– Desabafo da Dra Silvana Baptista

Leio no Facebook uma importante declaração da ex-vereadora jundiaiense e médica Dra Silvana Baptista, a respeito dos médicos estrangeiros que a presidente Dilma Rousseff quer trazer ao país, em detrimento aos investimentos nos profissionais locais. Veja:

“A presidente Dilma está bastante empenhada em trazer médicos cubanos e de outros países, com a intenção de melhorar a saúde em nosso país. Porém, para a Sra. Dilma não terá nenhuma importância se esses médicos tem boa formação universitária, se tem experiência nas doenças que acometem nosso povo, se falam português e entendem os dialetos falados pelos brasileiros de todos os cantos deste país. Não importará se teremos vagas nos centros cirúrgicos, se teremos próteses, exames, medicamentos de alto custo, se teremos estruturas adequadas para receber os pacientes, pois teremos “médicos de primeiro mundo”, os cubanos, que sequer falam português.

Obrigada Presidente Dilma, pelo respeito aos médicos brasileiros, que apesar da falta de investimentos nos hospitais, mesmo com a falta de medicamentos , de equipamentos, de leitos , lutam não como guerrilheiros de armas em punho, e ódio no coração, mas com a maior das armas: o Amor ao próximo, na intenção apenas de minimizar o sofrimento e salvar a vida de outros brasileiros.”

Penso como a Dra Silvana. É um desprestígio aos médicos locais, que trabalham em condições precárias em hospitais abandonados.

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– FHC imortal na ABL?

A Academia Brasileira de Letras reúne várias personalidades. Historicamente, foram os grandes escritores os donos das cadeiras. Porém, nas últimas décadas, o perfil se politizou mais. Machado de Assis, um dos “imortais” da ABL talvez não gostasse de saber que Getúlio Vargas foi empossado numa das cadeiras por prestígio e influência do poder. O que dizer de José Sarney (este, imortal na ABL e na política…)? Agora, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi escolhido por “seus feitos” ao Brasil.

Ora, o critério mudou? Sem desmerecer FHC, mas não dá para engoli-lo como escritor imortal. Se for assim (importância histórica como regra), logo veremos alguém sugerir Luís Inácio Lula da Silva…

Que fechem as portas da ABL…

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– PEC 37 rejeitada pelo Medo dos Deputados

E nessa última noite, o Congresso rejeitou a PEC 37, proposta que, em outras palavras, dava a possibilidade dos deputados se auto-investigarem e se auto-julgarem pelos seus delitos.

Somente 9 deputados votaram a favor; entre eles, Valdemar da Costa Neto (ele mesmo, de tantas denúncias e que um dia renunciou para não ser cassado – e voltou ao Congresso.

Mas uma coisa é certa: os deputados não votaram contra a PEC para ajudar o país, mas nitidamente com medo das manifestações. Será que se os protestos Brasil afora não existissem, e o voto fosse secreto, o resultado seria o mesmo?

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– Joaquim Barbosa disse não!

Já imaginaram Joaquim Barbosa concorrendo à Presidência da República?

Em meio aos manifestantes, o presidente do STJ era o preferido das pessoas que protestavam, segundo pesquisa do Datafolha.

Indagado em entrevista ontem, ele disse que não tem intenção de entrar na Política.

Medo da missão ou medo da contaminação do meio?

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– O Facebook e o Twitter mudaram o Brasil?

Sempre ouvimos falar que o brasileiro era um povo acomodado e não se mexia nem organizava protestos. Agora, o país está parando todas as tardes com manifestações.

Mas algo importante: com o mesmo cenário político-econômico, elas ocorreriam há 10 anos atrás?

Eu creio que não! As redes sociais ajudam e muito. Vide o Twitter com a hastag #vemprarua, verdadeiro convite objetivo dos manifestantes. Mas talvez a força maior venha do Facebook, com suas postagens e diversos fotos e frases de incentivo, além da organização de marchas e envio de convites.

Quer queiramos ou não, as redes sociais (e neste caso o Facebook) estão sendo determinantes para todo esse processo.

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– Argentina ou Itália?

Leio que Jairzinho, tricampeão mundial com a Seleção de 70, declarou que o maior rival do Brasil no futebol é a Itália, e não a Argentina.

Será mesmo?

Aqui no nosso pedaço sulamericano, a rivalidade com os hermanos é incontestável. Mas o “Furacão da Copa” lembrou bem: os jogos mais importantes da história da Seleção Brasileira sempre envolveram a Squadra Azurra!

E pra você: quem é o maior rival da Seleção Brasileira? Itália, Argentina., Alemanha, Uruguai…

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– O Decepcionante Discurso de Dilma

A Presidente da República Dilma Rousseff deu uma satisfação em cadeia nacional de rádio e tv nesta sexta-feira, em relação aos protestos. Seu discurso foi básico; nada além do esperado e, talvez por isso, decepcionou.

Aliás: a Logo do Governo Federal, há 10 anos colorido com forte destaque para o vermelho (com o nome BRASIL), agora virou verde-amarelo! A própria Dilma, que sempre aparece de vermelho (não posso deixar passar batido: ela deve ter mais roupa dessa cor do que o armário criado pelo Maurício de Sousa à Mônica), resolveu falar vestindo um amarelo-claro.

Seria pelo fato do movimento das ruas ser apartidário e ela não querer fazer menção ao PT? Evidentemente que sim.

Mas em sua fala, algumas coisas que incomodaram e o brasileiro mais ingênuo pode ter acreditado: entre elas, que o Estado não está gastando dinheiro com a Copa do Mundo, mas que empresta recursos que vai receber.

Ora, a transação é feita pelo BNDES a juros extremamente baixos. Ou vai construir estádio com os juros do Bradesco, Itau ou qualquer outro banco? É subsídio do Governo Federal sim, e, pior, a maior parte aos Governos Estaduais – e estes são principalmente os grandes construtores de arenas da Copa do Mundo, gastando sem limites. Veja o estádio de Brasília, que, segundo o Tribunal de Contas da União, chegou a incrível marca de 1,7 bilhão de reais.

Em tempo, insisto com algo que critico: tivemos quase 7 anos para protestar contra a Copa, e agora que tudo está pronto, vamos sair às ruas? Se fará o quê: destruirá as obras e jogar fora o dinheiro que já foi mal gasto? Aí o prejuízo é maior…

No discurso, Dilma disse que conversará com prefeitos e governadores sobre mobilidade urbana. Ué, mas há 10 anos de Governo do PT e isso não era uma das prioridades, junto com Reforma Agrária, Saúde, Educação?

O pior foi Dilma pedir para que os Governantes sejam transparentes na administração do dinheiro público. Mas não foi a própria presidente que, dias atrás, resolveu tornar sigilosos os gastos de viagens internacionais?

Parece que estamos perdendo o rumo – do Governo e também da Sociedade, pois afinal, os assustados políticos se defrontam a uma massa que outrora formada por manifestantes pacíficos se converteu em grupo de vândalos que destroem bens públicos e privados, querendo invadir prédios a todo custo, num clima de anarquismo total. E, logicamente, maculam e tiram espaço das pessoas de bens e que querem mudar o Brasil.

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Aliás, o sorriso desses dois seria do quê, há meses atrás?

– A Crise do Interior por Culpa do Etanol

A prosperidade do Interior Paulista com o agronegócio parece ter sido freada. A região de Ribeirão Preto, chamada antes de “Califórnia brasileira” e atualmente de “Vale do Silício do Etanol” sofre com o baque econômico.

Veja abaixo, extraído de Revista Exame, pg 40-42, ed 1042

COLHEITA DE PREJUÍZOS

Por Alexa Salomão e Daniel Barros

Se você quiser ser dono de uma usina, pegue um talão de cheques e passe o dia em Sertãozinho. É com essa frase que os empresários do setor de açúcar e álcool gostam de explicar a importância desse município no interior paulista. Apesar de estar a 350 quilômetros da capital e ter pouco mais de 100 000 habitantes, Sertãozinho ficou conhecida como o Vale do Silício do etanol. Lá estão usinas, canaviais e, especialmente, as principais indústrias de equipamentos para a montagem e a manutenção do parque sucroalcooleiro nacional. Quando o setor vai bem, Sertãozinho vai ainda melhor. Mas, se vai mal, a cidade se torna um retrato bem definido dos problemas. E o que ocorre neste momento.

”Chegamos a crescer mais do que a China”, diz Nerio Costa, ex-prefeito que se candidatou à reeleição e perdeu, segundo sua própria avaliação, por causa da retração econômica que se abateu durante sua gestão. “Mal sentei na cadeira de prefeito e veio a crise – um a um, cada segmento da cadeia foi pisando no freio, até que todo o setor ficasse em compasso de espera.”

Poucos setores no país tiveram tanto glamour na década passada quanto o de etanol. O combustível verde (para alguns entusiastas, verde e amarelo) foi apontado como o substituto do petróleo. Dispostos a participar de sua produção no Brasil, investidores de todo o mundo compraram usinas aqui. A participação de estrangeiros subiu de 3%, em 2006, para 33%, hoje. A petroleira anglo-holandesa Shell, o grupo agrícola francês Louis Dreyfus e a produtora de açúcar indiana Shree Renuka são apenas algumas das empresas de outros países presentes na produção nacional.

Em 2008, no auge da euforia etílica, o setor recebeu 10 bilhões de dólares em investimentos. De lá para cá, 41 usinas fecharam as portas. Já foram para o ralo 45 000 postos de trabalho no setor – o equivalente a 5% dos empregos. Um estudo do banco Itaú BBA sinaliza que as perdas podem estar só no começo: 90 dos 147 grupos empresariais em operação no Centro-Sul do país têm dívidas elevadas e metade corre o risco de fechar as portas. São negócios que já foram referência, como o grupo João Lyra, do deputado de mesmo nome, que tem usinas em Alagoas e Minas Gerais em recuperação judicial. Alexandre Figliolino, diretor do Itaú BBA para etanol e cana-de-açúcar, tem uma analogia particular para explicar a situação: “Os usineiros são como antílopes fugindo de um leão”, diz Figliolino. “O leão pegou os antílopes mais frágeis. Agora, começa a alcançar os fortes, e isso coloca em risco a saúde do setor.”

É o que se vê em Sertãozinho. No campo, o panorama é de queda na produtividade. “As pessoas reclamam que o agricultor chora demais, mas a situação aqui é dramática”, diz Luiz Carlos Tasso Júnior, produtor em Sertãozinho. Tasso caminha pelo canavial queixando-se de que não tem dinheiro nem para tratar direito o solo, muito menos para investir na aquisição de veículos. Usa tratores emprestados de um amigo e o ajuda a pagar o financiamento. A colheita é feita pela usina que comprar a cana. Em 2007, seus 120 hectares produziram 92 toneladas de cana por hectare. Na última safra, o resultado caiu para 74 toneladas. “Fiz dívida para refinanciar dívidas”, diz Tasso. “Hoje, só quitaria todas se vendesse tudo que tenho, até a casa onde moro.” Dados globais da produção mostram que essa é a realidade de boa parte de médios e pequenos agricultores de cana.

Em 2008, o setor colhia 85 toneladas por hectare. Na safra passada, a média estava em 68 toneladas por hectare – uma queda de 20%. “O valor da cana caiu, mas o preço dos insumos aumentou e as usinas cobram mais pela colheita”, diz Manoel Ortolan, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil. Os associados da entidade representam quase um terço da produção nacional. No ano passado, as margens passaram a ser negativas. O custo de produção fechou em 68 reais por tonelada de cana, mas o preço da cana ficou em 64 reais por tonelada.

O aperto na indústria sucroalcooleira começou recentemente. De 2008 a 2012,81 projetos de usinas foram postos de pé no país. Para dar conta da demanda, a indústria de Sertãozinho cresceu. O número de empresas passou de 500 para 700. A cidade absorveu mais de 3 000 profissionais e chegou a empregar 47 000 trabalhadores. Nos últimos dois anos. o número de postos retrocedeu aos níveis de 2008. Na região, que compreende sete cidades, o emprego acumula queda de 2% nos últimos 12 meses. Na indústria, o faturamento caiu até 70%.

A Smar, especializada na produção de sistemas de automação, perdeu 100 funcionários no último ano e não repôs nenhum. Nos meses mais críticos, paga os operários, mas pede aos executivos que esperem um pouco mais para receber os salários. Tem feito um esforço para manter os 120 engenheiros, responsáveis por criar novas tecnologias. Foram eles que garantiram nos Estados Unidos o registro de mais de 50 patentes, expostas como troféus em quadros nos escritórios da empresa. Entre seus orgulhos está um sistema de injeção que movimenta os motores do porta-aviões USS John F. Kennedy, da Marinha americana. Em 2009, a Smar trabalhava em três turnos, mas há meses opera com ociosidade de 30% da capacidade. “Cerca de 20% de meus clientes faliram”, diz o chileno Eduardo Munhoz, diretor comercial da divisão de açúcar e etanol da Smar. “Não dá para substituí-los da noite para o dia.”

Lucros no exterior

Para contornar as perdas, as empresas lutam por um espaço no concorrido e minguado mercado externo. É o caso da TGM. Especializada na fabricação de turbinas, neste momento tem 92% do faturamento garantido por exportações para Ásia, América Central e União Europeia. Waldemar Manfrin, sócio-diretor da TGM, tem orgulho em mostrar as estruturas gigantescas que produz para o mundo. “Em Brasília, dão incentivos para fogões, geladeiras e carros”, diz Manfrin. “Já o nosso setor foi esquecido. Se não exportássemos, estaríamos encrencados.” Em 2003, a TGM faturou 80 milhões de reais. No auge da euforia com o etanol, o resultado bateu quase em 700 milhões. Em 2012, ficou perto de 200 milhões graças às exportações.

Os efeitos negativos começaram a chegar ao comércio. Na Barão do Rio Branco, uma rua aprazível com árvores e canteiros de flores, que concentra o varejo de Sertãozinho, as lojas têm mais funcionários do que clientes. As vendas esfriaram desde a virada do ano. A Paulmem, loja tradicional de vestuário prestes a completar 40 anos, passou a década registrando aumentos de dois dígitos nas vendas, ano a ano. Em 2012, teve o primeiro Natal com alta de apenas um dígito: 6%.

Desde então, as vendas esfriaram mais. Para complicar, o novo empreendimento da família Ribeiro, dona da Paulmem, vai mal das pernas. O Shopping da Moda, inaugurado em outubro, ainda opera no vermelho. No fim de abril, a família desativou o estacionamento coberto para transformá-lo numa área de saldões. “O Dia das Mães foi bem fraquinho”, diz Erika Ribeiro, sócia do Shopping da Moda. “Agora, esperamos que os produtos mais baratos atraiam os clientes e melhorem as vendas.”

Como Sertãozinho depende da retomada do setor de etanol no resto do país, o comércio local pode ter de esperar. “Não há encomendas para a construção de usinas”, diz Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente da associação que reúne fabricantes de equipamentos para o setor de etanol. “São elas que impulsionam os elos da cadeia.” O mau humor que impera no setor espalhou-se pelo Brasil. O estado de Goiás, por exemplo, foi tomado pela euforia dos investidores a partir de meados dos anos 2000.

Inaugurou 11 usinas em 2008. Hoje, há mais de 40 projetos aprovados no estado, com incentivo fiscal garantido. Quinze deles contam até com licenciamento ambiental e podem iniciar o plantio da cana. Todos, porém, estão engavetados. Já a cidade de Rolândia, vizinha a Londrina, no Paraná, entr
ou numa crise severa. A usina da cooperativa Corol foi um símbolo do progresso da cidade de 58 000 habitantes. Chegou a empregar 6% da força de trabalho local e a responder por 5% da receita da prefeitura. Em 2011, a usina foi à falência com uma dívida de 600 milhões de reais. Apenas 20% de seus empregados foram absorvidos em usinas da região. “No Paraná e em boa parte do Brasil, a indústria do etanol está localizada em pequenos municípios, que dependem fortemente da atividade”, diz Miguel Tranin, presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Paraná. “Quando a usina se vai, boa parte da riqueza local se perde.”

O governo piorou a crise

O inferno astral do setor de etanol tem muitas razões. A crise financeira internacional cortou o crédito das usinas no momento em que estavam endividadas e comprometidas com fusões e expansões. O preço do petróleo caiu e a promessa de aumento das exportações de etanol para substituir o combustível fóssil não vingou. Problemas climáticos comprometeram a produção de cana. O tempo, a mãe natureza e as leis de mercado cuidariam de resolver questões como essas. Mas o que realmente jogou o setor de joelhos foi a política. Ao assumir a Presidência, Dilma Rousseff decidiu segurar o preço da gasolina e, assim, combater a inflação. A estratégia corroeu os resultados da Petrobras e, de quebra, tirou a competitividade do etanol. Em 2008, metade da frota nacional rodava com etanol. Hoje, só 20% dos veículos são abastecidos com álcool.

No fim de abril, o governo anunciou um pacote de ajuda ao setor, com a redução de tributos e a criação de novas linhas de financiamento. A UNICA, entidade que congrega as usinas, emitiu uma nota agradecendo a iniciativa, mas reivindicou ações de longo prazo. Segundo um político ligado ao setor, o governo ameaçou suspender o pacote se não tivesse o apoio oficial da UNICA. Uma semana depois, a entidade soltou uma nova nota, apoiando o pacote – e sem nenhuma menção a eventuais problemas. Não há, porém, como aplacar o descontentamento de quem sofre com a nova realidade do etanol. “As medidas não fazem cócegas nas empresas”, afirma Carlos Liboni, secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho. “O que está em jogo é maior do que vender álcool no posto: precisamos de uma política clara e de longo prazo para dar segurança aos investidores.”

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– Governantes cedem ao MPL

Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, assustados e pressionados por uma quase revolução civil, cederam. Metrô e Ônibus terão as tarifa reduzidas a partir de 2a feira.

A revolta popular – democrática por parte de alguns, mas violenta e vândala por outros- venceu.

Fica a questão: tudo começou com os protestos do Movimento Passe Livre, e outras bandeiras acresceram as passeatas. E agora?

São Paulo continuará a ter manifestações? Se sim, o que reivindicam especificamente? Mais: o que será necessário para que cessem?

Protestar por simplesmente protestar não fará sentido. As vezes, as vozes ressoam abstratamente. Os propósitos deverão ser clarificados.

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– Volumosidade dos Protestos no Brasil: Maneiras e Propósitos

Parece que os “Vândalos da Paulista” perderam espaço para jovens realmente engajados.

Boa, gostei. São manifestantes legítimos e surpreendentes, pelo fato do povo ser costumeiramente acomodado. Mas o que, especificamente, se pede?

Era pelo ônibus? Depois contra a Copa? Contra 10 anos Petistas na República ou décadas do PSDB em São Paulo? Ou contra tudo e ao mesmo tempo subjetivamente contra nada em específico?

Contra a corrupção é valido, desde que não exista violência. Mas vimos bombas contra a ALERJ e incêndio de carros de cidadãos comuns no RJ; isto é bandidagem. E vandalismo tentando arrebentar portões do Palácio dos Bandeirantes? Sem contar a arruaça na Prefeitura, ontem. Idem sobre isso.

Por quê não se mostrou o processo democrático de protesto não votando em Tiriricas e Genoínos? Fizeram o mesmo contra o Mensalão?

Por quê não se protestou contra a Copa em 2007, quando o Brasil foi escolhido? Depois de pronto, vai demolir tudo? Aí é burrice, pois o prejuízo é maior.

Aliás, será que vivemos um país rachado? Dilma e Lula com popularidade estratosférica, contrapondo-se a manifestações gigantescas de rua. Como entender isso?

De fato, o país está confuso…

As manifestações pacificas e suas causas são justíssimas e faço coro. Nunca quis Copa do Mundo, pois, para mim, o dinheiro deveria ser revertido para a Saúde e para a Educação. Além de quê, detesto essa corja corrupta e demagógica que governa o Brasil. Mas temos que ser coerentes e decentes: quebradeira de bens públicos e críticas tardias de nada valem; ao contrário, maculam.

Vamos mudar o Brasil, pelo voto e com paz. Sem troca de bolsas-assistenciais mas com emprego especifico. Colocando o pão-e-circo do lado e de maneira racional. E, claro, com objetivos claros: sem promoção de grupos pessoais e/ou políticos.

A propósito: viram algumas radicais com bandeiras de partidos nanicos? Sim, elas apareceram com membros de extrema esquerda, misturando-se com jovens intelectuais liberais.

Há de tudo, há todos, há por tudo.

Há os que querem mudar o Brasil. Há os que querem farra. Há os que nem sabem o motivo de estarem lá.

Há, enfim, esperança. Mas que ela venha mansa e objetiva, sem demonstração raivosa ou fanática.

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– Cura Gay e Reversão Hetero: a Polêmica em Brasília!

E passou por mais uma etapa um delicado projeto do contestado Pastor Feliciano, presidente da Comissão dos Direitos Humanos das Minorias. Ele, que é alvo dos grupos homossexuais por ser considerado homofóbico, conseguiu levar a frente um polêmico trabalho visando que pessoas com comportamento homossexual tenham ajuda gratuita para “reverterem o comportamento para heterossexualidade”.

Evidentemente, a medida desagradou os grupos gays, tanto que o projeto tem sido chamado ironicamente de “Cura Gay”.

Mas aqui uma consideração: se a pessoa outrora dita heterossexual tem direito a tratamento psicológico gratuito caso descubra sua homossexualidade e queria assumir (e até operação pelo SUS para mudança de sexo lhe é oferecida), por quê a situação contrária não é permitida? A pessoa pode ter ajuda do Governo para se assumir homossexual, mas o inverso não?

O pecado do projeto, ao meu ver, será se o homossexual for tratado como doente, o que é diferente da ajuda terapêutica. Caso contrário, tudo em ordem.

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– O Facebook saiu do ar ou foi derrubado?

Uma das estratégias de governos ditadores é derrubar as redes sociais durante protestos. Foi assim no Irã, é assim na China e está ocorrendo também a mesma coisa na Turquia.

Nesta terça-feira, os movimentos que protestam nas cidades brasileiras se queixaram que o Facebook saiu do ar. Coincidência ou intervenção governamental?

Quero acreditar que foi pelo fato das atualizações da rede social terem sido programadas para esse horário. Naquele período, também fiquei sem acesso. Mas será que…

Não, não quero crer que isso ocorra no Brasil também. Ou ocorre?

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– Protestos Sociais e Futebolísticos. Adiantarão?

Nos últimos dias, muitos protestos estão ocorrendo Brasil afora. Mas eles valem algo? Qual a importância e significado deles?

A onda começou com as passeatas em São Paulo, organizadas em sua maior parte pelas redes sociais, lembrando até o início da “Primavera Árabe”. Tudo pela redução de R$ 0,20 no transporte público, incentivando outras praças. Embora a causa seja justa e vivamos numa sociedade de liberdade de expressão, não podemos confundir Democracia com Anarquia. Os manifestantes abusaram da prática do vandalismo, promoveram arruaça e impediram que outras pessoas exercessem seu direito: o de se locomover nas ruas, de garantias de segurança, além de espalhar o terror. Se fosse um ato pacífico, nada a reclamar. Mas com fundo político e violento, tudo a contestar pelo radicalismo praticado.

Porém, em Brasília, manifestantes promoveram protestos contra os gastos da Copa das Confederações e Copa do Mundo. Foram extremamente zelosos para que nenhum cidadão de bem fosse prejudicado, evitaram confrontos com a Polícia (que diferente de SP, não foi vítima de arruaceiros) e não atrapalharam a ordem pública. Excelente! Esses têm o meu respeito, pois exerceram a Democracia de fato.

Dentro do Estádio Mané Garrincha, Joseph Blatter (presidente da FIFA) e Dilma Roussef foram vaiados a exaustão. O primeiro pelas exigências impostas e por todo o histórico de corrupção da entidade. A segunda pela política econômica e pela gastança de recursos que poderiam ser destinados a outras áreas. Neste ato, os manifestantes também foram bem.

Questiono: se o público fosse outro, aquele que recebe verba do bolsa-família, Dilma seria vaiada? Ali, gente de boa condição financeira hostilizou. Mas o fizeram por não serem pobres, ou por serem intelectualizados e discordarem da política demagógica, que esconde gastos bilionários em estádios e se pauta em verbas a potenciais eleitores?

Por fim: fico apenas com pena de que algumas ações possam ser irrelevantes. Desde 2007 Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bradou sobre o fato da Copa ser privada, sem recursos públicos. Portanto, há 6 anos sabíamos de que o discurso era inverossímil. Por que não saímos as ruas antes dos gastos se consumirem, antes das autoridades públicas (independente se Federal ou Estadual) gastarem 1,2 bilhão de real no Estádio de Brasília ou 1,0 bilhão no Maracanã? Se somadas, quantas escolas, leitos hospitalares ou obras necessárias poderiam ser construídos com tais recursos? Perdeu-se o timing para que os protestos tivessem eficácia.

Até agora você viu, de verdade, algum retorno positivo ao país dos “investimentos da Copa”?

Entre protestantes e protestados, ninguém se entende. E a Sociedade como um todo é quem sai prejudicada.

Aliás… tem tanta coisa para se protestar e não se protesta, não?

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– Lula e Alckmin: Baixa ou alta?

O Datafolha realizou uma pesquisa visando a intenção de voto para o Governo do Estado de São Paulo. E para isso, criou vários cenários, sendo que em todos o atual governador Alckmin seria reeleito.

Um deles em particular chamou a atenção: o confronto hipotético entre Geraldo Alckmin e Luís Inácio Lula da Silva: a vantagem do candidato do PSDB seria de 42% contra 26% do adversário do PT.

Fica a dúvida e a reflexão: os índices são pelos méritos do atual governador Alckmin, pelos desméritos dos escândalos da administração do ex-presidente Lula que estouram pouco-a-pouco, ou nada disso?

Abaixo os dados, extraídos de: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/06/10/datafolha-em-sp-alckmin-venceria-ate-o-lula/

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– Em qual Classe Social você se Insere?

Leio na Revista Época da semana passada (ed 03/06/13, pg 70) uma classificação das classes sociais do Brasil por renda (pela FGV). Muito interessante e compartilho:

Hoje, em nosso país, há:

Ricos – 1 milhão de pessoas (0,5% da população), com renda superior a R$ 50.000,00;

Classe Média Tradicional – 21,5 milhões de pessoas (11,2%), renda entre R$ 7.475,00 e R$ 50.000,00;

Emergentes – 105,5 milhões de pessoas (55,1%), renda entre R$ 1.734,00 e R$ 7.475,00;

Classe Média-Baixa – 46,8 milhões de pessoas (24,4%), renda entre R$ 1.085,00 e R$ 1.734,00;

Pobres e Miseráveis – 16,8 milhões de pessoas (8,8%), renda até R$ 1.085,00.

E você, se insere onde? Concorda com a classificação por renda?

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– A Lei do Imposto na Nota Fiscal ainda não pegou

Desde o último dia 06, a Lei que exige a discriminação dos valores dos impostos pagos na compra dos produtos em Nota Fiscal entrou em vigor.

Parece que ela não pegou, e as empresas penam em conseguir a adaptação. Quem tem Sistema de Informação, deve adaptar os programas computadorizados para que automaticamente o façam. Ainda assim, é complicado pela infinita gama de alíquotas e meios de cobrança dos tributos. Uma Nota Fiscal pode se tornar uma bula de remédio… E o pequeno comerciante que tem que fazer suas notas fiscais à mão?

A idéia de relatar o custo de impostos pode até ter bom propósito: o de informar o altíssimo custo-Brasil. Mas do que adianta? Vai mudar a vida de alguém?

Me parece extremamente desnecessário…

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– O Perdão que Dilma deu aos Caloteiros!

O Brasil é credor de vários países africanos, sendo que as contas somam um total de US$ 840 milhões!

Mas não é que nesta última viagem da presidente Dilma Roussef à África, ela resolveu (como gesto de amizade entre o Brasil e aquele continente) perdoar essas dívidas!

Ora, eu semprei paguei em dia meus impostos, e nunca tive um benefício do Governo por ser pontual. Se eu não pagar mais impostos, a União vai me anistiar?

Fazer caridade com o dinheiro público é fácil! A grana não é dela…

Revoltante! Lembrando que muitas das contas eram de ditadores africanos, como Obiang (Há 34 anos no poder na Guiné Equatorial) e pelo já condenado por crimes contra a humanidade, o presidente Omar Al-Bashir, do Sudão.

Só “gente boa” teve perdão…

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– Precisamos de tantos municípios?

Uma nova lei pode criar mais de 400 municípios no Brasil. E isso é bom ou ruim?

Depende: o custo seria de R$ 8 bilhões. Vide a necessidade de criar mais cargos de vereadores, funcionalismo público, aquisição de espaços, maquinários…

Para a população local, maior proximidade com seus governantes é bom. Mas custa caro…

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– Visitar Favela é Turismo?

Na semana passada, um turista alemão foi morto enquanto visitava a Favela da Rocinha. E aí vem a questão: Favela é Ponto Turístico?

Nada de preconceito, mas o cara sai da Alemanha (como saem muitos dos EUA, Itália, Japão, China) e vem passear nas vielas onde mora gente pobre, necessitada e em meio a violência?

Qual é a graça? O turista fará filantropia lá? Mudará a dura realidade do povo destas comunidades? Ver miséria é fazer turismo?

Pior ainda: a Favela da Rocinha não foi pacificada recentemente? E as UPPs, não intimidaram como deveriam?

Uma pena que isso pode se repetir na Copa do Mundo…

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– O País dos Impostos

Estamos entrando em Junho, e, na ponta do lápis, toda nossa renda até anteontem, dia 30, foi para pagar impostos!

Caramba… se o Governo devolvesse esse dinheiro em Escolas, Hospitais, Segurança, Mobilidade Urbana – tudo de boa qualidade, claro – aceitaríamos bem. Mas o duro é que o retorno é quase nenhum. Sem falar na corrupção que corrói o país.

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– Já Somos Primeiro Mundo?

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, está no Brasil. E como programa oficial de toda celebridade estrangeria que vem ao nosso país, visitou favela, falou de futebol, foi a uma churrascaria e tomou caipirinha.
Porém, num evento no Rio de Janeiro, disse que somos:

“O líder global do Hemisfério Sul, que não se pode mais chamar de emergente, mas sim de País Desenvolvido”.

Viramos país de 1o mundo?

Que bom! No discurso é legal, mas na prática… vide os índices de violência, a péssima situação da Saúde Pública e os maus tratos aos professores.

Você tem a sensação de que vive num país desenvolvido, emergente ou subdesenvolvido?

Acho que ele discursou sobre forte efeito das bebidas brasileiras que não conhecia…

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– Brasil ajudará a Saúde Mundial. Mas e a saúde dos brasileiros?

Parece piada, mas não é: Brasil vai dar dinheiro para a OMS, a fim de ajudar a Saúde Mundial. E a do nosso país?

Estão até querendo importar médicos, faltam leitos e os hospitais são arcaicos. Enquanto estamos a beira da falência dos hospitais públicos, resolve-se fazer média com os estrangeiros?

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-vai-dobrar-contribuicao-para-a-oms-em-2014,1034996,0.htm

BRASIL VAI DOBRAR CONTRIBUIÇÃO PARA A OMS EM 2014

Em meio à falta de médicos, País se compromete a doar mais de US$ 26 milhões à entidade.

Por Jamil Chade

GENEBRA – Apesar de viver uma falta de médicos e de ainda registrar dezenas de hospitais pelo País com sérias dificuldades para materiais básicos, o governo brasileiro irá quase dobrar suas contribuições financeiras para a Organização Mundial da Saúde a partir de 2014, numa nova divisão da conta da saúde mundial.

Dados obtidos com exclusividade pelo Estado revelam que, já no ano que vem, o Brasil será obrigado a aumentar em 82% suas contribuiçõs à entidade que se ocupa da Saúde no mundo, destinando mais de US$ 26 milhões. Apesar do salto, o Brasil ainda contribui com apenas 10% do que o bilionário Bill Gates dá a cada ano para a OMS para programas de saúde pelo mundo.

O novo orçamento foi aprovado ontem em Genebra, durante a Assembléia Mundial da Saúde, depois de meses de negociações. Passando por uma séria crise financeira, a OMS foi obrigada a promover uma reforma de suas contas. De um lado, cortou gastos e fixou um orçamento para 2014 e 2015 num valor de US$ 929 milhões e demitiu quase mil funcionários.

Mas a reforma também envolveu uma intensa batalha interna em relação a quem pagaria a conta. Países ricos alertaram que, por conta da crise, não tinham mais como bancar sozinhos o orçamento. Já os emergentes vinham alertando que queriam um peso cada vez maior nas decisões da OMS.

O resultado foi um acordo que eleva as contribuições de países emergentes e, de outro, reduz a dependência da OMS aos governos europeus.

Até 2013, o Brasil contribuia com 1,6% do orçamento da entidade. A partir de 2014, essa taxa chega a 2,9%, uma elevação de 82%. Em termos absolutos isso significará o envio de US$ 26 milhões aos programas da OMS nos próimos dois anos e colocará o Brasil como o décimo maior contrbuinte do orçamento ordinário da organização, praticamente empatado com Espanha e Canadá.

Técnicos da OMS explicaram ao Estado que o aumento segue o padrão estabelecido na ONU, calculando o volume de dinheiro com base no PIB do país e outros critérios sociais. “A nova divisão é um espelho do novo cenário internacional”, explicou um dos negociadores da entidade.

O governo brasileiro já deixou claro que está disposto a contribuir mais pela saúde mundial. Mas deixa claro que irá também cobrar da OMS um posicionamento mais aberto aos países em desenvolvimento e uma redução da influência das grandes farmacéuticas mundiais.

Outros países emergentes também tiveram de aumentar suas doações. A China ficará responsável por 5,1% do orçamento da OMS, um aumento de 61%. A Rússia terá uma elevação de 52% nos pagamentos, contra 25% no caso da Índia.

Já os ricos reduziram seu peso. O Canadá cortará suas contribuições em 7%, contra uma redução de 9% da cota da França.A Alemanha reduzirá seu financiamento em 11%, contra um corte de 14% noJapão em 14% e 22% no caso do Reino Unido.

O maior doador continuará sendo os EUA, arcando com 22% do orçamento da OMS. O Japão, com 10%, vem na segunda posição. A Alemanha responde por 7,14%.

A NOVA DIVISÃO NA OMS

EUA – 22%, Japão 10,83%, Alemanha 7,14%, França 5,59%, Reino Unido 5,17%, China 5,14%, Italia 4,44%, Canadá 2,98, Espanha 2,97%, Brasil 2,93%. (Fonte: OMS)

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– E o Presidente da República Renan Calheiros?

Quer dizer que ontem, sexta-feira, tivemos como Presidente da República o senador Renan Calheiros?

MEEEEUUUU DEEUUUS!!!

Dona Dilma estava na Etiópia. O Vice, Temer, no Equador. Henrique Alves, Presidente do Congresso, nos EUA. E se Renan Calheiros estivesse fora do país, pela linha sucessória, teríamos o Presidente do Judiciário, Joaquim Barbosa!

De Renan a Barbosa, ou de 8 a 80.

Mas cá entre nos: com tantos aparatos tecnológicos, não é possível a presidente Dilma continuar a governar em viagem? Precisa mesmo passar o cargo?

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– Dia da Liberdade dos Impostos

Ontem, muitos empresários resolveram protestar contra a altíssima carga de impostos. Em SP, um posto resolveu radicalizar: o preço normal da Gasolina (R$ 2,699) caiu para R$ 1,267.

E aí, paganos ou não muito dinheiro para o Governo? Enfim… recebemos esse dinheiro de volta, em bons serviços públicos.

Abaixo, extraído de: http://migre.me/eIFYu

DIA SEM IMPOSTOS

Em protesto contra altos impostos, movimento vende 5 mil litros de gasolina ao preço de R$ 1,26 em SP. Motoristas enfrentaram até duas horas de fila para abastecer:

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– Conexões de Wilma Flintstone a Dilma Roussef

Recomendo a Revista Superinteressante de janeiro / 2011 pela excepcional coluna Conexões, do ótimo jornalista Fábio Marton.

O autor fez uma abordagem interessante ligando Wilma Flintstone a Dilma Roussef! E ficou ótima!

CONEXÕES DE WILMA A DILMA

No desenho “os Flintstones”, criado em 1960, Wilma era a esposa sensata de Fred: um protagonista meio bronco, mas simpático. Essa fórmula viria a ser adotada muito tempo depois pelos sarcásticos Simpsons. Mas os Flintstones não eram politicamente incorretos, exceto por um detalhe: seu primeiro patrocinador foi uma marca de cigarros.

Nos comerciais das primeiras temporadas, Fred e Wilma apareciam fumando cigarros Winston, fabricados pela americana Reynolds.

No Brasil, os cigarros dessa empresa são produzidos pela Souza Cruz, no RS. E, em meio aos tabacultores gaúchos, surgiu uma força política: o deputado Nestor Jost.

Descendente de fazendeiros do tabaco, Jost se tornou presidente do Banco do Brasil e ministro durante a ditadura militar, e até o final da vida atuou como lobista da indústria do tabaco – foi presidente da Abifumo, entidade que representa o setor. Mas começou a carreira bem mais à esquerda: Nestor foi um dos fundadores do PSB.

O Partido Socialista Brasileiro surgiu em 1947, como uma opção menos radical ao Partido Comunista Brasileiro. Mas, quando os militares extinguiram o partido, em 1965, alguns de seus integrantes decidiriam partir para a luta armada. E formaram o Comando de Libertação Nacional (Colina), onde se destacou Dilma Rousseff.

Depois de ser presa pela ditadura, em 1970, e libertada, em 1972, ela (Dilma) retomou sua atuação política: se filiou ao PDT de Leonel Brizola, em 1980, e em 2001 mudou-se para o PT – partido pelo qual se elegeu presidente do Brasil. Como Wilma Flintstones, Dilma teme a seu lado um homem de modos simples, mas carismático: Lula.

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– Boatos da Bolsa Família: Parte do Brasil Parou! Ou Pirou?

Alguém soltou que seriam suspensos os pagamentos dos programas assistenciais do Governo. E era um boato difundido no Nordeste, onde há maior número de beneficiários.

Assustadas, as pessoas invadiram as agências da Caixa Econômica Federal, a fim de retirar a verba antes da “suposta suspensão”.

Fico pensando: o país ficou refém do assistencialismo?

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– Ninguém trabalha no Congresso Nacional?

Dos 594 deputados federais, apenas 28 trabalharam em Brasília ontem. Não era ponto facultativo, mas dia útil de trabalho.

Moleza demais para esses caras, né? E ganham bem.

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– A Adição do Álcool na Gasolina começou ontem!

Ontem, a produção de Gasolina ganhou uma nova formulação: antes, a fórmula tinha 20% de Álcool Anidro; agora, terá 25%.

A medida visa incentivar a produção da indústria sucroalcooleira, diminuir a importação de Gasolina do país e baratear o produto. Mas, cá entre nós: quem disse que o preço caiu?

Como haverá maior consumo de álcool, logicamente a escassez fará o preço aumentar. Na prática, maior adição de um produto no outro não surtirá efeito ao consumidor final.

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– Estado e União em Acordo Fiscal?

Ouço que o governador Alckmin se encontrará com a presidente Dilma, a fim de resolver a pendenga das brigas fiscais entre os estados. A ideia é evitar diferenças de ICMS oferecidas por alguns governadores, tirando empresas de SP.

Já era tempo, Geraldo! Só os paulistas perderam com isso…

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– A Vantagem ou Não da Relação Gasolina x Etanol

Faça as contas: a tabela mostra a relação de preço entre Gasolina e Etanol. Veja o preço da gasolina na coluna da esquerda e até QUANTO o etanol deixa ou não de ser vantajoso (na coluna da direita). Por exemplo: se a Gasolina está R$ 2,75, o Etanol passa a ser desvantajoso a R$ 1,92:

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– Números e salários de Mestres e Doutores Brasil Afora

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

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– Pacote da Dilma para baixar os Combustíveis. Funcionará?

A presidente Dilma Rousseff anunciou um pacote de redução de encargos para baratear os combustíveis no Brasil. A redução poderá ser de até R$ 0,12 no Etanol. Também confirmou que haverá mudança na composição da Gasolina, com aumento do Álcool Anidro de 20 para 25% em sua fórmula.

No papel, a renúncia fiscal será de R$ 1 bilhão em prol da indústria sucroalcooleira! Teoricamente, o preço do Etanol e da Gasolina cairão, mas…

A própria Dilma disse que não há garantias de que o consumidor final sinta o desconto. Pior: o Ministro Guido Mantega disse que a intenção real da medida é para incentivar o aumento da produção, com o benefício da maior lucratividade às usinas.

Enfim: vai cair o preço ou não?

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– Mulher com Vontade de ser Presa em Itatiba mostra o triste mundo!

Coisa triste da semana: em Itatiba/SP, uma mulher assaltou uma loja e saiu calmamente. Foi a um ponto de ônibus e por lá ficou, até ser presa pela Polícia. E, para a surpresa de todos, ficou feliz ao ser algemada.

Motivo: segundo ela, “não tinha onde morar nem o que comer, pois morava na rua”. Agora, não precisa mais pagar aluguel, nem se preocupar com comida e bebida…

Que Sociedade complicada! Ela já está num presídio da cidade próxima (Itupeva/SP), feliz da vida…

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– Seca Excessiva e Hospitais Superlotados: o país da Copa!

A Globo mostrou uma matéria importante no Bom Dia Brasil, a respeito da superlotação no Hospital Regional de Canindé-CE. Crianças e idosos espalhados pelos corredores, falta de médicos e de leitos, caos nos ambulatórios- tudo provocado por doenças ocasionadas pelo consumo de água não-potável, ocorrida por grande parte da população que sofre com a seca.

Na sequência, aparece uma reportagem sobre o Estádio Nacional de Brasília, que sozinho, custará mais de 1 bilhão de reais!

Gente… o povo sofrendo e o país gastando dinheiro com uma porcaria chamada Copa do Mundo? Diga que o Mundial de Futebol vale a pena às centenas de mães chorando com suas criancinhas doentes no hospital!

É o fim do mundo…

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– Os Vistos aos ilegais haitianos no Brasil

O Acre está em estado de emergência. O motive é que pessoas do Haiti fogem da miséria do seu país e tentam entrar no Brasil pela frágil fronteira do Acre com a Bolívia. E estando aqui, buscam qualquer emprego ou coisa que os ajudem a sobreviver.

O problema é: o número de haitianos no pequeno Acre é tão grande, que já sacrifica a população local! O Governo acreano não consegue socorrer nem a sua própria gente, quanto mais refugiados…

Nada de negar solidariedade, mas vale uma reflexão: o Brasil vai conceder visto de permanência a eles. Temos condições para isso? Já resolvemos a miséria dos próprios brasileiros natos?

Extraído de: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2013/04/governo-vai-conceder-visto-humanitario-a-haitianos-ilegais-no-pais

GOVERNO VAI CONCEDER VISTO HUMANITÁRIO A HAITIANOS ILEGAIS NO PAÍS

Secretário nacional e Justiça diz que medida especial se dá pela ‘responsabilidade diplomática e histórica do Brasil com o povo do Haiti’

Os haitianos que entraram ilegalmente no país deverão receber visto humanitário que lhes garanta a permanência no país por cinco anos. O documento poderá ser renovado por igual período e, dependendo da situação, ser trocado pelo visto permanente. De acordo com o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a regularização será destinada apenas aos imigrantes haitianos.

“O conjunto de medidas especiais que o Estado brasileiro adota para fins de regularização dentro do nosso território está destinado aos haitianos, em virtude da responsabilidade diplomática e histórica que o Brasil tem com o povo do Haiti”, disse o secretário, em entrevista à imprensa na cidade de Rio Branco, antes de ir para Brasileia com a equipe multissetorial enviada pelo governo federal a fim de analisar a situação dos imigrantes ilegais no município acriano.

Ainda de acordo com o secretário nacional de Justiça, os africanos e asiáticos, também refugiados no Acre, passarão por outros procedimentos. “Essas medidas, a priori, não estão sendo alcançadas a quaisquer outras nacionalidades, que deverão seguir os procedimentos ordinários que a nossa legislação prevê. Caso haja uma solicitação fática de protocolo de refúgio, esse pedido é encaminhado para o Comitê Nacional para Refugiados para que haja deliberação, analisado cada caso individualmente. Se for negado, essas pessoas deverão se retirar do território”.

O grupo multissetorial que está em Brasileia é composto por representantes da Polícia Federal, dos ministérios da Justiça, Relações Exteriores, trabalho e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Além de verificar o problema fronteiriço, cada órgão terá uma função na regularização dos imigrantes. Serão emitidos documentos como CPF, Carteira de Trabalho e protocolo de pedido de refúgio no país.

Abrão explicou também que a equipe multissetorial irá estudar uma forma de solucionar o problema da imigração ilegal, mas não definiu o que deve ser feito. “Nesses quatro dias aqui, no Acre, nós vamos apurar o nosso diagnóstico em relação à questão dos haitianos. Já existe um conjunto de iniciativas elaboradas, visando a estimular a vinda [dos haitianos] pelo mecanismo da emissão de vistos no Haiti e desestimular a vinda pelas vias irregulares, terrestres aqui pelo Acre. Essas medidas serão anunciadas em um momento mais oportuno”.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos do governo do Acre, Nilson Mourão, entende que o problema e a necessidade da participação do governo federal são urgentes. “Nosso principal objetivo é que as autoridades federais vejam, in loco, a realidade. Nós estamos carregando os problemas com muita dificuldade, com muito sacrifício, porque o problema é complexo. Agora estão vindo nos visitar e é extremamente importante que nos vejam, constatem a realidade, para tomar as providências que nós entendemos cabíveis”, disse.

Mourão defende a assistência aos imigrantes abrigados no estado, mas alerta para a presença de traficantes e coiotes (agenciadores de imigrantes ilegais) entre os refugiados. “A grande maioria são pessoas pobres, humildes, que buscam dias melhores aqui no Brasil. São vítimas, tanto da catástrofe como vítimas dos coiotes. É claro que no meio deles existem coiotes e traficantes infiltrados. Há todo um problema de tráfico de drogas, de contrabando, tráfico de armas que sempre acompanham movimentos migratórios que são feitos dessa forma”, alertou.

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