– Apagão Energético Desde Quando?

Me recordo como se fosse hoje: voltava das minhas atividades acadêmicas quando as luzes se apagaram. A emissora de rádio saiu do ar, e tudo ficou escuro e quieto. Foi o grande apagão energético que parou o Brasil.

Na época, o presidente Fernando Henrique Cardoso não sabia o que justificar, e o Governo logo disse que foi culpa de um “raio certeiro” numa importante torre. Desmentido o fato, Lula usou o episódio na sua campanha.

Foram 2 mandatos de FHC, 2 de Lula e metade do de Dilma. E continuamos a sofrer apagões!

O que esses senhores justificam agora? Queremos fazer Copa, Olimpíada e tudo o mais, porém, não conseguimos manter a lâmpada acesa sem risco de apagá-la…

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– A Crise dos Combustíveis no Brasil

Dados assustadores: Segundo Alexandre Versignassi e Rodrigo Rezende (http//is.gd/dxfgertg), o consumo de Gasolina no Brasil subiu 50%, e o de Etanol caiu pela metade, nos últimos 3 anos. Em litros: de 22,8 bilhões em 2009 para 10,7 bi no ano passado.

Pior: as refinarias não dão conta da produção de Gasolina, sacrificam a de Diesel e, como não é tão interessante a de Etanol, faz com que importemos os 3 produtos!

Cadê o nosso Pré-Sal?

– Dinheiro para a Educacão não há, mas para Estádio de Futebol…

Sempre fui contra a Copa do Mundo em nosso país. Creio que temos outras prioridades do que a construção de estádios e gastos com exigências da FIFA, que é a entidade quem realmente lucra.

Agora, leio que a capital potiguar, Natal, não tem dinheiro para a Educação, e que as crianças do Ensino Fundamental encerraram o ano letivo sem a quantidade necessária de aulas!

Ora, para construir a Arena das Dunas, não falta grana. Mas para pagar professores…

Ridículo.

Extraído do UOL (em: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/12/14/sem-dinheiro-natal-diz-nao-ter-como-concluir-ano-letivo-de-40-mil-alunos-do-fundamental.htm)

SEM DINHEIRO, NATAL DIZ NÃO TER COMO CONCLUIR ANO LETIVO DE 40 MIL ALUNOS DO FUNDAMENTAL

Por Carlos Madeiro

Em meio ao caos administrativo vivido pelo município de Natal, o ano letivo dos de 40 mil alunos do ensino fundamental rede pública será ser encerrado nesta sexta-feira (14), sem o cumprimento dos 200 dias-aula como manda a LDB (Lei de Diretrizes e Bases). O encerramento precoce foi decidido pelos professores e atinge também os 11 mil alunos da educação infantil e 4,8 mil que estudam em escolas conveniadas ao município. O município alega não ter recursos para retomar as aulas este mês. Para o MP (Ministério Público Estadual), o encerramento do ano letivo não poderá ocorrer.

Segundo a Secretaria de Educação de Natal, 72 escolas compõem a rede municipal. Dessas, 58 deveriam terminar o ano letivo em 21 de dezembro, enquanto outras 14, mais atrasadas, deveriam encerrar as aulas apenas em janeiro. Nenhuma cumpriu ainda o ano letivo regulamentar. As aulas nas escolas municipais foram suspensas no dia 30 de novembro, por decisão do Conselho Municipal de Educação.

A suspensão das aulas no final de novembro por falta de estrutura nas escolas e atraso de três meses no pagamento de professores e funcionários terceirizados. Como a situação não foi resolvida este mês, nem houve qualquer sinalização de solução, os professores se reuniram e decidiram encerrar precocemente o ano.

“Nós fizemos uma ampla discussão com a categoria, com participação de diversos segmentos da comunidade escolar, fomos à Secretaria de Educação, falamos com as promotoras da área, e informamos que não há como funcionar o ano letivo. Não temos nenhuma condição de funcionamento, e não adianta fingir que tem. O ano letivo será encerrado antecipadamente”, disse o coordenador geral do Sintern (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte), José Teixeira.

Caos

Segundo apurou o UOL, a situação das escolas é de caos. Faltam até botijões de gás para cozinhar a merenda das crianças. As escolas estão abandonadas, já que os vigias são terceirizados e não estão indo ao serviço.

“A prefeitura deveria ter decretado calamidade, como fez com a saúde, mas não tomou essa medida e infelizmente e o ano está morrendo por inanição. Existem umas 10 ou 12 escolas que têm condições de se manterem abertas até o dia 21. As demais, não”, explica Fátima Cardoso, integrante do Conselho Municipal de Educação.

Segundo resolução encaminhada aos professores pelo Conselho Municipal de Educação, os educadores devem registrar nos diários de classe , para encerrar o ano, “em que condições foram suspensas as aulas presenciais no dia 30 de novembro.” Além disso, órgão também orientou que “os dias de suspensão das aulas serão computados como dias letivos.” “Os professores deverão computar o total de aulas correspondentes aos trabalhos orientados aos alunos e anotar a frequência nos diários de classe”, finaliza a resolução.

Segundo Cardoso, o ano foi de caos em toda rede municipal, e o encerramento precoce das aulas vem apenas para ratificar o “péssimo ano” para a educação pública da capital potiguar. “O ano letivo já estava no prejuízo desde o início do ano. O ano de aprendizagem está prejudicado. Essa questão dos 200 dias-aula é muito mais burocrática. Você pode ter 200 dias e não ter um bom aproveitamento, e pode ter 100 com bom aprendizados. A precaridade da rede não propicia um bom ensino”, afirmou.

Mãos atadas

Procurado pelo UOL, o secretário de educação de Natal, Walter Fonseca, não escondeu que a situação é crítica e admite não ter como voltar com as aulas ainda este ano.

“Infelizmente a secretaria não tem instrumento para impedir que o ano letivo seja encerrado. Não temos como exigir a continuidade. A única coisa a fazer é ficar esperando que a prefeitura tenha condições, na próxima gestão, de continuar com esse ano letivo. Daqui para o fim do ano estar descartado. Estamos com os terceirizados parados, com mais de três meses sem salário, e não podemos abrir as escolas sem porteiro, sem auxiliar de secretaria, sem merendeira, sem vigia”, desabafou.

Segundo Fonseca, o problema é causado pela falta de recursos do tesouro municipal para a educação. “Nós continuamos na mesma situação: não houve bloqueio judicial de recurso, que inicialmente fora deferido pelo juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, mas foi derrubado por uma decisão monocrática do desembargador Virgílio Fernandes [do Tribunal de Justiça]. Ou seja, voltamos à estaca zero. A educação não tem um centavo de recurso”, contou.

Apesar de ser crítico da gestão municipal, o secretário diz estar com uma “extrema tristeza”. “É preciso que a próxima gestão sane esse problema, ocorrido por falta de recursos da atual gestão. Enquanto secretário, minha sensação é de falha, mas de impotência. [Concluir o ano] é uma obrigação legal, moral e ética, que deveria cumprir, mas o município não deu condições”, disse Fonseca, citando que chegou a entregar o cargo “várias vezes”. “Eles não aceitaram e fizeram várias pedidos para que permanecesse. Pois se estava ruim comigo, iria piorar.”

Ações

Segundo a promotora do MP na área da educação, Zenilde Ferreira Alves, o ano letivo não poderá ser encerrado, em nenhuma hipótese, antes dos 200 dias-aula. “Não há nenhuma orientação nesse sentido. Isso é a intenção de algumas pessoas, mas nem a secretaria, nem o Conselho Municipal se posicionou nesse sentido. Não existe ordem para encerrar, tanto que podemos entrar no ano de 2013 com o ano letivo de 2012. Isso está na lei, e os professores não tem poder dessa decisão”, explicou.

Segundo Alves, a prefeitura deixou de repassar, desde 2009, R$ 151 milhões para a educação. No mês passado, MP entrou com uma ação civil pública pedindo o bloqueio de R$ 12 milhões, em duas parcelas, das contas municipais, que chegou a ser acatado pelo juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, mas acabou sendo revertido pela prefeitura no TJ.

“Na verdade esse problema não veio estourar agora, ele existe desde 2010. A gente identificou que falta de repasse integral feito pela então prefeita [Micarla de Souza]. A lei determina que 25% da receita deve ser obrigatoriamente investido em educação, mas isso não foi cumprido. Em julho de 2011 um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi assinado, mas só cumpriram um mês”, disse a promotora, que espera agora uma solução do próximo gestor. “Caberá a nova gestão definir um calendário, que terá de começar com a reposição dos dias perdidos.”

Afastamento

A prefeitura de Natal passa por problemas de ordem administrativa. Acusada de participação em um esquema de desvio de recursos na área da saúde, a prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV), está afastada do poder desde o dia 31 de outubro. Além do afastamento, a prefeita tem a avaliação de popularidade mais baixa entre todos os prefeitos de capitais brasileiras, com 92% de rejeição. Por conta disso, sequer tentou se candidatar à reeleição, como tinha direito. A baixa popularidade fez com que nenhum dos candidatos a prefeito aceitasse o apoio de Sousa durante a campanha.

– Carro Velho no Brasil e na França

Na França, o Governo tende a proibir a circulação de veículos com mais de 17 anos de uso.

Motivos: são mais poluentes, quebram mais e atrapalham mais o trânsito.

Aqui no Brasil, carro velho ganha benefício de isenção de IPVA!

Vai entender…

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– Nota Fiscal Com Impostos Discriminados. Pra quê?

Dilma Roussef assinou a lei que obriga o comerciante a emitir a Nota Fiscal com os impostos discriminados, ou seja, relatados a parte.

A ideia é de que o consumidor saiba o quanto pagou do produto e o custo dos tributos.

Particularmente, acho a ideia uma grande bobagem demagógica. O correto deveria ser reduzir a carga tributária.

De que adianta o consumidor saber o custo pago ao Governo, se ele continua sendo onerado? Baixe os valores dos impostos, dona Dilma!

– Precisa Ratificar Decisão do STF?

Se deputados do Mensalão foram condenados como corruptos pelo STF, por quê o Congresso deveria decidir se perdem ou não os mandatos, como alguns políticos querem?

Há corporativismo para salvá-los? Deve ter gente com tanto medo de outros podres aparecerem…

– O Poderoso Nuzman

Carlos Nuzman, presidente do COB, defende o eterno continuísmo dos dirigentes nas instituições esportivas. À Revista Veja (Páginas Amarelas, ed 05/12/2012), declarou que:

Não concordo com o projeto apoiado pelo governo que limita o mandato dos dirigentes esportivos. Certas batalhas levam tempo e demandam experiência para serem vencidas. Não sou insubstituível, mas meu perfil é único”.

Para mim, blábláblá para enrolar. Cartola que se eterniza no cargo só o faz por dois motivos: sede de poder ou “boquinha financeira” muito boa…

Em tempo: Nuzman declarou que pelo seu cargo não ser remunerado, vive de alugueis de imóveis e de seu escritório de advocacia…

Me parece que se “sacrifica por amor a causa esportiva…”. Ou não?

– Combustíveis: se for verdade…

Antes, se falava em 10% de aumento dos combustíveis pós-eleições. Agora, o reajuste desejado é de 15%!

Será que aumentará na virada do ano, na surdina, quando as pessoas não estão tão atentas ao noticiário?

Extraído de: http://www.brasilagro.com.br/index.php?/noticias/detalhes/6/47589

PETROBRAS QUER COMBUSTÍVEL 15% MAIS CARO EM 2013

Petrobras quer aumento de gasolina e diesel em 2013 para conseguir manter investimento e obras em andamento. Ao contrário do reajuste anterior, de junho, nova alta terá que ser passada ao consumidor, com impacto na inflação.
Correndo o risco de interromper investimentos e obras, executivos da Petrobras já falam da necessidade de dois aumentos para a gasolina e o diesel no ano que vem, segundo assessores da presidente Dilma Rousseff.
Nos planos da estatal, a dúvida seria se o aumento viria em fevereiro e de uma vez só -de cerca de 12% a 15%- ou seria seria dividido em dois, um em fevereiro e outro em agosto, de 5% a 6%.
A possibilidade de haver um aumento no ano que vem e outro em 2014 é descartada por conta das eleições.
Futuros reajustes serão necessariamente repassados aos consumidores com impacto sobre a inflação, uma vez que a Cide, contribuição paga pelo setor, já foi zerada para evitar repasses de aumentos anteriores.
O mais recente aumento da gasolina aconteceu em junho, de 7,83%. O preço do diesel sofreu ajuste de 3,94%. O reajuste da gasolina não foi repassado ao consumidor.
INVESTIMENTO
Os preços dos combustíveis estão defasados em cerca de 25% em relação ao mercado internacional, segundo analistas, o que, aliado à queda de produção da companhia, compromete os elevados investimentos, dizem fontes ouvidas pela Folha.
Nos bastidores, fala-se até na hipótese de a empresa ser rebaixada pelas agências de classificação de risco caso o aumento não se concretize.
Com previsão de investir US$ 236,5 bilhões até 2016, além de deter 30% de todos os blocos do pré-sal que serão licitados no ano que vem, a companhia terá que se endividar muito para dar conta de tantos compromissos.
Para evitar eventual queda pelas agência de “rating”, a estatal terá que cortar investimentos em projetos que não começaram ou que estão no início, como as refinarias do Nordeste, o que contraria os planos do governo. Um corte na nota pode elevar os custos de captar dinheiro.
A presidente Graça Foster colocou, em junho, 147 projetos em avaliação, no valor de US$ 27,8 bilhões, sendo metade da área de refino.
PERIGO
Um dado concreto preocupa a cúpula da Petrobras: a relação entre endividamento líquido da estatal sobre o Ebtida (indicador que mede a capacidade de geração de caixa) está perto do quociente 2,5- patamar considerado confortável, mas limite. Se essa razão chegar a 3, a luz de perigo começará a piscar.
Neste ano, a companhia captou US$ 18 bilhões e continua abaixo da meta máxima de alavancagem (relação entre rentabilidade e endividamento), de 35%.
Segundo o balanço do terceiro trimestre, a alavancagem em setembro era de 29%.
Segundo executivos ouvidos pela Folha, na hipótese do reajuste zero, a companhia não chegaria a perder seu “grau de investimento global”, pois nenhum investidor duvidaria da capacidade de uma instituição desse porte deixar de honrar seus compromissos.
Procurada, a assessoria de imprensa da estatal disse que não comentaria o assunto (Folha de S.Paulo, 21/11/12)

– Carlinhos Cachoeira Conseguiu!

E no país da impunidade, que tem momentos de mudança com Joaquim Barbosa (será que só repentes?) Carlinhos Cachoeira, o mega-contraventor, está livre!

Alguém acreditava que se manteria na cadeia?

– Dia da Bandeira

Hoje é Dia da Bandeira. Mas poucos se lembram da data devido ao excesso de feriados. Dia 02, 15, 20… No meu tempo de escola (faz mais ou menos algum tempo… rsrs) as festividades eram grandes no dia 19. Outrora foi dia cívico de guarda!

O certo é que o Hino da Bandeira é um dos mais belos que temos:

HINO À BANDEIRA

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser! Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

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– História da Proclamação da República

Dando uma fuçada na Internet, achei o interessante blog do prof Bruno Viveiros, que conta detalhes do Golpe de Estado que levou o Brasil a trocar o Império Monearquico pela República Democrática.

Vale a pena dar uma visitada, em: http://proclamacaorepublicaportal.wordpress.com

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Na metade do século XIX, a urbanização e as transformações econômicas que ocorreram provocaram mudanças na sociedade brasileira e com isso novas aspirações e interesses foram gerados. A nova elite cafeeira do Oeste Paulista exigia a abolição da escravatura e maior participação política, já que São Paulo era o estado que sustentava a maior parte da economia do país. As camadas médias urbanas também aderiram a essas reivindicações, pois desejavam chegar ao poder. Incapaz de atender às novas aspirações sociais e de se modernizar politicamente, o governo imperial entrou em crise e transformou-se em República em 1889.

Os republicanos insistiram para que Marechal Deodoro da Fonseca chefiasse o movimento revolucionário pela transformação do Brasil de monarquia em república. Depois de boatos sobre a pretensão de prisão de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, os revolucionários resolveram antecipar o golpe de estado e, na madrugada do dia 15 de novembro, os revolucionários deram início ao movimento. Os revolucionários ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro, depois o Ministério da Guerra e no Paço Imperial. Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens de Visconde de Ouro Preto (primeiro-ministro), que o havia mandado atacar as tropas inimigas assim como fez na Guerra do Paraguai, dizendo assim: “Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!”, e em seguida aderiu ao movimento dando voz de prisão a Visconde de Ouro Preto.

Na tarde de 15 de Novembro de 1889, solenemente na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi proclamada a República, sendo redigida nesta  noite a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, que saiu em todos os jornais no dia seguinte, informando ao povo da mudança do regime.

Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio de Janeiro quando foi informado do golpe de estado e procurou anunciar um novo nome em substituição ao de Visconde de Ouro Preto. Porém, com o boato de que Dom Pedro escolheria Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro da Fonseca, este aderiu definitivamente a causa republicana. Com isso, Dom Pedro II decidiu não oferecer resistência e, no dia seguinte, recebeu uma comunicação, dando ciência da proclamação da república e ordenando sua partida para a Europa. A família imperial brasileira retornou novamente ao Brasil somente na década de 20.

Assim sendo, a Proclamação da República Brasileira aconteceu em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, onde foi instaurado o regime republicano, derrubando a monarquia de Dom Pedro II. Foi liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca que deu um golpe de estado. No mesmo dia, foi instituído um “governo provisório” republicano, onde Marechal Deodoro da Fonseca era o presidente e Floriano Peixoto o vice-presidente.

– A observação nada Gagá de Lady Gaga

A excêntrica cantora Lady Gaga faz turnê pelo Brasil e se apaixonou pelo nosso país. Entretanto, apesar da minha ignorância musical sobre sua obra, li algo que me chamou a atenção. A artista se impressionou pelo fato de ter visto no Brasil, segundo ela:

homens, mulheres, gays, negros, brancos, asiáticos e outras pessoas tão diferentes vivendo pacificamente lado-a-lado”.

De fato, nossa miscigenação cultural e tolerância são características únicas. Se ela fosse ao Bom Retiro, em São Paulo, veria judeus e árabes jogando dominó, harmoniosamente.

– A Dificuldade dos Universitários com Leitura e Escrita

Índice assustador: quase 40% dos universitários não sabem ler e escrever adequadamente, segundo o INAF (Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional). Além desse parâmetro, outro que preocupa: das pessoas que recebem até 1 salário mínimo, apenas 8% delas são devidamente alfabetizadas.

A matéria completa com todos os dados pode ser acessada no áudio disponível em: http://is.gd/MA1oeO

– PM X PCC: até quando?

Que país é esse que se diz desenvolvimentista, quer realizar Copa do Mundo e Olimpíadas, mas permite que o crime organizado tenha tanto poder?

A sociedade precisa se mobilizar. Inaceitável que gente de bem e inocentes morram da forma que está acontecendo. Pior de tudo é a vaidade de algumas autoridades estaduais dizendo que não precisam de ajuda federal…. Claro que precisamos! A força-tarefa acertada durante a semana ainda é pouca.

Será que alguma providência mais séria será tomada quando um atentado ocorrer com algum político importante? Normalmente, que assim que funciona…

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– Qual o Esporte Preferido do Jovem Brasileiro?

Para os esportistas, números interessantes: Datafolha e ONG “O Brasil que vive o Esporterealizaram uma pesquisa junto a população jovem brasileira fazendo a seguinte pergunta:

-“Quais as atividades esportivas que você mais gosta, independente de praticá-las ou não?

Para mim, que sou do tempo em que o esporte no 1 do país era o futebol, seguido pelo basquetebol, não me surpreende que o voleibol seja dono hoje da 2a colocação. Mas me surpreende ver que o “Bola ao Cesto” está em 9o lugar na preferência nacional!

A pesquisa pode ser conferida no link original:

https://desolate-sea-3351.herokuapp.com/downloads/o_brasil_que_vive_o_esporte.pdf

Os resultados são os seguintes:

  1. Futebol: 57%
  2. Voleibol: 42%
  3. Natação: 39%
  4. Academia/Musculação: 37%
  5. Dança: 35%
  6. Caminhada: 27%
  7. Futsal: 26%
  8. Ciclismo: 18%
  9. Basquetebol: 16%
  10. Capoeira: 15%
  11. Ginástica Olímpica: 13%
  12. Motociclismo: 12%
  13. Corrida / Running: 11%
  14. Vôlei de Praia: 11%
  15. MMA: 11%
  16. Boxe: 10%
  17. Automobilismo: 9%
  18. Handebol: 9%
  19. Karatê: 8%
  20. Skate: 7%
  21. Judô: 7%
  22. Tênis: 6%
  23. Tênis de Mesa: 5%
  24. Futvolei: 4%
  25. Surf: 3%
  26. Vela: 1%
  27. Rugbi: 1%
  28. Jiu Jitsu: 1%

Se compararmos os dados entre Homens e Mulheres, temos muitas diferenças. Veja:

O sexo Masculino prefere-

  • Futebol: 77%
  • Futsal: 40%
  • Natação: 36%
  • Voleibol: 35%.

Entre o sexo Feminino-

  • Dança: 54%
  • Voleibol: 49%
  • Natação: 41%
  • Futebol: 36%

E você, concorda com esses dados? Quais os seus esportes preferidos?

– Governo Brasileiro preocupado com Desabastecimento de Combustíveis em Novembro e Dezembro

Notícia preocupante: a FSP de domingo traz importante matéria alertando para a possível falta de Gasolina e Diesel no país, chamando a atenção dos produtores de etanol para tentar suprir a demanda:

Extraído da Folha de São Paulo, 04/11/2012, pg B1

GOVERNO TEME FALTA DE GASOLINA NO PAÍS AINDA NESTE ANO

Algumas regiões do país estão sob ameaça de ficar sem combustível no fim deste ano.

Para evitar o desabastecimento, ou atenuá-lo, o governo federal já começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento.
As reuniões tiveram início em outubro, com técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol.

“Há uma grande preocupação com o curto prazo. O governo já sabe que será preciso um forte ajuste entre Petrobras e distribuidoras para que não ocorram problemas no fim do ano”, diz Antônio de Pádua Rodrigues, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que participa das reuniões.

Segundo avaliação do grupo, as regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul.

A perspectiva de colapso se deve a três fatores: 1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 30 bilhões de litros; 2) a falta de capacidade interna de produção; e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição.

No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores.

Para acompanhar a alta da demanda interna, a Petrobras vem importando cada vez mais gasolina. Até setembro, foram 2,4 bilhões de litros, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2011, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

A importação torna a distribuição mais complexa. O transporte da gasolina por navios, já sujeito a intempéries, sofre com a falta de infraestrutura dos portos, hoje sem espaço para atracação e armazenamentos.

PELO MAR

Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte são os Estados mais vulneráveis. Quase todo o combustível que abastece os consumidores desses locais chega pelo mar.

Em outubro, o Amapá ficou sem gasolina. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará relata que houve, também, problemas de abastecimento em Belém, além de cidades do Amazonas e do Piauí.

“A coisa está bem torta aqui”, diz Eurico Santos, presidente da entidade.

Para o sindicato, o número de caminhões-tanque não deu conta do aumento rápido do consumo. Além disso, os terminais que recebem combustível reduziram investimentos em ampliação porque estão com contratos provisórios, o que dificulta o acesso ao crédito.

PRODUÇÃO

A Petrobras se empenha para produzir mais gasolina e amenizar o problema. Na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, afirmou que suas refinarias já atingiram 98% da capacidade.

Em algumas regiões, no entanto, já há um esgotamento da capacidade de produção.

É o caso da Regap, refinaria em Betim (MG). Para abastecer os postos de parte de Minas Gerais e do Centro-Oeste, ela passou a redistribuir combustível de outras unidades. Atrasos e a falta de caminhões podem levar a interrupções da distribuição.

O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, outro Estado que teve crise de abastecimento no mês passado. A refinaria Refap, em Canoas, está com problemas de produção para atender à gasolina demandada. Com isso, passou a buscar combustível no Paraná e parte precisou ser importada, entrando no país via porto do Rio Grande.

O Sindicom (Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis), que tem assento nas reuniões com o governo federal, informou que o plano de contingência deverá ampliar o número de caminhões e a capacidade dos tanques de armazenagem.

Os encontros entre governo e o setor serão permanentes até o fim do ano. “Estamos nos empenhando para evitar os problemas”, disse Alísio Vaz, presidente do Sindicom.

Procurada pela Folha, a Petrobras afirmou que não iria comentar a questão. O Ministério de Minas e Energia foi procurado no fim da tarde de quinta-feira e, até o fechamento desta edição, não havia dado resposta.

– José Genoíno, nobre Deputado?

Coisas do Brasil: não é que, pela dança das cadeiras, José Genoíno pode assumir a vaga de Deputado Federal (por ser suplente)?

Justo ele que é condenado pelo STJ pelo crime de compra de votos do Valerioduto.

Durma-se com um barulho deste!

– Segundo Turno Encerrado, Combustível Aumentado!

A Petrobras quer de todas as formas aumentar os preços dos combustíveis. Historicamente, passado o período eleitoral, o preço sobe. Claro, se segura o aumento para não ter prejuízo político e depois… Pimba!

Porém, há tempos que se discute esse reajuste. E agora, a Petrobras quer nada mais do que 10% de aumento!

Extraído de: http://is.gd/3LSM0d

GOVERNO E PETROBRAS DISCORDAM SOBRE DATA PARA REAJUSTE

A estatal quer que o aumento venha após o segundo turno das eleições, mas Planalto discorda.

O governo federal tem duas possíveis datas para reajustar os preços da gasolina e do diesel. O aumento pode vir no final do mês, depois do segundo turno das eleições, ou em janeiro do ano que vem. O impasse quanto as datas ocorre devido ao embate entre governo – que não quer pressionar a inflação de 2012 – a Petrobras – que prometeu cortar investimentos bilionários caso não haja reajuste até o final do ano. Segundo a empresa, o equilíbrio financeiro chegou ao limite, não sendo possível arcar com prejuízos de comprar combustível no exterior e revender no Brasil a preços mais baixos.

O problema, segundo o governo, é que o aumento da gasolina ainda neste ano pode estourar o teto da inflação prevista para 2012, que é de 6,5%. Se o aumento de 10% projetado pelo mercado for aplicado, o impacto na inflação seria de pelo menos 0,3%. Por outro lado, os resultados da Petrobras tem ficado aquém do esperado, o que diminui o interesse de acionista pela empresa e compromete a capacidade da estatal de fazer investimentos.

– Horário de Verão

E começou o horário de verão. Eu não gosto, pois “entardece a noite”. Pra quem madruga como eu, ruim. Mas há muita gente que gosta.

Fica o questionamento: haverá 5% de economia de energia. Vale o sacrifício?

– Genoíno: Ninguém se deu conta que ainda estava no Governo?

Depois da condenação do Mensalão, José Genoíno deixou o Governo.

Ué, estava lá?

Sim, estava! Como Assessor Especial do Ministério da Defesa! Remunerado, e “trabalhando muito”…

O que fazia nesse cargo?

Depois de todo o escândalo, só agora ele saiu? Ninguém pensou em exonerá-lo?

Sobra dinheiro nesse país…

– 1/3 da População Gasta sem Planejar

Um número preocupante: 38% da população do Brasil gasta sem pensar! Seja por impulso, por falta de planejamento ou por qualquer outro motivo, os gastos descontrolados só fazem aumentar a dívida dos consumidores.

Extraído de: Folha de São Paulo, 08/10/12, pg B3, por Agnaldo Brito

MAIS DE 1/3 DA POPULAÇÃO GASTA SEM PENSAR

Endividamento do brasileiro chega a 44% da renda anual, com espaço para contratar novos empréstimos.

Pesquisa da BoaVista, administradora do banco de dados dos serviços centrais de proteção ao crédito no país, revela que 38% dos brasileiros não usam qualquer tipo de planejamento financeiro para organizar seus ganhos e seus gastos.

Essa negligência com o próprio dinheiro é mais grave no Centro-Oeste do país, onde 43% da população não usa nenhum tipo de instrumento para elaborar e executar orçamentos. O Sul do país é mais disciplinado nessa tarefa: apenas 30% declararam não usar qualquer planejamento financeiro.

Lidar com dinheiro vira matéria de escola Jovens e casais sem filhos investem mais em imóveis

Nas regiões Sudeste e Nordeste, o contingente de entrevistados que admitiram não planejar ganhos e gastos alcançou 39%. No Norte, 35% afirmaram não fazer qualquer tipo de plano para administrar a renda e a despesa.

O levantamento mostra como ainda há no Brasil um descompasso entre o avanço na oferta de crédito (hoje um componente que representa metade do PIB) e o cuidado no uso desse instrumento financeiro pelas famílias.

“O que se vê é que o aumento da oferta de crédito não veio acompanhada de orientação sobre como usar esse instrumento de maneira correta. O resultado foi o aumento da inadimplência”, disse Fernando Cosenza, diretor de inovação e sustentabilidade da BoaVista.

Para Cosenza, a inadimplência é o principal desafio do país na ampliação da oferta de crédito, que promete continuar mediante a gradual queda dos juros.

Segundo Banco Central, o endividamento do brasileiro alcança apenas 44% da renda anual, portanto ainda há no país amplo espaço para a expansão. Há países em que o endividamento supera os 100% da renda anual.

O problema é que, no Brasil, os juros ainda são excessivamente altos. E, mais grave: negligenciados. De novo, efeito da má qualidade ou ausência de edução financeira.

“A pesquisa confirmou que o brasileiro não observa a taxa de juros, mas o tamanho da parcela mensal sobre seu orçamento”, afirmou.

A inadimplência é o principal componente no cálculo do risco de crédito que define a taxa de juros sobre as operações.

A pesquisa da BoaVista ouviu 1.300 pessoas por telefone escolhidas de forma aleatória. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

– E o Voto do Lewandowski? Vergonha Nacional!

E o nosso nobre juiz Lewandowski caprichou! Inocentou José Dirceu, contra tudo e contra todos!

No julgamento do Mensalão, ficam evidente os opostos: Joaquim Barbosa e o próprio Lewandoski. Ambos juízes estão confirmando suas famas – um da defesa da Justiça, outro do conluio com políticos e partidarismo.

Aliás, sobre Joaquim Barbosa, duas observações:

1-Se fosse candidato a Presidente do Brasil, ganharia com folga!

2-A foto dele com a capa da toga voando deu a ele um ar de “Batman” indiscutível. Que clique, hein?

– Política para a Classe Média

Amigos, compartilho interessante crônica enviada pelo jornalista Reinaldo Oliveira, a respeito da Classe Média, hábitos e política.

VIVA A CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

João Ubaldo Ribeiro escreveu a obra “Viva o Povo Brasileiro”. Aliás, um trabalho de mestre: releitura fictícia da história do Brasil a partir da cultura negra. Neste momento de euforia por parte das autoridades governamentais e da publicidade, poderíamos parafrasear o escritor com a saudação de “Viva a classe média brasileira!”. Segundo os dados, já ultrapassa a casa dos 100 milhões de cidadãos! Sorrateiramente, porém, levanta-se uma pergunta incômoda e inquieta: qual o critério para medir a passagem da pobreza à classe média? Os beneficiados das políticas compensatórias, por exemplo, podem ser chamados de nova classe média? Classe média sujeita à ajuda permanente do Estado ou classe média capaz de caminhar com as próprias pernas? A pergunta pode ser feita de outra forma: onde está a tão alardeada classe média?

Grande parte desta, ao que parece, continua morando nas periferias das grandes e médias cidades, até mesmo em favelas e cortiços. Tem esgoto a céu aberto e nem sempre conta com água encanada; desloca-se como “sardinha em lata” no transporte coletivo, ou perde horas diárias no trânsito caótico. Vive sob o signo do medo e da violência, sem a proteção do Estado e muitas vezes conforme os ventos incertos do crime organizado. Dificilmente consegue matricular os filhos em escolas particulares e tem de contentar-se com o ensino público de qualidade nem sempre confiável… A isso chamamos de classe média! Mas essa nova fatia da população brasileira pode consumir! Aí está um dado que as autoridades e o mercado podem comemorar com grande euforia. Viva, pois, o consumo da classe média brasileira. Agora ela pode comprar carro, TV de não sei quantas polegadas, móveis, eletrodomésticos, e assim por diante. No entanto, aqui se erguem novamente uma série de dúvidas. Se o critério para vencer a fronteira entre uma classe e outra permanece o consumo individual e familiar, onde estão os investimentos do Estado em termos de infraestrutura?

A única política pública que vem se destacando por parte dos governos federal, estadual e municipal parece ser o incentivo ao consumo, através de um marketing apelativo, estridente e por vezes agressivo, para não dizer irresponsável. Disso resultam sinais preocupantes de uso e abuso de cartões de crédito, crescimento dos percentuais de inadimplência, devolução de produtos impagáveis, nome sujo na praça… Enfim, dívidas sobre dívidas! No fundo, uma robusta classe média requer um padrão de investimento público igualmente robusto. Condições de vida e trabalho sadias e duradouras: malha viária e ferroviária para o transporte público urbano e à distância; ensino fundamental de qualidade e gratuito, com perseverança dos alunos; sistema de saúde sem os acidentes quase diários de falta de atendimento, filas, demora, e erro médico; segurança sem os efeitos colaterais da truculência, tortura e extermínio de jovens e adolescentes; reforma agrária e política agrária no campo, com apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar; rede integrada de portos e aeroportos…

Não é isto o que se vê na sociedade brasileira. Há muito que fazer em termos de políticas públicas efetivas, voltadas para essa mesma classe média, que ainda amarga uma situação endêmica de carência e precariedade. Receber ajuda do Estado para o consumo é algo que evidentemente amplia os direitos do cidadão. Mas como fazê-lo tornar-se protagonista de sua própria trajetória de existência? Convém não esquecer que o pão da dignidade humana vem do suor do rosto, ao passo que “o pão da esmola vem regado pelas lágrimas da vergonha”, como costuma dizer, ainda em décadas passadas, o jornalista Mauro de Santayana. O consumo, em princípio não é bom nem mau. Todo cidadão tem suas necessidades e o direito aos bens do progresso. Mas, se e quando desacompanhado de uma infraestrutura de formação (em nível pessoal) e um horizonte de oportunidades (em nível social), o mesmo consumo pode tornar-se freneticamente febril, impulsivo, doentio. O estímulo às compras pressupõe uma base sólida de serviços públicos. Para isso servem os impostos cujo montante, no Brasil, nada deixa a desejar. O que deixa a desejar é o uso correto de tamanha carga tributária. O termo carga, neste caso, nada tem de metafórico e exige um retorno por parte dos governos.

– A Pior Fase do Ensino Brasileiro

Amigos, compartilho ótimo material do Portal IG a respeito do pior dos níveis de ensino no Brasil: o Ensino Médio.

De 9,4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, 1 milhão está fora da escola.

Dos que estudam, 49,8% não concluem o Ensino Médio.

Daquele que concluem, apenas 10% tem desempenho verdadeiramente aceitável.

Estarrecedor!

Extraído de: http://is.gd/g37aX8

ENSINO MÉDIO: A PIOR FASE DA EDUCAÇÃO DO BRASIL

Por Cinthia Rodrigues

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma serie de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.

O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.

Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.

“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

História desfavorável

O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.

Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.

A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.

A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”

Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.

A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.

“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções.

– Dona Dilma em Nova Iorque

Pelo fato do brasileiro Osvaldo Aranha ter sido o primeiro presidente da ONU, e a sede ser nos EUA, sempre a abertura dos trabalhos anuais da Conferência Mundial das Nações Unidas tem como discurso de abertura o do presidente do Brasil, seguido pelo do norte-americano.

Assim, precedendo Obama, Dilma atacou aqueles que chamam de protecionismo a política fiscal brasileira, diferenciando “protecionismo” de “salvaguarda”.

Gostei, ponto para a presidente.

Aliás, na sua fala abordou muito bem diversos assuntos, entre eles, a islamofobia. Foi na medida certa, no limite do respeito e da apologia.

Não votei em Dilma, discordo de muitas ações delas, mas é inegável que tem sido muito mais prudente na política internacional do que seu antecessor Lula, amigo do presidente sírio, iraniano, do falecido Kadaffi… por fim, Dilma corrige os equívocos de Luiz Inácio.

– Assalto Sexual?

Onde tivemos um debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Numa segunda-feira, as 22h30, e pela TV Gazeta, a audiência tende a ser baixa. Mas algo curioso: o candidato Carlos Gianazzi (PSOL) perguntou ao Russomano sobre “estupro”, e ele respondeu que já propôs a solução: mudar o termo “Estupro” para “Assalto Sexual”!

Segundo Russomano, a mulher se sentiria mais segura indo a delegacia dizer que foi assaltada sexualmente do que estuprada…

Durma-se com um barulho desse! É assim que se resolve a questão? Tema tão profundo escarniado…

– Petrobrás com Dificuldades nos Combustíveis

Informações do jornalista Lauro Jardim, na Revista Veja desta semana (ed 2286, pg 46): neste ano, a importação de gasolina cresceu 417% e a de Diesel 9,2%, em relação ao ano passado.  Em consumo, aumentou 13% e 7%, respectivamente.

Motivos: a Petrobrás não dá conta de produzir o que o país precisa. Pode refletir no aumento de preços num futuro próximo?

 

– São Paulo e Flórida: a Semelhança e a Diferença!

São Paulo e Flórida têm algo comum: o custo de vida tanto lá como aqui são iguais. A diferença é que a renda per capita dos paulistanos é de 11 mil dólares anuais, e a dos americanos 44 mil…

Texto de Nelson Motta (OESP), enviado pelo Jornalista Reinaldo Oliveira, tentando entender tal fato. Ele aborda corrupção, mudanças e indignações:

COISAS DO BRASIL

Para uma geração que passou por uma ditadura militar, por inflações estratosféricas, diversas moedas e desvarios econômicos, por décadas de desmandos e corrupção impunes, é quase inacreditável a alegria de ver o ex-senador Luiz Estevão, o juiz Lalau, e, em breve, Paulo Maluf, devolvendo, juntos, mais de R$ 500 milhões ao Tesouro Nacional. Confesso que jamais imaginei viver esse dia. Ainda mais inacreditável é ver ao vivo na televisão políticos governistas, banqueiros e empresários sendo condenados pelo Supremo Tribunal Federal por caixa 2 e gestão fraudulenta. E o melhor é que as primeiras condenações já bastam para levar vários à cadeia, firmando jurisprudência para condenar os corruptos e corruptores dos mensalões de Minas e de Brasília. Se há 10 anos uma vidente me fizesse essa profecia eu iria embora sem pagar a consulta, às gargalhadas. E a chamaria de louca se falasse de uma Lei da Ficha Limpa, que impediria políticos condenados pela Justiça de disputar eleições. Se um roteirista me apresentasse a história real de Demóstenes e Cachoeira eu desistiria nas primeiras páginas, porque seria inverossímil e cheia de clichês. O triste é que esses eventos tão extraordinários e surpreendentes para nós seriam a norma em qualquer país civilizado e democrático. Em compensação, para as gerações que passaram por tantos dissabores, derrotas e descrenças no Brasil, essas conquistas têm muito mais valor e sabor do que para a geração do meu neto de 16 anos, que já começa a votar em um país democrático, que vai se civilizando aos trancos e barrancos. Não é só o futebol, o Brasil é uma caixinha de surpresas. Mas não consegui explicar a um amigo americano o atual momento brasileiro: se nosso salário mínimo é de 325 dólares e a renda per capita anual de 11 mil dólares, como o custo de vida no Rio e em São Paulo pode ser igual ao da Flórida, que tem renda per capita de 44 mil dólares? Como os imóveis aqui podem ser mais caros? Não há teoria econômica, ou esotérica, que explique. Talvez a velha expressão que ouço há 60 anos, para o bem e para o mal: coisas do Brasil.

– Voto de Cajado nas Eleições 2012 em alta!

Nos tempos de Coronelismo no Brasil, havia o “Voto de Cabresto”. Os poderosos conseguiam através da influência politico-financeira (e por força de ameaça) conquistar votos dos mais humildes. Tal panorama mudou. Agora, temos o “Voto de Cajado”, onde o eleitor é influenciado pelo líder religioso da sua crença.

Se você observar, nas diversas mídias vemos relatos de candidato X na Missa do padre Y, candidato A no culto do Pastor B, e por aí em diante. E alguns pedem objetivamente o voto para seus fiéis.

Respeito toda religião e procuro praticar bem a minha. Mas o fiel deixar se influenciar por um nome específico orientado pelo seu sacerdote, parece-me indevido. Vejo com bons olhos que as Igrejas divulguem listas de candidatos afinados com os preceitos da sua profissão de fé e considerados potenciais honestos políticos; mas fechar especificamente com alguém, aí não!

Um exemplo claro em 2012: Celso Russomano. Do partido da Igreja Universal, já foi em culto, missa, sessão espírita; e onde tiver um templo, lá estará.

E você, o que pensa sobre isso?

– Independência: Dom Pedro I, o Demonão ou Fogo Foguinho?

Hoje é comemorado o Dia da Independência do Brasil. Mas algo curioso sobre nosso libertador: Descobriu-se que a Hispanic Society of America, em Nova York, possuía algumas cartas do imperador brasileiro Dom Pedro I. E eram inéditas!

Tais cartas agora são divulgadas. E não é que as cartas eram para a amante do imperador, a Marquesa de Santos? E nosso libertador usava nomes como “Demonão” ou “Fogo foguinho”, chamando a amante de “Titília”.

A Imperatriz Leopoldina, sua esposa, deve se revirar ao túmulo ao saber de tais relatos. Leiam o que Dom Pedro escrevia:

Ontem mesmo fiz amor de matrimônio para que hoje, se mecê estiver melhor e com disposição, fazer o nosso amor de devoção. Aceite, meu benzinho, meu amor, meu encanto e meu tudo, o coração constante. Deste seu fiel amante, o Demonão.”

Desde aquele tempo não dá para confiar em político, não? O imperador dizia a amante que fez sexo só por compromisso com a esposa e que o fogo estaria com a amante! Cara-de-pau o Dom Pedro!

– A Triste Liderança do Brasil no Crack

Levantamento mundial mostra que o Brasil é o número 1 em consumo de crack, e estamos em 2º lugar no ranking da cocaína.

Me recordo que quando surgiu o crack, a notícia era que tal droga era “a pedra do Mike Tyson”, pois ele havia sido preso com esse entorpecente. Especialistas diziam que o crack não faria sucesso no Brasil, pois o uso dela não seria prático.

Ledo engano…

– A Qualidade dos Planos de Saúde

Os planos de saúde estão a desejar de longa data. Se você quiser marcar uma consulta particular, o médico te atende no mesmo dia, em muitos casos. Mas se for pelo convênio… esqueça!

Cardiologista? Nem pensar! A consulta leva meses para ser marcada.

Aqui, dois problemas: a ganância do médico em ganhar muito, e o mau pagamento dos planos aos profissionais.

Quer exemplos? Uma operação de retirada de módulo da mama tem como valor pago aos médicos R$ 70,00. Quanto ele cobraria se fosse particular?

A questão da saúde de fato é mal tratada pelas autoridades desse país… Os planos cobram muito, e nos devolvem pouco. E ninguém nada faz?

Hoje, os médicos de planos de saúde prometeram parar. Vai dar certo?

– Narcoestados?

Vi pouca repercussão sobre a entrevista à “Páginas Amarelas” da Revista Veja dessa semana, de Douglas Farah, consultor de segurança dos EUA, sobre os países vizinhos do Brasil e os traficantes. Para ele, Equador, Bolívia e Venezuela são estados aliados com terroristas da FARC, sendo que a Colômbia tenta os reprimir sozinha. A eles, se dá o nome de Narcoestados.

A matéria é um convite à reflexão: até onde estamos preocupados em cuidar das nossas fronteiras e realmente combater o tráfico de drogas? Somos o 2º maior mercado consumidor de Cocaína do Mundo!

Muito triste e preocupante. E ninguém faz nada…

– Incêndio em Favelas é culpa “somente” do Tempo Seco?

Ontem, a favela Sônia Ribeiro, na Zona Sul da Capital, foi reduzida à metade! Um incêndio queimou 295 das 600 casas do local.

Claro que o tempo seco é uma das causas, mas, pensemos: a indignidade das construções também não é determinante? Gambiarras de fios, submoradias capengas e pobreza…

Já é o 8º incêndio em favelas paulistanas desde agosto. Certamente, nada disso aconteceria se as pessoas tivessem habitação adequada. Mas aqui se percebe outro problema social: muitas pessoas se recusam a sair da comunidade onde vivem, pois querem “preservar as raízes”.

Problema de difícil solução.

– GM Camaro nos EUA mais barato do que Fiat Palio no Brasil

Coisas que só são explicadas pela alta carga de impostos do nosso país: um carro popular aqui custa muito mais caro do que um de luxo nos EUA. Veja:

(Extraído de: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/08/31/chevrolet-camaro-custa-nos-eua-menos-que-palio-weekend-no-brasil.jhtm)

GM CAMARO CUSTA MAIS BARATO DO QUE FIAT PALIO

SÃO PAULO – O preço de um Chevrolet Camaro nos Estados Unidos é menor que o do Palio Weekend Adventure no Brasil. Em concessionárias americanas, o musculoso carro da GM pode ser encontrado por a partir de US$ 23.280 na versão mais simples. Já o carro da Fiat sai por R$ 51.500, segundo a tabela da consultoria Molicar, o que equivale a US$ 25.121,95 pelo câmbio atual.

Com o valor cobrado pela versão do Palio no Brasil, seria possível, portanto, comprar um Camaro nos Estados Unidos e ainda garantir um troco de US$ 1.841,95.

Carros incomparáveis

A diferença de preços entre os países fica ainda mais evidente quando os detalhes do Camaro são comparados com o station wagon da Fiat.

Por US$ 23.280, é possível comprar o Camaro 1LS com motor 3.6L V6 movido à gasolina e câmbio manual de seis marchas. Além de enorme, o motor é muito potente. O modelo acelera de zero a 100km/h em apenas 6 segundos.

O carro ainda vem com CD player, bluetooth, tecnologia de controle de estabilidade, monitorização da pressão dos pneus, airbags frontais e de cortina, direção hidráulica e ar-condicionado com controle de temperatura.

O Camaro começou a ser produzido em 1966 para concorrer com outros famosos “muscle car” americanos: o Ford Mustang e o Dodge Challenger. O modelo foi o grande astro do filme “Transformers” 1, 2 e 3 no papel de Bumblebee e também está presente em vários jogos de videogame, como “Test Drive” e “Need for Speed”.

No Brasil, o Camaro é vendido desde 2010, mas apenas na versão 6.2 V8 16V de 406 cavalos. De acordo com a tabela Fipe, o automóvel custa R$ 200.200.

No caso do Palio Weekend, desembolsando US$ 25.121,95, o consumidor brasileiro leva para casa um carro com motor 1.8 16V flex com câmbio manual de cinco marchas. O modelo acelera de zero a 100km/h em 10,7 segundos.

Neste caso, os itens de série são dois apoios de cabeça no banco traseiro, ar-condicionado, direção hidráulica, faróis de neblina e preparação para som e rodas em liga leve.

Recentemente, um artigo publicado pela revista americana Forbes reacendeu as discussões sobre o alto custo de venda dos veículos no Brasil. Na reportagem, o brasileiro era tratado com ingênuo, já que paga um valor muito alto por um carro que aqui é visto como modelo de luxo, mas que nos Estados Unidos não possui tanto glamour.

Com a intenção de provar essa diferença, um levantamento feito há pouco tempo comparou os preços de alguns modelos que são vendidos no Brasil e nos Estados Unidos.

De acordo com a pesquisa, uma Mercedes ML pode custar 253,33% a mais no Brasil que nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, no Brasil o veículo é vendido por R$ 265 mil, enquanto nos Estados Unidos o mesmo modelo pode ser comprado por R$ 75 mil.

Entre as explicações para os altos preços dos automóveis no Brasil, estão os elevados impostos, o alto custo da mão de obra, a baixa competitividade das montadoras locais, o custo elevado de matérias-primas como o aço e a energia e a margem mais elevada das montadoras.