E no mundo ideal, após a confusão criada por Patrick (ter levantado um caixão gremista com a ironia da série B, como um dia o pessoal do adversário fez com o colorado – ambos errados), veríamos:
- O empresário do jogador o alertando: “Você não sabe que a sua imagem fica prejudicada? Um dia você está aqui, outro ali. Veja o Luizão, centroavante: jogou no Trio de Ferro Paulista e tem portas abertas. Até o Renato Gaúcho, com todas as polêmicas, pode estar nas Laranjeiras e na Gávea.”
- A esposa dele, quando chega em casa: “Você sabe a cáca que fez? E quando as crianças forem para a escola? E quando a gente for em um restaurante? E na hora em que eu for ao supermercado, imaginou a reação, deixando a família visada?”
- O clube dele: “Precisamos acabar com a violência, e você faz isso? Você é profissional, não é torcedor para fazer essa bobagem. Temos patrocinadores querendo retratação. E a imagem do time?”
- A CBF: “Você está depreciando o campeonato. Já não bastam os problemas existentes, e agora provoca uma confusão como essa?”
Neste cenário imaginário, um diretor do Internacional multaria o atleta pela confusão ocorrida, pela expulsão desnecessária sofrida e pelo comportamento irresponsável. Mas… será que no mundo real ele não foi aplaudido?

Foto extraída de “O Globo”. Patrick, do Internacional, provoca o Grêmio após vitória do Colorado no clássico Foto: DIEGO VARA / REUTERS
