– Lacres de Latinha e Cadeiras de Rodas: verdade ou mentira?

Você já deve ter se perguntado: realmente alguém usa lacres de latinhas para comprar cadeiras de rodas?

Sim, há!

Segundo a ONG “Lacre Solidário”, são necessárias 140 Garrafas Pet de 2 litros repletas desse lacre, pois o valor daqueles anéis de alumínio (repare que a quantidade é enorme), em reais, equivale a uma cadeira.

Abaixo, em: https://www.linkedin.com/posts/exame-com_exame-activity-7016055615789645824-kzgY/?utm_source=share&utm_medium=member_ios

EXTRAÍDO DE EXAME.com no LINKEDIN:

Possivelmente, você já viu alguém juntar lacres de latas de alumínio em casa ou soube de alguma campanha de coleta desses anéis. São várias iniciativas do tipo pelo país, que unem objetivos socioambientais importantes: reduzir o impacto do lixo, garantindo a destinação correta de milhões de lacres, e ,ao mesmo tempo, converter os resíduos arrecadados em ajuda para quem precisa. Uma das ações mais conhecidas é a doação de cadeiras de rodas para pessoas que não têm condições de comprar.

Mas algumas dúvidas pairam sobre os projetos com lacres das latinhas de alumínio. Uma delas é a respeito do porquê de coletar apenas o lacre. Muita gente acredita que o motivo é ele ser mais valioso do que o restante da embalagem, contendo maior concentração de alumínio.

Na verdade, é o oposto – o lacre contém menos alumínio na composição e, sozinho, ele tem menor valor comercial do que a lata em si. No entanto, as instituições preferem usá-lo para não prejudicar os catadores, para quem as latinhas são importante fonte de renda, e principalmente por uma questão de logística.

O manuseio dos lacres é mais simples do que o das latas: são fáceis de armazenar, não acumulam líquido nem atraem insetos. Isso descomplica o processo para as pessoas em casa e para quem coordena as iniciativas.

Depois que são entregues às instituições, o que acontece com os anéis de metal é outro questionamento comum. Muitos creem que são derretidos para virar uma cadeira de rodas. O que ocorre, porém, é que eles são vendidos para empresas especializadas em reciclagem de alumínio e o valor recebido é utilizado para comprar as cadeiras.

São necessárias, em média, 140 garrafas pet de 2 litros cheias de lacres para comprar uma cadeira, como explica a equipe do projeto Lacre Solidário, da SPMAR, concessionária que administra os trechos Sul e Leste do Rodoanel, em São Paulo. O movimento existe desde 2017 e já recolheu nas cabines de pedágio mais de 13 milhões de lacres, que resultaram na doação de 31 cadeiras de rodas.

Caso o lacre não seja doado para projetos socioambientais como esses, a dúvida mais comum é se ele deve ser removido da lata mesmo assim. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a embalagem deve ser descartada inteira no lixo reciclável, com o anel preso. Por essa parte ser menos pura em alumínio, ela perde valor comercial na reciclagem se não estiver anexada à latinha.

Mais de 33 bilhões de latas foram consumidas no ano passado no país, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), e 98,7% foram reaproveitadas, o recorde mundial.

Para continuarmos como líder global em reciclagem desse produto, é importante, portanto, que as latinhas sigam inteiras para a coleta seletiva e que os lacres sejam retirados só em caso de doação, em que terão a destinação certa do mesmo modo.

Para saber mais sobre os projetos, pontos de coleta e quem pode se candidatar para receber a cadeira, acesse o site do Entre Rodas e do Lacre Solidário.

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