– Guy Acolatse e o pioneirismo na Alemanha!

Menos de 10 anos do fim da 2a Guerra Mundial e um negro é contratado para jogar na Alemanha pós-nazista, lado Ocidental!

Curioso para saber como foi esse fato inédito (um africano jogando profissionalmente em um país onde Hittler disseminou a história da superioridade da raça ariana)?

Leia o depoimento do próprio protagonista do fato, o ex-jogador Guy Acolatse, de Togo,

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao/noticia/todos-queriam-me-ver-conheca-o-primeiro-negro-a-jogar-na-alemanha.ghtml

O PRIMEIRO NEGRO A JOGAR NA ALEMANHA

Nascido no Togo, Guy Acolatse hoje vive em Paris. Africano lembra reação dos alemães ao chegar ao St. Pauli: “Todos olhavam e diziam ‘é um negro, é negro'”

Vocês jornalistas têm muito problema com atraso. Dez da manhã é dez da manhã. Sou estilo alemão”, advertiu ao telefone quando a entrevista foi combinada. Pouco antes das dez e com um grande sorriso, Guy Acolatse abriu as portas de sua casa no norte de Paris para contar sua trajetória, que começou bem longe dali, em sua terra natal: o Togo. Bem-humorado, o senhor de 75 anos mostra fotos e jornais que relembram o motivo de ter entrado para história: ter sido o primeiro atleta negro a jogar profissionalmente no futebol alemão. Aventura que começou em 14 de julho de 1963, quando ele chegou na cidade de Hamburgo para defender o FC St. Pauli.

– Como teve muita propaganda antes de eu chegar, toda a cidade estava com cartazes “Guy Acolatse – o novo jogador de FC St Pauli” e, também por ser negro, todos queriam me ver. No hotel onde eu estava, no momento que eu ia entrar, todos olhavam e diziam “é um negro, é negro…”. As pessoas tentavam me ver. Mas gosto de brincar e sou “showman”. Sou educado, respeito e brinco junto da situação. Nos primeiros anos, havia pessoas que nunca tinham ido a um jogo e íam ao estádio para ver o jogador negro. Muitos não tinham ideia do que era o Togo ou uma pessoa negra – lembrou.

Otto Westphal foi treinador da seleção de Togo em 1962 e conheceu o futebol de Acolatse. No ano seguinte, de volta ao futebol alemão, convidou o jogador para vestir a camisa do St. Pauli. O jovem talentoso – então com 21 anos – já chamava atenção de equipes na Bélgica e na França, mas resolveu aceitar o convite de Westphal, que disse para ele que precisava de um camisa 10 com as suas características. Na visão de Acolatse, a curiosidade movia as pessoas durante os primeiros anos dele na Alemanha.

Em relação ao racismo, Acolatse optou por encarar a questão como uma provocação, e não como uma ofensa, e preferia reagir com humor:

– Me olhavam. Algumas vezes quando jogava as pessoas gritavam: “Macaco, macaco”. Mas eu tenho em mente que sou um cara bem humorado. Eu virava a cabeça, olhava e dava susto neles.

Fã declarado de Pelé, Acolatse jogou uma partida oficial também histórica contra o jovem Franz Beckenbauer, em 1964. O FC Pauli disputou contra o Bayern uma vaga na primeira divisão da recém-criada Bundesliga. A equipe de Hamburgo perdeu por 6 a 1 e 4 a 0, mas o jovem togolês teve a oportunidade de marcar contra o lendário goleiro Sepp Maier e viu, de dentro do campo, o Kaiser fazer seu primeiro gol com a camisa do Bayern de Munique.

– Durante minha carreira, eu joguei com grandes jogadores. Joguei com Uwe Seeler, que foi capitão da seleção alemã e um dos atacantes mais fortes que já vi. Joguei com Beckenbauer e fiz um jogo-treino com Puskàs. Pelé é um jogador de classe. É por isso que gosto muito dele. E até hoje, de todos jogadores que vi, o que acho que pode chegar a jogar como Pelé é o Mbappé.

Acolatse não poupa elogios ao companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, de apenas 19 anos. E também deixa a humildade de lado ao se comparar com Mbappé.

– Ele já tem experiência, ele pensa, ele sabe como se movimentar e driblar. Ele sabe o momento de driblar ou não. Ele não faz como os outros que pegam a bola e saem tentando. Ele tem um grande futuro. E acho que ele joga como eu jogava na minha época, mas acho que eu era mais rápido.

Acolatse jogou no St. Pauli até 1966 e depois seguiu em times de menor expressão da região de Hamburgo até encerrar a carreira na equipe amadora de St. Pauli. No início dos anos 80 mudou-se para Paris para trabalhar como técnico. Atualmente, ajuda crianças do bairro onde mora com aulas de alemão e atividades esportivas. Chamado de “monsieur Guy” nas ruas de Saint-Dennis, Acolatse não admira apenas o futebol brasileiro.

– Se eu for ao Brasil, eu quero dançar e cantar. Eu não sou de festa, mas se escuto música brasileira, eu já pego uma taça de vinho. Eu adoro, desde quando estava no Togo.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Nacional

Neste sábado, no Estádio Jayme Cintra, uma arbitragem que começou muito boa e que no segundo tempo foi apenas regular, decaindo bastante do que foi na etapa inicial. Vamos à análise?

O jogo começou e… logo de cara, falta aos 10 segundos. Seria uma partida pegada? Foi, mas não violenta. Muitas infrações ocorridas, mas num jogo (parece contraditório) rápido.

Willer Fulgêncio corre bem, no primeiro tempo não teve dificuldades quando exigido e acertou quase tudo. Somente faltou aplicar, nessa etapa, o cartão amarelo a Lauder (NAC), por uma falta mais dura ao goleiro do Paulista. Foi correto nas faltas marcadas e não entrou em faltas supostamente “cavadas”/ forçadas.

Um lance inusitado e acertado: Lucas Moura (PFC) chutou a bola e ela bateu na mão de um zagueiro do Nacional. Foi sem qualquer intenção, e acertadamente Willer mandou seguir. Na sequência, o outro zagueiro coloca a mão na bola intencionalmente e pênalti bem marcado. O Paulista faz o gol na cobrança e, durante a comemoração dos atletas junto a torcida, o Nacional percebe que pode recomeçar o jogo e quase marca um gol com praticamente metade do time jundiaiense sem perceber que a partida estava valendo. Willer novamente estava atento e acertou em deixar o ataque rolar.

Entretanto, aos 30m do segundo tempo, o bandeira Gilberto Romachelli marcou impedimento de Rafael Compri (PFC), correto na nossa visão. O árbitro não viu e na sequência a bola saiu pelo toque do adversário, e o árbitro Willer marcou escanteio. O bandeira continuou ali sinalizando e o árbitro bateu no peito dizendo que ele estava assumindo a marcação. Para mim, equívoco do árbitro e acerto do assistente (que foi bem na partida).

Aos 41m, Thiago Pereira (NAC) cometeu uma falta mais forte e merecia amarelo. Errou em nem infração marcar. Na sequência, Murilo (PFC) foi reclamar e tomou o Cartão.

O bandeira 2 Edson Rodrigues foi bem, estando atento aos impedimentos e à saída de bola quase para fora usando as mãos do goleiro Matheus (PFC).

Sobre o Quarto Árbitro Gustavo Holanda de Souza: não reparou que o goleiro do Paulista estava igualmente vestido como a arbitragem? Deveria ter avisado o camisa 1 do Galo para subir ao campo de outra cor. Falhou nesse detalhe, que merece atenção (goleiro e arbitragem ambos com todas as peças de roupas amarelas). Mas no segundo tempo, um jogador estava caído na lateral do campo e ele quis ajudar a removê-lo tentando carregá-lo do campo para fora. E se a contusão fosse nas costas? Como pode o 4o árbitro desejar colocar a mão no jogador caído? EVITE, o árbitro não é médico nem maqueiro.

Placar: 1×1

Faltas: 19×22

Cartões Amarelos: 4×2

Cartões Vermelhos: 0x0

Público: 1200 pagantes, Renda: R$17.070,00

Ops: prepararam o cerimonial da A3 com placa da Copa São Paulo? Que isso… Na “Hora H”, tiraram.

 

– Jorge Jesus valeria o que supostamente pede ao Flamengo?

Alguns sites deram a informação que para renovar o contrato de trabalho por mais um ano junto ao Mengão, o treinador português Jorge Jesus (badaladíssimo no momento, e com razão) pediu 32 milhões de reais pela temporada.

Na rápida conta, uma dízima periódica de R$ 2.666.666,66 por mês.

Como as partes não confirmaram nem negaram (afinal, nem o clube nem o técnico falariam abertamente de salários), ficará na suposição. E nesta hipótese, a discussão: é demais ou não?

Pense: mais de 2,5 milhões de reais em 30 dias para dirigir um time de futebol. Não é muito para qualquer clube brasileiro, por mais cheio que esteja seu caixa?

Não se pode perder a noção do valor das coisas. Pedir por estar valorizado, lógico que Jorge Jesus fará. Mas o Flamengo não precisa se curvar a isso.

Enfim: aguardemos!

(Números sugeridos em Yahoo Sports e ESPN.com / Jorge Nicola)

– E Quem é o “Comprador” da Lusa?

Um interessante repost de 6 anos: Lembram do “Caso Héverton”, decisivo para a derrocada da Portuguesa de Desportos? Abaixo:

Uma reviravolta no caso da Portuguesa. Não é que o Ministério Público crê que alguém de dentro do clube tenha se vendido para prejudicar a sua própria instituição?

Coisa de máfia… e quem seria o traidor?

Imagine como as pessoas honestas de lá estão, e como deve ser grande o desejo de pegar o “Judas Luso”. Mas isso não pode desviar o verdadeiro foco: a forma como tudo foi feito, o julgamento do STJD desprezar o Estatuto do Torcedor e as Leis da Fifa, e, principalmente, quem foi o MANDANTE!

Claro, pois se alguém se vendeu, é claro que existe um comprador. E quem foi esse sujeito e a mando de quem (de um outro clube, de um magnata, de um interessado) fez tudo isso? E quem foi o grande beneficiado?

Fica a dúvida no ar.

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– 16 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.

– Análise da Arbitragem para o Grenal da Copa SP 2020

Estou feliz com a escala do árbitro João Vitor Gobi para a final da Copa São Paulo de Futebol Jr, edição 2020, entre Grêmio x Internacional.

Assim como questionei os critérios para a escala da 1a rodada do Paulistão A1 (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2rD), acho justo elogiar quando há acertos.

Gobi foi o melhor árbitro que analisei na Temporada 2019. Tem tudo para crescer, se bem orientado e mantendo os pés no chão.

Os dois últimos jogos onde pude analisar suas atuações, abaixo:

Amparo 2×0 Paulista, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/16/amparo-2×0-paulista-otima-arbitragem-de-gobi-vale-a-pena-dar-oportunidade-ao-rapaz/

Paulista 3×1 Manthiqueira, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/13/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×1-manthiqueira/

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Nacional

Se irá bem, não sei. Mas que é honestíssimo, aí já deu provas: o árbitro escalado para apitar Paulista x Nacional na estreia da série A3 é Willer Fulgêncio dos Santos, que no final do ano denunciou uma oferta financeira de R$ 3.000,00 para manipular resultados no Campeonato Paulista Sub 20.

Sobre todo esse caso, convido a leitura do link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/20/mais-casos-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-paulista-por-parte-de-apostadores/

Esportivamente falando, Willer foi um dos árbitros que mais trabalhou na 2a divisão – Sub 23 do ano passado e na própria A3. Tem 35 anos de idade, 11 de carreira e reside em Aparecida.

Em jogos do Paulista, apitou a vitória do Galo em São José dos Campos contra o Joseense e foi muito bem. É um árbitro que procura ser disciplinador, não fica conversando muito com os atletas e se preocupa em cumprir a regra sem fazer média. Gostei da escala.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Nacional pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– O Velho-Novo Luxemburgo: um testemunho

Vinícius Bergantin tem 39 anos de idade, é natural da Salto e muito querido nessa região do estado de São Paulo. Ex-jogador, fez sucesso no Hanover da Alemanha (onde passou a maior parte da carreira) e no Ituano (onde começou e onde está trabalhando como treinador). Boa gente, estudado e se preparando para o novo desafio que é comandar um time de futebol fora das 4 linhas.

Entretanto, na noite de quarta-feira, conheceu o “novo-velho” Vanderlei Luxemburgo. E explico:

Luxemburgo, nos áureos tempos da Parmalat, foi inquestionável como estrategista. No seu auge, mereceu a Seleção Brasileira, mas o extra-campo o atrapalhou. Recentemente, ficou um bom tempo fora do mercado de trabalho (sua passagem na China foi pífia, pois quando saiu do clube que dirigia ele disparou na tabela e saiu da zona do rebaixamento) e se perdia em entrevistas desconexas da realidade.Todos querem um Luxemburgo focado, como o de antigamente (comprovadamente, um campeão). Entretanto, o dos últimos anos, um fiasco.

Após a volta ao Vasco, retornou à velha forma. E esse “novo-velho Luxemburgo”, agora no Palmeiras, mostrou no segundo tempo contra o Ituano todo o seu repertório. Uma aula do veterano Luxa para o iniciante Vinícius.

Durante os anos 90/2000, trabalhei uma quantidade absurda em jogos como 4o árbitro, e ali, próximo aos treinadores, você conhece quem é a turma do “sobe, sobe, sobe / desce, desce, desce”, e aqueles que manjam do negócio. Tive oportunidade de atuar com Felipão, Tite, Muricy, Leão entre outros, e, sem menosprezar os citados, Vanderlei (de trato dificílimo com a arbitragem, embora nos jogos que trabalhei com ele, a relação foi suportável, além das conhecidas crenças pessoais – mas aí é outro papo, deve-se respeitar), é o melhor dos que eu testemunhei, estando ali à beira do campo.

Voltamos a ter o Luxa dos anos gloriosos? Talvez. Aguardemos.

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– A camisa do Tricolor da Terra da Uva!

Ontem o Paulista FC lançou suas novas (e bonitas camisas) para a temporada 2020.

A mais legal que eu já vi do Galo da Japi foi essa aqui da foto – mas com calção e meias brancas! 

E a do seu time de coração, qual o modelo mais bacana? Já pensou nele?

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– Centenário da Lusa e seu novo uniforme!

As camisas do Centenário da Portuguesa de Desportos: bonitas!‬

‪Mas por quê, na maioria das vezes, a festa dos 100 anos de grande parte dos times não acontece no auge de suas histórias?‬

Curioso…‬

– RELEMBRANDO: Análise da Arbitragem de Paulista 5×1 Batatais

Há 3 anos, o Paulista se classificou pata a Copa SP 2017. Reproduzo a publicação sobre a arbitragem da época, e só agora me lembro: Brendon Matheus, o gato, foi suspenso para a final! Abaixo (compartilhando o vídeo dos últimos 20 segundos com a festa da torcida):

Boa arbitragem no Jayme Cintra. O jovem árbitro Lucas Canetto Bellote começou ligado, atento, correndo bastante, entrando na grande área e se posicionando bem. Chamando a atenção dos jogadores à toda hora, e em especial, logo a 1m, uma bronca válida para evitar discussão de atletas.

Tecnicamente, marcou as faltas existentes e deixou de marcas as faltas forçadas/ reclamadas de maneira forçosa. Acertou na marcação do pênalti cometido por Enzo (PAU) e que resultou no gol do Batatais. Um único erro técnico relevante ocorreu aos 2m, quando houve uma falta a favor do time de Jundiaí e o árbitro não observou a clara vantagem e matou o contra-ataque. Um acerto técnico importante foi a correta não marcação do pênalti simulado por Criciúma (PAU).

Disciplinarmente, acertou todos os cartões amarelos, exceto ao não aplicar a Wislen (BAT), que havia cometido um carrinho temerário em Vitor Hugo (PAU) aos 3m (recebeu amarelo nesta ocasião) e aos 40 minutos repetiu uma falta para amarelo no mesmo Vitor Hugo. Deveria receber o 2o amarelo e o Vermelho (em faltas: PAU 15×12 BAT; em cartões amarelos: PAU 3×4 BAT).

A corrigir – o mau posicionamento em cobrança de faltas, como, por exemplo, estar de costas ao batedor e sem ver a barreira (vide aos 7minutos no replay). Repetiu isso aos 12m, em falta a favor do Batatais. Sempre vidrado na área, mas esquecendo da periferia (em locais que não se deve confiar nos bandeiras pela distância do campo de visão). E aos 42m cometeu o mesmo erro pela 3a vez.

No geral, não teve influência no resultado e tem um enorme potencial, mas precisa ser corrigido de erros e vícios. Aqui a missão é do orientador.

Ótimo trabalho e colaboração dos bandeiras para com o árbitro, acertando nos impedimentos e saída de bola praticamente na totalidade da partida.

DETALHE 1 – Um lance para chamar a atenção: Yuri (BAT), camisa 25, ao ver seu adversário 19 Carlinhos (PAU), caído e ofegante, arrancou a sua camisa e o abanou. O árbitro foi muito feliz ao não dar cartão amarelo a ele. Fair Play de todos.

DETALHE 2 – Para a final (contra o Corinthians ou Juventus), o Paulista terá o desfalque do goleiro Enzo (grande revelação do time) e do titularíssimo zagueiro Brendon Matheus Lima (um dos pilares da zaga, ao lado de Maurílio).

DETALHE 3 – Umberto Louzer, treinador do Paulista, era zagueiro do time campeão de 1997, quando a Copa São Paulo foi decidida em 26 de janeiro contra o Corinthians no Canindé (não no dia 25) e o técnico era o já saudoso Giba. Vinte anos depois, com 8 jogos e 8 vitórias, o Galo (que sofreu apenas 2 gols) volta à final.

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– A Primeira Escala de Árbitros do Paulistão A1-2020: ousar é necessário, mas forçar…

Levei um susto ao ver as escalas de árbitros para a 1a divisão do Campeonato Paulista de 2020.

  • Que os trabalhos das antigas comissões de árbitros tiveram muita fragilidade, é sabido.
  • Que a última leva de revelações de bons e seguros nomes da arbitragem aconteceu no final dos anos 90, com os árbitros da “nova safra dos anos 2000” (faz tempo, hein?) com o prof Gustavo Caetano Rogério, Antonio Cláudio Ventura e Roberto Perassi, idem.
  • Que desde o escândalo da Máfia do Apito, tudo se perdeu e houve um trabalho muito ruim por parte do Cel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr, é cansativo se repetir.
  • Que Reinaldo Carneiro Bastos está trocando o Comando dos Árbitros religiosamente todo ano, não é mais novidade.
  • Que Ana Paula de Oliveira, a nova chefe dos juízes paulistas, terá que renovar os nomes e oxigenar todo o quadro, não se tenha dúvida. Mas saber fazer isso é importante.

Sou adepto de que os jovens tenham oportunidades, da urgente renovação mas de maneira planejadanão no sufocoe de que se tenha paciência com os novos talentos. Mas quem são esses talentos?

Acompanhando detalhadamente nas categorias menores da FPF e nas divisões de acesso, vi bons árbitros apitando e querendo seu espaço. Na 4a divisão, citei dois nomes que apitaram regulamente e com competência em 2019 (merecedores de boas chances na A3 e na A2 em 2020). Escrevi sobre os mesmos em meu blog nas diversas análises de arbitragens que faço.

Mas…

Para os jogos de Corinthians, Santos e Palmeiras, os árbitros da FIFA foram escalados (como os grandes têm visibilidade e se errar contra um deles, a reclamação é geral, faltou ousar e nada mudou). Para o outro grande, o São Paulo, a árbitra da FIFA Edina Alves, de 40 anos de idade, que nunca apitou a Série A1, terá sua chance (nada contra ser mulher, novidade, ou ter uma idade quase de veterana para a carreira de árbitro, comumente até os 45 – mas sim pelo SALTO à A1 sem um histórico mais condizente de atuações).

Vemos também o resgate de alguns nomes, como Thiago Duarte Peixoto, que ficou marcado por uma série de polêmicas em jogos e infelicidades pessoais nos últimos anos, assim como a maturação de árbitros que estavam se destacando e tem boa idade: Lucas Canetto Belotte e Leandro Carvalho da Silva (acertos nessas escalas).

Porém, vejo ainda jovens como Flávio Roberto Mineiro, que com 24 anos apitará a A1 (Ponte Preta x Santo André) sem não ter trabalhado ainda na A2, e que sofreu quando teve chances na A3 e na Bzinha / 4a divisão Sub 23. (Abaixo, algumas partidas que assisti dele e não gostei). Nada contra Flávio também, mas queimar etapas não é ruim? E os que atuaram muito bem na mesma divisão e que não tiveram chances iguais?

É essa a mesma queixa: a falta de meritocracia e de equidade dos árbitros. TODOS devem ter oportunidade semelhantes.

Ousar é importante, mas não gosto de degraus saltados….

Os jogos citados anteriormente em:

Paulista x Portuguesa Santista: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/15/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-sao-jose-quem-apita/

Paulista x São José: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

Paulista x Asissense: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/10/05/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-assisense/

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– O novo teto salarial dos atletas de futebol na China e a permissão do aumento do limite de estrangeiros nos clubes.

E entrou em vigor uma nova regulamentação no Campeonato Chinês, determinada pelo Governo Local.

Desde 1o de janeiro, as equipes podem aumentar o número de jogadores estrangeiros: será de 6 no elenco (ao invés de 3), sendo que 4 poderão ser titulares e 2 reservas em cada partida (ao contrário do México, que quer diminuir os estrangeiros para fomentar talentos locais, visando mais opções para a Seleção Mexicana).

Os salários serão regulados também: por ordem governamental, o máximo por temporada a um estrangeiro será (já convertido para reais) de R$ 13,5 milhões anuais, contra R$ 5,8 milhões de um chinês, que poderá ter a bonificação de 20% caso seja convocado para a Seleção da China.

Por fim, haverá um limite no orçamento anual dos times: será de 1,1 bilhão de yuans (US$ 160 milhões), sendo que o gasto com a folha de pagamento poderá atingir até 60% desse orçamento.

Novos tempos no futebol da China com essa mudança? Mas resta um “Calcanhar de Aquiles”: as constantes notícias de manipulação de resultados. O que será feito com a arbitragem chinesa?

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– Um exemplo de Fair Play no Futsal da Espanha!

Isso sim é esporte: em Zaragoza, pronto para marcar um gol, o atleta toca a bola para fora ao ver seu adversário receber uma falta dura.

Merecidas palmas para ele.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=YWXuwF59hyo

FAIR PLAY (extraído do The Guardian):

A moment of sportsmanship from a futsal match in Spain when Caregena’s Solano chooses to put the ball out of play – despite having an open goal.  After Zaragoza’s Javi Alonso goes down injured, the ball is squared to Solano to tap in, but instead he puts ball out of play. The game finished 5-5.

– 6 anos comentando arbitragem no Time Forte do Esporte!

Uma alegria festejar hoje minha 6a temporada com a equipe do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo, na Rádio Difusora AM 810, comentando arbitragem. Estreei no Paulista 0x0 Audax, no Paulistão da A1.

Nas fotos, abaixo, ao lado da imagem do comandante Adilson Freddo (a quem agradeço pela maravilhosa oportunidade), alguns amigos com quem eu pude trabalhar. Narradores: Marcelo Tadeu, Rafael Mainini, Vagner Alves e Edson Roberto. Comentaristas: Robinson Berró Machado e Heitor Mário Freddo. Reportagens: Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Técnica: André Luís Lucas, Antonio Carlos Caparroz e Alexandre Bardi. Mas duas fotos eu não consegui: do “Zé do Papé”, o querido Pereirão, e do Soneca. E tem até o Thiago Olim numa delas, pois faz parte do grupo JJ e sempre nos ajuda bastante.

Que possamos estar com o Galo na A1 novamente dentro em breve (pois fomos até o fundo do poço juntos, sem soltar a corda nem abrir a mão)! Porque se depender dessa equipe, que é de Primeira, o futebol da Terra da Uva vai longe.

– Viva a tecnologia no Futebol: o “fio de cabelo” determinante para o não-gol!

Amigos, assistiram pela Premier League a partida entre Watford vs Tottenham?

Quando o jogo estava no 91º minuto (repare no tempo), o Tottenham chuta para o gol e… entrou ou não a bola, salva praticamente depois de passar os postes?

Veja a imagem, que detalhe, pelo smartwatch. E sem parar o jogo!

Abaixo:

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Como ser contra a tecnologia no futebol nos dias atuais?

– Coisas que somente existem no futebol… treino vale como jogo?

Às vésperas de começar a temporada do futebol 2020 com os Campeonatos Estaduais, os clubes começam sua preparação.

Mas a máxima do “filósofo da bola”, Nenê Prancha”, parece não ser respeitada, a de que “treino é treino, jogo é jogo”.

Não é que o São Paulo está sendo criticados por alguns por ter perdido um jogo-treino para o Juventus?

Ora, se o Tricolor do Morumbi convidou o Moleque Travesso da Moóca para treinar, é justamente nesse embate que você deve corrigir erros, testar situações e fazer outros aprimoramentos. O resultado do placar, em tese, nem deveria ser discutido…

– O esporte, os negócios, a mídia e o fanatismo

Detesto situações mal resolvidas. E, na última 5a feira, um verdadeiro turbilhão de informações ocorreram em um meio delicado: o futebol.

Me refiro ao rolo entre a diretoria da empresa Kah Sports e do Paulista FC. Vamos lá:

A parceira do Galo da Japi anunciou aos 4 cantos em comunicado oficial que estava encerrando sua relação com o clube. O Paulista preferiu não responder. Aguardar. Sentir a repercussão do fato.

Diante da verídica nota e a não manifestação da outra parte (que deveria e não quis falar), a Rádio Difusora (através de Adilson Freddo), o Jornal de Jundiaí (através de Thiago Batista de Olim) e a TV Tem divulgaram. Isso é informação, e nisso, o jornalismo foi muito bem. Parabéns àqueles que com honestidade e competência cumpriram sua função e informaram os interessados.

Porém, como o futebol desperta paixões, àqueles que desejavam a permanência da Kah Sports passaram a, simplesmente, detonar a imprensa por “criar fatos”. Até eu que não sou imprensa (mas “estou imprensa”) tive que aguentar bobagens supondo “matéria paga” por pessoas que não leram os textos redigidos. Ora, paga por quem? Para favorecer quem? Aliás, isso é calúnia e tem-se que provar. Mas deixa pra lá.

Na hora do almoço, o treinador do Paulista, que veio com a parceria, disse que estava se retirando também. Nova divulgação competente da imprensa, novas manifestações de incredulidade de parte da torcida. Aliás, de alguns que começaram a criar uma relação de bandido / mocinho, dizendo que Jundiaí, através de jornais, rádios e blogs, usa do Paulista para ganhar dinheiro (como se fosse possível isso, com a audiência baixa e pouco interesse que o futebol em geral está rendendo no Interior do Estado), ora que é uma campanha para acabar com o clube (que contraditório… “chupa do time” mas quer destruí-lo?). E surgiram até mesmo os “doutores em jornalismo”, citando regras de divulgação. Aliás, não vi UM só jornalista de verdade criticar a imprensa local.

Enfim: tamanha a repercussão negativa da saída do parceiro (motivada pelo fato da Diretoria do Paulista FC ter anunciado que a gestão seria EXCLUSIVAMENTE do clube), que a própria diretoria não teve alternativa ao ver o campeonato se aproximar, o desgosto dos torcedores e a possibilidade de não conseguir bancar o time, que voltou atrás. Mais uma informação, o 3o fato do dia.

Nesse ínterim, após acusações infundadas, os mais exaltados acabaram confundindo liberdade de expressão com ameaças, calúnias e outras bobagens via WhatsApp. Não entraremos aqui nesse caso, pois em particular, providências podem e foram tomadas (aliás, coisa grave de grupos envolvendo jornalistas honestos e competentes).

Mas o que mais assustou foi: o fato do Paulista ter ficado numa “sinuca de bico” e voltado atrás, publicando duas versões de um esclarecimento no final da tarde (sem data) anunciando que a parceira continua e lamentando o ocorrido. Isso tornou-se, de maneira burra, documento de vitória para energúmenos! Não entenderam que o Paulista teve que ceder por dificuldade financeira e abrir mão aos terceiros a administração do time. Ao invés de torcerem para o time jundiaiense Paulista Futebol Clube, criou-se uma louvação da Kah Sports (que mostrou-se nesse episódio forte justamente pelo poderio financeiro e elenco de atletas). Tomara que essas mesmas pessoas COBREM o CT de Treinamento citado na Nota Oficial divulgada. E aproveito para lembrar: cadê a nota oficial da Kah dizendo que se acertou? Legal usar a imprensa anunciando a saída, mas a permanência…

O interessante é que os que aplaudem a Kah como “dona informal do Paulista” são os mesmos que torceram contra a Red Bull e que ignoraram os tempos gloriosos de Etti e Lousano. Vá-se entender…

Enfim, um desabafo: o futebol, que se tornou um negócio global e com a provável aprovação da lei das SFA no Brasil, que fatalmente reduzirá o número de pequenos clubes e permitirá que alguns poucos grandes sobrevivam, ironicamente faz com que as pessoas mudem o comportamento, transmitam ódio ao invés de ludismo e, por fim, se tornem marionetes entre pessoas que faturam muito dinheiro e outras que endividam fornecedores. Mas a culpa? Ah… a culpa é de quem noticiou os fatos reais / verídicos e acontecidos…

Dá pra compreender? Não dá. Quando a derrocada do poderio de gestão do seu clube de coração para terceiros é festejada e pessoas honestas contestadas, é porque a inteligência acabou de vez.

O duro é que pago R$ 750,00 de cativas por ano (que são caras), tento ajudar informalmente no que é possível (e não preciso divulgar), frequento as arquibancadas desses 1982 e tenho que aguentar cara que nasceu ontem, não sabe nada da vida, é mal educado, nem paga ingresso ou que invade área restrita dar uma de “bom”. Paciência. É o mundo dos imbecis, que duvida dos honestos, acredita nos demagogos e criam teorias da conspiração com sacanagem. Aliás, creem em sacanagem pois costumam vivencia-las? Seria isso?

Fica a dúvida.

Boa sorte ao nosso querido Paulista FC, time da nossa Jundiaí e que não é de A ou B, mas de todos nós. E que a maioria da torcida do Galo, que é muito mais inteligente do que meia dúzia de inexperientes pessoas, possam manter a luz da racionalidade em Jayme Cintra. Torço para o presidente Levada, Dr Treffilo, Jurandir Segli Jr, remontarem o Galo. Gente de Jundiaí, trabalhadora e reconhecida por todos.

Os outros textos citados em: https://professorrafaelporcari.com/2020/01/16/e-o-galo-voltou-atras-era-isso-ou-ficar-sem-time/

E chega de futebol, pois a vida é muito mais do que uma bola e os compromissos exigem atenção (além deste assunto ter cansado). Cada um enxerga suas prioridades e encara o mundo do seu jeito. E viva a democracia (não confundir liberdade com libertinagem, óbvio).

– E o Galo voltou atrás… era isso, ou ficar sem time!

OPS: ATUALIZADO ÀS 16h39 (uma nova nota em cima da nota nova. Incrível…)

Na manhã dessa 5a feira, a Kah Sports, em NOTA OFICIAL, anunciou seu desligamento do Paulista FC.

Vide a publicação aqui: https://wp.me/p4RTuC-oAm

Na hora do almoço, Edson Fio estava se desligando do time. Mais tarde um pouco, soube-se que o Paulista teria apenas 14 jogadores no elenco para a disputa da A3 e sem tempo hábil. Repercutiu-se aqui: https://wp.me/p4RTuC-oAt

Mediante todas essas dificuldades, o Paulista FC não teve outra saída para disputar o campeonato se não a de entregar novamente a direção do futebol profissional para a Kah Sports.

Assim, as duas notícias REAIS e FIÉIS tornaram-se velhas pelo fato de, na impossibilidade de gerir sozinho o clube, o Galo, literalmente, abrir as pernas. Também é uma informação real.

Enfim: a Kah Sports usou o que tinha de melhor para permanecer no clube: o anúncio da sua saída em nota oficial (isso não era blefe) e, mais tarde um pouco, o anúncio de que retiraria todos os demais jogadores (também não sendo blefe). Restou ao Paulista baixar a guardar e voltar atrás na decisão (que já tinha tomada) de “gerir o clube”.

Simples. Sem saída, voltou-se tudo ao que era antes. O Paulista tomou a decisão e teve que reverter mediante os fatos reais e acontecidos.

A questão é: como será o relacionamento daqui pra frente?

COMPLEMENTO 1: Deve-se ser muito mais racional e passional para analisar tudo isso. A Kah chantageou o Paulista ao divulgar a nota oficial (isso é documento, informação) ou o Paulista teve que baixar a guarda e devolver a direção de futebol ao anúncio da saída por traição?
Há de se emitir uma nota CONJUNTA explicando os fatos. E com data no documento, por favor.
Abaixo, a nota das 16h e mais abaixo, a nota das 16h39.

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Ops: divulgou-se há pouco uma nova nota em cima da nota nova, também sem data.

Abaixo:

Chega, não escreverei mais nada sobre o querido Paulista. Cansou tanto jogo de negocia daqui, divulga dali. Minha derradeira postagem sobre o clube.

– Kah sai; Hik fica (a priori); Fio sai.

Há pouco, falamos sobre a informação exclusiva de Adilson Freddo sobre a saída do parceiro do Paulista FC, a Kah Sports (se você não leu, clique aqui neste link onde há o comunicado oficial e motivos do parceiro do Galo: https://wp.me/p4RTuC-oAm).

Conversei com Hikmat Derbas (que trabalhou como gestor da Kah e agora é diretor do Paulista): ele se mostrou surpreso, disse que a priori, fica no Paulista, pois tinha se desligado da empresa e é contratado do clube.

Quanto ao treinador Edson Fio, não será mais técnico do Paulista, em informação do próprio Adilson (durante o programa Batendo Bola da Difusora) e confirmada pelo jornalista Thiago Baptista de Olim (JJ e Esporte Jundiaí). A não ser que alguém o convença ou o banque até o final da tarde, onde prometeu entrevista na Difusora entre as 18h e 19h.

Luiz Müller, que foi cotado para dirigir o Tricolor Jundiaiense no final do ano passado, voltará a ser bola da vez? Talvez sim, pois está disponível no mercado, conhece Jundiaí e jogará um amistoso no sábado, em Jayme Cintra, entre veteranos do Paulista vs veteranos do Bragantino.

Mas lembre-se: “talvez” não quer dizer “É”. Poooode ser.

Somente reforçando: a Fut Talentos, que estava fora do futebol profissional em 2020 (não houve interesse no projeto da A3), também não ficará para as categorias amadoras. Seu último trabalho foi Paulista 1×5 Athlético pela Copa SP.

Vida que segue. Agora, Jundiaí voltará a ser dirigida por jundiaienses. E que todos tenham boa sorte!

Ops: os motivos não-oficiais da saída, não sei, embora especule-se muita coisa que, por não ser confirmada, fica na boataria (vai que é coisa “plantada” para defender o interesse escuso de alguém…) O oficial da Kah está no comunicado, aguardando ainda a fala oficial do Paulista.

Extraído de: https://www.esportejundiai.com/2020/01/faltando-uma-semana-para-3-paulista.html

FALTANDO UMA SEMANA PARA A A-3, PAULISTA PERDE PARCERIA E TREINADOR.

Faltando uma semana (mais precisamente nove dias) para o início da Série A3 do Paulistão, o Paulista não tem mais parceria e nem comissão técnica. E possivelmente elenco. Atuante na gestão do futebol profissional do ano passado, as empresas Kah Sports e Fair Play anunciaram nesta quinta-feira (16) a sua saída do clube. Em conversa com radialista Adilson Freddo, da Rádio Difusora, Edson Fio anunciou sua saída como treinador do Paulista.

Alguns jogadores do atual elenco que chegaram ao clube para defender o Paulista nesta temporada não devem permanecer. O Galo começa sua participação na Série A3 do Estadual no dia 25 de janeiro, quando enfrenta o Nacional de São Paulo, a partir das 16 horas no estádio Jayme Cintra.

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– O lance mais inusitado no futebol em 2019 foi…

Numa conversa informal sobre qual lance foi mais marcante no esporte no ano passado, me recordei da “cobrança-desfile” da final da Copa Verde (Payssandu x Cuiabá). Lembram-se?

Foi chamativo, extravagante e ao mesmo tempo, ousado. Mas tinha tudo para dar errado (como deu).

Relembre em: https://www.youtube.com/watch?v=8riAAi_GRb0&feature=youtu.be

E para você, qual foi a mais inusitada situação na temporada que passou?

 

– Surpresa no Paulista FC!

BOMBA!

De 1a mão, do jornalista Adilson Freddo – que sabe tudo do Galo, repassado há minutos.:

JUNDIAÍ 16/01/2020

Caro torcedor jundiaiense . Através desta informamos que infelizmente nosso grupo KAH / FAIRPLAY deixa a gestão do clube PAULISTA DE JUNDIAÍ . No dia 02/01/2020 após reunião (gestão e presidente ) ficou acertada a permanência e a renovação de contrato entre ambas as partes para dar sequência ao projeto campeão de 2019 . Comissão técnica foi mantida , novos atletas foram trazidos ,planejamento feito , patrocínios fechados e até a construção de um CT estava encaminhada . Porem no dia 13/01 /2020 surpreendentemente recebemos um áudio do Sr presidente Rogério levada informando que toda gestão passará a ser do paulista . Diante do acordo “quebrado “ nos sentimos obrigados a informar a toda torcida e imprensa do nosso “ desligamento” . Saímos de cabeça erguida e com o sentimento de dever cumprido . Aprendemos a amar e a lutar pelo Paulista . Obrigado a toda torcida pelo apoio , vocês sempre foram o motivo de estarmos aqui .

Que tanto a Kah Sports, através do gestor Hikmat Derbas, e que o Paulista FC, através do presidente Rogério Levada e a nova diretoria – que buscaram acertos em 2019 – possam, nos rumos que seguirem em 2020, ter o mesmo sucesso nas empreitadas (agora, não mais no casamento que tiveram). Boa sorte a todos.

– A importante fala de Jairzinho sobre as diferenças da Seleção Brasileira de 70 e a atual

Assistiram o tri-campeão mundial Jairzinho, o Furacão da Copa do México, no Programa “Bem Amigos” da última segunda-feira?

Questionado sobre as diferenças daquele incrível Escrete Canarinho e a Seleção hoje, 50 anos depois da conquista da Copa do Mundo, disse:

“Não vejo nada da seleção de 70 no futebol moderno. A diferença é brutal. Quem é o grande craque do futebol brasileiro? Neymar? Em 70, todos os jogadores, desde o goleiro até o centroavante eram craques. O craque, ele faz o sistema. O treinador podia mandar jogar de uma maneira, mas o craque identifica o defeito do adversário e passa para os colegas. Isso aconteceu muito na Copa. Os jogadores já conversaram antes da Copa (…) Foi um momento especial porque o Brasil conseguiu juntar pela primeira vez cinco camisas 10 para jogar juntos no mesmo time. E outro detalhe importante é que todos jogávamos em clubes brasileiros. Ou jogávamos juntos, ou jogávamos um contra o outro. E estávamos sempre aprendendo. Isso ajuda a explicar o sucesso da seleção de 1970. Então, a gente sabia qual seria a primeira ação de cada um, e o entrosamento veio rápido”.

Algo que me perturbou e que é impossível discordar: quantos craques tivemos há meio século no mesmo time e quantos tempos hoje? E jogávamos contra Itália, Alemanha e tantos outros países importantes e também cheios de craques…

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– Marrentos Precoces do Futebol

Escrito em 2013, republicado hoje por ser oportuno! Abaixo:

SÓ TEM ROMÁRIO?

Fico boquiaberto com a marra de alguns dos garotos da Copa SP. Muitos atletas de time grande “acham que jogam muito”, fazem “caras e bocas” para a TV, e, pior: dão trabalho para a arbitragem.

Não estou generalizando, mas é uma constatação verdadeira: o que tem de Sub19 querendo colocar o dedo na fuça dos árbitros, é impressionante! E o pior é que alguns juízes aceitam tal comportamento.

Corroboro o que meu sábio pai comentou sobre tal fato:

– se hoje essa molecada se comporta desse jeito, imagine daqui a 3 anos, com dinheiro e fama?

Penso que, além de profissionais do futebol como treinadores e preparadores físicos, esses garotos precisam também de psicólogos, orientadores vocacionais e educadores. Afinal, essa idade é um passo delicado na vida deles.

Em tempo: Romário, o craque brasileiro que fazia da pequena área sua diversão, era muito marrento. Mas um marrento para o adversário, pois nunca vi ato de indisciplina do Baixinho contra árbitro algum (aliás, tenho vários testemunhos de árbitros que apitaram o Vasco e se impressionaram como Romário só queria jogar bola, mesmo famoso como já era).

– Federação Carioca pensava em colocar representantes dos clubes dentro da cabine do VAR?

Não sei quem foi o gênio que teve a ideia, mas ao ler que a FERJ consultou a FIFA (e chegou a colocar no seu regulamento) sobre a intenção de colocar membros dos clubes DENTRO da cabine do VAR, para “conferir as decisões de maneira transparente”, penso: foi realmente a sério?

Com tantos escândalos no futebol merecendo muita transparência, tal argumento é tremendamente esdrúxulo. 

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/01/13/international-board-veta-presenca-de-clubes-em-cabine-do-var-no-carioca.htm

IFAB VETA PRESENÇA DE CLUBES EM CABINE DO VAR

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) consultou a International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol, mas foi proibida de implementar a presença de representantes dos clubes na cabine do árbitro de vídeo no Campeonato Carioca.

Em seu regulamento, a federação fluminense incluiu um artigo que previa que “cada uma das 2 (duas) equipes cuja partida conte com a utilização do VAR poderão indicar 1 (um) representante para permanecer na cabine de controle do árbitro de vídeo e acompanhar todos os procedimentos ali desenvolvidos durante a partida, sendo terminantemente vedadas quaisquer tentativas de interferência, interlocução, manifestação ou reclamação, sob pena de exclusão do recinto”. As normas do Carioca foram aprovadas pelos clubes em 21 de outubro, mas este tema foi sempre colocado na condicional:

“Caso obtenha as autorizações necessárias, a FERJ poderá utilizar a tecnologia da Arbitragem de Vídeo (VAR) nas partidas da fase preliminar, nas partidas semifinais e finais dos dois turnos (Taça Guanabara e Taça Rio) e nas partidas finais do campeonato, adotando a forma, termos e limites constantes em diretriz técnica a ser publicada para este fim, e do respectivo protocolo determinado pela International Football Association Board (IFAB)”.

Com o sinal vermelho, a ideia foi abortada, mas o recurso do VAR estará disponível na competição, embora não em todos os jogos. A tecnologia estará disponível apenas nos clássicos e nas fases decisivas do torneio. No regulamento, a Federação afirma que “a tecnologia da Arbitragem de Vídeo (VAR) poderá ser utilizada às expensas da FERJ em até 16 (dezesseis) partidas do campeonato”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade que comanda o Carioca informou que a medida tinha por objetivo “dar transparência às decisões e tudo que acontece na sala do VAR” e acrescentou que “antes de submeter à apreciação da IFAB, a FERJ incluiu no Regulamento do Campeonato Carioca de 2020 para não perder o prazo da publicação, previsto por lei”. Ante a proibição, a decisão será acatada: “o mesmo regulamento prevê, no artigo 4i, que o uso do VAR obedecerá o protocolo da IFAB. Assim, como não houve aprovação, é óbvio que a presença dos representantes dos clubes não será realizada no Carioca”.

O torneio estadual já está em curso, mas a fase principal só terá início no dia 18 de janeiro. Macaé e Portuguesa, melhores da seletiva, se juntam aos outros 10 que já estavam classificados.

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– Vanderlei Luxemburgo e a fala sobre manifestar-se sobre Política no Futebol.

Repercutiu muito pouco a fala sobre Política e Futebol de Vanderlei Luxemburgo à Folha de São Paulo logo quando foi contratado. Na oportunidade, falou sobre as críticas de Torcedores e Imprensa da relação entre o Palmeiras e o presidente Jair Bolsonaro. Ponderou muito bem o treinador, defendendo a liberdade de expressão e exaltando a necessidade de pessoas públicas se manifestarem:

“Eu não posso perder esse privilégio de ser um cidadão brasileiro dentro de uma democracia e de falar para todo mundo. Às vezes, as pessoas nos tratam de uma forma diferente. Acham que nós, pessoas públicas, deixamos de ser cidadãos.”

Em 2018, à Rádio Jovem Pan, Luxemburgo também falou sobre Política, criticando Sérgio Moro, chamando-o de “Durango Kid”, dizendo que ele “manda prender e manda matar” e que “o juiz passou por cima da Constituição”. Acrescentou que será “Lula sempre”.

Independente da opinião, contra ou a favor determinados políticos, o respeito à democracia e liberdade de expressão deve sempre existir.

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– A regra é diferente, mas não importa!

Não é nenhum estudo de caso das Leis do Jogo, mas apenas compartilho para observação e aplausos ilimitados:

– Na Turquia, em um campo adaptado e regras diferentes, tivemos uma partida entre AMPUTADOS!

Assista o vídeo e tente não se impressionar. É impossível não admirar esses atletas e a sua superação. Abaixo:

 

– O que você acha do Cartão Branco no futebol?

Faz 5 anos que a ideia foi sugerida e não vingou: um cartão específico contra a indisciplina!

Compartilho, deste mesmo blog:

O CARTÃO BRANCO

Está acontecendo um Congresso Mundial de Futebol em Portugal, o “Conversas de Futebol” (ou “Football Talks). 

Dentre os muitos assuntos, a Arbitragem foi discutida. E Pierluigi Colina, ex-árbitro e agora dirigente da UEFA, sugeriu uma novidade: o Cartão Branco!

A idéia seria de que as faltas por indisciplina (simulação de infrações, chutar a bola para longe após o apito e reclamações contra o árbitro) sejam punidas, ao invés do Cartão Amarelo, com o Cartão Branco. O infrator ficaria de 5 a 10 minutos fora do jogo (tempo exato a definir em outros debates), servindo de exemplo para indisciplinados. Os Cartões Amarelo e Vermelho continuariam para as outras situações de jogo

Particularmente, acho desnecessária tal medida. O Amarelo já é suficiente para os indisciplinados, sendo que a reincidência leva à expulsão. 

Daqui a pouco, com o excesso de preocupação “politicamente correta“, teremos o Cartão Verde para atitudes de Fair Play (chutar a bola para a lateral para atender um adversário lesionado), o Cartão Lilás contra a homofobia, o Cartão Preto contra o Racismo, o Cartão Laranja para a Xenofobia, e por aí vai. E discordo disso. Praticou qualquer discriminação: VERMELHO e relato em súmula para severa punição.

No Brasil, já testamos o Cartão Azul no antigo Campeonato Paulista de Aspirantes, uma espécie de intermediário entre o Amarelo e o Vermelho. 

Não gosto de um suposto teste com o Cartão Branco por tal motivo: a indisciplina, por quais sejam os motivos como citados acima, já tem seus instrumentos de punição estabelecidos na Regra do Jogo.

A UEFA, a Conmebol ou a FIFA deveriam se preocupar mais em capacitar seus árbitros do que criarem tais invencionices.  

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×5 Athlético Paranaense, Rodada 3 da Copa SP 2020

Apesar da péssima atuação do Paulista Futebol Clube, jogando contra o time mesclado de titulares e reservas do Athlético Paranaense (que é muito bom, com esquema tático bem definido), a arbitragem foi muito boa.

Não tivemos exigências, pois as duas equipes jogaram de maneira justa e limpa. Entretanto, não há o que observar de negativo do árbitro e seus bandeiras (disciplinar e tecnicamente falando) que estiveram atentos e levaram a partida a sério.

A única queixa, que faço questão de registrar ao ótimo árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli, é que numa cobrança de falta frontal ao Furacão, ele ficou centralizado, de frente a barreira com o bumbum arrebitado, naquelas teatrais posições que devem ser evitadas. Não precisa fazer isso, pois a sua qualidade no apito é muito boa.

– Jesualdo, o boa praça e estudado treinador português chega ao Santos, enfim.

Agora é pra valer: Jesualdo Ferreira enfim chegou à Vila Belmiro para dirigir o Santos FC.

Conhecido como um dos mais estudados treinadores de futebol (Portugal é um lugar famoso no esporte por ter gente que estuda em academias a teoria do jogo e outras nuances), sua empática chegada contrastou com a de Sampaoli.

Simpático, falando um português “compreensível” (Jorge Jesus, seu compatriota que dirige o Flamengo, parece falar outro tipo de língua), mostrou conhecimento profundo na história gloriosa do Peixe.

Tomara que dê certo! O futebol brasileiro agradece gente inteligente no seu meio.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Athlético Paranaense, Rodada 3 da Copa SP de Futebol Jrs.

Pietro Dimitrof Stefanelli, 30 anos, Administrador de Empresas e com 8 temporadas na FPF, apitará o confronto entre o Galo vs Furacão. No ano passado, pela Copa São Paulo, apitou Atlético Mineiro x Água Santa, no jogo em Diadema onde a partida foi paralisada pois um raio caiu em campo. Neste ano, trabalhou em São Bento 0x0 CSA no Canindé (expulsando o preparador físico do time alagoano por ofensas).

Em partidas profissionais envolvendo o Paulista, ele apitou em 2019 a estreia do Galo contra o São José (0x0) e a vitória contra o Manthiqueira (4×0), ambas no Vale do Paraíba – e atuou bem.

No ano de 2017, Pietro apitava Sub 11. Em 2018, conseguiu trabalhar em duas partidas profissionais. No ano passado, chegou à A3. É uma aposta da FPF para 2020. Aguardemos!

os bandeiras estão atualmente trabalhando em partidas amadoras e Sub 23, buscando um espaço melhor em torneios mais importantes.

A ficha completa:

Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Árbitro Assistente 1: José Paulo Ferreira Martins Mariano
Árbitro Assistente 2: Marcos de Sena Carneiro
Quarto Árbitro: Robson Silva Santos

Desejo uma boa partida para as equipes e uma ótima arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Athlético Paranaense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi, o Gargantinha de Ouro); comentários com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quinta-Feira às 16h15 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

– O Irã e seus costumes dentro e fora do futebol, segundo Mazola.

Calma, não estamos falando do ítalo-brasileiro Altafini, mas de um Mazola mais recente, formado na base do SPFC (que deve ter recebido o apelido em homenagem ao jogador de futebol tão respeitado nos anos 30 e 40), e que hoje vive no… Irã!

Conheci o atacante quando ele jogava no Paulista FC, e ganhei simpatia por ele ao participar com o jornalista Guilherme Barros no programa esportivo semanal da TVE de Jundiaí. Mostrou-se simples, educado e bem estudado.

Veja que interessante: poucos dias antes do conflito Irã-EUA ter se agravado, Mazola falou ao UOL sobre como as mulheres sofrem por lá (sua esposa é proibida de andar de bicicleta), os horários restritos para que homens frequentem academias (ele não pode mostrar sua tatuagem), o comportamento que casais devem ter ao se encontrarem (a mulher de um amigo não pode nem olhar para o rosto de quem conversa com ele) e o fanatismo dos torcedores locais em estádios de 90.000 pessoas, sempre lotados (exclusivamente com homens).

Para entender melhor esse “mundo diferente” do “Planeta Futebol”, e até mesmo as diferenças culturais entre o povo persa e o ocidental, abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/12/28/ex-sao-paulo-conta-que-no-ira-futebol-ainda-e-esporte-dos-homens.htm

EX-SÃO PAULO CONTA QUE NO IRÃ O FUTEBOL AINDA É ESPORTE DOS HOMENS

Por José Edgar de Matos

Engana-se quem celebra a liberação das mulheres nos jogos da seleção do Irã como uma regra. A medida é apenas paliativa e contrasta com a realidade do país persa, localizado na Ásia e conhecido por ser um dos mais restritivos ao comportamento feminino. Este machismo estrutural, enraizado na cultura local, é encarado pela brasileira Vanessa Silva, mulher de Mazola, ex-atacante do São Paulo e atualmente no Tractor.

O casal vive em Tabriz, cidade localizada no noroeste do Irã e com aspectos interioranos. O local apenas reflete a realidade de todo um país, no qual as mulheres ainda não possuem direito de assistirem a partidas de futebol. Vanessa, companheira assídua nos jogos no Japão, China e Coreia do Sul, agora só assiste aos jogos do marido pela televisão.

“É só no jogo da seleção, mas estão brigando para liberar para a liga. Acredito que seja difícil liberar, muito mais difícil, infelizmente. Aqui no estádio dá jogo de 90 mil e 100 mil pessoas, só homens”, relatou Mazola, em conversa com a reportagem do UOL Esporte na qual torce para a permissão do público feminino se estenda para o futebol de clubes.

A revolução de 1979 mudou as leis sobre o comportamento feminino no Irã. Sob a justificativa de afastar a influência ocidental, as mulheres foram privadas de, entre outras situações, comparecerem a jogos de futebol. Qualquer evento masculino passou a ser restrito aos homens. O vestuário, trabalho e até passeios de bicicleta acabaram proibidos para as cidadãs do país.

“Tomara que isso mude logo, mas acho que será difícil. Minha mulher era acostumada a ir ver os jogos no estádio. Aqui, só pela televisão e no hotel”, contou o jogador que passou por São Paulo, Paulista, Guarani, Figueirense, Ceará, CRB e São Bento no Brasil.

As diferenças culturais estão evidentes a todo tempo. Hoje, Mazola se diz adaptado ao futebol do Irã, mas vê a mulher sofrer. O casal vive em um hotel e criou laços com os funcionários. As amizades são restritas, e as mudanças comportamentais dos dois necessárias para respeitar a cultura iraniana.

“Para ela [Vanessa Silva] é muito mais difícil. É muita roupa, por exemplo, que tem que colocar quando você desce para almoçar ou jantar. É calça, é véu, tudo. Ela acabou se enturmando com o pessoal do hotel e com a esposa do peruano que joga com a gente [William Mimbela], isso ajuda. E a gente só fica no hotel porque somos casados também, tudo muito fechado”, disse.

“É diferente para mim não poder andar de bermuda, mostrar a tatuagem…é bem diferente de todos os países que passei. Na academia, por exemplo, as mulheres têm o horário das 9h às 16h; e a gente das 17h até as 23h. Fora que elas têm que cobrir todo o corpo, andar com véu. A cultura é muito diferente, as coisas são muito rígidas”, acrescenta Mazola, citando mais um choque cultural.

Cumprimentar outras mulheres? Nem pensar

Mazola relata que até os diálogos são restritos entre pessoas de sexo diferente. Há uma rotina e um dogma a serem respeitados. A tradição secular não se altera, mesmo com a globalização e o mundo de hoje. Ele não pode, por exemplo, cumprimentar outra mulher.

“O islã é muito respeitado. Acabou o treino e dá a hora da oração, religiosamente colocam o tapetinho e ajoelham. Você, como homem, não pode cumprimentar a mulher na mão, não pode tocar na mão dela. Se está com sua esposa ao lado, ela não deve olhar para o seu amigo. O diálogo é entre eu e ele, só”, relata.

“Nível do campeonato me surpreendeu”

O ex-jogador do São Paulo, apesar das restrições relatadas, especialmente sobre o comportamento das mulheres, aprova a ida para o Irã. A maior atração encontrada por Mazola está inclusive nas arquibancadas lotadas, mesmo sem a presença feminina e da esposa.

“Campeonato é bom; vim para cá e achei que era mediano, mas é bem bom sim. O time é como se fosse um Flamengo e tem uma torcida que nunca vi. Joguei contra eles e deu 100 mil pessoas. É como se jogar no Maracanã, sabe?”, relata.

“Você vê o estádio e pira! São jogos com 90 mil e 100 mil pessoas, o povo é fanático. Jogo em um clube meio de interior, mas a cidade é boa e o clube tem muito a crescer. A estrutura que encontro aqui é boa. Valeu a pena vir, é uma experiência estar em um país novo e conhecer a cultura iraniana”, diz o jogador.

Mazola é famoso nas ruas de Tabriz e agora possui uma visão completamente a da imaginada quando desembarcou. Embora a cultura restritiva à mulher seja de difícil adaptação, a visão sobre o islamismo mudou ao se conviver com pessoas com uma formação tão diferente.

“É só sair de casa. Se você solta um peido, todo mundo sabe [risos]. Todo mundo aqui é apaixonado pelo clube. Se sair, não vai ter paz. Sempre vem gente pedir foto, é muito bacana. Você derruba preconceito e vê que a cultura do islã não é tudo aquilo que pintam. É uma sociedade como a nossas e basta respeitarmos”, conclui.

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Mazola e a mulher Vanessa construíram amizade com os funcionários do hotel onde moram  (Imagem: Arquivo Pessoal).

– Campeonatos Jabuticabas: os Estaduais brasileiros!

Texto escrito há 4 anos, mas válido para hoje:

Daqui alguns dias começarão os Campeonatos Regionais, que assim como os Pés de Jabuticabas, só existem nos Brasil. Tirando os de São Paulo e o do Rio de Janeiro, os demais não dão chances aos pequenos. E esses mesmos pequenos paulistas e cariocas, todos sabemos, estão falidos.

Os pequenos precisam das verbas desses torneios para sobreviverem, e elas existem não por eles, mas pelos grandes.

É sabido que as potências não querem jogar os Campeonatos Estaduais. Mas também não se movem para evitá-los (com exceção, o Atlético Paranaense que tem disputado em seu estado com o Sub 23).

Será que esses torneios não poderiam ser melhor espaçados no calendário? Ou que fossem divisões locais de acesso às nacionais?

Na Inglaterra, existe a Northern Premier League, que congrega times regionais das 7a e 8a divisões e que permitem aos clubes (se tiverem condições financeiras e técnicas) a chegarem à badaladíssima Premiere League (1a divisão). Por quê não podemos ter série E, F, G representando os Regionais? Cravo que um jogo entre Paulista de Jundiaí x Bragantino valendo acesso da 6a divisão para a 5a Nacional levaria mais público do que valendo a queda da 1a divisão para a 2a do Estadual.

Para mim, a resposta para que não se discuta para valer o fim dos regionais (os quais, confesso, sou apaixonado mas entendo a dificuldade financeira do modelo) é clara: a perda de Poder das Federações Estaduais!

No ano retrasado, Rogério Ceni questionou:

O que vale ganhar o Paulista?”

Vencer o Paulistão só vale o status. Mas se perder… o time grande sofre com a pressão!

Algo tem que ser feito. Não dá para abrir um Morumbi para o São Paulo jogar com público de 5.000 pagantes contra o Audax, enquanto o clube gostaria de estar excursionando pela Ásia ganhando dinheiro e treinando. Ao mesmo tempo, não dá também para XV de Piracicaba, Noroeste, América de Rio Preto e tantos outros times tradicionais montarem times para apenas 3 meses nas divisões que disputam e fecharem as portas.

Quem aceitará ceder? Os times grandes continuando com o assistencialismo, clubes pequenos fechando as portas de vez ou as federações estaduais abrindo mão do poder?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Gama

Uma boa arbitragem de Marcos Silva dos Santos Gonçalves, que tem ótimo porte físico, mostrou boa presença dentro de campo (se posicionou bem) e aplicou corretamente os cartões amarelos. Não teve preguiça em amarelar por jogada mais forte ou por questão disciplinar.

Tecnicamente, acertou quando exigido aos 24m, não marcando pênalti ao Paulista na simulação de Borges (o atleta tentou cavar e o árbitro não caiu). Soube coibir com as advertências devidas às faltas seguidas cometidas pelo Gama em Dieguinho (um inferno em campo, driblador e liso, e que sofreu 5 faltas em 12 minutos de jogo).

O bandeira 2 Sidney Tadeu Mendonça de Oliveira também foi bem, assim como o atento 4º árbitro Thelmis Lanza. Porém, sofreu bastante a bandeira 1 Karina Mendes de Souza, se atrasando e se precipitando em pelo menos dois impedimentos importantes. Há de se ter muita atenção, em especial para jogos corridos como os da Copinha.

Uma observação: o gesto do apito final foi tímido, fraco, parecendo que o jogo não tinha terminado, enganando até mesmo os jogadores. Mostre a mesma vontade para acabar a partida quanto a de começar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x SE do Gama, 2a Rodada da Copa São Paulo Jr

Para a partida desta 2a feira entre o Galo versus o Periquito (clique AQUI para conhecer a história interessante da construção do Monumento ao Mascote da Sociedade Esportiva do Gama), apitará Marcos Silva dos Santos Gonçalves, que arbitrou o empolgante Audax 4×3 Moto Clube pela 1a Rodada da Copa São Paulo (o time paulista perdia por 2×1 e virou o placar, numa partida com 6 cartões amarelos).

Marcos costuma ser rigoroso em campo, principalmente em detalhes como retardamento de jogo ou questões disciplinares. Aliás, ele trabalha, curiosamente como Auxiliar de Disciplina. Está com 45 anos de idade e apita há 20 temporadas no futebol. Entretanto, apesar da longeva carreira, não estava sendo prestigiado nos últimos anos pela FPF, sendo que seu último jogo mais relevante como árbitro central foi em 2017 na A3 (São Carlos 3×1 Paulista).

Karina Mendes de Souza, a bandeira 1, tem 34 anos e é funcionária pública. Está na sua 4a temporada na Federação Paulista e ainda não trabalhou em partidas profissionais. Mesma situação do bandeira 2, Sidney Tadeu Mendonça de Oliveira, que é 9 anos mais novo do que Karina.

O mais curioso é quanto ao quarto árbitro: Thelmis Ernesto Lanza tem 13 anos de carreira, 41 de idade, e NUNCA apitou um jogo profissional, somente categorias amadoras da FPF. E isso mostra que, pela escala desse quarteto, Ana Paula de Oliveira, a ex-bandeira famosa (e que era competente), agora chefe dos árbitros do Estado de São Paulo, dará oportunidade a todos do quadro, incluindo esquecidos e novatos.

Desejo uma boa partida a todos e ótima arbitragem. A ficha completa abaixo:

Árbitro: Marcos Silva dos Santos Gonçalves
Árbitro Assistente 1: Karina Mendes de Souza
Árbitro Assistente 2: Sidney Tadeu Mendonça de Oliveira
Quarto Árbitro: Thelmis Ernesto Lanza

Acompanhe a transmissão de Paulista x Gama pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi, o Gargantinha de Ouro); comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Segunda-Feira às 14h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 13h30 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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