– Vieri, Ronaldo, Zamorano e a Inteligência de Mercado: uma história que serve de exemplo:

Uma pena que perdi o jornal de onde tirei o recorte para citá-lo, mas vale a postagem: Ivan “Bam Bam” Zamorano, dias atrás, numa entrevista sobre sua passagem na Itália, deu um exemplo de como um jogador inferior pode ganhar a titularidade em uma equipe jogando pelo coletivo, “carregando o piano”.

Disse o chileno:

“Fui jogar na Internazionale, que tinha um dos melhores times do mundo. Aí contrataram o Ronaldo, um excepcional jogador, extraordinário. E eu ía jogar com o melhor futebolista do mundo, um privilégio. Porém sabia que perderia a camisa 9 (…). Pouco a pouco fui fazendo amizade com Ronaldo, mas logo vem outro goleador fabuloso, italiano, o ‘Toro Vieri’. Então pensei: ‘Meu lugar está garantido no banco’. O que eu poderia fazer diante desses dois monstros espetaculares? Daí eu descobri algo. Descobri que Ronaldo e Vieri não poderiam jogar juntos porque ninguém deles poderia sacrificar um pelo outro. Eu sabia desde pequeno que as equipes não se fazem só de estrelas, e aquela faltava alguém para o sacrifício, alguém para ajudar o companheiro, alguém que corresse mais que os demais, alguém que não quisesse só fazer gols, mas fosse o primeiro a voltar para a defesa. Nesse caso, eu diria que é “inteligência de mercado”, pois eu tinha que reconhecer as características deles e analisar suas fraquezas e competências; e, assim, procurar entrar nesse time. O objetivo era convencer o treinador, e eu o convenci correndo muito, me sacrificando mais e me sacrificando como nenhum dos dois faria pelo outro. Eu me sacrificava pela equipe. No final dos 5 anos que joguei na Itália, tanto Ronaldo quanto Vieri tiveram que se revezar comigo, e assim me segurei pondo o ‘pescoço’ pela equipe toda.”

Essa Inteligência de Mercado não é algo para o futebol ou para a carreira, mas serve para a vida! A importância em se discutir oportunidades e atitudes cada vez mais é fundamental.

– Magno Dourado, o Jogador que vale Ouro e denunciou quem queria Resultado Manipulado:

Mais um jogo que poderia entrar na lista dos suspeitos de manipulação de resultados, mas com desfecho diferente: Desportivo Brasil de Porto Feliz vs Paulista de Jundiaí, pela A3 do Paulistão. Felizmente, um corajoso atleta resolveu resistir!

Nestes últimos dias, temos falado sobre fraudes em partidas de futebol. Falamos sobre como observar alguns indícios e aproveitamos para abordar Barretos 0x4 Linense na Terceirona de São Paulo, um dos jogos em investigação (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Soube-se nesta última 5a feira que também um jogo envolvendo o Olímpia na mesma divisão estava sendo considerado suspeito (leia o último parágrafo no link de: https://wp.me/p55Mu0-2Ej). Por fim, falamos sobre como se frauda um jogo pela ótica do árbitro (aqui, em: https://wp.me/p4RTuC-1VJ).

E coincidentemente, na semana que relembramos 15 anos do caso “Máfia do Apito” (se você tiver esquecido sobre o episódio, reveja em: https://wp.me/p4RTuC-d0u), uma tentativa de manipulação foi denunciada por um jogador que revelou o assédio: Magno Dourado, atleta do Paulista FC.

Pela Rádio Difusora, o comandante do Time Forte do Esporte Adilson Freddo deu em primeira mão: um jogador do Galo da Japi estava na delegacia registrando um BO com provas contra um apostador, e era o Magno. Imediatamente, Thiago Batista de Olim, do site Esporte Jundiaí, replicou o fato e a notícia se espalhou (justo no dia em que o time jundiaiense entrava em campo em Porto Feliz, a fim de buscar uma vitória para a permanência da A3 contra o Desportivo Brasil). Adilson conseguiu entrevistar o jogador e Thiago registrou a fala deles em: https://is.gd/pkdis9.

Basicamente, um interessado procurou contato com o atleta pelas Redes Sociais até conseguir o telefone. Ofertou R$ 5.000,00, tentou saber se era possível “chegar na diretoria” (é o que deu a entender no relato) e convidou Magno a aliciar outros 6 companheiros, pois, segundo o apostador, com 7 no esquema “o time não anda” (alusão de que é mais fácil conseguir o combinado, uma derrota). 

Porém, algo que o vigarista não contava: de boa índole, Magno Dourado se impressionou e pediu para a esposa gravar a conversa pois não queria participar de esquemas corruptos. Levou o diálogo à diretoria, deu print nas telas das Redes Sociais e foi levado à delegacia.

Por motivos médicos, eu não estava na transmissão da partida desta 6a feira, mas tive a oportunidade de conversar com ele pelo telefone, à tarde, somente para poder lhe dizer: PARABÉNS! O quão o futebol brasileiro precisa de pessoas honestas e resilientes às tentações. Magno Dourado foi sacado do jogo, se assustou, mas fez a coisa certa: não sucumbiu à desonestidade, e por isso deve ser considerado como modelo necessário ao esporte: íntegro e não omisso.

Já imaginaram quantas coisas saberíamos se existissem outros Magnos Dourados por aí? Há de se ter coragem para denunciar e frieza para não cair em tentação.

Ouvi algumas pessoas dizendo: “Mas correr o risco de manchar a carreira ‘só’ por R$ 5.000,00?”. Ora, a maioria absoluta dos jogadores de futebol ganha menos do que isso. Infelizmente, muitos caem no conceito errado de acreditar que “boleiro ganha bem” pela exceção dos salários de “400.000,00 reais pra cima” de parte da elite da bola.

Pense: jogador da A3 é operário do futebol, meio que “cigano”: três meses num time, seis meses no outro, e vai rodando. Ganha em média 3 salários mínimos (é o piso de um atleta profissional) e dificilmente recebe em dia (quando recebe!). Um agrado nesse valor é uma ajuda, para o padrão da divisão, considerável. Portanto, o bandido vai atrás deste tipo de atleta: em posição difícil na tabela, com clube devendo salários e de ambiente de grande vulnerabilidade financeira.

Engana-se, porém, quem pensa que os sites de apostas são responsáveis por essa situação. Pelo contrário! Eles ajudam as autoridades a identificarem jogos suspeitos onde se deseja “quebrar a banca”. Portanto, os vilões da história são os apostadores desonestos.

Por fim: reitero os aplausos a Magno Dourado, sinônimo agora de jogador honesto (quem sabe a lei que pune os crimes contra a fraude de resultados não possa levar o nome de “Lei Magno Dourado”?) e à diretoria do Paulista FC que não bobeou na decisão de ir à Polícia prontamente. Certamente, o mundo da bola reconhecerá o jovem jogador e coisas boas acontecerão a ele.

Ah! Quase esqueci: o Paulista venceu por 3×2, gol nos acréscimos de Tiziu, e sobrevive na divisão. E, no caso dos salários do clube, como a pandemia parou o torneio faltando 4 rodadas, a nova diretoria que assumiu a gestão montou um novo time, acertou um “combo pelos 4 jogos”, pagando antecipadamente metade do valor, combinando com o pagamento do restante ao término do campeonato.

IMPORTANTE: imagino que, com a Polícia sabendo o nome do apostador e dos envolvidos, a prisão deste tipo de gente está em questão de horas. É natural (infelizmente) que elementos ruins queiram assustar Magno Dourado e as pessoas próximas. Mas o atleta não deve temer pois, como tudo está gravado, a intimidação é ainda mais uma prova da picaretagem dos bandidos. Segurança física é óbvia à ele neste momento, além, lógico, que se ocorrer algum tipo de ameaça, estará mais do que evidente ser uma confissão de culpa do assediador.

Foto: Esporte Jundiaí

A entrevista mais recente do atleta ao Globo Esporte pode ser acessada aqui: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/noticias-manipulacao-resultados-serie-a3-paulista-jundiai.ghtml

– O Flamengo das contradições: do êxito ao egoísmo!

O Flamengo conseguiu o protagonismo do melhor futebol da América do Sul em 2019; mas conviveu com a mácula da tragédia do Ninho do Urubu (algo evitável se ocorresse zelo e manutenção, segundo as autoridades).

Depois quebrou o monopólio dos Direitos de TV fazendo lobby junto ao Governo; ao mesmo tempo, foi o principal ator com a briga do Cariocão, descumprindo o contrato vigente com a Rede Globo.

Por fim, após voltar com o futebol antes da hora durante a pandemia, agora quer tratamento diferenciado no caso dos atletas com Covid. Mesmo com demonstrações públicas de desrespeito aos protocolos, quer adiar o jogo contra o Palmeiras.

Ora bolas, se o Goiás e o CSA foram obrigados a entrar em campo nas mesmas situações (exceto na Rodada 1 do Brasileirão pois houve a celeuma dos “erros ou não erros”), por que com o Mengão tem que ser diferente?

O clube deveria se policiar mais, tomar cuidados e rever algumas declarações, como a do Diretor Marcos Braz na Sportv. Perguntando sobre aglomeração sem máscara na fotografia, respondeu:

“Na hora da foto, eu também tiro a máscara, prendo a respiração e coloco de novo”.

E nem vermelho ficou…

– Jairzinho e a ofensa à bandeirinha

O carismático Jairzinho, o Furacão da Copa, pisou feio na bola. Durante a transmissão de Vasco x Botafogo, ao criticar um impedindo da árbitra assistente Neuza Back (que é da FIFA), mandou ela “lavar roupa”!

Que desagradável…

Ao menos, pediu desculpas.

Aqui: https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/botafogo/noticia/jairzinho-se-diz-arrependido-apos-comentario-machista-em-transmissao-da-botafogo-tv.ghtml

– Diminui o interesse pelo futebol por parte dos mais jovens.

O futebol tem sido um esporte atrativo para os jovens?

Aparentemente, não. E o interesse dele tem caído muito mundo afora! Veja a pesquisa, extraída de: https://pressfut.com/post/diminui-o-interesse-dos-jovens-por-futebol/

DIMINUI O INTERESSE DOS JOVENS PELO FUTEBOL

Dados da ECA e do Datafolha apontam uma crescente perda de adeptos no mundo. Até mesmo o Brasil, conhecido como “país do futebol”, sofre com esse dilema. O interesse dos jovens pelo futebol vai dando lugar a novas tendências.

A Associação dos Clubes Europeus (ECA), mostrou recentemente, que 13% dos jovens entre 16 e 24 anos declararam “odiar o futebol”, enquanto 27% não tem “nenhum interesse” nesse esporte. Vale lembrar que o estudo foi feito na Europa, onde se pratica futebol no mais alto nível. A conclusão para esse desinteresse está ligada a esses quatro principais aspectos:

1. Preferência por outros esportes (e-esportes, principalmente);
2. Partidas muito longas (o tempo é cada vez mais escasso e é preciso despertar o interesse das pessoas em segundos);
3. Falta de emoção nos jogos;
4. Falta de um ambiente que favoreça a inclusão e a diversidade no mundo do futebol.

Isso liga um alerta para todos os stakeholders do futebol. Essa faixa etária analisada no estudo é extremamente importante no impacto dos negócios. Isso porque, ela é a faixa etária que está ingressando no mercado e destina boa parte de sua renda ao entretenimento. Ou seja, o futebol está perdendo espaço para outros entretenimentos. Por isso, é preciso mudar alguns conceitos e criar novas ofertas de valor para esses clientes. Como listado anteriormente, o mundo cada vez mais dinâmico, precisa chamar atenção de forma rápida. Como no futebol tem faltado emoção, uma hora e meia de jogo se torna tedioso.

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Desportivo Brasil x Paulista, além da suspeita da Polícia (oficial) sobre o Olímpia!

Para o decisivo jogo do Paulista em Porto Feliz contra o Desportivo Brasil, apitará Danilo da Silva – árbitro de 36 anos, hà 13 temporadas na FPF, e que subiu da Série B / A3 em 2019 para escalas na A2 em 2020.

No ano passado, falamos do potencial deste árbitro. Firme, seguro e rigorosonão tendo “fama de caseiro”, sempre atuando muito bem. Porém, no Jayme Cintra no ano passado, relaxou durante a partida contra o Independente de Limeira e se “embananou”, perdendo o ritmo e critério da partida. Como sua característica principal é não dar qualquer falta, deixou de marcar faltas reais e não expulsou um atleta de Limeira.

Relembre o jogo citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/07/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-independente/

Torço para que tudo ocorra bem, e que tenhamos uma boa arbitragem.

ACRÉSCIMO: hoje, durante o Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan, o Delegado de Polícia César Saad disse ao vivo que “foi recebida uma denúncia de suspeita de manipulação do jogo envolvendo o Olímpia”. Lembrando que a única partida do Olímpia na volta da pandemia foi sábado, em Jundiaí. Aos que acompanharam a transmissão da Rádio Difusora, vão se recordar que falamos dos erros bisonhos do zagueiro que redundou no pênalti do 1o gol, a furada do 2o gol e ficou plantado no contra-ataque equivocadamente marcado que poderia ser o 3o gol do Galo.

Sobre a partida entre Paulista 2×3 Olímpia (logo no 1o parágrafo), aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/19/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×3-olimpia/

Se você tiver interesse sobre assuntos de manipulação e dicas para percepção, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/20/manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-paulistao-a3-de-novo-o-ambiente-da-vulnerabilidade-e-notorio/

A respeito da fala do delegado, acompanhe a partir de 1:00:29, em: https://www.youtube.com/watch?v=ztwgu2dq12k&t=4257s

– O futebol não é algo sério: Daniel Alves, Flamengo e Torcidas.

O Governo liberou a possibilidade de até 30% da capacidade dos estádios para torcedores, ficando a cargo de autoridades estaduais e municipais regularem a fiscalização e permissão. No mesmo dia, a Inglaterra anunciou que não se deve ter torcedores nas arquibancadas nos próximos 6 meses. Quem está com a razão?

No Equador, o jogo do Flamengo estava confirmado, adiado, depois confirmado e com a necessidade de deixar o estádio em quarentena pós-partida. Levando em conta que o Del Valle, último clube que jogou com o Mengão testou TODOS como negativo, parece que os brasileiros é que foram imprudentes…

Por fim: Daniel Alves não viajou com o São Paulo pois estava lesionado com o braço. Mas postou foto com tamborim usando o membro machucado, feliz da vida. Se o clube não está em boa fase, é prudente tal postagem?

Falta no Brasil: seriedade, profissionalismo e… “semancol”

– Que fase, Mengão… Os atletas com Covid_19 do Flamengo e a confusão de competência financeira e administrativa.

Do céu ao inferno?

Depois da sequência de títulos, o Flamengo amarga resultados ruins em campo (derrota por 5×0 na Libertadores), brigas internas e agora 6 jogadores com Covid_19: Diego, Filipe Luis, Michael, Isla, Bruno Henrique e Matheuzinho.

Muito se tem falado da gestão do clube. Há de se entender que gestão esportiva é diferente de outras áreas administrativas, como a de uma multinacional, pública, hospital… ela é singular em muitas nuances. Tem que ser “do ramo”, sem perder o profissionalismo. E há de se entender também que ter competência financeira é diferente de ter competência administrativa.

Por fim: lá no Equador, com tanto contato físico, “somente” 6 atletas estão contaminados?

– O Brasileirão está muito chato!

Cá entre nós: os últimos jogos do Campeonato Brasileiro, em sua maioria, estão sofríveis. Partidas cansativas, jogos compridos (parecem durar horas) e falta de empolgação.

O equilíbrio é nivelado por baixo, a ousadia em buscar o jogo ofensivo é rara (o Atlético Mineiro é a exceção) e não se vê novidade. Até quando vemos acertos (como o do VAR cancelando um Cartão Vermelho equivocado em Botafogo x Santos), o jogo em geral não se torna atrativo e os pontos fortes são ofuscados.

Estamos diante de uma das piores temporadas do Brasileirão? Talvez. Mas que não se culpe a Pandemia por isso – pois ela, por si só, não é responsável pelos males do futebol tupiniquim.

– A aglomeração que não podia existir numa simples cobrança de falta.

O Estádio Jayme Cintra, de propriedade do Paulista Futebol Clube, possui 68m x 105m (é a dimensão oficial mínima exigida pela FIFA para uma partida internacional entre profissionais). Portanto, corresponde a 7.140m².

Entretanto, um lance me chamou a atenção na partida de sábado: em determinado momento do 1º tempo, na partida entre Paulista 2×3 Olímpia, o posicionamento do Galo da Japi na cobrança de falta do Galo Alviceleste. Veja a imagem recortada:

Pois bem: dos 11 atletas do Paulista, há 10 dentro da Grande Área. Veja nesta imagem em preto e branco (para destacar as cores no posicionamento dos jogadores) os 10 atletas de Jundiaí frente os 5 de Olímpia. Abaixo: 

Repare mais, na imagem colorida (agora destacando as marcações do campo): os atletas estão na região do ponto penal (portanto, a 11 metros da linha de fundo). Se você considerar que a área de meta (a popular “pequena área”) tem 5,50m de cada lado + 7,32m da linha de meta, dá pouco mais de 200m². Observe:

Pensemos: com tanto espaço no campo, o posicionamento tão aglomerado é um convite para não ter uma sobra de bola! Se o campo tem 7140m², e o time ocupa somente 201,52m² numa cobrança de falta, obviamente o Olímpia estava muito melhor posicionado no restante do campo. Só tem 1 jogador fora deste agrupamento. Pior: existem 5 jogadores na barreira e um 6º atleta (o 9º elemento da imagem acima) agachado atrás dela, caso o chute fosse rasteiro e a barreira pulasse.

Realmente tudo isso é necessário? O chute foi mal cobrado, no meio da barreira, atingindo Jean. Se fosse rasteiro, era só não pular. E a sobra, para quem ficou?

Insisto e termino: sabemos que o campeonato recomeçou agora, mas um “amontoado” como esse (num espaço tão pequeno em um campo tão grande), sem preocupação em recuperar a posse de bola no possível rebote para um contra-ataque mortal, com um atleta isolado na frente, é algo evitável.

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.

– Análise da Arbitragem para Paulista 2×3 Olímpia

Coisas estranhas no futebol: chute no ar em furada bisonha (cometida pelo zagueiro), não substituições de atletas podendo realizar 5 (mesmo com o time cansado, lesionado e recebendo atendimento médico – e havia suplentes para isso, ocorrendo somente em último caso) e zaga plantada esperando o ataque. Este foi o time do Olímpia, que venceu o Paulista! Some-se a erros de arbitragem e falhas cruciais do Galo na zaga (que originou o 1o gol do Galo Azul), além da falta de capricho nas finalizações.

Dito isso, sobre a atuação do juizão e seus assistentes:

Uma arbitragem novamente polêmica de Alysson Matias, segurando a partida com uma arbitragem mais rigorosa no começo do jogo e soltando-a no decorrer da disputa. Correu bem (apesar de parecer um pouco acima do peso, não comprometendo), se posicionou corretamente, deixou de marcar uma ou outra falta que poderia.

O seu maior acerto foi aos 17m, quando o zagueiro Fernando vai dividir uma bola e se joga com os braços abertos e a busca com a mão esquerda durante a queda. Pênalti bem marcado. Seu maior erro foi a marcação do pênalti aos 62m, convertido por Doriva: uma bola bate no pé do atleta e explode involuntariamente no braço. Impossível dizer movimento antinatural, foi natural e no susto. Erro grotesco.

O bandeira 1 Edson dos Santos inverteu dois laterais nos primeiros minutos, mas depois se comportou bem. O bandeira 2 Patrick André tentou ajudar o árbitro mas atrapalhou: marcou uma falta inexistente de Rodolfo e, aos 39 minutos, um erro absurdo de desatenção, marcando impedimento de Rodolfo que veio de trás. Literalmente “matou o contra-ataque”.

Enfim: arbitragem ruim pelos detalhes citados (pois foram relevantes) para um jogo razoável.

EM TEMPO: Série A3 tem suspeita de manipulação, segundo Polícia. Aqui: https://www.esportejundiai.com/2020/09/serie-a3-do-paulistao-tem-suspeita-de.html

– Everton, Coca-cola azul e James Rodriguez

Viram que legal a ação mercadológica da Coca-Cola na Colômbia?

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– São Paulo 2×2 River Plate, com 4 gols argentinos. E aí, Diniz?

Parece que a “batata está assando no Morumbi” para o treinador Fernando Diniz. Já o elogiei pela sua ousadia em atacar e trabalhar a bola, mas já o critiquei pelo destemperamento emocional e descuido da zaga.

Na verdade, pela tabela e pelos resultados, o River Plate (que ficou sem jogar por meses devido a pandemia, e que só empatou no Morumbi – mesmo tendo jogado melhor – por dois gols contras) já é o “bola da vez” na sua chave, devendo ser o 1o classificado. O Binacional é fraquinho, estará eliminado em breve. Portanto, o Tricolor luta contra a LDU pela 2a vaga.

Classificará ou será eliminado na 1a fase?

Aguardemos. Imagine o prejuízo financeiro em ser eliminado tão precocemente e a pressão que, caso isso aconteça, independente da qualidade do elenco, sofrerá Fernando Diniz.

– A polêmica de Libertad x Boca Jrs e os jogadores com Covid-19

A Conmebol não é séria. Falou tanto sobre os protocolos de segurança, ameaçou WO mas liberou jogadores do Boca Jrs com positivo para Covid-19 para que joguem no Paraguai contra o Libertad.

A justificativa é: apesar de “positivos”, não transmitem mais o vírus. Mas pense: existe tranquilidade e segurança suficiente neste mundo pandêmico para crer nisso?

Entenda a situação, extraído de: https://esportes.yahoo.com/noticias/libertad-x-boca-com-jogadores-183625325.html

LIBERTAD X BOCA COM JOGADORES POSITIVOS PARA COVID-19?

A Libertadores da América mal retornou e já existe uma grande polêmica envolvendo a partida entre Boca Juniors e Libertad. O clube argentino teve diversos jogadores diagnosticados com Covid-19 nas últimas semanas e, mesmo assim, conseguiu liberação da Conmebol para que os atletas viajassem ao Paraguai para o duelo desta quinta-feira (17) . O Libertad repudiou o episódio e pode entrar na Justiça para pedir os pontos da partida. Após a confusão, o Boca afirmou que só levará jogadores que obtiveram resultados negativos.

No início de setembro, o Boca Juniors chegou a 26 casos positivos para o novo coronavírus, 18 atletas e oito funcionários. Porém, ao contrário do que era previsto anteriormente no protocolo da Libertadores, o clube conseguiu uma liberação da Conmebol e do Ministério de Saúde do Paraguai para que alguns jogadores ainda contaminados pudessem viajar para a partida desta quinta-feira, contra o Libertad.

Após o ocorrido, o clube paraguaio enviou uma nota de repúdio à postura da entidade sul-americana e mostrou em suas redes sociais que o documento foi recebido.

“O Libertad manifesta sua total indignação, repúdio e absoluta preocupação pelo trato diferenciado e favorável que se outorga a essas pessoas em detrimento da saúde da população paraguaia”, escreveu o clube em comunicado.

“Lamentamos profundamente que a Conmebol ignore seus próprios protocolos sanitários, infringindo assim princípios fundamentais de convivência da associação, que colocam em risco a saúde das pessoas que entrarão em contato com membros da delegação do Boca Juniors”.

Após a reação do Libertad, a Conmebol respondeu em comunicado oficial afirmando que pessoas infectadas há pelo menos 10 dias sem manifestar sintomas não apresentam potencial de transmissão. A entidade ainda apresentou que uma atualização no protocolo havia sido feita no dia 8 de setembro contendo tal observação, com base em dados e recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A partir de tal argumento, o Boca conseguiu a liberação, em conjunto com as entidades sanitárias do Paraguai, para que jogadores contaminados pudessem entrar em território paraguaio.

O ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, concedeu entrevista coletiva e explicou a decisão.

“Há que fazer uma diferenciação entre o positivo e o que é transmissível. Quando temos um paciente com poucos sintomas, ou assintomático, a evidência científica mostra que em aproximadamente 10 dias, ela deixa de transmitir”, afirmou. “Esses jogadores, para colocar em termos concretos, são jogadores recuperados”, completou.

Nesta quarta-feira (16), dia em que o Boca Juniors viaja ao Paraguai, o clube argentino divulgou um comunicado afirmando que, apesar da liberação, apenas os jogadores que obtiveram resultado negativo vão viajar com o restante da delegação. Desta forma, o clube espera evitar que qualquer inconveniente possa surgir no país vizinho.

– E se sai um gol após um pênalti não marcado, mas “avisado”?

Veja só que pergunta interessante do amigo Marcelo Morandini, e que respondo abaixo (com adaptação da situação para melhor ilustração):

“Se um jogador comete pênalti mas o juiz não marca; o jogo prossegue e a bola não sai. Depois de algum tempo, com vários lances ocorridos, a equipe prejudicada marca o gol. O árbitro é informado pelo VAR de que existiu a penalidade. Anula-se o gol e marca-se o pênalti?”

De acordo com a Regra do Jogo, até é possível. Mas o “Espírito da Regra” mostra que o bom senso é mais inteligente do que a própria regra crua e fria: deve-se entender como “uma vantagem bem atrasada concretizada” (não houve nenhum reinício entre o pênalti não marcado e o gol assinalado, por isso a permissão dessa interpretação) e de que nunca se deve beneficiar o infrator (a anulação do gol para a marcação do pênalti promoveria isso).

Entretanto, fica o alerta: dependendo da natureza da infração do pênalti, pode-se punir com Cartão Amarelo ou Vermelho neste caso. Ou seja: você permite o gol mas não deixa de advertir ou expulsar.

– #RacismNO! Força, PC.

O amigo Paulo César de Oliveira foi vítima de racismo, só porquê um indivíduo discordou da sua opinião sobre um lance de pênalti no Fluminense x Corinthians.

O mundo está intolerante desse jeito? Por causa de uma avaliação de futebol, o sujeito acha que pode inferiorizar o seu semelhante chamando-o de macaco?

Força, Paulo César de Oliveira – você é maior do que isso. Xô, racismo.

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Olímpia (Rodada 12 da A3).

Na volta da Terceirona, no confronto do Galo da Japi contra o Galo Azul, teremos a arbitragem de Alysson Fernandes Matias.

Alysson é professor de Educação Física, tem 44 anos de idade e está há 19 temporadas no quadro da FPF. Tem se notabilizado em jogos da A3 como árbitro central e na A2 como 4o árbitro. É alto, tem “presença” em campo, tecnicamente razoável, possui boa experiência mas disciplinarmente, nas partidas em que atuou do Paulista, não foi bem. Não dá “química” em Jundiaí.

Relembre, por exemplo, a última atuação em Jayme Cintra (2009) no Paulista 1×0 Rio Branco pela Copa Paulista, em: https://wp.me/p55Mu0-ha. De lá para cá, não consigo me recordar de nenhuma arbitragem excepcional nas divisões que trabalhou.

Curiosidade: Alysson foi árbitro da polêmica final do Campeonato Amador de Jundiaí em 2009, numa confusa decisão. Aqui: https://www.esportejundiai.com/2011/11/arbitro-da-final-confusa-do-amador-de.html.

Estranho a FPF não se atentar a esse detalhe. Normalmente, existem praças esportivas que alguns árbitros são evitados para trabalhar, justamente por algum entrevero. Mas torço para que ele tenha uma grande atuação, afinal, não estaria há tanto tempo no quadro se não tivesse qualidades. É honesto e boa gente. Quem sabem, sem torcida, possa trabalhar sem nervosismo.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Olímpia pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Alexandre Bardi. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Concordo e Assino Embaixo. Parabéns, Rodrigo!

A imagem da semana passada no Estádio Urbano Caldeira foi emblemática (em Santos x Atlético Mineiro). O sistema de árbitro de vídeo tem sido cruel e confuso, especialmente com os árbitros assistentes na marcação dos impedimentos. E ao perceber que sua marcação humana foi precisa, o bandeirinha Rodrigo Correia literalmente “comemorou seu acerto”.

Concordo com o texto escrito, abaixo, pelo jornalista Wanderley Nogueira. E parabenizo Rodrigo “por tabela”.

ALEGRIA SILENCIOSA. JUSTA.

O assistente Rodrigo Correia, foi assunto quando comemorou o acerto de uma marcação de impedimento.

Aconteceu na vitória do Santos contra o Atlético Mineiro, na Belmiro.

Os fiscais dos gestos humanos entraram em cena para discutir o assunto.

Normal, afinal, estamos todos sob observação constante.

“Sorria, você está sendo filmado” está cada vez mais em moda.

A conversa aqui é sobre a reação do bandeirinha.

Justa, justíssima.

A disputa dele é com o olhar eletrônico.

Não é fácil.

O VAR chegou – é o discurso atual – para corrigir as lambanças dos humanos.

Quando ele confirma a decisão do árbitro ou do assistente , é motivo de alegria, comemoração.

A dele, foi discreta. Elegante.

Acertando, nada de elogios.

Basta um erro para ser esculhambado.

Sua celebração foi solitária.

Olhando para o gramado .

Fechando a mão com força e no mínimo pensando: “acertei , cacete! “.

Erro, todos cometem.

Acerto, é tentativa constante.

Erro, tem avaliação pública.

Acerto, teve comemoração silenciosa…dele.

– E realmente acontecem tais coisas no futebol!

Práticas corriqueiras no Mundo do Futebol e semelhantes na Sociedade (adequadas ou não) sempre existirão.

Veja se não são reais, em: https://youtu.be/XV91GP2nPy0

– O fanatismo no futebol acabará com o esporte! O idiota que ameaçou Fagner pelo… filho de 10 anos!

Um “cidadão” cometeu esse crime: escreveu uma ameaça ao filho de 10 anos do jogador Fagner do Corinthians!

Ao ver a imagem abaixo, pense: o que fazer com um criminoso como esse?

Lamentável…

– O preço da fama: Neymar não pode ser uma vítima? Assustador…

Ganhar “fama” é algo complicado em qualquer setor da sociedade. Veja a situação de Neymar Jr:

Antes, ele tinha a fama de driblador e muitos jogadores tentavam parar ele cometendo faltas. Aí, começou a pular delas (para fugir da pancada e algumas vezes para simular) e a fama mudou para “cai-cai”. Tentou corrigir isso, mas como tinha ganho esse rótulo, até quando apanhava de verdade em campo, muitas faltas não eram marcadas. Na dúvida, o árbitro lembrava “da fama”.

Depois veio a fase da fama de “irresponsável”. Mesmo treinando e sendo pontual em seu clube na rotina diária, a cada foto em balada ele era criticado. Mas aí veio a história de estar machucado e pulando carnaval, Anitta, festas e… a fama aumentou.

Quando uma moça tentou extorquir dinheiro dele em Paris (assim entendeu a Justiça), muita gente cravou que Neymar era agressor de mulher! Foi o preço da fama…

Agora, fico impressionado com o episódio envolvendo Álvaro González, que é acusado de prática racista contra ele (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rte), onde surgem teorias de que “como não apareceram imagens da fala, poderia ser jogada de marketing”.

Caramba, mesmo se ele for vítima, a primeira impressão é a de culpa? É o preço da fama?

Lógico, deve-se tomar cuidado em não acusar injustamente o espanhol, mas diante disso acusar preliminarmente o brasileiro, é uma sacanagem! 

Sabe qual o problema de Neymar hoje? A fama de “estourado”. Todo mundo quer provocar ele. Se em seu lugar a vítima de racismo fosse Gabriel Jesus, Rodrygo ou outro jovem bem comportado, ninguém estaria comentando com dúvidas.

Em tempo: o racismo é algo a ser abolido da humanidade, urgentemente. 

– O árbitro de vídeo é uma boa para o futebol, se usado com moderação.

Muito cuidado ao usar o VAR! Ele é muito bom, mas se usar inadequadamente, estraga o jogo.

Refletindo em: https://www.youtube.com/watch?v=ISZkhwnvbmY

– Qual “estilo” e qual “nome” para treinador do Corinthians?

Para organizar o time do Corinthians, imagino que a diretoria esteja procurando um treinador de “linha dura” para instigar o comprometimento dos jogadores e acertar a tática da equipe. Ou o perfil que ela procura seria outro?

Sendo esse estilo, quem estaria disponível na praça para ser contratado (e que agradaria a torcida)?

Não imagino que o interino Coelho será efetivado neste momento tão particular que o clube vive.

– Acredite: o VAR não poderia interferir no caso do racismo sofrido por Neymar

Álvaro González, zagueiro espanhol do Olympique, no jogo contra o PSG, supostamente ofendeu o brasileiro Neymar com o ato racista de chamá-lo de Macaco “Filho da Puta”. O árbitro não viu e nada fez. No final do jogo, Neymar perdeu a cabeça, o agrediu e foi expulso.

Mas e o VAR?

Acredite: o árbitro de vídeo não pode interferir em questões de ÁUDIO! Somente nas de imagem. Portanto, caso o VAR tenha visto, ele não pode interferir pelo protocolo oficial.

Fora essa explicação, é insuportável ver (caso se confirme) mais uma manifestação racista).

– Santos 2×2 São Paulo com VAR na “dose certa”.

Na Vila Belmiro, houve com o árbitro de vídeo o que a FIFA pede: “Mínima interferência do VAR e Máximo acerto”.

Cá entre nós: quando o jogo não para demasiada e desnecessariamente, a partida fica bem mais agradável, não?

Viva o protagonismo dos atletas, não da arbitragem! O futebol agradece.

– E morreu o Ferreirão…

E faleceu Luiz Carlos Ferreira, carismático treinador de futebol que se notabilizou no Interior Paulista como “O Rei do Acesso” (depois dele, outros técnicos ganharam esse título, mas o “Ferreirão” foi intitulado primeiro).

Sempre ele pegava as equipes na A2 e as levava para a A1, e se especializou nisso. Me recordo que em determinado momento na sua carreira, o São Paulo FC procurava um “nome novo” no cenário dos técnicos – alguém que tinha feito trabalhos importantes nos clubes menores e que pudesse oxigenar o rol de nomes já conhecidos. Porém, a experiência negativa de alguns anos atrás com Afrânio Riul (que foi contratado pelo Corinthians após uma trajetória parecida na Ponte Preta) desmotivou o Tricolor do Morumbi a ousar com ele.

Em Jundiaí, Ferreira foi muito querido e trabalhou por várias vezes (aliás, pelos clubes que passou sempre deixou amigos). Eu tinha um carinho especial por ele pois sempre que o Paulista FC fazia amistosos, eu apitava e ele me chamava antes e dizia: “eu gosto de você pois você apita igual ao jogo do campeonato, esquece que é treino e manda ver”. E quando eu apitava pela A2 e A3 e o encontrava em alguma outra equipe, sempre comportava-se extremamente cortês comigo na área técnica.

A propósito disso, na história recente do Galo da Japi (últimos 40 anos), temos (na minha humilde opinião) Vagner Mancini, Giba e Luiz Carlos Ferreira como os 3 principais nomes que dirigiram o time, lembrando ainda do Zetti pelo vice-campeonato de 2004 e do Nicanor de Carvalho pelo acesso de 1984.

Descanse em paz, Ferreirão!

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Os mecenas que colocavam dinheiro do bolso no futebol (sem pedir de volta). Existem?

A ilusão das finanças no mundo do esporte!

Existem “mecenas” que põe gratuitamente dinheiro no clube, nos dias atuais?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=Rqn6C2AIj48

– Klopp 4×3 Bielsa. Ou Liverpool 4×3 Leeds?

No Campeonato Inglês, uma mostra do “futebol-entretenimento” (que não deixa de ser business também): Liverpool e Leeds United jogaram pra frente, fazendo o apaixonado por bola não tirar os olhos do jogo.

Pra quem gosta, como eu, o que menos importa é o placar. Claro que os times querem a vitória, mas o estilo de jogo de ambos treinadores também é uma atração que faz aficcionados consumirem os produtos do clube e darem audência.

Se eu posso tentar ganhar uma partida jogando feio ou bonito, vale escolher a opção 2. Klopp e Bielsa, os treinadores de ambas equipes, sabem bem disso.

– Fernando Diniz e o aplauso irônico para Luciano: não tá tudo errado?

No meio de semana, após cometer um pênalti infantil na partida contra o Red Bull, o atacante são-paulino Luciano (que fez mais um gol vestindo a camisa tricolor) foi aplaudido de maneira irônica pelo seu treinador Fernando Diniz (que, inclusive, é formado em Psicologia).

No momento em que o time precisa de Equilíbrio Emocional, tal atitude não vai justamente ao contrário de tudo o que se prega?

Era o momento adequado do comandante do clube fazer isso? Não era justamente ele quem deveria ser o primeiro a acalmar os ânimos?

Eu entendo que Diniz foi infeliz e teve que se desculpar no vestiário, pois o grupo não aceita passivamente essa “imputação de culpa”. E você, o que acha disso?

– Saudade de um joguinho de futebol na cabine…

A linha do tempo do Facebook nos maltrata! Ô boa lembrança de quando a normalidade nos permitia transmissões de futebol in loco…

Voltarão em breve, se Deus quiser!

Aqui: o Time Forte do Esporte da Rádio Difusora AM 810 cobrindo Paulista de Jundiaí x São Bento de Sorocaba.

– Compliance no Futebol: deveria ser uma obrigatoriedade moral!

Se no mundo corporativo o Compliance já é uma realidade, no esporte estamos bem distantes destas práticas éticas e responsáveis.

Refletindo sobre isso em: https://www.youtube.com/watch?v=CcQIk88x84s

– Por que ninguém demite quem contrata mal?

Tiago Nunes, técnico do Corinthians, foi demitido pelo presidente Andrés Sanches. Mas já pareceram o seguinte: Ele, Leco, Peres, e tantos outros cartolas, é que são responsáveis pela contratação dos treinadores que eles próprios demitem.

O problema não seria os “contratados”, mas a competência de “quem contrata”?

Por fim: era bola cantada que sobraria para Tiago. Não “ornou” como técnico do Coringão, além de ter que administrar o elenco com salários de até 4 meses atrasados.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Grêmio.

Para o importante jogo entre o Massa Bruta e o Tricolor Gaúcho, apitará:

Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo – MG (FIFA)
Bandeira 2: Antonio Adriano de Oliveira – MA
4º Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
Assessor de Arbitragem: Antonio Pereira da Silva – GO
VAR: Rodrigo D’Alonso – SC
AVAR: Eder Alexandre – SC
AVAR 2: Lucas Paulo Torezin – PR
Observadora de VAR: Giuliano Bozzano – SC

André tem 29 anos, é de Sabará/MG, e no ano passado apitou Série D e Série C. Nesse ano, pulou para a Série B e Série A. Apitou seus primeiros jogos mostrando um grande defeito: se tornou refém do VAR. E essa insegurança faz parte da “nova geração”: os jovens árbitros mudam a opinião conforme a sugestão o árbitro de vídeo, fazendo até mesmo com que decisões corretas se tornem equivocadas.

Recentemente, André apitou Fortaleza 0x3 Red Bull Bragantino, e foi bem (apesar do começo vacilante). Nossa análise está em: https://wp.me/p55Mu0-3jj. Porém, dias depois fez uma tremenda lambança em Santos x Athletico Paranaense… vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3jP.

É torcer para que o árbitro esteja numa boa noite.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Grêmio pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Quinta, 14/09, 21h30. Mas desde as 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Não confunda a orientação da Regra de “Não expulsar um atleta que evita o gol em disputa de bola” com “Evitar o gol usando indevidamente as mãos”.

Até anos atrás, quando um jogador fazia uma falta contra um adversário dentro da área que estava prestes a marcar um gol, você marcava o pênalti e o expulsava. E isso mudou!

A FIFA achava que a punição era muito rigorosa, e passou a distinguir a aplicação do Vermelho: se a falta for em disputa de bola, quando um jogador praticar uma infração tentando roubar a mesma, deve-se aplicar o Cartão Amarelo (mesmo se for para evitar o gol). Porém, se a infração não for em disputa da posse de bola (usar a mão para evitar o gol ou agredir o adversário), continua valendo o Vermelho.

Ontem, na Neo Química Arena, Fagner usou as mãos na jogada de ataque do Palmeiras. Se você entendeu que ele realmente evitou o gol, foi correto o Cartão Vermelho. Mas se você entendeu que a bola não iria para o gol e considerou que havia um zagueiro atrás que poderia disputá-la, era para Amarelo (pois não seria mais considerada uma situação clara e manifesta de gol).

Sobre a consideração deste lance, ontem, escrevi aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/10/a-expulsao-de-fagner-foi-justa/