– Câncer de Próstata e os criminosos que falsificavam Androcur

Ela é mais do que centenária: a tradicionalíssima farmácia de manipulação, a “Botica Ao Veado d’Ouro” é de 1858! Mas hoje, ao invés de glórias, sua história tenta apagar uma mancha monstruosa: a da produção de placebo em cápsulas, vendida enganosamente como Androcur, remédio contra o câncer de próstata (em 1998).

Efdgar Helfib, um dos proprietários, foi acusado do crime e alegou que apenas fabricava o produto, pois um empresário sem vínculo algum com a empresa revendia o mesmo de maneira falsa. A Justiça não entendeu assim e o prendeu. Seu sócio, Daniel Derkatscheff, após 17 anos, finalmente foi preso nesta última 4a feira.

Sabe quantas cápsulas foram produzidas?

Um milhão e trezentos mil comprimidos!

Coitadas das vítimas.

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– Eduardo Cunha versus Dilma: é chantagem pra valer?

Vivemos um ridículo momento da Política Brasileira. Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, após mentiras e muito dinheiro depositado no exterior, pode ser deposto do cargo. E para manter-se, depende do apoio da bancada do PT, que negocia a não abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Quer dizer que é o “toma lá, dá cá”?

Não existe a preocupação de vingar a honestidade, tampouco de fazer valer a ideologia do partido? O que impera é a negociata e o jogo de interesses. Enquanto isso, o Brasil…

Em tempo: há pouco, o PT anunciou que votará contra Cunha no conselho de Ética; em contrapartida, Eduardo Cunha acatará a abertura do pedido de impeachment de Dilma.

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– Caiu Arthur. Não caiu o Cel. Mas muda algo?

Me dá nojo! Escrevo abaixo com o estômago embrulhado.

Caiu Arthurzinho. Arthur Alves Júnior, secretário-geral da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, presidente do SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), tesoureiro da COAFESP (Cooperativa dos Árbitros do Estado de São Paulo) e braço direito do Coronel Marcos Cabral Marinho na CEAF-SP (Comissão de Árbitros de Futebol da Federação Paulista).

Após denúncias levantadas por Marcelo Marçal no site “Apito Nacional” de que Arthur praticava Assédio Moral e Sexual nas árbitras, Reinaldo Carneiro de Bastos, presidente da FPF, achou por bem demiti-lo.

Sempre foi incompatível patrão ser sindicalista. Como o cara que escala os árbitros na Federação pode ser o mesmo cara que defende os árbitros no Sindicato das injustiças de quem os escala? Foi sempre assim também com Sérgio Correa da Silva e a pergunta inevitável é: o Sindicato é um braço da Federação? Mas atenção: Arthur continua em todas as outras funções.

Marçal, o denunciante, foi defensor de Silas Santana e Arthur Alves Júnior; ou melhor: dos trabalhos em prol da categoria dos árbitros desses respectivos presidentes da Cooperativa e do Sindicato. Trabalhava como Webmaster na Cooperativa, e demitido, se rebelou e mostrou sua insatisfação em algumas postagens. Posteriormente, foi contratado por Arthur para ser o responsável pelo site do Sindicato.

Não importa os motivos e as relações profissionais/ pessoais dos aqui citados. Marçal recebeu denúncias de que havia assédio moral e/ou sexual das árbitras e bandeirinhas da FPF. Em 2009, tornou-se público que uma árbitra, à beira de um testemunho contra Arthur sobre esse fato, fraquejou na porta da emissora de TV. O caso só ficou como boato e nunca provado.

Agora, vêm a tona a história de que Regildênia de Holanda, árbitra FIFA de SP, havia comunicado o assédio a então membro da CEAF Sílvia Regina que repassou a informação ao Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF. O Coronel apenas argumentou que Regildênia somente pedia escalas, e nunca houve nada de seu conhecimento. Há a suspeita de outros 10 casos.

Será que pelo fato de Arthurzinho ser seu braço direito na Comissão de Árbitros e também padrinho do seu último casamento, o Coronel fez vista grossa? E a credibilidade dele agora?

Aliás, curioso: pessoas que elogiavam Arthur, se FOTOGRAFAVAM com ele, TRABALHAVAM para ele e sabiam de tudo isso, agora se dizem surpresas ou acusadoras.

RIDÍCULO! Muitos se voltam contra Arthur só agora que perderam poder. Alguns que, após a queda, o acusam e o fazem depois que perderem mordomias, pois estavam com ele. A esses, meu lamento.

Aliás, aqui cito a relação umbilical de Arthur e a FPF, desde o tempo que houve marcação de um teste físico no Salão Nobre da FPF (sim, árbitros tiveram que se deslocar de todas as cidades do estado para um suposto treino DENTRO DO PRÉDIO da FPF), onde, chegando lá, havia uma balança para que os juízes se pesassem e o pedido para que votassem em Arthur na coincidente data de Eleição dos Árbitros, no mesmo dia e horário da pesagem, com a urna e o candidato único ali. Não deu outra: 260 votos a 0 foi o resultado (sobre o engodo, leia 3 artigos aqui: http://wp.me/p4RTuC-20o )!

Creio que árbitros jovens, que gravaram os vídeos nos eventos “Cervejada do Arthurzinho” dizendo que Arthur mudou suas vidas devem detestam lembrar desse episódio. Um deles, que apita clássicos na série A1, testemunhou a mim o arrependimento. Só que foram 5 árbitros “cabos-eleitorais” que participaram das gravações…

Importante: nesse imbróglio não há tantos mocinhos. Cuidado com suas impressões… É como Cunha pedir o impeachment de Dilma!

Aliás, o Cel Marinho continuará na presidência da CEAF e o Arthur na presidência do SAFESP, um vizinho de fundo de prédio do outro. Nada mudará!

A matéria aqui e uma das cartas abaixo: http://marcalneles.blogspot.com.br/2015/12/caiu-apos-graves-denuncias-de-assedios.html

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– Andrade e Gutierrez: que grana é essa?

A Construtora Andrade e Gutierrez, cujos principais executivos foram presos pela Operação Lava-Jato, confessou propinas milionárias a autoridades políticas para golpes da mesma proporção aos cofres públicos. Entre eles: Estádios do Maracanã e Mané Garrincha, Usina Atômica de Angra 3, fora outras tantas obras públicas.

Para quem foi essa grana? Devolverão? Quais são os políticos?

Pela a liberdade dos donos, a A&G aceitou pagar 1 bilhão de reais em multa!

Imagine: os valores pagos, surrupiados, desviados e “propinados”, se somados, dariam quantos bilhões?

Neste mesmo momento, leio que o Papa Francisco, na África, em visita pastoral, disse aos jovens locais algo mais ou menos assim: “a Corrupção é como um açúcar: é doce, vicia… mas faz mal!”.

É por aí mesmo. Fez um golpe; provavelmente pegará gosto e fará outros. Taí a Andrade e Gutierrez e tantas outras empreiteiras.

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– Neymar ofereceu a camisa e o árbitro não aceitou?

Não assisti ao jogo Brasil 3×0 Peru, mas leio que há uma polêmica sobre o árbitro e a camisa de Neymar, oferecida e não aceita depois do jogo.

Isso pode?

Respondo compartilhando uma postagem do Blog “Pergunte ao Árbitro” realizada há 4 anos, em uma situação quase parecida e que envolveu Neymar também. Abaixo:

ÁRBITRO PODE PEDIR CAMISA DE JOGADOR? 

Claro que não. Por motivos óbvios e exemplo práticos, explico:

 

Normalmente, as grandes equipes costumam entregar kits aos árbitros. Calma, nada de tentativa de suborno, mas souvenirs, lembranças da sua passagem por aquele estádio. Chaveiros, canetas ou camisas. Brindes, em geral.

 

Pequenas e médias equipes também fazem isso eventualmente, dependo da condição financeira. Certa vez, em Lençóis Paulista, tanto a equipe de arbitragem e os adversários ganharam cestas de chocolates do patrocinador local, que era o fabricante das guloseimas. Em outra oportunidade, em Americana (a equipe do Rio Branco sempre fazia isso), cortes de tecido (a cidade é conhecida como “tecelã”). Em São Carlos você ganhava toalhas. E por aí vai.

 

Até esse ponto, do oferecimento ser souvenir, tudo bem. Ou algum árbitro se venderá por uma camisa de clube? Claro que não.

Dar uma lembrança e aceitar/ou não, independente do placar, é até mesmo uma questão educacional.

 

O problema passa a ser o seguinte: PEDIR.

 

Vi muitas vezes colegas de arbitragem pedirem camisas. Nunca o fiz, pois sempre achei deselegante, e confesso que nunca tive motivos para pedir também. Ganhei, e confesso também, camisas de todos os grandes clubes de São Paulo, que foram por mim doadas. Sempre as recebi com os demais integrantes e nunca sozinho.

 

Em algumas situações como quarto árbitro, já passei pela delicada situação de árbitro me pedir para solicitar aos dirigentes camisas. Não o fiz por achar apelativo.

 

Quando a partida foi disputada sem problemas, se não houve polêmica, se tudo ocorreu bem, se por ventura o árbitro sacar da sua mala uma camisa para ser autografada pelo craque do time à um amigo torcedor, penso que tudo bem (embora não faria isso). Já presenciei isso também.

 

Algo complicado: árbitros que recebem camisas de brinde e as revendem. Isso também já aconteceu. Faturar em cima da gentileza de alguém. É mercenarismo.

                                                                                                                                

O problema em pedir é a contrapartida da equipe em caso de derrota. Já vi dirigente levando camisas antes do jogo e reclamando ao término da partida: “assalta o time e ainda leva camisa”. Difícil…

 

A FPF proíbe seus árbitros de receberem qualquer coisa em seus vestiários. Presentes e agrados nem pensar.

 

A CBF, por sua vez, regulou a proibição de aceite em 2004, após a polêmica do dirigente do Vitória, Paulo Carneiro, ter acusado o árbitro Edilson Soares da Silva (lembram-se dele, o famoso Michael Jackson do apito?) de pedir camisas do Santos, após o término da partida Vitória 1 X 2 Santos.

 

No último sábado, Francisco Carlos Nascimento supostamente teria pedido a camisa de Neymar no jogo entre Santos 4X1 Atlético Paranaense. Repito: para quem ganha taxas de arbitragem num valor considerável e apita uma grande sequência de jogos, o valor de uma camisa é irrisório… Porém, o valor de estima é de ser “a” camisa do Neymar, a roupa em que ele vestia numa atuação de gala, onde a loja não possui; só quem esteve no espetáculo poderia obtê-la com maior facilidade.

 

O árbitro negou em entrevista, dizendo que foi Durval quem pediu seu par de cartões como lembrança. Mas mesmo se Chicão tivesse pedido, pelos lances polêmicos, seria indevido. Em outras situações, poderia ser estranho, mas aceitável. Antonio Lopes, treinador adversário do Santos, pediu afastamento sumário do árbitro (em: http://ht.ly/7drX5)

 

É uma questão de cultura. Mas e você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Sobre o jogo entre Santos X Atlético Paranaense, você pode ver a análise da arbitragem no site “Pergunte ao Árbitro”( http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/10/30/o-lance-de-alan-kardec-de-impedimento-passivo-como-defini-lo-analise-da-arbitragem-de-santos-x-atletico-paranaense/) ou no Blog do Professor Rafael Porcari (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/10/30/analise-de-arbitragem-santos-x-atletico-paranaense-brasileirao-2011-29102011-pacaembu/)

 

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– Dopping Genético em 2016?

Se já era difícil pegar os atletas que se dopam com hormônios e outras drogas, imagine com o dopping genético!

Assustador, extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI268191-17933,00-A+NOVA+ERA+DO+DOPING.html

A NOVA ERA DO DOPING

Em vez de hormônios, a onda será fazer modificação genética para melhorar o desempenho dos atletas

por Rafael Tonon

Muito antes dos hormônios artificiais serem usados para melhorar a performance dos atletas, nos anos 800 a.C. eles já usavam estimulantes à base de cogumelos para conseguir melhores resultados. Os casos de doping, agora, podem passar a um nível bem mais difícil de provar: atletas podem começar a usar a manipulação dos genes para aumentar suas habilidades. Assim como a terapia genética usada para fins médicos, o método esportivo se baseia na inserção de um vírus ou outro organismo que carregue o DNA já modificado no genoma humano. A ideia é colocar genes “turbinados” no lugar de genes normais para fabricar hormônios que potencializem seus músculos e melhorem o desempenho em levantamento de peso, por exemplo. Mark Frankel, especialista em modificação genética e bioética da Associação Americana para o Avanço da Ciência, garante que os pesquisadores já descobriram genes com impacto na velocidade, nos músculos e na resistência do corpo e que isso terá uma grande repercussão nos esportes nos próximos anos. “Provavelmente esse tipo de geneterapia será usado já nas próximas Olimpíadas que acontecerão no Rio em 2016.”

Os conhecimentos científicos na área ainda são poucos para que a manipulação genética seja usada com segurança. “O perigo é os atletas buscarem algo que pode aumentar sua performance diretamente nos laboratórios, antes que as substâncias e técnicas sejam aprovadas”, afirma Frankel. Também não há testes que detectem o doping genético, mas a Agência Mundial Antidoping (Wada) já busca métodos próprios. A frente de pesquisa se baseia no conceito de que, quando a geneterapia ocorre, o metabolismo e até a morfologia das moléculas se alteram. O desafio, então, é desenvolver uma tecnologia que saiba discriminar quais foram os agentes usados para a molécula sofrer modificações. Eduardo De Rose, médico brasileiro e membro-fundador da Wada, acredita que as técnicas terão que seguir o ritmo de evolução dos últimos anos, quando foram aprendidos métodos de detecção de vários estimulantes. “Hoje a cada 100 exames podemos ter um caso. É impossível fazer um evento esportivo sem casos de doping.”

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– Estelionato Eleitoral?

A frase é profunda, mas muitos não se deram conta:

Ganhamos as Eleições com um discurso e depois tivemos que mudar o discurso, fazendo coisas que dizíamos que não faríamos.

Lula, 29/10/2015

E fica por isso mesmo? Enganar o povo, prometer o que não se cumprirá, além de outras mazelas independente de qual partido seja, se tornou prática comum?

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– A escala provocativa da arbitragem para São Paulo X Santos 

Parece picuinha. E deve ser mesmo…

O bom árbitro Raphael Claus, que marcou equivocadamente o pênalti de “queimada” em Palmeiras 0X1 Ponte Preta, será o árbitro do SanSão no Morumbi pela Copa do Brasil. Mas e o bandeira? Será Rogério Pablos Zanardo, o mesmo da confusão com Zeca e que resultou na expulsão do David Braz contra o Corinthians no Itaquerão.

Bandeira não é sorteio, é escala direta. Sérgio Corrêa quis provocar o Peixe, já que certo dia Modesto Roma Júnior pediu publicamente o “escalpo” dele e sua substituição pelo Cel Marinho?

Provavelmente sim, pois poderia evitar a polêmica. Aliás, por que não escala Zanardo na Vila Belmiro no jogo de volta?

Se existir erro pró-SPFC, se dirá que é perseguição. Se for pró-Santos, se dirá que é compensação. Por que escalar de propósito tais nomes? 

A declaração do presidente do Santos pode ser lida aqui: http://wp.me/p55Mu0-tn.

A punição que levou pelo STJD, aqui: http://wp.me/p55Mu0-uh.

 

– Eduardo Cunha e Lula tratam de negócios políticos?

Eduardo Cunha estaria negociando com Lula o não aceite do pedido de Impeachment em troca do seu cargo como Presidente da Câmara?

Você acreditaria que eles negociam até mesmo isso?

Eu sim. Se é verdade mesmo, não sei.

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– O Cartão Verde na Série B Italiana e a luta pelo Fair Play

Na Itália, já está em vigor na série B o Cartão Verde, que ao contrário de punir como o Amarelo ou o Vermelho, é uma notificação plausível por boa ação esportiva.

A ideia é aplicá-lo quando um jogador confessar que um pênalti mal marcado não foi ou que exerça alguma demonstração de comportamento ético-esportivo. No final da competição, o jogador que receber o maior número de cartões verdes será premiado (embora o prêmio não tenha sido divulgado). Se vingar, deseja-se testar o mesmo artifício na série A. Aliás, nessa luta pelo jogo limpo, um mau exemplo de brasileiro: na partida entre Roma x Sassuolo, o lateral Maicon tentou simular um pênalti, e além da advertência por cartão amarelo, foi multado em 9 mil euros por unfair-play.

Em tempo: nas 7 primeiras rodadas, ninguém recebeu o cartão verde ainda...

E se fosse aqui no Brasil? Esperaríamos quantas rodadas para ver o primeiro cartão verde a ser aplicado no Brasileirão?

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– O Preço do Etanol continua subindo…

Estamos no começo de Outubro. Neste mês, já recebemos 4 cargas de Etanol em nosso Posto de Combustível com 4 preços diferentes, sempre com valores majorados.

Nesse momento em que a Gasolina está tão cara e os usineiros deveriam aproveitar a oportunidade para colocar o Álcool Etílico em voga, perdem a chance com a ganância de ganhar mais vendendo pouco.

As desculpas são as mais variadas: alta do dólar e maximização da produção de açúcar para exportação, custos das usinas, entressafra, entre outras tantas coisas que não convencem. Afinal, por que sempre o Etanol tem que subir a reboque do aumento da Gasolina?

E, claro, quem paga a conta sempre é o consumidor…

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– TCU rejeitou as contas de Dilma. Mas… e agora?

Como não tenho esperanças na política brasileira, infelizmente, sou obrigado a questionar: as contas da Presidente Dilma foram rejeitas. E daí?
Quem pode entrar é tão ruim do que quem pode sair (e nem sabe se vai sair). Aí, em 2018, a mesma tropa de hoje recebe votos daqueles que trocam a cidadania das urnas por bonés, camisetas…

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– Jogador bate pênalti inexistente propositalmente para fora! Mas lá no campeonato azeri…

Lá no Azerbaijão, está crescendo o interesse e os investimentos no Futebol, e um fato curioso foi protagonizado no último domingo no jogo entre Inter Baku 0x2 Qarabag, pelo Campeonato Azeri.

O juizão marcou um pênalti inexistente. Muita contestação do time prejudicado e, na hora da cobrança a favor do time que perdia o jogo, o batedor demonstra Fair Play e chuta propositalmente para fora.

Momento de aplausos de todos. Mas no Morumbi, Mineirão ou Maracanã aconteceria a mesma coisa?

Veja o lance em: http://www.youtube.com/watch?v=FpDf64u_c6I

– O que fizeram com o São Paulo FC?

Sempre ouvi falar que o Tricolor do Morumbi era time de vanguarda, polido, ético, fino…

Parece que nesses novos tempos as coisas mudaram. O que dizer do destemperado Carlos Miguel Aidar, que um dia comeu uma banana e disse que o Palmeiras estava se apequenando?

Salários atrasando, briga entre cartolas, circo total.

Uma pena!

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– Vem aí o Movimento de Moralização da Arbitragem Brasileira?

Ôpa! Em meio ao caos que vive a arbitragem nacional, com gestores ruins e estrutura viciada, uma esperança parece estar nascendo!

Um grupo de ex-árbitros vem se mobilizando para a criação de um “coletivo”, uma associação independente ou, se preferir, uma espécie de “bom senso do apito”.

A ideia inicial é a de acabar com o status quo do funcionamento atual da arbitragem. Desde a defesa da modificação do comando da Comissão de Árbitros da CBF, passando pelo questionamento do modelo Sindical até a suposta interferência política das indicações de árbitros.

Jorge Paulo Oliveira Gomes e Anselmo da Costa, ex-árbitros conhecidos nacionalmente, estão a frente desse propósito no momento inicial, organizando o grupo de pessoas que defendam a causa e convidando novos nomes.

Em conversas preliminares, a idéia será de arregimentar nomes de bem ligados à arbitragem, jornalistas comprometidos com o bem do futebol e gente da sociedade que queira melhorias ao futebol em si.

Demonstrar e praticar a independência, evitar a incompatibilidade de cargos entre Associação Nacional e CBF, abolir a vaidade dos cartolas (que criam regras próprias, instituem normas e paradigmas questionáveis) e, especialmente, melhorar a capacitação dos árbitros devem ser os objetivos a curto prazo.

Conforme o movimento começar a se solidificar, publico as novidades as quais eu tiver acesso por aqui.

A priori, sou totalmente simpático a essa necessidade urgente de contestação do mundo da arbitragem. E você?

Ops: quanto tempo levará para os cartolas começarem a criticar esse grupo de moralização antes mesmo das primeiras ações concretas? Será que teremos a figura de algum “pau-mandado”?

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– O Mega Escândalo da Volkswagen na Emissão de Poluentes do Diesel

Há pouco tempo, a VW revelou que tinha um revolucionário sistema ecologicamente correto para motores Diesel, que poluíam muito menos e seria um sucesso.

Não é que toda a sua propaganda era enganosa? O sistema “falsificava os dados em vistorias”, mas no dia-a-dia poluía comumente.

Tal escândalo levou à demissão do presidente mundial da Volks!

Toda a história, extraída de Globo.com, abaixo:

ESCÂNDALO DA VOLKSWAGEN: VEJA COMO A FRAUDE FOI DESCOBERTA

Denúncia surgiu neste mês, nos EUA, mas investigação começou em 2009. Inicialmente, montadora negou; depois admitiu fraude em milhões de carros

A Volkswagen está envolvida em um escândalo de falsificação de resultados de emissões de poluentes que levou, inclusive, à renúncia do presidente-executivo do grupo, nesta quarta-feira (23). O escândalo veio à tona na última quinta (17), nos Estados Unidos, mas as suspeitas foram levantadas muito antes. Veja abaixo a cronologia do caso.

2004-2007 – EUA endurecem padrões

O governo dos Estados Unidos endurece os padrões para emissão de óxido de nitrogênio (NOx), um dos principais poluentes resultantes da combustão do óleo diesel. Na época, as autoridades reconheceram que os novos níveis seriam difíceis de serem cumpridos.

2009 – Volkswagen anuncia carros com diesel limpo

A Volkswagen começa as vendas dos modelos de carros diesel que possuem um sistema diferente para cumprir regras de poluentes. Esses motores, chamados EA 189, dispensam o uso de ureia na mistura de gases e água, que ajuda a amenizar o efeito nocivo do óxido de nitrogênio, recurso mais comumente usado por outras montadoras.

2013 – Dados não batem

O baixo nível de emissões de veículos da Volkswagen com motor a diesel chama a atenção de um grupo independente, o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, em inglês), que decidiu estudar o sistema para mostrar como o diesel poderia ser um combustível limpo, junto com a Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos.

Eles começaram a analisar 3 carros: um Jetta 2012, um Passat 2013 e um BMW X5, rodando por cerca de 4.000 km entre a Califórnia e o estado de Washington. E constataram discrepâncias entre o nível de emissão observado e os números dos testes oficiais dos modelos da Volkswagen.

2014 – Governo dos EUA é alertado

O ICCT e a Universidade de West Virginia alertam a Agência de Proteção Ambiental (EPA), do governo federal, e o conselho de emissões da Califórnia (CARB) sobre a descoberta.

Na época, A Volkswagen afirmou que estudo era falho e culpou questões técnicas para os resultados. Mesmo assim, a empresa realizou um “recall branco” (quando não há obrigatoriedade e risco à segurança) de 500 mil carros nos EUA, prometendo resolver o caso, mas sem sucesso.

A CARB e a EPA continuaram a tentar encontrar o motivo das diferenças de dados em laboratório e nas ruas.

2015 – Software é descoberto

A EPA descobre que um software instalado na central eletrônica dos carros da Volkswagen altera as emissões de poluentes nesses veículos apenas quando são submetidos a vistorias. O dispositivo rastreia a posição do volante, a velocidade do veículo, quanto tempo está ligado e a pressão barométrica, baixando os poluentes emitidos. Em condição normal de rodagem, os controles do escape são desligados e os carros poluem mais do que o permitido.

18 de setembro de 2015 – Volkswagen é acusada

O governo dos Estados Unidos acusa a Volkswagen de burlar os dados de emissões de gases poluentes a fim de atender à regulamentação do país, e abre um processo criminal. Segundo a EPA, 482 mil veículos com motores a diesel violaram os padrões federais, entre eles Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 –da marca que pertence ao grupo Volkswagen. Os veículos foram fabricados entre 2009 e 2015.

20 de setembro de 2015 – Montadora se desculpa

O presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, divulga nota se desculpando pela má prática. “Pessoalmente e profundamente lamento muito que tenhamos quebrado a confiança de nossos clientes e do público. A Volkswagen não tolera nenhuma violação, nem de leis, nem de normas”, declarou.

21 de setembro de 2015 –  ‘Ferramos tudo’, diz CEO

“Ferramos tudo. Nossa empresa foi desonesta”, afirma o presidente da Volkswagen nos EUA, Michael Horn, durante o lançamento do Passat, em Nova York.

22 de setembro de 2015 –  Fraude envolve outros países

A empresa admitiu que um dispositivo que altera resultados sobre emissões de poluentes não foi usado apenas nos EUA, mas em 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo, em modelos de várias marcas pertencentes ao grupo. No entanto, não diz quais são os carros, nem em que países eles estão. Winterkorn torna a pedir desculpas, agora em um vídeo divulgado pela montadora.

23 de setembro de 2015 – ‘Chefão’ renuncia

Martin Winterkorn renuncia ao cargo de presidente-executivo e pede demissão da Volkswagem. No entanto, diz que não tem ciência de nenhum erro de sua parte. O Conselho  empresa também diz que Winterkorn “não tinha conhecimento da manipulação de dados de emissões”.

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– Partido Novo, Aécio e Dilma

Ouvi na Rádio Jovem Pan a entrevista do presidente do Partido Novo, a nova agremiação política do Brasil.

Gostei! Parece, de fato, uma terceira via. Mostrou ter uma ideologia liberal, de centro, sem políticos velhacos e viciados no jogo corrupto. Gente trabalhadora cansada dos mesmos nomes. Mostrou-se ético e, de certo ponto, “pixotesco” (no sentido bom da palavra).

De Dilma e o pessoal do PT, cansamos. De Aécio, a decepção por surgimentos de denúncias bem fundamentadas, em especial ao do uso particular por dezenas de vezes do avião do Governo de MG para recreação no RJ.

Tomara que seja uma alternativa o pessoal do Novo!

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– Você queria um cartão corporativo da Presidência da República?

Parece que o dinheiro público realmente é mal gerido.

No demonstrativo das despesas dos gastos com cartão corporativo, consta a compra de 5 espátula de bolo (a R$ 1.166,00 reais cada) para a cozinha presidencial!

Será que são de ouro?

E depois querem que paguemos mais impostos

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– Como crer na lisura dos políticos?

Parece montagem ou brincadeira, mas não é: em Brasília, durante o jogo em que o Flamengo perdeu do Coritiba, assistiram a partida irmanados o Presidente do Congresso Nacional, Eduardo Cunha, INVESTIGADO pela CPI da Petrobrás, e Hugo Mota, o presidente da mesma CPI (portanto, o INVESTIGADOR).

Vai dar em Pizza ou não?

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– As Máquinas de Gelo e Frigobares dos Senadores!

Em tempos de repensar a Política e a Economia brasileira, os nobres deputados e senadores deveriam se preocupar em dar exemplos positivos. Em especial, ao que se refere a corte de gastos e ao esforço em não se criar mais impostos, como a CPMF/ CPPrevi, aumento da Cide e de tantas outras coisas.

Eis que, despropositalmente ao bem da nação, anuncia-se que o Estado comprará 60 frigobares (a R$ 57.000,00) e 6 máquinas de gelo (com valor acima de R$ 11.000,00) para conforto dos senadores!

É ou não uma cambada de picaretas no poder? E a gente pagando imposto para eles…

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– E o anão stripper do Denarc?

Que feio… durante a semana, a Folha de São Paulo obteve um vídeo de uma “festinha” dentro da Delegacia de Combate aos Narcóticos (sim, o Denarc!).

Policias e Delegado assistiram a show realizado por um… Go Go Boy Anão!

Parece brincadeira, mas foi verdade. E ninguém foi punido, pois a celebração aconteceu “fora do horário de expediente e sem bebida alcoólica”.

Esse país não é sério!

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– Marco Polo e Madre Teresa: os discursos sabatinais de ética!

Há certas coincidências no dia-a-dia que são irônicas. Por exemplo: as minhas duas leituras dessa manhã de sábado!

Hoje, a Igreja Católica celebra a memória da beata Madre Teresa de Calcutá, a pobre freirinha que viveu na miséria, despojando-se de tudo para todos; símbolo da caridade (independente de qual crença seja) e deixou lições de amor, fraternidade, carisma e serviço ao próximo e a Deus. E uma de suas frases de amor: “a trilha mais rápida é o caminho correto“, foi a minha 1a leitura matinal.

Ironicamente, a minha segunda leitura fala também de “caminho”, especificamente do “caminho ético do futebol”, escrita por… Marco Polo Del Nero.

Uau… que diferença de princípios! Mas o texto se referia ao artigo escrito pelo presidente da CBF (ou a mando dele) sobre os rumos da arbitragem e o atual momento.

Escreveu Marco Polo sob o título de “Consciência Coletiva”:

“- (…) O desafio da CBF é de reconhecer os erros e buscar o aperfeiçoamento, tanto por obrigação institucional, como por desejo de triunfo, de acerto, de credibilidade ética e reconhecimento técnico. Assim tem sido em relação à Comissão de Arbitragem, onde verificamos consideráveis avanços (…) Temos feito um trabalho de avaliação contínuo e responsável, amparado na parceria importante da Ouvidoria e da Corregedoria de Arbitragem (…) Erros graves continuarão sendo punidos como tem sido feito. Entendemos que reconhecer o erro e puni-lo seja a melhor forma de instigarmos o conhecimento e desafiarmos os profissionais a se prepararem e serem cada vez melhores, da mesma forma que os clubes afastam seus atletas em busca de uma recuperação técnica.”

Diante dessas palavras demagógicas e que não retratam a realidade, fico pensando: qual a distância de valor e importância de cada um na sociedade? A amplitude do discurso e de ações de ambos assusta. Vide o Dr Marco Polo e sua ética citada, escondido nesse sábado dos americanos do FBI em seu refúgio carioca na Barra da Tijuca, e a humilde Teresa de Calcutá, que falecida há 18 anos está presente neste sábado em memória e princípios por todo o planeta.

Encerro com uma frase de respeito da inspiradora freirinha, quando abordada certa feita em Bombaim, sobre a ajuda aos doentes e dificuldade das tarefas solidárias:

“- O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.”

Amar, agir, administrar, fazer qualquer coisa desinteressadamente é um desafio para poucos! Para o bem do futebol e da arbitragem, é necessário que se mude os nomes daqueles que comandam os árbitros do Brasil Na mesma proporção, é necessário que se acabe com as estruturas viciadas e os mandatários de hoje.

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– A Prefeita Bonitinha mas Ordinária!

Lidiane Leite da Silva (PP) é a prefeita de Bom Jardim, interior do Maranhão. Jovem (somente 24 anos) ficou conhecida nacionalmente pela sua beleza e pelas suas publicações nas redes sociais. Entretanto, a Justiça descobriu que os contratos do paupérrimo município eram fechados sem licitação. Pior: houve superfaturamento até da Merenda Escolar, sendo calculados em R$ 900.000,00, segundo a Operação Éden da PF. Ela é considerada foragida pela Polícia.

Homem, mulher, belo (a), baixinho, gordo, velho, jovem… para ser corrupto, não existe perfil!

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– Qual será a cartada sinistra de Eurico Miranda? Uma Virada de Mesa?

O assunto despertou a boataria e está repercutindo muito nas redes sociais: o presidente vascaíno Eurico Miranda, à Rádio Tupi AM 1280 do RJ, sobre um possível rebaixamento do Vasco da Gama, declarou que tem uma carta na manga mas não a usará pois o Vasco vencerá 10 jogos.”

Qual seria essa cartada final? Algo surpreendente, certamente, já que pelo saldo de gols e pela pontuação é inacreditável que o Cruzmaltino fuja da Série B.

Surgiu o boato no Rio de Janeiro de que esta “carta na manga” seria a nova fórmula do Brasileirão: Eurico trabalharia para um campeonato de 24 clubes (anulando o rebaixamento da Série A e agregando os 4 que subissem em 2015 para 2016) com turno único e mata-mata entre os 8 classificados. Claro, “surgiu o boato” não significa que Eurico realmente tem esse propósito ou declarou isso.

Se confirmado tal fato, é virada de mesa e uma vergonha para o país. Retrocesso da CBF. Ou da Liga de Clubes que já nasceria com essa mancha ruim?

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– A Arrecadação das Federações Estaduais e a dos Clubes da Série A:

Clubes falidos, Federações Estaduais Ricas. Sem contar o “mensalinho legalizado” que a CBF paga aos cartolas das federações, veja que quantia incrível (superior à da maioria dos times) as entidades estaduais arrecadaram só no 1o turno do Brasileirão da Série A.

Extraído de: http://epoca.globo.com/vida/esporte/noticia/2015/08/por-que-federacoes-arrecadam-mais-com-ingressos-do-que-os-proprios-clubes.html

POR QUE FEDERAÇÕES ARRECADAM MAIS COM INGRESSOS DO QUE OS PRÓPRIOS CLUBES?

Seis milhões de reais. É a quantia que federações estaduais de futebol arrecadaram no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mais do que os clubes dos próprios estados em alguns casos. Elas não pagam salários de atletas, não arcam com despesas das partidas, não trabalham na promoção, mas ficam com 5% da receita bruta.

A Federação Paulista de Futebol (FPF), na carona dos altos números de Corinthians e Palmeiras, recebeu R$ 2,3 milhões. Ponte Preta e Santos, somados, tiveram receita líquida de R$ 1,8 milhão. A quantia deixa a entidade com mais renda do que 11 dos 20 times que jogam a primeira divisão, entre eles Fluminense e Vasco. A do Rio de Janeiro, mesmo sem Botafogo na elite, ficou com mais renda do que sete.

Ou vamos radicalizar na comparação: se as entidades formassem o “Federação Futebol Clube”, este time de cartolas teria a quarta maior receita líquida com ingressos – só Corinthians, Palmeiras e Grêmio conseguiram mais do que R$ 6 milhões “limpos” no primeiro turno.

Federação Receita
FPF (SP) R$ 2,35 milhões
FFERJ (RJ) R$ 1,21 milhão
FMF (MG) R$ 750 mil
FGF (RS) R$ 646 mil
FPF (PR) R$ 360 mil
FCF (SC) R$ 351 mil
FPF (PE) R$ 257 mil
FGF (GO) R$ 85 mil

O pior é que, em alguns casos, a federação leva a parte dela mesmo quando o mandante toma prejuízo. Em oito das 190 partidas do primeiro turno, clubes tiveram que tirar dinheiro do caixa para cobrir despesas e impostos. Mas a taxa da chefia seguiu intacta.

A solução é mais simples do que se imagina, e nem é tão radical: taxar a receita líquida em vez da bruta. A federação passaria a jogar junto. O clube – e a gestora do estádio, se houver – precisaria acertar na precificação do tíquete, atrair público, enxugar despesas, para que a entidade pudesse ganhar o dela. Senão, ao menos, não atrapalharia ao taxar quem já paga INSS, seguro, arbitragem, exame antidoping, policiamento e até quadro móvel (funcionários) da própria federação.

Pode parecer discussão pequena, de trocados em milhões, mas não é. As federações, sem fins lucrativos, que existem (só) para regular o futebol, tiram dinheiro dos clubes em bilheterias, patrocínios – elas vendem placas no campo para empresas que, por isso, desistem de investir em times – e nas várias taxas do dia a dia. Muitas faturam mais do que os próprios times. Em tempos de bonança, vá lá, daria para perdoar. Mas a crise econômica está aí, meu amigo cartola.

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– Como resolver a bronca dos atletas com Osório?

Em 3 jogos seguidos, 3 atletas são-paulinos reclamaram ou fizeram gestos desrespeitosos contra o treinador colombiano Osório, que publicamente declarou gostar de fazer o rodízio de atletas em suas equipes.

Michel Bastos, Centurión e Ganso: ambos foram mal educados com o técnico. E como resolver isso?

Se afasta da equipe, pune tecnicamente o próprio São Paulo. Se multa, será que paga-se? E como evitar “biquinho” ou má vontade?

É nesses momentos que a diretoria do São Paulo deve mostrar pulso forte e dizer que “se precisar, sai o jogador mas não sai o técnico.

Fará isso?
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– Perguntar não ofende: E os denunciados pelo Paulinho?

Prenderam o Paulo Cézar de Andrade Prado, o editor do “Blog do Paulinho”. O jornalista foi levado à delegacia por condenação do processo movido pelo Dr Catta Preta, conhecidíssimo advogado de famosos no futebol. O motivo: difamação.

A história do Paulinho é incrível: de humilde motoboy e fã do Juca Kfouri até a montagem de um dos blogs mais acessados do Brasil.

O que me chama a atenção de tudo isso é que ele ficou marcado pelas denúncias de mazelas no meio esportivo, escancarando muitos casos com provas e documentos. Os posts de corrupção no Corinthians (todos bem fundamentados) são impressionantes! Os comentários sobre deslizes e situações dúbias do presidente Aidar, do SPFC, espantam.

Sempre me pareceu uma pessoa de bem, embora alguns possam ter ressalvas pela veemência e contundência. Tal episódio não tirará o respeito que tenho por ele.

Sei, claro, que até amigos meus têm certa mágoa dele, pelo modo como a coisa foi colocada. Recordo-me do caso Ceretta e Escolinha do SPFC, além de Braguetto e Corinthians. Não conheço a fundo a situação e o imbróglio de ambos, e como mantenho respeito aos dois ex-colegas de arbitragem, abstenho-me de comentá-los.

Mas ficará a pergunta no ar: e os inúmeros denunciados de corrupção e picaretagem (comissões, aliciamento, desvios de verbas) documentadamente revelados e que estão soltos? Como ficarão?

Quem dá a cara para bater vai na cadeia; e outros, registrados em denúncias, estão livres. Nosso país realmente é curioso…

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– Torcida, ironizar, pode. Mas “zoeira” oficial?

No mundo do futebol, o limite ético é muito difícil de se mensurar. Torcedor tirar sarro do rival é normal. Diretorias de clubes entre si, não.

Dias atrás o Corinthians ironizou a vitória contra o Internacional, desafeto desde 2005, com a hastag #poenodvd em seu telão da Arena de Itaquera, em alusão ao DVD colorado com erros de arbitragem pró-Corinthians. Naquela oportunidade, Roberto de Andrade pediu desculpas e em um primeiro momento foi dito que o funcionário houvera sido demitido pelo deselegante gesto. Posteriormente, soube-se que oficialmente foi “apenas punido com suspensão”.

Após o jogo da Ponte Preta, nesta 5a feira, mais uma ironia: #desde77 estampava o luminoso.

Pra quê isso?

Se é de torcedor, se aceita/entende. Mas não é incitar a discórdia, partindo de operador do estádio?

Falta profissionalismo…

O Zé Boca-de-Bagre, amigo do Prof Basile, aqui de Jundiaí, deu a idéia: no jogo da volta, Ponte Preta x Corinthians, coloque no telão campineiro a escalação:

1- Vicentinho

2- Vicentinho

3- Vicentinho… até o atleta no. 11.

Não compactuo com a idéia, mas que é engraçada, é!
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– CBF: Só receber e nunca dar!

A série D do Brasileirão é sabiamente deficitária aos clubes, certo?

Correto. Mas o detalhe é que o canal Esporte Interativo, agora de propriedade do grupo americano Time Warner, comprou os direitos de transmissão da 4a divisão brasileira.

Tudo ótimo, se não fosse um só detalhe: os clubes não receberão um centavo sequer, pois a CBF anunciou (segundo Fábio Suzuki, pg 3, Jornal Lance, coluna De Prima, edição 03/07) que não rateará a verba com os clubes que disputam a competição pois o dinheiro seria muito pouco, já que existem muitos clubes nesta divisão.

Então é melhor a CBF ficar com a grana toda, certo?
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– Wagner Ribeiro em defesa da Imoralidade

O polêmico empresário de diversas estrelas do futebol brasileiro, Wagner Ribeiro, “causou” no programa Bate Bola 3a edição da ESPN. Ele admitiu artimanhas dentro da lei para mascarar o valor da venda de Neymar ao Barcelona e pagar menos ao sócio DIS. Até aí, nada foge da legalidade, mas mostra demonstração de esperteza e malandragem. O problema foi a defesa da corrupção no futebol. Quanto aos esquemas da CBF, ao ser questionado, disse:

Você tem a Nike, e a CBF quer a Nike, tenho uma comissão de 20%, mas o presidente da CBF quer um pedaço desses 20%, você faria? Eu faria. Pode ser amoral, mas eu seria hipócrita de dizer que não faria“,

Que retrato de credibilidade esses senhores passam, não?
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– Como definir Árbitro e Time Grande no Futebol?

Vou ser bem direto, parte 1: para mim, pela força econômica atual (apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Vou ser bem direto, parte 2: para mim, por trabalharem em grandes clássicos Brasil afora, temos alguns grandes árbitros no quadro brasileiro de arbitragem (Marcelo de Lima Henrique, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopez).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, tanto árbitros quanto times vivem bons e maus momentos. As “fases”, duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Diante disso, me chamou a atenção a “discussão” de um só, protagonizada por Carlos Ceretto, do Sportv. Ocorre que, no Fox Sports Rádio (da Fox Sports), o jornalista Fábio Sormani, em debate com seu colega Flávio Gomes, disse que (segundo relata o UOL, em: http://is.gd/2GEhS6):

O Corinthians era grande na arquibancada, mas não era em campo. A partir da década de 90, passou a ser. O Atlético-MG passou a ser grande quando conquistou, no campo, a Libertadores. Eram gigantes [Timão e Galo] na arquibancada, mas não eram no campo (…) O Santos não é um time grande na arquibancada. O que é ser um time grande? Há duas definições importantes, a meu ver: porque tem grande torcida, inquestionável; e também é grande se tem conquistas’.

Discordando, Carlos Ceretto tuitou as 3 seguintes mensagens:

“Um comentarista que diz que um gigante como o Corinthians só se transformou em time grande depois de 90 ou é palhaço ou não sabe de futebol” / “O que faz a grandeza de um time não são títulos, mas a sua história, aquilo que representa e a relevância de sua torcida” / “O problema é que infelizmente a imprensa esportiva passa por um momento ruim. A média é péssima e contribui para fanfarronices”.

E aí?

Indelicadeza, destempero ou simplesmente “pimenta” de um concorrente na Guerra da Audiência?

A situação é simples: se há discordância, emita a opinião contrária respeitosamente. Aqui me pareceu que houve uma grande infelicidade de Ceretto.
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– Até onde os salários em atraso atrapalham o rendimento de um time? E nenhum time perderá pontos?

Qualquer trabalhador tem como direito sagrado o recebimento em dia de seu salário. E quando ele atrasa, a insatisfação gerada é imediata.

Se atrasa por poucos dias, é ruim. Atrasou um mês? Ai, ai, ai… Mas se atrasa muito, o que pode acontecer?

Ao Portal Terra, Renato Augusto deu uma declaração sobre o pagamento de 4 milhões de reais a Alexandre Pato:

“Na verdade, a gente ficou sabendo pela imprensa. A dificuldade financeira do clube é muito grande. Pelo que li, tinha um processo em andamento. A gente fica esperando que essa dívida seja quitada com a gente também (…) Agora, é ter paciência. Não adianta ficar aqui batendo de frente, porque o problema vai se tornar ainda maior. É o momento de se unir com a diretoria, com o presidente, para que os problemas sejam resolvidos e os salários pagos.”

O próprio Renato Augusto confidenciou que faz 5 meses que não recebe. E aí, como fazer?

Faz greve?

Aciona o Sindicato?

Em tempo: cadê a reivindicação do Bom Senso, que era a perda de pontos caso o salário seja atrasado e que Marco Polo Del Nero fez questão de colocar no regulamento do Campeonato Brasileiro tal item?

Se o atraso é público, o que a CBF está esperando para começar a punir não só o Corinthians, mas todos os clubes em atraso?

Se tal medida fosse aplicada, teríamos inúmeros clubes no Brasileirão com pontuação negativa…

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– A CBF é o Brasil que dá certo, Parte 2

Um dia, Carlos Alberto Parreira teve a infelicidade em dizer que “a CBF é o Brasil que dá certo.

Não é que Gilmar Rinaldi, supervisor da Seleção Brasileira, questionado nesta 2a feira, fez questão de reafirmar a frase?

Claro, como funcionário da entidade ele tinha que ter cuidado nas palavras. Mas… não poderia dar uma resposta menos piegas e forçada?

Com tudo o que sempre desconfiamos e o que vemos agora nos escândalos da FIFA, onde a CBF está envolvida até o pescoço, tal afirmação é de enlouquecer.

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– O Departamento de Ética do Futebol Brasileiro!

Cruz-Credo… A CBF criou uma diretoria de Ética e Transparência. Para chefiá-la, convidou o deputado federal Marcelo Aro.

E ele é um bom nome?

Avalie: Marcelo é filho do José Guilherme Ferreira e sobrinho de Elmer Guilherme, cartolas que reinaram na Federação Mineira de Futebol por muitos anos.

O detalhe é que seu pai e seu tio foram afastados de seus cargos em 2003 pelo Ministério Público, que pediu prisão preventiva a eles, denunciados então por formação de quadrilha, falsificação de documentos e apropriação indébita.

Pelo parentesco, parece que as referências não são boas. Aliás, é mais um da bancada da bola a assumir cargo na CBF.
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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Corinthians x Palmeiras

Thiago Duarte Peixoto, 36 anos, natural de Barretos, apitará o Derby Paulistano na semifinal do Paulistão.

Jovem, tem bom preparo físico e possui experiência em outros esportes (já apitou também voleibol, handebol e basquetebol). Professor de Educação Física, corre muito bem e deixa o jogo correr. Mas ainda lhe falta alguma experiência em grandes jogos. Para um jogo do peso como esse, em tal fase do campeonato, aguardaria mais um pouco para escalá-lo.

O problema é que em algumas comunidades das redes sociais começam a surgir questionamentos sobre Thiago: uma foto onde ele aparece segurando uma camisa do Corinthians ao lado de algumas pessoas.

Inevitável lembrar do caso Braguetto e Corinthians, ocorrido recentemente. Não se pode pensar que tal fato seja sinônimo de desonestidade, mas sim de um comportamento inadequado para a atividade que exerce (arbitragem de futebol) que o torcedor pode não entender.

Um árbitro de futebol sofre, invariavelmente, 3 perguntas/pedidos comuns dos torcedores menos avisados:

1 – “Diz pra mim, quanto vai ser o jogo de Fulano x Ciclano amanhã?” (Como se tivesse o dom da premonição…)

2 – “Ei, arranja um ingresso pra mim ir ao jogo?” (Como se ele fosse bilheteiro!)

3 – “Tem jeito de descolar umas camisas para gente?” (Como se fosse íntimo dos diretores dos clubes).

Imagine O QUE DEVE PENSAR, ENTÃO, OS TORCEDORES ORGANIZADOS E DEMAIS FANÁTICOS! Árbitro de futebol tem que evitar contato com cartola, se esquivar de fotografar com qualquer coisa que traga a lembrança de clube e manter grande distância de jogadores.

Agora, veja que situação complicada: essa foto que aparece na Internet do juizão com a camisa do Corinthians assinada pelo elenco, que à primeira vista assusta e pode trazer ilações indevidas, na verdade representa outra coisa: a mãe do árbitro ficou internada na Santa Casa de Barretos, e através do goleiro reserva Rafael, Thiago conseguiu as assinaturas dos atletas e a doou para o Hospital, a fim de um leilão solidário. Na foto, emocionado, está o pai do árbitro e o diretor da Santa Casa.

A ação é louvável, mas… “o que uma mão vê, a outra não precisa saber”. Assim, nota 10 pela doação da camisa, e nota 0 pelo vacilo em se deixar fotografar e permitir a exposição.

Espero que essa pressão de última hora não atrapalhe o rendimento dentro de campo.

Ou será que atrapalhará?
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