– Um desabafo: cansa ouvir tanta bobagem.

Todos nós amamos o Paulista, mas quando “se é moleque e taca pedra na janela” (em relação ao dito popular em fazer críticas), obviamente a função é confortável.

Quando você se propõe em ser a vidraça, é porque você tem a solução e se acha mais capacitado e disponível para isso do que os demais. Se não tiver competência, ou tempo, ou clareza, ou até mesmo lucidez, não se aventure!

Digo isso pois: criticavam tanto o Galo e seus cartolas… malharam Pepe Verdugo, Zanatta, e vários outros (com algumas críticas justas e outras injustas), mas quando os críticos assumem a diretoria, não aceitam observações. Só vale para um lado?

Algumas coisas que você se assusta:

  • O secretário, que é conselheiro, fala que o Palmeiras vai bancar a reforma (ou parte de) do gramado do Jayme Cintra no sábado. Na segunda-feira o presidente desmente. E a culpa é… da oposição?
  • O time contrata uma baciada de atletas, faz exames médicos e na sequência dispensa 11 atletas. Mas não pode falar nome e histórico do seu elenco, para não despertar interesse em clubes rivais. É o Real Madrid brigando com o Liverpool pelo Mbappé? Pare com isso… como o torcedor vai torcer se nem o nome dos jogadores é revelado!
  • Às vésperas do processo eleitoral se revela que tem um “investidor” que vai colocar 100 milhões no Paulista e pagar a dívida milionária à vista (tá lá escrito por um porta-voz). E que há meses isso estava sendo negociado, apenas coincidiu de se apresentar à comunidade no final do ano. Se em 8 meses de namoro, NINGUÉM percebeu que o cara não tinha dinheiro e ludibriou todo mundo, a culpa é de quem? Iludir o torcedor (ou se passar de bobo por um espertalhão) é algo grave. E vale registrar: todo mundo avisou que seria um mico e arranharia a imagem do grupo. Teimosia ou Vaidade em não ouvir?
  • Ajudar o Paulista é ir comprar caneca na Festa da Uva? Não é só isso… ajudar o Paulista é pagar R$ 825,00 por ano em cadeira cativa para assistir 8 jogos na última divisão estadual. Esse discurso de “voluntariado” é uma tremenda média que se faz, num discurso que não se engole mais. Fica feio. Aliás, fica muito piegas querer dizer quem foi comprar souvenires ou não nesse evento, é coisa pequena demais para um clube como o Paulista.
  • Choramingar que a nova diretoria está há “um mês e cinco dias apenas” é brincar com a inteligência, né? Quem manda é a diretoria ou o presidente? Aliás, não foi uma eleição, foi uma reeleição, e o presidente continua seu mandato anterior. Aqui, fico com a sensação: se está duvidando da capacidade do torcedor fazer conta de matemática?
  • Reclamar que usam as informações que se passa nas Redes Sociais para discutir ou criticar? Ué, escreveu na Web publicamente está escrevendo para o MUNDO, cáspita. Incompreensível… Vou corroborar com o amigo jornalista e competentíssimo Fábio Estevam, que ao conselheiro Fernando Drezza, disse:
    “Fernando, boa tarde. Cara, tu é diretor do clube e, a menos que vc esteja dando uma opinião e deixe isso claro, quando vc faz esclarecimentos como este e anteriores, você está informando ao público. A imprensa, por sua vez, não só pode, como deve dar publicidade a isso, pois é o principal canal de informações do público. E para isso não precisa de autorização sua. É com muita naturalidade e respeito que estou explicando isso para ti, mas penso que a assessoria de imprensa do clube deveria orientar vocês.”

Por fim: quem está no poder, precisa entender que na Política de Clubes de Futebol existe situação, oposição, neutralidade e especialmente INTERESSE DO TORCEDOR. Quando alguém critica, na democracia, é para mostrar erros. Ou quando esse mesmo pessoal criticava era por outro motivo?

Todos gostamos do Paulista, e isso não quer dizer que se deve aplaudir coisas que nitidamente podem estar fora do eixo. Ninguém aqui está falando de corrupção, golpe ou algo que o valha, mas insistindo: há de se ter transparência na gestão, não trabalhar com o estômago (e isso significa: usar a razão e o profissionalismo) e entender que criticar não é ser inimigo.

A sensação que eu tenho é: parece que toda vez que se reclama de algo, imputa-se imediatamente o discurso: “é da oposição, quer cargo no Paulista, tá trabalhando para fulano”, e outras tantas bobagens.

Enquanto o Paulista não se unir DE VERDADE, e for tratado como uma posse de alguém (e digo isso aos diversos grupos que surgiram), não tem jeito… são essas ações que afugentam investidores sérios pois ficam com medo da credibilidade.

Fica a sugestão: todos os grupos do Paulista (situação, oposição, Conselho e torcedores representativos) deveriam se sentar à mesa para um choque de gestão.

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