– A Importância em se Discutir, Interpretar e Conhecer a Regra: o dificílimo e confuso lance de Santos X São Paulo

Ontem, na partida Santos X São Paulo, ocorreram lances polêmicos no jogo. Em especial, um gol anulado de Luís Fabiano pela bandeira Tatiane Sacilotti.

Independente se houve erro ou acerto (discutiremos a seguir), gostaria de registrar: durante o final do domingo e madrugada desta 2a feira, muitos criticaram a moça de forma desrespeitosa, convidando até mesmo à invasão dos perfis dela nas redes sociais. Torcedores fanáticos, é claro. Adjetivos ofensivos e outras imbecilidades foram ditas contra ela. Ora, errar e acertar faz parte do esporte. Atletas erram, árbitros também. É do jogo, principalmente em lance difícil como aquele.

Conheci a Tatiane desde o começo da sua carreira e sei do seu esforço, do seu trabalho e do seu mérito. Criticar o lance respeitosamente vale; ofensivamente, não.

Sobre o ocorrido, entendi que ela acertou e já fiz minhas considerações pós-jogo nos links:

Blog do Prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo:  http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17030/Santos+X+Sao+Paulo%3A+analise+dos+lances+polemicos

É claro que minha interpretação da jogada é e vai ser contestada. Poucas pessoas entenderam o lance como impedimento bem assinalado. Porém, pelo tipo de jogada, é mais provável se interpretar como gol legal mal anulado. E tal entendimento – que pode ser correto e é bem fundamentado por pessoas que entendem do assunto, como Sálvio Spínola, Fernando Sampaio, Leonardo Gaciba, se deve pela interpretação do lance, pela análise das condições que legitimam ou não um impedimento.

Portanto, ilustro dois pontos de vista – que não devem ser considerados absurdos mas sim possíveis pela própria regra assim permitir. Vamos a eles?

  • 1- Gol mal anulado: Aqueles que entendem como erro a anulação do gol, entendem que Rodolpho não participou ativamente da jogada, tampouco atrapalhou seus adversários durante o lance. Rodolpho estava em impedimento passivo na origem do lançamento, e como Luís Fabiano é quem domina a bola, o zagueiro do São Paulo em nada interfere no gol.
  • 2- Gol bem anulado: Aqueles que entendem como acerto a anulação do gol, entendem que Rodolpho participa da jogada por interferir contra o adversário, já que, embora não toque na bola, leva um zagueiro a correr com ele, confundindo o zagueiro Neto que não sabe da posição de impedimento, passando de passivo a ativo.

São duas interpretações, ambas com embasamento e apoiadas no detalhe da Regra 11 – “Impedimento: interferir contra um adversário”.

Lembre-se: devemos avaliar sempre se o atleta “1-interfere na jogada”, “2-interfere contra um adversário” ou “3-se beneficia da vantagem da posição em que se encontrava”.

Talvez a grande dificuldade é a subjetividade do que é “interferir contra um adversário”. Para resolver isso, nas diretrizes da Regra 11 está publicado no texto original que:

  • 1-“interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate .
  • 2-“interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.
  • 3-“gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

Para mim, Rodolpho se encaixa na situação 2: “distrai a atenção de um oponente”, passando de atleta em impedimento passivo para ativo ao partir em direção à bola com o adversário Neto tentando a alcançar. O zagueiro do Santos FC não poderia ter abandonado a disputa com Rodolpho e tentado ir em direção ao Luís Fabiano, caso este não fosse à bola? Vide que o próprio Neto quase a alcança, estando entre o próprio Rodolpho e Luís Fabiano na hora da cabeçada. Levo em conta, ainda, que Tatiane Sacilotti espera justamente a conclusão da jogada para erguer seu instrumento, já que ela estava muito bem colocada no lance.

Claro, são considerações da minha interpretação, respeitando, como já houvera dito, a daqueles que entenderam como lance normal e Rodolpho como passivo.

Mesmo diante de tudo isso, repito, a subjetividade do que é “interferir contra um adversário” é grande. Veja dois lances abaixo (das diretrizes da FIFA), que falam sobre isso: na primeira figura, sem interferência. Na segunda, com interferência:

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Na figura acima (figura 8), uma bola é lançada para um atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Deve-se marcar escanteio pois ele estava longe, no bico da área, mesmo se movimentando conforme o tracejado em laranja. (impedimento passivo – vale a pena ler o texto da figura).

Agora, observe o outro detalhe abaixo:

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Nesta outra figura (figura 9), uma situação bem parecida: lançamento a atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Mas, repare que o texto cita que o atleta distraiu a atenção do defensor ao se movimentar. Não é escanteio, mas sim impedimento!

Agora, veja ainda outro exemplo da FIFA: substitua as ilustrações abaixo (figura 3) pelos jogadores do clássico de ontem (claro que a bola é lançada mais à esquerda, mas será irrelevante para o entendimento):

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Luís Fabiano será o jogador que ataca “B”; Rodolpho o jogador que ataca “A”; os atletas em azul são os defensores.

Repare que A está em posição de impedimento, mas B não está. Ambos vão em direção a bola (conforme o tracejado em laranja). Se B fizer o gol (como fez), deverá ser validado pois A não toca a bola – é a situação de quem entende que Rodolpho não interferiu no lance.

Entretanto, veja que na ilustração os jogadores do time que defende estão em posição estática, ao contrário daqueles que atacam. Na prática, é aquela jogada em que os defensores ficam “vendidos”, atrasados num lance rápido. Não foi o ocorrido de ontem. O zagueiro que está mais próximo de A (Rodolpho) corre com ele e depois tenta abordar B (Luís Fabiano), não conseguindo alcançá-lo. Visualize a figura e imagine: se não existisse o atleta A naquele momento, o defensor não poderia tentar interceptar B com mais sucesso?

É claro que futebol não se apita com livro embaixo do braço, muito menos se é permitido pensar em tudo isso no calor do jogo. No conforto de nossos lares, munidos de nossas anotações e equipamentos tecnológicos, é mais cômodo. Mas a Regra não é assim?

Insisto: respeito as interpretações contrárias (que são a maioria e também aceitas). Mas fico com essa.

– Análise dos Lances Polêmicos de Santos X São Paulo, Vila Belmiro, 03/02/2013

No primeiro clássico do Paulistão 2013, dois lances complicados para a arbitragem e que valem a pena serem debatidos.

A- GOL ANULADO DE LUÍS FABIANO

A bandeira Tatiane Sacilotti, em pouquíssimos segundos teve que decidir um lance capital e de extrema dificuldade. Luís Fabiano marcou gol para o São Paulo no final do primeiro tempo, anulado pela árbitra assistente.

Correto ou não?

Antes da resposta, vale entender quando se dá o impedimento e as 3 importantes avaliações para se determinar se ele deve ser consignado ou não (Regra 11 – Impedimento – aqui resumidamente):

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando-a, por exemplo);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo-o, tirando-lhe a atenção, etc);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (ex: aproveitando-se de um rebote).

Assim, observe: quando a falta para o São Paulo é cobrada, Rodolpho está a frente dos demais adversários (exceto o goleiro). É nesse exato momento em que se define o impedimento, mas que ainda não se pode caracterizá-lo como ativo ou passivo, pois deve-se esperar a conclusão da jogada. O zagueiro santista Neto (assim como os demais atletas) não sabe se o jogador adversário está impedido (pois espera a confirmação ou não da arbitragem, que corretamente aguarda o desfecho do lance) e continua a marcação ao adversário, que busca a bola. Enquanto ela viaja, Luís Fabiano também tenta alcançá-la. Na cabeçada de Luís Fabiano, que está em posição legal, Neto não consegue chegar antes do são-paulino pois marcava Rodolpho que também tentava a bola. Repare que o santista está entre os dois são-paulinos. Questione: ele sabe a quem deve dedicar seu esforço na marcação, já que a bandeira não está levantada?

  • – Se Rodolpho, que estava em condição de impedimento, tivesse parado no lance: gol legal do Luís Fabiano pois o zagueiro são-paulino não participou ativamente do lance; também não atrapalhou ninguém e nem obteve vantagem da sua posição (as 3 situações citadas acima).
  • – Se Rodolpho não tivesse um zagueiro o acompanhando até a conclusão do lance, o gol seria válido mesmo com ele em movimento, pois a bola chegou a um companheiro em condição legal.

Portanto, gol acertadamente anulado (repare que a bandeira ergueu seu instrumento no exato momento da  conclusão, aguardando o desfecho da participação de Rodolpho). E algo curioso: se Neto a cabeceasse para fora, seria marcado escanteio, pois o são-paulino estaria em impedimento passivo, já que não atrapalhou o santista na sua missão de evitar o gol do adversário.

B- PÊNALTI DE PAULO MIRANDA EM NEYMAR

O árbitro Flávio Guerra logo no começo do segundo tempo teve trabalho: Neymar avançou próximo da área penal e Paulo Miranda tentou lhe roubar a bola. Neymar caiu. Tocado ou não? Falta / Pênalti ou não?

O lance ocorreu dentro da área. Portanto, se houve infração, é pênalti.

Nas imagens da Rede Globo, há uma imagem em que Paulo Miranda tenta com um carrinho atingir a bola e não consegue acertá-la. Seu pé direito toca levemente o pé direito de Neymar (dificilmente tiraria seu equilíbrio), sendo que na sequência o joelho ainda o atinge. Teria tido força suficiente para evitar que ele continuasse a jogada? O que pesa ali é: na queda, ele leva as mãos na canela!

Imagine na cabeça do árbitro como proceder?

Eu não marcaria, embora esse lance seja delicado pelo fato de existir o toque.

Importante: aqui não é a mesma situação em que o atleta pula para evitar que seu adversário o machuque. Se o jogador dá um carrinho temerário (que significa: “não levar em conta a possibilidade de machucar seu oponente”), deve receber cartão amarelo, independente se atinge ou não o adversário, que pode pular caso perceba que pode ser lesionado. Na Vila Belmiro, Neymar não pula por tal motivo, já que Paulo Miranda procura a bola, e não o atleta.

Insisto: dois lances de grande dificuldade onde a decisão deve ser rápida e precisa.

Futebol e arbitragem são apaixonantes por discussões como essa.

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– Guerra no Santos X São Paulo. Teremos um jogo de Paz?

Neste domingo, teremos o primeiro clássico no Paulistão-2013. Santos X São Paulo jogarão na Vila Belmiro. Vamos fazer algumas considerações pré-jogo da arbitragem?

A partida será arbitrada por Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti. Seus adicionais serão Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, sendo o quarto-árbitro Roberto Pinelli.

Se até as vésperas da 5a rodada os clubes grandes tiveram árbitros não tão conhecidos do grande público em seus jogos, agora, com os clássicos, os mais rodados aparecem. Aqui fica uma observação: Wilson Seneme fez o clássico campineiro na semana passada; Paulo César de Oliveira fará o clássico regional do ABC nessa rodada. Flavio Guerra apitará o SanSão. Não seria justamente no começo do campeonato, onde, teoricamente, os jogos ainda não são tão decisivos, o momento ideal de lançar novos nomes em clássicos?

Gostaria de ver árbitros como Welton Wohnrath, Vinícius Dias Araújo, Leandro Bizzio Marinho, entre outros, sendo testados nesses jogos em que se pode trabalhar a renovação. Escalá-los em jogo entre Grande contra Pequeno não é renovar; se não vão apitar clássicos nessa fase do Paulistão, o farão nas fases mais decisivas?

Observações feitas sobre o critério de escalas, vamos a ela em si: Flávio Guerra tem bom porte físico, experiência em clássicos, mas ainda vive sob o estigma da partida em que o projetou mais popularmente: o Choque-Rei de anos atrás em que foi muito bem e marcou corretamente 3 pênaltis contra o São Paulo, em jogo disputado na cidade de Ribeirão Preto.

De lá pra diante, todos deram mais atenção a ele, que não costuma ter atuações ruins, mas regulares. Nos seus últimos jogos, tem se mostrado discretíssimo, não aplicando cartões nas faltas que são “mais ou menos para cartão” (aquelas em que surge a dúvida se seria para Amarelo ou apenas Advertência Verbal), permite a disputa de bola deixando o jogo correr no meio-campo, mas, próximo a área penal, apita grande quantidade de faltas. Além de vibrar pouco com a partida.

Em suma: arbitragem à europeia no meio de campo (onde não se costuma reclamar muito), e, contraditoriamente, a la paulista em zonas mais perigosas do campo.

Tenho Guerra como um bom e prudente árbitro, cumpridor da Regra do Jogo – mas excessivamente cauteloso em jogadas de contato físico próximas ao gol. E essa sensação se confirma com uma entrevista dele, dias atrás, ao jornalista da ESPN Lucas Borges. Na matéria sobre simulação de jogadores e como faz para evitar ser ludibriado (em: http://is.gd/AOlOcd), Guerra disse que:

“(…) É estudar as equipes, os jogadores e acompanhar os jogos em que você vai trabalhar. Assistir aos jogos anteriores para saber com quem você vai trabalhar. Eu estudo porque às vezes o jogador por si só é mais franzino, às vezes não tem muito preparo, não é toda hora que ele simula. Às vezes é uma jogada normal que parece simulação. Por isso tem que saber ver os jogos de todos os jogadores. Assisto a vários campeonatos. A gente acaba pegando um pouquinho de cada um”.

Portanto, em jogadas mais ríspidas diante do gol, Neymar, Marcos Assunção e Rogério Ceni poderão ser determinantes na partida.

Se os jogadores atacantes sabem que o árbitro marca mais faltas frontais, tenderão a cavar mais faltas – e “cavar faltas” pode ser:

1- Forçar o zagueiro à ação faltosa, procurando-o para a disputa, forçando-o a tentar todos os recursos para roubar-lhe a bola, custando a este a falta e até mesmo um cartão (o que é inteligente e legal; deve ser marcada a falta que é legítima);

2- Buscar o zagueiro para o contato físico, abdicando da continuidade da jogada, desejando ser desviado pelo adversário, indo de encontro a uma trombada, pedindo uma suposta falta pela queda inevitável (o que é ilegal, não deve ser marcada a falta);

3- Emparelhar com o zagueiro e cair, encenando ter sofrido a falta (ilegal, deve ser marcado tiro livre indireto contra sua equipe e punido com o Cartão Amarelo).

Se em contrapartida, o árbitro sabe que os atletas poderão cavar as faltas, ele deverá estar muito atento para que, na primeira oportunidade onde perceber quedas forçadas para ludibriar, punir o infrator, a fim de que todos vejam que ele não tolerá artimanhas.

Estamos em um momento onde Neymar se firma como um dos melhores jogadores do mundo, indubitavelmente. E ter cuidado para marcar as faltas que ele sofre em excesso, que são verdadeiras (basta assistir aos jogos), se faz muito importante para o árbitro. Porém, tão verdade quanto as faltas excessivas são as simulações exageradas. Como participa mais do jogo do que os demais atletas, essas situações se destacam.

Tenho uma teoria a ser discutida de que o rótulo de “cai-cai”, verdadeiro no começo da carreira, injusto no Brasileirão e com repentes de volta esporádica no Campeonato Paulista se daria por dois motivo:

  • A- Neymar sofre muito pelo excesso do famigerado e covarde rodízio de faltas que alguns treinadores implantam em seus esquemas (que é uma estratégia difícil para a percepção do árbitro e uma falha a ser corrigida pelas Comissões de Arbitragem, já que essa tática não é punida),
  • B- Neymar tem momentos em que aflora a maldita Lei de Gérson, em querer levar vantagem sobre os outros, e pratica o tão combatido e criticado unfair-play.

Mas podemos discutir essa teoria de duas hipóteses com mais tempo, em outra oportunidade… Para amanhã, desejo boa sorte aos clubes e à arbitragem.

Em tempo: Herman Brumel, o bandeira no 1, é excelente – se encaixa no critério de “jovem com experiência”. Tatiane Sacilotti é uma grata realidade – discreta, sem ser badalada e com boas atuações. Os AAAs Marcelo Aparecido e Marcelo Rogério dispensam comentários, tem experiência e poderiam, qualquer um deles, terem sido escalados como árbitros centrais da partida.

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– Corinthians X Mogi Mirim, Paulista X Mirassol: Como foram os árbitros?

Se pensarmos que os nomes dos árbitros que estão apitando os jogos do Paulistão 2013 são novidades, engano puro!

A maioria dos árbitros que são desconhecidos dos torcedores já atua na série A1 desde 2010 e apitaram os clubes grandes. Não são lembrados pois, como vale no chavão popular dos árbitros: “nada melhor um erro na rodada de quinta a noite para ser esquecido rapidamente na rodada de domingo a tarde”. Árbitro não é um elemento popular e ponto final. Seu nome será esquecido até que erre novamente.

Digo isso pelos erros das 4 rodadas do Campeonato Paulista. Normalmente, os clubes não estão com seus principais jogadores em campo e as partidas iniciais não valem tanto. As reclamações tendem a serem menores, aumentando de acordo com o afunilamento do torneio.

Portanto, é excessivo o número de erros e reclamações nessa fase em que os jogos são muito fáceis para serem apitados – embora sejam reais.

Ontem, dois jogos me chamaram a atenção: Paulista X Mirassol as 17h e Corinthians X Mirassol as 22h.

No Jayme Cintra, Luis Vanderlei Martinuccio, que há uma semana cometeu um equívoco ao marcar pênalti inexistente à Macaca no jogo Corinthians X Ponte Preta, apitou uma partida de baixíssimo nível técnico, onde os times cometeram erros primários. E me impressionou negativamente. Já houvera assistido várias partidas dele pela TV, e ontem estive in loco. Tecnicamente fraco, matando o jogo ao marcar faltas em lances de disputa de bola e caindo nas simulações de atletas– bem diferente da partida da semana passada, onde deixou o jogo correr. Não fez uso de advertência verbal. Disciplinarmente, foi bem. O pênalti a favor do Mirassol (gol de empate no jogo que ficou em 1 X 1) foi marcado com correção.

Entretanto, em vários lances, quando a bola está no campo de defesa, ele procurou se posicionar correndo de costas para ela, ignorando o que acontecia atrás dele. Já imaginaram se uma bola fosse roubada pelo ataque? Estaria vendido na jogada.

No Pacaembu, José Cláudio Rocha esteve numa péssima noite. Um pouco atrapalhado nos critérios (que não eram uniformes), foi prejudicado pelo assistente no gol a favor do Mogi Mirim, já que quando ocorre o cruzamento da jogada que é concluída, o jogador está impedido. Mas outros problemas ocorreram: esteve ou perto ou longe demais dos lances. Se o árbitro estiver a muita distância, não enxerga direito; se estiver a curtíssima distância, perde a real noção da força da jogada. Repare: na expulsão aos 41 minutos de Roni, perto demais; na simulação de Jorge Henrique, que resultou no pênalti decisivo ao Corinthians, longe demais.

Sobre Jorge Henrique, fica o alerta: qual a última vez em que o atleta foi punido com cartão amarelo por simular? Não me recordo. Talvez nos tempos ainda do Botafogo-RJ… E percebem que costumeiramente falamos dele? Os árbitros, quando não são ludibriados, tem medo de puni-lo?

Na partida de ontem, o árbitro adicional obrigatoriamente teria que informar ao árbitro principal que houve simulação do corinthiano, pois ele estava melhor colocado.

Fico na dúvida: árbitro adicional e árbitro central conversaram sobre isso e decidiram? Ou um ratificou a decisão do outro? Seria interessante descobrirmos para melhor orientar o trabalho de equipe dos árbitros.

Enfim: os árbitros que eram renovações anos atrás, não se confirmam como realidade absoluta hoje. Imagine nas rodas derradeiras do torneio…

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– Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar: uma tríade utópica?

Nesse domingo, Cristiano Ronaldo jogou o “fino da bola” e marcou 3 gols. Messi, fez 4!

Esses caras estão realmente jogando muito bem há tempos – ou melhordesde sempre. Dois goleadores, gênios e artistas.

Fico pensando: os adversários na Liga Espanhola não são lá grande coisa. Na Champions League, aí sim, bons confrontos! E nas duas competições eles são incontestáveis também.

Aqui no Brasil, Neymar arrebenta com os pequenos no Paulistinha. Mas contra os grandes no Brasileirão, idem. Portanto, não vale criticar o nível dos adversários, pois há frágeis e fortes equipes no Novo e no Velho Continente.

Teria muita curiosidade em ver as atuações do Neymar lá na Europa. Não estou defendendo sua saída ou permanência, penso que o santista seria um fenômeno de marketing (e de futebol) como Ronaldo Nazário foi em sua fase áurea.

A minha dúvida é: manterá sua irreverência?

Hoje, Robinho, o ídolo recente antecessor, perdeu toda a sua ginga. Você não consegue reconhecer o “Rei das Pedaladas” que jogava no Santos com o que sobrou dele no Milan. A Europa limitaria Neymar?

No final do Campeonato Brasileiro, Neymar se mostrou mais maduro. O grande problema da simulação de faltas estava minimizado, e o efeito contrário começava a aparecer: o menino apanhava demais em algumas partidas (com certa conveniência de alguns árbitros) por culpa da desconfiança criada por ele próprio no começo da carreira.

Neste início do Campeonato Paulista, nas duas rodadas iniciais, fatos importantes ocorreram (não assisti ao jogo contra o Bragantino nesta 3a rodada, pois no mesmo horário acompanhava no Estádio Jayme Cintra a primeira vitória do glorioso Paulista de Jundiaí contra a União Barbarense – em tranquilíssima arbitragem de Paulo César de Oliveira). Neymar, contra o São Bernardo (Rodada 1), mostrou inteligência em buscar um pênalti se enroscando no adversário. Árbitros como Sandro Ricci, Heber Roberto Lopes ou Seneme não marcariam; Thiago Duarte Peixoto, pela inexperiência, marcou. Isso mostra que o jogador não arrisca mais simulações descaradas, mas busca cavar os lances de maneira mais convincente, não espalhafatosa – e isso é amadurecimento (embora a questão do unfair-play seja discutida). Contra o Botafogo, Neymar mostrou um repertório de lances, dribles, gingas e jogadas para ser aplaudido de pé. Mas fica a questão dos detalhes: em alguns momentos, o exibicionismo pode atrapalhar o espírito coletivo, além de provocações desnecessárias. Que vantagem competitiva ele ganha quando coloca a mão na cintura estando de frente ao adversário, como no enfrentamento com Nunes? Leva a quê?

Feitas as considerações, fico imaginando um combinado de atletas formado com um suposto ataque Messi- Cristiano Ronaldo- Neymar. Já imaginaram um jogo-exibição como esse por alguma causa humanitária?

COMPLEMENTO: vi há pouco alguns lances da partida Bragantino X Santos, e fica nítido o rodízio de faltas promovido pela equipe do Massa Bruta sobre Neymar. E essa estratégia deve ser punida com Cartão Vermelho, por reincidir diversas vezes e já ter recebido Cartão Amarelo, INDEPENDENTE do atleta. O bom árbitro Raphael Claus teve dificuldade nesse quesito. Na prática, o árbitro deve observar e praticar o seguinte roteiro para preservar o craque:

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pela equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

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– Saudades dos Amigos da FPF, Pré-Temporada 2004!

Recebi com carinho algumas fotos do ex-árbitro assistente de futebol Marinaldo Silvério, meu amigo e conterrâneo jundiaiense, colega de FPF. Elas foram tiradas pelo amigo árbitro Toninho Costa, e são de 2004.

Mas repare: quanta gente boa e conhecida parou! Todos magrinhos, em boa forma física e técnica.

Saudades dos amigos…

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– Marrentos Precoces do Futebol

Fico boquiaberto com a marra de alguns dos garotos da Copa SP. Muitos atletas de time grande “acham que jogam muito”, fazem “caras e bocas” para a TV, e, pior: dão trabalho para a arbitragem.

Não estou generalizando, mas é uma constatação verdadeira: o que tem de Sub20 querendo colocar o dedo na fuça dos árbitros, é impressionante! E o pior é que alguns juízes aceitam tal comportamento.

Corroboro o que meu sábio pai comentou sobre tal fato:

– se hoje essa molecada se comporta desse jeito, imagine daqui a 3 anos, com dinheiro e fama?

Penso que, além de profissionais do futebol como treinadores e preparados físicos, esses garotos precisam também de psicólogos, orientadores vocacionais e educadores. Afinal, essa idade é um passo delicado na vida deles.

E parabéns ao Santos, campeão da Copa SP 2013 e ao vice-campeão Goiás.

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– Duas rodadas do Paulistão, Erros da Arbitragem e Neymar

Não dá para fugir muito do tema: os erros de arbitragem, alguns decisivos e outros irrelevantes, já apareceram no Paulistão. E sobre eles, algumas considerações:

Os árbitros ficaram hospedados por uma semana em um hotel 4 estrelas, em regime de internato, ouvindo orientações e treinando, na semana que antecedeu o início do Campeonato Paulista. Além disso, a Comissão de Árbitros fez questão de dizer que o trabalho começou na temporada anterior, com os treinos no campo do Nacional AC . Frutificaram bons resultados ou não?

Nada mudou. Os nomes dos árbitros são em maioria os mesmos, bem como os erros. Renovaram os bandeiras, em medida polêmica desde o ano passado.

Nas duas rodadas iniciais (até os jogos das 19:30 desta 4a feira), ficou nítido que:

a dificuldade em utilizar adequadamente a advertência verbal tem sido problemática. Ora se omitem e ficam mudos, ora falam demais, ora aplicam cartões em demasia. Alguns árbitros nitidamente estão perdendo o timing da bronca, e isso faz com que se perca credibilidade. Jogador percebe isso, e quer crescer nessa debilidade. E olha que os jogos têm sido fáceis para se apitar…

o discernimento em divididas, trancos, quedas normais e faltas. Parece que o critério é: no começo do jogo, solta a partida; conforme o relógio corre, a mesma disputa de bola permitida no início, passa a ser falta. Reparem: o jogo começa solto, depois é picado pelos árbitros.

simulações e quedas involuntárias. Por ser um esporte de contato físico, quedas são naturais e outras podem ser forçadas. Domingo, em São Bernardo do Campo, o zagueirão da casa ficou imóvel e o árbitro deu pênalti em um lance onde Neymar buscou a trombada/ pernada. Nesta 4a, no Pacaembu, juizão apitou um pênalti no susto a favor da Ponte Preta. Nos campeonatos europeus, na Libertadores e até mesmo no Brasileirão, isso não é marcado.

Em particular, um registro sobre Neymar: ao final do Brasileirão-2012, ele se mostrava um jogador mais maduro, que caia menos, buscando mais jogar o seu futebol de altíssima qualidade do que simular e/ou cavar faltas. Na partida contra o São Bernardo, e no primeiro tempo contra o Botafogo (os dois jogos do Estadual), abusou das quedas forçadas. Teve uma recaída do mau comportamento de outrora no Paulistão-2013? Alguns árbitros acreditarão nas faltas forçadas (afinal, já falamos do critério de “picar” o jogo no início deste post, além do medo em não marcar falta em um ídolo). Mas quando tivermos (os poucos) árbitros de primeira linha, aí será diferente: teremos uma situação que poderá ser repetida- árbitros de fora de SP, assistindo o Campeonato Paulista, e que estarão sedentos em não marcar faltas em Neymar (pelo excesso de simulações, até as verdadeiras acabarão não sendo assinaladas), além de zagueirões botinudos preocupados em não serem vítimas do santista. Aliás: chapéu, carretilha, firula em geral, buscando o jogo, pode. O que não pode é parar em frente ao adversário, colocar a mão na cintura para querer fazer graça e sem objetividade… (lances que aconteceram na partida).

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– As Novas Regras da Libertadores

Já falamos em outra oportunidade que a CONMEBOL resolveu introduzir a suspensão automática ao atleta que receber o 3o cartão amarelo nas rodadas da Libertadores da América (antes, recebia apenas uma multa). Agora, uma observação: os clubes que disputarão o torneio deverão jogar em estádios com capacidade de 20.000 lugares nas primeiras fases, mas na finalíssima, devem ter 40.000. Só que há um detalhe: o regulamento diz que “poderão ter capacidade inferior prevista desde que se verifique conforto e segurança suficientes.

Ué, que subjetividade é essa? Ou pode, ou não pode. Aliás: falar em conforto nos estádios de futebol é algo raro…

Porém, algo novo: os clubes deverão mandar seus jogos em estádios que estejam distantes no máximo 100 km de um aeroporto!

Nesse ano, com o inchaço da competição, temos ilustres equipes desconhecidas de confins diversos, que talvez não seriam páreo nem na série B do Brasileiro. Quer dizer que elas terão que ter estádios confortáveis, seguros, com 20 mil lugares e perto de aeroportos? Quantas atenderão esse quesito?

O problema é que por ser demasiadamente política, a CONMEBOL faz vistas grossas ao que ela mesma deveria fiscalizar. No ano passado, por exemplo, a equipe peruana do Juan Aurich jogou num estádio de grama sintética não-aprovada pela FIFA para partidas internacionais (se desejar, entre no site da FIFA e veja as arenas aprovadas com grama sintética); embora irregular, teve aprovação da entidade sulamericana. Outro descaso: o Bolívar jogou contra o Santos e a torcida provocou uma verdadeira selvageria no estádio, no episódio em que Neymar foi atingido por pedras. Alguma punição?

Por fim, o que dizer de uma entidade onde o seu presidente, Nicola Leoz, é aclamado vitaliciamente no cargo por dirigentes do naipe de Julio Grondona e Ricardo Teixeira?

Estou pagando pra ver… Será que ela colocará em prática tudo o que se propõe a cobrar?

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– O Torcedor Gandula: um Perigo a Vista?

Na partida amistosa entre Santos X Barueri no Pacaembu, uma excelente ação promocional da equipe santista: torcedores puderam pagar para trabalharem como gandulas.

Em jogo que nada vale, ok. O risco possível de uma ação desagradável movida pela paixão do torcedor-gandula fica minimizado, já que a partida serve apenas para treino. Mas aqui fica uma observação: e os gandulas dos campeonatos profissionais?

Nas partidas oficiais, os gandulas são de responsabilidade da equipe mandante, que muitas vezes colocam jogadores juniores, seguranças e demais funcionários como “repositores de bola”. Foi-se o tempo em que eram inocentes garotinhos. O risco de um torcedor-gandula “disfarçado” existe!

Quer exemplo disso?

Me recordo que há dois anos, na partida Corinthians X Portuguesa no Pacaembu, uma bola saiu pela linha de meta da Lusa. Instantaneamente, havia um gandula ajeitando a bola para o lateral esquerdo Roberto Carlos cobrar o escanteio e fazer o gol.

Se o lance fosse a favor da Portuguesa, o gandula faria a mesma coisa?

Avalie: um gandula pode ou não ajudar a decidir um jogo?

Sou a favor de que a Federação Paulista de Futebol coloque alunos da Escola de Árbitros como gandulas nas partidas da série A1. Evitaria confusão, garantiria a neutralidade e daria experiência aos futuros juízes vendo os árbitros da primeira divisão atuando em partida válida.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Árbitros & Jogadores: o que Esperar no Paulistão?

Todo ano vemos polêmicas envolvendo árbitros e jogadores. Próximo do início do Paulistão 2013, podemos fazer observações interessantes desta relação e algumas dicasdentro da legalidade das regras do jogode como o jogador se dar bem sem praticar infrações.

  • Primeiro- Há um preconceito de que o árbitro é inimigo do jogador. Alguns atletas já entram em campo condicionados de que terão que vencer o adversário e o juiz! Nada disso… o árbitro é um ser humano que tem os mesmos sentimentos do atleta: quer acertar tudo, tem ansiedade, gana e medo.
  • Segundo– Jogador tem que tomar cuidado com reclamações indevidas. Árbitros mais experientes costumam ser mais respeitados, até mesmo pela fama, e aplicam menos cartões. Árbitros mais jovens (e no Paulistão muitos surgirão, até pela urgente necessidade de se renovar o quadro) não tem a mesma habilidade em advertir verbalmente, e acabam aplicando um maior número de cartões amarelos.
  • Terceiro– Teremos os Árbitros Adicionais Auxiliares, os “juízes de meta”. A função deles é menos trabalhosa do que o restante da equipe de arbitragem (por conta do espaço físico em que se posicionam). Assim, estão mais atentos à grande área. Por terem sido criticados na temporada passada (muitos reclamaram que eles apenas fizeram papel decorativo), estarão atentos a lances sem bola e outras infrações perto deles. Fica o alerta: cuidado com o agarra-agarra nos escanteios e outros lances de bola parada próximo a Área Penal.
  • Quarto– Uma tendência mundial é deixar o jogo fluir mais. As chamadas “faltinhas bobas” (quedas em lances de divididas / trancos), onde fica claro que o jogador abriu mão de prosseguir a jogada para tentar a bola parada (comuns no Campeonato Paulista) devem diminuir. Há uma preocupação dos árbitros em não cair em ludibriações, e sendo assim, que os jogadores fiquem mais em pé.
  • Quinto– Conhecer a Regra é fundamental para os atletas, e muitas jogadas poderiam ser inventadas tendo ciência de algumas curiosidades delas. Por exemplo: se não existe impedimento em tiro de meta e arremesso lateral, por que não se treina jogadas com esses detalhes? Pegaria o adversário de surpresa, já que nem todos conhecem isso.
  • Sexto- Por que o batedor de faltas espera tanto tempo para se cobrar uma falta? Aliás: quem disse que é o goleiro quem pede a “barreira”? Quando se sofre uma infração, o batedor pode cobrá-la imediatamente, sem necessidade do árbitro apitar autorizando. Claro que nesse momento poderá existir jogador adversário a menos de 9,15m de distância, que não poderá instantaneamente se reposicionar. Assim, pode-se bater a falta e abre-se mão da distância exigida. Se a bola bater no adversário, paciência! Afinal, trocou-se a distância regulamentar pela rapidez em pegar o outro time desprevenido. Mas se o jogador exigir que o adversário esteja a 9,15m (para poder ter melhor visão do lance ou pensar na jogada), só pode cobrar a falta com a autorização do árbitro (já que ele estará conferindo a distância – que é o momento que os jogadores se aglomeram formando a barreira). Portanto, barreira não é pedido de goleiro, mas direito de distância do batedor, que muitas vezes a usa como referência para um chute colocado no gol.
  • Sétimo- Se o árbitro é a autoridade máxima da partida, por que é que o zagueiro tem a mania de parar no lance quando vê o bandeira levantando seu instrumento? Em alguns casos, o bandeira marca um impedimento erroneamente e o árbitro não confirma a marcação, mandando a jogada prosseguir. Se o centroavante estiver atento, fica sozinho com a bola dominada e o adversário batido. Vai a dica: espere o apito do árbitro, nunca confie numa bandeira levantada.
  • Oitavo- Jogadores Reservas: mais comuns nas séries A2 e A3, mas também vez ou outra presente na A1, o comportamento inadequado dos suplentes também é um problema. Muitas vezes o jogador pensa que por estar no banco, pode gritar ou reclamar com o árbitro sem ser punido. Nada disso! Não se pode esquecer que agora temos o sexteto de arbitragem e assim são mais olhos para fiscalizar tais situações. Ano a ano, cresce o número de jogadores reservas que tomam cartões sem ao menos entrar em campo!
  • Nono- Atendimento em Campo: as únicas situações em que um jogador pode ser atendido em campo são: em lesão gravíssima como primeiro socorro; ou o goleiro lesionado (já que ele não pode sair de maca). Em todas as outras situações, o jogador deve ser retirado de campo e só pode retomar ao jogo com a bola rolando e com autorização do árbitro. Muitas vezes a lesão é leve, então avalie: vale a pena sair de campo e seu time jogar com 10 por alguns minutos ou vale o esforço em permanecer na partida? Se a suposta lesão for “cera”, cuidado: já imaginou se sair um gol na sua ausência?
  • Décimo- Simulações: Evite! É unfair-play, irrita o adversário e principalmente o árbitro. Cair dentro da área, fingindo ter sofrido um pênalti, poderá fazer com que você leve um cartão amarelo pela tentativa de burla. Com tantas câmeras de TV, fica o alerta: outros árbitros e outros jogadores estarão vendo, e se você teve sucesso na simulação, saberá que na próxima partida estará sendo vigiado com mais cuidado, pelo histórico que o próprio atleta criou. É o efeito Neymar: no começo da carreira, simulou demais e ludibriou muitos árbitros. Hoje, em muitos lances em que o santista sofre infração e quando há dúvida do árbitro, a falta não é marcada pelo fato de, pela fama criada, a chance de não ter sido falta é maior do que ter sido. E como falamos no primeiro parágrafo… o árbitro é humano! Até ele conseguir tirar o rótulo de que um atleta não é mais cai-cai… leva tempo!

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– Psicólogo dos Árbitros e do Verdão

Dr Gustavo Korte é um renomado psicólogo. Trabalha há anos para a Federação Paulista de Futebol, cuidando do quadro de árbitros.

Leio que o profissional foi contratado pelo Palmeiras. Talvez tardiamente, já que toda equipe profissional deveria ter um psicólogo na sua Comissão Técnica, bem como um Instrutor de Arbitragem (cá entre nós: jogadores não devem atuar sem estarem seguros da saúde da mente, tampouco desconhecendo as regras do jogo).

Entretanto, surge algum murmurinho sobre o fato dele trabalhar para a FPF e ao mesmo tempo para o Palmeiras.

Ora, Dr Gustavo é profissional, e sabidamente separará bem as coisas. Disso, não há dúvida. Os problemas em si são:

  1. – Como no Futebol há sempre fanatismo, saberão alguns discernirem corretamente essa relação, sem acusarem incompatibilidade de cargos e ao mesmo tempo interferência dos diretores de ambas instituições?
  2. – A agenda de trabalho do psicólogo estará sempre disponível tanto aos árbitros quanto aos jogadores palmeirenses? Conciliar os horários e dias pode ser um problema a ser bem resolvido por ele.
  3. – “Segredos da arbitragem” poderiam ser revelados ao Palmeiras? Penso e creio que não. Mas vá explicar isso ao torcedor adversário que adora teoria da conspiração.

Por fim, desejo boa sorte ao Dr Gustavo Korte, ótimo psicólogo. Mas não posso deixar de lembrar: um dia, a mesma direção da Federação Paulista de Futebol não permitiu que o árbitro de futebol Anselmo da Costa ministrasse aulas de Regra do Jogo pelo fato da instituição de ensino ser do treinador Vanderley Luxemburgo…

Dois pesos e duas medidas ou não?

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– Vale até dar Carro para obter-se o poder no Futebol?

Ainda jovem dentro do mundo do futebol, lembro-me que o então presidente da FPF Eduardo José Farah lançou uma das edições do Campeonato Paulista em um Cruzeiro, quando tal passeio não era tão comum em nosso país. Com dirigentes e jornalistas, Farah era uma unanimidade para muitos. Poucos ousavam criticá-lo.

Agora, o Paulistão lançado por Marco Polo Del Nero tem o patrocínio da General Motors, como no ano passado. Porém, a empresa resolveu patrocinar quase todos os regionais do Brasil. E o evento realizado nessa semana em SP contou ainda com a cessão de um veículo Cruize para cada clube do Campeonato Paulista.

O que seria mais vantajoso para um time de futebol: receber em dinheiro um aumento das taxas do torneio ou receber um carro zero km para uso da sua diretoria?

É evidente que massageia o ego de um presidente de clube receber o carro. É um doce mimo. E é claro que esse mesmo dirigente de time se sente mais próximo do mandatário da FPF, que com a simpatia, ganha pontos políticos.

Claro que tudo foi feito na legalidade. Parabéns para a FPF pelo patrocínio; parabéns para o presidente Del Nero pela inteligente estratégia de carisma político e parabéns pela Chevrolet, que estará na mídia numa sábia estratégia de marketing.

A questão é: com essa ação, fica claro nas entrelinhas de que a candidatura de Marco Polo Del Nero à CBF está sendo pavimentada solidamente. E o medo é esse: seu único possível opositor é Andrés Sanches…

Quem poderá nos defender?

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– Ouro é Ouro, A1 é A1…

Se acreditamos que um grupo foi treinado homogeneamente, todos devem estar aptos à atividade final proposta.

Se existe um discurso que “Ouro é Ouro“, ou “Especial é Especial“, quer dizer que todos devem ser tratados indistintamente. Ou então que se separe os profissionais por qualificação e se divulgue isso.

Sendo assim, os árbitros chamados pela Federação Paulista de Futebol para a Pré-Temporada visando a série A1 (e que devem ser colocados – pela coerência e lógica – para sorteio nos jogos, sejam quais forem) são:

Adriano de Assis Miranda

Alessandro Darcie

Antonio Rogério Batista do Prado

Aurélio Santanna Martins

Carlos Roberto dos Santos Jr

Cássio Luiz Zancopé

Fabio de Jesus Volpato Mendes

Flavio Rodrigues de Souza

Flávio Rodrigues Guerra

Guilherme Ceretta de Lima

Ilbert Estevam da Silva

Jose Claudio Rocha Filho

Júnior César Lossávaro

Leandro Bizzio Marinho

Leandro Carvalho da Silva

Leonardo Ferreira Lima

Luciano Monteiro dos Santos

Luiz Flavio de Oliveira

Luiz Vanderlei Martinucho

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Marcelo Prieto Alfieri

Marcelo Rogério

Marcio Henrique de Gois

Márcio Roberto Soares

Norberto Luciano Santos da Silveira

Paulo Cesar de Oliveira

Philippe Lombard

Raphael Claus

Regildenia de Holanda Moura

Robério Pereira Pires

Rodrigo Braghetto

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Sérgio da Rocha Gomes

Thiago Duarte Peixoto

Thiago Luis Scarascati

Vinicius Furlan

Vinicius Gonçalves Dias Araujo

Welton Orlando Wohnrath

Wilson Luiz Seneme

Boa sorte a eles, e que todos tenham oportunidades iguais. Mas não acredito que para um jogo como Corinthians X Palmeiras, o sorteio seja diferente de nomes como Seneme, PC, LF, Bragueto ou Ceretta. Ou seja, “Ouro é Ouro”, mas nem tão reluzente.

O problema é: não se venda ilusões e seja transparente. Cadê o ranking com classificações de árbitros?

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– Guiñazú, Colegas de Trabalho, Melhores do Mundo e Árbitros

Árbitros de Futebol Internacionais não costumam dar as faltinhas cavadas de jogadores brasileiros. E, quando o tema vem à tona, se discute muito sobre se o jogador tupiniquim é “cai-cai” ou não.

Em entrevista à Luís Augusto Simon, na Revista ESPN de Dezembro/2012 (pg 25), o ex-atleta do Internacional/RS e agora no Libertad (PAR), Guiñazú, disse sobre os atletas do Brasil:

[Os jogadores brasileiros] são dissimulados mesmo. Pulam antes do choque, caem antes. Dão pulos de três metros, parecem ginastas. O jogador brasileiro confunde agressividade com marcação agressiva. Nunca machuquei ninguém. Brasileiro cai e pede cartão por qualquer coisa”.

E aí, concorda com o argentino ou não? Deixe seu comentário:

A propósito, se você assistir aos jogos da Copa São Paulo, verá a quantidade de jovens atletas que estão se jogando descaradamente, simulando quedas e, logo após qualquer dividida, reclamam de agressões. Infelizmente, a péssima cultura do unfair-play continua em alta. Ainda bem que a maioria das faltas simuladas não estão sendo marcadas, devido ao fato da FPF colocar para apitar os árbitros da 1a divisão, como Flávio Guerra, Guilherme Ceretta, Antonio Rogério Batista do Prado (numa equivocada escala, pois deveria usar a competição para renovar o quadro).

Por fim: como está na moda fazer lista sobre os melhores do mundo, Guiñazú deixou a sua. Pela ordem, os 5 melhores de todos os tempos para ele são: Messi, Maradona, Pelé, Zidane e Redondo.

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– Escola Nacional de Árbitros e a Incoerência da CBF

O jornalista Marcelo Damato, em sua coluna “De Prima” no Jornal Lance (08/01/2013, pg 02) divulgou que a CBF criará a Escola Nacional de Árbitros, sendo os responsáveis Sérgio Correa da Silva e Dionísio Roberto Domingos.

A bola dentro e a bola fora:

Nós vemos diversos estilos de arbitragem e péssimas formações desses juízes. Cursos de árbitros que variam em carga horária, orientações e propósitos. Nesse ponto, a CBF acertadamente ataca um sério problema: a não-padronização/uniformatização de critérios.

Porém, não foi o próprio José Maria Marin que anunciou mudanças na arbitragem brasileira, remanejando Sérgio Correa na CBF e colocando o Cel Aristeu? Agora, Sérgio vira a solução?

Penso que a Escola Nacional deve ser mais forte e mais influenciadora do que as Escolas Estaduais, pela questão óbvia: ela deve ser a capacitadora-mãe de todas as demais, já que responde pelo país.

Me impressiono com o detalhe: que força tem o Dionísio Domingos! Malquisto pela maioria dos árbitros pela pouca simpatia e carisma, contestado pelos seus métodos, trabalha na Comissão de Árbitros, atua também como delegado nos jogos e agora em mais um cargo.

Se é para renovar os árbitros e melhor formá-los, por que não gente nova? Há quanto tempo esse pessoal está como dirigente? Com a palavra, Marin, o mais velho deles…

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– A Copa São Paulo não serve mais para revelar Árbitros…

Se a discussão da capacidade da Copa SP de Futebol Jr em revelar jogadores é grande, devido ao seu atual caráter mercantilista, o que dizer em revelar árbitros?

Fico bem a vontade para escrever sobre a Copinha, pois, das 44 edições, apitei mais de 1/3 delas.

Para os árbitros iniciantes, a competição era a oportunidade do debute em TV, de se tornar conhecido aos outros colegas e de mostrar serviço à Comissão de Árbitros. Quatro ou cinco anos depois, aquele árbitro outrora iniciante se torna árbitro a candidato à final da Competição, pela experiência adquirida e por provavelmente ter chegado à divisão profissional. E é dessa forma que se molda um árbitro.

Que sentido teria a competição para os dirigentes do apito senão o de formar árbitros?

Em determinado momento, e passei por essa transição na minha carreira, a competição passou a ser um torneio onde os árbitros da série A2 e A3 ganhavam ritmo de jogo, já que os da A1 estavam treinando na Pré-Temporada e se preparavam mais adequadamente do que os demais.

Nos últimos anos, e minha derradeira etapa também vivenciou essa fase, a Copinha serviu para treinar os árbitros das divisões profissionais, limitando o espaço de um maior número de árbitros jovens.

Faça a análise: nas rodadas 1 e 2 teremos como árbitros: Leandro Bizzio Marinho, Regildênia de Holanda Moura (FIFA), Leonardo Ferreira Lima, Márcio Henrique de Góis, Thiago Luís Scarascati, Thiago Duarte Peixoto, Robério Pereira Pires, Maurício Antonio Fioretti, Eleandro Pedro da Silva, Marcelo Pietro Alfieri, Marco Antonio de Oliveira Sá, Flávio Rodrigues de Souza, Márcio Roberto Soares, José Cláudio Rocha Filho, Fábio Volpato, Luiz Vanderlei Martinucho, Aurélio Sant’Anna Martins, Edson Reis Pavani, Luiz Carlos Ramos Júnior, Jorge Torres, entre outros. Como bandeiras, teremos: Maria Elisa Correia Barbosa (FIFA), Osny Antonio da Silveira, Carlos Funari, Alberto Poletto Masseira, Cláudio Roberto da Costa, Marco Antonio Barbosa da Silva, Daniel Luís Marques, Daniel Paulo Ziolli, Danilo Ricardo Simon, além de mais nomes.

Há gente que apita a série A1 há um bom tempo (incluindo oficiais da FIFA), mesclados com árbitros com mais de 15 anos de carreira, terminando sua vida útil pelos critérios da FPF. Isso é revelar?

Muitos árbitros e bandeiras renomados estão escalados duas vezes seguidas na competição. Como é que fica o jovem que quer uma oportunidade e vê seu espaço ocupado por gente que não precisa do mesmo?

Sim, reafirmo: gente que não precisa, pois a pré-temporada dos árbitros começa bem depois das rodadas iniciais da Copa SP – então, não vale dizer que os juízes estão apitando a competição para treinar o que aprenderam reclusos para ver se dará certo no Paulistão. Tampouco o árbitro extremamente rodado, com anos de casa e conhecido no meio, em apitar jogos na fase final de carreira. O que agrega a eles?

Que saudade do tempo em que a competição começava e terminava com árbitros iniciantes. E aquele que conseguisse chegar a final, fatalmente apitaria pelo menos um jogo na série A1.

Hoje, os critérios foram para o ralo do vestiário. Lamentavelmente, a formação dos árbitros fica extremamente prejudicada.

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– Faleceu Claudionor Stranguetti

Com tristeza, soube do falecimento do ex-árbitro jundiaiense da FPF Claudionor Stranguetti. Por triste coincidência, na madrugada, estava no velório de minha tia Inês Pansarin e acabei encontrando o corpo do amigo sendo lá velado.

Dias atrás perdemos o também ex-árbitro jundiaiense Ademir de Lima, com pouco mais de 40 anos. Agora, Claudionor, vítima de infarto fulminante. Ambos esportistas, atletas praticantes, saudáveis e que cuidavam de boas práticas. O que dizer?

Fiquei estarrecido ao saber que ele houvera sentido dores no peito no Reveillon e não tinha conseguido atendimento de um cardiologista, devido a boa parte dos médicos estarem de folga devido as datas festivas. Insistindo, nada conseguiu. Ontem, ele foi com o próprio carro ao Pronto-Socorro disposto a esperar um médico, e lá mesmo sofreu o ataque cardíaco!

Quando comecei a apitar, Marinaldo Silvério e Claudionor Stranguetti eram os dois bandeiras experientes que representavam Jundiaí, e eu e Ademir de Lima eram os dois jovens árbitros da cidade que se aconselhavam com eles. No final da década de 90, Claudionor resolveu pendurar a bandeira mas continuava a apitar jogos em partidas amadoras pelo prazer da atividade. Foi Secretário de Esportes em Itupeva e lecionava Educação Física em diversas escolas.

Que descanse em paz. É o que podemos desejar.

Ah – e fica o alerta: que nós, mesmo com boa condição atlética, não nos esqueçamos de realizar as baterias de exames médicos. Podemos ser surpreendidos como esses amigos foram.

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– A Copa SP é para revelar ou não?

Vai começar a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente a competição, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados as pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende atletas como mercadoria, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil: os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros. Se possível, o convite a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico).

Uma segunda opção seria a de transformar a Copa SP em um estadual sub20: equipes tradicionais e com bom trabalho em suas categorias de base disputariam- Paulista de Jundiaí, Guarani de Campinas, Ponte Preta, Nacional da Capital, entre outras, seriam indubitavelmente fortes equipes na competição.

Por fim: não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar a séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputam o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

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– Rei do Futebol e Rei do Apito na América

O jornal uruguaio El País premiou Neymar como “Rei da América”, na tradicional eleição de melhor jogador do continente que o periódico faz anualmente.

Na eleição, foram computados 438 votos de jornalistas – sendo 297 sulamericanos e os demais da imprensa européia.

O resultado final mostrou que os 3 melhores foram:

  • Neymar – Santos FC (Brasil): 199 votos;
  • Guerrero – SC Corinthians Paulista (Brasil): 50 votos;
  • Lucas – São Paulo FC (Brasil): 21 votos.

Assim como na Europa o “Bola de Ouro” possuía 3 atletas que jogavam no Campeonato Espanhol, na América do Sul os 3 melhores jogam no Campeonato Brasileiro.

E aí: os 3 atletas relacionados são realmente os melhores e com uma justa diferença de votos? Quem você escolheria?

Aproveitando: pena que não há o prêmio equivalente à arbitragem, um prêmio “Rei do Apito”. No Brasil, o árbitro Wilton Sampaio foi eleito o melhor do país (para mim, injustamente – Seneme, Paulo César, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Heber, entre tantos outros, foram melhores do que ele).

E quem foi o melhor árbitro da América? Meu voto vai para Juan Soto, árbitro venezuelano que foi muito bem nos jogos internacionais que tive oportunidade de assistir (apesar de uma má atuação na partida Equador X Bolívia, pelas Eliminatórias – aparentemente uma exceção). Firme disciplinarmente, com boa postura e ótimo condicionamento físico, além de excelente condição técnica. Se manter o ritmo dessa temporada, arriscaria dizer que é um ótimo nome para a final da Copa do Mundo de 2014 (já que, cá entre nós, dificilmente a Venezuela estará na final – o que o impediria de apitar a decisão).

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– O Novo Árbitro FIFA do Brasil

E Wilton Sampaio (GO) foi escolhido para ser o novo árbitro FIFA do Brasil, entrando na vaga de Evandro Rogério Roman, que aposentou o apito.

Novidade? Não. Já era bola cantada entre os árbitros. A surpresa foi a permanência de Francisco Carlos Nascimento (Alagoas) no quadro internacional, pela péssima temporada realizada.

Wilton é um árbitro comum, de atuações regulares, e que se destacou negativamente nesse ano pela má arbitragem do primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Palmeiras X Coritiba (leia a análise desta partida no Blog Pergunte ao Árbitro, link em: http://is.gd/Analise). Porém foi escolhido para ser o novo representante do Brasil nas fileiras internacionais.

Infelizmente, o quadro FIFA brasileiro, composto por 10 árbitros, parece não comportar mais tal número. Dissertamos isso dias atrás no Blog da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo (link em: http://is.gd/FIFAdoBRASIL ).

E você: gostou da indicação? Deixe seu comentário:

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– Conmebol muda a Regra dos Cartões

A Confederação de Futebol da América do Sul (Conmebol) notoriamente é uma bagunça. Costumeiramente você vê confusões em jogos da entidade, e nunca há punição. Pior: neste ano, tivemos jogos em campos de gramado sintético pela Libertadores da América que não eram aprovados pela FIFA (Juan Aurich, Peru) e que ela permitiu.

Agora, a Conmebol anunciou que 3 cartões amarelos valerão uma suspensão automática em suas competições. Antes, levar cartão amarelo valia apenas uma multa simbólica.

A não-suspensão pelo acúmulo de cartões era uma das poucas coisas boas que a Sulamericana fazia! Sou a favor de multar ao invés de proibir o jogador de participar da partida. Entenda: os cartões amarelos surgiram como símbolo de advertência para que o atleta tomasse cuidado para não ser expulso. Antes, não existiam os cartões amarelo e o vermelho, e o árbitro simplesmente dizia ao atleta que estava expulso quando ele excedesse. Em 1966, na Copa da Inglaterra, o argentino Ratin fez de conta que não entendia sua expulsão e insisita em permanecer em campo, alegando não entender o que o árbitro falava, já que ele só conhecia o espanhol (pura milonga…). Assim, os cartões se tornaram linguagem universal no futebol, a partir da Copa de 70.

Um atleta ser suspenso pelo 3o amarelo pode levar a privação de um craque em disputar uma final de Copa do Mundo: lembremo-nos de Ballack, em 2002, no jogo Brasil X Alemanha, onde o atleta alemão ficou de fora devido aos cartões.

Eu prefiro não suspensão pelo 3o cartão acumulado, para que o espetáculo não seja privado de desfalques importantes. Aliás, a Regra de Jogo não determina tal ausência, mas sim os regulamentos criados pelos torneios (caso desejem).

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Impressões do Jogo do Bicampeonato Mundial do Corinthians

O Corinthians conseguiu vencer o Chelsea por 1 X 0 e se sagrar bicampeão interclubes FIFA. Vamos a algumas observações?

Arbitragem muito boa do turco Cüneyt Çakir (embora no começo da partida tenha abusado nas conversas; poderia ser mais contido nas advertências verbais). Conduziu bem o jogo e aplicou a regra a contento. Quase foi prejudicado pelo assistente no 1, que não marcou dois impedimentos em jogadas que nada importaram. Aliás, o mesmo bandeira acertou no difícil lance de impedimento no minuto final).

Curioso: o time brasileiro do Corinthians foi vencedor do Mundial 2012 sem nenhum gol de jogador do Brasil (nas duas partidas, ambos marcados por Paolo Guerrero).

A lamentar a transmissão oficial da FIFA, por não reprisar lances de interesse dos expectadores. Vide a solada de Ramirez e a expulsão de Cahill. Polêmicos ou não, o torcedor e especialistas querem ver!

O jogo de hoje lembrou muito São Paulo X Liverpool, em 2005, com o goleiro do time brasileiro fazendo milagres. A diferença é que na partida deste domingo, o Corinthians teve maior volume de jogo ofensivo do que naquela ocasião. Coincidentemente, de novo ingleses contra brasileiros, e o treinador espanhol Rafa Benitez se tornando “bi-vice-campeão”. E já que lembramos de Ceni, na oportunidade Benitez disse que não foi campeão devido ao são-paulino. E hoje, na espetacular apresentação do camisa 12 corinthiano, fico em dúvida: Ceni em 2005 ou Cássio em 2012 – quem jogou mais? Por ironia do destino, ele se tornou titular após uma falha do goleiro Júlio Cesar contra a Ponte Preta pelo Paulistão…

Sobre os selecionáveis do Chelsea: ora, David Luiz jogou bem, mas e Ramirez e Oscar? O ex-cruzeirense não vem fazendo juz a uma convocação, e o jovem craque Oscar, cá entre nós: pode ser titular da Seleção Brasileira em 2018, mas em 2014, acho que não dá. E, respeitosamente… Camisa 10 do escrete Canarinho não pode ser banco no clube em que jogar! Bom jogador, mas pelo visto, a experiência se faz necessária também, já que, segundo a TV Globo, reclamou do seu próprio treinador…

Por fim: a expressão de Fernando Torres, centroavante do Chelsea, olhando parado o sambinha da roda corinthiana durante a comemoração, foi emblemática.

Não nos esqueçamos: o 1o jogo oficial do Corinthians como Bicampeão Mundial será contra nosso querido Paulista FC, aqui em Jundiaí, pelo Campeonato Estadual. Pena que provavelmente o jundiaiense verá Zizao e companhia… azar do torcedor que irá ao Jayme Cintra.

Parabéns ao Corinthians.

– O Calvário da CBF em Emplacar um Árbitro na Copa de 2014

Com a reprovação de Wilson Luís Seneme e Leandro Pedro Vuaden, o Brasil corre risco de não ter árbitro na Copa do Mundo em 2014. Já imaginaram o Brasil ficar sem um representante da arbitragem no Mundial realizado em seu próprio território?

Seria vexatório. Entretanto, um possível fiasco pode ser evitado ao acionar o plano C (confesso que nos últimos anos não me lembro da FIFA dar a oportunidade de um país indicar um 3o nome durante a preparação). E qual é ele?

Desde a Copa de 2010 apitada por Carlos Eugênio Simon, a CBF vem trabalhando seu plano A: o paulista Wilson Luís Seneme. O trabalho da Comissão de Árbitros da FIFA começa antecipadamente, selecionando árbitros com potencial para que no período de 4 anos sejam preparados fisicamente e com cursos de aprimoramento técnico.

Seneme tem sido o melhor árbitro do quadro nacional nos últimos anos. O que pesa contra ele é o FIFA Test, a prova que exige demais do condicionamento físico (e que ele vem falhando, já que suas lesões tem sido um sério problema).

Sálvio Spínola (que encerrou a carreira no ano passado), Wilson Seneme e Leandro Pedro Vuaden foram os árbitros brasileiros mais requisitados pela Conmebol / FIFA nas últimas temporadas, em jogos da Copa América, Libertadores e Eliminatórias Sulamericanas. Assim, Seneme se tornou o plano A e Vuaden o plano B. Como principal nome, todas as fichas foram apostadas no árbitro da FPF.

Em setembro, num dos encontros preparatórios para 2014, na cidade de Zurich, Seneme sentiu dores no joelho e reprovou. A CBF chamou emergencialmente Vuaden e ambos árbitros treinaram com afinco na Granja Comary. Porém, no último teste físico, 5a feira passada em Assunção, tanto Seneme e Vuaden  reprovaram. Por isso, Sandro Meira Ricci foi convocado as pressas, a fim de tentar suprir a ausência de um nome nacional na Copa do Mundo.

Imagine o desgaste da Comissão de Árbitros da CBF junto à FIFA, ao ver seus principais árbitros falharem e metade do tempo de preparação ter sido em vão, já que estamos entrando em 2013?

Conceitualmente, o nosso país é um dos gigantes do apito para a entidade. Brasil, México, Itália e Alemanha são os países que possuem o número máximo de árbitros FIFA: 10. Na sequência: Inglaterra e  França com 9, seguidos por Argentina, Espanha e Rússia, com 8 árbitros cada.

O problema em si não é a quantidade, mas a qualidade e o aproveitamento dos árbitros brasileiros que compõe a lista.

Na relação dos árbitros FIFA/Brasil, por ordem de entrada no quadro internacional, temos:

1999 – Paulo César de Oliveira

2002 – Heber Roberto Lopes

2006 – Wilson Luís Seneme

2008 – Marcelo de Lima Henrique

2009 – Leandro Pedro Vuaden

2009 – Evandro Rogério Roman

2009 – Ricardo Marques Ribeiro

2010 – Péricles Bassols

2011 – Sandro Meira Ricci

2012 – Francisco Carlos Nascimento

Analisando os nomes disponíveis:

  • PC: o mais experiente de todos, foi preterido quando nos melhores anos de sua carreira. Não creio que a CBF o prestigiaria agora.
  • Heber: se tornou o plano D, o reserva de Ricci, e irá com o mesmo para Mendonza (Argentina), no próximo evento da FIFA, em Janeiro.
  • Seneme: era o bola da vez, mas com a reprovação, até a manutenção do próprio escudo FIFA corre riscos. Será que o estado de SP perderá esse nome?
  • Marcelo de Lima: subaproveitado na Libertadores e Eliminatórias, chances mínimas.
  • Vuaden: perdeu a chance de substituir Seneme na Copa.
  • Roman: anunciou que abandonou a carreira recentemente.
  • Ricardo Marques: ironizado pelos próprios colegas de arbitragem por suas atuações, seu currículo fraco não ajuda.
  • Péricles Bassols: nenhuma chance, nunca fez por merecer.
  • Sandro Ricci: provável árbitro brasileiro para 2014, teve excelente participação no Brasileirão em 2010 apitando os jogos decisivos, mas surpreendentemente perdendo a indicação para compor o quadro FIFA para o carioca Péricles Bassols. Em 2011, manteve as boas atuações e se tornou membro da relação internacional. Em 2012 teve um ano turbulento, mudando sua locação do DF para PE, com apresentações irregulares. Muitos o acusam de ser bem relacionado politicamente, por isso estar no quadro de elite. Discordo desses críticos, Sandro mostrou competência em campo.
  • Francisco Carlos Nascimento: péssimas atuações no Brasileirão 2012, entrou no quadro FIFA de maneira incompreensível aos especialistas em arbitragem (tecnicamente se falando).

Diante de tudo isso, fica a preocupação: na prática, nosso quadro de árbitros FIFA representa o que há de melhor no quadro nacional? Teoricamente, um árbitro FIFA é aquele que tem condições de apitar qualquer jogo em qualquer lugar do mundo. Os nossos realmente se encaixam nesse quesito? Aliás: ainda podemos almejar 10 vagas na FIFA?

Aqui, outra observação: o trabalho realizado pelas Comissões de Arbitragem ficou a desejar, não revelando nomes que trariam unanimidade, nem planejando com sucesso a longo prazo. Afinal, quem frutificou das últimas administrações?

A própria FIFA é culpada por tal situação, já que os Testes Físicos são demasiadamente rigorosos. Um árbitro é mais exigido fisicamente pela FIFA do que um jogador pelo seu clube. Assim, muitos árbitros acabam sofrendo overtraining e não conseguem se recuperar a contento, ocasionando lesões crônicas. Abandonou-se o critério técnico e se sobrepôs o físico. Assim, podemos imaginar um triste cenário sem árbitro brasileiro na Copa, mas com árbitros “corredores / velocistas” atuando. Querem um exemplo? O trio formado pelo árbitro Norbert Hauata (Tahiti) com os bandeiras Mark Rule (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga), que embora de países futebolisticamente inexpressivos, estão pré-selecionados a frente do que o representante brasileiro!

Em tempo: Será que Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, vice-presidente da CBF, membro da Conmebol e da FIFA, conseguirá com sua influência que a Comissão de Árbitros abra uma exceção e Seneme receba novas oportunidades para obter a indicação ao Mundial de 14? Talvez Sandro Meira Ricci não deva se iludir…

Observação: Nas 19 edições da Copa do Mundo, apenas em 3 oportunidades não tivemos representantes (34, 38 e 58). Nas demais, os representantes foram indicados da FMF (1 vez), FERJ (9 vezes), FGF (4 vezes, sendo que elas ocorreram entre as 5 últimas edições) e apenas 2 vezes pela Federação Paulista de Futebol, com Romualdo Arppi Filho e João Etzel Filho.

No placar final, o RJ está com 9 Copas, RS 4 recentes, SP 2 e MG 1.

Nesta 20ª Copa do Mundo, quem irá nos representar?

A relação completa:

  • 1930 – Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)
  • 1934 – nenhum
  • 1938 – nenhum
  • 1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)
  • 1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)
  • 1958 – nenhum
  • 1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)
  • 1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)
  • 1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)
  • 1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)
  • 1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)
  • 1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)
  • 1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)
  • 1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)
  • 1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (auxiliar)
  • 1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (auxiliar)
  • 2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (auxiliar)
  • 2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (auxiliares)
  • 2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (auxiliares).
  • 2014 – a definir

– Escolha o Árbitro para a Final entre Corinthians X Chelsea

Para a final do Mundial de Clubes da FIFA entre Corinthians X Chelsea, a FIFA tem 4 possibilidades, sendo uma delas a mais lógica. Mas se você pudesse escolher, quem seria escalado?

Vamos aos árbitros presentes no Mundial. São 7 apitadores, mas 4 disponíveis:

  • Nawaf Shukralla (Bahrein)
  • Djamel Haimoudi (Argélia)
  • Alireza Faghani (Irã)
  • Cuneyt Cakir (Turquia)
  • Marco Rodriguez (México)
  • Peter O’Leary (Nova Zelândia)
  • Carlos Vera (Equador).

Vê-se claramente que não são os melhores árbitros das suas confederações, exceto Marco Rodriguez, que é o número 1 da CONCACAF. Observe que a Confederação Asiática emplacou 2 árbitros (um iraniano e outro bareinita). Já a CONMEBOL e a UEFA, apenas 1.

O equatoriano e o mexicano estão fora, por apitarem as semifinais (além de que, seria estranho um time jogar o Mundial com 100% dos jogos apitados pelo mesmo árbitro). O iraniano não tem chances, pois a própria FIFA já avisou que ele está em stand by para uma substituição eventual (poderá ser o provável quarto-árbitro). Já o representante da Oceania pode ser um excelente nome para Monterrey X Al-Alhy, brigando com outros concorrentes do mesmo nível: o árbitro da Argélia e o do Bahrein).

Pela lógica, sobra o árbitro “preservado dos jogos entre os grandes” e que vem de um centro desenvolvido do futebol: o representante da Europa, o jovem turco Cakir, de 36 anos, tido como uma revelação da UEFA.

Portanto (se por competência) Cuneyt Cakir, da Turquia, apita o jogo final. Mas como nem sempre a FIFA usa critérios técnicos… sobram 3 opções políticas: Shukralla (para agradar os sheiks do Bahrein), Haimoudi (justificando que o árbitro da África vem de uma confederação neutra) ou ainda O’Leary (simplesmente para justificar a presença da Oceania e dizer que é um evento mundial…).

Assim como no Mundial de Clubes não estão os melhores clubes, também na composição dos árbitros do torneio não são os mais capacitados. Qualquer árbitro escalado que não seja o europeu, será puramente por decisão política, e, certamente, o jogo será maior do que o próprio árbitro. Poderá ter boa atuação, mas haverá riscos.

Já imaginaram Jorge Henrique ou Emerson aprontando para cima de um neozelandês?

– Por quê Osses errou na agressão sofrida por Lucas?

Ontem, na partida entre São Paulo x Tigre, uma sequência de práticas antidesportivas condenáveis.

O Tricolor Paulista, antes da partida, magoado pela truculência sofrida em Buenos Aires, revidou fora de campo proibindo o reconhecimento do gramado e o aquecimento do adversário.

Dentro de campo, os argentinos do Tigre foram duros, viris ao extremo. Os jogadores do São Paulo procuraram, dentro do limite, se controlarem.

O árbitro Enrique Osses não fugiu das suas características: deixou o jogo correr, não apitou faltinhas bobas e esteve bem posicionado. Porém, seu grande pecado foi errar por um preconceito dos árbitros da América Espanhola: sabedores que jogadores brasileiros abdicam da continuidade da jogada para pedir falta, muitas vezes tentando enganar a arbitragem, entendeu como simulação o golpe de Orban sobre Lucas. Ora, Lucas tem excelente comportamento disciplinar, é o atleta que todo árbitro quer em campo. Quando apanha, não cai a toa e busca a vantagem. Bem orientado, procura jogar só futebol. Mas pagou pela fama dos demais boleiros daqui.. Osses foi induzido ao erro pelo histórico negativo de outros atletas. Ali era agressão e cartão vermelho, errou o arbitro.

Entendo que em dúvida, Enrique Osses se preocupou em não decidir a favor do time da casa, já que tem fama de não ser caseiro e, caso errasse a favor do São Paulo, seria taxado como compensador. Ouso dizer que, se o paraguaio Arias (árbitro da primeira partida) não tivesse atuado tão mal, Osses não teria a preocupação de, na partida decisiva, demostrar preocupação com rótulos.

Enfim, o importante é que o resultado foi legitimado em campo, com a bola rolando, mesmo que com apenas 45 minutos. O que aconteceu no intervalo e depois, já é assunto para páginas policiais.

– Chiquidácula apita o Coringão! O que esperar?

O árbitro mexicano Marco Antonio Rodríguez Moreno, conhecido como “Chiquidrácula”, ou “Drácula”, devido seu porte físico e a uma série mexicana dos anos 80 exibida naquele país, será o árbitro de Al-Alhy X Corinthians.

Marco é pastor evangélico e divide suas funções como árbitro FIFA desde 2000. Apita desde os 19 anos, já esteve em 2 Copas do Mundo de Seleções e em 1 Mundial de Clubes.

Na última segunda-feira fez 39 anos e ganhou de presente a escala dessa partida. Bom nome, por ter experiência e boa técnica.

Pesa, contra ele, o fato de que em algumas partidas mostra um pouco de vaidade, muitas vezes parando a partida desnecessariamente, conversando com os atletas em demasia e até mesmo fazendo poses paras as câmeras.

Se segurar o seu ego, fará uma excelente partida.

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– Árbitros FPF / CBF / FIFA em Jundiaí

Nesta 4a e 5a feira, os árbitros de futebol do quadro paulista estarão realizando os testes físicos para a temporada 2013. Na relação, nomes conhecidos da CBF e FIFA. Realizarão a bateria de testes aqui em Jundiaí, na Pista de Atletismo do Bolão, devido a proximidade com a Capital e as ótimas qualidades do piso.

Boa sorte aos juízes e bandeirinhas, e aproveitem o teste no Bolão. No meu tempo de árbitro, não tínhamos a oportunidade de tão boa pista!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo X Tigre

Para o decisivo jogo de volta entre São Paulo X Tigre, valendo o título da Copa Sulamericana, a Conmebol escalou o chileno Enrique Osses.

Ótima escala. Nas últimas rodadas, os times brasileiros têm sofrido com arbitragens ruins fora de casa. Contra a Universidade Católica, em Santiago, o mediano árbitro do Equador Omar Ponce apitou o Tricolor. No Morumbi, na volta, o ótimo venezuelano Juan Soto. O Grêmio também sofreu nas quartas-de-finais, com o péssimo equatoriano Carlos Vera no seu jogo em Bogotá contra o Millonarios.

Claro que a arbitragem da final é assunto de destaque, devido a desastrosa atuação do árbitro paraguaio Antonio Arias na última semana. Na primeira partida da finalíssima, Arias sentiu a pressão do estádio La Bombonera (mesmo não estando lotado), ignorando faltas claras dos argentinos e apitando todos os lances faltosos duvidosos dos brasileiros. Em particular, deixou Rafael Toloi ser agredido por duas vezes e não puniu Echeverria, Paparatto e Maggiolo, que pelo número e violência das infrações cometidas, mereciam ser expulsos (seu único mérito foi a expulsão de Luís Fabiano e Donatti).

Osses, ao contrário, tem muita experiência e tem feito uma excepcional temporada. O chileno talvez seja o melhor árbitro sulamericano em atividade, destacando-se pelo controle disciplinar do jogo e excelente condição técnica.

Recentemente, Enrique Osses apitou Boca Jrs X Corinthians na Argentina (final da Libertadores). Na ocasião, acertadamente advertiu Riquelme com Cartão Amarelo por reclamações (o argentino queria “apitar o jogo”…); não entrou na simulação de Emerson, que após dividir com Roncaglia fingiu ter sido agredido; e, por fim, acertou ao não marcar pênalti de Chicão após a tentativa de evitar o gol do Boca Jrs com as mãos, onde corajosamente o árbitro deu vantagem no lance, que resultou em gol (acertando na aplicação correta da regra, amarelando Chicão por tentar e não conseguir evitar um tento).

Fica o recado para o São Paulo FC: a Conmebol escalou um árbitro que não permitirá revides de agressões. Jogadas violentas sem bola ou entradas duras em disputa de bola, aqui no Morumbi, deverão ser punidas.

Para quem esperava “vingança” ou “compensação” no jogo de volta, se decepcionou. Para quem quer assistir a uma partida onde a aplicação correta da Regra do Jogo será zelada, ótima escolha.

Bom jogo nesta quarta-feira, e que a catimba e violência tenham ficado lá em Buenos Aires.

– A Inocência no Mundial de Clubes: até com o Árbitro?

Times do Egito e da Nova Zelândia, Árbitros da Argélia e de outros confins… O Mundial de Clubes da FIFA é uma Copa das Confederações versão “Clubes”, já que, evidentemente, não leva em conta os melhores do mundo.

Para ser Mundial de Clubes, precisaríamos ter Barcelona, Real Madrid, Manchester, Juventus e mais duas ou três equipes sul-americanas. Claro que o calendário e os interesses da FIFA impediriam.

Porém, o desnível técnico se faz na arbitragem também. Na partida entre Sunfrecce Hiroshima X Al Ahly, tivemos a arbitragem de Carlos Vera, equatoriano. Por diversas vezes o citamos aqui como um árbitro indigno de ostentar o escudo FIFA. Está longe de ser um dos principais árbitros da América do Sul, mas foi o escolhido para representar a Conmebol no Mundial – 2012.

Critério para a escolha?

Ninguém sabe… mas certamente teríamos outros melhores do que ele. Provavelmente, a sua indicação foi por algum critério político, pois meritocrático, não. Para refrescar a memória, foi ele quem apitou a partida de volta entre Millonarios X Grêmio pela Sulamericana, numa atuação desastrosa.

Pois bem, uma mostra da inocência das equipes e má condição do árbitro: no segundo tempo, falta comum de jogo do volante do Al Ahly sobre o atacante do Hiroshima. O jogador do time japonês pega a bola e tenta a cobrança rápida, chutando-a no atleta egípcio, que estava de costas para a jogada, tentando sair do local para se posicionar.

Visivelmente o jogador japonês tentou tocar a bola para seu companheiro e não conseguiu por deficiência técnica, errando o passe que bateu no adversário. Já o jogador egípcio só estava ali por falta de tempo em manter a distância regulamentar. Ele nem percebeu que a bola seria cobrada rapidamente, sem má fé em retardar a jogada.

Porém…

O lance custou um cartão amarelo de Carlos Vera sobre o atleta do Al Ahly injustamente, por culpa da má condição do árbitro em interpretar corretamente a jogada. Lance simples, jogo fácil e juiz enrolado…

Times inocentes e árbitro ruim fazem parte do histórico desta partida que representou uma 4a-de-final do Mundial de Clubes! Pela FIFA, quer dizer que os 4 melhores do mundo, seguindo a lógica da entidade, seriam Corinthians, Chelsea, Al Ahly e Monterrey?

Em tempo: um jogador pode abdicar do seu direito em exigir que o adversário mantenha a distância de 9m15cm na cobrança de falta, em troca da agilidade na cobrança. Se a bola bater neste atleta, deve seguir o jogo, pois foi uma opção do jogador. É diferente de um lance onde um jogador adversário se mantém em distância menor exclusivamente para atrapalhar a cobrança, situação na qual deverá receber o cartão amarelo.

– As Comunidades do Google Plus: Já temos a nossa!

Amigos, o Google Plus (G+) agora possui a ferramenta “Comunidades“.
Venha integrar a nossa – Comunidade Arbitragem de Futebol, para boleiros, futebolistas e árbitros!
Acesse em: https://plus.google.com/communities/102634926533187703572
Um espaço diferente e bacana para discussão sadia do futebol!

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– A Primeira Vez da Tecnologia no Futebol será Amanhã. Ou não?

A partida entre Auckland City (NZE) X Sanfrecce Hiroshima (JPN) será histórica! Pela primeira vez, um jogo profissional oficialmente terá o recurso eletrônico.

Porém…

Jérome Valcke, secretário-geral da FIFA, explicou que 90 minutos antes de cada jogo o árbitro deverá entrar em campo e testar os sistemas eletrônicos (lembrando que são duas opções: o Wawk-Eye e o GoalfRef – sensor/câmeras na linha ou chip na bola). Se não sentir confiança, ou por opção pessoal desejar apitar o jogo sem tais aparatos tecnológicos, a decisão será dele!

Será que o árbitro da partida (que vem da Argélia!), sr Djamel Haimoudi, abdicará de ser o primeiro a usar a tecnologia?

Extraído de: http://sports.ndtv.com/football/news/item/200265-referee-has-final-word-on-goal-line-technology

REFEREE HAS ‘FINAL WORD’ ON GOAL-LINE TECHNOLOGY

Referees can reject the use of goal-line technology or even overrule it in the Club World Cup, which starts this week in Japan, a senior FIFA official said Wednesday.

Referees can reject the use of goal-line technology or even overrule it in the Club World Cup, which starts this week in Japan, a senior FIFA official said Wednesday.

Two different GLT systems, Hawk-Eye and GoalRef, are to be used in the eight-game competition from Thursday, when continental kings of club football, including Chelsea and Brazil’s Corinthians, will battle for world supremacy.

”The referee has the final word when it’s about the goal-line technology system,” FIFA secretary general Jerome Valcke told a news conference in Tokyo.

In July, the International Football Association Board (IFAB) — custodians of the game’s laws — decided to use goal-line technology at the Club World Cup, next year’s Confederation Cup and the World Cup finals in Brazil in 2014.

Valcke said referees at these competitions will test the system 90 minutes before each game to see if it is working to his satisfaction.

”If he has any doubt and if this doubt cannot be corrected by the provider who is on the site, then he has the right to say, ‘Sorry, guys. I don’t think I can rely on the system’,” he said.

”Again, the referee is the most important person. He’s the one who’s making the final decision and he has to keep this right for the final decision,” Valcke said.

Fans have called for years for the football world to embrace technology aimed at eliminating human error, citing its use in other sports including tennis and cricket.

”It’s a big day because it’s the first time that the technology will be used officially in a game or games. Up to now, it was just experiment.”

Individual associations still have the right to decide whether to they use the technology in their competitions. That means UEFA, for example, could opt not to implement the system.

FIFA, football’s world governing body, has given GLT licences to Britain-based but Sony-owned Hawk-Eye and Germany’s GoalRef, from a shortlist of some 10 different companies.

The Hawk-Eye system uses seven cameras while GoalRef utilises magnetic fields to determine whether a ball has crossed the line. Both systems transmit their findings to devices that can be worn on officials’ wrists.

Both are in the running for installation in stadiums for the Confederations Cup in Brazil next June, but other companies can still apply for the chance to have their technology used, said Valcke.

He said FIFA would have to decide the contractor “by the end of March at the latest”.

The Club World Cup kicks off on Thursday in Yokohama, with New Zealand’s Auckland City FC taking on Japan’s Sanfrecce Hiroshima.

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– O Vai-Vem do Mercado de… Árbitros de Futebol!

Parece manchete de jornal esportivo sobre o mercado de transferências de jogadores de futebol. Mas é o retrato de uma situação vivenciada com frequência cada vez maior pelos árbitros: a mudança de locação.

Recentemente, o árbitro FIFA Heber Roberto Lopez trocou a Federação Paranaense pela Federação Catarinense. Em outros tempos, Oscar Roberto Godoi, Márcio Rezende de Freitas e outros tantos migraram de estado.

O que eles ganham com isso e no que as federações podem se beneficiar?

Basicamente, os árbitros trocam de Federação motivados por ofertas financeiras. Um ou outro poderia alegar desconforto em apitar no estado X e maior facilidade em atuar pelo Y, mas, em geral, a troca se dá pelo oferecimento de maiores valores de taxas nos campeonatos estaduais, o acréscimo de salário fixo mensal (já que a atividade não é profissional e a remuneração é por jogo – ou seja, se não entrar em campo no mês, nada recebe) e ainda o pagamento de luvas na contratação. Um outro fator relevante seria o de maior apoio político na carreira, mas esse é superado pela questão financeira.

Já as Federações, ganham… nada! Apenas prestígio e satisfação do ego de seus dirigentes. O que acrescenta um árbitro renomado e formado em outro estado atuando no campeonato local, para a arbitragem? Para o torneio, ele será uma atração. Mas será que isso fará com que os árbitros daquela Federação melhorem tecnicamente?

Na verdade, é um tiro no pé a contratação de árbitros famosos por outros estados. Nos principais jogos regionais, ele estará atuando e um árbitro local não será escalado, enciumando o quadro. Esse árbitro tirará o espaço para revelações; e, ainda, terá remuneração diferente dos seus semelhantes.

Para o árbitro que muda de federação, não há problema algum. Ganhará mais (legalmente), fará seu trabalho com status de estrela e não estará infringindo nenhuma norma. A questão é: não seria mais racional as Federações contratarem PROFESSORES DE ARBITRAGEM, instrutores didáticos e capacitados para fomentar o desenvolvimento da arbitragem local?

Por fim: em 2012, Heber não poderia apitar a final da Copa do Brasil entre Coritiba X Corinthians por ser paranaense. Em 2013, pode por ser catarinense!

A competência e liberação de uma escala não deveria ser rotulada pela origem do árbitro, mas sim pelo seu desempenho.

– Um Brasileirão sem Destaque e sem Renovação no Apito

O Campeonato Brasileiro 2012 acabou, e as considerações sobre o desempenho dos clubes já foram discutidas amplamente pela imprensa. Mas… e o desempenho dos árbitros?

Para a turma do apito, um ano para se esquecer! Jogos mal arbitrados, árbitros encerrando precocemente a carreira por politicagens, falta de respaldo da Comissão de Árbitros e o pior: sem nenhum grande nome revelado!

Quem foi o destaque da arbitragem nesse ano?

Ninguém.

A CBF deu o prêmio de melhor árbitro a Wilton Sampaio. Não foi. Vide a desastrosa atuação do árbitro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (link da análise em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/9624/Analise+da+Arbitragem+de+Palmeiras+X+Coritiba)

Conversando pelas redes sociais com diversos amigos árbitros atuantes e ex-árbitros observadores, ninguém escolheria Wilton. Foram os jornalistas que escolheram?

A frente de Wilton Sampaio, mesmo com os erros normais de um campeonato, temos Seneme, Hebert, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Sandro Ricci…

Será que o árbitro locado na Federação Goiana levou o prêmio pelo desejo da CA-CBF em promove-lo à FIFA, e assim justificar uma indevida indicação? Vamos aguardar.

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– Os amigos da Polícia de Del Nero e o exemplo da FPF

Ontem, o jornalista Ricardo Perrone postou no UOL sobre a rede de policiais amigos do presidente da FPF Marco Polo Del Nero. Seria uma roda de proteção preventiva, caso precisasse? Talvez.

O certo é que no indiciamento que sofreu sobre a venda de dados para usos diversos (uma das acusações seria a de intermediação dessas informações a quadrilhas de extorção e chantagem), não há como deixar de comparar o fato a algumas situações da FPF.

Por exemplo: os Militares/Policiais de diversas áreas comandam o futebol paulista. É para dar credibilidade à gestão de Del Nero?

Alguns:

  • Cel Nilson Monção (Escola de Árbitros);
  • Cel Silas Santana (Ouvidor de Arbitragem);
  • Cel Marcos Marinho (Comissão de Árbitros);
  • Cel Isidro Suíta Martinez (Vice Presidente de Competições);
  • Delegado Dr Bento da Cunha (Corregedoria da Arbitragem).

Será que os civis não tem competência para administrar uma entidade? Tantos coronéis são mera coincidência?

Uma importante observação: está aberto o edital anual para a Escola de Árbitros, onde mais 140 árbitros serão formados, a R$ 600,00 mensais por aluno (receita de R$ 1.000.008,00 anual para a EAFI). Vide no site da entidade a lista de documentos exigidos para se comprovar a idoneidade do futuro árbitro, e questione: não seria interessante que os gestores da Federação Paulista de Futebol também apresentassem os seus papéis semelhantes?

Vale a reflexão. Abaixo, a postagem de Perrone com outros amigos da polícia:

(Extraído de: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2012/11/novo-delegado-geral-de-sp-e-do-tjd-da-federacao-e-trabalha-com-filha-de-del-nero/)

NOVO DELEGADO GERAL DE SP É DO TJD DA FEDERAÇÃO E TRABALHA COM FILHA DE DEL NERO

O governador Geraldo Alckmin empossou nesta terça Luiz Maurício Blazeck como novo delegado geral de São Paulo. Ele faz parte da legião de policiais que atua na Federação Paulista de Futebol. Integra a 3ª Câmara do Tribunal de Justiça Desportiva.

Blazeck atuava na Academia de Polícia, onde tinha a companhia da policial Carla Priscila Del Nero. Ela é filha de Marco Polo, presidente da federação e vice da CBF. O cartola é investigado pela Polícia Federal por suspeita de compra de informações sigilosas vendidas por policiais. Ele nega ter cometido crime.

Como delegado geral, Blazeck terá contato próximo com o Dipol, departamento de inteligência da Polícia Civil. O chefe do órgão é o presidente do TJD da Federação Paulista, delegado Mauro Marcelo, amigo de José Dirceu, “padrinho” de Vicente Cândido, vice da FPF.

O Dipol é o órgão de apoio da delegacia geral e lida com informações estratégicas e sigilosas.

Na academia, a filha de Del Nero era uma das pessoas de confiança de Blazeck. Por isso, uma eventual transferência dela para a delegacia geral é vista como natural dentro da polícia. Mas o momento não é dos melhores por causa da repercussão do caso envolvendo seu pai na PF. O inconveniente de uma transferência agora já foi tema de reunião na polícia.