– Um emprego dos sonhos?

Ser advogado de político em Brasília parece que é um bom negócio. Viram os milhões que cada um deles cobra para defender os larápios do colarinho branco?

Nada contra eles, afinal, são profissionais do Direito e exercem o seu ofício. Se eles pedem valores absurdos (você não leu errado acima: milhões de reais, não milhares), é porque há quem pode pagar. E se contratou, é sinal de que está de acordo.

Pense: se um político entrou pobre e ficou milionário, como justificar que com o seu soldo recebido honestamente conquistou tanta posse? Que mágica é essa? Mais ainda: de onde vem a grana para pagar os honorários advocatícios?

Tomara que a resposta para isso não seja a de que o crime compensa sim…”

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– O que é ser time grande? Sobre Aparecidense 2×1 Botafogo

No futebol, nem sempre o chamado “time grande” vence. E ao saber que a modesta equipe do Aparecidense venceu (e até com gol do veteraníssimo e “fortinho” Nonato, na foto desta postagem) o Botafogo-RJ por 2×1 e o eliminou da Copa do Brasil, vale questionar algumas coisas:

1. Hoje, “camisa” ganha jogo?

2. Os atuais times grandes, de fato, ainda são grandes ou a grandeza ficou apenas em sua história?

3. O que define “ser grande”: os títulos, o dinheiro ou a torcida?

4. E o técnico? Ele “mais ajuda a ganhar” ou “mais ajuda a perder”? Vide a campanha do Fogão com Jair Ventura em 2017…

O que não se apagará é o vexame de 2018 da Estrela Solitária. Ser eliminado nessa 1a fase da Copa do Brasil é algo de esforço muito grande.

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– O novo perfil de funcionários repensado pelas empresas: a Personalidade acima da Habilidade?

As atuais carências observadas pelas empresas na contratação dos funcionários: job readiness.

Você está pronto para trabalhar? Muitas pessoas, não (e nunca estarão).

Sobre a necessidade de funcionários com mais personalidade no ambiente corporativo,

Extraído da Folha de São Paulo, edição de 28/01/2018, Caderno Mercado, pg A20

PERSONALIDADE SUPERA TÉCNICA NO TRABALHO

Empresas passam a dar mais importância para habilidades socioemocionais do que para conhecimentos específicos.

Por Érica Fraga

A relação entre a educação e o trabalho passa por uma espécie de crise existencial.

Ela é evidenciada por constantes revisões do perfil profissional buscado pelas empresas, que se torna cada vez menos técnico e mais focado em traços da personalidade, como persistência e facilidade de relacionamento.

Outro sintoma do distanciamento entre o universo acadêmico e o laboral é a elevada parcela de profissionais que termina em empregos fora de sua área de formação (leia texto na pág. A21).

Essas tendências –apontadas por duas pesquisas da FGV Clear – indica que o país pode estar desperdiçando recursos investidos na educação que, se fossem mais bem aplicados, talvez elevassem a baixa eficiência da economia.

Um dos estudos, feito pela instituição em parceria com o JPMorgan em 2017, mostra que 85% das empresas no Estado de São Paulo, nos setores de saúde, tecnologia e alimentos, reveem as necessidades de treinamento dos funcionários o tempo todo.

O percentual atinge 90% entre as grandes empresas.

O mundo do trabalho tem mudado muito, e as empresas não sabem bem o que querem. Vão na base da tentativa e do erro“, afirma o economista André Portela, um dos autores da pesquisa.

O esforço para adequar o perfil dos funcionários às rápidas mudanças tecnológicas esbarra em barreiras.

Quase 80% das 417 empresas entrevistadas pela FGV e pelo JPMorgan relataram enfrentar problemas para contratar empregados para vagas de perfil técnico, e 36% disseram que a dificuldade é alta.

PERSONALIDADE

As entrevistas feitas com as empresas mostram que conhecidas deficiências do ensino ajudam a explicar seu desencontro com o trabalhador. Indagadas, por exemplo, sobre as competências que dificultam as contratações, as empresas mencionaram questões que aludem à formação acadêmica.

No setor de alimentos, falta de conhecimento e escolaridade foram, respectivamente, a segunda e a quarta fragilidade mais citada.

As empresas de tecnologia e de saúde também listaram problemas como escassez de conteúdo técnico e falta do domínio da escrita.

Mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi que, nos três setores, competências mais próximas de traços da personalidade do que de conteúdos técnicos foram citadas pela maioria.

As empresas não reclamam tanto de habilidades técnicas, mas da chamada ‘job readiness’ [prontidão para o trabalho em tradução livre]”, afirma Portela.

Entre as carências mais comuns, foram mencionados pontos como “postura profissional”, “competências comportamentais”, “ética”, “falta de comprometimento” e “comunicação”.

Já entre as características imprescindíveis, “ser disciplinado e perseverante” e “trabalhar em grupo” foram mencionadas por quase a totalidade das empresas.

As habilidades socioemocionais apareceram na frente de “se comunicar em língua estrangeira” até nas respostas do setor de tecnologia, em que a demanda por profissionais com ensino superior técnico é bem mais alta do que nos outros dois.

A percepção da importância de característica como perseverança, autocontrole e facilidade de relacionamento aumenta à medida que pesquisas mostram que seu impacto no desempenho acadêmico e no sucesso na vida adulta é igual ou até maior do que a inteligência medida em testes cognitivos tradicionais.

Com isso, a demanda por profissionais com essas habilidades tem se tornado explícita. Foi o que percebeu o grupo Kroton Educacional ao analisar anúncios de vagas no portal que mantém para conectar seus graduandos com empregadores.

Nove entre os dez atributos mais demandados são traços de personalidade, como disposição para o aprendizado contínuo, responsabilidade e comprometimento.

– São Caetano 0x4 Corinthians e os prejuízos diversos

Que mico o Azulão passou e que cáca promoveu no Pacaembu no último domingo!

Tirou o jogo da sua casa, o Anacleto Campanella, a fim de uma renda maior e deu tudo errado. Segundo o borderô, o time teve um prejuízo de R$ 27.000,00. A energia elétrica acabou no estádio e o jogo atrasou. Além de ter levado 4 gols, viu a FPF barrar as crianças que entrariam de mascote e um grande choro delas.

Os gestores do futebol brasileiro aprenderão quando a trabalhar com mais profissionalismo e seriedade?

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– Fernando Diniz: uma Pisada na Bola com o Bugre ou não?

O ex-jogador Fernando Diniz, sem dúvida, é um treinador de filosofia ofensiva. Inegavelmente que ele é ousado, e tão inegável quanto essa verdade é que os grandes clubes de futebol têm medo de contratá-lo, arregimentar atletas dentro do seu “tio-tak guardiolês” e não dar certo. Afinal, se você aceita contratá-lo, aceita, por tabela, correr riscos.

Apitei várias vezes o Fernando Diniz enquanto técnico. Ele é muito mais chato treinando do que quando jogava! Já o expulsei enquanto árbitro central e o já fiz ser expulso enquanto quarto-árbitro, devido ao mau comportamento na área técnica e por tumultuar o árbitro da partida. Não tenho intimidade nem conhecimento dele de como é fora das quatro linhas, mas isso (a questão educacional) pouco importa. O que vale é dentro do seu ofício, e aí eu faço todos os elogios: gosto do seu DNA ofensivo!

No Votoraty, no Paulista de Jundiaí, no Audax e em outros clubes fez um excelente trabalho. No Paraná Clube não foi tão legal. E após ter assinado com o Guarani, acertado 10 contratações… recebeu o convite do Atlético Paranaense e foi para lá, abandonando o time campineiro.

E o contrato? E a palavra? E o planejamento em época de pré-temporada?

Claro, saiu por uma oportunidade melhor de trabalho, mais dinheiro e para jogar a Série A do Campeonato Brasileiro (no Bugre jogaria a A2 regional e a B nacional). Entendo a motivação, mas, e o atual empregador, como fica?

Se o Guarani apalavrou que aceitaria tal condição (sua saída para um time da Série A do Campeonato Brasileiro), não há o que discutir (bem como se o desligamento, mesmo sem prévio acordo, aconteceu pacificamente). Mas fica a questão: o quanto se reclama de treinador que é demitido sem tempo adequado de trabalho, estando sob contrato, e a situação oposta: o abandono de emprego.

Enfim: boa sorte ao Fernando Diniz e que saiba se relacionar bem com o Petraglia, sabidamente de difícil convívio. Aguardemos o que o ofensivo treinador poderá fazer no Furacão.

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– Os 4 Tipos de Chefes Mais Odiados pelos Jovens

Veja que interessante: pesquisa aponta os defeitos mais odiados dos jovens em relação aos seus chefes.

Será que o do seu superior está nesta lista?

1– Chefes ausentes da sua equipe

2- Chefes que não elogiam

3- Chefes conservadores

4- Chefes parciais no tratamento

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam

OS 4 TIPOS MAIS ODIADOS PELOS JOVENS

A receita para ser rejeitado pela equipe é esquecê-la. Chefes ausentes e indiferentes são adeptos do “estilo de liderança” mais reprovado por jovens entrevistados pelo Nube, entre novembro e dezembro.

Para 57% dos 7.451 participantes da pesquisa, o pior perfil é do chefe distante e quase nunca presente. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos externos do Nube, o resultado da pesquisa é sinal de que os jovens prezam, e muito, pela criação de relacionamentos com colegas e líderes no ambiente de trabalho.

Um chefe que não reconhece as conquistas da equipe aparece logo em seguida na escala de rejeição. Com, 20,52% dos votos, este tipo de comportamento também é altamente criticado pelos jovens, acostumados a ouvir elogios de pais e professores.

Perfis que pendem para uma atuação tradicionalista e proibitiva também recebem cartão vermelho da Geração Y. Segundo a pesquisa, 17,32% dos entrevistados rejeitam chefes que adotem este estilo mais antiquado.

A parcialidade no tratamento da equipe fecha a lista de gestão, co]m 5,14% dos entrevistados, de acordo com o Nube.

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– Todo mundo quer o Rueda?

Primeiro, as manchetes davam conta que Reinaldo Rueda, treinador que está no Flamengo há menos de um ano, poderia se transferir à Seleção Chilena (que nem classificada para a Copa da Rússia está). Depois, surgiu a informação que a Colômbia o desejaria e que estava disposta a fazer sacrifícios por ele. Hoje surgiu a notícia de que o nome forte para assumir a Seleção do Equador é do próprio Rueda.

Duas observações:

1- Rueda é tão bom técnico que todo mundo o quer? Eu o acho, respeitosamente, dentro da média. Nada de espetacular.

2- Mesmo com contrato e com tanta especulação, o Flamengo deve ir atrás de um novo técnico pois a saída do colombiano é inevitável? Ao menos, pelas especulações, para algum lugar fora do Brasil Reinaldo Rueda vai.

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente a um Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição Agosto, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– E o juiz Margarida? Na verdade, não confunda o carioca com o catarinense!

Nessa época de jogos festivos de futebol, muita gente vê o árbitro Margarida apitando as peladas de final de ano e me perguntam: mas essa cara não tinha morrido?

Calma, esse é o “Margarida 2”, um catarinense chamado Clésio Moreira dos Santos (eu me lembro dele quando apitava a série C pela CBF, em Araras), e que faz jogos de maneira artística se passando por gay (ele é heterossexual, casado e com filhos; mas se fosse homossexual, o problema seria só dele).

O Margarida Original era o folclórico Jorge José Emiliano dos Santos, um ícone da arbitragem carioca nos anos 80 e gay assumido. Me recordo que após se aposentar, a Globo fez uma matéria com ele e o Renato Gaúcho (que era jovem, estava no auge e era paparicado pelas mulheres). Na oportunidade, Renato quis polemizar deixando no ar que “pegou” até o Margarida. Mas quando ele morreu de AIDS nos anos 90, a brincadeira foi desfeita…

Relembre essa matéria HIPER BACANA de um jogo do Jorge Emiliano na Gávea, Flamengo x Volta Redonda – com Zico, Nunes e o próprio Renato, onde Margarida foi entrevistado pelo jovem Marcos Uchôa. Narração de Januário de Oliveira (apenas 3 minutos, vale a pena)! Assista em: https://globoplay.globo.com/v/4027003/

Que o carioca descanse em paz. E que o catarinense continue seu trabalho, que é honesto e só diverte.

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– Cristiano Ronaldo ou Renato Gaúcho: quem jogou mais?

Muitos pensam que foi nesse Mundial de Clubes que surgiu a polêmica de “quem jogou mais”: Renato Portallupi ou o Ronaldo português?

Nada disso, faz muito tempo que o treinador gaúcho disse isso. Só que quem viu os dois jogarem, levará em consideração alguns fatores:

  1. Renato viveu uma era sem imagens de TV e internet popularizadas mundo afora. O português, ao contrário.
  2. Renato tinha em sua época craques mais categorizados do que ele: Zico, Platini, Van Basten, Maradona, entre outros. O português, apenas Messi.
  3. Renato não ganhou nenhuma Bola de Ouro ou equivalente. O português, 5.
  4. Renato era indisciplinado ao extremo. O português, rigorosíssimo com ele próprio.

Mas trocando em miúdos, e dentro de campo? Cristiano Ronaldo jogou muito mais e por mais tempo em alto nível. Isso não quer dizer que Renato Gaúcho foi um pereba, só não atingiu o grau de capacidade e categoria do português por tanto tempo. Mas ironizá-lo, nunca!

Se Renato jogasse hoje, seria COM CERTEZA titular da Seleção Brasileira (comparando com os jogadores de hoje).

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– As inúmeras demissões da Estácio teriam relação com a nova lei trabalhista?

Um ambiente de crise ou simplesmente redução de custos?

A Universidade Estácio de Sá demitiu, ao todo, 1200 professores. No Rio de Janeiro, se especula é que a instituição quer aproveitar a nova lei trabalhista para reduzir os encargos com docentes.

Compartilho, extraído de:  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/08/suspensao-demissoes-professores-estacio-rio-de-janeiro.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE PARTE DAS DEMISSÕES NA ESTÁCIO; EMPRESA VAI RECORRER

A Justiça do Trabalho suspendeu, na quinta-feira (7), parte das demissões da universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região). A decisão é liminar (provisória), e a universidade pode recorrer.

Segundo o Sinpro-Rio, que entrou com a ação civil pública contra as demissões, a decisão vale para a capital do Estado e os municípios de Itaguaí, Paracambi e Seropédica, cidades cujos professores são representados pelo sindicato.

Ao todo, cerca de 400 professores foram demitidos no Estado do Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-RJ, mas a entidade não soube informar quantos destes foram beneficiados pela suspensão, já que parte deles trabalha em unidades de outras cidades.

“Não houve nenhuma homologação das demissões, então todos eles [professores], teoricamente, continuam na empresa”, disse à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (8) o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Elson Simões de Paiva, que pela manhã esteve em manifestação que reuniu cerca de 200 professores em frente à sede da Estácio no Rio de Janeiro.

Paiva disse, ainda, que os mais novos entre os professores desligados que recorreram ao sindicato tinham cerca de 10 anos de casa. “Claramente o intuito [da Estácio] é mandar embora os professores mais antigos, que têm salário maior, e contratar outros com salário menor ou até os mesmos pagando menos.”

EMPRESA DIZ QUE VAI RECORRER

A Estácio afirma que vai recorrer da decisão e que “suas medidas foram tomadas com total amparo da lei”.

A Justiça determinou a suspensão até que a universidade apresente a lista de professores demitidos, os termos de rescisão dos contratos e a lista de professores que serão contratados ou recontratados, de acordo com o sindicato.

Segundo a entidade, a Estácio tem “o prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil, e no mesmo valor para cada dispensa procedida até o fornecimento dos documentos”.

Sobre a pena, a Estácio afirma que “desconhece qualquer legislação que a obrigue apresentar a relação dos profissionais desligados”.

1.200 DEMITIDOS

Segundo informação do jornal “O Globo” publicada no começo da semana, a Estácio demitiu 1.200 professores de unidades de diversos Estados. A universidade possui cerca de 10 mil docentes, ao todo.

A Estácio nega que as demissões tenham sido motivadas pela reforma trabalhista, e diz que os profissionais que forem contratados seguirão o mesmo regime de trabalho dos professores demitidos.

“É importante lembrar que a legislação brasileira determina que eventuais desligamentos de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo”, afirmou a empresa.

Em nota ao mercado na quarta-feira, a companhia afirmou que os desligamentos faziam parte de uma reestruturação da base de docentes que resultará na substituição dos profissionais.

AÇÃO EXTINTA UM DIA ANTES

A decisão favorável obtida pelo Sinpro-Rio marca uma reviravolta em relação à ação civil pública movida na quinta-feira pela CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) na 13ª Vara do Trabalho de Brasília, que foi extinta no mesmo dia.

A CSB pedia a reintegração dos cargos e suspensão das demissões, mas a juíza Ana Beatriz do Amaral Cid Ornelas questionou a legitimidade da entidade como autora da ação por representar outras entidades sindicais e não trabalhadores a que elas se filiam.

(Com Reuters)

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– O que os Grandes Times de Futebol Paulistas pensam da Arbitragem Profissionalizada, segundo seus Presidentes!

Realizou-se nesta 3a feira o Congresso Brasileiro de Direito Desportivo (iniciativa da Faculdade de Direito do Largo São Francisco – USP). E em determinado tópico questionou-se a PROFISSONALIZAÇÃO DA ARBITRAGEM, sendo que Leco (presidente do São Paulo), Maurício Galiotte (Palmeiras) e Modesto Roma (Santos) defenderam o árbitro profissional. Roberto de Andrade (Corinthians), não.

  1. Leco disse que profissionalizar é importante para a dedicação em tempo integral do árbitro, já que “não cabe mais no futebol que os árbitros façam bico apitando”.
  2. Galiotte disse que “como poderemos exigir evolução da arbitragem se não oferecemos mais recursos e treinamento para se dedicarem à profissão”?
  3. Modesto disse que “precisamos gastar dinheiro com gente competente em vez das incompetentes, gastando com modernização e profissionalização”.
  4. Roberto disse que “a arbitragem profissionalizada não vai mudar nada, só vai ser mais caro. O árbitro de vídeo tem eficiência muito maior, é ele que vai cooperar bastante”.

Particularmente, DEFENDO a profissionalização com carteira assinada, FGTS, PIS, INSS e Férias bancados pela riquíssima CBF (os escândalos do futebol têm nos mostrado como ela é mais milionária do que pensávamos – incluindo seus cartolas). Mas o que me pesa é: por quê os “profissionais” que comandam os árbitros nas Comissões de Arbitragem e/ou nos Sindicatos da Categoria são remunerados mensalmente (e muito bem) e defendem que os árbitros NÃO PODEM TER CARTEIRA ASSINADA pela CBF ou FPF, por exemplo.

Vale a discussão…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– As voltas que o Mundo do Futebol dá…

Cinco casos interessantes que mostram as mudanças do passado nos dias atuais:

1-  A Rede Globo não transmitiu Santos x Kashima Reysol quando o Peixe esteve no Mundial de Clubes, sendo que somente o estado de São Paulo assistiu o jogo por TV Aberta. Para as partidas do Grêmio nesse mesmo torneio, a emissora transmitirá todos os jogos em rede nacional. Mudou o conceito?

2- Reinaldo Rueda abriu mão do título da Copa Sul-americana 2016 em favor da Chapecoense, devido a tragédia ocorrida (ele era o técnico do Atlético Nacional e idealizador de dar aos catarinenses o troféu). Agora, poderá ser campeão deste mesmo torneio pelo Flamengo. Torcerei por ele!

3- J Hawilla era um dos homens mais prestigiados e temidos pelo poderio financeiro e político no mundo do futebol. Hoje, doente e preso nos EUA, continua temido… mas pelos corruptos que pediram propina a ele! Nas delações, mesmo com balão de oxigênio, está entregando todo mundo. Que bom!

4- Marcelo ”El loco” Bielsa sempre foi admirado no mundo do futebol (eu me incluo nesses fãs). Mas hoje parece estar se tornando um personagem folclórico. O que acontece que, mesmo com todos os atletas pedidos e contratados, foi afastado pelo Lille (que ele deixou na zona do rebaixamento)? Não emplaca um bom trabalho faz tempo…

5- O estrategista (ou ex) treinador Vanderlei Luxemburgo, a quem respeito muito pelo trabalho dentro de campo nos anos 90, virou uma figura patética ontem. No programa Jogo Aberto da TV Bandeirantes, disse que a culpa de rótulos pejorativos dados a ele é da imprensa, que não precisa se atualizar, que tem vários negócios fora do futebol e que isso não atrapalha em nada seu trabalho, entre outras coisas polêmicas. Pior: discutiu com os jornalistas e se mostrou extremamente arrogante. Uma pena, ele está completamente fora do seu tempo. Quem diria que sua carreira vitoriosa andaria por tal caminho.

De fato, o mundo do futebol dá voltas demais… para o bem e para o mal do esporte. É o seu caminho natural.

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– Obrigado, Mamãe!

Viram a postagem da dona Simone, mãe do lateral esquerdo são-paulino Júnior Tavares (que está sendo negociado com o Corinthians por uma troca com o jogador Lucca)?

Ela escreveu o seguinte no Instagram:

Eu fui, sou e sempre serei contra qualquer negócio e acordo com a instituição Corinthians em relação ao elenco do nosso clube. E piora com quando o pivô se torna a figura do meu filho. Desgosto mesmo, falei e repito: prefiro morrer antes de ver JR vestindo a camiseta do “curintia” Optando pela venda dele a clubes do exterior, que já fizeram e fazem contato, se for o melhor para o SPFC. Mesmo sabendo da posição positiva do professor Dorival Jr. em relação a permanência do JR no clube e no time em 2018, acreditando no trabalho dele de lapidar e aprontar o JR para render 100% para o time. Visão que admiro e honro no professor Dorival.”

Xi… filho nunca pode brigar com a mãe, não é? Mas que precisa contratar uma “assessoria de imprensa” para a dona Simone, não há dúvida. Com que clima os clubes continuarão a negociar?

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– Lucas Lima e o antiprofissionalismo

É difícil defender o jogador Lucas Lima, que atuava pelo Santos FC e foi afastado pela direção do clube.

Com o contrato se encerrando e negociando com outras equipes (especula-se que o Palmeiras pagará inacreditáveis 60 milhões de reais entres salários e luvas por 5 anos de contrato com ele), praticamente “tirou o pé” nos últimos jogos.

Negociar com outro clube é normal. Fazer corpo mole quando seu time está precisando e/ou aparentar querer ser dispensado é sacanagem com o empregador.

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– Rogério Ceni renascerá no Fortaleza?

A mim, foi surpresa o acerto de Rogério Ceni com o Fortaleza. Imaginei que ele ficaria um tempo maior estudando na Europa e só voltaria ao Brasil quando estivesse um pouco mais esquecida sua passagem pelo São Paulo como treinador.

Enfim, se ele se sente preparado para a volta ao cargo de técnico, não há o que contestar. E para o Fortaleza, melhor ainda! Ceni encontrará uma torcida apaixonada que o abraçará, e se o marketing do time cearense for esperto, usará o fato da forma do escudo ser semelhante à do SPFC, de ser tricolor, etc e etc.

Uma coisa é certa: o Fortaleza estará em foco e será falado no Brasil inteiro, abrindo especialmente o mercado de São Paulo).

O risco é: se Ceni der errado… sua carreira terá que ser novamente reconstruída!

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– E como procurar um novo emprego?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção ao mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

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– As demissões na imprensa esportiva brasileira

Vejo muitos estudantes de jornalismo reclamando de oportunidades de trabalho. E está difícil crer que a situação do jornalismo esportivo irá mudar para melhor em breve. Quer exemplos?

Vide os profissionais da Jovem Pan, demitidos nos últimos dias. Depois daquela grande leva do ano passado, foram dispensados Zeca Cardoso e Fredy Júnior. Na Bandeirantes, saiu Frank Fortes. Na Folha de São Paulo, no sábado repleto de futebol, apenas 1 mísera página falando sobre Esportes.

E a Rede Globo, dizendo que por uma sinergia melhor re-arranjou seu quadro colaborativo? Em outras palavras, demitiu mesmo muitos funcionários.

E falando de Globo, lamento muito a demissão do meu amigo Rivelino Teixeira, jundiaiense da gema e que estava, com muita competência, se saindo bem na Sportv. Especialmente como se deu sua demissão: na porta do estádio de Varginha (iria comentar o jogo do Boa pela série B), pronto para trabalhar, sem qualquer respeito ao profissional e ao cidadão. Tratado como um número em pleno exercício do ofício. E chato também é o fato da omissão de quem os representa: o Sindicato! Você ouviu alguma manifestação da Aceesp?

Compartilho um desabafo do Riva (dias atrás), em sua página na rede social, para que os leitores possam ver o quão fraca é a defesa da categoria:

TRATADOS COMO CÓDIGO DE BARRAS. 

Chegando aos 15 dias de demissão, e até hoje nenhuma manifestação de apoio de entidades que deveriam cuidar de pessoas, e no meu caso, entidades com vínculos aos profissionais da comunicação.

Ninguém do Sindicato dos Radialistas, dos Jornalistas, de Associação dos Cronistas ou Assistência Social de Empresa, nenhum contato para saber se estou bem, se estou precisando de alguma coisa (essa alguma coisa não é dinheiro), é sim um apoio emocional.

A comunicação brasileira está no seu pior momento, e em 2017 muitos profissionais do rádio, da tv, da mídia em geral estão parados, e a recolocação é muito difícil.

Colegas de profissão, precisamos nos unir e buscar mudanças, e não deixar que essa corrente negativa continue amarrando “seres humanos” que são tratados como “código de barras”, que estudaram, lutaram e hoje (como eu), estamos neste pesadelo interminável.

Quem puder apoiar, por favor, curta e compartilhe.

RESPEITO COM O SER HUMANO.

Hoje sou eu, amanhã pode ser com você, ou com alguém de sua família!!!

Força Riva e estendendo aos demais profissionais que estão na mesma situação!

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– O Dopping do Guerrero

E o Paulo Guerrero, jogador do Flamengo, do Peru, com passagens pela Alemanha e pelo Corinthians?

Deveria ser mais esperto e inteligente para evitar qualquer ato em que poderia ser pego no exame antidoping. Ele não sabia que as medicações diversas devem ser informadas ao médico da equipe?

Seja droga social “ou recreativa” (detesto esses termos, droga é sempre droga) ou droga estimulante específica para engodo no esporte, uma pena para quem gosta de futebol e um prejuízo para o Flamengo.

Sobre a Seleção Peruana que jogará contra a Nova Zelândia pela repescagem, sinceramente acho que não fará falta, pois o nível de qualidade dos neozelandeses é bem inferior…

Tomara que Paolo Guerrero não tenha feito bobagem de caso pensado.

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– A Paixão pela Arbitragem e os Sacrifícios à Toa! Quando você…

Quando você deixa o futebol entrar na sua vida, é difícil tirá-lo!

Quando você é jovem e se torna jogador, jornalista ou juiz de futebol, seus sonhos extravasam e você crê em quase tudo. Às vezes, faz vista grossa a algumas situações (como a ausência do lar, o custo financeiro da sua formação e o esforço para a conquista).

Quando você amadurece na idade e na profissão, começa a observar que algumas situações de superação foram valorosas e valiosas; outras, em vão e a esmo. Começa a distinguir interesses escusos e a separar o joio do trigo.

Quando você vai parar a sua atividade, fica pensando em nunca se separar daquilo que fazia anteriormente. Quer continuar inserido no mundo da bola, em outra função e com mais tempo para a vida privada.

Quando você não consegue se encaixar e se dá conta que está fora, bate o desespero. Talvez a falta de planejamento pós-carreira é o “algo implicador”. Nos EUA, no basquete universitário, você já tem coachings preparatórios para o futuro do ex-profissional. E aqui, não tendo, nasce o risco…

Quando você vê uma oportunidade para a reinserção, enlouquece com o desejo e, se não tiver uma sólida estrutura familiar e uma educação firme, abandona a sua experiência e deixa a paixão da juventude tomar conta de você. E volta a se cegar das coisas as quais não se pode fechar os olhos.

Quando eu pendurei o apito, as oportunidades nasceram naturalmente (por sorte, acaso ou coincidência – não pela minha competência). Fui um felizardo, uma exceção à regra. Me auto-declaro “Regra 18” na linguagem futebolística. Consegui diminuir o ritmo das atividades esportivas e conciliar com minhas atividades acadêmicas e comerciais. Aproveitei muito mais minha família, acabaram-se as enfadonhas reuniões de dirigentes que nada sabiam e ainda queriam ensinar coisas que inventavam justamente por desconhecimento.

Quando eu vejo ex-colegas árbitros felizes, nas redes sociais sem medo da punição de “otoridades / cartolas do apito”, sorrindo com seus filhos e filhas, apaixonados com suas esposas e curtindo tranquilamente o final de semana, me sinto feliz por eles!

Quando eu vejo ex-colegas árbitros trabalhando ainda no futebol, em atividades honestas e virtuosas, realizando-se em novas etapas sem perder a qualidade de vida familiar, comungo-me com eles.

Quando eu vejo ex-colegas árbitros mendigando espaço em Federações e Confederações para trabalharem em outra atividade, aceitando passivamente ordens de pessoas que há décadas se apropriaram da arbitragem de futebol e fizeram daquilo uma propriedade do seu ganha-pão, tenho pena. Sim, dó mesmo ao ver pessoas de bem se misturarem com aquelas que não ouso qualificar (mas tenho em mente minha opinião) e topam ganhar migalhas financeiras para continuarem no campo de jogo, permitindo se iludir pelos dirigentes. Não consegue largar o tenro e a gravata? Quer ficar tirando fotos com tablets à beira do gramado?

Quando eu me pergunto: “Por quê o cara encerra a carreira e aceita receber ordens de gente malquista pelo dinheiro de um almoço?”, abdicando da família como fez na juventude (pois financeiramente não compensa), só resta concluir: o futebol tomou conta por inteiro dele e o fanatismo o maculou; ou proibiu que a maturidade e o discernimento o fizesse ter o pé no chão.

Quando nós vemos pessoas dizendo que “devotaram uma vida inteira ao futebol”, perpetuando-se no poder ininterruptamente ou pulando de galho em galho nos cargos diversos, desconfie. Por quê Ricardo Teixeira não saia da CBF de jeito algum? Por quê um senhor como Marco Polo Del Nero não abdica do seu trono e vai curtir tranquilamente suas namoradas com o dinheiro que tem? Por quê dirigentes de vários setores do futebol (não estou citando nomes agora, mas que transitam entre clubes e sindicatos) nunca largam o osso?

Quando nós vemos tudo isso e questionamos: “É amor ao esporte? É um abnegado? É um sonhador? É um fanático?”, no fundo sabemos que é uma sede de poder e de vaidade.

Quando nós vemos tantos “ex” agindo como maus empresários de futebol, maus diretores, maus representantes de classe, maus “novos cargos” no esporte, imediatamente pensamos: “corrompeu-se por algum motivo“.

Quando todos sabem que algo que teoricamente é sacrificante e dia prejuízo, mas o sujeito quer insistir, é burrice ou picaretagem.

Quando alguém lhe diz: “Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que você dormiu em pé como morcego – MESMO QUE NÃO DURMA”, é hora de você mudar de companhias. As pessoas que você se relaciona no futebol são apresentáveis, ilibadas e reconhecidamente corretas?

Percebam que foram 16 “quandos” (1 por ano da minha carreira de árbitro), e sempre ouvi que havia “vida fora da arbitragem”. E é claro que há. Comecei o texto com os “eu“, passei para o “nós“, fui para o “todos” e parei no “alguém“, propositalmente, apenas para dizer: SOMOS autênticos? Unidos? Honestos conosco mesmo?

Lamento ver gente decente dando moral àqueles que já deviam estar fora da condução do futebol jogado, falado e apitado, abrindo mão do convívio familiar e do descanso merecido do trabalho semanal, engordando cofres de associações e “pagando pau” para cartolas.

Agora sou eu que digo: Há vida fora da arbitragem. Os amigos que leram essa postagem e sabem o que digo, devem-se repensar o pós-futebol e caírem fora do relacionamento com gente dúbia. Há “professores” que nada podem lhe ensinar ou agregar, tendo contestações na vida e conturbações diversas. Aprenderá o quê?

Compartilho essa reflexão que mostra o quanto nossas ações e convívios nos fazem ser o que realmente somos. Aqui: https://wp.me/p4RTuC-5e8 . Ande com gente de bem, e será do bem. Mas se fizer o contrário…

Não deixe o cartola te usar. Seja inteligente e prudente.

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– Como a ANAF impedirá as transmissões da Globo?

Há 2 anos, a ANAF fazia protestos nos jogos do Brasileirão pedindo direito de imagem. Aconteceu algo depois? Relembre, abaixo:

A ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) insiste em querer 0,5% de direito de imagem, e critica o veto da presidente Dilma.

Pedir, pode. Levar, é outra história (aliás, foi pedido inicialmente 5%).

Tudo é muito confuso: o chefe da ANAF, Marco Antonio Martins, trabalha para a CBF como observador. É sindicalista a serviço do patrão durante os jogos, o que, particularmente, é incompatibilidade dos cargos (e aqui não julgo sua honestidade, mas a função exercida).

Defender que a milionária CBF profissionalize os árbitros remunerando-os e pagando 13o, FGTS, INSS e Férias, neca de pitibiriba. Brigar contra as geladeiras e a péssima gestão de Sérgio Correa da Silva, idem (a propósito, é Sérgio quem escolhe os observadores… aí fica difícil!).

Agora, a entidade quer proibir na Justiça que a Rede Globo mostre a imagem dos árbitros, já que nada recebe da emissora. Conseguirá? Como ficariam as transmissões?

Tudo isso se resume em: “diálogo flácido para acalentar bovino”! Ou, se preferir: “conversa mole para boi dormir”.

Você acredita que a Globo apagará virtualmente a imagem dos árbitros durante as partidas ou se está desviando o foco de outros problemas na CBF?

Deixe sua opinião:

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– A Moda em Algumas Empresas Americanas é… Trabalhar em Pé!

Organizações como Google e Facebook estão incentivando seus funcionários a trabalharem em pé, a fim de queimar calorias.

E se a moda pegasse na sua empresa? O que você acharia?

Extraído de: http://is.gd/pr4Wyd

SAIA DA CADEIRA

A nova moda do Vale do Silício nos EUA é trabalhar em pé. Saiba as vantagens:

por Luciele Velluto

No começo de 2011, a fundadora e editora do site americano sobre o estilo de vida hacker LifeHacker, Gina Trapani, estava com alguns quilos acima do peso. Para queimar calorias, Gina, que ficava até 50 horas por semana sentada em frente do computador, tomou uma decisão aparentemente radical: resolveu trabalhar em pé. Elevou a altura de sua mesa e começou a escrever os seus textos longe da cadeira. “Os primeiros dias foram brutais, tão dolorosos que eu duvidei de toda a ideia”, disse ela, que contou sua experiência aos leitores do LifeHacker. “No quinto dia, eu me distraí no trabalho por duas horas até perceber que estava fazendo tudo em pé. Agora, essa é minha nova posição normal.”

Assim como Gina, funcionários do Google e do Facebook, no Vale do Silício, região da Califórnia, onde ficam as empresas de tecnologia, estão se sentindo mais confortáveis trabalhando em pé, em uma moda que tem tudo para chegar ao Brasil em breve. Suas motivações são muitas, mas a principal delas são pesquisas médicas que apontam os benefícios de ficar no escritório longe da cadeira. Um estudo da Sociedade Americana de Câncer, de 2010, por exemplo, descobriu que mulheres que ficam sentadas mais de seis horas por dia têm 37% mais chances de morrer prematuramente do que aquelas que passam três horas sentadas.

A American College Cardiology também concluiu que os sedentários da mesa de trabalho tradicional têm uma taxa de mortalidade mais alta que os que não ficam com o traseiro na cadeira. Permanecer por muito tempo parado sentado em frente do computador aumenta os risco de problemas cardíacos, diabetes e pressão alta, entre outros problemas que também são associados ao sedentarismo. “Dar opções de trabalho faz parte da cultura das empresas do Vale do Silício”, afirma Luis Samra, gerente-geral da Evernote para a América Latina, empresa americana que oferece aplicativos e bloco de notas online, que também adotou para 30 dos seus 180 funcionários a nova mesa de trabalho elevada.

Segundo Samra, o pedido foi feito pelos próprios profissionais. Outra novidade que está sendo adotada por empresas é a mesa com esteira ergométrica. Nessa estação de trabalho, o usuário pode trabalhar em seu notebook enquanto caminha. A Evernote foi uma das companhias que colocaram à disposição de seus funcionários esse equipamento. “Elas estão em uso constante o dia todo”, diz Samra. Mas mesmo com todas essas opções para queimar calorias, as cadeiras não foram totalmente abolidas no Vale do Silício. As mesas altas da Evernote são elétricas e podem ser reguladas conforme a altura desejada. No Google e Facebook, cadeiras também altas ficam disponíveis para quem quiser se sentar.

No Brasil, as filiais locais do Google e do Facebook não adotaram a ideia. “Isso deve demorar a chegar por aqui, pois ainda estamos discutindo o trabalho em casa”, afirma Zuca Palladino, gerente da divisão de marketing e vendas da empresa de recrutamento inglesa Michael Page. O professor de fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Cássio Siqueira recomenda a quem quiser adotar a ideia usá-la com moderação. Ele explica que ficar muito tempo em pé também provoca dor nas costas, mantém a mesma musculatura contraída por muito tempo gerando fadiga e ainda dificulta a circulação sanguínea nas pernas e nos pés. “A melhor opção seria variar em pé e sentado”, diz Siqueira.

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– Que mico, Santos FC

Que bagunça! O Santos FC demitiu Levir Culpi, segundo o assessor de imprensa do próprio treinador, e depois o recontratou a pedido dos jogadores.

Mas que falta de convicção é essa?

O novo-velho técnico, se perder do Atlético Goianiense, será demitido em definitivo ou terá mais jogos para ser testado, já que é uma nova passagem?

Pior do que tudo isso foi a entrevista do presidente Modesto Roma Jr fazendo analogia da situação com “Omelete e Bacon”. Eu não entendi patavina alguma! O Zé Boca de Bagre disse que ele falou em “Dilmês”, mas acho que nem ele próprio entendeu.

O certo é: Modesto perdeu a reeleição com esse circo todo.

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– Willian José e as voltas que a vida dá!

Willian José, atacante que foi comprado bem jovem pelo São Paulo e que surgiu no Grêmio Prudente / Barueri, chegou a jogar pelo Real Madrid B e se enraizou na Espanha. Passando por vários times pequenos, hoje está bem resolvido financeiramente, jogando pelo Real Sociedad e nem um pouco desejoso de voltar ao Brasil (fez 4 gols em 25 minutos pelo seu time na Liga Europa, contra um clube da Macedônia, nesta 5a feira).

Avalie: se seu filho fosse jogador de futebol e estivesse sendo contestado em um time grande, e tivesse a opção de cair no ostracismo da grande massa dos torcedores brasileiros para jogar num pequeno da Espanha, mas se aculturasse na Europa e ganhasse dinheiro + qualidade de vida por lá, por quê não?

Tenho um grande exemplo perto de mim: eu apitava jogos-treino do Paulista FC quando o atacante Nenê (hoje no Vasco da Gama) era um garotinho nos times de base. Cresceu marrento, indisciplinado, apesar da qualidade técnica. Jogava-se demais na área. Só que…

Nenê passou pelo Santos, Palmeiras e Sub 21 da Seleção Brasileira. Foi à Espanha e depois brilhou de verdade no Mônaco e no PSG, onde amadureceu como homem e jogador. Quando Ibraimovich chegou ao time francês, o príncipe catariano dono do Paris Saint-Germain não queria dispensá-lo e pagou-lhe uma fortuna para jogar no Catar. Hoje, de volta ao Brasil, Nenê é um sujeito esclarecido, disciplinado, irrepreensível dentro e fora de campo (promovendo inclusive ações sociais plausíveis da mais alta qualidade aqui em Jundiaí). É uma pessoa melhor, educada e formada. Chegou a recusar o Corinthians (onde poderia se consagrar na fase em que estava) para ficar no Velho Continente. Cobiçado pelo Santos, quase fechou recentemente com o Palmeiras. Acertou com o Vasco pelo prazer em jogar no Rio de Janeiro e ser “o cara” em um time que não tinha craques naquele momento.

Dessa forma, vale pensar: sucesso no mercado interno ou independência financeira, educação, cultura e qualidade de vida no Exterior? Eu escolheria a 2a opção, para no final da carreira, desfrutar dos louros da fama (e do valorizado Euro) e jogar por aqui.

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– Feliz Dia dos Professores!

A Educação, que é tão importante para a sociedade, é pouco valorizada nesse país. Pior: um dos principais instrumentos para levá-la às pessoas – o professor – é o mais esquecido dessa cadeia educacional…

Mas não é dia de lamentação. É dia de alegria e reflexão. Feliz ‘nosso dia’ assim mesmo!

Ser Professor não é só educar: é levar a cidadania; trazer a esperança; incentivar; fazer pensar; ajudar e ter fé.

Em suma, ser professor não é ofício; é vocação! Exige disposição, prazer, amor e dedicação.

Retorno?

O retorno é garantido: mentes brilhantes que você ajudou a formar. Sim, apenas ajudou, pois o esforço verdadeiro é do aluno.

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– Empresas Obrigam seus Funcionários a Emagrecerem

A Folha de São Paulo (http://classificados.folha.com.br/empregos/962671-perda-de-peso-e-novo-alvo-de-empresas.shtml) traz uma importante matéria sobre o mundo corporativo e algumas exigências aos empregados.

A moda agora é: fazer com que os funcionários emagreçam!

Hum… assunto delicado, tratado abaixo:

PERDA DE PESO É ALVO DAS EMPRESAS

Por Marcos Vasconcellos

Companhias estão levando ao pé da letra a expressão “cortar gordura”. O termo, que define redução de gastos no mundo corporativo, agora também refere-se a programas de emagrecimento.

O Vigilantes do Peso Empresarial registrou alta de 185% da clientela no último ano. Hoje atende a 37 empresas do país que têm de 100 a 110 mil funcionários. No mesmo período de 2010, eram 13. O Leve na Boa, programa de orientação nutricional da Omint, companhia de saúde corporativa, teve adesão de seis empresas no primeiro semestre de 2011 -durante todo o ano de 2010, foram oito.

O aumento da obesidade no trabalho segue o ritmo observado no país. Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, 48,1% dos brasileiros eram obesos ou tinham sobrepeso. Em 2006, o índice era 42,7%.

A analista de recursos humanos Danielle Shibayama, 30, pediu para participar do programa oferecido pela empresa de software em que trabalha, Totvs. Estava “insatisfeita” com os 63 kg em 1,58 m e com a “autoestima baixa”. Em dois meses e meio, perdeu 6,2 kg. Recuperou a confiança e diz estar mais disposta. O programa, avalia, é melhor do que dietas que fez sozinha, pois, na empresa, ela “compartilha experiências”.

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– A Depressão afetando o Trabalho. E há quem não leve a sério…

Sou do tempo em que diziam: psicólogo é médico de gente fresca e psiquiatra é especialista em louco”.

Hoje, sabemos que não é nada disso, embora muitas pessoas não levem a sério tais profissionais. Cada vez mais a população sofre com distúrbios comportamentais e crises emocionais. Nestas ocasiões, um bom psicólogo é ótimo para ajudar com suas conversas / terapias ou um ótimo psiquiatra para questões de desequilíbrios ocasionados pelo corpo que estejam afetando a mente.

Sendo assim, reconheçamos: depressão, agorafobia, pânico e outras síndromes similares são DOENÇAS, que precisam ser tratadas sem postergação da procura de tratamento.

Vemos muitos bons profissionais tendo dificuldades em seus trabalhos pois são afetados por esses males. Nas empresas, o perigo de uma decisão equivocada de um gerente influenciado pelo quadro enfermo de Síndrome do Pânico, ou uma ordem determinada para um subordinado depressivo, dependendo do teor, traz riscos e prejuízos a todos.

A questão é: o quanto essa pessoa acaba, involuntariamente, prejudicando a vida profissional e pessoal?

Recentemente, no mundo do futebol, uma notícia que me espantou: Nilmar, aquele atacante que começou no Internacional-RS, jogou no Lyon da França, atuou pelo Corinthians-SP e que jogava no Oriente Médio (onde se tornou milionário), abandonou o seu ofício no Santos-SP pela depressão, fruto de dificuldades pessoais e histórico de contusões.

Um ótimo jogador, bem resolvido financeiramente, com estrutura familiar estável e bom nível técnico. Como justificar seu quadro clínico?

Àqueles que não acreditam em depressão, um prato cheio para se dizer que é, como antigamente, “frescura”. Coisa que todos nós sabemos que não é.

Ao menor sintoma perceptível, ligue o alerta!

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– Quanto ganha um juiz de futebol no Brasil e no Mundo? E um Diretor de Árbitros?

A ESPN Brasil (em: https://is.gd/J0xlNF) fez um levantamento sobre as taxas de arbitragem das principais ligas de futebol do mundo, afim de comparar com a condição brasileira.

Dos campeonatos nacionais, somente o Brasil possui sexteto de arbitragem. E as taxas são as seguintes:

Árbitro Fifa: R$ 4.000,00 / jogo

Árbitro CBF: R$ 2.900,00 / jogo

Árbitros Assistentes: 60% da taxa do árbitro / jogo

Árbitros Assistentes Adicionais (AAA): R$ 800,00 / jogo

Quartos Árbitros: R$ 550,00 / jogo.

Nesses valores, inclua-se o pagamento do deslocamento e estadias, conforme a praça da partida.

Na Alemanha e na Itália, existe o recurso do árbitro de vídeo. A Inglaterra conta com o recurso tecnológico da Linha do Gol (como o da Copa do Mundo). Seus salários são fixos mais um valor por jogo apitado, e a remuneração (considerando os árbitros FIFA) são os seguintes (levando em conta a 1a divisão de cada país):

França: € 40,000.00 / ano + € 3,000.00 / jogo.

Inglaterra: € 48,000.00 / ano + € 1,300.00 / jogo.

Alemanha: € 75,000.00 / ano + € 3,800.00 / jogo.

Itália: € 80,000.00 / ano + € 3,800.00 / jogo.

Espanha: € 134,000.00 / ano + € 3,700.00 / jogo.

Se você acha que o abismo financeiro é apenas entre os jogadores, saiba que também é entre os árbitros. E embora não sejam divulgados publicamente aqui no Brasil, os valores dos Diretores de Arbitragem são fixos, mensais, registrados em CTPS (não são prestadores de serviços autônomos, sem o vínculo empregatício como os árbitros são) e recebem um valor MAIOR do que os árbitros brasileiros do quadro da FIFA (mesmo que alguns nunca tenham apitado nenhum jogo).

Não é hora de se repensar os gastos do futebol brasileiro (para cima ou para baixo)?

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– Confiança no seu trabalho: você a tem?

Ótimo artigo para profissionais de qualquer ramo: o quanto “você confia no seu taco?”

Compartilho esse comprido, irreverente, diferente e ótimo texto!

UM PAPO SOBRE CONFIANÇA E BUNDAS-MOLES

Por Matheus de Souza (https://www.linkedin.com/in/matheusdesouza)

Tem tantas pessoas talentosas por aí desperdiçando seu potencial por falta de confiança. Elas esperam que os outros acreditem nelas, mas não acreditam em si mesmas. Isso dói, cara.

A confiança é a base onde nossas vidas estão construídas. A confiança deve estar presente em relacionamentos, parcerias de negócio, lançamentos de produtos. Deve estar no botão enviar. No publicar. A confiança leva as coisas adiante.

Viver socialmente requer que, na maioria das vezes, não compartilhemos nossas opiniões, pensamentos e pontos de vida sobre o mundo. A sociedade quer que você seja um trabalhador dócil. Que escute as regras e faça seu trabalho para que as engrenagens continuem rodando.

Ah, e não podemos esquecer de bater o ponto. A sociedade pira quando não o fazemos. Já que, pra ela, o que importa são as horas trabalhadas, não o resultado entregue. E os prazos? Amigo e amiga, foda-se a criatividade quando se tem um prazo. É engraçado que a palavra inglesa pra isso seja deadline. Numa tradução literal, data limite. Pra nossa criatividade, a data da morte. Aos poucos os deadlines, cada vez mais apertados, vão nos corroendo por dentro. E nos matando.

Só há uma versão de você — por que desperdiçar seu talento?

Pra começar, saiba que você é um ser singular. Não há ninguém como você no mundo. Ninguém com suas experiências de vida, suas vivências ou seus pontos de vista.

Eu sei que isso soa meio insosso, mas é verdade, parceiro. Ninguém sabe a merda que você passou e acredito que você deva ter algum dom para compartilhar com o mundo.

O meu eu acho que é a escrita. Ela tem me proporcionado momentos únicos cada vez que clico em publicar. Das trocas de experiências nos comentários à mais recente loucura que a internet me proporcionou: hermano traduziu texto meu pro espanhol e saí numa revista de negócios gringa. E aí te/me questiono: se no primeiro comentário negativo — e acredite, mano, tem uma galera que não pega leve — eu tivesse abandonado a escrita?

Para ter uma confiança inabalável em si mesmo, você precisa ser razoável. E você precisa violar algumas normas sociais. Provavelmente uma das melhores coisas que aprendi na faculdade foi que muitas dessas regras nos são autoimpostas. E aí te digo que nossos destinos podem ser controlados se alterarmos essas regras. Pise fora da zona de conforto e você nunca mais terá vontade de voltar pra ela. Desafie os outros, desafie os conceitos de certo e errado.

Eu meio que tô fazendo isso nesse texto. O padrão imposto pelas normas de marketing de conteúdo, ou melhor, pelos algoritmos dos mecanismos de busca, é que eu use um conjunto de técnicas de SEO. Sabe aqueles textos que eu e muitos por aí fazemos do tipo “X dicas pra você”? Fazemos isso porque é mais fácil você clicar no texto com um título desses. As dicas numeradas, inclusive, utilizam um recurso chamado heading tags. São esses subtítulos que garantem que você nos encontre no Google quando faz uma pesquisa.

Me pergunta se curto escrever nesse estilo? Acho uma bosta. Meu autor favorito é o Jack Kerouac, não o insira o autor mais vendido de autoajuda do momento. Mas a parada é que eu tô no jogo, sacou? Meu negócio é o texto corrido, uns palavrões, umas gírias. Não tenho paciência pra esses artigos enlatados — o que pode soar completamente contraditório, já que também faço isso e, inclusive, vendo isso —, mas é como falei: eu tô no jogo. Não fossem esses padrões (veja eles aí novamente), você provavelmente não teria lido meus outros textos. E talvez nem leia esse, já que tô fugindo do padrão.

O ponto é que tem muita gente querendo passar uma mensagem legal, mas essa galera acaba sendo obrigada a se colocar dentro de um padrão para que o seu trabalho chegue a um público maior. Pode nos chamar de vendidos, se você se sentir melhor com esse termo. E aí, cara, acabamos todos no mesmo balaio. Essa é a real. Você sai no G1, as pessoas te elogiam, seu ego vai nas alturas, todo mundo fica feliz. E vão surgindo as alcunhas. Guru do empreendedorismo, empreendedor de palco, meninos e meninas do Vale. E quando rola uma treta tipo o lance da Bel Pesce, toda uma geração é posta em xeque. A sociedade não perdoa.

Mas vamos falar sobre empreendedorismo. E vou mudar de assunto sem colocar uma tag h3 como subtítulo. Vemos as notícias e histórias do Vale do Silício e tentamos replicá-las aqui. Mas é foda, cara. São poucas as sociedades que incentivam o empreendedorismo. E o Brasil não é uma delas. Os americanos, com quem temos uma relação de amor e ódio, desde pequenos são incentivados a pensarem por conta própria e expressarem seus talentos para o mundo. É por isso que eles são fodas em várias áreas. Tem os melhores atores, os melhores esportistas, os melhores tudo — tá, não é só por isso, mas ajuda muito.

Sem falar das leis fiscais. Tenta abrir uma empresa nos EUA e uma no Brasil. E os programas de apoio e fomento à startups? Ah, mas no Brasil tem vários editais. Vou contar um caso pra vocês, então. Sou sócio do Projeto CR.U.SH, uma startup de mobiliário digital open source. Na metade do ano fomos contemplados no Sinapse da Inovação, um programa de incentivo a criação de empresas de tecnologia do estado de Santa Catarina. Prêmio de R$60 mil e uma bolsa de R$2.500,00 durante 1 ano. Estamos em meados de setembro. Pergunta se já recebemos? Três meses de atraso — até agora. Cê acha que os gringos iam dar um mole desse?

A real sobre confiança

Tem outro princípio sobre o uso das heading tags que é a escaneabilidade. Essa não tem haver com os mecanismos de busca. O negócio é com o elemento humano atrás da tela. Esses subtítulos ajudam o leitor a escanear o texto em busca de informações relevantes. Do contrário, há o risco do cara pensar “ah, não tô com saco pra textão”. E aí ele clica no x e aquelas horas que você passou escrevendo não valeram 10 segundos do tempo dele.

Mas voltemos pra confiança. Eu tenho uma troca muito legal com o meu público no LinkedIn e sempre rolam alguns insights lendo os comentários. Uma coisa que notei esses tempos é que muitos de nós somos extremamente idealistas quando jovens, mas com o passar do tempo, quando precisamos nos estabelecer num trabalho comum das 08h às 18h e, principalmente, que pague nossas contas, muitos dos nossos sonhos e esperanças desaparecem e começamos a perder a confiança em nós mesmos. Perdemos aquele brilho nos olhos, saca? Nossos dias ficam cinzentos, você entra em modo automático e apenas torce para que o final de semana chegue logo.

Mas, cara, é seu dever ter confiança em si. Quando você tem um forte senso de dever, seus medos tornam-se menos reais e fica mais fácil compartilhar seus dons com os outros. Eu morria de medo de publicar meus textos online. Nos 20 primeiros, por aí, fechei a seção de comentários. Não estava preparado para o feedback. Aí um dia recebi um e-mail de um cara dizendo que adorava meus textos, mas nunca teve a oportunidade de comentar isso neles. Pensei: porra, cara! Ó o que eu tô perdendo.

Cada vez que me sento nessa cadeira é uma luta pra escrever e fazer o trabalho criativo. Tem vários dias que sento aqui, fico olhando o cursor do editor de texto piscar e não acontece nada. Pego um café, perco um tempo procurando uma playlist com o termo concentração no Spotify e tento de novo. O tempo passa e vou me frustrando. Será que não tenho mais nada para contribuir com os outros? A fonte secou? Secou nada, cara. Tu és foda. Eu sou foda. Cadê a confiança?

Minha confiança aumentou muito quando percebi que fragmentos do que eu escrevo podem ajudar alguma situação vivida por alguma pessoa em algum lugar do mundo. Sim, em algum lugar do mundo. Tenho leitores de toda a comunidade que compartilha a língua portuguesa. Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor Leste, Macau, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e, claro, Portugal. Esqueci de alguém? Escrevi de cabeça, hoje acordei meio puto com o Google. Ah, tem também a galera que leu aquele meu texto em espanhol. A AmerícaEconomía circula em toda a América Latina, então o texto chegou pra muita gente.

E aí me perguntam: Tá, Matheus, mas estás ganhando dinheiro com o blog? Mas porque o foco de tudo o que fazemos é o dinheiro, porra? Não sou hipócrita, gosto de dinheiro, mas pô… Não tem dinheiro que pague a sensação de ver que, de alguma maneira, você fez a diferença na vida de alguma pessoa. E isso é o tipo de coisa que só rola quando você destrói seus medos e tem confiança em si. No meu caso, só rolou quando permiti que as pessoas comentassem em meus textos.

Muitos de nós não deixamos um legado porque temos medo de que nossas necessidades básicas, ou melhor, as necessidades básicas impostas pela sociedade não sejam atendidas. O carro novo, a casa maior, as roupas de marca. E digo legado porque você sabe, né, um dia todos nós vamos embora dessa vida. Serião. Ou seja, cê tem uma chance, parceiro.

Seja um tolo

Tô sendo tolo ao pensar que terei quase 1 milhão de visualizações com este escrito igual tive neste texto. Mas eu precisava disso. Qualquer um que vai contra as regras da sociedade é visto como um tolo. Foi assim com vários caras fodões que fizeram coisas grandiosas. Pra nossa geração o mito dessa descrição é, certamente, Steve Jobs. Mas vamos voltar um pouco e deixar a tecnologia de lado. Vamos falar de caras que pensaram na coletividade. Vamos falar de Gandhi, Mandela, Luther King Jr. Muitos heróis, santos ou mártires colocaram suas vidas em risco para defenderem suas crenças. Sacrificaram suas vidas pelo coletivo e conduziram a raça humana adiante.

Para qualquer trabalho criativo que você faça ou qualquer coisa que você faça fora das normas, tenha a certeza de que será ridicularizado. Os caras que citei foram. As pessoas não gostam de outras pessoas que fazem coisas diferentes. Já contei aqui da vez em que fui ao Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York e achei tudo aquilo uma merda. O fato é que cheguei lá cheio de preconceitos e com a ideia pré-concebida de que qualquer risco é arte. Ignorância. Mesmo.

Agora te encorajo a ser um desajustado — não vou copiar e colar a propaganda épica da Apple, relaxa. Não siga o rebanho, abra seu próprio caminho. É meio loko eu escrever isso porque eu realmente estava seguindo o rebanho. Quero dizer, eu tô no jogo, mas eu posso ter meu próprio estilo. Uns headlines tags aqui e ali, mas eu posso fazer o meu trampo, não apenas seguir uma fórmula mágica de sucesso que promete máximo engajamento e trocentas mil curtidas. Eu não quero só visualizações, curtidas e o caralho à quatro, eu quero dar tapas na cara das pessoas. Tapas metafóricos, evidentemente.

Haters

A internet é foda. A linha tênue entre sucesso e fracasso é realmente fina por aqui. Uma palavra mal colocada e pronto. Já era. A galera cai de pau. E dói. Se meu texto tem 100 comentários, sendo 98 positivos e 2 negativos, aqueles 2 filhos da puta mexem comigo. Mas aí entra a confiança. Aprendi a me apegar aos 98 e ignorar os 2. Porque pô… São 98. Independente da sua proporção de haters, se apegue aos comentários positivos da galera que te quer bem. Críticas? Só se forem construtivas. O resto deixa pra lá.

A melhor maneira de lidar com esses caras? Fazendo um trabalho melhor ainda. Confiança, mano.

Onde está a sua rebeldia natural?

Ontem enviei um e-mail pro pessoal da minha newsletter perguntando qual o maior desafio profissional que as pessoas tem enfrentado. A galera se engajou e já recebi mais de 100 respostas — agora quero ver dar conta de responder todo mundo, haha.

Esse meu texto é sobre confiança por dois motivos:

Percebi que tem muita gente na pior justamente pela falta dela.

Teve um cara, que vou chamar carinhosamente de Leo Tolstoy, que me respondeu de volta com algumas sugestões e questionamentos. Na real, ele me abriu os olhos.

Em determinado trecho ele chama minha geração de bundas-moles e diz para eu fugir do politicamente correto. O Tolstoy tem razão. O sucesso por vezes nos cega. É muito cômodo pra mim fazer um texto caça-níquel de cliques com um título “X dicas para você” ou “Como fazer tal coisa” e 500 palavras do que este meu manifesto com mais de 2000 palavras.

Tolstoy cita, com razão, nossa falta de culhões. Nosso medo de tocar o dedo na ferida e deixar de fazer parte do clubinho.

Por isso a necessidade desse texto. Ele foi escrito pra aumentar a minha confiança, a sua e a do Tolstoy em nossa geração.

Vamos ter mais confiança em nós mesmos. Vamos fazer a diferença nessa porra de mundo. Vamos deixar um legado.

Não quero mais ser um bunda-mole.

Boa semana.

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– Muricy Consultor Informal?

Considerando que a diretoria do São Paulo FC está totalmente perdida…

Considerando que a pontuação do time é vexatória e a chance de rebaixamento é seríssima…

Considerando que os torcedores organizados foram fazer uma reunião “amigável” com os atletas profissionais (em dia útil de trabalho)…

Considerando a humildade (e por que não: o desespero) do treinador Dorival Jr em aceitar um consultor a seu lado…

Considero um tiro no escuro a chegada de Muricy Ramalho como consultor informal. Se o time mudar o jeito de jogar, dirão que é Muricy quem está escalando, não Dorival. Se o time continuar a perder, dirão que Muricy está ultrapassado. Se nada mudar, Muricy não estará fazendo nada. E por aí em diante.

O que pode Muricy fazer EFETIVAMENTE,  a não ser um bate-papo motivacional?

Parreira poderia não ter cedido à tentando de ser técnico novamente em 2006, evitando o fiasco do Quadrado Mágico e o descontrole dos atletas nas noitadas suíço-alemãs. Felipão deveria ter se preservado com a aura de Pentacampeão do Mundo e símbolo alvi-verde, ao invés do fiasco dos 7×1 e o rebaixamento do Verdão. Muricy deveria se preservar e não voltar.

Enfim, o Tricolor do Morumbi é, neste momento, uma grande incógnita.

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– Um Leão Imperdível no UOL

Trabalhei na pior função que um oficial de arbitragem pode exercer em partidas com o treinador Emerson Leão: fui quarto-árbitro em jogos dele no Palmeiras, no Santos e no São Paulo. E eu era escalado nesses jogos pois conseguia manter um bom diálogo com ele, já que o então presidente da Comissão de Árbitros da FPF, o português José Evaristo Manuel, tinha PAVOR do Leão.

E por quê?

Porque Leão é muito inteligente com os detalhes, possibilidades e pressão exercidas sobre os dirigentes, adversários e os árbitros. É, talvez, o mais chato dos treinadores com quem trabalhei (“ganha longe” de Tite – que é ótimo no trato, está na dianteira folgada de Muricy e bem a frente de Luxemburgo. É seguido, logo atrás, por Felipão).

Comigo, particularmente, nunca tive atritos, embora conversávamos firme e educadamente em alto nível (em especial numa saia justa em que ele tentou colocar o árbitro de São Paulo x Marília com detalhes da Regra e consegui reverter, sem causar confusão).

Porém, é inegável a competência de Emerson Leão, embora de relacionamento difícil (a diferença sempre se via no vestiário). E no UOL, leio uma excepcional entrevista (longa, bem formulada e de prazerosa leitura) onde o treiandro conta muita coisa sobre carreira e o que pensa.

Compartilho, em: https://www.uol/esporte/especiais/entrevista—emerson-leao.htm

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– Puxaram a orelha do Felipe Melo?

Só para entender: na entrevista coletiva logo após o almoço, Felipe Melo “deu uma de bom” e disse não ter pedido desculpas diretamente ao Cuca, se mostrando auto-suficiente e incapaz de fazer um mea culpa.

Mais tarde…

Via twitter, escreveu que pediu desculpas pessoais ao treinador, que queria explicar o mal entendido, blábláblá.

A única dúvida foi: quem lhe puxou a orelha para que consertasse a cáca que fez?

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– Os Jogadores e as Sacas de Café

Há pessoas que tem o dom de escrever bem em analogias. Leio o artigo “A CBF tem que acabar” sobre “exportação de café e futebol”!

Não resisti: compartilho-o pelo excepcional texto e conjunto de idéias as quais tenho certeza de que as pessoas que prezam pela lisura e competência no esporte gostarão. Nele, há dados impressionantes.

Extraído da Revista Superinteressante, Ed 336, pg 30-31 (Agosto/2014).

A CBF TEM QUE ACABAR

Por Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin

O Porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café torrado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madri, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negoçião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400,00 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias. Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da

Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café.

Tem mais: das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400,00 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. É 70 X 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que ninguém torça de verdade por um Real Madrid ou por um Bayern, todo mundo entende que o futebol para valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma série B do futebol mundial.

Um segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas/ano. Não faz sentido. Guido Mantega à parte, ainda estamos entre as dez maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como a Espanha e a Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madri, Milão, Moscou… E Kiev.

Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores. Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgaria… Em 2013,

20 foram para o Vietnã, e dois ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, uma cidade no interior de São Paulo (R$ 5 bilhões).

Até os 7 X l, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a Seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões.

(…) Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade, hoje, é tão democrátíca quanto um feudo do século 13. Só existem 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima. (…).

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– Coaching de Fé ou Exagero?

Abaixo, publico um recorte da Folha de São Paulo da semana passada. Ele retrata algumas curiosidades da ExpoCristã, uma feira voltada ao Mercado Evangélico. Nele, há uma manchete de um “motivador teólogo” destinado a “pastores desmotivados”.

Independente da crença: poderia ser para sacerdotes católicos, rabinos judeus, religiosos islâmicos…, mas a cobrança de R$ 1.000,00 (sendo assim, um serviço profissional de motivação), em se tratando da fé, não é algo discutível?

No mínimo, tal teólogo realiza algo “diferente”, não? Sou a favor que pessoas engajadas na Evangelização a façam de maneira desprovida, embora, confesso: é algo novo e discutível.

OPS: isso não quer dizer que padres e pastores devam trabalhar de graça, logicamente.

– Se Cuca ou Dorival Jr saírem, quais nomes de treinadores brasileiros poderiam ser contratados por Palmeiras ou São Paulo?

O Choque-Rei do próximo final de semana pode ser decisivo para o futuro do Verdão e do Tricolor. Tanto Cuca como Dorival Jr são “cornetados” por seus torcedores; talvez no caso do palmeirense, mais do que os outros devido aos investimentos milionários do clube e do seu parceiro Crefisa (em especial ao número de contratações).

Esqueça os técnicos estrangeiros e avalie: no mercado nacional, disponível (ou seja: que não esteja empregado), qual nome poderia ser o “bola da vez” caso algum deles seja demitido?

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Viu como é difícil? Tente citar 5 nomes de grandes treinadores brasileiros que estão a disposição dos times. Não temos!

O que esses clubes farão se demitirem seus comandantes?

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