– A Ética e a Moral dos Árbitros: Guia/Debate sobre o tema

Highlights de Palestra realizada sobre o assunto: Ética e Moral na Arbitragem de Futebol

A ÉTICA E A MORAL DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Um debate e ao mesmo tempo um guia sobre a conduta da carreira: O que é ético/moral e antiético/imoral no exercício da atividade? Tópicos para reflexão1- O que é Ética para cada um de nós?
Ética ¹ Moral
Basicamente, Moral é o que você, particularmente, julga ser correto, e Ética são códigos de conduta que afirmam o que deve ser correto ou não.
(Nem tudo que é ético, é moral -podemos ter condutas éticas imorais -; portanto, ser ético não quer dizer satisfazer a moralidade dos outros).
Atenção: o que você acha ser moral como árbitro, pode ser imoral para a imprensa, torcedores, jogadores. Entretanto, você deve sempre analisar se, apesar de moral para você, aquilo é indiscutível para os outros (nasce a ética)
SER ÉTICO É SER POLITICAMENTE CORRETO, POLICIAR-SE NOS ATOS.
A relação Ética e Moral é a mesma referente à de Árbitro e Juiz. Somos tomadores de decisões baseados em normas existentes, não detentores de poder para determinar penas.
2 – Ética no Futebol e suas relações:
A seguir, tópicos para discussão (sempre cobrando dos árbitros em relação aos outros, sem que os mesmos cobrem destes referidos)
2.1 dos árbitros em relação aos jogadores .
Tópicos – Quando há amigos / conhecidos? Times em que vc trabalhou diversas vezes? Rancor & Simpatia? Profissionalismo? Julgamento da qualidade técnica do jogador?
2.2 dos árbitros em relação aos dirigentes .
Tópicos – Quando os dirigentes procuram ser simpatizantes ou ameaçadores? Confraternizações posteriores? Agrados, presentes?
2.3 dos árbitros em relação ao público .
Tópicos – Quando é contestado ou ovacionado? Dirigentes/envolvidos na arquibancada em situação de torcedores? Anônimos no alambrado? Atitudes pré ou pós jogo?
2.4 dos árbitros em relação aos jornalistas .
Tópicos – Quando há entrevistas (saber falar)? Análises sobre seu jogo? Sobre outro jogo do mesmo campeonato? Relacionamento / atenção / exclusividade a emissoras?
2.5 dos árbitros em relação aos próprios árbitros .
Tópicos – Quando se refere a sua própria atuação (auto-crítica)? Árbitro como torcedor? Comentários sobre jogos de seu colega de atividade? Separação da atuação do árbitro e da personalidade do mesmo? Análise Critica ou exemplo ilustrativo/educativo de jogadas e marcações?
Há corporativismo na arbitragem? É este o grande problema do árbitro: falta de união, um tentando derrubar o outro. Não buscam novas oportunidades, mas a oportunidade do próximo .
3 – Confecção de relatórios:
O que é um relato? Certamente, não é um julgamento. É um conto, uma história verídica. Sempre devemos contar histórias, nunca estórias, pois não pode existir ficção.
Relatar corretamente, portanto, é exercer a ética .
Dentro de campo , arbitramos, e as punições ocorrem através do que as regras pré-estabelecidas (17 regras) nos orientam.
Fora de campo , relatamos, contamos os ocorridos, sem querer manifestar quaisquer espécie de pré-julgamento ou influência de opinião.
(Os julgadores serão sempre as juntas disciplinares, os comitês, a Justiça Desportiva. Nunca o árbitro.)
3.1 Fazer o relatório na hora ou depois? Tópicos a discutir:
– Emoções ou Razão na feitura do documento?
– Frescor dos fatos?
– Discernir com os companheiros?
3.2 Conseqüências de um mau relato:
– Transparece a falta de ética do árbitro;
– Mostra a incapacidade do árbitro;
– Punições injustas;
– Comentários indesejosos sobre a autoridade;
3.3 Como relatar?
CLAREZA (não fazer rodeios)
OBJETIVIDADE (ir direto aos fatos)
RACIONALIDADE (não deixar sentimentos influenciarem seu relato)
DISPONIBILIDADE (disposto a escrever sem omissão)
IMPARCIALIDADE (ser justo e coerente)
LIMPEZA/APRESENTAÇÃO (todos entendem o que você apresentou?)
CONCLUSÕES:
Ser ético é ser, acima de tudo, respeitoso. Ser árbitro, no desafio que a atividade exige, é ser acima de ético, um cidadão! Ou seja, mais do que alguém respeitador, um respeitado pelas virtudes que lhe são atribuídas para um bom desempenho de sua função, e que você demonstra antes do jogo (na sua concentração), durante o jogo (nas tomadas de decisões), depois do jogo (nos relatos) e fora de campo (pessoa íntegra em todos os momentos)

– Giba no Galo? Que bom!

Ôpa! Por absoluta falta de tempo não deu para comentar: Giba é o novo técnico do nosso glorioso Paulista FC de Jundiaí!

Não sei quantas passagens ele já teve por aqui, mas em todas, além de ser bom técnico, mostrou ser ótima pessoa.

Boa sorte ao Giba. Apitei algumas partidas com ele de treinador. É o cara que não engana a torcida jogando a culpa no árbitro. Dá gosto de gente assim no futebol.

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– Fair Play esquecido no jogo Corinthians X Santos?

Quem disse que se deve devolver ao adversário uma bola colocada para fora visando atendimento de atletas lesionados?

Na regra, nada diz. No código informal de conduta dos atletas de futebol durante o jogo, é obrigação.

No sábado a noite, na partida Corinthians X Santos, tanto o Timão quanto o Peixe não praticaram Fair Play na situação citada. Emerson Sheik se lesionou e a bola, que estava em posse do Corinthians, foi colocada para fora visando o atendimento médico. No reinicio, com arremesso lateral, o Santos não devolveu a posse de bola. Posteriormente, após o goleiro Rafael se machucar e necessitar de atendimento médico, o revide: no reinício da jogada, o Corinthians segue com o lance, ao invés da devolução da posse de bola.

O primeiro lance foi em cima de Emerson, jogador que não é bem quisto pelos adversários. Teria sido esse o motivo da não devolução? Lembrando que no segundo lance, quem domina a bola e não devolve é o próprio Emerson.

Na Regra do Jogo, não há nada que obrigue a devolução da posse de bola, quando é colocada para fora pelos atletas. Porém, há a situação em que o árbitro é obrigado a paralisar o lance ao invés de esperar que uma bola seja chutada pelos jogadores. E nessa situação, o reinício é com o bola-ao-chão. Em ambos os casos, devolver ou não a posse vai da boa educação e espírito esportivo dos atletas.

Curiosidade: quando o jogo é reiniciado por Bola ao Chão (Regra 8), a partir de 2012, não se pode mais marcar um gol. Por anos era permitido que, na disputa de bola (após o árbitro deixá-la cair no chão e ela tocar o solo) caso o atleta quisesse dar um chute para o gol e ela entrasse, o gol fosse confirmado. Já imaginaram a confusão caso um atleta dissesse que iria devolver a bola gentilmente e fizesse um gol? Hoje, se isso acontecer, o árbitro deve assinalar tiro-de-meta. Caso seja um chute para o próprio gol, não vale o gol-contra e o lance vira escanteio.

Curiosidade: para o bola-ao-chão, não precisa que os jogadores estejam próximos da bola para disputá-la. Poderão estar desde os 22 jogadores em volta do árbitro, ou ninguém! O jogo só começa a valer quando ela tocar o chão.

E você, o que pensa sobre isso: está faltando espírito esportivo no futebol? Deixe seu comentário:

– Felipe Mello: o Parabéns de uma Irregularidade na Defesa do Pênalti?

Crucificado em 2010 por sua expulsão na partida entre Brasil X Holanda na Copa da África, Felipe Mello virou sinônimo de jogador violento. Hoje, está jogando no Galatassaray da Turquia. Alguns dizem que está atuando muito bem; confesso que não posso confirmar ou não, já que não o vejo por não ter acesso ao campeonato turco.

Porém, nesse final de semana, seu time ficou sem goleiro e durante a partida ele precisou ir ao gol. Num pênalti contra a sua equipe, foi felicitado por defendê-lo.

Entretanto… convido a assistirem ao lance. Pode ser acessado neste link: http://is.gd/XZsLSL

Repararam que Felipe Mello se adianta descaradamente? Aqui, não é a história do “só um passinho”, despercebido ou difícil de marcar. É o avanço que vira vantagem ao defensor. Mesmo o cobrador tendo “cantado” a cobrança, Felipe Mello se beneficiou pela irregularidade.

Vejam outro detalhe: após a defesa, espalmando a bola, Felipe Mello comemora imitando um pitbull! Só que ele se esqueceu que o rebote faz com que a bola continue em jogo, na lateral do campo! Já imaginaram se o outro time consegue chutar para o gol, e pega o goleiro-volante desprevenido?

E você, mandaria repetir a cobrança de pênalti ou não? Deixe seu comentário:

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– Manifestações Religiosas no Futebol. Pode?

No livro das “Regras do Jogo de Futebol”, há uma observação de que estão vetadas manifestações políticas e religiosas em campo, e que o organizador deverá tomar as providências, caso isso aconteça.

Basicamente, elas ocorriam nas comemorações de gol, cujo momento de atenção ao marcador era maior, e sua imagem atrelada. Na própria Regra 12 (Infrações…), em “Diretrizes aos Árbitros”,  há um alerta para excessos em comemorações de gol e descaracterização do uniforme. Ora, o fato de tirar a camisa e mostrar “I Love Jesus” é fato para cartão amarelo.

É claro que o espírito da regra não é “caçar” pregadores, mas nortear a ordem. Imagine o patrocinador que paga milhões para aparecer em campo, e na hora do gol, o centroavante artilheiro arranca a camisa e ninguém vê sua publicidade?

Considerações a parte, reproduzo 2 textos que ajudam nesse debate, que surgiu logo após a Copa das Confederações de 2009:

O primeiro, uma matéria da BBC falando sobre o fanatismo religioso dos jogadores de futebol brasileiro, onde ele mostra uma grande indignação aos créditos da vitória a Deus.

O segundo, uma matéria informando que a FIFA solicita ao Brasil cautela nessas comemorações, pois a Federação Dinamarquesa não gostou do proselitismo proporcionado pelos brazucas em campo.

Claro, dentro de uma democracia, temos que respeitar a convicção religiosa de todos. Mas o amigo leitor há de concordar com algo indiscutível: se os dois times rezam pela vitória, como Deus atenderá as preces de ambos?

Já lembraria a sabedoria popular de um velho pensamento já batido: “se macumba ganhasse jogo (Macumbaria também é prática religiosa), o Ba-Vi na Bahia sempre terminaria empatado.”

Abaixo, os dois links:

1-(texto em verde) -BBC (campo como templo religioso): TÍTULO: DIVINO FUTEBOL:http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml

2- (texto em azul) -IG/FIFA (Dinamarca reclama e FIFA pede atenção): TÍTULO : FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL:http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/01/fifa+repreende+comemoracao+religiosa+do+brasil+na+africa+7068924.html

1- DIVINO FUTEBOL

A conquista da terceira Copa das Confederações 2009 pela Seleção Brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica.

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo “Eu não acredito em Deus” ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como “Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural”?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

2- FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL NA ÁFRICA

Queixa é de que a seleção brasileira estaria usando o futebol como palco para a religião; entidade pede moderação aos jogadores

RIO DE JANEIRO – A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

A religião não tem lugar no futebol“, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora“, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo. Após tantas considerações, gostaria da sua argumentação sobre o difícil tema: O que você pensa da mistura “Religião X Futebol”?

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– Mais um Árbitro que Encerra a Carreira Precocemente…

Quando você cita um profissional que seja jovem, e ao mesmo tempo que tenha experiência, você não valoriza seu trabalho?

Pois bem: o excelente árbitro assistente Rafael Ferreira da Silva, de tantos jogos na A1 e sempre em alto nível, encerra a carreira na FPF e CBF.

Motivos? Os mais injustos… Compartilho sua despedida e torço para o xará para os novos desafios que encontrará:

FECHAM-SE AS CORTINAS, TERMINA O JOGO

Meus amigos,Após 13 anos e 392 jogos, comunico o término da minha carreira como árbitro assistente de futebol.

Tomo essa decisão antes do que pretendia porque minhas perspectivas de evolução foram sepultadas pela não inclusão do meu nome no grupo que trabalhará no Campeonato Paulista de 2013, o que, por consequência, implica também na exclusão do quadro da CBF.

Como normalmente acontece, não recebi qualquer explicação pelo fato de ter sido preterido e nada no meu desempenho durante a temporada indicava que isso poderia acontecer.

Aliás, minha carreira sempre se pautou pela busca da excelência, suposto objetivo da Comissão de Arbitragem da FPF, e, sob qualquer prisma de avaliação (técnico, teórico, físico, psicológico ou social), meus resultados e escalas não deixam dúvida sobre isso. Todos os requisitos exigidos de um árbitro assistente, conforme estabelecido no regulamento de arbitragem, foram atendidos com comprometimento e no mais alto nível.

Diante desses fatos, só me resta concluir que suporto a consequência de não me colocar à disposição para atuar em jogos do futebol amador para o Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo.

Considerando que a sujeição aos interesses do Sindicato tornou-se uma condição de sucesso como árbitro federado, uma tendência que deverá se manter nos próximos anos, não acredito que seja possível a reconquista da posição perdida, mas, supondo que fosse, os sacrifícios impostos pela carreira, não apenas a mim, mas também à minha família, representam um preço muito alto, que não estou disposto a pagar, ainda mais ocupando um espaço que deve ser destinado para as nova gerações de árbitros assistentes.

Portanto, missão cumprida!

Sinto que Deus me reserva uma nova direção na caminhada da vida e talvez abrir mão de trabalhar como árbitro assistente seja um ato necessário para tomar a direção que Ele deseja.

Agradeço a todos que me acompanharam durante essa jornada, curtindo as escalas, assistindo aos jogos e/ou comentando sobre as atuações. Diversas vezes vocês me emocionaram e as palavras/gestos de carinho foram uma fonte de energia extra que me ajudou na busca de fazer o melhor.

Por mais que as pessoas tenham uma visão deturpada, negativa e desconfiada dos árbitros de futebol, acredito que no meu pequeno universo de relacionamentos contribui para oferecer um ponto de vista alternativo, no qual a equipe com menos jogadores em campo é formada por homens e/ou mulheres apaixonados pelo futebol, comprometidos com a missão de legitimar um resultado e quando falham, risco a que todos estamos sujeitos em razão da nossa condição humana, sofrem muito por isso.

Aos agora ex-colegas copiados nessa mensagem desejo muita sorte e sucesso. Infelizmente, mas essa é a realidade, fora do universo da arbitragem perderei contato com a grande maioria e talvez alguns eu não volte a encontrar. Assim faço a questão de registrar que foi uma honra ter vestido o mesmo uniforme que vocês.

Um grande abraço,

Rafael Ferreira da Silva

– 3 Momentos de Péssima Educação no Futebol de Ontem

Há certas coisas que irritam e servem de mau exemplo. Vamos a elas?

1- Superclássico entre os times B de Argentina X Brasil. Na hora do Hino Nacional Brasileiro, o estádio La Bombonera produziu uma forte vaia ensurdecedora. Normal? Não. Pra mim, falta de educação.

2- Já falamos do unfair-play de Luiz Adriano no jogo do Shaktar na Liga dos Campeões. Entretanto, apesar da falha moral (mas legal perante a regra do jogo), a UEFA estuda puni-lo. Ora, errou o jogador pela falta de espírito esportivo e falha da UEFA em legislar sobre algo que não pode: a educação do atleta.

3 – Manchester, Inglaterra: repararam nas caras e bocas de José Mourinho, treinador do Real Madrid quando o quarto-árbitro levanta a placa com 5 minutos de acréscimo (jogo Manchester City X Real Madrid)? Ele se posicionou às costas do mesmo para observar quanto estava marcando na placa, esbravejou, se aproximou ao lado de um torcedor do Manchester City que aplaudia ironicamente, e resolveu aplaudir em conjunto! Se não bastasse, se virou aos torcedores adversários e sinalizava que queria mais aplausos! Hilário, mas mal educado…

Será que o futebol deve ser esse universo a parte, onde a má conduta é aceita? Não vejo isso em outros esportes.

– Uma partida que não acaba: Internacional X Palmeiras

Depois de tanta polêmica envolvendo o gol de mão de Barcos, o uso de tecnologia e/ou informação externa e julgamento da anulação da partida, a pendenga de Internacional X Palmeiras ainda deixa arestas: na próxima sexta-feira 23, o quarto-árbitro Jean Pierre será julgado por não relatar em súmula que informou ao árbitro Francisco Nascimento o lance.

Ué, o procurador Paulo Schmitt, que levou o caso ao STJD, não havia elogiado todos os procedimentos? Aliás, pessoas importantes da arbitragem disseram que o relatório foi “perfeito tecnicamente”… Agora, o quarto-árbitro poderá pegar 120 dias de gancho pelo esquecimento.

Sem comentários.

– Luís Fabiano reclama de Perseguição dos Árbitros. Tem razão ou não?

Nesta semana, o atacante são-paulino Luís Fabiano declarou que:

Os árbitros, quando vêm apitar um jogo do São Paulo, vêm condicionados a me dar cartão amarelo. Isto está claro.”

Ora, sabidamente Luís Fabiano é um dos atacantes que mais recebe advertências no futebol brasileiro. Justa ou injustamente?

Faça um levantamento dos cartões recebidos do jogador. Normalmente, foram por reclamação excessiva, atitude inconveniente e desinteligência. São todos os árbitros que lhe aplicaram cartões que estão errados ou o atleta que precisa ter mais equilíbrio emocional?

É claro que jogadores com histórico polêmico têm maior atenção da arbitragem. Quando o árbitro vai apitar jogos do Kleber Gladiador, deve estar atento às suas cotoveladas frequentes. Em jogos do Santos, atenção a Neymar pelas simulações. Se o atacante for o corinthiano Emerson Sheik, redobre o cuidado. No São Paulo, cuidado com a indisciplina de Luís Fabiano.

Claro que o rótulo criado pelos atletas não pode ser fator decisivo para que o árbitro dê cartões injustos. Mas na dúvida, seu histórico é preponderante para a tomada de decisão.

Luís Fabiano não é perseguido pelos árbitros. Seu comportamento é que se torna inadequado. Se não fosse ótimo jogador, seria punido por seu clube, já que frequentemente fica suspenso pelo elevado número de tolos cartões.

Cafu, Romário, Zico ou Ronaldo davam trabalho para a arbitragem? Claro que não. Só jogavam bola.

E você: concorda ou discorda do sãopaulino? Deixe seu comentário?

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– O Polêmico Cartão Amarelo de Neymar por Suposta Simulação. Merecido ou Não?

Cláudio Francisco Lima e Silva é o retrato perfeito da política da arbitragem da CBF. Sua atuação neste sábado, na partida entre Santos 2 X 0 Figueirense, mostrou todos os desejos, erros e gafes da Comissão de Árbitros. Vamos lá, em 3 tópicos, explicar o ocorrido:

1- Cláudio faz parte do elenco de árbitros com ótimo porte físico desejado pela CA-CBF. Alto, forte, vistoso e que correu muito em campo. Árbitros de média ou baixa estatura, ou que não tenham boa aparência na TV, não tem chances, mesmo que sejam ótimos tecnicamente. Reparem nas escalas: tem árbitro do porte físico dos irmãos Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio), por exemplo? Claro que não, pois eles foram os últimos que entraram na elite sem esse conceito de árbitro “alto e forte”. Privilegia-se o físico, a aparência, a panca e o tamanho, mas não a competência.

2- Apesar de estar muito próximo da jogada e se posicionar bem, no lance polêmico da partida – infração em Neymar – o árbitro errou e marcou simulação de falta, aplicando o cartão amarelo e consequentemente tirando o atacante do jogo contra o Corinthians. E aqui vai a atenção: árbitros conhecidos, talentosos e respeitados, estão atentos a lances que possam envolver polêmica, sem desejá-los. Porém, certos árbitros esperam e desejam que existam lances duvidosos, a fim de poder aparecer e se destacar. Que Neymar simulava demasiadamente no começo da carreira (bem menos hoje), é verdade. Entretanto, o juiz da partida deve saber das características dos atletas sem nunca premeditar o defeito, pois pode influenciá-lo negativamente nas suas decisões em campo. Foi o caso de ontem: imagine na cabeça de um árbitro mediano, que busca seu espaço, ganhar minutos na mídia ao advertir Neymar por simulação em plena Vila Belmiro? Ele anseia por esse momento, e quando há dúvida, acaba errando justamente pela pré-disposição em punir (até mesmo inconscientemente).

Na jogada, Neymar sofre infração por ser desequilibrado. O jogador do Figueirense tenta alcançá-lo na corrida, e na velocidade há o toque involuntário que o derruba. Na Regra do Jogo, essa é a clássica situação de imprudência: quando um atleta não quer fazer uma falta, mas acaba cometendo (lembre-se: as infrações são classificadas em imprudentes, que são sem aplicação de cartão; temerárias, que merecem a advertência por amarelo; e de força excessiva, com expulsão pelo cartão vermelho).

O santista tinha o domínio de bola, vinha de uma jogada maravilhosa que, se culminasse em gol, estaria em todo o planeta se repetindo a exaustão (aplicou um chapéu no nascedouro do lance!). O árbitro não avaliou que estando de frente para o gol e nessa situação, seria improvável que ele se jogasse? Não fez a leitura do jogo?

Mesmo que um atleta se desequilibre sozinho, tropece e com sua queda impeça o adversário de prosseguir no lance, deve ser marcada a infração por imprudência. É diferente de uma jogada onde os atletas se machucam por casualidade ou acidente de trabalho, pois, na verdade, ambos foram vítimas do acaso. No lance referido, o jogador do Figueirense corre mais do que pode para alcançar Neymar e não tem tempo de tirar o pé, que bate no santista e o derruba. O atacante não tem culpa da imprudência do zagueiro e deve ter o lance marcado a seu favor.

Confesso que pelas imagens de TV, apesar de Neymar ter caído na grande área, não consegui ver se o toque se deu dentro ou fora dela (que é o local onde se configura o lance faltoso). Se foi fora, é falta. Se em cima da linha ou dentro da área, obviamente pênalti. Em ambos os casos não se deve aplicar o cartão amarelo para o atleta da equipe catarinense, por ser lance imprudente  (não entra a questão do chamado “impedir uma situação clara e manifesta de gol” – para ser ela, a meta deveria estar escancaradamente aberta, e seria vermelho).

3- A CBF quer renovar o quadro com um árbitro que já foi lançado na série A e não se firmou, que não apitou grandes jogos e que vem de um estado sem forte tradição no futebol, como o sergipano Cláudio Lima e Silva?

Dirão que Sidrack Marinho, que foi da FIFA, era do Sergipe. Ora, ele é caso de exceção, não regra cotidiana do futebol.

Para quem não se recorda, em 2010, Cláudio apitou Palmeiras 4 X 1 Avaí, e ao contrário do jogo de sábado, marcou um pênalti que não foi, protagonizando grande confusão posteriormente, custando-lhe uma suspensão do campeonato (e olha que o jogo era fácil…). O lance pode ser visto no YouTube, aos 5 m, nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=Ge9KgZL-vws

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Associação dos Árbitros quer R$ 4 milhões para Melhorar a Arbitragem Brasileira

Dinheiro traz competência?

-Talvez.

Capacitação técnica de empregados deve ser feita pelos patrões?

-Provavelmente.

Treinar in loco é condição sine qua non para qualquer profissional?

– Sem dúvida.

Após esses questionamentos, fica a reflexão: a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) quer melhorar a qualidade da arbitragem brasileira, solicitando do Governo 4 milhões de reais para formação de árbitros a distância.

Ora, não seria melhor que a CBF, que é quem administra a arbitragem brasileira via Comissão de Árbitros, cuidasse da capacitação dos mesmos? E com treinos presenciais, nunca a distância? E por quê com dinheiro público, se são entidades de direito privado, e que possuem boas receitas?

Eu sou contra tal receita a Associação dos Árbitros e a atribuição dessa responsabilidade a ela. E você?

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2012/11/15/anaf-que-r-4-milhoes-do-governo-federal-para-formar-arbitros.htm

APÓS PRESSÃO POR ERROS, ANAF QUER R$ 4 MILHÕES DO GOVERNO FEDERAL PARA FORMAR ÁRBITROS

por Rodrigo Matos

Sob pressão após erros recentes de arbitragem no Brasileiro-2012, a Anaf  (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reivindica que o Governo Federal dê R$ 4 milhões para projetos de formação de juízes no Brasil. Uma parte sairia diretamente do caixa do Tesouro Nacional e outra por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Os pleitos dos árbitros já foram oficializados no Ministério do Esporte, que considera legítimos os pedidos e promete analisá-los. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que é responsável pela qualidade dos juízes, entende que a iniciativa é louvável.

Um dos projetos é para a viabilização de cursos de formação para árbitros à distância. Seu custo previsto é R$ 2,7 milhões, que, no plano da Anaf, deveriam ser bancado em convênio com o governo.  Uma universidade de Santa Catarina ficaria responsável por centralizar os cursos.

O outro projeto é para aperfeiçoamento de juízes, com um custo de R$ 1,3 milhão. A intenção é que seja colocado em prática por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Sob pressão após erros recentes de arbitragem no Brasileiro-2012, a Anaf  (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) reivindica que o governo federal dê R$ 4 milhões para projetos de formação de juízes no Brasil. Uma parte sairia diretamente do caixa do Tesouro Nacional e outra por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

– Paulo Schmitt e a Infeliz Dica!

Passou batido, mas é de uma barbaridade sem fim!

Paulo Schmitt, durante o julgamento do recurso do Palmeiras pedindo anulação do jogo entre Internacional X Palmeiras, recomendou que a equipe alvi-verde:

Não deveria tentar anular o jogo, mas sim lutar para a validação do gol de Barcos!

Meu Deus! São senhores como ele que militam no futebol? Defende o não julgamento de um erro de direito (ou seja, do que pode recorrer?) e sugere lutar algo que não se pode (erro de fato, cuja decisão é irrevogável).

São situações como essa que entristecem àqueles que amam o futebol…

– Fluzão Campeão num Campeonato Fraco.

O Fluminense, merecidamente, é Campeão Brasileiro. Mas algumas coisas devem ser ditas sobre o torneio:

O Campeão da América, Corinthians, disputou o torneio sem a equipe principal em diversas rodadas. Claro, isso faz diferença e não é problema do Tricolor Carioca.

O melhor jogador do Brasil, Neymar, jogou menos da metade da competição por estar servindo a Seleção, enquanto o Flu não tinha desfalques. Também não é problema dos cariocas, mas deve se pensar nisso…

Uma final esvaziada: o palco do título foi num estádio com menos de 25% de lotação, sendo que o público do jogo que entra na história como “do título” com apenas 8.000 testemunhas!

Erros de arbitragens se fizeram presentes no torneio, mas não tiveram influência no título: àqueles que creditam aos árbitros a pontuação expressiva, lembrem-se que a equipe só perdeu 3 jogos e que também foi prejudicada (vide o gol mal anulado de ontem ou o jogo Fluminense X Atlético no primeiro turno…) Erros se compensam durante o torneio. O Atlético Mineiro, que talvez tenha sido o clube que mais reclamou, ontem foi beneficiado em São Januário contra o Vasco e não fez alarde sobre os erros-pró.

Enfim, particularmente acho que o torneio foi nivelado por baixo. Escolheria os 3 craques, pela ordem de boas atuações: Neymar, Fred e Ronaldinho Gaúcho. Revelação? Bernard. E no apito? Xi…

Seneme mais sofreu com contusões do que apitou. Vuaden foi bem, apesar que, na partida de ontem em Presidente Prudente, andou em campo e acabou o jogo visivelmente cansado. Talvez o nome seja Heber, embora me pareça estar com a barriga saliente.

Revelação do apito?

Fica vago. Sinto que nesse ano não revelamos nenhum bom nome novo. Triste.

E você? Quem escolheria como craque do Brasileirão, a revelação e o melhor árbitro?

– A Arbitragem do Paulistão para 2013

A Federação Paulista de Futebol divulgou os detalhes do Paulistão 2013, sem modificações no regulamento ou alterações significativas.

Vejo que a maior novidade estará na arbitragem. O presidente da Comissão de Árbitros, Cel Marcos Marinho, anunciou que teremos 25 árbitros apitando na série A1, quintetos fixos e que os Adicionais poderão falar.

Vamos entender, na prática, o que isso significa?

  • 1) Os 25 árbitros: o número de juízes da série A1 era 30, sendo que os nomes eram baseados no ranking da FPF – com colocação e pontuação nunca abertos ao público, nem aos próprios árbitros! Aqui, não importa o número, mas sim a qualidade dos árbitros. Antes, São Paulo possuía muitos nomes de árbitros para serem escalados em clássicos, incontestavelmente. Hoje, rarearam-se! Desprezou-se a experiência, valorizou-se a beleza e o condicionamento físico. Este é o cerne do problema, onde os árbitros foram abandonados pelas entidades de defesa da categoria e aceitam tudo passivamente.
  • 2) Quintetos fixos: há duas situações- ao longo do torneio, o entrosamento é natural e consequentemente melhora o rendimento. Mas como foram montados os quintetos? Imaginaram um árbitro trabalhar com dois bandeiras e dois adicionais de meta que não dão liga? O trabalho não flui! Infelizmente, não há consenso entre os integrantes do quadro de árbitros para a escolha de suas equipes, sendo que ela é determinada pela Comissão de Árbitros.
  • 3) Adicionais que falarão: ora, mas quem disse que eles não podiam falar? Aqui, na verdade, é que os AAA (adicionais de meta) serão cobrados para que sejam mais participativos do que foram no ano passado. Talvez por ter sido o primeiro ano de experiência em SP, muitos se intimidaram e foram meros expectadores, abdicando de participação mais efetiva.

A grande preocupação será: os árbitros escolhidos são realmente os merecedores? Serão eles fruto de escolha política ou meritocrática, ressuscitando o assunto já tratado em relação aos bandeiras, cuja polêmica foi (e está sendo) enorme?

Para quem não viu, a pendenga dos bandeiras pode ser acessada no link:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13892/A+Polemica+Lista+dos+Bandeiras+da+FPF

Enfim, esperemos que o trabalho de preparação dos árbitros seja melhor realizado, e que durante o campeonato tenhamos escalas sem vetos ou de resultados de sorteios antecipados pela imprensa. Aliás, nesse item, uma calmaria à FPF, já que o Jornal da Tarde não existe mais (lembrando a divulgação antecipada de que Paulo César de Oliveira seria sorteado para Corinthians X Palmeiras)…

– Platini e o erro de 3 cm

Em entrevista à Rádio Rai 2 (Itália), o presidente da UEFA, Michel Platini, radicalizou contra o uso da tecnologia no futebol e a favor do uso dos adicionais de meta. Na última sexta-feira (02/11), declarou que:

Se usada, cada impedimento seria decidido com recurso da tecnologia, assim como cada entrada dura, cada saída de bola do campo, porque o árbitro pode enganar-se a qualquer momento. Então, quanto tempo duraria um jogo? Quatro ou cinco horas? [A tecnologia] não pode solucionar todos os erros do futebol. Nas decisões de gol pode haver margem de erro de até três centímetros. Cinco árbitros conseguem ver todas essas infrações que aconteçam no jogo, se não fosse assim eles não teriam de ter outro trabalho.”

Ora, há tempos que ele se manifestava contra a tecnologia. Mas aqui ele está irredutível! Ninguém defende a tecnologia para decidir lances de arremesso lateral a cada saída de bola, mas sim a oportunidade de usá-la em jogadas decisivas, polêmicas e não tão claras. Mas o que me chama a atenção é a afirmação de que podemos ter com a nova tecnologia para confirmação de gol-não-gol uma margem de erros de 3 cm (portanto, alta!).

Existe mesmo essa margem de erro?

Se sim, por que não foi divulgada pela FIFA, já que tal diferença é relevante?

Consideremos: quem disse que o erro pode ser de 3 cm é o presidente da UEFA, uma autoridade significativa, não um fanático torcedor comum.

E agora?

Eu sou a favor do uso da tecnologia, de maneira ponderada, em situações previamente a serem definidas e com rápidas decisões de um “árbitro de monitor”, que poderia ser um 4o árbitro experiente ou até mesmo um árbitro de ponta jubilado (já imaginaram que hoje eles poderiam ser Sálvio Spinola, Wagner Tardelli, Cleber Abade)?

A discussão deveria ser: qual e quando usar a tecnologia. Claro: e a eficácia dela, já que se existe a margem de 3 cm, ela não serve.

Confesso que não vi manifestação da FIFA sobre essa declaração de Platini. Alguém viu?

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– SPFC X FLU: Recuo involuntário pode?

Neste domingo, Luís Fabiano mostrou que “craque também tem seus dias de cabeça de bagre”.

Após um ataque do São Paulo, a bola foi desviada por Edinho, e acabou virando um recuo de bola involuntário ao arqueiro Diego Cavaglieri. O árbitro não tem que marcar nada, segue o jogo, pois um recuo deve ser um lance deliberado de um atleta da equipe para seu próprio goleiro.

E não é que o Luís Fabiano conseguiu receber um cartão amarelo por reclamação nesse lance? Cobrar que ele entenda de regra parece ser impossível e não dá; portanto, que se cobre equilíbrio emocional.

Ainda bem que ele é artilheiro, pois se não fosse, as críticas seriam enormes.

– A Burla que Pode Revolucionar o Futebol

Qualquer árbitro de futebol que se atentou às declarações do Procurador da Justiça Desportiva Paulo Schmidt, percebeu que ele simplesmente disse algo que revolucionaria o mundo do futebol. Para ele:

Não há elemento na regra ou no código da Fifa em que se proíba o quarto-árbitro de ter auxílio externo. Procurei e não encontrei nenhuma referência.”

Sua fala se refere a Regra 5 e remete à confusão entre Internacional X Palmeiras, ocorrida no último sábado e que ganhou grande repercussão. Pela interpretação pessoal de Schmidt, a Regra do Jogo veta o uso de auxílio externo ao árbitro do jogo, mas não ao quarto-árbitro!

Ora, por essa lógica, as partidas de futebol disputadas até agora deixaram de usar a tecnologia por ignorância mundial dos árbitros, de suas comissões de arbitragem, dos jogadores de futebol e da própria FIFA, já que a Internacional Board (a entidade que é a gestora das Regras) já permitia influência de fora, como a televisiva.

É de se espantar que uma autoridade como ele defenda que, na teoria, o árbitro não pode ver uma imagem e tomar uma decisão durante o jogo; mas se a imagem for vista pelo quarto-árbitro e este lhe informar, aí pode!

Mas o que diz a Regra?

A regra diz que se o árbitro tomou uma decisão, ele só poderá modifica-la (desde que não tenha reiniciado o jogo), se for avisado por um dos bandeiras ou quarto-árbitro (e dos árbitros adicionais de meta, quando eles existirem, pois estão em testes oficiais da FIFA).

Portanto, o árbitro só pode tomar a decisão com as imagens do que viu no momento do lance ou com o auxílio de alguém do sexteto de arbitragem. Não vale informação de delegado, observador, assessor, membro de Comissão de Arbitragem, nem de qualquer meio eletrônico, já que a Regra não cita a permissão do uso desses elementos/ meios tecnológicos. A Regra apenas diz “o que pode”! Portanto, qualquer outra forma de influenciar a decisão do árbitro, “não pode”!

Tal texto está no original do Livro de Regras do Jogo FIFA, pg 25:

The referee may only change a decision on realising that it is incorrect or, at his discretion, on the advice of an assistant referee or the fourth official, provided that he has not restarted play or terminated the match”.

Se preferir, a tradução oficial do Livro fornecido pela CBF, pg 32:

O árbitro somente poderá modificar uma decisão se perceber que a mesma é incorreta ou, a seu critério, conforme uma indicação de um árbitro assistente ou do quarto árbitro, sempre que ainda não tiver reiniciado o jogo ou terminado a partida”.

Ora, se o árbitro, que é autoridade principal, só pode marcar o que viu sem ajuda externa, por quê o quarto-árbitro poderia ter um facilitador a mais? Ele também não pode ter acesso a consulta externa, como ao delegado do jogo ou do uso de TV, assim como o árbitro. E caso pudesse fazer uso de imagem de TV, seria da emissora A, da B ou da C? E se a partida não tivesse transmissão televisiva?

Por todos esse motivos, a equipe de arbitragem não pode usar as imagens de TV. Caso pudesse, ela seria normatizada nas regras do jogo e seria citada. Dr Paulo Schmidt, infelizmente, derrapou com os seus conhecimentos de regras de futebol nesse item.

Mas há uma irregularidade no pós-partida, importante para ser debatida: na Regra 5, temos que o árbitro:

provides the appropriate authorities with a match report, which includes 
information on any disciplinary action taken against players and/or team officials and any other incidents that occurred before, during or after the match” (pg 25)

Se preferir, do livro da CBF:

remeterá às autoridades competentes um relatório da partida, com informação sobre todas as medidas disciplinares tomadas contra jogadores e/ou funcionários oficiais das equipes e sobre qualquer outro incidente que tiver ocorrido antes, durante e depois da partida” (pg 32).

Aí vem a questão: 7 minutos de paralisação não é um incidente? Está relatado tal situação que ocorreu durante a partida Internacional X Palmeiras?

Como é de conhecimento público, não foi informado nada sobre o incidente nos documentos do jogo.

Se realmente foi o quarto-árbitro quem informou o árbitro sobre a irregularidade do gol de Barcos, obrigatoriamente ele deveria relatar o fato. Está no Livro de Regras, na Regra 5 em um capítulo especial chamado: “O Quarto-Árbitro e o Árbitro Assistente Reserva”. Lá está escrito que o quarto-árbitro:

He assists the referee to control the match in accordance with the Laws of the Game. The referee, however, retains the authority to decide on all points connected with play (pg 57) (…) After the match, the fourth official must submit a report to the appropriate authorities on any misconduct or other incident that occurred out of the view of the referee and the assistant referees. The fourth official must advise the referee and his assistants of any report being made (pg 119)”.

Se preferir, na tradução oficial da CBF, o quarto-árbitro:

Ajudará o árbitro a controlar a partida de acordo com as regras do jogo. O árbitro, todavia, continua com a autoridade para decidir sobre todas as ocorrências do jogo (pg 118) (…) Depois da partida, o quarto árbitro deverá apresentar um relatório às autoridades competentes sobre qualquer falta ou outro incidente que tenha ocorrido fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes. O quarto árbitro informará ao árbitro e a seus assistentes sobre a elaboração de qualquer relatório. (pg 119)”.

Se foi o quarto-árbitro quem viu a mão de Barcos, fora do campo visual do árbitro, por que não informou em documento (se foi ele quem realmente viu)?

Sobre o confuso lance de Internacional X Palmeiras, outros textos anteriores podem ser acessados em:

-Seis minutos são demais:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13868/Seis+minutos+sao+demais%21

-O Polêmico gol anulado em Inter-RS X Palmeiras:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/13835/O+Polemico+Gol+anulado+em+Inter-RS+X+Palmeiras

– Uma dúzia de questionamentos: Meritocracia Abandonada na Arbitragem Paulista

A coisa está feia no mundo do apito. Se já não bastassem as confusões nas quais alguns árbitros vêm protagonizando, ora culpados por erros cometidos em jogos, ora vítimas de culpas impostas injustamente pelo STJD, temos agora outra situação vexatória protagonizada pela cartolagem do apito. E dessa vez, com antecedência: a escolha dos árbitros assistentes para o Paulistão 2013!

Entenda: o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo divulgou uma lista de 48 nomes de bandeiras que trabalharão no Campeonato Paulista da série A1 do ano que vem. Doze observações:

CONSIDERAÇÃO 1: Não deveria ser a Federação Paulista de Futebol quem deveria divulgar a relação? Quem promove o evento é ela, o Sindicato deve lutar pelos direitos dos seus associados!

CONSIDERAÇÃO 2: Por quê é que os bandeiras foram selecionados agora, e os árbitros ainda não foram divulgados? Qual o motivo para tanto suspense? Qual a pendenga que impede a exposição pública dos nomes?

CONSIDERAÇÃO 3: Em São Paulo, existe o ranking da arbitragem, onde não há pontuação, tampouco colocação. Os grupos são divulgados em relação nominal por ordem alfabética, e ao invés de serem divulgados ao final da temporada (se é ranking, deveria funcionar como um campeonato: os melhores, depois dos torneios, liderariam a classificação), tem os nomes divulgados no site da FPF em épocas diferentes: um ano em janeiro, outro dezembro, neste em março… Ou seja, ranking nebuloso e ao mesmo tempo nefasto, pois impede de que o árbitro saiba quanto ele dista do seu companheiro para chegar à elite.

CONSIDERAÇÃO 4: na lista divulgada, temos os seguintes nomes:

  • Alberto Poletto Masseira
  • Alex Alexandrino
  • Alex Ang Ribeiro
  • Alexandre Basilio Vasconcellos
  • Anderson J. Moraes Coelho
  • Bruno Salgado Rizo
  • Carlos Augusto Nogueira Junior
  • Claudenir Donizeti Gonçalves
  • Daniel Luis Marques
  • Daniel Paulo Ziolli
  • Danilo Ricardo Simon Manis
  • David Botelho Barbosa
  • Edson Rodrigues dos Santos
  • Eduardo Vequi Marciano
  • Emerson Augusto de Carvalho
  • Everson Luiz Luquesi Soares
  • Fabio Rogerio Baesteiro
  • Fabricio Porfirio de Moura
  • Fausto Augusto Viana Moretti
  • Giuliano Neri Colisse
  • Gustavo Chacon Moreno
  • Gustavo Rodrigues de Oliveira
  • Herman Brumel Vani
  • Humberto Lellis T. Leite
  • João Edilson de Andrade
  • Junivan Rodrigues de Souza
  • Leandro Matos Feitosa
  • Leonardo Schiavo Pedaline
  • Maiza Teles Paiva
  • Marcelo Carvalho Van Gasse
  • Marcelo Ferreira da Silva
  • Marcio Luis Augusto
  • Marco Antonio de A. Motta Jr
  • Marco Antonio Gonzaga da Silva
  • Maria Eliza Correa Barboza
  • Maria Nubia Ferreira Leite
  • Mauro André de Freitas
  • Miguel Cataneo R. da Costa
  • Patricia Carla de Oliveira
  • Paulo de Souza Amaral
  • Renata Ruel Xavier de Brito
  • Ricardo Pavanelli Lanutto
  • Risser Jarussi Correa
  • Rogerio Pablos Zanardo
  • Sergio Cardoso dos Santos
  • Tatiane Sacillotti S. Camargo
  • Vicente Romano Neto
  • Vitor Carmona Metestaine

Nela, vejo a importante ausência de alguns nomes que trabalharam em clássicos, que estão há um certo tempo na CBF e  e que costumam atuar com ótimo desempenho. E, num exaustivo trabalho de tabulação de dados, percebe-se que os bandeiras que foram preteridos são:

  • Claudson Begiatto – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Reinaldo Rodrigues – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 40 anos
  • Willian Turola – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Luis Nilsen – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 40 anos
  • Ricardo Busette – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Servio Buciolli – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Carlos Funari – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Celso Barbosa – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Fabio Freire – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Jumar Nunes – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Marcio Jacob – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Mauricio Alexandrino – Trabalhou em menos de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • João Bourgalber – Aposentado por idade
  • Rafael Ferreira – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Leandro Santos – Trabalhou em 2 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Osny Silveira – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Rodrigo Aragão – Trabalhou em 1 Campeonato Paulista e tem mais de 35 anos de idade
  • Caio Mesquita – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem menos de 35 anos
  • Matheus Camolesi – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos
  • Maurício Ferronato – Trabalhou em mais de 5 Campeonatos Paulistas e tem mais de 35 anos

CONSIDERAÇÃO 5: Gostaria de, sinceramente, perguntar a cada um desses bons bandeiras que não estarão no Paulistão 2013: será que foram chamados à entidade para receber a informação sobre os motivos da não convocação para a Primeira Divisão, depois de bons serviços prestados? Houve alguma satisfação?

Arrisco-me a dizer que, na maioria, não tiveram qualquer explicação sobre suas ausências. O árbitro é usado, colocado de lado e abandonando. E fica lá, ignorante dos seus erros (se é que eles existiram).

CONSIDERAÇÃO 6: Se acreditarmos que a dispensa em massa da série A1 se deve a renovação, estaremos errados. Cito alguns que permaneceram, mesmo tendo mais de 5 anos de casa: David Botelho, Mauro André, Giuliano Colisse, Junivan Souza, Risser Jurassi, Alexandre Basílio, Claudenir Donizeti, Eduardo Vequi, Marco Motta.

Aqui, não julgo a competência deles (pois são bons), mas a ausência dos companheiros semelhantes a eles. O que apitaram de diferente? Ou a que se submetem?

Dos novatos, temos: Alex Ang, Edson Rodrigues, Everson Luquesi, Gustavo Chacon, João Edilson, Leonardo Pedaline, Marcelo Ferreira e Sérgio Cardoso. Não vale argumentar que são jovens de 18 anos com muito potencial, já que alguns tem mais de 35 anos de idade (se a desculpa for a idade).

CONSIDERAÇÃO 7: O que justifica nomes bem colocados no ranking (somente os próprios árbitros sabem seu ranqueamento, e não sabem dos seus companheiros), despencarem sem ter cometido erros?  Cito: Celso Barbosa (Santos x São Paulo – 2010), Rafael Ferreira (Palmeiras x Corinthians – 2011), Claudson Begiatto (Santos x Corinthians – 2008), Luiz Nilsen (Corinthians x Santos e São Paulo x Santos – 2012) e Carlos Funari (São Paulo x Corinthians – 2011).

CONSIDERAÇÃO 8: Por não serem profissionais, os árbitros se submetem a escalas de toda e qualquer natureza. Por exemplo: campeonatos varzinos, amadores, de clubes, no terrão, etc… Tais torneios servem para jovens iniciantes ou para árbitros amadores, que devem ser escalados pelo Sindicato da Categoria, que funciona (mesmo talvez não devendo ser) como empresa de arbitragem. É constrangedor que um árbitro da série A1, que esteja nessa relação, que trabalhe nesses jogos e divida seu espaço com novatos. Os bandeiras da elite, nas folgas, devem se recuperar e descansar, e não fazer jogo a valor de taxa irrisória, sujeitando-se a lesões e agressões.

CONSIDERAÇÃO 9: Um árbitro dessa relação que se recuse a bandeirar jogos por míseros trocados em periferias da capital, a fim de ficar com a família ou curtir o descanso dos jogos oficiais, sentiria algum constrangimento em abdicar dos jogos?

CONSIDERAÇÃO 10: Não seria importante o Sindicato dos Árbitros defender os seus associados e instigar os critérios da Federação Paulista? Penso que seria importante que esses árbitros, que pagam suas mensalidades e devem ser atendidos, pressionem suas entidades de defesa. Porém, nem Sindicato dos Árbitros ou Cooperativa dos Árbitros se manifestaram. No site do Sindicato, nada do descontentamento. No da Cooperativa, parece que há meses nada é publicado.

CONSIDERAÇÃO 11: Neste difícil momento para os árbitros, não há uma clara incompatibilidade de cargos? Safesp e Coafesp (Sindicato e Cooperativa) são presididos por funcionários da Federação Paulista de Futebol. Se o árbitro recorrer ao presidente do Safesp, sr Arthur Alves Júnior, como ele reclamará a Comissão de Árbitros da FPF, da qual o dirigente faz parte? Ou se escolher o caminho da Cooperativa, solicitando ajuda do presidente Silas Santana, como este fará já que ele é Ouvidor de Árbitros da FPF? Nada em questionar a lisura desses senhores, que são honestos  e conhecidos no meio do futebol, mas sim de discutir: não traz constrangimento?

CONSIDERAÇÃO 12: Por quê a FPF não abre publicamente as notas, punições e premiações aos árbitros? Nada disso aconteceria…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– 6 minutos são demais!

Alguém quer me convencer que o quarto-árbitro Jean Pierre viu a mão do Barcos e avisou o árbitro, na partida de sábado entre Internacional X Palmeiras?

Mentira deslavada. Pôxa, fui árbitro e assim como eu, todo árbitro sabe que:

  • 1) O quarto árbitro dificilmente veria aquela mão, pois está longe da jogada, a quase 60 metros, e com um pelotão de atletas à frente dele, sendo que a mão foi do lado encoberto!
  • 2) Ninguém percebeu que o quarto árbitro estava de costas, preparando uma substituição? Como ele viu?
  • 3) Quando um lance polêmico como esse acontece e o quarto árbitro percebe, imediatamente avisa o árbitro, grita no microfone, gesticula, abre os braços, faz alguma coisa. Ele levou quase 7 minutos para avisar o juizão!

A CBF só não pode admitir que o árbitro recebeu uma informação do 4o árbitro advinda de interferência externa pois seria erro de direito e a partida teria que ser anulada. Para mim, foi justamente isso o que aconteceu! Porém, como o calendário é apertado, não se tem datas, dá muito trabalho refazer jogo… ficará o “dito pelo não dito”.

Para quem não leu sobre o que a Regra permite nessas situações, o link pode ser acessado em: http://is.gd/goldebarcos .

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– O Polêmico Gol anulado em Inter-RS X Palmeiras

Uma situação que certamente gerará muita reclamação: aos 17 minutos do segundo tempo, estando a partida Internacional 2 X 1 Palmeiras, Hernan Barcos empata o jogo. Porém, o gol fora com um golpe deliberado com a mão; portanto, ilegal.

Entretanto, o árbitro alagoano da FIFA Francisco Carlos Nascimento não observou a infração e confirmou o gol. Seu bandeira mais próximo correu para o meio campo (gesto que indica a legalidade do lance). Mas antes de se reiniciar o jogo, o árbitro mudou de idéia e anulou o gol, marcando infração ao Internacional pelo uso indevido das mão do atacante palmeirense.

Visivelmente, a decisão foi tomada por uma informação recebida. E isso pode?

Depende. O árbitro pode mudar qualquer decisão tomada antes de permitir o reinício da partida, se percebeu algum equívoco no seu ato. Ou seja: se marcou um pênalti e antes do cobrador chutar a bola percebe que houve um engano, pode voltar atrás na sua decisão.

Sendo assim, desde que o Internacional não tenha tocado na bola, ele pode reconsiderar a decisão de validar ou não o gol do Palmeiras. O problema é: a origem da informação!

O árbitro pode receber informação sobre alguma irregularidade de qualquer lance através dos bandeiras, dos adicionais da linha de meta (AAA) e do quarto árbitro, pois eles formam o sexteto de arbitragem. Claro, sem o uso de recursos eletrônicos.

Se o delegado da partida (é o elemento normalmente postado próximo ao 4o árbitro e que representa a CBF, habitualmente caracterizado pelo terno e gravata) passar alguma informação ao árbitro (ou para o quarto árbitro, bandeira ou adicional, que repassaria ao árbitro), o procedimento se torna ilegal. Delegado de jogo não faz parte da equipe da arbitragem.

A crítica quanto ao jogo deste sábado por parte do Palmeiras é que o árbitro houvera sido informado pelo delegado da partida, Gerson Baluta, após ele ter visto a irregularidade numa TV ou sido informado por alguém com imagens.

Ora, aqui nem importa se a informação veio de imagem de TV ou não; importa é que, caso a informação veio do Delegado da Partida, ele é um terceiro que não pode ter tal poder.

Como nada foi provado (até agora), certamente teremos na súmula e demais documentos do jogo que o gol foi anulado com certa demora pois a informação veio do árbitro adicional da linha de meta ou do quarto-árbitro via rádio-comunicador, tornado assim todo o procedimento legal.

Caso exista alguma imagem que prove a interferência do Delegado, ele e o árbitro provavelmente serão suspensos e um bom advogado tentará usar o argumento de “erro de direito” (quando o erro do árbitro surge de uma irregularidade por desconhecimento ou não uso correto da Regra do Jogo), o que resulta em anulação da partida.

A ironia é: se comprovada alguma irregularidade, ela, mesmo indevida, corrigiu uma injustiça da partida. Trocando em miúdos: o Palmeiras reclama da anulação de um gol de mão, reconhecido pelos seus atletas e pela sua equipe técnica como irregular!

É por situações assim que discutir regras de futebol é apaixonante.

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– SPFC X LDU: A Troca da Experiência pela Juventude

Ontem tivemos uma desastrosa arbitragem no empate sem gols envolvendo São Paulo X LDU-Loja (ECU), pela Sulamericana. O árbitro Julio Quintana abusou do direito de errar e foi protagonista de um lance que marca a carreira de qualquer árbitro: o aceite da pressão e a insegurança no 3o pênalti não marcado (isso mesmo: terceiro).

No começo do jogo (12m), Ademilson recebeu a bola dentro da área e foi atingido pelo zagueiro Vera num lance chamado popularmente de “passar o rodo”. O árbitro nada marcou.

O São Paulo ainda teve um segundo pênalti cometido pelo próprio Vera, onde a infração cometida dentro da área foi marcada fora, transformando pênalti em tiro livre.

Mas o erro mais emblemático ocorreu ao final do primeiro tempo: Vera (novamente ele) tenta proteger uma bola que está para sair pela linha de fundo, Paulo Miranda se aproxima para disputa-la, e o equatoriano abandona a bola barrando o são-paulino com o corpo e soltando o braço no pescoço do adversário. Pênalti. O árbitro corre apontando a marca do cal, os jogadores da LDU o cercam e o pressionam. Quando Rogério Ceni já se aproxima para cobrar… eis que o árbitro informa que o braço estendido não era para a marca do cal, mas para o bico da pequena área, marcando tiro de meta.

Engana que eu gosto…

Nesse lance, a dúvida é: o árbitro deu o pênalti, sentiu a pressão dos equatorianos e voltou atrás? Ou foi aconselhado pelo bandeira que, naquele instante, marcava saída de bola e poderia ter dito algo a ele?

Para não dizer que o árbitro foi tendencioso, vide a falta de Rodolpho em Alcivar, que partia ao ataque e em situação eminente de gol e foi atrapalhado com falta pelo sãopaulino. Nada marcou o árbitro…

Julio Quintana é jovem e faz parte do processo de renovação da arbitragem do Paraguai. Tanto lá como cá, vivemos o mesmo erro: trocar a experiência pela juventude.

A FIFA exige testes físicos, já há algum tempo, exagerados. Não são para árbitros de futebol, mas para equipes de atletismo. Para isso, busca juízes mais jovens, abrindo mão da experiência tão necessária para se apitar jogos de grande importância. São desejados corredores, não apitadores.

Por essa mentalidade da FIFA, as confederações continentais e nacionais começaram com o discurso de renovação, mal feita e viciada por interferências políticas. A arbitragem de ontem é fruto disso: árbitro jovem, bem fisicamente mas sem rodagem. Quando o árbitro está mais velho, que conhece com perfeição os atalhos do campo e está maduro o suficiente para saber todas as manhas e artimanhas, ele tem que parar?

Não precisamos nos espelhar no jogo de ontem, mas no próprio Brasil: a quem você confiaria uma boa arbitragem entre Argentina X Uruguai, Fla-FLU, Grenal ou Corinthians X Palmeiras? Ao rodado Sálvio Spínola, alijado do quadro por ser “velho”, ou ao árbitro que o substituiu na FIFA, o jovem alagoano Francisco Carlos do Nascimento?

A propósito, vai de mal a pior a nova gestão da Comissão de Árbitros da CBF: o Cel Aristeu Leonardo Tavares, que era Ouvidor da Arbitragem e virou presidente da Comissão (que substituiu Sérgio Correa, que era o presidente e foi realocado para o recém criado Departamento dos Árbitros) continua com os mesmos erros da gestão anterior: má escalas, falta de capacitação e de treinamento aos árbitros, além de outros, como a não divulgação das escalas em tempo exigido pela Lei no site da CBF (por 3 oportunidades) ou a escala dupla de árbitros: na 4a, o goiano André Luís Castro apitou Botafogo X Figueirense; nesta 5a, apita Fluminense X Coritiba. Só tem ele para escalar?

Arbitragem: um sério problema onde não se encontra dirigentes capazes e de boa vontade para resolvê-lo.

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– Ótimo Acerto da Arbitragem e Vandalismo na Sulamericana

Numa fase em que os árbitros estão sempre sendo criticados, tivemos uma ótima atuação da arbitragem na Copa Sulamericana, mas que ficou esquecida devido a cenas de vandalismo.

Na partida Cerro Porteño (PAR) 2 X 1 Colón (ARG), o árbitro uruguaio Dario Ubriaco expulsou e depois “desexpulsou” corretamente um atleta, e fez isso com acerto!

Na jogada do segundo gol paraguaio, o atacante do Cerro chuta para o gol, e em cima da linha, o atleta argentino evita o gol tirando a bola com as mãos. Incontinente, o árbitro expulsa o jogador e marca pênalti. Porém, o bandeira estava atento e corre para o meio de campo, alertando o árbitro que a bola foi tirada dentro da área de meta.

Sem titubear, o árbitro desmarca o pênalti (isso é possível pois ele não havia recomeçado o lance) e anula o Cartão Vermelho (que era por evitar um gol) e reaplica o Amarelo ao zagueiro (por tentar evitar um gol e não conseguir).

Equipe de arbitragem atenta e entrosada é muito bom para o esporte! Mas se tivéssemos o novo sistema eletrônico a ser utilizado para avisar se uma bola entrou ou não, a decisão seria ainda mais rápida!

O lance pode ser assistido em: http://ht.ly/eJB6X

Infelizmente, a partida foi marcada por muita violência entre torcedores, jogadores e policiais. Se quiser, a assista em: http://www.youtube.com/watch?v=WFcoGzvk4Ck

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– Pitacos da Última Rodada do Futebol

-Depois que Ronaldinho Gaúcho foi flagrado nas Olimpíadas-08 conversando no celular recebendo a medalha brasileira, fiquei com o pé atrás com ele. Mas é inegável que está jogando um bolão! Contra o Fluminense, ontem, chamou a responsabilidade para si. Merece voltar à Seleção? Hum… duvidoso. Eu não levaria!

-E o Messi? Marcou 3 gols no jogo La Coruña 4 X 5 Barcelona, e está perto de superar a incrível marca de 75 gols de Pelé em uma temporada (Messi tem 71).

-O Palmeiras sobrevive no campeonato. Depois do último domingo, achei que o time não conseguiria se salvar. Mas, dependendo do espírito de luta da equipe, quem sabe não foge do rebaixamento. Porém, continuo achando que no jogo Fluminense X Palmeiras teremos matematicamente o campeão e o rebaixado.

-Na Alemanha, o Bayern conseguiu a expressiva marca de 8 jogos consecutivos de vitórias no início do campeonato. Tudo bem que o Campeonato Alemão não é lá essas coisas, mas 100% de aproveitamento não dá para desprezar.

-Por fim: Vuaden tem feito ótimas atuações desde que publicamente foi anunciado que é o substituto imediato de Seneme na Copa-14, caso o árbitro paulista não consiga superar a dificuldade física. E já que falamos de arbitragem, parabéns ao São Paulo, que em 3 jogos só tomou 2 cartões amarelos (nos 2 jogos anteriores ao do Flamengo, conseguiu não tomar nenhum cartão!)

– A Injusta Anulação do Gol de R49 em Atlético Mineiro X Fluminense

Neste domingo, Atlético Mineiro e Fluminense fizeram uma bela partida pelo Brasileirão. Jogo emocionante, disputado, com chances para ambos os clubes.

Entretanto…

Aos 21 minutos, Ronaldinho Gaúcho fez um golaço de falta, daqueles que vale ver e rever. Mas não valeu. O árbitro Jailson Macedo anulou por ter visto Leonardo Silva empurrando com suas costas a barreira.

Preciosismo da marcação? Acertou no lance?

Para mim, não. Explico: Leonardo Silva tenta deslocar a barreira e abrir espaço para que seu companheiro cobre a falta. Entretanto, a bola vai por cima dos atletas cariocas, que apesar da tentativa do jogador atleticano, conseguem saltar sem sucesso para desviá-la.

Todo mérito da espetacular cobrança de falta foi por água abaixo pela anulação do lance. A ação de Leonardo Silva nada interferiu na jogada, e, confesso, não dava para marcar nada nem se fosse no meio de campo! Lance legal.

Mas há um detalhe interessante: perceberam que Leonardo Silva começa a se mexer e “supostamente” deslocar a barreira (escrevo “supostamente” por entender que não foi falta) ANTES da cobrança do toque de Ronaldinho? Se o árbitro achou que havia algo de errado, teria que parar o lance, advertir verbalmente o atleta e mandar que o Gaúcho cobrasse novamente, já que o ocorrido aconteceu com a bola sem ter entrado em jogo!

Detalhe sensacional, não?

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– A Ambulância da Vila Belmiro. Quem errou?

Nesta semana, vimos o triste episódio na partida entre Santos X Atlético Mineiro, onde um atleta não conseguia ser socorrido pelo fato da ambulância não poder entrar no campo de jogo.

Ora, uma das exigências mais rigorosas das autoridades se refere às condições de socorro aos atletas, desde o trágico falecimento do jogador Serginho (São Caetano).

Desde aquele fato, a Federação Paulista de Futebol exige que seus filiados (e essa exigência vale para as competições regionais e internacionais) se adequem corretamente para que seus estádios sejam liberados para partidas de futebol. Após a vistoria oficial, a entidade dá o aval ou não.

Basicamente, a recomendação é: deve existir uma ambulância para cada 10 mil torcedores (e ao menos uma ambulância que tenha acesso para entrar e sair do campo de jogo a qualquer momento, pensando nos atletas) e que esteja obrigatoriamente equipada com um desfibrilador.

Para o início das competições, é a própria FPF quem confere as obrigatoriedades. Durante os campeonatos, é a equipe de arbitragem quem tem tal competência (motivo: o árbitro deve fazer a vistoria antes do início do jogo, ao chegar no estádio, 2 horas antes do horário da partida, para caso encontre alguma irregularidade, ter tempo de informar os responsáveis e corrigi-las).

Assim, na prática, o quarto-árbitro confere se há uma ambulância com desfibrilador e se, caso ocorra alguma emergência, possa entrar e sair do gramado (tal procedimento é necessário pois é ele quem fiscaliza se não existe modificação significativa pós vistoria da FPF que impeça os procedimentos adequados tais como construções, novos alambrados, degraus, mudança em portões de acesso). Feito isso, comunica o árbitro, que é quem tomará qualquer decisão de começar ou não uma partida por irregularidades.

No interior do estado de SP, nas divisões de acesso, é comum que os clubes se socorram aos hospitais públicos para obtenção de ambulâncias sem custo e de desfibrilador. Também é extremamente comum que partidas atrasem por falta do veículo e até mesmo deixem de ser realizadas, por diversos motivos (a não disponibilidade do veículo; a necessidade da ambulância para emergência em hospitais do município ou até mesmo a falta de acordo entre Clubes e Secretaria de Saúde).

Outro problema é a decisão sobre o local onde a ambulância permanecerá durante a partida. Muitos estádios não tem espaço para que ela fique dentro do gramado, sendo que em algumas situações, é comum que ela fique próxima a algum portão, do lado de fora, com a chave do mesmo em poder de algum PM que fica de prontidão.

Em jogos da Primeira Divisão, esses problemas normalmente são diminutos pela importância maior do torneio e pela crença de que, se está na elite do futebol, tudo está devidamente adequado e nos conformes.

O que aconteceu na Vila Belmiro foi claro: descuido na aprovação para o início do campeonato, vista grossa da arbitragem ou relaxo na vistoria pré-jogo, além do sentimento de que “nunca acontecerá algo mais grave”.

Lamentável. É necessário acontecer algum incidente para que se dê maior atenção?

– Multa para Jogadores que simularem na NBA. E no Brasil?

A NBA (Liga Americana de Basquete) quer evitar o unfair play. Dias atrás, resolveu tomar medidas duras contra os jogadores que tentarem enganar os árbitros. Eles serão multados automaticamente em 5 mil dólares, e a reincidência custará 30 mil (o sêxtuplo da multa inicial).

Os atletas estão reclamando. Fica a questão: tentar ludibriar o árbitro faz parte do jogo ou deve ser evitado?

No Brasil, há muitos atletas de futebol que intrinsicamente levam a cultura do ”levar vantagem em tudo”. Para esses, é algo normal. Na Europa, anomalia.

Mas traga isso ao nosso Brasileirão: já imaginaram se a CBF institucionalizasse tal pena? As simulações marcadas pelos árbitros iriam ter chiadeira, já que a pena financeira ainda existiria. Mas e os lances “achados” pela Promotoria e julgados pelo STJD?

Meu Deus, o campeonato viraria um circo e a idéia não vingaria…

– Sustentabilidade do Apito

Piadinha que surgiu durante a semana, depois de mais árbitros suspensos:

A arbitragem brasileira é marcada pela sustentabilidade: toda rodada tem árbitro na reciclagem”.

Pior é que tal gozação faz sentido… Teremos outros nomes nesse domingo?

– O Fator “Arbitragem” no Brasileirão nas últimas rodadas

Nas rodadas derradeiras do Brasileirão, os nervos de jogadores, torcedores e dirigentes estão à flor da pele. Claro: agora, vale rebaixamento, título, classificação para a Libertadores…

Se a ansiedade é grande para os clubes, a preocupação com a arbitragem é na mesma proporção. E, infelizmente, na reta decisiva, os árbitros estão pressionados. Eles darão conta do recado?

Vivemos uma entressafra na arbitragem devido a vários fatores: má gestão da Comissão de Árbitros, falta de bons nomes, impaciência no processo de renovação e politicagem.

Ontem, prova de tudo isso pode ser vista, acumulada em 2 jogos: Fluminense X Ponte Preta e Atlético-MG X Sport, apitados respectivamente por Nielson Dias (PE) e Flávio Guerra (SP).

Os dois times mandantes brigam pelo título. Os dois são fortes politicamente. Os dois reclamam sistematicamente de arbitragem (Alexandre Kalil que o diga; já que, mesmo quando não tem lances errados contra seu time, adora “jogar para a torcida”). Os dois jogaram contra times pequenos e fracos politicamente.

Ora, Guerra, respeitosamente, não é árbitro de 1a divisão. Nielson já deu mostras que tecnicamente é fraco e também não merece a quantidade de jogos que recebeu na série A.

Para quem assistiu as duas partidas (fáceis de se apitar e que os árbitros se complicaram), perceberam os claros erros a favor dos mandantes. Nada de má intenção, mas de má condição técnica. E é isso que me preocupa: esses árbitros foram escalados em condições de suportar pressão? Apitar jogos do Fluminense, Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro, entre outros, precisa-se ter colhão. Não dá para experimentar árbitros com esses times expressivos ou escalar gente de baixa qualidade técnica, principalmente nesse momento do campeonato.

Fico pensando: teríamos que trazer árbitros de fora do país, por falta de contingente capacitado? Enquanto que as federações abrem inúmeros cursos de arbitragem, colocando muita gente para apitar, sem dar sequência de jogos e boas condições de preparação a eles, erra-se em querer conseguir talento pela quantidade de nomes, não pela boa preparação de alguns poucos bons candidatos.

Nos pontos corridos, pelo número de jogos, normalmente os erros se compensam. Mas há exceções, como qualquer regra: times grandes e fortes politicamente, podem ter erros contrários em menor número, por vários motivos; um deles: árbitros mais gabaritados em seus jogos fora de casa / e menos competentes e mais suscetíveis a pressão em casa; a contrapartida será lógica: se alguém é beneficiado, os clubes pequenos e de força política menos expressiva terão o prejuízo.

A questão é: carece-se de inteligência e independência nessa atual fase do campeonato para fazer as escalas.

Exemplo? Nielson Dias tem no ano a péssima atuação na partida Grêmio X Santos (além de outras ruins ao longo do campeonato) e continua prestigiado. Expulsou equivocadamente Neymar e sentiu a pressão do Estádio Olímpico. E ainda assim foi para Fluminense X Ponte Preta. Ora, acho justo a queixa da Ponte Preta, que teve 4 jogadores pendurados recebendo o cartão amarelo para a próxima partida contra o Sport/PE (aqui, vem a observação do presidente da equipe campineira, Márcio Della Volpe, de que o árbitro também é de Pernambuco…), fora o pênalti equivocado.

Em suma: precisa-se de árbitros que não tenham medo de time grande, nem sintam pressão de dirigentes politicamente fortes e que sejam competentes. Traremos árbitros de fora? Para eles, é mais fácil: vem, apita e vai embora, sem se preocupar com veto.

Observação: o Náutico reclamou sistematicamente das arbitragens. Nas últimas rodadas, só tivemos FIFAs apitando jogos dele… vale a pena chiar?

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– Dia da Padroeira do Brasil e da Patrona dos Árbitros de Futebol

Poucos sabem, mas na década de 90, em eleição entre os árbitros de futebol, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi escolhida como padroeira da categoria. Motivo: sendo que a Maria é Mãe de Cristo, necessária seria sua benção e invocação para que fosse eleita também a Mãe dos Árbitros (tão lembrada nos gramados).

Há quase 9 anos, por indicação do Padre Ton Ferreira, o então bispo de Jundiaí, Dom Amaury Castanho (que se tornou conhecido nacionalmente por suas cartas à imprensa defendendo radicalmente os valores cristãos), aprovou e reconheceu oficialmente a Oração do Árbitro de Futebol, que não existia até então, direcionada ao Filho de Deus por invocação de Nossa Senhora Aparecida.

Abaixo, reconhecida pelo Vaticano, a oração aos árbitros de futebol devotos de Maria, neste dia onde ela é lembrada não só por ser padroeira do Brasil, mas também como patrona dos Árbitros de Futebol.

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol.

Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

– O Pós-Jogo do Choque-Rei

Por diversos compromissos profissionais, não vi absolutamente nada nesta rodada do Brasileirão. Acabo de ligar o rádio e ler algumas coisas na Internet. E, em particular, fico feliz pelo fato do pressionado Paulo César de Oliveira ter sido elogiado pela sua atuação no clássico São Paulo X Palmeiras. Já havíamos dito que sua escala foi equivocada, desnecessária e incômoda, pelos motivos citados nos posts anteriores. Ainda bem que o árbitro foi competente (coisa que ele sempre é).

A nota a reforçar é: pra que ter corrido o risco?

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– Análise Pré-Jogo de São Paulo X Palmeiras

Neste sábado, teremos um Choque-Rei cercado de polêmica quanto a escalação do árbitro Paulo César de Oliveira para o jogo.

PC é um dos árbitros mais queridos por seus próprios colegas de ofício e até mesmo pelos jogadores dos times que apita. Fui testemunha em jogos de divisões menores de atletas que pediam fotos com o árbitro depois do jogo. Porém, existe uma exceção: o Palmeiras!

Paulo César sempre teve atuações questionadas em jogos do Alviverde, e na maior parte delas, corretas! Porém, quando os lances dúbios resultam contra a equipe reclamante, passa existir a má vontade do clube. E se eles ocorrem em sequência, torna-se um círculo vicioso perigoso.

O árbitro move um processo contra Luís Felipe Scolari, e não estava sendo escalado para jogos do Palmeiras. Como Felipão não é mais o treinador da equipe, o Cel Aristeu Leonardo Tavares, novo comandante da Comissão de Árbitros, resolveu colocá-lo no sorteio para o clássico.

Aqui, uma clara demonstração de indevida vaidade: há pouco tempo no cargo e com muitas queixas dos clubes (em especial, do Palmeiras), fica nítido de que Aristeu quis demostrar força com a simbólica escala de Paulo César como um não aceite de pedidos de veto.

Nada em alimentar as “Teorias da Conspiração” de que o São Paulo está demonstrando força política com a escala de um desafeto do adversário ou de que a CBF quer prejudicar deliberadamente o Palmeiras. Aqui, o episódio é de uma típica má gestão do dirigente do apito, deixando aflorar uma certa inexperiência em chefiar tal departamento.

Se há conflito, porque responder com polêmica desnecessária?

Paulo César está em saia-justa. Se o árbitro deixar que os jogadores reclamem ou simulem sistematicamente em campo, leva a fama de “banana”. Se for cumprir a regra e punir os excessos cometidos pelo desequilíbrio emocional dos jogadores palmeirenses (fato observado no Derby passado), críticos dirão que a escala por si só do apitador já era algo prejudicial.

Árbitro de longa carreira e vasta experiência, PC está acostumado a pressão e não costuma fraquejar. É bom que os atletas palmeirenses não queiram testá-lo, pois se isso ocorrer, certamente a equipe não termina com 11 em campo.

Me preocupa o pós-jogo: com tamanha violência no futebol, provocada pelas Organizadas, temo por represálias incentivadas por dirigentes irresponsáveis.

Por fim, errado está quem o escalou. Sobre a desnecessária escolha do nome de PC, um artigo bacana pode ser acessado em: http://is.gd/PCnoChoqueRei

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– A Escala Desnecessária de PC para São Paulo X Palmeiras

Há certas situações que, de tão lógicas, podem passar desapercebidas. Ao menos, é o que as pessoas de boa vontade querem crer para a escala de Paulo César de Oliveira no choque-Rei do próximo sábado.

Assim como Democracia não combina com Coréia do Norte, nem Leite com Manga ou muito menos Liberdade de Expressão com Cristina Kirchner, tampouco existe a harmonia entre PC e Palmeiras.

Ninguém duvida da capacidade técnica de Paulo César, da sua honestidade e hombridade. Mas não dá química com eles.

Nada de dizer que em alguma oportunidade na longa carreira de PC ele prejudicou deliberadamente o Palmeiras. Aliás, seus erros foram diminutos, normais e até inusitados. Ou alguém vê com frequência um impedimento em pênalti”, como ocorrido na partida do Paulistão contra o Barueri (e que nem culpa dele foi, já que o bandeira deve ter a corresponsabilidade nessa situação – inédita até à FIFA).

Me recordo perfeitamente do primeiro jogo de PC em jogos do Palmeiras e do último. No seu debute, o jogo era no Parque Antártica e o seu bandeira era o experiente Marinaldo Silvério (daí a minha lembrança: Marinaldo, conhecido como “Guarda-chuva”, era e é meu vizinho…). O Alviverde ganhou e teve 3 atletas expulsos: destaque para Djalminha, que falou horrores para o então desconhecido árbitro, que não vacilou e o mandou para chuveiro. Naquela feita, a saída do estádio foi de Veraneio da PM!

O último jogo, de lembrança a todos, foi a semifinal do ano passado pelo Paulistão: Corinthians X Palmeiras, no jogo do “fala muito” de Tite que culminou na expulsão correta de Scolari, partida cujo árbitro foi revelado pelo Jornal da Tarde antes do sorteio.

Fica a pergunta: com tal panorama, e com tanto árbitro (Seneme, Luiz Flávio, Claus, Braguetto, Guerra, Marcelo Ribeiro, Ceretta…) por que arranjar confusão?

Paulo César de Oliveira poderá fazer a melhor atuação de sua vida, mas a predisposição em criticá-lo pré e pós jogo são inevitáveis por parte de dirigentes e torcedores aficcionados (principalmente pelo fato do Palmeiras estar na Zona de Rebaixamento).

A minha dúvida é:

1-O Cel Aristeu esqueceu-se de que PC não pode ser escalado em jogos do Palmeiras, pois torna-se uma combinação altamente explosiva? (bem possível…),

2-A sua escala é uma demonstração de força, justamente para dizer que a CA-CBF não aceita vetos? (possível…),

3-É para “sacanear” o coitado do árbitro? (não creio…),

4-Ou enfim é para tirar o equilíbrio emocional do Palmeiras? (improvável…).

E você, o que pensa? Deixe seu comentário:

Eu desejo boa sorte ao competente árbitro e cidadão exemplar (que ele é).

– A Expulsão de Neymar na partida Grêmio X Santos

Neste domingo, no Estádio Olímpico, o árbitro Nielson Dias se equivocou em um lance envolvendo Neymar & Pará, gerando grande polêmica não só no lance referido, mas também em relação à carreira do atleta referido.

Na jogada, há uma disputa de bola envolvendo os dois jogadores citados. Pará cai, e no chão, atinge Neymar com a sola da chuteira em sua perna, nitidamente de maneira deliberada. Isso é chamado pela regra de “jogo brusco grave”, punível com Cartão Vermelho. Na sequência, o atingido revida com um pisão no adversário (também punível com Cartão Vermelho). Nielson expulsa apenas Neymar, e dá falta para o Grêmio.

Claramente o árbitro não viu a falta de Pará, e isso se deve ao mau posicionamento dele no lance, extremamente próximo da jogada. Em situações como aquela, você perde a noção do acontecido, já que a pequena distância atrapalha a verdadeira interpretação. Não se tem a real noção da intensidade ou não da violência, distorcendo a decisão do árbitro. Prova disso é que a partida foi reiniciada a favor da equipe do Sul (se tivesse visto a falta e não punido corretamente disciplinarmente, ele daria tiro direto ao Santos com expulsão de Neymar, já que deve-se cobrar a primeira infração nesses casos).

Portanto, errou ao expulsar apenas o jogador do Santos. E tal erro desencadeou outra questão: Neymar é perseguido?

Deve-se levar em conta o seguinte: No começo da carreira, o garoto se jogava excessivamente; simulava, dissimulava e até foi criticado pelo experiente Renê Simões que disse que “estava-se criando um monstro”.

Agora, mais experiente, outras observações devem ser feitas: de fato, Neymar apanha muito. Tornou-se visado, e tal situação trouxe outro complicador à arbitragem: saber diferenciar três coisas, que são

  • 1-quando simula;
  • 2-quando sofre a falta de verdade; e,
  • 3-quando cai para fugir da falta (que, pela regra, deve-se considerar infração sofrida, já que o jogador pode pular para não ser atingido e evitar se lesionar – lembremo-nos que para se marcar uma falta, deve-se considerar o “atingir ou tentar atingir o adversário”, e isso permite que o contato físico seja desnecessário para considerar infração).

Hoje, Neymar simula bem menos em partidas domésticas (embora, ainda persista no erro de reclamar faltas em lances legais de disputa de bola e que sejam viris, ‘desabando no solo’). Porém, ele sofre com o rodízio de faltas, e esse problema é verdadeiro: os jogadores se revezam para cometer infrações, a fim de atrapalhar o árbitro e confundi-lo. Tal situação é problemática, já que se deve estar atento para punir o atleta que exceda num imaginário número de faltas (a regra não dá um número exato) com a aplicação de cartão amarelo, mesmo que ele esteja cometendo a sua primeira falta no jogo (a punição é uma espécie de ‘falta coletiva’).

Além do rodízio de faltas, Neymar tem sido vítima da má interpretação dos árbitros quanto “cair por consequência da fuga de lesões”. Se o atleta vai atingi-lo e ele pula para se preservar, é falta. Vide um lance típico nesse ano: no Paulistão, na partida São Paulo X Santos, o goleiro Rafael dá um carrinho que atingiria inevitavelmente o atacante Luís Fabiano, dentro da área. Porém, ele pula para não ser atingido e cai, sem que o goleiro o toque. Isso é pênalti, e foi bem marcado; e lances como esse têm acontecido com frequência com Neymar e nada tem sido feito. Pior: em algumas oportunidades, é entendido erroneamente como simulação.

Portanto, deve-se estar atento e, principalmente, isento para apitar jogos com Neymar. Uso o termo “isento” pois há receio de que os árbitros, chateados por serem enganados em lances de cai-cai (reforço: que ocorrem com menor frequência hoje), possam, na dúvida, marcar contra o garoto em lances dúbios.

Neymar paga o preço de uma fama criada. E deve tomar cuidado para não alimentá-la, evitando reclamações excessivas, outras vezes indevidas, além de evitar “esperar faltas” quando vai dividir, provocando inevitáveis quedas, até em trancos legais.

Por fim, duas observações:

1- Nielson apitou Santos X Grêmio no 1o turno, com muitas reclamações gaúchas. Repete-o no jogo de volta no Sul? Sabidamente, o sorteio é dirigido, não aleatório. Poderia-se evitar tal escala…

2- Muricy disse que Neymar deveria sair para o Exterior. Ora, se aqui no Brasil ele cai nas divididas, e lá fora, onde inúmeras “faltinhas bobas” não são marcadas? Vide as próprias atuações de Neymar em partidas internacionais e em jogos com árbitros estrangeiros.

E você: o que acha do comportamento de Neymar e das faltas que reclama? Deixe seu comentário:


(foto: Gazeta Esportiva)

– O Exemplo de Klose passou Batido

Napoli e Lazio se enfrentaram na 3a feira. O atacante Klose fez um gol de mão, os seus companheiros comemoraram, o árbitro confirmou, e… eis que o jogador procurou o juizão e confessou que fez de mão!

E se tal lampejo de honestidade fosse observado no Brasil? O jogador seria condenado ou elogiado publicamente?

Caso raríssimo, e certamente utópico se por aqui.

Para quem não viu, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=XoQhY2Zf0p4

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– Copa 2014: Árbitros do Brasil viram Dúvida!

Que pena. Wilson Luís Seneme reprovou no teste físico em Zurique, na Suiça, na semana de trabalhos para o Mundial 2014. E as regras da FIFA são claras: se reprovar alguém do trio (Seneme ou os bandeiras Emerson Carvalho e Alessandro Rocha Matos), volta embora todo mundo!

O teste físico é muito puxado, e sou contra ele. Se tem muita preocupação com o condicionamento dos árbitros, que correm mais do que os atletas, e se esquece da capacitação técnica. Além disso, se procura árbitros mais jovens. Ora, quanto mais velho, mais rodado e mais sábio se torna o árbitro! Um árbitro de 45 anos está no seu esplendor de competência técnico-disciplinar. Prefiro alguém com essas características do que um árbitro-corredor de 30.

Aliás, não foi só Seneme que se deu mal, mas a América do Sul. Roberto Silveira (Uruguai) e Daniel Abal (Argentina) também reprovaram. Os campeões mundiais de futebol do nosso continente poderão não ter representante na Copa que se realizará em nosso território!

Nada de desesperar, já que haverá outros testes. Mas a reprovação nessa altura da preparação é quase decisiva, sabidamente por todos. O Cel Aristeu Tavares, comandante dos Árbitros da CBF, já declarou publicamente que existe um plano B: Leandro Pedro Vuaden no apito e Marcelo Van Gassen na bandeira visando a vaga brasileira para 2014, caso necessitemos trocar. E se houver nova falha, ninguém representará o país (vale lembrar que Vuaden se juntou a Seneme na semana de preparação física que realizaram na Granja Comary).

imaginaram o Brasil não ter árbitro na Copa, e vermos atuando num dos jogos do Mundial apitando Norbert Hauata (Tahiti), com os bandeiras Mark Rule (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga)? Afinal, a FIFA adora dar chances “técnicas” para árbitros de países inexpressivos no futebol e com poucas possibilidades de chegar à Copa… Claramente, são critérios políticos, de afagar aqueles que podem dar votos na Assembléia da entidade.

Não teríamos que ter os melhores, independente da origem? Dois ou três trios argentinos, brasileiros, italianos, ingleses, alemães… Para o Mundial, os mais capacitados, por favor.

Observação: Nas 19 edições da Copa do Mundo, apenas em 3 oportunidades não tivemos representantes (34, 38 e 58). Nas demais, os representantes foram indicados da FMF (1 vez), FERJ (9 vezes), FGF (4 vezes, sendo que elas ocorreram entre as 5 últimas edições) e apenas 2 vezes pela Federação Paulista de Futebol, com Romualdo Arppi Filho e João Etzel Filho.

No placar final, o RJ está com 9 Copas, RS 4 recentes, SP 2 e MG 1.

Nesta 20ª Copa do Mundo, teremos o paulista Seneme ou o gaúcho Vuaden? Ou ninguém?

A relação completa:

1930Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)
1934 – nenhum
1938 – nenhum
1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)
1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)
1958 – nenhum
1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)
1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)
1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)
1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)
1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)
1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)
1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)
1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)
1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (auxiliar)
1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (auxiliar)
2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (auxiliar)
2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (auxiliares)
2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (auxiliares).