– No futebol, se a vítima pular na hora de ser atingido pela falta, deve-se marcar a infração?

Revendo jogos de outras temporadas da Libertadores, um me chamou a atenção: março de 2012, partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich. Neymar apanhou bastante naquele dia, e criticado após “pular de uma falta”, declarou:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League.

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

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– Alguém já perguntou a opinião dos jogadores sobre a volta forçada do futebol?

Leio que os cartolas e as autoridades públicas discutem a volta das partidas de futebol no Brasil. Portões fechados, jogadores testados e até condutas difíceis de se praticar são levantadas.

Muito debate está ocorrendo, mas… alguém leu se os jogadores (que são os atores principais) estão sendo consultados?

Gostei da fala de Raí, que acabou abordando sob a ótica do esportista (incrementando um pouco de política no meio).

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/rai-pede-renuncia-de-bolsonaro-e-diz-que-sao-paulo-e-contra-retorno-do-futebol/

SÃO PAULO É CONTRA O RETONO DO FUTEBOL

O diretor-executivo de futebol do São Paulo, Raí, deixou de lado o seu discurso geralmente sem polêmicas e fez duras críticas ao Presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com o dirigente tricolor, o ideal seria que o político renunciasse ao cargo para evitar um processo de impeachment em razão de suas decisões.

“Se perder a governabilidade, eu torço e espero uma renúncia para evitar o processo de impeachment, que sempre é traumático. Porque o foco tem que ser a pandemia. (O impeachment) não é uma coisa que tem de se pensar agora, energia nenhuma pode ser gasta nisso, mas se estiver prejudicando ainda mais essa crise gigantesca de saúde, sanitária, tem que ser considerado”, disse o dirigente, em entrevista ao Globoesporte.com

Raí criticou a postura do presidente em relação a forma com que está combatendo a pandemia do coronavírus. “Um posicionamento atabalhoado, é o mínimo que se pode dizer. Naquele momento, por exemplo, que ele deu aquele depoimento em rede nacional… Ele está no limite, muitas vezes, da irresponsabilidade, quando ele vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde”, opinou.

O dirigente também deixou claro que sua irritação com Bolsonaro não se resume apenas pela forma com que ele está tratando a covid-19, mas também como administra o País. “Outro absurdo do Bolsonaro é inventar crises políticas ou de interesses próprios, familiares, no meio de uma pandemia. É inaceitável. Tenho certeza que muita gente concorda, inclusive alguns apoiadores do Bolsonaro. Ele foi eleito democraticamente, mas a própria democracia está conseguindo frear”, continuou.

O diretor afirmou que o São Paulo é contra o retorno precoce do futebol brasileiro, apesar da situação financeira delicada que o clube, assim como a maioria dos outros times pelo Brasil, vive. “É bom deixar claro e reforçar que a posição do São Paulo não é voltar rápido. É voltar ao seu tempo, com as orientações, e gradativamente, começando obviamente o treino sem uma data certa de quando o campeonato vai retornar.”

Mantendo um discurso direto e até fugindo de seu estilo de entrevistas, Raí reclamou até mesmo do presidencialismo. “Eu acho que isso me fez até questionar o presidencialismo. Estar sujeito a uma pessoa como essa, a um presidente como esse, que foi eleito democraticamente, mas que toma decisões que confundem completamente a população. Por causa dele, e aí o cálculo pode até ser feito, milhares de mortes a mais vão acontecer”, completou.

Raí pede renúncia de Bolsonaro e diz que São Paulo é contra retorno do futebol

– O futuro do Futebol poderá ser muito diferente na prática esportiva. Não é melhor esperar?

A insistência em jogar futebol profissional mesmo com o Covid-19 em alta, pode permitir o surgimento de um outro esporte sem ser o que conhecemos.

Vimos dias atrás a vontade da FPF em retornar os seus campeonatos (em: https://wp.me/p55Mu0-2w8). Falamos de algumas ideias estapafúrdias para que isso ocorra, como isolar atleta por 15 dias ou não ter contato físico algum durante o jogo, proibindo abraço em comemoração de gol (texto em: https://wp.me/p4RTuC-puS)

No Campeonato Holandês, já houve o encerramento do torneio (vide em: https://wp.me/p4RTuC-pyy) Nesta semana, na terra do bilionário PSG, o Campeonato  Francês também foi encerrado pela FFF (sem que tenha-se decidido campeão ou rebaixado).

Agora, leio que o importante médico Michel D’Hooghe, responsável pelas principais questões de saúde da FIFA, sugeriu que se aplique Cartão Amarelo para o atleta que cuspir em campo, pois isso poderia disseminar o Novo Coronavírus. Ora se, existe o risco, simplesmente não tenha futebol, ao invés de criar regras que deverão ser contestadas pelos jogadores e possivelmente não cumpridas.

Ao menos, o próprio Dr D’Hooghe usou o bom senso quando disse: o ideal é que não se faça futebol nem com portões fechados, pois existiria o risco dos atletas expostos, já que seria impossível manter a distância necessária entre eles de 1,5m.

Já imaginaram que tal medida (o distanciamento de 1,5m) for sido colocado como regra, assim como não cuspir?

A verdade é: enquanto existir risco de contágio entre os boleiros, não se realize futebol de jeito algum.

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/medico-da-fifa-quer-cartao-amarelo-para-quem-cuspir-no-gramado-quando-futebol-for-retomado.ghtml

MÉDICO DA FIFA QUER CARTÃO AMARELO PARA QUEM CUSPIR NO GRAMADO QUANDO FUTEBOL FOR RETOMADO

“(Cuspir) não é higiênico e é uma boa maneira de espalhar o vírus”, afirma Michel D’Hooghe, presidente do comitê médico da entidade máxima do futebol mundial

O retorno do futebol em meio à pandemia do coronavírus ainda está cercado de dúvidas e incertezas. Para Michel D’Hooghe, presidente do Comitê Médico da Fifa, além de protocolos de segurança, serão necessárias medidas punitivas aos atletas quando a bola voltar a rolar. Mais especificamente àqueles que cuspirem em campo.

– É uma prática comum no futebol e pouco higiênica. Por isso, quando o futebol voltar, penso que deveríamos evitá-la ao máximo. A questão é se isso será possível. Talvez com um cartão amarelo – disse D’Hooghe, em entrevista ao jornal inglês “Daily Telegraph”.

– (Cuspir) não é higiênico e é uma boa maneira de espalhar o vírus. E essa é uma das razões pelas quais temos de ter muito cuidado antes de a bola voltar a rolar. Não sou pessimista, mas neste momento sou muito cético relativamente a isso – frisou Michel D’Hooghe.

Esta não é a primeira vez que o presidente do comitê médico da Fifa manifesta algumas reservas quanto ao retorno do futebol nesta temporada. No início do mês, D’Hooghe pediu cautela na tomada de decisões sobre o regresso das competições, mesmo com portões fechados, uma vez que “é impossível que os jogadores respeitem uma distância de 1,5 m entre si”.

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– Há 10 anos, o que ficou e o que vejo da carreira de árbitro?

Encerrei exatamente há 10 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo nos seus sonhos. Vestem o uniforme e se transformam dentro dos gramados que imaginam.

Mas, definitivamente, acabou. Termina para sempre quando perde a motivação, e o desejo de voltar sucumbe à realidade. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes burocráticos (e muitos, soberbos e irônicos) é nula.

Quanto tempo não há renovação dos cartolas? Maior do que o da renovação dos árbitros…

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol em meio a um segmento cada vez mais restrito a “donos de cargos”, onde a vida sindical se mistura ao ofício de dirigentes patronais. Questionar a quem e contra quem?

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro, que não é mais o conhecedor das regras do futebol, mas o atleta que deve somente correr, correr e correr dentro de campo, acatando orientações de “bola na mão que viram mão na bola”).

Hoje, mato a saudade do meio em que vivi falando de futebol e arbitragem na TV, no rádio, no jornal e na internet. E assim sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam, menos árbitros de potencial teriam que encerrar suas trajetórias e trocaríamos a exigência física pela técnica. Aliás, como exigir algo, se os dirigentes não querem o profissionalismo verdadeiro, transformando a causa em discursos demagogos?

Férias, INSS, 13o e plano de saúde ao árbitro… Tudo ilusão e são causas que não estão na pauta dos Sindicatos! Afinal, quem quer brigar com a CBF e suas Federações aliadas?

O “INAMPS” (ou a Unimed, a Amil e tantos outros planos de saúde) estão aí para os árbitros lesionados…

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– A ideia das 5 substituições da FIFA por conta do calendário Pós-Covid.

Atenção: não é uma proposta de mudança definitiva da Regra 3 do Futebol (número de jogadores), mas uma atitude emergencial. Falamos do aumento de substituições que a FIFA sugere para a IFAB (International Board, as donas das Regras do Jogo) a fim de que os jogadores aguentem a maratona de confrontos pós-Covid.

Imagine a maratona de partidas que ocorrerão (por exemplo, no Brasil) se todas as partidas pendentes no calendário forem jogadas num espaço de tempo bem menor do o “saudável”, a fim de não atrasar competições futuras! Não há condição física que aguente… Dessa forma, além de 3 substituições durante a partida, a FIFA deseja que possam ocorrer mais 2 exclusivamente no Intervalo.

Eu acho uma ótima ideia. E você?

Tudo parado: último estadual em andamento, Roraimense é suspenso ...

– Pacaembu, 80 anos!

O Estádio Dr Paulo Machado de Carvalho, o simpático Pacaembu, completa 80 anos nesse dia 29 de abril.

Aqui (abaixo), a foto dele ainda com a Concha Acústica (repare nas imediações, como era o entorno antes).

Por conta da Pandemia de Covid_19, a praça esportiva virou Hospital de Campanha e infelizmente não se tem como fazer um jogo comemorativo (nem clima para isso). Mas qual o jogo mais eletrizante / importante / de melhor qualidade que você assistiu nele?

Aqui para o pessoal de Jundiaí, apesar do vice-campeonato estadual de 2004 do Paulista FC ter acontecido lá, creio que a maior vitória / melhor jogo / partida emblemática do Galo da Serra do Japi tenha sido Santos 1×3 Paulista, em pleno Carnaval, com Neymar e tudo mais (2013).

E o seu jogo de lembrança, qual foi?

Pacaembú 70 anos!!! |

– Acontecerá no Brasil o que aconteceu no Campeonato Holandês?

O campeonato holandês foi declarado ENCERRADO, por conta da Pandemia do Novo Coronavírus. Lá, o Ajax, líder da competição, não será declarado campeão. Também não haverá rebaixamento nem continuidade da Copa da Holanda.

As vagas para as competições europeias serão distribuídas pela classificação final (repetindo, sem declarar o Ajax campeão – mas ele irá indicado para a Uefa Champions League como se tivesse sido). O curioso é que o Utrecht ficou a 1 ponto da Zona de Classificação da Liga Europa, e tem 1 jogo a menos! Entretanto, não se usou o critério de percentual de aproveitamento, mas classificação independente do número de jogos.

Fica a dúvida: o que acontecerá no Brasil? É cedo ainda para pedir que se repita a mesma coisa nos Estaduais (sem campeão ou rebaixamento), ou em nosso país vale a pena esperar mais um pouco (sacrificando o Brasileirão)?

Ajax v PSV Previa, Predicciones y Pronóstico

– Leonardo Gaciba estaria sendo “alijado” do poder na CBF, mesmo sem a bola estar rolando? Uma decisão técnica ou política?

Me assusto como as coisas funcionam na base de interesses duvidosos, e ao usar tal expressão, explico: me refiro quanto a “incompreensão de certas medidas” e “a troco de quê”?

Pela Comissão de Árbitros da CBF, os mais duradouros presidentes que por lá passaram sempre foram muito criticados pela falta de competência dos seus trabalhos e acabaram sendo demitidos. Porém, percebeu-se que acabaram apenas remanejados de cargo, como Sérgio Corrêa da Silva (que ocupa um cargo de “Chefe do Desenvolvimento do VAR no Brasil”) ou o Coronel Marcos Marinho (que é o responsável por um departamento designado para o surgimento de Novos Talentos da Arbitragem).

Leio nas Redes Sociais, visito o site da CBF e converso com colegas e acabo percebendo que criou-se um colegiado no qual as 5 regiões do Brasil teriam representantes para aconselhar Leonardo Gaciba (que tenta mudar alguns paradigmas na CBF), a fim de ajudá-lo a ter “uma melhor visão” das coisas na qual ele trabalha e tomar boas decisões.

Me assusta mais ainda ler (e não tenho a confirmação) de que nomes como Arthur Alves Júnior (lembram do “Arthurzinho do Sindicato”, que foi membro da FPF na gestão de Marco Polo Del Nero – e que está como chefe dos árbitros da Paraíba) foi sondado para integrar tal turma. Aliás, perceberam que tais nomes da gestão de Rogério Caboclo são os mesmo da de Marco Polo?

Nenhuma denúncia, acusação ou algo que o valha a essas pessoas (são todos honestos, aqui a questão é meritocrática), mas a simples pergunta óbvia: com tanto tempo no mundo da Arbitragem, sendo criticados por competência, pra quê essas pessoas querem fazer algo que tire poder de Leonardo Gaciba?

Fica o alerta: quando burocratiza-se demais, vira burocratismo, que é o mau uso da burocracia, que em si, seria ferramenta boa como método de controle.

Mesmos nomes eternizados no poder é ruim. Há de se ter sangue novo! E aproveitando o gancho: se novos nomes não corresponderem (aqui me direciono também à nova gestão do Safesp, que iniciou seus trabalhos e em breve terá que dar satisfação aos trabalhos realizados, inclusive da auditora das contas da diretoria anterior – mas ficará para outra postagem pois é outro assunto), também se troque os mesmos por outros ainda mais novos e descomprometidos.

Por fim, a ironia do destino: o que tem de gente vendo nomes outrora criticados mas que se apoiam no poder, agora voltados à tona e elogiados… caramba! Que raio de jogo essa gente faz? Quem está no poder e pode lhe ajudar, ganha apoio no seu texto / fala / discurso?

Em tempo: como tudo não é crítica, vejo um trabalho de reconstrução da Comissão de Árbitros por parte do Seneme na Conmebol que está me impressionando pela superação de barreiras. Que ele possa ter carta branca e seja resiliente. E, como será inevitável o questionamento pois ainda não abordamos: não consigo ter uma impressão final do trabalho de Ana Paula de Oliveira, afinal, precisa ter tempo para trabalhar (embora registramos aqui algumas coisas que desagradam). Boto mais fé no Emerson Carvalho como consultor e corretor dos erros ali existentes.

– Tiago Nunes e Andrés Sanches: uma confusão que poderia ser evitada no Corinthians!

Há certas coisas malucas no mundo do futebol: sem jogar, com elenco em férias, o Corinthians conseguiu se tornar um foco de tumulto e mal estar!

Tudo começou quando o treinador Tiago Nunes deu uma “bola fora” usando palavras fortes, dizendo que encontrou “sucateado” o Centro de Inteligência de Futebol. Andrés Sanches, o presidente do Timão, irritado com a fala do seu técnico, retrucou pela imprensa:

“É que ele devia estar no Barcelona, que não tem nem de perto o que tem no Corinthians. Como trabalhou no Barcelona, achou que aqui estava ruim.”

Com tal clima e especulações de Mano Menezes sendo procurado, eu não duvidaria se Tiago Nunes caísse por comportamento “indesejado” nas entrevistas…

Andrés Sánchez está chateado com Tiago Nunes, técnico do Corinthians — Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes

 

– Sportswashing? O príncipe da Arábia Saudita e a compra do Newcastle

Lavar dinheiro no esporte é chamado no Exterior de “Sportswashing”. Roman Abramovich, no Chelsea, foi acusado de fazer isso; outros bilionários asiáticos, idem. Agora, é a vez do príncipe Mohamed Bin Salman (através do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita) ser acusado de tal prática ao oferecer mais de 1,5 bilhão de dólares pelo Newcastle.

Porém, há uma questão que vai além: a do péssismo relacionamento entre árabes e qataris, envolvidos no negócio.

Entenda, extraído de: https://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/venda-do-newcastle-pode-gerar-crise-entre-inglaterra-e-qatar_39992.html

VENDA DO NEWCASTLE PODE GERAR CRISE ENTRE INGLATERRA E CATAR

A venda do Newcastle a um fundo de investimentos pode gerar uma crise diplomática da Inglaterra, país de origem do clube, com o Qatar. Isso porque a BeIN Sports, de origem qatari e uma das principais emissoras esportivas da Europa, enviou uma carta à Premier League pedindo que a venda do Newcastle por £ 300 milhões seja proibida. O motivo? A compra será feita por um fundo ligado à Arábia Saudita.

A BeIN tem acusado o governo saudita de pirataria, ou seja, de captar o sinal de transmissão de seus eventos e exibi-lo ilegalmente dentro do país, ferindo direitos e causando prejuízo para a empresa. A cruzada contra os árabes teve aval de diversas entidades ligadas ao universo esportivo, inclusive a Fifa.

“O potencial adquirente do Newcastle causará enormes danos às receitas comerciais do próprio clube e da Premier League, com o legado do serviço ilegal continuando a causar impactos no futuro. Quando a temporada da Premier League recomeçar nos próximos meses, todo o conteúdo das emissoras da liga continuará disponível prontamente e ilegalmente por meio da funcionalidade dos decodificadores de streaming da BeoutQ, vendidos em quantidades significativas na Arábia Saudita e nos EUA, e também no Oriente Médio e no norte da África. Além disso, dado o efeito econômico enfraquecedor que o coronavírus está exercendo sobre a indústria do esporte, tudo isso acontece no momento em que os clubes de futebol precisam proteger ainda mais suas receitas de transmissão”, afirmou Yousef al-Obaidly, executivo-chefe da BeIN Sports, na carta enviada à Premier League.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a Premier League, juntamente com outros órgãos governamentais e detentores de direitos, já havia solicitado à operadora de satélite Arabsat que retirasse do ar a TV saudita BeoutQ por pirataria. A BeoutQ teria iniciado suas atividades de transmissão ilegal em 2017, ano em que a Arábia Saudita e o Qatar se envolveram em uma discussão política com diversas ramificações internacionais, inclusive o término das relações diplomáticas entre os dois países.

Nos bastidores, fontes que trabalham na negociação de compra e venda do Newcastle continuam confiantes de que não haverá problemas de última hora. Um dos motivos para o otimismo é que, apesar de preocupações semelhantes, a Premier League aprovou a venda de 100% do Sheffield United, que está nas mãos de capitais sauditas desde o ano passado.

O atual proprietário do Newcastle, o milionário inglês Mike Ashley, que está em isolamento social nos Estados Unidos, e a própria Premier League se recusaram a comentar o assunto com o The Guardian.

Newcastle, o novo 'super rico' do futebol? Quem são os possíveis ...

– Ilusão de Ótica

Se você está com saudade do futebol “inédito”, eu também…

Olhe só que clique legal rola pela Internet sobre o “mundo da bola”! Tem cara que é bom mesmo em fotografia… O gol marcado pelas silhuetas com o sol de bola!

Aqui:

– Festeiro, mas profissional: Helguera conta sobre Ronaldo Fenômeno

Quem é da minha geração sabe o quanto jogou bola Ronaldo Nazário, que era o Fenômeno mas nasceu simplesmente como Ronaldinho. Talvez tenha sido no Barcelona o seu auge que impressionou o mundo; também a comoção das suas contusas e a brilhante volta por cima em 2002.

Agora, leio algo curioso e sabido do craque: sobre como gostava de festas, dando até mesmo “dor-de-cabeça” aos companheiros.

Vejam só que relato incrível de Helguera, que jogou com o brasileiro no time dos Galáticos,

Extraído de: https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/futebol/ex-real-madrid-detalha-festas-ao-lado-de-ronaldo-fenomeno-e-dispara-minha-esposa-disse-para-eu-voltar-para-casa.phtml

EX-REAL MADRID DETALHA AS FESTAS DE RONALDO

Por Lucas Miluzzi

Ivan Helguera, ex-jogador e companheiro de Ronaldo no Real Madrid, concedeu uma entrevista ao jornalista Mister Chip, pelo Instagram, e revelou algumas histórias curiosas sobre o atacante brasileiro.

O craque espanhol contou detalhes de uma festa que o craque brasileiro fez em sua casa. Segundo ele, desembarcou um ônibus cheio de mulheres jovens em frente a residência de Ronaldo e tal momento desencadeou certo ciúmes entre Helguera e sua esposa.

“Eu estive em uma festa de aniversário com a minha mulher. Quando começaram a aparecer vários ônibus com jovens mulheres, a minha esposa disse para a gente voltar para casa. A (esposa) do Figo fez igual. A festa aconteceu na casa do Ronaldo”, contou.

Helguera ainda contou que tanto Roberto Carlos quanto Ronaldo adoravam sair aos finais de semana, mas que mantinham o profissionalismo em primeiro lugar. Ele elegeu os dois como os maiores “festeiros” daquele elenco de atletas galáticos do Real Madrid.

“Beckham, Zidane e Figo eram grandes profissionais. Roberto Carlos e Ronaldo gostavam mais de sair, mas não saiam todos os dias. Se jogássemos ao sábado e ganhássemos podiam sair, mas sair no sábado para jogar no domingo… Não faziam isso”, explicou.

Com a camisa do Madrid, Ronaldo fez 177 jogos e marcou 104 gols. Para contratá-lo, os madrilenhos desembolsaram, na época, 45 milhões de euros pelo craque brasileiro. Vale lembrar que ele foi eleito melhor do mundo em três oportunidades, nos anos de 1996, 1997 e 2002.

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– Um bate-papo em formato de aula sobre arbitragem de futebol!

Participem do Curso Livre de Jornalismo Esportivo da Rede Contínua e Cursos Prado! Muito bom.

Eu falei sobre Arbitragem nesta 3a feira na plataforma. Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=FYTO-SazklM&t=1077s

– Dr Cohen e a polêmica sobre o comportamento dos atletas Pós-Covid_19!

Respeito muito o Dr Moisés Cohen. A única vez que conversei com ele (em consulta) fiquei muito satisfeito. O cara é bom, o admiro, mas… me decepcionou ao falar sobre a volta do futebol, agora que é consultor da FPF. Sugeriu coisas ilusórias na continuidade do Paulistão (se é que terá), como gol sem abraço, jogadores sem chegar perto do árbitro, além de outros comportamentos complicados.

Minha pergunta é: e o contato físico natural do jogo, não existirá? Esse detalhe, repetido à exaustão, não contará como risco de contágio, se comparado com os outros exemplos?

Seria hilário imaginar jogo sem ninguém encostar em outras pessoas. Aliás, há a ideia de criação de um protocolo para que os times façam testes de Covid e, estando os jogadores negativados, fiquem 15 dias isolados do restante do mundo para jogarem todo o torneio.

Abaixo, extraído de: https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2020/04/medico-da-fpf-sugere-gol-sem-abraco-de-jogadores-na-volta-do-paulista/

MÉDICO DA FPF SUGERE GOL SEM ABRAÇO DE JOGADORES

Final do Campeonato Paulista de 2020. Quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Zero a Zero. Escanteio. Zagueirão no ataque sobe e marca de cabeça o gol do título. Corre sozinho para comemorar. Nenhum companheiro o abraça. Nem chega perto dele. Não rola abraço entre ninguém. Essa cena imaginária parece impossível, mas, algo parecido pode acontecer quando a quarentena para combater a transmissão do novo coronavírus acabar e (se) o Estadual for retomado.

A possibilidade existe porque Moisés Cohen, presidente da comissão médica da FPF, planeja recomendar aos jogadores que não se abracem e não tenham outro tipo de contato ao comemorarem gols.

“Temos que dar o exemplo, mesmo se tivermos segurança de que ninguém está contaminado. Então, faz o gol, pula sozinho para comemorar. Se todo mundo se abraçar, imagina o reflexo que isso pode ter no torcedor. O cara que está assistindo pela TV vai falar: ‘se eles estão se abraçando não tem perigo’. Daí ele pode sair abraçando todo mundo”, afirmou Cohen.

Na próxima segunda, ele fará uma videoconferência com médicos de clubes paulistas para discutir protocolos de saúde para quando os jogos forem retomados. O projeto não está fechado e depende também das alegações das agremiações.

O cenário ideal para Cohen é que todos os times fiquem concentrados durante 15 dias para terminar o Campeonato Paulista. No início da concentração, os jogadores fariam testes para saber se foram contaminados pelo novo coronavírus. Nesse caso, quem testar positivo é afastado.

As diferentes condições financeiras e de estrutura entre os clubes pode ser um obstáculo. Há times que sinalizaram que teriam que manter o elenco num hotel e que não têm verba para isso.

Hoje, um problema seria conseguir os testes. Obter kits suficientes para aumentar a testagem é uma das principais dificuldades das autoridades brasileiras da área da saúde.

“Precisamos ver como estarão as coisas quando o campeonato puder voltar. É possível que a necessidade de testes em outros países já tenha diminuído e que a compra não seja tão difícil”, afirmou Cohen.

Se você achou estranha a história de comemorar gol sem abraço, pode se preparar porque o Campeonato Paulista pode voltar com outras cenas inusitadas.

Indagado pelo blog sobre as zonas mistas (locais em que a imprensa espera pela passagem de atletas para tentar entrevistá-los), o médico pensou numa inovação.

“Não tinha pensado nisso. Mas ouvindo você falar, acho que isso tem que mudar. As entrevistas podem continuar acontecendo, mas com os jogadores nos estádios e os repórteres em suas casas. Pode ser por videoconferência, como fazemos quase tudo hoje”, declarou Cohen.

E o que fazer com as rotineiras rodinhas de jogadores em volta dos árbitros para reclamar? “Também não tinha pensado nisso, mas vai ter que acabar. Acho que vai ter que dar cartão amarelo logo. Essa questão da transmissão do vírus (facilitada pelo contato físico ou proximidade entre as pessoas) vai ter reflexo em tudo. Até no pipoqueiro que trabalha no dia do jogo”, disse o médico da federação.

A diretoria da FPF ainda não tem sinalização do Governo Estadual de quando os jogos poderão voltar a ser realizados. Porém, a entidade trabalha com a hipótese de partidas sem torcida no primeiro momento em que as regras de distanciamento social forem relaxadas.

“Temos que esperar, falar em voltar com os campeonatos agora é irresponsabilidade. O futebol tem que dar o exemplo porque tem muita visibilidade. Voltar neste momento, mesmo com portões fechados, seria um estímulo para as pessoas romperem o isolamento. Na reunião que tive com os presidentes da Série A-1 tentei mostrar o que está acontecendo, a gravidade da situação”, disse o médico.

O presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos assegura que a competição será retomada.

A falta que Paulo Nunes faz | UOL Esporte

Lembram da Máscara da Feiticeira em campo? Só falta termos contra Covid-19…

– Compare o calendário da UEFA e pense no início ou não do Brasileirão.

Imaginando que a UEFA planeja sugerir o retorno das Ligas Européias para a segunda metade de Junho / começo de Julho (conforme divulgado neste final de semana) e da volta da Champions League em Agosto, considerando que a Pandemia começou bem antes por lá, comparando com o calendário do Brasil, avalie:

  • Quando poderemos ter o início do Campeonato Brasileiro? 

Claro, ficará a dúvida ainda sobre o término dos Estaduais. Mas tudo isso seria possível de se realizar sem a readaptação do sistema de disputa do Brasileirão?

Tudo está em aberto. É necessário aguardar e não ter atropelos.

CBF divulga tabela do Brasileirão 2020

– Flamengo fazendo empréstimo?

Ao ler que o Flamengo confirmou ter feito um empréstimo de 50 milhões de reais para ter uma segurança financeira, você pode interpretar de duas formas:

  • A medida é cautelar, tentando cobrir as não-entradas financeiras (como os pagamentos atrasados da Adidas) decorrentes da paralisação do futebol mundial e da crise pandêmica, ou,
  • O cálculo das despesas altas e contratos milionários não foi prudente o suficiente para um momento de queda nas receitas e a coisa não era tão boa quanto aparentava.

Eu creio na primeira hipótese, mas sabendo que não seria ilusão considerar a segunda. Enfim: que os clubes brasileiros consigam vencer a contento esse momento.

Sobre esse empréstimo, do Globoesporte.com em: https://globoesporte.globo.com/blogs/blog-do-pvc/post/2020/04/18/emprestimo-do-flamengo-e-retrato-da-crise-que-chegou-ao-futebol-brasileiro.ghtml

Artigo | O 'não é só | Uma visão popular do Brasil e do mundo

– Curso Livre e Gratuito de Jornalismo Esportivo

Olá amigos, a Rede Contínua promoverá através do jornalista Flávio Prado um excelente conteúdo sobre Jornalismo Esportivo. É um curso rápido, gratuito, que começará nesta segunda-feira.

Ótimos temas e gente qualificada estarão nele. Eu também participarei, falando sobre Arbitragem na próxima 3a feira. Inscrevam-se ao assistir a dica do Fernando Fontana.

Abaixo, em: https://youtu.be/Qx6v3c7wLIs

– 26 anos de saudade do Denner

Quem gosta de futebol deve sentir falta dos dribles dele: Denner, craque que surgiu na Portuguesa e acabou no Vasco da Gama.

Como esse cara era bom de bola! Aquele gol inesquecível no Canindé contra o Atlético Paranaense, driblando um time inteiro do meio de campo às metas, está imortalizado.

Ontem fez 26 anos que ele faleceu, vítima de um acidente de trânsito enquanto dormia no banco do carona.

Armando Nogueira foi perfeito ao descrever sua morte:

Só morreu pois estava dormindo; se estivesse acordado, teria driblado a morte.

Genial, não?

Aliás, Neymar lembrava Denner no começo de carreira. Porém, creio que foi melhor gerenciado do que o jogador hoje defunto.

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– Grandes e inesquecíveis jogos de futebol para o torcedor matar a saudade!

Cada jogão que as TV’s abertas estão preparando para o domingo (19/04), não?

A Band mostrará a conquista do 1o  Mundial de Clubes do São Paulo FC, capitaneado por Raí, dirigido por Telê Santana, contra o já poderoso Barcelona na época e, talvez algo que precise ser bem rememorado, com a estupenda narração do saudoso Luciano do Valle.

Já a Globo exibirá a final da Copa das Confederações envolvendo Brasil x Argentina de 2005, onde a Seleção Canarinho deu um verdadeiro baile lá na Alemanha. Creio que posterior ao timaço de 1982, foi a melhor equipe montada nos últimos 38 anos (jogando mais do que as seleções de 1994 e 2002 – que foram campeãs mundiais), mas que se perdeu ao longo do curso até chegar em 2006.

Para quem gosta de futebol, diversão não faltará! E rever partidas tão bem jogadas por times e seleções do Brasil dá uma melancolia, se compararmos com hoje… tirando o Flamengo, quem pode ser protagonista de jogo agradável em 2020?

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– Deu a burra lógica na definição da A3

Na reunião acontecida nesta 6a feira, a FPF definiu com os clubes participantes que o campeonato da A3 irá continuar (como prometeu fazer com a A1 e A2 ao longo da semana).

Porém, tudo ficou na incerteza: sem datas, dependendo de pareces médicos e depois do término da quarentena.

Aqui, fica o mesmo texto das outras publicações que fizemos: enrolou-se para tentar terminar em campo, mas se a FPF não bancar os contratos ou der uma ajuda financeira significativa, é impossível continuar a A3.

Imagino que, em Maio, ao ver os clubes sem atletas no elenco e sem dinheiro para contratações, tudo poderá mudar! Não creio que se consiga continuar o campeonato com o mesmo número de times iniciado (e penso que a decisão de hoje, lá na frente, vai mudar).

– Futebol no Brasil a curto prazo? Esqueça! Planejar a volta é diferente de forçá-la.

Me assusto com as manchetes de que os clubes e federações estão tentando promover a volta do futebol, e em alguns locais, de maneira forçosa.

Você PLANEJAR a volta, discutir como ela se dará e as implicações do fato, é louvável e necessário (principalmente com a lucidez de que não será a curto prazo). Mas FORÇAR a volta, é de uma insensibilidade ímpar.

Jogar com portões fechados é menosprezar a saúde dos envolvidos nas partidas, como jogadores, árbitros e outros atores do espetáculo esportivo. Um atleta qualquer que seja, se estiver contaminado, terá colocado em risco os demais companheiros já dentro do ônibus na ida ao estádio.

Por mais que se faça a propaganda de que o organizador do evento poderia oferecer testes rápidos para o Covid-19, imagine a situação onde um atleta testa positivo quando chegar ao estádio (que seria o momento ideal do exame). Se for o goleiro, entra o reserva para o jogo (lembrando que esse goleiro titular conviveu com os companheiros, pode ter transmitido o Coronavírus aos seus colegas de time – e esses teriam o resultado verdadeiro somente detectado a posterior). Levaria 3 goleiros para cada partida? Aumentaria o número de pessoas aglomerando-se? Dividiria a delegação em vários ônibus e aumentaria-se o tamanho do vestiário?

Numa segunda situação “extra-coronavírus”, se esse goleiro reserva que entrou de última hora se contundir no começo do jogo, um atleta de linha teria que substitui-lo. Já imaginaram quantos chutes o adversário daria para o gol?

Numa terceira situação, que deveria ser discutida anteriormente, imagine o tempo necessário para inter-temporada, readequação de equipes, contratação de novos jogadores em alguns casos, volta ao ritmo de jogo e… dinheiro para arcar com tudo isso (já que se perdeu muita receita). Estamos falando, em tese, de “quase outro torneio”. Seria viável? Não é melhor cancelar os estaduais e se preparar para o Brasileirão?

Fica a minha dúvida: um campeonato, em tempos nos quais tudo “é negócio”, não é “segurado” por alguém? Por exemplo: tão importante que é, o Campeonato Paulista não teria uma seguradora oficial para bancar alguma eventualidade ou contratempo tão grave como esse?

Nos resta aguardar e torcer para o bom senso.

Susep esclarece dúvida sobre escolha de nome para sites e e-mails ...

– Para mim, uma surpresa!

Parece-me que os clubes não mandam nada mesmo… a vontade da FPF está acima do que a das agremiações.

A reunião da Série A2, realizada por video-conferência hoje, determinou que o campeonato CONTINUARÁ assim que possível. No comunicado da Federação Paulista, praticamente uma cópia do documento de ontem, da reunião que envolveu A1.

Assim, dificilmente acontecerá algo diferente na reunião da A3, nesta 6a feira, já que para a A2 e A1 deseja-se continuar (sem datas, sem dinheiro e o pior: sem atletas, em muitos casos).

Para mim, uma surpresa, pois a realidade das equipes da A3 é absurdamente diferente do poderio financeiro da A1, em especial dos contratos de jogadores.

Prepare o bolso, Paulista FC. E o torcedor continuará a sua angústia… mas a questão passa a ser: vai jogar quando? Em Junho ou Julho? Ou nem voltaremos a ter campeonato, na verdade?

A única coisa certa é: não haverá 5a divisão em 2021. Só isso está confirmado. O resto é mistério.

Sinceramente: quero ver se teremos clubes para jogar o restante da A3, sem elenco e sem dinheiro. Será outro campeonato, inviabilizado!

O comunicado aqui: http://www.futebolpaulista.com.br/Noticias/Detalhe.aspx?Noticia=14936

 

– Utopia da FPF? Os testes rápidos… no aquecimento de um jogo, por exemplo?

Ao manifestar a vontade de continuar a jogar o Paulistão A1 em decisão unânime, a Federação Paulista e os clubes mostram que precisam demais da parcela restante a ser paga pela Globo (isso dá a entender no comunicado divulgado, e deixa no ar a possibilidade de decisões diferentes para a A2 e A3). Ao mesmo tempo, mostrou-se que não existe data definida e que tudo está muito vago.

Jogar com portões fechados é um desrespeito aos jogadores, árbitros e demais pessoas envolvidas. Não seriam eles vítimas de contágio também, levando o Novo Coronavírus aos familiares em suas casas?

Por mais que a FPF sugira (como fez) “testes rápidos” para detectar Covid-19 antes das partidas, a operacionalização é uma grande preocupação. Já imaginaram que loucura: se fizer um teste no dia anterior, quem garante que no dia seguinte a pessoa não esteja contaminada? Se fizer na chegada ao estádio, pense na situação: o goleiro dá positivo e é substituído imediatamente pelo reserva, que vai para o aquecimento surpreso por ser escalado. E se o reserva também testar positivo (deve-se levar em conta as possibilidades)?

Imagino, ainda, os árbitros: para um Corinthians x Palmeiras, o juizão acusa contágio e entra o 4o árbitro. Xiii…

Sejamos realistas: teste rápido que não seja dentro da praça do jogo, não vale, pois se fizer antes disso, a chance de se infectar é real!

Na prática, tudo continua como antes, com a diferença de que os clubes podem contratar novos jogadores para substituir os que estão saindo. Mas e dinheiro para isso, além de “qualidade do pé-de-obra” disponível no mercado de atletas?

Grande Vitória e Linhares são áreas com transmissão local de ...

– Prevalecerá a vontade da FPF ou a vontade dos clubes?

Hoje teremos uma definição sobre a continuidade dos campeonatos organizados pela FPF.

Normalmente, a entidade faz prevalecer a vontade dela e os clubes não conseguem mudá-la (pergunte a qualquer dirigente esportivo que já participou de alguma dessas reuniões como funciona…).

Será dia dos cartolas das agremiações imporem a vontade deles ou novamente dirão “Amém?”

Times de futebol incentivam a prevenção ao coronavírus | EXAME

– A temporada de especulações começou no futebol brasileiro. Mas não de transações de jogadores…

Quando o futebol está em recesso, vemos várias notícias sobre contratações de atletas e negociações entre os clubes. Muitas tentativas de se descobrir o que acontecerá no mercado de jogadores e ou permanência ou não de treinadores.

Agora, na paralisação forçada e necessária do esporte (e do mundo) em decorrência da pandemia de Covid, algo parecido acontece: a tentativa de descobrir o que acontecerá com o futuro do Campeonato Brasileiro. 

A última novidade foi trazida pelo UOL, com um modelo de torneio proposto pela CBF, agradando a Globo, com sede no Estado de SP e de tiro mais curto (porém, supostamente desagradando o Flamengo)

Eu não gostei da ideia, se é que ela realmente terá prosperidade. Abaixo:

Extraído de: https://tvefamosos.uol.com.br/colunas/flavio-ricco/2020/04/14/cbt-tem-proposta-na-mesa-brasileirao-sem-torcida-e-todos-os-jogos-em-sp.htm

CBF TEM PROPOSTA NA MESA DE BRASILEIRÃO SEM TORCIDA E TODOS OS JOGOS EM SP

por Flávio Ricco

Tem uma proposta na mesa da CBF, com a aprovação da grande maioria dos clubes, que poderá tornar possível o início do campeonato brasileiro deste ano ainda durante o confinamento.

O Flamengo é o único que ainda não concordou.

A ideia é fazer a bola rolar já a partir de maio, mas com todos os jogos em São Paulo, sem viagens aéreas ou presença de público.

Entre os estádios escolhidos, Morumbi, Allianz Parque, Arena Itaquera, Vila Belmiro, Barueri, Brinco de Ouro e Bragança Paulista. Os hotéis e centros de treinamento também serão disponibilizados aos clubes.

Os 20 clubes mesmo, divididos em dois grupos de dez, classificando-se quatro de cada um. E aí entra a fase do mata-mata.

A Globo, neste modelo apresentado, continuará exibindo os jogos das quartas-feiras e domingo.

SporTV ou pay-per-view, às terças, quintas, sextas e sábados.

Procuradas, as partes diretamente envolvidas não se manifestaram.

*Colaborou José Carlos Nery

Ponte Preta promove reformulação nas categorias de base e extingue ...

– O que a FPF decidirá? Uma segunda de muitas novidades para o futebol paulista.

Nesta 2a feira, duas informações que aumentaram ainda mais a expectativa do torcedor quanto a volta ou não do Paulistão (das 3 divisões), nas reuniões que acontecerão a partir de 4a feira por video-conferência:

A 1a, vem do jornalista Rogério Assis, da Rádio Bandeirantes, com 3 propostas que segundo ele serão apresentadas pela FPF para os clubes (mais ou menos na linha do que havíamos publicado aqui anteriormente):

A) CANCELAMENTO / Anulação do campeonato, sem ninguém subindo nem descendo (e com a promessa de um torneio para os clubes fora do Brasileirão no 2o semestre, como uma Copa Paulista mais “reforçada” financeiramente).

B) ENCERRAMENTO, com o Santo André campeão e os dois melhores colocados da A2 e A3 subindo, sem rebaixamento (fazendo com que as 3 primeiras divisões tenham 18 clubes).

C) CONTINUAÇÃO DOS TORNEIOS, jogando-se na segunda quinzena de maio com portões fechados e tendo novas inscrições liberadas.

A 2a informação vem do próprio presidente da FPF, Reinaldo Carneiro, dizendo à Fox Sports que em hipótese alguma ele terminará os campeonatos com uma canetada, e que todos (sem data definida) terminarão em campo.

Nos resta esperar até 6a feira, quando haverá especificamente a reunião da A3. Na 4a feira, dependendo do que se decidir na A1, já teremos uma boa noção.

Penso que um ator interessante nisso tudo é o DINHEIRO! Se não tiver mais jogos, a última (e polpuda) parcela da Rede Globo não entrará nos cofres da FPF e dos clubes da A1 (a Globo não a pagou pois, afinal, não tiveram mais jogos).

Sempre imaginei que não teríamos mais campeonatos regionais nesse ano, pela falta de datas, pela Libertadores e pelo Brasileirão. Porém, lá no fundo, pelo fator financeiro, imagino que possamos ter continuidade na A1 (forçada pela FPF pois ela quer receber) e que a A2 e a A3 serão encerradas – justamente pelo fator financeiro, já que esses torneios não dão um lucro significativo para a FPF.

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– E se fosse a final da Copa de 70?

Nas Redes Sociais, muito se falou sobre o jogo entre Brasil x Alemanha de 2002, reprisado no domingo. A audiência foi boa!

Os debates rodavam em torno de: velocidade do jogo, busca de espaços e nível técnico. E se viu bastante diferença (repare que distam 18 anos).

Mas e se fosse a final da Copa de 1970, entre Brasil x Itália, o que se compararia? As mesmas coisas?

Sem dúvida, a dinâmica da partida seria o ponto alto, além da marcação mais frouxa, permitindo algo que não se vê hoje: o tempo que um jogador conseguia carregar a bola!

No fundo, esqueçamos tudo isso ao assistir o jogo (que na época nem cartões tinham), mas curtamos Pelé, Rivelino, Clodoaldo… mas lembrando: será que a TV aberta teria interesse de transmitir?

A Seleção de 70 e o Ajax – Sprint

– Brasil x Alemanha? Viva um bom jogo! E a lembrança sobre Scolari…

A Globo reprisará Brasil x Alemanha, final da Copa de 2002. Que legal!‬

‪Ao mesmo tempo, ficará a lembrança de outro Brasil x Alemanha, 12 anos depois, com o mesmo treinador… incrível o que acontece na vida das pessoas, não? Felipão marcado pelo sucesso (um ótimo trabalho na Seleção que quase nem se classificou para a Copa do Mundo) e pelo fracasso (7×1 em 2014)!‬

Mas na partida do Japão, será inesquecível o erro de Oliver Kahn, a partidaça de Rivaldo e o fato de gols do Ronaldo Fenômeno, mesmo depois de tantas contusões.

– Botafogo virará Tricampeão Mundial de Clubes?

Respeitosamente, eu pensei que era alguma brincadeira. Mas ao abrir (cuidadosamente) o link, vi que era uma matéria séria: o Botafogo-RJ pedirá à FIFA o reconhecimento de 3 títulos mundiais!

Segundo a ESPN Brasil em seu site:

“O Botafogo colocou, nesta quinta-feira, os títulos considerados mundiais de 1967, 1968 e 1970 no site oficial do clube. As conquistas da Pequena Taça do Mundo, triangular disputado em Caracas, na Venezuela, agora estão registrados no portal do Alvinegro.
De acordo com a Rádio Tupi, a mudança foi um pedido feito por Luis Felipe Carneiro de Miranda, Grande Benemérito e curador do centro de memória do Botafogo. O próximo passo será a confecção dos troféus, que na época não chegaram até o clube. O último passo seria uma tentativa de reivindicação dos títulos junto à FIFA.
Em 1967, o Alvinegro venceu a Pequena Taça do Mundo ao derrotar o Barcelona por 3 a 2 na final, com gols de Airton Beleza, Gerson e Paulo Cesar. No ano seguinte, o Fogão foi campeão ao derrotar a seleção argentina por 1 a 0. O tricampeonato veio em 1970, contra o Spartak de Moscou, em uma vitória por 2 a 1.”

As discussões sobre torneios que possam equivaler a títulos mundiais fazem sempre sentido. Afinal, a FIFA tem poder de cartório. As taças continentais, quando realizadas entre os campeões europeu e sul-americano, sempre foram “os mundiais da época” (e nunca organizadas pela FIFA). Se discordar disso, o Santos de Pelé não é bicampeão mundial?

Claro que o debate remonta a outras competições também, como as Taças-Rio de 1951 e 52 (vide sobre elas aqui: https://wp.me/p4RTuC-btP), mas igualar a outros torneios de nomes pomposos mas de prestígio questionável, é complicado.

– E se algum jogador de futebol imitasse a Maria Sharapova?

Para qual jogador de futebol você queria telefonar, se tivesse o número dele?

Veja o que a belíssima Sharapova fez e entenda a pergunta:

Segundo o Globoesporte:

A ex-tenista russa Maria Sharapova tomou uma decisão ousada na última sexta-feira. Ela decidiu divulgar um número de telefone para que os fãs pudessem entrar em contato. Ela talvez só não contasse com o volume de mensagens que chegariam. Em cerca de 40 horas, foram dois milhões e duzentas mil mensagens recebidos.
Eu quero mais conexão. Estamos todos nessa separação, nessa distância física, quero que me falem o que acham, mas essa é a ideia. Na realidade, eu quero que você me mande mensagem de texto, eu tenho um número que você vai poder mandar uma mensagem, que vai direto para meu telefone. Então me manda uma mensagem e espere uma resposta – postou Sharapova em seu twitter quando divulgou o número.

Sharapova divulga telefone pessoal para falar com fãs

– Terminar o Paulistão da A1 em uma cidade-sede? Mas e a A2 e a A3? Sobre a ideia da FIFA versus a ideia da FPF.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante essa semana, propôs que todos os clubes renovassem os contratos de seus jogadores automaticamente por 16 semanas ou até o final da temporada. A ideia é que os clubes não percam suas estrelas e possam mantê-las amarradas contratualmente.

Essa proposta é muito boa para Barcelona, Real Madrid, Manchester City (equipes que podem manter contratos milionários), além de clubes formadores para evitar a saída de promessas (como as revelações do SPFC, por exemplo). Mas e para os clubes de futebol pequenos?

Os contratos de muitos atletas das equipes da A1, A2 e A3 acabam nos próximos dias, e segundo o jornalista PVC em seu blog no GloboEsporte.com (referência abaixo), a legislação trabalhista brasileira não permite a execução sugerida pela FIFA (que ajudaria o Santo André, pois já começa a perder seus jogadores para as outras equipes).

O Conselho Nacional de Clubes de Futebol do Brasil, reunido com a CBF, quer jogar o Brasileirão em turno e returno nos moldes costumeiros dos pontos corridos (não abre mão disso, já que é a competição mais rentável).

E como ficariam os torneios estaduais?

Sobre isso, ainda segundo PVC:

“A Federação Paulista entende que este será um problema solucionável se houver datas para a realização do estadual. Basta convocar uma reunião extraordinária e aprovar novas inscrições para as finais do torneio. Ainda há esperança em São Paulo de reiniciar o campeonato na primeira quinzena de maio, talvez em apenas uma cidade, com as seis rodadas restantes concentradas em três semanas, com partidas nas quartas e domingos.”

É evidente que querer resolver a A1 com uma “cidade-sede” a fim de terminar rapidamente o torneio, é uma ideia a se discutir (além de permitir novas inscrições). Mas e quando isso se dará sem sacrificar datas?

Para a nossa realidade interiorana: e a A2 e a A3? Tal modelo, cá entre nós, parece-me inviável. Afinal: quem bancará os custos, mesmo se prorrogassem os contratos? E como contratar jogadores faltando pouquíssimas rodadas e estando mal na tabela, como o Paulista FC? Um jogador aceitaria jogar 3 partidas para não cair da A3 para a Bzinha?

E as dúvidas, dessa forma persistirão. Continuemos a aguardar.

O link citado acima em: https://globoesporte.globo.com/blogs/blog-do-pvc/post/2020/04/09/proposta-da-fifa-de-renovacao-automatica-de-contratos-nao-valera-para-campeonatos-estaduais-do-brasil.ghtml

Com futebol parado, atletas vão para casa sem saber quando retornar

– O que mudará nas Regras do Futebol para a nova temporada 2020/2021?

Para os campeonatos que se iniciarem a partir de 01/06/2020, algumas situações novas previstas para a Regra do Futebol.

  • A 1a, um esclarecimento: “Mão” na bola sempre se referiu a mãos e braços. A FIFA esclareceu (na linguagem dela) a “divisa entre braço e ombro“, considerando as axilas / manga da camisa. Assim, se bater até onde vai do ombro até o pedaço do braço (na altura do popular “sovaco”), não pode marcar a infração.
  • A 2a: Desde que a “bola que bate acidentalmente na mão de um jogador em ataque” passou a ser infração, alguns equívocos foram vistos. Então, de maneira objetiva: quando a bola bater nessas condições e que possa gerar um gol ou uma situação clara de gol (de quem marca o gol ou de quem serve para um gol / chute promissor), a infração deve ser marcada imediatamente. Se for no meio de campo, numa jogada que não esteja levando ao gol, não se deve marcar como infração.
  • A 3a: nas cobranças de tiros penais para se decidir uma partida, os cartões do jogo + a prorrogação não contam mais. Assim, se um atleta cometer uma indisciplina durante esse momento e receber o cartão amarelo, e estando já amarelado na partida, não pode ser expulso.
  • A 4a: Goleiro que se adiantar durante a decisão por pênaltis, não receberá mais o Cartão Amarelo, mas advertência verbal. Na reincidência, aí sim. E na 3a vez, segundo amarelo e consequentemente o vermelho.

Para os campeonatos em vigência, não haverá mudança – devem terminar com a Regra que começaram.

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– Afinal, qual(is) o(s) crime(s) cometido(s) por Ronaldinho Gaúcho?

Falsificação de passaporte, lavagem de dinheiro, pirâmide, jogatina… já se falou de tudo à respeito de Ronaldinho Gaúcho e sua prisão. E depois de um mês, após pagar mais de 8 milhões de reais em fiança, conseguiu passar para a prisão domiciliar.

Afinal: quem consegue esclarecer o que de fato aconteceu a ele e a Assis? É só um “grande rolo” envolvendo corruptos de lá e ele se envolveu “de bobo” ou há algo além?

Ronaldinho e Assis pagam fiança milionária e vão para prisão ...

– Índice Ronaldo Nazário de Pós-Quarentena

O brasileiro é espirituoso… não é que criaram um meme com “4 estados físicos do Fenômeno” para representar como as pessoas sairão da quarentena?

Abaixo, na imagem: você estará como o do Cruzeiro, como o do Barcelona, igual ao do Milan ou, no excesso, quando no Corinthians?

 

– Bolsonaro e Mandetta: igualzinho ao futebol…

A “demissão / não demissão do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por parte do presidente Jair Bolsonaro, foi aparentemente a mesma estratégia ocorrida no mundo do futebol.

Em um primeiro momento, o cartola deixa vazar a insatisfação com o treinador e testa com os seus pares a possibilidade de demiti-lo. Aí ocorre um segundo momento: alguém se passa de “fonte confiável” para a imprensa (usando os jornalistas), dá como certa a saída do técnico e ao mesmo tempo a especulação do nome do seu substituto. Se a torcida (ou o eleitor / população) aprovar, consome-se o ato. Se a repercussão for negativa, não passou de “barrigada dos repórteres” ou “desespero para dar um furo”.

O futebol imita a vida, e a política imita o futebol neste caso. Em meio das vaidades do Planalto, o Ministro da Saúde ganha sobrevida por algumas rodadas – lembrando que há treinador que cai mesmo fazendo um bom trabalho aqui no Brasil!

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo