Nos anos 90, o São Paulo FC assustava os gigantes clubes europeus. Lembram do Bicampeonato Mundial de Clubes, contra Barcelona e Milan?
Até em torneios amistosos o Tricolor do Morumbi impressionava. Eis uma escalação do Teresa Herrera, lá na Espanha, vencido pelo SPFC*:
15.08.1992. Troféu Teresa Herrera
La Coruña (Espanha) – Estádio Municipal de Riazor
SÃO PAULO Futebol Clube (Brasil) 4 x 1 Fútbol Club BARCELONA (Espanha)
SPFC: Zetti; Cafu, Adílson, Ronaldão e Ivan; Pintado, Dinho, Palhinha (Maurício) e Raí/capitão; Macedo e Müller. Técnico: Telê Santana
Gols: Müller, 9/1; Maurício, 2/2; Raí (pênalti), 15/2; Raí (dois lances dentro da área), 18/2
FCB: Zubizarreta; Herrera (Busquets, GL), Nadal, Ronald Koeman e Soler; Bakero/capitão (Juan Carlos), Amor, Richard Witschge e Beguiristáin; Stoichkov (Goikoetxea) e Julio Salinas. Técnico: Johan Cruijff
Gols: Salinas, 3/1
Árbitro: Antonio Martin Navarrete (Espanha)

*Extraído de: http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2018/8/15/4-a-1-sobre-o-barcelona-e-a-conquista-do-teresa-herrera-de-1992, capa do Mundo Deportivo
A verdade é que o clube estava à frente dos demais dentro e fora de campo, com um CT moderno, aparelhos fisioterápicos de 1º mundo, além de uma estrutura administrativa invejável. E não atrasava salários!
Me recordo de uma matéria do Estadão onde Kaká (na época, um garotinho chamado de “Ricardo Cacá”) era destaque de capa do Caderno de Esportes, onde o São Paulo era chamado de “Fábrica de Craques“, mostrando todo o método científico do Departamento Médico para ajudar no desenvolvimento das categorias de base:

Extraído de: https://esportes.estadao.com.br/galerias/geral,kaka-completa-32-anos,7035
O que aconteceu com o time, outrora de vanguarda? Com tantos jovens talentos vendidos ao Exterior, além de um cofre que sempre esteve cheio, como essa dívida monstruosa foi construída?
No momento atual, dá para culpar alguém isoladamente? A diretoria que contrata Giuliano Galoppo, mas que jogou apenas 15 minutos ontem? O técnico Rogério Ceni que não escala bem ou não arma o time como deveria? Ou os atletas que não se dedicam o suficiente?
Uma outra visão: a diretoria tenta fazer sua parte, o técnico tira “leite de pedra” e os jogadores não são culpados pois esse é o limite deles.
Talvez a questão não seja arranjar culpados pela péssima fase do Tricolor do Morumbi (cujo estádio mostrou inúmeras infiltrações com a chuva de ontem), mas sim responder: o que será feito para melhor toda essa bagunça?

Imagem: Print de tela do vídeo gravado pelo jornalista Daniel Lian em seu twitter.
A imagem que fica ontem foi: um verdadeiro “circo armado” pelos atletas tricolores para não deixar o árbitro Jean Pierre Vin Diesel conferir no monitor o pênalti corretamente informado pelo VAR, além das reclamações de Rogério Ceni contra a arbitragem.
Há de se ter pelo menos humildade em aceitar os erros, a fim de reconstruir o caminho.