– Festejando o Carnaval de maneira santa: é Possível?

Há alguns que dizem: o “Carnaval é coisa do Capeta“. De fato, é. Assim como também pode ser o Futebol, a Política e qualquer outra coisa que se faça de maneira libertina.

Calma, não estou demonizando ou santificando os festejos carnavalescos. Apenas convidando a uma discussão à luz da fé católica.

Jesus, no Evangelho de dias atrás, nos lembrava que “se um olho é causa de pecado, arranca-o”. Perfeito! A mensagem do Salvador é a de que evitemos ocasiões. Imagine um dependente químico em recuperação: se ele mantiver a roda de amigos usuários, os costumes antigos e a frequência de lugares que levam à prática do uso de narcóticos, fatalmente pecará. Igualmente pode ser o Carnaval, dependendo do ambiente e do seu espírito. Questione-se:

  • As pessoas que ali estão te levarão a pecar?
  • O modo de agir dos que lá estão é o mesmo que o seu?
  • Sua consciência do que é “certo” ou “errado” ficará abalada?
  • Alguém ou algo te influenciará negativamente?
  • Ganho ou perco algo estando por lá (no salão, no bloco de rua, no Sambódromo)?

Dito isso, lembremo-nos novamente dos doentes: o próprio Cristo não veio aos sadios, como ele disse, mas aos que precisavam de médico. Não aos santos militantes, mas aos pecadores padecentes! Sua radicalidade ao Evangelho é a pura essência do Amor, em todos os sentidos. Ser radical é ser irreversível e incorruptível ao “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Dessa forma, questione-se: festejar uma festa pagã como o Carnaval, estando rodeado por nudez, erotismo, embriaguez e outras situações pecaminosas, me contaminará?

Se você for facilmente influenciável, é claro que sim. Se for razoavelmente volúvel, também. Se for firme nos seus propósitos de cristão, talvez (não podemos nos esquecer que o Inimigo de Deus usa de coisas atraentes e de sedução para corromper os filhos amados do Criador).

Recordamo-nos mais uma vez de Jesus: sentado com marginais, reunido com pessoas má vistas na época, indo às prostitutas e chamando os excluídos. E essa radicalidade por “levar a Boa Nova e viver no amor” não é função de nós, católicos batizados e confirmados na fé com o Sacramentando do Crisma? Ser cristão é “ser novo Cristo”.

Tragamos o advento de Jesus aos dias de hoje: se tudo não ocorresse há 20 séculos mas sim hoje, será que Jesus, se ao invés de nazareno fosse paulistano, não frequentaria a Cracolândia na região da Sé e da Luz? Poderia frequentar as difamadas e degradadas regiões de prostituição homossexual como a Amaral Gurgel e Indianópolis? Estaria ele circulando e evangelizando na região conhecida como “Boca do Lixo”? É claro que sim!

Na mesma comparação temporal, imagine: se nas Bodas de Caná, onde Jesus tomava vinho com seus amigos nesta conhecida passagem bíblica da festa de casamento, não poderia ele no século XXI estar tomando caipirinha numa festa de carnaval? Não confunda a abstemia ou o alcoolismo. Beber um aperitivo não é pecado; o problema é embebedar-se, sair da sobriedade e consequentemente causar confusão, maltratando o corpo (templo do Espírito Santo) e colocando a sociedade em risco (especialmente com acidentes de trânsito).

Em todos esses ambientes: de prostituição, bebida, festejos, em lugares indevidos ou nos devidos, a força do discípulo de Jesus será abalada? Se você for convicto de fé e estiver revestido da armadura de Deus, o Espírito Santo, não. Correrá riscos? Claro, somos de carne e osso (fortalecidos pelo Espírito, logicamente).

Entretanto, e a resposta clara e objetiva sobre “pular ou não Carnaval”?

Impossível ser monossilábico. Vejamos o desfile da Escola de Samba da Vila Maria, em São Paulo: a Arquidiocese de São Paulo conseguiu um feito incrível, beirando o milagre: transformou a “festa da carne” (de alegria e satisfação carnal) em um santuário de conversão (ao menos, durante a passagem da agremiação e para os que se envolveram – de leigos engajados na fé até à pessoas que há anos, ou melhor, décadas, não ouviam uma Palavra Santa). Membros de outras escolas, torcidas e partícipes foram evangelizados, presentes ali ou pelas imagens da TV. E não nos esqueçamos também do aconselhamento aos apóstolos: “quem tem ouvidos, ouça“! Quantos corações foram tocados? Quantas “sementinhas” plantadas?

Ao longo da história da Igreja, pessoas iluminadas conseguiram tornar santos os eventos pagãos. A festa do solstício de verão, ocorrida entre os pagãos há mais de 7000 anos no final de dezembro, foi apropriada para que os cristãos celebrassem nesta data o Natal do Senhor Jesus. Templos de Baal (ou Baalzebu, que aportuguesou-se “Belzebu”, um dos nomes do Diabo), transformaram-se em sinagogas e posteriormente locais de igrejas cristãs. A Páscoa judaica, festa da passagem de Yaweh, virou a abundância da vida e colheita de Salvação com a ressurreição de Jesus e a transformação da data para os seus seguidores em Páscoa cristã. No Sambódromo do Anhembi, onde outrora os cultos afros e outros sincretismos eram quase que exclusividade do local, em aversão ao Catolicismo, tornou-se por algum tempo espaço do amor da Mãe, de Nossa Senhora Aparecida, cujo tema sobre os 300 anos da aparição da sua imagem de Conceição permitiu o conhecimento de muitos ignorantes sobre o surgimento da devoção mais querida de nosso país, tornando-a popularmente com o título de Rainha e Padroeira do Brasil.

Por fim, vale ressaltar: para que o evento ocorresse, toda nudez, menção pejorativa, heresia ou algo que pudesse escandalizar o mais crente dos católicos foi exigido. Bispos da Igreja e demais autoridades eclesiásticas estiveram atentos para que nada fosse profanado. E desta feita, ineditamente, o Carnaval tornou-se festejo cristão de evangelização. Vide as lágrimas dos foliões e da alegria daqueles que levaram a imagem e o tema da Mãe do Nosso Senhor às multidões.

Tudo cabe seguir o modelo de Jesus e dos santos da Igreja. Tornar o pecador em convertido, ir aos que não conhecem ou aos que pecam, fazer algo novo! Sim, foi possível tornar o evento um local familiar.

Quer voltar ao começo da nossa conversa? Rememore o primeiro parágrafo deste artigo: “Há alguns que dizem: o ‘Carnaval é coisa do Capeta’. De fato, é. Assim como também pode ser o Futebol, a Política e qualquer outra coisa que se faça de maneira libertina”.

Se as arquibancadas dos estádios de futebol gritam xingamentos, fedem maconha e exaltam ódio entre os adversários, serei eu um deles? Que eu tenha a firmeza de torcer em paz (o falecido Papa João Paulo II disse: o esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos). Se a Política é repleta de corruptos e entrelaçada com os corruptores, não devo crer que como candidato fulano ou ciclano poderia ser um vereador ou um deputado honesto, temente a Deus? Que eu tenha discernimento na hora do voto (disse o Papa Francisco: a Política é o grau mais alto da Caridade – relembre tal frase aqui: http://wp.me/p4RTuC-c0U). Se a Sapucaí é o local de folia, que eu faça do ambiente um local de congraçamento das famílias.

Em suma, um excepcional ensinamento do espanhol São José Maria Escrivá, servo de Deus, que extrapola a questão da falibilidade papal dos dois temas do parágrafo acima e mostra a radicalidade de quem quer ser seguidor de Jesus:

“Tudo o que eu fizer, que eu faça de maneira cristã.”

Se eu for um advogado, um médico, um policial, um comerciante, um professor, um estudante, um filho, um catequista, um aprendiz, um sábio, um ignorante… não importando o que eu seja (até mesmo um carnavalesco), que eu faça de um modo cristão, respeitando o Evangelho, nosso Credo e o Catecismo da Igreja Católica, iluminados pelas Sagradas Escrituras e do Magistério Eclesial, dentro do amor incorruptível.

Encerrando: que as manifestações populares sejam oportunidades de união e confraternização adequadas, nunca eventos pecaminosos ou de pura libertinagem explícita, levando à diversão sadia dentro da cultura dos povos. Isso não é só respeito, ecumenismo, evangelização ou folia, isso é também cidadania!

Repetindo: no Carnaval, se for ao baile, à avenida do samba, ao clube ou até mesmo aos convites mais reservados, “tudo o que eu fizer, que eu faça de maneira cristã”. É assim que blindamos nosso corpo, nossa mente e principalmente nossa alma das investidas de Satanás!

– Somos Atletas da Fé preparados para a Vida Espiritual?

Ouvi na homilia de um domingo passado (Missa celebrada pelo Padre Tarcísio Marques Mesquita) e compartilho, pois achei muito oportuno: uma analogia da nossa caminhada de vida como “atletas da fé”.

Somos lutadores, caminhantes, tendo necessidade de preparo e árduo treino para as noites escuras e dias mais claros, enfrentando as dificuldades do caminho, preparados para vencer – mas também para perder. E eis aqui um problema da sociedade: se cobra uma vida de vitórias, nunca preparando para o que se perde e o que se ganha perdendo.

Taí uma verdade: tanto na vida quanto no esporte, a derrota é inadmissível. Por quê? Claro que aceitar a perda na vida real é muito mais difícil do que perder no jogo; porém, superar a derrota é algo a ser intensamente trabalhado.

Certamente, o querido padre estava iluminado pelo Espírito Santo. Gostei das suas palavras.

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– A Sagrada Eucaristia em tempos de Coronavírus

O Covid-19 (o nome de batismo do novo Coronavírus que tem assustado o mundo) tem provocado debates em todos os setores. Na Índia, por exemplo, uma associação de médicos tentou proibir a distribuição de Eucaristia alegando risco de contágio dessa doença.

Abaixo, extraído de: https://pt.aleteia.org/2020/02/04/coronavirus-medicos-tentam-proibir-distribuicao-da-comunhao/

CORONAVÍRUS: MÉDICOS TENTAM PROIBIR DISTRIBUIÇÃO DA COMUNHÃO

Associação médica alegou risco de transmissão do vírus, mas a Justiça negou o pedido

A Qualified Private Medical Practitioners Association, associação de médicos localizada no sul da Índia, solicitou à Justiça do país que proibisse a distribuição da Comunhão durante as Missas. O argumento era de que a forma de distribuição configuraria risco de transmissão do vírus e colocaria “em perigo a saúde do público em geral”.

O pedido apresentado ao Tribunal ressaltava que, na maioria das igrejas cristãs da Índia, o vinho é distribuído pelos sacerdotes em um único cálice, que passa de boca em boca pelas pessoas que comungam. Segundo a associação, a prática “gera uma possibilidade muito alta de contaminação por saliva”. Além disso, os médicos alertaram que o sacerdote distribui a Eucaristia na língua, ação que permite a contaminação pela saliva e deveria ser restringida, a fim de evitar a transmissão de doenças.

A Justiça, entretanto, negou o pedido dos médicos, alegando que não há nenhum caso em que o recebimento da Sagrada Eucaristia tenha causado a propagação de uma doença, demonstrando que não lhes corresponde interferir na “prática centenária”. O Tribunal assinalou ainda que as denominações cristãs têm “abordagens diferentes para a administração e recepção do Sacramento Sagrado”. No entanto, nunca sua recepção não é obrigatória, sendo que cada fiel deve decidir recebê-la devido a sua “fé absoluta como seguidores do cristianismo”.

Com informações de ACI Digital

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– Dia de São Brás, protetor da Garganta!

Você que usa muita a garganta no dia-a-dia (professores, radialistas e profissionais), hoje é dia de seu padroeiro: São Brás, que, segundo a tradição católica, cuida dos males da garganta.

SÃO BRÁS

O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente foi médico, mas entrou numa crise existencial (não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade). Na sua busca pelo sentido da vida conheceu a Evangelização e viveu por Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo a santidade na sua profissão.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava retirar-se. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus que é amor.

São Brás, rogai por nós!

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– Crer sem participar é saudável para a alma?

A maior parte dos brasileiros tem fé. Alguns frequentam Igrejas; uns se fanatizam, outros vivem a fé de maneira madura e outros ainda a vivem de maneira volátil. Muitos, hoje, declaram que “crêem, mas do seu jeito“.

Os termos “católico não praticante“, “crente participante de várias denominações” ou “religioso com um lado independente de igreja” estão na moda. Na verdade é um fenômeno onde se “acredita em algo sem frequentar ou conhecer uma fé“. Se preferir: “ter certeza de algo sem uma catequese, do seu jeito particular.

O que você pensa sobre “Crer sem participar“, quando se fala de Igrejas versus Fé Pessoal? Para mim, há a necessidade de uma direção espiritual, um templo, um sacerdote para organizar, orientar e otimizar a vivência religiosa, conciliando prática e fé.

Não é algo meio bagunçado “não ter um norte a seguir“?

Compartilho um curioso tema sobre isso, da Folha de São Paulo da última 3a feira, página 2:

UBER DAS IGREJAS

por Hélio Schwartsman

O fenômeno uber chegou também às igrejas. Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostrou que em apenas seis anos mais do que dobrou a fatia dos brasileiros que afirmam não ter uma religião. Eles passaram de 6% em 2010 para 14% na sondagem deste ano.

“Sem religião” é uma categoria capciosa. Ela abarca, além dos óbvios ateus e agnósticos, pessoas que, por diversas razões, não se sentem mais ligadas a nenhuma denominação religiosa, mas não perderam sua fé num Deus pessoal ou mesmo numa “força maior”. Gente que está trocando de igreja também costuma declarar-se sem religião numa fase imediatamente anterior àquela em que abraça o novo credo. A categoria inclui ainda fieis compulsivos, que frequentam tantas igrejas que já nem sabem dizer a qual pertencem.

Eu vejo esse uber eclesial com certa simpatia. Em primeiro lugar, ele indica que há forte liberdade religiosa no país, não apenas no plano jurídico-institucional mas também no das pressões sociais, que são muitas vezes mais severas que as leis. Hoje, já não há estigma importante associado àqueles que mudam de religião ou a abandonam por completo.

Esse troca-troca pode ser um indicativo de que pelo menos parte dos brasileiros está vivendo o seu “believing without belonging” (crer sem pertencer), expressão cunhada pela socióloga Grace Davie para referir-se ao fenômeno que, na Europa Ocidental, acabou resultando no esvaziamento das igrejas com manutenção de algumas das crenças religiosas.

Não é que eu considere o esvaziamento das igrejas um fim em si mesmo. Mas, se ele surge como consequência de um ambiente no qual as pessoas têm mais liberdade para decidir de forma autônoma como viverão suas vidas, não vejo como não aplaudi-lo. A religião é como a poesia, o sexo ou o rock. Pode ser uma fonte perfeitamente legítima de prazer para os apreciadores, mas não deve ser imposta a ninguém.

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– Dia da Conversão de Saulo para São Paulo

Hoje se festeja o feriado de São Paulo, e a cidade comemora com boa parte dos paulistanos indo passear, outros celebrando na própria capital dos paulistas.

Mas leve em conta: hoje também é um dia religioso – o dia da Conversão de Saulo de Tarso, perseguidor de cristãos, que se torna Apóstolo de Jesus sendo batizado como Paulo.

Abaixo, a bela história de São Paulo:

Extraído de: http://www.e-biografias.net/sao_paulo/

CONVERSÃO DE SÃO PAULO

São Paulo, Apóstolo (5-67) foi um escritor do cristianismo primitivo. Treze epístolas do Novo Testamento são atribuídas a ele. Foi o maior propagador do cristianismo depois de Cristo. Antes de se converter ao Cristianismo era conhecido como Saulo e perseguia os discípulos de Jesus nos arredores de Jerusalém, quando teve uma visão de Jesus envolto numa luz incandescente e desde então começou suas pregações do Cristianismo.

São Paulo, Apóstolo (5-67) Nasceu em Tarso na Cilícia, era judeu e cidadão romano. Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão. Quando perseguia os cristãos, a caminho de Damasco, teve uma visão de Jesus envolto em uma luz incandescente que o cegou, durante três dias. Desde então converteu-se e começou a pregar o Cristianismo, viajando pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição.

A conversão de São Paulo é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no “Apóstolo Paulo” por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de “o menor entre os Apóstolos” e ainda, de “indigno de ser chamado Apóstolo”. Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo.

Percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, deve-se a ele que se auto denomina “servo de Cristo”, a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 13 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. São Paulo, Apóstolo, sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67.

Duas festas litúrgicas foram criadas em homenagem a São Paulo. A primeira em 25 de janeiro, foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio a 29 de junho, juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos da Igreja Católica) muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas. A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília.

Depois da Virgem Maria, são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo, juntamente com São João Batista, os santos comemorados mais frequentemente e com maior solenidade no ano litúrgico. Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. Enquanto para São Paulo existe uma certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano de 67, para São Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano de 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, “uma enorme multidão” de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma.

Parece também que a festa do dia 29 de junho tenha sido a cristianização de uma celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Reno, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã, um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma.

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– A Hospitalidade é uma virtude ecumênica, diz o Papa!

Ser gentil é importante. Atencioso e cortês, tão quanto. Mas o Papa Francisco, ontem, durante seu pronunciamento para a Semana da Oração dos Cristãos, abordou um tema: ser hospitaleiro para quem pensa diferente!

Àqueles que pensam como nós, é mais fácil acolher. Mas ter a mesma receptividade com aquele que crê diferente?

Disse o Pontífice:

“Queridos, a hospitalidade é importante; é uma importante virtude ecumênica também. Primeiramente, significa reconhecer que outros cristãos são realmente nossos irmãos e irmãs em Cristo. Nós somos irmãos. Alguém lhe dirá: ‘Mas esse é  protestante, aquele é ortodoxo …’ Sim, mas somos irmãos em Cristo. Não é um ato de generosidade numa só direção, porque quando hospedamos outros cristãos, os acolhemos como um presente que nos é dado. Como os malteses, bons malteses, somos recompensados, porque recebemos o que o Espírito Santo semeou em nossos irmãos e irmãs, e isso se torna um presente para nós também, porque o Espírito Santo semeia suas graças em todos os lugares.  Acolher os cristãos de outra tradição significa, primeiramente, mostrar o amor de Deus por eles, porque eles são filhos de Deus, nossos irmãos, e também significa acolher o que Deus realizou em suas vidas. A hospitalidade ecumênica exige disposição para ouvir os outros, prestando atenção em suas histórias pessoais de fé e na história de sua comunidade, comunidade de fé com outra tradição diferente da nossa.

Perfeito: amar a Deus e ao próximo, independente de quem ele seja, não é somente questão de religião, mas de cidadania.

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– A força do Sacramento da Confissão! Perdoar-se, perdoar por Deus, perdoar ao Próximo e sentir a Graça do perdão!

Em tempos de ódio e de falta de perdão, num mundo tão competitivo, vale questionar: temos nos reconhecidos pecadores? Estamos cientes de quando erramos? E buscamos nos limpar espiritualmente, com o desejo ardente de buscar um dia-a-dia mais pleno, amoroso e ardoroso?

Bem direto: Temos nos confessado ou dado o devido valor à permissão de galgar tal presente dado pelo próprio Cristo?

Muitas vezes, ouvimos o termo Sacramento da Penitência e temos uma imagem sisuda de tal graça que nos é concedida por Deus. Ao contrário: a Igreja Católica nos convida a reconciliar com Deus, consigo e com o próximo, permitindo, através da Confissão, apagar nossas mágoas e faltas, remorsos e erros, ressentimentos e equívocos, buscando a abundância da alegria de uma vida plena.

Claro, deve-se estar arrependido de coração e ter o árduo desejo de não pecar mais. A importância e eficácia deste sacramento são abordados ao longo do CIC (Catecismo da Igreja Católica), mas destaco em particular:

“O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento quando, na tarde de Páscoa, se mostrou aos apóstolos e lhes disse: ‘recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos’ (jo 20, 22-23)”.

Tal preciosidade não pode ser colocada em dúvida, e nem devemos nos questionarmos se fomos “perdoados mesmos“. Creia na Misericórdia, sem vacilar!

Alguém disse (me perdoe a não citação, tenho anotado em meus rascunhos):

“Que direito eu tenho de ainda me sentir culpado, mesmo depois de me reconhecer pecador e buscar a absolvição de Deus que vem pela Igreja, se o Perdão ocorre pelo Sacramento instituído pelo próprio Cristo, que deu sua vida em favor da nossa purificação?”.

Dessa forma, não tenhamos medo de gozar da reconciliação que nos foi dada pelo mesmo Jesus Cristo, Filho do Pai, que morreu por amor a nós e vivo está ressuscitado! O perdão está aí: para nos ajudar a viver em paz; caindo e levantando, mas sempre confiando no Amor que reconstrói (que é o perdão).

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– Maria e o Aborto. O que ela diria?

Sou contra o aborto, tenho minhas convicções e a opinião formada. Claro, respeito quem pensa diferente.

Mas se você pensa como eu – que a vida deve estar acima de tudo e que um inocente não pode ser vitimado sem defesa (ainda mais estando na barriga da mãe) – leia esse pensamento do padre Zezinho, SCJ:

A mãe de Jesus nunca diria ‘Meu Corpo, Minhas Regras’. Ela acreditava em Deus.

Perfeito. O corpo é Templo do Espírito Santo, dado por Deus a nós para fazermos bom uso dele. Nem as mulheres, nem nós, homens, devemos usar o artifício de que podemos fazer o que quisermos dele. Afinal, ele está apenas “emprestado a nós” até o derradeiro dia de nossas vidas, sendo uma “casca” para a nossa alma, no aguardo do corpo glorioso da ressurreição dos mortos!

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– Minutos de Paz

Aquele momento durante o dia em que você “para tudo” e vem rezar.

Missa das 12h na Catedral Nossa Senhora do Desterro – aqui na Matriz da Diocese de Jundiaí, um pedacinho do Céu!

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#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– O Tamanho da Misericórdia Divina

Não sei quem disse, tampouco quando ouvi. Mas sei que é sábio tal dito:

Se é grande a nossa culpa, bem maior é a Misericórdia Divina“.

Ótimo. É isso mesmo: uma mensagem de paz e esperança a um mundo tão descrente e perturbado pelo consumismo e vaidades.

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– De cristão, a pessoa que atacou a sede do “Porta dos Fundos” pelo filme irônico a Jesus Cristo não tem nada.

Eduardo Fauzi Richard Cerquise, procurado pela Polícia pelo atentado contra o grupo humorístico “Porta dos Fundos” (jogou uma bomba na sede da produtora da trupe), gravou um vídeo chamamdo seus integrantes de “bandidos” e “intolerantes“.

Crê-se que o foragido faça parte dos Integralistas, grupo marcante do século passado que se notarizou pelo extremismo ao patriotismo e a defesa de determinados valores. Em certo momento da história, esse movimento foi relacionado ao Nazismo. Entretanto, os Integralistas do Século XXI (eles ainda existem) negam que ele seja um deles.

O certo é: Eduardo não pode ser chamado de “cristão revoltado com o filme ofensivo ao Cristianismo. Afinal, todo católico lembra que Jesus orientou, quando questionado por São Pedro, a perdoar “70 vezes 7” (que simbolicamente significa SEMPRE).

Para o cristão, deve-se “dar a outra face”, ou a “César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. NUNCA revidar, vingar ou maldizer.

Também eu detestei esse inoportuno filme que faz chacota ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, no Estado Democrático que vivemos, nos resta a criticar, boicotar a exibição e opinar. Praticar a violência nos equipara a quem foi violento espiritualmente conosco e nos tira o direito de sermos chamados de “cristãos”.

– Confraternização Universal e Dia da Rainha da Paz

O dia Primeiro de Janeiro é marcado por ser um dia de Confraternizações mundo afora, mesmo àqueles que não seguem o calendário cristão e, em tese, não é Ano Novo.

No tempo litúrgico, esse dia de festejos segue à festa católica da Virgem Maria, mãe de Jesus, sob a invocação de Nossa Senhora Rainha da Paz.

Paz. Simplesmente paz. É o que precisamos nesse ano que se inicia.

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– Feliz Natal

Simplesmente…

BOAS FESTAS. Que a Luz do Cristo nos ilumine e aqueça nossos corações. Que todo dia seja Natal, para que o espírito de solidariedade seja cotidianamente vivido!

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– Venha e viva o Advento!

Venha, Natal.

Estamos preparando nossos corações. E a simplicidade e beleza dos presépios nos ajudam nessa época.

– Anjos Católicos, Protestantes, Judeus, Muçulmanos e Esotéricos

A Revista Isto É de dias atrás trouxe uma interessante matéria: a volta da importância dos anjos no cenário religioso. Não que tinham sido abolidos, mas por muito tempo esquecidos.

Nela, se fala dos anjos no contexto católico, protestante, judaico, islâmico e esotérico, com as diversas classificações de anjos conforme a crença.

Para quem gosta do tema, abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/183375_O+PODER+DOS+ANJOS

O PODER DOS ANJOS

Redescobertos por pessoas de diversos credos, ganham uma face mais humana e se tornam um novo fenômeno de mercado

Por João Loes

O fenômeno envolve gente de todos os credos e religiões, promove uma espécie de sincretismo e produz campeões de vendas. A inglesa Hazel Raven, por exemplo, já vendeu mais de três milhões de exemplares de sua obra “A Bíblia dos Anjos”, em que explora justamente a receita da mistura de várias linhas místicas aos poderes desses ajudantes celestiais. No livro, ela utiliza fontes respeitadas de informação em várias correntes religiosas e místicas e elabora uma espécie de hierarquia dos anjos (leia quadro na pág. 87). Trata também de como eles possuem papel relevante nos ensinamentos e práticas nos mais diversos cultos.

“Como filão na área do misticismo e esoterismo, pouca coisa é tão promissora quanto a retomada dos anjos”, afirma Arlete Genari, gerente editorial da Editora Madras, que lançou três novos títulos do gênero em 2011. “A volta do interesse por eles proporciona uma espécie de remix da angeologia”, diz o historiador Adilson Silva Ramachandra, editor do Grupo Editorial Pensamento-Cultrix, que tem 35 livros sobre o tema em seu catálogo e estuda reeditar alguns dos clássicos que foram sucesso de vendas nos anos 1990, na chamada primeira onda angelical. Por remix entenda-se essa adaptação de diversas áreas ao novo filão dos anjos. Até mesmo adeptos de práticas já consagradas recorrem a eles em busca de renovação e diferenciação em seus mercados. Em São Paulo, por exemplo, há academias de ioga que incorporaram os anjos às suas rotinas de exercícios e meditação. Pela ioga, o anjo pode ser invocado com movimentos que ativam diferentes centros de energia do corpo. “Essencialmente, com a meditação e a ioga que propomos, queremos que as pessoas se tornem anjos”, afirma Ivana Tamagaya, professora da sede nacional da Organização Brahma Kumaris Brasil.

“A beleza dos anjos se mistura a todas as tradições, culturas e religiões”, afirma Doreen Virtue, doutora em psicologia e autora de “Manual da Terapia dos Anjos” (Ed. Madras) e outros três títulos sobre o assunto. Doreen é uma desbravadora desse novo mercado. Em seu site, além dos livros, vende baralhos de tarô angélico – são oito, sempre com 44 cartas, disponíveis a US$ 15,95 (R$ 29) cada –, um aplicativo para celular que, por US$ 6,99 (R$ 13), envia mensagens diárias de anjos a quem o adquire, e até joias com representações consagradas desses seres. A onipresença deles ajuda a alastrar o fenômeno. Na “Bíblia” de Hazel Raven, fazem sucesso as curiosas seções que descrevem a ação dos anjos que podem ser invocados em nosso cotidiano. Ali, por exemplo, encontra-se um suposto “anjo da cozinha”, chamado Isda, que teria o poder de assegurar que os nutrientes dos alimentos sejam plenamente absorvidos pelo corpo ou garantiria o sucesso de uma complicada receita. Há também os “anjos de estacionamento”, que intercederiam na hora de achar uma vaga para parar o carro. Todos eles seriam uma espécie de genérico do mais famoso dos anjos, o da guarda, que passa a assumir responsabilidades estranhamente prosaicas. O livro segue adiante e apresenta, ainda, os cristais que representam cada anjo e ensina como montar um altar e escrever cartas a eles.

Outro fenômeno de nossos tempos, a cabala, lado místico do judaísmo que angaria um número cada vez maior de adeptos, também resolveu temperar sua filosofia com os anjos. O valor numérico da palavra anjo, em hebraico, representa “um canal”. E é nesse sentido que a cabala vê o anjo: uma forma de canalizar a energia positiva. Uma das maneiras de invocar os anjos é pelos 72 nomes de Deus. A pessoa repete os nomes e os anjos ajudam a alcançar o objetivo. Cada um corresponderia a uma intercessão divina: cura, amor, pujança, etc. Yonatan Shani, representante do Kabbalah Centre no Brasil, afirma ter vivido uma experiência angelical quando morava nos Estados Unidos. Certa vez, chegando a um consultório médico, ele viu um homem se aproximar com uma arma. “Primeiro pensei em como fugir, mas vi que não tinha jeito”, diz Shani. Então, ele começou a meditar e a pensar nos 72 nomes de Deus. “O homem chegou a 50 centímetros de mim, com a arma engatilhada e apontada. Parou, olhou no meu olho, colocou a mão no meu ombro e disse: ‘Me desculpa, não sei o que deu em mim.’” O rabino tem certeza de que foi seu anjo da guarda que o salvou.

Os anjos cultuados e invocados nesta Nova Era têm pouco a ver com os relatados nas histórias do Novo Testamento. Aqueles estavam muito distantes e perderam o apelo por se apresentarem em situações identificadas com um tempo que já não existe mais. Mesmo assim, as correntes esotéricas e místicas costumam fazer associações com os tradicionais arcanjos católicos presentes nos afrescos. Na astronomia, Miguel é o Sol e Gabriel a Lua. No terreno dos cristais, o primeiro vira lápis-lazuli e o segundo Danburita. Já na cromoterapia, técnica que utiliza cores na cura das doenças, Miguel é o “raio azul-safira”, recomendado para aumentar a capacidade de comunicação e o desapego dos problemas mundanos, e Gabriel o “raio laranja”, para amenizar o estresse gerado por perdas e medos e estimular a criatividade e o otimismo. Até o hinduísmo entrou na onda – segundo ele, o primeiro representaria o chakra da garganta e o segundo seria o do sacro. Há também os óleos essenciais, as estações do ano… Cada arcanjo tradicional é associado a algum elemento. Basta a pessoa saber qual seu anjo correspondente e adquirir, no mercado esotérico, o produto correto.

Esses seres também estão incorporados ao Reiki, terapia que se baseia na imposição das mãos como forma de se restabelecer o equilíbrio energético. O centro de terapia Rikiangelos, que difunde a prática no mundo, promove cursos regulares, presenciais e a distância sobre o tema. Pelas técnicas ensinadas, a pessoa que faz a imposição das mãos invoca o “Angel Reiki” para guiá-lo aos pontos vulneráveis do corpo do paciente. Mesmo aí os arcanjos bíblicos entram em ação: Rafael, Gabriel, Miguel e Uriel. Há até Reiki de Anjos para crianças. Nesse curso, 20 anjos ajudaram a orientar os pequenos em seu desenvolvimento pessoal.

O resgate dos anjos trouxe à tona personagens que viveram o boom desse mercado nos anos 1990 e depois entraram numa espécie de ostracismo. Mônica Buonfiglio é o caso mais notório. Há cerca de duas décadas criou o Tarô dos Anjos, transformado em livro que vendeu nada menos que 2,5 milhões de cópias. Quando o fenômento esfriou, ela deixou até de dar consultas. Nos últimos meses, voltou a ser procurada. “Agora, faço por dia de três a quatro mapas astrais por meio do tarô que criei”, conta. A astrologia, é claro, também compôs uma tabela com 72 anjos, divididos em 12 signos, sendo seis para cada signo.

A nova era angelical propõe um novo jeito de invocar os anjos. O contato agora está pouco ritualizado e menos regido por regras, como era na década de 1990, quando houve a chamada primeira onda angelical. Muito do que foi produzido sobre o assunto àquela época tinha como objetivo mecanizar a comunicação com esses seres, por meio da repetição de palavras, por exemplo, ou a utilização de velas e incensos para canalizá-los. “Hoje a conversa parte de um mergulho que cada um faz na própria consciência”, diz a especialista Liane Alves. Em seu curso, ela faz reuniões com até sete pessoas, onde há a leitura da obra “Diálogo com os Anjos”, escrita pela húngara Gitta Mallasz durante a Segunda Guerra Mundial, que deve se tornar um documentário dirigido pela atriz francesa Juliette Binoche, uma adepta dos anjos.

Gitta e um grupo de três amigos se refugiaram em uma pequena cidade do interior da Hungria. Enquanto os exércitos de Hitler marchavam pelo país, os quatro jovens começaram a buscar respostas interiores sobre o que tinham a ver com todo aquele horror. Foram 17 meses de retiro, durante os quais Gitta elaborou o conteúdo do livro – usado como uma espécie de guia de perguntas para se estabelecer o diálogo com o anjo. Relançado no Brasil há seis meses, vendeu 4,1 mil exemplares. “Durante esses encontros, as pessoas buscam as passagens que as tocam, que têm a ver com o momento que elas estão vivendo”, diz Liane. Essas pequenas frases servem como uma espécie de caminho para o diálogo com o anjo. Ele pode ocorrer por meio de uma lembrança de infância ou de algo que chama a atenção. O importante, diz Liane, é estar atento para essas mensagens que vêm sob a forma de insights em que a pessoa consegue vislumbrar respostas para os problemas pelos quais está passando. Recebida essa espécie de sinal, o passo seguinte é dar uma resposta por meio de um ato, simbólico ou concreto.

De acordo com os especialistas, os anjos dessa chamada Nova Era são mais humanizados, estão próximos das pessoas e, portanto, mais acessíveis. Os rituais de invocação são mais livres e diversos. “Pouco há em comum com o que se via nas décadas passadas, mas prevalece a necessidade da meditação”, explica Sônia Café, autora do livro “Meditando com os Anjos”. Segundo diversos especialistas ouvidos por ISTOÉ, não existe uma única forma de se estabelecer contato com os anjos. A invocação, segundo eles, pode variar de pessoa para pessoa, de crença para crença, mas há um primeiro passo a ser seguido comum às diversas correntes: a manutenção do silêncio. “A mente precisa estar distante de qualquer pensamento para que a pessoa estabeleça uma sintonia com os anjos, que permita uma clareza de consciência”, diz Sônia.

Assim como a maneira de interpretar e encarar os anjos e a forma de se estabelecer uma conexão com eles muda de tempos em tempos, também são diferentes os motivos que levam as pessoas a buscar esse contato. “A humanidade está mais confusa do que nunca e os anjos são canais de comunicação com o conforto divino”,avalia Mirna Grzich, autora de “Anjos – tudo que você queria saber para entrar em contato agora” (Ed. Leya/Lua de Papel, 2011)livro que vendeu mais de 20 mil exemplares no ano de lançamento. “Hoje vivemos o que os filósofos e os antropólogos vêm chamando de cansaço da razão”, diz o padre Márcio Fabri, doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e professor de moral e ética cristã. Segundo ele, as atuais gerações cresceram sob o domínio dos entusiastas da razão, com a promessa de que o progresso da ciência faria tudo ficar melhor. “O problema é que, apesar de toda a evolução, percebemos que ainda temos que conviver com a doença, a maldade, a privação e o desamor”, afirma Fabri. A nova era de apelo aos anjos, de acordo com o padre, se baseia nessa frustração. “Aqueles que se desencantam com a razão carregam uma vontade quase incontrolável de se reencantar por alguma coisa”, complementa Luiz Alexandre Solano Rossi, doutor em ciências da religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). É nessa busca de explicações e conforto que as pessoas acabam mergulhando no mercado religioso. Nesse sentido, os anjos ganham visibilidade ainda maior, pois são aceitos e cultuados pela maioria das religiões tradicionais, como católica, protestante, judaica e muçulmana, embora nenhuma delas admita oficialmente uma versão mais moderna de seus anjos. “A existência desses seres espirituais não corporais, alguns servidores e mensageiros de Deus e outros de Satanás é uma verdade de fé”, afirma o padre Valdeir dos Santos Goulart, assessor e membro do secretariado-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

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– Os dois Papas da Netflix!

Um alento para quem não quer se entristecer com o desrespeitoso filme do grupo Porta dos Fundos, sobre um Jesus Gay e baladeiro que não quer cumprir sua missão no pesudo-humorístico tão polêmico: a estréia de Dois Papas, uma superprodução da própria Netflix que procura mostrar a grandeza do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI!

Sobre o nefasto filme de humor citado, as observações feitas aqui: https://wp.me/p4RTuC-orf

Sobre a excelente produção religiosa a estrear, abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/11/01/dois-papas-supera-religiao-com-atuacoes-magistrais-de-jonathan-pryce-e-anthony-hopkins-g1-ja-viu.ghtml

‘DOIS PAPAS’ VAI ALÉM DA RELIGIÃO DE JONATHAN PRYCE E ANTHONY HOPKINS; G1 JÁ VIU

Novo filme do brasileiro Fernando Meirelles não foca no debate sobre Igreja ao colocar veteranos em um encontro fictício dos papas Francisco e Bento XVI.

Por Cesar Soto

É difícil errar ao juntar dois dos maiores atores vivos e colocá-los em um grande e longo debate ao interpretar personagens dos mais notáveis. “Dois Papas”, novo filme do diretor Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), é prova disso.

Com duas atuações magistrais de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce (“A esposa”) nos papéis dos papas Bento XVI e Francisco, a produção vai além do tema religioso ou da discussão sobre a Igreja e se transforma em um dos melhores do ano.

Ao cineasta, que consegue um dos melhores filmes de sua carreira, resta o mérito de reconhecer a força de seus protagonistas e se manter quase invisível durante os encontros dos dois, sem exageros ou afetações desnecessárias.

“Dois Papas” estreia na Netflix no dia 20 de dezembro. Exibições em cinemas brasileiros antes disso ainda não foram confirmadas pela empresa.

Mais do que papas, friends

O roteiro de Anthony McCarten (indicado ao Oscar por “A teoria de tudo”) constrói um encontro fictício entre o então cardeal argentino Jorge Bergoglio e o alemão Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, durante uma das maiores crises recentes da Igreja.

Enquanto a dupla, representantes maiores de duas ideologias opostas dentro da instituição, debate seus pontos de vista conflitantes, o filme aproveita para mostrar o passado do futuro papa.

Com o tempo, a discussão sobre a diferença entre mudanças de ideais e fazer concessões deixa apenas a boca dos personagens e se mostra presente em toda a narrativa, entrelaçada entre as cenas do encontro e os flashbacks da vida do argentino.

Lentamente, é possível (e tocante) testemunhar as mudanças que um provoca no outro, e o desfecho do embate pareceria forçado sem a força e a delicadeza das atuações.

Mais do que isso, a mensagem de encontrar semelhanças nas diferenças ao entender de verdade o outro lado soaria piegas e enfadonha.

Um Oscar para Jonathan

Com o alemão, Hopkins ganha o papel mais complexo e interessante, mesmo que Bergoglio apresente a maior jornada durante o filme.

Dominar e mostrar a complexidade de Ratzinger, personagem pouco carismático e sedento pelo poder, sem transformá-lo em um vilão fácil, é algo que poucos conseguiriam.

O que não significa que Pryce tenha participação menor. Além da óbvia semelhança física com Francisco, destacada por todo mundo desde sua atuação em “Game of thrones”, o ator desaparece no personagem.

Às vezes é possível esquecer que não é mesmo o argentino na tela, tamanho o nível de domínio sobre trejeitos e fala (mesmo sendo fácil perceber que suas falas em espanhol tenham sido dubladas por outra pessoa).

É quase inadmissível que o galês nunca tenha sido indicado ao Oscar. “Dois Papas” é a oportunidade da Academia corrigir esse erro histórico.

O argentino Juan Minujín (em seu primeiro trabalho de destaque em Hollywood) mantém o alto nível imposto por Pryce ao representar a juventude de Bergoglio, e a complexidade de sua relação – e passividade – com a sanguinária ditadura argentina.

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– Dia de Santa Luzia, Padroeira dos Olhos…

… e esperança dos deficientes visuais.

Hoje, pela tradição católica, é dia festivo a Santa Luzia, protetora da visãoQue ela possa nos ajudar a ver o Cristo na figura do próximo, enxergar o amor no coração das pessoas para que sejamos a luz que clareia o mundo!

Santa Luzia, rogai por nós.

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– Porta dos Fundos e Jesus (de novo)!

No ano passado, o grupo humorístico Porta dos Fundos fez um filme para a Netflix onde Jesus e os discípulos durante a Santa Ceia (momento da Instituição da Eucaristia) ficam drogados pois Judas coloca narcóticos para eles ficarem dopados e curtir uma noitada. A película, evidentemente, trouxe muita polêmica.

Neste ano, novamente o Porta dos Fundos faz um filme satirizando Jesus: dessa vez, Ele é gay, vai a uma festa surpresa de 30 anos com seu namorado e Maria está pronta para dizer que seu pai é Deus, pois ele pensava que o Criador era seu tio.

Pra quê?

Num país de maioria cristã, é lógico que deveria se existir um cuidado com tais produções de mau gosto. Evidentemente temos liberdade de expressão, mas não parece ser oportunismo e busca de uma parcela anticristã da população tais filmes? Uma ofensa gratuita às pessoas que tem no Cristo seu sagrado sentido de religião, tudo em torno de fama e dinheiro?

Para expressar o que se pensa ou satirizar, há a necessidade de se entender qual o limite de respeito e ofensa ao próximo. Duas opiniões (a minha é a número 1):

1- A de quem contraria, em: https://www.youtube.com/watch?v=xFkPjYZpMJI

2- A de quem defende, em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2019/12/desculpem-meu-aramaico.shtml

Atualizando: a resposta de Fábio Porchat em: https://istoe.com.br/fabio-porchat-responde-criticas-sobre-especial-de-natal-do-porta-dos-fundos/

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– O Dogma de Nossa Senhora da Conceição

Por EVA, o pecado simbolicamente entrou no mundo.

Mas eis que o anjo disse AVE, CHEIA DE GRAÇA (…)! E Deus, pelas suas palavras angelicais, revela que uma virgem, concebida sem pecado, geraria o Salvador!

A Virgem? Maria, a Imaculada Conceição! E é a respeito desse dogma de fé que celebramos hoje: o de que Maria de Nazaré nasceu sem pecado para gerar Jesus Cristo.

Abaixo,

extraído de: https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/dogma-da-imaculada-conceicao-de-maria/

O DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

O Papa Pio IX, no dia 08 de dezembro de 1854, juntamente com 54 cardeais, 43 Arcebispos, 100 Bispos e mais de 50 mil romeiros, que vieram do mundo todo, declarou a Bula “INEFFABILIS DEUS” , que traz o seguinte dogma:

“É de Deus revelada a Doutrina que sustenta que a Virgem, Bem-Aventurada Maria, no primeiro instante de sua conceição (nascimento), por singular Graça e privilégio do Deus Onipotente, em vistas dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, e dessa maneira deve ser crida por todos os fiéis”.

Desde este dia, os Católicos passaram a acreditar que Maria nasceu Imaculada, quer dizer, sem mácula, sem mancha, sem pecado, não tendo herdado o pecado de Adão, como todos os outros herdamos.

O Dogma ainda fala que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua concepção, foi preservada do pecado original. Um privilégio dado por Deus por causa do seu divino Filho.

O dogma aponta para dois pontos importantes:

a) a Virgem Santíssima foi preservada do pecado original desde o princípio de sua concepção;
b) a Virgem Santíssima recebeu este privilégio, apesar de humana, por causa de Jesus Cristo, gerado em seu ventre.

Depois de 3 anos dessa solene proclamação, no dia 11 de agosto de 1858, Nossa Senhora apareceu, milagrosamente, quinze dias em seguida, perto da pequena cidade de Lourdes, na França, a uma menina pobre, de 13 anos de idade, chamada Bernadete.

No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos seguidos, Nossa Senhora lhe respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A palavra concepção vem do latim. Não é o nascimento da criança. Concepção é o momento que o espermatozóide fecunda o óvulo. De bilhões e bilhões de espermatozóides, apenas um fecunda o óvulo. No momento que o espermatozóide entra no óvulo, temos a concepção de um bebê.

Imaculada significa sem mácula, sem pecado, como já vimos.

Conceição significa concepção. Quer dizer que a Concepção de Maria foi sem mancha, sem pecado.

Agora imagine Maria.

O espermatozóide que fecundou o óvulo de Maria foi dado pelo Espírito Santo.
No momento que o espermatozóide divino penetrou no óvulo, Deus perdoou e apagou da vida de Maria todo o pecado, inclusive o original. Deus pode fazer isto, pois para Deus nada é impossível (cf. Lc 1,37; 18,27).

Jesus jamais poderia ter nascido de uma mulher pecadora. Caso contrário, Ele teria, no seu sangue, como por herança, como todos nós temos, o genes espiritual do pecado, aquele que faz com que qualquer ser humano também cometa pecado.

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– Pensamento de Santo Ambrósio em seu Dia!

Vivemos numa era onde o equilíbrio emocional, espiritual, físico e financeiro precisam estar cada vez mais em sinergia. E sinceramente, penso que isto não é bom. Este equilíbrio, honestamente, é necessário, pois verdadeiramente bom seria que simplesmente vivêssemos em paz. Mas como hoje é dia de Santo Ambrósio, um santo alemão do século 3, compartilho uma reflexão maravilhosa do mesmo e que se faz necessária neste mundo tão ferido dos dias de hoje, onde o conforto das pessoas, às vezes, se baseia na vingança; onde alardeia-se o sucesso às custas do insucesso profissional de outros; ou, ainda, que neste mundo capitalista tão competitivo, nem todos têm espaço. Tudo isso pode ser verdade, mas não deveria.

Assim, lembremo-nos do pensamento ambrosiano:

Ninguém cura a si mesmo ferindo os outros”.

O amor, a oportunidade e a presteza podem ter lugar num mundo cada vez mais vazio e contraditoriamente repleto de anseios.

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– Esperança!

Se você participou da Missa hoje (eu fui bem cedinho), pode ouvir uma maravilhosa palavra de Esperança!

A liturgia deste 1o sábado do Advento trouxe essa mensagem de ânimo a todos nós. Abaixo:

PRIMEIRA LEITURA Is 30,19-21.23-26
Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, não terás motivo algum para chorar: ele se comoverá à voz do teu clamor; logo que te ouvir, ele atenderá.
O Senhor decerto dará a todos o pão da angústia e a água da aflição, não se apartará mais de ti o teu mestre; teus olhos poderão vê-lo e teus ouvidos poderão ouvir a palavra de aviso atrás de ti: “o caminho é este para todos, segui por ele”, sem desviar-vos à direita ou à esquerda.
Ele te dará chuva para a semente que tiveres semeado na terra, e o fruto da terra será abundante e rico; nesse dia, o teu rebanho pastará em vastas pastagens, teus bois e os animais que lavram a terra comerão forragem salgada, limpa com pá e peneira.
Haverá em toda montanha alta e em toda colina elevada arroios de água corrente, num dia em que muitos serão mortos com o desabamento de seus torreões.
A lua brilhará como a luz do sol e o sol brilhará sete vezes mais, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor curar a ferida de seu povo e fizer sarar a lesão de sua chaga.
(- Palavra do Senhor: Graças a Deus).

SALMO 146
Felizes são aqueles que esperam no Senhor! (Refrão)
Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! O Senhor reconstruiu Jerusalém, e os dispersos de Israel juntou de novo;
Ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número de todas as estrelas e chama a cada uma por seu nome.
É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são ímpios.

EVANGELHO Mt 9,35–10,1.6-8
Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.
Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Enviou-os com as seguintes recomendações: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”
(— Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor).

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– Festa de São Francisco Xavier

Hoje a Igreja celebra o dia do Gigante das Missões: São Francisco Xavier, jesuíta que sonhou evangelizar na China e que converteu 30 mil pessoas!

Veja que bela história:

Extraído de http://www.ecclesiae.com.br/santos-catolicos/dezembro/sao-francisco-xavier-03-dez.html

DIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER

São Francisco Xavier nasceu no castelo de Xavier na Espanha em 1506. Em 1534, no dia da Assunção, Francisco Xavier, juntamente com Inácio de Loyola, que conheceu na Universidade de Paris onde estudou, e outros cinco companheiros se consagraram a Deus, fazendo voto de pobreza e colocando-se à disposição do Papa.

Foi ordenado presbítero na Igreja Montmartre em Veneza e foi um dos sete primeiros religiosos com os quais Santo Ignácio fundou a Companhia de Jesus ou Comunidade de Padres Jesuítas.

Foi nomeado pelo Papa Pio X Patrono de todos os missionários porque foi, sem dúvida, um dos maiores missionários que existiram, sendo chamado “gigante da história das missões”.

Aos 35 anos iniciou sua vida missionária nas colônias portuguesas nas Índias. Neste momento, teve início seu grande feito: São Francisco Xavier teve uma intensa atividade missionária que abrangeu uma área tão vasta que seria excepcional mesmo nos dias de hoje. Percorreu a Índia e diversas ilhas durante 4 anos. Após este período, embarcou para o Japão, mas seu grande desejo era poder ser missionário na China.

Como estava proibida a entrada aos brancos da Europa, foi para Singapura e depois conseguiu que o capitão de um navio o levasse para a ilha deserta de San Chao a 100 quilômetros de Hong-Kong, onde ficou gravemente enfermo e morreu em 3 de dezembro de 1552, aos 46 anos de idade. Em 11 anos de missionário, administrou o batismo a mais de trinta mil convertidos.

Anos mais tarde, seus companheiros da congregação quiseram levar seus restos a Goa, que foi o centro de onde sua atividade missionária se irradiou e encontraram seu corpo incorrupto, conservando-se assim até nossos dias. São Francisco Xavier foi declarado santo pelo Sumo Pontífice em 1622 junto com a Santa Teresa, Santo Ignácio, São Felipe e São Isidro.

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– Estamos no Tempo do Advento. Como está sua relação com Deus?

Estamos no Tempo do Advento, que significa: “espera por aquele que há de vir”!

É uma espécie de “ano novo litúrgico” para os católicos, tempo de aguardar o Natal do Senhor Jesus. Época de esperança, de fé, de conversão.

Há 1600 anos aproximadamente, num primeiro domingo do advento como esse, um jovem chamado Agostinho, após ouvir a leitura de Romanos 13, 11-14, convertia-se. E desregrado cidadão passa a ser um grande santo, doutor da Igreja: Santo Agostinho!

A Leitura é essa (Carta de São Paulo aos Romanos):

“Irmãos: Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. Procedamos honestamente, como em pleno dia; nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.”

E nós, estamos prontos para a conversão nesse belo tempo litúrgico?

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– Carta de Einstein duvidando de Deus é leiolada por mais de R$ 8 milhões!

Há 1 ano…

O fantástico cientista Albert Einstein era judeu, mas duvidava da própria fé e da predileção pelos seus irmãos de crença.

Nesta semana, foi leiloada uma carta onde com duras palavras ele questiona a existência de Deus e a própria escolha do povo de Israel como “escolhido”.

Abaixo, extraído de: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/12/carta-de-einstein-sobre-deus-e-leiloada-por-tres-milhoes-de-dolares.html

CARTA DE EINSTEIN SOBRE DEUS É LEILOADA POR 3 MILHÕES DE DÓLARES 

No documento, o físico também questiona o judaísmo, sua própria religião

Albert Einstein, além de gênio da física e vencedor do Prêmio Nobel, também gostava de escrever cartas. Não é à toa que, quando uma delas é revelada ao público, tem grandes chances de ser leiloada. Com a famosa “Carta de Deus” não foi diferente: o manuscrito em que o cientista questiona a existência da entidade divina foi leiloado na última terça-feira (4) por US$ 2,89 milhões (algo em torno de R$ 8,1 milhões).

De acordo com a casa de leilões Christie’s, em Nova York, o valor arrecadado pela venda do item superou quase o dobro do valor que era esperado. Inicialmente a estimativa era receber em torno de US$ 1,5 milhão (ou cerca de R$ 5,8 milhões) pelo artigo.

“A palavra Deus é para mim nada mais do que a expressão e o produto das fraquezas humanas, a Bíblia é uma coleção de lendas honrosas, mas ainda primitivas que são, no entanto, bastante infantis”, diz o físico, que era judeu, em um dos trechos do documento.

A carta foi escrita ao filósofo Eric Gutkind em resposta ao livro Choose Life: The Biblical Call to Revolt (ou “Escolha a Vida: o chamado bíblico para a rebelião”, em tradução livre). Anteriormente, ela foi oferecida em leilão em 2008 e comprada por um colecionador privado por US$ 404 mil, segundo a empresa Christie’s.

Entre os trechos do manuscrito, Einstein ressalta também que o judaísmo não é superior a outras religiões e que os judeus não são o povo escolhido. “Para mim, a religião judaica é como todas as outras religiões, uma encarnação da superstição primitiva.”

“O povo judeu, ao qual eu pertenço com muito gosto, e em cuja mentalidade me sinto profundamente ancorado, até para mim não tem nenhum tipo de dignidade diferente de outros povos. Na minha experiência, eles não são de fato melhores do que outros grupos humanos.”

O criador da teoria da relatividade escreveu dezenas de cartas durante a sua vida. Outros artigos do cientista arrecadaram grandes valores em leilões passados, mas a “Carta de Deus” bateu o recorde. Antes, o maior valor tinha sido atribuído em 2002 a uma mensagem do cientista ao presidente Franklin Roosevelt, na qual alertava sobre os perigos de construções de bombas poderosas, arrematada por US$ 2,1 milhões.

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– Dia de Nossa Senhora das Graças

Hoje, dia 27, se comemora uma das mais belas invocações marianas: a de Maria, Nossa Senhora das Graças.

Já fez sua oração hoje?

ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo- nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos.  

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Amém.

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– E quando morrermos, se formos para o Céu, como será a relação com aquele (a) que nos demos em Matrimônio?

Dias atrás o Evangelho repercutiu a pergunta de uma pessoa a Jesus sobre uma mulher, que casada com mais de um marido por viuvez, de qual forma seria a relação conjugal no Céu.

E aí? Quem seria o marido dela?

Jesus fala sobre o corpo glorioso, de ser como os anjos, da comunhão dos santos, entre outras explicações. Mas gostei bastante da explicação do Professor Felipe Aquino, que compartilho abaixo, bem didática.

Aqui em: https://www.facebook.com/PFelipeAquino/videos/437491477170648/?sfnsn=scwspmo&d=n&vh=e

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– Festa de Cristo Rei e Dia dos Leigos!

O leigo é aquele voluntário, abnegado, servidor, que trabalha por amor a Deus e ao Próximo pela Igreja. E nesse domingo, que a liturgia celebra a Festa de Cristo Rei do Universo, é também o Dia do Leigo.

Veja uma bela mensagem de Dom Frei Severino Clasen, 
Bispo de Caçador/SC, em uma oportunidade de anos atrás, na época presidente da Comissão Episcopal para o Laicato. Perfeita para hoje:

MENSAGEM PARA O DIA NACIONAL DOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS

Saúdo todos os leigos e leigas do Brasil pelo seu dia na festa de Cristo Rei!

Viva Cristo Rei!

Todas as criaturas necessitam de um ambiente saudável para nascer, crescer e viver em paz. É preciso construir a casa para que se possa viver com dignidade como pessoa humana, desde o momento em que tem início a existência, pois, já carrega a imagem de Cristo.

Jesus Cristo é proclamado Rei do Universo no último domingo litúrgico do ano. Ele tem um Reino para nós. Pela graça do Batismo, somos filiados à Igreja.  Como mãe, a Igreja oferece as condições espirituais e humanas para que a vida seja de fato vista como dom e riqueza imensurável. Portanto, cada criatura humana carrega dentro de si o grande sinal de Deus Uno e Trino. A festa de Cristo Rei é para todos os batizados. Lembramos nesse dia especialmente os leigos e leigas.

A Comissão Episcopal de Pastoral para o Laicato, ao saudar os leigos e leigas, convoca-os para trabalhar na messe do Senhor e construir o Reino de paz e de justiça. O nosso espaço, o lugar onde vivemos, deve se tornar um sinal do Reino definitivo anunciado por Jesus Cristo. Por isso, são chamados para contribuir na evangelização. Saudamos e cumprimentamos os milhões de leigos e leigas que se dedicam à evangelização; são infinitamente a maioria absoluta que anunciam o Cristo Rei através da catequese, da liturgia, da coordenação de grupos, das pastorais, dos movimentos, associações, novas comunidades, CEBs, dos conselhos de leigos e da presença nos diferentes espaços da sociedade como na cultura, na economia, no mundo do trabalho,  nas artes, na família, na política, na vida profissional, na educação, nos meios de comunicação,  dentre outros.  Reconhecemos que a maioria dos agentes de evangelização são as mulheres.

O trabalho humilde, simples, cotidiano, constante, sereno, fecundo das mulheres é a beleza gigantesca no anúncio do Reino de Deus. Que os homens também se sintam participantes nessa tarefa divina e santa, pois temos tantos homens espalhados pelo mundo afora se dedicando no anúncio do Evangelho e sua justiça. Que na festa de Cristo Rei, dia do leigo, saibamos valorizar todos os que são partícipes da gloriosa vinda de Cristo e com Ele, possamos construir o Reino definitivo.

No ano de 2014, teremos muitas oportunidades para aprofundar a reflexão sobre a missão e o ministério dos leigos. Está na hora de somarmos forças para equilibrar as relações no mundo todo, que nenhum filho de Deus, passe fome, se perca no crime e seja recolhido em prisões, mas que tenha saúde, educação, espaço para o lazer, trabalho digno, moradia; esse é o Reino que ainda deve ser construído, e a força do Evangelho nos proporciona e nos condiciona para tanto. Como afirma do Documento de Aparecida os leigos e leigas são chamados a ser construtores do Reino.  É uma questão de decisão, de participação e de iniciativa criativa e inspirada pela força de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Que a fé, aumentada e professada neste Ano da Fé, seja a força motora em cada cristão para ser instrumento de paz em toda parte.

Que o modelo de vida de família, testemunhada por Jesus, Maria e José, encoraje os leigos e leigas para serem discípulos missionários do Reino de Deus.

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Aliás, veja que maravilha nossas crianças ensaiando para a Missa do Cristo-Rei: https://www.youtube.com/watch?v=rcs7BVmB7XM

– O Papa e a mensagem sobre a urgente “Santidade”

Gostei demais da mensagem do Papa Francisco, que tuitou durante sua viagem apostólica a respeito da busca da vida eterna.

Escreveu o Pontífice:

“O Reino dos Céus é a nossa meta comum; uma meta que não pode ser só para amanhã, mas imploramo-la e começamos a vivê-la hoje.”

O Céu deve ser o fim que buscamos, pois nele estaremos na eternidade em comunhão com Cristo. Sendo assim, nossa vida terrena é um tempo de preparação, e durante essa passagem, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (o mandamento do Amor, deixado por Jesus) é o caminho para sermos santos diariamente.

Desde já, almejemos essa meta (de chegarmos ao Céu) não isolados, mas em comunidade.

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– Viva Santa Cecília, Padroeira dos Músicos!

A todos os músicos (assim como “eu”), hoje é um dia de alegria. É dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos!

A seguir, a belísisma história da nossa intercessora:

http://www.ordemdesantacecilia.org/historia_de_santa_cecilia_2.html

Ops: Acho que exagerei quando disse que era músico. Esposo de instrumentista também entra na categoria? Sou afinadinho…

Abaixo, o hino de Santa Cecília:

http://www.ordemdesantacecilia.org/hino_de_santa_cecilia.html

Ops2: Tudo bem, até minha filhinha toca melhor do que eu. Não sei nem bater palmas…

Agora, a Oração de Santa Cecília:

http://www.ordemdesantacecilia.org/oracao_a_santa_cecilia.html

Ops3: Músico ou não, o que vale é a fé em Santa Cecília!

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– O Bispo e o Monge: sobre o exemplo de Respeito do Papa na Tailândia.

Espetacular para que entendamos o que é tolerância: na visita que Francisco está fazendo em Bangcoc, o Pontífice visitou um hospital católico e se reuniu com o líder máximo do Budismo local.

Respeitando a cultura de lá e aberto ao Ecumenismo e a Convivência Pacífica, o Papa e o Monge defenderam o direito à crença, a pacificação das nações em conflito e a luta contra a exploração sexual infantil.

Aliás, ao ver a foto dos dois religiosos no templo de Buda, imagino: o quão era possível imaginar autoridades de religiões tão diferentes, unidas por um único propósito: a PAZ?

Sensacional.

Papa Francisco e Patriarca Budista Supremo da Tailândia no templo de Wat Ratchabophit, em Bangcoc, nesta 5a (21) — Foto: Mídia Vaticana / AFP (extraído de Globo.com)

– Escola sem Partido, sem Religião e sem Apologia a Gênero

O respeito à fé, às convicções políticas e à sexualidade deve ser sempre preservado. Muitas vezes nos deparamos com assuntos polêmicos, que podem fazer proselitismo ou determinar preconceito contra uma crença religiosa (ou descrença).

Nos dias atuais, o radicalismo a favor ou contra alguma religião, partido político ou causas sociais (como LGBTQ+) acaba entrando no noticiário por seus manifestantes e defensores – em algumas ocasiões, de maneira ofensiva.

Procurar a neutralidade e preservar o direito ao exercício da cidadania (sem fazer apologia ou repulsa) é fundamental. E, apesar de muitas críticas que se possa fazer em alguns setores do Governo, ao ler sobre a criação de um canal de denúncias para que se tenha a possibilidade de reclamar de conteúdos inapropriados (que critiquem a fé desde o cristianismo até as de raízes africanas; de promoção de campanha partidária / política de Esquerda ou Direita; ou ainda de erotização precoce ao invés de educação sexual) penso ser uma acerto muito grande!

A questão não é censurar (censura nunca deve ser feita), mas a necessidade de mostrar a pluralidade de ideias e manifestações (não de um lado apenas, para que não seja um ensino doutrinário) é indiscutível.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/damares-anuncia-canal-de-denuncias-para-questoes-contra-moral-religiao-e-etica-nas-escolas.shtml

DAMARES ANUNCIA CANAL DE DENÚNCIAS PARA QUESTÕES CONTRA MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA NAS ESCOLAS

Segundo a ministra, canal está sendo formatado em parceria com o MEC e será anunciado em breve

A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) disse nesta terça-feira (19) que um canal de denúncias está sendo formatado em parceria com o MEC (Ministério da educação) para receber queixas de conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas.

“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, fazendo referência a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário.

“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida.”

Segundo Damares, o canal será anunciado em breve e será conduzido pelo Ministério da Educação. Questionada sobre o papel da sua pasta, ela disse que será o de conversar com as famílias, sem entrar em detalhes de como isso será feito.

Ela também não explicou em que formato funcionará o canal —se pela internet, via telefone ou outra forma— e não citou previsão para a implementação, mas disse que deve ocorrer ainda este ano. O MEC não retornou o contato da reportagem para comentar sobre o tema.

A ministra havia falado sobre o canal de denúncias na segunda-feira, ao compartilhar, no Twitter, uma reportagem do site Metrópoles sobre o caso de um professor de Brasília que teria ensinado sobre sexo anal e oral a alunos do sexto ano e pedido uma redação a respeito do tema.

“Tudo o que nós queremos: bom senso. Foi um episódio de um educador, esse rapaz pode estar doente, perturbado, não está bem orientado, foi um episódio isolado. O que nós queremos é que episódios como esse não aconteçam mais”, disse em Belo Horizonte.

Segundo Damares, o objetivo é trabalhar uma parceria entre escola e família, onde cada um esteja ciente de seu “dever e papel”. Ela garantiu que o objetivo não é punir educadores e que não será instaurada “uma guerra contra a escola”.

“Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vai proibir falar desses temas, obedecendo o material didático certo, a idade certa e a forma certa de falar”, explicou.

A ministra defendeu que é importante falar de educação sexual nas escolas para “empoderar a criança”.

Damares citou sua própria história de abuso, ocorrida quando tinha 6 anos. Ela conta que não sabia que poderia denunciar o que aconteceu e que, se tivesse sido orientada, estaria empoderada para se proteger.

Em setembro, o ministro da educação, Abraham Weintraub, enviou ofício para as secretarias de educação do país com orientações sobre respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias em sala de aula. Temas que remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido.

Na época, Weintraub disse que colocaria os canais de comunicação do MEC à disposição para receber denúncias de casos que fossem considerados extremos.

Em Belo Horizonte, Damares também disse que não estava previsto, mas que irá sugerir que o canal de denúncias seja incluído no Pacto pela Infância —pacto de programas sociais— articulado com outros ministérios.

Ela antecipou outro programa do governo que será anunciado nos próximos dias. O “Creche para todos”, diz ela, tem como meta colocar em dois anos todas as crianças do país, na faixa de 0 a 4 anos, em creches. Os detalhes também serão tratados pelo MEC.

A agenda da ministra na capital mineira incluiu participação em audiências públicas e o recebimento do título de cidadã honorária do estado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Respondendo à pergunta se irá para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, Damares disse que não foi convidada ainda e que irá pensar.

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– O amor “sentimento” à frente do desejo “da carne”?

O que pensam os casais que optam por terem o relacionamento sexual após o casamento?

Sobre “Namoro de Corte”,

Extraído de: https://is.gd/3QCjVq

COMO NOSSOS AVÓS

Quem são e o que pensam os jovens adeptos do “namoro de corte”, em que o primeiro beijo é dado depois do casamento

Por Camila Brandalise

Aos 22 anos, a professora Samila Souza Rodrigues namora há dois e está de casamento marcado para janeiro de 2018. Subir ao altar com o noivo, Roney Reis de Andrade, 23 anos, significará mais do que a celebração de uma nova vida. É quando vai acontecer o primeiro beijo do casal. Isso mesmo, primeiro beijo.

Para além de movimentos como “Eu Escolhi Esperar”, em que casais decidem ter relações sexuais apenas depois de se casarem, e na contramão das reivindicações dos jovens por mais liberdade quando o assunto é sexo, há pessoas que decidem começar um relacionamento e namorar nos moldes de antigamente: sem beijo, sem contato físico, sempre com alguém por perto.

É o chamado “namoro de corte”. “Quem vê de fora pensa que é loucura, mas não, é uma decisão bem consciente. Claro que tenho desejo, mas quero fazer tudo dentro da aliança do casamento, no tempo certo”, afirma Roney.

REDUÇÃO DE “DANOS”

A ideia de “namoro de corte” está totalmente atrelada à religião. Entre os casais que aderem à prática, pelo menos uma das duas pessoas faz parte de alguma igreja em que se discute sobre a importância de se relacionar mais intimamente só depois de firmado o compromisso do matrimônio. Pode parecer pouca gente, mas há um grande número de comunidades on-line dedicadas a tratar apenas desse assunto.

Os defensores explicam o que é, discutem o que vale e o que não vale dentro da “corte” e trocam experiências. O consultor de marketing Rodrigo Santos Rodrigues de Andrade, 25 anos, é dono de um dos grupos nas redes sociais que tratam do assunto, ele próprio adepto dessa modalidade de namoro. “Antes de saber o que era, já tinha decidido que era o que eu queria. Como não tem contato físico, é livre de depravações”, diz Rodrigo. “Comecei a conversar com minha atual namorada em fevereiro sobre a possibilidade de nos relacionarmos. Tiramos um período para oração, para ter certeza se era o que queríamos e, em abril, oficializamos nossa ‘corte’.”

Segundo os casais, não há garantia do sucesso do relacionamento, ainda que os riscos sejam menores. No site Eu Escolhi Esperar, que integra um movimento nacional, há depoimentos como o da advogada e cristã Kamila Carvalho Borges: “A corte também não é uma garantia que o romance dará certo, mas que se não acontecer da maneira esperada, os ‘danos’ serão menores, e em alguns casos, inexistentes”, afirma ela, que é casada com o cantor e compositor Lincoln Borges, membro da Missão Cristo Vive, de Vitória (ES). “Não significa reprimir desejos. Apenas esperar o momento certo. Posso dizer isso pela minha vida e por tudo que tenho desfrutado que está sendo uma experiência preciosa”, afirma Roney.

Inspiração nas escrituras

A maioria dos jovens pratica o namoro de corte por motivação religiosa, citando os versículos bíblicos de Tessalonicenses 4:3-4

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual”

“Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa”.

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TEMPO CERTO Samila e Roney, noivos que nunca se beijaram: “experiência preciosa” (Crédito: GABRIEL REIS)

– Santo Alberto Magno e a Reflexão Dominicana.

Hoje a Igreja Católica celebra a memória de um santo que tinha propósito aos quais todos nós deveríamos ter atualmente: o da doçura e amabilidade aos desígnios do Pai!

Da ordem Dominicana, estudou Ciências Naturais, Mecânica, Engenharia, Meteorologia e Agricultura. Como professor, lecionava com o objetivo de compartilhar tudo o que sabia, a fim de que o próximo – que na maioria da vezes era seu próprio aluno – aprendesse coisas de assuntos diversos e as usasse de maneira cristã.

Devoto da Virgem Maria, pregava que o coração de cada um deveria estar aberto à vontade de Deus, assim como Nossa Senhora agiu em vida – sempre solícita aos desejos divinos.

É dele a frase:

Minha intenção é única: a de disseminar a Ciência de Deus!

Santo Alberto Magno nasceu na Alemanha, estudou em Padova (Itália) e Paris (França); foi bispo da Diocese de Ratisbona, marcada por guerras e disputas paroquiais. Lá, pacificou as comunidades com sua sabedoria e mansidão.

Fica a reflexão: deixamo-nos permanecer com o coração aberto para que saibamos qual a vontade do Senhor em nossa vida e assim possamos, a exemplo de Alberto Magno, partilhar conhecimento e caridade?

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Foto-arte extraída de: https://www.acidigital.com/noticias/hoje-e-celebrado-santo-alberto-magno-o-grande-doutor-por-um-acordo-com-a-virgem-66711

– A perseguição dos cristãos na Síria e as condolências do Papa

O Papa Francisco esteve em oração pelos que são perseguidos pela intolerância religiosa, em especial os cristãos que vivem na Síria e que são mortos cruelmente. Por exemplo, a morte de um padre nesta semana. Tuitou o pontífice:

Estou próximo à comunidade armeno-católica de Kamichlié, na Síria, reunida para as exéquias do seu pároco, o sacerdote Joseph Bedoyan, assassinado ontem com o seu pai. Rezo por eles, pelos seus familiares e por todos os cristãos na Síria.

Aqui uma grande preocupação: pouco se fala das mortes promovidas pelo ISIS ou outros grupos terroristas contra específicos grupos religiosos. Por quê?

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(foto de um atentado do Estado Islâmico contra católicos anos atrás, na Síria).