– Análise da Arbitragem de Paulista 1×2 Comercial

Ser reconhecido / ter nome / e estar “na ponta dos cascos”, é sempre muito bom. E foi isso que aconteceu com Vinícius Furlan: sendo um árbitro respeitado, correndo muito e se posicionando bem, fez uma boa arbitragem no Jayme Cintra. Manifestações de torcedores contra sua atuação, foram, logicamente, de cabeça quente e injustas. A propósito, pós-jogo, conversei com amigos que o haviam confundido com Thiago Duarte Peixoto, e que acreditavam ter ele dado o famoso e polêmico cartão equivocado a Gabriel num Corinthians x Palmeiras.

Para se confirmar em números, a primeira falta na partida ocorreu aos 13 minutos de jogo – um fato raro, em especial nessa divisão onde o contato físico predomina. Depois a partida se tornou faltosa, mas não violento, pois conseguiu manter com sabedoria sua autoridade.

O ponto forte do árbitro, neste domingo, foi: sendo um juiz gabaritado, não menosprezou a partida, tratando-a como um jogo da A1 (e, de fato, um confronto que já foi desse nível). Trocando em miúdos: não fez vista grossa a cartões e/ou marcações.

Quanto à leitura do jogo, soube “soltar” a partida quando podia: aos 43 minutos, ótima percepção do árbitro ao aplicar a vantagem após Nathan (PAU) sofrer uma falta e deixar o jogo seguir. Esteve atento na dinâmica da partida.

Se tecnicamente foi pouco exigido, disciplinarmente teve trabalho e correspondeu bem. Por exemplo: aos 22 minutos, Lineker (CFC) interrompeu um contra-ataque com falta em Jonathan Brito (PFC), com falta bem marcada e cartão aplicado. Ou na atenção a detalhes: aos 39 m, após o gol do Comercial, Cesinha foi comemorar o tento da sua equipe ironizando na frente da torcida adversária e recebeu Amarelo.

O lance contestado: Aos 43 minutos, Rafael Sena cometeu uma falta e “deu chilique”. Na frente de Furlan, totalmente desnecessário, e “de graça” recebeu o Amarelo (se não recebe, o juiz vira um “banana”). Porém, o mesmo Sena (3 minutos depois) deu um carrinho temerário em Maycon na lateral, na frente do bandeira, do árbitro e do 4o árbitro. Recebeu o 2º amarelo e foi expulso.

Um fato inusitado: o desentendimento totalmente evitável aos 20 minutos, do 4º árbitro Daniel Carlos Luciano Fernandes e o treinador Sérgio Caetano. No posicionamento de correr pela linha lateral (equivocadíssimo), Fernandes trombou com Sérgio Caetano. Acontece que Sérgio Caetano estava na área técnica e o 4º árbitro passou por trás dele. Pra quê? Insisto: esse posicionamento é equivocado, e a prova disso foi a demora do jogador número 15 do Comercial entrar em campo em uma substituição, já que o 4o árbitro estava isolado, sem sentido, do outro lado do campo.

Público: 1033 pagantes, para R$ 9121,00.

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