– O Polêmico Cartão Amarelo de Neymar por Suposta Simulação. Merecido ou Não?

Cláudio Francisco Lima e Silva é o retrato perfeito da política da arbitragem da CBF. Sua atuação neste sábado, na partida entre Santos 2 X 0 Figueirense, mostrou todos os desejos, erros e gafes da Comissão de Árbitros. Vamos lá, em 3 tópicos, explicar o ocorrido:

1- Cláudio faz parte do elenco de árbitros com ótimo porte físico desejado pela CA-CBF. Alto, forte, vistoso e que correu muito em campo. Árbitros de média ou baixa estatura, ou que não tenham boa aparência na TV, não tem chances, mesmo que sejam ótimos tecnicamente. Reparem nas escalas: tem árbitro do porte físico dos irmãos Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio), por exemplo? Claro que não, pois eles foram os últimos que entraram na elite sem esse conceito de árbitro “alto e forte”. Privilegia-se o físico, a aparência, a panca e o tamanho, mas não a competência.

2- Apesar de estar muito próximo da jogada e se posicionar bem, no lance polêmico da partida – infração em Neymar – o árbitro errou e marcou simulação de falta, aplicando o cartão amarelo e consequentemente tirando o atacante do jogo contra o Corinthians. E aqui vai a atenção: árbitros conhecidos, talentosos e respeitados, estão atentos a lances que possam envolver polêmica, sem desejá-los. Porém, certos árbitros esperam e desejam que existam lances duvidosos, a fim de poder aparecer e se destacar. Que Neymar simulava demasiadamente no começo da carreira (bem menos hoje), é verdade. Entretanto, o juiz da partida deve saber das características dos atletas sem nunca premeditar o defeito, pois pode influenciá-lo negativamente nas suas decisões em campo. Foi o caso de ontem: imagine na cabeça de um árbitro mediano, que busca seu espaço, ganhar minutos na mídia ao advertir Neymar por simulação em plena Vila Belmiro? Ele anseia por esse momento, e quando há dúvida, acaba errando justamente pela pré-disposição em punir (até mesmo inconscientemente).

Na jogada, Neymar sofre infração por ser desequilibrado. O jogador do Figueirense tenta alcançá-lo na corrida, e na velocidade há o toque involuntário que o derruba. Na Regra do Jogo, essa é a clássica situação de imprudência: quando um atleta não quer fazer uma falta, mas acaba cometendo(lembre-se: as infrações são classificadas em imprudentes, que são sem aplicação de cartão;temerárias, que merecem a advertência por amarelo; e de força excessiva, com expulsão pelo cartão vermelho).

O santista tinha o domínio de bola, vinha de uma jogada maravilhosa que, se culminasse em gol, estaria em todo o planeta se repetindo a exaustão (aplicou um chapéu no nascedouro do lance!). O árbitro não avaliou que estando de frente para o gol e nessa situação, seria improvável que ele se jogasse? Não fez a leitura do jogo?

Mesmo que um atleta se desequilibre sozinho, tropece e com sua queda impeça o adversário de prosseguir no lance, deve ser marcada a infração por imprudência. É diferente de uma jogada onde os atletas se machucam por casualidade ou acidente de trabalho, pois, na verdade, ambos foram vítimas do acaso. No lance referido, o jogador do Figueirense corre mais do que pode para alcançar Neymar e não tem tempo de tirar o pé, que bate no santista e o derruba. O atacante não tem culpa da imprudência do zagueiro e deve ter o lance marcado a seu favor.

Confesso que pelas imagens de TV, apesar de Neymar ter caído na grande área, não consegui ver se o toque se deu dentro ou fora dela (que é o local onde se configura o lance faltoso). Se foi fora, é falta. Se em cima da linha ou dentro da área, obviamente pênalti. Em ambos os casos não se deve aplicar o cartão amarelo para o atleta da equipe catarinense, por ser lance imprudente  (não entra a questão do chamado “impedir uma situação clara e manifesta de gol” – para ser ela, a meta deveria estar escancaradamente aberta, e seria vermelho).

3- A CBF quer renovar o quadro com um árbitro que já foi lançado na série A e não se firmou, que não apitou grandes jogos e que vem de um estado sem forte tradição no futebol, como o sergipano Cláudio Lima e Silva?

Dirão que Sidrack Marinho, que foi da FIFA, era do Sergipe. Ora, ele é caso de exceção, não regra cotidiana do futebol.

Para quem não se recorda, em 2010, Cláudio apitou Palmeiras 4 X 1 Avaí, e ao contrário do jogo de sábado, marcou um pênalti que não foi, protagonizando grande confusão posteriormente, custando-lhe uma suspensão do campeonato (e olha que o jogo era fácil…). O lance pode ser visto no YouTube, aos 5 m, nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=Ge9KgZL-vws

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

2 comentários sobre “– O Polêmico Cartão Amarelo de Neymar por Suposta Simulação. Merecido ou Não?

  1. Jeremias, o bandeira avisa o árbitro se perceber alguma irregularidade, e esta informação pode anular o gol ou não, se o árbitro confiar no bandeira. A última palavra é sempre do árbitro.
    Portanto, bandeira não anula, mas informa ao árbitro.

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