– Estive em “Os Betings”.

Que legal! Tive a honra de participar do Podcast “Os Betings“, do Mauro Beting e do Eric Beting.

Muito feliz pelo convite (onde falamos sobre os lances polêmicos da arbitragem).

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=pxagJ66DtTk.

 

– O pênalti não marcado em Corinthians 4×4 Grêmio: foi “compensação involuntária” ao jogo do Bahia?

Sobre o lance de Ferreira e Yuri Alberto no final do jogo, na Arena Neo Química: não é questão de avaliar se houve “reflexo para ter tempo de tirar o braço”, mas sim de “ir com o braço em movimento antinatural para disputar a bola”. Esse é o típico lance que a FIFA queria acabar quando colocou em vigor a orientação (tão polêmica no Brasil, onde se marca em qualquer lance equivocadamente a infração, mas que dessa vez se pecou).

Repare: o corintiano já está com o braço direito levantado, ampliando o espaço na hora do chute gremista. Não é natural o movimento de correr com os braços ao alto, é antinatural.

Não precisaria de VAR para marcar, o árbitro Wilton Pereira Sampaio é experiente o suficiente para estar bem posicionado e assinalar. Mas o VAR Emerson de Almeida Ferreira teria que chamar para revisão de possível penal e não o fez. Estava distraído?

Será que tantos dias de Intertemporada da Arbitragem no Rio de Janeiro não adiantaram? Talvez Seneme deva estar frustrado, afinal, a propaganda dos trabalhos foi grande.

Lembrando: Wilton apitou Grêmio x Bahia, e marcou um pênalti bizarro em lance de movimento natural por antinatural (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-O3O). Agora, fez exatamente o contrário: não marcou o antinatural entendo ser natural.

Ao final das contas: favoreceu o Grêmio contra o Bahia e prejudicou contra o Corinthians. Portanto, o Grêmio tem dois motivos para reclamar dele: de um erro a favor e de outro contrário (se é para melhorar a arbitragem, o faça assim).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para América/MG x Red Bull Bragantino/SP.

Para o confronto entre o Coelho e o Massa Bruta, arbitrarão a partida:

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique – RJ
Bandeira 1: Alessandro Álvaro de Rocha Matos – BA
Bandeira 2: Paulo de Tarso Bregalda Gussen – BA
Quarto-árbitro: Hieger Túlio Cardoso – MG
Assessora de Árbitros: Ana Karina Marques Valentim – PE
VAR: Wagner Reway – MT
AVAR 1: Cleriston Clay Barretos Rios – SE
AVAR 2: Douglas Schwinger da Silva – RS
Observador de VAR: Emerson Augusto de Carvalho – SP

Apesar dos seus 52 anos de idade (está há 21 anos na Série A do Brasileirão), o militar Marcelo de Lima Henrique (carioca, mas que está apitando pelo Ceará) continua muito bem fisicamente e apitando em alto nível. Até pela necessidade de renovação no quadro, ele não tem apitado a mesma quantidade de jogos na Primeira Divisão do que outrora, mas nos jogos decisivos das outras divisões, ele se tornou uma atração. Mantém ainda o bom nível técnico de antes.

O seu bandeira 1 é outro veterano: o investigador de polícia Alessandro Matos (47 anos de idade)  já tem 27 anos atuando pela CBF! E continua firme nas escalas. Nenhuma preocupação. Ao contrário, o bandeira 2 Paulo de Tarso, com 41 anos, irá estrear na Série A do Brasileirão.

Eu imagino o maior motivo dessa escala: Marcelo e Alessandro, respeitados e experientes, terão que “cuidar” de Fabián Bustos, o treinador do América, que deixou péssima impressão quanto ao seu comportamento enquanto treinador do Santos FC. Ele é folgado, reclama o jogo inteiro e não permite tranquilidade para a arbitragem durante os 90 minutos. 

Desejo uma boa partida e uma ótima atuação.

Acompanhe conosco o jogo do América vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça, 19/09, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Não confunda os “recortes do texto da regra” para explicar o lance de Diego Costa em Atlético x Botafogo.

Já falamos bastante sobre o gol anulado de Diego Costa em Minas Gerais (você pode ler aqui: https://professorrafaelporcari.wordpress.com/2023/09/17/foi-bem-ou-mal-anulado-o-gol-de-diego-costa-em-atletico-mineiro-x-botafogo/).

Entretanto, há circulando um recorte do texto da Regra na Internet, para falar sobre “novo momento” de lance e domínio de bola, que é para justificar a anulação. Porém, esse recorte não é o correto, ele se refere a novo momento e domínio para que o VAR inicie um novo App de revisão.

O texto correto, da Regra do Impedimento, em que mostra claramente que desvio tira impedimento e não precisa ter o domínio da bola, é esse aqui, abaixo:

O recorte acima fala do lance de Diego Costa, é sobre a situação em campo para decidir se houve impedimento ou não. O que viralizou na Web é diferente, pois é uma diretriz que fala a partir de qual momento o VAR pode abrir um App – e não tem relação com o lance do jogo que estamos discutindo.

Em vídeo, falamos sobre isso: https://youtu.be/UUCM46QPeDY?si=Hdb59R6UQrCdehnQ

– Foi bem ou mal anulado o gol de Diego Costa em Atlético Mineiro x Botafogo?

Não confunda a situação de “estar em posição de impedimento e sair dela” com a questão de “estar em posição de impedimento e ser habilitado por um toque deliberado do adversário“.

Em Minas Gerais, no final da partida entre o Galo e o Fogão, Diego Costa (BFR) está em posição de impedimento, sozinho na área, e enquanto seu time está no ataque, ele demonstra abdicar de jogar, não procura recebê-la e nem interfere contra um adversário (ou seja: impedimento passivo). Vai saindo da posição quando a bola é lançada por Luís Henrique (BFR) e passa por ele. No instante em que Maurício Lemos (CAM) a toca, Diego já não está mais em posição de impedimento (pois há entre a bola e a linha de fundo dois atletas – o defensor e o goleiro).

Assim, não foi o fato do toque ser deliberado ou não do atleticano que o habilitou, (Maurício participa da jogada criando um novo momento com esse toque voluntário ou não ao Diego, pois buscou a bola), mas sim a própria posição legal de jogo (quando ocorreu o toque do adversário, só existiria a preocupação do mesmo ser “deliberado ou não” se ele ainda estivesse em posição de impedimento – mas ele já não estava).

Assim: gol legal.

Imagem extraída de Terra.com.br, por Jogada 10.

DA REGRA 11 (2023 / 2024), mostrando que domínio pleno é só para App e VAR, e que disputar e tocar a bola tira o impedimento:

– E hoje começa a decisão da Copa do Brasil!

Sobre a arbitragem para Flamengo x Sao Paulo, em texto, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/09/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-flamengo-x-sao-paulo-jogo-de-ida-da-decisao-da-copa-do-brasil/

E em vídeo: https://youtu.be/iSLXZ-GUrg4

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Flamengo x São Paulo (jogo de ida da decisão da Copa do Brasil).

Já falamos das elevadíssimas taxas que os árbitros receberão para a final da Copa do Brasil 2023 (clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/09/06/que-grana-cbf/).

Pois bem: o que esperar da arbitragem de Anderson Daronco no Maracanã?

Algumas obviedades: pouco tempo de bola rolando e alto número de faltas marcadas (pelo estilo de apitar do gaúcho). Também devemos prever que não tenhamos expulsões, pois normalmente, no primeiro jogo, os árbitros poupam o Cartão Vermelho para evitar que se reclame que “deixou alguém de fora da finalíssima” (e isso é péssimo, pois o árbitro tem que cumprir a regra independente de quem seja o atleta ou qual o momento do jogo). Considere ainda: Daronco evitou cartões no Fla-Flu e no Derby Paulista, e só expulsou após o VAR sugerir erro crasso (portanto, para alguém ser expulso no primeiro jogo, deve “caprichar demais).

A CBF só deixa em seu histórico os 3 últimos anos de escalas. Mas se você fizer um pente fino nos jogos arbitrados por Daronco na Série A do Brasileirão, verá que ele é um nome sempre presente em partidas envolvendo Flamengo x São Paulo.

Palpite?

Difícil previsão. Mas se fosse jogar na Loteca e fazer uma observação, seria: jogo truncado com 0x0.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Grêmio.

Para o importante jogo entre o Massa Bruta e o Tricolor Gaúcho, apitará:

Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo – MG (FIFA)
Bandeira 2: Antonio Adriano de Oliveira – MA
4º Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
Assessor de Arbitragem: Antonio Pereira da Silva – GO
VAR: Rodrigo D’Alonso – SC
AVAR: Eder Alexandre – SC
AVAR 2: Lucas Paulo Torezin – PR
Observadora de VAR: Giuliano Bozzano – SC

André tem 29 anos, é de Sabará/MG, e no ano passado apitou Série D e Série C. Nesse ano, pulou para a Série B e Série A. Apitou seus primeiros jogos mostrando um grande defeito: se tornou refém do VAR. E essa insegurança faz parte da “nova geração”: os jovens árbitros mudam a opinião conforme a sugestão o árbitro de vídeo, fazendo até mesmo com que decisões corretas se tornem equivocadas.

Recentemente, André apitou Fortaleza 0x3 Red Bull Bragantino, e foi bem (apesar do começo vacilante). Nossa análise está em: https://wp.me/p55Mu0-3jj. Porém, dias depois fez uma tremenda lambança em Santos x Athletico Paranaense… vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3jP.

É torcer para que o árbitro esteja numa boa noite.

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– A UEFA contra o Unfair-play e contra os pênaltis de queimada.

Reclamar da arbitragem? Tem que ser punido.

Simular falta ou agressão? Idem.

Marcar pênalti em toque involuntário da bola na mão? Absurdo.

Vejam as duras palavras do ex-árbitro italiano Roberto Rosetti, chefe da arbitragem da UEFA (e analise: precisamos disso aqui no Brasil). Abaixo, extraído de: https://www.abola.pt/futebol/noticias/uefa-avisa-jogadores-e-treinadores-nao-podem-manter-os-comportamentos-2023090317423043080

UEFA AVISA JOGADORES E TREINADORES: NÃO PODEM MANTER OS COMPORTAMENTOS.

Roberto Rosetti, diretor de arbitragem da UEFA, deixou esta quarta-feira claro aviso a treinadores e jogadores: o comportamento incorreto perante os árbitros é para ser punido com cartão amarelo e, em casos mais graves, vermelho. Com tolerância zero.

Essa é, aliás, a principal instrução que vai passar no seminário para árbitros de elite e de primeira categoria na próxima semana, na Suíça, revelou em conversa com vários órgãos de comunicação social, entre os quais A BOLA, no Mónaco. Nas várias diretrizes que todos os anos são distribuídas para aplicação das leis de jogo, e que indicam as preocupações da UEFA, acima de todas as outras está a que se refere ao comportamento antidesportivo. A principal preocupação, assumiu o italiano, é proteger a imagem do jogo e das competições.

«Os jogadores e os treinadores são os heróis dos jovens e não podem manter os comportamentos que têm tido. É tempo de agir, já!»

As diretrizes da UEFA vão ser reforçadas no seminário da próxima semana, mas já foram distribuídas pelas 55 federações – incluindo a russa, apesar de suspensa. Foram definidas depois de várias conversas com os líderes da arbitragem dos principais campeonatos europeus, entre os quais o português José Fontelas Gomes, confirmou Rosetti.

No que diz respeito ao comportamento de jogadores, as instruções da UEFA são claras: «protestos verbais, desacordo por gestos, correr em direção ao árbitro, rodeá-lo ou mostrar falta de respeito» são infrações puníveis com cartão amarelo, tal como «tentar enganar o árbitro», simulando faltas ou lesões, exagerando ou atrasando o reinício do jogo. «Atitudes abusivas, insultuosas ou ofensivas» para com os juízes devem ser punidas com cartão vermelho.

Em relação aos treinadores, a UEFA também quer ver punida com expulsão a linguagem ofensiva para com o árbitro mas também «as ações provocatórias», ou seja, o «comportamento inflamatório». A saída da zona técnica e/ou a entrada em campo, mesmo no intervalo e no final do jogo, para «confrontar o árbitro de forma agressiva ou mostrar falta de respeito» exigem também ações disciplinares.

Questionado sobre se teria falado com alguns dos treinadores cujo comportamento tem sido menos controlado nos últimos tempos – foram dados os exemplos de Jurgen Klopp, do Liverpool, e José Mourinho, da Roma -, Rosetti garantiu que não. «Estou a falar convosco [jornalistas] e vocês espalham. E vou falar com os árbitros para agirem. Os treinadores sabem bem como devem comportar-se.» Já quanto à ineficácia dos castigos, não quis pronunciar-se: «Em relação a quantos jogos de suspensão recebem, ou a se podem ficar do lado da bancada a dar instruções, não é o meu papel…»

A outra indicação que vai ser passada aos árbitros diz respeito à mão na bola – para lembrar que nem todos os toques são faltas e que «é preciso ter atenção à mecânica do corpo». Fora das indicações estão referências ao tempo útil de jogo – e Zvonimir Boban, diretor de desenvolvimento técnico da UEFA, que acompanhava a conferência, não teve problemas em admitir que considera o aumento das compensações como um exagero. «Com os aumentos que estão a ser feitos, há jogadores que vão fazer mais 500 minutos por época, na prática dá mais 6 ou 7 jogos», alertou. «A Liga dos Campeões teve tempo útil de 60 minutos na época passada. O que queremos é o que tivemos aí, mais intensidade. O que pedimos aos árbitros é para acelerarem os recomeços», confirmou Rosetti, cuja conversa com os jornalistas aconteceu no âmbito do lançamento de uma campanha da UEFA para captar jovens e menos jovens para a arbitragem – entre os alvos estão antigos jogadores, como possibilidade de prosseguirem uma carreira no futebol.

Imagem: Divulgação UEFA.

– Fernando Rapallini no Peru x Brasil. Que diferença…

Juiz que estava deixado de lado, com pouca autoridade e fraco tecnicamente: esse foi o árbitro paraguaio Benítez, que apitou a Seleção Brasileira em casa contra a Bolívia (e falamos dele aqui: https://wp.me/p4RTuC-Pxg).

Para o próximo jogo, fora de casa contra o Peru, teremos o argentino Fernando Rapallini, com experiência em Copa do Mundo, bom tecnicamente e que apitou recentemente Palmeiras x Atlético Mineiro pela Libertadores.

A arbitragem dos sonhos que a CBF queria, não?

Imagem do artigo:Fernando Rapallini será el juez principal para Vélez-Unión

Imagem extraída de: https://onefootball.com/pt-br/noticias/fernando-rapallini-sera-el-juez-principal-para-velez-union-37874573

– Que grana, CBF!

Anderson Daronco e Bráulio Machado apitarão os jogos finais da Copa do Brasil.

Os valores exatos ainda não foram divulgados, mas aproximadamente, NO MÍNIMO, a remuneração (já é sabido) será recorde.

O árbitro (fora as estadias e demais acréscimos) receberá R$ 20.000,00.

Cada bandeira (são 2) receberá R$ 12.000,00.

Idem ao VAR: R$ 12.000,00.

O quarto-árbitro: R$ 5.000,00.

Lembrando que tem AVAR 1, AVAR 2, gerente do VAR, assessor de arbitragem e outros, totalizando 18 pessoas.

Eu sempre aprendi que: quanto maior a remuneração, maior a cobrança.

Será que Daronco, nas expulsões claras de Felipe Melo e Maycon (Fla-Flu e Derby Paulista), onde primeiramente só havia dado Amarelo e precisou ser corrigido pelo VAR, está apto a tal jogo?

Ou Bráulio, que chegou a ser agredido em Sergipe no início da competição e deu um pênalti de queimada no São Paulo x Internacional, reaprendeu?

Boa sorte aos escalados.

Continuar lendo

– A enxurrada de siglas para reclamar do lance polêmico de Botafogo 1×2 Flamengo.

Está cansando ouvir gente explicando regra de jogo como se o futebol fosse escrito em bula. É VAR, AVAR, AR, VOR e, agora, APP! E surgem explicações cabeludas para tentar anular “pós-jogo” (não sei por qual motivo) o gol de Bruno Henrique no Botafogo 1×2 Flamengo, baseando-se nesses termos.

“APP” é a sigla para definir o momento em que a equipe está com posse de bola no ataque, acontece algo e o VAR pode revisar. Se ela perder a bola e a recupera, é um novo app.

O lance para a discussão é: Wesley vai roubar a bola de Tchê Tchê, e o faz com tranco legal ou carga nas costas / empurrão. O que houve e o que fazer?

Raphael Claus não marcou (é um lance interpretativo, eu marcaria por ter entendido que houve um empurrão, mas respeito decisão diferente). O lance seguiu e houve possibilidade de roubar a bola até chegar ao gol. Alguns estão justificando a necessidade de anulação do gol porque o VAR deveria perceber que era “um mesmo app”. Mas seria devido?

Não acho que foi um mesmo App (veja a quantidade de passes, não foi uma roubada de bola com um chutão para frente, num lance único). Teve tempo e toques para todos os lados – se tornando um outro momento de ataque. Aliás, me irrita ter que escrever usando o termo “app”, que virou modismo de uns dias para cá (desde Palmeiras x Vasco).

De maneira didática: cansamos de escrever o princípio que a FIFA e a IFAB massificaram: “O VAR não é uma oportunidade para re-apitar um jogo, mas sim de corrigir os erros crassos”.

Lembrando que textualmente, o protocolo do VAR fala que ele deve intervir quando “uma infração cometida pela equipe atacante na jogada do gol ou ao marcá-lo (toque de mão na bola, falta, impedimento etc.)”. Isso remete a IMEDIATISMO do lance, não a necessidade de “rebobinar uma jogada”. E mais: o primeiro item do Manual do VAR lembra que: “O árbitro assistente de vídeo (VAR) é um membro da equipe de arbitragem que tem acesso independente às imagens do jogo e pode auxiliar o árbitro somente na eventualidade de um ‘erro claro e manifesto’ ou de um ‘incidente grave despercebido‘ “. Claus percebeu o lance de um erro relativo (pois é interpretativo).

Eu me recordei de uma situação parecida em 2021, na final do Paulistão, e fuçando minhas postagens, a achei no último parágrafo, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/03/nao-foi-penalti-no-lance-de-eder-em-palmeiras-x-sao-paulo/

Portanto, o gol não deveria ser anulado pela interferência do VAR, por ser decisão de campo e a questão de ser uma falta vencida.

John Textor faria a postagem abaixo, se estivesse na Premiere League?

– Não está valendo a Intertemporada?

Uma grande propaganda da CBF sobre a intertemporada com 150 árbitros. E um árbitro FIFA como o Daronco, que apitou Corinthians 0x0 Palmeiras, não expulsa diretamente Maycon em Endrick pelo carrinho?

O que dizer? Fez a mesma coisa que Wagner Magalhães em Belo Horizonte, no Cruzeiro x Red Bull Bragantino: “administrou a partida”, sem querer se comprometer (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-PtH).

Quem é FIFA tem que ter coragem, não pode ter amarras com veto, cara feia ou se preocupar em “estar no finalzinho do jogo”. Tem que apitar, não mediar. 

Fiquei decepcionado com o Amarelo, e contente pela correção do VAR. Mas lamento: será que é isso que a CBF está orientando?

Lembrando: os árbitros da FIFA cariocas e paulistas não poderão apitar Flamengo x São Paulo pela final a Copa do Brasil (ida e volta), e as 3 opções seriam, pela ordem: Wilton Sampaio, Anderson Daronco e Bráulio Machado.

Esse Daronco será um dos dois?

Esse, não dá… Fez a mesma coisa no Fla-Flu, deixando de expulsar Felipe Melo e precisando do VAR igualmente.

Imagem: Print de tela do twitter do jornalista Pedro Marques.

 

– Análise da Arbitragem de Cruzeiro 0x0 Red Bull Bragantino.

Na rodada que marca a semana de treinos dos árbitros que estão na intertemporada da CBF, me decepcionei. Já falei de Corinthians x Palmeiras aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kZ, e no jogo entre a Raposa x Massa Bruta, vi a mesma coisa: árbitro com medo de expulsar, parando o jogo, cansado e com erros para ambas equipes.

Wagner Magalhães parecia juiz de Campeonato de Veteranos. O jogo não fluiu! Desagradou ambas equipes. “Pipocou” em não dar o 2º cartão amarelo a Papagaio aos 15m do segundo tempo (e consequentemente expulsar), além de outros erros citados mais abaixo nessa postagem.

No final da partida, uma lambança: Juninho Capixaba cruza, Alerrandro tenta participar da jogada e não consegue (estava em impedimento passivo) e na sequência Wesley comete um pênalti com movimento antinatural. Mas ao invés da marcação do tiro penal, o árbitro é chamado ao VAR e fica 4 minutos com a tela mostrando a linha de impedimento sendo traçada (sim, quatro minutos). E ao invés de pênalti, resolveu-se transformar um impedimento passivo em ativo. Errou. 

Houve tempo para ver Felipe Machado tentar agredir Juninho Capixaba, que o encarou. Felipe não tomou amarelo, Capixaba levou.

A imagem do jogo foi: ao final do jogo, Magalhães caminhando em campo, cansado, torcendo para o relógio acelerar…

E sobre os erros, abaixo:

Aos 6m, Jadsom (RBB) cometeu uma falta um pouco mais forte e foi corretamente advertido verbalmente. Aos 9m, de novo Jadsom comete outra falta, abandonando a disputa de bola e dando um tranco ilegal em Mateus Vital (CRU). Era para cartão amarelo, e o árbitro não deu.

Aos 14m, Thiago Borbas (RBB) disputa uma bola no alto com seu adversário, comete uma falta corriqueira de jogo, e recebe Cartão Amarelo. Errou o árbitro, pareceu-me que “compensou o não-cartão anterior”.

Aos 34m, Bruno Rodrigues (CRU) cava uma falta em cima de Vitinho (RBB) e pede amarelo. O árbitro erra em anotá-la, e aplica Cartão Amarelo a Bruno por pedir cartão. Tudo errado.

1m do segundo tempo: Papagaio (CRU) tomou amarelo corretamente. Aos 15 minutos, Papagaio atinge Leo Ortiz de maneira temerária e não recebe o segundo cartão amarelo (consequentemente, o Vermelho). A pergunta é: por quê?

Cruzeiro x Red Bull Bragantino: prováveis escalações, arbitragem,  ondeassistir, retrospecto e palpites

Imagem: Terra.com

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Cruzeiro x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre a Raposa e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Wagner dos Santos Magalhães – RJ
Bandeira 1: Luanderson Lima dos Santos – BA
Bandeira 2: Luiz Cláudio Regazzone – RJ
4º Árbitro: Murilo Francisco Misson Jr – MG
Assessor de Arbitragem: Anderson Carlos Gonçalves – PR
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Cleriston Clay Barretos Rios – SE
AVAR 2: Antônio Magno Lima Cordeiro – CE
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues – RJ.

Wagner Magalhães apitou vários jogos do Red Bull Bragantino no ano passado, sempre deixando o jogo correr bastante e não marcando faltinhas leves. Nesse ano, andou mudando o seu estilo, parando bastante as partidas. Foi mal em jogos do Brasileirão como Goiás x Palmeiras (lance da injusta expulsão de Halter) ou Palmeiras x Fortaleza (pênalti fantasma para Rony). Apitou também a eliminação do Massa bruta diante do Ypiranga-RS (mas teve boa atuação, embora demonstrou cansaço).

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo 03/09, 18h30. Mas desde às 19h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Alexis Herrera no SPFC x LDU?

Com todo respeito, o juizão venezuelano que apitará no Morumbi essa noite é sofrível...

No ano passado, quando o SPFC foi prejudicado por uma péssima arbitragem no Chile, ao reclamar na Conmebol, teve a escala de Herrera na volta, e falamos do conjunto de erros dele: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/06/os-lances-reclamados-de-bolivar-3×1-palmeiras/.

Nesse ano, o Bolivar ganhou do Palmeiras pela Libertadores, com muita reclamação de Abel, que disse: “jogamos contra a altitude e contra o árbitro” (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/06/os-lances-reclamados-de-bolivar-3×1-palmeiras/).

É o estilo dele. Mandante, em tese, se dá bem com ele no apito.

– As finalizações no Brasileirão, por clubes:

Olhe que número impressionante para Corinthians e Santos (por DataFut | Brazilian Stats @DataFutebol, via Canal do Loredo – @loredotv)

*Times com mais Finalizações no Brasileirão até a atual rodada (via @Soccerment_Blog)*

1. Bragantino (343)

2. Palmeiras (325)

3. São Paulo (311)

4. Fortaleza (307)

5. Atlético Mineiro (297)

6. Cruzeiro (295)

7. Fluminense (293)

8. Bahia (292)

9. América Mineiro (287)

10. Athletico (287)

11. Botafogo (283)

12. Goiás (278)

13. Flamengo (276)

14. Grêmio (275)

15. Cuiabá (260)

16. Vasco (258)

17. Internacional (252)

18. Coritiba (251)

19. Corinthians (241)

20. Santos (225)

Imagem extraída da Web.

– Wilmar Roldán no Estudiantes x Corinthians? Xi…

Quando terminou o jogo Corinthians x Estudiantes (onde existiu a polêmica de um pênalti não marcado), eu publiquei: “abra o olho Coringão, nada de Wilmar Roldán no jogo da Argentina” (e os motivos, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/23/o-penalti-nao-marcado-ao-timao-em-corinthians-1×0-estudiantes/).

E não é que a Conmebol escalou Wilmar Roldán?

Sobre o histórico dele com brasileiros é complicado. Dificilmente os times de nosso país vencem fora de casa com ele apitando.

Vide aqui sobre como está o atual Roldán: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/09/wilmar-roldan-no-olimpia-x-flamengo-o-que-esperar/

Estudiantes x Corinthians palpite – Copa Sul-Americana 2023 – 29/08/2023

Arte: Notícias do Timão.

 

– Sobre o gol anulado de Paulinho em Palmeiras 1×0 Vasco: era para anular ou não?

O Vasco reclama do gol anulado de Paulinho. Mas precisamos entender os motivos que levaram a isso:

Quando Piton cruzou a bola, Vegetti estava ligeiramente impedido (se fosse em um lance de Copa do Mundo, o impedimento semi-automático por IA iria alertar e o assunto morreria aí). É um lance em que a Orientação da Regra manda, em caso de dúvida, seguir para a posterior conferência (o bandeira permite a sequência para o VAR anular ou não).

No lance, há o chamado impedimento ativo (e duplo): além de participar da jogada cabeceando para o gol, ele mobiliza dois atletas adversários: Murilo e Weverton (que acho até que falhou, mas em tese, o jogo deveria ter sido paralisado).

Mesmo Richard Ríos conscientemente tirando a bola (muitos colegas comentaristas entendem que “nasceu uma nova jogada” e o VAR não deveria revisar), ele não a domina plenamente e a joga influenciado pelo efeito do lance anterior. Ele quer tirar ela do bololô a todo custo. Ato contínuo saiu o gol vascaíno.

O protocolo manda revisar todo gol, e esse gol saiu de uma bola rechaçada que foi fruto de um lance irregular.

Não houve nenhuma paralisação do lance irregular ao chute para o gol, tudo ocorre rapidamente. Não há nenhum erro da arbitragem em fazer essa revisão.

Pense em um lance de “vantagem em pênalti” (muitos crêem equivocadamente que não existe vantagem em pênalti, mas ela existe e é rara em se dar): se um atleta sofre uma falta dentro de área, seu companheiro a vê sobrando na sua frente, a chuta para o gol e caprichosamente ela sai, o que era para se ter feito? Marcado o pênalti, pois nem sempre posse de bola é uma vantagem (o jogador pode estar desequilibrado, ansioso, ou ser o pior finalizador do time). Igualmente, nesse lance de domingo à noite: não se pode entender que Richard Ríos teve uma vantagem do impedimento não marcado e saiu “jogando numa boa”. A vantagem, no primeiro exemplo, seria marcar o pênalti; no de ontem, marcar o impedimento.

Eu insisto: na Copa do Mundo de 2022, tivemos o exemplo do gol do Equador contra o Catar, anulado pela IA. O gol sai, todo mundo comemora, e sem muita gente entender, é anulado por conta de outro jogador, num lance anterior, estar milimetricamente impedido. Comparando-os, é a mesma situação.

Acertou dessa vez a arbitragem.

Imagem extraída de Estadão.com

– O momento polêmico de América 2×1 São Paulo: de novo Rodrigo José?

O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima – PE, desde o começo do ano, deu toda a pinta de que era o escolhido por Wilson Luís Seneme para ser o “árbitro do Nordeste”, a fim de ser turbinado em escalas. Afinal, não se tem um árbitro “de nome” nessa região do país e a CBF precisa fortalecer alguém de lá.

Ele teve várias oportunidades, sempre de maneira bem irregular: Por exemplo, deu um Cartão Amarelo para Pavón pelo mesmo chutar a bandeirinha (atendendo a orientação da CBF, equivocada, e não a Regra da FIFA). Foi muito mal em Fluminense x Bragantino e protagonizou a revolta de Felipe Melo em Grêmio x Fluminense, dias atrás.

Em MG, titubeou no meio do segundo tempo, na expulsão de Mastriani (AME) no lance envolvendo Wellington (SPFC): ali, o jogador do Coelho puxa as costas do adversário e não chega a aplicar um carrinho por trás. Na minha interpretação, era lance para Amarelo (mas se o leitor entender que houve o carrinho por trás, Vermelho – aqui é lance interpretativo).

Ao invés de imediatamente aplicar o Cartão (independente de qual cor fosse), ele estava de frente ao banco do São Paulo que protestava veementemente. Após um tempinho, mostrou o Vermelho (deu para perceber que a gritaria o pressionou). Na sequência, com a pressão do América-MG, quis “compensar” a expulsão (isso não pode ocorrer) escolhendo Arboleda, que estava no banco. Nitidamente, puniu alguém do banco aleatoriamente (porém, com isso, mostrou o aceite de pressão – só que expulsar um reserva não é a mesma coisa que um titular).

Como alguns árbitros têm um carinho a mais da CA-CBF, não?

Imagem extraída de: Terra.com.br

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Cuiabá.

E para o confronto entre o Massa Bruta e o Dourado, apitará (de novo):

Árbitro: Bruno Mota Correia – RJ
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Thiago Neto Correa Farinha – RJ
4º Árbitro: Gustavo Holanda de Souza – SP
Assessor de Arbitragem: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
VAR: Gilberto Rodrigues Castro – PE
AVAR: Clovis Amaral da Silva – PE
AVAR 2: Wagner Reway – PB
Observadora de VAR: Regildênia Buarque de Holanda – SP

Bruno Mota Correia, jovem árbitro carioca de 33 anos, é o mesmo que apitou Red Bull Bragantino x Goiás. Dos novatos da CBF, é o que parece ter agrado mais a Comissão de Árbitros, deixando o jogo fluir um pouco mais. Terá experiência para lidar com jogadores velhacos, como Deyverson?

Repare: árbitro e bandeiras, todos Correia e Correa. Coincidência ou escalados propositalmente?

Repare, parte 2: O 4º árbitro é sobrinho da Observadora: Coincidência ou, também escalados propositalmente?

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Domingo,  27/08, 11h00. Mas desde as 10h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A Regra Brasileira, contraditória:

No último programa da CBF sobre regras do jogo, quem conseguiu assistir inteiro (ufa, é difícil ir até o fim), viu um show de contradições.

Wilson Seneme (chefe dos árbitros) e Péricles Bassols (chefe do VAR), fazem um bate-bola sobre a orientação de dar cartão amarelo para comemoração de gol chutando a bandeira.

Resumidamente, a história é: a Comissão de Arbitragem entende que a Regra não permite dar amarelo, mas criou-se uma brecha interpretativa e vai ter que dar Amarelo.

Leia abaixo a fala confusa:

“Passamos a instrução dia 11 de agosto para que não se comemore chutando a bandeira, pois você inflama torcida adversária e jogadores adversários, e isso deve ser coibido (…). Ninguém quer proibir comemoração de gol, temos que entender a liberdade de comemorar o gol (…) Ninguém é autoritário aqui, mas deve existir o bom senso de que pode gerar violência, por isso o cartão amarelo. (…) Não podemos definir que chutar a bandeirinha é igual a cartão amarelo, pois a Regra não nos permite. Mas tem que ter bom senso (…) O próprio Raphael Veiga, que recebeu o Cartão Amarelo, talvez não devesse ter recebido, mas o árbitro entendeu que foi uma manifestação de incentivar a violência, e é isso que a gente precisa entender”.

Eu ainda continuo entendendo: estamos criando regras paralelas ao futebol, infelizmente. Respeito todas as pessoas envolvidas e citadas, sei que são honestas e querem o melhor para o futebol, mas vejo tudo isso como um grande equívoco.

– O erro de Wilton e Reway no Boca Jrs 0x0 Racing pela Libertadores.

E no Boca Juniros 0x0 Racing, uma pipocada feia do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio: Marcos Rojo (BJR) dá uma cotovelada certeira em Romero (RAC), aos 20m. Sampaio está bem posicionado, visão aberta, e vê o golpe. Era para expulsar, sem qualquer contestação. 

Entretanto, ao aplicar o Cartão Amarelo, deveria ter sido chamado pelo VAR Wagner Reway. Não é um lance interpretativo de disputa de bola, pois se entende cotovelada como agressão (ou seja, abdicou de disputar a bola e a quis o domínio com uma conduta violenta).

Duas considerações: 

  • Wilton ficou afastado por considerações políticas das escalas nacionais. Assim como um jogador precisa de ritmo de jogo, um árbitro precisa também (falamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kg). Voltou na série B do Brasileirão no último final de semana. E estar parado tanto tempo, faz com que você tenha a necessidade de voltar a ter “tempo de bola”, e só vai ter, com ritmo de jogo em grandes partidas. A CBF tem um pouco de culpa nisso.
  • Wagner Reway era o VAR que iria para a Copa do Mundo 2022, e a FIFA não quis levar ninguém do Brasil devido a condição técnica. Há 1 ano, ele se omitiu na horrível arbitragem de Flamengo x Atlético Paranaense e foi afastado com o árbitro Luiz Flávio (em: https://wp.me/p4RTuC-Fp4). Na Argentina, de novo se omitiu.

Exportamos nossos erros agora. Só dá para entender o erro do Wilton partindo do princípio de que ele foi com o “pré-conceito” de que jogador argentino é “milongueiro” e simula. Se fez isso, esse pré-conceito de arbitragem virou um preconceito, que o traiu em campo.

Vide o lance aqui e considere: só de tempo legal, o Racing jogaria 70 minutos (no mínimo) com 1 jogador a mais.

– O pênalti não marcado ao Timão em Corinthians 1×0 Estudiantes

Todo mundo sabe que, para a Conmebol, é muito ruim esse predomínio brasileiro nas fases decisivas das suas competições. O ideal, não só aqui mas também pela UEFA, é (comercialmente falando) a diversidade de países (a fim de maior audiência, interesse e dinheiro).

Sendo assim: dois brasileiros em uma final de Libertadores (de novo) ou em uma Sulamericana, é algo não tão desejável. É como na Champions League: se você tiver uma final entre ingleses, por melhor que seja o nível técnico, não é a mesma coisa que uma final entre Inglês vs Italiano.

Digo isso para alertar: abra o olho, Coringão! Nada de Wilmar Roldán ou nome desse naipe no jogo de volta, na Argentina.

O Estudiantes de La Plata é muito forte também politicamente (historicamente, sabe-se disso). Digo isso pois na fase de grupos, o Red Bull Bragantino estava se consolidando em primeiro da sua chave isoladamente, quando vencia os Pinchas em seu estádio. Eis que o árbitro peruano Kevin Ortega e o VAR equatoriano Bryan Loayza “inventaram” um pênalti, expulsando um atleta brasileiro e dando sobrevida aos argentinos na competição (classificaram em segundo, jogando o play-off contra o 3º time da Libertadores). Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3hu (a bola despretensiosamente bateu em Juninho Capixaba, à queima-roupa, em movimento natural, e virou pênalti com expulsão, a favor do Estudiantes).

Nesta 3ª feira, na Neo Química Arena, o Corinthians poderia ter tido sorte melhor se o placar fosse mais amplo, devido a um pênalti não marcado. Dois a zero na Argentina como vantagem, cá entre nós, é bem melhor do que apenas um gol de vantagem.

Aos 21m do 1º tempo, estando COR 1×0 EST, Maycon chuta a bola para o gol, que bate na mão do defensor 26 Luciano Lollo. Repare que não é a discussão de movimento natural ou antinatural, pois foi intencional (portanto, fácil de marcar). Ele leva a mão para tocar a bola e desviá-la, não tem muito o que discutir. Porém, repare que o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela (que sempre mostra deficiência técnica, vide Argentina x Bolívia, Grêmio x Lanús, e tantos outros erros…) e o VAR chileno Ángelo Hermosilla (que não é “primeira linha” do continente) ficam atentos à sequência do lance, pois a bola passa muito próxima ao braço direito do atleta (em movimento natural, rápida – e que não foi infracional pois não há toque).

Portanto, numa mesma situação: pênalti (por movimento intencional da mão), que o árbitro equivocadamente não marcou e que aparentemente o VAR não se atentou, e na sequência, não-pênalti pela bola que não bateu no braço (e se tocasse, não teria que marcar também, pois não era movimento antinatural) – e foi justamente essa imagem repetida à exaustão.

As queixas dos corintianos são justas.

Corinthians x Estudiantes: retrospecto, escalações, arbitragem e onde assistir

Imagem extraída de Terra.com.br

– Os príncipes sauditas conseguirão colocar um time árabe na UCL? E sobre os árbitros na Saudi Pro League:

Segundo o Jornal Corriere Dello Sport (vide aqui: https://is.gd/EzJ2js), os dirigentes da Liga de Futebol da Arábia Saudita (Saudi Pro Liga) querem fazer um acordo com a UEFA para que o campeão local participe das fases iniciais da UEFA Champions League.

Os argumentos?

Visibilidade, dinheiro / patrocínio e importância dos jogadores.

Lembrando que já existem acordos entre a Federação Local, UEFA e Conmebol (como o envio de árbitros* para a Arábia Saudita – o brasileiro Ramon Abel Abatti, por exemplo, apitará o jogo do novo time de Neymar: Al-Hilal vs Al-Ettifaq, dia 28/08, segunda-feira, 15h).

Que não tenhamos “pênaltis de queimada” por lá… talvez os príncipes não gostem deles, se ocorrerem.

MAGOADO

De acordo com o twitter de “Cabine Desportiva”, o atacante Anderson Talisca “ficou de fora dos playoffs de acesso à Champions asiática por decisão de Luís Castro (…) O regulamento do torneio permite apenas cinco jogadores nascidos fora da Ásia e mais um jogador de um país membro da Confederação asiática, e Luís Castro optou por incluir: Cristiano Ronaldo, Sadio Mané, Seko Fofana, Marcelo Brozovic e Alex Telles.

* Nos bastidores, dá-se conta de que a taxa de arbitragem circula em torno de 38.000 riyals sauditas (um pouco mais de R$ 50.000,00 – pagos em dólares para árbitros da Conmebol e em euros para os da UEFA). Quando o Catar tinha um acordo parecido, o valor era menor: 18.000 riyals cataris, equivalente a R$ 25.000,00). Em Santa Catarina (terra de Ramon Abel Abatti), um árbitro recebe R$ 4.000,00 / jogo. No Brasileirão, R$ 6.500,00. Na Libertadores (pelo câmbio atual) R$ 6.200,00. Para a final da Copa do Brasil, um recorde: R$ 20.000,00. Na Premiere League (onde é profissionalizada a arbitragem), o topo é de Michael Oliver, com 100.000,00 reais mensais mais adicional de R$ 8.000,00 por escala.

Imagem: Saudi Pro League, Divulgação.

– Análise da Arbitragem para Bahia 4×0 Red Bull Bragantino.

Uma tarde que nada deu certo para o Red Bull Bragantino: jogadores lesionados desfalcando o time, morte da mãe do Lucas Evangelista, atletas numa tarde ruim, e, lógico, um dia de mau futebol coletivo.

Algo positivo na partida: a boa arbitragem de Arthur Gomes Rabelo, do ES. Correu bastante, se posicionou muito bem, foi discreto e deu a sorte de não existirem lances polêmicos. Apesar de uma partida faltosa e com muitos amarelos (2×5), não foi violenta.

Com 31 anos, tendo pulado da Série C no ano passado para o seu segundo jogo na Série A, aproveitou a oportunidade.

Que a CBF saiba trabalhar esse jovem árbitro, e que tenha boa cabeça na carreira.

Abaixo, alguns dos comentários da partida:

Após dar com correção uma vantagem aos 11m, o árbitro aplicou cartão amarelo a Kanu por deixar o braço em Luan Cândido. É o be-a-bá da orientação em tais lances, e cumpriu com perfeição.

Aos 15m, Aderlan para o ataque baiano fazendo um paredão em Ademir.

30m: até agora, o árbitro está muito bem. Deixa o jogo correr, é discreto e não fica falando com os jogadores. O jogo não é difícil, mas ele vai aproveitando a oportunidade.

31m: Taciano entra forte em Jadson, pegando bola e atleta. O árbitro não marca a falta e depois tem que paralisar para atendimento médico. Primeiro erro do árbitro.

42m: Luan Patrick agarra adversário e leva amarelo. Acertou o árbitro.

Cartão Amarelo a Jadsom: correto também.

49m: Andrés Hurtado mereceu o Amarelo pela entrada perigosa.

53m: Gustavinho beirou o cartão amarelo na entrada mais viril, acertou o árbitro na advertência verbal.

55m: Rezende mata a bola na canela e quando tenta dominar, comete falta em Jadsom. Corretamente recebe amarelo.

73m: Matheus Gonçalves, que entrou há pouco, já tomou amarelo.

Bahia x Bragantino: onde assistir ao vivo, horário e escalações |  brasileirão série a | ge

Imagem extraído de GE.com

– O chute na bandeira e o Cisma da CBF com as Leis do Jogo.

Meu amigo Zé Boca de Bagre me ligou, fulo da vida por conta do cartão amarelo recebido por Raphael Veiga, contra o Cruzeiro, pela comemoração do gol:

Disse a mim: “Ô Porcari, tem que ser uma regra só pra chutar a bandeira. Na Libertadores o Veiga não tomou, no Brasileirão tomou. Desde que fizeram uma reunião na CBF para punir com Amarelo, virou essa bagunça”.

Surpreso, perguntei: “Mas a regra fala em comemoração exagerada, debochada, que possa incitar violência. Na Europa, chutar a bandeira é normal. Por quê ninguém soube dessa reunião?”.

E a resposta, óbvia: “Ué, se estivesse na Regra, não precisava fazer reunião, era só cumprir a Regra. Você não queria que chamassem a imprensa e falassem que temos uma Regra só nossa, né Energúmeno?”.

Apesar do mau humor do Zé, a informação é:

⁃  A Comissão de Árbitros não quer ver mais comemoração com “chute na bandeira”. Entende que é excessiva e pediu aos árbitros para punirem. Irá, além disso, solicitar na próxima reunião da International Board a inclusão explícita desse item.

Fico pensando: aqui nós temos uma espécie de “Cisma”, como se fosse uma dissidência. Existe a Regra Oficial do Futebol e a Regra Paralela do Brasil: chutou a bandeira é Amarelo, bateu na mão vira pênalti, entre outras.

Do jeito que vai, crie-se um outro esporte.

– Mais uma rodada do Brasileirão, e…

… e tomara que não tenhamos erros de arbitragem.

Toda rodada ocorrem equívocos graves. Alguns repercutem mais do que os outros, dependendo da audiência e do time. Mas cansa falar disso.

O esporte mais popular do Brasil, tão apaixonante que é, deve viver da emoção e das jogadas, não de tais protagonistas do apito e do vídeo.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bahia x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Bahêa e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Arthur Gomes Rabelo – ES
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Márcia Bezerra Caetano – RO
4º Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos – BA
Assessor de Arbitragem: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Maguielson de Lima Barbosa – DF
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Será o 2º jogo do jovem árbitro capixaba de 31 anos no Brasileirão da Série A. Ele só apitou Athletico Paranaense x Cuiabá. Aliás, de novo um novato em jogo do Massa Bruta. Está virando praxe: Maguielson, Yuri Elino, Paulo Zanovelli, Policarpo…

No ano passado, ele apitou apenas série C e D. É mais um árbitro que está sendo, “na marra”, colocado como parte do processo de renovação.

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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– E não é que Lucas realmente fez gol com a mão?

Não vale tripudiar quem bateu o pé ontem e disse que Lucas fez um gol legal, afinal, horas (muito tempo depois) é que essa imagem apareceu: pelas câmeras da SPFC TV (veja que ironia), quando o atacante são-paulino está caindo, a bola bate em sua mão e entra em definitivo.

Antes, seria gol legal pois foi sem querer, mas desde que a regra de “mão no ataque” mudou, isso se tornou ilegal (ela deixou de ser interpretativa: bateu, não vale).

Veja só:

 

 

– A proposta de Renato Gaúcho a Seneme:

Irritado por ter sido marcado um pênalti contra a sua equipe no jogo de volta da Copa do Brasil (Flamengo 1×0 Grêmio, falamos sobre o lance aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kj), o treinador Renato Gaúcho resolveu “aconselhar” Wilson Luís Seneme, o presidente da CA-CBF: mudar o programa da CBF TV, onde o chefe da arbitragem explica os lances polêmicos.

A sugestão de Renato seria de um debate entre Seneme, jogadores e treinadores envolvidos nos lances, a fim de que ele veja o lado deles também. Abaixo:

“O Seneme fica lá, analisando o que foi e o que não foi… Quem é ele para falar isso? Ele pode dar opinião dele, mas tem que escutar quem entende de futebol também. Se ele entende de regras, nós, que viemos do futebol, entendemos também — ou mais do que ele. É muito fácil chegar lá porque não tem ninguém do lado para ‘bater’ nele com palavras. Sempre a arbitragem está certa para ele (…). Os jogadores me perguntam: ‘Renato, que regra é essa?’. Eu falo: ‘liga lá para o Seneme’. Depende do final de semana, de qual é o jogo… Fica difícil de entender. Eu não estou nem reclamando do pênalti de hoje, mas vejo todos os jogos. E olha que eles têm as ferramentas, imagina sem. Mas ele é dono da verdade. Seneme, faz o seguinte, quando você for opinar, leva três ou quatro treinadores e deixa eles opinarem também. Faz isso ao vivo.”

É claro que em alguns pontos da fala, há muita ironia. Mas uma coisa sempre defendi: o árbitro vê o jogo diferente do que os jogadores (e isso não quer dizer que um está certou e o outro errado, é a forma de se encarar o esporte). O ideal é que a empatia entre as partes disse muito maior, pois o espírito desportivo prevaleceria e os erros de ambas as partes poderiam ser minorados.

Imagem: Crédito a Maxi Franzoi/Agif/Gazeta Press, extraída de: https://www.terra.com.br/esportes/futebol/mercado-da-bola/renato-gaucho-revela-conversas-com-presidente-do-gremio-sobre-possivel-retorno-de-luan,669a5501368d2f8b2b054cc935ea55b5vcjii0pq.html

– São Paulo 2×0 Corinthians: para o bem do espetáculo, o VAR não conseguiu aparecer.

Lamento como o VAR quer ser protagonista no futebol brasileiro. Ao invés de ser discreto, aqui ele procura os erros imperceptíveis, cria problemas e busca imperfeições invisíveis até mesmo pelo olho eletrônico.

No Morumbi, ontem, em uma partida onde não tivemos lances polêmicos, me chamou a atenção o VAR Igor Junio Benevenuto de Oliveira, no segundo gol do São Paulo. Ali, não havia aparentemente impedimento. À primeira impressão, pensei que ele estava avaliando uma possível falta de Lucas Moura no goleiro Cássio. Mas não: ele estava procurando uma possível mão na bola de Lucas Moura. Para isso, em uma jogada com imagens tão claras da emissora geradora, levou-se muito tempo parado, criando suspense, para ver que foi tudo normal.

Estamos criando uma geração onde o VAR quer investigar detalhes ocultos? Por essa lógica, dispensa-se o árbitro de campo e apita-se da cabine, parando o jogo a cada instante.

Por fim, uma observação: o jogo teve 7 de acréscimo, depois mais 1. E nesse 1, Claus conversou com jogadores do SPFC, ouviu pacientemente Gil reclamar (e depois lhe deu um amarelo), e encerrou a partida. Não queria se comprometer, já que foi tudo bem até os 52 minutos. Vai que ocorre um lance polêmico no minuto 53… Árbitro NUNCA se consagra em acréscimos!

Em tempo 1: Luxemburgo cunhou a sábia frase: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”, mas ontem praticou o que outrora condenou…

Em tempo 2: Já imaginaram o elenco do Flamengo com a vontade que mostrou o elenco do SPFC? Se tecnicamente o time tem suas limitações (exceto Lucas), sobra disposição.

Em tempo 3: A premiação por ir à final foi de R$ 30 milhões, além da renda de R$ 8,5 mi. Não dá para deixar de colocar os salários em dia, né?

Em tempo 4: Antes, se falava “Soberano”, por parte da própria diretoria. Agora, o clube criou a hashtag “O mais popular”. É uma mudança de postura?

São Paulo x Corinthians: acompanhe o placar do clássico AO VIVO

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2018/07/sao-paulo-x-corinthians-ao-vivo-placar

ATUALIZAÇÃO –

Não é ironia que quase 24h depois, a imagem que mostra a irregularidade do gol de Lucas por uma câmera que ninguém viu, seja do próprio SPFC???
Em: https://professorrafaelporcari.com/2023/08/18/e-nao-e-que-lucas-realmente-fez-gol-com-a-mao/

– Afinal, foi pênalti ou não em Flamengo 1×0 Grêmio (semifinal, jogo de volta da Copa do Brasil)?

Brincamos antes do jogo do Maracanã que, se Renato Gaúcho quisesse classificar sua equipe, teria que orientar seus atletas para que chutassem a bola na mão dos zagueiros flamenguistas; afinal, tal ironia tem fundamento: no Brasil, diferente do restante do mundo, qualquer toque no braço vira “movimento antinatural” e se é marcado pênalti. Bráulio, por exemplo, foi o mesmo que marcou rodadas atrás no Morumbi uma bola espirrada, a queima-roupa num são-paulino, pênalti ao Internacional. Um desrespeito às Regras do Jogo!

Enfim: os gremistas reclamam da marcação de um pênalti ao Flamengo na bola que bateu na mão de Rodrigo Ely. Têm razão ou não?

Entenda: aos 68′, é cobrado um escanteio para o Flamengo e Leo Pereira (FLA) pula junto com Rodrigo Ely (GRE). O goleiro Gabriel Grando defendeu e o jogo seguiu. Depois o VAR avisa o árbitro da revisão, e após 3 minutos de análise, marcou-se o tiro penal.

Quem conhece o texto, sabe de todas as nuances. Mas para o leitor, vale usar os termos mais didáticos, claros, sem a tecnicidade ou frescuras literárias. Sendo assim:

Primeiro, se avalia INTENÇÃO. E vem a pergunta: Rodrigo Ely quís tocar a mão na bola intencionalmente? E claramente não foi isso.

Segundo, se avalia MOVIMENTO ANTINATURAL. Para isso, esqueça os mitos populares como “desviou a trajetória da bola”, “evitou o domínio” ou “ía direto para o gol”. Isso não existe na Regra, e pode confundir na avaliação do que é natural ou antinatural. O que existe é: tirou proveito por ampliar o espaço?
Só que aqui reside a confusão: esse “tirou proveito pela ampliação do espaço” tem que ser pelo movimento antinatural, e não pelo natural! Ou seja: se a bola bateu na mão dele, estando os braços em um salto com movimento natural, não é infração. Se saltou com os braços em movimento fisiológico antinatural, aí é infração.

Pelas imagens que pude ver pela TV Globo, nos ângulos da emissora, eu não marcaria. Primeiro, foi sem intenção; segundo, foi movimento natural, pois Leo Pereira cabeceia a bola que bate imediatamente na mão do jogador que saltava. Repare que ambos saltam e ambos têm o braço naturalmente aberto pelo impulso. Não há tempo hábil para “desaparecer” aquela mão, pois a proximidade é grande.

Recordemos de Massimo Bussaca, chefe da arbitragem da FIFA, em 2014, numa entrevista ao Estadão, dizendo sobre esses lances brasileiros:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço p/ correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.”

Como se vê, parece que quem orienta ou apita, não entende o futebol e sua dinâmica em si, pois a leitura dos lances é péssima. Alguns, eu diria, são “Analfabetos do Espírito do Jogo”, além de entenderem equivocadamente os textos da Regra.

Aqui, existe uma observação importante: quando o VAR chama, os árbitros têm medo de contrariar a decisão dos seus colegas (que são assistentes, tem o mesmo peso que os bandeirinhas, mas estão sentados em frente a uma TV). Eles transferem a responsabilidade para a cabine, com o argumento de que estão mais frios, descansados e com imagens. E isso é uma constante no Brasil: o árbitro central só se entende como autoridade máxima quando lhe convém. E mudam de opinião muito fácil – embora, exista todo aquele ritual na frente do monitor, criando suspense e ostentando os patrocinadores…

Se o leitor argumentar que viu vários lances desses que são marcados, saiba: foram equivocados.

Em tempo: imagino que, por mais que esse pênalti não fosse marcado (não deveria), seria difícil reverter o placar. Pela bola jogada, o jogo foi decidido em Porto Alegre, no primeiro tempo em que o Flamengo jogou muito e o Grêmio não jogou nada.

Flamengo x Grêmio: onde assistir, horário e escalação das equipes

Arte extraída de Terra.com.br

– Flamengo x Grêmio com o Bráulio?

Bráulio da Silva Machado é um dos árbitros FIFAs mais irregulares do quadro. Pode fazer uma boa atuação (ótima, dificilmente…) como pode fazer uma péssima atuação.

Já dissemos: ele tem aplicado muitos cartões em seus jogos, especialmente amarelos por motivos diversos (indisciplina, reclamações e outros). Mas tem apitado menos faltas do que de costume, tentando fazer o jogo correr mais, seguindo a orientação da FIFA. Das várias partidas que assisti dele, vejo algumas oscilações, sendo que muitas vezes há graves erros técnicos. Por exemplo: qualquer chute que batia no braço, involuntário ou não, ele tendia a marcar pênalti. Melhorou nesse quesito…

O ano de 2023 não começou bem para Bráulio, que pela mesma Copa do Brasil apitou Sergipe x Botafogo e foi agredido. Falamos sobre esse episódio aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

Logo após o pedido de Tolerância Zero, vi Bráulio apitando Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro, onde o árbitro ficou mais preocupado com os bancos e seus treinadores, do que com o próprio jogo! E olhe que o Caixinha não fala de arbitragem e, por enquanto, não recebeu um cartão sequer no Brasileirão. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/30/o-mau-momento-dos-arbitros-da-fifa-no-brasil/

Recentemente, Bráulio esteve no Morumbi e deu o ridículo pênalti de queimada a favor do São Paulo contra o Internacional, na vitória do Tricolor por 2×0. Foi mal mesmo… E 3 dias depois, apitou Palmeiras x Grêmio, com vitória do Verdão por 4×1.

Torçamos por uma boa arbitragem, nesse jogo que tem um ingrediente a mais: o clima conturbado do Mengão!

– Os árbitros goianos sem escala e os gritos de Felipe Melo: mais problemas ao Seneme…

O Goiás teve grandes prejuízos com a arbitragem nesse ano: seja na expulsão de Halter num lance desproporcional apitado por Wagner Magalhães (FIFA-RJ) contra o Palmeiras, ou pelo também FIFA carioca Bruno Arleu no pênalti inexistente em Joaquim, contra o Santos (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3iA). Acrescente também a má atuação de Caio Max no Cruzeiro x Goiás.

Acontece que a Federação Goiana, em meados de Julho, enviou um ofício à CBF reclamando da arbitragem contra o seu filiado Goiás. Depois desse episódio, coincidentemente ou não, NENHUM árbitro ou bandeira de Goiás foi escalado para apitar nas 4 divisões nacionais, tampouco jogos de base! E inclua-se Wilton Pereira Sampaio, que foi à Copa, e os seus bandeiras. Fará 1 mês do episódio.

Seria represália?

Segundo o site “Apitonacional”, dos “dois sindicatos nacionais de arbitragem”, ANAF e ABRAFUT, apenas um se posicionou: a ANAF, que ameaçou denunciar o presidente da Comissão de Arbitragem Wilson Seneme ao STJD. (vide aqui: http://marcalneles.blogspot.com/)

Um outro assunto que se conecta com o tema “bastidor do apito”: Felipe Melo ficou revoltado com os erros de arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima (falamos sobre os vários jogos em que ele estava tendo oportunidade e sua irregularidade, em outras postagens), na partida Grêmio 2×1 Fluminense, dizendo:

Roubaram o Fluminense! O Fluminense foi roubado! O Fluminense foi roubado! Esse juiz tem que ser preso! Porque é isso que fazem comigo quando eu sou expulso ou acontece qualquer coisa! É isso que acontece comigo! Comentarista de arbitragem… Ninguém vai falar nada!? Eu quero escutar o que vocês têm a falar.

Agora, quem se manifestou foi a outra a entidade, a ABRAFUT, que fez denúncia ao STJD, alegando que:

Felipe Melo, lamentavelmente, confunde por completo a liberdade de expressão — que é uma discordância de opinião, feita de forma equilibrada e sem ofensas — com uma suposta liberdade no uso de palavras para atingir a honra e a dignidade de profissionais, acusando-os inclusive de roubo.

Dois pepinos no Tribunal, envolvendo os árbitros, se já não se bastassem os erros ocorridos.

Ficou pensando: Duas entidades nacionais de arbitragem? Programa de TV da CBF para falar sobre erros? As mesmas queixas que nunca se cessam? VAR com linhas tortas? Brigas com imagens?

Não seria a hora de se repensar a estrutura da arbitragem brasileira, com outros nomes e outra mentalidade?