– Dia de Folga Digital?

Domingo, teoricamente dia de descanso. Deixei programada essa mensagem apenas para dizer: hoje folga de celular, emails e redes sociais. De eletrônicos em geral!

Faça o mesmo!

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– Catequese do Sacramento da Confirmação: a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Dando continuidade aos nossos encontros semanais da catequese do sacramento do Crisma, falaremos hoje com nossos crismandos sobre a Paixão de Cristo:

PAIXÃO E RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Durante a vida pública de Jesus, muitos poderosos queriam prendê-lo, condená-lo e matá-lo. Muitos nem queriam que Jesus nascesse com medo dele ser um rei. Os poderosos da época achavam que Cristo era um líder político, usando da religião para tirar proveito e não reconheciam seus milagres. Toda a bondade de Jesus levou-o a conseguir rancor das autoridades romanas, que não acreditavam em Deus e tinham prazer em dominar o povo.

Em Mateus 21, 1-11, vemos Jesus chegando a Jerusalém montado em um jumentinho. O povo que via as obras de Cristo o aclamava, cantando “Hosana” (que significa “Louvores, Glória”) e balançavam palmas, que representava uma homenagem. Este gesto é lembrado por nós no Domingo de Ramos.

Durante sua estada em Jerusalém, Jesus contou inúmeras vezes sobre o julgamento final. Muitas pessoas contam diversas impressões sobre o final dos tempos. Jesus contou-nos como isso acontecerá em Mateus 25, 31-46.

Reflexão 1: como e de que jeito você imagina que será o fim do mundo?

Em Marcos 14, 1-2 vemos os primeiros planos de se prender Jesus como um marginal. Porém, a principal colaboração para o se tramar a prisão de Cristo vem com Judas: veja em Mateus 26, 14-35.

Reflexão 2: você já passou por alguma situação em que vai se prejudicar, mas aceita passar por ela para ajudar um amigo? E se essa pessoa não é tão amiga?

Veremos agora o exemplo que Cristo nos dá de servir ao próximo. Ele diz que veio ao mundo para servir, e lava os pés dos discípulos como exemplo para que eles também sirvam ao próximo – João 13, 1-20. Celebramos na Quinta-Feira Santa a chamada Missa de Lava-pés.

Reflexão 3: o que vocês acham de luxúrias e ostentações? E de pessoas que se orgulham por ter autoridade, poder, e que gostam de ser servidas?

Passemos à Santa Ceia. Jesus, reunido com os apóstolos, faz a última refeição, e pede que nos lembremos de celebrar a Partilha do Pão e do Vinho freqüentemente, pois Ele próprio (Cristo) estará presente fazendo do Pão o seu Corpo e do Vinho seu Sangue, como sinal de uma Nova Aliança entre Deus e os homens. É a instituição do Sacramento da Eucaristia, onde temos o relato em Mateus 26, 17-29.

Cristo tinha natureza humana e divina. Era Deus que se fez homem. Por isso, temos o relato que Jesus também ficou agoniado com toda a dor a qual saberia que teria que enfrentar pela salvação dos homens. Então Ele se retirou e foi orar no Monte das Oliveiras – Lucas 22, 39-46.

Reflexão 4: Quando você está agoniado, o que você costuma fazer?

Toda a prisão de Jesus, seu injusto julgamento e crucificação estão relatados em Marcos 14, 43-65 e Capítulo 15, onde é possível observar os comentários sobre a injusta condenação do Salvador.

Em João 20, 1-18 vemos Maria Madalena indo de encontro a Cristo ressuscitado. É o início das aparições de Cristo que permanece conosco por quarenta dias.

Reflexão 5: A cruz de Cristo simboliza o peso dos pecados do mundo sobre as costas de quem era Santo. E hoje: você vê pessoas que tem “cruzes pesadas para carregar”? Fale sobre isso:

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– Quando pode ou não pode treinador/jogador receber informação externa em um jogo de futebol?

Muita confusão sobre uma possível irregularidade do São Paulo FC antes das cobranças de pênalti na semifinal da Copa Sulamericana. Supostamente, o comentarista de arbitragem da Rede Globo dissera que Rogério Ceni não poderia ver as imagens do histórico de cobranças de tiros penais do adversário em um laptop antes do início das mesmas. Como não assisti a transmissão da emissora, não posso confirmar o dito. 

Mas afinal: PODE ou NÃO PODE VER IMAGENS?

Vamos lá: durante uma partida de futebol, é vetado o uso de comunicação eletrônica (vide a evolução desta proibição e suas curiosidades no link: http://t.co/Wqg9UWLXrg). Lembrando que precisamos definir o que é esse “durante a partida”: ou seja, durante os dois tempos de 45 minutos. Não confunda isso com a autoridade do árbitro, que começa a partir do momento em que ele adentra ao campo e se estende até a sua saída, depois do apito final.

Portanto, não se pode usar comunicação eletrônica enquanto o jogo está correndo. Mas:

– Antes do apito inicial e durante o intervalo do 1o ao 2o tempo, não há problemas.

– No intervalo entre o fim do tempo normal e o início da prorrogação ou de cobrança de pênaltis (quando isso ocorre), idem.

Precisamos entender que durante a bola rolando, não pode. Entenda “a bola rolando” os dois tempos de 45 minutos ininterruptamente.

Claro que:

– quando uma bola sair para a linha de fundo e existir aquele tempo de jogo parado para o reinício da partida com o tiro de meta não pode;

– também não pode durante a parada para a hidratação quando ela existir, já que aquela pausa é exclusiva para tomar água e os treinadores NÃO PODEM sequer dar orientações técnicas;

– e por fim quando acabar o 1o tempo da prorrogação não pode, já que não há intervalo e o 2o tempo deve ser reiniciado assim que as equipes trocarem de lado.

Seria incoerente não poder usar as imagens depois que o jogo se encerrar e existir o tempo de intervalo até o sorteio da prorrogação e/ou definição de quem baterá os pênaltis. Se quando acaba o 1o tempo de um jogo, os jogadores vão ao vestiário, recebem orientações, assistem rapidamente a replays de lances polêmicos e dos próprios erros, qual o impedimento ao final dos 90 minutos? Feriria até mesmo o Espírito da Regra! Ou vai querer que um 4o árbitro acompanhe a equipe dentro do seu vestiário a fim de proibir o uso de comunicação eletrônica?

A partir do momento em que uma etapa é encerrada e os atletas podem sair de campo e receber orientação, não há nada de irregular. Resumidamente, o problema é:

– durante a bola rolando nos 90 minutos de um tempo normal,

– dos 30 minutos da prorrogação ou

– durante a cobrança dos tiros penais.

Sendo assim, que a comunidade são-paulina não se preocupe em punição da Conmebol, pois não houve irregularidades.

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– Mala Preta e Mala Branca

Chegamos às rodadas finais do Brasileirão, e o assunto volta à tona todo ano: a Mala Preta e a Mala Branca no futebol.
A Mala Preta é crime. Subornar um trabalhador para prejudicar sua empresa (no caso, derrota proposital ao time que trabalha) é condenável. Mas e para ganhar?
A Mala Branca (dinheiro para vencer) é o custo da incompetência do Clube. Quem dá, assume que não teve condição técnica e precisa dar premiação a um clube co-irmão para tentar a vitória. Já quem recebe, demonstra a hipocrisia de quem poderia e deveria vencer em condições normais, mas só o faz por grana extra.
Como é que fica o jogador que vê a premiação que teoricamente seria sua indo a um outro time?
Seria ilegal o incentivo à vitória? Não sei, juridicamente falando. Mas é imoral?
Algumas teses sobre isso pipocam por aí: uma delas, talvez a mais polêmica, é a de que quem pega grana para ganhar estaria suscetível a aceitar dinheiro para perder.
O que você pensa sobre isso?

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– Messi renovou ou não? Quanto ganhará? E se Pelé ainda jogasse?

Lionel Messi está em vias de acertar o seu futuro. Na negociação de renovação com o Barcelona (que está em andamento), há a preocupação com as ofertas dos “novos ricos bancados por mecenas”: Manchester City, Chelsea e PSG, que estariam interessados no craque. Agora, surgiu um suposto interesse no arquirrival Real Madrid.

Boato ou não?

E os valores?

Especula-se que as cifras do novo contrato do argentino com o time catalão seriam de € 20 milhões por ano; ou, se facilitar para entender quão grande é esse montante, daria 1.6 milhões de euros por mês. Se preferir, saiba que isso dá € 59.523,00 por dia de serviço.

Agora, transforme isso em reais e perceba: enquanto você leu esse texto (mais ou menos 1 minuto de leitura), Messi embolsaria R$ 160,00 (o que dá quase € 2.500 por hora – e não é “hora trabalhada”, é simplesmente por hora mesmo).

O futebol perdeu a noção do dinheiro, sem dúvida alguma. Nessa lógica, no auge da carreira, quanto ganharia Pelé nos dias atuais?

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– Empreiteiras com Medo e os usos e costumes?

Agora foi a vez da Mendes Júnior se antecipar e, antes de aparecer como mais uma das construtoras corruptas no escândalo do Petrolão, dizer que deu dinheiro ao doleiro Youssef “por medo de perder contratos com o Governo”.

Esse escândalo enoja o país. Pena que tudo o que foi revelado nos últimos dias não aconteceu há 1 mês. Até a presidente da Petrobrás Graça Foster admitiu saber de corrupção e nada fez!

Dilma repetirá o mesmo que Lula disse como um mantra durante 8 anos, de que “não sabia de nada”?

Fernando Baiano, o articulador entre estatais e empreiteiras, alegou que “em qualquer cidade pequena do interior, mesmo que existam 4 fiscais, já existe corrupção”. Quiçá nas grandes obras desse país!

Será inevitável relacionar os partidos políticos em sua maioria como grandes lavanderias de dinheiro, já que essa grana não pode aparecer nos balanços com a verdadeira origem: propina.

É duro ver que a honestidade está passando longe da classe política, e que o roubo se institucionalizou. Calcula-se que tenha sido gastos 30 bilhões de reais só na Petrobras em contratações sem licitação.

Já imaginou se todos fossem HONESTOS, quanta verba para a construção de escolas, hospitais e obras de infraestrutura teríamos a disposição?

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– Dunga, o “Cavalheiro” das Entrevistas!

E o Dunga?

Como treinador, tem padrão tático, bons resultados, é trabalhador, mas…

Um tremendo estúpido nas entrevistas! Perguntado sobre Neymar (enquanto titular) sendo capitão da Seleção, quem seria o detentor da braçadeira caso ele não jogasse, respondeu porcamente (e de maneira vazia) que “era tudo planejamento, que estava na cabeça dele, que a imprensa não precisaria saber, que dependeria do momento segundo os seus cálculos”, blábláblá.

Perguntado a Neymar sobre o gesto de Thiago Silva, disse que “foi por instinto.

Alguém está mentindo, ou agora se planeja o instinto?

Aliás, Dunga precisa responder com raiva uma simples pergunta como essa? Jornalistas também precisam ser respeitados, afinal, estão lá não pela simpatia do treinador da Seleção, mas a trabalho.

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– E se a idéia de Fergunson vingasse no Morumbi?

Tivemos nesta última 4a feira uma emocionante decisão na semifinal entre São Paulo x Nacional pela Copa Sulamericana.

Apesar de ter jogado bem, o Tricolor ganhou só de 1 x 0 e teve que decidir nos pênaltis o seu futuro, já que perdeu na Colômbia pelo mesmo placar. Durante as cobranças, houve escorregão, falha, emoção e, para os são-paulinos, decepção por conta da vitória do adversário.

– E se a idéia do ex-treinador do Manchester United e hoje consultor da UEFA, Sir Alex Fergunson, tivesse sido aplicada aqui?

Explico: A UEFA estuda a proposta de Fergunson para que as cobranças de pênaltis, em jogos decisivos, sejam realizadas ANTES das partidas. Tal medida diminuiria o nervosismo dos cobradores, não se criaria um “vilão” da última cobrança e as equipes poderiam entrar em campo sabedoras de quem seria a vencedora do jogo eliminatório caso o resultado da partida levasse às cobranças dos tiros penais – já disputados.

Em um imaginário cenário em que o jogo começasse com o Nacional já tendo vencido as cobranças, será que a escalação de Muricy Ramalho seria diferente?

Sobre a discussão na UEFA, o link está em: http://wp.me/p55Mu0-kw

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– Roto falando do Esfarrapado?

A não-eliminação do famoso ponto de tráfico a céu aberto chamado de Cracolândia, em SP, é uma vergonha ao cidadão.

Pessoas drogadas misturadas a bandidos, zumbis em meio a meliantes, e tudo feito sem constrangimento.

Pura indignidade humana!

Leio que o prefeito paulistano Fernando Haddad criticou o policiamento na região. Sim, realmente deve ser criticado, bem como o próprio Haddad, mentor do bolsa crack, cujo propósito era dar dinheiro ao viciado para que ele o empregasse em outra coisa que não fosse a droga.

Conclusão: com mais grana no bolso, o viciado passou a consumir mais, o preço do crack aumentou e a violência se manteve absurdamente alta.

Durma-se com um barulho desse…

Ninguém fala em recuperar o logradouro e promover um mega programa de desintoxicação dos viciados?

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– Real Madrid: quando o dinheiro fala mais alto que a fé e a tradição!

Futebol cada vez mais é business. Prova disso é que as tradições dos clubes passam a ser suplantadas por excepcionais acordos mercadológicos.

Um atual exemplo é o espanhol Real Madrid. O poderoso clube acaba de vender por R$ 1,2 bilhão o naming rights do seu estádio à petrolífera Ipic, dos Emirados Árabes. O atual nome Santiago Bernabéu Yeste (ex-soldado franquista condecorado, ex-jogador de futebol que defendeu o clube e considerado o maior presidente da história do time madrilenho) perdeu a vez para o dinheiro árabe.

Ontem, outra prova de força monetária frente a tradição: o Real Madrid mudou o seu escudo, em troca da parceria com o Banco Nacional de Abu Dhabi, que lhe financiará 2,5 bilhões para a construção de um resort em uma ilha, o Parque Temático “Real Madrid Resort Island”, além do lançamento de cartões de créditos globais. A exigência é de que a cruz sobre a coroa real fosse retirada já que os patrocinadores muçulmanos não estariam felizes por bancar alguém que carregasse um símbolo cristão.

E aí, o que lhe parece tudo isso?

Deixe seu comentário:

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– Aumento dos Combustíveis pela CIDE?

Está na capa da Folha de São Paulo: a presidente Dilma Rousseff planeja a volta da CIDE, aquele nefasto “imposto dos combustíveis”. Segundo o jornal, o Ministro da Fazenda Guido Mantega calcula que com ele as contas públicas possam se reequilibrar.

Sabem quanto centavos impactava nos combustíveis a CIDE?

Na Gasolina, R$ 0,28! No Diesel, R$ 0,07.

Caracoles! Quer dizer que eles assaltam a Petrobrás, quebram a empresa com tamanha corrupção e a gente é que paga a conta?

Que os corruptos devolvam a grana!!!

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– A Segurança Hídrica de Jundiaí destacada na Revista Época

Olha que bacana: nossa Jundiaí é destaque na Revista Época pela segurança hídrica, onde se relata o “segredo” por não faltar água.

Em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2014/11/por-que-bnao-falta-agua-em-jundiaib.html

Por que não falta água em Jundiaí

Represa no rio Jundiaí-mirim, em Jundiaí, está com 70% de sua capacidade e não enfrenta problemas por conta da seca em São Paulo (Foto: Rogério Cassemiro/ÉPOCA)Represa no rio Jundiaí-mirim e a cidade de Jundiaí ao fundo. Cidade é uma das poucas que não sofrem com a seca em São Paulo (Foto: Rogério Cassemiro/ÉPOCA)

Muitos moradores da cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, trabalham na capital do Estado. Eles saem todo dia de manhã de casa e vão trabalhar na metrópole. Ele vivem duas realidades. No lugar onde passam o dia, sentem os efeitos da grave crise de água paulista. Notam uma piora na qualidade da água que bebem e escutam relatos de vários amigos que enfrentam cortes semanais de água em suas casas. Em Jundiaí, a situação é completamente oposta. Os 350 mil habitantes de Jundiaí estão em uma ilha de abastecimento, enquanto as cidades ao redor sofrem com a seca. A represa da cidade, por exemplo, está com 70% de sua capacidade de armazenamento, enquanto o sistema Cantareira, que abastece São Paulo, está com apenas com 10%. Cidades próximas, como Itu ou Campinas, estão em situação desesperadora, enquanto o abastecimento em Jundiaí é classificado como “satisfatório” pela Agência Nacional das Águas (ANA). Certamente não choveu mais em Jundiaí do que nas cidades vizinhas. Como explicar?

>> 10 medidas para evitar que a crise da água piore no ano que vem

A tranquilidade que Jundiaí passa na crise não é fruto de um prefeito ou uma administração, mas de uma série de medidas que começaram no passado e continuaram em administrações seguintes. A primeira represa da cidade foi construída há mais de 60 anos. Segundo o diretor-presidente da DAE-Jundiaí, Jamil Yatim, a represa foi ampliada em vários momentos, como na década de 1970 e na de 1990, e mesmo agora, sem estar passando por racionamento, há a previsão de novas obras. “Nós não estamos com problemas, mas estamos planejando ampliar a represa. E se ocorrer outra seca grave como essa? Espero que não, mas se acontecer, temos que estar preparados”, diz Yatim.

A principal responsável pela situação confortável da cidade hoje foi uma decisão tomada há 20 anos. Em 1994, prevendo o crescimento da população, Jundiaí fez um pedido ao Comitê de Bacias Hidrográficas para aumentar a quantidade de água que capta do rio Atibaia. Na época, a cidade tinha autorização para captar 700 litros por segundos, e pedia para aumentar esse valor para 1.200 litros por segundo. O Comitê concordou com o pedido, mas fez quatro exigências: construir uma represa no rio Jundiaí-Mirim, uma estação de tratamento de esgoto, instalar novos equipamentos hidrométricos e reduzir as perdas de água no abastecimento. Diferentemente do que costuma acontecer no Brasil, essas medidas não ficaram apenas no papel ou perdidas na burocracia. Uma vez colocadas em prática, elas criaram a situação de segurança hídrica na cidade.

A represa funciona como uma poupança. Quando o consumo da cidade é menor do total que ela pode captar do rio Atibaia, a água é direcionada para a represa, que “guarda” esses litros a mais para uma situação de estiagem, como a que enfrentamos agora. Um sistema semelhante foi proposto pela Sabesp para o sistema Cantareira, o Banco das Águas. No entanto, no caso paulistano, o sistema não conseguiu armazenar a água em anos chuvosos, como 2011, e abriu as comportas, desperdiçando essa água.

Represa no rio Jundiaí-mirim, em Jundiaí, está com 70% de sua capacidade e não enfrenta problemas por conta da seca em São Paulo (Foto: Rogério Cassemiro/ÉPOCA)Represa no rio Jundiaí-mirim, em Jundiaí, está com 70% de sua capacidade e não enfrenta problemas por conta da seca em São Paulo (Foto: Rogério Cassemiro/ÉPOCA)

O exemplo de Jundiaí mostra que o planejamento e obras feitas ao longo do tempo, mesmo em anos chuvosos, acabam se tornando a melhor forma de se preparar para a estiagem. Hoje, a cidade é a quinta melhor do país no ranking de saneamento e abastecimento do Instituto Trata Brasil, com baixos níveis de perda de água nos encanamentos. Mas os recursos hídricos no Brasil nunca foram realmente pensados a longo prazo. O resultado é que Jundiaí é uma exceção. Segundo Francisco Lahóz, presidente do Consórcio PCJ – uma união de prefeituras e empresas que consomem água dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí -, das 76 cidades da região, apenas Jundiaí e mais cinco podem dizer que não estão passando por crise. Ele cita Nova Odessa, Piracicaba, Santa Bárbara d’Oeste, Cabreúva e Indaiatuba.

Mesmo as poucas cidades que estão em situação confortável de abastecimento não fizeram obras por visão de futuro, mas por necessidades do momento. É o caso de Piracicaba e Nova Odessa. Piracicaba fez obras de abastecimento na época da construção do Sistema Cantareira, por medo de que o Cantareira secasse os rios que abastecem a cidade. Essas obras, como a captação de água do rio Corumbataí, permitem que a cidade tenha relativa tranquilidade no abastecimento. Nova Odessa é outro caso. A cidade estava muito distante do rio Jaguari ou Atibaia para captar água, e por isso optou por fazer um reservatório em um ribeirão local. “Muitas vezes, não é que a cidade teve um planejamento exemplar. É a que própria necessidade obrigou as prefeituras a fazer alguma coisa”, diz Lahóz. Santa Bárbara d’Oeste também tem sua própria represa, enquanto que Cabreúva e Indaiatuba se beneficiaram de uma mudança no status da qualidade da água de rios locais, aumentando a possibilidade de captação.

>> O que você precisa saber sobre a crise de água em São Paulo

Ter um reservatório ou uma outorga para captar água de várias fontes acaba sendo o fator em comum das poucas cidades da região da Cantareira que conseguem manter o abastecimento normalizado mesmo durante a pior crise de água de São Paulo. Porém, se vamos pensar no futuro, essas medidas não são suficientes. Os gestores precisam planejar melhor a situação dos recursos hídricos no país, reflorestar regiões da Mata Atlântica para proteger mananciais e incentivar a população a utilizar a água de forma consciente. Desta forma, na próxima estiagem, mais cidades, ou quem sabe todas elas, possam conseguir driblar a seca como fez Jundiaí.

– Dia Nacional do Doador de Sangue. Você costuma doar?

Hoje é Dia Nacional do Doador de Sangue. Já contei algumas vezes, sou doador voluntário apesar das minhas fobias com sangue e agulha. Porém, a satisfação em saber que ajudo alguém, sem nem conhecer quem receberá meu sangue, não tem preço.

Doe sangue, é algo que faz bem para o corpo e para a alma. Se eu que sou medroso costumo doar, por quê você não?

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– Loemy Marques e o exemplo do descuido!

Repercute muito a história de Loemy Marques, uma linda modelo que não tendo conseguido o sucesso que queria na carreira, experimentou crack uma 1a vez e nunca mais largou a droga.

Hoje, com 24 anos, é refém das drogas e representa toda indignidade que uma pessoa pode chegar. Triste. Vítima dessas porcarias que são oferecidas e que muitos, seja por qual motivo for, usam uma única vez e depois não param.

E há quem faça apologia das drogas…

VICIADA EM CRACK, EX MODELO VIVE NAS RUAS DE SP

por Eduardo Anizzelli, FSP, 24/11/2014

Loemy Marques, 24, não para quieta. A abstinência está no auge. Observa duas fotos suas na capa da revista “Veja São Paulo”. Na primeira, aparece linda, nos tempos de modelo. Na segunda, a imagem atual, após dois anos de vício em crack e morando na rua.

“Você precisa decidir qual das duas você quer ser”, diz um amigo, tentando impedi-la de voltar ao fluxo -nome dado à aglomeração de viciados que hoje fica na esquina da rua Helvétia com a alameda Cleveland, na cracolândia, região central de São Paulo.

“Estou confusa, quero fumar”, diz ela.

É tarde de sábado (22). Loemy senta-se e levanta-se várias vezes de uma cadeira de plástico na sede do Recomeço, projeto do governo estadual para tratar dependentes, enquanto é disputada por equipes de programas de TV.

A ex-modelo que virou craqueira ficou “famosa” a partir da divulgação de sua história, naquele mesmo dia.

Ela contou à revista que começou a fumar crack em 15 de setembro de 2012, quando teve dois celulares e R$ 800 roubados por dois bandidos.

Foi então que alguém colocou um cachimbo com a droga na boca dela, e veio uma sensação descrita como “uma tomada para carregar”.

Vítima de abusos do padrasto na infância, voltou a sofrer abuso na cracolândia. Para manter o vício, também chegou a se prostituir.

PROPOSTA

“Não viemos explorar a tragédia dela”, diz um produtor de TV. “O que estamos oferecendo é uma proposta de final feliz, ela vai para um hotel, para uma clínica. Mas queremos exclusividade.”

Enquanto isso, o funcionário de outra emissora se oferece para comprar um maço de cigarros para ela. Para irritação do primeiro, ela sai por alguns minutos com o homem. Quando volta, segura um Marlboro vermelho e um chocolate Diamante Negro.

Uma das equipes oferece que Loemy vá para um hotel.

“Não quero. Não consigo ficar sozinha lá”, diz. “Estou acordada há dois dias. Vou ficar acordada até apagar e depois me interno no Cratod [centro estadual de referência de álcool e outras drogas].”

Da última vez que a preparadora de modelos Debora Souza, 36, viu Loemy, já a encontrou na casa de um amigo em “estado deplorável”. “Mas não sabia que ela tinha ido parar na rua”, afirma.

Loemy passou por cursos na Skin Model, onde Debora trabalha. “Foi em meados de 2012. Ela estava crua ainda”, conta. “Mas tinha todo o potencial do mundo, uma beleza estilo anos 80.”

Debora conta que começou a receber queixas de indisciplina. “Ela ficava muito revoltada de não ser aprovada no casting [seleção] e tinha comportamentos súbitos de gritar com as pessoas”, diz. “Outra vez, gostaram dela, mas no meio da prova de roupa ela saiu para fumar e voltou com a roupa cheirando cigarro.”

Longe das passarelas, Loemy chegou a tentar se internar e voltar para o interior de Mato Grosso, onde vive a família. No fim, sempre acabava voltando à cracolândia.

No domingo (23), Loemy continua no fluxo.

Quando não está fumando crack, anda de um lado para o outro e, às vezes, abaixa-se para procurar algo no chão.

Poucos ali a conhecem, mas muitos se identificam com a história dela.

“Eu era engenheiro mecânico até um ano e meio atrás. Saí com uma prostituta, fumei uma pedra e hoje não consigo sair daqui”, diz um homem de 36 anos, ao ser questionado se a conhecia.

Apesar do 1,79 m de altura, Loemy passa despercebida no meio dos demais viciados.

Com o cachimbo na mão, não quer conversa. Enfia-se entre as dezenas de barracas onde os viciados fumam e desaparece de vista.

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