Atores de Ted Lasso presentes no Etihad Stadium para assistir um joguinho meia boca… Manchester City x Arsenal!
Que série. E que jogo!

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Nunca se soube aos certo os valores da compra do Bragantino, por parte da Red Bull. É um negócio privado, sem dinheiro público. Então, não há problema.
Porém, a título de curiosidade, o GloboEsporte.com trouxe uma matéria com números impressionantes, que mostra que, pelos valores, não é um trabalho qualquer.
Comprado há cerca de quatro anos pela Red Bull, o Bragantino nunca teve as circunstâncias de sua venda esclarecidas ao público. Desde a negociação conduzida por seu então presidente, Marco Antonio Nassif Abi Chedid, até depois da conversão da associação civil em companhia limitada, valores e condições foram mantidos sob sigilo.
Hoje é possível afirmar que Marquinho, como é conhecido o dirigente, teve a família beneficiada financeiramente por transações com a Red Bull. Filhos do cartola compraram terrenos por R$ 10 milhões em Atibaia, no interior de São Paulo, e revenderam para a empresa por R$ 46 milhões, pouco tempo depois. Esses lotes sediarão o CT do Bragantino.
Não foi a única maneira encontrada, na negociação pela compra do clube, para repassar dinheiro da fabricante de energéticos para as pessoas que dirigiam o Bragantino. Parte de um aporte de R$ 48 milhões também foi direcionada a pagamentos de dívidas do clube com a família Chedid, em repasse executado antes de a associação ser convertida em empresa.
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Marquinho Chedid, ex-presidente do Bragantino e principal responsável por venda para Red Bull — Foto: Wilson Araújo/TV Vanguarda
O fluxo do dinheiro pôde ser comprovado a partir de registros públicos dos imóveis, obtidos pelo ge em cartórios no Estado de São Paulo. A verba parte de subsidiária da Red Bull e chega ao caixa da empresa Planarent Participação Ltda. Na época das negociações, esta tinha os seguintes três sócios. Atualmente, apenas Paula ainda consta como proprietária da empresa.
Já a verba que passa por contas do Bragantino pôde ser atestada em documentações registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). Esse dinheiro foi usado internamente para o pagamento de despesas e dívidas, entre elas débitos com a própria família Chedid, influente no Bragantino há 65 anos.
A reportagem consultou três advogados – um especialista em direito societário, um desportivo e uma criminalista. Por se tratar de negociação entre entes privados, sem dinheiro público ou participação governamental, houve consenso entre os advogados de que, com as informações disponíveis neste momento, não há suspeita de ilegalidade.
Procurado pela reportagem, o Red Bull Bragantino enviou a seguinte nota:
– Por motivos de confidencialidade, não comentaremos sobre processos e acordos internos. Gostaríamos de ressaltar que, desde a aquisição do clube, a diretoria do Red Bull Bragantino é composta exclusivamente por pessoas que não pertenciam à antiga administração. No máximo, eles ainda ocupam cargos honorários – escreveu o clube.
Marquinho recebeu e visualizou mensagens da reportagem na manhã de terça-feira, mas não respondeu. Luiz Arthur, um dos filhos, disse que está em viagem e recomendou que o contato em seu nome fosse feito por meio da diretoria de comunicação do Bragantino.
A negociação pela compra do Bragantino foi liderada por Marquinho Chedid, então presidente da associação civil (clube), e pelo alemão Oliver Mintzlaff, responsável pelo projeto esportivo da Red Bull no mundo. Thiago Scuro era o principal executivo da empresa no Brasil e participou de todas as reuniões, junto com advogados de ambas as partes.
No momento em que as tratativas avançaram, no começo de 2019, a família Chedid já era proprietária de um terreno com aproximadamente 92 mil metros quadrados em Atibaia. O imóvel havia sido comprado em meados de 2018 por R$ 2,3 milhões, com seu pagamento dividido em R$ 300 mil à vista e os demais R$ 2 milhões parcelados em 49 pagamentos mensais.
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Primeiro terreno em Atibaia foi comprado por família Chedid antes de negociação com Red Bull — Foto: Reprodução
Dias depois de anunciado o acordo entre Red Bull e Bragantino começaram os movimentos para viabilizar a transferência da propriedade. Em 26 de março de 2019, Marquinho e Scuro anunciaram que a Red Bull assumiria a administração do Bragantino. Em 2 de abril, a Planarent antecipou o pagamento de todas as parcelas que estavam pendentes, relacionadas ao terreno em Atibaia, e quitou a dívida.
Meses depois, em 20 de agosto de 2019, a fabricante de energéticos constituiu empresa chamada Red Bull Gestão de Propriedades Imobiliárias, que seria utilizada para concretizar a operação. Pelo menos a primeira parte dela. Foi por meio desta firma que, em 19 de novembro de 2019, seus executivos adquiriram o terreno da família Chedid. Nesta transação, foram pagos R$ 25 milhões à vista – 11 vezes mais do que o valor que a família pagou pelo imóvel.
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Família Chedid revendeu por R$ 25 milhões, para a Red Bull, terreno que havia comprado por R$ 2,3 milhões — Foto: Reprodução
As movimentações não haviam acabado. O Bragantino assegurou a vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, enquanto ainda era associação civil sem fins lucrativos, em novembro de 2019.
Em 13 de abril de 2020, a família Chedid comprou cinco lotes de uma vez, novamente por meio da empresa Planarent, todos adjacentes ao que já havia sido vendido para a Red Bull. Por essas propriedades, os familiares de Marquinho acordaram um preço de R$ 5,3 milhões.
Entre um evento e outro, a conversão do Clube Atlético Bragantino em empresa foi executada. O clube deixou de ser uma associação civil sem fins lucrativos e passou à estrutura de companhia limitada, formalmente com novo dono. Seu nome foi alterado para Red Bull Bragantino Futebol.
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Visão aérea dos terrenos vendidos por Chedid para a Red Bull, onde está sendo construído CT para o Bragantino — Foto: Reprodução
Em 6 de outubro de 2020, a Planarent adquiriu mais um lote, desta vez por R$ 2,5 milhões. Era a última parte necessária para que o terreno inicial, com 92 mil metros quadrados, fosse expandido para a dimensão atual. Também era a etapa pendente para realizar nova transação com a Red Bull.
Por esses lotes adicionais, que a família Chedid havia acabado de comprar por R$ 7,8 milhões, a Red Bull aceitou desembolsar R$ 21 milhões à vista.
A transferência foi realizada em 18 de fevereiro de 2021. Neste caso, a companhia de energéticos realizou o negócio diretamente pela Red Bull Bragantino Futebol, empresa que detinha o futebol alvinegro, e não pela subsidiária denominada Red Bull Gestão de Propriedades Imobiliárias.
A conclusão aconteceu em 4 de junho de 2021, quando a Red Bull formalizou a incorporação da subsidiária pelo clube de futebol. A partir daquele momento, todos os lotes estariam unificados como um terreno só, com 157 mil metros quadrados, futura sede do centro de treinamento.
| Lotes | Comprado pela família Chedid por | Comprado pela família Chedid em | Revendido para a Red Bull por | Revendido para a Red Bull em |
| 1 | R$ 2.300.000 | 09/05/2018 | R$ 25.000.000 | 19/11/2019 |
| 2, 3, 4, 5, 6 | R$ 5.300.000 | 13/04/2020 | R$ 15.644.408 | 18/02/2021 |
| 7 | R$ 2.500.000 | 06/10/2020 | R$ 5.335.592 | 18/02/2021 |
| Total | R$ 10.100.000 | R$ 45.980.000 |
A aquisição de terrenos que pertenciam à família Chedid não representa o único desembolso feito pela Red Bull para assumir o controle do Bragantino. Por meio de aportes feitos diretamente nas contas do clube, quando ainda associação civil, a empresa teve de gastar mais.
Em 2 de outubro de 2019, após conquistar a vaga na primeira divisão nacional, a companhia de energéticos assinou o primeiro empréstimo para o Clube Atlético Bragantino, no valor de R$ 31 milhões.
No início da temporada seguinte, em 17 de janeiro de 2020, entrou novo depósito na conta bancária da associação. A Red Bull aportou R$ 17 milhões adicionais, em operação similar, um segundo empréstimo.
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Red Bull injetou R$ 48 milhões nas contas do Bragantino antes da conversão em empresa — Foto: Reprodução
Embora fossem designados como empréstimos, esses valores não seriam devolvidos, e sim convertidos em capital social no momento em que a associação fosse transformada em empresa. Contabilmente, os R$ 48 milhões eram necessários para deixar o patrimônio líquido positivo. Na prática, o dinheiro havia sido utilizado para pagar dívidas e despesas.
Documentos públicos, incluídos na Junta Comercial do Estado de São Paulo, registram a entrada do dinheiro na contabilidade do Bragantino, mas não há explicações precisas sobre a saída.
A família Chedid havia se tornado a maior credora do Bragantino. Balanço patrimonial datado de 30 de junho de 2020, registrado na Junta Comercial, indicou a existência de dívida com “partes relacionadas” no valor de R$ 117 milhões, após a conversão da associação em empresa.
Esse termo é usado para designar dívidas com pessoas diretamente envolvidas na administração da entidade. Marquinho era o presidente.
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Balanço registrado na Jucesp destaca dívida do Bragantino com família Chedid — Foto: Reprodução
A dívida do Bragantino com Chedid era muito menor antes da venda do clube. O balanço encerrado em 31 de dezembro de 2017 mostrava que a dívida com “partes relacionadas” era de apenas R$ 9 milhões. Este é o documento contábil mais recente disponível.
O balanço de 2018 não foi publicado. No de 2019, sob responsabilidade da Red Bull, o clube escondeu as notas explicativas, que detalhariam a dívida do Bragantino com a família Chedid. É certo que seus integrantes receberam e continuariam a receber verbas por meio dessas obrigações, mas não é possível determinar valores.
Tanto os R$ 48 milhões aportados pela Red Bull por meio de empréstimos quanto os R$ 46 milhões usados na compra dos terrenos que pertenciam aos Chedid não contabilizam investimentos que a companhia de energéticos faria para comprar atletas. No total de R$ 94 milhões, esses valores correspondem só à venda.
Mesmo após a venda e a conversão da associação em empresa, Marquinho manteve poder sobre o clube, sobretudo nas interfaces políticas. No cargo de presidente honorário do Red Bull Bragantino, o dirigente participa de reuniões na FPF e na CBF – sozinho ou acompanhado do CEO Thiago Scuro. O Bragantino é o único clube a ser representado por duas pessoas em encontros dessa natureza.
A influência de Marquinho sobre o Bragantino é antiga e remonta a história da própria família. O poder do sobrenome Chedid no mercado do futebol foi construído pelo pai dele, Nabi Abi Chedid, advogado, político e dirigente esportivo de origem libanesa. Ele faleceu em 2006, aos 74 anos.
Nabi construiu sua biografia no futebol por meio do Bragantino, a partir de 1958 – primeiro como diretor de futebol, depois como presidente do clube. Ele também presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1979 e 1982. Anos depois, em 1986, ele se tornaria vice-presidente da CBF.
O poder sobre o futebol era retroalimentado pelo poder na política pública. Nabi foi vereador por Bragança Paulista e depois deputado estadual por São Paulo. Ele foi filiado a diversos partidos ao longo de sua trajetória política – entre eles a Arena, que dava sustentação à ditadura militar, e o PFL, que nos anos 1990 tinha uma das maiores bancadas de deputados e compunha a base do governo.
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Nabi Chedid, presidente do Bragantino no título paulista de 1990 — Foto: Reprodução/Bragantino
Foi sob a presidência de Jesus Abi Chedid, entre 1988 e 1996, apoiado pelo irmão Nabi, que o Bragantino chegou às suas maiores conquistas. O clube foi campeão da segunda divisão nacional em 1989, campeão do Campeonato Paulista em 1990 e vice-campeão do Campeonato Brasileiro em 1991. Vanderlei Luxemburgo e Carlos Alberto Parreira foram técnicos do time alvinegro nesta fase áurea.
Marquinho, filho de Nabi e sobrinho de Jesus, herdaria o capital político dos antecessores e o poder praticamente integral sobre o Bragantino. Diferente de outros clubes, que se dividem entre vários grupos políticos formados por sócios e conselheiros, com situação e oposição, a agremiação de Bragança Paulista teve por várias décadas o seu comando restrito aos integrantes da família Chedid.
A autoridade dos Chedid sobre o Bragantino foi um fator favorável, do ponto de vista da Red Bull, no momento da compra do clube. Primeiro grande negócio a ser viabilizado na era contemporânea, antes mesmo da criação da Lei da SAF, era mais fácil para a empresa de energéticos chegar a um acordo com um único representante do que em clubes com cenários políticos mais complexos.
O nome do patriarca continua a ser ostentado pelo clube, mesmo depois da conversão para empresa. O estádio em Bragança Paulista era oficialmente chamado Marcelo Stéfani até 2009, quando Marquinho, na condição de presidente da agremiação, trocou o nome para Nabi Abi Chedid, o “Nabizão”. Uma de suas exigências, na negociação com a Red Bull, foi manter a homenagem ao patriarca da família.
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Marco Chedid e o filho Luiz Chedid — Foto: Rafael Moreira/Bragantino
9 de maio de 2018: Planarent Participação Ltda compra terreno em Atibaia por R$ 2.300.000, sendo R$ 300.000 à vista e R$ 2.000.000 divididos em 49 parcelas.
26 de março de 2019: Bragantino anuncia acordo com Red Bull. Thiago Scuro diz que contrato será assinado em no máximo dez dias. Luiz, filho de Marquinho Chedid, comemora em rede social.
2 de abril de 2019: Planarent quita todas as parcelas pendentes na compra do terreno em Atibaia.
5 de agosto de 2019: Red Bull Bragantino vence o Guarani por 3 a 1 e assegura vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Acesso chega com cinco jogos de antecedência.
2 de outubro de 2019: Red Bull faz o primeiro empréstimo para o Clube Atlético Bragantino, no valor de R$ 31.000.000, que futuramente seria convertido em integralização do capital.
19 de novembro de 2019: Planarent vende o primeiro terreno em Atibaia para a Red Bull Gestão de Propriedades Imobiliárias Eireli, com pagamento de R$ 25.000.000 à vista. Compromisso de venda e compra havia sido assinado em 7 de outubro de 2019.
17 de janeiro de 2020: Red Bull faz o segundo empréstimo para o Clube Atlético Bragantino, no valor de R$ 17.007.481, que futuramente seria convertido em integralização do capital.
13 de abril de 2020: Planarent compra cinco terrenos em Atibaia de uma vez, com preço acordado em R$ 5.300.000, sendo R$ 1.000.000 à vista e R$ 4.300.000 parcelados em 32 vezes.
21 de julho de 2020: Assembleia Geral extraordinária é realizada na sede do Bragantino, com a presença de representantes da Red Bull e da associação. Na reunião, decide-se: (I) renomear o clube, (II) determinar capital societário do clube e suas cotas, (III) nomear o quadro societário do clube, (IV) redigir contrato social do clube, que substitui o estatuto social anterior, (V) eleger membros da administração, que será sociedade empresária limitada, e eleger Marquinho Chedid como presidente honorário do clube, (VI) destituir os atuais membros do Conselho Fiscal do clube e (VII) autorizar administração a colocar decisões em prática.
6 de outubro de 2020: Planarent compra mais um terreno em Atibaia por R$ 2.500.000. Valor seria pago em duas parcelas de R$ 250.000 a princípio, e as demais de R$ 100.000 cada.
22 de dezembro de 2020: Planarent quita todas as dívidas referentes aos terrenos em Atibaia.
18 de fevereiro de 2021: Red Bull Bragantino Futebol Ltda compra os seis terrenos, que haviam acabado de ser comprados pela família Chedid, por R$ 20.980.000 pagos à vista.
4 de junho de 2021: Red Bull Gestão de Propriedades Eireli é incorporada pela empresa Red Bull Bragantino Futebol Ltda. Bens são formalmente transferidos para o clube de futebol.
5 de outubro de 2021: Red Bull Bragantino apresenta projeto do novo centro de treinamento com oito campos. CT tem imagens divulgadas e está sendo construído em área de 157.000 metros quadrados em Atibaia, São Paulo, com inauguração prevista para dezembro de 2023.
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Família Chedid vende terreno de matrícula 121.432, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução
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Família Chedid vende terreno de matrícula 121.433, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução
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Família Chedid vende terreno de matrícula 121.434, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução
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Família Chedid vende terreno de matrícula 121.435, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução
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Família Chedid vende terreno de matrícula 121.436, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução
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Família Chedid vende terreno de matrícula 121.437, em Atibaia, para a Red Bull — Foto: Reprodução
Mediante toda a pressão que Cuca vem sofrendo no Corinthians, se eu fosse ele, sumiria de cena e ía curtir a aposentadoria.
Passearia com a família, evitaria exposição demasiada e refrescaria a mente.
Não estou falando absolutamente nada se ele é culpado ou inocente, mas entendo que a falta de clima vai maltratar seu trabalho. Pra quê aguentar tanto constrangimento e mal-estar?
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Foto: Isabela Azine/AGIF
Ontem, pela oitava vez na temporada do Campeonato Espanhol, Vinicius Jr foi alvo de insultos racistas (agora, na partida contra o Girona, na Catalunha).
Em 16 de março, Gianni Infantino tomou posse oficialmente em seu novo mandato como presidente da FIFA, e em meio a seu discurso, relembrou que era inadmissível o que estava acontecendo com o brasileiro (logo após o 7º caso de racismo), e cobrou que os árbitros espanhóis aplicassem o Protocolo FIFA contra a Discriminação (declaração aqui: https://onefootball.com/pt-br/noticias/infantino-advierte-que-arbitros-no-cumplen-protocolo-con-vinicius-jr-36988547).
Mas como funciona o Protocolo?
Em 3 etapas para coibir racismo, homofobia, sexismo, manifestações políticas e outros casos (explicado abaixo), as medidas vão de advertência pelo sistema de som do estádio, paralisação temporária do jogo e, na insistência, encerramento da partida.
A Conmebol, na oportunidade, foi CONTRA, alegando que existiam raízes culturais e que seria impossível evitar xingamentos como “puto”, por exemplo.
Sua utilização aconteceu na França pela primeira vez por cantos homofóbicos; no Brasil, utilizou-se em Vasco 2×0 São Paulo pelo Brasileirão.
Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/
OS 3 PASSOS PARA O PROTOCOLO FIFA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO:
Desde 15 de julho de 2019, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).
Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:
Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados.
Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15/07/19 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até à 4a divisão regional.
Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:
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Sobre o primeiro uso, na França: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/17/por-homofobia-pela-1a-vez-partida-e-interrompida-na-franca-pelo-protocolo-fifa/
NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS
Por Jamil Chade
O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.
Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.
Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.
Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

Quando ele foi acionado mais à frente: https://professorrafaelporcari.com/2019/10/15/o-protocolo-fifa-foi-acionado-duas-vezes-em-bulgaria-0x6-inglaterra-mas-a-resposta/
NA EUROCOPA, CANTOS NEONAZISTAS E O PROTOCOLO FIFA:
m Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.
Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…
Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.
Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/
A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

No Brasil, a primera vez, em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/26/o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-foi-usado-pela-1a-vez-no-brasil-mas-a-conmebol-nao-queria/
1- O árbitro Anderson Daronco não parou o jogo por ordem da CBF, mas sim por determinação do Protocolo FIFA de 3 etapas, visando o combate a qualquer tipo de discriminação(sexista, racista, política, entre outras tantas coisas).
Sobre o Protocolo FIFA, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/
2- Independente do Protocolo FIFA (que na etapa 3 das 3 existentes determina automaticamente que o jogo seja encerrado e o time cuja torcida praticar a discriminação tenha oficializada a derrota na partida), o TJD determinou que aqui no Brasil punirá conforme a intensidade da discriminação os clubes(independente do protocolo), podendo até sugerir que se percam os pontos do jogo apenas com os gritos, sem outras manifestações. Há de se aguardar!
3- A Conmebol quis que a FIFA não colocasse esse protocolo em vigor no dia 15/07/2019, justificando que em nosso continente existiam práticas culturais enraizadas e que não deveriam ser punidas. É mole?
É esperar se existirá uma punição para o Vasco por parte da CBF. Pela FIFA, não haverá!
Toda e qualquer forma de discriminação é um atentado contra a humanidade. E os árbitros são agentes importantes contra isso.
Imagem extraída de: https://unitau.br/noticias/detalhes/4870/discriminacao-racial-origem-e-consequencias-do-preconceito/
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Já de pé para o dia render!
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
Pratique esportes. Sempre!

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Do jeito que vai, Cuca não aguentará a pressão e pedirá o boné.
Se isso acontecer, não será irônico: o novo-velho treinador será o jovem Fernando Lázaro, demitido semana passada, para enfrentar o Palmeiras no sábado?
Há o futebol…
Já falamos sobre como será difícil Cuca se manter no Corinthians. O “#ForaCuca” ganha corpo.
Em: https://youtu.be/pZnW3cKtltw.
Depois da entrevista à jornalista Marília Ruiz, tempos atrás na Band, onde (ao lado da sua família) ele alegou inocência e falou sobre o processo, dizendo que a vítima o absolveu… um novo episódio! Agora, o advogado da menina de 13 anos falou ao UOL e piorou a situação do treinador, com detalhes assustadores.
Clique para ler em a matéria chamada: “A vítima reconheceu Cuca como estuprador”, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2023/04/25/a-vitima-reconheceu-cuca-como-estuprador-diz-advogado-suico.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_campaign=esporte&utm_content=geral
Me assustei quando vi no último domingo o gramado do Maracanã, durante o Vasco x Palmeiras. Estava maltrato pelo excesso de jogos.
Pense: Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama estão jogando nele, e há Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores da América. Aguentará essa sequência de partidas?
Há quem pense em grama artificial futuramente. Apesar de permitida, não sei se é uma boa… Na Premier League, por exemplo, só se pode grama natural.
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Imagem extraída de: Delmiro Junior/Photo Premium/Folhapress
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Bem dispostos para mais um dia de vida?
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
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Em vídeo, explicando as polêmicas no jogo do Sul, ocorrido no domingo:
No link, aqui: https://youtu.be/Zc0Y64jT2CM
Quando o árbitro erra a 1 minuto de jogo, você tem pelo menos 89 minutos para correr atrás do prejuízo. Mas quando você erra aos 52 minutos do 2º tempo, fica difícil. Especialmente se o jogo estiver empatado, e esse erro resultar num gol ao adversário.
Vamos lá: o gol de Maurício (que determinou a vitória ao Colorado) aconteceu de maneira ilegal. Explico:
A bola é lançada a Jean Dias (38, INT). Ele passa pelo goleiro Santos (1, FLA) e, ao sentir a proximidade de Everton (11, FLA), se joga descaradamente para cavar o pênalti. Ali, o árbitro Ramon Abel Abatti deveria parar o jogo, aplicar Cartão Amarelo ao jogador (por simulação, que é uma punição prevista na regra), e marcar tiro livre indireto ao Flamengo.
Ao não marcar a simulação, eis que a bola sobrou para Maurício (27, INT), que fez o gol da vitória no 7º minuto dos acréscimos do 2º tempo.
E como diferenciar a simulação da queda natural de jogo, para a punição?
Errou o jovem e recém-promovido árbitro da FIFA.
O nosso querido jundiaiense Eduardo Tega (da Universidade do Futebol e Sportheca) é um dos caras mais estudiosos do futebol que eu conheço – e vai sua expertise desde a gestão esportiva até os conceitos sociais do esporte.
Li sua publicação no “O Globo” sobre os impactos tecnológicos na evolução do futebol, e é de uma lucidez muito grande.
Compartilho, extraído do LinkedIn dele, com o texto inteiro (clique na imagem para ampliá-la). Só acho que ele está muito otimista com o fim do erro humano da arbitragem… o meio é vaidoso demais para se render ao protagonismo eletrônico (mesmo que mais eficaz possa ser).
Abaixo:
“Saiu hoje uma ótima matéria do jornal “O Globo” em que dou minha opinião sobre as mudanças que o futebol deve ter nos próximos anos. Hoje, há inúmeras iniciativas de tecnologia desenvolvendo soluções para problemas que todos os esportes têm dentro e fora de campo, além de uma questão geracional que preocupa todas as entidades esportivas. É irreal pensar que o futebol de 2035 vai ser o mesmo que é hoje. Você está pronto?
‘ – Os jovens não conseguem ficar 90 minutos concentrados vendo uma partida. O futuro do jogo vai mudar, pois a Fifa sabe que o grande concorrente da Copa do Mundo é o Fortnite (jogo de tiro) – afirma Eduardo Tega, CEO da fábrica de startups Sportheca e mestre em governança de esportes pela Uefa, acrescentando que a introdução do VAR é apenas a ponta do iceberg da revolução que está por vir. – Acredito que em dez anos não vai ter mais erro humano no jogo. ‘ #futuro #tecnologia“
Que loucura!
Uma revista alemã anunciou a “Primeira entrevista de Michael Schumacher depois do acidente”, e a transmitiu com um “Schumacher criado pela IA”!
Desagradável… e a família vai processar a emissora.
Foto: Lars Baron/Bongarts/Getty Images
Cuca não terá vida fácil no Corinthians, tanto pelas dificuldades técnicas dos seus jogadores, como pelo elenco não tão numeroso. Lembrando, claro, a existência dos problemas financeiros do Timão.
Não bastasse tudo isso, há a questão dos protestos que o treinador vem sofrendo por conta do episódio envolvendo estupro na Suíça (falamos sobre culpa / inocência / outras nuances em: https://youtu.be/pZnW3cKtltw).
Acontece que ontem, no intervalo da partida contra o Goiás, havia no topo dos Trends Topics do Twitter (para quem não usa essa Rede Social, TT se refere às menções mais citadas) a hastag “#ForaCuca”.
Acrescente: as jogadoras do time feminino do próprio Corinthians divulgaram um manifesto contrário ao treinador, lembrando do movimento “Respeita as Minas”.
Fico me questionando: o Corinthians, recentemente, alardeou que havia contratado um escritório para o trabalho de Compliance do time (boas práticas gerenciais, cobrando responsabilidade social entre parceiros / fornecedores / colaboradores, em suma). Como é que fica isso?
Leio muita gente questionando Cuca “somente agora” (já citei o link acima, não sou julgador dele mas abomino qualquer atitude criminosa da qual ele foi acusado), e a grande indagação é: por que não foi lembrado tal fato nos outros trabalhos?
Obviamente, as informações eram menos difundidas, as ONGs em menor número e as causas com menos ativistas defensores. Com a popularização da Internet e o engajamento das pessoas, isso muda de figura.
Lembremo-nos: Robinho, ex-Santos, teve áudios divulgados quanto ao estupro no qual ele foi condenado (que eram nojentos, e estão disponíveis aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQs). Quando o Santos FC tentou recontratá-lo, os patrocinadores em peso se manifestaram e o negócio, quase certo, desfeito.
Se os patrocinadores do Corinthians ameaçarem sair, não acredito que Cuca fique (vide o que acontece, por exemplo, quando o Sleep Giants faz uma campanha de “despatrocínio”: o prejuízo financeiro é enorme). Embora o treinador, em coletiva, pediu 15 dias para ser cobrado por resultados e padrão de jogo, talvez a sociedade não lhe dê esse tempo…
Por fim: que coisa o gerenciamento de carreira feito pelo Cuca? Depois de se sagrar campeão e tirar um ano sabático (sendo cotado inclusive para a Seleção Brasileira), “quebrou” seu planejamento voltando num péssimo momento ao Galo Mineiro. E foi reaparecer justamente no Corinthians, num momento tão crítico?
Cuca, profissionalmente falando, é um vencedor. Já fez um ótimo pé-de-meia (inclusive o ”engordou” na sua passagem pela China). Não sei se estaria disposto a passar por um “julgamento social público”, que pode virar um “linchamento de imagem”.
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? S’imbora começar mais uma semana com bastante ânimo?
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Quando o cara tem uma oportunidade, ele tem que agarrar. Raphael Klein, 33 anos, árbitro de Vasco x Palmeiras (eleito o melhor do Gauchão e que quer entrar para o quadro da FIFA em 2026), é um desses que está bobeando.
No seu primeiro jogo no Maracanã (Vasco x Palmeiras), as equipes voltaram do intervalo, se posicionaram, e… cadê ele?
Algo muito grave deve ter acontecido, pois não é normal tal fato.
Na sexta-feira e no sábado, Dorival Jr “transformou” o São Paulo. Acabou com a indolência, trouxe a garra, eliminou o passe errado, melhorou o DM, e, surpreendentemente, trouxe sorte à equipe (vide o 3º gol do Tricolor, na falha da zaga do América-MG – ou o 1º, em possível falta na lateral, na origem da jogada).
Brincadeiras à parte, mas… como em apenas 2 dias a “disposição dos atletas” muda tanto, não? Rogério Ceni que o diga.
Prova, mais uma vez, que jogador derruba técnico. Igualmente a Luxemburgo no Palmeiras, Nelsinho Baptista no Santos, Passarela no Corinthians ou o próprio Parreira no SPFC.

Imagem extraída de Terra.com
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Domingão também é dia de se exercitar!
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E se não tivesse o VAR?
No Maracanã, o Athlético chuta para o gol, a bola bate na coxa de Vitor Mendes (Fluminense) e o árbitro incrivelmente sinaliza mão na bola e pênalti (um erro grosseiro do árbitro Zanovelli). Felizmente, o VAR corrigiu a bobeada.
Na Arena Pantanal, o Cuiabá chuta para o gol, a bola bate na coxa de Lucas Evangelista (Red Bull Bragantino) e o árbitro incrivelmente sinaliza mão na bola e pênalti (um erro grosseiro do árbitro Caio Max). Felizmente, o VAR corrigiu a bobeada.
Dois lances idênticos. Dois erros inaceitáveis no sábado. Em ambos, não dá para entender como os árbitros conseguiram marcar penalidade por mão / braço tendo batido na perna (e passado longe do braço…), e eles com visão aberta.
Sem VAR, essas lambanças teriam sido confirmadas. Desaprendemos a apitar?
Imagem extraída da Web
Caio Max Vieira – RN é um árbitro “enrolado”. Em um jogo que não era difícil, deixou insatisfeitas ambas equipes na Arena Pantanal.
Deixou de expulsar Mosquera (RBB) ainda no 1º tempo (vide anotações abaixo) e marcou um pênalti de “coxa” ao Cuiabá (corrigido pelo VAR).
O jogo foi bom, mas a arbitragem, abaixo do esperado. Segue:
Aos 20m, o Red Bull Bragantino só tinha cometido uma falta (com Mosquera, que recebeu Cartão Amarelo). Eis que novamente Mosquera comete falta, erguendo o pé e atingido a coxa do adversário.
Se não atingisse, era tiro livre indireto (pé alto, como entendeu o árbitro, sem aplicação de cartão amarelo). Como atingiu, era tiro livre direto com cartão amarelo. Portanto, de maneira infantil, Mosquera deveria ser expulso pela reincidência. Errou o árbitro Caio Max.
Aos 43m, Cepellini (CUI) destoou do clima do jogo e deu uma entrada mais forte em Lucas Evangelista.
Aos 46m, Denilson (CUI) soltou o braço no seu marcador. Amarelo bem aplicado.
Aos 48m, no campo de defesa do Cuiabá, desnecessariamente Juninho Capixaba (RBB) impede a cobrança do seu adversário. Tinha outro jogador na cobertura, não precisava fazer isso.
Aos 3m do 2º tempo: A bola é chutada para o gol, bate na coxa de Lucas Evangelista e o árbitro marca… pênalti! Bola na cal, o VAR chama para a conferência e é anulado. Idêntico ao lance de Fluminense e Atheltico (pênalti ao CAP, bola que bate na coxa de Vitor Mendes), envolvendo o árbitro Zanovelli.
Aos 13m do 2º tempo: Marlon (CUI) acerta Sasha (RBB)
Aos 44m do 2º tempo, Cartão Amarelo para Borba (RBB), por reclamação. Foi de “graça”.
Trabalhou bastante o bandeira 2 Rafael Trombeta, acertando na anulação do gol por impedimento e em outros lances.
Cuiabá x Red Bull Bragantino –
Em gols: 1×1
Em Cartões Amarelos: 3×3
Em Cartões Vermelhos: 0x0
Em faltas: 17×19

Imagem extraída de Sportbuzz
José Guilherme Almeida e Souza fez uma arbitragem muito boa (e se posicionou bem demais dentro de campo). Não entendi porque não atuou em divisões maiores nesse ano, baseado no que vi hoje. Vamos a algumas anotações:
O juizão começou correndo bastante, acompanhando as jogadas de perto e demonstrando muita atenção.
Aos 15m, Paulinho (PFC) sofreu uma falta e ele corretamente aplicou a vantagem, tendo boa leitura de jogo. Mas aos 19m, João Cubas (RBC) fez uma nova falta em Paulinho (PFC) e ele não marcou.
Aos 21m, Arthur Moura (PFC) fez uma falta por ação temerária e recebeu corretamente Cartão Amarelo.
Confusão aos 24m: Vitinho (RBC) comete falta em Gustavo (PFC). Estando a bola no chão e presa pelo corpo do jogador, Léo Alves (RBC) chuta ela desnecessariamente. Cartão Amarelo bem aplicado.
Aos 39m, Cartão Amarelo para Morungaba (PFC): o jogador já tinha cometido duas faltas, fez a 3ª (e o árbitro deu a vantagem) e na sequência a 4ª (onde o árbitro marcou e advertiu corretamente). Fiquei preocupado, pois ficou pendurado e estava mais viril do que os demais.
Aos 46m, Koiote (PFC) comete uma entrada muito forte em Vitinho (RBC) e recebe corretamente o Amarelo.
Nesse momento, o Paulista já tinha cometido 9 faltas e recebido 3 Amarelos. Cuidado…
Aos 53m: Léo Alves (RBC) deu uma entrada muito forte em Airan (PFC) e uma cotovelada certeira na sequência no oponente. Lance claríssimo para Cartão Vermelho Direto por expulsão. O árbitro optou por dar o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Errou, era expulso direto (para a punição ser exemplar).
Aos 65m: Arthur Pierino (PFC) segura infantilmente Goldson (RBC) num lance de bola cruzada na área. Um agarrão bobo, desnecessário, evitável. Pênalti bem marcado, com o árbitro muitíssimo bem posicionado,
Aos 72m: pênalti em Saraiva (PFC) – novamente bem marcado pelo árbitro que estava novamente bem posicionado.
Aos 74m: bola cruzada na área que bate despretensiosamente no braço do defensor do Paulista, em movimento natural. Apesar da pressão, o árbitro corretamente não marcou.
Aos 76m: Cartão Amarelo bem aplicado a Saraiva.
Rio Branco x Paulista –
Em Gols: 1×1
Em Cartões Amarelos: 1×4
Em Cartões Vermelhos: 1×0
Em Faltas: 15×16
Renda Bruta: R$ 11.045,00, 826 pessoas presentes.
A coisa está feia para o lado do treinador Cuca. Não quero entrar em questão se ele é culpado ou inocente na história que envolve um estupro na Suíça – por não conhecer os detalhes. Porém, não nos façamos de cegos que, pelas publicações que o condenaram à época, parece que realmente a coisa foi péssima.
Se ocorrer o mesmo que Robinho, os patrocinadores fugirão e pressionarão o Timão para a demissão do profissional. E isso acontecerá?
Aguardemos…
Em tempo: antes, tal situação não ocorria com ele pois não havia notoriedade do fato, isso é lógico. Com a Internet mais popular, isso muda de figura.
Foto: Marcelo Braga
Depois de meses (arre), o time profissional do Paulista FC volta a disputar uma partida oficial!
Que o Galo possa superar toda e qualquer quizumba extra-campo, e que Roberval Davino tenha sucesso nessa sua nova empreitada com o Tricolor Jundiaiense.
É hora de torcer! Infelizmente, levará algum tempo para estarmos no Jayme Cintra (devido ao gramado), mas onde quer que estejamos, #SomosTodosPAULISTA!

Imagem: Arquivo Pessoal
Logo mais trabalharemos comentando arbitragem em:
– 4a divisão paulista, Rio Branco x Paulista: (https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-rio-branco-de-americana-x-paulista-de-jundiai/)
– 1a divisão nacional, Cuiabá x Red Bull Bragantino:(https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-cuiaba-x-red-bull-bragantino/)
Prestigiem!
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Prontos para o sabadão?
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Hoje é aniversário de falecimento de Telê Santana, um dos maiores (senão o maior) treinador de futebol que o Brasil já viu. Mestre da encantadora Seleção Brasileira de 82 (que junto da Hungria de Puskas de 54, são campeãs morais, sem título, de uma Copa do Mundo) e ídolo da torcida são-paulina.
Telê era chato dentro de campo, antipático com a arbitragem e grosseiro com quem lhe chamasse a atenção (e isso desde os tempos em que jogava no Fluminense). Porém, suas virtudes eram muito maiores: honestidade, disciplina e justiça estavam no dia-a-dia. E genial quando o assunto era futebol!
Que sua memória traga bons fluidos ao futebol nos dias atuais. Como faz falta o futebol bonito pregado por Telê em meio aos brucutus de hoje…

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, informar para os créditos.
Após a vitória contra o Cerro Porteño, Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, disse aos jornalistas:
“O que vai dar a seguir, não interessa, porque vocês [imprensa] não querem saber. Os treinadores são demitidos, alguém quer saber? Alguém perguntou ao Lázaro se tinha tempo para treinar, para recuperar os jogadores, quais lesões que ele tinha de lidar? Alguém quer saber? Vocês [imprensa] colocam pressão nas diretorias, quem despede os treinadores primeiro são vocês. Vocês influenciam as diretorias”.
Quer dizer que Fernando Lázaro foi demitido do Corinthians por culpa da imprensa, segundo Abel?
A imprensa não demitiu Lázaro. Ao contrário: alardeou que o Corinthians não estava dando suporte e jogadores à ele.

Imagem extraída de: https://jornaldebrasilia.com.br/torcida/abel-ferreira-promete-que-palmeiras-mantera-identidade-na-decisao/
E a reação do Ângelo, atacante do Santos FC, ao ver Neymar no vestiário?
O vídeo roda a Web e mostra um jogador emocionado, incrédulo ao ver seu ídolo. E aí pensamos: vários atletas que cobramos são ainda meninos!
Talvez a tese de que os garotos, quando recebem propostas da Europa, devam sair do país mesmo, seja ideal. Evitaria-se a situação de jogador brasileiro, disputando jogo por time nacional, tietando adversários por conta da diferença atual de realidade entre Europa e América do Sul (inexistente há 30 anos).
Imagem: print de tela
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Caindo da cama pois o tempo urge!
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Eu não sei se Cuca no Corinthians será uma boa para ambos, ou uma gelada para os dois.
Cuca tem que tirar a má impressão que deixou do seu último trabalho. O Corinthians precisa dar estrutura (financeira, técnica, etc) ao treinador. E… ambos têm condições para oferecer essas possibilidades?
Uma coisa é certa: Cuca não é um treinador barato. Quem decidiu, pensou nas contas?
Foto: Reprodução Twitter do Corinthians
Para o confronto do Dourado contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira – RN
Bandeira 1: Ivan Carlos Bohn – PR
Bandeira 2: Rafael Trombeta – PR
4º Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto – MT
Assessora: Simone Xavier – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR 2 – Antonio Dib Moraes – PI
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG
Caio Max é um dos árbitros mais irregulares e imprevisíveis do quadro brasileiro. Pode ter uma noite boa e apitar bem, como pode fazer grandes “cácas”.
Ele tem 40 anos, há 12 temporadas na CBF e é Professor de Educação Física (natural de Parnamirim / RN). Nos últimos jogos do Bragantino, curiosamente, apitou: CAP 4×2 RBB e RBB 4×2 CAP (ambas partidas em 2022).
Duas partidas bem polêmicas de Caio Max: Internacional x Botafogo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/12/13/de-novo-caio-max-sobre-internacional-2×1-botafogo/) e Corinthians x Grêmio (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/11/23/os-3-erros-da-arbitragem-reclamados-em-corinthians-0x0-gremio-com-ou-sem-razao/).
Acompanhe conosco o jogo do Cuiabá vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 22/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Para a abertura da 4ª divisão de SP, no confronto entre o Tigre vs Galo da Japi, apitará:
Árbitro: José Guilherme Almeida e Souza
Árbitro Assistente 1: Raphael Albuquerque Lima
Árbitro Assistente 2: Raphael Martinasso Lima
Quarto Árbitro: Caique Tiago de Oliveira Miquilini
Analista de Vídeo: Cláudio Roberto da Costa
Já falamos sobre o que esperar da arbitragem do Paulistão Sub 23 (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-3eD). Especificamente sobre o jogo no Estádio Décio Vita, vamos lá:
José Guilherme tem 37 anos, 12 anos de carreira, e trabalha como contador. É natural de Bofete/SP. Na semana passada, apitou pelo Sub 15 a partida Guarani 2×1 Salto. No ano, atuou apenas como 4º árbitro em jogos da A3 e da A2. Será o seu segundo jogo em 2023.
Curiosidade: o árbitro vem apitando a série A2 desde 2018 (no ano passado, esteve em 5 partidas). Mas parece ter perdido o “timing” de ser promovido (pela lógica das escalas e pela disposição da FPF, dificilmente chegará à A1). E o retrospecto de 2023 diz isso.
Em jogos do Galo, trabalhou em 2019 no Assisense 0x2 Paulista e em 2018 no Paulista 0x1 Itapirense (onde foi muito mal, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/).
Os bandeiras: Raphael A Lima trabalhou em A1 e A2 nesse ano; Raphael M Lima trabalhou em A3. Sem problemas com eles.
Lembrando: os árbitros dessa divisão estiveram em pré-temporada recentemente, na “Fazenda do Ypê”, do Atlético Sorocaba, com treino intensivo.
Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.
Acompanhe a transmissão de Rio Branco x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!
Do ano passado, quando Lázaro estava no comando também. Um repost bem atual e curioso.
(Hoje cedo escrevemos sobre a possível queda do treinador – confirmada nessa tarde de 5ª. Texto aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/qual-a-solucao-para-o-corinthians-voltar-a-jogar-futebol/)
Foram 10 nomes de treinadores especulados no Corinthians. Alguns que recusaram o convite, outros oferecidos por empresários, alguns que surgiram “do nada”. Foram eles:
1. Jorge Jesus,
2. Vitor Pereira,
3. Paulo Fonseca,
4. Rui Vitória,
5. Bruno Lage,
6. Nuno Espírito Santo,
7. Leonardo Jardim,
8. Ricardo Soares,
9. Luís Castro,
10. Pizzi.
Nove portugueses e um argentino! Daqui a pouco surgirão outros, mas o que assusta, é: a falta de convicção da diretoria! Só se lê que o empresário X ofereceu o A, o Y oferece o B, e por aí vai.
Será que não vai dar, na última hora, um nome nacional (como Fábio Carille)?
Aliás: eu defendo o intercâmbio, a meritocracia e a correção. Será que Mano Menezes, Vanderley Luxemburgo, Scolari e outros por aí, são menos vitoriosos ou competentes que os citados?
Nas últimas notas, Vítor Pereira, que havia recusado, parece ter voltado ao mercado. Será ele o escolhido?

Imagem: Reprodução Internet
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Há 9 anos…
Dos que vi desde que me entendo por gente, 4 narradores me impressionaram – e de estilos diferentes: Osmar Santos, Luciano do Valle, Galvão Bueno e Sílvio Luiz. E agora Luciano do Valle se foi!
Surpresa para mim foi a declaração do ex-jogador Neto sobre o seu real estado de saúde. Durante o programa “Brasil Urgente”, disse ao José Luís Datena:
“Ele não estava muito bem de saúde nos últimos tempos. As pessoas precisam passar a respeitar mais as pessoas como o Luciano, porque ninguém sabia que ele estava um pouco doente em determinados momentos. Eu precisava abrir o copo d’água para ele, colocava a cadeira para ele sentar…”
Que pena. Nos últimos jogos, era comum Luciano se atrapalhar na narração, algo inimaginável antes. O pior era ver ele ser chacoteado por torcedores por tais erros. É triste ver a falta de respeito com certos profissionais.
Aliás, ele pode ser chamado de locutor esportivo ao pé da letra. Quantos esportes esse gênio narrou? O Voleibol chegou à TV graças a ele; Fórmula Indy, Sinuca, Boxe, e tantas outras coisas também.
Maguila, Hortência, Magic Paula, Rui Chapéu e tantos outros nomes ficaram conhecidos graças a ele.
Descanse em paz, Luciano.
