– A não-expulsão de Kayzer é exemplo de falta de padrão do VAR.

Eu não havia assistido Athletico 2×2 Flamengo, e vi somente hoje a bobeada da arbitragem no lance que deveria ser de expulsão de Renato Kayzer. Errou feio o VAR ao chamar o árbitro. Pior ainda o juizão: Marielson Alves (que dizem estar cotado para ir à FIFA, por ser baiano e gozar de bom relacionamento com o presidente interino da CBF, Ednaldo Rodrigues – ambos são baianos) literalmente “pipocou”. Indiscutível agressão.

Eu iria escrever sobre isso, mas o jornalista Ricardo Perrone redigiu o que eu penso com exatidão! Abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/perrone/2021/11/03/perrone-e-mais-dificil-defender-o-var-do-que-renato-gaucho-no-flamengo.htm

É MAIS DIFÍCIL ENTENDER O VAR DO QUE RENATO GAÚCHO NO FLAMENGO.

por Ricardo Perrone 

O empate em dois gols entre Athletico-PR e Flamengo, nesta terça (2), pelo Brasileirão, terminou com Renato Gaúcho e o VAR na berlinda.

Tanto o árbitro de vídeo quanto o técnico do Flamengo têm sido soterrados por críticas devido a atuações ruins.

Novamente, o uso da tecnologia, que veio para salvar a arbitragem, falhou e fez o contrário: prejudicou o jogo e especialmente o Flamengo.

Por sua vez, Renato Gaúcho, que veio para salvar o Flamengo, falhou ao repetir antigos erros.

Na opinião deste colunista, Márcio Henrique de Góis, responsável pelo VAR, cometeu uma falha grosseira ao chamar o árbitro Marielson Alves para revisar o lance da expulsão de Renato Kayzer, que acabou anulada de maneira incompreensível.

Já Renato voltou a comandar um time irregular, sem equilíbrio entre ataque e defesa, lento e desorganizado na transição defensiva e com dificuldades para escapar da marcação adversária.

O torcedor do Flamengo terminou a partida indignado com a arbitragem e com o técnico de seu time. É compreensível, pois problemas que nunca são corrigidos irritam e desanimam. Isso vale para os dois alvos de críticas.

Porém, dá para acreditar mais na recuperação de Renato do que na do VAR. O treinador tem em mãos um elenco de alto nível para os padrões do futebol brasileiro, fez bom trabalho no Grêmio e teve um início promissor na Gávea.

No outro lado do balcão, o nível da arbitragem no Brasil, na média, é fraco. Desde que o VAR começou a ser usado no país houve desconfiança por causa de seu mau uso e da falta de transparência da arbitragem nacional. Não há esperança de uma melhora a curto prazo porque não é visível um trabalho em busca de soluções.

Renato ao menos faz o Flamengo jogar bem em parte dos jogos. E o treinador pode se redimir conquistando o título da Libertadores na final contra o Palmeiras.

Por outro lado, o que aconteceu em Curitiba foi um golpe duro nos defensores do VAR, como eu. Não há luz no fim do túnel.

Renato, que costuma pecar pela falta de lucidez em suas entrevistas, tem razão. Dessa vez, a arbitragem passou dos limites e deixou uma mensagem perigosa: nem toda agressão merece cartão vermelho.

É injustificável a permanência de Kayzer em campo depois de chutar e desferir socos na direção de Léo Pereira. Nem uma sabotagem encomendada teria feito melhor contra o árbitro de vídeo como a equipe que conduziu a arbitragem de Athletico-PR x Flamengo.

O treinador acertou também quando disse que o juiz deveria dar entrevista depois do jogo. É óbvio que os árbitros precisam falar para que possamos entender melhor suas interpretações. E não há razão para as decisões não serem esclarecidas em tempo real para o público com o juiz fazendo o anúncio em um microfone. É assim em outros esportes.

Também não existe motivo para não acontecer uma real profissionalização dos árbitros. São temas que discutimos muito antes de Renato assumir o Flamengo e não vemos evolução.

Sempre defendi o uso da tecnologia no futebol como forma de auxílio aos juízes. Mas, a maneira displicente e sem padrão como ela tem sido usada por aqui torna essa defesa cada vez mais desgastante. É mais fácil defender a permanência de Renato Gaúcho no Flamengo do que o VAR no Brasil.

Sim, Renato ainda pode fazer o time evoluir. Trocar de treinador antes da final da Libertadores seria arriscado porque o substituto teria pouco tempo para identificar e corrigir os problemas. O mais seguro e justo é a direção esperar o final da temporada para ter elementos substanciais em sua análise sobre o trabalho do técnico. No caso do VAR no Brasil, só vejo acomodação, incoerência e desesperança.

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