– Sampaoli e os Salários Atrasados. Ah se o Santos escutasse Levir Culpi…

A diretoria do Santos está fazendo de tudo para dar errado o relacionamento com o treinador Jorge Sampaoli, com algo que tudo poderia dar certo.

O Peixe está com os salários dos jogadores atrasados; mediante isso, o técnico argentino devolveu o seu (que estava em dia), como solidariedade. “Ganhou” ainda mais os atletas do grupo, embora tenha exposto a situação enrolada que a agremiação está.

Me recordei, imediatamente, do Fluminense trazendo o caríssimo PH Ganso mesmo com os jogadores deixando de treinar por motivo de greve (falta de pagamento); e a lúcida fala de Levir Culpi, que não quis a contratação com altas cifras de Diego Tardelli em respeito aos demais jogadores do Atlético Mineiro, para não passarem por atraso salarial. Relembre a declaração no link em: https://wp.me/p4RTuC-mPg

Imagino a situação do treinador do Santos tendo a possibilidade de trabalhar em um clube brasileiro com mais estabilidade financeira e estrutura de trabalho, o que ele poderia fazer! Quase sugestionei o São Paulo neste texto, pela base de Cotia e dinheiro “sobrando” (parece estar, pois gasta muito mal com jogadores caros e de futebol mediano). Entretanto, o ambiente político é péssimo pelos lados do Morumbi e, como vimos na época desde Juan Carlos Osório, a chance de dar errado (por culpa dos cartolas) é grave.

Enfim: O que você achou do gesto de Sampaoli: demagogo, solidário ou oportuno?

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– E o VAR se firma no futebol!

O VAR veio pra ficar. Veja na Liga dos Campeões da Europa quanta emoção e correção tivemos! O jogo entre Manchester e PSG diz tudo.

Falando no Paris Saint-German… e o Neymar?

O brasileiro dá motivo para ser criticado e odiado. Precisa aprender a, além de ser celebridade, passar a ser admirado (tem a qualidade para jogar bola e ser o número 1 do mundo, mas as atitudes que o fizeram transformar em “chacota da Copa da Rússia 2018” atrapalham). Nem digo sobre a farra do Carnaval, mas algo a mais: deve ser punido por tuitar críticas fortes contra a arbitragem e, segundo chegam notícias (a se confirmarem ou não), tentou ir reclamar no vestiário do árbitro sobre a atuação do VAR (que acertou).

Apesar de tudo isso, não se pode negar que Neymar Jr é um cara vencedor: na idade que ele tem, quanto você tinha de saldo? Eu, infinitamente menos. Claro, a contrapartida é que na mesma comparação, sem ser da financeira mas de respeitabilidade, as coisas se invertem (para a maioria dos trabalhadores responsáveis). 

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– Os nômades digitais estão em alta e ocupando o lugar da turma do home office.

Home Office? Trabalhar em casa? Ótimo, dizem muitos.

Mas e se você poder trabalhar onde quiser, e não necessariamente na sua residência?

Veja só que legal a nova tendência,

Extraído de: http://www.jj.com.br/jundiai/nomades-digitais-trocam-os-escritorios-por-mundo-livre/

NÔMADES DIGITAIS TROCAM OS ESCRITÓRIOS POR ‘MUNDO LIVRE’

Por Kátia Appolinário – ksantos@jj.com.br

Trabalhar é preciso, mas ser escravo do espaço corporativo é apenas uma opção. Isso porque as tecnologias digitais permitem ultrapassar os limites do escritório e fazer de qualquer lugar no mundo um ambiente de trabalho. É isso o que fazem os nômades digitais, colaboradores que a partir do trabalho remoto conciliam a arte de viajar com as responsabilidades profissionais.
O que diferencia o nômade digital de um funcionário que faz home office, por exemplo, é justamente a ausência de um endereço fixo e a liberdade de poder colocar o pé na estrada levando o “escritório” em dispositivos portáteis. E essa prática tem se tornado mais frequente do que se imagina.
De acordo com pesquisa feita em 2016 pela SAP Consultoria em RH, verificou-se que 68% das corporações já utilizavam tecnologias digitais para realização do trabalho remoto, sendo que dentre estas, 89% adotam o teletrabalho nômade ou itinerante.
Esse foi o caminho escolhido pelo especialista em marketing digital Victor Hugo Lopes, de 24 anos, que em dez meses conheceu 15 países e mais de 28 cidades da Europa, África e Oriente Médio. “Fui trabalhar na Polônia através da proposta de uma empresa de publicidade online. Como meu trabalho é basicamente por uma plataforma digital, após o término das minhas tarefas, eu ficava livre para viajar desde que eu ficasse com o meu computador logado”, explica o jovem, que por meio do nomadismo, já fez check-in no Marrocos, Letônia, Israel, Itália e Alemanha.
Para o jornalista e analista de mídias internacionais, Márcio Souza, de 37 anos, ainda que o termo “nômade digital” seja novidade, foram várias as vezes em que ele conciliou o exercício profissional com viagens através do benefício do trabalho remoto. “Eu já viajei muito enquanto trabalhava, já fui para o litoral de São Paulo, Cuiabá e para Minas Gerais, por exemplo. Não vejo nenhum ponto negativo”, afirma.
Além de reduzir os custos para a empresa e aumentar a produtividade, o trabalho remoto beneficia também os funcionários e a comunidade.
“O teletrabalho melhora a qualidade de vida; evita o deslocamento e acaba resultando em mais tempo livre para o lazer”, afirma Cléo Carneiro, Presidente da Sociedade Brasileira do Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt) e associado do Grupo de Consultoria em Teletrabalho (GCONTT).
Tradutor, web designer, assessor de imprensa e investidor de ações são algumas das profissões que podem ser exercidas através do trabalho remoto. “Quase todas as áreas da empresa podem adotar o teletrabalho, com exceção das áreas que demandam a presença das pessoas, como por exemplo, as funções de operação manual’’, afirma Cléo Carneiro.
Mas o ingresso à vida profissional nômade exige treino e planejamento. “Sempre me certifico se meu destino oferece uma boa conexão de internet e um ambiente propício para o trabalho. Ter um planejamento financeiro e um seguro de saúde internacional também são cuidados importantes a serem tomados”, instrui Victor, que mesmo tendo passado por momentos de dificuldade no exterior, não troca o trabalho remoto pelo comodismo rotineiro do escritório fixo. “Até das ‘roubadas’ você passa a gostar! Eu acabei desenvolvendo minhas próprias artimanhas”, complementa o jovem, valendo-se de que “a melhor parte da experiência é, literalmente, a experiência”.

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Victor Hugo já conheceu 15 países: “Sempre me certifico se meu destino oferece uma boa conexão de internet”. Foto: Divulgação.

– Neymar e as Polêmicas do Carnaval

Cá entre nós: cada vez que a crítica mais reclama das baladas de Neymar, ele mais parece provocar! Seria birra?

Com muito dinheiro e com o “burro na sombra”, está pouco se preocupando pelo fato das queixas de anti-profissionalismo e de que não se cuida das lesões.

Pudera, já conquistou muito. Jogar bola pra quê?

Eu discordo desse comportamento dele. Se está se recuperando da operação, não deveria “dançar até o chão” em Salvador e se expor na Sapucaí como ele fez. 

Taí um dos motivos pelo qual, aparentemente, com todo o seu talento não conseguirá ser chamado de melhor do mundo. Infelizmente para quem gosta de futebol; irrelevante para seus “parças”.

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– Treinador ganha jogo? Não sei. Mas muda carreira de atleta…

É inesquecível a lembrança de que um dia, Eurico Miranda, o presidente do Vasco da Gama disse:

Técnico não ganha jogo, mas técnico ajuda a perder jogo“.

Veja o caso do santista Jean Mota: na sua melhor fase da carreira, marcou 8 gols em 51 jogos (em 2016). Ao final de 2018, estava pronto para ser mandado embora do Santos FC por deficiência técnica. Aí chegou Jorge Sampaoli, o novo treinador, que apostou nele e... em 7 jogos do Campeonato Paulista, 7 gols marcados

De 0,1568 gol por jogo, para a média de 1 gol por partida. Mudou a vida ou não do atleta?

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– Um circo que virou o Clássico no Maracanã! Nosso futebol não é sério…

Vasco e Fluminense brigaram para saber os espaços em que suas torcidas ficariam no Maracanã. E não é que tudo se resolveu e nada se decidiu?

Uma hora o Vasco achava que tinha razão, outra o Fluminense, até que a Justiça decidiu que não teria torcida. Há pouco a FERJ decidiu que terá torcida (estaria descumprindo uma ordem judicial) e que assumirá os riscos!

Cá entre nós: que bagunça, que desrespeito aos torcedores e que zona dos “profissionais”. Uma várzea sem fim.

Estão tentando acabar com o futebol carioca (e por tabela, com o Brasileiro). E estão conseguindo!

ATUALIZANDO: as 16h58, decidiu-se jogar com portões fechados  mas o jogo “só” será às 17h00 mesmo…

Atializando 2: aos 38 minutos do primeiro tempo, com muito quebra-pau nas ruas, a torcida começa a entrar no Maracanã… que absurdo!

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– Usar o celular no Trabalho pode ocasionar demissão por justa causa!

Cada vez mais somos reféns do telefone móvel e seus aplicativos. Há gente que se vicia principalmente nos comunicadores de mensagens instantâneas (como WhatsApp) e redes sociais (Facebook, Instagram, Snapchat).

Uma situação cada vez mais discutida: o uso do aparelho durante o horário de trabalho!

Abaixo, extraído de Agora SP, ed 19/02/2017, pg B6.

EMPRESAS PODEM PROIBIR USO DE CELULAR NO TRABALHO

Trabalhadores têm o direito de usar o aparelho no almoço e no intervalo. Justiça autoriza a restrição.

Ao chegar ao trabalho, Rafael Rodrigues Meira dá adeus ao celular. O aparelho é guardado em um armário da Padaria Iracema, no Santa Cecília, e o garçom só checa as mensagens durante o intervalo.

Deixar o celular fora do alcance não é uma opção de Meira. “Dá vontade de olhar e se a gente se distrai, não atende o cliente como deve”, diz.

Por enquanto, os patrões permitem aos funcionários que o aparelho fique no bolso, mas a regra é clara e está estampada na parede: “é expressamente proibido funcionário utilizar celular no horário de trabalho”.

“Conheço um lugar que tem uam caixa para os colaboradores deixarem os aparelhos, que só são liberados no horário do almoço, revela Manuel Tarelho, dono da padaria.

Quem pensa que o impedimento por parte do empregador é abusivo se engana. Se a proibição está nas normas da empresa e o trabalhador insiste em usá-lo, pode até demitir por justa causa, perdendo aviso-prévio, férias e 13o, saque do Fundo de Garantia e seguro-desemprego.

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– A polêmica em declarar o time do coração.

Normalmente, jornalista experiente costuma dizer que com o peso da idade vai torcendo para os amigos. E isso é verdade. Mas tem sim um time do coração também, cuja relação profissional é a barreira exata para à credibilidade do seu trabalho.

Repercutiu muito na última semana a imagem da emoção do jornalista Ivan Moré, que lembrou do seu pai e disse ser corintiano. Aí você se recorda de Milton Neves, Roberto Avalonne, Chico Lang, Juca Kfouri e Mauro Beting, que são jornalistas e torcedores assumidos dos seus clubes. Aliás, de todos esses, nos comentários, vejo o Mauro como o mais “totalmente imparcial”. Parabéns, não deve ser fácil aguentar a cornetagem da sua própria torcida quando escreve ou diz algo que o mais exacerbado se sinta desagradado.

Eu não declararia, apesar que, depois que você se torna árbitro de futebol e conhecer os bastidores dele, percebe que o esporte do ludismo infantil nada mais é do que um negócio profissional. Assim, por força do ofício, por perder o encanto e por entender que muitos torcedores não conseguiriam entender a separação, não digo publicamente meu time grande de infância. Mas, o time de hoje, adulto (que também era o de infância juntamente com o “grandão” que já não consigo mais torcer), publicamente todos sabem, é o Paulista Futebol Clube, Galo da Japi, Tricolor Jundiaiense. E aí por vários motivos: ser o primeiro campo de futebol que fui, influência do pai, estar na minha cidade, passar a minha infância torcendo (já disse aqui: meu jogo inesquecível “in loco” é Paulista x Palmeiras de São João da Boa Vista, gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos, no ano da campanha que culminou com a vitória sobre o Vocem de Assis por 7×1 no Parque Antártica na volta à Divisão de elite do futebol Paulista – mais importante e emocionante para mim, na época criança, do que a Copa do Brasil 2005).

Enfim:

1- Pessoa pública, em especial jornalista esportivo, dizer para quem torce, é um risco de se pagar o preço alto das patrulhas da Web.

2- Árbitro de Futebol, mais ainda! Acredite, acontece o fenômeno de se “desgostar do time” por conta de se tornar juiz, mas o principal é: você torce para “você mesmo, pela sua carreira”. Claro, falamos no início de quem já “pendurou o apito”, mas para quem está na ativa é inaceitável por lógica (Importante: vejo alguns poucos ex-Árbitros famosos torcendo para seus clubes grandes de infância – aí é com eles). Para os comentaristas de arbitragem, declarar o time grande cai na mesma seara da desconfiança por parte dos mais fanáticos, embora possam fazer com total isonomia.

3- Jogador de Futebol, outro problema: você consegue ver o são-paulino Rogério Ceni como treinador do Palmeiras? Eu não consigo, penso que a rejeição será grande. Aliás, repararam o número de atletas que o Corinthians está contratando que são redescobertos com fotos vestindo a camisa do Timão quando criança? Se forem para outro clube… Inesquecível a contratação do jogador Getterson pelo SPFC, que horas depois, descobriu-se no Twitter que era corintiano e fazia troça do São Paulo quando mais jovem e foi descontratado na sequência. O que aconteceu com a carreira dele? Alguém lembra hoje do Getterson? Se tivesse tomado cuidado, poderia ter agarrado a chance em jogar num time de expressão.

Dito tudo isso, responda:

1- Você torce para time grande e time pequeno? Essa vale para o torcedor que vai ao Estádio da sua cidade no Interior (Guarani e Ponte Preta, sabidamente, são exceções).

2- O que você acha de pessoas da imprensa declararem o seu time do coração? Essa se refere à figura conhecida nacionalmente, como Galvão Bueno, por exemplo.

Deixe seu comentário:

(Em tempo: para ficar claro, meu time de infância era o XXXX Atlético Clube e o Paulista FC; quando me tornei árbitro e vi os bastidores, percebi que o desgosto em ter simpatia pelo XXXXXX era grande mas não consegui deixar de gostar do Paulistaembora sendo vetado pela FPF em trabalhar no Jayme Cintra por força das regras da carreira, fui escalado algumas vezes em jogos do Galo como 4o árbitro, agindo com isenção e profissionalismo assim como faço hoje, em minhas análises como comentarista na Rádio Difusora, nas colunas postadas na Web e em outras mídias).

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– Pessoas acima da média merecem sucesso: A Turma da Mônica oficial prestigia a “Derretida”

Viralizou nas Redes Sociais uma foto da “Turma da Mônica”, em fantasias simples, caídas, humildes, cujos bonecos visitaram uma escola da cidade de São João del-Rei, em Minas Gerais.

As imagens (vide abaixo), foram chamadas de Turma Derretida da Mônica, Mônica da Deprê, O lado pobre da Turminha, entre outras coisas.

Não é que o genial Maurício de Sousa em pessoal determinou que os personagens oficiais  visitassem a escolinha?

Só aplausos para esse cara! Merece ter sucesso.

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De todos os bonecos simplórios, o que menos “ornou”, penso eu, foi o da Magali. E o pé machucado do Cebolinha?

A outra foto, abaixo, dos originais esperando para a surpresa:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagine na cabeça de cada criança o sentimento desse dia…

– O custo-benefício é melhor a quem?

Vejo que diversas federações de futebol fizeram pré-temporadas com árbitros de futebol. Cada uma a seu modo, com sua cultura e suas dificuldades.

Levando em conta o que se tem visto, de quem é o melhor custo-benefício?

1) DOS ÁRBITROS, que abrem mão de dias de trabalho das suas empresas ou férias de suas famílias, ficam em regime de internato com outros colegas, sem remuneração e que fazem isso para campeonatos de menos de 3 meses; ou

2) DAS FEDERAÇÕES, que apesar dos gastos com hospedagem e alimentação tem os árbitros à sua disposição, que mesmo sem ser profissionais devem agir como tal (sem as entidades arcarem com os custos e deveres de empregador); ou

3) DOS CLUBES, que sentem em campo o sucesso ou fracasso do trabalho desses dias de treinamento nas partidas apitadas?

Aliás, por quê nunca vejo sindicatos criticarem as metodologias de pré-temporadas, já que seus sindicalizados são obrigados a estarem a disposição das federações, de graça, abdicando de trabalho/férias e família. Não são empregados, mas agem como tal, sem contestação?

Vale a reflexão…

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– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

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– Adriano Imperador não teria ainda alguma chance no futebol?

Poucas vezes li um texto tão perfeito quanto o que penso como o de Luiz Fernando Gomes, escrito no jornal Lance deste domingo (pg 24, 30/12/2018). Ele fala sobre o “fim de carreira” do Imperador que já não joga mais.

Pobre Adriano, o atacante que parou cedo e jogou sua carreira profissional fora. Vale a pena ler:

O IMPERADOR DA PENHA

Adriano mostrou que o futebol, definitivamente, não faz mais parte de sua vida

No campo havia três gerações de talentos. De Zico, Tita, Adílio, Mozer e Junior, heróis daquele espetacular Flamengo dos anos 80, à juventude de Vinicius Junior e Lucas Paquetá que começam a pavimentar na Europa trajetórias que têm tudo para se tornarem histórias de sucesso.

Mas, entre craques do passado, do presente e do futuro uma atuação em particular chamou a atenção no Jogo das Estrelas. Aos 36 anos, em uma idade que ainda poderia estar exibindo todo o seu talento em um grande clube daqui ou de fora, o imperador Adriano mostrou que o futebol, definitivamente, não faz mais parte de sua vida.

Por favor, vamos esquecer de vez essa história de que ele pode voltar a jogar. Vamos deixar de lado essas especulações que a cada início de temporada ressurgem na mídia. Adriano não dá mais, como ficou claro na quinta feira, nem para jogar pelada. O que dirá para vestir profissionalmente a camisa de algum time.O carinho da torcida por ele – especialmente dos rubro-negros – continua o mesmo. A cada vez que tocava na bola, nas poucas vezes em que o fez, era ruidosamente saudado pelas arquibancadas do Maracanã. Um reconhecimento nada mais justo para quem foi decisivo, ajudou o clube a conquistar seu último Brasileirão, em 2009 quando comandou a surpreendente arrancada final ao lado do genial Petkovic, outro aliás que abrilhantou, com seu toque refinado, a festa de Zico.

Mas a reverência da torcida foi só o que lembrou o passado vencedor do Imperador. As pernas não respondem mais, o gol perdido com a meta escancarada, a queda patética ao chão quando tentou dar um passe de letra foram os sinais mais evidentes do ocaso. Mas não os únicos: as mãos cobrindo o rosto a cada jogada errada e o mau humor com que recebeu a brincadeira do comentarista Alex Escobar que queria presenteá-lo com a camisa do Inacreditável FC mostram que mesmo num jogo de brincadeira, em que todos se divertiam, Adriano sofria com a bola e por causa da bola.

Adriano teve e tem tudo o que quis. Muito rapidamente conquistou na Europa a fama, a riqueza, carros, mulheres e todo tipo de luxos. Sobre ele, em defesa dele, em uma das inúmeras vezes em que chutou o balde na carreira, Pelé lembrou que era, naqueles tempos, apenas um menino de quem não se podia exigir a maturidade de um homem feito. O imperador ganhou em dois ou três anos na Itália o que o Rei levou anos suando a camisa para acumular. E isso lhe foi fatal, o fez, na prática, desistir muito cedo do futebol, perder a graça de jogar, se desestimular. Não foi o único, não será o último.

Adriano não joga desde 2014 quando o Athletico-PR fez a última aposta em sua recuperação. Não deu certo. Atuou apenas quatro vezes, três pela Libertadores e uma pelo campeonato Paranaense. Balançou a rede uma única vez. E nem vale tratar depois disso da experiência quase amadora no Miami United em 2016. Sua carreira de alto nível, na verdade, terminou bem antes, em 2010, quando deixou o Flamengo, As passagens que se sucederam, pela Roma e o Corinthians, onde chegou carregado de expectativas, foram pífias tanto nos números (oito jogos em cada um e apenas três gols marcados) quanto no desempenho físico e técnico.

Não consta que o mau estado de espírito que demonstrou no Jogo das Estrelas seja a tônica do comportamento cotidiano de Adriano. Ao contrário, muito já se falou da felicidade que ele exibe quando está descontraído e longe dos holofotes, no seu habitat de origem, a Vila Cruzeiro, cercado de amigos – e, convenhamos, também falsos amigos. Por mais que essas relações já lhe tenham trazido problemas, inclusive com a polícia.

O que fica claro é que o império de Adriano, onde ele quer reinar, não é mais o Maracanã, mas a comunidade da Penha. Os rolés de moto, as rodas de pagode, os bailes funks, as mesas das biroscas valem muito mais do que a rotina de treinos, concentrações, horas a bordo de aviões de um canto a outro do Brasil. E ele tem todo direito de pensar assim. Sempre, aliás, teve o direito de fazer suas escolhas e lidar com seu futuro. Esqueçam, portanto, de Adriano. Ou melhor, que se cultive na memória o que ele foi, sua técnica, sua força, seus gols, seus títulos. É muita coisa. É o que nos resta!

Feliz 2019, leitores.

Adriano participou do Jogos das Estrelas de Zico no Maracanã (Foto: Celso Pupo/Fotoarena)

Adriano participou do Jogos das Estrelas de Zico no Maracanã (Foto: Celso Pupo/Fotoarena)

Foto: Lance!

– Klopp e Guardiola: gênios!

No meu ranking “particular”, Pep Guardiola é o melhor treinador do mundo em atividade (pelos títulos e feitos acumulados). Mas neste momento, Jurgen Klopp está se saindo melhor do que ele. Não que Guardiola tenha perdido a mão, pois são dois Titãs em campo. Mas o que está jogando bola o Liverpool… o próprio Pep disse que o adversário é o melhor time do mundo na atualidade”.

Então ficamos assim: Guardiola é melhor do que Klopp no todo da história; Klopp está melhor do que Guardiola no atual estágio. O alemão terá superado o catalão quando ambos tiverem encerrado a carreira e fazerem um balanço de ambos?

Outra coisa: qual o segredo para o Roberto Firmino jogar tanta bola na Inglaterra e talvez não aparecer no mesmo ritmo na Seleção Brasileira?

Obs: Enquanto isso, Mourinho fica assistindo os dois treinadores vencerem enquanto está desempregado. O que aconteceu com o também genial (mas polêmico) Special One? Mas lembremo-nos: ele assiste os adversários sentado nos seus sacos de euros e dólares…

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– A Bipolaridade do Mundo Organizacional

Compartilho um artigo extremamente oportuno de um fenômeno atual: a “Mudança de ‘Humor Organizacional’ das Empresas”, retratado pelo Prof José Renato Sátiro Santiago.

Abaixo, extraído de:

http://jrsantiago.com.br/blog/texto/A_Bipolaridade_no_Mundo_Corporativo_e_seu_uso_indevido

A BIPOLARIDADE NO MUNDO CORPORATIVO E SEU USO INDEVIDO

Distúrbio caracterizado pela repentina mudança de humor de seu paciente, a bipolaridade tem invadido o dia a dia de todos nós.

Diferentemente do que acontecia em um passado remoto, hoje em dia não é tão raro conhecermos alguém que sofra deste mal.

A questão aqui, no entanto, não diz respeito ao efetivo crescimento, mas sim ao seu diagnóstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, há cerca de 340 milhões de pessoas que sofrem de transtornos desta natureza (1 a cada 20).

Sim, sofrer é o termo certo, pois se trata de uma doença com a qual se deve ter um enorme cuidado.

Conforme alguns estudos, o índice de suicídio entre as pessoas bipolares é cerca de 30 vezes maior se comparado com aquelas que não possuem tal distúrbio.

Assustador.

Ainda assim, há um mal maior sofrido por uma pessoa bipolar, o preconceito.

Muitos, talvez por pura ignorância no assunto, costumam associar as características deste mal como sendo “pura frescura” ou “falta de uma boa surra quando criança”.

Como se fosse possível controlar seus efeitos.

No mundo corporativo, por exemplo, não é incomum confundirem a bipolaridade com questões bem diferentes sem qualquer relação de causa e feito.

Isto é péssimo e é o pior que pode ser feito.

Quantos de nós, ao longo de nossa vida profissional, já testemunhamos colegas que mudam radicalmente de postura e comportamento de um momento para o outro.

Tal tipo de situação costuma ser marcada por frases de tal estirpe “…ele (ou ela) só pode ser bipolar…”.

A verdade absoluta é que isto está longe de ser bipolaridade.

O que seria apenas uma estratégia de sobrevivência, mesmo que vil, passa a ser entendido como algo que é feito sem que haja a devida previsibilidade.

A pessoa bipolar age de acordo com o seu humor, e este, o humor, muda de forma muito rápida e extremada.

Trata-se de algo que pode ser controlado com tratamento, inclusive com medicação apropriada.

A mudança de posicionamento repentino, conforme conveniência, não possui qualquer relação com este tipo de transtorno.

O assunto sobre o qual se refere é outro.

Além disso, e justamente por se tratar de uma doença, é uma irresponsabilidade o uso indevido de um assunto tão sério para qualificar alguém.

Uma atitude preconceituosa, pois tende a associar uma doença como sendo uma característica pessoal.

“Ah mais eu não sabia disso”.

Ainda assim, o desconhecimento sobre as características desta, ou de qualquer outra, doença não serve de atenuante ao seu uso indevido.

Aliás, isto deveria servir para tudo, não é mesmo?

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente ao Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição 234, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– Frieza, Competência e Profissionalismo: o piloto do voo da Latam que pousou emergencialmente em Confins!

Há certas situações em que um treinamento importante, mas que você pensa não precisar nunca do uso dele, se faz necessário para salvar vidas!

Viram que um avião fez um pouso de emergência em MG nessa semana (Latam SP – Londres)?

Foi divulgada a conversa entre piloto e torre de comando. O cara é um HERÓI!

Leiam e se impressionem: ele preparou toda a situação para o socorro imediato, caso ocorresse uma tragédia, se preocupou em não apavorar os passageiros e mostrar o controle da situação, além de provar sua habilidade como piloto sem o funcionamento dos esquipamentos elétricos do Boeing 777!

Aqui: https://g1.globo.com/google/amp/mg/minas-gerais/noticia/2018/12/21/em-conversa-com-torre-de-controle-piloto-do-aviao-que-fez-pouso-de-emergencia-em-confins-fala-de-problemas-eletricos.ghtml

A CONVERSA DO PILOTO COM A TORRE

Avião da Latam ia de Guarulhos a Londres, mas foi obrigado a aterrissar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte na madrugada desta quinta-feira.

O piloto do Boeing 777 da Latam, que fez um pouso de emergência no Aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, disse, em conversa com a torre de controle, que o avião estava com problemas elétricos e não estava conseguindo jogar fora o combustível para reduzir o peso.

“Nós estamos muito pesados, o sistema de alijamento não está funcionando, tá bem? Estamos praticamente sem nenhum sistema elétrico funcionando, correto. Então estamos com esse problema um pouco sério, ok? Então por gentileza, deixa preparado o bombeiro. Estamos efetuando o procedimento aqui. Tentando aliviar o máximo possível o peso da aeronave, mas está difícil. Estamos prosseguindo o procedimento de pousar, ok? Por gentileza se o senhor puder interditar a pista”, disse o piloto em conversa publicada pelo jornal Folha de São Paulo e confirmada pela TV Globo.

A torre de controle respondeu, “aguardando apenas o pouso da sua aeronave e já foi solicitado também o apoio dos bombeiros no solo”.

O piloto ainda disse, “estão conseguindo combater o fogo? Porque ficaria mais seguro descer com a escada em vez de evacuar”. A torre respondeu, “a gente vai coordenar com eles. Eu já retorno”.

Em seguida, o piloto respondeu. “tá joia. Porque pelo que eu tô vendo agora, tá meio bagunçado lá embaixo e com a escada a gente consegue organizar o fluxo”.

O aeroporto operou com restrições por 21 horas até a liberação total da aeronave. O Boeing da Latam ficou parado perto da área de decolagem, depois de fazer um pouso forçado.

Os passageiros ficaram sabendo do problema ao ouvir a conversa do comandante com a tripulação. “Na hora que vazou o áudio, a gente deu pra perceber, inclusive, que a situação estava feia, porque na hora que ele mencionou pane elétrica, não tinha nada de suporte elétrico para ele poder fazer qualquer manobra. Eu falei, ‘lascou. O quê que a gente faz agora?!’”, disse a bióloga Larissa Veiga.

O Boeing saiu de Guarulhos, às 00h30 de quarta-feira (19) com destino a Londres. O pouso forçado foi à 01h43.

A passageira Leocádia Valverde, que viajava com o marido, gravou um vídeo depois da aterrissagem. “Estamos aqui em Confins, Minas Gerais. Pouso de emergência. Deu pane elétrica aqui. E eles já jogaram um monte de espuma em nós aqui para não pegar fogo o avião”, disse ela.

O avião tem dois trens de pouso principais com doze pneus. Segundo a companhia aérea, todos esvaziaram no pouso. Oito foram danificados. Quase 40 homens trabalharam na troca dos pneus que foi erguido por quatro macacos hidráulicos. Seis toneladas de equipamentos foram trazidos de São Paulo por um avião cargueiro da Força Aérea Brasileira. Os passageiros seguiram pra Londres.

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– Existe preconceito ao clube empresa?

Aqui no Brasil, quando se fala em “dono de clube de futebol”, imediatamente vem a ideia preconceituosa de que existe apenas o interesse financeiro. São poucos os que pensam em uma administração esportiva profissional visando o também o lucro (como os clubes esportivos que não são empresas também almejam).

O Audax de Mário Teixeira era Pão de Açúcar do Abílio Diniz, e da 5a divisão foi ao vice-campeoanto paulista da 1a divisão em pouco tempo. Idem a trajetória de sucesso do Red Bull Brasil.

Aliás, os esforços em um trabalho sério e calcado num agressivo marketing são marcas do “Toro Loko” em nosso país. O fabricante de enérgico mundialmente famoso atua na Fórmula 1, em provas aéreas e outros esportes, penando ainda pela falta de numerosos torcedores, embora, sejamos justos, tem sido simpático à Campinas, onde manda seus jogos.

Já na Alemanha, em Leipzig, cidade da antiga Alemanha Oriental, o Red Bull chegou à 1a divisão da Bundesliga e sofre total rejeição. O time-sensação do Campeonato Alemão é vaiado quando joga como visitante pelo fato de… ter dono! A Federação Alemã também proibiu o nome Red Bull e ele tem que jogar como RB Leipzig (RasenBallsport Leipzig).

Já na Inglaterra, os donos dos clubes são americanos, chineses, tailandeses, russos, malaios… e funciona muito bem. Ou vamos negar o sucesso da Premier League?

Qual é o problema, cá entre nós, de um clube ter dono? Vejam o que os clubes associativos viveram com Mustafás, Aidares e Dualibs da vida…

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– 88 anos do Homem do Baú!

Puxa, Sílvio Santos, faz 88 anos hoje!

Aparentemente está muito bem, não (apesar das polêmicas surgidas nos últimos tempos quanto a uma possível falta de bom senso do politicamente correto – o que discordo, imagino ser simples brincadeira de humor duvidoso)? Sem dúvida, um ícone da Televisão Brasileira e ídolo para muitos dos seus admiradores e imitadores.

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– Renato Gaúcho, mesmo sem licença, dirigirá o Grêmio sim!

Renato Gaúcho não poderá ficar na área técnica como treinador em jogos do Campeonato Brasileiro, segundo a CBF Academy, pois reprovou por faltas no curso de capacitação e formação exigido pela entidade.

E ele está preocupado?

Que nada! Lá na Praia, jogando futvôlei, já sabe que poderá muito bem estar no banco de reservas inscrito como qualquer outro membro do Grêmio – como diretor do time, por exemplo, ou ainda massagista – bastando apenas apresentar o seu RG.

Ninguém o impedirá de dirigir sua equipe nos jogos, nem a falta da Licença PRO exigida pela CBF. Neste país, e em especial no futebol, há de se arranjar (infelizmente) jeitinho para tudo.

– A Ressurreição de Felipão. Mas e na Ciência do “Achismo”?

Parabéns à Conquista do Palmeiras, que foi o melhor time de futebol do Campeonato Brasileiro 2018. Não há o que discutir quanto a isso (apenas se, caso queria, debater sobre a “beleza” do jogocoisa que os clubes brasileiros se esqueceram há muito tempo… jaz futebol-arte).

Mas aqui faço um mea culpa e uma importunação. Vamos lá:

Eu duvidava da capacidade de Luís Felipe Scolari quando foi contratado. E ressalto o que disse há época: o Felipão de 1994 até 2006, era ótimo! O da atual década, foi treinador no Uzbequistão, teve imensa participação no último rebaixamento do Palmeiras, levou 7×1 em casa na Copa do Mundo de 2014 e culminou com o abandono do banco do Grêmio em uma partida do Campeonato Gaúcho! Tudo mostrava que o campeoníssimo, vitorioso e experiente treinador se tornara um homem ultrapassado e impaciente. E foi embora para a China!

Não é que o “Big Phill“, como a imprensa internacional o chamou em 2002, voltou e foi campeão brasileiro, recuperando o Palmeiras de um possível mico? Mas aqui é inevitável perguntar: com o dinheiro da Crefisa, a estrutura montada pelo Palmeiras, com o competente corpo administrativo e os jogadores renomados, um outro experiente técnico não faria o mesmo, como Luxemburgo, Abel Braga, Tite ou até mesmo Renato Gaúcho?

Trocando em miúdos: o Palmeiras foi campeão GRAÇAS A SCOLARI, ou a percentagem de importância não é tão grande como se apregoa?

Ficaremos no achismo, no outrismo, na curiosidade…

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– Craques realmente não gostam de futebol?

Seria apenas um blábláblá para não serem importunados, ou realmente pensam e agem assim?

Ronaldo Nazário e Ronaldinho Fenômeno já declararam publicamente que não conseguem assistir a uma partida inteira de futebol. A primeira impressão é de que, como ex-atletas, estariam “cansados” do esporte que rendeu-lhes o ganha-pão e, portanto, desligam a TV!

Agora é a vez de Carlitos Tevez declarar algo que, sinceramente, acredito:

“Não gosto de assistir futebol. Se tem um canal passando Barcelona x Real, e em outro golfe, fico com o golfe.”

E que conclusão tiramos?

De que eles devem gostar das “peladas com amigos”: aquele jogo descompromissado, com muita alegria e bagunça. Futebol profissional, provavelmente, deve ser maçante como ofício a eles.

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– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– O comportamento de profissionais fora do ambiente de trabalho: a briga no metrô que resultou em demissão.

Viralizou um vídeo na última semana de uma mulher corintiana (dentro de um vagão do metrô lotado de torcedores do seu time) ameaçando e afrontando uma torcedora palmeirense que estava simplesmente na mesma viagem.

Aqui, pouco importa os clubes das pessoas envolvidas (poderia ser Vasco e Flamengo, Inter e Grêmio, ou até mesmo os times em condições contrárias), pois, afinal, não é questão de preferência futebolística, mas falta de cidadania e má educação.

Pois bem: as imagens chegaram até a empresa que a protagonista trabalha. Ou melhor, trabalhava, pois foi demitida com a alegação de que tal comportamento não pode ser condizente com os valores da organização na qual é colaboradora (independente aqui se estava ou não em seu horário de lazer).

Reflita: é cabível hoje separar a vida pessoal da profissional? Os comportamentos podem ser desassociados?

O vídeo pode ser acessado neste link do UOL: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/09/28/corintiana-e-demitida-por-hostilizar-torcedora-do-palmeiras-no-metro.amp.htm

CORINTIANA É DEMITIDA POR HOSTILIZAR TORCEDORA DO PALMEIRAS NO METRÔ

A torcedora corintiana que aparece em vários vídeos divulgados em redes sociais hostilizando mulheres palmeirenses em um vagão de metrô, em São Paulo, após a partida do Corinthians da última quarta (26) foi demitida da empresa em que trabalhava.

A Dasa, empresa de medicina diagnóstica, soltou um comunicado na tarde desta sexta (28) informando que “recebeu as denúncias por meio de canal oficial, apurou informações e tomou as medidas necessárias” com relação ao envolvimento da funcionária, torcedora do Corinthians, que coage palmeirenses no Metrô de São Paulo.

“Diante deste cenário, comunicamos nosso repúdio a qualquer tipo de manifestação violenta ou agressiva, bem como à incitação ao ódio, independentemente da motivação: esportiva, partidária, religiosa, de etnia, gêneros etc. Lamentamos a atitude da profissional, que não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa”, diz um trecho do comunicado emitido pela empresa.

Os vídeos que circulam na internet mostram as torcedoras palmeirenses dentro de um vagão repleto de corintianos. Uma delas é encarada pela corintiana, que a manda tirar a camisa. Outros vídeos mostram as duas palmeirenses recebendo chutes enquanto deixam o vagão.

A Dasa também fala sobre ameaças que a corintiana passou a sofrer após o vídeo viralizar. Em contato com o UOL pelo Facebook, a torcedora disse estar arrependida do que fez e citou ameaças de morte.

“Aproveitamos a oportunidade para demonstrar nossa preocupação com estes comentários, que não contribuem para a manutenção do ambiente de debate humano e saudável. A Dasa preza, acima de tudo, pelo respeito à vida e às pessoas”, completa a nota.

Confira o comunicado completo:

A Dasa recebeu, no final da tarde de ontem, 27 de setembro, uma série de denúncias sobre o envolvimento de uma funcionária em uma situação absolutamente desalinhada com os valores da empresa. Diante deste cenário, comunicamos nosso repúdio a qualquer tipo de manifestação violenta ou agressiva, bem como à incitação ao ódio, independentemente da motivação: esportiva, partidária, religiosa, de etnia, gêneros etc.

O Comitê de Conduta da Dasa, que recebeu as denúncias por meio de nosso canal oficial (https://canalconfidencial.com.br/dasa), apurou as informações e tomou as medidas necessárias. Lamentamos a atitude da profissional, que não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa.

No processo de análise das publicações sobre o tema, nos deparamos, também, com manifestações de indignação por vezes com tom de ameaça à profissional. Aproveitamos a oportunidade para demonstrar nossa preocupação com estes comentários, que não contribuem para a manutenção do ambiente de debate humano e saudável. A Dasa preza, acima de tudo, pelo respeito à vida e às pessoas.

Atenciosamente
Dasa

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– Como se menospreza a figura humana na Arbitragem: o caso Dilbert!

Todos nós sabemos que as Federações Estaduais e a CBF transformam a figura do árbitro de futebol (inclua-se aqui os termos populares “juiz, bandeira, AAA” e tudo mais) como PRESTADORES AUTÔNOMOS DE SERVIÇOS AOS CLUBES. Isso ocorre para fugir da caracterização do vínculo empregatício, e as riquíssimas entidades não pagarem 13º salário, FGTS, férias, etc..

Em tese, o árbitro é contratado pelos clubes e de maneira autônoma recebe deles (como se nem existisse cobrança dos testes físicos, escritos e capacitações por CBF e outros).

O problema é que não existe REAL planejamento de carreira. As Comissões de Arbitragem usam o cidadão como objeto, extraindo tudo o que podem e jogando-o no lixo quando não interessa mais.

Já se questionou por quê tanto “nome ruim” surge, não mostra qualidade e perdura (insiste-se em suas escalas) e outros bons somem do nada, dando espaço a esses citados?

Pior: o que fazem os Sindicatos Estaduais e a ANAF, que recebem percentual das escalas e que, confesso, NUNCA VI BATEREM DE FRENTE com os patrões?

Aliás, dirigente sindical que trabalha para aquele que deveria ser o outro lado da relação, é surreal. Será que isso acontece no futebol também?

Digo isso após ler o absurdo caso do experiente e competente Dilbert Pedrosa, jogado as traças sem explicação.

Aliás, o que teria justificado o Cel Marinho para deixá-lo de lado? O que o sindicato da categoria de Dilbert fez pelo mesmo?

Extraído do UOL, em: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2018/09/25/bandeirinha-ex-fifa-vende-colecao-camisas-e-desabafa-a-porta-fechou.htm

EX-FIFA, BANDEIRINHA VENDE COLEÇÃO DE CAMISAS E DESABAFA: “A PORTA FECHOU”

Dibert Pedrosa Moisés trabalha há quase 30 anos com arbitragem. Filiado à Federação Carioca de Futebol, está no quadro de árbitros assistentes da CBF desde 1997 e, por quatro temporadas, entre 2008 e 2012, foi dono de um escudo da Fifa. Ele foi bandeirinha em partidas importantes nos últimos anos, como a semifinal da Libertadores de 2012, entre Santos e Corinthians, e a final da Copa do Brasil de 2008, além de Eliminatórias da Copa do Mundo, Sul-Americana, Brasileirão e Estadual. Uma carreira recheada por grandes momentos que já não acontecem mais.

Em 2018, ele participou de um jogo da Série B do Campeonato Brasileiro e cinco da Série C. Também tem atuado na Liga Municipal de Magé, em partidas de futebol amador. Aos 47 anos de idade, amarga ausências nas escalas da CBF e já não atua há três meses. “Não posso ficar aguardando segunda-feira, terça, quarta, e nunca ser escolhido para trabalhar. Semana passada eu solicitei dispensa até 31 de dezembro, tenho que dar sentido à minha vida”, desabafa, ao UOL Esporte.

Uma das formas de “dar sentido à vida” é equilibrar as contas em seu primeiro ano de pouco destaque na arbitragem. Ele conseguiu com a venda de sua coleção de camisas de futebol. Os itens foram presenteados por clubes ao longo dos últimos anos e vendidos em um grupo de amantes de futebol no Facebook. Dibert se desfez de camisas de times como Vitória, Chapecoense, Sport e Coritiba, além de camisas e agasalhos de arbitragem, com logotipos da CBF e até da Fifa. Os valores variaram entre R$ 70 e R$ 400, e vão ajudar o bandeirinha a ter um fim de ano de menos aperto financeiro.

“Uma das camisas que mais doeu vender foi da seleção da Itália, quando trabalhei em um amistoso Fluminense x Itália pré-Copa do Mundo. Mas não tive o que fazer. Sem solução, sem alternativa, eu tinha que suprir as necessidades da minha família. Vivemos um período de crise financeira e política no país. Eu me encaixo entre as pessoas que precisam de uma fonte de renda dentro de casa. Minha fonte secou”, desabafa o profissional, ainda credenciado pela CBF.

Além do futebol amador, Dibert Pedrosa Moisés espera voltar a trabalhar com futebol no Campeonato Carioca de 2019. Até lá, a renda das camisas e um trabalho freelancer em uma empresa de seguros ajudarão nas despesas.

Árbitros sem segurança financeira

A arbitragem é reconhecida como profissão desde 2013 no Brasil, mas seu regime de atuação não é profissional. Não há um salário fixo, pois federações e CBF não estabelecem vínculos empregatícios. O pagamento é conforme o número de jogos em que se trabalha. Em períodos como a pausa da Copa do Mundo, sem jogos, não há trabalho. Ainda há o problema das escalas, definidas por sorteio. Se você não é sorteado, não trabalha. Em caso de punição por erros, também não há trabalho. Ao UOL, em entrevista recente, o comentarista de arbitragem Sálvio Spinola falou sobre o assunto: “Ter remuneração mensal é ter estrutura.”

Jacqueline Resch, consultora de RH e carreiras, faz ressalvas: “O primeiro ponto é que trata-se de uma carreira em que a pessoa não depende só de talento e investimento para ter retorno. Depende do fator sorte. Mas pensar ‘ó vida, ó azar’ não é uma postura construtiva. É preciso pensar que essa condição caracteriza a profissão. Então, uma atuação alternativa, construir outras possibilidades, é importante. Hoje, as pessoas não têm uma única atuação. A outra alternativa é o grupo (arbitragem) se fortalecer para reivindicar outros critérios que não só o sorteio. Mas é um caminho coletivo. No individual, é preciso o pé na realidade.”

É o que Dibert está fazendo. “Estou tentando me recolocar porque arbitragem toma muito tempo. Qual dono de empresa aceita que seu funcionário saia para ficar dois ou três dias fora do emprego para ter um ganho extra? Quem é esse patrão? Se não tem como ter rotina, o cara fica estagnado”, diz o árbitro. Ele cita uma viagem de 30 dias ao Chile, a trabalho pelo futebol, como razão para poucas oportunidades fora do esporte.

Boa parte dos árbitros trabalha paralelamente. São autônomos, funcionários públicos, donos dos próprios negócios. Jacqueline Resch, coach de carreiras, dá até dicas: “Hoje, há empresas um pouco mais flexíveis. Pode ser que o árbitro encontre uma empresa apaixonada por futebol ou que tenha essa cultura. As pessoas podem achar sua história extremamente curiosa ou podem achá-lo criativo, porque a profissão exige uma série de atributos. Conciliar hoje é possível.”

Dibert começou em outro esporte

O bandeirinha considera ter quase 30 anos de carreira como árbitro porque coloca na soma um período ainda na adolescência. Ele era jogador de vôlei na época de escola, fã da geração de Montanaro, Renan e Bernard. Criou amizade com os responsáveis pela arbitragem de competições esportivas em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ainda jovem, passou a trabalhar como mesário, cronometrista e anotador em esporte amador – inclusive no futebol. Entrou para os quadros da Federação Carioca em 1993. A estreia na elite estadual foi em 1996, com jogo entre Fluminense e Barreira.

Após mais de 200 partidas na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro e quatro temporadas na elite do futebol sul-americano, como árbitro Fifa, hoje ele se considera “rebaixado”. Deixou o quadro internacional por razões físicas e acha que o esquecimento em grandes torneios nacionais se deve a um erro na partida entre Vitória e Chapecoense, pela 16ª rodada do Brasileirão do ano passado. Ao todo, foram quatro erros considerados pela CBF em 2017. O preço: não trabalhou na Série A no ano seguinte. “Eles me pararam”, critica.

Desempregado na área de vendas, que era sua principal fonte de renda, ele sente pelo momento: “O que me restava era a arbitragem, mas a porta se fechou e não posso ficar criando ilusão de que ainda vou trabalhar.” Segundo Dibert, a remuneração da CBF aos árbitros hoje em dia é boa e está melhorando, com cada vez mais conquistas do setor. “Mas e quando você perde tudo, como faz? E aí?” “Isso é viciante, vira uma cachaça. A arbitragem acaba se tornando uma paixão, e o árbitro, por muitas vezes, também se ilude com o meio, que é fantástico, mas ilusório. Você vai para essa ilusão. Quando você entra em um estádio, uma arena de Copa do Mundo, se não tiver um alicerce você se encanta com tudo, fantasia, vive um sonho. Tem que viver esse sonho, sim, respirar esse sonho. Mas botar o pé no chão e voltar à realidade.”


Agasalho de arbitragem da Fifa foi um dos itens comercializados na Internet

– A Depressão atrapalhando o dia-a-dia de trabalho…

Sou do tempo em que diziam: psicólogo é médico de gente fresca e psiquiatra é especialista em louco”.

Hoje, sabemos que não é nada disso, embora muitas pessoas não levem a sério tais profissionais. Cada vez mais a população sofre com distúrbios comportamentais e crises emocionais. Nestas ocasiões, um bom psicólogo é ótimo para ajudar com suas conversas / terapias ou um ótimo psiquiatra para questões de desequilíbrios ocasionados pelo corpo que estejam afetando a mente.

Sendo assim, reconheçamos: depressão, agorafobia, pânico e outras síndromes similares são DOENÇAS, que precisam ser tratadas sem postergação da procura de tratamento.

Vemos muitos bons profissionais tendo dificuldades em seus trabalhos pois são afetados por esses males. Nas empresas, o perigo de uma decisão equivocada de um gerente influenciado pelo quadro enfermo de Síndrome do Pânico, ou uma ordem determinada para um subordinado depressivo, dependendo do teor, traz riscos e prejuízos a todos.

A questão é: o quanto essa pessoa acaba, involuntariamente, prejudicando a vida profissional e pessoal?

Há algum tempo, no mundo do futebol, uma notícia que me espantou: Nilmar, aquele atacante que começou no Internacional-RS, jogou no Lyon da França, atuou pelo Corinthians-SP e que jogava no Oriente Médio (onde se tornou milionário), abandonou o seu ofício no Santos-SP pela depressão, fruto de dificuldades pessoais e histórico de contusões.

Um ótimo jogador, bem resolvido financeiramente, com estrutura familiar estável e bom nível técnico. E onde estaria hoje? Como justificar seu quadro clínico?

Àqueles que não acreditam em depressão, um prato cheio para se dizer que é, como antigamente, “frescura”. Coisa que todos nós sabemos que não é.

Ao menor sintoma perceptível, ligue o alerta!

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– CONFUSUL versus CONMEBOL

Que tal neste mês da Independência do Brasil, os clubes brasileiros se rebelarem e se libertarem das garras vingativas e de animosidade da Confederação do Meridiano do Futebol?

O que perderíamos? A participação na Taça Libertadores da América.

O que ganharíamos? A independência na Gestão dos Torneios.

Vamos criar a Liga Brasileira, dar um pontapé na antipática e privada CBF – a que foi propriedade de Havelange que pós-morte não ouso dizer para onde foi; que pertenceu por muito tempo a Ricardo Teixeira que goza do descanso após tanto trabalho em sua fazenda na Barra do Piraí, querendo passar seus dias na Terra Amada Brasilis sem sequer dar o ar de sua graça nos States; ou ainda empossada por Marco Polo Del Nero e sua trupe cabocla e coronelística, que de um bunker qualquer resiste. Aproveitemos e que a Liga dê adeus às viúvas de Nicolas Leoz.

Dessa forma, os maiores times brazucas devem se aproximar dos grandes do continente, como Boca Juniors (o apolítico e maior clube do Cone Sul), o (quase saudoso) Peñarol e um ou outro mais, livrando-nos de Táchiras, Tolimas, Cuencas e Strongests. Vamos criar a poderosa CONFUSUL – a Confederación del Fútbol Sulamericano, desbancando e desvalorizando a atual entidade maior daqui e afrontando frente-a-frente, pau-a-pau, apito-a-apito e grana-a-grana com a UEFA (a prima  da CONMEBOL, mas que divide um pouquinho mais o dinheiro com os clubes – que ainda assim corretamente não estão contentes – mas são infinitamente mais organizados).

***

Claro que o texto acima é um grande jogo de palavras e carregado de ironia. Mas a mensagem em si é: chega de CBF e CONMEBOL, que os clubes tomem as rédeas e conduzam suas vidas, organizando-se em Ligas autogeridas para não ficarem ainda mais atrasadas em relação a Europa.

O problema é: quem liderará o processo? Andrés Sanches? Leco? Eurico? Bandeira de Melo? Kalil?

Pobre futebol sulamericano…

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– Neymar, um capitão para ter responsabilidade. Mas é pra valer?

Salvo engano, um dia o treinador da Argentina, Carlos Billardo, resolveu escolher o irreverente e irresponsável Don Diego Maradona para ser o capitão dos Hermanos, a fim de amadurecê-lo mais. E deu certo! Por ser craque e ter espírito de liderança, a ideia funcionou e em 1986 culminou no Bicampeonato Mundial. Logicamente, os problemas extra-campo perduraram – e em especial, o vício pelas drogas desde o final da carreira.

Tite promoveu tanto no Corinthians quanto na Seleção Brasileira que disputou a Copa da Rússia o discutível “rodízio de capitães” – que eu não gosto!

Agora, após as críticas a Neymar, Tite resolveu dar a braçadeira de capitão permanentemente a ele, talvez com a mesma ideia de Billardo.

Dará certo?

Não vejo Neymar com o perfil de liderança, embora seja inegável seu talento em campo, além da vocação de protagonista. São coisas, aliás, bem distintas.

Rogério Ceni no São Paulo; Sócrates no Corinthians, Zito no Santos ou Carlos Alberto Torres na Seleção Brasileira (até mesmo o contestável Dunga em 94): independente da condição de craque ou não, eram líderes! E Neymar?

Aqui no Brasil, a figura do capitão é pouco explorada. Na Regra do Jogo, ele serve para o árbitro comunicar o time de alguma decisão; é um representante, sem poder a mais do que os outros durante o confronto, mas lembrado jocosamente por ser aquele que tirará o “cara-e-coroa” no início da partida.

Na Europa, a situação é outra: ele é o símbolo do clube, a figura representativa em eventos, entrevistas e quaisquer outros compromissos. O capitão, por lá, é o “presidente em campo” (boleiramente falando).

Será que a estratégia de Tite resultará em benefícios ao Escrete Canarinho?

Aguardemos. Penso que com tantos assessores, profissionais e “parças” que possui, deveria cuidar melhor da imagem de profissional responsável, pois a marca de celebridade descolada já está batida (talvez até pelos seus parceiros publicitários).

Aliás, olha só esse trio de capitães da Seleção Brasileira: Neymar (não em qualidade de jogo, mas em respeitabilidade), estaria ao nível deles?

Ops: para quem os não reconheceu: Bellini, Mauro Ramos e Carlos Aberto Torres.

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– A volta do artilheiro?

Gabriel Barbosa, atacante do Santos FC, há tempos não estava jogando nada. E não é que com Cuca ele desencantou?

Qual a mágica / segredo / fórmula do treinador? Novamente, Gabriel está se tornando Gabigol (e tomara que a cabeça esteja boa, já que ele é muito criticado pelo comportamento extracampo.

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– E escrevi a última página deste capítulo (mas o livro segue sendo redigido, com inspiração e criatividade)

Hoje encerro mais um capítulo da minha história profissional (e com o pé direito).

No último dia da minha gestão à frente do Posto Harmonia, fomos fiscalizados pela Ipiranga e reconhecidos como estabelecimento que respeita o consumidor, com 100% de excelência na qualidade dos combustíveis comercializados.

Agradeço a todos os clientes e amigos, funcionários e fornecedores, parceiros e críticos que por tanto tempo mantivemos relacionamento. Especialmente, glorifico a Deus pelos 12 anos dedicados ao trabalho árduo e honesto (em um ramo tão difícil e complicado) e à minha família por tamanha ausência (não é fácil trabalhar domingo a domingo).

De coração, novamente, meu muito obrigado. É ótimo me demitir e dormir com a consciência tranquila da labuta sempre ética e respeitosa. Dinheiro não ganhei; experiência conquistei e novos amigos formei.

O que fazer agora?

Ué, as coisas que sempre fiz e gosto: trabalhar, curtir a família, praticar esportes, lutar por um mundo melhor e, quem sabe, buscar o doutorado (iniciado duas vezes e não terminado). Ah – e cuidar da saúde, pois estou em débito com ela.

Assim, vida que segue! Descansarei dois dias (literalmente) e prepararei meus curricula para enviar às Instituições de Ensino Superior. Afinal, o que vale é que “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti…” – e continuarei sentindo.

Na foto, a nova equipe de gestores do Posto Harmonia, que começam com o pé direito e que se dedicarão a manter e melhorar o bom nome da casa.

– #VerguenzaConmebol

Que ridículo! Amadorismo puro, falta de vergonha na cara da picaretíssima Conmebol.

Quer dizer que até agora, 3a feira, dia do jogo entre Santos x Independiente, a Confederação Sulamericana de Futebol não resolveu ainda a questão do imbrolho envolvendo a escalação de Carlos Sanchez? 

Trocando em miúdos: até agora não se tem realmente oficializado o placar do jogo de ida, mesmo sendo dia do jogo de volta… É por essas e outras que o futebol sulamericano e seus clubes estão falindo. Logo, nossas crianças todas torcerão para as equipes europeias desde o berço.

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– A Ousada e Polêmica declaração de Thiago Neves. Será punido?

Há clubes e jogadores que têm “mania de perseguição”. Boa parte se acha prejudicada pelos juízes, mas quando o erro é a favor, cala-se!

Thiago Neves, jogador do Cruzeiro, desabafou na Fox Sports, à repórter Lívia Nepomuceno. Sobre arbitragem, disse que:

É difícil para arbitragem pois quando eles vão no estádio do Corinthians, no do Palmeiras ou vão no Maracanã em jogo do Flamengo, os juízes metem a mão, eles tremem mesmo (…) Mas quando vão ao Mineirão, eles prejudicam a gente [o Cruzeiro].”

E aí? Será que o Tribunal de Justiça Desportiva pedirá a gravação para a emissora?

O mais engraçado é que Thiago Neves, sendo camisa 10 do Cruzeiro, disse que quando jogou pela 1ª vez na Allianz Arena ele viu uma multidão cantando sem parar e se assustou. Por fim, confessou que “tremeu” e “sentiu a panturrilha” por culpa disso.

Acho que vai dar problema ser tão enfático com os árbitros, colocando a categoria em dúvida, ao mesmo tempo que terá que explicar à sua torcida porque deu uma pipocada…

O que você pensa sobre isso?

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– E se o Luxemburgo acertasse com o Vasco da Gama?

Nesse domingo, mais treinadores foram demitidos e/ou pediram demissão no Campeonato Brasileiro. Mas me chamou a atenção a saída de Jorginho, que praticamente foi contratado já com ressalvas e nunca se firmou.

Já perceberam que, com tantos clubes abrindo vagas ao longo do torneio, nenhum falou (ou melhor: acertou) com Vanderlei Luxemburgo?

De 82 a 86, 90 a 93, Mestre Telê Santana foi o melhor que eu vi. Na sequência, o incrível estrategista Luxemburgo a partir de 90 até os anos 00. E o que aconteceu com ele?

Será que os cartolas estão desprezando o trabalho de Luxa pelas polêmicas extracampo, com declarações contestáveis e em alguns momentos auto-suficientes? Ou é a questão do trabalho dentro de campo mesmo?

Não subestimo a capacidade do treinador, mas será que a falta de foco tem sido o real motivo?

Eu teria muita curiosidade de ver o trabalho dele no Vasco da Gama, pois salvaria o clube ou afundaria de vez! Igual, não creio.

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– O quase-protesto dos árbitros e a falta de representatividade

Leio que Salmo Valentim, ex-árbitro de futebol e que já fez parte da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), foi eleito com 100% dos votos em eleição sem oposição.

Puxa, tal cenário deve mostrar que tudo está em ordem, não? Se o cara que é apoiado pela situação não tem opositor e nem voto contrário, é porque a entidade está a mil maravilhas.

Ou não seria bem assim?

Hoje, por ter convivido no meio do futebol, não vacilo em dizer: os Sindicatos de Arbitragem (Nacional e Estaduais) não tem coragem de bater de frente com as Federações e CBF! Todos cordeiros, nunca brigando realmente a contento como se deveria.

Claro, como não sou sindicalizado, não posso criticar os árbitros, pois devem entender que o que a ANAF, ou SAFESP, SAFERJ e tantas outras estão fazendo está bom.

Curiosamente, há 3 anos tivemos aquele movimento de protesto para paralisar o Brasileirão, mas que virou ato de manifestação com a “plaquinha dos 5%”. E o que deu? Nada.

Recordando nossa postagem no Blog PERGUNTE AO ÁRBITRO, abaixo:

O PROTESTO DOS ÁRBITROS ACONTECERÁ?

Importante: Não haverá greve (por enquanto) no Campeonato Brasileiro 2015, mas ato simbólico. Veja:

ATENÇÃO

Na rodada de hoje do Brasileirão, os árbitros farão um protesto contra o veto ao artigo que reconhecia o direito de arena para a arbitragem.

Primeira manifestação na história da arbitragem brasileira.

Aos cinco minutos do primeiro tempo a partida será paralisada. Um minuto de silêncio em protesto contra o veto. Equipes de arbitragem colocarão faixas pretas no braço. O quarto arbitro vai levantar a placa com 0,5.

Informações de Julio Cancellier, Assessor de Comunicação da ANAF (Reproduzido pelo Jornalista Pedro Paulo de Jesus, do site “Voz do Apito”).

Será que vingará?

MINHA OPINIÃO SOBRE A GREVE, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/07/sobre-a-greve-dos-arbitros-reflexoes/

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– Felipão dará certo no Palmeiras?

Eu já trabalhei em jogos de Luís Felipe Scolari como treinador, e não só pelas suas conquistas, mas pela educação ensinada pelos meus pais, respeito-o. Mas não deixo de lembrar: ô sujeito mal educado!

Claro que Felipão foi vitorioso no Grêmio, no Palmeiras, na Seleção Brasileira de 2002, além do Bunyodkor do Azerbaijão e no Guangzhou Evergrande da China. Mas os trabalhos recentes em clubes relevantes (Palmeiras em 2012 e Grêmio 2015, além da Seleção Brasileira de 2014), foram horrorosos!

A propósito, o mundo dá voltas: Roger Machado surgiu exatamente como substituto de Scolari no Grêmio, em sua derradeira e ruim passagem. Hoje, é o próprio Scolari que substitui Roger Machado no Palmeiras.

Cá entre nós: será que os jogadores do presente viram o auge da carreira do treinador na década de 90, suas incríveis polêmicas e ‘bravezas”, culminando no pentacampeonato da Seleção (e assim o respeitarão), ou somente eles têm na lembrança o treinador que participou da jornada desastrosa do último rebaixamento do Palmeiras e do trágico 7×1 da Copa do Mundo?

Há 25 anos, eu contrataria de olhos fechado o Felipão do Grêmio (1993 a 1996), vencedor de quase tudo. Em 2018 (portanto: HOJE), eu pensaria bem em contratá-lo e estudaria em qual clube ele cairia bem.

O único que perde é Scolari, que está bem rico, que poderia estar curtindo a vida, os filhos e netos em Portugal, livre de críticas e possíveis desgostos.

Parece-me que foi uma contratação mais emocional do que racional. Estamos na época da necessidade de treinadores que “pensam o jogo taticamente” (a Copa da Rússia mostrou isso), não de motivadores sanguíneos que gritam à beira do gramado. Mais: não existe no elenco do Palmeiras a dupla obediente formada por Paulo Nunes e Jardel, nem um Oséas para ganhar todas de cabeça na área, mas sim um Dudu e um Felipe Melo para serem “doutrinados”.

Não sei se Scolari foi ou não uma boa aposta. Ajudado pela tabela, em tese, um pouco mais “leve” que o Palmeiras enfrentará nos próximos dias, poderá dar um choque de ânimo na equipe. Mas se resolve a questão de títulos, impossível prever.

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– A previsível queda de Roger Machado. O Palmeiras erra como o Santos…

Quer dizer que Mattos garantiu na TV que “Roger estava blindado” mas o demitiu após a derrota para o Fluminense?

Criticamos dias atrás a diretoria do Santos FC em demitir o técnico Jair Ventura, dois jogos após a parada da Copa do Mundo, tendo perdido ao menos 30 dias e uma inter-temporada, incluindo uma excursão para treinamento no México. Todo trabalho e tempo que poderia ser utilizado em prol do time, sem dúvida, jogado fora. Se era para demitir, que o fizesse antes, para que o novo treinador tivesse tempo e condições para desenvolver seu trabalho e assim retomar o Brasileirão.

A Sociedade Esportiva Palmeiras fez exatamente o mesmo, apenas diferenciando o número de jogos: após 3 partidas da volta do Campeonato, perdeu o período de treino e a inter-temporada com amistosos na América Central após demitir o treinador Roger Machado. É claro que a justificativa será de que o rendimento do time é abaixo do esperado pelo que se investiu financeiramente. Mas será que era? Foram 44 jogos, com 27 vitórias, 8 derrotas e 9 empates (68% de aproveitamento).

O mais incrível é que um dia antes (terça-feira), Alexandre Mattos, diretor de futebol do Verdão, disse na FOX Sports que:

Temos confiança total no trabalho dele [Roger], os números são bons. É dando calma para ele, blindando ele [que subiremos na tabela].

Aí não dá, né? Puro amadorismo. Aliás, nunca “mandarão embora” quem contrata os treinadores e os demitem por maus resultados?

De quem é a culpa: de quem treina ou de quem contrata o treinador e depois tem que dispensar (pagando multas caríssimas)?

Agora, restarão as especulações: quem serão os novos treinadores de Santos e Palmeiras? Aliás, imagine o que deve ter de gente se oferecendo ou “chutando nomes”…

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