– Elogiar e Criticar Bolsonaro: a árdua missão de ser ponderado. Sobre Deus e o Diabo na Política.

Texto de 1 ano, mas que se faz necessário a repostagem: amar político (defender com unhas e dentes Lula, Bolsonaro, Dória, Boulos, Amoedo, ou qualquer outro nome) é uma insanidade. Para a reflexão:

Quando você elogia alguma coisa do presidente, vira Bolsominion. Se critica, vira comunista. Culpa (insisto sempre nisso) dos algoritmos do Facebook, que te levam a interpretar do jeito que lhe melhor agradar e visualizar coisas seletivas.

Está difícil ser sensato e manter-se honesto às opiniões. O mundo ficou chato e o ambiente virtual, desvirtuado (ou se preferir: fanático).

Deus para seus radicais e Diabo para seus opositores: esse é o Jair Bolsonaro, que para o cidadão que tem os pés no chão e fala sem paixão, simplesmente é o Presidente da República, um homem que erra, acerta, divide, e que faz muita coisa polêmica, não sendo nem Jesus e muito menos Lúcifer.

Mas esse humano Messias dá medo? Claro que dá! Quer prova disso? A manifestação em Brasília neste domingo…

Vamos lá:

Me recordo muito dos atos pró-Lula: ai de você se falasse mal de Luís Inácio (principalmente antes da descoberta de todos os esquemas de corrupção). Ele era o Antonio Conselheiro dos anos 2000! Criou no seu auge uma legião de fanáticos, que abarca até mesmo quem não conheceu sua história e os mais jovens que pensam ser ele um cara “honesto”. Não nos esqueçamos das suas condenações e dos seus processos… Um “quase Maluf”, expressão que os mais antigos entenderão bem.

Bolsonaro imita Lula no discurso demagógico e no trato com seus eleitores. Tem carisma para aqueles que votaram nele, isso é inegável, e um presidente precisa de apoio para governar. As reformas realizadas e a estruturação econômica são graças a esse voto de confiança da população que nele apostou. Entretanto, Collor, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro tem algo em comum: não ganharam os votos da maioria dos brasileiros, mas de uma maior parte deles. Afinal, some-se o número de votos contrários, brancos e nulos. Dessa forma, saber atender os anseios de quem não votou no vencedor é tarefa também do presidente, que governa não para os seus eleitores, mas para o Brasil (contrariando o ditado de que “A Voz do Povo é a Voz de Deus”).

Quando era criticado, Lula detonava a Rede Globo (“O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”). Agora, Bolsonaro faz o mesmo com a emissora (“Globolixo” e outros trocadilhos ruins). E se socorre à parte da imprensa que se apoia nele (vide a Record, por exemplo, de Edir Macedo).

Entre críticas ao comportamento (principalmente de desdém ao Novo Coronavírus, beirando a irresponsabilidade em atos não-exemplares) e elogios (às ações da equipe econômica e a diminuição da criminalidade), há muita contradição.

  • Defender a honestidade mas blindar os filhos e os aliados que estão na mira da Polícia Federal? Olha aí a história de Deus e o Diabo
  • Sair na rua em ato contra os Poderes Legislativo e Judiciário como hoje e ao mesmo tempo falar em harmonia dos três poderes? Deus e o Diabo na contradição presidencial…
  • Falar como há pouco em defender a Constituição e a Democracia mas ficar alardeando que tem apoio das Forças Armadas (e Dudu Bolsonaro tendo exaltado o AI-5 dias atrás)? Deus e o Diabo

Enfim: a semelhança maior do que se pode imaginar de Bolsonaro como um Lula de Direita, tirando a corrupção e reforçando a personagem de líder popular em referência aos seus apaixonados seguidores, é o fato de exaltar a condição de “NÓS contra ELES”.

Nós quem, cara-pálida?

Somos um só Brasil, de diversas culturas num mesmo pedaço gigante de terra. A mesma história vivida por 14 anos de lulismo (8 de Lula e 6 de Dilma Russef) não pode se repetir agora, só trocando a Esquerda pela Direita.

Tomara que as ameaças feitas nesse Dia Internacional da Liberdade de Expressão (Deus e o Diabo novamente apareceram, pois tivemos, ao invés de respeito à data, agressões a jornalistas) tenham ficado só no discurso. Lula quís um dia controlar a mídia, assim como Bolsonaro fala sobre concessão de TV e militarismo.

Que Deus tire da cabeça dos políticos os desejos do Diabo de que os homens se achem iguais em imagem, semelhança e poder ao Altíssimo. É esse o medo que tenho do presidente: o Poder, gerando desvios como birra e vaidade!

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

Ops: opine a vontade sobre esse texto, mas respeite a opinião alheia – sem sobrepor / querer impor sua opinião a fim de mudar a dos outros.

– Que brincadeira boba!

Viralizou através do vídeo de Jair Renan Bolsonaro, filho do Presidente da República, o “número 4”, mas já estava na Web há algum tempo: uma boba brincadeira no TikTok em que você faz desafios contra uma pessoa e a pune.

No caso específico, Jair Renan desafiou a mãe para imitar o som de uma baleia. Como ela não sabia, “ele cospe água na cara dela”. Tudo consensual, com ambos felizes.

Gosto não se discute, mas… coisa de bobão, né?

Eu não faria na minha adolescência. Nem como adulto, muito menos com minha mãe. E você, amigo leitor?

Em: https://rollingstone.uol.com.br/noticia/filho-de-bolsonaro-cospe-agua-no-rosto-da-mae-e-ana-cristina-justifica-me-respeita-muito/

ANA CRISTINA JUSTIFICA: ME RESPEITA MUITO

No último final de semana, o filho de Jair Bolsonaro (sem partido), Jair Renan, viralizou nas redes sociais após publicar alguns vídeos no TikTok. Em uma das filmagens, ele cospe água no rosto da mãe Ana Cristina Siqueira Valle, que reage com tapas e xingamentos.

Na gravação, Jair Renan pede para a mãe imitar o som de animais. Após desconhecer o som da baleia, o filho cospe água no rosto de Ana Cristina. O filho de Jair Bolsonaro usou os stories do Instagram na segunda, 5 de abril, para explicar o ocorrido:

“Vim aqui fazer a explicação da história que repercutiu aí em toda mídia que cuspi na cara da minha mãe. Então mãe, eu cuspi na sua cara?,” questionou Jair Renan a Ana Cristina nos stories da rede social.

Em seguida, a mãe de Jair Renan justifica: “Ele não cuspiu. Ele fez uma brincadeira como tantos filhos vêm fazendo com as suas mães. A gente está vivendo hoje um momento de pandemia, todo mundo está em casa curtindo, brincando, tirando onda com a cara da mãe. E ele fez com a minha. Levou uns bons tapas, mas foi água que ele jogou na minha cara porque eu não sabia o som da baleia.”

Ana Cristina continuou: “Agora, a mídia pega que ele está brincando e faz isso como se fosse uma ofensa, como se tivesse me desrespeitado e cuspido na minha cara. Não foi isso que aconteceu. Quem viu sabe, achou graça, eu também achei graça. Na hora fiquei brava, dei uns tapas, mas está tudo bem. Não era para acontecer isso que está acontecendo hoje na mídia de falar que cuspiu na minha cara. Meu filho me respeita muito, ele jamais cuspiria na minha cara.”

Outro vídeo de Jair Renan que viralizou nas redes sociais no último final de semana foi uma gravação na qual o filho de Jair Bolsonaro dança ao som de uma música utilizada em treinamentos físicos militares.

Com a legenda “Quando você é dispensado do Exército”, o vídeo mostra Jair Renan dançando e acompanhado de duas outras pessoas – uma vestida de pirata. Um trecho da música diz: “Bota o fuzil para cantar, pá-pum. Bota para cantar, pá-pum. Troquei o meu Playstation por um fuzil. A minha Coca-Cola é água quente do cantil”

– NY começa a vacinar pessoas com 16 anos! E nós perdemos a chance de tê-la desde antes…

Os novaiorquinos a partir dos 16 anos de idade começaram a receber a vacina da Pfizer hoje! E aqui no Brasil perdemos a grande chance de recebê-la em Dezembro, após a recusa do presidente em Agosto.

Confesso estar muito triste, pois todos os dias vejo conhecidos morrendo. Ontem, com tristeza, a querida colega professora Silaine Touro – jovem que deixou duas filhas… um pecado, ela era uma pessoa amável e de ótimo coração!

Com pesar, estamos colhendo os frutos do negacionismo e da birra, vaidades que prejudicaram a população. Por isso, somos obrigados a nos esconder em nossas tocas, trabalhar com inúmeros equipamentos de proteção quando estamos na rua, ou, ainda, evitar contato perenemente.

Lamentável. Triste. Sem palavras. “Menos mal” que parece ter “caído a ficha” do presidente Bolsonaro, que parou de falar bobagens e começou a incentivar a vacinação.

Quando as pessoas de 16 anos serão vacinas aqui?

Tenhamos paciência: hoje poderemos (com muita dor escrevo isso e torcendo para que não se concretize) passar de 4000 mortos /dia.

– E quais outras opções? Pobre país…

Vi essa imagem na Internet, e fiquei pensando: os radicalismos nunca ajudaram o país! Lula, com todos os pepinos do Mensalão e Petrolão, não dá pra encarar. Deus nos livre! Bolsonaro já deu, cansou. Quieto, ele contribui mais ao país do que com suas falas desastradas e inconsequentes.

  • O problema é: QUEM? 

Dória, Ciro, Amoedo, Marina, Boulos?

Ô, como é difícil… uns querem Fulano, outro Beltrano; outros, nenhum dos dois. Que apareça uma terceira via razoável!

De consenso, felizmente, ninguém quer a Covid. Ou há quem queira?

– Autogolpe?

Tenho algumas restrições aos textos dele, mas Mário Sabino foi cirúrgico ao escrever este, abaixo, que compartilho: sobre a troca dos Ministros de Bolsonaro – em especial ao da Defesa, que não queria fazer apologia pública ao Governo – fica a constatação: o presidente quer um “Pazzuello” no comando?

Abaixo, sobre a resistência de politização das Forças Armadas e o conceito de “autogolpe” (se resguardar com os militares, jeans estando no poder), extraído de: https://www.oantagonista.com/opiniao/bolsonaro-acha-que-pode-ameacar-com-um-autogolpe/

BOLSONARO ACHA QUE PODE AMEAÇAR COM UM AUTOGOLPE

Como dissemos, Jair Bolsonaro está dinamitando as últimas conexões que mantinha com a realidade, ao mesmo tempo que se vê obrigado a ceder espaço ao Centrão, que passou a encarar o impeachment como possibilidade.

Está claro que, ao demitir Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, o presidente da República mostra a cara de capitão insubordinado. Ele acha que pode ameaçar o mundo da política e da Justiça com um autogolpe sustentado por militares da sua confiança e adjacências. O limite da fidelidade de Fernando Azevedo e Silva (e a fidelidade se mostrou cheia de manifestações extemporâneas) foi a cabeça do general Edson Pujol, comandante do Exército contrário à politização das Forças Armadas. O agora ex-ministro não quis entregá-la na bandeja da traição — preservou as FA como instituições de Estado — e foi despachado. Bolsonaro viu aí também a chance de atenuar a imagem de fraqueza diante do seu gado, depois de ser obrigado a tirar Ernesto Araújo do cargo de chanceler.

É no sentido da fantasia bolsonarista do autogolpe que devem ser entendidos os tweets de Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro em homenagem ao policial militar da Bahia que entrou em surto psicótico e foi morto depois de dar tiros para o ar e disparar contra integrantes do Bope daquele estado. Os dois deputados catapultaram o rapaz a mártir na luta contra a “ditadura” dos governadores que impõem medidas restritivas — e ambos incitaram policiais militares do país todo à sublevação. Expressaram, assim, a visão de mundo aloprada do próprio Bolsonaro.

Essa gente realmente acredita que as Forças Armadas terão um surto psicótico e se entregarão a um sociopata que considera algo natural a morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros por Covid.

Eles não passarão.

– Por quê uma pessoa rotula a outra? Anti-lulista, Anti-bolsonarista ou Isentão?

O Fanatismo cega. Quando eu criticava as picaretagens do ex-presidente Lula, automaticamente recebia o adjetivo de antipetista. Quando faço críticas a algumas atitudes “transloucadas” do presidente Bolsonaro, aí viro petista. Mas quando as publicações elogiam ou elogiavam um ou outro, neca. E ambas perguntam: e o Dória? Mas o cara não lê as postagens onde há críticas a ele, como as que fiz da vaidade e da ciência sem cientificidade!

Dá para o leitor mais apaixonado decidir?

Seriam os algoritmos do Facebook os grandes culpados? Será que toda vez teremos que postar dizendo que não somos comunista, coxinha, mortadela, bolsodória, blablablá? Ou ainda assim o radicalismo de quem lê faz questão em não entender?

Cada vez mais crente que sim: a paixão por política vicia e domina a pessoa.

Abordei esse desrespeito em: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/03/saudade-do-orkut-faca-o-teste-e-comprove-lula-bolsonaro-coronavirus-e-outros-temas-espinhosos-ganham-corpo-com-os-algoritmos-do-facebook/

Viciado-em-discutir-politica-nas-redes-sociais

– Arre! Enfim alguém orientou o Presidente Bolsonaro num discurso… (bem no dia do recorde de mortes).

Os Pontos Positivos do discurso do presidente Jair Bolsonaro, há pouco, em cadeia nacional:

  • Lamentou as mortes de brasileiros e não desdenhou da força do Novo Coronavírus (coisa que habitualmente fazia);
  • Deu importância às vacinas, independente da origem (até da outrora desdenhada Coronavac);
  • Falou sobre a necessidade de conciliar Saúde e Economia (demonstrava anteriormente importar apenas com a segunda).
  • Não deu uma de “Dr Tiozão do WhatsApp” receitando remédio sem ser médico (lembram da corrida atrás das emas do Planalto?).

O Grande Ponto Negativo:

  • Só agora tivemos a “segurança da compra de vacinas”? Poderíamos ter as da Pfizer muito antes, assim como o incentivo à produção das demais. Mas somente quando o mundo começou a vacinar e ficamos “chupando o dedo”, é que se deu importância por parte do Governo Federal.

Com mais de 3000 mortes em nosso país nas últimas 24 horas, muita gente (mas muita gente mesmo) vai morrer e não vai ser vacinada… Pelo cronograma do Governo Federal, eu, por exemplo, com 45 anos, não espero ser vacinado antes de agosto. Ou melhor: a gosto de Deus!

– Ludhmila: a ex-nova Ministra da Saúde?

A goiana Dra Ludhmila Hajjar, competente médica cotada para substituir o General Pazzuello no Ministério da Saúde, provavelmente nem assumirá o cargo.

Motivo?

Eleitora e defensora de Ronaldo Caiado (governador de Goiás), Ludhmila teve um áudio vazado onde elogia a coragem das autoridades goianas em restringir as atividades naquele Estado para combater a pandemia de COVID e, durante sua fala, critica o Presidente Bolsonaro chamando-o de “psicopata” por não entender a gravidade do momento.

Em que pese a empatia da profissional e seu discernimento, lamentavelmente a vaidade do futuro ex-chefe vai barrá-la.

Ou não?

Entretanto, se ainda com essas críticas Bolsonaro sucumbir à Ciência e der posse a ela, terá meu aplauso.

Em tempo: a saída de um general por uma médica seria ótima, mas Pazzuello, tão criticado pelo próprio presidente, pediu mesmo demissão ou foi uma “combinação de fatores”? Afinal, entraremos nas duas piores semanas de contágio, segundo os médicos.

Compartilho, extraído de: https://oglobo.globo.com/brasil/medica-cotada-para-assumir-ministerio-da-saude-perde-preferencia-apos-bolsonaro-ouvir-audio-atribuido-profissional-24924904?versao=amp

ATUALIZANDO: Dra Ludhmila negou o convite do Governo

– O Mimimi constrangedor e insensível.

É revoltante ouvir a bobagem dita pelo presidente Jair Bolsonaro no discurso em Goiás! As queixas da pandemia são, segundo ele, “mimimi”?

Insisto na dúvida: ele faz isso por falta de sensibilidade, para ser contrário à maioria ou para desviar o foco de críticas ao seu filho Flávio?

Será que ele se coloca no lugar do próximo? Se um de seus entes queridos falecesse de COVID, o discurso seria o mesmo?

Esse exercício de tentar se colocar no lugar do outro se chama: empatia! E falta demais tal virtude ao Presidente Jair Bolsonaro…

O triste é que os apoiadores mais radicais não admitem que ele está errado e justificam com tantos outros erros de outros políticos… (como se isso o isentasse).

– Não custa nada, presidente…

Seria tão difícil o presidente Bolsonaro pedir às pessoas que usassem máscaras, evitassem aglomerações e saídas desnecessárias de casa? 

Não faz tão chamamento por vaidade / birra, descaso ou ignorância?

Pare de bobagem, Seu Jair. Use o bom senso para o país sair logo dessa pandemia.

– Você não se assusta com quem “pega pilha” por Política? Sobre Fanatismo Político:

Você não se assusta com pessoas que se fanatizam nas Redes Sociais com a Política?

Basta escrever algo que não agrade a pessoaseja de Direita ou Esquerda – e o algoritmo do Facebook lhe mostra uma opinião diferente da sua (já que ela se habituou a ver coisas radicais por conta desse mecanismo da Web). Imediatamente, o sujeito se transforma e você vira alvo desse fanático por político!

Que fenômeno recente, não? O cara que não era politizado, nos anos 2000/2010, havia virado um devoto petista, a ponto de não ver erros do líder-mor Lula. Negava qualquer ato corrupto e sempre compactuava que ele “nada sabia”. Agora, nos anos 2010/2020, a contrapartida bolsonarista, onde Jair é o Messias Imaculado! E tudo que se critique do presidente atual, passa a ser motivo de desabono contra quem escreve, pelos olhos do adorador.

Lula, Bolsonaro, Alckmin, Amoêdo, Dória, Ciro, Boulos… todos têm seus pecados que podem ser diferentes um do outro. Criticá-los é necessário, pois faz parte do exercício da Cidadania (fiscalizar o governante). Isso não é torcer contra, mas corrigir rotas! É democracia.

É tão difícil a pessoa ter sensatez e enxergar isso sem o elemento passional?

O meme abaixo é perfeito: Lula criticava a imprensa e fazia seus eleitores chamarem a Globo, a Folha e a Veja de “imprensa interesseira”. A Globo ganhou pelos petistas o apelido pejorativo de “#Globolixo”. E o que vemos agora com Bolsonaro?

Curiosíssimo como a história se repete, independente de ideologia.

– Lula e Bolsonaro irmanados contra Moro? Mesmo não estando juntos, comungam aparentemente do ideal.

A interpretação dos fatos no Brasil sempre ocorre de acordo com as paixões. Um bom exemplo: Sérgio Moro e a suposta parcialidade nos julgamentos. 

Há uma grande confusão disseminada nas Redes Sociais. O problema reside em: não é que Lula tenha sido um inocente condenado por alguém que lhe inventou culpa, mas sim um corrupto no qual o juiz ajudou os procuradores a não deixá-lo escapar das garras da Lei. 

Bem claro: Moro não plantou provas inexistentes, mas deu dicas à PGR de como provar sua culpabilidade (o que não poderia ter feito, pelo cargo que ocupa).

A questão é: Lula poderá ser novamente julgado, blá-blá-blá e toda a culpa dos monstruosos crimes de corrupção do Mensalão e do Petrolão, impunes.

A reboque, uma alegria indisfarçável do Governo na implosão da Operação Lava-Jato (um desejo de Bolsonaro desde que tentou – e conseguiu – intervir na Polícia Federal nos tempos de Moro ministro). 

Não é curioso que Luís Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro estejam em comunhão contra Sérgio Moro? Ou não estão?

Não seria somente por uma possibilidade do ex-juiz se candidatar à Presidência em 2022… ou não é assim?

Difícil responder tais questões.

– Por quê a Rede Globo é “Globolixo” para Lulistas e Bolsonaristas, mas não foi em outros tempos?

Há 1 ano…

O Chanceler Ernesto Araújo, ontem, em entrevista ao “Morning Show” da Rádio Jovem Pan, quando questionado sobre as ofensas do presidente Bolsonaro contra a imprensa, justificou que são necessárias para mostrar a repulsa do Governo sobre a narrativa que é feita. Generalizou negativamente o papel dos órgãos de informação e manteve o discurso de tentativa de validar “teorias da conspiração”.

Voltei ao tempo! Lembrei-me do Lulopetismo a cada crítica feita contra o corrupto ex-presidente. Na época, no auge do PT (paralelamente ao Mensalão e Petrolão, esquemas muito bem montados de assalto aos cofres públicos), os fanáticos apaixonados de Lula xingavam a Revista Veja, a Folha de São Paulo e a Rede Globo, criando o termo “Globolixo”. Não faz tanto tempo assim para que isso tenha caído no esquecimento.

Hoje, a cada manchete do Jornal Nacional mostrando equívocos de Bolsonaro (especialmente contra a Pandemia), o termo dos fanáticos é… “Globolixo”!

Peraí: a Globo mostrava a verdade contra Lula e servia aos antipetistas. Hoje, inverteu-se a lógica?

Que Brasil pilhado e fanatizado… Memória seletiva?

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

A propósito, achei essa imagem, acima, do Prof Hemerson Pistori (em: https://pistori.weebly.com/blog/globolixo) que representa muito bem tudo isso! Escreveu ele:

GLOBOLIXO???
Não é uma mera coincidência que tanto Lula quanto Bolsonaro insultem ferozmente a imprensa e detestem, particularmente, o meio de comunicação mais influente do país. Líderes populistas e autoritários somente se sustentam com base na mentira, desinformação e manipulação. Contam sempre com um grande grupo de fanáticos que nunca aceitam que nada de negativo seja dito de seus ídolos e se alimentam do ódio e de um falso discurso que divide a sociedade entre os “do bem” e os “do mal”, quando de fato tanto o bem quanto o mal teimam em se espalhar democraticamente por todos os lados.

– Gaste-se o dinheiro público com responsabilidade.

Uma nação honesta e justa não pode ter corrupção (como foi na época do engodo com os crimes da gestão Lula / Dilma / PT); assim também um país dito “quebrado” (foi o presidente quem disse) não deve gastar dinheiro com luxos, vaidades ou coisas desnecessárias.

Essa opinião do amigo Quartarollo é perfeita. Abaixo:

– Mônica Calazans, o simbolismo da Vacinação e a invertida de Doria em Bolsonaro.

Antes de escrever, uma prevenção contra os fanáticos adoradores de políticos: não sou Doria, Bolsonaro ou Lula (infelizmente, por causa das pessoas que têm “político de estimação”, há de se fazer essa consideração).

Mônica Calazans, enfermeira negra da Zona Leste de SP, foi a primeira pessoa a ser imunizada com a Coronavac.

João Doria Jr queria vacinar a partir do dia 25. Bolsonaro dia 20. Com a aprovação da ANVISA, Doria não perdeu tempo e iniciou a vacinação com um “vacinômetro” em tom de campanha.

Imagine o ciúme do ganho político de Doria por parte de Bolsonaro, após falar que não compraria a Coronavac nem depois de aprovada por sua origem (desprezando o histórico do Butantan) e agora tendo que pedir as 6 milhões de doses produzidas. A de Oxford, como se viu, foi uma “bola fora” por conta da Índia não a liberar e o avião da Azul, que iria buscar as doses, ter abortado a viagem.

De “Dia D” do Pazzuello, virou “D” de Dória. Mas prefiro de Dimas Covas, diretor do Butantan.

Viva a ciência!

– E a culpa é da imprensa?

Lamentável a fala do presidente Jair Bolsonaro a um apoiador ontem:

“O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter”.

Mídia? O vírus existe, está aí e fez estragos em todos os setores. Um líder NUNCA pode dizer que não pode fazer nada, como ele fez, ou jogar a culpa nos outros irresponsavelmente.

Pobre Brasil…

– E a vacina no Brasil, hein?

Já são 30 nações aplicando as vacinas contra o Covid (países desenvolvidos, em desenvolvimento e até subdesenvolvidos). A Argentina, por exemplo, começa amanhã.

E o Brasil?

Aqui, Dória decreta Zona Vermelha e escolhe dias para isso. Quer dizer que “hoje, 27, nada pode”. Amanhã volta a poder. Dia 31 esquece. Já Bolsonaro, irresponsavelmente, vai à padaria e à farmácia sem máscara. Pra quê tal afronta ou desdém dos riscos (além do mau exemplo).

Seja Petista, Bolsonarista, Peesedebista, os políticos só pensam nas mesmas coisas (e respectivamente, o que ficou claro dos partidos e ideológicos deles): corrupção, vaidade pessoal e votos.

E o povo…

– Cansou a politização da vacina!

Literalmente: “encheu o saco” essa politização da vacina!

Um a força para tomar, outro para não tomar. E a parcela mais fanatizada da população ajuda a propagar bobagens…

Deixemos a ciência e a inteligência nortear as relações – e sem paixão política ou declarações desastrosas (especialmente a do termo de responsabilidade, que desencadeou o “jacaré do Bolsonaro”).

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– Paixões Políticas e o Emburrecimento das Pessoas.

Quando Lula era presidente, eu insistia em escrever que o fanatismo cegava as pessoas, que de tão apaixonadas por Luís Inácio, fingiam que não percebiam (ou não viam mesmo) os atos de corrupção dele.

Com Bolsonaro, tão populista quanto Lula (só mudando o espectro ideológico), idem. Como defender sua total falta de prevenção e péssimo exemplo de cuidados na aglomeração do CEAGESP, em meio a Pandemia? Sabidamente, há quem não veja problema nisso (justamente pelo fanatismo).

Essa foto, abaixo, é indefensável em tempos de Covid0-19. As paixões políticas, de fato, imbecilizam o homem…

– Finalzinho da Pandemia, presidente?

Durante a inauguração do eixo principal da Ponte do Guaíba, no RS, disse o presidente Bolsonaro:

“(…) Estamos vivendo o finalzinho da pandemia. O nosso governo, levando-se em conta os outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos melhores”.

Caramba! Lembrou-me aquela frase infeliz do Lula quando a Crise Mundial traria uma onda recessiva no mundo, dizendo que era uma “Marolinha”.

Em plena 2a onda, ouvir isso dói, não? 

– O fanatismo de Direita e de Esquerda é barulhento. Mas nas urnas nestas Eleições Municipais…

Eu respeito o eleitor que vota em Lula, Dória, Bolsonaro ou no Marronzinho (lembram dele)? Idem aos que votam em branco. Afinal, vivemos em uma democracia e assim deve ser.

Isso não quer dizer que faço apologia aos citados. Mas repare numa coisa interessante: os candidatos apoiados por Bolsonaro e por Lula (e os que tentam se agarrar a eles mesmo sem apoio oficial), em sua maioria, estão em baixa nas pesquisas eleitorais municipais.

O que isso significa?

Que as Redes Sociais mostram que o fanatismo político é mais barulhento do que numeroso. Pode reparar: em sua cidade, as postagens odiosas de Extrema Esquerda e Direita (os radicais) não refletem (e isso se comprovará no dia 15) a realidade nas urnas.

Ótimo para o bom senso da nação…

– Ah, Bolsonaro e suas palavras indevidas…

Infelizmente, um meme “real”: Biden contando a Obama sobre a declaração de Bolsonaro “ameaçando” que “depois da saliva, vem a pólvora”!

Até agora não entendi que blá-blá-blá sem sentido… estratégia furada ou falta de noção?

Abaixo:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Estamos ameaçando os EUA? Demagogia ou falta de noção?

Nem o comunista Jango, nem o corrupto socialista Lula, ou nem qualquer presidente da história do Brasil provocou os americanos para uma guerra, direta ou indiretamente. Mas, de novo, por impulso, o presidente Bolsonaro fala uma barbaridade que envergonha a diplomacia.

Extraído de UOL:

“O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se referiu ao presidente eleito dos Estados Unidos Joe Biden como ‘candidato à chefia de estado’ hoje à tarde. Sem citar o nome de Biden, rebateu um posicionamento do democrata em relação à Amazônia: ‘Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de estado dizer que se não apagar o fogo da Amazônia, vai levantar barreira comercial contra o Brasil’, começou Bolsonaro. ‘Apenas diplomacia não dá. Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora, senão não funciona. Precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem. Esse é o mundo’.”

Eu não tenha partido político ou político de estimação, mas não podemos ser alienados enquanto povo. E fica claro: nosso presidente tem momentos de arrogância comprando brigas que não existem, vivendo em um mundo de teorias conspiratórias inexistentes beirando a esquizofrenia, e, por fim, mostrando-se sem jogo de cintura nenhum. Ele realmente disse que se não tiver diálogo usará “pólvora” contra Biden, que fez questão de não citar o nome?

Estamos a pé de políticos de todas as ideologias, essa é a verdade.

– E o presidente do Brasil não parabenizará Biden?

Me assusta (ou melhor: me impressiona) que o MUNDO tenha parabenizado Joe Biden, novo presidente eleito dos EUA (e aqui não julgo se ele é bom ou ruim para os americanos e para o mundo), mas o presidente brasileiro Jair Bolsonaro não o tenha feito.

Seria…

  • Arrogância?
  • Falta de Diplomacia e Educação?
  • “Esquecimento”?

Até agora: China, Turquia, México e Rússia não deram os parabéns mas avisaram que aguardam o desfecho de uma manifestação final. CORÉIA DO NORTE e BRASIL são os únicos que não se pronunciaram.

– Cadê a coerência?

Democracia é conviver com os diferentes. Mas para quem fica falando de combate à corrupção (e isso é bom), em acabar com as picaretagens cometidas pelo PT e a turma do Petrolão (e isso é ótimo), me decepciona demais ver que o discurso é diferente da prática ao RASGAR SEDA a Fernando Collor de Melo, no evento de ontem no Nordeste.

Ninguém falou ao presidente Bolsonaro que, se precisava estar junto de Collor, não necessariamente deveria elogiá-lo como se fosse um homem honesto e de passado exemplar no Brasil?

Ô Política que não muda… lembrando que Collor já se agarrou a Lula e agora a Bolsonaro. Ou foi o inverso?

– A população é quem aguentará a picuinha de Dória e Bolsonaro sobre a vacina? Uma guerra de vaidades…

Sejamos bem objetivos: há três vacinas “adiantadas no seu desenvolvimento” envolvendo brasileiros:

1. A da AstroZeneca / Oxford / Unifesp (que tem apoio do Governo Federal);
2. A da Sinovac / Instituto Butantã (que tem apoio do Governo do Estado de São Paulo);
3. A da Gamaleya / Governo Russo / Governo do Estado do Paraná.

Na 3a feira, o Ministro da Saúde Eduardo Panzuello disse que iria comprar a Sinovac e assinou um protocolo de intenção da aquisição (lembrando que ela é de origem chinesa) para vacinar a população (não descartou as demais vacinas). Logo em seguida, João Dória (Governo Paulista) gravou um vídeo elogiando o Ministro e dando uma “cutucada” no seu atual desafeto, o presidente Bolsonaro.

Na 4a cedo… Bolsonaro detonou literalmente o seu subordinado, escrevendo no twitter que desautorizava o Ministério da Saúde e que a população não seria cobaia dos chineses. Mais tarde, no programa “Pingos nos Is”, da Jovem Pan, acrescentou que um dos motivos seria de falta de credibilidade e que em hipótese alguma compraria a vacina do laboratório Sinovac (que se chama Coronavac). Ressaltou, por fim, que ela não tem comprovação científica e que demorará para ter.

Portanto, nesta guerra de vaidades, onde Dória se fez de vencedor e Bolsonaro quis mostrar que é ele quem manda, o brasileiro vê essas bizarrices: a hidroxicloroquina pode, mesmo sem comprovação científica. A vacina, mesmo quando comprovada, não poderá. E os fanáticos se digladiam na Internet por esses senhores políticos…

– De novo um político com Dinheiro na Cueca? Depois do líder de Dilma, agora o vice-líder de Bolsonaro.

Assim como na época de Dilma, tivemos um “líder do Governo” com dinheiro escondido na cueca (José Guimarães / PT), agora, na gestão Bolsonaro vivemos a mesma situação de corrupto disfarçando grana suja no mesmo lugar: Chico Rodrigues / DEM.

Mudam só os partidos, mas a prática safada continua a mesma, não? E o interessante é que os nossos governantes, no discurso, se autoproclamam honestos e alegam não ter envolvimento nenhum com as pessoas que… eles próprios escolhem!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/10/14/pf-encontra-dinheiro-na-cueca-de-vice-lider-do-governo-bolsonaro.htm

PF ENCONTRA DINHEIRO NA CUECA DO VICE-LÍDER DO GOVERNO BOLSONARO

O vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 14, em Boa Vista, escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais. A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

As informações oficiais da PF, dado o sigilo do caso, se limitam a dizer que foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação, em Boa Vista, que busca a “desarticulação de possível esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares”.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”. Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

A operação que alvejou o senador foi realizada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que dará uma “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção. A nova expressão foi usada uma semana depois de o presidente ter afirmado que a Lava Jato acabou porque, segundo ele, não há casos de irregularidades em sua gestão. A promessa também foi feita no momento em que Bolsonaro vem sendo criticado por militantes e por lavajatistas que apontam o enfraquecimento da pauta anticorrupção no governo.

Chico Rodrigues emprega Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, como assessor parlamentar, em seu gabinete no Senado. Léo Índio é muito próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e é conhecido por ter livre trânsito no Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, sob reserva, disseram que Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”, afirmou o senador.

Rodrigues observou ainda que, ao longo de 30 anos na política, conheceu “muita gente mal intencionada”, a fim de macular sua imagem. “Ainda mais em um período eleitoral conturbado como está sendo o pleito em nossa capital”, declarou.

Durante o julgamento do caso do traficante André do Rap, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma menção à operação realizada pela Polícia Federal. Barroso afirmou que estava monitorando o cumprimento de mandados de busca e apreensão que envolviam uma autoridade com foro no Supremo, sem revelar o nome. “Desviar dinheiro da saúde em plena pandemia é mais do que corrupção e chega bem próximo do assassinato. Devemos ter em conta que isso não é aceitável. Precisamos continuar no esforço de desnaturalização das coisas erradas no Brasil”, argumentou o ministro.

– A Operação Lava Jato deveria ser permanente!

A Operação Lava Jato foi um marco positivo na história do Brasil. Nunca tantos políticos importantes foram presos, e com ela isso ocorreu e em grande quantidade. “Sangrou-se feridas” disfarçadas, não poupando partido ou ideologia.

Entretanto, disse o presidente Jair Bolsonaro:

“É um orgulho, uma satisfação que eu tenho de dizer a essa imprensa maravilhosa nossa, que eu não quero acabar com a Lava Jato… Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação. Para nós, fazemos um governo de peito aberto.”

Um erro falar isso, presidente. A Lava Jato deveria ser uma instituição. E vangloriar-se que não há corrupção no Governo atual soa de uma arrogância grande, pois o próprio senador Flávio Bolsonaro está enfrentando pendengas que se arrastam.

Aliás, o último político que se endeusou com auto-elogios foi Lula, quando disse “não existir viva alma mais honesta no Brasil do que a dele”

– Cadê a coerência anti-cristofóbica, presidente?

A Arábia Saudita é um dos países que proíbe o Cristianismo. Portanto, “cristofóbico”. Na ONU, o presidente Jair Bolsonaro reclamou que ele sofre de cristofobia. Mas nesta segunda-feira, leio:

“Hoje conversei com o Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, e dar seguimento às iniciativas acordadas em minha visita a Riade, em out/2019. Estamos aprofundando nossa cooperação em Defesa, comércio, investimentos e outros temas” (extraído do twitter do Presidente da República).

Não dá vontade de perguntar se ele abordou o tema que tanto reclamou?

– Os dois candidatos à Presidência em 2022: Bolsonaro e Lula! Socorro…

Bolsonaro não esconde de ninguém que concorrerá à Reeleição (mesmo que, durante a campanha, houvera dito ser contra). Lula, na 2a feira, resolveu ler uma “carta ao povo brasileiro” se dizendo à disposição do país (mesmo não podendo concorrer devido a seus crimes cometidos).

A sede pelo poder não mede escrúpulos. Quem não queria, quando senta na cadeira de presidente, quer de novo. E quem já foi por duas vezes (e saqueou o país), morre de vontade de voltar.

Pobre Brasil… Que surjam nomes HONESTOS, COMPETENTES E SENSATOS, pois não vejo um só com essas características tão necessárias à uma sociedade respeitosa e pujante.

– O que é justo, precisa ser dito: Bolsonaro não fez campanha contra a vacinação, como alguns dizem.

Por conta do fanatismo político, é necessário sempre começar os textos lembrando: não sou bolsonarista, lulista, dorista ou “qualquercoisista” que seja. Sou apartidário, mas não apolítico.

Leio algumas postagens de pessoas dizendo que o presidente Jair Bolsonaro estaria fazendo campanha contra a vacinação de Covid-19, quando disse que “ninguém é obrigado a tomar a vacina”. Mas vocês viram o contexto?

Uma enfermeira gritou enquanto ele passava “que uma boa vacina levava 14 anos para estar pronta para o mercado” (dando a entender que as vacinas não são seguras). Daí veio a resposta acima, no sentido de que “toma quem quiser”.

São várias as frases beirando a imbecilidade que foram ditas pelo presidente nos últimos meses de pandemia, condenadas aqui mesmo no blog, mas não se impute uma culpa inexistente a ele quanto a isso. Caso contrário, não faria sentido o gasto com a parceria da Unifesp com Oxford.

Acréscimo: realmente as vacinas que estão sendo desenvolvidas são muito mais rápidas do que as demais na história (o que não quer dizer que sejam necessariamente inseguras). Abordamos sobre isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/08/11/sputnik-5-a-vacina-da-russia-contra-o-covid_19-sera-produzida-no-brasil/.

– Desconfie de quem se omite na Política!

Não sou lulista, comunista ou petista. Não sou Alckmin, Doria ou Serra. Não sou do NOVO, do DEM, do Patriotas. Tampouco fanatizado chapa-branca do Governo.

Sou apartidário, mas não sou apolítico (pois todos nós precisamos nos preocupar com o Brasil). E também não sou candidato a nada.

Digo isso pois o “fanatismo de muitos” nos obriga a esclarecer que se é independente quando critica certas situações dos políticos no país. E fico muito a vontade para postar esse vídeo (assista inteiro, tem 1’30”) que traz a mesma indignação e dúvida ao presidente Jair Bolsonaro que eu tenho.

Abaixo, em: https://youtu.be/7SqT01M1IqU

Ops: Eu torço para meu país, mas isso não quer dizer avalizar toda ação do presidente como se ele fosse um imaculado cidadão.

– Quem perde na briga com os jornalistas é o próprio Bolsonaro, ao imitar estratégia de Lula.

No auge da sua popularidade mesmo com a crise do Mensalão (na época, nada havia sido provado ainda), Lula usava como desculpa dizer aos 4 cantos que “nada sabia de corrupção”. A estratégia era clara: fugir dos seus pares petistas envolvidos tentando preservar seu nome.

Agora, no auge da sua popularidade mesmo com a crise de Flávio Bolsonaro e seu laranja Queiroz (também sem provas finais ainda) Jair Bolsonaro usa da mesma estratégia: foge das respostas aos questionamentos dos jornalistas, tentando se separar da imagem do filho.

O que mais assusta é o desequilíbrio emocional de um Chefe de Estado: após ser perguntado sobre os 89 mil reais na conta da sua mulher depositados pelo ex-assessor do seu filho, ofendeu com intimidação o repórter.

Estamos bem representados nos últimos anos com esses presidentes, não?

– O bicho-homem e sua triste realidade…

Lula teve um câncer. Há quem vibrou.

Bolsonaro teve Covid_19, e outros repetiram a mesma ladainha.

Agora é a vez do governador João Dória estar contaminado pelo mesmo Novo Coronavírus, e torcedores de políticos festejam da mesma forma em Redes Sociais.

Que raio de mundo vivemos? Quem somos nós para alegrarmo-nos com a doença de outra pessoa?

Separe-se a paixão política do relacionamento humano, civilizado, socialmente necessário. Triste essa “vontade de que o outro se dê mal”

– Esquerda ou Direita, a Suspeita é sempre a Mesma…

Ideologia política nunca será termômetro de honestidade ou ética. Certo? O legislador ser de Esquerda, de Centro ou de Direita, não indica se ele é honrado ou não (embora há aqueles que julguem o contrário e criam paixões).

Por quê não me ufano com político e não tenho nenhum de estimação?

Por vários motivos… um deles, na percepção abaixo:

Era público que enquanto a relação entre PMDB e PT estava interessante para ambos, Lula fez do ex-presidente José Sarney seu conselheiro. Experiente nos meandros políticos (no bom e no mau sentido), Sarney é quem passava a sua vivência ao então chefe de governo Luiz Inácio.

Por incrível que possa parecer, Jair Bolsonaro, o atual presidente, tem como conselheiro Michel Temer, seu antecessor e calejado político. Portanto, não nos surpreendamos com a “Nova Política” ser tão parecida com a “Velha Política”.

Tanto os adoradores de Lula e de Bolsonaro refutam a existência  dessa importante relação de seus admirados ídolos, mas que ela é inadequada, ô se é (Sarney já fez e desfez em Brasília; Temer foi preso duas vezes).

Em tempo: Temer (descendente de libaneses) é quem representará o Brasil na Missão Humanitária ao Líbano, a convite de Bolsonaro, mesmo estando proibido de sair do país pelos crimes de corrupção que responde.