– Você queria um cartão corporativo da Presidência da República?

Parece que o dinheiro público realmente é mal gerido.

No demonstrativo das despesas dos gastos com cartão corporativo, consta a compra de 5 espátula de bolo (a R$ 1.166,00 reais cada) para a cozinha presidencial!

Será que são de ouro?

E depois querem que paguemos mais impostos

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– Como crer na lisura dos políticos?

Parece montagem ou brincadeira, mas não é: em Brasília, durante o jogo em que o Flamengo perdeu do Coritiba, assistiram a partida irmanados o Presidente do Congresso Nacional, Eduardo Cunha, INVESTIGADO pela CPI da Petrobrás, e Hugo Mota, o presidente da mesma CPI (portanto, o INVESTIGADOR).

Vai dar em Pizza ou não?

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– As Máquinas de Gelo e Frigobares dos Senadores!

Em tempos de repensar a Política e a Economia brasileira, os nobres deputados e senadores deveriam se preocupar em dar exemplos positivos. Em especial, ao que se refere a corte de gastos e ao esforço em não se criar mais impostos, como a CPMF/ CPPrevi, aumento da Cide e de tantas outras coisas.

Eis que, despropositalmente ao bem da nação, anuncia-se que o Estado comprará 60 frigobares (a R$ 57.000,00) e 6 máquinas de gelo (com valor acima de R$ 11.000,00) para conforto dos senadores!

É ou não uma cambada de picaretas no poder? E a gente pagando imposto para eles…

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– E o anão stripper do Denarc?

Que feio… durante a semana, a Folha de São Paulo obteve um vídeo de uma “festinha” dentro da Delegacia de Combate aos Narcóticos (sim, o Denarc!).

Policias e Delegado assistiram a show realizado por um… Go Go Boy Anão!

Parece brincadeira, mas foi verdade. E ninguém foi punido, pois a celebração aconteceu “fora do horário de expediente e sem bebida alcoólica”.

Esse país não é sério!

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– Marco Polo e Madre Teresa: os discursos sabatinais de ética!

Há certas coincidências no dia-a-dia que são irônicas. Por exemplo: as minhas duas leituras dessa manhã de sábado!

Hoje, a Igreja Católica celebra a memória da beata Madre Teresa de Calcutá, a pobre freirinha que viveu na miséria, despojando-se de tudo para todos; símbolo da caridade (independente de qual crença seja) e deixou lições de amor, fraternidade, carisma e serviço ao próximo e a Deus. E uma de suas frases de amor: “a trilha mais rápida é o caminho correto“, foi a minha 1a leitura matinal.

Ironicamente, a minha segunda leitura fala também de “caminho”, especificamente do “caminho ético do futebol”, escrita por… Marco Polo Del Nero.

Uau… que diferença de princípios! Mas o texto se referia ao artigo escrito pelo presidente da CBF (ou a mando dele) sobre os rumos da arbitragem e o atual momento.

Escreveu Marco Polo sob o título de “Consciência Coletiva”:

“- (…) O desafio da CBF é de reconhecer os erros e buscar o aperfeiçoamento, tanto por obrigação institucional, como por desejo de triunfo, de acerto, de credibilidade ética e reconhecimento técnico. Assim tem sido em relação à Comissão de Arbitragem, onde verificamos consideráveis avanços (…) Temos feito um trabalho de avaliação contínuo e responsável, amparado na parceria importante da Ouvidoria e da Corregedoria de Arbitragem (…) Erros graves continuarão sendo punidos como tem sido feito. Entendemos que reconhecer o erro e puni-lo seja a melhor forma de instigarmos o conhecimento e desafiarmos os profissionais a se prepararem e serem cada vez melhores, da mesma forma que os clubes afastam seus atletas em busca de uma recuperação técnica.”

Diante dessas palavras demagógicas e que não retratam a realidade, fico pensando: qual a distância de valor e importância de cada um na sociedade? A amplitude do discurso e de ações de ambos assusta. Vide o Dr Marco Polo e sua ética citada, escondido nesse sábado dos americanos do FBI em seu refúgio carioca na Barra da Tijuca, e a humilde Teresa de Calcutá, que falecida há 18 anos está presente neste sábado em memória e princípios por todo o planeta.

Encerro com uma frase de respeito da inspiradora freirinha, quando abordada certa feita em Bombaim, sobre a ajuda aos doentes e dificuldade das tarefas solidárias:

“- O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.”

Amar, agir, administrar, fazer qualquer coisa desinteressadamente é um desafio para poucos! Para o bem do futebol e da arbitragem, é necessário que se mude os nomes daqueles que comandam os árbitros do Brasil Na mesma proporção, é necessário que se acabe com as estruturas viciadas e os mandatários de hoje.

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– A Prefeita Bonitinha mas Ordinária!

Lidiane Leite da Silva (PP) é a prefeita de Bom Jardim, interior do Maranhão. Jovem (somente 24 anos) ficou conhecida nacionalmente pela sua beleza e pelas suas publicações nas redes sociais. Entretanto, a Justiça descobriu que os contratos do paupérrimo município eram fechados sem licitação. Pior: houve superfaturamento até da Merenda Escolar, sendo calculados em R$ 900.000,00, segundo a Operação Éden da PF. Ela é considerada foragida pela Polícia.

Homem, mulher, belo (a), baixinho, gordo, velho, jovem… para ser corrupto, não existe perfil!

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– Qual será a cartada sinistra de Eurico Miranda? Uma Virada de Mesa?

O assunto despertou a boataria e está repercutindo muito nas redes sociais: o presidente vascaíno Eurico Miranda, à Rádio Tupi AM 1280 do RJ, sobre um possível rebaixamento do Vasco da Gama, declarou que tem uma carta na manga mas não a usará pois o Vasco vencerá 10 jogos.”

Qual seria essa cartada final? Algo surpreendente, certamente, já que pelo saldo de gols e pela pontuação é inacreditável que o Cruzmaltino fuja da Série B.

Surgiu o boato no Rio de Janeiro de que esta “carta na manga” seria a nova fórmula do Brasileirão: Eurico trabalharia para um campeonato de 24 clubes (anulando o rebaixamento da Série A e agregando os 4 que subissem em 2015 para 2016) com turno único e mata-mata entre os 8 classificados. Claro, “surgiu o boato” não significa que Eurico realmente tem esse propósito ou declarou isso.

Se confirmado tal fato, é virada de mesa e uma vergonha para o país. Retrocesso da CBF. Ou da Liga de Clubes que já nasceria com essa mancha ruim?

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– A Arrecadação das Federações Estaduais e a dos Clubes da Série A:

Clubes falidos, Federações Estaduais Ricas. Sem contar o “mensalinho legalizado” que a CBF paga aos cartolas das federações, veja que quantia incrível (superior à da maioria dos times) as entidades estaduais arrecadaram só no 1o turno do Brasileirão da Série A.

Extraído de: http://epoca.globo.com/vida/esporte/noticia/2015/08/por-que-federacoes-arrecadam-mais-com-ingressos-do-que-os-proprios-clubes.html

POR QUE FEDERAÇÕES ARRECADAM MAIS COM INGRESSOS DO QUE OS PRÓPRIOS CLUBES?

Seis milhões de reais. É a quantia que federações estaduais de futebol arrecadaram no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mais do que os clubes dos próprios estados em alguns casos. Elas não pagam salários de atletas, não arcam com despesas das partidas, não trabalham na promoção, mas ficam com 5% da receita bruta.

A Federação Paulista de Futebol (FPF), na carona dos altos números de Corinthians e Palmeiras, recebeu R$ 2,3 milhões. Ponte Preta e Santos, somados, tiveram receita líquida de R$ 1,8 milhão. A quantia deixa a entidade com mais renda do que 11 dos 20 times que jogam a primeira divisão, entre eles Fluminense e Vasco. A do Rio de Janeiro, mesmo sem Botafogo na elite, ficou com mais renda do que sete.

Ou vamos radicalizar na comparação: se as entidades formassem o “Federação Futebol Clube”, este time de cartolas teria a quarta maior receita líquida com ingressos – só Corinthians, Palmeiras e Grêmio conseguiram mais do que R$ 6 milhões “limpos” no primeiro turno.

Federação Receita
FPF (SP) R$ 2,35 milhões
FFERJ (RJ) R$ 1,21 milhão
FMF (MG) R$ 750 mil
FGF (RS) R$ 646 mil
FPF (PR) R$ 360 mil
FCF (SC) R$ 351 mil
FPF (PE) R$ 257 mil
FGF (GO) R$ 85 mil

O pior é que, em alguns casos, a federação leva a parte dela mesmo quando o mandante toma prejuízo. Em oito das 190 partidas do primeiro turno, clubes tiveram que tirar dinheiro do caixa para cobrir despesas e impostos. Mas a taxa da chefia seguiu intacta.

A solução é mais simples do que se imagina, e nem é tão radical: taxar a receita líquida em vez da bruta. A federação passaria a jogar junto. O clube – e a gestora do estádio, se houver – precisaria acertar na precificação do tíquete, atrair público, enxugar despesas, para que a entidade pudesse ganhar o dela. Senão, ao menos, não atrapalharia ao taxar quem já paga INSS, seguro, arbitragem, exame antidoping, policiamento e até quadro móvel (funcionários) da própria federação.

Pode parecer discussão pequena, de trocados em milhões, mas não é. As federações, sem fins lucrativos, que existem (só) para regular o futebol, tiram dinheiro dos clubes em bilheterias, patrocínios – elas vendem placas no campo para empresas que, por isso, desistem de investir em times – e nas várias taxas do dia a dia. Muitas faturam mais do que os próprios times. Em tempos de bonança, vá lá, daria para perdoar. Mas a crise econômica está aí, meu amigo cartola.

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– Como resolver a bronca dos atletas com Osório?

Em 3 jogos seguidos, 3 atletas são-paulinos reclamaram ou fizeram gestos desrespeitosos contra o treinador colombiano Osório, que publicamente declarou gostar de fazer o rodízio de atletas em suas equipes.

Michel Bastos, Centurión e Ganso: ambos foram mal educados com o técnico. E como resolver isso?

Se afasta da equipe, pune tecnicamente o próprio São Paulo. Se multa, será que paga-se? E como evitar “biquinho” ou má vontade?

É nesses momentos que a diretoria do São Paulo deve mostrar pulso forte e dizer que “se precisar, sai o jogador mas não sai o técnico.

Fará isso?
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– Perguntar não ofende: E os denunciados pelo Paulinho?

Prenderam o Paulo Cézar de Andrade Prado, o editor do “Blog do Paulinho”. O jornalista foi levado à delegacia por condenação do processo movido pelo Dr Catta Preta, conhecidíssimo advogado de famosos no futebol. O motivo: difamação.

A história do Paulinho é incrível: de humilde motoboy e fã do Juca Kfouri até a montagem de um dos blogs mais acessados do Brasil.

O que me chama a atenção de tudo isso é que ele ficou marcado pelas denúncias de mazelas no meio esportivo, escancarando muitos casos com provas e documentos. Os posts de corrupção no Corinthians (todos bem fundamentados) são impressionantes! Os comentários sobre deslizes e situações dúbias do presidente Aidar, do SPFC, espantam.

Sempre me pareceu uma pessoa de bem, embora alguns possam ter ressalvas pela veemência e contundência. Tal episódio não tirará o respeito que tenho por ele.

Sei, claro, que até amigos meus têm certa mágoa dele, pelo modo como a coisa foi colocada. Recordo-me do caso Ceretta e Escolinha do SPFC, além de Braguetto e Corinthians. Não conheço a fundo a situação e o imbróglio de ambos, e como mantenho respeito aos dois ex-colegas de arbitragem, abstenho-me de comentá-los.

Mas ficará a pergunta no ar: e os inúmeros denunciados de corrupção e picaretagem (comissões, aliciamento, desvios de verbas) documentadamente revelados e que estão soltos? Como ficarão?

Quem dá a cara para bater vai na cadeia; e outros, registrados em denúncias, estão livres. Nosso país realmente é curioso…

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– Torcida, ironizar, pode. Mas “zoeira” oficial?

No mundo do futebol, o limite ético é muito difícil de se mensurar. Torcedor tirar sarro do rival é normal. Diretorias de clubes entre si, não.

Dias atrás o Corinthians ironizou a vitória contra o Internacional, desafeto desde 2005, com a hastag #poenodvd em seu telão da Arena de Itaquera, em alusão ao DVD colorado com erros de arbitragem pró-Corinthians. Naquela oportunidade, Roberto de Andrade pediu desculpas e em um primeiro momento foi dito que o funcionário houvera sido demitido pelo deselegante gesto. Posteriormente, soube-se que oficialmente foi “apenas punido com suspensão”.

Após o jogo da Ponte Preta, nesta 5a feira, mais uma ironia: #desde77 estampava o luminoso.

Pra quê isso?

Se é de torcedor, se aceita/entende. Mas não é incitar a discórdia, partindo de operador do estádio?

Falta profissionalismo…

O Zé Boca-de-Bagre, amigo do Prof Basile, aqui de Jundiaí, deu a idéia: no jogo da volta, Ponte Preta x Corinthians, coloque no telão campineiro a escalação:

1- Vicentinho

2- Vicentinho

3- Vicentinho… até o atleta no. 11.

Não compactuo com a idéia, mas que é engraçada, é!
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– CBF: Só receber e nunca dar!

A série D do Brasileirão é sabiamente deficitária aos clubes, certo?

Correto. Mas o detalhe é que o canal Esporte Interativo, agora de propriedade do grupo americano Time Warner, comprou os direitos de transmissão da 4a divisão brasileira.

Tudo ótimo, se não fosse um só detalhe: os clubes não receberão um centavo sequer, pois a CBF anunciou (segundo Fábio Suzuki, pg 3, Jornal Lance, coluna De Prima, edição 03/07) que não rateará a verba com os clubes que disputam a competição pois o dinheiro seria muito pouco, já que existem muitos clubes nesta divisão.

Então é melhor a CBF ficar com a grana toda, certo?
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– Wagner Ribeiro em defesa da Imoralidade

O polêmico empresário de diversas estrelas do futebol brasileiro, Wagner Ribeiro, “causou” no programa Bate Bola 3a edição da ESPN. Ele admitiu artimanhas dentro da lei para mascarar o valor da venda de Neymar ao Barcelona e pagar menos ao sócio DIS. Até aí, nada foge da legalidade, mas mostra demonstração de esperteza e malandragem. O problema foi a defesa da corrupção no futebol. Quanto aos esquemas da CBF, ao ser questionado, disse:

Você tem a Nike, e a CBF quer a Nike, tenho uma comissão de 20%, mas o presidente da CBF quer um pedaço desses 20%, você faria? Eu faria. Pode ser amoral, mas eu seria hipócrita de dizer que não faria“,

Que retrato de credibilidade esses senhores passam, não?
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– Como definir Árbitro e Time Grande no Futebol?

Vou ser bem direto, parte 1: para mim, pela força econômica atual (apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Vou ser bem direto, parte 2: para mim, por trabalharem em grandes clássicos Brasil afora, temos alguns grandes árbitros no quadro brasileiro de arbitragem (Marcelo de Lima Henrique, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopez).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, tanto árbitros quanto times vivem bons e maus momentos. As “fases”, duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Diante disso, me chamou a atenção a “discussão” de um só, protagonizada por Carlos Ceretto, do Sportv. Ocorre que, no Fox Sports Rádio (da Fox Sports), o jornalista Fábio Sormani, em debate com seu colega Flávio Gomes, disse que (segundo relata o UOL, em: http://is.gd/2GEhS6):

O Corinthians era grande na arquibancada, mas não era em campo. A partir da década de 90, passou a ser. O Atlético-MG passou a ser grande quando conquistou, no campo, a Libertadores. Eram gigantes [Timão e Galo] na arquibancada, mas não eram no campo (…) O Santos não é um time grande na arquibancada. O que é ser um time grande? Há duas definições importantes, a meu ver: porque tem grande torcida, inquestionável; e também é grande se tem conquistas’.

Discordando, Carlos Ceretto tuitou as 3 seguintes mensagens:

“Um comentarista que diz que um gigante como o Corinthians só se transformou em time grande depois de 90 ou é palhaço ou não sabe de futebol” / “O que faz a grandeza de um time não são títulos, mas a sua história, aquilo que representa e a relevância de sua torcida” / “O problema é que infelizmente a imprensa esportiva passa por um momento ruim. A média é péssima e contribui para fanfarronices”.

E aí?

Indelicadeza, destempero ou simplesmente “pimenta” de um concorrente na Guerra da Audiência?

A situação é simples: se há discordância, emita a opinião contrária respeitosamente. Aqui me pareceu que houve uma grande infelicidade de Ceretto.
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– Até onde os salários em atraso atrapalham o rendimento de um time? E nenhum time perderá pontos?

Qualquer trabalhador tem como direito sagrado o recebimento em dia de seu salário. E quando ele atrasa, a insatisfação gerada é imediata.

Se atrasa por poucos dias, é ruim. Atrasou um mês? Ai, ai, ai… Mas se atrasa muito, o que pode acontecer?

Ao Portal Terra, Renato Augusto deu uma declaração sobre o pagamento de 4 milhões de reais a Alexandre Pato:

“Na verdade, a gente ficou sabendo pela imprensa. A dificuldade financeira do clube é muito grande. Pelo que li, tinha um processo em andamento. A gente fica esperando que essa dívida seja quitada com a gente também (…) Agora, é ter paciência. Não adianta ficar aqui batendo de frente, porque o problema vai se tornar ainda maior. É o momento de se unir com a diretoria, com o presidente, para que os problemas sejam resolvidos e os salários pagos.”

O próprio Renato Augusto confidenciou que faz 5 meses que não recebe. E aí, como fazer?

Faz greve?

Aciona o Sindicato?

Em tempo: cadê a reivindicação do Bom Senso, que era a perda de pontos caso o salário seja atrasado e que Marco Polo Del Nero fez questão de colocar no regulamento do Campeonato Brasileiro tal item?

Se o atraso é público, o que a CBF está esperando para começar a punir não só o Corinthians, mas todos os clubes em atraso?

Se tal medida fosse aplicada, teríamos inúmeros clubes no Brasileirão com pontuação negativa…

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– A CBF é o Brasil que dá certo, Parte 2

Um dia, Carlos Alberto Parreira teve a infelicidade em dizer que “a CBF é o Brasil que dá certo.

Não é que Gilmar Rinaldi, supervisor da Seleção Brasileira, questionado nesta 2a feira, fez questão de reafirmar a frase?

Claro, como funcionário da entidade ele tinha que ter cuidado nas palavras. Mas… não poderia dar uma resposta menos piegas e forçada?

Com tudo o que sempre desconfiamos e o que vemos agora nos escândalos da FIFA, onde a CBF está envolvida até o pescoço, tal afirmação é de enlouquecer.

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– O Departamento de Ética do Futebol Brasileiro!

Cruz-Credo… A CBF criou uma diretoria de Ética e Transparência. Para chefiá-la, convidou o deputado federal Marcelo Aro.

E ele é um bom nome?

Avalie: Marcelo é filho do José Guilherme Ferreira e sobrinho de Elmer Guilherme, cartolas que reinaram na Federação Mineira de Futebol por muitos anos.

O detalhe é que seu pai e seu tio foram afastados de seus cargos em 2003 pelo Ministério Público, que pediu prisão preventiva a eles, denunciados então por formação de quadrilha, falsificação de documentos e apropriação indébita.

Pelo parentesco, parece que as referências não são boas. Aliás, é mais um da bancada da bola a assumir cargo na CBF.
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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Corinthians x Palmeiras

Thiago Duarte Peixoto, 36 anos, natural de Barretos, apitará o Derby Paulistano na semifinal do Paulistão.

Jovem, tem bom preparo físico e possui experiência em outros esportes (já apitou também voleibol, handebol e basquetebol). Professor de Educação Física, corre muito bem e deixa o jogo correr. Mas ainda lhe falta alguma experiência em grandes jogos. Para um jogo do peso como esse, em tal fase do campeonato, aguardaria mais um pouco para escalá-lo.

O problema é que em algumas comunidades das redes sociais começam a surgir questionamentos sobre Thiago: uma foto onde ele aparece segurando uma camisa do Corinthians ao lado de algumas pessoas.

Inevitável lembrar do caso Braguetto e Corinthians, ocorrido recentemente. Não se pode pensar que tal fato seja sinônimo de desonestidade, mas sim de um comportamento inadequado para a atividade que exerce (arbitragem de futebol) que o torcedor pode não entender.

Um árbitro de futebol sofre, invariavelmente, 3 perguntas/pedidos comuns dos torcedores menos avisados:

1 – “Diz pra mim, quanto vai ser o jogo de Fulano x Ciclano amanhã?” (Como se tivesse o dom da premonição…)

2 – “Ei, arranja um ingresso pra mim ir ao jogo?” (Como se ele fosse bilheteiro!)

3 – “Tem jeito de descolar umas camisas para gente?” (Como se fosse íntimo dos diretores dos clubes).

Imagine O QUE DEVE PENSAR, ENTÃO, OS TORCEDORES ORGANIZADOS E DEMAIS FANÁTICOS! Árbitro de futebol tem que evitar contato com cartola, se esquivar de fotografar com qualquer coisa que traga a lembrança de clube e manter grande distância de jogadores.

Agora, veja que situação complicada: essa foto que aparece na Internet do juizão com a camisa do Corinthians assinada pelo elenco, que à primeira vista assusta e pode trazer ilações indevidas, na verdade representa outra coisa: a mãe do árbitro ficou internada na Santa Casa de Barretos, e através do goleiro reserva Rafael, Thiago conseguiu as assinaturas dos atletas e a doou para o Hospital, a fim de um leilão solidário. Na foto, emocionado, está o pai do árbitro e o diretor da Santa Casa.

A ação é louvável, mas… “o que uma mão vê, a outra não precisa saber”. Assim, nota 10 pela doação da camisa, e nota 0 pelo vacilo em se deixar fotografar e permitir a exposição.

Espero que essa pressão de última hora não atrapalhe o rendimento dentro de campo.

Ou será que atrapalhará?
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– Há tempo para se evitar o constrangimento!

Falamos sobre a antiética atitude da FPF em aceitar patrocínio aos árbitros de empresa cujo clube disputa o mesmo torneio, VIOLANDO NORMA DA FIFA (o assunto está bem explicado, bem como o que é permitido ou não em: http://wp.me/p55Mu0-oJ). Porém, as camisas já estão até confeccionadas!

Vale tudo por dinheiro aos cartolas?

Mas ainda há tempo para se evitar o constrangimento… Peguem o uniforme das últimas rodadas, dê uma lavadinha e entrem em campo!

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– O lamentável patrocínio aceito pela FPF aos árbitros!

José Roberto Lamacchia, palmeirense roxo declarado, é um empreendedor de sucesso. Ele é proprietário de duas instituições extremamente respeitadas: a CREFISA (da área de crédito financeiro) e da FAM (Faculdade das Américas). Ambas patrocinam a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Para essa fase final do Paulistão, Lamacchia resolveu oferecer patrocínio máster na camisa dos árbitros de futebol. E aqui temos a seguinte situação: A FIFA PROÍBE QUE OS ÁRBITROS SEJAM PATROCINADOS POR INSTITUIÇÕES QUE PATROCINEM OS TIMES DE FUTEBOL (exceto o fornecedor de material esportivo).

No seu artigo 15 do Regulamento Internacional de Arbitragem, diz que:

Anúncios de patrocinadores nas camisas de árbitros serão permitidos somente se não criarem conflitos de interesses com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve utilizar nenhum anúncio na camisa“.

Aqui, há a evidente situação: se ocorrer um erro a favor do Palmeiras, há quem levantará a hipótese de que o investidor do time AlviVerde esteja sendo beneficiado por dar dinheiro aos árbitros patrocinando-os.

Porém, enquanto a sensatez fala sobre evitar confusões sobre isso (lembram-se que Rodrigo Braguetto, árbitro que prestava serviços ao Corinthians, foi retirado de uma final alegando-se “conflito de interesses” pelo próprio Marco Polo Del Nero?), o Cel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Árbitros, disse em entrevista à ESPN:

“Não tem nada a ver. Isso não importa. Não importa que eles sejam patrocinadores do Palmeiras também. Eu confio nos meus árbitros e isso não vai prejudicar em nada as decisões. Não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra. A Fifa manda e organiza os campeonatos dela. A Federação Paulista tem seu próprio regulamento, seu próprio jeito de agir e suas próprias regras. A Fifa faz o que quiser com os campeonatos dela, com os da Federação Paulista é a gente que resolve. Não vamos voltar atrás, não há nenhuma possibilidade”.

Me desagrada uma autoridade da PM ser o 1o a descumprir uma norma da FIFA. Aliás, o árbitro Anselmo da Costa não foi alijado de apitar jogos do Palmeiras de Luxemburgo devido ao fato de trabalhar no Instituto Luxemburgo? Qual a diferença?

Uma coisa eu concordo com o Coronel Marinho: a FPF realmente cria “regras próprias”! A da bola na mão virar pênalti como jogo de queimada é exemplo disso.

E você, o que acha de tudo isso?
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– Fale Agora ou Cale-se para sempre!

Ao Diário Popular, Wagner Ribeiro, famoso empresário de jogadores de futebol, fez gravíssimas acusações quanto às convocações da Seleção Brasileira! Alegou que pessoas interessadas pagam para que determinados atletas sejam escalados, tanto na base quanto na principal:

Já teve até um presidente do Sport (Luciano Bivar) que admitiu ter pago para levar o Leomir [Leomar] e ser chamado pelo Leão. Só não tenho como provar outros casos, mas rola sim. Também existe muito negócio na base, com gerente e treinador levando dinheiro para aprovar jogador”.

Ué. Denuncia desta forma, fala em público, mas ao mesmo tempo refuga na acusação?

Que dê nomes aos bois!
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– A propina da Petrobrás que se disseminou em postos de combustível

Li, assisti e me assustei!

A Revista Época, em seu site, traz um vídeo sobre como a BR Distribuidora (Leia-se “Postos Petrobrás”) cobrava propinas de seus bandeirados. Na cara-de-pau, sem pudor algum, o assessor da estatal era apenas uma das peças de uma grande engrenagem corrupta.

Abaixo, a matéria completa (foto, texto e por fim o vídeo):

 

Vídeo mostra assessor da BR Distribuidora recebendo propina

Imagens obtidas com exclusividade por ÉPOCA revelam que, na Petrobras, a corrupção não envolvia apenas empreiteiras e multinacionais – nem um dono de posto escapou dos achaques na estatal

DIEGO ESCOSTEGUY
27/03/2015 23h13
MÃO ÁGIL O assessor da BR Carlos Oliveira (de preto) e o empresário Cássio Ársego. Pagamento filmado (Foto: reprodução)
MÃO ÁGIL
O assessor da BR Carlos Oliveira (de preto) e o empresário Cássio Ársego. Pagamento filmado (Foto: reprodução)

Em fevereiro de 2004, logo após terminar os estudos em Porto Alegre, o jovem Cássio Ársego conseguiu alugar, com a ajuda da família, um posto de combustível que estava em vias de pedir falência, nos arredores de Dois Lajeados, pequena cidade a 130 quilômetros de Porto Alegre. Era uma ótima oportunidade num ótimo ponto: o posto, gerido sob a bandeira da BR Distribuidora, que pertence à Petrobras, ficava numa rodovia movimentada, a RS-129, atendendo de caminhões aos muitos tratores usados pelos agricultores da região. “Sempre quis ter um posto, uma empresa minha”, lembra Cássio. Em poucos anos, usando os conhecimentos de negócios que adquirira na faculdade e ralando de 6 da manhã às 11 da noite, ele salvou o posto, que passou a dar lucro, e virou dono do lugar. Morava no escritório. Dormia embalado pelo barulho dos caminhões que cruzavam a rodovia de madrugada. À noite, antes de deitar, bolava estratégias para tornar o posto ainda mais lucrativo. Ao lado da mulher, fazia planos para comprar outros postos. Sonhava alto, como exigiam seus 25 anos. Até que, no começo de 2009, um dos principais assessores da BR Distribuidora no Estado, Carlos Roberto Oliveira, visitou seu posto.

Cássio foi apresentado, sem firulas, à corrupção que vicejava numa Petrobras aparelhada de alto a baixo. A BR é a mais rica subsidiária da estatal. Naqueles tempos, e mesmo hoje, o governo do PT reparte os cargos na BR entre indicados do próprio partido, do PTB e do PMDB. Até outro dia, o senador Fernando Collor,  do PTB, acusado no petrolão, assenhoreava-se da cúpula da BR, ao lado de outro investigado, o senador Edison Lobão, do PMDB. Os repartes reproduziam-se nas gerências da BR nos Estados – e o Rio Grande do Sul, terra de Cássio, não era exceção. A gerência da BR no Estado fora entregue ao PTB.

A um funcionário como Carlos Oliveira, cabia percorrer os postos e as distribuidoras do Estado em busca de negócios para a estatal. Ele detinha o poder de fechar e rever contratos com donos de postos. Podia aumentar ou cortar o preço do combustível vendido pela BR aos donos. Podia também estabelecer os termos para que a empresa financiasse reformas nos postos. Ao encontrar Cássio em seu posto, Oliveira foi direto: exigia 20% do lucro mensal do posto dele – ou R$ 3 mil. Para os brasileiros acostumados com as propinas de centenas de milhões de dólares no petrolão, o caso de Cássio pode parecer insignificante. Para ele, contudo, significou tudo: o posto, o casamento, o futuro. Perdeu o que tinha e o que não tinha.

Cássio não cedeu ao achaque. Veio a retaliação. No dia seguinte, foi obrigado a comprar combustível muito mais caro da BR. Indignado, dirigiu-se à sede da empresa em Porto Alegre e informou o episódio a funcionários da Petrobras. Enquanto esperava na recepção para ser recebido por alguém, recebeu uma ligação de Oliveira. “Tu vai esperar sentado”, disse o assessor. Cássio esperou sentado. Percebeu que Oliveira não estava sozinho. Tinha duas opções: ceder ao achaque ou quebrar.

Ele capitulou. Não demorou para que Oliveira aumentasse a propina para R$ 5 mil. “Tenho de passar para mais gente lá dentro (da BR)”, dizia o assessor, segundo Cássio. “O dinheiro também tem de ir para o partido”, afirmou o assessor, sem especificar a que legenda se referia. Cássio, sempre confrontado com a dúvida entre aquiescer ou deixar seu posto quebrar, não via muita escolha. Cedeu mais uma vez. Mas capitular também tinha seu preço. Cada nova investida de Oliveira deixava seu negócio menos rentável, sua consciência mais pesada e sua mulher mais distante. Sua vida ruía lentamente, desfazendo-se a cada bolinho de dinheiro. Para que a BR ajudasse a financiar uma reforma em seu posto, Cássio topou pagar R$ 180 mil em propina ao assessor Oliveira. Antes, fora ameaçado por ele, com uma arma. “Tu sabe do que eu sou capaz”, disse Oliveira.

Cássio decidiu gravar os pagamentos em vídeo. ÉPOCA obteve o material (assista ao vídeo ao lado. Num deles, gravado em 2009 na sala de Cássio em seu posto, Oliveira está bem à vontade, de bermuda, tênis e camiseta polo preta. Senta-se gostosamente na cadeira, espreguiçando-se de boca aberta. Estica as pernas e cruza os braços. Está claramente acostumado a transações dessa natureza – a coletar propina. Fala sobre amenidades, enquanto Cássio, vestindo uma camisa branca com a marca verde da BR e da Petrobras, destranca um
armário e retira de lá um envelope branco, contendo o dinheiro de seu trabalho.

Ele se senta em frente a Oliveira e passa a contar, com as mãos, as notas: 100, 200, 300, 400, 500… Oliveira prossegue falando banalidades. Olha para o teto, para os lados, para baixo – menos para o dinheiro. Ao fim da rápida operação, Cássio segura um bolinho de notas de 100 em sua mão. Falta o lacinho. Cássio recorre a uma liguinha de plástico, dando uma – plá! – volta e agora mais duas – plá! plá! – voltas no bolinho. Assim que os R$ 3 mil trocam de mãos, o capricho de Cássio, o achacado, encontra a vulgaridade de Oliveira, o achacador. Num átimo, o bolinho de dinheiro some e conhece seu destino: as meias de Oliveira, que ainda precisa de alguns segundos para acomodar a propina. Está encerrada a transação. Minutos depois, Oliveira deixa o escritório levando nas canelas bufantes – ele estava de bermuda – grande parte do magro lucro de Cássio.

Em 2011, já quebrado, Cássio levou a denúncia novamente à direção da BR, que abriu uma auditoria. Entrou com uma ação contra a empresa. “Noticiamos os fatos para a autoridade policial. Posteriormente buscamos contato com a empresa e não obtivemos resposta. Agora confiamos no Poder Judiciário para reparar os severos danos morais e materiais causados ao nosso cliente. Será Davi contra Golias, mas não vamos desistir”, diz Marcelo Santagada de Aguiar, advogado de Cássio.

Até agora, a Justiça nada decidiu. A BR informou que demitiu o assessor, mas não investigou a possível participação de outros funcionários no esquema. Oliveira não quis falar com ÉPOCA. Cássio mora de favor, está desempregado e assiste pela TV ao desenrolar do petrolão.

Abaixo o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EFetthPTQmA

– A Ética do “Comigo não”!

Com pesar leio que o São Paulo alicia Nathan, jovem de 19 anos do Atlético Paranaense, do mesmo modo que foi aliciado pelo Internacional quando perdeu o jovem Oscar, anos atrás.

Ora, naquela oportunidade o São Paulo reclamou de Ética. E agora, José? Faz a mesma coisa que condenou?

Nathan recebe R$ 6.000,00 no atual contrato com sua equipe. O São Paulo ofereceria R$ 100.000,00, aumentando gradativamente o valor para R$ 250.000,00, sem pagar a multa contratual do jogador que sairia pela Justiça alegando ter um contrato de gaveta.

Fico pensando: por quê gastar tanto dinheiro, se existe a famosa “base de Cotia”?

Sejamos claros: o bem estruturado Centro de Formação de Atletas é uma fábrica de jogadores para posterior venda ao mercado, ou uma divisão de formação de atletas para a equipe profissional?

Qual a sua funcionalidade verdadeira, afinal?

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– Denver descobre negativamente a Unicamp!

Isso é triste: a Unicamp entra na lista de produção de periódicos predatórios por parceria suspeita com editora chinesa.

Lamentável, se verdade…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/03/1604897-cientistas-brasileiros-fazem-participacao-em-congresso-virar-artigo-publicado.shtml

CIENTISTAS ‘TURBINAM’ TRABALHOS APRESENTADOS EM EVENTO DA UNICAMP

Pelo menos 30 pesquisadores brasileiros “turbinaram” seus currículos com trabalhos apresentados em um evento realizado por uma editora chinesa, acusada de transgredir normas acadêmicas de publicação, em parceria com a Unicamp.

Realizada em Campinas em agosto de 2014, a 3ª Conferência Internacional de Engenharia Civil e Arquitetura foi organizada pela editora IACSIT (International Academy of Computer Science and Technology Information).

A IACSIT está desde 2012 na lista de“periódicos predatórios” elaborada por Jeffrey Beall, professor da Universidade do Colorado em Denver (EUA), considerada referência internacional.

A relação indica editoras que cobram para publicar artigos e têm critérios flexíveis para aceitá-los.

Em vez de reunir como anais de congresso os 31 trabalhos da conferência, como é o procedimento padrão na academia, a IACSIT os publicou como artigos de um de seus periódicos.

Nas avaliações de currículos para concursos, promoções, bolsas e auxílios a projetos de pesquisa, os estudos aceitos por revistas científicas contam mais que os apresentados em congressos.

Os trabalhos do evento foram publicados na revista “International Journal of Engineering and Technology” em 2014, mas estão nas edições on-line datadas de junho a dezembro de 2015. E não são versões preliminares antecipadas, usuais em alguns periódicos prestigiados. Estão em formatos definitivos, já com páginas numeradas, permitindo serem referenciados em currículos. E sem nenhuma menção ao evento da Unicamp.

A professora Gladis Camarini, da FEC (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp), foi organizadora da conferência junto com a diretoria da IACSIT. Ela própria foi coautora de seis estudos apresentados no evento.

Camarini registrou os trabalhos na classificação de “artigos completos publicados em periódicos” em seu currículo da plataforma eletrônica Lattes.

Diferentemente da professora, dois alunos e coautores registraram os estudos feitos com ela no item de trabalhos de eventos em seus currículos Lattes. A docente não respondeu às perguntas sobre sua forma de registrar os trabalhos

O evento recebeu R$ 10 mil da CNPq, agência federal de fomento à pesquisa, e R$ 18 mil da Capes, órgão do Ministério da Educação.

Sem esclarecer quanto gastou com a reunião, a Unicamp afirmou que pagou despesas usuais de eventos científicos, como passagens e diárias de palestrantes nacionais e internacionais.

A Unicamp destacou ainda que 14 professores da FEC fizeram parte da comissão científica do evento, formada por 41 pesquisadores. Não respondeu, porém, se o grupo sabia de alguma das diversas informações negativas sobre a IACSIT na internet, entre elas o descredenciamento de eventos da editora em 2012 por parte do prestigiado IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), fundado em 1884 nos EUA.

Da mesma forma que o CNPq, a Capes afirmou que seu processo de análise e aprovação do apoio ao avento não detectou nada de negativo sobre a editora chinesa em questão.

A IACSIT não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

PADRÃO

Ainda que a editora chinesa esteja na lista de “predatórios”, sua revista “International Journal of Engineering and Technology”. está classificada na plataforma Qualis Periódicos, da Capes, que serve para orientar pesquisadores, professores e pós-graduandos brasileiros a escolher revistas científicas para publicar seus artigos.

Apesar de irregular, o registro de trabalhos de eventos como artigos de periódicos em currículos está se tornando comum, segundo o geógrafo Marcos Pedilowski, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

“A relação dessa prática com as publicações predatórias é apenas a ponta de um iceberg com muitos outros aspectos graves ligados à pressão acadêmica cada vez maior pela produtividade dos pesquisadores com artigos em periódicos”, disse Pedilowski. “Estamos crescendo em quantidade mas estagnando em qualidade.”

O evento da IACSIT com a Unicamp não teria acontecido se a “International Journal of Engineering and Technology” e outras de suas revistas não estivessem no Qualis, afirmou o pesquisador.

A Unicamp afirmou que a conferência teve a participação de palestrantes reconhecidos internacionalmente e que evento foi muito bem sucedido, apresentaram trabalhos importantes dentro dos campos da engenharia civil e da arquitetura.

Sobre a lista de “predatórios” de Beall, a nota universidade disse que não considera que um bibliotecário acadêmico com apenas dois anos no cargo de professor, conforme consta em seu próprio blog, tenha mais competência para classificar periódicos do que a avaliação tradicionalmente reconhecida no mundo científico, que no caso foi feita por professores que assessoram a Capes.

Em relação à classificação da revista “International Journal of Engineering and Technology” no Qualis, a Capes afirmou que a cada nova avaliação, que trienal passará a ser quadrienal, “os procedimentos são atualizados, modificados e aprimorados em função dos aprendizados de cada processo”.

O CNPq não respondeu se pretende tomar medidas sobre a forma como foram registrados trabalhos do evento em pelo menos 30 currículos na plataforma Lattes.
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– Lula e Castello Branco

Serve de exemplo a nós: compartilho texto publicado pelo jornalista Élio Gáspari, extraído do jornal “O Globo” (ed 07/12/2007), sobre comportamento de políticos. A matéria é antiga, mas atualíssima sobre a questão da corrupção na política (em especial, sobre a omissão em se tomar atitudes severas e prontas – vide o “Petrolão”).

(Obs: ressalto que o texto não é apologia ao marechal ditador, apenas um cumprimento da atitude digna do governante da época frente ao referencial atual):

CASTELLO BRANCO E LULA

Ao ver Lula defendendo seu filho que recebeu R$ 15 milhões de reais da TELEMAR para tocar sua empresa, Élio Gáspari publicou essa história buscada no fundo do baú:

“Em 1966 o presidente Castello Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário com cargo na Receita Federal, ganhara um carro Aero-Willys, agradecimento dos colegas funcionários pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira. O presidente telefonou mandando ele devolver o carro. O irmão argumentou que se devolvesse ficava desmoralizado em seu cargo. O presidente Castello Branco interrompeu-o dizendo:

Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo agora se você vai preso ou não’.

E o Lula ainda ‘sonha’ que não existe ninguém nesse país com mais moral e ética que ele. ”

Élio Gáspari
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– Ética do Ministro da Justiça fica esquecida?

Que feio! Jornais e revistas trazem matéria do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo sobre o bate papo dele com 3 advogados de construtoras envolvidas na Operação Lava-Jato.

Vai aliviar aos corruptos?

Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, escreveu em seu Twitter:

Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma demita imediatamente o Ministro da Justiça”.

Estou com Barbosa! Não basta ser justo, tem que parecer ser justo; coisa que Cardozo não está se esforçando.
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– E se sua empresa lhe ajudasse a congelar seus óvulos para poder trabalhar mais na juventude?

Não repercutiu como deveria, mas me chamou a atenção: Facebook e Apple estariam ajudando suas funcionarias a congelarem óvulos, incentivando a maternidade tardia a fim de que se dedicassem mais às empresas.

Compartilho, extraído de: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2014/10/facebook-e-apple-oferecem-congelamento-de-ovulos-para-funcionarias.shtml

FACEBOOK E APPLE OFERECEM CONGELAMENTO DE ÓVULOS PARA FUNCIONÁRIAS

A história de corporações que oferecem pagar tratamentos para congelar os óvulos de suas funcionárias, e assim garantir que as mesmas passem mais tempo trabalhando, não se trata mais de uma ficção ao melhor estilo ‘Gattaca’ e vem se tornando realidade entre as maiores empresas do Vale do Silício.

A Apple e o Facebook anunciaram programas internos de até 20 mil dólares por funcionária para cobrir custos com os procedimentos para congelar óvulos. 

Segundo informações da NBC News, o programa do Facebook terá início ainda este ano, enquanto a política da Apple ficará para meados de 2015.

A tecnologia para congelar óvulos foi desenvolvida em 1986 para ajudar mulheres que querem engravidar após seu período mais fértil (geralmente entre os 20 e 35 anos de idade). O procedimento geralmente leva de 10 a 15 minutos, sob sedação, para extrair os óvulos férteis e são mantidos congelados em clínicas de fertilização por um ciclo de até 10 anos. 

O uso desta tecnologia não é considerado eficaz e o procedimento é bastante caro, chegando a custar cerca de 10 mil dólares por ciclo. Portanto, as contribuições da Apple e Facebook cobririam os gastos de mulheres interessadas, embora não há garantias de que a mulher ficará grávida. 

Polêmicas – Embora os programas façam parte de uma estratégia dessas corporações para contratar mais mulheres em um ambiente predominantemente masculino, a decisão dessas empresas vem causando polêmica. 

Além do procedimento em si não ser recomendado para jovens mulheres pelos principais conselhos de saúde dos Estados Unidos, a oferta coloca mais um ônus sobre quando as mulheres devem optar por ter filhos e reforça uma cultura corporativa de não dar suporte para jovens profissionais iniciarem uma vida familiar em paralelo quando bem entenderem.

Apesar de Apple e Facebook terem alguns programas voltados para crianças, as corporações poderiam encontrar novas formas de investir em opções mais flexíveis que integrem a vida profissional e particular de seus funcionários em todas as faixas etárias.

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– Legado da Família Sarney assusta! Após 50 anos no Maranhão, o Estado vive terra arrasada!

Parece que o novo Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) não está tendo vida fácil.

Após 30 dias no lugar dos 50 anos em que o clã dos Sarneys reinou sobre o Estado, descobriu que o não pagamento das contas de energia elétrica das instalações da sede governamental, acumuladas em R$ 30 milhões, levarão ao corte da eletricidade. A dívida do Maranhão a diversas empresas está em R$ 1,1 bi.

Some-se a isso a crise dos presídios, falta de hospitais e saneamento urbano, escolas sem vagas…

Que estrago fez a família Sarney! E a dona Roseana com o pai dela continuam multi-milionários.
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– Renan Calheiros Interminável

E o Senado será presidido pela 4a vez por Renan Calheiros.

Há quantos anos vemos o nome dele envolvido em escândalos, falcatruas e desfalques? Desde as viagens custeadas país afora para seu implante capilar (bancadas por nós, contribuintes) até o pagamento de pensão à sua filha com dinheiro de lobbystas, Renan já esteve no foco das mais cabeludas picaretagens do Brasil.

Pelo jeito, o povo não sabe votar e não quer mudanças. Ou, creio eu, nem se importa com a corrupção.

Em um lugar sério, seria inaceitável um homem desses estar na política; quanto mais em um cargo de tal importância.
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– A Inversão de Mando no Paulistão 2015

Leio que Audax x Palmeiras será jogado no… Palestra Itália (ou Allianz Arena, se preferir).

Pode mudar o mando de jogo, fácil assim, a troco de dinheiro?

Se o Estádio José Liberati (em Osasco) ou o Pacaembu (na Capital) não servem para o Grêmio Osasco Audax receber o Palmeiras, não deverão servir para as outras equipes também. Afinal, se o time foi promovido para a A1, tem que ter condições de jogar em sua casa como mandante! E isso como Direito e como Dever, diante da justiça do Campeonato. 

Entretanto, se a questão é meramente financeira (receber mais público que caberia em sua casa), deveria jogar em qualquer outro estádio, menos no campo do adversário!

Quando tivermos Audax X Capivariano, pelo princípio da equitatividade, deveria mudar o mando para Capivari! E assim com Audax x XV de Piracicaba e demais jogos.

Claro, o Palmeiras terá um facilitador que é jogar em casa (embora, em tese, seria favorito em qualquer praça). Não gosto disso. Pra mim, é favorecimento ao Palmeiras ser “visitante” em sua própria arena e esportivamente imoral!

A FPF permitiu essa inversão; por regra, tem que permitir quaisquer outras! Que tal a Linense, a fim de ganhar mais dinheiro, pedir alteração de Linense x Corinthians do Estádio Gilberto Siqueira Lopes para o Itaquerão?

Deixe seu comentário!
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– Dudu é complicado pra chuchu!

Virou piada: na 2a, o jogador Dudu é do SPFC. Na 3a, do Corinthians. Na 4a, voltou a melar o negócio. Na 5a, acertou com o SPFC e na 6a está perto do Corinthians.

Para que a gozação da novela fosse completa, só faltava que, ao final de semana, nem o Tricolor e nem o Timão acertassem com o jogador. E não foi isso o que aconteceu? Surpreendentemente, Dudu vai jogar no Palmeiras!

Quer dizer que o São Paulo ofereceu 3,5 milhões de euros e pagamento num curto prazo; a oferta do Corinthians era de 4 milhões, mas com prazo mais longo; e por fim o Palmeiras adquiriu 50% do jogador por 3 milhões.

Bom negócio?

Sei lá… Particularmente, eu via com receio a disputa do atleta, que tem média de 0.20 gol por jogo e histórico de confusões extra-campo. Me parecia mais uma disputa birrenta de dirigentes do que a briga por um craque. Aliás, Dudu é um atacante de contra-ataque. Mas não é nem Muller tampouco Edmundo. Supervalorizado?

O certo é que o Palmeiras deu um chapéu nos seus rivais. Dá moral ao presidente Paulo Nobre e o jogador ocupará a titularidade do Verdão.

O tempo dirá se o tiro não saiu pela culatra. A única certeza é que esse Dudu passa longe do histórico Dudu, o original e lendário Olegário Tolói de Oliveira.

Em tempo: Sílvio Luiz, o folclórico narrador, publicou em seu Twitter que encontrou Bruno Paiva (filho do ex-jogador Mário Sérgio e empresário do Dudu) dentro de um supermercado, e que ele garantiu que todas as negociações do jogador estavam paradas. Minutos depois… Dudu acertava com o Palmeiras por R$ 100 mil reais a menos do que pediu ao São Paulo.

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– Políticos que envergonham o país!

Com os novos políticos eleitos assumindo suas vagas em Janeiro de 2015 em cargos executivos, abriram vagas no Senado e no Congresso para os suplentes. Serão 1 senador e 41 deputados a tomarem posse, mas com um detalhe: ficarão apenas um mês nos cargos, pois em fevereiro os novos deputados e senadores eleitos no último pleito assumem suas cadeiras.

Nesse 1 mês, ELES NÃO PRECISARÃO TRABALHAR, já que o Legislativo está em recesso. Mas mesmo assim receberão seus vencimentos, que serão:

– R$ 33.700,00 de salário (sem trabalhar)

– R$ 3.800,00 de auxilio moradia (sem precisar sair de casa ou mudar de domicílio)

– R$ 41.600,00 de reembolsos por despesas diversas (mesmo com gabinetes fechados).

Somente um suplente recusou a mordomia: o baiano Domingos Leonelli (PSB), que alegou “não querer receber dinheiro sem trabalhar.”

Eu me envergonho das mordomias desses políticos. É dinheiro dos nossos impostos que sustentam esses caras.

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– A Nobreza do SPFC colocada em xeque?

O São Paulo FC vive dias de turbulência política talvez nunca antes vistos.

Ultimamente, a saudosa imagem do ex-presidente Marcelo Portugal Gouveia se mostra distante. Afinal, veja os casos recentes:

1) Juvenal Juvêncio deu um drible no estatuto, aumentou seu mandato e se reelegeu;

2) Tido como possível renovação, Aurélio Miguel, ex-judoca e militante sãopaulino fez a ambição do seu grupo político sucumbir em meio a escândalos da administração Kassab.

3) Kalil Rocha Abdala perdeu a eleição como candidato ao São Paulo e se manteve como provedor na Santa Casa; hoje, a entidade está endividada e os funcionários querem sua cabeça.

4) O episódio conturbado envolvendo Carlos Miguel Aidar e o contrato da Under Armour. Este, talvez mais complicado. Vamos discuti-lo?

A empresa de material Under Armour é muito forte no fornecimento de material esportivo das equipes de futebol americano, e quer entrar no soccer. Para isso, tenta o Tottenham na Inglaterra e o São Paulo no Brasil.

Acontece que o Tricolor Paulista já estava alinhavado com a Puma, e resolveu mudar o contrato para a Under Armour, que pagaria 135 milhões de reais pela parceria. Só que na negociação, um escritório levará 20% da intermediação.

Caramba: R$ 27 milhões não é muita grana para uma mera Comissão?

Pior: o escritório é da namorada do presidente Aidar, Cinira Maturana!

Xiii… mesmo que não seja golpe, parece que é! E moralmente o negócio fica suspeito…

O São Paulo não costumava dar esse tipo de “passa-moleque” entre seus próprios associados e no cofre do clube.

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– A mentira da publicidade do Sorvete da Dilleto! O Conar não gostou…

Já viram aqueles carrinhos de caríssimos sorvetes italianos da Dilleto, no qual aparece a figura de um velhinho, supostamente o pioneiro na produção de gelatos em sua família e que há quase 100 anos iniciou a produção de sorvetes artesanais, propagada nas embalagens?

Pois é… TUDO MENTIRA.

A empresa – que não tem 10 anos – misturou marketing, história e invenção publicitária. Agora, a mentira está custando caro…

Veja o que eles diziam:

“La felicità è un gelato” – Com essa frase, o Nonno Vittorio Scabin resumia toda a sua dedicação ao Diletto, um sorvete artesanal, feito com frutas frescas e neve. o ano era 1922, e o local era o pequeno vilarejo de Seppada, na região do Vêneta. O cuidado no preparo e na seleção dos ingredientes naturais fazia do Dialetoo um sorvete delicioso e saudável. Mas veio a grande guerra, e Vittorio viu-se obrigado a deixar sua Itália e construir uma nova vida no Brasil. Hoje, quase um século depois, a tradição continua pelas mãos de seus netos, que uniram as evoluções da indústria às sutiliezas do processo artesanal desenvolvido pelo nonno. Diletto: esse é o legado que Vittorio Scabin deixou para seus netos, que mantém a mesma dedicação, perfeccionismo e paixão que são fundamentais para transformar simples picolés em raras e deliciosas porções de felicidade.”

Agora, veja a realidade,

em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20141212/diletto-tera-admitir-que-vovo-marca-ficticio/216273.shtml

A MENTIRA DO VOVÔ QUE NUNCA EXISTIU

A história fictícia que era contada como verdadeira pelos sócios da empresa de sorvetes Diletto deverá ser mudada, de acordo com decisão divulgada nesta quinta-feira, 11, pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (#Conar).

Na prática, explicaram fontes do mercado publicitário, isso significará que a marca de sorvetes terá de explicitar em toda a sua comunicação – incluindo site institucional, propaganda e embalagens – que o personagem não existe.

Um dos sócios da empresa, Leandro Scabin, contou durante anos a história de que o negócio recriava versões das receitas de seu avô, #VittorioScabin, um italiano que fazia sorvetes no início do século 20.

Além de estar disponível no site da companhia, a trajetória do “#nonno Vittorio” foi reproduzida por vários jornais e revistas. Na verdade, o vovô saiu da imaginação de outro sócio da empresa, Fabio Meneghini, ex-publicitário que por anos trabalhou na WMcCann. O avô de Scabin, na vida real, nunca viveu de produzir sorvetes.

Depois que o fato de a história ser fictícia ter vindo à tona, a Diletto divulgou nota afirmando que a história de Vittorio em nada afetava a #qualidade do produto. A companhia afirma que todo o resto de sua publicidade era real, incluindo o fato de usar limões sicilianos, coco da Malásia e baunilha de Madagascar na fórmula de seus produtos.

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– Julien Blanc é o palestrante mais odiado pelas mulheres!

Já ouviu falar do “conselheiro amoroso” Julien Blanc?

Eu já! Quem não o conhece, pode pensar que ele é um tipo de Hitch, personagem de Will Smith nos cinemas que ajudava aos homens a perderem a timidez e conquistar as mulheres.

Nada disso. Ele, de fato, dá conselhos a homens. Mas para conquistar grosseiramente as mulheres, a lá homem das cavernas! Ele se denomina “artista da pegação”.

Seus métodos condenáveis estão levando a diversas ONGs a pedirem a proibição da sua entrada no Brasil, onde deseja realizar palestras.

Veja como ele orienta, abaixo, extraído da Revista Época, 17/11, pg 18-19:

COMO DESPERTAR O FOGO NAS MULHERES – DE RAIVA

Por Cristina Grillo

Em fotos e vídeos que circulam pela internet, ele até parece bonitinho, com certo charme, do tipo que tem chances de terminar uma noitada bem acompanhado. Mas o que o americano Julien Blanc (foto), de 28 anos, diz em suas “aulas” é grosseria pura. Ele pretende ensinar candidatos a machos alfa a “pegar” mulheres. Sim, é esse o termo que ele usa. Não se trata de “conquistar”.

Blanc merece terminar a noite bebendo cerveja quente ao lado de um bêbado chato. As reações raivosas a seu método ultrapassaram em muito o alcance de sua técnica ruim de conquista. Abaixo-­assinados se espalharam pelo mundo e fizeram com que ele fosse impedido de entrar na Austrália e no Reino Unido e fosse execrado no Canadá e no Japão. Em vídeo, Blanc afirmou que homens brancos poderiam abordar japonesas de qualquer forma que desejassem, sem temer as consequências. Ele planejava vir ao Brasil em janeiro, para dar aulas sobre seu “método”. Um abaixo-assinado no site Avaaz reunira, até a sexta-feira da semana passada, mais de 300 mil assinaturas pedindo ao Ministério das Relações Exteriores e à Polícia Federal que não concedessem visto de entrada ao fanfarrão. Na quinta-feira, o Itamaraty afirmava ter elementos suficientes para negar o ingresso de Blanc no país.

Blanc se define como um “pick up artist” – um artista da pegação, em tradução livre – e mostra em vídeos algumas de suas “técnicas”. Uma consiste em empurrar a cabeça da escolhida até que ela fique próxima de seu pênis. Não deixa de ser uma tática arriscada. Outra é apertar o pescoço da candidata, como se fosse sufocá-la, até conseguir um beijo. Descreve ainda um método que poderia ser chamado de “morde e assopra”. Ensina aos pupilos que eles devem ameaçar a futura conquista com palavras duras, depois aliviar a pressão. Diz que a técnica, de “curto-circuito emocional”, é infalível.

As táticas de Blanc falham. Uma troca de mensagens publicada na internet mostra uma tentativa sua de “pegar” a administradora de um grupo do aplicativo de encontros Tinder. Blanc, sem rodeios, convida a mulher a fazer sexo com ele e pede seu endereço. Ela responde: “Por que motivos eu daria meu endereço a alguém que acabo de conhecer no Tinder?”. Ele sugere, então, que se encontrem num lugar neutro. Ela, mais uma vez, nega. Autoconfiante, ele começa a executar a parte “morde” de sua técnica e xinga a “candidata” com os piores impropérios. Depois, passa à fase “assopra”. Pede desculpas, pergunta se há algo errado com sua aparência, implora por nova chance. Como resposta, recebe um link para uma imagem da bela cantora Adele – fazendo um gesto obsceno com o dedo médio.

A guerra contra Blanc começou na Austrália, onde ele planejava dar um de seus cursos, com ingresso em torno de R$ 2 mil. Um abaixo-assinado com 41 mil nomes, argumentando que ele incita à violência contra as mulheres, levou o governo australiano a negar-lhe o visto de entrada. Em uma semana, a história correu o mundo. Chegou ao Brasil na última terça-feira, com a abertura de um abaixo-assinado pedindo ao governo federal que não permita sua entrada no país.

“Em Tóquio, um homem branco pode fazer o que quiser”, diz Julien Blanc, autodenominado “artista da pegação”, numa lição em vídeo. As bobagens de Blanc passaram a ocupar gente em Brasília. A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República pediu providências ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em nota, a secretaria se define como favorável à liberdade de expressão, em seguida afirma que “esse senhor” incentiva a violência contra as mulheres, “inclusive o estupro”. E acrescenta: o Anuário brasileiro de segurança pública estima que mais de 143 mil mulheres foram estupradas em 2013 no Brasil, com base nas 50.320 notificações. O Itamaraty passou a consultar outros órgãos do governo federal sobre o assunto.

O presidente da Comissão de Direito Internacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Eduardo Tess Filho, afirma que impedir a entrada de Blanc por causa de um abaixo-assinado pode levar a um “campo minado”. “Uma coisa é (barrar) um terrorista, um agitador, outra coisa é censura. Misturar movimento social feminista com censura é um perigo”, diz. O problema, para Tess, é definir se Blanc acarreta risco para as mulheres ou apenas para o bom gosto.

Um psiquiatra ouvido por ÉPOCA conta o caso de um paciente ainda em tratamento. O jovem afirma ter criado um método infalível para arrumar namoradas. “É só descobrir o que elas esperam de um homem e fazer tudo direitinho, sem questionar”, diz ele, segundo seu médico. O tratamento é para ensinar a ele como funcionam a conquista e a vida afetiva. Talvez, no lugar de protestos e de um abaixo-assinado para a Polícia Federal e o Itamaraty, Julien Blanc precise ser encaminhado para terapia.
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