– Dia do Árbitro de Futebol

… e também do de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Corinthians x Palmeiras: a expulsão de Fágner foi correta?

Intervalo de jogo, SCCP 0x1 SEP: estou sem imagens do Derby, somente escutando pelo rádio. Mas fiquei na seguinte dúvida, de acordo com a locução: quando o Palmeiras chuta para o gol e Fágner evita o tento contra o Corinthians, ele usa as mãos / braço na bola. Sendo assim:

– Se a bola fosse para o gol escancaradamente (a situação de evitar um gol claro), é Cartão Vermelho. Se fosse para fora ou com o goleiro ainda podendo evitar, é Cartão Amarelo. A expulsão de um atleta só se dá se ele EFETIVAMENTE “tira uma bola do gol”. Se existir a chance de defesa do goleiro, de um companheiro alcançá-la ou se ela pode sair pela linha de fundo, não se expulsa.

Pelo que ouço, Vuaden errou na cor do cartão. Teria ele consultado o VAR e verificado se a bola iria ou não para fora?

– A Conmebol terá peito em dar WO em quem tiver problema com Covid_19?

No regulamento da Libertadores, a Conmebol determinou que se um clube tiver problemas com o Novo Coronavírus, e o elenco ficar desfalcado por conta disso, não poderá pedir adiamento para a entidade. Ou joga, ou leva WO!

Será que, na prática, se gigantes como Boca Júnior ou Flamengo passarem por essa situação, serão realmente punidos e as datas não serão remarcadas? Não creio.

Neste momento, vemos a Argentina e o Peru assustados com a Pandemia. No caso do River Plate, que enfrentará o São Paulo, o clube argentino faz MESES que não entra em campo. Estaria sem ritmo de competição? Poderá jogar em Buenos Aires?

Aguardemos o desenrolar de tudo isso.

– As cobranças intimidatórias no futebol funcionam? O momento é: RECONSTRUÇÃO e PACIÊNCIA!

Cobrar com violência ou intimidação no futebol resolve nos dias atuais?

Não. No presente e no passado mais recente, eu nunca vi. Aliás, desde quando “dedo na cara” faz time jogar mais bola?

Avalie: quando o Corinthians estava às vésperas de ser rebaixado para a Segunda Divisão do Brasileirão (Dualib já tinha saído e Andrés Sanches entrado), os atletas foram intimidados pelas torcidas Gaviões da Fiel e Rua São Jorge e, ao invés de “jogar mais”, assustaram e o time acabou caindo. Idem ao Palmeiras do último rebaixamento, quando a Mancha Verde deu uma prensa nos atletas (que haviam vencido a Copa do Brasil no mesmo ano).

A verdade é: os jogadores, hoje, são descartáveis nos times e vice-versa. Passam, simplesmente, e pouquíssimos criam raízes. Não conhecem a história das agremiações e estas, por sua vez, cambaleadas por dívidas e dificuldades, não conseguem se impor, tornando-se uma relação trabalhista temporária. Se o jogador vê seu clube ser invadido, “ele entrega o boné” e cai fora. A Comissão Técnica desanima e a Diretoria fica ainda mais enrolada.

Estamos no século 21 – de profissionalismo e futebol-business, onde a paixão deve ficar na arquibancada. Todos têm uma função bem clara no esporte hoje: o torcedor deve consumir os produtos ou não, incentivando ou vaiando sua equipe; os jogadores devem receber em dia e mostrar serviço em campo (ganhar ou perder é outra história, a questão é: dedicação e trabalho honesto). A imprensa deve reportar e ser isenta, clareando o que acontece e não se omitindo nas situações desagradáveis. A diretoria deve unir forças para os recursos financeiros aparecerem e promover ações agregadoras, a fim de que a gestão profissional, aliada ao marketing, traga a confiança da sociedade e atraindo assim novos parceiros.

Digo tudo isso pois às vésperas da volta da Série A3, o Paulista FC (como também outros clubes) vivem um momento diferente, de recomeçar um torneio como se fosse o início dele – e de tiro curto! No Galo, em especial, um momento de transição no comando, onde Rodrigo Alves está tendo a árdua missão com seus pares de trazer confiabilidade à comunidade tricolor.

É sabido que o Galo passou por inúmeras parcerias: algumas positivas, outras nocivas e muitas polêmicas. Atualmente, a oportunidade de fazer diferente foi concedida a quem fazia críticas anteriormente (e que eram de maneira justa em muitos momentos). Dessa forma, há de se ter paciência!

O Paulista Futebol Clube nunca foi “de alguém”, embora possa ter parecido o contrário; ele é uma agremiação privada de sócios, que como muitas, passam por ciclos de sucesso ou de infortúnio. Formado por pessoas, é natural que se tenha tanta paixão e manifestações diversas envolvidas. Mas a verdade e a realidade são: torçamos para que tudo ocorra com tranquilidade, para que as cobranças no tom adequado possam existir, longe da violência ou de especulação, e que os resultados nos jogos sejam entendidos dentro das possibilidades ocorridas de maneira normal, sem criminalizar uma pessoa ou um grupo (tanto em caso de vitória como em derrota).

Talvez a grande novidade da nova gestão – e isso deve ser abordado – seja o OTIMISMO e a vontade de fazer algo diverso. Dê-se então crédito a isso por hora.

O que não pode acontecer em Jundiaí (de forma alguma) é o incentivo à violência, como ocorrido em Santa Catarina. Todos viram o vídeo de Cíntia Carvalho, nutricionista que trabalha no Figueirense e que foi uma das vítimas da invasão no Estádio Orlando Scarpelli. Talvez ela tenha dito algo muito relevante e pouco debatido:

“Essa história do torcedor ou qualquer cara enfiar o dedo na cara do profissional que trabalha com o futebol e querer ensinar como deve ser, sem respeito com o próximo, tem que acabar”.

Por fim: dê-se tempo aos profissionais que estão trabalhando, e termino com a frase do amigo jornalista Fernando Sampaio, que por diversas vezes me falou sobre o cuidado de misturar paixão e razão no futebol, lembrando que “o torcedor torce, mas tem que tomar cuidado pois também, com raiva, ‘distorce'”. E é isso mesmo: o equilíbrio deve sempre existir para que os resultados possam ser cobrados. Sem ele, fica difícil trabalhar.

(O depoimento citado acima da nutricionista, na íntegra e com a profissional aos prantos, em: https://www.lance.com.br/figueirense/video-nutricionista-faz-forte-desabafo-relata-agressao-torcedores-invasao.html).

– Bruno usará a tornozeleira dentro de campo?

Eu nunca vi uma tornozeleira eletrônica pessoalmente. Então pesquisei como ela é.

Se você também tem curiosidade, clique aqui: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/04/04/como-a-tecnologia-da-tornozeleira-eletronica-mantem-presos-na-linha.htm

Fiz essa introdução para abordar a exigência da Justiça ao goleiro Bruno, ex-Flamengo, que quer obrigá-lo a usar a tornozeleira eletrônica por 24h, incluindo quando estiver jogando futebol profissionalmente.

Na Regra do Futebol, ninguém pode jogar com um equipamento que possa levar à insegurança do seu adversário ou de si próprio. Também não se deve jogar com qualquer coisa desnecessária ao jogo ou à proteção. Lembrando que as caneleiras são obrigatórias e, portanto, uma tornozeleira eletrônica na perna impactaria essas avaliações.

Como Juiz de Direito (que não sou), entenderia que Bruno não pode ter privilégios sobre os demais condenados e deva jogar com tornozeleira (cumprindo a legislação penal). Se pode, é outra história.

Como Juiz de Futebol, entendo que Bruno não pode ter privilégios sobre os demais jogadores e deva jogar sem a tornozeleira (cumprindo a regra do jogo). Se não pode, é outra história.

Enfim: taí um “pepinaço” para o Rio Branco do Acre, sua equipe, resolver.

– A Libertadores vai ou não para o SBT?

Como a Conmebol não quis reduzir os valores da Libertadores para a Rede Globo, a Vênus Platinada reincidiu seu contrato. A entidade sul-americana ofereceu para diversos canais o torneio e encontrou no SBT seu possível futuro novo parceiro.

As negociações são reais, e caso se concretize, teremos as duas emissoras em embate direto às 4as feiras. E vejam que interessante: Teríamos 3 semanas seguidas da Globo transmitindo jogos do Corinthians pelo Brasileirão, batendo de frente com o SBT na transmissão de Palmeiras, Flamengo e São Paulo.

A briga vai ser boa! Aguardemos os nomes dos profissionais a serem contratados pela emissora de Sílvio Santos!

– Ansu Fati: Espanha ou Guiné Bissau?

Que bolão o jovem jogador do Barcelona, Ansu Fati, mostrou no final de semana pela Liga das Nações, defendendo a “Fúria”! Esse menino vai longe…

Veja que interessante: há 1 ano, discutia-se o que seria melhor para ele: jogar pela sua Terra Natal (Guiné Bissau) ou no país que o adotou (Espanha)?

Será que ele escolheu certo, optando pela Seleção Espanhola?

Abaixo:

ANSU FATI: GUINÉ BISSAU OU ESPANHA?

É fato que o jovem de apenas 16 anos Anssumane Fati (ou Ansu Fati, como está sendo chamado no mundo da bola) é um fenômeno do futebol. Jogando ao lado de Messi no Barcelona, com tão pouca idade tem feito maravilhas. Inevitavelmente será um dos craques incríveis que a nova geração de torcedores verá.

O detalhe é: Ansu nasceu em Guiné Bissau (sabidamente, não é uma potência futebolística e dificilmente poderá jogar uma Copa do Mundo). E a Federação Espanhola quer naturalizá-lo para que jogue pela Espanha.

O que deverá optar o garoto: tentar levar seu país a jogar uma Copa do Mundo ou virar um espanhol? Lembrando que muitos falam da verossimilhança do fato que Lionel Messi deveria ter recusado a Argentina e se tornado cidadão da Espanha por conta do seu não-reconhecimento na terra natal.

Seria esse o caso de Ansu?

– O “gol do árbitro” no acerto de São Paulo x Fluminense

Quando um árbitro acerta uma marcação importante, que parecia errada para jogadores e público (mas fiel à Regra do Jogo), por dentro ele quer vibrar. É o “gol do juiz” em seu íntimo!

Isso aconteceu no Morumbi, no confronto de tricolores paulista e carioca. Vítor Bueno (SPFC) recebe uma bola após a falta acontecida a seu companheiro. Ele ameaça abdicar da jogada, mas o árbitro insiste na aplicação da Lei da Vantagem. O são-paulino resolve continuar o lance e dele sai um chute que acerta o gol, marcando o 3o tento do São Paulo.

É para o juiz comemorar ou não? Parabéns ao árbitro Paulo Roberto Alves Jr por antever a jogada!

– O incompreensível pênalti no Beira-Rio em Internacional 2×2 Bahia

Gregore, do Bahia, supostamente empurra seu adversário colorado na área e o árbitro Bráulio Machado marca pênalti, validando-o via VAR. Galhardo cobra e faz o gol para o Internacional.

Confesso: tentei ver por todos os poucos ângulos disponíveis e não acho uma só infração no lance. Alguém teria uma imagem esclarecedora?

A cada rodada, está muito difícil acompanhar tantos erros e polêmicas. Não é só o VAR, mas também é o árbitro em si, os cartolas, o rendimento ruim dos atletas… tá chato o futebol.

– Os treinos do VAR no Brasil: a culpa é dos treinadores ou dos treinados?

Para compreendermos bem os problemas do VAR brasileiro mostrando que não é nenhuma implicação contra a tecnologia ou contra algo/alguém, mas sim a preocupação da correta funcionalidade, faça o seguinte exercício de reflexão:

– Compare as intervenções e tempo do árbitro de vídeo SOMADOS em todos os jogos eliminatórios pós-pandemia na Uefa Champions League, com um ÚNICO jogo polêmico (qualquer um) do Brasileirão 2020: por empirismo (e talvez também por cientificidade), a demora das decisões e o número de paradas é assustadoramente inadequado em nosso país (e não é exagero tal apontamento tão discrepante).

Leonardo Gaciba, o homem que escala os árbitros, os orienta. Sérgio Corrêa da Silva, o Diretor do VAR, os treina (e trabalharam bastante durante a paralisação do Campeonato, seja por vídeo ou presencialmente, incluindo intertemporada em um resort na cidade de Águas de Lindóia)Se existe orientação e treino, mas a coisa não funciona adequadamente, algo está errado. A culpa é de todos os árbitros treinados ou também dos seus treinadores?

Sobre o que a IFAB deseja do VAR, está na leitura atenta do 3o parágrafo do 3o item desta postagem, no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/).

(Na foto, um dos treinos do VAR em pré-temporada recente, extraído do site da CBF)

– E Messi ficará no Barcelona

Acabou o mistério: criticando a diretoria atual e elogiando o clube, companheiros e torcida, Lionel Messi afirma que permanecerá no Barcelona até o final do seu contrato (meio do ano que vem).

Com isso, Messi se mostra politicamente correto, evita briga jurídica e sai de graça para onde quiser.

O mundo do futebol é quem agradece. Imaginaram se ele resolve ficar parado, sem jogar, resolvendo essa pendenga?

– Defendendo o indefensável: o VAR no Brasil

Depois de mais um lance confuso no Brasileirão (falamos da anulação do gol do São Paulo no Mineirão por impedimento), fico cada vez mais descrente com o uso do Árbitro de Vídeo. 

Aqui, me parece excesso de protagonismo, incompetência e, se for levado por Teorias Conspiratórias, erros para que se desacredite na ferramenta.

Sou entusiasta da tecnologia na dose certa (fiz uma comparação aqui: https://wp.me/p4RTuC-rff). Porém, para entender o quão pode melhorar o VAR no Brasil, leia algumas considerações feitas em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/09/o-que-acontece-com-o-var-no-brasil/.

O MAIS IMPORTANTE: se você quiser entender o por quê de tantos erros, entenda o que a FIFA realmente quer e o que se faz aqui no Brasil no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/.

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Print de Tela.

– O pênalti de Palmeiras 1×1 Internacional

Caramba, quando a fase não é boa, tudo dá errado.

Criticado pela atuação “excessivamente cautelosa e demorada” no último domingo na Vila Belmiro, o árbitro Wilton Sampaio marcou um pênalti inadmissível para um FIFA como ele na Allianz Arena. Uma bola que acidentalmente, sem ser movimento antinatural, sem bloquear deliberadamente a jogada, com qualquer falta de intenção em ampliar espaço (e etc, etc, etc…) bateu sem querer no braço/mão de Luan.

Ali, não precisa de VAR. É um lance claramente casual de jogo. “Caçar elementos” para justificar uma infração (como fez com o árbitro de vídeo) não pode. E mesmo se pudesse, não encontraria irregularidade alguma naquela jogada.

Errou na interpretação totalmente equivocada.

– Não faça isso, Marinho!

Na partida entre Santos 2×2 Vasco, o atacante Marinho fez um gol e, ao invés de comemorar com seus companheiros, foi “fazer uma graça com o VAR”, ironizando o monitor.

É sabido que o Santos está pilhado com a arbitragem (embora a anulação dos 2 gols contra o Flamengo tenha sido correta, em que pese a demora tenha sido absurda – vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rg8), mas é perceptível também que Marinho tem recebido cartões evitáveis, fruto de indisciplinas cometidas pelo atleta. Então… pra quê provocar a cabine do equipamento eletrônico?

Correu o risco ali de receber Cartão Amarelo por reclamação à arbitragem (e haveria nova chiadeira). Não seria mais inteligente festejar o tento com seus colegas de trabalho?

– Do Futebol do Equador vem o exemplo de cuidados contra o Coronavírus.

Pandemia é algo para ser levado a sério, especialmente no futebol profissional – a mais importante das atividades menos importantes.

Vejam só que exemplo vem do Equador, onde o descuido de um atleta rendeu uma pesada multa.

Extraído de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/campeonato-equatoriano-multa-jogador-em-r-65-mil-por-beijar-a-bola.html

CAMPEONATO EQUATORIANO MULTA JOGADOR EM R4 65 MIL POR BEIJAR A BOLA

Sergio López violou o protocolo de segurança para evitar a propagação da covid-19

O jogador argentino Sergio López, do Aucas, foi multado em US$ 1,2 mil, cerca de R$ 65 mil, pela Liga Pro, que organiza as primeiras divisões do Campeonato Equatoriano, por ter beijado a bola durante a vitória de sua equipe sobre o Maracá por 1 a 0, na última sexta-feira. Em ata publicada hoje pela Liga Pro, a atitude do meio-campista é expressamente proibida pelo protocolo de segurança aplicado no campeonato para evitar a propagação do novo coronavírus. É uma das punições mais severas aplicadas no futebol do país em razão da pandemia desde a volta do esporte em território equatoriano, em 14 de agosto.

No último dia 17, dois jogadores do Olmedo Marco Vinicio Nazareno, Joao Paredes e Kevin Mina, foram multados pelo Comitê Disciplinar da Liga Pro, por trocarem camisas com Pedro Pablo Perlaza, artilheiro do campeonato, e Cristian Borja, ex-Flamengo. Ambos atuam pela LDU de Quito, e receberam a mesma punição.

A LDU de Portoviejo foi multada em US$ 500 no último dia 24 por não terem fornecido um kit de primeiros socorros, enquanto o Emelec foi multado em US$ 2 mil por não ter fechado o estádio e não fornecer mais de dois pontos de acesso, violando os protocolos de biossegurança.

Punição aplicada a López é uma das mais severas aplicadas no futebol do Equador em razão da pandemia

– Credulidades e Incredulidades pessoais que tenho com o futebol

O futebol é um microcosmo social. Portanto, nele e em volta dele, acontece de tudo:

  • Torcedores profissionais que sugam os clubes, mas também apaixonados que devotam a vida por atletas que nem sabem da sua existência.
  • Cartolas que pregam a libertação das práticas corruptas de diretorias anteriores, mas fazem a mesma coisa com roupagem diferente.
  • Empresários que tentam forçar a escalação dos seus atletas e que, na impossibilidade, tentam derrubar treinador.
  • Jogadores que jogam para garantir o técnico no cargo e outros que procuram derrubá-lo.
  • Contratos fechados na surdina e contratos arranjados para as vésperas de eleição no clube, claramente como “obra política e/ou eleitoreira”.
  • Jogador caro de clube grande que paga “pedágio” para treinador e diretor (com o nome atual de “rachadinha”) e jogador ou treinador de agremiação pequena que paga ao clube para ser escalado e/ou dirigir o time (comprando a vaga).
  • Técnico-empresário que leva seus jogadores do “portfólio” a fim de usar o clube como barriga de aluguel para outros.
  • Jogo “de compadre” para garantir resultado agradável aos dois times. 
  • Árbitros santos e árbitros endemoniados dentro e fora de campo.

Se continuar o relato, perceberemos que, se usarmos da racionalidade, o futebol não é um esporte que dá prazer, mas sim um negócio suspeito da indústria do entretenimento. Mas… ainda assim a gente gosta de ver a bola rolar!

E você: no que acredita ou desacredita no futebol?

– Jô no STJD pela agressão no Majestoso.

O lance de Jô socando Diego Costa no São Paulo 2×1 Corinthians, não visto pela arbitragem e que passou batido pelo VAR, foi denunciado ao STJD. Aliás: esta, exatamente, é a jogada em que o árbitro de vídeo deveria estar atento e não esteve – até porquê, devido às reclamações dos jogadores, era lógico que algo real ou simulado deveria ter acontecido e a cabine analisado.

Se visto pela arbitragem, era para Cartão Vermelho. E cá entre nós: a ação de Jô não foi resultante de alguma reação unfair-play, mas provavelmente pela irritação da própria atuação do corintiano, que sucumbiu à boa marcação do jovem são-paulino.

Acontece. Quantas vezes vemos jogadores perdendo o controle emocional por não conseguirem render o que podem, por culpa de inesperadas boas jornadas de quem não se imaginava (e aqui não é menosprezo ao zagueiro do SPFC, mas pela lógica, a experiência do atacante do SCCP seria mais decisiva na partidaem tese).

Em tempo: no “palpitômetro”, acho que Jô pegará 1 jogo de suspensão (que seria a automática de uma expulsão).

– A ilusão de “por e tirar” dinheiro em clube de futebol

Tivemos uma época de “mecenas” no futebol: Castor de Andrade, o bicheiro, financiava o Bangu no Rio de Janeiro. Outros nomes folclóricos bancavam suas equipes Brasil afora, seja com dinheiro lícito ou ilícito.

Foi muito comum em um período que dirigentes tirassem grana do próprio bolso por amor ao clube. Dizem que o seu Vicente Matheus fazia isso pelo Corinthians, perdendo muitos valores para ajudar seu time do coração.

Mais recentemente, vimos pessoas físicas financiando as equipes, emprestando dinheiro a juros mais baixo do que se conseguisse nos bancos, com o compromisso da agremiação devolver quando possível. Vide a família Teixeira no Santos e Paulo Nobre no Palmeiras.

No Interior do Estado de São Paulo, onde muitos clubes estão quebrados financeiramente, torcedores ilustres sempre procuravam colaborar para que o clube não fechasse. Ou com algum pagamento de conta atrasada, influência política / judicial, lobby à federação ou emprestando recursos. Ter como garantia de recebimento (no caso de empréstimo) uma fatia / percentual de jogador, tornou-se algo comum. “Você investe X na equipe e fica com tal garoto da base como contrapartida”, correndo o risco de perder dinheiro, caso o atleta não vingue ou abandone a carreira.

O certo é: aquilo que é feito com transparência e cumprimento de palavra, nada tem de errado. O que não pode é fazer algo fora do combinado, às escuras, sacaneando alguém que diz que torce / gosta / defende.

Lembremo-nos: o futebol profissional é negócio. Se ilude com a história de “amor à camisa” o torcedor que esperneia ou briga com alguém de maneira fanática, irracional ou tomada pela paixão. Vivemos outros tempos, onde o saudosismo já entrou em campo e que provavelmente dará lugar às novas práticas de gestão e sobrevivência.

– A Arena Neo Química de Itaquera: sobre a negociação do Naming Rights do Corinthians.

Para quem não viu, o Estádio do Corinthians, depois de tanto tempo, ganhou “nome de patrocinador”.

Abaixo, extraído de: https://esportes.r7.com/prisma/cosme-rimoli/fui-estuprado-andres-sauda-a-neo-quimica-arena-01092020

01/09/2020 – 00h56 (Atualizado em 01/09/2020 – 01h20)

Corinthians receberá R$ 300 milhões pelos naming rights. Promessa cumprida

Reprodução/TV Corinthians

São Paulo, Brasil

“Fui estuprado.”

Esta frase do presidente Andrés Sanchez, ao explicar como foi a negociação da venda dos naming rights para a Hypera Pharma, acabou sendo a única surpresa, no anúncio do novo nome do estádio corintiano.

Até a designação Neo Química Arena foi revelada três horas antes do que a empresa combinou com o clube. Deveria ser no primeiro minuto desta terça-feira, dia em que o Corinthians completa 110 anos.

Deveria.

Mas um funcionário decidiu registrar os bastidores da live do anúncio. 

E, às 21 horas, ele acabou com o mistério.

Publicando uma foto onde se via, nas arquibancadas, o nome da nova arena estampado nas arquibancadas.

O acordo que ‘estuprou’ Andrés Sanchez foi histórico.

Desde 2010, o presidente corintiano jurava que iria vender o nome do estádio. Jurava que venderia por R$ 400 milhões, por 20 anos.

O anúncio oficial foi ‘furado’. Às 21 horas acabou o segredo. Constrangedor

Reprodução/Twitter

Andrés viajou à China, Emirados Árabes, fez inúmeros contatos, mas não conseguiu fechar negócio.

Enquanto isso, o apelido Itaquerão foi difundido.

Mas foi mesmo no Brasil que Andrés Sanchez acabou encontrando na Hypera Pharma, que já foi parceira do Corinthians, patrocinadora master nos uniformes de 2010 a 2012.

O motivo que Andrés revelou ter sido ‘estuprado’ foi que o dirigente teve um revés na negociação com o grupo Hypera Pharma. Ele queria de qualquer maneira fechar a transação por R$ 350 milhões. Não conseguiu.

Teve de ceder e a transação foi fechada em R$ 300 milhões.

O dirigente tomou a decisão que o dinheiro dos naming rights será usado para pagar parte do estádio. 

O clube garante que a dívida pela arena é de R$ 530 milhões.

Foi uma vitória de Andrés.

Ele está na reta final do seu terceiro mandato como presidente corintiano.

A negociação para o pagamento do estádio foi péssima.

A ligação entre Corinthians e Neo Química nasceu há dez anos

Corinthians

O comprometimento da arrecadação dos jogos tinha estrangulado financeiramente o clube.

Os atrasos de salários viraram recorrentes para o time.

Assim como os processos trabalhistas.

Andrés vinha sendo duramente criticado, questionado.

Até que houve o acordo com a Hypera Pharma.

E a nova arena ganhou o batismo tardio.

R$ 300 milhões a menos de dívida pelo estádio.

É uma conquista histórica para o Corinthians.

O valor é o mesmo que a seguradora Allianz pagou ao Palmeiras pelos naming rights de sua arena.

O dirigente estava aliviado, na live de anúncio do acordo.

Demorou dez anos, mas cumpriu o que havia prometido.

Mesmo tendo sido ‘estuprado’.

A estádio do Corinthians terá um nome por 20 anos.

Neo Química arena…

– A demora do VAR estraga o espetáculo

Já falamos algumas vezes de como o VAR está sendo mal usado no Brasil, dosado de maneira errada (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2Cq). O cerne da questão é: a ajuda ao árbitro virou “caçada a detalhes”, desde quando implantado (leia também aqui: https://wp.me/p4RTuC-nTH)?

A demora no uso do equipamento, além de quebrar o encanto do jogo, esfria o ritmo da partida. Estraga a emoção da disputa, deixa a imprensa confusa e os torcedores à mercê do que está acontecendo.

Se fosse mais rápido, o “VAR à brasileira” não seria contestado. Os jogadores não teriam tempo de discutir e reclamar, pois, afinal, se a decisão é rápida, traz a sensação de que o árbitro consultou o VAR e indubitavelmente viu a necessidade de corrigir um lance. Se há tanto tempo avaliando, é porque a dúvida persiste demais.

Enfim: precisamos copiar o que dá certo no Exterior e adaptar à nossa realidade. Vale levantar a pergunta: por quê o VAR é um sucesso na Europa (apesar de ter começado questionado na Inglaterra, mas que depois se emendou) e aqui no Brasil não?

Seria pelo fato das pessoas que estão à frente da Direção de Arbitragem (e em especial do VAR) desde a década de 90 (sempre sendo contestadas pela competência) terem total e irrestrita carta-branca para cometerem equívocos?

Fica a dúvida. Respeito o “chefe do VAR”, Sérgio Correa da Silva, mas por todos os cargos que passou, fica a questão da capacidade técnica (nunca discutindo aqui a honestidade, que creio, é inquestionável).

Os dois memes abaixo podem ser auto-explicativos pela demora…

  • Estaria com dificuldade no menu?
  • Ou estaria vendo a novela?

Imagem extraída da Web (autoria desconhecida, quem souber, informar para crédito na postagem).

– Treinador se acomoda com o nome? Sobre Luxemburgo no Palmeiras

Treinador de Seleção, por melhor que seja, se não treinar com frequência, enferruja.

Treinador de Clube, se não se reciclar, se desatualiza.

Treinador Vencedor e Badalado, se não ambicionar, se acomoda.

Treinador de Futebol em Geral, se não tiver disposição de enfrentar desavenças, fica impaciente e faz o básico.

Vanderlei Luxemburgo, que dispensa apresentações, foi um estrategista indiscutível nos anos 90. Ganhou “quase tudo” em seus times, exceto Libertadores e Mundial. Rivalizou com outro gênio (muito menos estrategista, mas disciplinador e adepto do futebol-arte), Telê Santana. Nos anos de 2010, “Luxa” se perdeu em algum momento no rumo de sua carreira, dando declarações desastrosas (como a crítica feita a Pep Guardiola no auge de suas conquistas) e outras coisas que desagradavam.

Em determinado período, Luxemburgo ficou fora do mercado de trabalho. No Sport, foi muito ruim. Ganhou sobrevida no Vasco onde mostrou toda a sua competência. No Palmeiras atual, parece “faltar algo”…

Seria gana? Ambição? É justo lembrar que ele teve Rivaldo, Edmundo e Evair no time que marcou uma geração, e que hoje tem Lucas Lima, Roni e Gustavo Scarpa.

Ninguém desaprende a andar de bicicleta, mas quando se acostuma a andar de carro e ter facilidades nas coisas que conquistou, deixa o ciclismo de lado do seu cotidiano. E por isso falta PACIÊNCIA para algumas coisas. Assim, estaria o treinador sem disposição para “comprar brigas” como fazia no Palmeiras ou no Corinthians? Ao invés de otimizar o time e trabalhar intensamente pelo futebol-total que pregava, se contenta com o “arroz-feijão resultadista”?

Acho que Vanderlei Luxemburgo (que pregava preferir 3 pontos conquistados com a ousadia de buscar o gol, mesmo sendo 1V e 2D, do que ter os 3 pontos surgidos de 3E) está “sem saco” no Palmeiras. Não sei se é acomodação ou impaciência. Só sei que: ô, como joga feio esse time… não parece um time treinado por ele (repito, independente do elenco).

– Botafogo 0x2 Internacional: sobrou para o equipamento eletrônico?

O goleiro botafoguense Gatito Fernández ficou bravo no Engenhão, não? Nervoso com as marcações da arbitragem e a anulação de dois gols da sua equipe, “desforrou” na cabine do VAR.

Mas ele estava com a razão?

NÃO! Vamos aos lances reclamados: Matheus Babi e Bruno Nazário tiveram seus gols anulados. Sobre eles,

1- O de Matheus Babi, por impedimento difícil. Acertou a arbitragem após informação do VAR.

2 – O de Bruno Nazário, após infração em lance anterior ao gol, também com acerto da equipe de arbitragem. E sobre ele, vale uma explanação didática:

Uma bola que estava com Patrick (SCI) é disputada com infração por Matheus Babi (BFR). Existe a falta, mas o árbitro Thiago Duarte Peixoto a ignora e permite a sequência do lance. Não existe nenhuma paralisação neste interim, e eis que a bola sobra para o próprio infrator cruzar para o tento de Bruno Nazário. Na revisão, o árbitro é avisado pelo VAR da existência da falta e o gol não é validado.

Cadê o erro aqui? Nenhum, a não ser da qualidade técnica do árbitro que não estava atento à infração. Por mais que se possa dizer que ele interpretou como “normal a jogada”, nem isso lhe é permitido, pois há clareza da infração e, além disso, as duas coisas mais relevantes:

A – Sem a bola ter saído de jogo e com ato contínuo, o VAR tem a OBRIGAÇÃO de rever o lance todo. É protocolo.

B – Justamente o infrator é quem tem participação direta no gol!

O VAR, que merece os aplausos, é o árbitro José Cláudio da Rocha Filho, o mesmo que corretamente chamou a responsabilidade para ele na informação relevante da mão na bola de Alison na semana passada, em Palmeiras 2×1 Santos. Portanto, em duas rodadas, duas participações certeiras de cumprimento do protocolo do árbitro de vídeo e comprometimento à Regra do Jogo.

Por fim, duas observações:

– Thiago já foi infeliz em muitas partidas nos últimos tempos, assim como a vida tem sido infeliz com ele em contrapartida. Mas é necessário separar as coisas e entender que o árbitro – bom sujeito, mas tecnicamente comum – tem inúmeras chances na carreira e sempre há um contratempo. Me parece um “Léo Feldman do século 21″… (e isso não é ofensa, mas mera comparação respeitosa, pois o bom Léo Feldman era azarado dentro de campo; se um dia caísse um urubu na hora do gol e a ave impedisse a bola de entrar na meta, seria, certamente, no jogo dele – quem é árbitro da década de 90 entende bem isso).

– Muita gente está confundindo a orientação de “imediatez na confirmação de um gol quando bate na mão do atacante”, crendo que “o VAR só vale para lances de falta na imediatez da jogada”. Nada disso, são coisas diferentes! Por duas oportunidades, árbitros do futebol amador me questionaram de “imediatez de infrações avaliadas pelo árbitro de vídeo”, acreditando que em lances mais longe da meta, pelo tempo da chegada ao gol, não deveriam ser revistos. Árbitro do Campeonato Brasileiro não pode fazer essa confusão: o VAR avalia os gols até o retrocesso da última paralisação / derradeiro reinício da jogada. O lance de Matheus Babi foi preponderante na construção do gol.

Mesmo se os dois gols estivessem errados, nada disso justifica o vandalismo ao equipamento eletrônico, não é verdade?

– Neymar deixa a Nike. Vai para a Puma ou para a Adidas?

Um negócio de milhões: Neymar não aceita renovar seu contrato com a Nike pelas bases em negociação e deixará de ser garoto-propaganda da empresa norte-americana.

Certamente, será um mega-negócio financeiro.

Abaixo, extraído de: https://www.mktesportivo.com/2020/08/nike-oficializa-o-fim-de-acordo-de-patrocinio-com-neymar/

NIKE OFICIALIZA O FIM DO ACORDO DE PATROCÍNIO COM NEYMAR

Jogador não será mais embaixador da marca americana a partir de 1° de setembro

Neymar não será mais embaixador da Nike a partir de 1° de setembro. A empresa confirmou ao MKTEsportivo que a parceria será encerrada. O futuro do jogador é incerto, ainda que a principal especulação seja que ele fechará com a PUMA.

“Neymar Jr não é mais atleta Nike a partir de 31 de agosto de 2020”, afirmou a empresa. O UOL destaca que uma divergência financeira motivou o fim da relação.

Patrocinado pela marca desde os 13 anos, Neymar fez parte de uma conhecida estratégia da Nike de fechar com jovens promessas do futebol. Foi o mesmo com Rodrygo, atualmente no Real Madrid. Nesta semana, por exemplo, a companhia fechou acordo com Enzo Peterson, de apenas 10 anos, que atua na base do São Paulo. Já Willian Nascimento, do Flamengo, também com 10 anos, seguiu o mesmo caminho.

Em 2011, Neymar renovou o acordo com o swoosh até 2022, sendo este o contrato vigente será encerrado. Por conta de sua chegada no futebol francês, o próprio Paris Saint-Germain obteve um incremento no seu contrato, dada a força da imagem do jogador e o seu potencial de vender camisas.

Recentemente, Neymar não figurou em campanhas globais da marca. No vídeo “Nada pode parar do esporte”, lançado há um mês, a Nike usou a imagem de Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé, sem contar com a presença do brasileiro.

O fim do acordo foi divulgado inicialmente pelo site Diário do Peixe.

– Messi ficará no Barça se o candidato da oposição ganhar?

Diante de toda a repercussão da saída ou não de Lionel Messi do Barcelona, sabendo a história do atleta e do clube, fica a percepção:
– Se ele impor que nas próximas eleições do clube o candidato vencedor seja X, e essa seja a condição de sua permanência, o mesmo venceria?
Lembremo-nos que é “ano político” no Barça e os políticos da atual gestão desagradam o argentino. O peso de uma opinião do Messi, creio eu, é importante. A situação tem como nome o atual cartola Josep Maria Bartomeu, e a oposição Victor Font, que tem como lema de campanha: “Messi para Sempre”.
Por fim: e se Leo Messi desejar respirar novos ares, simplesmente? Toda a questão política vira uma vã discussão.

– A Vaga que não se Preenche

Texto de 11 anos! Mas muito atual… vale o repost, abaixo:

Quem milita no meio do Futebol, e principalmente na Arbitragem, sabe da importância do professor Gustavo Caetano Rogério e da força de suas palavras. Leio (um pouco tardiamente) a sua inspiradíssima coluna sobre os requisitos para se tornar árbitro de futebol, publicada em seu espaço mensal na Web, e corroboro plenamente com sua irônica “necessidade de contratação” do “ser humano perfeito” para o exercício desse cargo.

Sem dúvidas, um belíssimo e certeiro texto sobre a real condição da figura do árbitro de futebol, o qual compartilho abaixo com os amigos.

Extraído de: http://www.aagsp.com.br/coluna_gustavo.asp?id=62

PROCURA-SE UM HUMANO PERFEITO

As vagas estão abertas em todos os estados brasileiros, para admissão imediata e urgente, pois farão parte de quadros que requerem perfeição em todas as decisões e atitudes tomadas durante o exercício de suas funções.
Porém, destacamos que os inscritos que forem admitidos não poderão, em hipótese alguma, cometer falhas comuns aos seres humanos até então conhecidos, devendo, portanto, em toda e qualquer decisão ou atitude que vier a tomar ser entendido e aplaudido por todos que analisarem seu trabalho, bem como por todos os envolvidos durante a execução das funções.
Não poderá, seja em que situação for, ser “desmentido” por eventuais imagens gravadas de seu trabalho e se isto acontecer será afastado sumariamente e sem direito a nenhum tipo de contestação.
Terá que conhecer todas as regras e interpretações exigidas por seu trabalho e não terá razão mesmo quando quem o analisa delas nada saiba a respeito.
Como seu raio de ação na atividade é de aproximadamente 7.480 metros quadrados terá sempre que encontrar meios para ver tudo que acontece, sempre deverá estar ao lado do acontecimento principal e sempre, nestes momentos cruciais, acertar naquilo que se decidir a fazer.
Se nestas situações não estiver próximo e tiver a sorte de nada mais grave acontecer poderá, a critério de uma comissão, ser perdoado e voltar em trabalhos futuros.
Independentemente de sua atividade paralela, pois somente desta não conseguirá sobreviver, deverá treinar constantemente, pois será muito exigido em sua condição física durante o trabalho e deverá estar ciente que o tempo para tal treinamento é problema exclusivamente seu.
Além do acima destacado deverá sempre estar à disposição para reuniões de trabalho, receber “novas” instruções e sem que os “empregadores” se importem se terá tempo ou não.
Quando no exercício de sua função, mesmo acertando no que fizer, estará sempre correndo o risco de ser afastado por solicitação de terceiros, deverá respeitar tal decisão calado e uma comissão informará a todos que foi afastado para preservar sua imagem em ocasiões outras, pois nestas situações não será “demitido’ sumariamente, pois o “empregador” demonstrará compreensão.
Mesmo assim, e como ser humano perfeito, deverá sempre ter a inteligência suficiente para entender que, a critério das comissões, muitas vezes será preferível omitir-se numa decisão para “salvar” a si próprio e as próprias comissões. Enfocamos que “a critério das comissões”, pois será ou não punido dependendo de como será a repercussão do fato através dos interessados.
Se eventualmente for ofendido em sua honra após executar seu trabalho não deverá processar aos ofensores, pois, invariavelmente quem lhe ofenderá é exatamente quem lhe paga pela função exercida, e seu “empregador” ficará em situação incomoda se isto ocorrer.
Como ultima informação destaque-se que a função não terá salários fixos, não terá “carteira assinada”, e não fará jus a décimo terceiro salário ou férias.
Os seres humanos perfeitos interessados nas “facilidades” e reconhecimentos que lhes serão proporcionados pela função deverão, em seus estados, procurarem as Federações de Futebol e suas Comissões de Arbitragem para inscrição imediata.
Após aceitar as condições e entregar provas de trabalho, exames médicos e oftalmológicos, certidões negativas provando ser honesto e não ter nome sujo na praça, além de passar por uma pré seleção você poderá será aprovado.

FUNÇÃO: ÁRBITRO DE FUTEBOL
ET. O “anuncio” foi lançado mesmo sabedores de que todos nós somos humanos e obviamente nenhum candidato se apresentará, porém você que direta ou indiretamente trabalha, dirige, comenta, analisa ou assiste as partidas deste esporte precisa, cada vez mais entender que aquela figura por todos odiada é acima de tudo um SER HUMANO FALIVEL como você. Erros e acertos fazem parte da falibilidade humana e é a isto que lhes quero chamar a atenção.

– Em amistoso teríamos Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar juntos?

Com a possível saída de Lionel Messi do Barcelona, as especulações no mundo da bola são enormes. Ir ao Manchester City jogar com Guardiola, seu amigo? Aceitar petrodólares catarianos e voltar a jogar com Neymar, mas pelo PSG? Receber muitos sino-dólares dos bilionários novos donos da Internazionale de Milão?

Não podemos esquecer que existe na Europa o Fair Play financeiro. Portanto, para não estourar orçamentos, os clubes precisam se desfazer de alguns craques para contratar outros. De tal forma, juntar grandes nomes em um único time, apesar do dinheiro, carece de engenharia financeira.

O certo é: um prazer que gostaríamos de ver, como Cristiano Ronaldo e Messi juntos num mesmo clube, será difícil em jogo profissional. Mas que tal quando possível, em ação solidária, juntar o argentino, o português e Neymar num mesmo time em partida amistosa por algum mote beneficente?

– O Homem Neymar é melhor do que o Menino Ney.

E o Neymar na UEFA Champions League, pós-paralisação?

Nada de “cornetar” o brasileiro, pois independente do placar adverso ao PSG na finalíssima (o Bayern é uma equipe muito melhor, especialmente na tática e no conjunto), o jogador teve um comportamento maduro nos últimos jogos. Especialmente quanto ao “estar focado nas partidas”, longe das polêmicas (isso não quer dizer que ficou dentro de um quarto “meditando”, mas simplesmente não se expôs às críticas) e com um semblante menos descompromissado.

Tomara que se mantenha assim, especialmente para a Seleção Brasileira, já que aparentemente ele será (assim como foi tão novo em 2014 e posteriormente em 2018) o homem de referência do Escrete Canarinho para a Copa do Catar em 2022.

– A mão de Alison na barreira em Palmeiras x Santos

Não dá para reclamar: Alison, no “Clássico da Saudade”, deixou propositalmente o braço / mão para que a bola batesse nele. É essa a intenção subjetiva, o “Migué” cometido pelos atleta santista (em linguagem de Várzea).

Você pode deixar os braços ou as mãos para que a bola bata neles em caso de PROTEÇÃO (se a bola for bater no rosto ou nas partes íntimas, por exemplo). Exceto essa situação, a intenção é de disfarçar um toque deliberado.

Acertou a arbitragem no Morumbi!

– A TNT baterá a Globo hoje?

Com a final da Liga dos Campeões envolvendo Bayern x PSG, a TNT (sendo de TV fechada) alcançará a audiência de Palmeiras x Santos pela Globo (que é TV Aberta)?

Aguardemos. E confesso: se eu puder escolher só um, vou na decisão europeia. E você?

– Ô saudade…

Devido a pandemia, muitas coisas deixam de ser feitas. Comentar jogos de futebol, pela Rádio Difusora, no Time Forte do Esporte do Adilson Freddo, é algo que me faz falta. Com a série A3 parada, estamos no aguardo da volta das transmissões… afinal, não há nada melhor do que um futebol ao vivo, in loco, fazendo o que se gosta:

De fato, o esporte nos deixa sempre “de bem com a vida”. Outra saudade é o (agora extinto) programa “Futebol Esporte Show”, pelas retransmissoras do Interior Paulista do SBT, com Marcel Capretz (hoje na 105FM e Fox Sports) e Andressa Pavani:

Cá entre nós e que ninguém nos ouça: sem saudade alguma da minha “barriguinha”… kk Tô em forma de novo, amigos.

– São Caetano 4×3 São Bernardo: o correto e o equivocado

Dois lances me chamaram a atenção no pouco que vi do movimentado clássico do ABC, nesta 5a feira.

João Vitor Gobi, árbitro que elogiei por diversas vezes em jogos que eu assisti ele atuando (clique na busca deste blog), me decepcionou! Vi um pênalti infantil, fácil de se marcar, ser completamente ignorado. O número 2 do São Bernardo bloqueia a passagem do adversário, se posicionando como um paredão ao corpo do número 11 do São Caetano na cara do juiz, obstruindo claramente de maneira infracional dentro da área. Reforço: com ele, Gobi, bem posicionado. Fraquejou, errou ou pipocou?

Mas vale elogio à validação do segundo gol do São Bernardo. Parabéns ao bandeira 2 Leonardo Tadeu Pedro! Tinha “meia dúzia de impedidos”, e uma bola é lançada e cai no pé de quem não estava. Tal lance, anos atrás, era impedimento. E sem TV, impossível crer que algum bandeira teria coragem de mandar seguir. Leonardo bancou sua precisão e acertou!

Detalhes, repito sempre isso, decidem uma partida de futebol.

– A economia do São Paulo com Alexandre Pato

Alexandre Pato reincidiu o seu contrato com o São Paulo FC. Números divulgados pela imprensa trazem uma soma impressionante: de R$ 35 a R$ 40 milhões que o Tricolor deixará de pagar até o final do contrato, além de salários vencidos.

Será que é tudo isso mesmo? Se verdade, tem que prender quem negociou com ele a sua volta e aceitou pagar todo este dinheiro.

Considere ainda: e o que já foi gasto com ele? Teve retorno?

Há certos negócios no futebol que não tem explicação lógica…

– Os lances polêmicos de Corinthians 3×1 Coritiba

Na Arena de Itaquera, 3 lances discutíveis no jogo entre o Timão e o Coxa Branca. Vamos lá:

1. A expulsão de Yan (CORTB): CORRETA, pois antes do início do campeonato, a CBF orientou seus árbitros a serem rigorosos em lances que se use braços e mãos para dividir uma jogada. A FIFA tem pedido máxima atenção para que cessem golpes, tapas e socos que possam atingir a cabeça de um adversário (para se evitar concussões e fair play também). Portanto, acertou o árbitro.

2. O pênalti de Patrick (CORTB) em Léo Natel (CORINT): pelas imagens que assisti, não consigo ver falta por nenhum ângulo. A não ser que apareça uma imagem melhor, parece-me um erro, até certo ponto grosseiro, de confusão de contato físico normal interpretado como lance faltoso.

3. O avanço do goleiro: ao pé-da-letra, com o livrinho embaixo do braço, sendo “bem Caxias”, acertou em mandar voltar a cobrança de pênalti. Mas cá entre nós: este tipo de avanço é aquele difícil de assinalar (a regra pede ao menos um pé sobre a linha na hora do chute). Sem VAR, impossível. Parece-me que o “adiantar milimetricamente” foi o chamado “caçar pelo em ovo”.

– A boa sacada da Red Bull com Neymar

Depois de arrebentar no PSG 3×0 RB Leipzig pela Champions League, Neymar festejou. E também foi festejado pela… Red Bull!

Lembremo-nos: a empresa o tem como garoto-propaganda, e usou uma sacada bem legal para postar nas redes sociais, apesar da derrota de sua equipe para Neymar Jr. Veja o tuíte:

– Futebol é cíclico. Para onde deveria ir Messi, sendo assim?

Repare no início de uma grande fase: o Barcelona tinha Rivaldo como estrela do seu time, e preparou como sucessor dele, Ronaldinho Gaúcho. Anos mais tarde, lançou como estrela maior Lionel Messi. E mais ou menos nesse ritmo foi preparando… Neymar, que no meio do caminho resolveu ir ao PSG.

Talvez o grande problema do Barça é não ter achado um substituto à altura de Messi nem ter renovado seus companheiros a contento. Agora, o argentino deseja buscar outros ares.

Se você fosse Messi, o que faria (pois convites não faltarão)?

– Iria para o Manchester City reencontrar seu treinador e amigo Pep Guardiola;
– Iria para a Internazionale de Milão que com seus sino-dólares sinaliza em seu interesse;
– Respiraria fundo e permaneceria no Barcelona, mesmo com um time não tão encantador quanto antes: e, por fim,
– Toparia em ser um showman em Ligas menos importantes como EUA e China para desfrutar do sucesso e ganhar ainda mais dinheiro do que já ganha?

Para mim, entendo que o ciclo mágico do Barcelona terminou, como aquele do Milan dos anos 90 ou de outras grandes esquadras que reinaram por um certo tempo. Aliás, qual a equipe que dominará o cenário do futebol mundial nos próximos anos?