– Perguntar não ofende…

Ouço falar de ensaios nos barracões de escola de samba, “esquentas”, pré-carnavais e outras coisas.

Estamos em Janeiro! Tudo isso é paixão pelo Carnaval ou é tão necessário para os festejos que acontecerão somente em MARÇO?

Cá entre nós: Isso é para quem gosta. Eu que sou “doente do pé”… kkk , mas respeito, obviamente!

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– Brumadinho chora. Outros chorarão?

Depois do rompimento da barragem de Mariana, agora é a vez da de Brumadinho se romper.

Será que essas obras são vistoriadas quanto a manutenção? Viram o que está acontecendo nos viadutos que cederam em São Paulo? O que mais falta ruir?

Tá na cara que, lamentavelmente, se constrói algo e depois se larga ao Deus-dará. Quantas tragédias poderão ainda acontecer…

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– Os países com maior qualidade em Educação!

Recebi de alguns amigos esta relação sobre o “Ranking da Educação” que compartilho, divulgada na última 3a feira, mas não consegui ter certeza se era Fake News ou não. 

Das pessoas que me enviaram, todas garantem ser verídica. Está, inclusive, no twitter do empresário Luciano Hang, famoso empreendedor das Lojas Havan (nas minhas pesquisas, aparece inclusive essa arte bem feita, abaixo).

A Suíça tem a melhor qualidade de ensino no mundo, seguida por Cingapura, Finlândia, Holanda e EUA. O Brasil amarga a 119a posição, atrás das paupérrimas Namíbia e Etiópia.

Independente da veracidade (creio que é real), fica a constatação latente: nosso Ensino Publico tem sido deixado de lado há um bom tempo…

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– Somente ameaças da GM ou algo realmente mais sério está por acontecer?

A General Motors do Brasil, conforme revelado nesse último final de semana, emitiu um comunicado aos seus funcionários falando das dificuldades da empresa no país, dizendo que para investir novamente, só o fará mediante um “doloroso plano para voltar a dar lucro” e que ele exige “muito sacrifício”.

O que, especificamente, ela quis dizer? Que demitirá funcionários? Que os colaboradores deverão ter mais criativa? Seria um pedido de esforço para maior produtividade? Ou uma “simples ameaça” para preparar o empregado para algo já decidido?

Claro que não é assédio moral, mas para quem está de fora do dia-a-dia da empresa, causa uma péssima impressão sobre a rela situação da empresa.

Compartilho abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/carros/noticia/2019/01/19/em-comunicado-gm-alerta-funcionarios-no-brasil-sobre-prejuizos-e-plano-de-restruturacao-rigoroso.ghtml

GM ALERTA FUNCIONÁRIOS DO BRASIL SOBRE MOMENTO CRÍTICO

Comunicado do presidente da montadora a funcionários cita fortes perdas nos últimos 3 anos, informa a Reuters. Montadora diz que não vai comentar.

A General Motors, dona da Chevrolet, alertou seus funcionários no Brasil de que novos investimentos locais dependem de um doloroso plano para voltar a lucrar no país, de acordo com um memorando visto pela agência Reuters neste sábado (19).

Em uma mensagem divulgada nas fábricas, o principal executivo da GM para o Brasil e a Argentina, Carlos Zarlenga, disse que após incorrer em fortes perdas nos últimos três anos, a operação atingiu “um momento crítico que exige sacrifícios de todos”.

O memorando referiu-se a comentários feitos pela presidente-executiva, Mary Barra, durante uma apresentação a investidores na semana passada sobre desafios na América do Sul. “Não vamos continuar empregando capital para perder dinheiro”, disse ela, em trecho citado por Zarlenga.

Procurada pelo G1, a montadora disse que não irá comentar o caso.

Segundo a Reuters, o tom sombrio foi um choque para alguns dos funcionários no Brasil, depois de a GM ultrapassar a Volkswagen e a Fiat, ainda em 2017, tornando-se a líder na vendas de carros, e pelo momento em que a economia se recupera lentamente de uma forte recessão.

O Chevrolet Onix foi o carro mais vendido no país em 2018, pelo quarto ano seguido.

Ainda de acordo com a agência, o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Renato Almeida, chamou o comunicado da GM de “absurdo”.

Além do Vale do Paraíba, a montadora tem fábricas em São Caetano do Sul, no ABC paulista, em Gravataí (RS) e faz motores em Joinville (SC).

“A empresa está passando por um bom momento no Brasil, disse. “Não existe justificativo para eles sugerirem que vão fechar as operações”.

Em abril de 2018, Zarlenga disse à Reuters que as reduções de custo durante a recessão, incluindo um corte de 35% nos postos de trabalho brasileiros tinha levado a um pequeno lucro na América do Sul em 2017.

No último dia 11, a GM anunciou uma inédita família global de veículos que deverá representar 75% do total de vendas da empresa na América do Sul, até 2023.

No fim do ano passado, Mary Barra anunciou que a GM deverá fechar fábricas e demitir trabalhadores na América do Norte. E encerrar outras duas unidades de produção fora da região, mas cuja localização não foi divulgada.

Esse é o plano de reestruturação mais duro desde que a montadora pediu proteção contra falência, em 2009.

 

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– Que feio, Bolsonaro! A picaretagem impera nesse país?

Uma decepção sem tamanho. Um golpe contra toda a moralidade pregada. E se “Deus está acima de todos” como diz Jair Bolsonaro, seu filho, Flávio, deverá ser punido severamente. A não ser que ele tenha dito deus (com “D”minúsculo mesmo).

Quando li que a pedido da defesa do Senador Flávio Bolsonaro, o juiz Fux retirou o processo do seu motorista-assessor Queiroz que estava no Supremo, alegando foro privilegiado do Bolso-Filho, pensei: já vi esse filme antes!

Toda a demagogia do bandido Lula e seus parceiros criminosos e que estão na cadeia (e que por incrível que pareça defendidos por muitos esquerdistas), agora começa a aparecer no lado dos direitistas. E o ato de hoje se torna indefensável! Se o cara é honesto, vai depor, deixa investigar, ao invés de ficar mandando atestado e dançando no hospital (como foi assistido à exaustão a palhaçada de Queiroz).

Que tudo seja apurado e os responsáveis presos. É inaceitável que alguém tenha sido eleito com o discurso da honestidade e aceite com tamanha passividade essa situação.

No fundo, o fanatismo político tem cegado os eleitores que não conseguem ver que a Direita e a Esquerda são contaminadas pela maldita corrupção que se tornou cultural no Brasil!

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– Viva a pesquisa brasileira! Mas se carece de mais incentivo…

Nesta última semana, duas importantes conquistas divulgadas por pesquisadores de universidades públicas brasileiras, e que são problemas globais:

1a: A Unicamp conseguiu descobrir uma substância que ajuda a queimar a gordura, e que pode ser um importante passo para o controle efetivo nos tratamentos de Obesidade.

Vide aqui: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2019/01/10/unicamp-descobre-substancia-que-acelera-queima-de-gordura-e-pode-atuar-no-combate-da-obesidade.ghtml

2a: A UFRJ conseguiu avanços significativos para para o tratamento do Mal de Alzheimer, cujo resultado pode revolucionar a vida dos pacientes.

Vide em: https://xn--conexo-7ta.ufrj.br/artigos/pesquisadores-da-ufrj-descobrem-caminho-para-tratar-mal-de-alzheimer”>https://conexão.ufrj.br/artigos/pesquisadores-da-ufrj-descobrem-caminho-para-tratar-mal-de-alzheimer

Se investir na Educação e na Ciência, nosso país não sairá do buraco bem mais rápido? Vontade e competência, os alunos, professores e demais pesquisadores têm!

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– Lucas Santos, do Vasco: o diferente!

Por muitas vezes a Copa São Paulo foi celeiro de craques, revelando talentos e mostrando jovens escondidos Brasil afora. Entretanto, infelizmente, a competição desvirtuou-se para catados empresariais de interesses não esportivos.

Sobre isso, falamos há um mês em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/18/sobre-a-copa-sao-paulo-em-2017/

Pois bem: se me perguntarem dois jogadores não-conhecidos de destaque desta edição (portanto, excluindo aqueles por nós, paulistas, já vistos – como os “Gabriéis do São Paulo, os garotos do Palmeiras e o Oya do Corinthians – que não precisam da Copa São Paulo pois já atuam em outras competições importantes), destaco: Kaio (Porto de Caruaru) e Lucas Santos (Vasco da Gama).

Kaio é um centroavante nato. Fiquei impressionado com o garoto que finaliza bem, corre e luta os 90 minutos, é técnico e sabe ter a “malandragem necessária” para matar o tempo (quando necessário para assegurar a vitória do seu time). O que pesa contra ele: maturidade! Lógico que é garoto, mas costuma “responder com provocações” os torcedores quando molestado.

Lucas Santos é um camisa 10 clássico! Joga com a cabeça erguida, arma, corre, toca, tem uma visão periférica boa, se mostra líder em campo e… fala bem demais! Procurem as entrevistas desse garoto, parece ser um jogador veterano, com grande desenvoltura e facilidade em se comunicar. Há tempos não vejo um boleiro dar entrevistas de maneira tão lúcida e fiel à realidade do jogo. Procurem na Web as falas desse jovem.

Será que enfim teremos jogadores mais técnicos e responsáveis no futebol brasileiro novamente? Pois a atual safra é de um mi-mi-mi e busca de glamour em excesso.

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– A Mancada da Sinistra Brasiliana sobre Battisti

Os italianos devem estar felizes com a entrega do assassino de 4 inocentes, Cesare Battisti, que de maneira incompreensível estava sendo protegido por autoridades de Esquerda no Brasil. Battisti já era bandido antes mesmo dos crimes que cometeu, tendo sido condenado por terrorismo na Itália.

Equivocadamente, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, escreveu no Twitter antes do também esquerdista Evo Moralles expulsar da Bolívia o foragido:

“Conheci Cesare Battisti e li muito sobre o processo que levou à sua condenação. Acredito que 99% das pessoas que o atacam o fazem porque desconhecem os detalhes do processo ou porque odeiam ativistas de esquerda. Creio na inocência de Cesare. Espero que a Bolívia não o extradite”.

Será que o político falou em nome do partido ou foi uma opinião pessoal? Respeitosamente, total falta de sensibilidade defender o indefensável! E aqui não devem entrar questões políticas, mas humanitárias. Vai explicar para as vítimas do carcamano que ele era um “perseguido e incompreendido”...

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– Que país esquisito! Começou estranho o cenário político brasileiro em 2019

Algumas observações para refletir o quão maluco está o Brasil:

  1. Jair Bolsonaro entrou e coisas corretas além de outras erradas surgem aos montes. A discussão de cargos a amigos no Governo, ao invés de simplesmente “competentes”, é um calcanhar de Aquiles, além do vai e vem em decisões da Presidência. Tomara que engate!
  2. O PT resolve apoiar o ditador Nicolas Maduro louvando a “democracia venezuelana” e enviando Gleise Hoffman para Caracas. É proposital sua ida, falta de aviso / descuido, ou desejo de jogar na lama definitivamente a esquerda brasileira?
  3. Ex-Governadores sem foro privilegiado já estão à disposição das autoridades policiais. O quanto demorarão para colocá-los no xilindró?
  4. A “Suíça brasileira”, o Ceará (assim foi propagandeado por Ciro Gomes nas Eleições Presidenciais em 2018), padece no caos. O quanto o Turismo sofrerá? Quer dizer que o Brasil existente dos candidatos é uma grande mentira?

Precisamos mudar o Brasil, torcer para que ele dê certo e ajudá-lo a “fazer dar” como cidadãos protagonistas. Sem radicalismos de Direita ou de Esquerda, muito menos com demagogia e promessas utópicas. Fazer a Justiça, independente a quem ela deva punir, funcionar!

Que esses dias turbulentos se acalmem!

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– O que fazer com o Battisti?

Prenderam Cesare Battisti na Bolívia, onde se escondia após a sinalização de que enfim seria extraditado para a Itália.

Compartilho uma reflexão que publiquei aqui no blog em 31 de dezembro de 2010 e que mantém-se bem atual! Abaixo:

E AS VÍTIMAS DE BATTISTI?

Há muita contradição no caso envolvendo o terrorista italiano Cesare Battisti, que está preso na PF.

A Itália pede a extradição do criminoso, condenado à prisão perpétua na Itália. O Brasil o mantém como “refugiado político”, pois, apesar do Judiciário recomendar a decisão de extraditá-lo, considerando-o terrorista e não vítima de perseguição, é o presidente Lula quem deve dar a palavra final. Hoje é dia 31 e a vontade dele é de não extraditá-lo.

Incoerente. Se o italiano é perseguido, como a Advocacia Geral da União (AGU) entende, por que ele está preso?

Alguém que faz parte de um grupo terrorista, mata friamente 4 inocentes, deve viver livremente no Brasil? Ele nem brasileiro é e estamos cuidando dele.

Pergunte aos familiares de Antonio Santoro, Pierluigi Torregiani, Lino Sabbadin e Andrea Campagna o que pensam sobre o assunto. Estes são os nomes das vítimas do assassino.

Aliás, cabe a pergunta: Lula teve tanto tempo para decidir, e deixa a decsião para o último dia do mandato?

Uma grande incógnita: nosso presidente, por vaidade, seria contra a lógica e manteria o italiano aqui, causando um incidente diplomático? Ou deixará a decisão para Dilma Rousseff?

Tenho curiosidade de saber a posição do embaixador da Itália, que foi convidado para a festa da transição Lula-Dilma. O que ele fará?

E você, o que acha da não-extradição? Deixe seu comentário:

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– As Estatais e o dinheiro gasto em Patrocínios

Os dados podem ser acessados na Internet por qualquer pessoa devido a Lei de Acesso à Informação. E eles mostram que entre 2012 e 2016, 7 estatais gastaram R$ 1,86 bi com patrocínios esportivos.

Será que elas tiveram algum retorno do investimento?

Veja só quanto investiram (e reflita se valeu a pena):

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL: R$ 730.000.000,00

CORREIOS: R$ 465.207.307,00

BANCO DO BRASIL: R$ 463.432.000,00

PETROBRÁS: R$ 77.895.476,00

BNDES: R$ 65.100.000,00

ELETROBRÁS: R$ 47.151.256,00

INFRAERO: R$ 11.250.000,00

É nosso dinheiro aplicado em marketing esportivo. Será que precisava de tanto?

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– Se é para relembrar…

Toda 5a feira é dia de #TBT (relembrar fotografias passadas).

Três boas lembranças de um passeio à Santos/SP:

1- O incrível nascer do sol:

2- A raia desfilando:

3- As tartarugas brincando!

Tudo isso para dizer: Fotografia é o nosso hobby! E ótima 5a feira para todos.

– E se Dom Pedro não quisesse ficar?

Foi em um dia 09 de janeiro que Dom Pedro Rafael Gabriel (e mais vários nomes) de Orleans e Bragança disse que ficava no Brasil e não voltaria para Portugal, onde se tornaria Dom Pedro IV. Foi em 1822! E virou “Dia do Fico”.

E se Dom Pedro não quisesse ficar?

QUANDO teria sido nossa independência?

Seríamos um só Brasil ou da colônia surgiriam outros países?

Economia: como estaríamos?

Não existe achismo, mas… o que você acha?

Ah se pudéssemos criar realidades alternativas, só por curiosidade.

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– Os cuidados sobre o Azul e Rosa!

Convencionou-se, desde a muito tempo, relacionar cores azuis para meninos e cores rosas para meninas. Se os pais quiserem usar verde, amarelo, vermelho, tudo bem. Mas não é usual a mamãe sair da maternidade com o seu bebezinho de rosa nem a sua bebezinha de azul.

Digo isso em cima da polêmica criada sobre a frase da Ministra dos Direitos Humanos Damares Alves, de que “agora os meninos vestem azul e meninas vestem rosa”. Se você ver o contexto, ela está se referindo a apenas uma metáfora para dizer que a nefasta ideologia de gênero (aqui algo raríssimo que tenho em comum com a ministra: sou contra a sexualização / erotização precoce das crianças inocentes) deixará de existir.

O problema é que novamente ela usa mal as palavras e acaba dando a entender que faz apologia à homofobia! Ela, Damares, já foi vítima de si própria por mal formular suas ideias. Se não sabe usar bem a língua portuguesa, faça o básico e de maneira clara! Vide o episódio de “Jesus na Goiabeira”, onde era indiscutível ter sido uma pobre criança que quase se suicidou, e por um conjunto de palavras virou injustamente deboche.

(Relembre aqui esse acontecido: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/14/o-insensivel-deboche-de-jesus-na-goiabeira-e-a-sensibilidade-afeitada-com-battisti/)

Agora, no caso das crianças, poderia ter ficado quieta do que se expressar imprudentemente. Criança é criança, não é devido querer forçar a vida sexual precoce delas, sendo que a inocência da idade infantil (que sempre nós, adultos, gostaríamos de ter novamente) deve ser algo preservado. E se quando crescerem demonstrarem comportamento homossexual, já serão responsáveis por si.

O que não pode é: forçar a barra dizendo que quem é gay de fato não é; mas, na mesma proporção, condenar o fato de que a maioria heterossexual da população é ignorada e que deseja que seu filho homem vista azul, um dia case com uma mulher e tenha seus filhos. E vice-versa aos pais de meninas!

Aliás, se fosse o contrário, quando falamos de referência sexo/cor, não teríamos as nobres campanhas do Outubro Rosa e Novembro Azul! Os pais dariam bonecas aos seus filhos e escolheriam carrinhos para as suas filhas. E nos chás de bebês? Alguém escolhe rosa para revelar que é menino ou azul para revelar que é menina?

Quanta bobagem discutida, não?

Por fim: chega de radicalismos! A Ministra não deveria ter dito o que disse com a empáfia proferida, chateando a comunidade LGBTQ+, mas também não deve ser condenada por dizer que menino é menino e menina é menina, sendo ambos providos de falta de malícia e a isso usando como expressão as cores.

O meu medo é que se confunda respeito a causa dos homossexuais com a perda de uma identidade heterossexual das pessoas. Parece ser crime para uns defender que a maioria dos homens gosta de mulher e a mulher, na sua maioria, gosta de homens.

Sem homofobia e sem heterofobia, por favor. E tome cuidado com o mal uso das palavras, dona Damares. O Governo não é para parcelas de minoria ou maioria, é para todos os brasileiros!

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– E ao pagar o Imposto, me sinto como…

… um bobão!

Acabei de pagar os IPVAs deste ano.

Sabe a sensação que me inflama? A de trouxa, tonto, enganado por um valor irrecuperável…

Pra quê pagar IPVA? Não pagamos uma quantidade absurda de impostos quando compramos um veículo? Ele se desvaloriza e continuo pagando imposto, além de seguro e pedágio?

É uma sede arrecadatória incansável.

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– Cobrar, independente do voto!

O Brasil já é presidido por Jair Messias Bolsonaro. Mesmo se fosse Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Marina Silva ou Amoêdo, a ideia cidadã deve ser de que:

  • se o seu candidato venceu, cobre-o, pois você depositou o voto nele.
  • se não foi o seu candidato que venceu, ao vencedor deve-se cobrar, pois, afinal, você não o queria e ele deve te convencer.

É nisso que mora a cidadania: o respeito ao direito do voto e à democracia, além da necessidade de torcer sempre para um Brasil melhor, independente do nome escolhido lhe agradar ou não.

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– Maragogi, o Caribe Brasileiro (em 12 fotos)

Um passeio muito bom e recomendável: ir para o Nordeste e conhecer a cidade de Maragogi, em Alagoas. Compartilho nossa experiência no texto abaixo e nas doze fotos que seguem:

Com 32.000 habitantes, a população vive basicamente do Turismo, trabalhando nos diversos resorts e pousadas. Como tínhamos duas crianças (uma delas é bebê), as economias guardadas com tanto sacrifício e por muito tempo foram para o Salinas Maragogi, um All Inclused maravilhoso – em beleza e em infraestrutura. Acertamos, pois a nenê ficou febril e com a garganta inflamada, e o hotel nos deu toda a ajuda possível – levou para o Pronto Socorro local e buscou um médico para atendimento a domicílio. Bem atendida, ela voltou a sorrir e parou de vomitar.

Algo que incomodou, mas segundo o pessoal de lá é uma coisa sazonal, são as algas e pedras em determinadas praias. Especialmente às crianças, andar com “enrosco no pé” é desagradável. Mas ressalto: não foram todos os dias nem em todas as praias. Ainda assim, caso não goste, curta o hotel pois também vale a pena!

O que realmente salta aos olhos é o verde turquesa do mar. É verde em alguns trechos e depois azul infinito em outros. Sempre limpíssimas – particularmente a Praia dos Antunes, onde passeamos de caiaque.

Ali, talvez o lugar mais bacana que fomos, pois o mar se torna uma piscina natural. Melhor do que isso: acompanhado com minha filha mais velha, não há como deixar de agradecer a Deus por tal momento. 

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O por do sol nessa localidade é maravilhoso também, mas mais bonito ainda é o amanhecer. Taí nossas fotos que não nos deixam mentir!

A “menina dos olhos” da região é o passeio onde se navega 5 km mar adentro e se chega até o arrecife que divide o mar: piscinas naturais com peixes coloridos estão lá. Mas com bebê, não vá! Dá trabalho e a criança cansa. 

Entre Porto de Galinhas – PE (que é espetacular e está próximo) e Maragogi – AL, ainda prefiro a Praia dos Carneiros, em Pernambuco, entre esses dois destinos. Mas é diferença de milésimos e em alto nível, pois tudo é muito bom e vale a pena. Taí o cenário que não me deixa mentir:

Ops: apesar de não ser jabá, viajamos de Azul. Do pouco que voamos (não é costume e nem temos grana para isso), é a melhor aérea (avaliando preço da passagem, atendimento, serviço de bordo e localidade) já que embarcamos em Viracopos (que deve ser o melhor aeroporto do Brasil atualmente). Aliás, de ruim na viagem só quando passamos perto de uma nuvem assustadoramente carregada e que víamos os raios brilhando:

Fora isso, nada a reclamar e somente a agradecer! Até pude relaxar em meu “bote”… Aqui foram poucos, mas eternos minutos em alto mar.

Sendo assim, que todos tenham a oportunidade de fazer um passeio desses! Bye-bye!

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Em tempo: qual o próximo destino? Sabemos lá onde e quando… tomara que em breve.

– Um país que cansa seus cidadãos de bem: o circo da Justiça e da Política!

Que Brasil difícil de se viver, não?

De manhã, a confusão envolvendo o Ministro Gilberto Kassab (que será o secretário da Casa Civil de Dória no Governo do Estado de São Paulo). Cerca de 400 mil em espécie (dinheiro-vivo) no seu apartamento, além de outros documentos levados pela Polícia Federal.

Na hora do almoço, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, exercendo a função de Presidente da República (Michel Temer estava no Uruguai), aliviou a lei de Responsabilidade Fiscal dos Prefeitos, permitindo que eles não sejam punidos conforme se manda hoje, caso façam alguns desmandos.

À tarde, o Ministro Marco Aurélio Mello mandou soltar os criminosos presos em 2a instância com uma “canetada de vaidade”, permitindo a soltura de 160 mil condenados – de estupradores aos de crimes de colarinho branco, como os de Lula. Aqui, talvez, a maior indagação: A TROCO DE QUÊ? De querer os holofotes? De desejar ser maior que o próprio Poder Judiciário?

De noite, o Presidente do STF, Dias Tóffoli, anulou a decisão de seu colega da tarde, modificando o estado de apreensão da nação.

Sem contar que o Queiroz, motorista do Bolsonaro enrolado com dinheiro suspeito, entregou o atestado que estava doente e não foi depor…

Até quando viveremos sem cumprir as leis? Como se é permitido fazer tanta bagunça e escrachar na cara das pessoas corretas desse Brasil?

Que circo…

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– João do Diabo!

Que coisa horrorosa aconteceu em Abadiânia, interior de Goiás, hein?

O dito “médium” João de Deus, que celebridades internacionais ovacionavam e brasileiros crentes no espiritismo admiravam demais – e pessoas não praticantes de outras religiões, impressionadas pelos seus ensinamentos e supostas curas espirituais – nada mais era do que um larápio, assediador e milionário!

Denunciado pela própria filha como um monstro que a estuprou e, pasmem, por mais de 300 mulheres assediadas sexualmente, tende a ser o caso mais emblemático de charlatanismo da história mundial! Além de tudo isso, a Polícia já sabe que ele sacou 35 milhões de reais somente nessa semana e está foragido.

Aqui, para quem é católico virá a lembrança do aviso dos falsos profetas e pastores travestidos dizendo que ajudarão o povo: “são lobos em pele de ovelhas”.

Triste ver a esperança do enfermos sacaneada de tal forma! E, agora, artistas brasileiros (como a Xuxa, abaixo) pedem desculpa a seus admiradores por conduzi-las (assim como ela) ao engano.

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– O Manicômio Tributário

Pior do que Hospício, pois de lá você pode até tentar fugir, é a “emboscada burocrática e fiscal” de nosso país.

Digo isso ao ver o livro de Bruno Garschagen, cientista político e escritor de “Direitos máximos, deveres mínimos: O festival de privilégios que assola o Brasil”, chamando de “Manicômio Tributário Brasileiro” a maluquice que é montar uma empresa no Brasil.

E está ou não com a razão?

Claro que está!

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– A delação e o acordo da CCR deve estar dando muita insônia aos políticos…

Desde que começou a concessão de rodovias do Estado de São Paulo, o Grupo CCR (formado por Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Soares Penido, dentre os maiores acionistas), sempre foi alvo de especulações por suposta corrupção. E nunca nada foi provado.

De fato, as rodovias paulistas melhoram muito (motoristas da minha faixa etária lembram bem disso). O problema é o preço do pedágio, logicamente.

Agora, vem à tona uma “ponta do iceberg”: o acordo de leniência mostrando a existência de caixa 2 na doação de dinheiro para diversos políticos, como, por exemplo, Alckmin, Serra, Kassab, Gleise e Mercadante. Todos, evidentemente, negam.

Extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-11/ccr-tera-de-pagar-r-r-81-milhoes-em-acordo-de-leniencia-com-mp-sp

CCR TERÁ DE PAGAR R$ R$ 81 MI EM ACORDO DE LENIÊNCIA COM O MP-SP

por Fábio Massalli

A CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura da América do Sul, administradora de diversas rodovias no estado de São Paulo, pagará R$ 81,5 milhões em um acordo de leniência assinado hoje (29) com o Ministério Público de São Paulo em razão de doações irregulares em forma de caixa dois a campanhas de diversos partidos políticos, no período de 2009 a agosto de 2013.

Segundo o MP, o acordo foi baseado nas declarações de dirigentes e ex-dirigentes da CCR em delações premiadas firmadas em Curitiba nas investigações da Operação Lava Jato. De acordo com o promotor de Justiça José Carlos Blat, até o momento, não foram obtidas provas em relação ao crime de corrupção. No entanto, ele considerou que as investigações só estão começando.

“O caixa dois da CCR demonstra que não ocorreu nenhuma contrapartida nas concessões das rodovias e a assinatura deste termo não obsta outras investigações que venham a determinar a existência de superfaturamento, atos de corrupção, cartel, etc. Podemos dizer que este não é o fim, é o início de uma investigação contra vários agentes públicos”, disse.

Segundo o Ministério Público, os nomes dos políticos envolvidos não serão divulgados por conta das investigações em curso na esfera da improbidade administrativa e criminal. “Basicamente, a empresa está sofrendo sanção por ter feito algo errado, que não deu prejuízo ao estado, mas que deu prejuízo social, em termos eleitorais, em termos de desigualdade eleitoral”, disse o promotor Valter Santin.

O “termo de autocomposição”, como o MP denomina o acordo de leniência, prevê o pagamento em duas parcelas, nos meses de março de 2019 e 2020. O destino dos recursos será o estado de São Paulo, o Fundo de Direitos Difusos, o Fundo de Perícias, em fase de criação, e a Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP), para a construção de uma nova biblioteca. 

De acordo com o MP, na primeira parcela o estado receberá R$ 33,06 milhões, e os fundos, R$ 1,11 milhão cada; a segunda parcela repetirá esses valores, corrigidos. A Faculdade de Direito receberá integralmente o valor de R$ 17 milhões em março de 2019.

Em nota, a CCR disse que contribui com as autoridades públicas a fim de esclarecer fatos que envolvam a empresa e suas controladas. “A CCR reafirma o compromisso em seguir modernizando a infraestrutura brasileira, oferecendo serviços de qualidade para os usuários no Brasil e no exterior”.

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– Parabéns, Operação Lava-Jato!

Mais uma vitória na luta contra a corrupção política no Brasil: nesta quinta-feira cedo, prendeu-se o Pezão, governador do Rio de Janeiro que sucedeu o também corrupto Sérgio Cabral. 

Aos poucos, o país vai sendo passado a limpo. Parabéns! Mas ainda faltam Aécio, Serra, Dilma, Temer e tantos outros já denunciados / réus e suspeitos que “transpiram” incredibilidade.

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– Como a Política tem nos Enojado!

Cada vez que discuto, mais me entristeço. Mas não nos é permitido deixar o assunto ser esquecido: a corrupção na política brasileira!

  1. Lula-PT, que um dia disse que a “esperança venceu o medo”, mostra que sua demagogia e assistencialismo duvidoso apenas mascaravam todo o esquema corrupto e nefasto montado por ele e por seus pares. Ou alguém ainda acredita na inocência desse homem?
  2. Temer-MDB, o atual presidente, permitiu o aumento de salário ao Judiciário. Serão beneficiados justamente aqueles que, em breve, podem julgar ele próprio. É mole?
  3. Aécio-PSDB, depois de tudo o que se descobriu, continua solto e protegido pela imoral “imunidade parlamentar” que acaba sendo uma salvaguarda para crimes de colarinho branco. Até quando isso será aceito?

Não sou eleitor de Bolsonaro-PSL, nem militante partidário. Mas apolítico não posso ser! De todo jeito, vamos torcer para que o novo Governo seja honesto, democrático e competente; afinal, todos estamos no mesmo barco e o futuro do Brasil depende do sucesso da nova administração (gostemos dos nomes escolhidos para os Ministérios  ou não).

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– Revigorado, com propósito de estar “de bem com a vida”

Estou de volta à ativa. Muita coisa aconteceu nos últimos dias, e eu precisava recarregar um pouco mais a minha carga de paciência, saúde e atitude.

No campo esportivo, não tive mais disposição de assistir o futebol. Me dava tristeza ver a baixíssima qualidade do “jogo jogado” e do “jogo apitado”. Pudera, o esporte por aqui tornou-se propriedade de alguns cartolas, com um presidente banido na CBF e seus comandados fazendo lambanças. Além, claro, da demagogia nas escalas de árbitros sem qualquer critério meritocrático que traga unanimidade. COMO É CHATO E ENFADONHO FALAR SOBRE ISSO. Enfim: “era uma vez o futebol-arte”, e com ele foi-se embora o árbitro-vocacionado, trocado pelos jovens “bombadinhos”.

No campo profissional, mudei minha rota e minha rotina. Desfiz-me do meu comércio (em destaque nas minhas atividades) e quero usar todo o tempo gasto nele para a área acadêmica. A propósito: amigos professores, estou à procura de universidades para lecionar! Como diriam os mais antigos: “Sou mais um na fila do INPS”.

No campo pessoal, fiz uma série de check-ups, literalmente de “cabo a rabo”, de ressonância até os mais cabeludos exames laboratoriais. Do que se apresentou de delicado, estou tratando com muita calma e sem medo.

Enfim, no campo familiar, consegui dedicar-me bem mais às pessoas que eu amo. E descobri que ficar muito tempo longe deles me faz mal; em especial, os minutos gastos com Redes Sociais (que sempre tive parcimônia com isso e hoje ainda mais) que tiram a total atenção que eu deveria ter. Nunca gostei de WhatsApp, e cronometrei sistematicamente o quanto tempo perco e as coisas que recebia nesse App. Simplesmente, avisei meus amigos: se é importante, me ligue, mande um e-mail ou sms. Principalmente as idiotices destes tempos de fanatismo e fake news. Aff! Quanta inutilidade… e quanto bobinho defendendo político de estimação como time de coração.

Pra quê esquentar a cabeça com isso?

Direita e Esquerda radicais são turmas para DESPREZAR, pois são movidas a fanatismos. Idem a puxa-sacos de escaladores de árbitros: pobres de espírito e que devotam uma vida a tais membros bem remunerados.

Coitados… e gostam de tecer árduas críticas, sem nunca ponderar suas opiniões, defendendo interesses pessoais e nunca os coletivos (e muitos usam desse argumento). Se escondem com pseudônimos e perfis falsos, somente para tumultuar. Nem respondo quando vejo ser “pau-mandado”, amigo-relógio ou viciado / fanático em algo. 

Não tenho que responder tudo o que leio ou que me escrevem. Bobagem, pois há muito “espírito de porco”. Aliás, como se auto-cercear por conta de “xaropes”? Uma coisa que me intriga: o cara segue outro na rede social para criticá-lo e se sente perturbado com isso? Ué, deixa de seguir! Caia fora, pois se não gosta, é ser idiota continuar seguindo. É igual o cara que mete o pau em programas esportivos, mas não perde uma exibição!

Por fim, passei por uma experiência maravilhosa nesse final de semana, mostrando-me o quanto tal materialismo e apego a vaidades faz mal: fiz a rota do turismo religioso no Vale do Paraíba!

Claro que a pessoa que professa e vive o catolicismo (caindo e se levantando em atos, fatos e força na fé), aproveitará por motivos óbvios o passeio. Mas atente-se:

1- Passei no Santuário do Frei Galvão (Santo Antonio Santanna Galvão, o 1o santo brasileiro, em Guaratinguetá) e pude ver o quão pura é a crença de muitos. Gente humilde, esperançosa e que busca graças. O dinheiro, para elas, de nada vale. Nosso clique por lá:

2- Fui ao Santuário do Pai das Misericórdias (Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista). Que terra santa! Gente mansa, pacífica, espiritualizada. A troco de quê sentir rancor ou desamor? Aliás, veja o altar:

3- Conheci o Santuário de Nossa Senhora da Santa Cabeça (em Cachoeira Paulista também), onde as pessoas buscam a cura da depressão, do esquecimento, do medo, das enxaquecas e de outras enfermidades da mente. Aliás, ver a “Sala dos Milagres”, onde as pessoas agradecem as graças alcançadas por tal incomum devoção à intercessão da Cabeça da Virgem Maria, faz você pensar nas prioridades de vida. Aqui:

4- Não tinha como não passear no Santuário Nacional de Aparecida, casa da nossa Mãe Padroeira, onde a elevação da alma é presente: em especial, no momento da Eucaristia nesse belo templo, como nesse retrato que tiramos por lá:

5- Desta vez, tive a oportunidade de conhecer o Seminário Bom Jesus, onde 3 Papas ali passaram: João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Este último, deixou de lembrança “a cuia de seu chimarrão”. Veja, pela ordem, esse mimo e na sequência: a Capela onde os Pontífices rezaram a missa dentro do Seminário e os quartos da parte do local onde se é também uma pousada. Pura paz:

A imagem pode conter: pessoas sentadas, mesa e área interna

6- Ops: demos uma esticadinha até Petrópolis, onde conhecemos os principais pontos turísticos e aprendemos um pouco da história de nosso país na “Cidade Imperial”, onde Dom Pedro II tinha apreço especial. O problema é que tivemos que passar num morro com inscrições do Comando Vermelho, além de que no pé da Serra com a BR-493 vivenciamos um arrastão (que não nos atingiu diretamente, mas nos assustou pelo pavor de quem sofreu). Coisas do Brasil… Trouxemos lindas recordações de momentos incríveis e alegres, como a Casa de Santos Dumont e o Palácio do Imperador (ambos viraram museus):

Para celebrar a vida e terminado esse post, a foto que diz muito a mim. Por mais momentos assim… (é a única coisa que realmente vale a pena):

Região Central de Petrópolis, com a Catedral de São Pedro Alcântara ao fundo. Eu entre algumas das mulheres maravilhosas da minha vida – e de todas as idades!

– Celebramos o Dia da Bandeira!

Hoje é Dia da Bandeira. Mas poucos se lembram da data devido ao excesso de feriados. Dia 02, 15, 20… No meu tempo de escola (faz mais ou menos algum tempo… rsrs) as festividades eram grandes no dia 19. Outrora foi dia cívico de guarda!

O certo é que o Hino da Bandeira é um dos mais belos que temos:

HINO À BANDEIRA

Salve lindo pendão da esperança/
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
/ A grandeza da 
Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil/ Querido símbolo da terra/ Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
/ Este céu de puríssimo azul/ A verdura sem par destas matas/
E o esplendor do Cruzeiro do Sul/ Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,/ Querido símbolo da terra/ Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado/
Compreendemos o nosso dever/ E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser!/ Recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil,/ Querido símbolo da terra/
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira/
Nos momentos de festa ou de dor/
Paira sempre sagrada bandeira/
Pavilhão da justiça e do amor!/ Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil/ Querido símbolo da terra/ Da amada terra do Brasil!

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– Como se deu a Proclamação da República?

Dando uma fuçada na Internet, achei o interessante blog do Prof Bruno Viveiros, que conta detalhes do Golpe de Estado que levou o Brasil a trocar o Império Monárquico pela República Democrática.

Vale a pena dar uma visitada, em: http://proclamacaorepublicaportal.wordpress.com

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Na metade do século XIX, a urbanização e as transformações econômicas que ocorreram provocaram mudanças na sociedade brasileira e com isso novas aspirações e interesses foram gerados. A nova elite cafeeira do Oeste Paulista exigia a abolição da escravatura e maior participação política, já que São Paulo era o estado que sustentava a maior parte da economia do país. As camadas médias urbanas também aderiram a essas reivindicações, pois desejavam chegar ao poder. Incapaz de atender às novas aspirações sociais e de se modernizar politicamente, o governo imperial entrou em crise e transformou-se em República em 1889.

Os republicanos insistiram para que Marechal Deodoro da Fonseca chefiasse o movimento revolucionário pela transformação do Brasil de monarquia em república. Depois de boatos sobre a pretensão de prisão de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, os revolucionários resolveram antecipar o golpe de estado e, na madrugada do dia 15 de novembro, os revolucionários deram início ao movimento. Os revolucionários ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro, depois o Ministério da Guerra e no Paço Imperial. Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens de Visconde de Ouro Preto (primeiro-ministro), que o havia mandado atacar as tropas inimigas assim como fez na Guerra do Paraguai, dizendo assim: “Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!”, e em seguida aderiu ao movimento dando voz de prisão a Visconde de Ouro Preto.

Na tarde de 15 de Novembro de 1889, solenemente na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi proclamada a República, sendo redigida nesta  noite a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, que saiu em todos os jornais no dia seguinte, informando ao povo da mudança do regime.

Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio de Janeiro quando foi informado do golpe de estado e procurou anunciar um novo nome em substituição ao de Visconde de Ouro Preto. Porém, com o boato de que Dom Pedro escolheria Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro da Fonseca, este aderiu definitivamente a causa republicana. Com isso, Dom Pedro II decidiu não oferecer resistência e, no dia seguinte, recebeu uma comunicação, dando ciência da proclamação da república e ordenando sua partida para a Europa. A família imperial brasileira retornou novamente ao Brasil somente na década de 20.

Assim sendo, a Proclamação da República Brasileira aconteceu em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, onde foi instaurado o regime republicano, derrubando a monarquia de Dom Pedro II. Foi liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca que deu um golpe de estado. No mesmo dia, foi instituído um “governo provisório” republicano, onde Marechal Deodoro da Fonseca era o presidente e Floriano Peixoto o vice-presidente.

Muito bom saber tudo isso. E finalizando: o belo Hino da República! Minha parte preferida: 

“Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!”.

Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=v64YLLd-ueA

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– Eleições, Surpresas, e as Duras Palavras de Ciro sobre Haddad

Para mim, muita surpresa na Eleição de ontem. Viram os Senadores?

Nem Ibope ou Datafolha, ambos dando Dilma Rousseff em primeiro lugar no Senado por MG, acertaram. A presidente que sofreu impeachment foi punida pela população que não a elegeu. Idem ao suspeitíssimo Romero Jucá. Mas infelizmente a mesma população acolheu Renan Calheiros no Senado e Aécio Neves para a Câmara (todo mundo querendo se proteger com a imunidade parlamentar…) E tem Suplicy e Requião, cujos institutos de pesquisam davam como certa as suas eleições e “comeram barriga”.

E os Deputados? Quer dizer que Tiririca garantiu seu 3o mandato com expressiva votação? Mas que raio de voto de protesto é esse em que se elege uma figura caricata, palhaço de circo e que nada fez (mas recebeu)? Se é para protestar, eleja gente nova, competente e corajosa. Eleger gente que nada fará é se auto-punir. E um complemento: minha Jundiaí não fez nenhum Deputado Federal, nem de Direita ou de Esquerda, uma pena. Ter um representante em Brasilia é importantíssimo para ajudar a cidade, lamentável o ocorrido e a falta de consciência do eleitor.

Vamos para o Governador: Skaf, que chegou a liderar, perdeu força para Márcio França (aliás, no Debate da Globo ele foi muiiiito bem). Agora, será ele contra Dória, os “dois candidatos próximos de Alckmin”.

E por falar em Alckmin: que derrota! Idem Marina, idem Álvaro e até Ciro: todos eles perderam votos para os ponteiros: Bolsonaristas que conseguiram maximizar com votos inúteis de adversários direitistas e Haddadistas com os esquerdistas. Uma espécie de migração para o “tudo ou nada”.

Agora, será a turma do Bolsomito e Anti-PT contra os pró-Lulistas e #EleNão. Com isso, temos NOVAMENTE UM PAÍS RACHADO (e se for dividido com radicalismo, mais uma vez sofreremos, vença quem for): as urnas mostraram um Brasil Norte-Nordeste de Fernando Haddad e um Brasil Sul-Sudeste-Centro Oeste, de Jair Bolsonaro (e todos têm suas justificativas: pobreza / excesso de impostos / bolsas assistenciais, instrução e outros motivos que valem uma postagem a parte).

O fiel da balança daqui para frente, quem será? O Ciro, ora bolas. E pense: no segundo turno das Eleições, o 3o. colocado Ciro Gomes irá apoiar quem, já que sua parcela de eleitores poderá definir o futuro do Brasil nos 4 anos a seguir?

Há alguns dias, ele até falou de FRAUDE do PT e ironizou bastante Fernando Haddad, praticamente inviabilizando seu apoio (à uma rede internacional). Por outro lado, não parece que “dará química” entre ele e Bolsonaro.

(Assista e veja a firmeza das colocações com a polêmica e sinceridade que lhe é peculiar (assista todo o vídeo de 1’57”),

Em: https://mobile.twitter.com/Schwartzmann1/status/1049137295931138055/video/1

Um complemento: quem disse que o “tempo de TV” decidiria muita coisa? O horário político nada serviu para Meirelles e Alckmin. Me parece que as Redes Sociais, com suas divulgações, correntes e fakenews diversos são a decisiva forma de influência (positiva ou negativa).

– Chegou o dia. Vai votar?

Tudo é na Urna Eletrônica hoje. Mas para quem é mais antigo, se recordará desta raridade: a cédula com as opções em 1989.

Abaixo, para “matar saudade” de alguns nomes. Dificílimo fazer algum X aqui também, hein?

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– Você muda (ou já mudou) seu voto por conta do vice-candidato?

Perguntar não ofende: o quanto os eleitores estão sendo influenciados ou não pelos vices nesta eleição?

A história da República mostra o quão eles têm sido protagonistas em nossa nação (para o bem ou para o mal) e como temos os ignorados na hora de votar! Você leva em conta quem é o vice antes de votar no candidato? Já mudou seu voto por conta do “suplente”?

Aliás: General Mourão está tirando voto de Bolsonaro; Eduardo Jorge não tem nada em comum com Marina Silva; e, por fim, Manuela D’Ávila, a moça que pedia para que se “lutasse como uma menina” e rechaçou até o último minuto que abriria mão da candidatura, aceitou ser vice de Lula e depois do Haddad.

E aí? Coerência ou não?

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– Como os bolsistas, pesquisadores e estudantes vivem no Brasil

Pensa que é fácil receber bolsa de estudo no Brasil? E ser cientista? Ou professor?

Extraído de: http://Superinteressante/posts/bolsista-não-é-nada-no-brasil-hoje-não-tem-férias-não-tem-13º-salário-e-não-pode/10157394823922580/

BOLSISTAS DE CIÊNCIA NO BRASIL: QUEM SÃO E COMO SOBREVIVEM?

“Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Por Bruno Vaiano e Fernanda Almerón*

Era o fim da tarde da última quinta (2) e eu entrei no perfil de Facebook de Franciela Soares para adicioná-la. Antes de enviar o convite de amizade, passei os olhos nos posts compartilhados recentemente. Encontrei uma notícia da BBCque bombou em julho: “Depois de pós-doutorado na Inglaterra, biólogo vira figurante e tenta bico de modelo nu para se sustentar no Brasil”.

Na chamada, Rodrigo Rios, o protagonista da matéria, comenta: “Uma subutilização de tanto investimento, dinheiro público, tempo e dedicação para formar um cientista que vai para outra atividade porque não tem inserção no mercado. É horrível pensar que todo esse investimento não serviu para nada.”

Soares entende melhor do que ninguém a situação do rapaz: a gaúcha também é cientista, e está no terceiro ano do doutorado em química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “As pessoas acham que nós só estudamos, não entendem que é o nosso trabalho”, disse. “Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário, não recebe adicional de insalubridade (no caso de químicos, como eu) e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Eu estava conversando com Soares por causa de uma notícia do dia anterior que, naquele horário, já estava começando a aparecer em todos os jornais do Brasil: “Bolsas de estudos podem ser interrompidas em 2019, diz Capes. Entre alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, 93 mil podem ser atingidos”

O resumo da ópera é o seguinte: Temer tem até 14 de agosto para sancionar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019. Em bom português, ele vai bater o carimbo em um papel que define quanto dinheiro será dedicado a cada uma das despesas do governo em 2019. Uma dessas despesas é a Capes – cuja sigla, caso você já tenha se perguntado, significa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A Capes é uma de vários órgãos públicos que pagam bolsas mensais a estudantes de pós-graduação brasileiros.

Falando desse jeito, não fica muito claro o que está em jogo. Dá a impressão de que essas pessoas são só alunos comuns, que trabalham meio período. Então eu vou tomar a liberdade de ajustar o título da notícia: 93 mil cientistas brasileiros, com o currículo do tamanho de uma nota fiscal de compra do mês, correm o risco de ficar sem salário [atualização: após repercussão na imprensa, o presidente Michel Temer e o MEC já prometeram que os cortes não ocorrerão].

Um salário que já não era dos maiores: R$ 1,5 mil durante o mestrado, R$ 2,2 durante o doutorado. Os dois valores estão há 5 anos sem nenhum reajuste (nenhum mesmo, nem inflação). Em janeiro de 1995, a bolsa de mestrado era de exatamente R$ 724,52. De acordo com os cálculos do economista André Coutinho Augustin, disponíveis na Galileu, se ela tivesse sido reajustada de acordo com a inflação, estaria em R$ 3.276,74 em 2016.

O que essas pessoas fazem por tão pouco? Bem, eu vou deixar Soares explicar por mim: “eu trabalho com a síntese de compostos bioativos e candidatos a fármacos para o tratamento da doença de Alzheimer.” Sim, tem gente no Brasil do século 21 correndo atrás de remédios para Alzheimer por pouco mais de dois salários mínimos, sem direito a nenhum dos benefícios de um trabalhador com carteira assinada. E não é pouca gente: em 2014, o Brasil formou 50,2 mil mestres e 16,7 mil doutores, um aumento de 400% em relação a 1996. De lá até aqui, o grosso desses diplomas vem cada vez menos do tradicional eixo Rio-São Paulo: o investimento em instituições federais descentralizou e democratizou a pesquisa nacional.

A ciência é ciumenta

A remuneração é tão baixa que, a partir de 2010, estudantes de pós-graduação da Capes e do CNPq foram autorizados a ter uma fonte de renda paralela à bolsa. Mas ela precisa se enquadrar em critérios muito específicos: o emprego tem que ser na área de pesquisa do aluno, o salário não pode ser mais alto que a bolsa, e o orientador da pesquisa precisa autorizar a carteira assinada (veja a nota sobre acúmulo de bolsa e vínculo empregatício –  Portaria Conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010).

Pouquíssimos pesquisadores conseguem empregos que se enquadram nessas exigências. E os que conseguem dificilmente teriam tempo de exercer a atividade paralela: a vida no laboratório é em período integral. Na prática, o regime é de dedicação exclusiva.  “Eu acho que, se as instituições de fomento não dão conta, a solução imediata seria adotar um regime de não-exclusividade”, explica a geóloga Renata Schaan, “Mas a carga horária é pesada, é difícil conciliar. E aí as pessoas acabariam passando mais tempo na pós-graduação por não conseguirem dedicar a atenção necessária à pesquisa.”

Em março de 2016, Schaan passou em segundo lugar no mestrado do Museu Nacional, operado pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela foi trabalhar com a preservação do patrimônio geopaleontológico – uma palavra comprida para dizer que ela cuidou de meteoritos como este aqui, que pesa mais que um elefante africano e você pode ver de pertinho se visitar a instituição.

A pesquisadora se mudou para a capital fluminense com um bebê de 2 anos e desde o começo contou com a ajuda dos pais para se sustentar – a bolsa paga pela agência de fomento estadual, a Faperj, não era muito maior que a bolsa federal de R$ 1,5 mil. Tentou inscrever o filho na creche da faculdade, mas havia apenas uma vaga e centenas de crianças concorriam ao sorteio. Como o período de inscrição em creches públicas já havia passado, o jeito foi matriculá-lo em uma particular – que, por si só, já consumia uma fatia considerável da bolsa.

Se houvesse bolsa, é claro: ela não caiu em abril. Nem em maio. Nem em junho. A Faperj não conseguiu arcar com o compromisso. Só em novembro, após quase um ano de trabalho sem remuneração, a Capes interviu e passou a pagar Schaan com dinheiro federal. Mas ela nunca foi ressarcida pelos meses anteriores. “Hoje já ocorrem muitos atrasos por falta de verba”, diz a geóloga. E não é só a vida pessoal dos pesquisadores que é afetada: “equipamentos estragam e levam meses para serem consertados. Falta material e falta verba para atividades de campo, que são muito frequentes na minha área”.

Depressão pós-paper

Se você abre o site da SUPER todos os dias – obrigado pela audiência –, você já percebeu que nossas notícias mais curtinhas tem uma estrutura simples: nós pegamos um artigo científico que relata uma descoberta e traduzimos ele em bom português, sem linguagem técnica: “fulano, da universidade tal, publicou um artigo na revista Nature que diz tal coisa”.

Para quem vê de fora, fica fácil ignorar a importância da palavra “publicar”. Se você é um cientista e fez uma descoberta, o único jeito de divulgá-la é emplacar um texto sobre ela em uma revista especializada. Essa tradição se tornou uma lei tácita: as universidades usam o número de artigos publicados e número de citações que esses artigos recebem como principal critério para avaliar o desempenho de seus alunos e funcionários.

Por exemplo: hoje, para um cientista brasileiro da área de Farmácia receber a classificação máxima (1A) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, ele precisa ter publicado 70 artigos científicos nos últimos dez anos. Em outras palavras, fazer um avanço científico a cada dois meses.

Nem precisa dizer que a meta é utópica. Trata-se de algo que não acontece. A solução é “picar” as descobertas, para cada experimento render o maior número possível de papers. Só que esses papers diluídos perdem relevância, é claro. Quantidade não é igual a qualidade. Um estudo feito por Sidney Redner, da Universidade de Boston, revelou que, dos 353  mil estudos publicados entre 1893 e 2003 no periódico Physical Review, apenas 2 mil (0,56%) tiveram mais de cem citações. Oitenta e quatro mil (24%) foram citados só uma vez. Você pode entender melhor essa história nesta reportagem da SUPER, publicada em dezembro do ano passado.

“No programa do qual eu faço parte são exigidos dois artigos científicos”, explica Franciele Soares. “Eles são o mínimo para poder defender a tese e receber o diploma de doutorado. Sem artigo, não há de defesa.” Na prática, porém, quem se contentar só com os dois artigos obrigatórios fica para a titia. Em um concurso recente, um candidato a bolsa de pós-doutorado que emplacou seis artigos ficou apenas com o sexto lugar. O primeiro tinha dez.

“Se você não publica, acaba sendo passado para trás”, resume a química. “No ritmo que a coisa anda, a quantidade de alunos de pós com depressão e com ansiedade, tomando remédios fortíssimos para conseguir sair de casa, só tende a aumentar. Sei de grupos aqui na UFRGS em que todos os alunos tiveram ou tem algum problema de depressão ou ansiedade.”

Futuro?

Depois que um pesquisador termina o doutorado (e, de preferência, faz alguns pós-doutorados, inclusive no exterior), ele pode tentar prestar concurso para um dos únicos cargos públicos que garante estabilidade e um salário razoável para um cientista: o de professor universitário – que, vale lembrar, também é pesquisador.

Mas não é tão simples assim. Por exemplo: segundo a própria USP, a maior universidade do país, o número de professores efetivos trabalhando lá caiu de 6137 em 2014 para 5796 no começo deste ano – uma redução de 341 professores, ou 5,9% do total. Mas mesmo as universidades e outros órgãos públicos que contratam mais professores do que perdem não são, nem de longe, suficientes para absorver toda a mão de obra qualificada. E o setor privado normalmente não está disposto a contratar alguém com doutorado, mas sem experiência CLT.

“Como você vai ter experiência profissional se nem um estágio você pode fazer?”, questiona o biólogo Marcos Dums. Ele deixou um emprego efetivo no Paraná para fazer mestrado em taxonomia – a ciência que identifica, descreve e classifica os seres vivos. Hoje vive em Porto Alegre, e a bolsa não é suficiente para as despesas. “Os créditos que precisamos cumprir poderiam ser distribuídos em horários flexíveis, e as empresas também poderiam ser mais flexíveis.”

Resumo da ópera? Após 10 ou 15 anos vivendo de bolsa e se dedicando à ciência, quem termina o doutorado não está em uma posição melhor do que um recém-graduado no mercado de trabalho. Pelo contrário: o tempo passado na universidade pode ser um tiro no pé, visto com maus olhos nos processos seletivos. Desse jeito, fica difícil convencer alguém a abraçar a carreira acadêmica – e pessoas inteligentes e cheias de potencial, que poderiam mudar a ciência do país, acabam trocando o laboratório pelo escritório.

“Tanto a sociedade quanto o governo têm que parar de nos tratar como estudantes, como se essa bolsa fosse um benefício”, afirma a bióloga Fernanda Almerón. Ela faz mestrado em biologia animal na UFRGS, e ajudou a SUPER a coletar os depoimentos incluídos nesta reportagem – além de incontáveis outras histórias que não couberam aqui. “Na verdade, nós fazemos um trabalho árduo para o país e sim, devemos ser tratados como trabalhadores”.

Almerón ainda está no começo da carreira, mas já foi autora de uma descoberta importantíssima: a carne vendida sob a alcunha de “cação” nos supermercados brasileiros na verdade provém de mais de 20 espécies diferentes de raias, tubarões e outros peixes – das quais 40% estão em extinção (veja a matéria completa). No futuro, a descoberta pode contribuir com uma regulação mais eficiente da pesca no País, que beneficie tanto os consumidores quanto a fauna marinha. De fato, praticamente toda medida anunciada pelo governo se baseia ou pelo menos é justificada por pesquisas feitas por economistas, sociólogos, pedagogos, psicólogos etc. – muitos dos quais, por ironia, dependem de bolsas. O Brasil precisa da ciência. Se não, será para sempre o país do presente.

*Fernanda faz mestrado em biologia animal na UFRGS e colaborou com a SUPER na apuração da reportagem.

– A denúncia da Revista Época sobre o Aeroporto de Jundiaí.

Se estou farto daqueles que tem “políticos de estimação” (tanto da Esquerda quanto da Direita), aqui vai uma decepção para os centristas: a matéria da Revista Época desta semana sobre a vergonhosa licitação que privilegiou o sobrinho de Alckmin no Aeroporto Rolim Amaro, à beira da Serra do Japi, aqui em Jundiaí.

“Não basta ser honesto, tem que parecer que é”, diz o antigo ditado alusivo originalmente à mulher do Imperador César. Nesse caso, parece que deixaram o “bumbum na janela” e Geraldo Alckmin, que está em baixa nas pesquisas, cai ainda mais no meu conceito.

(Ops: não sou Haddad, Bolsonaro, Alckmin, Boulos, blábláblá. Sou um eleitor indignado COM A FALTA DE OPÇÃO).

Abaixo,

Extraído de: https://epoca.globo.com/sobrinho-de-alckmin-obteve-concessao-de-65-anos-para-explorar-hangares-em-jundiai-23110161

SOBRINHO DE ALCKMIN OBTEVE CONCESSÃO DE 65 ANOS PARA EXPLORAR HANGARES EM JUNDIAÍ

Média dos contratos costuma ser entre 15 e 25 anos. Prazo é maior que o oferecido a quase duas centenas de concessionários; MP-SP investiga suspeita de beneficiamento

Por Thiago Herdy

Concessionário de duas áreas de hangar no aeroporto de Jundiaí, no interior de São Paulo, o sobrinho do candidato a presidente Geraldo Alckmin, Othon César Ribeiro, ganhou, em 2010, um prazo de 65 anos para descontar do aluguel pago ao governo os valores de investimentos realizados por ele nos terrenos. As condições são melhores que que as oferecidas aos outros concessionários de cinco aeroportos geridos à época pelo governo paulistano, segundo verificou ÉPOCA em 172 contratos e 566 termos aditivos assinados entre os anos 90 e 2015, disponibilizados pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). 

Pelo acordo entre concessionários e o Estado, investimentos próprios realizados na área cedida poderiam ser descontados em parcelas que representavam entre 60% e 90% do valor de aluguel, mas sempre dentro do prazo dos contratos, definidos entre 15 e 25 anos, em média. Com isso, em vários contratos, parte do custo de melhorias realizadas nas áreas acabaram absorvidos pelos concessionários, o que não foi o caso do sobrinho do ex-governador.

O primeiro contrato de concessão a Othon foi assinado em 2001, durante o governo Alckmin (2001-2006), e resultou na destinação de uma área de 2,1 mil metros quadrados do aeroporto de Jundiaí para instalação de um hangar. Em 2007, já na gestão do aliado tucano José Serra (2007-2010), Othon informou ao governo ter realizado um investimento de R$ 1,2 milhão no terreno. Com isso, em 2010 o prazo para amortecimento foi estendido até 2062.

O mesmo ocorreu em relação a um segundo contrato de concessão, assinado em 2008 para uso de mais uma área de 3 mil metros quadrados. Para justificar investimentos de R$ 2,6 milhões, em 2010 o prazo de contrato foi ampliado para 65 anos, o mais extenso já oferecido pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). Se estiver vivo até o final do contrato, Othon terá 108 anos de idade. Apesar de receber investimento de R$ 12 milhões, um hangar da Latam no mesmo aeroporto, por exemplo, teve prazo de contrato mantido até 2022, sem que gastos totais sejam reembolsados.

A concessão a Othon e a avaliação de investimentos foram realizados sob a gestão de Flávio Sganzela como superintendente do Daesp, no biênio 2007/2008. Em depoimento à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público paulista na última sexta-feira, ele disse ter conhecido na época Othon Ribeiro, “um rapaz novo, de aproximadamente 30 anos”, apresentado a ele “como o sobrinho de Geraldo Alckmin”. Ele disse “não se recordar” de ter havido alguma “irregularidade para favorecê-lo”. Perguntado se era comum a extensão de prazos de concessão por até 65 anos, Sganzela disse que “nunca soube de prática semelhante” e que “trata-se de situação excepcional, desconhecendo o motivos para que assim se tenha dado”.

Responsável pela concessão dos prazos recordes, em 2010, o seu sucessor no Daesp, o engenheiro Sérgio Augusto de Arruda Camargo, negou em depoimento ao MP-SP nesta segunda-feira ter conhecido Othon. Disse também não se lembrar da autorização de “prazo para amortização tão longo” como o dele, “pois eram muitos contratos”. Mas garantiu que foram todos realizados “com base na legislação e normatização vigente”.

Em seu depoimento, Camargo citou artigo do Código Brasileiro de Aeronáutica, que prevê que “o termo de utilização para a construção de benfeitorias permanentes deverá ter prazo que permita a amortização do capital empregado”. Mas não mencionou a resolução 113/2009 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que limitou o direito do governo estadual de negociar “o prazo de outorga para explorar a infraestrutura aeroportuária” a um “máximo de 25 anos”.

“O que diz o Código é lindo, maravilhoso. Mas a maioria dos contratos se pautaram pela resolução da Anac. Ao longo de 25 anos, só amortizei 40% do que investi. A regra para ele não serve para todos”, diz Eduardo Carmello, concessionário de área no aeroporto dos Amarais, em Campinas (SP), que briga para ter as mesmas condições do sobrinho do ex-governador.

Os dois ex-superintendentes que prestaram depoimento ao MP-SP foram indicados aos cargos por Mauro Arce, que desde os anos 90 ocupa cargos estratégicos em gestões tucanas em São Paulo. Sob Alckmin, ele foi secretário de Saneamento, de Transportes e presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

Por meio de nota, o Daesp informou que “as condições oferecidas aos concessionários seguiram os parâmetros determinados pela legislação em vigor na época de cada concessão”. Disse que mantém atualmente concessões que “vão de 26 a 65 anos, dependendo das solicitações dos concessionários e análise do órgão técnico competente”. O órgão não quis responder se o fato de Othon ser sobrinho de Alckmin foi determinante para que ele obtivesse o maior prazo entre os concessionários.

O ex-governador também não respondeu à mesma pergunta. Por meio da sua assessoria, informou que “em fevereiro Alckmin não era governador e não teve qualquer relação com o processo mencionado”. Alckmin ocupou o Palácio dos Bandeirantes entre 2001 e 2006 e, depois, entre 2011 e 2018. Ainda segundo a assessoria do tucano, “a 10 dias das eleições, ilações desse tipo têm o propósito de deturpar a realidade e impor mentiras à população”. Othon Ribeiro não quis se manifestar.

Desde o ano passado, os cinco aeroportos que eram administrados pelo governo de São Paulo – inclusive os de Jundiaí e Campinas – foram cedidos à iniciativa privada. O processo licitatório foi vencido pelo consórcio Voa SP, que tem o mesmo Othon como presidente. Em março deste ano, reportagem da revista ÉPOCA mostrou indícios de beneficiamento ao sobrinho do ex-governador. Os dois episódios – tanto a atuação do consórcio quanto os prazos de contratos anteriores que envolvem o empresário – são investigados pelo MP Paulista. 

Othon é filho de Adhemar César Ribeiro, cunhado do pré-candidato do PSDB à Presidência citado na delação da Odebrecht como arrecadador de R$ 2 milhões irregulares para a campanha do tucano, em 2010. O caso é investigado no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo.

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– Sem vacilar: já escolheu os seus 2 senadores para 2018?

Você sabe que teremos que votar em 2 senadores nas próximas Eleições, certo? Além de Presidente e Deputados Federal e Estadual, o Senado renovará 2/3 da sua casa (temos 3 senadores por estado, que atualmente são… responda os do seu estado).

Quais os seus preferidos para 2018? Aliás, sabe o número deles (dos seus dois senadores que votará)?

Um outro ótimo questionamento: em 2014 você votou em um senador apenas. Quem foi ele? E nos dois que você votou em 2010, recorda-se?

É difícil mesmo…

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Na foto, 6 senadores réus envolvidos na Lava-Jato mas que se protegem com a imunidade parlamentar

– A crise da Venezuela na divisa do Brasil gerando atos de xenofobia. Mas a culpa é de quem?

Li que a Revista Veja foi a Pacaraima, no extremo da Roraima, onde venezuelanos procuram refúgio. E na pequenina cidade abarrotada de estrangeiros que fogem da miséria, encontrou o padre Bobadilla, um espanhol que cuida da Pastoral do Imigrante.

O religioso, quando questionado sobre os atos de xenofobia observados dias atrás pelos roraimenses, respondeu sem titubear de quem era a culpa de todo o lamentável episódio:

“(…) Todos falhamos: Estado, População e Igreja. Uma das causas foi não ouvirmos o grito da população local. O hospital ficou lotado e os assaltos viraram rotina em uma cidade pacata. O Governo viu o colapso instalar-se sem tomar nenhuma atitude. A População deixou florescer o sentimento de raiva. A Igreja acolheu os venezuelanos sem perceber que o morador local precisava de ajuda”.

Taí. Como justificar qualquer coisa com tal perfeito panorama feito pelo religioso? E acrescento com uma última e impressionante frase de efeito do padre:

“Dois dias após a expulsão (dos venezuelanos por brasileiros), cerca de 500 refugiados estavam famintos na porta da minha igreja. E sabe por quê? É que a fome é maior do que o medo.”

De que jeito resolver, se Venezuela e Brasil não mostram competência nem vontade para isso?

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– E se não fosse no 7 de Setembro?

Hoje recorda-se o dia em que Dom Pedro I, supostamente num cavalo branco às margens do Rio Ipiranga, gritou corajosamente: “Independência ou Morte”, em 1822.

Os estudos mais recentes dizem que Dom Pedro voltava da casa de sua amante, vindo de Santos e que estava numa mula. Também o brado retumbante não ocorreu. 

Assim, fica no imaginário popular a cena heroica do nosso primeiro imperador, enquanto que racionalmente se sabe que, caso não existisse essa cena, muito provavelmente o Brasil teria sido independente de outra forma da Coroa Portuguesa. Já que é para se separar, que fique com a família real mesmo, teria dito Dom João, Rei de Portugal.

E se tivéssemos virado República antes de Império, como seríamos atualmente?

Difícil dizer. Mas, sendo como foi, que tenhamos orgulho de tal dia cívico!

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– O oportunismo sobre o incêndio do Museu Nacional

A maioria dos brasileiros desconhecia sobre a existência do importante Museu Nacional. JK foi o último presidente a vista-lo (e faz tempo, hein). Aliás, e o Museu do Ipiranga, a quanto tempo está fechado?

Tudo isso (o triste incêndio) é fruto de anos de descaso. Mas eis que leio a seguinte postagem no Twitter do radical candidato a Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos:

“Muito triste o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro, atingindo 20 milhões de itens da nossa história. Os cortes criminosos de Temer em recursos da Cultura e em investimentos estão condenando nosso futuro e destruindo nosso passado.”

Ué, mas e o Minc, quando foi Ministro da Cultura e da linhagem do Boulos? Não poderia dar verba à UFRJ, a mantenedora do Museu? Isso é oportunismo, pois os amigos do próprio Guilherme Boulos, Lula e Dilma, nada fizeram também. Idem ao antecessor FHC. Creditar ao Temer, por mais defeitos que ele tenha, é sacanagem.

Se questione: e os valores que os artistas recebem pela Lei Rouanet? Não são (muito) maiores do que os destinados ao Museu?

Nessa época de Eleição, aparecerá muito oportunista tentando tirar proveito de tudo. Haja paciência para tanta demagogia…

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