– Novo aumento dos combustíveis.

Na surdina, nesta virada de mês, a Petrobrás está reajustando o preço do óleo diesel em quase R$ 0,25; a Gasolina já subiu próximo de R$ 0,20 e o etanol a R$ 0,10.

E o acordo com os caminhoneiros? O Governo vai querer ganhar tudo o que abriu mão de uma única vez?

Resultado de imagem para caminhões de Diesel petrobras

– Esperança na Política Brasileira e suas fases

Eu vivi o período da inflação alta, dos conturbados anos 80 e dos inúmeros planos econômicos.

A ESPERANÇA para o Brasil era o Caçador de Marajás, Fernando Collor de Mello, que pelo PJ (Partido da Juventude e que depois viraria PRN – Partido da Renovação Nacional), mudaria os rumos para o país.

Essa esperança era um engodo…

A NOVA ESPERANÇA veio com a posse de Itamar Franco e o aceite do Plano Real, uma espécie de dolarização da economia bolada pelo Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Ufa, que desafogo das dívidas e que fase maravilhosa da economia brasileira!

Essa nova esperança durou algum tempo. Veio a crise mexicana, a russa… e o não mais ministro, mas sim presidente FHC precisou tomar duras medidas para blindar o país. Veio a recessão econômica para segurar a inflação.

Surgiu uma NEO-ESPERANÇA, que disse que “venceria o medo”: Lula, que enfim se tornaria presidente e encontrou o país protegido da crise econômica internacional. Período de ascensão da classe média, de programas assistenciais em alta possibilitados pelo período impopular da gestão anterior. Mas a neo-esperança, que vencera o medo, trazia a desconfia consigo.

Veio a MÃE DA ESPERANÇA, a mãe do PAC, a mãe dos brasileiros, a reboque da neo-esperança: Dilma, que sem o mesmo carisma venceu 4 anos de excessivas críticas e desmandos. E reeleita, SEPULTOU A ESPERANÇA com a volta da inflação, do desemprego, da carestia e da falência dos cofres públicos.

QUEM RESSUSCITARÁ A ESPERANÇA? Alckmin? Haddad? Ciro? Bolsonaro? Marina?

Precisarei, então, rever meus conceitos de esperança…

bomba.jpg

– Entrevista, Sabatina ou Interrogatório?

Assisti até agora as 3 participações dos presidenciáveis no Jornal Nacional. E tanto Ciro, Bolsonaro e Alckmin foram duramente colocados na parede por Willian Bonner e Renata Vasconcelos.

Que bom! Levar candidato para ficar deixando-o falar bem dele próprio e fazer campanha não adianta. O que se deve ser feito é o que vimos: perguntar e argumentar sobre situações que prejudicam a imagem daqueles que postulam o cargo de Presidente, a fim de que não enganem (como sempre fazem) o eleitor brasileiro.

Só lamento que Fernando Haddad não comparecerá (esqueça a história de “Lula candidato”, ele está preso e inelegível – e esse circo deveria acabar logo, pois tal insistência parece subestimar nossa inteligência).

Resultado de imagem para JN

– É oportuno ter 8 títulos eleitorais em 2018!

Assistiram ao Debate dos Presidenciáveis na Rede TV?

Sinceramente, se o cara for ingênuo, achará que os 8 candidatos ali presentes são os melhores políticos do mundo e que resolverão todos os problemas do nosso país!

Dá vontade de votar nos 8, não? Ou de rasgar o título?

Se você não assistiu, assista em: https://www.youtube.com/watch?v=99SmMo1XqzQ

– A coleta de DNA de cada cidadão brasileiro. Uma boa ou não?

No último dia 30 de Julho, o Ministro do STF Alexandre de Moraes participou em São Paulo de um evento para o lançamento da Conferência Internacional de Ciências Forense 2019, e trouxe à discussão a criação de um banco de dados genéticos.

Segundo ele:

“Qual o problema de se realizar um cadastramento de DNA, que é um exame nada invasivo? (…) Se você pode e deve, constitucionalmente, dar sua identificação pela impressão digital, hoje existe algo mais moderno que é o DNA.”

Eu não vejo problema nenhum nisso. O DNA ajudaria a identificar melhor as pessoas, ajudando nas investigações de crimes e demais elucidações.

Se a tecnologia pode ajudar, por quê não usá-la, desde que não exista nenhuma implicação ética (como nesse caso parece não existir)?

bomba.jpg

– Assistiu o Debate da TV Bandeirantes?

Quando se pensa que não dá para piorar a política brasileira, aí se vê que é um equívoco pensar assim. Que “show de horrores” o debate ontem, não?

Sem o provável candidato do PT, Fernando Haddad (já que Lula está justamente na cadeia – e anseia esperar outros companheiros E ADVERSÁRIOS por lá, não tenho dúvida), a discussão foi vazia, sem respostas a contento e fraco em propostas.

Aliás, o começo foi ridículo: uma decepção ver Álvaro Dias demagogicamente fugindo das perguntas e querendo ganhar popularidade nas costas de Sérgio Moro. Aí, na sequência, aparece o “cabo Daciolo”, dando uma de pastor!

Pobre eleitor… o que esperar de Alckmin, Bolsonaro, Ciro e até da Marina Silva? E Boulos: nem pensar!

Assista na íntegra em: https://www.youtube.com/watch?v=9EnJeUKwX_c

– Pobre eleitor… Em quem votar?

E foram inscritas as chapas dos candidatos às Eleições para a Presidência 2018. São 13 candidatos, abaixo:

  1. Álvaro Dias (Podemos),
  2. Abo Daciolo (Patriota),
  3. Ciro Gomes (PDT),
  4. Geraldo Alckmin (PSDB),
  5. Guilherme Boulos (PSOL),
  6. Henrique Meirelles (MDB),
  7. Jair Bolsonaro (PSL),
  8. João Amoedo (Novo),
  9. João Goulart Filho (PPL),
  10. José Maria Eymael (DC),
  11. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que apesar de estar inelegível, foi inscrito e será substituído por Fernando Haddad.
  12. Marina Silva (Rede)
  13. Vera Lucia (PSTU).

É difícil crer que tenhamos 13 ideologias diferentes em nosso país para tanto nome, não é verdade? Mas se tem de tudo: dos mais liberais economicamente como Amoedo até os radicais de carteirinha, como Vera Lúcia (que promete estatizar as 100 maiores empresas do Brasil).

A verdade é: temos quantidade mas pouca qualidade!

Cuide bem do seu voto, é o mínimo que o pobre eleitor brasileiro deve fazer… E quem sucederá esses últimos mandatários? Dá arrepio imaginar o quanto judiaram do Brasil.

Resultado de imagem para presidentes 2018

 

– Funcionários que têm até 16o Salário por ano? E nós é quem os pagamos?

Ouvi e me assustei ao comprovar: o BNDES tem cerca de 5000 funcionários concursados e muitos outros como cargo de confiança. Eles tem até 16o salário como remuneração, e alguns não aparecem para trabalhar.

E depois querem aumentar os impostos para cobrir o déficit do Governo?

bomba.jpg

– Os candidatos à Presidência em 2018

Onde estão os nomes que darão esperança ao Brasil e cumprirão a difícil missão de melhorar o país pela competência, moderação, diálogo, ação, respeito e honestidade?

Como está complicado escolher um presidenciável!

Neste final de semana, os partidos estão realizando suas convenções e oficializando os nomes. Não votarei em quem já é político, está ou esteve no poder, e não correspondeu (assim, descarto Ciro, Bolsonaro, Alckmin, Marina e Lula). Tampouco em radicais de esquerda e de direita (ficam fora Bolsonaro e Boulos). Manuela D’Àvila tanto agitou e sucumbiu ao desejo de ser vice do PT (que insiste no Luís Inácio, ex-presidente comprovadamente corrupto e que não pode se candidatar).

Sobrará quem? Álvaro Dias, Henrique Meirelles, José Maria Eymael e João Amoêdo – este último, o que possivelmente levará meu voto por não ser político profissional, mostrar respeito ao dinheiro público e alardear que o Estado não deve se meter na vida das pessoas (e no bolso delas) como faz hoje, mas sim, cuidá-las e fomentar a sustentabilidade para elas.

Mas que está duro este 2018, ô se está!

Resultado de imagem para urna eletronica

– Sobre Bolsonaro no Roda Viva

Ouvi muita coisa sobre a entrevista de Jair Bolsonaro no Programa Roda Viva. Impossível comentar sem ter assistido na íntegra. E, após assistir, inegável: muito polêmica.

A propósito: parabéns à TV Cultura, que levou os candidatos da Esquerda à Direita, nos permitindo ver os extremos radicais.

Especificamente, Bolsonaro: não me passa sensação de competência alguma! A impressão que eu tenho é que não passa de um valentão tentando conseguir os votos dos descontentes tucanos e petistas. Só!

Aliás, tanto o candidato como os entrevistados ficaram a desejar – apesar de criarem debates.

  • Onde ficaram as propostas?
  • Onde ficaram as perguntas mais específicas e técnicas sobre um futuro governo?

O que se viu foi a discussão de democracia e ditadura, por pessoas que não viveram na sua totalidade.

Eu sei que só os que viveram desde 64 até 85 podem falar algo. Mas o pouco que vi, e o resto que estudei, mostram o quão violento foi o período militar (em que pese o crescimento econômico). O problema é a teimosia em Bolsonaro em querer que pareça ter sido um tempo de paz, se fazendo de mocinho contra bandidos. E, por outro lado, os “contras” dele são no caminho radical inverso: fazem de conta que não foram também cometidos crimes por quem queria uma ditadura de esquerda. Quem sofreu, verdadeiramente, foi o cidadão comum que desejava democracia e liberdade.

O que me impressionou é que tudo se resolve de maneira demagoga. Bolsonaro age como um “Lula de Direita”, com o mesmo discursinho de enrolar o próximo quando está acusado e ser simplório demais na resolução dos problemas.

Está difícil escolher candidato esse ano. Minhas condições são:

  • ser ponderado;
  • ser competente;
  • não ser demagogo;
  • ser honesto;
  • não querer dividir o país em mortadelas e coxinhas;
  • fim dos rótulos e da vitimização dos grupos sociais.

Bem direto: há muito artificialismo nesses candidatos, e o medo é que os mais caricatos e teatrólogos vençam. E quero registrar: RESPEITO OS ELEITORES, mas não nutro empatia nenhuma com os candidatos radicais e seus “aspones” de plantão!

Resultado de imagem para Bolsonaro no Roda Viva

 

– De olho nos vices em 2018…

No país em que os vices mandam, fica a incógnita de quem serão os vice-candidatos a presidente em 2018.

Perceba: Sarney era vice de Tancredo, Itamar o vice de Collor, Temer o vice de Dilma. O governador de São Paulo, Márcio França, também era v ice.

Josué Alencar, desejado nome do PR (MG) para a chapa como vice de Geraldo Alckmin do PSDB (PSDB) não confirma o aceite ao desafio. Lembrando que ele é filho do falecido José Alencar, vice de Lula, do PT (SP).

Aliás, quem será o vice de Bolsonaro? E de Ciro Gomes? E da Marina Silva? E do candidato (indefinido) da chapa petista?

As Eleições Presidenciais estão logo ali... Não está se bobeando muito?

– Que fim levou? Sobre os 10 terroristas do ISIS no Brasil

Não custa pergunta: as vésperas dos Jogos Olímpicos 2016, terroristas brasileiros foram presos. Eles cometeriam ataques em nome da “causa” do Estado Islâmico. E onde eles estão hoje?

Rememorando a postagem desse mesmo blog:

10 TERRORISTAS BRASILEIROS DO ESTADO ISLÂMICO PRESOS EM NOSSO PAÍS

O Ministro da Justiça Alexandre de Moraes confirmou que 10 terroristas (todos brasileiros e ligados ao Estado Islâmico) foram presos após serem monitorados. Eles treinavam artes marciais, tiros e compravam fuzis – tudo para promoverem atentados durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

O curioso: eram lobos solitários, não se conheciam pessoalmente, combinavam ações por WhatsApp e Telegram, além de terem feito juramento à distância para a sua conversão e batismo ao EI.

Infelizmente, esses idiotas inspiram muitos outros… eles faziam parte de uma lista de 42 nomes monitorados pelas autoridades.

Pessoas assim, agora que estão presas, trazem à discussão: qual o seu destino?

Serão mantidas na cadeia eternamente, às custas do nosso dinheiro?

bomba.jpg

– A queda de 10% do PIB, o aumento do Diesel e a Operação Combustão

Três assuntos interligados:

  1. O IBGE divulgou a queda do PIB de maio, se comparado com o de Abril: foi de 10,9%! É para quebrar qualquer país em todos os setores. Claro, corresponde ao período da Greve dos Caminhoneiros, mal administrada pelo Governo Federal.
  2. Você sabia que devido ao aumento do Biodiesel, o Diesel S500 e o S10 (que são os óleos combustíveis da frota brasileira) subiram R$ 0,03? E como fazer, se os postos estão proibidos de reajustar os preços deles, as distribuidoras já aumentaram e as autoridades ignoram tal fato? Aliás: viram o aumento do preço da Gasolina nos últimos dias, devido aos impostos? Pois é… com a Copa do Mundo acontecendo, isso ficou “para o escanteio” no noticiário.
  3. A Secretaria da Fazenda de SP deflagrou a “Operação Combustão”, visando 90 Postos de Combustíveis que fraudaram em R$200 milhões os cofres paulistas. O golpe envolve muita coisa: notas frias, desvios e operações disfarçadas. Em nossa região, um posto de Jundiaí, outro de Itupeva e um outro de Várzea Paulista foram alvos e os seus nomes não divulgados.

Tá bom esse país ou dá para piorar ainda mais?

Resultado de imagem para Greve dos Caminhoneiros

– O Futuro de uma Criança da Coréia do Sul versus a de uma Criança Brasileira

Uma crônica recente e interessante que li me trouxe a perplexidade sobre como alguns governos conseguem vencer as dificuldades do seu povo e outros têm uma imensa capacidade de não resolvê-los.

O texto é do economista Ricardo Amorim (extraído de: http://is.gd/lQH8Ih) e mostra a desigualdade e nuances diversas de duas crianças crescendo nos anos 70. E o cerne é: a diferença do desenvolvimento sulcoreano em relação ao do Brasil.

Muito bom, abaixo:

JOÃO E KIM

“Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? 
A cegonha deixou Kim na Coreia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coreia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

Só após garantirem uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coreia tem três universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coreia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chegam à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma oito vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coreia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma quatro vezes mais Ph.Ds. per capita do que nós.

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coreia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coreia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do sr. e da sra. Kim. Pena que seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

especial8.jpg

– Júlio Cocielo e o humor racista!

Não sou chegado nesses novos humoristas “youtubers”; portanto, desconhecia quem era o tal de Júlio Cocielo. Só soube que era seguido por milhões de pessoas após a polêmica com o jogador francês Mbappé, que fez dois gols contra a Argentina (ele é comparado com Ronaldo Fenômeno na juventude e é de origem afrodescendente).

Por ser negro e veloz, num repente de infelicidade, Júlio escreveu no Twitter que:

“Mbappé conseguiria fazer ‘uns arrastão’ Top na praia, hein?”

Que tonto! Para que bolinar com a cor da pele do rapaz, e ainda por cima fazer troça de um problema tão sério vivido no Rio de Janeiro?

Mas não é a primeira vez que isso acontece. Fuçando na Internet, vejo que ele escreveu várias vezes outras bobagens, como:

“Gritei VAI MACACA pela janela e a vizinha negra bateu no portão de casa pra me dar bronca”.

Onde está a graça? Ainda teve:

“to começando a virar racista por causa dessas cotas que beneficiam os pretos”.

Um cara desses faz sucesso? Isso é humor? E quantas pessoas seguem esse cara, que em dezembro de 2013, escreveu com duplo sentido (não foi a intenção de defender, hoje se crê):

“o brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros”.

Chega. Muita idiotice para um cara só. Sendo racismo crime, não deveria levar um puxão de orelha o cidadão?

Não me venha justificar que é humor. Em pleno século XXI, com tantos problemas que a sociedade tem, trolar devido a cor da pele é indevido. Ademais, só existe uma raça: a humana! Se a cor da pele é mais clara ou escura, isso é irrelevante.

Dá para entender quem consome esse tipo de humor?

bomba.jpg

– Enquanto o povo acompanha a Copa, o pessoal de Brasília faz a festa!

E o José Dirceu está na rua? Mas a manchete não ganhou muito destaquem não?

Hein? Tem outros tucanos, petistas, medebistas e corruptos que se beneficiaram da falta de atenção da população?

É verdade. Um circo chamado Brasil!

Torcer pelo futebol não pode virar alienação (embora, para muitos, isso seja uma verdade). Uma pena que ainda exista o fato do “pão e circo” ainda existir…

bomba.jpg

– A Mega-Sena de números esquisitos.

Quer dizer que ninguém da Região Sudeste (que é a de maior contingente populacional do país) acertou as dezenas sorteadas do último concurso da Mega-Sena?

Quer dizer também que foram de diversos e distantes pontos do país os 4 ganhadores?

Quer dizer, ainda, que alguém conseguiu acertar números sequencias: 50, 51, 56, 57, 58 e 59?

Quer dizer, enfim, que são essas coisas que nos faz desconfiar de possíveis engodos e lavagens de dinheiro nas Loterias?

bomba.jpg

– O Golpe das Tomadas de 3 pinos no Brasil!

A Pial Legrand estaria por trás da introdução da Tomada de 3 pinos, anos atrás?

Segundo essa importante reportagem da Revista Époica, sim!

Abaixo, extraído de: https://epoca.globo.com/tecnologia/noticia/2018/06/sete-anos-depois-quem-ganhou-dinheiro-com-tomadas-de-tres-pinos.html

SETE ANOS DEPOIS, QUEM GANHOU COM AS TOMADAS DE 3 PINOS?

por Bruno Abbud

Com uma canetada em 2000, o então presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Armando Mariante Carvalho Junior, obrigou 196 milhões de pessoas a gastar ao menos R$ 1,4 bilhão para a troca potencial de tomadas em mais de 60 milhões de residências em todo o Brasil. Carvalho hoje integra o rol de investigados na Operação Lava Jato, mas não por ter liderado a incômoda revolução da tomada dos três pinos. Como ex-vice-presidente do BNDES, ele é investigado por participação em empréstimos fraudulentos ao pecuarista José Carlos Bumlai, o amigo do ex-presidente Lula que foi condenado a quase dez anos de prisão por corrupção e gestão fraudulenta.

No caso dos três pinos, Carvalho estabeleceu, por meio de portaria, prazos para que fabricantes e comerciantes de material elétrico e eletrodomésticos se adaptassem ao padrão NBR 14136 — um termo alfanumérico que define tecnicamente a nova tomada. Em 1º de julho, a tomada de três pinos completa seu sétimo ano de existência obrigatória. Ninguém mais pode fabricar ou importar aparelhos com plugues ou tomadas fora do padrão, sob pena de elevadas multas. Ninguém pode também vender no varejo tomadas velhas nem eletrodomésticos com o plugue antigo.

Duas perguntas, no entanto, ainda assombram os brasileiros: por que o padrão de tomadas e plugues foi alterado? E quem, afinal, ganhou com isso? Carvalho não quis responder às perguntas de ÉPOCA. O executivo Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues, o maior inimigo que a tomada de três pinos já teve, verbalizou a hipótese mais frequente no setor de varejistas do comércio elétrico. Apontou uma multinacional francesa como beneficiária direta da adoção da tomada de três pinos.

Numa tarde de abril, no centro do Rio de Janeiro, no quarto andar do prédio da Confederação Nacional do Comércio, buscava, sem sucesso, uma tomada adequada para recarregar o celular, antes de discorrer sobre a hipótese que lhe parece a mais razoável. A norma NBR 14136 foi estabelecida inicialmente em 1998 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. Completará 20 anos em julho e determina a padronização do encaixe em formato hexagonal, fixado à parede, com três furos posicionados em ângulos que lembram a pirâmide de Quéops. Na parte interna, possui três pequenos pinos ocos conectados à fiação. Os plugues de aparelhos eletroeletrônicos que ali se conectam caracterizam-se pela existência do terceiro pino.

O principal argumento favorável à tomada de três pinos, à época, era a segurança — uma vez que o recuo no encaixe impossibilita, por exemplo, que uma criança encoste o dedo no pino semiencaixado e energizado. Diminuiu também a chance de o plugue se soltar facilmente da tomada. Além disso, o terceiro pino evita choques quando conectado a tomadas de imóveis com aterramento elétrico. No entanto, os números oficiais de pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por choque cresceram continuamente nos últimos sete anos.

Em 2011, quando a tomada de três pinos se tornou obrigatória, houve 857 atendimentos por exposição a corrente elétrica registrados no SUS em todo o Brasil — boa parte em residências, habitações coletivas e escolas. Em 2017, o Ministério da Saúde registrou 1.307 atendimentos por choque elétrico em todo o Brasil, crescimento de mais de 50% em seis anos. O número de internações por choque também aumentou, saltando de 22 em 2012 para 102 no ano passado. Até janeiro deste ano, houve 64 internações por choque elétrico pelo SUS no país. As mortes por choque elétrico em residências mantiveram-se num gráfico linear. Desde os anos 2000, há uma média de 1.300 por ano.

A tomada de três pinos mostrou-se ineficiente porque dependia de que as residências brasileiras fossem aterradas. O terceiro pino, como se sabe, só funciona em imóveis com aterramento. Isso significa que, se a tomada não estiver coligada a uma barra de cobre de 3 metros cravada na terra, a segurança propalada não existe. Uma pesquisa constatou que metade das residências brasileiras não dispõe de aterramento elétrico.

Criada para ser padronizada no mundo todo, a primeira versão da tomada de três pinos tem origem em 1986 na sede da Comissão Eletrotécnica Internacional (International Eletrotechnical Comission, a IEC), em Genebra, na Suíça. Batizada como IEC 60906-1, não decolou. Dos 85 países que compõem a IEC, só Suíça, África do Sul e Brasil decidiram assumi-la como padrão.

A ABNT importou a ideia da Europa em 1994. Embora a aparência tenha permanecido a mesma, houve adaptações técnicas. Enquanto a tomada europeia era própria para suportar uma intensidade elétrica de 16 amperes e tinha furos de 4,5 milímetros, a brasileira apareceu em duas versões: uma para voltagens de aparelhos menores (como liquidificadores), com furos de 4 milímetros e feitas para correntes de 10 amperes, e outra para voltagens de aparelhos maiores (como máquinas de lavar), com buracos de 4,8 milímetros e própria para aguentar um fluxo de até 20 amperes.

Na ocasião, houve na ABNT quem preferisse adotar o padrão alemão Schuko, considerado o mais seguro do mundo. Essa opção, no entanto, obrigaria o brasileiro a pagar R$ 40 por um plugue. A nova tomada de três pinos — com um custo de R$ 8 — era quatro vezes mais cara que a antiga, mas saía por um quinto da versão alemã. Em 2017, o mercado de tomadas, plugues, cabos e extensões faturou R$ 23,7 bilhões no Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). É tanto dinheiro que daria para cobrir o déficit mensal das contas públicas do governo federal.

Executivo do setor elétrico há 50 anos, Marco Aurélio Sprovieri disse que, no auge da discussão para tornar a norma obrigatória, a multinacional francesa Pial Legrand trouxe para o Brasil os moldes prontos para produzir o padrão que aqui tinha acabado de se transformar em norma. A empresa é uma gigante que atua em 180 países com um faturamento anual de € 4 bilhões, quase R$ 18 bilhões.

“Comentava-se na época que a Pial já tinha as máquinas para fabricar o novo padrão antes mesmo de ele ser imposto no Brasil”, disse Sprovieri. Só a Pial tinha o formato hexagonal. “A empresa se beneficiou mais do que os outros fabricantes, que tiveram um pouquinho mais de dificuldade de desenvolver um novo processo fabril de produção”, disse. 

Sprovieri afirmou que a empresa francesa havia apostado na mundialização do produto, o que não se realizou. “O lobby foi uma das maiores produtoras do mundo já ter a fábrica, os moldes, os pinos, as máquinas para fazer os pinos, todo o processo fabril pronto quando a IEC desenvolveu a norma”, disse. A França não adotou, a Alemanha não adotou, a Itália não adotou, e a fábrica ficou inutilizada. “Esse padrão foi previsto pela IEC para ser um padrão universal, mas nenhum país quis mudar seu padrão para não causar impacto desnecessário na sociedade. Houve um investimento em novas máquinas e equipamentos pensando numa coisa que não aconteceu. Aí o único lugar em que podia acontecer era no Brasil. E aconteceu.

O executivo disse suspeitar que lobistas a serviço da indústria francesa tenham influenciado o Inmetro a tornar a tomada de três pinos obrigatória no Brasil. “Acredito que houve um acordo com o Inmetro para estabelecer isso”, disse. “Tenho quase certeza de que a empresa (Pial Legrand) vendeu a ideia para o Inmetro no Brasil, que pôde impor a norma aos consumidores. E o Inmetro baixou uma portaria que obrigou 200 milhões de pessoas a aderir a um padrão totalmente desconforme com o que tínhamos. É uma presunção.”

O lobby teria sido direcionado ao baixo escalão da autarquia. “Não foi uma ação a mando de governo, foi uma ação meio que pessoal”, disse. “Alguém da área técnica do Inmetro aceitou essa ideia como uma ideia a ser levada adiante.”

Sprovieri reuniu sindicatos e setores de classe e passou a enviar ofícios ao Inmetro, alertando para a incongruência da obrigatoriedade da norma no Brasil. “Não digo que o padrão é ruim”, declarou. “Mas havia um estoque muito grande no país de um padrão que não era inadequado. Era funcional. Além disso, poderia ser criada uma transição para um novo padrão, dois furos, dois furos com pino chato, mas tudo encaixado no mesmo lugar, e sem que isso fosse obrigatório.” Outra solução mais simples para a questão da segurança, segundo Sprovieri, seria encapar os pinos até a metade, de maneira que o toque não resultasse em choque elétrico. Os ofícios foram ignorados.

Quando a IEC lançou a tomada de três pinos nos anos 1980, Inglaterra, França e Alemanha estavam entre os países mais influentes na comissão, segundo Amaury Santos, diretor da IEC na América Latina. “Era um sonho padronizar plugues e tomadas internacionalmente, porque, por muitos anos, usou-se o plugue como barreira técnica de mercado”, disse. “Você comprava um aparelho nos Estados Unidos e não podia usar no Brasil e vice-versa. Proteção de mercado.”

Sustentada por anuidades pagas pelos países-membros e com a venda de normas de adoção voluntária por governos ao redor do mundo, a IEC não havia localizado, até o fechamento desta reportagem, as atas das reuniões que decidiram pelo desenho da norma 60906-1 nem seu inventor. O que se sabe, contudo, é que a ideia de seus criadores era acabar com a proliferação de vários tipos de plugue e tomada nos seis continentes. Atualmente, segundo a IEC, há ao menos 14 encaixes diferentes no planeta.

No dia em que se desenhou a primeira versão da tomada de três pinos, em setembro de 1986, o Brasil estava em Genebra, representado por um técnico do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei). Da Suíça, ele trouxe ao Brasil a proposta para análise de uma comissão do comitê.

Formado por cinco sindicatos e associações, além de 17 empresas, que vão do setor médico-hospitalar ao de metais ferrosos e eletrodomésticos, o Cobei, que também é chamado de CB-003, é um dos 309 comitês técnicos da ABNT. O dinheiro para manutenção e aluguel das salas onde funciona — hoje está sediado em uma travessa da Avenida Paulista, em São Paulo — vem da indústria, por meio de empresas associadas e entidades de classe.

Dos mais de 300 comitês técnicos da ABNT, o Cobei é um dos mais poderosos. Além dele, só três integram o Conselho Deliberativo da ABNT: o CB-004 (máquinas e equipamentos mecânicos); o CB-018 (cimento, concreto e agregados); e o CB-026 (odonto-médico-hospitalar). Os comitês técnicos são numerados em ordem cronológica, de maneira que o comitê que estuda eletricidade foi o terceiro a ser criado na ABNT, em 1908, atrás apenas dos comitês de Mineração e Metalurgia e da Construção Civil. De acordo com um anúncio para associados publicado em seu site, o Cobei é responsável por “garantir a participação ativa do Brasil” na IEC e “assegurar que seja realizado o pagamento das anuidades da filiação” à entidade.

A ABNT também é formada por entidades de classe, empresas e autarquias federais, como o Inmetro, por exemplo. Todos os associados contribuem com a associação. Alguns mais, outros menos. Entre os sócios mantenedores da ABNT estão os ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o da Defesa, com quem a ABNT faz convênios para o recebimento de verbas federais. Em 2017, R$ 547.700 foram repassados à entidade.

Das 522 comissões de estudo que já foram criadas sob o guarda-chuva do Cobei, hoje estão ativas cerca de 160, que avaliam tecnicamente desde turbinas de geração eólica a máquinas de lavar roupa. Em teoria, esses pequenos grupos devem ser compostos de fabricantes, consumidores, laboratórios e universidades ou por qualquer interessado que comprove relação curricular com o assunto em pauta. Na prática, contudo, boa parte é formada e supervisionada por técnicos de grandes multinacionais que gastam algumas tardes decidindo entre a cor verde e o amarelo, esse parafuso ou aquele encaixe de plástico, uma folha de alumínio ou um ponteiro de aço.

A indústria participou ativamente da escolha da tomada e dos plugues de três pinos no Brasil. Em 1994, a Comissão de Estudo de Interruptores, Tomadas, Pinos e Placas de Uso Geral — também denominada CE-03:023.02 — começou a se basear na norma da IEC para desenvolver a tomada de três pinos do jeito que é hoje. Entre 1994, quando o padrão começou a ser desenhado no Brasil, e 1998, quando foi lançado pela primeira vez, o número de integrantes da comissão de estudo que o escolheu era 26 — sendo 25 empresas e entidades de classe da indústria eletroeletrônica e do cobre e apenas um laboratório, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), ligado à Eletrobras. Em quatro anos, reuniram-se cerca de 20 vezes. “Se houve algum lobby, foi nessa época”, confidenciou um executivo do setor elétrico que preferiu não se identificar.

“As decisões das comissões de estudo são sempre tomadas por consenso, não havendo votação”, afirmou Eugenio Tolstoy de Simone, diretor técnico da ABNT, que administra todos os comitês técnicos. O diretor da ABNT declarou que a escolha da norma da IEC pela comissão de estudo foi “natural e lógica”. “Não houve imposição de ninguém”, disse. “Ao se iniciar qualquer trabalho de normalização, devemos sempre optar pela adoção de uma norma internacional, conforme preconiza o Acordo de Barreiras Técnicas da Organização Mundial do Comércio.”

Em outubro de 1996, houve uma consulta pública na qual a norma NBR 14136 foi aprovada pelos integrantes da comissão de estudo com 21 sugestões. “As sugestões foram inexpressivas”, afirmou Tolstoy, que está na ABNT desde 2002. “O único setor que reclamou desse plugue e tomada foi o da construção civil, que na época dizia o seguinte: ‘Espera aí, quem instala as tomadas sou eu, e vai dar um trabalho danado’.” Instado a oferecer acesso às atas das reuniões, Tolstoy informou que são documentos de uso exclusivo da comissão de estudo. 

Em 2006, Vicente de Paula Neves, funcionário da Pial Legrand, foi o coordenador da comissão de estudo que escolheu se basear no padrão da IEC. De acordo com o regimento interno da ABNT, compete ao coordenador da comissão, além de conduzir as reuniões, indicar o secretário, relatores e membros, receber as documentações e revisar “técnica e ortograficamente” o texto dos projetos de norma.

Questionado sobre se acredita que a Pial Legrand tenha largado na frente no comércio do novo padrão e sobre o comportamento da multinacional na consulta pública, Tolstoy disse: “A Pial não queria que a gente adotasse o formato igual ao da IEC. A Pial queria justamente que mudasse o formato, e isso não foi aceito”.

José Sebastião Viel, superintendente do Cobei e ex-funcionário das francesas Telemecanique e Schneider, afirmou ser uma obviedade que os franceses tenham saído na frente da fabricação e comercialização do novo produto. “A Pial Legrand era a maior fabricante que havia no Brasil. Ela sempre esteve na frente dos outros fabricantes daqui. Sempre foi uma empresa com uma agilidade tecnológica muito forte. Quem tem mais tecnologia e mais dinheiro para investir acaba saindo na frente.”

Funcionário da Pial Legrand desde 1993, Antonio Eduardo Souza negou a tese de Sprovieri peremptoriamente, mas admitiu: “Realmente a ambição era que a norma da IEC se tornasse um padrão mundial. A Europa queria que fosse norma de padronização mundial de tomadas”. Souza foi o maior representante da Pial Legrand durante as discussões sobre a implantação do padrão no Brasil. Negou que tenha havido lobby da indústria na decisão de obrigar à utilização da NBR 14136. “Seria um baita tiro no pé. A indústria não criaria um lobby para se obrigar a fazer grandes investimentos para se adequar à obrigatoriedade do Inmetro.”Funcionário da Pial Legrand desde 1993, Antonio Eduardo Souza negou a tese de Sprovieri peremptoriamente, mas admitiu: “Realmente a ambição era que a norma da IEC se tornasse um padrão mundial. A Europa queria que fosse norma de padronização mundial de tomadas”.

Souza também é categórico ao rebater a acusação de que a Pial Legrand teria trazido os moldes da França para o Brasil: “Isso é uma falácia. Os moldes foram fabricados de acordo com o cronograma de implementação da norma”. Segundo ele, parte dos investimentos da Pial Legrand à época se deu justamente na fabricação de novos moldes. “Um molde de injeção plástica pode custar entre R$ 100 mil e R$ 130 mil. Em uma linha de tomada, por exemplo, há mais de um molde, incluindo tampa e tomada.” Para cada linha de produto, segundo Souza, gastam-se de R$ 200 mil a R$ 300 mil. “Se você tem dez produtos, são R$ 3 milhões só em moldes”, completou. “A indústria não ganhou tanto dinheiro assim porque os pinos antigos quase todos cabiam em tomadas antigas e também nas novas.”

Confrontada com a tese de Sprovieri, a Pial Legrand negou que tivesse os moldes da tomada de três pinos antes de sua implementação no Brasil. “Parece teoria da conspiração”, disse Carlos Eduardo Nonato, gerente de marketing da multinacional desde 2010. “Todos os fabricantes tiveram de se adaptar e todos sofrem, até hoje, com as reclamações de clientes e com a especulação de tentar achar um culpado para essa mudança”, acrescentou o diretor de marketing da empresa, Demetrius Basile.

Os fabricantes de adaptadores formam outro grupo entre os que ganharam dinheiro com a adoção do plugue jabuticaba nacional. No fim dos anos 2000, quando o escalonamento de prazos expedidos pelo Inmetro já havia criado algum efeito na indústria, e os eletrodomésticos certificados costumavam sair das fábricas padronizados, o plugue na norma NBR 14136 passou a aparecer com mais frequência nas casas dos brasileiros. Milhares de consumidores se viram obrigados a comprar adaptadores para dar vida a eletrodomésticos recém-adquiridos.

Nove meses depois da data final para o varejo se adaptar ao padrão obrigatório, uma empresa familiar já havia se valorizado em milhões de reais. A Daneva foi fundada por Juliano Filippelli Neto — que também participou da comissão da ABNT que estudou a tomada de três pinos — em 1978 em Poá, na Grande São Paulo. Era líder de vendas de extensões e adaptadores no Brasil. Em abril de 2013, alterou seu capital social, passando-o de R$ 700 mil para R$ 24 milhões — um salto de 3.328%. Um mês depois, em uma reunião registrada na Junta Comercial de São Paulo, a Pial Legrand adquiriu 51% da empresa por R$ 66 milhões. Dois anos mais tarde, em julho de 2014, comprou os 49% restantes por R$ 65 milhões. A multinacional francesa novamente se beneficiou da tomada de três pinos.

A aquisição faz parte de sua estratégia no Brasil. Em 2006, a Pial Legrand comprou a Cemar, líder do mercado de quadros de distribuição. Em 2008, a HDL, líder no segmento de porteiros eletrônicos. Em 2010, a SMS, líder no mercado de nobreaks. “É uma estratégia de crescimento lateral por meio da aquisição de empresas que estejam alinhadas com nosso portfólio de produtos”, disse Antonio Eduardo Souza, que hoje dirige a fábrica da Daneva.

Marcelo Filippelli, antigo sócio-proprietário da Daneva, afirmou que a diferença estratosférica no capital social da empresa surgiu de lucros acumulados. “Foi feita uma atualização de capital para efeito de menos gasto com imposto. Os lucros que não tinham sido distribuídos foram integralizados no capital social. Foi uma operação contábil que a gente fez porque já estávamos com a venda fechada para a Pial Legrand. Você paga menos Imposto de Renda se tem seu capital social mais alto. Não tem nada a ver com investimento, padronização, com ganho de dinheiro, com lucro, nada disso.”

A polêmica da tomada de três pinos ganhou fôlego em 2006, quando o Congresso aprovou o Projeto de Lei 1.096, de 1995. De autoria do então deputado Freire Júnior, a lei obrigou imóveis construídos a partir de outubro daquele ano a ter “sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização do condutor-terra de proteção, bem como tomadas com o terceiro contato correspondente” e tornou obrigatório o plugue de três pinos em aparelhos eletroeletrônicos com carcaça metálica, como micro-ondas, geladeiras e máquinas de lavar.

O fato de Lula ter sancionado a lei a três meses do fim do primeiro mandato como presidente da República colocou internautas em polvorosa. Já naquela época, teorias da conspiração em forma de fake news surgiram na rede, e não demorou para que um filho de Lula levasse a culpa pela tomada de três pinos. Acusaram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de ter direitos sobre a patente da tomada — uma falácia, já que a patente de uma invenção, quando se torna norma internacional, é derrubada pelas regras dos normatizadores.

Freire Júnior, que hoje é suplente de deputado pelo Tocantins, disse que teve a ideia de propor a lei depois de uma conversa com um amigo de infância. “No passado, nós dois tivemos videocassetes queimados por falta de aterramento elétrico”, disse.

Na Rua Santa Ifigênia, maior polo do comércio eletroeletrônico de São Paulo, o empresário Felipe Abduch, proprietário da loja de materias elétricos Santil, disse que a francesa Pial foi a primeira a colocar tomadas de três pinos no mercado. “Eles estavam mais preparados para seguir as novas exigências. Depois vieram os concorrentes, a Schneider, a Siemens e a Tramontina.”

Quando os deputados Sandro Alex (PPS-PR) e Bruno Araújo (PSDB-PE) decidiram convocar uma reunião na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados para esclarecer os motivos da obrigatoriedade da tomada de três pinos no Brasil, João Viel, o superintendente da Cobei, foi convidado a participar como representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mas não pôde ir. Enviou em seu lugar Antonio Eduardo Souza, da Pial Legrand.

As desconfianças sobre a tomada de três pinos reverberaram no Congresso em 7 de junho de 2011, a menos de um mês de o padrão se tornar obrigatório. Os argumentos favoráveis à padronização — entre eles a redução no consumo de energia, mais segurança contra choques elétricos, proporcionada pelo novo relevo das tomadas, e prevenção contra incêndios — eram rebatidos, à época, com argumentos de que a maior parte dos imóveis não dispunha de aterramento elétrico e boa parte dos eletrodomésticos era dotada de um sistema de proteção interna contra curtos-circuitos, de modo que o terceiro pino ficaria sem utilidade. Apontava-se também o baixo índice de choques no país, o que não justificaria uma mudança, a insegurança ocasionada pelo aumento no uso de adaptadores e o peso no bolso do consumidor.

O deputado Bruno Araújo, que presidia a Comissão de Ciência e Tecnologia em 2011, seguiu na mesma linha: “A coisa parecia fato consumado, lembro que na época não me convenci nem me dei por satisfeito. Havia uma grande desinformação da sociedade sobre qual seria de fato a utilidade desse investimento de centenas de milhões, se não fosse de bilhão, de mudar todo o sistema nacional”.

O presidente do Inmetro e da ABNT foram convidados ao encontro, mas enviaram subordinados. “Eles ficaram essencialmente no foco da segurança”, lembrou Araújo. A reunião durou duas horas.

“A tomada de três pinos veio muito mais da imposição do governo e do Inmetro”, disse o deputado Sandro Alex ao rememorar a reunião no Congresso. “A gente percebia que tinha alguma coisa errada nessa história. A decisão estava tomada. Muito se comentava de que tinha um caroço no angu.”

Em 2010, a Daneva doou R$ 50 mil a José de Souza Cândido, candidato do PT a deputado estadual em São Paulo, hoje falecido. Já a SMS Tecnologia Eletrônica doou, no mesmo ano, R$ 24 mil a José de Filippi Junior, candidato a deputado federal do PT por São Paulo; R$ 5.700 a Joel Fonseca Costa, candidato do PT a deputado estadual em São Paulo; além de R$ 2 mil a Paulo Skaf, que concorria ao governo paulista pelo PSB. Nas eleições de 2014 e 2016, nenhuma empresa do grupo Legrand colaborou com candidatos.

Resultado de imagem para Tomada de 3 pinos

– Os Motivos para a Baixa Popularidade de Temer

Na Folha de São Paulo, há 1 semana, saiu uma pesquisa sobre o que faz aumentar tanto a impopularidade do Presidente da República, Michel Temer. E os motivos citados são:

  1. Maus resultados na Economia: 51%
  2. Não aprovam seu desempenho de uma forma geral: 21%
  3. Corrupção dele / seus pares: 15%
  4. Falta de investimento na Educação: 9%
  5. Greve dos Caminhoneiros: 4%

Não dá para deixar de questionar: quer dizer que não são tão relevantes a questão da HONESTIDADE e da EDUCAÇÃO? Pela pesquisa, percebe-se que a cultura do “rouba mas faz” ainda existe. Afinal, se a Economia estivesse boa, a corrupção parece que seria apenas um detalhe para muitos brasileiros.

bomba.jpg

– E se você fosse Presidente da República por 1 dia?

Michel Temer está viajando em um encontro da cúpula do Mercosul. Como ele é o vice que assumiu a presidência, seus substitutos em caso de ausência são Eunício Oliveira e Rodrigo Maia (presidentes do Senado e Câmara). Só que eles também estão viajando.

Dessa forma, a Presidente da República, por alguns dias, será Carmem Lúcia, a Chefe do Judiciário.

Pense: e se você fosse o presidente por alguns dias, o que faria nesse curto prazo?

Sinceramente, acho que só dá tempo para esquentar a cadeira…

Resultado de imagem para carmem Lúcia

– Há quase 1 ano, uma capa perfeita sobre senhores corruptos…

TRÊS SENHORES INDEFENSÁVEIS:

A capa da Revista Veja esteve perfeita: Temer, Lula e Aécio no mesmo barco. Pode parecer atual, mas tem 1 ano…

O que mudou? Só 1 na cadeia. Falta mais gente, não?

bomba.jpg

– Crise Econômica leva Brasileiros ao Desespero e à Depressão!

É assustador: leio em algumas publicações que a crise econômica leva pessoas a entrarem em depressão. Ao mesmo tempo, empresários, executivos e outros empreendedores que, ao quebrarem financeiramente, levam seus problemas econômicos corporativos às dificuldades pessoais e, somado tudo isso, entram em “parafuso”.

Um desses exemplos é o do administrador de empresas que se suicidou no ano passado, notícia amplamente divulgada pelos meios de comunicação na época. Sem emprego e mergulhado em problemas, ele se despediu dos parentes e amigos dizendo que iria viajar. Não foi. Se hospedou em um hotel paulistano, tomou uma dose violenta de calmantes e outros remédios, colocou um saco na cabeça e se auto-algemou.

Triste. Retrato de um mundo competitivo que não permite o fracasso e é impiedoso com os trabalhadores que tem pouco dinheiro, sobrecarregados pelos impostos, por um Governo corrupto, por uma sociedade materialista e, em muitos casos, da falta de apoio familiar e talvez de uma certa debilidade espiritual.

Recordo-me de, dias atrás, ter lido um testemunho do Padre Marcelo Rossi, que vítima de uma crise depressiva, emagreceu violentamente. O sacerdote disse que, contra ela, além dos medicamentos, se apegava a esta passagem bíblica em Eclesiásticos, cap. 30, vers. 22 e 24:

“Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e se firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti”.

Independente da religião, é inegável que são palavras bonitas e que nos remetem à busca da felicidade, tentando afastar da nossa mente os pensamentos que nos machucam, dos medos de uma sociedade monetariamente dependente e de um consumismo / materialismo desenfreado. Claro, lembrando que, se “a conta não fechar no final do mês”, o processo de desespero aumenta. Nestes momentos, é imprescindível respirar fundo, olhar para a família e crer em algo/ alguém que dê motivos para a vida valer a pena!

bomba.jpg

– Parabéns à Pré-Candidata Marina Silva

Disse a pré-candidata Marina Silva à Rádio Jovem Pan na sabatina de 5a feira, na sua última frase:

“Não quero que os filhos do Bolsa Família se tornem mães do Bolsa-Família!”

Ótimo! Muitos políticos têm medo de falar que um viés deste Programa de Assistencialismo tão discutido em nosso país, é justamente o do beneficiado encarar ajuda como salário.

Não sou contra o Bolsa-Família em si, pois entendo que o pobre merece atenção e solidariedade. Sou contra a perpetuação da assistência sem dar dignidade ao assistido: ou seja, arrumar-lhe EMPREGO para que possa sustentar sua família e tornar-se independente da caridade. Por consequência, tal recurso pode ir para outros necessitados.

Candidatos têm uma preocupação em perder voto ao ponderar a necessidade de corte do Bolsa-Família à quem não quer trabalhar… será que isso se tornou uma “compra de voto institucionalizada”?

Quantas vezes você ouviu dizer que se o eleitor não votar em X, vai perder o Bolsa-Família porquê Y vai tirá-lo? E dessas boatarias surge uma enxurrada de votos daqueles que se tornaram dependentes da verba.

Resultado de imagem para bolsa familia

– Muitas opções para votar a Presidente do Brasil?

Eu escolhendo um candidato a presidente (me sinto como a cachorrinha do vídeo):

– esse é corrupto,

– esse é incompetente,

– esse é radical,

– esse é pau-mandado,

– esse não vai ganhar,

– esse vai aumentar os impostos,

– esse está preso,

– esse está enrolado com escândalo do Metrô,

– esse quer resolver na bala…

VIXI!!! Tá difícil, hein? Mas, brincadeiras à parte, meu candidato está no “não vai ganhar” (mesmo assim, votarei com a esperança de que o quadro mude – afinal, se ninguém votar nele achando que não vai ganhar, não ganha mesmo).

 

– Petrobrás e a busca incessante de lucro.

Sabia que 80% de todos os derivados de Petróleo (Gasolina e Diesel, por exemplo) que consumimos é produzido em nosso próprio país?

E que o preço se baseia em dólar, como se tudo fosse importado do Oriente Médio (e não apenas os 20% que realmente é)?

Entenda: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/02/baixar-preco-gasolina-diesel-petrobras.htm

GASOLINA CUSTARIA CUSTARIA MENOS SE PETROBRAS COBRASSE VALOR PELO PETRÓLEO NACIONAL

Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados. Mas por que, então, os preços no país dispararam com a alta no mercado internacional, como se todo nosso petróleo fosse importado?

Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas. Ainda assim, a empresa conseguiria lucrar e não teria risco de quebrar.

No entanto, reduzir os preços dos combustíveis para todos os brasileiros – e não apenas para os caminhoneiros – dependeria basicamente de uma decisão de Estado, com a Petrobras assumindo efetivamente o papel de companhia estatal, com gestão eficiente e transparente. Trata-se de uma mudança radical em relação ao modelo econômico neoliberal vigente na empresa hoje.

Petrobras usa o valor do petróleo internacional

O custo da produção nacional é estimado em US$ 30 a US$ 40 o barril, mas a empresa usa como referência o petróleo internacional, que está custando cerca de US$ 80 por barril. Com isso, busca ter o maior lucro possível e agradar aos investidores privados, visto que é uma companhia de capital aberto, e não 100% estatal.

A saída para a Petrobras vender combustível mais barato, dizem os analistas, também inclui um uso maior de suas refinarias, que hoje operam com dois terços de sua capacidade. Embora o país seja autossuficiente em petróleo, quase 20% dos combustíveis consumidos no país são importados. Desta forma, as decisões da Petrobras seriam orientadas em nome do interesse coletivo, e não apenas baseadas em critérios econômico-financeiros. Mesmo atuando desta forma, a empresa conseguiria se sustentar no azul, se algumas regras fossem seguidas.

Veja a seguir as explicações dos especialistas que defendem um formato alternativo de gestão da estatal para minimizar os impactos da alta do petróleo sobre a população.

Petrobras atende a três grupos em conflito

Antes de iniciar a discussão sobre qual poderia ser o modelo de gestão da Petrobras, é preciso conhecer e compreender os interesses dos grupos que são diretamente afetados pelas decisões tomadas pela companhia.

– Acionistas

A Petrobras possui mais de 600 mil acionistas, entre pessoas físicas, grandes investidores estrangeiros e fundos de investimentos. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na Bolsa de Nova York (NYSE) sob a forma de ADRs (recibos de ações).

O governo federal é o controlador da companhia, detentor de 63,5% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 23,3% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto).

“O acionista está interessado simplesmente no lucro. Ele quer que a empresa produza pelo menor custo possível para gerar o maior lucro possível”, afirma o professor Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e ex-diretor da Área de Gás e Energia da Petrobras.

– Consumidores de combustível

Donos de automóveis, motos, caminhões e as frotas públicas e privadas de ônibus e carretas são os principais consumidores de combustíveis da Petrobras e foram atingidos em cheio pela política de paridade internacional dos preços, adotada pela companhia em outubro de 2016.

A partir de julho de 2017, os ajustes nos preços da gasolina e do diesel passaram a ser diários, provocando impacto ainda maiores sobre os consumidores.

“A decisão da Petrobras de praticar a paridade internacional desencadeou uma série de efeitos sobre a economia brasileira, afetando diretamente os consumidores e também setores da indústria que utilizam os derivados de petróleo para produzir”, afirma Cloviomar Cararine, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e assessor técnico da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

– População em geral

Mesmo aquelas pessoas que não possuem automóvel são afetadas pela política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. As oscilações nos preços dos combustíveis afetam a passagem de ônibus, o frete do transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final dos produtos e o poder de compra do trabalhador.

“No cerne desse conflito está a disputa sobre quais grupos ganham e quais perdem com a atual política de preços da Petrobras. Ao que tudo indica, a população acaba, literalmente, pagando a conta, já que os custos de produção acabam repassados ao preço final, com maior impacto sobre as camadas médias e mais pobres da sociedade”, diz Cararine.

Como conciliar interesses tão diferentes?

Os especialistas afirmam que a administração da Petrobras nunca conseguirá atender plenamente aos interesses dos grupos afetados pela companhia. “O acionista sempre vai querer maximizar o lucro e o consumidor sempre vai querer o menor preço de combustível. A saída é buscar uma conciliação civilizada, que beneficie a população em geral”, diz Ildo Sauer.

“O petróleo não pertence à Petrobras. Ele pertence à União e, portanto, ao povo. A prioridade no uso do petróleo e das riquezas geradas por ele deve ser dada aos mais fracos. Deve ser pensado um plano estrutural para a Petrobras com foco em justiça social”, afirma o professor do IEE/USP.

Cloviomar Cararine, autor da Nota Técnica do Dieese “A escalada do preço dos combustíveis e as recentes escolhas da política do setor de petróleo” defende que a atuação da Petrobras seja voltada ao interesse coletivo, em vez de favorecer “os investidores estrangeiros e especuladores, que ganham com a livre flutuação de preços”. No documento, o técnico do Dieese e da FUP diz que é possível gerir empresas estatais de forma eficiente, sob a perspectiva do interesse público. “As empresas estatais diferem das privadas à medida que, pela natureza, deveriam tomar decisões orientadas pelo interesse coletivo e não apenas por critérios econômico financeiros.”

Conforme o estudo, experiências em países desenvolvidos mostram a viabilidade de diferentes tipos de gestão no setor público, com controle social, que possibilitam reduzir problemas relacionados à corrupção e à apropriação indevida das estatais por interesses privados.

Petrobras não deve se guiar por preços internacionais

Cloviomar Cararine defende que a Petrobras deveria desistir da política de paridade internacional nos preços dos combustíveis. Ele afirma que o país se tornou mais vulnerável aos choques dos preços do petróleo no mercado externo e às oscilações do câmbio, uma vez que o barril é cotado em dólar. Além disso, a paridade de preços estimulou a entrada de importadores de combustíveis no mercado nacional. O Brasil passou a comprar mais combustíveis no exterior em vez de produzir internamente.

As refinarias da Petrobras possuem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão utilizando apenas 68% da capacidade. “A paridade favorece os importadores. Na prática, você está deixando de usar as refinarias aqui para gerar empregos no exterior”, declarou o professor Ildo Sauer, do IEE/USP.

Preço deve ser baseado nos custos de extração e refino

“Se o Brasil tem grandes reservas e consegue, hoje, extrair maior quantidade de barris do que o total do consumo nacional, por que o petróleo tem que ser vendido a um preço tão mais alto do que o custo de produção?”, questiona o técnico do Dieese.

Segundo ele, a Petrobras deveria levar em consideração outros fatores para definir os preços dos combustíveis, como o volume de extração de petróleo no Brasil, a capacidade de refino no país e, especialmente, os custos dessas duas atividades. Dessa forma, o preço do combustível ao consumidor seria determinado principalmente pelo custo de produção da Petrobras mais uma margem de lucro. Apenas uma pequena parte do preço teria sua composição baseada no valor internacional, correspondente à parcela de óleo importado.

Dados disponíveis no balanço anual da Petrobras mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. Esse valor já inclui a chamada participação governamental (royalties e participação especial) sobre a exploração de petróleo, mas não inclui outros impostos. Já o preço médio de venda do óleo bruto às refinarias praticado pela estatal no ano passado foi de US$ 50,48 (R$ 161,03) por barril. E o custo médio de refino (transformação de petróleo em combustíveis e outros derivados) foi de US$ 2,90 (R$ 9,26) por barril.

Vale lembrar que o petróleo registrou forte valorização no início deste ano, alcançando a casa dos US$ 80 por barril. Em função da sua política de paridade, a Petrobras reajustou os preços da gasolina e do diesel em mais de 50% neste ano. Petrobras poderia vender barril por US$ 40 em vez de US$ 80.

Cararine, do Dieese, afirma que é difícil estimar qual seria o preço de equilíbrio que permitiria à Petrobras vender petróleo às refinarias e continuar lucrativa. “Trata-se de um campo nebuloso. É um segredo da companhia. Mas é um número importante para o governo, tendo em vista que o setor é estratégico para o país, com grande impacto sobre a economia.”

O professor Ildo Sauer, do IEE/USP, arriscou um palpite. Ele estimou um preço de equilíbrio entre US$ 30 e US$ 40 por barril. “Esse seria o valor que permitiria a companhia pagar seus custos de produção, os impostos e ainda obter uma margem de lucro satisfatória para os acionistas e para manter a empresa saudável.”

Embora o provável preço de equilíbrio (US$ 40) seja metade do valor do barril no mercado (US$ 80), os especialistas explicam que não é possível afirmar que os preços da gasolina e do diesel  cairiam pela metade para o consumidor final porque há outras variáveis que interferem na conta, como impostos e royalties. Mas certamente os preços seriam menores que os atuais.

Autossuficiência em petróleo precisa ser aproveitada

O Brasil produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia no mês de abril, volume mais do que suficiente para atender o consumo doméstico de derivados, que foi de 2,2 milhões de barris por dia. No entanto, as refinarias brasileiras processaram apenas 1,6 milhão de barris por dia no período.

“Mesmo produzindo 400 mil barris de petróleo a mais do que o necessário para atender o consumo nacional, o país importou cerca de 600 mil barris de derivados por dia. Isso aconteceu porque a Petrobras aumentou a exportação de petróleo cru e, ao mesmo tempo, reduziu a utilização de suas refinarias. Além disso, parte da produção de derivados foi direcionada para o mercado externo”, afirma Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Importação de petróleo e derivados deve ser mínima

O especialista do Dieese explicou que, para que o preço do combustível baixe para o consumidor, é importante que a importação de petróleo e derivados seja reduzida ao mínimo necessário.

Mesmo sendo autossuficiente, a Petrobras ainda necessita importar óleo leve para misturar ao óleo pesado produzido no país para obter melhores resultados no processo de refino. A tendência é que as importações de óleo leve diminuam conforme a produção do pré-sal aumentar, uma vez que o óleo proveniente dessa área é de melhor qualidade.

“Se o preço interno for reduzido, mas a importação de óleo e derivados continuar elevada, vamos repetir erros do passado, quando a Petrobras tinha prejuízo porque comprava combustível a preço de mercado e revendia a um valor mais baixo aqui“,
diz Cararine.

Lucro viria principalmente da exportação

A produção de petróleo no Brasil hoje, de 2,6 milhões de barris por dia é apenas ligeiramente maior que o consumo nacional de combustíveis e derivados, equivalente a 2,4 milhões de barris por dia.

Com o crescimento da exploração das reservas gigantes do pré-sal da Bacia de Santos, a produção nacional deverá alcançar 4 milhões de barris por dia até 2020.

“Mesmo que o país volte a crescer em ritmo acelerado nos próximos anos, a demanda nacional não deve superar 3 milhões de barris por dia. Ou seja, teremos um excedente de 1 milhão de barris por dia”, afirma Cararine.

Segundo o especialista, a Petrobras seguiria a lógica das grandes estatais de petróleo do Oriente Médio, que obtêm a maior parte do seu lucro com as exportações. “Esse excedente do pré-sal poderá ser vendido pela Petrobras no exterior a preço de mercado, gerando lucro para a companhia. Internamente, o preço do combustível não precisará ser subsidiado pela empresa, nem pelo governo. Ele será baseado no custo de produção e refino, mais uma margem de lucro que garanta a saúde financeira da empresa e não onere demais o consumidor.”

Acionistas questionariam qualquer perda

Uma eventual mudança no modelo de gestão da Petrobras certamente não agradaria a todos os grupos que são afetados diretamente pela companhia. O principal questionamento partiria dos acionistas, que veriam a margem de lucro diminuir.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, defende que o petróleo é uma commodity, ou seja, uma matéria-prima básica com preço definido internacionalmente. Dessa forma, a Petrobras deve definir sua política de preços com base na cotação de mercado.

“A Petrobras é uma companhia de capital aberto, com ações listadas em Bolsa no Brasil e no exterior. Portanto, ela tem que seguir a lógica empresarial. Se o governo mandar a empresa vender combustível mais barato aqui, ela vai ter prejuízo. O certo seria ela exportar o petróleo, aproveitando o preço maior lá fora”, afirma Pires.

“Agora, se a Petrobras fosse 100% estatal, como a PDVSA (estatal de petróleo da Venezuela), o governo poderia fazer o que bem entendesse“, diz o diretor do CBIE. 

Para ele, qualquer proposta do governo que cause mudanças na política de preços da Petrobras representaria a volta da interferência política na gestão da estatal, o que geraria reações negativas entre os acionistas.

“Não podemos esquecer que a Petrobras foi processada por investidores nos Estados Unidos por causa dos prejuízos provocados pela má gestão durante o governo de Dilma Rousseff e pela corrupção descoberta na Operação Lava-Jato”, diz Pires.

Corte de impostos sobre o diesel pune população

Os especialistas alertam que a decisão tomada pelo governo, de reduzir a carga de impostos sobre o diesel para conceder desconto aos caminhoneiros, provocará impactos sobre o restante da população.

“A população vai sair perdendo. O corte nos impostos sobre o diesel terá um impacto de R$ 13,5 bilhões na arrecadação deste ano. Para fechar a conta, o governo terá necessariamente que aumentar outros impostos ou reduzir o gasto em áreas como educação e saúde”, afirma o professor Jaci Leite, coordenador do curso de Negociação da FGV Educação Executiva.

“Uma eventual redução dos preços dos combustíveis via diminuição de impostos implica, necessariamente, renúncia fiscal. Se não houver uma mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma mais estrutural, a dinâmica de preços, os cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) resultarão em medidas paliativas. É um custo que novamente será pago pela população”, declarou Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Petrobras diz que política de preços será mantida

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou várias vezes ao longo da última semana que a política de preços da companhia será mantida. Segundo ele, independentemente da periodicidade de reajustes que será adotada após a decisão do governo de reduzir o preço do diesel, a empresa continuará tendo liberdade de aplicar os aumentos em função das variações de preço do mercado de petróleo.

– Ufa, chegará combustível!

Amigos, boas notícias!‬

‪Nesta SEGUNDA FEIRA CEDO, teremos aqui no Auto Posto Harmonia (Av Reynaldo Porcari, 258 – Medeiros – Jundiaí/SP – 11.4525.1038):

‪– 5000 litros de Etanol‬
‪- 7000 litros de Gasolina‬
‪- 5000 litros de Diesel S500‬
‪- 5000 litros de Diesel S10‬

‪A IPIRANGA nos entregou combustível neste domingo (preocupada com greve ou não de caminhoneiros), e amanhã, a partir das 06h, liberado!‬

– As 7 irmãs do Petróleo Mundial e o Cartel de Combustíveis no Brasil

As pessoas de mais idade se lembram das “7 irmãs” do petróleo que dominaram o mundo: Shell, Texaco, Exxon, Standard Oil, BP, Chevron e Gulf Oil. Elas detinham metade das reservas mundiais e comercializavam mais de 70% dos combustíveis do Planeta.

Hoje o cenário mudou lá fora. Mas e no Brasil?

Aqui, se fala de cartel daquelas que compram tudo e mandam “pra valer”: BR, Ipiranga e Shell/Raízen.

Entenda melhor. Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/o-cartel-que-joga-contra-o-pais/

O CARTEL QUE JOGA CONTRA O PAÍS

Por trás dos exorbitantes preços dos combustíveis há um conluio entre as três maiores distribuidoras, donas de 70% do mercado, que impede o alívio no bolso do consumidor. Agora, a Agência Nacional do Petróleo tem a oportunidade histórica de acabar com a farra

A greve dos caminhoneiros mudou a rotina do brasileiro nas últimas semanas, que passou boa parte do dia em fila, com galão na mão à procura de algum posto para lhe vender uns míseros litros de gasolina. O governo, por sua vez, para convencer a categoria a retornar o trabalho, ofereceu descontos generosos na forma de tributação sobre o óleo diesel e, até mesmo, na isenção total de impostos que incidem sobre o produto. Mas as medidas para conter a alta do preço do combustível serão inócuas se não for atacado um problema que corre a céu aberto e à vista da fiscalização: o cartel composto pelas três grandes distribuidoras que dominam o mercado. São elas, a BR Distribuidora, a Raízen/Shell e a Ipiranga. Enquanto elas ditarem o valor cobrado pelo litro que irriga as bombas dos postos, tão cedo o consumidor não sentirá um alívio no bolso. A questão é como mudar essa lógica deletéria se a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), em determinados momentos, tem transigido com o conluio que deu carta branca para as três bandeiras operarem ao sabor de suas conveniências.

A pressão contra o livre mercado

Em 2008, um lobby pesado do Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) junto ao então diretor da ANP, Haroldo Borges Rodrigues Lima, nomeado pelo ex-presidente Lula, hoje preso, fez uma modificação numa estratégica resolução do Ministério de Minas e Energia. Até então, ela garantia aos postos de gasolina escolher de qual distribuidora comprar combustível. Cabia a eles apenas informar na bomba o fornecedor do produto. Assim, poderiam comprar da distribuidora que oferecesse o menor preço, o que barateava o valor final para o consumidor. Com o cavalo de pau na regra, ficou vedada a comercialização de combustíveis automotivos com revendedor varejista, que optou por exibir a marca comercial de outro distribuidor. Na prática, passou a funcionar assim: um posto com o slogan da BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga ficou impedido de comprar combustível de uma distribuidora de bandeira branca. Somente da marca que estampa em sua fachada. Mesmo que o preço do litro dos fornecedores de bandeira branca seja bem mais barato. Com a medida, as grandes distribuidoras, detentoras de 70% de todo o combustível comercializado no País, conseguiram fidelizar 24 mil postos. Dessa forma, mais que dobraram seu faturamento em dez anos, saltando de R$ 78 bilhões em 2007 para R$ 219 bilhões no ano passado. Pior para você, consumidor.

Bom senso da ANP

Com a greve dos caminhoneiros, foi dado o primeiro passo para livrar os empresários do setor de postos das amarras impostas pelas três gigantes do setor de distribuição de diesel e gasolina. Numa iniciativa de raro bom senso, a ANP resolveu suspender em caráter excepcional, ou seja, temporário, a vinculação de marca para vendas de distribuidoras de combustíveis líquidos. O despacho foi assinado pelo diretor-geral substituto da agência, José Cesário Cecchi. Agora, a ANP tem em mãos a oportunidade histórica de corrigir um equívoco de uma década, ou seja, a partir da retomada e da normalização do abastecimento de combustível no País, tornar permanente uma medida que jamais deveria se constituir uma exceção. Em nota enviada à ISTOÉ, a agência se esforça para descaracterizar o “conluio”, o qual com veemência diz não existir, mas admite que os postos bandeirados de fato se comprometem em contrato a comprar combustíveis apenas da distribuidora a que se vincularem. A ANP admite ainda “estudar” a possibilidade de permitir, de maneira definitiva, que os postos de gasolina escolham de qual distribuidora comprar combustível. As três grandes distribuidoras do produto, a BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga, agora reunidas na Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), ameaçam reagir. Há até canelada muito abaixo da linha da cintura: representantes das empresas espalham que podem até processar diretores da ANP envolvidos na decisão de alterar a regra que os beneficiam. Jogo baixo, muito baixo. Que a Agência Nacional do Petróleo não repita 2008 e – de novo – dobre os joelhos, em detrimento do consumidor. A sociedade está atenta.

– Dos 81 do Senado, somente 25 não possuem processos contra eles!

Como é que vamos mudar o Brasil?

Apenas 30% dos Senadores da República não estão sendo processados por algum tipo de crime.

Pode?

Extraído de: https://istoe.com.br/um-senado-comprometido/

UM SENADO COMPROMETIDO

Quase 70% dos senadores estão sendo investigados pela Justiça. As acusações vão do recebimento de propina à violência contra mulheres. É o exemplo mais bem acabado da falência política

O quadro é desalentador. O Senado brasileiro virou a síntese da decadência da política. Levantamento feito por ISTOÉ revela que 69% dos 81 senadores possuem alguma pendência judicial. Os números mostram que 56 estão encrencados com a Justiça. Os crimes envolvendo os parlamentares da Câmara Alta são de fazer inveja aos ocupantes de qualquer penitenciária brasileira. Há casos de violência contra a mulher, ocultação de bens, peculato, crimes contra a fé pública, ocupação ilegal de apartamentos funcionais, crimes eleitorais, enriquecimento ilícito, corrupção, lavagem de dinheiro, além de muitos inquéritos derivados das delações premiadas da Odebrecht. O delito preferido dos senadores, no entanto, é a corrupção ou atos de improbidade administrativa: 49 deles respondem por crimes dessa natureza. A maioria, no entanto, se esconde atrás do foro privilegiado e os processos abertos para que possam ser julgados e condenados caminham a passos de cágado.

Desse cenário lamentável, porém, sobressai um dado positivo: os resultados da Operação Lava Jato no processo de saneamento da política brasileira. Afinal, houve um aumento significativo no número de senadores investigados após a deflagração da operação pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Seis senadores, inclusive, já se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal: Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fernando Collor (PTC-AL), José Agripino Maia (DEM-RN), Romero Jucá (MDB-RR), Renan Calheiros (MDB-AL) e Valdir Raupp (MDB-RO). Collor foi denunciado por propinas de R$ 26 milhões desviadas da BR Distribuidora. Gleisi, Agripino, Jucá e Raupp se tornaram réus por repasses ilícitos de empreiteiras para suas campanhas eleitorais. Jucá também é investigado em outros 12 procedimentos. Agripino, por propinas na construção da Arena de Dunas, estádio de Natal da Copa do Mundo de 2014. Já Aécio foi acusado por pedir R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, em março de 2017. O tucano é alvo de mais nove inquéritos, que vão desde propinas para campanhas até fraude na licitação da cidade administrativa de Minas Gerais.

NEM O PRESIDENTE ESCAPA

A Lava Jato também levou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), a ser investigado no STF. Delatores da Odebrecht revelaram repasses de R$ 2 milhões a ele. O ex-diretor de Relações Institucionais da Hypermarcas Nelson Mello, também em delação premiada, detalhou pagamentos de R$ 5 milhões em despesas de empresas que prestavam serviços à campanha de Eunício em 2014. Quem também está enrolado na Lava Jato é Renan Calheiros (MDB-AL), alvo de pelo menos 15 inquéritos no STF. Ele já é réu por usar recursos ilícitos da construtora Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha. Ainda na Lava Jato, há os casos dos senadores Benedito de Lira (PP-AL), incluído no chamado ‘quadrilhão do PP’ e Edison Lobão (MDB-MA), alvo de quatro inquéritos. José Serra (PSDB-SP) é investigado por fraudes na licitação do Rodoanel Sul.

O senador Telmário Mota (PTB-RR) é dono de um prontuário de corar a face: é investigado por violência contra a mulher. Uma universitária de 19 anos fez a denúncia em 2016 e disse ter sido agredida pelo senador, depois de viver maritalmente com ele por três anos. Na verdade, espancada a chutes e socos, que a fizeram desmaiar. Ele nega a agressão. “Desafio provar”, diz.
Entre os processos por atos de improbidade administrativa, chama atenção os do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). São pelo menos 12 procedimentos contra ele no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por irregularidades na sua gestão como prefeito de Nova Iguaçu, se é que é possível chamar aquela barafunda administrativa de gestão.

Todos os parlamentares citados, por óbvio, refutam as acusações. De qualquer forma, o eleitor precisa ficar atento ao passado dos candidatos. Em outubro, cada brasileiro escolherá dois senadores para representá-los em Brasília. Dos 54 com mandatos terminando neste ano e que pretendem disputar a reeleição, 24 são investigados na Lava Jato. É possível que até a eleição algum deles já esteja condenado pelo STF. Aí viram fichas-sujas. De caras limpas.

– A Origem da Greve dos Petroleiros foi por cunho político, e não pela categoria?

Será?

Josias de Souza, importante jornalista, escreveu em seu blog no UOL que a Greve dos Petroleiros, que tanto atrapalhou o dia-a-dia das pessoas (juntamente com outras manifestações paralelas) foi de cunho político, originada com a prisão de… Luís Inácio Lula da Silva!

Para mim, excesso de crítica ap fanatismo petista. Mas ao ler a documentação e ver as evidências, me assustei: os Petroleiros culpam a crise da Petrobras devido ao juiz Sérgio Moro!

É mole?

Leia, abaixo, extraído de: https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/05/31/prisao-de-lula-deu-origem-a-greve-de-petroleiros/

PRISÃO DE LULA DEU ORIGEM À GREVE DOS PETROLEIROS

O acervo de textos e documentos disponíveis no site da Federação Única dos Petroleiros (FUP) revela que a prisão de Lula, em 7 de abril, está na origem da greve de 72 horas deflagrada pela corporação da Petrobras na quarta-feira. Durante a primeira semana de encarceramento de Lula, dirigentes da FUP e de “sindicatos aliados” estiveram em Curitiba. Em 14 de abril, a federação divulgou o documento intitulado “Petroleiros e petroleiras rumo à greve.” Nele, Lula é tratado como “primeiro preso político pós-64.” Os pontos mais relevantes do texto foram destacados em vermelho, na margem esquerda. Num dos tópicos, lê-se: “Reunidos em Curitiba, petroleiros apontaram o caminho da resistência: A GREVE”.

A passagem do sindicalismo petroleiro pela capital paranaense coincidiu com a transferência simbólica da sede do PT para a cidade da Lava Jato, em 9 de abril. Foi nessa época também que o partido e suas ramificações no sindicalismo e nos movimentos sociais instalou o acampamento “Lula Livre” nas imediações da superintendência curitibana da Polícia Federal. Contra esse pano de fundo, os petroleiros decidiram “traçar novas estratégias de luta e garantir a democracia no país.”

O documento de 14 de abril explica o que foi acertado em Curitiba: “Seguindo o indicativo do Conselho Deliberativo, serão realizadas assembleias entre os dias 30/04 e 12/05 para aprovar a greve nacional contra as privatizações do Sistema Petrobrás e retiradas de direitos dos trabalhadores próprios e terceirizados, além da defesa da democracia e contra a prisão política de Lula.” O texto traz declarações do coordenador geral da FUP, José Maria Rangel: “Os golpistas estão acabando com nossa soberania, e fizeram tudo isto com Lula solto. Imagine agora com ele preso, o que serão capazes de fazer com nosso país e com a classe trabalhadora.”A paralisação de 72 horas foi convocada como uma “advertência”. De acordo com o comunicado divulgado pela FUP na quinta-feira da semana passada, trata-se de “mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado.” Nesse texto (íntegra ), ao enumerar as razões que motivaram a greve, a entidade sindical omitiu a principal: o encarceramento de Lula. Preferiu pegar carona na paralisação dos caminhoneiros, apoiada por 87% dos brasileiros, segundo o Datafolha.

Eis o que escreveu a FUP no comunicado sobre sua greve de advertência: “Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobrás e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa.”

Em 15 de maio, num manifesto sobre a greve nacional que virá depois da paralisação de advertência, a FUP foi mais explícita. Chegou mesmo a ilustrar o texto com uma foto de Lula (veja a imagem abaixo e leia a íntegra ). O documento informa que, nas mesmas assembleias em que aprovaram a ”greve nacional”, os petroleiros endossaram ”um manifesto público em defesa da soberania, pela democracia e contra a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Deve-se a prisão de Lula à condenação que amargou no caso do tríplex no Guarujá. Nesse pedaço do escândalo, a primeira e a segunda instância do Judiciário consideraram que a empreiteira OAS utilizou dinheiro roubado em contratos com a Petrobras para presentear Lula com um apartamento na praia. Ironicamente, o sindicalismo dos petroleiros jamais se insurgiu contra o saque praticado na Petrobras pelo conluio que reuniu funcionários desonestos, partidos dinheiristas e empreiteiras corruptoras. Ao contrário, a federação dos petroleiros tornou-se uma crítica ácida da Lava Jato.

Num texto recente, de 17 de maio, a entidade tratou da ruína do Comperj, o complexo petroquímico do Estado do Rio de Janeiro. Anotou coisas assim: “Tudo começou a ruir há 4 anos, quando a Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sergio Moro, passou a interferir nos negócios da Petrobras e afetou toda a cadeia produtiva do petróleo e gás, incluindo construtoras. A construção da Comperj foi uma das obras mais afetadas e parou totalmente, em especial na gestão do atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, colocado no cargo pelo golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP).” (íntegra )

Quer dizer: para a FUP, quem arruinou a Petrobras foi Sergio Moro, não a promiscuidade que uniu as oligarquias política e empresarial numa aliança iniciada sob Lula e mantida na gestão de Dilma Rousseff. Para o sindicalismo petroleiro, a Lava Jato pecou porque não soube preservar as empresas enquanto punia “as pessoas que praticam ilegalidades”. No Brasil, escreveu a FUP, ”pune-se o CNPJ, sem preocupações com o impacto econômico que isso representa.” Paradoxalmente, a mesma entidade enxerga Lula, a pessoa física mais graúda que a investação alcançou, como uma vítima de perseguição, o “primeiro preso político pós 64.”

A pedido da Advocacia-Geral da União e da Petrobras, o Tribunal Superior do Trabalho declarou a ilegalidade da greve dos petroleiros. O movimento foi considerado ”político-ideológico”. Fixou-se multa diária de R$ 500 mil para o caso de descumprimento da ordem judicial. A FUP e a sua malha sindical deram de ombros (assista vídeo abaixo). Nesta quarta-feira, em nova petição à Jutiça do Trabalho, a advocacia da União pediu e obteve a elevação da multa, que passou para R$ 2 milhões por dia. Há 18 entidades sindicais envolvidas na paralisação. Se todas forem multadas, como deseja o governo, a conta será salgada: R$ 36 milhões por dia de paralisação. Muito custo para pouco resultado, pois Lula continua preso. E Pedro Parente ainda está sentado na cadeira de presidente da Petrobras.

 

– Decepcionado com o Brasil e seus governantes. Sobre a crise dos Combustíveis, hoje, 3a feira, dia 29.

O que eu posso falar aos amigos?

Quase 10 dias de greve dos caminhoneiros. Não recebemos combustíveis no nosso estabelecimento comercial, nada se vende e as contas estão vencendo.

Como pagar os altíssimos impostos?

E para honrar os pagamentos dos funcionários?

Perguntas de respostas difíceis…

Enquanto isso, o Governo fica fazendo propostas aos grevistas (dizendo que foram aceitas) e divulgando acordos inexistentes, a fim de não permitir que as pessoas achem que vivemos em um caos. Embora, sabemos, estamos num verdadeiro pandemônio. É só você ir ao mercado e comprovar vendo o quilo da batata (sim, a batata, que brota em qualquer lugar) a R$ 10,00.

Pior do que tudo isso é a incompetência: na 5a feira passada, negociou-se com minorias “envolvidas” com a greve, sem efeito algum no movimento. Não era o pessoal do comando! Naquela oportunidade, ofereceu-se uma redução de R$ 0,30 por litro de Óleo Diesel, transferindo a diferença financeira da menor arrecadação para a folha trabalhista. No último domingo, alardeou-se a “volta à normalidade”, com redução de R$ 0,46. O Excelentíssimo Presidente Temer só se esqueceu de combinar com os manifestantes.

Por outro lado, os movimentos estão fazendo do seu protesto uma bandeira nacional e radical. Me preocupa muito que tal justa causa se torne um exemplo egoísta de vitória por motivo próprio. A que custo isso terá para a população? Estão respeitando abastecimentos de cotas mínimas para atender a todos? Permitem o trabalho honesto dos demais brasileiros?

Claro que não. Isso é indevido também. E mostra que, se por um lado os políticos nada ajudam (vide o histórico de corrupção dos partidos de direita e esquerda), parte do povo quer levar vantagem em tudo: comerciantes vendendo a preço alto os combustíveis, gente querendo levar produto em galão para estocar, mantimentos comprados aos montes como se fossem os últimos do mundo e, com isso, prevalecendo a Lei de Gerson.

Alguns postos receberam combustíveis para atender os serviços essenciais. Na sobra, vende-se à população o excedente. Claro que isso não resolve, mas me chama a atenção o seguinte: como justificar a Gasolina que outros postos não conveniados estão recebendo, se as bases estão fechadas e ninguém sai de lá dentro? O que está a disposição para vender ao consumidor “é coisa boa”?

Hein? Combustível adulterado na praça? Procedência duvidosa? Etanol direto da usina?

Ô país de gente complicada, abusada e sem-vergonha. Os bons sofrem e o humilde padece. Coitado do honesto. É por isso que não recrimino quem abandona a nação e tenta a sorte no Exterior.

A propósito: Diz-se que a crise dos combustíveis se resolveria hoje, com o provável uso da força nas refinarias. Será que terá que ser assim? Uma pena. Mas aguardemos, pois amanhã poderemos ter Greve dos Petroleiros. É mole? Nosso país está despedaçado…

Resultado de imagem para Brasil chorando

– Quando vai acabar a Greve dos Caminhoneiros?

Ontem, domingo, escrevi sobre as dificuldades de um honesto comerciante, atuando no ramo de Posto de Combustíveis, sobreviver em meio a loucura dessa paralisação dos caminhoneiros (lembre-se: as bases estão fechadas pelos TANQUEIROS, é outra história).

Contei aqui o que estava acontecendo: https://professorrafaelporcari.com/2018/05/27/e-a-greve-continua-agora-teremos-petroleiros-parados-na-vespera-do-feriado/

Imagine nessa 2a feira, sem movimento algum dos últimos dias, pagar as contas com giro de caixa ZERO!

Sobre a greve, em si: hoje a noite é o “dia esperado” para o término dela, pois, pela segunda vez seguida, o Governo quis jogar a população contra os caminhoneiros, forçando a informação de um 2o acordo não cumprido.

Paciência e vamos aguardar. Que vergonha do nosso presidente…

Resultado de imagem para memes falta gasolina

– E a Greve continua… agora teremos petroleiros parados na véspera do feriado?

Nem acabou a greve dos caminhoneiros, que estão protestando contra a alta dos preços dos combustíveis e que como consequência há a não distribuição de gasolina, etanol e diesel, já vemos uma outra forma de paralisação: a greve dos petroleiros, marcada para dia 30, véspera do feriado de Corpus Christi, planejada para 72 horas.

Dessa forma, pense no cenário caótico: se os caminhoneiros voltarem da greve depois de amanhã, não haverá como entregar os estoques.

Apesar de tudo isso, assisto na TV o presidente Temer preocupado com as entregas de combustíveis para o Porto de Santos. Normal, se as denúncias mais fortes de corrupção do seu Governo não viessem de lá…

Êta Brasil. O jeito é pedir o econômico carro da família Flinstones emprestado.

Imagem relacionada

– A insensibilidade das Autoridades e o Protesto. SE MANCA, TEMER!

Sinceramente, eu não imaginava que essa paralisação dos caminhoneiros durasse tanto tempo. Talvez nem os próprios motoristas de caminhão (e/ou patrões, se provado um locaute) imaginavam a força que tinham.

Agora apareceram os “entendidos” do custo do mundo petrolífero, com as mais diversas teses da paralisação, que vão desde: aumento do custo devido à crise internacional; rompimento do acordo nuclear entre EUA x Irã, diminuindo a oferta de petróleo do país persa (em especial à França); aumento do preço no Exterior devido a abertura da embaixada americana em Jerusalém (causando tensão no Oriente Médio); alta do dólar no Brasil; e, principalmente, escassez de produto.

De tudo isso, saiba: a verdade é que o problema REAL se deve à política de equiparação de preços brasileiros ao mercado internacional, promovida pela Petrobrás, ocasionando reajustes diários no preço dos combustíveis.

O Brasil privilegia o transporte rodoviário, movido ao Óleo Diesel. Assim, tudo que se transporta em caminhões sofre o impacto da alta do frete, e a diferença de preço precisa ser repassada. Nos últimos 10 meses, o Óleo Diesel subiu 60%! Imagine a revolta dos motoristas de caminhão ao ouvir que a inflação oficial é menor do que 1%…

Cito alguns exemplos: no dia 02 de maio, paguei R$ 3,02 da distribuidora pelo Diesel S10 (sou sócio-proprietário de um posto de combustíveis). No dia 19, quando recebi a última carga de diversos produtos, o preço por litro era de R$ 3,596!

Como administrar (e aceitar) um aumento de R$ 0,57 no litro, promovido sucessivamente nesses 17 dias, sem reclamar?

Pior do que tudo isso é o percentual de impostos! Veja só: na tabela de composição de preços oficial da Petrobrás, sem os diversos tributos, a Gasolina custava no mesmo dia 19 o valor de R$ 2,068. Eu paguei R$ 4,0255 para revender a R$ 4,299 (margem bruta de R$ 0,274, insuficiente para a rentabilidade do negócio, que deve girar na base de R$ 0,33 brutos a fim de “empatar os custos”). O Diesel S10 custava, na mesma data, R$ 2,3488 sem impostos, chegando ao posto revendedor a R$ 3,596. Neste produto, a margem adequada para a revenda é de R$ 0,26.

Não é imposto demais? Entendo a Petrobrás precisar cobrir seu déficit (causado pelos desmandos desde o Governo FHC, ampliados pelo Petrolão do Governo Lula e escancarado na gestão Dilma Roussef, cujo vice era Michel Temer, o atual chefe de Estado). POR QUÊ O GOVERNO NÃO CORTA SUAS DESPESAS E DIMINUI OS IMPOSTOS, ao invés de forçar que o consumidor final – a população – pague a conta da corrupção?

Infelizmente, vivemos coisas distintas nesses últimos dias: o anúncio do incompetente Pedro Parente, o executivo da Petrobrás (que já foi Ministro de Estado) de que havia acordo e a greve acabado. Mentira! Forçou-se uma situação que não estava acontecendo, pois, afinal, nessa reunião estavam vários envolvidos, MENOS OS GREVISTAS. 

Agora, fala-se da utilização da autoridade militar para resolver a situação. Não vai ocorrer, pois são duas coisas bem distintas:

A 1a, é o uso da Força Nacional para desobstruir as estradas, tirando os caminhões do acostamento e coibindo os manifestantes que ateiam fogo em pneus. Na prática, os soldados chegarão até os motoristas que forçosamente estão parados (sim, alguns são intimidados mesmo) e permitirão que possam chegar ao seu destino final.

A 2a, é entrar na base e liberar os tanqueiros! Os motoristas de caminhões-tanque estão em greve dentro de propriedades privadas, como a REPLAN (Refinaria de Paulínia), onde ficam as bases de um conglomerado de empresas de distribuição de petróleo. Que ninguém imagine um soldado “trepando na boleia” e dirigindo o “Bruto” de alguém. São esses motoristas – os que levam caminhões especificamente de combustíveis – que travam a saída dos produtos. Esses, estão exercendo o direito de greve dentro do recinto. Não se pode fazer nada, a não ser chegar em um acordo com eles.

A verdade seja dita: a causa é justíssima! O Modus Operanti, aí é outra discussão (em especial quando acontece a possibilidade de escassez de mantimentos). Mas por quê Michel Temer não desce do seu pedestal e aceita reduzir os impostos SEM TRANSFERÊNCIAS de carga tributária (que é o que foi proposto, e com redução de 15 dias apenas)? Cadê o bom senso das autoridades?

As consequências são graves: Transporte Coletivo suspenso no domingo e ponto facultativo na segunda-feira aqui na minha cidade, Jundiaí.

Eu, que sou proprietário, tomei medidas de contenção pessoais: gastar combustível? Neca. Só para emergências e necessidades inadiáveis.

Aliás, um verdadeiro pandemônio por aqui! O Etanol e a Gasolina acabaram no meio de semana, o Diesel S10 ontem e o Diesel Comum ainda tenho 1000 litros em estoque (obviamente, como as transportadoras estão paradas e as vans + camionetes novas não utilizam mais esse produto, chamado também de S500, era esperado que sobrasse).

Vendemos todos os nossos produtos ao preço da bomba aos nossos clientes, sem explorar nem ser oportunista, ao valor de: E – R$ 2,799, G – R$ 4,299, D – R$ 3,799 e S – R$ 3,899. Infelizmente, vimos relatos em nossa cidade de maus concorrentes que “sacanearam” os fregueses vendendo Gasolina a mais de R$ 6,00 e o Etanol a R$ 4,00. É necessário o consumidor lembrar que o produto não subiu nesses dias e o estoque vendido era o do preço normal.

Às 08h, vejo que, consultando os preços cadastrados à minha empresa (Auto Posto Harmonia) caso o produto chegasse hoje, estaria na bomba para venda a: E – R$ 2,899, G – R$ 4,354, D – R$ 3,679 e S – R$ 3,755.

ATUALIZADO – A última mensagem recebida às 08h30 da IPIRANGA (sou revendedor desta bandeira) diz que as bases continuam todas paralisadas, como aconteceu nos dias desta semana. Tudo imprevisível! Pode resolver a tarde, amanhã ou segunda-feira. O certo é: quanto mais tarde, pior!

Resultado de imagem para refinaria de Paulínia

Vista da REPLAN – Paulínia / SP

– ATUALIZANDO: A Crise dos Combustíveis

Amigos, recebi nesse começo de noite da Cia Ipiranga de Petróleo a mensagem que até amanhã (6ª feira, 25 de maio), as bases estarão bloqueadas até as 10h, sem possibilidade de “furo” ou qualquer outra forma de carregamento dos tanqueiros das distribuidoras, devido à greve dos caminhoneiros.

Dessa forma, infelizmente, o desabastecimento continuará nos postos de combustíveis.

A questão é: como se resolverá a situação? O Governo reduzirá os impostos? Congelar-se-á os preços? Usarão de força?

Não se sabe. Aqui em nosso estabelecimento, o Auto Posto Harmonia, vendemos todo o estoque de Etanol e Gasolina até a última gota no preço normal da bomba (nada de oportunismo nesse momento crítico). Temos algum estoque de S10 (muito pouco, devido ao alto consumo de hoje) e uma quantia razoável de Diesel Comum (o S500).

Particularmente, entendo a queixa dos caminhoneiros. Como comerciante, vejo o quão sofrido os motoristas estão trabalhando com essa política flutuante de preços da Petrobrás, adotada de maneira questionável, onde os reajustes são diários. Lembrando que a maior parte dos preços dos combustíveis é formada por IMPOSTOS (que sabidamente não acabam resultando em retorno à população, como se deveria).

Apoio o protesto, desde que seja de maneira pacífica e não prejudique os serviços essenciais (o que é lógico e necessário à democracia). O cidadão de bem não pode ser privado de alimentos, serviços médicos, educação e segurança.

Compartilho, do “Tribuna de Jundiaí”, o cenário desta tarde-noite em nossa cidade,

Extraído de: http://tribunadejundiai.com.br/noticias/cidades/jundiai/3030-postos-ja-estao-sem-combustiveis-em-jundiai

POSTOS JÁ ESTÃO SEM COMBUSTÍVEIS EM JUNDIAÍ

Nesta quarta-feira (23) a noite, o Tribuna de Jundiaí havia noticiado o risco de faltar combustível em Jundiaí caso a greve continuasse. Ontem, alguns postos já apresentam falta nos estoques. Como a greve continuou, não teve jeito: nesta quinta-feira (24), a falta passou a ser geral.

A reportagem averiguou, ao circular pelos bairros centrais de Jundiaí e principais avenidas, que muitos dos estabelecimentos situados nestes locais já estão fechados e sem funcionar. Os que restam, contam com filas enormes de motoristas que, mesmo em meio à demora para abastecer, não hesitam em tentar garantir o tanque cheio para os próximos dias.

Rafael Porcari, dono de um posto de gasolina no Medeiros, informou à reportagem que está sem receber combustível desde segunda-feira. “Nós recebemos por volta de 10 mil litros por dia, de todos os produtos. Tenho, então, 40 mil litros perdidos na distribuidora sem receber nesta semana”, disse.

Ele conta que, por conta do risco de acabar os combustíveis, o estabelecimento teve um grande pico de movimento na manhã de hoje. E, ao contrário do que acontece normalmente, os motoristas não queriam colocar apenas certa quantidade de combustível – eles queriam encher o tanque inteiro. 

“Houve um grande pico hoje de manhã e acabou a gasolina e o etanol. Agora a tarde estamos tendo outro pico, que é o de caminhões, ônibus e outros veículos que utilizam diesel. Muitos deles, que estão na estrada, procuram por meio de aplicativos postos de gasolina que possam ter diesel. Mesmo aqui sendo um estabelecimento de bairro, fora da estrada, eles entram para abastecer e continuar viagem. Mas também está acabando”, disse.

PREÇOS ABUSIVOS 

Nas redes sociais, internautas denunciam preços abusivos em alguns estabelecimentos da cidade. Uma imagem, divulgada no Facebook, mostra um posto de gasolina na Vila Rami cobrando o valor de 5,66 o litro, quando o preço na cidade, após o último aumento, varia entre 4,09 até 4,39.

Em nota, o Procon-SP emitiu uma nota orientando o consumidor sobre os preços exorbitantes. De acordo com o órgão, a prática é abusiva e prevista no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, em seção que trata da elevação de preços de produtos e serviços sem justa causa.

A orientação é de que os consumidores façam denúncias documentadas sobre a prática, com o máximo de informações possíveis sobre o posto, com nome, bandeira que trabalha, endereço, data da compra e preços. Fotos podem ser utilizadas, bem como a nota fiscal.

GREVE  

A greve já está em seu quarto dia, porém os impactos passaram a ser mais sentidos nesta quarta-feira (23). Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou que a greve será suspensa se o governo retirar a PIS/Cofins e a Cide incidentes sobre os combustíveis e a medida entrar oficialmente em vigor.

Ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou que a estatal fará uma redução de 10% no preço do óleo diesel – e que manterá este preço durante as próximas duas semanas, como forma de dar um tempo para o governo negociar com os caminhoneiros. A proposta não foi aceita pela categoria.

Antes da paralisação, o Governo foi alertado. A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) afirma que, no dia 16 de maio, apresentou um ofício ao governo federal pedindo o congelamento do preço do óleo diesel e a abertura de negociações, mas foi ignorada.

Já no dia 18 (última sexta-feira), a organização lançou um comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, o que de fato ocorreu. Não há data para o fim do movimento, que, ontem a noite, mencionava 253 pontos de protestos, atingindo 23 Estados brasileiros e o Distrito Federal.

bomba.jpg

– Que péssimo dia, amigos!

Amigos, infelizmente, em nosso posto de combustíveis acabou-se o Etanol e Gasolina. Só temos (em estoque até a tarde) Diesel Comum e S10 (nos preços habituais, não aumentamos nem um centavo).

Vejam a Rodovia Anhanguera, no costumeiro congestionamento no horário de pico, como estava: VAZIA!