– Árbitros Estrangeiros nos Jogos Domésticos da Libertadores da América: Exagero ou Necessidade?

Nesta semana, o vice-presidente do Fluminense, Sandro Lima, ameaçou protestar na Conmebol contra a arbitragem do árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro e do bandeira tocantinense Fábio Pereira, no jogo realizado contra o Grêmio em Porto Alegre. O Tricolor Carioca se sente prejudicado por um gol mal anulado na partida a seu favor, no confornto que terminou empatado em 0 x 0.

O dirigente declarou que quer árbitros estrangeiros nas próximas partidas em que o Flu jogar contra clubes brasileiros, pois, segundo ele:

Seria o ideal. São árbitros mais calejados, não teriam problema algum de pressão. Na Libertadores queremos árbitros de fora do país (…) É triste, acabou o jogo e a informação que a gente tem é que a diretoria do Grêmio fez uma pressão na arbitragem, o Vanderlei fez pressão na arbitragem, xingou o árbitro, xingou jogador nosso. Nós ficamos chateados, somos profissionais. É lamentável, isso pode fazer falta, pode mudar muita coisa”. (em declaração à Fox Sports)

Sandro reclama sobre a pressão exercida sobre o árbitro. E isso tem fundamento ou não?

Sim e Não.

  • Sim, pois o árbitro nacional pode já ter se desgastado com a equipe pelos inúmeros jogos dos campeonatos em que apita no próprio país. Os dirigentes já o conhecem com mais intimidade e acabam naturalmente pressionando mais.
  • Não, pois árbitro bom não se deixa influenciar pela pressão. E isso independe da nacionalidade do apitador.

O grande problema é que nossos árbitros do quadro FIFA, que estão habilitados para os jogos da Libertadores da América, estão em péssima fase ou foram mal escolhidos. Quer exemplo?

Ricardo Marques Ribeiro, árbitro de Grêmio x Fluminense, questionado ao final da partida, não é considerado “de primeira linha” dentro do próprio país. E foi indicado ao quadro FIFA sem o mérito necessário… Qual grande jogo você lembra dele ter apitado, para fazer jus a tal escudo? Na semana passada, Ricardo Marques apitou Boca Juniors (ARG) x Barcelona (ECU), deixando de marcar nos minutos finais um pênalti claríssimo (que poderia ser decisivo) à equipe equatoriana, lá no Estádio La Bombonera. E não é que foi escalado na semana seguinte para o confronto dos tricolores gaúcho x carioca? Prêmio pela incompetência?

Outro segundo caso: Francisco Carlos Nascimento, o “Chicão de Alagoas”, há quase um ano e meio como FIFA ainda não estreou em jogos envolvendo seleções / clubes estrangeiros. Ué, um árbitro FIFA deve ser capaz de apitar uma final de Copa do Mundo (em teoria), mas não é isso que acontece.

Quer um terceiro exemplo? Num hipotético Palmeiras x São Paulo pela Libertadores, não teríamos árbitro paulista disponível para o jogo! Seneme não consegue passar nos testes físicos, Paulo Cesar é não quisto pelo clube palestrino. Restam os de outros estados, e são poucos: Sandro Ricci, Heber Roberto Lopes e Marcelo de Lima Henrique. Ou alguém acha que Péricles Bassols e Wilton Sampaio (já descartando Chicão e Ricardo Marques- por motivos técnicos – e Vuaden, por motivos físicos) seriam indicados?

Assim, pelas péssimas escolhas da CBF, só temos 3 nomes para apitarem um clássico paulista na competição sulamericana (e nenhum deles de São Paulo). Parece que o Fluminense, no fundo, tem razão!

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

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– Esperteza ou Moleza dos Jogadores nas Cobranças de Faltas Rápidas?

Foi há cinco anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…

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– Tonhão na Comissão? Por quanto tempo?

Coisas da CBF: Depois que o Aristeu Tavares caiu da Presidência da Comissão de Árbitros da CBF, o corregedor dos Árbitros, dr Edson Rezende, assumiu como presidente interino.

Agora, José Maria Marin, que houvera prometido resolver a vacância e escolher um nome para o cargo no prazo de 1 mês, inovou! Não no nome, mas no costume: nomeou um “novo interino”: o vice-presidente da CA, Antonio Pereira da Silva, conhecido como “Pereirão” ou “Tonhão”, ex-árbitro FIFA/GO.

Não dá para entender: trocar um interino por outro? Antonio Pereira já estava lá; portanto, não esperemos mudanças na condução da arbitragem brasileira.

Fico pensando: a interinidade pode se tornar efetiva? Talvez. O certo é que provavelmente não teremos nomes de paulistas no comando, já que as federações rebeldes reclamam da forte influência de Marco Polo Del Nero (presidente da FPF) na CBF. Nomes “cantados”, como o do Cel Marcos Marinho ou Sálvio Spinola, de tão lógicos (por serem de pessoas de confiança de Marco Polo), particularmente, penso que estão descartados. O jogo político fala muito alto nessas horas, ao invés da meritocracia (não que os nomes citados tenham mérito para o cargo, apenas pelas condições de barganha e influência que a escolha do chefe possa exigir)

O documento pode ser acessado diretamente no site da CBF, em: http://imagens.cbf.com.br/201304/197578881.pdf .

Boa sorte ao Tonhão.

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– Entendendo Lances de pé alto com base no Majestoso

Quando ouvimos falar de termos como solada, pé-alto, perna erguida e outros, lembramo-nos de pronto de “lance ilegal no futebol”. Mas será que isso realmente procede?

Vamos lá: tecnicamente, falamos em “jogo perigoso”. Se um atleta disputar a bola com a perna erguida, por exemplo, pode atingir um adversário e lesioná-lo. Se não atingir, o árbitro deve marcar tiro livre indireto, sem aplicação de cartão. Se atingi-lo, deve marcar tiro livre direto (não se pune com cartão, caso entenda que foi uma ação imprudente; aplica-se cartão amarelo, caso entenda-se jogada temerária; expulsa-se com o cartão vermelho, caso entenda força excessiva). Há ainda outra situação: quando dois atletas não se percebem, trombam e caem – aí é acidente de trabalho ou simplesmente  casualidade, não ocorrendo infração.

Mas o grande problema é: como entender se uma perna erguida é ou não jogo perigoso?

Li alguns comentários de torcedores querendo diferenciar uma disputa de bola com o bico da chuteira ou com a sola. Na verdade, o que se deve avaliar, independente de qual parte do pé: o risco de lesão.

Para fazer a avaliação, o árbitro deve considerar alguns fatores:

  • a- A bola está em que altura?
  • b- As pernas do jogadores estão erguidas ou não? Importante: um jogo perigoso pode ocorrer também no chão, com uma disputa de atleta que pratique um carrinho que atinja a bola com as travas, mesmo não atingindo o adversário.
  • c- Há disputa de bola ou o jogador está sozinho, sem levar risco a alguém?
  • d- A que distância os atletas estão para a disputa de bola?

O LANCE DE SÃO PAULO x CORINTHIANS, especificamente:

Na partida de ontem, a bola sobra para Alexandre Pato que está com a perna erguida. Já ter dominado ou não a bola será irrelevante para essa análise, já que a ação praticada na disputa deve ser levada em conta, e não o domínio efetivo. Ato contínuo, Rogério Ceni, que estava na disputa, chuta o pé do atleta corinthiano.

Vamos lá: se a bola estivesse no chão e ambos estivessem a disputando, logicamente pênalti inconteste e as nuances citadas não devem ser levadas em conta. Mas com a bola no alto, vale discutir:

1- Pato levanta a perna numa distância segura para disputa-la, ou, por estar em velocidade, deveria ser mais prudente e tomar cuidado para não levar risco ao goleiro são-paulino?

2- Rogério Ceni tenta atingir a bola e foi imprudente ao chegar atrasado e atingir o adversário, ou só o acerta pois a perna estava ainda levantada?

3- O principal ponto de discussão: Pato está com a perna erguida a uma distância segura ou não de atingir Rogério Ceni? E aqui você tem duas possibilidades, sendo que ambas são coerentes à Regra do Jogo:

3.1- Se você entende que a distância era suficiente para que Pato pudesse dar uma solada, ou toque, ou patada (não importa como) para tentar o domínio (independente se dominou ou não), então Pato não cometeu ilegalidade alguma e o chute de Rogério Ceni foi falta. Sendo na área, pênalti.

3.2- Se você entende que a distância era insuficiente para que Pato tentasse o domínio com segurança, então nesse instante deve-se marcar tiro livre indireto a favor do São Paulo FC, e a partir desse momento o jogo já está paralisado. Se Rogério Ceni o atingir ou não, não se pode marcar infração pois a partida estava parada (ou seria paralisada, caso o árbitro não tenha tempo de apitar o lance) por jogo perigoso. O pé alto precedeu o chute. Tal lance é como “pênalti em impedimento” – se um atleta está em impedimento, recebe a bola e antes do bandeira erguer seu instrumento o atacante sofrer uma falta do zagueiro, deve-se marcar tiro livre indireto contra a equipe do atacante, pois a partida já não valia mais no momento do chute do zagueiro (entretanto, devido a força do chute, o atleta pode receber a punição disciplinar e, curiosamente, até ser expulso com tiro livre a seu favor!)

Como se vê, as duas possibilidades explicadas em 3.1 e 3.2 serão escolhidas única e exclusivamente pela interpretação. O lance é difícil e não há absurdo na decisão ser uma ou outra.

Particularmente, entendi que houve infração de Pato; mas a outra decisão também é respeitável, como pudemos estudar.

O que não pode é relatar o lance como está na súmula do jogo: Segundo o árbitro, Rogério Ceni foi punido por “calçar o adversário”. Aí, não há imagem que mostre tal calço…

Sobre a análise da arbitragem da partida São Paulo 1 x 2 Corinthians, visite o link do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo, em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/18720/Analise+da+Arbitragem+de+Sao+Paulo+x+Corinthians

Ou no Blog Pergunte ao Árbitro:

http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/03/31/empate-em-erros-capitais-na-vitoria-corinthiana/

Ou ainda no Blog de Contemporaneidades do prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/03/31/empate-em-erros-capitais-na-vitoria-corinthiana/

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E no lance acima, o que fazer?

– Empate em Erros Capitais na Vitória Corinthiana

Na tarde deste domingo no Morumbi, lances polêmicos na vitória de 2×1 para o Corinthians e empate em 1×1 nos erros relevantes. Leandro Bizzio Marinho, que vinha fazendo boa campanha no Paulistão, arbitrou um clássico de jogadores calejados e sentiu a partida. Afinal, ter em campo Luís Fabiano, Emerson Sheik e outros atletas rodados e de comportamento difícil dificulta a arbitragem de quem não tem grande rodagem.

Três observações:

  • Observação 1) Lance do gol sãopaulino reclamado pelos corinthianos: de fato, na lateral do campo, Alessandro tenta disputar uma bola mas o adversário vai no corpo dele, impedindo a disputa. Ombro a ombro, vale. Fora isso, qualquer disputa corpo-a-corpo é falta. Oswaldo fica com a bola e sai o gol. Nesse lance, errou o árbitro em não dar a falta no nascedouro do lance.
  • Observação 2) Lance do segundo gol corinthiano, originado por pênalti polêmico: Rafael Toloi recua mal a bola para o goleiro do São Paulo; Ceni e Pato correm para a disputa de bola. O sãopaulino chutando de baixo para o alto e o corinthiano de cima para baixo, ambos para dominá-la. Assim, diga: pênalti de Rogério Ceni ou solada de Alexandre Pato? A jogada é chata, mas a resposta é: jogo perigoso do atacante do Corinthians. Ambos visam a bola, mas o fato de tentar disputá-la com o pé alto é infração por imprudência. É o popular “pé-alto”, que deve ser coibido com a marcação de um tiro livre indireto (falta em dois toques) caso a sola não atinja o adversário (pela imprudência do lance, sem aplicação de cartão), ou tiro livre direto com Cartão Amarelo, caso atinja o adversário, por jogada temerária. Entendo que Rogério Ceni só atingiu o adversário pois Pato disputou a bola de maneira ilegal, levando ambos a possível risco de lesão. Não é acidente de trabalho, é falta, pois se existe chute na sola, é porque havia pé alto, que precede o chute.
  • Observação 3) Bizzio teve grande dificuldade em fazer a leitura do jogo. Há momentos em que não se pode ficar conversando com os atletas e dando satisfação; há outros em que uma cara feia vale mais que um cartão. A má condução disciplinar da partida foi clara: vide o São Paulo ter feito o triplo de faltas e em cartões amarelos o jogo ter acabado 3 x 3. Na parte técnica, ora o jogo corria, ora o jogo parava.

O árbitro pode ser boa gente, ser efetivo nos trabalhos da Cooperativa dos Árbitros de Futebol (Coafesp), já ter apitado bem um clássico, mas… hoje foi mal. Aqui fica uma observação: se entendeu que Rogério Ceni fez pênalti, deveria ter expulsado o goleiro, já que era infração numa situação eminente de gol. Ademais: o jogo ficou parado por reclamações por diversos minutos, mas Pato levou Cartão Amarelo por comemoração excessiva de gol por ter perdidos míseros segundos! Vai entender… conseguiu desagradar as duas equipes.

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– As incoerências dos Testes-Físicos e o árbitro brasileiro da Copa do Mundo

Na última segunda-feira, a CBF promoveu em Jundiaí/SP o teste físico aos árbitros paulistas que trabalharão nos jogos do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, sob a supervisão da FPF. Nele, duas reprovações de integrantes da FIFA: a árbitra Regildênia de Holanda e o árbitro Wilson Luís Seneme.

Uma pena que o melhor juiz de futebol do quadro de São Paulo esteja em condições físicas inadequadas pelos padrões FIFA para a Copa do Mundo. Indicado para o Mundial 2014, o árbitro paulista reprovou nos testes internacionais e perdeu a chance de representar o estado no Mundial.

Infelizmente, a FIFA está extrapolando nas exigências físicas de seu quadro. Árbitros de péssima categoria estão figurando na relação de oficiais não pela competência técnica, mas pela velocidade nas pistas de atletismo. A entidade quer jovens corredores, baixando a idade deles e abrindo mão da experiência acumulada de grandes apitadores.

No lugar de Seneme, o gaúcho Vuaden foi escolhido e reprovado. Sendo assim, o 3o nome da lista da CBF praticamente selou positivamente sua chance: Sandro Meira Ricci (junto com os assistentes Emerson de Carvalho e Alessandro Matos) figurou na lista oficial da FIFA intitulada “Prováveis Árbitros da Copa do Mundo 14”, divulgada ontem (3a feira). A relação completa pode ser consultada em: http://is.gd/Xeulfx . De stand-by está Heber Roberto Lopes, que se transferiu do Paraná para Santa Catarina.

Ainda sobre os testes físicos realizados na última segunda-feira, vale uma observação: apesar das ótimas condições da Pista de Atletismo do Centro Esportivo Nicolino de Lucca, muitas reprovações por algo evitável: o desgaste de quem apitou no final de semana! Alguns árbitros que trabalharam no sábado e domingo (nos pesados campos e debaixo de chuva), tiveram que se submeter à prova na 2a cedo. Ora, é difícil tal recuperação. Ou a Federação Paulista escalasse árbitros não convocados para o teste físico (permitindo melhor preparação para os selecionados), ou a CBF marcasse o teste para uma terça-feira. Quer um exemplo? A assistente Tatiane Sacilloti, única representante feminina aprovada, bandeirou Paulista x Ponte Preta no estádio Jayme Cintra às 18:30h de domingo, debaixo de muita chuva. A que horas o jogo acabou e que a moça pode ir dormir? Após a exaustiva prova, a assistente precisou de atendimento médico devido ao desgaste.

Entendo que os árbitros deveriam se reunir e cobrar providências sobre isso. Poderiam acionar o Sindicato dos Árbitros para que lutasse por eles junto à Federação Paulista de Futebol. Penso que o presidente da casa, Arthur Alves Filho, que esteve presente no evento, reivindicasse junto à Comissão de Árbitros da FPF (a qual ele também pertence, embora particularmente penso existir incompatibilidade de funções, mas que os árbitros entendem que não há problemas), mudanças nessas marcações de testes e melhor distribuição de escalas às vésperas da prova.

Boa sorte ao Sandro Ricci. Ele vem se preparando bastante, é bom árbitro e tem idade para duas Copas do Mundo. Acho que se conseguir boa apresentação em 2014, terá o caminho aberto para o Mundial da Rússia-18. Faço os mesmos votos aos bandeiras Emerson e Alessandro.

Em tempo: torço para que Seneme se recupere, pois o escudo FIFA-SP que ele ostenta pode estar a um fio, depois da reprovação. Será que São Paulo ficaria apenas com Paulo César como FIFA e outro estado receberia a honraria, ou Luís Flávio/Ceretta/Klaus assumiriam (já que são da Renaf)? De repente, a condição “árbitro FIFA” pode ser utilizada como moeda de troca política nos bastidores da CBF…

Só o tempo dirá!

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foto: esportejundiai.com

– Madureira x Botafogo: as confusões do árbitro!

No Campeonato Carioca, duas confusões absurdas num mesmo jogo (Madureira x Botafogo). Philip Georg Bennett, o árbitro da partida, foi protagonista delas. Entenda:

Confusão 1:

Aos 31 minutos, o atacante botafoguense Rafael Marques foi derrubado na área pelo zagueiro Fernando, em impedimento. Portanto, o pênalti não deve ser confirmado pois o impedimento precede a falta. Entretanto, o bandeira deu condição legal e o tiro penal confirmado. Só que na hora de cobrar, o árbitro voltou atrás. Há três detalhes nessa situação:

Primeiro: numa imagem mais aberta, observa-se que o árbitro procura o seu assistente Luiz Regazone quando a bola é lançada, e este continua a correr na linha lateral, sem marcar impedimento.

Segundo: o árbitro estava muito longe do lance; o contra-ataque o pega ainda no campo de defesa do Botafogo (vide a posição ruim de Philip -de onde ele marca o pênalti), embora isso não tenha influenciado em nada a não marcação do impedimento, já que a posição do bandeira, que é o que interessa, era ótima.

Terceiro: esse sim o detalhe principal: depois de tanto tempo, com Seedorf pronto para bater, o árbitro volta atrás na marcação do pênalti e “remarca” o lance como impedimento a favor do Madureira. Não há problema do árbitro voltar atrás na sua decisão, desde que o jogo não tenha sido reiniciado. Porém, o estranho foi o fato da partida ficar paralisada por muito tempo! O bandeira não marcou (erroneamente) o impedimento; o adicional da linha de meta do Tricolor Suburbano, que está mais próximo da jogada, não faz nenhuma menção de erro. De onde veio a abrupta mudança de decisão?

Qualquer pessoa do sexteto de arbitragem pode informar o árbitro se há algum equívoco. Porém, tanto tempo depois leva a supor: teria alguém visto pela TV ou recebido informação externa e repassado ao árbitro?

O lance está em: http://is.gd/JJwY4s

Confusão 2:

Seedorf seria substituído nos minutos finais. O árbitro autoriza a substituição e pede que o holandês saia ao lado da linha lateral mais próxima de ambos. O jogador indica que quer sair em direção ao banco de reservas de sua equipe (o que não é ilegal). Philip entende como “cera” e aplica o cartão amarelo. Na sequência, o jogador sai (em velocidade, portanto, sem retardar o jogo) ao banco de reservas, e o árbitro entende isso como “afronta” ao seu pedido (mesmo ele não estando fazendo cera), e lhe aplica o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Porém, tanto Seedorf quanto o árbitro não perceberam que a substituição era outra! Seedorf sairia, mas Osvaldo Oliveira resolveu trocar Cidinho (que se lesionou e saiu de maca) por André Bahia!

Este outro lance está em: http://is.gd/C9fBCs

Na imagem final, quando o árbitro encerra o jogo, deu pena: visivelmente assustado com o que estava acontecendo…

Até em jogo fácil os Estaduais mostram a má fase. Se não é de jogador, é de árbitro…

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– Paulistão e Suas Periferias

Ontem, tivemos o 5o clássico do Campeonato Paulista, sendo o 4o empate e novamente com público baixo. Aliás, como é comprido esse torneio e como se tornou enfadonho!

Se na A1 a coisa está brava, veja a série A2: o líder da competição é o Audax, com média de 193 torcedores por jogo!

Aí não dá… a única coisa boa do Paulistão é que os jogos estão muito fáceis de apitar (e ainda assim os erros acontecem). Tirando jogadores que são chatos de se arbitrar (Neymar, Luís Fabiano, Emerson Sheik, Valdívia), os atletas estão colaborando.

O que não muda no Estadual é a violência dos torcedores fanáticos. Ontem, tive o desprazer de conferir uma situação condenável: estava com minha família indo à Capital, e parei num restaurante da Rodovia dos Bandeirantes. Próximo a mim, um senhor com a camisa do Corinthians esperava sua esposa e filha encostado no seu próprio carro. Eis que chega uma van de torcedores do Palmeiras, todos vestidos com a camisa da Mancha Verde, e os fanáticos logo começam – gratuitamente – a ofender o cidadão! O coitado estava “na dele”, se manteve calmo, e suportou esses imbecis, colados na sua orelha, ofendendo-o de diversos nomes. E como não esboçava reação, uma moça da organizada ameaçava bater nele!!! Absurdo dos absurdos… Nesse interim, um grupo de ciclistas próximos ali) e que estavam fazendo uma parada) abordaram os torcedores e convenceram-os a parar com a intimidação. O sujeito entrou no carro rapidamente, sua esposa e filha o esperavam mais a frente (com a criança assustada e chorando), os pegou e saiu rápido, como se fosse um bandido!

Lamentável. É esse ambiente que queremos no futebol? O cidadão de paz cai fora dos estádios, infelizmente.

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– A Suspensão de Luís Fabiano

Luís Fabiano foi suspenso pela Conmebol por 4 jogos devido a ofensas ao árbitro Wilmar Roldán. Ok, talvez seja uma punição exagerada, mas o “Fabuloso” pede para se dar mal. Com a experiência que tem, já deveria saber como evitar cartões e se preservar.

O curioso é que sempre vemos a mesma “lenga-lenga”: sou perserguido, não fiz nada, vou mudar…

Cansou, não?

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– Os Polêmicos Impedimentos de Santos 2 x 1 Mirassol

Interpretar situações de impedimento ativo / passivo não é tarefa fácil. Jogadores, árbitros, jornalistas e torcedores sofrem com a subjetividade da Regra 11. Na partida entre Santos x Mirassol realizada na Vila Belmiro ontem, tivemos uma prova disso. O árbitro Rodrigo Braghetto interpretou dois impedimentos seguidos num ataque santista de maneira controversa, sendo um diferente do seu bandeira Leandro Feitosa. Num deles, saiu o gol que foi confirmado com muita reclamação. Vamos entender o que aconteceu vendo o lance e entendo a Regra do Jogo.

O vídeo pode ser acessado clicando abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=thb7rUXwIgs

A arbitragem acertou ou errou?

Antes da resposta, vale entender quando se dá o impedimento e as 3 importantes avaliações para se determinar se ele deve ser consignado ou não (Regra 11 – Impedimento – aqui resumidamente):

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando-a, por exemplo); no original – “interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo-o, tirando-lhe a atenção, etc); no original – “interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (ex: aproveitando-se de um rebote); no original – “gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

No Primeiro Lance, após um chute fraco do atacante Giva, o santista Pato Rodriguez está em posição de impedimento, e tenta disputar a bola junto ao zagueiro do Mirassol. Ele não domina a bola, nem sequer a toca; portanto, não está em impedimento ativo para a situação 1 (interferir no lance). Tanto o árbitro e o bandeira mandaram a jogada seguir. Porém, repare que o zagueiro do Mirassol não conseguiu ter a posse de bola. Ele a chuta e o rebate cai novamente ao adversário. Se Pato Rodrigues não tivesse tentado a disputa, não seria mais fácil para o defensor para tentar o domínio do lance, ao invés do “chutão”? Portanto, ele está em impedimento para a situação 2 (interferir contra um adversário). Nas diretrizes da Regra 11 há uma ilustração representada pela figura 9 (abaixo):

No Segundo Lance, quando Giva chuta forte para o gol, Pato Rodriguez continua em posição de impedimento. O bandeira levantou seu instrumento entendo que ele está “interferindo contra um adversário”, pois está na trajetória da bola e a frente do campo visual do goleiro. Já o árbitro entende que ele está em impedimento passivo pois abdica da jogada ao abrir as pernas, demonstrando desinteresse em dominar a bola (situação 1 – interferir na jogada). Como vale a decisão do árbitro, pois a autoridade maior do sexteto de arbitragem é a dele, o gol foi consignado e a decisão do bandeira desconsiderada. Errou o árbitro, já que além de estar a frente do goleiro e na trajetória da bola, o fato de abrir as pernas no futebol se configura também num “corta-luz”, ou seja, um drible sem toque, uma jogada que pode enganar o adversário. O goleiro Emerson, por exemplo, poderia entender que a bola batesse no atacante e saísse.

Veja abaixo essas duas situações das diretrizes da Regra 11: a figura 6 exemplifica o impedimento não assinalado, e que segundo a Regra, deveria ser marcado. Já a figura 7 mostra que se Patito estivesse fora da trajetória da bola, aí sim a decisão do árbitro seria correta, pois ele não estaria impedido, apenas em posição de impedimento.

Portanto, dois erros de impedimento nesta jogada.

Aproveitando: a expulsão por retardamento de Felipe Anderson foi correta e infantil. Ele já tinha cartão amarelo, e retarda a cobrança da falta do adversário, recebendo o segundo amarelo e consequentemente o vermelho (esse lance é o be-a-bá da arbitragem para se explicar o que é cartão amarelo por retardamento). E o cartão vermelho pelo carrinho de Patito Rodriguez, na sequência, também é correto, já que não visou a bola. Outro lance infantil, de força excessiva na linha lateral do campo, nos instantes finais…

– Partida de 2009 encerrada Ontem. Belluzzo 0 x 60 Simon!

Lembram de Fluminense x Palmeiras, pelo Brasileirão em 2009? Na ocasião, Carlos Eugênio Simon, pré-selecionado para a Copa do Mundo, anulou um gol de Obina (na verdade, antes da conclusão do tento ele já houvera apitado a falta do atacante palmeirense) e que rendeu polêmica. O presidente da equipe palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo, renomado economista e diretor da Facamp, o chamou de “vigarista, safado e crápula”, entre outras acusações e insultos.

Simon o processou e ganhou. Segundo Mônica Bérgamo, em sua coluna na Folha de São Paulo de hoje, o ex-presidente palmeirense depositou R$ 60.000,00 como indenização.

Na matéria, a jornalista publicou que:

Belluzzo diz que fez o depósito com dinheiro de sua poupança pessoal e afirma que paga “com prazer o baixo preço da dignidade do senhor Simon”. O desembargador que relatou o caso diz que o juiz é um “conceituado árbitro” de “inequívoco” prestígio nacional e internacional e que sua “honra e boa fama” foram “agravadas de maneira vil”.

Parabéns ao Simon. Já passou da hora de dirigentes falarem o que bem entenderem, ofenderem a honra de pessoas honestas e não dar em nada. Que sirva de exemplo.

A propósito: antes do jogo, me recordo que o repórter da Rádio Jovem Pan Luiz Carlos Quartarollo entrevistou Toninho Cecílio, gerente do Palmeiras, que declarou sobre a escala: “Simon é um ótimo árbitro, de experiência de duas Copas do Mundo, competente e que agrada ao Palmeiras”…

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– Neymar e a Pressão Interna / Externa

A Jóia Santista sente a pressão: os torcedores do Santos questionam quando Neymar não desequilibra; no exterior, o garoto também é colocado em dúvida. Cruyff declarou que “o Barcelona não precisa de Neymar” (na hipótese do jogador se transferir para o time catalão).

Na verdade, por ser gênio, a cobrança aumenta. Não dá para duvidar da condição técnica do garoto, e infelizmente, justamente pela genialidade, as pessoas exigem sempre boas atuações.

Claro que existem questionamentos: Neymar se adaptaria no exterior? Teria que mudar seu estilo? Aconteceria como Robinho, que após um bom início sumiu no futebol?

Parece inevitável: para diminuir a pressão e a cobrança em todos os jogos, o garoto terá que ir a Europa para dividir a responsabilidade de ser decisivo com outros craques.

Eu acho que ele não fica até a Copa de 2014 no Santos. E você?

Pensando bem, é importante que ele saia: crescerá como jogador, como cidadão e como esportista em si; afinal, tomará vaias quando cavar faltas, e não aplausos. Claro, poderá ser um sucesso se mostrar seu repertório de jogadas por lá, se assim sua equipe (seja lá qual for) permitir.

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– Nenê artilheiro e de pavio curto!

E o nosso amigo jundiaiense Nenê, ex-Paulista e atualmente jogando no Oriente Médio?

Após recusar uma proposta de transferência do PSG ao Santos FC, foi ao Catar e começou sua temporada no novo clube muito bem, marcando gols e com boas atuações.

Mas, neste último final de semana, perdeu a cabeça. Deu um soco no adversário e acabou expulso. Depois disso, iniciou uma baita confusão. Se via de tudo dentro de campo, com invasão de comissão técnica e de sheiks!

Deselegante e indevido… que pena! Veja o lance: http://is.gd/TZ4Qhh

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– Rodízio de Faltas: o que fazer?

Uma das táticas antidesportivas no futebol usadas atualmente é a prática do “rodízio de faltas”, quando os jogadores se revezam em cometer as ditas “faltinhas” de jogo para que o adversário não avance, anulando craques e deixando o jogo mais feio.

Quer exemplos? Luís Felipe Scolari fazia isso no Palmeiras, colocando diversos atletas para matar as jogadas no meio-de-campo e impedindo o outro time de conseguir jogar. O Bragantino praticava com perfeição, alternando infratores. E hoje, o Botafogo-SP é a bola da vez, pois seu treinador (Marcelo Veiga) é mestre nessa estratégia.

As vítimas do rodízio de faltas são equipes que tocam bem a bola e jogadores diferenciados – no Brasil: Neymar.

O grande problema é coibir tal artifício, já que normalmente são faltas leves (porém numerosas). Os árbitros têm dificuldade em observá-lo pois acaba sendo um método silencioso de unfair play, e com a mudança constante de infrator, dificulta a identificação.

O rodízio de faltas pode ser contra uma equipe ou contra um jogador difícil de se marcar. E como proceder?

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), o árbitro deve advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pelo motivo da equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

O rodízio de faltas é um mal para o futebol brasileiro; tolha o jogo bonito, acaba com o tempo de bola rolando e nivela a qualidade dos atletas por baixo, já que a partida “não rende”.

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– E quando o Jogador cobra a Falta, vai na Trave e a bola volta a ele?

Pergunta do internauta Marcus Correia de Lima, taxista de Cubatão:

Se um jogador de futebol de campo cobra uma falta e a bola bate na trave, ele pode tocar na bola antes de outro jogador em campo?

A resposta é: não! A trave, árbitros e mastros de escanteio são considerados neutros dentro de campo. Portanto, se o atleta cobrar um tiro livre, só poderá tocar na bola novamente quando ela tocar num adversário ou companheiro.

Se tocá-la antes disso, o árbitro deverá marcar tiro livre indireto à equipe adversária.

Me recordo de Rio Branco x Corinthians, arbitrado por Cláudio Vinícius Cerdeira. Foi falta para o Corinthians, Marcelinho Carioca cobrou, a bola bateu na trave e o corinthiano pegou de primeira, marcando o gol. A sorte de todos é que no caminho entre a trave e o Marcelinho, a bola resvalou em um adversário, tornando válido o chute do atacante.

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– A Falência do Paulistão está próxima?

Vide os números: os dois últimos modorrentos clássicos realizados no Morumbi (0x0 de Santos X Corinthians e São Paulo x Palmeiras), somados, não encheriam o Pacaembu! Já a partida entre Oeste x São Caetano, público de 81 pagantes!

O que acontece?

Os grandes clubes parecem não se interessar pelos Estaduais. Os pequenos sofrem a concorrência de outros lazeres mais baratos e menos violentos. E, claro, não há promoção do realizador do evento, a FPF.

O certo é que não existe mais o charme de outrora. E os esforços não são realizados para que a organização seja observada. Vide nesse final de semana (e da semana passada) fatos que afrontam a desportividade:

  • – No Nicolau Alayon, o treinador Fernando Diniz, suspenso, dirigiu a vitória da sua equipe (Audax) por 3 x 2 contra a Portuguesa. Como não poderia sentar-se no banco de reservas, interditou-se um pedaço da arquibancada atrás do banco e ali ficou. Cadê a FPF para tomar as providências?
  • – Em Campinas, o jogador quebra a perna após sofrer carrinho e o infrator só recebe Amarelo.
  • – Em Marília, na partida Marília x Independente, após o jogo, o atleta Johnny da equipe de Limeira agrediu o árbitro covardemente, chutando-o e conseguindo quebrar os aparelhos eletrônicos da arbitragem!
  • – No Morumbi, Lúcio agride Valdívia após vencida a disputa de bola e lhe arranca sangue.
  • – Cadê as revelações da arbitragem, dos times e das comissões técnicas até então? Rarearam-se?
  • – O presidente da FPF esteve como vice da CBF em Assunción assistindo Libertad x Palmeiras pela Libertadores, negociou junto com Marin um possível amistoso da Seleção Brasileira com a Federação Boliviana, mas não esteve prestigiando jogos nos estádios do Estado de SP; talvez não conheça o caminho…

A TV a cabo tem bons filmes; os clubes boas piscinas; na minha região há ótimas chácaras de veraneio; no Cinema não chove e é bem confortável. Apesar de gostar do futebol, o que me atrairia para ver baixo nível técnico, violência de torcidas, desconforto das arenas e regras não cumpridas, além do costumeiros un-fair play?

Saudades do Brasileirão… pelo menos, os jogos eram melhores!

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– A Fratura resultante do Carrinho em Ponte Preta x São Caetano

Um triste fato nesta rodada do Paulistão: no Moisés Lucarelli, o jogador Ferrugem (Ponte Preta) fraturou a perna após sofrer carrinho de Danielzinho. O infrator acabou recebendo cartão amarelo, e o atingido operado no hospital.

O lance pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hBt1IMQtx1o

Todo carrinho no futebol é perigoso. A Regra não diz que precisa pegar o adversário, mas fala sobre o risco a ele.

Na Regra 12 (infrações), se diz que: “um jogador deverá receber cartão vermelho se for culpado por jogo brusco grave”, e carrinho está envolvido nesse conceito. As diretrizes da Regra acrescentam ainda algumas recomendações, lembrando que a punição ao carrinho independe se atinge ou não o oponente. Ela está assim descrita:

“Todo jogador que se atire contra um adversário na disputa de bola, frontalmente, lateralmente ou por trás, utilizando os pés, com força excessiva ou brutalidade e colocar risco a integridade física do seu adversário, será culpado de jogo brusco grave”.

Danielzinho disse que não foi “na maldade” e que não é “marcador”. Mostrou abatimento. Isso não atenua a punição dentro de campo.

Mas.. e o árbitro?

Luís Vanderlei Martinuccio, que apitou a partida, entendeu como ação temerária e não expulsou o jogador, relatando que Danielzinho calçou o adversário. Errou! Certamente, quando assistiu na TV, repensou o lance. Fico preocupado pois, sendo aos 13 minutos do primeiro tempo, teria o árbitro “pipocado” em expulsar o atleta logo no começo da partida? Calma lá: nada de má intenção, mas de competência na condução do jogo. Carrinho tanto faz se pegou ou não, se na grande área ou no meio campo, se no primeiro ou nonagésimo minuto.

Lembrando: Martinuccio é o mesmo árbitro que errou ao marcar um pênalti no minuto derradeiro a favor da Ponte Preta, no jogo Corinthians x Ponte Preta. O vi in loco na partida Paulista x Mirassol, e foi tão mal quanto o jogo do Pacaembu (análises dessas partidas em: http://is.gd/FWCPlo ).

Será que o atleta infrator poderia ser suspenso por imagens no TJD-FPF? Que punição levará o árbitro? Ou nada ocorrerá?

Zé Boca-de-Bagre, o amigo do grande professor Reinaldo Basile, deve ter dito: “Deixa o árbitro e o Danielzinho na geladeira até o ferrugem voltar a jogar”.

E aí, o que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Você crê na Lisura Total no Futebol?

A imprensa registra a polêmica entrevista do presidente do Sport/PE, Luciano Bivar. Ele disse à diversas emissoras que “pagou para o jogador Leomar ser convocado para a Seleção Brasileira“, anos atrás. Porém, eu o ouvi em três ou quatro emissoras diferentes, e ele ora diz que foi pago a alguém da CBF, ora para intermediários.

O treinador naquela oportunidade era Emerson Leão, que já rugiu cobrando esclarecimentos, embora seu nome não tenha sido diretamente citado.

Aqui fica a dúvida: numa das entrevistas (à Jovem Pan), ele defendeu tal ato como lobby, e, segundo ele, sendo lobby não há problemas. E que faria de novo!

Caramba… Lobby não é negociar / pressionar / relacionar-se por defender uma causa que lhe interessa? E se a pessoa da qual se tenta conseguir o favor receber dinheiro ou favorecimento, não passa a ser corrupção?

Se Seleção são os melhores, pagar-se para que um atleta seja convocado não é desonestidade? Se o atleta Leomar não é um dos melhores, mas é chamado estranha e surpreendentemente para defender o Escrete Canarinho, não levanta suspeitas sobre o treinador?

Ainda: quem paga não é tão desonesto quanto quem recebe? Leão teria recebido algo ou “entrou na negociação” sem saber?

Se verdade, o presidente do Sport está no mesmo pé de igualdade de outras pessoas que exploram criminosamente o futebol.

Entretanto, cá entre nós: de vez em quando não nos passa pela cabeça que tais situações são corriqueiras? Jogadores de condição técnica duvidosa, tanto em Clubes como em Seleção, são privilegiados e surgem ‘do nada’ apenas por sorte?

Faça-se valer o mesmo discurso para os árbitros. Será que, assim como os jogadores, isso não poderia ocorrer com os árbitros de futebol? E aqui não entra somente o mérito financeiro, mas sim o político. Determinados nomes seriam privilegiados (mesmo com deficiência técnica) por razões obscuras?

Claro que não estou afirmando que isso acontece. Mas nós, pessoas esclarecidas e que estão envolvidas no meio esportivo, não somos levadas a ao menos discutir sobre esses “causos” suspeitos?

O futebol está se tornando chato. Nesses últimos dias, as notícias foram:

  • – máfias de fabricação de resultados (comprovadas) na Europa;
  • – morte de garoto por membro(s) da torcida organizada do Corinthians;
  • – pronunciamento do treinador Dunga de que alguns jornalistas recebem dinheiro para falar bem de determinados jogadores;
  • – contrapartida do jornalista gaúcho Pedro Ernesto de que treinadores ganham dinheiro com a transação de atletas.
  • – queda do diretor de árbitros da CBF que declarou sobre denúncias de manipulação de árbitros brasileiros (onde nada foi esclarecido);
  • – agressão a jogadores palmeirenses por parte de membros da Mancha Verde, que entraram no estádio argentino financiados pelo próprio Palmeiras;
  • – denúncia de vendas de vagas na Seleção Brasileira.

Some-se a isso os lances que deixam no imaginário do torcedor comum a existência de golpes: mão na bola desnecessária de zagueiro aos 50 minutos do segundo tempo em Bragança Paulista; expulsão estranha no jogo do Manchester United x Real Madrid e na sequência uma virada no placar; árbitro que aplica muitos cartões a um time e quase nada a outro…

Nada disso foi ou é comprovado. E nem pode significar necessariamente corrupção! Mas… não faz você estar descrente do mundo do futebol?

O Luciano Bivar precisa se explicar melhor e dar nomes: a quem pagou, e quanto custou! E assumir a responsabilidade.

Por fim: diante de tudo isso, não está na hora de repensarmos o futebol? Ou melhor: será que a hora já não é tardia?

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– Análise da Arbitragem de São Paulo x Arsenal (Libertadores) e o mau momento da Arbitragem Sulamericana

A arbitragem sulamericana começou mal 2013. Os árbitros que se destacaram no ano passado – o venezuelano Soto, o colombiano Roldán e o peruano Carrillo – estão decepcionando na Libertadores da América.

Nitidamente, a Conmebol resolveu radicalizar na renovação. E com isso, os árbitros brasileiros que estão em baixa perdem mais espaço, outros experientes como o chileno Ósses e o paraguaio Amarilla são deixados de lado (embora escalados), além do mau momento dos argentinos e uruguaios.

Assim, Wilmar Roldán, árbitro da final da última Libertadores, comprometeu sua atuação na noite de ontem em São Paulo X Arsenal (assim como Çakir, árbitro da final da última Champions League, comprometeu anteontem em Manchester X Real Madrid).

Antes do início da partida, uma verdadeira lambança: segundo a regra, os clubes devem ter cores distintas dos uniformes, e tanto Arsenal quanto São Paulo entraram com shorts branco. Ora, cadê o quarto-árbitro para cuidar disso antes de entrarem em campo? O mandante tem o direito de jogar com o uniforme que quiser, e cabe ao visitante trocar de roupa. Porém, o São Paulo teve que trocar o calção – ou por gentileza, ou por ordem da arbitragem. Com isso, atraso no início da partida.

Ainda antes do apito inicial: e o constrangimento dos Hinos Nacionais tocando com menosprezo? Apenas Rogério Ceni perfilado solitariamente no Hino Brasileiro, e durante a execução do argentino, um bate-bola de aquecimento dos Hermanos.

Vamos aos lances de jogo: bola que é cruzada pelo Arsenal e que bate involuntariamente na mão de Cortês. Lance normal, segue o jogo. Mas aqui há a marcação de pênalti! Erro infantil do árbitro, com interpretação totalmente equivocada. Entenda como funciona:

Para marcar uma falta ou pênalti por uso indevido das mãos na bola, o árbitro deverá levar em consideração as seguintes circunstâncias (extraídas da Regra 12):

  • – o movimento da mão em direção à bola, e não da bola em direção à mão (intenção ou não de usar a mão para pegar ou parar a bola);
  • – a distância entre o adversário (dá tempo da mão “desaparecer” da jogada para que ela não bata?);
  • – e a bola que chega de forma inesperada (bateu no susto?).

Portanto, esqueça alguns ditos de que é necessário verificar a posição das mãos ou braços: a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço colado, braço aberto, mão em punho ou riste… tudo bobagem e folclore!). Esqueça também ditos populares de que a bola ía para o gol, impediu um cruzamento, entre outras crendices (Importante – é a única infração em que você exclusivamente avalia INTENÇÃO, pois não há a possibilidade de avaliar as outras nuânces da regra, que são a imprudência ou uso de força excessiva).

Depois disso, avalie: Cortês teve intenção ou não?

Outro lance polêmico foi a não-marcação de um suposto pênalti sobre Luís Fabiano. O atacante sãopaulino entra na área, e ao sentir a mão do adversário, desaba. Ora, futebol é esporte de contato físico, e aparentemente não houve empurrão que desequilibrasse com força suficiente o atleta. Neste lance, acertou o árbitro.

Por fim, Osvaldo, nos últimos instantes da partida, se jogou descaradamente para cavar a penalidade. Cartão amarelo bem aplicado.

Nestes 3 lances importantes e capitais, o árbitro acertou 2 e errou 1. Curiosamente, os dois acertos eram de interpretação de maior dificuldade do que o erro acontecido, que era uma jogada fácil e que acabou sendo determinante no resultado. Além disso, durante a partida, o árbitro se posicionou mal em campo, errou diversos lances bobos e permitiu certo retardamento do Arsenal (principalmente no segundo tempo).

Após o jogo, Luís Fabiano foi reclamar com o árbitro e foi expulso. Depois de receber o vermelho, reclamou de perseguição, racismo e de outras coisas. Ora, tão rodado que é, não deveria usar a sua experiência para evitar infantilidades como as de ontem?

Aqui, tanto Luís Fabiano como Wilmar Roldán mostraram similaridades: os dois são bons em seus ofícios, mas estiveram em uma noite de extrema infelicidade.

Aliás, que sorte o Arsenal da Argentina tem com decisões equivocadas da arbitragem: seu zagueiro quase quebrou a perna criminosamente de Ronaldinho Gaúcho na rodada passada e o atleta nem expulso foi. Ontem, novo erro ao seu favor. Parece que ter camisa não está adiantando mais na Conmebol…

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Simular Faltas é Para Cartão Amarelo, mesmo quando o Jogador é Canastrão?

É. A antidesportividade deve ser coibida. Às vezes, o árbitro falha e não dá cartão para simulação.

Mas veja esse canastrão na Supercopa da Holanda (lance enviado pelo amigo Carlito Góes, via twitter): depois da dividida, o jogador anda e resolve pular para cima a fim de cavar a falta. Juizão nem deu cartão… ficou com dó!

Veja a bizarrice em: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/07/31/jogador-do-twente-revela-lado-canastrao-ao-tentar-cavar-falta/

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– O Futuro do Futebol é na Grama Sintética?

Quando começou a surgir, muitos diziam que a Grama Sintética seria o gramado do futuro no futebol. Não é bem assim…

Como alternativa a países onde a grama natural sofre com as condições climáticas, o piso artificial pode ser uma opção. Mas os clubes e países de alto nível no futebol até agora relutam em o ter como principal gramado.

A FIFA autoriza e classifica dois tipos de grama sintética: 1 star ou 2 stars. A primeira é autorizada para campeonatos amadores e determinados jogos profissionais. A segunda, para partidas de torneios internacionais mais relevantes. Em seu site, pode-se realizar a consulta das arenas autorizadas: http://is.gd/uwpEPt

Nesta 4a feira, o Corinthians jogará em um gramado que perdeu a autorização FIFA, e que seu clube, o Tijuana, busca certificá-lo daqui 2 meses, quando ocorrerá a troca do carpete. Por enquanto, não tem a recomendação para jogos oficiais.

A validade das autorizações é importante já que a maciez do piso, rispidez do carpete e outros detalhes são fundamentais para que se tenha certa semelhança com a grama natural. Com o desgaste, o gramado sintético pode ocasionar graves lesões.

Trabalhei em algumas partidas com esse gramado. A bola corre e pula mais, sendo que o árbitro deve tomar muito cuidado com a calibragem – se cheia, fica indomável (dificulta uma “matada de primeira”, por exemplo), se murcha, não dá para jogar.

Provavelmente, a tecnologia ainda aprimorará os gramados artificiais, e a FIFA está de olho nisso. Por hora, poucos gramados estão autorizados para partidas profissionais.

Infelizmente, a Conmebol fez vista grossa a esse problema no México.

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– Corinthians e o Estádio da Grama Proibida!

O Corinthians jogará contra o Tijuana no México, em um estádio de grama sintética. Porém, cairemos na mesma situação do ano passado: novamente a Conmebol aceita uma partida internacional de futebol profissional em gramado não autorizado pela FIFA.

Para pisos sintéticos, a FIFA avalia uma série de fatores, com diversas regras para autorizar seu uso como alternativa à grama natural. Se aprovado, o gramado recebe a certificação de 1 ou 2 estrelas.

Na América do Sul, existem apenas 23 estádios com tal gramado autorizado pela FIFA (5 no Brasil). O Juan Aurich, do Peru, jogou contra o Santos num piso não autorizado (na oportunidade, muita reclamação dos brasileiros pelo péssimo estado do gramado sintético).

Pela Concacaf, a FIFA autorizou 91 praças esportivas – quase todas nos EUA e Canadá, e nenhuma no México.

A consulta pode ser feita no próprio site da FIFA, cujo link direto de buscas de estádios com grama sintética autorizados é: http://is.gd/uwpEPt

O Corinthians já está com problemas na Conmebol devido aos sinalizadores de Oruro. Será que reclamaria com a entidade? Não nos esqueçamos que o México não pertence a Conmebol e joga a competição como convidado – embora tenha que se submeter a legislação de gramados da FIFA.

Qual(is) o(s) motivo(s) para a Confederação Sulamericana fazer vista grossa?

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– E o Chefe dos Árbitros Caiu!

Xi… Soube que o Cel Aristeu Leonardo Tavares pediu demissão do seu cargo de Presidente da Comissão de Árbitros da CBF.

Quais teriam sido os motivos? Pressão extra-campo, dificuldade na execução do trabalho ou problemas particulares?

Para mim, sua queda ocorreu devido a polêmica entrevista que deu sobre árbitros supostamente envolvidos em esquemas de manipulação de resultados aqui no Brasil. Ele disse que havia denúncias, investigações e outras complicações. Porém, que os mesmos estavam trabalhando normalmente.

Para quem não leu, falamos sobre o imbróglio dias atrás, na nossa coluna no portal da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17635/O+%93Disse-que-me-disse%94+mal+dito+dos+Arbitros

Veja a nota oficial da CBF:

“Aristeu Tavares pediu hoje, na sede da CBF, exoneração do cargo que ocupava de presidente da Comissão de Arbitragem. Imediatamente, o presidente José Maria Marin, através da Resolução 04/2013, nomeou Edson Resende, interinamente, como presidente da Comissão de Arbitragem. Na mesma Resolução, o presidente Marin nomeou Aristeu Tavares para compor a Escola Nacional de Arbitragem.”

Lembrem-se: Sérgio Correa, que era o antigo presidente da CA-CBF, foi demitido e posteriormente remanejado para a Escola Nacional de Árbitros da CBF. Dionísio Domingues, secretário da Comissão, que caiu dias atrás, também foi para a Escola de Árbitros. Agora Aristeu, que pediu a conta, também foi para a ENAF.

Quer dizer que, se não der certo na Comissão de Árbitros, o cara acaba sendo remanejado como Formador de Árbitros?

Ora ora… a CBF precisa urgentemente rever sua estrutura organizacional.

Se é para apostar, penso que Dr Edson Resende não será o presidente interino, mas definitivo. E caso ele não aceite o desafio, Sálvio Spinola, Cel Marcos Marinho ou Jorge Rabelo (pela força política de suas federações) teriam chances.

A propósito: como o cargo de presidente da CA-CBF é estratégico, não duvido que alguma federação rebelde indique algum nome para que se tenha um entendimento político na CBF.

Façam suas apostas – e que se esclareça de fato: quais jogos e quais árbitros estão sendo investigados?

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– Pitacos, Bolas-Dentro e Bolas-Fora no final de semana futebolístico

1-.Com 9 rodadas do Paulistão, uma curiosidade: o Corinthians é o campeão do fair-play. Nenhum expulso em todas as rodadas. Dos demais times grandes, Palmeiras e São Paulo: 1 atleta cada; e o Santos, 2. Já os pequenos… muitos vermelhos!

2-.E sobre o Corinthians: que cáca do zagueirão do Bragantino! O Zé Boca-de-Bagre (amigo do professor Reinaldo Basile, jundiaiense ilustre) comentou: “com tanta picaretagem no futebol, você quer que eu acredite que o cara mete a mão na bola com 50 minutos, com um monte de camisa branca do seu lado, só por ruindade? Taí um joguinho suspeito de armação”.

Calma Zé… isso é opinião de palmeirense chateado. Eu não acredito em manipulação (até que se prove o contrário). Mas que é ruim da cabeça o tal do Rafael Andrade, isso é.

3-.Já que o citado Zé é palmeirense, um pitaco sobre o Verdão: eu (e a Globo, o DataFolha, etc) contei mais de 50 faltas no Derby paulistano da semana passada. Oficialmente, só 41. Parece que está difícil para os 4os árbitros fazerem a contabilidade das faltas. Compare os dados da Globo, da Folha, do Lance e da FPF. Nenhum vai bater.

4-.Falando em bater, quase esqueci: no Bragantino 2 x 2 Corinthians, houve um pênalti em cima do Alexandre Pato no segundo tempo. Ele escapou do goleiro (que quase cometeu a penalidade), mas não conseguiu fugir do zagueiro, que o acertou nas pernas. Fácil de marcar, mas tanto árbitro central e árbitro adicional não entenderam assim. Na Globo, Cleber Machado “marcou” e depois perguntou ao ótimo Gaciba se não tinha sido. O comentarista primeiro disse: “não foi, não houve o toque”. Cleber insistiu, e Gaciba: “lance difícil, parece que Pato cai antes”. Cleber questiona novamente com a imagem mostrando o chute e Gaciba de novo: “Na verdade, não é simulação, parece que Pato suaviza a própria queda”. Cleber ri e segue o jogo.

Gosto muito do Gaciba, mas nessa, me pareceu o Wright, que brigava com a imagem…

5-.Em Paris, Lucas marcou seu primeiro gol pelo PSG. Porém, o juizão deu o gol para o zagueiro adversário, como ‘contra’. Nada a ver… o ex-são paulino chutou para o gol e a bola desvia no becão. Tem que dar o gol para quem chutou ao gol. Para ser ‘gol contra’, só pode ser desvio involuntário em lance que não vai para o gol. A orientação é: dê para o atacante. Mas Lucas marcará outros, certamente.

6-.Já que o assunto é França: alguém assistiu a Lyon X Lorient? Nevava e a torcida organizada do pequeno Lorient pulava animada, apenas de shorts! Descamisados debaixo da neve… Ao menos, não tinham sinalizador.

7-.E falando em sinalizador: o fato lamentável acontecido na 4a feira parece não ter intimidado alguns. Na 5a, pela Libertadores, a torcida do Deportivo Lara (VEN) pulava alegre e sorridente com os artefatos. Se acontecer um acidente, responsabilzarão outro “de menor”?

8-.Ôpa: o time “de menor” do Botafogo-RJ (equipe junior) fez um amistoso internacional contra o Santos de Angola. Porém, tiveram como reforço Túlio Maravilha, na busca do seu milésimo gol. Placar final: Botafogo Sub-20 3 X 2 Santos (ANG) – com 3 gols de Túlio. Agora, o atacante tem 998 na carreira. Para dar um ar nobre, poderiam chamar o Corinthians de Presidente Prudente, o Palmeiras de São João da Boa Vista… assim, diria que fechou a carreira com adversários renomados (ou melhor, seus homenageados).

9-.O mesmo Zé Boca de Bagre lembrado no começo do post pergunta: quem é o meia armador brasileiro de pior custo-benefício: Ganso no São Paulo, Montillo no Santos, Kaká no Real Madrid, Valdívia no Palmeiras?

10-.Por fim: bom mesmo é o nosso querido Paulista de Jundiaí- começou lutando contra o rebaixamento e, mesmo sem dinheiro e elenco enxuto, está quase passando o atual Campeão Mundial de Futebol na tabela. O Galo da Serra do Japi está subindo no Paulistão. Na próxima rodada, ultrapassa o Corinthians.

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– O “Disse-que-me-disse” mal dito do Chefe dos Árbitros

Repercutiu extremamente mal a entrevista do Chefe da Arbitragem da CBF, Coronel Aristeu Tavares, ao jornal “O Popular” de Goiânia/GO.

Em matéria intitulada “Arbitragem sob Suspeita”, por Thiago Rabelo (ed 20/02/2013), disse sobre a questão de manipulação de resultados no Brasil:

Sim. Existem denúncias e, repito, foram de pronto encaminhamento para o Ministério Público, que é o órgão fiscal da lei. Eu esperei virar o ano, ver as denúncias e as coletas de provas. Eu quero acompanhar isso. Vou pedir para verificar com o Ministério Público como que está isso, se houve evolução. Temos de acompanhar. É uma obrigação nossa. Somos fiscais da moralidade da arbitragem nacional. Posso dizer que a CBF tem colocado ferramentas à disposição, inclusive da população, para fiscalizar isso. (…) Não posso entrar em detalhes porque é denúncia e isso pode dar em nada. Pode ser que alguém fez a denúncia com um objetivo sem fundamento de atingir alguém, porque o torcedor é um ser passional. Ele vê a sua equipe sendo traída e prejudicada, e o culpado é o árbitro. (…) [Os árbitros denunciados] continuam trabalhando. A gente monitora, obviamente, e não há, a princípio, nenhum indício que contra indique o trabalho desses profissionais. Repito, é uma denúncia que tem de ser analisada. (…) Veja bem, algumas denúncias surgiram até de árbitros. É algo interessante. O árbitro fez uma denúncia que ouviu aqui, ali, acolá. É algo que já foi enviado para o Ministério Público e o presidente da CBF já foi alertado”.

Portanto, a CA-CBF e José Maria Marin estão cientes de que existem denúncias de torcedores e de árbitros. Se ainda não foram apuradas, por que divulgar? E qual o motivo dos denunciados estarem trabalhando, se são suspeitos? Imaginem se as denúncias forem comprovadas – o que vier depois do fato provado, também ficará sob suspeita!

Ainda bem que não repercutiu muito. Mas imagine se estivéssemos em fase decisiva do Campeonato Brasileiro, e ocorressem erros de arbitragens (comuns no Brasileirão) que indiretamente favorecesse X ou Y? O que iríamos ouvir de “esquema”, “teoria da Conspiração”, etc…

O Coronel Aristeu foi infeliz em divulgar que árbitros sob suspeitas estão trabalhando, mesmo investigados e denunciados. Se os nomes vazarem… Erro de marcação de lateral virará lance capital para quem perder!

Gozações e insinuações indevidas como abaixo, lamentavelmente, florescerão. Se há suspeitos, afaste-os e investigue-se rapidamente!

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– O Lance Polêmico no Jogo Milan x Barcelona

Na Copa dos Campeões da Europa, o Milan venceu o Barcelona no Giuseppe Meazza. Passou desapercebido um lance inusitado, e enviado pelo amigo Denis Garcia (lance em http://is.gd/7k0hof).

Após a bola bater na mão de um atacante milanista, Boateng (Prince, na camisa) pegou a sobre e fez o gol. Bola na mão ou mão na bola?

Hoje, bola na mão. Mas, talvez daqui há alguns dias, pode ser mão na bola! A FIFA estuda mudar uma interpretação de que “lances de braços extremamente abertos não sejam considerados involuntários”, pois, segundo uma corrente, quem é descuidado tende a querer interferir na jogada.

Eu considero essa linha de pensamento inoportuna e inadequada.

Quer um exemplo de lance interpretado dessa forma? O pênalti desperdiçado por Ronaldinho Gaúcho (na partida Inglaterra x Brasil em Wembley) originou-se de uma bola que bateu no braço aberto – involuntariamente – do zagueiro. O árbitro português Pedro Proença marcou pênalti, seguindo essa tendência.

Se aprovada a mudança da orientação da Regra 12, teremos uma absurda subjetividade nas interpretações. Na partida de quarta-feira, acertou o árbitro. Mas se fosse jogada com a possível (mas incerta) mudança, poderia ter sido irregular.

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– A Burra exigência da FIFA sobre os Árbitros e a Reprovação dos Grandes Nomes

Há tempos venho reclamando que a FIFA vem querendo corredores, e não árbitros. Seja a CBF ou a FPF, a cobrança para que o árbitro corra muito mais do que um jogador profissional (e ele já corre mais do que qualquer atleta em campo) está acima da razão. Vide as contusões que árbitros vem sofrendo, tipicamente de overtraining (excesso de treinamento).

A preocupação com a preparação técnica, prática, postural ou disciplinar ficou a segundo plano. Primeiro o condicionamento físico, depois o restante. E isso está deturpando a lógica da competência. Quer um exemplo?

No último teste físico (o rigorosíssimo e exagerado FIFA TEST) realizado em Goiânia, ontem, reprovaram Wilson Luís Seneme (o melhor paulista) e Marcelo de Lima Henrique (o melhor carioca). Assim, dois ótimos árbitros FIFA ficam de fora das escalas. E sabe quem teve o melhor rendimento? Francisco Carlos Nascimento, o Chicão de Alagoas, de tantas ruins atuações em campo.

Vejam como tudo está errado: se jogarem hoje Argentina X Uruguai pelas Eliminatórias da Copa, Seneme ou Marcelo de Lima estariam vetados, mas Chicão seria escalado!

Não está na hora das Associações de Classe contestarem esse absurdo e indevido teste físico? Seu rigor e exigências fogem da realidade do futebol. A médio prazo, o árbitro “vira o fio”.

O problema é: será que há independência suficiente dos Sindicatos de Árbitros protestarem contra as Federações/Confederação, fazendo o clamor chegar à FIFA? Muitos dos funcionários das entidades representativas trabalham nas próprias federações…

Coitados dos árbitros. Não têm a quem recorrer.

Boa sorte a quem teve dificuldades. São árbitros decentes, esforçados e injustiçados pelo sistema. E 2014 vem chegando…

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– Ponte Preta X Santos: acertou o árbitro?

Ontem, mais uma polêmica envolvendo o atacante Neymar. Tão jovem, tão craque e tão intempestivo…

No final do primeiro tempo, uma bola foi alçada na área penal da Ponte Preta. Na entrada da grande área, com a bola ainda em jogo e com os atletas não estando em condição de disputá-la pela trajetória, Neymar chuta o adversário Arthur entre as pernas. Num primeiro momento, me pareceu uma encoxada, mas com a imagem recuperada, sem dúvida foi uma ação proposital. O atingido se vira, e tenta um tapa para intimidar.

Pela Regra do Jogo, ambos poderiam ser expulsos ali, ou, dependendo da interpretação do árbitro, poderiam receber um cartão amarelo acompanhado de bronca. Mas na sequência, os dois atletas se juram, mão no rosto, aperto de buchecha e ofensas simultâneas. Com esse acúmulo de atitudes inconvenientes, a expulsão dos dois atletas foi correta. Segundo a súmula da FPF (acesse em: http://is.gd/AAPPxSFC e procure o referido jogo), quem viu o início da confusão foi o árbitro adicional Rodrigo Braguetto.

Porém, tivemos uma falha: o jogador pontepretano Cleber, em meio ao tumulto, dá um safanão que derruba o santista. Por essa atitude, também deveria ser expulso.

Duas considerações:

1) Quando está com o placar em desvantagem, Neymar parece ser outro jogador. Nervoso demais e excessivamente questionador com a arbitragem… Será que não precisaria de maior equilíbrio emocional? Hoje, isso é “treinável”.

2) Luís Flávio de Oliveira, o árbitro do jogo, se machucou durante a partida. Antonio Rogério Batista do Prado, árbitro do Derby ocorrido na mesma tarde, voltou de contusão. Será que a rigorosíssima cobrança física sobre os árbitros não está ocasionando overtraining? Isso é uma crítica antiga minha: a FIFA, CBF e FPF estão querendo velocistas, não árbitros.

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– Corinthians 2 x 2 Palmeiras: Jogo Bom, Regra Chata, Jogador Xarope

No Derby deste domingo no Pacaembú, uma partida boa para se assistir: gols, boas jogadas e algumas polêmicas.

Primeiro destaque: Ralf mostrou dualidade de competência: ingênuo num lance, inteligente no outro. E a arbitragem idem em ambos. Explico: no lance do segundo gol palmeirense, a jogada nasceu de uma cobrança de falta originada de um lance infantil de Ralf: uma bola na lateral em velocidade, quase saindo de campo, e o atleta vai no corpo do adversário. O bom bandeira Bocão (apelido do amigo Anderson Coelho) estava atento e marcou a desnecessária infração cometida.

Mas Ralf mostraria algo mais: minutos depois, o palmeirense Márcio Araújo avançou, atravessou o campo e na disputa de bola com o corinthiano, ganhou a posse, restando apenas Cássio a sua frente. Porém, Ralph se vira ao árbitro, abdica do lance e pede/grita/cava falta. O árbitro Rogerinho (Antonio Rogério Batista do Prado) marcou… Não foi nada, mas talvez por ter sido Ralph, que é um atleta respeitado, o juizão caiu na lábia do atleta.

Mais tarde, uma prova de que as Regras do Jogo podem desagradar: Emerson Sheik, na metade do segundo tempo, deu uma entrada perigosíssima em Wesley, que só não se machucou pois pulou. Deveria ter recebido Cartão Vermelho! Entretanto, o árbitro entendeu como ação temerária, e puniu com Cartão Amarelo. Curioso: Cartão da mesma cor que recebeu Romarinho, por retardar o início de jogo com comemoração excessiva do gol…

Um tenta quebrar o adversário; outro festeja o tento alcançado. Ambos punidos da mesma forma! Algo não precisa ser mudado? Aliás, qual atleta (que não jogue no Corinthians), tem Emerson Sheik como atleta leal em campo?

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– O Lance de Ronaldinho Gaúcho X Rogério Ceni em Atlético/MG X São Paulo. Vale?

Na partida entre Atlético Mineiro 2 X 1 São Paulo, na noite de quarta-feira pela Libertadores, um lance inusitado: Ronaldinho Gaúcho bebia água junto a Rogério Ceni, e eis ficou lá na grande área são-paulina sozinho, isolado, em posição de impedimento.

Porém…

Não é que um arremesso lateral foi cobrado a ele, que sozinho pegou a todos desprevenidamente e marcou um gol?

Se jogada treinada ou não, sei lá. Mas conheciam a regra e foram inteligentes.

E algo a debater: por quê não se treina detalhes da Regra do Jogo?

Quer melhor exemplo do que tiro de meta? Basta o cara ficar na banheira e esperar um “bico do goleiro”, que não há problemas. Poucos jogadores sabem que não existe impedimento em tiro de meta…

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– Visão de Árbitro sobre número de faltas em Messi e em Neymar

Uma discussão que se alonga há tempos, e que confesso, se tornou cansativa, é: Neymar é caçado em campo ou não?

Quando surge o debate sobre esse tema, não há como não lembrar de Messi: o atual número 1 do mundo é costumeiramente recordado para se comparar, polemizar e até mesmo rivalizar com o jogador santista, justamente pela fama que o argentino tem em “não cair em campo”, permanecendo em pé e disputando as jogadas sem priorizar as faltas. Para quem não teve a oportunidade de assistir, vale a pena esse vídeo do YouTube: Lionel Messi – Never Dives: http://www.youtube.com/watch?v=I0gS5CshUDE

Porém, alguns números podem trazer, se analisados de maneira absoluta e não-relativa, uma falsa impressão de que Neymar é perseguido duramente em campo, enquanto Messi não é. Esses números se referem a faltas recebidas. Vamos conhecê-los?

Segundo os dados do ex-árbitro FIFA e atualmente comentarista do Sportv Leonardo Gaciba, em Outubro/2012 (quase final do Brasileirão 2012 e do 1o turno da Liga Espanhola 2012/2013), Neymar sofrera 7,2 faltas por jogo, contra 2,2 de Messi.

De maneira simplista, você pode dizer que Neymar apanha mais de 3 vezes do que Messi. Mas há um dado curioso: o português Cristiano Ronaldo recebeu no mesmo período 2,4 faltas por jogo, quase a mesma média do argentino rival (dados em: http://is.gd/AmXQCt). Neymar sofre muitas faltas, ou os jogadores do Campeonato Espanhol recebem poucas?

Ainda ingenuamente, você poderia alegar que tais números comprovam que Neymar é perseguido. Mas antes de aprofundarmos o debate, mais números curiosos: até Ananias, jogador da Portuguesa, recebeu mais faltas que Lionel Messi! O atleta, segundo o Uol/Folha de SP/ DataFolha (dados em: http://is.gd/sBCHQR) recebeu 3,3 faltas por jogo durante o último Campeonato Brasileiro, sendo o 10o do ranking de atletas que sofreram infrações naquele ano.

Para ajudar a ter uma melhor interpretação dos números, vale outro indicador: o de médias de faltas por torneio. Em 2012, o Campeonato Brasileiro teve 36,8 faltas / jogo (contra 36,2 em 2011). Wilton Pereira Sampaio, eleito o melhor árbitro do campeonato pela CBF (embora não tenha meu voto), marcou quase 44 faltas /jogo. Na Espanha, a média é 28. Na Inglaterra e na Argentina, 21 (dados de http://is.gd/TwfkOT)! No Paulistão, em jogos do Santos (até a rodada 6, segundo as súmulas da FPF), é de 31,5.

É necessário comentar: o que podemos dizer do número de faltas por aqui, se uma partida tem 90 minutos? Uma falta a quase 2 ½ minutos corridos! E se contabilizarmos tempo efetivo de jogo (bola rolando), a coisa piora.

As características dos dois atletas – Neymar e Messi – bem como as dos campeonatos – brasileiro e espanhol – podem nos dizer muita coisa. E é aqui que começamos uma interpretação relativista dos números observados até agora, que são frios e, portanto, absolutos. Com olhos de árbitro de futebol, sem dúvida é preferível o estilo de jogo de Messi do que o de Neymar, pela facilidade em arbitrar as partidas desses dois atletas comparados. Para a magia do futebol e do seu meio envolvido, prefere-se o inverso, pois não se polemiza pós-jogos do argentino do Barcelona, ao contrário dos pós-jogos do brasileiro do Santos.

Enfim: Neymar é perseguido ou não?

Para responder, leve em conta algumas coisas:

1) O número de faltas em Messi é baixo, pois normalmente ele abdica da falta e prefere levar a vantagem mantendo a posse de bola (quando é possível). Neymar prefere a bola parada (muitos clubes que possuem bons batedores de falta entendem que a vantagem é ter uma falta, ao invés da posse de bola). Assim, as faltas não marcadas pelas vantagens que Messi se beneficia não são contabilizadas, trazendo o índice dele para baixo.

2) Em muitos lances, Neymar procura cavar faltas (legalmente – forçando seus marcadores a tentarem que roubem a bola; e ilegalmente – simulando faltas). Os dribles numerosos naturalmente forçam a falta. Messi não tem essa característica. Portanto, nesse quesito temos um aumento do índice do santista.

3) Neymar não tem tantas estrelas ao seu lado para jogar, como Messi, que pode dividir responsabilidade com Xavi, Niesta & Cia. Então, por ser mais participativo durante as partidas, Neymar é mais visado. Objetivamente: Neymar prende mais a bola do que Messi, por falta de maiores opções de companheiros de alto nível técnico.

4) Há 4 anos, Neymar figura na relação dos 4 atletas que mais apanham no Campeonato Brasileiro, mas está ao lado de jogadores que costumam ser mais individualistas e que costumam procurar o contato físico do adversário (em alguns casos, esses atletas são taxados de provocativos). Veja a relação (do UOL: http://is.gd/sBCHQR)

a)2012– (Faltas por jogo)

Neymar (Santos) 6,6

Valdívia (Palmeiras) 4,6

Kleber Gladiador (Grêmio) 4,3

Emerson Sheik (Corinthians) 4,3

b)2011– (Faltas por jogo)

Neymar (Santos) 6,9

Kleber Gladiador (Palmeiras) 5

Emerson Sheik (Corinthians) 4,1

Wellington Nem (Figueirense) 4

Valdívia (Palmeiras) 3,7

c)2010– (Faltas por jogo)

Kleber Gladiador (Palmeiras) 5,5

Neymar (Santos) 4,6

Maicosuel (Botafogo) 3,7

Joilson (Grêmio) 3,7

d)2009– (Faltas por jogo)

Ganso (Santos) 9

Rodriguinho (Fluminense) 7

Caio (Botafogo) 7

Neymar (Santos) 6,5

5) Diante dos dados acima, uma outra consideração deve ser feita: alguns atletas não são bem quistos pelos adversários, e tendem a receber mais faltas. Seja pelo estilo debochado, por simulação, por bronca alheia ou até por inveja. Outros atletas, ao contrário, costumam ser mais respeitados e tendem a receber menos faltas, seja pela admiração do adversário, carisma e até mesmo pelo medo de lesionar um possível ídolo.

Cá entre nós: Kleber Gladiador, Emerson Sheik, Valdívia, entre outros, se enquadram no primeiro quesito. Já Raí, Ronaldo Nazário, Marcos e Rivaldo, constituem um elenco respeitado entre os próprios boleiros.

Corrobora com esse item uma declaração de José Mourinho, treinador do Real Madrid, ao final da temporada de 2010/2011 na Espanha. Na oportunidade, o português se queixava de que Cristiano Ronaldo sofria o dobro de faltas do que Messi e criou uma polêmica (extraído de: http://is.gd/QXAtnB), dizendo que:

Há jogadores a quem os adversários têm medo de meter o pé. Ronaldo não tem o privilégio desses outros jogadores (…) Tem 1,85 metros, é um animal de força e tem bom corpo para que lhe acertem. Por isso… zás e zás, pensam os adversários. E continuam a dar-lhe e a dar-lhe”.

Detalhe: a média de faltas recebidas naquele momento era de: Cristiano Ronaldo 2,4 contra Messi 1,3 (somando Taça do Rei e a Liga Espanhola).

6) As considerações dos 5 tópicos acima se somam a um problema perceptível: o rodízio de faltas praticado contra Neymar. Não que essa estratégia (difícil de ser punida corretamente pelos árbitros) seja a responsável pelo alto número de faltas (já justificada nas observações anteriores), mas ela é preocupante. A fama criada pelo santista de simulador de faltas e/ou “cai-cai” (verdadeira no início de carreira, mas claramente menor hoje) é um empecilho para que os árbitros consigam discernir as faltas reais das simuladas. Dessa forma, muitas vezes algumas faltas que aconteceram não são marcadas, e vice-versa.

7) Nível dos jogos: quanto melhor a qualidade dos adversários, menor o número de faltas. Real Madrid X Barcelona, por exemplo, disputado dias atrás, mostra respeito entre os atletas. Há espaço para os craques, marcação por zona e menor número de faltas (independe se em Xavi, Messi, Cristiano Ronaldo). Na Copa do Mundo de 2010, Inglaterra X Alemanha jogaram e só cometeram 13 faltas. Há duas semanas, contra o Santos, o Bragantino (sozinho) cometeu 22 infrações.

Pela lógica, quanto mais espaço, melhor desempenho. Vide a última Copa América: o rendimento de Lionel Messi na Seleção Argentina não foi o mesmo que no Barcelona (importante: não foi possível a obtenção dos dados das partidas da Copa América, nem da Libertadores, pois a Conmebol não disponibiliza publicamente as súmulas, sendo difícil obter o número de faltas sofridas pelos atletas nessas competições).

Assim, fica novamente a pergunta final, com minha particular apreciação: Neymar é perseguido ou não?

Para mim: Não, por todas as considerações acima. Os números frios com alto número de faltas sobre Neymar e baixo sobre Messi, de maneira absoluta, impressionam e são impactantes. Mas uma análise com as nuances relativas mostram que as características dos atletas explicam a naturalidade do índice de faltas, que não é excepcional e nem exclusivo deles, já que os estilos de jogo, dos torneios disputados e adversários costumeiros proporcionam esse resultado.

A curiosidade (com resposta incerta) é: e se hipotética (mas utopicamente) Neymar jogasse no lugar de Messi no Barcelona e Messi no lugar de Neymar no Santos, como seria?

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(Durante as Olimpíadas de Londres, o jornal londrino The Guardian pediu que seus leitores enviassem sugestões de fotos que ilustrassem como viam Neymar. Essa foi a vencedora.)

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(foto: extraída do site do Barcelona – divulgação)

– Libertadores: do 8 ao 80

A fase de grupos da Libertadores começa hoje. E teremos “jogões” e “joguinhos”, devido a alguns grupos serem fechados mais tarde e ao próprio sorteio.

Amanhã, teremos Atlético Mineiro X São Paulo, na nova Arena Independência. Se o estádio pudesse receber 100 mil pessoas, acho que teria lotação total. Aliás, esse jogo será arbitrado por Marcelo de Lima Henrique, que no ano passado, acertadamente aplicou um cartão amarelo curioso ao Luís Fabiano: na partida Cruzeiro X São Paulo, pelo Brasileirão (não me recordo se foi no próprio Independência), uma placa de grama estava saindo, o árbitro tentou ajeitar, e, na sequência, saiu. O esquentado jogador pegou o tapete e jogou pra fora, deixando o local careca. Hilário e infantil, não? Após a advertência, ficou contestando o juizão, que só não o expulsou pois Lucas o afastou (meio que na marra) a tempo. Seria mais um correto e bobo cartão vermelho do Fabuloso….

Semana que vem, Fluminense X Grêmio, outro jogaço. Dispensa comentários, não?

Em compensação, teremos Real Garcilasso (Perú) X Santa Fé (Colômbia)! Entra cada time na Libertadores… Aliás, tenho uma curiosidade: qual o motivo de um dos grupos ter como cabeça e chave o venezuleano Deportivo Lara? O que essa equipe fez, ou qual seu histórico no ranking Conmebol, para ser escolhida como a primeira de seu grupo?

Enfim, lembremo-nos das Novas Regras da Libertadores: cartões não viram mais multa, mas sim suspensão; estádios deverão estar a 100 km de um aeroporto comercial e sua capacidade não deverá ser menor do que 20.000 lugares, exceto se forem confortáveis.

O que seria confortável dentro da subjetividade da Conmebol?…

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– Por que se Reluta em Divulgar Nomes da Máfia do Futebol?

Nos últimos dias, a Europol divulgou que descobriu um mega-esquema de manipulação de resultados, envolvendo apostadores, jogadores, dirigentes e árbitros.

As partidas envolviam desde jogos secundários, de campeonatos pouco importantes – como búlgaro ou romeno – até partidas da Champions League.

Mas e os nomes? Apareceu um suposto mafioso de Cingapura, outro Tailandês, um árbitro de Portugal, mas… e os “cabeças”? E as pessoas de fama pública, quando surgirão?

Recentemente, a Juventus de Turim foi rebaixada para a 2a divisão do Campeonato Italiano por subornos. Tuta, centroavante brasileiro de inúmeros clubes, disse que quase apanhou no Venezia quando marcou um gol a favor da sua equipe em um jogo decisivo.

Outra coisa: não me sinto a vontade em ver sites de apostas eletrônicas nas camisas de grandes clubes, como Real Madrid e Milan. Suspeito ou não?

Ainda: só na Europa isso acontece? Dos tempos mais antigos (como a folclórica melancia do árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla) até os campeonatos mais recentes (Dualib e o seu 1-0-0), passando pelo caso Edilson Pereira de Carvalho & Gibão, estamos, apesar desses episódios, blindados de verdade?

Lembro-me de uma sábia consideração que ouvi do respeitadíssimo jornalista ítalo-brasileiro Cláudio Carsughi, que retrata o que penso:

Se Deus, no seu amor infinito, permitiu que houvesse corrupção até mesmo dentro da sua Igreja, por qual motivo preservaria a categoria dos árbitros de futebol?

Estenda-se essa observação às categorias dos dirigentes e jogadores.

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– Pitacos da 4a feira Futebolística

E o amistoso da Seleção Brasileira? Apesar da ótima escalação de Scolari, o time não rendeu. Mas, precisamos entender: a festa era inglesa, a motivação dos 150 anos da Federação Local, o time brasileiro sem treinar, entre outras coisas.

Uma verdade: Neymar ainda não rendeu na Seleção Brasileira. O garoto é muito jovem, vai aprender bastante, mas deve buscar mais o jogo. Do jeito que atuou ontem é inevitável comentar: contra o Botafogo de Ribeirão Preto, ele pinta e borda. Mas e quando pega time bom? Quando criança, a gente dizia que jogava “as brinca” e “as ganha” – de brincadeirinha ou valendo. Contra time pequeno, com vitória garantida, ele dá show. Mas pelo Escrete Canarinho, ainda está devendo.

E já que falamos do Botafogo Paulista acima, um lembrete: como bate esse time! Nada de violência, mas de falta para parar o jogo. Ou melhor, a prática do anti-jogo. Típico de times do Marcelo Veiga, que fazia a mesma coisa com o Bragantino: primeiro, pára o adversário; depois, começa a jogar. Trabalhei em vários jogos arbitrando ou como 4o árbitro em jogos dele, e a sina é a mesma: elevadíssimo número de faltas e jogo feio.

Como o Botinha tem 3 cores, que tal falar do Tricolor Paulista? Que pepino o Ney Franco – que faz um ótimo trabalho – está tendo. Jadson, sem marketing e que custou caro, engrenou e faz um belo campeonato. Cañete está bem. Ganso, o jogador caro, virou banco e não está jogando nada. Imaginaram a pressão dos empresários do PH Ganso, como devem estar p-da-vida? E a diretoria do São Paulo, estaria satisfeita? Tomara que não forcem a barra para que o Ney Franco o escale por política, ao invés de mérito.

Falando de tricolor, e o Galo Jundiaiense? Caramba, o nosso Paulista de Jundiaí perdeu mais alguns pontos em casa. Aliás: já fez quase a metade dos seus jogos como mandante. Tomara que eu esteja enganado, mas está claro que a briga é contra o rebaixamento.

Como falamos em queda, e o zagueiro Neto, do Santos? Despencou no gramado e o juizão entrou, marcando penalidade máxima (Linense X Santos). Salvo engano, estamos tendo recordes de pênaltis no Paulistão.

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– E se a Bola bater no Árbitro e for ao Gol em Tiro Livre Indireto?

A pergunta interessante e rica em detalhes vem do internauta Dydyer Mateus, via Twitter:

Em um tiro livre indireto, antes da bola pegar em qualquer jogador, bate no árbitro e vai para o gol. O que fazer?

A marcação de um tiro livre indireto surge de uma infração (solada / pé alto / reclamação, entre outras – sempre sem contato físico) e significa que uma falta será cobrada, mas dela não pode ser confirmado um gol diretamente. Necessita a participação de um segundo toque (do próprio time – exceto do cobrador – ou de um adversário).

  • – Se um jogador chutar a bola diretamente ao gol adversário, será marcado tiro de meta.
  • – Se a bola bater na trave, e na sequência entrar no gol, tiro de meta.
  • – Se bater na trave e for chutada/desviada/resvalada/tocada por qualquer atleta, independente se companheiro ou adversário do cobrador e entrar no gol, é gol legal.
  • – Se bater no árbitro, assistente ou adicional, e entrar no gol, é tiro de meta (já que o árbitro é neutro).
  • – Se um jogador chutar a bola diretamente ao próprio gol, não se confirma o gol-contra e será marcado escanteio.

Vale lembrar que se o atleta que cobrar o tiro livre indireto tocá-la antes dela entrar em jogo (ou seja, ser tocada por outro jogador), deverá ser marcado tiro livre indireto no local da ocorrência à equipe adversária.

Nunca se repete a cobrança, exceto na situação em que o árbitro assinala tiro livre indireto e esquece de informar aos atletas (o sinal é: levantar quaisquer um dos braços, e abaixá-lo no momento em que existe o segundo toque). Se o árbitro perceber seu esquecimento, o tiro pode ser repetido (desde que seja observado antes do reinício do jogo).

 

ATUALIZANDO A REGRA em 2021: clique em https://professorrafaelporcari.com/2021/06/23/o-arbitro-nao-e-mais-neutro-brasil-x-colombia/

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