-feira, porém, teve público recorde. O São Paulo enviou quatro representantes para acompanhar o anúncio dos juízes da sétima rodada do torneio.

O clube do Morumbi, descontente com a atuação recente de árbitros em jogos do time, foi o primeiro a mandar uma equipe a uma audiência, que passou a ser o modelo de divulgação dos árbitros nesta temporada em São Paulo.

A pressão feita durante a semana funcionou: Raphael Claus, tido como o principal árbitro do estado, será o responsável pelo jogo Oeste x São Paulo, sábado, em Barueri.

A escolha não é coincidência. É uma forma de a FPF minimizar as críticas recebidas. O São Paulo entende que perdeu pelo menos cinco pontos nas últimas três rodadas graças a erros de árbitros que a diretoria tricolor julga como inexperientes.

Na avaliação do São Paulo, foram erros cometidos em jogos contra o Novorizontino (empate), Santo André (derrota) e Corinthians (empate).

A revolta tricolor fez com que o superintendente de relações internacionais do clube, o ex-zagueiro Lugano, ofendesse o árbitro do clássico do último sábado, Douglas Marques das Flores. Ele será denunciado ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) e pode ser suspenso.

A comitiva do São Paulo teve o gerente de futebol José Carlos dos Santos, o advogado Felipe Carvalho, e os supervisores de futebol Rodrigo Ramos e Ricardo de Paula.

Eles não deram entrevista, mas acompanharam todo o anúncio, filmaram e fizeram fotos. No fim, quando o apresentador questionou se havia alguém disposto a se manifestar sobre a escala – uma burocracia, especialmente por que as audiências são feitas na maioria das vezes sem ninguém para se manifestar –, responderam que não.

Como funciona a escolha dos árbitros

A legislação passou a permitir a designação em 2015, com uma alteração no Estatuto do Torcedor que desde 2003 determinava a realização de sorteios – reação a um escândalo de anos antes, o Caso Ivens Mendes, ex-dirigente de arbitragem gravado em conversas em que supostamente oferecia vantagens a alguns clube em troca de dinheiro.

O sorteio, porém, sempre foi alvo de críticas de membros da arbitragem. Era comum que árbitros considerados mais capazes ficassem fora das escalas.

A CBF passou a adotar o modelo de audiência pública no ano passado, quando o ex-árbitro Leonardo Gaciba assumiu o comando de arbitragem da confederação. Em São Paulo, a designação dos árbitros em audiência começou neste ano, aprovada pelos clubes nos Conselhos Técnicos das quatro divisões do futebol paulista.

As audiências e podem ser acompanhadas no local por quem quiser – seja dirigente, jogador, repórter ou torcedor. O calendário das audiências deve ser publicado com antecedência nos sites das federações. O Estatuto do Torcedor determina que elas sejam transmitidas ao vivo pela internet – onde permanecem depois das transmissões.

Apesar disso, e das recorrentes reclamações de dirigentes de clubes e torcedores, as audiências são ignoradas – exceção à desta terça-feira. As transmissões na internet também geram baixas visualizações. A desta semana, enquanto esteve ao vivo durante seus sete minutos de realização, teve um pico de 53 pessoas assistindo.

No começo da temporada a FPF definiu 16 árbitros para a Série A-1, com oito jogos por rodada. São, obviamente, considerados os melhores do quadro paulista.

A definição da escala é definida com antecedência pela Comissão de Arbitragem, formada por cinco pessoas – eles analisam o desempenho dos árbitros com a ajuda de avaliadores que formam a equipe de arbitragem de cada partida.

A FPF também utiliza uma ferramenta de avaliação chamada WyScout, em que os membros da comissão debatem diretamente com os árbitros os lances específicos de cada jogo numa plataforma online.

Para a escala, a comissão leva em consideração o peso do jogo, o histórico do árbitro com algum dos times e evita repetir um mesmo juiz em duas partidas seguidas de uma mesma equipe.

O que é, também, um problema. Eles geralmente são requisitados pela Conmebol e Fifa para outras partidas e eventos. Nesta semana, estavam no Paraguai para a realização de testes físicos pedidos pela Conmbeol.

Claus, cotado para apitar a próxima Copa do Mundo, pode não estar disponível para parte dos mata-matas do Paulista, já que deve viajar para seminários da Fifa.

Dos quatro, só Claus esteve escalado na última rodada – e a FPF escolheu colocá-lo em Guarani x Novorizontino, um jogo disputado no sábado e tido como de menor pressão, para que ele pudesse se preparar para a semana de testes da Conmebol. Edina Alves pediu para ficar fora da escala pelo mesmo motivo – ela pode se tornar a primeira mulher a apitar um jogo de Libertadores.

Na rodada do próximo final de semana, a sétima, Raphael Claus (Oeste x São Paulo), Flávio Rodrigues de Souza (Água Santa x Corinthians) e Edina Alves (Ituano x Santos) estarão em campo.

Douglas Marques das Flores, alvo da ira de Lugano e outros dirigentes do São Paulo no último sábado, não apitará. Ele deve ser o quarto árbitro de Botafogo x Inter de Limeira.

A avaliação da Comissão de Arbitragem da FPF, porém, é de que ele não errou no lance do pênalti reclamado pelos tricolores, quando Camacho disputa a bola com Igor Gomes na área do Corinthians. Ele mandou o jogo seguir.

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Transmissão da audiência de designação de árbitros na Federação Paulista: são-paulinos na bronca — Foto: Reprodução

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio Osasco x Paulista

Para quem crê em superstição, uma ótima notícia: das 6 partidas da A3 em que o árbitro Jefferson Dutra Giroto trabalhou em 2020, em nenhuma o mandante ganhou!

Foram 3 jogos apitados e 3 vitórias do visitante; trabalhou em 3 jogos como 4o árbitro, com 2 vitórias do visitante e 1 empate.

Claro, tais números servem para a curiosidade e para os que crêem em sorte. Como, particularmente, creio em trabalho (e imagino que a sorte seja a somatória do trabalho com a oportunidade), prefiro a análise mais fria. Vamos à ela:

Jefferson tem 33 anos de idade, 11 de carreira, é natural de Hortolândia e está apitando a série A3 há algum tempo. Em 2017, apitou Monte Azul 2×0 Paulista pela A3. Em 2018, apitou Paulista 2×3 Red Bull pela Copa São Paulo. Em 2019, apitou Paulista 2×0 União Suzano pela “Bzinha”.

Das partidas que o vi trabalhado como árbitro central (lembrando que ele trabalhou bastante jogos no Jayme Cintra como 4o árbitro, estando neste ano na derrota por 3×0 contra o São Bernardo), me pareceu um bom juiz na questão disciplinar (falando em critérios de cartões); tecnicamente tenta apitar poucas faltas preferindo aplicar a lei da vantagem; mas, quanto à postura parece-me precisar de mais autoridade, pois demonstra insegurança e conversa demais com os atletas, tentando dar satisfação de suas marcações.

Se o time “jogar bola”, sempre digo isso, a arbitragem não costuma aparecer.

Árbitro: Jefferson Dutra Giroto
Árbitro Assistente 1: Diogo Correia dos Santos
Árbitro Assistente 2: Leandro Fernandes Rodrigues
Quarto Árbitro: Paulo Santiago de Medeiros
Avaliador de Campo: Emerson Fernandes Rorato