O São Paulo FC vive dias de turbulência política talvez nunca antes vistos.
Ultimamente, a saudosa imagem do ex-presidente Marcelo Portugal Gouveia se mostra distante. Afinal, veja os casos recentes:
1) Juvenal Juvêncio deu um drible no estatuto, aumentou seu mandato e se reelegeu;
2) Tido como possível renovação, Aurélio Miguel, ex-judoca e militante sãopaulino fez a ambição do seu grupo político sucumbir em meio a escândalos da administração Kassab.
3) Kalil Rocha Abdala perdeu a eleição como candidato ao São Paulo e se manteve como provedor na Santa Casa; hoje, a entidade está endividada e os funcionários querem sua cabeça.
4) O episódio conturbado envolvendo Carlos Miguel Aidar e o contrato da Under Armour. Este, talvez mais complicado. Vamos discuti-lo?
A empresa de material Under Armour é muito forte no fornecimento de material esportivo das equipes de futebol americano, e quer entrar no soccer. Para isso, tenta o Tottenham na Inglaterra e o São Paulo no Brasil.
Acontece que o Tricolor Paulista já estava alinhavado com a Puma, e resolveu mudar o contrato para a Under Armour, que pagaria 135 milhões de reais pela parceria. Só que na negociação, um escritório levará 20% da intermediação.
Caramba: R$ 27 milhões não é muita grana para uma mera Comissão?
Pior: o escritório é da namorada do presidente Aidar, Cinira Maturana!
Xiii… mesmo que não seja golpe, parece que é! E moralmente o negócio fica suspeito…
O São Paulo não costumava dar esse tipo de “passa-moleque” entre seus próprios associados e no cofre do clube.

