– A polêmica em Flamengo 1×1 São Paulo.

Eu não vou ficar em cima do muro: para mim, houve pênalti infantil cometido pelo São Paulo (sem a necessidade de cartão). Mas estava impedido (na minha humilde opinião).

Nessa imagem exdrúxula do VAR, penso: já que não se usa bem o equipamento que temos (que é bem meia-boca), por que não fazer uso do impedimento semi-automático da FIFA, utilizado na Copa do Catar, que funcionou tão bem?

Dinheiro, a CBF tem para adquiri-lo.

Imagem: print de tela.

– Um árbitro “Pavão”?

Felipe Fernandes de Lima, árbitro mineiro, teve ótimas oportunidades na Série A do Brasileirão. Ele seria o substituto de Ricardo Marques Ribeiro no quadro da FIFA, e as desperdiçou.

Assisti ele em Red Bull Bragantino x São Paulo, onde quis aparecer e conversou demais. Uma pura vaidade.

Dias depois… lembram de Vasco da Gama x Vila Nova, onde ele menosprezou atletas por estarem na Série B e foi afastado? Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

Pois é. Em Paysandu 4×2 Náutico, assim como um pavão abre as asas para aparecer, o árbitro até imitou Gabigol na expulsão de jogadores e fez um tremendo teatro para apitar o fim de jogo.

Ridículo. Ser discreto é uma necessidade aos árbitros.

Veja isso, em: https://www.youtube.com/watch?v=4I4Zn7uo4Gw

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Vasco da Gama.

E para o confronto entre Red Bull Bragantino x Vasco da Gama, apitará (de novo):

Árbitro: Anderson Daronco – RS
Bandeira 1: Maurício Coelho Pena – RS
Bandeira 2: Maíra Mastella Moreira – RS
4º Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
Assessor de Arbitragem: Ana Karina Valentim – PE
VAR: Emerson de Almeida Ferreira – MG
AVAR: Frederico Vilarinho – MG
AVAR 2: Paulo César Zanovelli – MG
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Daronco continua numa fase irregular. Já falamos de tantos erros dele durante o ano, mas uma partida boa foi Red Bull Bragantino 4×0 Flamengo (onde marcou incríveis 7 faltas somente). Entretanto, apitou mal Palmeiras 1×2 São Paulo, com polêmica (vide em: https://wp.me/p4RTuC-O4J). Dois dias depois, voltou a ser escalado em Red Bull Bragantino x Botafogo. É o 3º jogo do Massa Bruta contra carioca que Daronco é escalado.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Vasco da Gama pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Segunda-feira,  14/08, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O erro crasso da arbitragem que eliminou o Red Bull Bragantino da Sulamericana 2023.

Errar no começo do jogo, dependendo da natureza do erro, é possível reverter o prejuízo. Mas quando o árbitro erra no último lance, não há o que fazer.

Aos 49m do segundo tempo, quando o Red Bull Bragantino vencia o América Mineiro por 3×2, uma bola é cruzada na área bragantina, sendo possivelmente o momento final da partida. Um atacante a domina e o goleiro Cleiton defende o chute.

Porém… quando todos esperavam o apito final do árbitro colombiano Jhon Ospina, surpreendentemente o VAR pede para esperar. Em um primeiro momento, ninguém vê irregularidade no lance. Repare no vídeo abaixo que a única dúvida era se Leo Ortiz, que pula com o braço levantado, teria tocado a bola ou não (e seria movimento antinatural). Mas a imagem mostra que não há qualquer contato.

Aos 53m, o árbitro ainda está decidindo no monitor, e entende que Aderlan cometeu pênalti por mão na bola. Reveja uma segunda vez no vídeo: Aderlan é o último defensor, que está de costas para a jogada, e a bola bate no OMBRO. Não é infração.

A propósito, em 2020, a FIFA definiu o que é mão / braço infracional, delimitando o limite das axilas, e esclarecendo que ombro não é infração. Vide aqui nesse link e veja a ilustração da International Board abaixo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

Você só pode marcar mão na bola se:

  • ela for intencional (quis colocar a mão na bola); ou
  • foi por movimento antinatural (deixou a bola bater no braço, ampliou o seu espaço para tirar proveito).

Resumidamente (já cansamos de escrever isso), uma bola que bate acidentalmente não é infração. E o detalhe: a bola bate no ombro* (vide acréscimos abaixo, atualizando), reforço, estando de costa. E mesmo que aparecer uma imagem melhor, mostrando que não foi ombro mas braço, ainda assim é movimento antinatural.

Se você tiver dúvida do que é o movimento antinatural, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/30/interpretando-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

Portanto, NÃO FOI PÊNALTI, e com esse gol que aconteceu aos 54’56” de jogo, levou a partida para a cobrança de pênaltis.

Lembrando: falamos que o colombiano Jhon Ospina era inexperiente (tinha apenas 6 anos de campeonato colombiano) e que era um dos mais jovens no quadro da FIFA. Lamentavelmente, ele foi no embalo do VAR Yadir Acuña, que não é “primeira linha” da Conmebol, e sucumbiu à sua sugestão de revisão.

Teria a Confederação Sulamericana menosprezado o jogo ao escalar tão novato juiz? Vide que nomes famosos apitaram outras partidas nessa fase, e tanto no jogo de ida quanto o de volta entre o Red Bull Bragantino x América, apenas jovens sem experiência.

*ACRÉSCIMO: apareceu uma imagem da Paramount bem mais clara: não bate no ombro, mas na mão de Aderlan – estando de costa, em movimento natural. Portanto, não houve intenção, nem movimento disfarçado antinatural. Errou mesmo a arbitragem.

ACRÉSCIMO 2:

Para quem questionar a mão como infração, isso é perfeito:

BUSSACA, Chefe dos Árbitros da FIFA:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço p/ correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.”

Em: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/12/o-problema-e-desconhecer-a-regra-sobre-o-penalti-de-marcos-rocha/

– Acertou ou errou o juizão?

Sobre o lance confuso na Neo Química Arena, compartilho no vídeo em: youtube.com/watch?v=QzdZFP 

– O lance polêmico de Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro e a necessidade de mudança de costumes no futebol brasileiro.

Scolari reclamou de um pênalti não marcado na bola que bateu no braço de Gabriel Menino (aos 23m do 2º tempo). Hulk foi além: disse que deveria ter marcado pois a “bola mudou de trajetória”.

Aqui, sabemos que acontecem duas coisas:

1 – As reclamações (infundadas ou com fundamento) são um hábito do nosso futebol.

2 – Jogador (e se bobear até alguns árbitros) não conhece a regra.

Foi um lance totalmente involuntário, sem intenção e, principalmente, de reflexo por movimento NATURAL (ou seja: não há movimento antinatural dos braços / mão na bola, a fim de tirar vantagem), até porque ela veio “no susto” após tocada por Mayke (que é seu companheiro). Dessa forma, acertou o árbitro Fernando Rapallini ao não marcar (e se você já viu lances assim serem marcados, saiba: foram equivocados e já falamos disso em outras oportunidades nesse espaço).

Mas algo que irrita profundamente: o unfair-play do nosso futebol. Se quer ganhar contra as regras, contra a desportividade e contra a ética. Dois exemplos, fora as reclamações já citadas pelo Galo de MG:

1 – Abel Ferreira: logo no começo do jogo, Gabriel Menino cometeu uma falta pesada em Hyoran e recebeu Cartão Amarelo corretamente. Não é um lance para se questionar, foi erro do garoto. Mas Abel foi flagrado “possesso” contra o árbitro. Dois minutos depois, Zé Rafael sofre uma falta comum de jogo, e novamente as câmeras mostram Abel Ferreira totalmente nervoso, gesticulando e berrandopedindo um Cartão Amarelo ao adversário (como uma “compensação”). Não era lance para tal advertência (e provavelmente ele sabe disso), mas a mania / costume / vício de reclamar se fez presente.

Aqui, um acréscimo: Abel foi contido por… João Martins. No último sábado, contra o Fluminense, a cena foi exatamente a contrária: João esbravejou, xingou e foi contido por um calmo Abel. A diferença é que João foi expulso. Estaria existindo um revezamento planejado de reclamações?

2 – Rony, aos 48m, está no ataque e um marcador faz falta nele, desequilibrando-o com a mão em seu peito. Ele cai e como reflexo põe as mãos no rosto simulando ter sido agredido na cara. O árbitro não entrou na sua malandragem. Mas não é um comportamento reprovável, condenável é que fere os princípios do esporte?

Aliás, os atletas brasileiros estão com esse péssimo hábito: fingem agressões, rolam no chão como se tivessem sido atropelados e sem nenhum pudor querem enganar a todos. No domingo, em Cuiabá x Flamengo, Deyverson caiu no chão, fingiu ter machucado gravemente a mão, e a TV o flagrou em meio aos gemidos, parando, sorrindo e piscando para seu companheiro. Ato contínuo, como num passe de mágica, voltaram as dores e a contusão.

Precisamos repensar tudo isso em nosso país.

Imagem extraída de Techtudo.com.br

– Wilmar Roldán no Olímpia x Flamengo: o que esperar?

Quando foi divulgada a escala de Wilmar Roldán para Olímpia x Flamengo, tive a mesma sensação quando soube que apitaria San Lorenzo x São Paulo: xiii…

Outrora chamado de “Castrilli Colombiano” (ele é admirador do ex-árbitro argentino), hoje ele se tornou um nome controverso: abusa do excesso de autoridade e deixa a pancada correr solta.

Para quem assistiu sua atuação no Nuevo Gasómetro, percebeu quantas faltas claras foram cometidas pela duas equipes e que não foram marcadas. O risco de alguém se lesionar com ele no apito é grande.

Sobre o que escrevemos antes do jogo do São Paulo (e que serve para o jogo em Assunção), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-san-lorenzo-x-sao-paulo-copa-sulamericana/.

Reza a lenda que ele não costuma dar sorte aos clubes brasileiros. Como não gosto de mitos, mas fatos concretos, prefiro dizer: com ele no apito, os atletas dos times brasileiros ficam irritados pelo excesso de permissão às entradas mais viris e acabam se descontrolando emocionalmente, resultando em resultados ruins.

Aguardemos.

Foto: ENM Esportes.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x América (Copa Sulamericana).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Coelho, valendo a vaga para as Quartas de Final da Copa Sulamericana, a Conmebol escalou a seguinte equipe colombiana de arbitragem:

Árbitro: Jhon Ospina.
Bandeira 1: Sebastian Vela.
Bandeira 2: Jhon Gallego.
VAR: Yadir Acuña.

Jhon Alexander Ospina Londoño, 31 anos, estreou na primeira divisão colombiana há apenas 6 temporadas. Em 2019, se tornou um dos árbitros mais jovens do quadro da FIFA. Paulatinamente, a Conmebol tem dado oportunidades a ele na Libertadores e na Sulamericana, a fim de ganhar experiência.

Nesse ano, teve oportunidade de trabalhar no Mundial Sub 20, apitando França 1×2 Coreia do Sul e Iraque 0x3 Tunísia.

No Campeonato Colombiano, em quase todos os jogos tem aplicado Cartões Vermelhos. No seu último jogo pela Libertadores (Libertad 1×2 Athletico), foram 7 Amarelos. Antes disso, em River Plate 4×2 Sporting Crystal, muitos cartões também.

É jovem e quer mostrar serviço. Como o time do Red Bull Bragantino não é uma equipe violenta (ao contrário, mais sofre faltas do que pratica), não haverá problemas com isso. E como leio que Fábian Bustos é o novo técnico do América-MG, fico mais tranquilo, já que quando esteve no Santos FC montou uma equipe que “batia muito”, além de reclamar demasiadamente todo jogo. Portanto, é um bom perfil de arbitragem para 5ª feira.

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– Sobre a nova expulsão do João:

Não assisti o jogo, mas vi toda a polêmica da nova expulsão do assistente técnico palmeirense. Vamos lá:

Primeiro tinha “sistema” (mas nos erros a favor, o sistema “não apareceu”). Agora, o “sistema voltou” por estar “condicionando os árbitros” (como João Martins sugeriu)?

O mesmo árbitro de Fluminense x Palmeiras, Ramon Abel Abatti, não deu um pênalti para o Flamengo contra o Verdão. João se calou. Agora, João falou. 

Três hipóteses:

A) Ele sabe algo que não sabemos, e desafia o “sistema”;

B) Ele tem cabeça quente, é sanguíneo e não tem papas na língua; ou

C) Ele simplesmente é folgado e acha que pode ofender qualquer um. 

Afinal, como classificar as atitudes do João Martins, com as alternativas acima?

Observação 1: Falamos, dias atrás, sobre uma trégua entre a Comissão de Arbitragem e a Comissão Portuguesa do Palmeiras. O “acordo de paz” durou pouco?

Observação 2: O que Abel Ferreira quis dizer na coletiva ao soltar: “sei o país onde estou”, preferindo não falar da expulsão? Estaria ele fazendo alusão ao que foi visto no país dele na Operação “Apito Dourado”, ou outra coisa?

Tá mais fácil reclamar da arbitragem do que falar da opção de usar time alternativo

Imagem: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

– Outro cartão (equivocado) por chutar o mastro da bandeira?

Em qual lugar na Regra do Jogo está escrito que é proibido comemorar o gol chutando o mastro da bandeira de escanteio?

Isso é feito há anos por Aloísio Boi-Bandido, é fato comum na Europa e vários outros atletas têm esse hábito. Só se advertirá se ele danificar o equipamento e o jogo tiver que ser paralisado para arrumá-lo.

O texto abaixo é a Regra Oficial do Jogo 2023/2024, e não fala de aplicação de amarelos como se vê aqui. No Brasil, orienta-se “à parte” (quase uma Regra Paralela) para que os jogadores comemorem junto à sua torcida e, em jogos de torcida única, com seus companheiros de banco.

Fica a questão: Luciano foi punido por Amarelo e na súmula registrado por Wilton Sampaio que o motivo foi ter chutado o mastro (não deveria por tal razão). Raphael Veiga não foi punido pelo árbitro FIFA Facundo Tello pelo mesmo motivo na Libertadores (corretamente). Ontem, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima deu amarelo a Pavón (que chutou o mastro também) por, segundo a súmula, “comemorar de forma provocativa”.

Fica a pergunta: nesse relato “meia-boca”, qual foi a provocação cometida? Se o árbitro escrevesse “chutar a bandeira”, não seria para cartão. O termo “provocativa” dá uma subjetividade enorme, e talvez seja a forma que a CBF encontrou para explicar os cartões e o excesso de rigor.

Creio que o árbitro tenha feito isso pela sequência dos fatos, a fim de justificar o comportamento da torcida, já que escreveu também:

“Informo que aos 23 minutos do segundo tempo, durante a comemoração do gol da equipe visitante, foram arremessados vários copos de plástico contendo líquidos para dentro do campo de jogo na direção dos jogadores da equipe visitante , cabe ressaltar que nenhum jogador foi atingido e os copos vieram da arquibancada da torcida mandante”.

Sendo assim, ele entendeu que se Pavón não comemorasse de tal forma, não teria arremesso de copos?

Será que não estamos “engessando” demais a todos? A culpa não é da regra do jogo, mas de quem a orienta.

– Análise da Arbitragem de Coritiba 0x1 Red Bull Bragantino.

Não gostei da arbitragem de Yuri Elino Ferreira da Cruz, que infelizmente cumpriu o que falamos na nossa análise pré-jogo: deu muitos cartões e se perdeu na falta de autoridade. Só no primeiro tempo, foram 26 faltas marcadas e 5 amarelos (total: 43 faltas e 8 amarelos) – muitas vezes, faltas ocorridas pelo fato dos jogadores não respeitarem o árbitro.

Inseguro, deu Amarelo a Andrei aos 35m por uma falta muito forte em Sorriso. Dois minutos depois, o mesmo Andrei deu um tapa em Lucas Evangelista (seria expulso, mas não foi). Nada mostrou ao jogador, que foi imediatamente substituído pelo atento treinador do Coxa Branca.

Deu Amarelos discutíveis e deixou de dar outros. Mas o defeito maior: demonstrou fragilidade aos jogadores. Precisa fazer mais cara feia e se impor mais, pois em alguns momentos os atletas não o respeitaram. Um exemplo disso: a simulação de Diogo Oliveira no final da partida, onde vacilou em dar amarelo e ficou esperando o VAR. Depois disso, todo mundo foi reclamar com ele e “choveram vermelhos“.

Os lances anotados ao longo da transmissão, abaixo:

Aos 3m, Natanael fez falta em Vitinho e o juizão não deu. Não gostei…

Aos 4m: um jogo perigoso praticado pelo zagueiro e nada foi marcado… juizão deixou de marcar duas faltas. Depois aguentará o “rojão”?

Aos 21m, Cartão Amarelo para Cipriano. Errou, foi uma falta leve de jogo, e a impressão é que o porte físico do atleta faz com que o árbitro entenda ser jogada desproporcional.

Aos 25m: Matheus Bianchi segura um atleta e não há o mesmo critério para Amarelo como aplicado anteriormente. Juizão está assustado.

Aos 27m: Bruno Gomes dá uma entrada forte e atinge Matheus Fernandes. Cartão Amarelo bem aplicado. O árbitro tentou dar uma vantagem que não se concretizou.

Aos 30m: Vitinho passa do ponto e atinge o adversário. Agora, o árbitro usou o mesmo critério e aplicou o Amarelo.

Aos 35m: Andrey atinge Sorriso de maneira temerária e recebe amarelo.

Aos 37m: Andrey (CORITIBA) deu um tapa no rosto de Lucas Evangelista (RBB). Era para receber cartão (dois minutos antes foi amarelado) e o árbitro não deu. Imediatamente o treinador Thiago Koloski o substituiu. Fraquinho o árbitro Yuri Elino.

Aos 30, Cartão Amarelo correto para Andrés Hurtado por matar uma jogada de ataque.

Aos 43m: Sorriso sofreu uma falta e o árbitro não marcou. Depois Sorriso desforrou, e ele compensou e não marcou também.

26 faltas no 1º tempo e 5 amarelos. Caramba!

8m do 2º tempo: Yani (RBB) dá um tapa na cabeça de Bruno (Coritiba), e deveria receber Cartão Amarelo. Não recebeu, errou o árbitro.

27m do segundo tempo: Luan Candido empurra seu adversário matando um contra-ataque e recebe amarelo. Um minuto depois, foi a vez de Jamerson tomar Amarelo pelo mesmo motivo. Ambos corretos.

46m do 2o tempo: Correto Cartão Amarelo para Capixaba, foi pela reincidência de faltas.

54m: Diogo Oliveira se joga descaradamente na área e pede pênalti. O árbitro ouve o VAR e corretamente não marca. Entretanto, deveria ter dado cartão amarelo pela simulação.

Coritiba x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com.br

– O goleiro mágico: vale tal catimba?

Essa dúvida veio do Flávio Prado, e é muito pertinente. Vejam só o lance abaixo e a conversa a seguir:

Flávio: O goleiro Nahuel Guzman do Tigres do México fez uma MÁGICA, antes de uma cobrança na decisão por pênaltis na Leagues Cup do México. E deu certo. Pela nova regra da Fifa, pode? Mágica está no pacote? E aí @rafaelporcari?

Minha resposta: A regra fala em catimbar na hora da cobrança. Se entende que é desestabilizar o batedor… Para mim, o que ele fez, não pode. Porém, alguém achará uma burla. A primeira coisa que vem à minha cabeça: “a regra só valeria depois do árbitro autorizar”, dirão alguns. Ah, o futebol…

 

– A lambança no final de Santos 1×1 Athletico Paranaense.

Dois lances involuntários de bola que bate no braço em Santos x Athletico.

Pablo desvia o braço mostrando que não queria o toque. Thiago Heleno se assusta e tenta tirar o braço. DOIS LANCES DE MOVIMENTO NATURAL.

E o árbitro André Luiz Skettino Policarpo Bento, que não marcou no campo, foi iludido pelo VAR.

Esse é o erro que muda a história de um jogo. Erro aos 50m não se reverte. E depois anulou um gol legítimo do Santos aos 53m. Teria compensado?

Santos e Athletico-PR se enfrentam nesta terça-feira na Vila.

Imagem extraída de Estadão.com.br

– E o Abel reclamará do Abel, caso existir erro no Fluminense x Palmeiras? Explico:

Ramon Abel Abatti, depois do pênalti não marcado em Everton Ribeiro no Palmeiras x Flamengo, voltará a apitar um jogo do Verdão, agora contra o Fluminense.

O treinador Abel Ferreira não se manifestou após aquele erro. Aliás, existe uma informação de que nos bastidores houve um acordo entre a Comissão de Árbitros e a Comissão Técnica do Palmeiras para se respeitarem mais.

Um pensamento inevitável: Abel Ferreira não reclamou de Ramon Abel quando o erro foi a favor. Reclamará se existir em erro contrário?

Aguardemos.

Fluminense x Palmeiras: onde assistir, escalações e arbitragem | OneFootball

Arte extraída de OneFootball

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Coritiba x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Coxa Branca e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Bandeira 1: Kléber Lúcio Gil – SC
Bandeira 2: Luiz Cláudio Regazoni – RJ
4º Árbitro: Paulo Roberto Alves Jr – PR
Assessor de Arbitragem: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga – RJ
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Márcio Eustáquio – MG

Será apenas o 3º jogo do jovem carioca de 31 anos no Brasileirão da Série A. Ele apitou Fortaleza 0x1 Cuiabá e Athletico 3×3 Cruzeiro. Aliás, os novatos da rodada passada foram escalados novamente nessa.

Nesse ano, ele teve uma ascensão meteórica na carreira, cometendo erros como qualquer árbitro inexperiente. Em fevereiro, por exemplo, num jogo Sub 17 do Botafogo cometeu um gafe muito grande, não marcando pênalti e expulsando o atacante. Veja só: https://twitter.com/MuseuBFR/status/1557137737857245185.

Enfim: é um árbitro que deixa o jogo correr e que tem aplicado muitos cartões amarelos. Imagino que esteja sendo orientado a ser mais ponderado.

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo 06/08, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Com Roldán, seria difícil dar sorte…

Não é pegar no pé, mas… dissemos que com Wilmar Roldán o São Paulo não venceria o San Lorenzo. E isso se concretizou: 1×0 para os hermanos.

Deixou de marcar faltas para as duas equipes, irritou alguns atletas e manteve a escrita: gosta de aparecer… Não é desonestidade, é não “casar” com o estilo de jogo mesmo.

Sobre o que falamos antes, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-san-lorenzo-x-sao-paulo-copa-sulamericana/

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Caio Paulista em San Lorenzo x São Paulo

Imagem: Staff Images / Conmebol

– A diferença do “chute na bandeira” de Veiga e de Luciano? Observações:

Muita comparação entre as comemorações chutando o mastro da bandeira nos gols de Luciano (São Paulo) e Raphael Veiga (Palmeiras). Qual foi a grande diferença?

Nenhuma! Ambas “a la Aloísio Boi-Bandido”, sem infringir a regra e nem danificar o equipamento do campo de jogo.

O problema é que o árbitro Wilton Pereira Sampaio, equivocadamente, amarelou o são-paulino e escreveu na súmula que foi por chutar a bandeira. Facundo Tello, árbitro de Atlético 0x1 Palmeiras, simplesmente cumpriu a regra – que fala de comemorações debochadas que possam incentivar a violência / provocar tumulto e outras consequências.

Aqui no Brasil, a orientação é mais complicada por conta de jogos de torcida única, onde o árbitro se torna um “fiscalizador de comemorações”, onde, conforme sua avaliação, entenderá se foi “excessiva” ou não. Claro, aqui há um certo abuso de autoridade e falta de bom senso.

Se Wilton tivesse relatado em súmula que o Cartão Amarelo foi por “provocar a torcida corintiana e incitado a violência num estádio sem separação entre torcida e gramado”, mesmo com algumas restrições de alguns, seria mais “aceitável” do que a absurda justificativa do chute na bandeira.

Mas percebamos o seguinte: a nova geração de árbitros brasileira é formada diferente! Não apita várzea, nem jogos-treinos profissionais, e nem passou por um estágio que as outras passaram: apitar em presídio! O antigo Carandiru era berço dos jovens árbitros que ingressavam na FPF, por exemplo. Hoje, se começa direto em categorias fraldinha e chupetinha (e se for “fortão”, o árbitro já vai para o profissional). E, claro, apitando Sub 11 e Sub 13, não terá a mesma experiência do que apitar Pavilhão 6 vs Ala dos Detentos de Crime X.

Por fim: perceberam que Abel Ferreira está mais comportado nos últimos jogos? Aqui vem uma informação: houve um “meio-campo” para apaziguar os ânimos entre a Comissão Técnica palmeirense e a Comissão de Arbitragem da CBF. E isso significa: um cuidado maior nas escalas de arbitragem em troca de menos acusações infundadas e queixas demasiadas dos portugueses do Palmeiras.

Raphael Veiga chuta a bandeira de escanteio na comemoração do gol

Foto: César Greco / Palmeiras

– Por quê o Corinthians leva tanto Amarelo por tirar a camisa?

Todo mundo sabe que, se você tirar a camisa para comemorar um gol, é Cartão Amarelo (motivo: desconfigurar o uniforme). E muitos atletas insistem nisso…

Já falamos sobre essa desinteligência de jogadores no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/07/26/a-comemoracao-de-gol-de-luciano-o-rigor-da-regra-o-fundamentalismo-da-orientacao-e-a-desinteligencia-de-jogador/

Mas observo: tanto na Copa do Brasil, como no Brasileirão e pela Sulamericana: vários jogadores do Corinthians, em repetidos atos, estão tirando a camisa, recebendo Cartão Amarelo, e… tudo bem!

O que acontece? Sabem que tomarão amarelo, e fazem isso. A sequência seguida é muito esquisita… Em todos os casos, fica à mostra o patrocinador do GPS (Catapult). Não tem camisa com mensagem por baixo ou algo que o valha. O patrocinador master deve estar descontente, não?

O Zé Boca de Bagre, meu amigo de língua afiada, perguntou se não seria um “jabá” para os atletas (ou ação de marketing combinada até com o clube). Não quero crer nisso…

Imagem: print de tela.

– O lance em que Marcelo acidentalmente quebra a perna de Luciano Sánchez: não era para expulsão.

No Estádio Diego Armando Maradona, jogaram Argentinos Jrs vs Fluminense pela Libertadores da América, e um lance grave aconteceu: Marcelo, sem querer, pisa na perna de Luciano Sánchez, quebrando-a.

Vamos lá: a imagem é muito forte, e todos nós ficamos consternados. Toda a solidariedade e orações ao atleta lesionado, que tem 29 anos e ficará um bom tempo em recuperação. Mas creio que o árbitro chileno Piero Maza e o VAR Rodrigo Cravajal se equivocaram na expulsão do brasileiro, tomados, evidentemente, pelo susto da cena tão impactante.

Reveja abaixo no vídeo e perceba: Marcelo tem a bola dominada (portanto, ele não vai disputar nenhuma posse). Quem vem roubar a bola é Sanchéz, que estica demais a perna (sem conseguir alcançá-la), e imprudentemente corre o risco dele cometer a infração no atleta do Fluminense (falta por imprudência, sem cartão amarelo). Acidentalmente, ao enfiar a perna ali, em movimento natural (justamente por estar driblando) ocorre o pisão involuntário.

Marcelo não foi imprudente, não praticou ação temerária ou força excessiva. Não teve conduta violenta. Nada que fizesse por merecer sequer a marcação de uma falta. Quem quase cometeu uma falta foi o próprio argentino, que infelizmente sofreu essa fratura tão assustadora.

Insisto: foi um cartão vermelho provocado pela forte imagem, e imagino que se o Fluminense tentar, conseguirá anular a expulsão – até porque o próprio árbitro se mostrou assustado e “palestrou” na aplicação do cartão.

Enfim: puro acidente de trabalho, infortúnio gigantesco do jogador do Argentinos Jrs e erro do juizão. E tecnicamente: o árbitro teria que ter paralisado com bola ao chão, feito o procedimento de atendimento médico e reiniciado com a posse de bola ao Fluminense.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para San Lorenzo x São Paulo (Copa Sulamericana).

Um velho conhecido da torcida tricolor apitará o primeiro jogo da fase de “mata-mata” da Copa Sulamericana. Abaixo, a escala completa:

Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Bandeira 1: Wilmar Navarro (COL)
Bandeira 2: John Leon (COL)
4º árbitro: Carlos Betancur (COL)
VAR: Juan Lara (CHI)
AVAR: Edson Cisternas (CHI)
Assessor dos Árbitros: Victor Carrillo (PER)
Quality Manager: Dario Ubriaco (URU)

Há adversário que não “casa” com um time. Vide, por exemplo, a França em relação à Seleção Brasileira. O mesmo ocorre com árbitros. Lembremo-nos de Paulo César de Oliveira com o Palmeiras: ele poderia apitar o melhor que pudesse, mas sempre algo acontecia em seu jogo e o clube reclamava. O mesmo se diga com Roldán e o SPFC.

Se compararmos com as escalas para a Libertadores da América, não há árbitros tão renomados quanto Roldan, que está na Sulamericana. Claro, o jogo no Nuevo Gasómetro é o mais importante para a Conmebol na rodada desse torneio. E sobre seu histórico, vamos lá:

Wilmar Alexander Roldán Pérez está com 43 anos de idade e há 15 temporadas está no quadro da FIFA. De acusações de racismo a discussões acaloradas com jogadores são-paulinos, passando por cartões bisonhos, coroando com excesso de autoridade: esse é o passado de Roldán em jogos do Tricolor. De fato, não há boa sorte com ele (pois quando não acontece algum fato polêmico, o time perde – vide Palmeiras x São Paulo pela Libertadores de 2021).

Várias situações conturbadas de jogos do time do Morumbi com Roldán, vide aqui nessa postagem, que resume tudo o que falamos: https://professorrafaelporcari.com/2019/02/06/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

Lembrando: Wilmar Roldán apitou a final da Copa Sulamericana 2022, entre São Paulo 0x2 Independiente Del Valle (falamos sobre ela aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/09/24/analise-pre-jogo-da-arbitragem-de-wilmar-roldan-para-sao-paulo-x-independiente-del-valle-final-da-copa-sulamericana-2022/).

Nada contra Roldán, ele sabe apitar. Mas em jogo do São Paulo, a Conmebol deveria evitar. Ou não há outro nome?

Imagem extraída de Conmebol.com

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para América-MG x Red Bull Bragantino-SP (Copa Sulamericana).

Para o importante jogo do Massa Bruta contra o Coelho pela Copa Sulamericana, arbitrará a partida a seguinte equipe:

Árbitro: Gery Vargas (BOL)
Bandeira 1: José Antelo (BOL)
Bandeira 2: Edwar Saavedra (BOL)
4º árbitro: Ivo Mendez (BOL)
VAR: German Delfino (ARG)
AVAR: Ezequiel Brailousky (ARG)
Assessor dos Árbitros: José Buitrago (COL)
Quality Manager: Wilson Avila (ECU)

O veterano Gery Anthony Vargas Carreño, de 42 anos, é conhecido pelas inúmeras partidas que apitou pela Conmebol – mas nunca se firmando nos principais clássicos sulamericanos. O problema dele é a falta de critério disciplinar, pois exagera nos Vermelhos e às vezes falta regularidade com os Amarelos. Além disso, é um dos árbitros que mais costuma marcar pênaltis no continente. Mesmo com esse histórico, é o “número 1 da Bolívia”, estando há um bom tempo no quadro internacional, embora não seja “primeiro linha” da América do Sul.

O lado positivo: é uma equipe de arbitragem entrosada, pois há anos ele trabalha com os mesmos bandeiras e quarto árbitro.

Acompanhe conosco o jogo do América-MG vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quinta-feira, 03/08, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Os 3 VARs protagonistas da Rodada 17 do Brasileirão e o erro da não-expulsão em América 1×4 Palmeiras.

Quem acompanhou Fortaleza 0x3 Red Bull Bragantino no sábado, viu o 2º gol do Massa Bruta sendo validado (irregularmente) após longos minutos de trapalhadas. A linha ía… e a linha vinha. A linha sumia, a linha aparecia. A linha ía na ponta da chuteira e depois corria sobre o dorso do pé. O árbitro de vídeo Rodrigo Carvalhaes de Miranda se embananou todo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/07/29/analise-da-arbitragem-de-fortaleza-0x3-red-bull-bragantino/).

Mais tarde, no Atlético Mineiro 1×2 Flamengo, o VAR Thiago Duarte Peixoto “sumiu do mapa” na hora de observar o pisão de Paulinho em Bruno Henrique, durante a necessária revisão do gol atleticano. Como explicar a bobeada? Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/07/29/os-dois-erros-da-arbitragem-em-atletico-mineiro-1×2-flamengo/

No domingo, em América x Palmeiras, o VAR Rodolpho Toski Marques se esqueceu do relógio e levou 3 minutos para validar lances claros de gol. Tranquilo, afinal, “ninguém tinha  pressa mesmo”… No 4º gol do Palmeiras, além da demora, um suspense com as linhas!

Porém, o erro maior da partida foi a não-expulsão de Paulinho Boia (AMG), pelo jogo brusco grave em Rony (SEP). O jogador foi dar um bico na bola, ergueu o pé demais e atingiu o atacante. Nesse lance (que o VAR se omitiu na revisão), a regra funciona assim:

  • Ergueu o pé levando perigo à integridade física do adversário, sem atingir: tiro livre indireto, sem cartão.
  • Ergueu e atingiu por acidente: tiro livre direto e cartão amarelo.
  • Ergueu com força excessiva e lesionou: tiro livre direto e cartão vermelho.

Portanto: errou a arbitragem ao advertir com o Cartão Amarelo.

Imagem: Print de tela.

 

– Os dois erros da arbitragem em Atlético Mineiro 1×2 Flamengo.

Sobre os dois gols polêmicos do jogo entre Galo vs Mengão:

  • Gol do Atlético Mineiro, de Paulinho: repare que Paulinho pisa com o pé direito no pé esquerdo de Bruno Henrique, a falta não é marcada e na sequência sai o gol do próprio atacante: ali, o árbitro Flavio Rodrigues de Souza aparentemente não viu a falta por algum motivo (poderia ter sido bloqueado por um atleta que lhe tapou a visão, estava limpando o suor, ou simplesmente bobeou). O fato é: como o VAR Thiago Duarte Peixoto deveria revisar o gol (como manda o protocolo), a falha tornou-se dupla ao não chamá-lo. E entenda: o VAR só não deveria chamar se entendesse lance interpretativo, de campo. Não foi o caso: foi uma falta não observada por claro pisão. A única interpretação é: pisou de maneira imprudente (tentou não fazer a falta e acabou fazendo – tiro livre direto sem aplicar cartão) ou pisou de propósito depois de não conseguir dominar a bola (ação temerária – tiro livre direto com cartão amarelo).
  • Gol do Flamengo de Arrascaeta: veja que Jemerson atinge a bola primeiramente com a perna esquerda, e quando Arrascaeta está caindo, sua perna enrosca com a perna direita do atleticano. Não foi nada, mas o árbitro marcou falta (aliás, quantas faltas marcadas…). Errou. Ali, o VAR não pode chamar pois não se prevê interpretação de falta marcada no protocolo (diferentemente do lance anterior, onde SAIU UM GOL por falta NÃO marcada com a bola rolando).

Mais uma arbitragem ruim… e um acréscimo: que vantagem “Maria leva” ao colocar um jogador deitado atrás da barreira? A chance de alguém marcar um gol a la Ronaldinho Gaúcho, aproveitando o pulo dos atletas e chutando por baixo, é irrisória

Atlético-MG x Flamengo ao vivo: onde assistir ao jogo do Brasileirão online

Arte extraída de TechTudo.

– Análise da Arbitragem de Fortaleza 0x3 Red Bull Bragantino.

André Luiz Skettino Policarpo Bento fez uma boa arbitragem. Começou um pouco inseguro, mas depois se acertou na partida. Aplicou corretamente os cartões, embora um ou outro ficou sem aplicar. O jogo não exigiu e o árbitro não se complicou (vide essas anotações abaixo).

Duas coisas ruins da partida:

1- O estado do gramado no Castelão. As áreas de meta estão simplesmente ridículas, não dá para entender como se permite naquela situação um jogo profissional. Quem não assistiu a partida, procure ver.

2- O segundo gol do Red Bull Bragantino foi irregular, fruto de uma lambança do VAR. Pela TV, se acompanhava como as linhas estavam sendo confusas, indo e vindo, de forma atrapalhada (também vide abaixo). Errou o árbitro de vídeo e seus colegas assistentes.

10m: o Bandeira Celso Luiz da Silva vê um atacante do Fortaleza impedido, ele domina a bola, corre, entra na área e só depois que chuta para o gol ergue seu instrumento. Claramente

18m: Vitinho (RBB) está na marcação de Calebe (FOR), que entra na área e cai ao sentir a mão nas costas. O árbitro manda seguir, o VAR revisa e entende ser lance normal. Acertaram, pois foi uma simulação, o braço não teve força para desequilibrar o atleta.

21m: Bruno Pacheco (FOR) pisa no pé de Thiago Borbas (RBB) – e isso doeu. Não deu cartão amarelo. Errou o juizão. Está sendo econômico até agora…

46m: Cartão Amarelo para Thiago Borbas (RBB) bem aplicado, por carrinho em Benevenuto (FOR).

49m: idem a Lucas Evangelista (RBB): Cartão Amarelo bem aplicado.

52m: Cartão Amarelo ao assistente técnico Pedro Malta, que foi infantilmente reclamar…

6m do 2º tempo: Vojvoda reclama (com razão) da necessidade de Cartão Amarelo para Juninho Capixaba pela reincidência de faltas em Marinho.

20m do 2º tempo: o bandeira Guilherme Dias Camilo estava visivelmente atrasado no ataque do Fortaleza e com muita demora marcou um impedimento (depois do lance ter corrido bastante). Que fase dos bandeiras…

23m do 2º tempo: depois de quase 3 minutos, o segundo gol do Bragantino, de Bruninho foi confirmado. E errou a arbitragem: o VAR traçou a linha equivocadamente, nós vimos pela imagem a dificuldade do árbitro de vídeo em posicionar a linha de impedimento, e falávamos que estavam completamente fora de medida. O impedimento do Bruninho ocorreu. Mesmo com volume de jogo bem maior que apresentou o Red Bull Bragantino e merecer um placar mais elástico, o segundo gol foi irregular.

32m do 2º tempo: Guilherme (FOR) entrou na área e se jogou descaradamente. Acertou o árbitro em aplicar o amarelo por simulação.

Fortaleza x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes - Estadão

Imagem extraída de: Estadão.com.br

– Os jovens árbitros mostrarão competência?

Já falamos sobre isso: essa rodada do Brasileirão é a rodada dos árbitros novatos!

Seneme precisa renovar o quadro, mas os escalados darão conta?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fortaleza x Red Bull Bragantino.

E na rodada em que a CBF testará vários árbitros novatos, para o confronto entre Fortaleza x Red Bull Bragantino, apitará:

Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo (FIFA) – MG
Bandeira 2: Celso Luiz da Silva – MG
4º Árbitro: Alexandre de Souza Peixoto – CE
Assessor de Arbitragem: José Antonio Chaves Franco Filho – CE
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda – RJ
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR 2: Daniel Victor Costa Silva – RJ
Observador de VAR: Péricles Bassols – RJ

Precisando renovar o quadro, o presidente da CA-CBF dará mais oportunidades para nomes desconhecidos (como Maguielson teve na rodada passada em Bragantino x Inter). Dessa vez, teremos Yuri Elino em Athletico Paranaense x Cruzeiro, Matheus Candançan em Internacional x Cuiabá, João Gobbi em Botafogo x Coritiba e o próprio André Policarpo no Fortaleza x Red Bull Bragantino.

André tem 29 anos, é de Sabará/MG, e no ano passado apitou Série D e Série C. Nesse ano, pulou para a Série B e Série A, Apitou nos seus últimos dois jogos a vitória do Fortaleza diante do Athletico Paranaense e o empate do Bahia com o Corinthians. Em ambos os jogos, mostrou um mesmo  defeito: se mostrou refém do VAR. E essa insegurança faz parte da “nova geração”: muda a opinião conforme a sugestão do árbitro de vídeo, fazendo até mesmo que decisões corretas se tornem equivocadas.

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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– Como explicar o futebol, a partir de Grêmio 0x2 Flamengo?

1º tempo em Porto Alegre: jogadores se respeitando, buscando o gol, sem faltas e arbitragem deixando o jogo rolar. Sabemos apitar e jogar futebol!

2º tempo em Porto Alegre: pancada, simulação, reclamação, arbitragem que pica o jogo….

Tem jeito o futebol brasileiro?

– A comemoração de gol de Luciano: o rigor da regra, o fundamentalismo da orientação e a desinteligência de jogador.

Muita polêmica sobre o Cartão Amarelo recebido por Luciano, do São Paulo, após o gol de empate contra o Corinthians. 

Antes de algumas importantes observações, é necessário saber o que diz a Regra 12 – “Faltas e Condutas Incorretas”: 

Comemoração dos gols

Os jogadores podem comemorar ao marcarem um gol, mas a comemoração não deve ser excessiva; as comemorações coreografadas não são incentivadas e não devem ocasionar uma perda excessiva de tempo. Sair do campo de jogo para comemorar um gol não é uma infração passível de advertência com CA, mas os jogadores devem retornar o quanto antes.

Ainda que o gol seja anulado, um jogador deverá ser advertido com Cartão Amarelo por:

  • subir no alambrado e/ou se aproximar dos espectadores de uma forma que cause riscos à integridade física e/ou à segurança;
  • agir de forma provocativa, debochada ou inflamatória;
  • cobrir a cabeça ou o rosto com uma máscara ou item similar;
  • tirar a camiseta ou usá-la para cobrir a cabeça.

Você pode discordar do excesso de rigor da regra. Também você pode achar insensível orientar que o atleta comemore somente com o seu banco em estádios de torcida única (como a CBF orienta) e imediatamente a um gol tenha a racionalidade de ir até lá. Mas você não pode deixar de dizer que, sabedor que vai tomar um cartão, o jogador erra ao insistir em praticar tal ato contrário.

No pós-jogo do Majestoso, a entrevista de Luciano mostrou isso: ele disse várias vezes sobre Wilton Pereira Sampaio desejar dar cartão a ele , e usou inclusive o exemplo de Gabigol (que recebeu amarelo por comemorar gol). Ora, ao dizer isso, ele sabia que poderia levar o Amarelo e ainda assim fez a mesma coisa que exemplificou.

De novo: você pode criticar a regra e a orientação (eu também não gosto de como elas são hoje), mas essa “rebeldia” (ou burrice) prejudicou o próprio atleta e o seu time. 

Duas situações específicas a comentar:

  1. Sobre a “ameaça de que recebeu”, ao dizer que Wilton ameaçou dar amarelo: boleiro experiente sabe que o árbitro faz a advertência verbal preventiva, do tipo: “se você continuar reclamando, eu vou te dar cartão amarelo”. Isso é normal, e o jogador deveria “agradecer” o árbitro por lhe avisar que está prestes a ser amarelado, e assim evitar a punição. Luciano, frequentemente, reclama de tudo com a arbitragem e tem um comportamento ruim. Se fosse mais esperto, evitaria o cartão. 
  1. Sobre a comemoração em si: ela está no mesmo rol de orientações de “subir na arquibancada junto aos torcedores”, “de trepar em alambrados”, de fazer gestos à torcida adversária”, com a justificativa de que isso pode incentivar a violência / tumulto entre os torcedores. Gostemos ou não, é a regra. 

IMPORTANTE: Chutar o mastro da bandeira na comemoração do gol não é motivo para cartão amarelo (nunca foi e não é – nem está na orientação). Fazer gesto provocativo para a torcida adversária, é. Na súmula, Wilton Sampaio escreveu que o motivo da punição foi o chute. Errou. 

Acréscimo: Eu me lembro que o primeiro cartão que vi sobre comemoração de gol em gesto para a torcida fazer silêncio foi com… Romário (que quase nunca tomava cartões).  Foi em um São Paulo x Vasco da Gama no Morumbi, num sábado à tarde, quando Sidrack Marinho dos Santos, árbitro sergipano, advertiu o Baixinho. Na época, se questionou: “Que excesso de rigor! Xingaram ele o jogo inteiro e ele não pode mandar a torcida ficar quieta? Até parece que a torcida vai pular o fosso e invadir o campo”.

Claro, vivemos outras exigências profissionais e as novas arenas não têm mais alambrados… porém, “engessar” o jogador na comemoração de um gol é crer que ele é absolutamente gelado, integrante de uma atividade onde não se mexe com as emoções. 

Para tudo há de se ter o bom senso. 

Observação: e as discussões entre gandula e jogador, além da encarada de Luxemburgo? Usar-se-á a mesma régua do caso Abel – Calleri?

Arte extraída da Web autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito na postagem.

– Parabéns, Dorival Jr, pelo mea culpa.

Já falamos sobre a má arbitragem do juiz carioca Bruno Motta em Cuiabá 2×1 São Paulo (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/07/22/os-3-problemas-da-arbitragem-brasileira-nos-penaltis-de-cuiaba-2×1-sao-paulo-e-palmeiras-3×1-fortaleza/).

Entretanto, algo que precisa ser repercutido: o pedido de desculpas do treinador Dorival Jr após ser expulso.

O treinador são-paulino reclamou que era uma arbitragem vergonhosa (de fato, foi mesmo, mas um treinador profissional precisa se “segurar”). Por tal queixa, recebeu Cartão Vermelho. E de maneira surpreendente, Dorival fez o reconhecimento: “mereci ser expulso”.

Parece utopia tal fato no Brasil. Sabemos que estamos num dos piores momentos da arbitragem brasileira (eu ouso dizer: talvez o mais crítico da história); todavia, se todo mundo tumultuar ainda mais, os árbitros vão “espanar”.

Me recordo quando eu começava a carreira: Dorival era conhecido como “Júnior”, e era assistente técnico iniciante no Paulista de Jundiaí. Eu apitava jogos-treinos do Galo da Japi, a fim de ganhar experiência e malícia (a “boa malandragem”), e via o hoje veterano treinador com um comportamento ilibado à época. Anos depois, quando Dorival já era um nome forte nacionalmente conhecido, toda vez que nos encontrávamos trabalhando em algum jogo, mantinha a mesma boa educação.

É bom ver tal postura, é salutar para o futebol. E fico pensando: imagine técnicos como Felipão ou Abel Ferreira, em mesma situação como aquela de Cuiabá, o que fariam…

Crédito da Imagem: Foto de Amanda Perobelli (Reuters)

– Os 3 problemas da arbitragem brasileira nos pênaltis de Cuiabá 2×1 São Paulo e Palmeiras 3×1 Fortaleza.

Está irritando ver algumas decisões da arbitragem brasileira. Árbitros fracos, inseguros e dependentes do VAR.

Vide Cuiabá x São Paulo: Fernando Sobral desaba na aproximação de Caio Paulista, e o árbitro + VAR marcam (agora tem que ser assim: se referir como dupla, pois o medo de assumir uma responsabilidade é grande). Mas será que é tanta inexperiência a ponto de não perceber a cavada? Não pode… juiz tem que apitar por anos as categorias de base para estar na A1, com um mínimo de rodagem, e o carioca Bruno Motta, que apitou o jogo, está muito “verde” ainda. Já o segundo pênalti, houve um contato faltoso de Diego Costa (leve, sem a necessidade de cartão).

E Palmeiras x Fortaleza?

Ali, o gaúcho Rafael Rodrigo Klein (que está sendo trabalhado para ser FIFA no RS, assim que Daronco sair), mostrou total insegurança no jogo. Repare, por exemplo, no gol anulado do Fortaleza: ele vê o lance que bate no braço, não sabe se apita ou não, a jogada prossegue e só depois que sai o gol ele anula. Ou, se preferir, repare nos cartões por reclamação – que demonstra se esconder através da advertência ao invés de uma boa advertência verbal.

Mas um lance de erro crasso: a bola que bateu em Marcos Rocha. Ali, não é movimento intencional, não tenta tirar proveito da jogada e nem é antinatural. Pura casualidade em movimento natural! Um ridículo pênalti anotado e confirmado pelo VAR. Nem esse, tampouco o reclamado pelo Palmeiras foram lances infracionais.

A falta de critério, a deficiência técnica e a insegurança dos árbitros estão cada vez maiores no Brasileirão, deturpando a regra e fazendo com que as queixas sejam válidas.

Imagem extraída da Web.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Colorado, a CBF escalou:

Árbitro: Maguielson Lima Barbosa – DF
Bandeira 1: Kleber Lúcio Gil – SC
Bandeira 2: Leone Carvalho Rocha – GO
4º Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
Assessor de Arbitragem: Antonio Pereira da Silva – GO
VAR: Emerson de Almeida Ferreira – MG
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Rodrigo Batista Raposo – – DF
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Maguielson, 31 anos, Prof de Educação Física, apitou em 2022 apenas 3 jogos pela série A: Athletico 2×0 Juventude, Ceará 0x2 São Paulo e Internacional 1×0 Cuiabá. Porém, no jogo que envolveu o Ceará vs SPFC, fez uma péssima apresentação! Mostrou-se inseguro, errou tecnica e disciplinarmente e se enrolou com o VAR. Um jogo para se esquecer… Em 2023, apitou somente 1 jogo da Série A: Red Bull Bragantino 2×1 Bahia, onde mostrou-se novamente um árbitro comum. Tanto, que a Comissão de Árbitro o mandou para a série C e B, e só agora volta a apitar um jogo da Série A. A justificativa é: inexperiente, precisava ganhar rodagem!

Torçamos para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino- SP  x Internacional – RS pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema. Domingo, 23/07, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Wilton no Majestoso.

Wilton Pereira Sampaio apitará Corinthians x São Paulo pela Copa do Brasil. Era “bola cantada”…

1- Falamos que Seneme não diria que Wilton tinha errado no pênalti de Grêmio x Bahia, pois usaria ele na rodada desse meio de semana. E alguém viu a CBF dizer que Sampaio se equivocou?

2- No Podcast “Entre Linhas Futebol Debate”, com Flávio Prado e Celso Cardoso, lembrei: Wilton estava vetado pelo Palmeiras. Seneme estava aliviado com o clássico entre Corinthians x São Paulo, pois assim poderia escalar seu FIFA que estava “proibido de apitar” o Verdão.

Em tempo: circulam erros na Internet (alguns nem são erros) em lances de Wilton em jogos de Corinthians x São Paulo. Bobagem: tem erros e acertos para todos os lados

Que faça uma boa arbitragem.

Em tempo: Raphael Claus estará no Grêmio x Flamengo. Se tudo ocorrer bem, será que podemos inverter as escalas nos jogos de volta (Flamengo x Grêmio com Wilton e SPFC x Corinthians com Claus)?

Imagem extraída da Web.

– Entendendo a lógica do “Programa de TV da CBF” sobre os erros de arbitragem:

O Brasil tem direito ao número máximo de árbitros permitidos pela FIFA em seu quadro internacional: 10. Também tem 7 árbitras.

Um FIFA, em tese, é um árbitro de elite capacitado para apitar qualquer jogo internacional. Porém, dos 17 FIFAs do Brasil, nem todos são igualmente capacitados. Veja os nomes abaixo e avalie: quais poderiam apitar um Grenal, um FlaFlu ou um Derby Paulista?

ÁRBITROS
Anderson Daronco (RS)
Bráulio da Silva Machado (SC)
Bruno Arleu (RJ)
Flávio Rodrigues Souza (SP)
Paulo César Zanovelli (MG)
Ramon Abatti (SC)
Raphael Claus (SP)
Sávio Pereira Sampaio (DF)
Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Wilton Pereira Sampaio (GO)

ÁRBITRAS
Andreza Helena de Siqueira (MG)
Charly Wendy Straub Deretti (SC)
Daiane Muniz (SP)
Deborah Cecília Cruz Correira (PE)
Edina Alves Batista (SP)
Rejane Caetano da Silva (RJ)
Thayslane de Melo Costa (SE)

Das mulheres, só a Edina está sendo aproveitada para jogos do Brasileirão Masculino (com seus erros e acertos). Está indisponível no momento, pois foi convocada para a Copa do Mundo Feminina. Mas do quadro de homens, veja que há a preocupação política. Vamos lá:

Seneme caiu no erro de criar um programa de TV onde, quando admite um erro, afasta o árbitro para a reciclagem (onde receberá orientações de Ricardo Marques Ribeiro e Péricles Bassols). Assim, se concordar com os erros reclamados a cada rodada, terá que afastar todo mundo. Por isso, muitas vezes, tem “brigado com a imagem” para ter número suficientes de juízes. Alguns exemplos, pela lista de árbitros:

  1. Anderson Daronco (RS) – Anulou equivocadamente o gol de Calleri na 5ª feira, mas não foi suspenso pois no sábado já estava escalado em Botafogo x Red Bull Bragantino.
  2. Bráulio da Silva Machado (SC) – Apesar do pênalti de queimada em São Paulo x Inter, continuou apitando normalmente. Está prestigiado.
  3. Bruno Arleu (RJ) – Deu um pênalti fantasma de Rafinha em Wesley no São Paulo x Corinthians, mas Seneme disse que acertou. Deu outro em Santos x Goiás, e aí não teve jeito. E como ele vinha de uma sequência muito grande de escalas no Brasil e também pela Sulamericana, a suspensão foi um “descanso”.
  4. Flávio Rodrigues Souza (SP) – tem sido bem discreto, mas quem assistiu Grêmio x Botafogo, viu a questão do pênalti polêmico (que não mudou o resultado do jogo). Além disso, anda travando demais as partidas com inúmeras faltas.
  5. Paulo César Zanovelli (MG) – o primeiro suspenso, após dezenas de cartões em Bahia x Flamengo. A CBF precisa de um árbitro FIFA em MG, e confiou nele essa honraria.
  6. Ramon Abatti (SC) Não deu o pênalti de Richard Rios em Everton Ribeiro, Seneme disse que houve acerto e aí o escalou em Corinthians x América no sábado.
  7. Raphael Claus (SP) – Ficou duas rodadas suspenso por não expulsar Abel na intimidada em Calleri. Voltou sem mais problemas.
  8. Wagner do Nascimento Magalhães (RJ) – Cometeu um erro grave na expulsão de Halter em Goiás x Palmeiras, mas não foi suspenso pois já estava escalado dois dias depois em Ponte Preta x Guarani
  9. Wilton Pereira Sampaio (GO) – Mesmo com o histórico de uma boa Copa do Mundo, “inventou” um pênalti ridículo em Grêmio x Bahia. Não vai ser punido, pois haverá alguma justificativa não-convincente.
  10. Sávio Pereira Sampaio (DF) – Tem carregado vários erros ao longo no ano. No Maracanã, ontem, expulsou Luiz Araújo mas não usou o mesmo critério e deixou de expulsar Lima (não são lances tão semelhantes no local onde os atletas foram atingidos, mas ambos foram com força excessiva e se caracterizam por “Jogo Brusco Grave“, que é Cartão Vermelho). Foi 8 vezes ao VAR (o que mostra insegurança, e no fundo, um desejo de que o árbitro de vídeo seja a autoridade máxima da partida e re-apite os lances).

Como se vê, erros se encontram em todos os nomes. A questão é: como melhorar? Os árbitros da Copa do Brasil, por exemplo, ficaram treinando e concentrados no RJ (preservados de escalas do Brasileirão, para evitar polêmicas e erros no domingo anterior), e no meio de semana erraram todos… Vai afastar mais 3 de uma só vez?

Em tempo, reforço o que tenho dito: precisamos de árbitros europeus de ponta! Eles chegam ao país, apitam a regra sem “poréns”, pegam o avião e vão embora, sem preocupação com veto futuro ou algo que o valha.

Imagem extraída da Web

– A incompetência da arbitragem em Fluminense x Flamengo.

Duas coisas sobre o polêmico lance da anulação do gol de Arias, do Fluminense:

1- De fato, houve falta no nascedouro do lance, pois André trava Cebolinha com infração.

2- É inadmissível que um árbitro da FIFA, estando bem colocado como estava, tenha mandado a jogada seguir. É imperdoável que ele precise ir ao monitor para re-apitar o lance. É lastimável o tempo para concluir que houve uma simples falta!

Se tivéssemos uma Comissão de Arbitragem séria, Sávio Sampaio estaria suspenso (afinal, sem o VAR teria cometido um erro grosseiro). Mas como não tem árbitro disponível, Seneme dirá que está tudo bem, pois o árbitro “acertou em se corrigir”.

Repito: precisamos trazer árbitros europeus de ponta. E, se possível, cartolas também.

ATUALIZANDO: E aconteceu a mesma coisa, agora do outro lado, com Gabigol. Incrível, que várzea!

– Análise da Arbitragem de Botafogo 2×0 Red Bull Bragantino.

Daronco, tecnicamente, não foi bem, pois marcava algumas faltas inexistentes, parando demais o jogo, e em outros momentos deixava de marcar faltas reais. Disciplinarmente, também pecou da mesma forma, faltando com critério único. Por exemplo: aos 20m, aplicou um Cartão Amarelo a Vitinho (que não precisava), mas 5 minutos depois, num lance mais viril, não deu a Marçal.

Leitura de jogo? Ruim. Aos 32m, perdeu uma vantagem clara de Bruninho, após falta sofrida de Sasha. Deu a impressão que o juizão precisava respirar… e aqui fica a observação: ele parece apitar cansado.

De fato, falta bons nomes para a arbitragem do Brasil.

Botafogo x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: Estadão.com