– A queda do interesse pelo futebol por parte dos jovens

O interesse pelo futebol entre os jovens está caindo. E você sabe quais os motivos?

Uma pesquisa europeia explicou quais são eles, em: https://youtu.be/zkYydq_AfsU

 

– Antes tarde do que nunca: o mea culpa do gol de Luciano em Atlético Mineiro x São Paulo:

Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, admitiu erro no polêmico lance discutido da partida entre Atlético Mineiro x São Paulo, dias atrás, no qual Luciano fez um gol legal, mas o VAR determinou impedimento.

Na oportunidade, claramente as linhas que servem de referência à bola e às partes jogáveis dos atletas estavam equivocadas. E ele disse o que todos nós batemos na tecla diariamente: a culpa não é do VAR (ferramenta), mas de quem o opera!

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/sportv/programas/selecao-sportv/noticia/gaciba-admite-erro-na-utilizacao-do-var-ao-anular-gol-de-luciano-em-atletico-mg-x-sao-paulo.ghtml

Luciano comenta sobre VAR: 'O que eles fazem com a gente é complicado' | LANCE!

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– Quem poderá substituir Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras?

Sem mostrar bom futebol, com um desempenho e um estilo bem diferentes da “Era Parmalat”, Vanderlei Luxemburgo foi demitido do cargo de treinador do Palmeiras.

Aparentemente, os atletas o derrubaram. Ou não, foi simplesmente um mau trabalho dele?

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– Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 7 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

– Um novo momento do futebol brasileiro: a base que se dá no Exterior e o marketing falando mais alto.

Há 3 anos, mas atual…

Tudo é cíclico no futebol, e com a evolução e mudanças sócio-econômicas (como a globalização e os novos costumes), também vemos algumas sensíveis modificações.

Por exemplo: antes, tínhamos jogadores chamados Pelé, Garrincha, Telefone, Índio, Vavá, Didi, Tostão, Biro-Biro e por aí vai. O “apelido” era marcante.

Devido ao marketing, os jogadores ganharam nomes compostos: Marcos Assumpção, Flávio Conceição, João Luís, Célio Silva, etc. Mas algo que chama a atenção: tivemos há pouco tempo uma geração de “Felipes”: Felipe Isso, Felipe Aquilo, Felipe Ciclano, Felipe Beltrano. Depois os Brunos; aí vieram os Lucas (Leiva, Moura, Silva, Santos, Fernandes). Daí os Thiagos e Tiagos. Agora: os Mateus A, Mateus B e Mateus C e os Matheus com “th”. Ou nomes mais simples”: Luan (quantos “vários Luans” você conhece nos times profissionais?).

Se tudo isso fosse na Década de 70, ou teriam apelidos ou seriam Mateus Segundo ou Mateus Terceiro, conforme o costume da época. Mas repare: hoje, os nomes estrangeiros dominam as convocações. Vejam as seleções de base: não temos Zico do Flamengo, Pita do Santos ou Escurinho do Inter na Seleção Olímpica; mas Reiner do Borussia, Wendel do Zenit e Maycon do Shakthar.

Diferente? Sim. Não que seja errado, apenas, um novo momento. Aliás, faz parte de todo esse processo: os clubes estrangeiros, mais ricos, levam nossos jovens no “criadouro” para formá-los lá fora.

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(Foto: autoria desconhecida. Quem souber sobre o autor, informar para crédito).

– Vágner Mancini, novo treinador do Corinthians

Com a péssima repercussão do desempenho do treinador interino Coelho, estando na Zona do Rebaixamento, o Corinthians contratou Vágner Mancini para o comando da equipe.

Por onde passa, Mancini acerta os times, ajeitando a defesa e saindo rápido para o ataque.

A questão é: o Timão dará boas condições de trabalho a ele e material humano? Não está fácil achar “pé-de-obra” de qualidade.

Presidente do Corinthians confirma acerto próximo com Vagner Mancini:  "Provavelmente seja ele"

– O segundo pênalti de Santos x Grêmio poderia ter sido marcado por um detalhe pouco conhecido da Regra do Jogo.

No Santos x Grêmio, um detalhe interessante da Regra do Jogo. Vamos lá:

Marinho (SFC) vai disputar uma bola com David Braz (GFPA), que ergue a perna no momento em que o santista perde o domínio dela. Entretanto, o atacante pula para não ser atingido e exagera na encenação, parecendo que tinha sido atropelado.

Num primeiro momento, achei que ele se jogou. No segundo momento, percebe-se que ele foi tocado e o árbitro Bráulio da Silva Machado, após consultar o VAR, marca pênalti corretamente.

Qual o detalhe interessante da jogada?

Mesmo se ele não tivesse sido tocado, ele TEM O DIREITO de pular para não ser atingido – e o árbitro deve considerar infração. O jogador que vai se lesionar não precisa deixar o corpo ser machucado, pois a Regra do Jogo permite a punição ao adversário pelo “dar ou tentar atingir”.

– Um Galo que maltrata seus amigos, torcedores e admiradores…

Sou jundiaiense e aprendi a gostar do Paulista FC, o Tricolor da Terra da Uva, ou, se preferir, Galo da Serra do Japi.

Meu pai, alguns parentes e amigos compraram as cadeiras cativas na década de 80, as quais mantemos até hoje (pagas em dia) no Estádio Jayme Cintra. Ía no campo desde pequeno. Durante toda a minha carreira de árbitro de futebol (e foram 16 anos), quando escalado em jogos do Paulista, sempre consegui separar perfeitamente a questão da torcida / paixão e profissionalismo. Idem quando comento jogos do Galo nas diversas mídias, até porquê amigos da FPF muitas vezes confrontam possíveis relatórios duvidosos de alguns observadores com a reconhecida idoneidade de nosso trabalho.

Ser isento no comentário ou na atitude não quer dizer “não gostar do time”, é simplesmente saber ser honesto.

Vi as parceiras (algumas de sucesso e outras de fracasso) que o Paulista conseguiu fazer: Magnata, Lousano, Parmalat, Campus Pelé e Kah Sports / Fut Talentos. Vi golpes nos quais caiu (lembram do português do grupo monegasco?). Vi acessos empolgantes para a elite regional. Vi o inimaginável acesso para a Série A do Brasileirão “bater na trave” e quase se tornar realidade. Vi conquistas do Galo quando comandado por jundiaienses da gema com forças locais no clube, e derrotas também.

Do auge de 3 anos: do Vice-Campeonato Paulista de 2004, passando pela conquista da Copa do Brasil 2005 e disputa da Libertadores da América de 2006, vieram posteriormente rebaixamentos seguidos, vexatórios, calamitosos, com leilão do estádio à beira de ocorrer e processos trabalhistas aos montes.

De tudo isso, me assusta quando vejo o time cair para a última divisão estadual uma 2a vez. Entristece-me observar o clube envolvido nas páginas policias por suspensão a fim de investigar manipulação de resultados. E traz à reflexão: neste momento em que o futebol deixa de ser um lazer popular como outrora (é fato) e os gastos para as equipes sobreviverem são enormes, clubes tradicionais como o Paulista de Jundiaí, nesta toada, sobreviverão até quando?

O temor da conta não fechar e não ser mais viável vê-lo como equipe profissional em atividade é real. Triste.

Sobre toda a crise, um link em: https://globoesporte.globo.com/google/amp/sp/tem-esporte/futebol/times/paulista/noticia/campeao-da-copa-do-brasil-de-2005-paulista-e-rebaixado-para-4a-e-ultima-divisao-de-sp.ghtmlHá 15 anos, Paulista de Jundiaí conquistava a Copa do Brasil sobre o  Fluminense | paulista | ge

– Santos e Robinho: tudo poderia ser evitável…

A repercussão da contratação de Robinho por parte do Santos repercutiu muito mal nas redes sociais. Condenado por estupro na Itália, o brasileiro não pode entrar no país pois poderá ser preso.

Mulheres santistas bombardearam o clube pela contratação. Homens se dividiram: alguns pedindo para separar a instituição do problema pessoal do profissional; outros, criticando por conta da relação jogador/pessoa ser dissociável.

Seu sou cartola santista, nunca teria feito o negócio:

  • Para evitar a polêmica;
  • Por respeito às torcedoras do clube; e,
  • Porque faz tempo que Robinho não joga nada!

Escondido na Turquia, pouco fez por lá. O jogador Robinho de 20 anos era sensacional dentro de campo. O atual, penso não ser mais produtivo o suficiente.

– Análise Tática da Partida e da Arbitragem de Velo Clube 1×0 Paulista

Infelizmente, o Paulista caiu para a 4ª divisão novamente. Num jogo em que dominou a partida até cansar (e depois que cansou, foi envolvido pelo Velo), perdeu com um gol de pênalti aos 43m do 2º tempo.

Foram 13 tiros de meta cobrados pelo Velo somente no 1º tempo (ou seja: houve volume de jogo por parte do Paulista). O Paulista chutou 16 bolas para o gol, contra 7 do Velo. Rodolfo pela direita e Jean pela esquerda, mudando de lado no começo do 2º tempo e voltando às origens minutos depois.

Sem meio de campo, Leandro sentiu o gol perdido aos 16m. Ele, a bola, o gol e…. FORA. Índice 10 na escala “David de Gol Perdido”. Na sequência, caiu o rendimento e tomou cartão amarelo. O treinador Oliveira optou por deixar ele em campo.

Das quedas do Paulista, eu acho que essa foi mais doída. Quando você está no calvário, faz de tudo para sair dele. O lugar do Galo nunca foi na 4ª divisão, e ser rebaixado duas vezes para a última divisão estadual é dose.

Sobre a arbitragem, foi muito bem durante a partida. Entretanto, tenho dúvidas sobre o pênalti marcado por conta do ângulo: foi cometido dentro da área? Eu fiquei na dúvida se o toque se dá antes da linha da grande área e a queda tenha sido dentro. Mas é situação de VAR. E, de novo, nenhum atleta reclamou! Nem do pênalti, tampouco para falar ao árbitro que poderia ter sido fora da área. Atitude passiva demais.

VELO 1×0 PAULISTA
Faltas: 16×18
Cartões Amarelos: 4×4
Cartões Vermelhos: 0x0

– Sobre a invasão da torcida do Goiás no treino.

É revoltante alguém atrapalhar o seu trabalho para “protestar”. Isso acontece demais no futebol, e está errado.

Os times são clubes. Portanto, quem pode criticar são os sócios e cobrar a administração. Torcedor comum deve protestar com vaias nas arquibancadas, pois local de trabalho é sagrado.

Se o jogador é ruim, demita-o. Se frequentemente eles são ruins, demita quem os contrata. Mas nada de violência ou “valentão no CT de treinamento.”

As bobagens vistas em Goiás são incríveis. E pior: parecem chapa-branca, pois o brucutu que intimida os jogadores “elogia a diretoria”!

Hum…

É por isso que impera o amadorismo no Brasil ainda. Veja que constrangedor: https://www.youtube.com/watch?v=VtTXRJRYopo&list=UU_mL4NtnwkKFghrFh6k3FZA

– Brasil 5×0 Bolívia: cuidado com a ilusão…

Foi um treino de luxo! Gostemos ou não, é permitido dizer que era obrigação a Seleção Brasileira ter vencido com muitos gols a Seleção Boliviana, que veio a São Paulo apenas com atletas que disputam o campeonato boliviano, deixando as estrelas principais para o seu próximo jogo, em casa.

É sabido que o “craque do time boliviano” é a altitude. Portanto, deixar os jogadores que estão fora do país (e que são os melhores) readaptando-de com a altura e os descansando, é uma estratégia entendível.

Já o time de Tite jogou para se entrosar. Pós-paralisação, tudo é válido para conhecer melhor os companheiros entre si e com aqueles que, em alguns casos, nunca jogaram juntos.

O Brasil vai se classificar tranquilamente para a Copa do Mundo de 2022, mas avaliar o trabalho pelo jogo de ontem é inoportuno, pois o parâmetro é raso.

– 100 anos de Paulistano de São Paulo 5×4 Paulista de Jundiaí.

Uma partida histórica e pouco conhecida: o campeoníssimo CA Paulistano do craque Arthur Friedenreich, único tetracampeão consecutivo do estado de SP, fez um jogo festivo há exatamente 1 século contra o campeão do Interior, o Paulista FC.

Abaixo, um relato bem bacana deste confronto:

PAULISTANO 5×4 PAULISTA

Por Ivan Gottardo, historiador jundiaiense, extraído do seu Facebook:

Há exatos 100 anos, no dia 10 de outubro de 1920, o Paulista (Campeão do Interior) viajava até a cidade de São Paulo para enfrentar o Paulistano (Campeão Paulista) no campo da Chácara da Floresta para a disputa da Taça Competência.

O clube da capital havia acabado de conquistar o tetracampeonato estadual (o único até hoje a obter tal feito), enquanto o time jundiaiense acabara de conquistar o seu primeiro título oficial, o de Campeão do Interior de 1919.

O Paulistano tinha em seu time Friedenreich, maior jogador brasileiro da época, herói do primeiro título da Seleção Brasileira, o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América), também de 1919.

Por causa da gripe espanhola, o Campeonato do Interior de 1919 só foi disputado no ano seguinte e como os clubes do interior não disputavam o Campeonato Paulista na época, esta era a chance de colocar frente a frente os campeões num embate para ver qual era o melhor time do estado.

Foi também o duelo individual entre Friedenreich e Camargo, centro-avante do Paulista, um dos maiores artilheiros do clube e considerado também um dos melhores jogadores da época.

Diz a lenda que o próprio Friedenreich cumprimentou Camargo antes do jogo garantindo que aquele jogo mostraria quem era realmente o melhor.

Cada um marcou três gols no jogo e apesar da torcida contra, o Paulista mostrou o seu valor e equilibrou o jogo que terminou 5 a 4 para o Paulistano, mas com uma polêmica que perdura até hoje.

Segundo alguns relatos de jornais da época, o gol da vitória do Paulistano teria sido marcado de mão por Friedenreich, que ao tentar uma cabeçada usou deste artifício que não foi visto pelo juiz e teve o tento validado.

O árbitro em questão, Sr. Leon Worward, dias depois tentou justificar em carta sua decisão no jornal “A Gazeta” de São Paulo, escrevendo que como os auxiliares não viram o toque irregular no lance, ele nada podia fazer a não ser validar o gol.

Um jornal usou a seguinte frase para descrever o jogo e a atuação do Paulista: “O Paulistano ficou com a taça, mas a competência foi do Paulista.”

Estas são as únicas imagens disponíveis da partida publicadas na revista Vida Sportiva, com os times posados e do público que assistiu a partida.

O lance polêmico ficou apenas na memória das pessoas presentes naquela tarde na Chácara da Floresta e nos relatos dos jornais, mas a bravura e a competência do Paulista jogando contra o melhor time brasileiro da época foi provada e jamais pode ser esquecida.

#AHistóriaNãoTeEsquece

– Cena bucólica (e quente)!

Durante a semana, almocei em Bragança Paulista. E de dentro do Restaurante Rosário (que tem vista para o estádio do Red Bull Bragantino), fiquei com remorso por estar confortavelmente comendo e ao meu lado esse senhor cortando a grama do “Nabizão”.

Quase 40ºC!

Alguém precisa fazer as tarefas que outros não querem ou não podem. E o homem é bom profissional: repare a qualidade da grama.

Meus aplausos a este senhor anônimo e valoroso.

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– Seleção Esquecida… perdemos o interesse dela. E a culpa é de quem?

Eu não me lembrava que a Seleção Brasileira jogaria nesta 6a feira. Demorei para recordar que será pelas Eliminatórias da Copa do Catar, contra a Bolívia. Como pode?

O pior é: pode sim…

Quando criança, relembro que as emissoras transmitiam ao vivo toda convocação. Em jogos amistosos, o país quase parava! Mas hoje, o Escrete Canarinho perdeu o carisma. Tem “jeitão” de time privado, com mistura de antipatia e distanciamento popular.

Sinal dos novos tempos?

Será que nós temos tantas outras preocupações e lazeres na vida, e por isso deixou de ser atração, ou a própria Seleção ficou presa em seus propósitos comerciais e se afastou?

O certo é: nesses tempos modernos, com quase ¼ do planeta jogando o Mundial de 22, não serão as Eliminatórias que deixarão o Brasil fora de uma Copa pela primeira vez.

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Velo Clube x Paulista

Para a última rodada da Série A3, a FPF escalou o quarteto de arbitragem mais experiente dos 8 jogos na partida em Rio Claro. Serão eles, além do observador:

Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Árbitro Assistente 1: Eduardo Vequi Marciano
Árbitro Assistente 2: Robson Ferreira Oliveira
Quarto Árbitro: Rodrigo Santos
Avaliador de Campo: Ednilson Corona

Rafael já apitou final da Copa São Paulo e no começo de sua carreira fez bons jogos quando atuou em Jundiaí. Levado para a Série A1, teve altos e baixos, mas mostrou boas qualidades. Em 2020, por opção da Comissão de Arbitragem em abrir espaço para outros nomes, foi preterido da Primeira Divisão (particularmente, achei que de forma injusta).

É um árbitro que deixa o jogo correr, não permite cera tampouco marca faltas forçadas. Deverá, se tudo correr bem, fazer uma boa arbitragem neste fechamento de 1a fase da Terceirona.

– O brincalhão Edilson sobre a Seleção de 82.

Eu não via Seleção de 70 ou a de 58 jogarem, e elas são consideradas as duas melhores do Brasil por muitas pessoas. A de 82 era genial, mas não ganhou a Taça do Mundo.

Eis que Edilson, o “Capetinha” (que participou da Seleção de 2002), disse no Programa “Os donos da bola” sobre aquele time de Telê Santana:

“(…) Vocês estão de brincadeira em falar que a seleção de 82 era fera. Tem quatro feras em 82, apenas quatro! O resto era meia boca. Fera mesmo era o Zico, o Sócrates, o Falcão e o Júnior. E só“.

Discordo completamente. Eis os atletas:

TITULARES: Valdir Peres (São Paulo); Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Junior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma-ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Éder Aleixo (Atlético Mineiro) e Serginho Chulapa (São Paulo).

RESERVAS:
Goleiros: Paulo Sérgio (Botafogo) e Carlos (Ponte Preta);
Defensores: Edevaldo (Internacional), Juninho (Ponte Preta), Edinho (Fluminense) e Pedrinho (Vasco da Gama);
Meio-campistas: Paulo Isidoro (Grêmio), Batista (Grêmio) e Renato (São Paulo);
Atacantes: Roberto Dinamite (Vasco da Gama) e Dirceu (Atlético de Madri).

E você, concorda ou discorda de Edilson?

Seleção de 1982: a equipe que encantou o mundo - Confederação Brasileira de  Futebol

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para crédito na postagem.

– Corinthians 1×1 Santos: a reclamação do Peixe no gol de Avelar é justa?

Não assisti ao jogo, mas vi o lance reclamado do gol de empate do Corinthians. Gol LEGAL!

Isso acontece muito no futebol: arqueiro e adversário disputando a bola e normalmente sai uma falta para a defesa. Vez ou outra, o goleiro sai errado e demora para socá-la, e pede falta para disfarçar sua falha. Muitos árbitros inventam o “perigo de gol” e anulam o lance.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique, ajudado pelo VAR, percebeu que a falha de João Paulo aconteceu e validou o gol de Avelar. Parabéns! Uma pena ao goleiro do Peixe que tem feito um ótimo campeonato.

– Atualizando: Barretos e Olímpia suspensos preventivamente como o Paulista, além de 8 atletas. Suspeito de aliciamento tem celular apreendido.

As informações são do GE.com: Paulista, Barretos e Olímpia estão suspensos das competições vindouras da FPF (sobre o Galo, em particular, aqui: https://wp.me/p4RTuC-rJj). Foram suspensos por tempo indeterminado 1 jogador do Paulista (Samuel Sampaio, que cometeu o pênalti considerado suspeito), 2 jogadores do Olímpia e 5 do Barretos. O Linense foi absolvido.

Willian Pereira Rogatto foi chamado para depor e teve o celular apreendido. Ele é investigado por supostamente aliciar Magno Dourado, no jogo contra o Desportivo Brasil, quando o atleta resolveu denunciar. Também é suspeito de ser responsável pelos jogos considerados “possivelmente fraudados”.

Reiterando: os clubes citados podem terminar a última rodada da A3 no final de semana, não são considerados culpados, mas estão preventivamente suspensos até que a Polícia indique que não foram partícipes de manipulação.

– PAULISTA SUSPENSO PELA FPF (Preventivamente)

Triste notícia: a FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL acaba de suspender preventivamente o Galo de suas competições vindouras (Copa Paulista, Copa São Paulo Futebol Jr e a A3 ou Bzinha de 2021).

IMPORTANTE: o Paulista não está sendo considerado culpado pela Justiça, mas suspenso preventivamente até que se decida a culpa ou não de manipulação de resultados na partida entre Paulista 2×3 Olímpia (informação exclusiva de Adilson Freddo).

Para o jogo de sábado contra o Velo Clube em Rio Claro, o time poderá entrar em campo normalmente para terminar o campeonato (já que está em andamento).

ATUALIZANDO: O jogador Samuel foi suspenso por tempo indeterminado. Não se sabe ainda se o Olímpia foi punido também ou não.

Abaixo, o ofício:

IMAGEM EXTRAÍDA DE ESPORTES JUNDIAÍ: https://www.esportejundiai.com/2020/10/paulista-sofre-sancao-forrte-da-fpf-por.html?m=1

– São Paulo e Corinthians aguentarão esperar as Eleições internas para a troca de treinadores?

Parece que é óbvio: próximos das Eleições para os seus novos presidentes, São Paulo e Corinthians estão tendo “cócegas” para trocar seus treinadores, Fernando Diniz e Coelho, respectivamente. O primeiro é efetivo e pode perder o cargo, o segundo é interino e poderia voltar a ser assistente.

O problema é: Leco e Andrés Sanches, se contratarem alguém, deixarão todo o ônus para seus sucessores! Há poucos dias do pleito, é um ato de responsabilidade permitir que os sucessores escolham os novos técnicos, a fim de que não comece mal a relação entre o chefe eleito e o empregado contratado pelo ex-mandatário na proximidade da troca.

E se trocarem, quem seriam os novos substitutos?

Taí um “pepinaço”… achar o treinador de perfil ideal.

– Que inveja do Campeonato Inglês! Média de 4,1 gol por partida?

É pra ter inveja ou não? Veja só os resultados da quarta rodada da Premier League (a última, ocorrida no final de semana):

Dos 10 jogos, saíram 41 gols! Sendo…
Nenhum 0x0,
– Um único empate (com gols),
– Somente uma partida vencida por 1×0,
Duas partidas nas quais o vencedor marcou mais de 4 gols,
– Um jogo com 7 gols (Manchester 1×6 Tottenham),
– Um jogo com 9 gols (Aston Villa 7×2 Liverpool).

Para quem assistiu “coisas” parecidas com futebol, do tipo: Red Bull Bragantino 0x0 Corinthians ou Coritiba 1×1 São Paulo, é algo desolador querer fazer comparações (infelizmente)!

– Me desculpe, Peixe.

Eu estava propenso a ver os lances polêmicos de Goiás x Santos, a fim de escrever sobre eles e fazer a costumeira análise da arbitragem pontualmente para os casos citados. Mas dando uma olhada no twitter, e ao perceber a quantidade de erros e queixas contra a arbitragemcansado das minhas atividades deste domingo, e desejoso de terminar bem o dianão tive coragem.

Um post com ar “sincerão”: como o blog é meu e tenho a opção de escrever o que quiser, não desejo me desagradar com outras lambanças de arbitragem hoje (que tem sido tão cambaleantes neste Brasileirão). Está doendo até o “fígado” ultimamente…

Mas um comentário solitário: a qualidade dos nossos juízes está despencando na mesma qualidade que o futebol dos clubes.

Goiás x Santos: saiba onde assistir à partida do Brasileirão Série A -  Gazeta Esportiva

– Os lances polêmicos de Coritiba 1×1 São Paulo.

Três lances polêmicos envolvendo gols do São Paulo em Curitiba, no empate contra o Coritiba. São eles:

Aos 18m, em lance muito difícil, o bandeira Thiago Farinha acertou no impedimento ajustado que anulou o gol de Luciano, comprovado pelo recurso do VAR.

Aos 59m, o bandeira Rodrigo Correia anulou o gol de Brenner. Na verdade, seu companheiro Luciano estava à frente, recebendo em impedimento mesmo depois de um toque do jogador de Curitiba, e chutou na sequência para a meta. É neste momento que não vale mais nada, sendo que o rebote que Brenner pegou não tinha validade. Acerto do assistente principalmente por perceber que o toque do adversário ocorreu involuntariamente e não tirou o impedimento. Tiraria, se ele tivesse acontecido em disputa de bola.

Aos 67m, Daniel Alves cobra uma falta e uma mão atinge a bola na barreira. Em um primeiro momento, deu a entender que ela desviou na costa de um atleta coxa-branca e na sequência na mão do companheiro. Mesmo se tivesse batido direto, não entendo que o jogador Hugo tentou deliberadamente abrir os espaços para, no movimento antinatural, interceptar a bola. Entendo ser movimento natural e toque involuntário não-infracional. Errou Wagner Magalhães em marcar o pênalti.

Repare que a forma cautelosa da marcação do tiro penal, como visto, deu uma impressão que o juizão estava não-convicto?

Coritiba x São Paulo: saiba onde assistir à partida do Brasileirão Série A - Gazeta Esportiva

– O que é “ser time grande”?

Texto de 1 ano, mas perfeito para a atualidade:

A RECUSA DOS TREINADORES MEDALHÕES

Li que Felipão foi consultado para assumir o Fluminense, após a demissão de Oswaldo de Oliveira, e nem abriu conversações (Marcão foi efetivado). Agora, Cuca faz o mesmo com o Botafogo, após a saída de Eduardo Barroca.

A questão é: precisamos redefinir a grandeza dos ditos “12 grandes clubes do Brasil”?

A história de muitos clubes é fantástica, ninguém apaga seus feitos. Mas a realidade atual permite-nos tal discussão?

O Nottingham Forest foi bicampeão da UEFA Champions League, e onde está agora? O Nuremberg era, até pouco tempo, o maior campeão da Alemanha. E hoje?

Nos ciclos do futebol, nem todos se mantém em alta e novas forças surgem, enquanto outras somem. Vide o Athlético Paranaense, como deu uma guinada interessante com a conquista de títulos. Mas repare também que os ditos grandes que apregoamos historicamente em nosso país são, em sua maioria, viventes de campeonatos estaduais. POUCOS são perenes no Nacional!

Digo isso pois veremos com mais frequência técnicos “TOP” e a recusa em dirigir certos clubes com medo dos problemas financeiros e da bagunça administrativa. E cairemos na discussão: o que é ser “time grande”? Ter numerosa torcida, história de vitórias ou ter títulos conquistados recentes?

Para mim: o grande lota estádios, sempre é uma atração, ganha com frequência e não vive apenas das conquistas passadas. Ele assusta a CBF, tem força nos bastidores e apavora o árbitro molenga. É desejado pelos jogadores e dá audiência para a mídia. Ou não?

A verdade é: os treinadores estão pensando bem em seus projetos de carreira quando escolhem um grande clube; ou melhor, “um clube”.

Temo que os respeitados (mas em crise) Fluminense e Botafogo passem a ter em suas fileiras treinadores medianos, por conta do orçamento e da gestão conturbada. Ou isso não acontecerá?

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

ESPN: Veja as finanças dos 12 grandes clubes brasileiros em 2017 - Flamengo  | Coluna do Fla

– E o SPFC vai penando… sobre os protestos tricolores:

Ídolo deve se manter imaculado. Digo isso pois vi as reportagens a respeito dos protestos de torcedores são-paulinos neste sábado e me chamou a atenção a ira contra Raí.

Quem tem 20 ou 30 anos, nem imagina o que foi a “febre Raí” nos anos 90. Impensável para a minha geração ver um atleta idolatrado como ele ser xingado por um torcedor do São Paulo FC (assim como seria um palmeirense xingar o Evair ou um corintiano criticar o Neto). O problema é: quis voltar como cartola e correu o risco.

Mas isso é fruto de um acúmulo de coisas: as desclassificações, o futebol não-confiável, a falta de credibilidade do presidente Leco junto à opinião pública e outras trapalhadas, como a contratação de Daniel Alves. Na oportunidade, escrevemos que era uma loucura financeira e que o custo-benefício em campo seria duvidoso. Há quem criticasse com raiva, parecendo ter uma bola de cristal que dissesse o contrário. Agora, taí a realidade. O “baiano do batuque” parece não estar nem aí para as críticas contra ele – que, sejamos claros, está com os vencimentos atrasados.

O que estão fazendo com o Tricolor do Morumbi, não?

Nesta semana, contra o Bahia, o São Paulo foi eliminado da terceira competição na temporada (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Linense

Boa arbitragem no Jayme Cintra nesta ensolarada 6ª feira. Com os jogadores fazendo um jogo limpo sob forte calor, sem lances temerários, correu bastante o árbitro Paulo Sérgio dos Santos. Bom trabalho dos assistentes e quarto árbitro também.

O único porém do árbitro foi aos 45m, quando Jean (PFC) fez uma falta temerária e ele não deu cartão amarelo. Na sequência (47m), numa infração comum cometida por Rodolfo, injustamente deu a advertência a ele. “Compensou” a não aplicação anterior, e portanto, errou.

O acerto foi no bizarro erro do goleiro Tiago (aos 5m do segundo tempo), quando ele bobeou e soltou a bola na cabeça do atacante jundiaiense – e teve que cometer um pênalti. O juizão estava atento e não vacilou. Bem como o correto tiro livre indireto dentro da área em favor do Linense, marcado com correção (Agenor pôs em jogo e depois agarrou de novo!).

Me chamou a atenção que o Paulista correu demais no 1o tempo, enquanto que o Linense cadenciou bem a posse de bola. No 2o tempo, o Galo “pregou em campo” e o Elefante sobrou fisicamente, dando um sufoco muito grande.

Paulista x Linense:
Gols: 1×1
Faltas 20×12
Cartões Amarelos 1×1
Cartões Vermelhos 0x0

Confira o gol de pênalti de Léo Mineiro com a narração de Edison Roberto, o Didi – Gargantinha de Ouro:

– Estamos contigo, Bibiana!

Bibiana Steinhaus é hoje a principal árbitra de futebol da Alemanha (e talvez seja do mundo também). Tem trabalhado com competência e regularidade nos diversos campeonatos que apita. Sua última atuação foi a decisão da Supercopa da Alemanha, no jogo entre Bayern Munich 3×2 Borussia Dortmund.

Porém, um fato curioso: a TV estatal do Irã, que transmitiria a partida, cancelou o evento pois, de acordo, com as leis islâmicas (o Irã é uma teocracia) não se pode mostrar partes do corpo das mulheres publicamente (e não é a primeira vez, em fevereiro isso já aconteceu também).

Lembrei-me de Fernanda Lima apresentando o sorteio da Copa de 2014 e a polêmica criada pelas modificações estéticas na imagem da moça, feitas pelas autoridades iranianas nas imagens que chegaram por lá. É mole?

Mais detalhes sobre o jogo anteriormente citado em: https://www.dw.com/pt-br/tv-iraniana-censura-jogo-da-bundesliga-por-árbitra-ser-mulher/a-47556534

– É para desconfiar?

Assistiram a vitória do ABC/RN por 7×0 contra o Jacyobá/AL pela série D?

Por favor, vejam o 2o gol e analisem com frieza: é tamanha a incompetência, que dá para desconfiar de manipulação de resultado (devido aos casos acontecidos em SP)?

Vide sobre essas denúncias paulistas em: https://is.gd/CILMLx, caso você não tenha ciência.

Sobre o lance citado, vamos lá:

Do minuto 54’55 ao 55’55” no link abaixo, o goleiro cobra o tiro de meta e os zagueiros ficam tocando a bola na pequena área, até perdê-la e quase sofrer o gol (a bola sai para a linha de fundo). Aí o goleiro cobra outro tiro de meta e os zagueiros trocam passe até que a bola caia por erro nos pés do atacante, e antes que “ele possa perder o gol”, o defensor comete o pênalti.

Tudo isso em… 60 segundos!

Desculpe-me, mas é “querer tomar o gol” ou puramente ruindade? Em época de desconfiança na lisura do esporte, tais erros permitem a dúvida.

Assista no tempo descrito em: https://youtu.be/0nhqDRivQtU

– 43 anos que Pelé parou!

O tempo passa: em 01 de Outubro de 1977, Edson Arantes do Nascimento jogava profissionalmente pela última vez!

Extraído de: https://seuhistory.com/hoje-na-historia/ultima-partida-de-pele-como-jogador-profissional

ÚLTIMA PARTIDA DE PELÉ COMO JOGADOR PROFISSIONAL

O dia 1o. de outubro de 1977 marcou a despedida de um dos maiores ídolos futebol mundial. Vestindo a camisa do Cosmos, de Nova York, o rei Pelé decidiu que era hora de dar adeus aos gramados. Depois de uma carreira de glórias pela seleção brasileira e pelo Santos, ele chegou ao time norte-americano aos 35 anos, em 1975, com o objetivo de difundir o esporte no país. Pelo Cosmos, Pelé conquistou o título de campeão norte-americano de 1977. A despedida oficial do Rei foi justamente contra o Santos, em um confronto em Nova York que muitos consideram que só existiram perdedores. O Rei foi um deles, pois não fez seu último gol da carreira pelo Peixe, clube que o projetou para o sucesso. Pelo contrário, Pelé acabou marcando pelo Cosmos na derrota do Santos por 2 a 1. O Cosmos, mesmo vencendo o jogo, perdia seu grande craque e relações públicas. Contudo, o futebol foi o grande derrotado, já que um dos maiores jogadores da história encerrava ali sua vitoriosa carreira.

– O São Paulo está eliminado da Libertadores.

Antes da derrota para o River Plate, em determinado momento o São Paulo FC teria que ganhar por 11×0 do Binacional do Peru para se classificar dependendo apenas dele na Libertadores da América e não ser eliminado na fase de grupos. Conseguiria? Claro que não.

E pensar que mesmo com o elenco caríssimo que tem, com a estrutura oferecida e com a experiência na competição do clube, conseguiu fazer esse papelão…

Dificilmente Fernando Diniz continuará. Se não cair nas próximas horas, cai depois das Eleições. Lembre que Vágner Mancini (insisto nisso), um acertador de clubes, estava lá no Morumbi todo esse tempo.

Quem poderá ser o novo técnico do Tricolor?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Linense, Série A3.

Divulgada a escala dos árbitros para o confronto tão importante envolvendo o Galo da Japi vs Elefante da Noroeste. Abaixo:

Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos, 41 anos, agente de segurança, há 15 temporadas na FPF.
Árbitro Assistente 1: Fernando Afonso Gonçalves de Melo, 39 anos, professor de educação física, 11 temporadas.
Árbitro Assistente 2: Italo Magno de Paula Andrade, 32 anos, professor de educação física, 11 temporadas.
Quarto Árbitro: Jefferson Dutra Giroto,
Avaliador de Campo: Newton dos Reis Barreira.

É um árbitro acostumado com a Série A3 e A2, todo ano trabalhando nestas divisões e fazendo a atividade de 4o árbitro na A1. Talvez não esteja na Primeirona por conta da idade, já que o propósito da Comissão de Arbitragem é escalar os árbitros “de nome” na divisão principal, somados a jovens com potencial.

Seu estilo é calmo (às vezes, peca em não vibrar no ritmo da partida). Ele é cauteloso em deixar o jogo correr, marcando muitas faltas (evitando que o jogo saia do seu controle). Para quem tem um bom batedor de faltas, é uma arbitragem favorável aos cobradores.

Me recordo de ter comentado duas partidas de Paulo Sérgio envolvendo o Galo: a estréia na A2 em 2015, contra o Independente de Limeira (numa partida remanejada para a Rua Javari e razoavelmente apitada). Vide aqui sobre a derrota por 1×0: https://wp.me/p55Mu0-m2. O outro jogo em 2018, na Bzinha, com vitória de 3×1 sobre o Joseense onde atuou bem. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1YD.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Linense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Alexandre Bardi. Sexta-feira (02/10), às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O jogo que não acaba (e não agrada): Paulista e Olímpia na Polícia!

Vou tomar bastante cuidado com o que estou escrevendo, pois até que se PROVE o contrário, todos são inocentes. Abaixo:

O jogo Paulista 2×3 Olímpia não acabou ainda. Terminou no Jayme Cintra, mas está rolando em 3 outras entidades:

  1. Na Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva), com documentação nas mãos do delegado Cesar Saad da Polícia Civil;
  2. No TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de São Paulo, onde foi criada uma investigação mantida em sigilo;
  3. Na Comissão de Integridade da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Tornou-se pública a história de apostadores desonestos aliciarem atletas na A3, e todos repercutiram a denúncia de Magno Dourado às vésperas de Desportivo Brasil 2×3 Paulista (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rAV). Agora, já se sabe que a mesma suposta pessoa envolvida como pivô na polêmica partida em Barretos 0x4 Linense foi acusada de assédio neste jogo ocorrido em Porto Feliz.

A empresa de monitoramento de apostas esportivas e fraudes SportRadar, uma gigante mundial e que trabalha para a FPF, apontou irregularidades, principalmente pelos valores envolvidos. Especialmente sendo um jogo de 3a divisão regional, quem teria coragem para acumular apostas em quase 20 mil euros, cravando vitória do time da casa no primeiro tempo e derrota do mesmo no segundo período? Nem em Premier League você aposta alto assim, e com tal precisão de placar!

Ainda, sobre o relatório da SportRadar entregue às autoridades, ela concluiu que o resultado era PREVIAMENTE sabido. Ou seja: o apostador tinha ciência do que aconteceria nos dois tempos de jogo. E aí restam quatro opções para nós, mortais torcedores e apaixonados pelo esporte imaginarmos sobre o talento do investigado:

  1. Mestre da futurologia e conhecedor profundo de futebol (especialista);
  2. Louco que levou sua insanidade a acertar sem querer (sortudo);
  3. Tem bola de cristal (é um bidu);
  4. Armou um esquema (vigarista).

Eu vou na opção 4.

O documento da investigação diz o seguinte:

“Contra a lógica, 62% de todo esse valor foi apostado na opção em que o Paulista venceria o primeiro tempo, e o Olímpia o confronto (…) Finalmente, nenhum fator esportivo pré-jogo pode influenciar tanto os apostadores em nenhum desses resultados específicos, visto que qualquer fator esportivo regular impactaria tanto o primeiro tempo quanto o resultado de jogo completo de forma semelhante, e nunca poderia sugerir que o Paulista FC venceria apenas a primeira parte, enquanto o Olímpia FC acabaria por vencer a partida. No geral, é bastante claro que os apostadores tinham conhecimento prévio do resultado final tanto do primeiro tempo quanto da partida, e aproveitaram vários mercados de apostas para maximizar os lucros em apostas ilícitas (Entre os apostadores identificados, ao menos um já tinha sido marcado pela empresa por apostas irregulares).

As conversas estão em:

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/apostador-detalha-esquema-de-compra-de-resultados-na-serie-a3-ao-tentar-subornar-jogador-ouca.ghtml

Insisto: todos são inocentes até que se prove o contrário. Não estou acusando ninguém.

Como imaginar, diante de tudo isso, que as coisas aconteceram por simples coincidência? Com essas informações, você começa a duvidar de tudo e de todos (não estou dizendo que os citados neste exemplo que se segue são culpados de crime, até que se prove o contráriode novo, são inocentes em minha opinião e vítimas de sua própria incompetência – a não ser que a Polícia diga algo diferente).

  • Não fica uma pulga atrás da orelha o jogador do Olímpia dar um carrinho e ir com a mão deliberadamente na bola, sendo que poderia tentar o embate de outro jeito (me refiro ao lance do primeiro gol sofrido pelo Olímpia)? (1o tempo)
  • Na furada do chute da defesa que originou o segundo gol sofrido pelo Olímpia, foi proposital ou é pura e simplesmente “ruindade”? (1o tempo)
  • No pênalti cometido pelo Paulista (e que cravamos não ter sido – o torcedor não precisa conhecer detalhes da regra do Jogo, mas o árbitro sim, especialmente numa bola que bateu na mão espirrada pelo pé, lance idêntico ao pênalti equivocadamente marcado em Palmeiras x Internacional), o árbitro convicto apontou a marca penal. Interpretou errado / incompetência? Não era lance tão difícil com exemplo recente e discutido pelos fóruns da categoria. (2o tempo).
  • O jogador do Galo que cometeu o pênalti, não esboçou um “A” de reclamação. Seria inexperiência, passividade ou o quê? (2o tempo).
  • Rodolfo era disparado o melhor jogador do Paulista, e foi substituído logo no começo da segunda etapa. O treinador Oliveira justificou “rendimento”. Ou errou feio demais, ou deve ter se desentendido com ele. Ou outra coisa?

CALMA: não estou apontando ninguém (pela enésima vez: todos são honestos até que alguém prove o contrário), mas diante de tanta coisa estranha (ou tanta incompetência), há de se achar tudo esquisito.

Como jundiaiense, como torcedor do Paulista, como amante do futebol, quero crer que tudo seja fruto da desconfiança de excesso de erros técnicos. Mas o que as autoridades estão suspeitando (e precisamos ser transparentes em tudo) é o cenário descrito.

Torço para que o presidente Rodrigo Alves e seus pares possam mostrar que o Paulista FC é isento desta grande picaretagem que virou a A3, e que se der “algum pepino” (algo for provado contra alguém do time), que tenha sido um ato isolado de alguém que fraquejou. E que se investigue atletas, comissões técnicas, dirigentes, árbitros e demais possíveis envolvidos numa partida.

Por fim: se estivéssemos num país de rigor absoluto, a série A3 (com tantas denúncias no pós-pandemia) seria paralisado.

– Marinho e a consciência coletiva

Muitos tratam o jogador Marinho, do Santos FC, com ironia e desdém, devido as brincadeiras e memes surgidos de suas falas. Mas repare que são simples brincadeiras, sem maldade ou prejuízo para alguém. Folclore de um cara espirituoso!

Entretanto, Marinho tem falado ultimamente de cidadania, respeito, combate à discriminação e inclusão. Inclusive, disse no programa “Bem Amigos” da Sportv sobre o ativismo de atletas importantes como Lebron James ou Louis Hamilton:

“Quando o Hamilton faz isso, o Lebron faz isso lá nos EUA, eles têm muito respeito. Se no Brasil você vai fazer é muito mimimi, ‘Nutella’, isso e aquilo. Mas eu vou defender a bandeira porque muita gente passa por isso e não tem voz ativa. Não ligo para o que vão falar de mim. O importante é eu saber, olhar para o próximo, pessoas que passam por isso diariamente, sofrem com isso nos empregos e não podem falar, senão vão ser mandadas embora.”

É isso mesmo: ter empatia faz a diferença na dignidade de alguém. Parabéns, Marinho!

– Os deuses da bola não se enganam.

Alguém fotografou Messi durante o jogo entre Barcelona vs Villareal. E não é que o fundo da imagem ficou perfeito?

Repare no que está escrito no campo. Combina com Lionel ou não?