– Marcos Assunção dispensado. Certo ou errado?

O Palmeiras não aceitou o valor pedido de renovação do atleta Marcos Assunção. Supostamente ele recebia 250 mil reais, pediu 400 e a contra-oferta chegou a 300.

Por essa diferença, o Palmeiras liberou o atleta para negociar com outras equipes.

Certo ou errado?

Assunção foi determinante ao Palmeiras; muitos gols saíram de suas cobranças de faltas. Outros reclamam que como volante, é um jogador normal que marca mal os adversários e está em fim de carreira.

E aí: o Palmeiras acertou ou não?

Marcos_Assunção(1).jpg

– Valdívia e o Profissionalismo

Férias!

É para fazer o que bem entender ou não é bem assim? Não precisa dar satisfação a ninguém?

Para muitas pessoas, tal afirmação é verdadeira. Mas… e para outras?

Valdívia, jogador de futebol que se contundiu por diversas vezes no Palmeiras e não estava jogando devido a sua lesão, até pouco tempo estava se tratando com os médicos do Palmeiras. Mas declarou que durante as férias, o período é “para descanso”.

Será que em todas as atividades profissionais é possível desligar-se do serviço e desregrar-se por completo?

Um jogador profissional tem direito de permanecer 30 dias na praia, comer churrasco todo esse período e voltar bem mais gordo e sem condicionamento para o trabalho?

Talvez, direito tenha. Mas apesar de permitido, é devido?

E você: concorda com o Valdívia? Férias são férias e não há compromisso com a atividade profissional nesse descanso (e nem os cuidados necessários para a sua volta ao trabalho)?

Deixe seu comentário:

imgres.jpg

– Exigências Discutíveis

A média de público do Campeonato Brasileiro de 2012 beirou 13.000 pagantes. Curiosamente, a Federação Paulista de Futebol exige que estádios onde se realizarão os jogos do seu Campeonato Estadual possuam no mínimo 15.000 lugares (exceto os dos clubes fundadores, cuja capacidade é liberada).

Fica a pergunta: para que tal exigência? Por conforto, pelo fato do excesso de procura de ingressos esperada, ou por qualquer outro motivo?

Uma discussão interessante: se o estádio tem lotação de 12.000 ingressos, o clube não pode mandar o jogo na sua própria casa. Monte Azul Paulista, por exemplo, disputou quase toda a série A1 em Ribeirão Preto. Isso seria correto? Ou a condição de capacidade mínima é indevida?

Sou a favor de que se venda com antecedência os ingressos (pela Internet, por bilheterias, seja lá qualquer forma) até a capacidade do estádio, e que o clube mandante realmente jogue em seus domínios, pois, cá entre nós, qualquer outro local que não seja a própria cidade do time pequeno, vira inversão de mando quando se joga contra os grandes.

Para mim, o problema é a qualidade de segurança e conforto dos estádios, não a capacidade de contingente. E para você?

imgres.jpg

– A Copa São Paulo não serve mais para revelar Árbitros…

Se a discussão da capacidade da Copa SP de Futebol Jr em revelar jogadores é grande, devido ao seu atual caráter mercantilista, o que dizer em revelar árbitros?

Fico bem a vontade para escrever sobre a Copinha, pois, das 44 edições, apitei mais de 1/3 delas.

Para os árbitros iniciantes, a competição era a oportunidade do debute em TV, de se tornar conhecido aos outros colegas e de mostrar serviço à Comissão de Árbitros. Quatro ou cinco anos depois, aquele árbitro outrora iniciante se torna árbitro a candidato à final da Competição, pela experiência adquirida e por provavelmente ter chegado à divisão profissional. E é dessa forma que se molda um árbitro.

Que sentido teria a competição para os dirigentes do apito senão o de formar árbitros?

Em determinado momento, e passei por essa transição na minha carreira, a competição passou a ser um torneio onde os árbitros da série A2 e A3 ganhavam ritmo de jogo, já que os da A1 estavam treinando na Pré-Temporada e se preparavam mais adequadamente do que os demais.

Nos últimos anos, e minha derradeira etapa também vivenciou essa fase, a Copinha serviu para treinar os árbitros das divisões profissionais, limitando o espaço de um maior número de árbitros jovens.

Faça a análise: nas rodadas 1 e 2 teremos como árbitros: Leandro Bizzio Marinho, Regildênia de Holanda Moura (FIFA), Leonardo Ferreira Lima, Márcio Henrique de Góis, Thiago Luís Scarascati, Thiago Duarte Peixoto, Robério Pereira Pires, Maurício Antonio Fioretti, Eleandro Pedro da Silva, Marcelo Pietro Alfieri, Marco Antonio de Oliveira Sá, Flávio Rodrigues de Souza, Márcio Roberto Soares, José Cláudio Rocha Filho, Fábio Volpato, Luiz Vanderlei Martinucho, Aurélio Sant’Anna Martins, Edson Reis Pavani, Luiz Carlos Ramos Júnior, Jorge Torres, entre outros. Como bandeiras, teremos: Maria Elisa Correia Barbosa (FIFA), Osny Antonio da Silveira, Carlos Funari, Alberto Poletto Masseira, Cláudio Roberto da Costa, Marco Antonio Barbosa da Silva, Daniel Luís Marques, Daniel Paulo Ziolli, Danilo Ricardo Simon, além de mais nomes.

Há gente que apita a série A1 há um bom tempo (incluindo oficiais da FIFA), mesclados com árbitros com mais de 15 anos de carreira, terminando sua vida útil pelos critérios da FPF. Isso é revelar?

Muitos árbitros e bandeiras renomados estão escalados duas vezes seguidas na competição. Como é que fica o jovem que quer uma oportunidade e vê seu espaço ocupado por gente que não precisa do mesmo?

Sim, reafirmo: gente que não precisa, pois a pré-temporada dos árbitros começa bem depois das rodadas iniciais da Copa SP – então, não vale dizer que os juízes estão apitando a competição para treinar o que aprenderam reclusos para ver se dará certo no Paulistão. Tampouco o árbitro extremamente rodado, com anos de casa e conhecido no meio, em apitar jogos na fase final de carreira. O que agrega a eles?

Que saudade do tempo em que a competição começava e terminava com árbitros iniciantes. E aquele que conseguisse chegar a final, fatalmente apitaria pelo menos um jogo na série A1.

Hoje, os critérios foram para o ralo do vestiário. Lamentavelmente, a formação dos árbitros fica extremamente prejudicada.

imgres.jpg

– Muricy Critica Robinho que é Criticado pelos Lúcidos

Robinho quer voltar ao Santos, diz que está triste no Milan e tem saudade do Brasil. Lá, se tornou um jogador comum. Não “pedala” e não faz nada de excepcional.

Porém, quer 1,1 milhão de reais por mês como salário!

Ora, não parece uma afronta pedir tal renda? Se quer tanto voltar, aceite a média salarial compatível com a realidade brasileira. Poucos jogadores no futebol mundial mereceriam tal remuneração (se comparando com o mundo futebolístico, pois é claro que os valores estão longe do dia-a-dia do cidadão comum).

O atleta é acima de tudo profissional. Suas declarações me parecem muito mais estratégia de exercer pressão sobre a diretoria santista do que jogador apaixonado. Não tenho dúvida de que qualquer outro clube que chegar com a irresponsável quantia, leva!

A ironia: Muricy Ramalho diz que Robinho deveria pedir menos, pois o salário que quer é alto. Respeitosamente… mas Muricy ganha pouco?

Respeito os salários de cada um e nem gosto de comentá-los. Mas estamos hiper-valorizando os boleiros.

imgres.jpg

– Felipão e o Prêmio Máximo da FIFA a um Treinador

Na próxima 2a feira, a FIFA escolherá os melhores de 2012. E na categoria Treinador de Futebol, concorrem: Pepe Guardiola (ex-Barcelona), José Mourinho (Real Madrid) e Vicente Del Bosque (Seleção da Espanha).

Para a entrega do prêmio ao felizardo, a FIFA escolheu… Luís Felipe Scolari! Calma, ele está indo como atual treinador da Seleção Brasileira, não pelo seu trabalho no Palmeiras em 2012.

Ironia incontestável, não? Em outros tempos, ele concorreria a tal honraria…

imgres.jpg

– Racismo que insiste!

Mais um episódio de racismo no futebol. Agora, envolvendo jogador do Milan.

Sem comentários. Me entristeço quando vejo que para algumas pessoas, a cor da pele está acima da dignidade…

Só existe uma raça: a humana!

Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/esportes/futebolinternacional/2013/01/amistoso-do-milan-termina-mais-cedo-por-episodio-de-racismo-contra-boateng.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

AMISTOSO DO MILAN TERMINA MAIS CEDO POR EPISÓDIO DE RACISMO CONTRA BOATENG

Por Victor Cianci

O Milan enfrentou o Pro Patria nesta quinta feira em amistoso que terminou antes da hora. Desde o início do jogo, torcedores do adversário, que disputa a quarta divisão italiana, proferiam cânticos racistas direcionados aos atletas negros da equipe rossonera, como Boateng, Muntari e Niang.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, o meia-atacante Kevin Prince-Boateng, um dos alvos da torcida do Pro Patria, se revoltou com as ofensas e chutou a bola para a arquibancada. Em seguida, tirou a camisa e deixou o gramado. A princípio, os jogadores adversários tentaram convencê-lo a ficar, mas depois foram solidários e também abandonaram a partida. Massimo Ambrosini, volante e capitão do Milan, reuniu seus companheiros de time e decidiu se juntar a Boateng na desistência.

Os jogadores se manifestaram sobre o assunto nas redes sociais. Em seu twitter, Boateng desabafou: “É uma vergonha que essas coisas ainda aconteçam…#StopRacismForever”. Seu colega de time, o atacante Stephan El Shaarawy, também twittou sobre o assunto: “Estou realmente sem palavras para esta tarde vergonhosa. Sinto muito pelas pessoas inteligentes do local, mas sair do gramado foi o correto”.

Além dos jogadores, a diretoria do Milan também deu sua opinião sobre o ocorrido em nota oficial:

“Busto Arsizio é uma cidade civilizada, ninguém pode negar. O Milan vai retornar de bom grado e com a cabeça em pé até lá, mas os cantos racistas daquelas pessoas pequenas hoje não poderia ficar impune. Em um certo ponto, o Milan disse “chega”. Aqueles que compartilham a cor do coração de Boateng, Muntary e Niang não podiam agüentar mais e decidiram que era hora de ensinar uma lição a estes tolos.”

181504.jpg

– A Copa SP é para revelar ou não?

Vai começar a Copa São Paulo de Futebol Júnior. A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente a competição, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados as pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende atletas como mercadoria, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil: os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros. Se possível, o convite a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico).

Uma segunda opção seria a de transformar a Copa SP em um estadual sub20: equipes tradicionais e com bom trabalho em suas categorias de base disputariam- Paulista de Jundiaí, Guarani de Campinas, Ponte Preta, Nacional da Capital, entre outras, seriam indubitavelmente fortes equipes na competição.

Por fim: não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar a séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputam o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

imgres.jpg

– Estádios da Copa já ultrapassaram R$ 7 bi!

Alguém duvidava que a Copa do Mundo custaria uma fortuna para os bolsos do contribuinte brasileiro?

Mesmo com o demagógico discurso de que não haveria dinheiro público em obras de estádios, o Governo Federal planejou gastar 1,9 bilhão de reais com as Arenas, quando a FIFA confirmou o evento em nosso país.

Mas como obras atrasam, orçamentos estouram, imprevistos surgem e contratos emergenciais aparecem…

Sabem quanto a Copa já custou até agora?

Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, em matéria no UOL (em http://is.gd/epcFL7), os custos já chegaram a R$ 7,1 bi (e os estádios ainda não estão prontos…)!

Tem tanta coisa mais importante do que gastar esse dinheiro com campo de futebol…

imgres.jpg

– Rei do Futebol e Rei do Apito na América

O jornal uruguaio El País premiou Neymar como “Rei da América”, na tradicional eleição de melhor jogador do continente que o periódico faz anualmente.

Na eleição, foram computados 438 votos de jornalistas – sendo 297 sulamericanos e os demais da imprensa européia.

O resultado final mostrou que os 3 melhores foram:

  • Neymar – Santos FC (Brasil): 199 votos;
  • Guerrero – SC Corinthians Paulista (Brasil): 50 votos;
  • Lucas – São Paulo FC (Brasil): 21 votos.

Assim como na Europa o “Bola de Ouro” possuía 3 atletas que jogavam no Campeonato Espanhol, na América do Sul os 3 melhores jogam no Campeonato Brasileiro.

E aí: os 3 atletas relacionados são realmente os melhores e com uma justa diferença de votos? Quem você escolheria?

Aproveitando: pena que não há o prêmio equivalente à arbitragem, um prêmio “Rei do Apito”. No Brasil, o árbitro Wilton Sampaio foi eleito o melhor do país (para mim, injustamente – Seneme, Paulo César, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Heber, entre tantos outros, foram melhores do que ele).

E quem foi o melhor árbitro da América? Meu voto vai para Juan Soto, árbitro venezuelano que foi muito bem nos jogos internacionais que tive oportunidade de assistir (apesar de uma má atuação na partida Equador X Bolívia, pelas Eliminatórias – aparentemente uma exceção). Firme disciplinarmente, com boa postura e ótimo condicionamento físico, além de excelente condição técnica. Se manter o ritmo dessa temporada, arriscaria dizer que é um ótimo nome para a final da Copa do Mundo de 2014 (já que, cá entre nós, dificilmente a Venezuela estará na final – o que o impediria de apitar a decisão).

imgres.jpg

– Estádio de 1 bilhão! Vale a pena?

Leio que o Estádio Nacional de Brasília, oficialmente, ultrapassará a quantia de R$ 1 bilhão de reais. Os valores foram aumentando durante as obras, modificações orçamentárias ocorreram e hoje o estádio custa quase o dobro do projeto inicial (sendo que ele não está concluído).

Nessas horas não tem como deixar de lembrar do que Ricardo Teixeira (o presidente da CBF na época) disse logo após o Brasil ser escolhido para a sede da Copa de 14:

Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo”.

Nunca esqueci dessa afirmação. E falamos só do Estádio de Brasília! Ainda temos Vivaldão, Arena das Dunas, Estádio do Pantanal… Logicamente serão caríssimos elefantes brancos, onde o processo de construção/reforma se mostrou custoso e de teor duvidoso.

Aposto que, assim como eu, você deve ter como primeira impressão a existência de corrupção e desvio de verbas nas obras da Copa do Mundo.

E o que dizermos do Maracanã? Gastou-se uma fortuna para as reformas visando o Pan-Americano, e delas nada se aproveitou. Poderíamos falar ainda do Itaquerão, mas esse é outro caso nebuloso…

A Copa do Mundo de 2014 não deveria ser realizada no Brasil. Por vários motivos: temos outras urgências; o dinheiro público é mal gerido; as pessoas envolvidas na Copa do Mundo não são bem quistas da população, tampouco admiradas pelos seus atos de honestidade; e, por fim, a falta de legado.

As tão faladas obras de mobilidade pública estão ocorrendo?

Onde estão os VLTs?

Quantos novos hospitais foram construídos para o evento?

E os aeroportos?

Vivemos uma crise energética e algo foi feito?

Eu nunca quis Copa no Brasil… E olha que gosto de futebol! E você?

imgres.jpg

– Pato no Coringão. Vai dar certo?

Parece que está realmente tudo certo entre Alexandre Pato, Milan e Corinthians. O atacante deverá jogar pelo time brasileiro e aí temos duas considerações:

1 – Emerson Sheik e Paolo Guerrero são titulares. Um deles vai para o banco ou se jogará com 3 atacantes? Pato não custou 40 milhões de reais (50% do passe) para ser reserva. E quem sair, vai aceitar numa boa?

2 – Pode ser até que dê certo, mas… o Pato não tem cara / jeito / panca / estilo / nem pinta de jogador corinthiano. Vai conquistar os torcedores?

imgres.jpg

– Corinthians e o Ranking Conmebol

Dias atrás criticamos a conduta da Conmebol (a mandatária do futebol sulamericano) em relação a regra da mudança de cartões e a não-punições a clubes infratores com corresponsabilização das torcidas.

Agora, a entidade divulgou seu Ranking Atualizado. Para ela, o no.1 na América do Sul é o time do Universidade do Chile; em 2o lugar vem o Santos FC; e em 3o, aparece o Corinthians.

Ora, os rankings (sejam quais forem) têm suas metodologias. Mas a da Conmebol é risível: eleva o campeão da Sulamericana de 2011 (que naufragou na Libertadores de 2012 e foi eliminado nas quartas-de-finais da Sulamericana atual com duas goleadas); mantém o Santos, campeão de 2011 da Libertadores em 2o lugar, e “premeia” o atual campeão da Libertadores, o Corinthians (bi-campeão de Clubes FIFA no mesmo ano) com o 3o lugar.

Cá entre nós: para ser o no. 1 da América do Sul, o que o Corinthians deveria ter feito?

imgres.jpg

– O Novo Árbitro FIFA do Brasil

E Wilton Sampaio (GO) foi escolhido para ser o novo árbitro FIFA do Brasil, entrando na vaga de Evandro Rogério Roman, que aposentou o apito.

Novidade? Não. Já era bola cantada entre os árbitros. A surpresa foi a permanência de Francisco Carlos Nascimento (Alagoas) no quadro internacional, pela péssima temporada realizada.

Wilton é um árbitro comum, de atuações regulares, e que se destacou negativamente nesse ano pela má arbitragem do primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Palmeiras X Coritiba (leia a análise desta partida no Blog Pergunte ao Árbitro, link em: http://is.gd/Analise). Porém foi escolhido para ser o novo representante do Brasil nas fileiras internacionais.

Infelizmente, o quadro FIFA brasileiro, composto por 10 árbitros, parece não comportar mais tal número. Dissertamos isso dias atrás no Blog da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo (link em: http://is.gd/FIFAdoBRASIL ).

E você: gostou da indicação? Deixe seu comentário:

imgres.jpg

– Conmebol muda a Regra dos Cartões

A Confederação de Futebol da América do Sul (Conmebol) notoriamente é uma bagunça. Costumeiramente você vê confusões em jogos da entidade, e nunca há punição. Pior: neste ano, tivemos jogos em campos de gramado sintético pela Libertadores da América que não eram aprovados pela FIFA (Juan Aurich, Peru) e que ela permitiu.

Agora, a Conmebol anunciou que 3 cartões amarelos valerão uma suspensão automática em suas competições. Antes, levar cartão amarelo valia apenas uma multa simbólica.

A não-suspensão pelo acúmulo de cartões era uma das poucas coisas boas que a Sulamericana fazia! Sou a favor de multar ao invés de proibir o jogador de participar da partida. Entenda: os cartões amarelos surgiram como símbolo de advertência para que o atleta tomasse cuidado para não ser expulso. Antes, não existiam os cartões amarelo e o vermelho, e o árbitro simplesmente dizia ao atleta que estava expulso quando ele excedesse. Em 1966, na Copa da Inglaterra, o argentino Ratin fez de conta que não entendia sua expulsão e insisita em permanecer em campo, alegando não entender o que o árbitro falava, já que ele só conhecia o espanhol (pura milonga…). Assim, os cartões se tornaram linguagem universal no futebol, a partir da Copa de 70.

Um atleta ser suspenso pelo 3o amarelo pode levar a privação de um craque em disputar uma final de Copa do Mundo: lembremo-nos de Ballack, em 2002, no jogo Brasil X Alemanha, onde o atleta alemão ficou de fora devido aos cartões.

Eu prefiro não suspensão pelo 3o cartão acumulado, para que o espetáculo não seja privado de desfalques importantes. Aliás, a Regra de Jogo não determina tal ausência, mas sim os regulamentos criados pelos torneios (caso desejem).

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

imgres.jpg

– Exemplo de Falsas Ilusões no Futebol: no Apito e no Campo!

——-

Coisas de um mundo futebolístico 1:

Seleção Brasileira cai para 18o posição do ranking da FIFA? E a culpa é das por não disputar as Eliminatórias? Ora, quando Zagalo assumiu em 2003, pós título, ficamos até 2006 sem disputar as Eliminatórias e em 1o no ranking! O que acontece agora?

——-

Coisas de um mundo futebolístico 2:

O Santos quer repatriar Robinho, que lá no Milan chora de saudades da Vila Belmiro. Leio que ele quer voltar; dizem que o próprio liga para o presidente do Santos, Luís Álvaro, pedindo para o mesmo se empenhar; faz juras de amor! Porém… não abre mão de ganhar R$ 1.100.000,00 mensais!

Que raio de amor tão caro é esse? Quer voltar, mas é do seu jeito?

——-

Coisas de um mundo futebolístico 3:

Lúcio, zagueiro pentacampeão que estava na Itália, acertou sua volta com o São Paulo. Se fosse 11 anos atrás, sem dúvida seria incontestável. Mas depois de ser mandado embora da Internazionale, amargar a reserva na Juventus e ser demitido, chega com status de craque? Curioso: Rodolpho, que quase foi vendido para a mesma Juve no ano passado por milhões de Euro, virará reserva de luxo?

——-

Coisas de um mundo futebolístico 4:

Árbitros da FPF passarão por Pré-Temporada! Ótimo que ela ocorra. Pena que ninguém saiba o ranking, nada é público e se venda uma imagem de transparência. Os que irão, certamente já foram informados. Mas e os coitados que acreditam que o fruto do trabalho valeu uma convocação para a elite e ficam no aguardo, sem divulgação da entidade?

imgres.jpg

– A Polêmica Pesquisa Datafolha sobre as Torcidas de Futebol

O Datafolha divulgou no começo da semana uma pesquisa na qual Flamengo e Corinthians estavam empatados tecnicamente no número de torcedores. E deu uma confusão…

Flamenguistas não aceitam perder o posto de maior torcida do Brasil. Corinthianos alegam que são mais numerosos que os cariocas. E as duas agremiações reclamavam da pesquisa, que indicava 16% para ambas.

Para ajudar os críticos, um outro índice polêmico foi mostrado: Fluminense e Portuguesa possuíam, no mesmo trabalho científico, 1% cada!

Ontem, uma explicação- o instituto justificou que os números foram arredondados. Assim, são eles:

  1. Flamengo     16,27
  2. Corinthians  15,56
  3. São Paulo     8,77
  4. Palmeiras     6,77
  5. Vasco           4,57
  6. Grêmio         4,10
  7. Cruzeiro       3,24
  8. Santos          2,94
  9. Inter-RS       2,04
  10. Atlético-MG 1,88
  11. Botafogo      1,53
  12. Fluminense  1,46
  13. Bahia           1,18
  14. Vitória         1,11
  15. Portuguesa  0,51

Repare que a diferença sem o arredondamento mostra, em contingente populacional, uma diferença de mais de 1,5 milhão de flamenguistas do que corinthianos.

Pior: Fluminense e Portuguesa que estavam empatados, tem disparates ainda mais gritantes se analisados: antes, com 1% (ou seja, tecnicamente iguais), agora tem respectivamente 1,46 e 0,52; ou seja: o Flu tem, na verdade, quase o triplo de torcedores do que a Lusa.

Por envolver paixão, sempre os índices serão contestados, mesmo com uma correta metodologia de pesquisa. Mas e pra você? Discorda dos números acima ou não?

Ops: os torcedores de “Outros Clubes” representam 4,88% e os que não torcem para “Ninguém” são 23,2%. Expressivo, não?

imgres.jpg

– Impressões do Jogo do Bicampeonato Mundial do Corinthians

O Corinthians conseguiu vencer o Chelsea por 1 X 0 e se sagrar bicampeão interclubes FIFA. Vamos a algumas observações?

Arbitragem muito boa do turco Cüneyt Çakir (embora no começo da partida tenha abusado nas conversas; poderia ser mais contido nas advertências verbais). Conduziu bem o jogo e aplicou a regra a contento. Quase foi prejudicado pelo assistente no 1, que não marcou dois impedimentos em jogadas que nada importaram. Aliás, o mesmo bandeira acertou no difícil lance de impedimento no minuto final).

Curioso: o time brasileiro do Corinthians foi vencedor do Mundial 2012 sem nenhum gol de jogador do Brasil (nas duas partidas, ambos marcados por Paolo Guerrero).

A lamentar a transmissão oficial da FIFA, por não reprisar lances de interesse dos expectadores. Vide a solada de Ramirez e a expulsão de Cahill. Polêmicos ou não, o torcedor e especialistas querem ver!

O jogo de hoje lembrou muito São Paulo X Liverpool, em 2005, com o goleiro do time brasileiro fazendo milagres. A diferença é que na partida deste domingo, o Corinthians teve maior volume de jogo ofensivo do que naquela ocasião. Coincidentemente, de novo ingleses contra brasileiros, e o treinador espanhol Rafa Benitez se tornando “bi-vice-campeão”. E já que lembramos de Ceni, na oportunidade Benitez disse que não foi campeão devido ao são-paulino. E hoje, na espetacular apresentação do camisa 12 corinthiano, fico em dúvida: Ceni em 2005 ou Cássio em 2012 – quem jogou mais? Por ironia do destino, ele se tornou titular após uma falha do goleiro Júlio Cesar contra a Ponte Preta pelo Paulistão…

Sobre os selecionáveis do Chelsea: ora, David Luiz jogou bem, mas e Ramirez e Oscar? O ex-cruzeirense não vem fazendo juz a uma convocação, e o jovem craque Oscar, cá entre nós: pode ser titular da Seleção Brasileira em 2018, mas em 2014, acho que não dá. E, respeitosamente… Camisa 10 do escrete Canarinho não pode ser banco no clube em que jogar! Bom jogador, mas pelo visto, a experiência se faz necessária também, já que, segundo a TV Globo, reclamou do seu próprio treinador…

Por fim: a expressão de Fernando Torres, centroavante do Chelsea, olhando parado o sambinha da roda corinthiana durante a comemoração, foi emblemática.

Não nos esqueçamos: o 1o jogo oficial do Corinthians como Bicampeão Mundial será contra nosso querido Paulista FC, aqui em Jundiaí, pelo Campeonato Estadual. Pena que provavelmente o jundiaiense verá Zizao e companhia… azar do torcedor que irá ao Jayme Cintra.

Parabéns ao Corinthians.

– O Calvário da CBF em Emplacar um Árbitro na Copa de 2014

Com a reprovação de Wilson Luís Seneme e Leandro Pedro Vuaden, o Brasil corre risco de não ter árbitro na Copa do Mundo em 2014. Já imaginaram o Brasil ficar sem um representante da arbitragem no Mundial realizado em seu próprio território?

Seria vexatório. Entretanto, um possível fiasco pode ser evitado ao acionar o plano C (confesso que nos últimos anos não me lembro da FIFA dar a oportunidade de um país indicar um 3o nome durante a preparação). E qual é ele?

Desde a Copa de 2010 apitada por Carlos Eugênio Simon, a CBF vem trabalhando seu plano A: o paulista Wilson Luís Seneme. O trabalho da Comissão de Árbitros da FIFA começa antecipadamente, selecionando árbitros com potencial para que no período de 4 anos sejam preparados fisicamente e com cursos de aprimoramento técnico.

Seneme tem sido o melhor árbitro do quadro nacional nos últimos anos. O que pesa contra ele é o FIFA Test, a prova que exige demais do condicionamento físico (e que ele vem falhando, já que suas lesões tem sido um sério problema).

Sálvio Spínola (que encerrou a carreira no ano passado), Wilson Seneme e Leandro Pedro Vuaden foram os árbitros brasileiros mais requisitados pela Conmebol / FIFA nas últimas temporadas, em jogos da Copa América, Libertadores e Eliminatórias Sulamericanas. Assim, Seneme se tornou o plano A e Vuaden o plano B. Como principal nome, todas as fichas foram apostadas no árbitro da FPF.

Em setembro, num dos encontros preparatórios para 2014, na cidade de Zurich, Seneme sentiu dores no joelho e reprovou. A CBF chamou emergencialmente Vuaden e ambos árbitros treinaram com afinco na Granja Comary. Porém, no último teste físico, 5a feira passada em Assunção, tanto Seneme e Vuaden  reprovaram. Por isso, Sandro Meira Ricci foi convocado as pressas, a fim de tentar suprir a ausência de um nome nacional na Copa do Mundo.

Imagine o desgaste da Comissão de Árbitros da CBF junto à FIFA, ao ver seus principais árbitros falharem e metade do tempo de preparação ter sido em vão, já que estamos entrando em 2013?

Conceitualmente, o nosso país é um dos gigantes do apito para a entidade. Brasil, México, Itália e Alemanha são os países que possuem o número máximo de árbitros FIFA: 10. Na sequência: Inglaterra e  França com 9, seguidos por Argentina, Espanha e Rússia, com 8 árbitros cada.

O problema em si não é a quantidade, mas a qualidade e o aproveitamento dos árbitros brasileiros que compõe a lista.

Na relação dos árbitros FIFA/Brasil, por ordem de entrada no quadro internacional, temos:

1999 – Paulo César de Oliveira

2002 – Heber Roberto Lopes

2006 – Wilson Luís Seneme

2008 – Marcelo de Lima Henrique

2009 – Leandro Pedro Vuaden

2009 – Evandro Rogério Roman

2009 – Ricardo Marques Ribeiro

2010 – Péricles Bassols

2011 – Sandro Meira Ricci

2012 – Francisco Carlos Nascimento

Analisando os nomes disponíveis:

  • PC: o mais experiente de todos, foi preterido quando nos melhores anos de sua carreira. Não creio que a CBF o prestigiaria agora.
  • Heber: se tornou o plano D, o reserva de Ricci, e irá com o mesmo para Mendonza (Argentina), no próximo evento da FIFA, em Janeiro.
  • Seneme: era o bola da vez, mas com a reprovação, até a manutenção do próprio escudo FIFA corre riscos. Será que o estado de SP perderá esse nome?
  • Marcelo de Lima: subaproveitado na Libertadores e Eliminatórias, chances mínimas.
  • Vuaden: perdeu a chance de substituir Seneme na Copa.
  • Roman: anunciou que abandonou a carreira recentemente.
  • Ricardo Marques: ironizado pelos próprios colegas de arbitragem por suas atuações, seu currículo fraco não ajuda.
  • Péricles Bassols: nenhuma chance, nunca fez por merecer.
  • Sandro Ricci: provável árbitro brasileiro para 2014, teve excelente participação no Brasileirão em 2010 apitando os jogos decisivos, mas surpreendentemente perdendo a indicação para compor o quadro FIFA para o carioca Péricles Bassols. Em 2011, manteve as boas atuações e se tornou membro da relação internacional. Em 2012 teve um ano turbulento, mudando sua locação do DF para PE, com apresentações irregulares. Muitos o acusam de ser bem relacionado politicamente, por isso estar no quadro de elite. Discordo desses críticos, Sandro mostrou competência em campo.
  • Francisco Carlos Nascimento: péssimas atuações no Brasileirão 2012, entrou no quadro FIFA de maneira incompreensível aos especialistas em arbitragem (tecnicamente se falando).

Diante de tudo isso, fica a preocupação: na prática, nosso quadro de árbitros FIFA representa o que há de melhor no quadro nacional? Teoricamente, um árbitro FIFA é aquele que tem condições de apitar qualquer jogo em qualquer lugar do mundo. Os nossos realmente se encaixam nesse quesito? Aliás: ainda podemos almejar 10 vagas na FIFA?

Aqui, outra observação: o trabalho realizado pelas Comissões de Arbitragem ficou a desejar, não revelando nomes que trariam unanimidade, nem planejando com sucesso a longo prazo. Afinal, quem frutificou das últimas administrações?

A própria FIFA é culpada por tal situação, já que os Testes Físicos são demasiadamente rigorosos. Um árbitro é mais exigido fisicamente pela FIFA do que um jogador pelo seu clube. Assim, muitos árbitros acabam sofrendo overtraining e não conseguem se recuperar a contento, ocasionando lesões crônicas. Abandonou-se o critério técnico e se sobrepôs o físico. Assim, podemos imaginar um triste cenário sem árbitro brasileiro na Copa, mas com árbitros “corredores / velocistas” atuando. Querem um exemplo? O trio formado pelo árbitro Norbert Hauata (Tahiti) com os bandeiras Mark Rule (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga), que embora de países futebolisticamente inexpressivos, estão pré-selecionados a frente do que o representante brasileiro!

Em tempo: Será que Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, vice-presidente da CBF, membro da Conmebol e da FIFA, conseguirá com sua influência que a Comissão de Árbitros abra uma exceção e Seneme receba novas oportunidades para obter a indicação ao Mundial de 14? Talvez Sandro Meira Ricci não deva se iludir…

Observação: Nas 19 edições da Copa do Mundo, apenas em 3 oportunidades não tivemos representantes (34, 38 e 58). Nas demais, os representantes foram indicados da FMF (1 vez), FERJ (9 vezes), FGF (4 vezes, sendo que elas ocorreram entre as 5 últimas edições) e apenas 2 vezes pela Federação Paulista de Futebol, com Romualdo Arppi Filho e João Etzel Filho.

No placar final, o RJ está com 9 Copas, RS 4 recentes, SP 2 e MG 1.

Nesta 20ª Copa do Mundo, quem irá nos representar?

A relação completa:

  • 1930 – Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)
  • 1934 – nenhum
  • 1938 – nenhum
  • 1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)
  • 1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)
  • 1958 – nenhum
  • 1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)
  • 1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)
  • 1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)
  • 1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)
  • 1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)
  • 1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)
  • 1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)
  • 1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)
  • 1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (auxiliar)
  • 1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (auxiliar)
  • 2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (auxiliar)
  • 2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (auxiliares)
  • 2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (auxiliares).
  • 2014 – a definir

– Escolha o Árbitro para a Final entre Corinthians X Chelsea

Para a final do Mundial de Clubes da FIFA entre Corinthians X Chelsea, a FIFA tem 4 possibilidades, sendo uma delas a mais lógica. Mas se você pudesse escolher, quem seria escalado?

Vamos aos árbitros presentes no Mundial. São 7 apitadores, mas 4 disponíveis:

  • Nawaf Shukralla (Bahrein)
  • Djamel Haimoudi (Argélia)
  • Alireza Faghani (Irã)
  • Cuneyt Cakir (Turquia)
  • Marco Rodriguez (México)
  • Peter O’Leary (Nova Zelândia)
  • Carlos Vera (Equador).

Vê-se claramente que não são os melhores árbitros das suas confederações, exceto Marco Rodriguez, que é o número 1 da CONCACAF. Observe que a Confederação Asiática emplacou 2 árbitros (um iraniano e outro bareinita). Já a CONMEBOL e a UEFA, apenas 1.

O equatoriano e o mexicano estão fora, por apitarem as semifinais (além de que, seria estranho um time jogar o Mundial com 100% dos jogos apitados pelo mesmo árbitro). O iraniano não tem chances, pois a própria FIFA já avisou que ele está em stand by para uma substituição eventual (poderá ser o provável quarto-árbitro). Já o representante da Oceania pode ser um excelente nome para Monterrey X Al-Alhy, brigando com outros concorrentes do mesmo nível: o árbitro da Argélia e o do Bahrein).

Pela lógica, sobra o árbitro “preservado dos jogos entre os grandes” e que vem de um centro desenvolvido do futebol: o representante da Europa, o jovem turco Cakir, de 36 anos, tido como uma revelação da UEFA.

Portanto (se por competência) Cuneyt Cakir, da Turquia, apita o jogo final. Mas como nem sempre a FIFA usa critérios técnicos… sobram 3 opções políticas: Shukralla (para agradar os sheiks do Bahrein), Haimoudi (justificando que o árbitro da África vem de uma confederação neutra) ou ainda O’Leary (simplesmente para justificar a presença da Oceania e dizer que é um evento mundial…).

Assim como no Mundial de Clubes não estão os melhores clubes, também na composição dos árbitros do torneio não são os mais capacitados. Qualquer árbitro escalado que não seja o europeu, será puramente por decisão política, e, certamente, o jogo será maior do que o próprio árbitro. Poderá ter boa atuação, mas haverá riscos.

Já imaginaram Jorge Henrique ou Emerson aprontando para cima de um neozelandês?

– Por quê Osses errou na agressão sofrida por Lucas?

Ontem, na partida entre São Paulo x Tigre, uma sequência de práticas antidesportivas condenáveis.

O Tricolor Paulista, antes da partida, magoado pela truculência sofrida em Buenos Aires, revidou fora de campo proibindo o reconhecimento do gramado e o aquecimento do adversário.

Dentro de campo, os argentinos do Tigre foram duros, viris ao extremo. Os jogadores do São Paulo procuraram, dentro do limite, se controlarem.

O árbitro Enrique Osses não fugiu das suas características: deixou o jogo correr, não apitou faltinhas bobas e esteve bem posicionado. Porém, seu grande pecado foi errar por um preconceito dos árbitros da América Espanhola: sabedores que jogadores brasileiros abdicam da continuidade da jogada para pedir falta, muitas vezes tentando enganar a arbitragem, entendeu como simulação o golpe de Orban sobre Lucas. Ora, Lucas tem excelente comportamento disciplinar, é o atleta que todo árbitro quer em campo. Quando apanha, não cai a toa e busca a vantagem. Bem orientado, procura jogar só futebol. Mas pagou pela fama dos demais boleiros daqui.. Osses foi induzido ao erro pelo histórico negativo de outros atletas. Ali era agressão e cartão vermelho, errou o arbitro.

Entendo que em dúvida, Enrique Osses se preocupou em não decidir a favor do time da casa, já que tem fama de não ser caseiro e, caso errasse a favor do São Paulo, seria taxado como compensador. Ouso dizer que, se o paraguaio Arias (árbitro da primeira partida) não tivesse atuado tão mal, Osses não teria a preocupação de, na partida decisiva, demostrar preocupação com rótulos.

Enfim, o importante é que o resultado foi legitimado em campo, com a bola rolando, mesmo que com apenas 45 minutos. O que aconteceu no intervalo e depois, já é assunto para páginas policiais.

– O 5o Melhor Time de Futebol do Mundo é…

Sanfrecce Hiroshima (JAP) venceu o Ulsan Hyundai (COR) por 3 X 2, na partida preliminar de Al-Alhy X Corinthians.

O jogo valia a decisão de 5o e 6o lugares do Mundial de Clubes da FIFA.

Para quem não conhece o futebol como ele é, ou possa ser levado ao engano pelo torneio, teoricamente acreditará que o time japonês é a 5a força do mundo, a frente de Barcelona, Manchester United, entre outros esquadrões.

Claro que isso é uma grande distorção, pois, afinal, o torneio é uma Copa das Confederações versão Clubes. O campeão (provavelmente Chelsea ou Corinthians) poderão ostentar a honraria de campeão do Mundo, já que venceram Champions League e Libertadores da América. Agora, chamar o Al-Alhy de quarta força mundial, o Auckland como 7o… aí não dá!

– Chiquidácula apita o Coringão! O que esperar?

O árbitro mexicano Marco Antonio Rodríguez Moreno, conhecido como “Chiquidrácula”, ou “Drácula”, devido seu porte físico e a uma série mexicana dos anos 80 exibida naquele país, será o árbitro de Al-Alhy X Corinthians.

Marco é pastor evangélico e divide suas funções como árbitro FIFA desde 2000. Apita desde os 19 anos, já esteve em 2 Copas do Mundo de Seleções e em 1 Mundial de Clubes.

Na última segunda-feira fez 39 anos e ganhou de presente a escala dessa partida. Bom nome, por ter experiência e boa técnica.

Pesa, contra ele, o fato de que em algumas partidas mostra um pouco de vaidade, muitas vezes parando a partida desnecessariamente, conversando com os atletas em demasia e até mesmo fazendo poses paras as câmeras.

Se segurar o seu ego, fará uma excelente partida.

imgres.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo X Tigre

Para o decisivo jogo de volta entre São Paulo X Tigre, valendo o título da Copa Sulamericana, a Conmebol escalou o chileno Enrique Osses.

Ótima escala. Nas últimas rodadas, os times brasileiros têm sofrido com arbitragens ruins fora de casa. Contra a Universidade Católica, em Santiago, o mediano árbitro do Equador Omar Ponce apitou o Tricolor. No Morumbi, na volta, o ótimo venezuelano Juan Soto. O Grêmio também sofreu nas quartas-de-finais, com o péssimo equatoriano Carlos Vera no seu jogo em Bogotá contra o Millonarios.

Claro que a arbitragem da final é assunto de destaque, devido a desastrosa atuação do árbitro paraguaio Antonio Arias na última semana. Na primeira partida da finalíssima, Arias sentiu a pressão do estádio La Bombonera (mesmo não estando lotado), ignorando faltas claras dos argentinos e apitando todos os lances faltosos duvidosos dos brasileiros. Em particular, deixou Rafael Toloi ser agredido por duas vezes e não puniu Echeverria, Paparatto e Maggiolo, que pelo número e violência das infrações cometidas, mereciam ser expulsos (seu único mérito foi a expulsão de Luís Fabiano e Donatti).

Osses, ao contrário, tem muita experiência e tem feito uma excepcional temporada. O chileno talvez seja o melhor árbitro sulamericano em atividade, destacando-se pelo controle disciplinar do jogo e excelente condição técnica.

Recentemente, Enrique Osses apitou Boca Jrs X Corinthians na Argentina (final da Libertadores). Na ocasião, acertadamente advertiu Riquelme com Cartão Amarelo por reclamações (o argentino queria “apitar o jogo”…); não entrou na simulação de Emerson, que após dividir com Roncaglia fingiu ter sido agredido; e, por fim, acertou ao não marcar pênalti de Chicão após a tentativa de evitar o gol do Boca Jrs com as mãos, onde corajosamente o árbitro deu vantagem no lance, que resultou em gol (acertando na aplicação correta da regra, amarelando Chicão por tentar e não conseguir evitar um tento).

Fica o recado para o São Paulo FC: a Conmebol escalou um árbitro que não permitirá revides de agressões. Jogadas violentas sem bola ou entradas duras em disputa de bola, aqui no Morumbi, deverão ser punidas.

Para quem esperava “vingança” ou “compensação” no jogo de volta, se decepcionou. Para quem quer assistir a uma partida onde a aplicação correta da Regra do Jogo será zelada, ótima escolha.

Bom jogo nesta quarta-feira, e que a catimba e violência tenham ficado lá em Buenos Aires.

– A Inocência no Mundial de Clubes: até com o Árbitro?

Times do Egito e da Nova Zelândia, Árbitros da Argélia e de outros confins… O Mundial de Clubes da FIFA é uma Copa das Confederações versão “Clubes”, já que, evidentemente, não leva em conta os melhores do mundo.

Para ser Mundial de Clubes, precisaríamos ter Barcelona, Real Madrid, Manchester, Juventus e mais duas ou três equipes sul-americanas. Claro que o calendário e os interesses da FIFA impediriam.

Porém, o desnível técnico se faz na arbitragem também. Na partida entre Sunfrecce Hiroshima X Al Ahly, tivemos a arbitragem de Carlos Vera, equatoriano. Por diversas vezes o citamos aqui como um árbitro indigno de ostentar o escudo FIFA. Está longe de ser um dos principais árbitros da América do Sul, mas foi o escolhido para representar a Conmebol no Mundial – 2012.

Critério para a escolha?

Ninguém sabe… mas certamente teríamos outros melhores do que ele. Provavelmente, a sua indicação foi por algum critério político, pois meritocrático, não. Para refrescar a memória, foi ele quem apitou a partida de volta entre Millonarios X Grêmio pela Sulamericana, numa atuação desastrosa.

Pois bem, uma mostra da inocência das equipes e má condição do árbitro: no segundo tempo, falta comum de jogo do volante do Al Ahly sobre o atacante do Hiroshima. O jogador do time japonês pega a bola e tenta a cobrança rápida, chutando-a no atleta egípcio, que estava de costas para a jogada, tentando sair do local para se posicionar.

Visivelmente o jogador japonês tentou tocar a bola para seu companheiro e não conseguiu por deficiência técnica, errando o passe que bateu no adversário. Já o jogador egípcio só estava ali por falta de tempo em manter a distância regulamentar. Ele nem percebeu que a bola seria cobrada rapidamente, sem má fé em retardar a jogada.

Porém…

O lance custou um cartão amarelo de Carlos Vera sobre o atleta do Al Ahly injustamente, por culpa da má condição do árbitro em interpretar corretamente a jogada. Lance simples, jogo fácil e juiz enrolado…

Times inocentes e árbitro ruim fazem parte do histórico desta partida que representou uma 4a-de-final do Mundial de Clubes! Pela FIFA, quer dizer que os 4 melhores do mundo, seguindo a lógica da entidade, seriam Corinthians, Chelsea, Al Ahly e Monterrey?

Em tempo: um jogador pode abdicar do seu direito em exigir que o adversário mantenha a distância de 9m15cm na cobrança de falta, em troca da agilidade na cobrança. Se a bola bater neste atleta, deve seguir o jogo, pois foi uma opção do jogador. É diferente de um lance onde um jogador adversário se mantém em distância menor exclusivamente para atrapalhar a cobrança, situação na qual deverá receber o cartão amarelo.

– Exigências Documentais para os Árbitros. Justas?

A Federação Paulista de Futebol anunciou uma série de documentos que os candidatos a ingressarem na carreira de árbitro de futebol deverão apresentar, a fim de iniciar seus estudos na Escola de Formação.

Os documentos podem ser acessados em: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/competicao/EDITAL_CURSO_DE_ARBITROS_2013.pdf

Ao ler a lista, principalmente no seu capítulo VI, o torcedor pode perceber que o árbitro de futebol não pode ter processos judiciais, nenhum histórico criminal e nem problemas financeiros, dentre outras exigências. Corretamente, deseja-se um elemento acima de qualquer suspeita ética, moral e social.

Porém…

Será que os dirigentes das federações, as pessoas que escalam os árbitros e os representantes das suas associações de classe também deveriam estar submetidos à mesma exigência?

Sem duvidar da idoneidade deles, pois são pessoas conhecidas e de boa reputação. Mas não seria interessante como exemplo para a categoria que todos os “Nada Consta” apresentados pelos árbitros também fossem mostrados pelos seus superiores?

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

imgres.jpg

– O Poderoso Nuzman

Carlos Nuzman, presidente do COB, defende o eterno continuísmo dos dirigentes nas instituições esportivas. À Revista Veja (Páginas Amarelas, ed 05/12/2012), declarou que:

Não concordo com o projeto apoiado pelo governo que limita o mandato dos dirigentes esportivos. Certas batalhas levam tempo e demandam experiência para serem vencidas. Não sou insubstituível, mas meu perfil é único”.

Para mim, blábláblá para enrolar. Cartola que se eterniza no cargo só o faz por dois motivos: sede de poder ou “boquinha financeira” muito boa…

Em tempo: Nuzman declarou que pelo seu cargo não ser remunerado, vive de alugueis de imóveis e de seu escritório de advocacia…

Me parece que se “sacrifica por amor a causa esportiva…”. Ou não?

– A Primeira Vez da Tecnologia no Futebol será Amanhã. Ou não?

A partida entre Auckland City (NZE) X Sanfrecce Hiroshima (JPN) será histórica! Pela primeira vez, um jogo profissional oficialmente terá o recurso eletrônico.

Porém…

Jérome Valcke, secretário-geral da FIFA, explicou que 90 minutos antes de cada jogo o árbitro deverá entrar em campo e testar os sistemas eletrônicos (lembrando que são duas opções: o Wawk-Eye e o GoalfRef – sensor/câmeras na linha ou chip na bola). Se não sentir confiança, ou por opção pessoal desejar apitar o jogo sem tais aparatos tecnológicos, a decisão será dele!

Será que o árbitro da partida (que vem da Argélia!), sr Djamel Haimoudi, abdicará de ser o primeiro a usar a tecnologia?

Extraído de: http://sports.ndtv.com/football/news/item/200265-referee-has-final-word-on-goal-line-technology

REFEREE HAS ‘FINAL WORD’ ON GOAL-LINE TECHNOLOGY

Referees can reject the use of goal-line technology or even overrule it in the Club World Cup, which starts this week in Japan, a senior FIFA official said Wednesday.

Referees can reject the use of goal-line technology or even overrule it in the Club World Cup, which starts this week in Japan, a senior FIFA official said Wednesday.

Two different GLT systems, Hawk-Eye and GoalRef, are to be used in the eight-game competition from Thursday, when continental kings of club football, including Chelsea and Brazil’s Corinthians, will battle for world supremacy.

”The referee has the final word when it’s about the goal-line technology system,” FIFA secretary general Jerome Valcke told a news conference in Tokyo.

In July, the International Football Association Board (IFAB) — custodians of the game’s laws — decided to use goal-line technology at the Club World Cup, next year’s Confederation Cup and the World Cup finals in Brazil in 2014.

Valcke said referees at these competitions will test the system 90 minutes before each game to see if it is working to his satisfaction.

”If he has any doubt and if this doubt cannot be corrected by the provider who is on the site, then he has the right to say, ‘Sorry, guys. I don’t think I can rely on the system’,” he said.

”Again, the referee is the most important person. He’s the one who’s making the final decision and he has to keep this right for the final decision,” Valcke said.

Fans have called for years for the football world to embrace technology aimed at eliminating human error, citing its use in other sports including tennis and cricket.

”It’s a big day because it’s the first time that the technology will be used officially in a game or games. Up to now, it was just experiment.”

Individual associations still have the right to decide whether to they use the technology in their competitions. That means UEFA, for example, could opt not to implement the system.

FIFA, football’s world governing body, has given GLT licences to Britain-based but Sony-owned Hawk-Eye and Germany’s GoalRef, from a shortlist of some 10 different companies.

The Hawk-Eye system uses seven cameras while GoalRef utilises magnetic fields to determine whether a ball has crossed the line. Both systems transmit their findings to devices that can be worn on officials’ wrists.

Both are in the running for installation in stadiums for the Confederations Cup in Brazil next June, but other companies can still apply for the chance to have their technology used, said Valcke.

He said FIFA would have to decide the contractor “by the end of March at the latest”.

The Club World Cup kicks off on Thursday in Yokohama, with New Zealand’s Auckland City FC taking on Japan’s Sanfrecce Hiroshima.

imgres.jpg

– Os Mandos de Jogos para o Brasileirão 2013, 2014, 2015…

Surgem especulações que a CBF, tentando evitar a provável ociosidade dos estádios construídos para a Copa do Mundo, faria com que alguns jogos do Brasileirão fossem transferidos para Manaus, Cuiabá, Brasília…

Ora, a CBF já manda em tudo; agora, até nos mandos de campos? Não deveria ouvir as críticas populares quando ganhou a Copa? Estádios em centros que tem futebol de ponta, ok. Mas nos locais onde os clubes jogam a 4a divisão (e as vezes nem jogam), não dá!

Que traria público, concordo. Mas que não seria justo, é verdade! Já imaginaram fazer o São Paulo sair do seu confortável Morumbi e jogar na Arena Pantanal? E o desgaste da viagem, a logística e o prejuízo técnico de não estar no seu próprio campo de jogo? Ou o Santos sair da Vila Belmiro e atravessar o Brasil para otimizar público na Arena da Amazônia?

E você, o que acha da ideia? Para mim, é uma proposta indecente.

Deixe seu comentário:

– E o Vandalismo no Aeroporto?

Caramba! O número de torcedores do Corinthians que foi ao Aeroporto se despedir do time impressionou. Se ganhar, imagine na volta!

Porém, os atos de vandalismo mostram que no meio de torcedores sempre tem bandido. A Polícia não pode prender? Simplesmente se permite o vandalismo e as autoridades entendem que por ser torcida organizada, tudo bem?

Se fossemos um país sério, alguém teria que ser responsabilizado por isso.

imgres.jpg

– O Vai-Vem do Mercado de… Árbitros de Futebol!

Parece manchete de jornal esportivo sobre o mercado de transferências de jogadores de futebol. Mas é o retrato de uma situação vivenciada com frequência cada vez maior pelos árbitros: a mudança de locação.

Recentemente, o árbitro FIFA Heber Roberto Lopez trocou a Federação Paranaense pela Federação Catarinense. Em outros tempos, Oscar Roberto Godoi, Márcio Rezende de Freitas e outros tantos migraram de estado.

O que eles ganham com isso e no que as federações podem se beneficiar?

Basicamente, os árbitros trocam de Federação motivados por ofertas financeiras. Um ou outro poderia alegar desconforto em apitar no estado X e maior facilidade em atuar pelo Y, mas, em geral, a troca se dá pelo oferecimento de maiores valores de taxas nos campeonatos estaduais, o acréscimo de salário fixo mensal (já que a atividade não é profissional e a remuneração é por jogo – ou seja, se não entrar em campo no mês, nada recebe) e ainda o pagamento de luvas na contratação. Um outro fator relevante seria o de maior apoio político na carreira, mas esse é superado pela questão financeira.

Já as Federações, ganham… nada! Apenas prestígio e satisfação do ego de seus dirigentes. O que acrescenta um árbitro renomado e formado em outro estado atuando no campeonato local, para a arbitragem? Para o torneio, ele será uma atração. Mas será que isso fará com que os árbitros daquela Federação melhorem tecnicamente?

Na verdade, é um tiro no pé a contratação de árbitros famosos por outros estados. Nos principais jogos regionais, ele estará atuando e um árbitro local não será escalado, enciumando o quadro. Esse árbitro tirará o espaço para revelações; e, ainda, terá remuneração diferente dos seus semelhantes.

Para o árbitro que muda de federação, não há problema algum. Ganhará mais (legalmente), fará seu trabalho com status de estrela e não estará infringindo nenhuma norma. A questão é: não seria mais racional as Federações contratarem PROFESSORES DE ARBITRAGEM, instrutores didáticos e capacitados para fomentar o desenvolvimento da arbitragem local?

Por fim: em 2012, Heber não poderia apitar a final da Copa do Brasil entre Coritiba X Corinthians por ser paranaense. Em 2013, pode por ser catarinense!

A competência e liberação de uma escala não deveria ser rotulada pela origem do árbitro, mas sim pelo seu desempenho.

– Um Brasileirão sem Destaque e sem Renovação no Apito

O Campeonato Brasileiro 2012 acabou, e as considerações sobre o desempenho dos clubes já foram discutidas amplamente pela imprensa. Mas… e o desempenho dos árbitros?

Para a turma do apito, um ano para se esquecer! Jogos mal arbitrados, árbitros encerrando precocemente a carreira por politicagens, falta de respaldo da Comissão de Árbitros e o pior: sem nenhum grande nome revelado!

Quem foi o destaque da arbitragem nesse ano?

Ninguém.

A CBF deu o prêmio de melhor árbitro a Wilton Sampaio. Não foi. Vide a desastrosa atuação do árbitro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (link da análise em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/9624/Analise+da+Arbitragem+de+Palmeiras+X+Coritiba)

Conversando pelas redes sociais com diversos amigos árbitros atuantes e ex-árbitros observadores, ninguém escolheria Wilton. Foram os jornalistas que escolheram?

A frente de Wilton Sampaio, mesmo com os erros normais de um campeonato, temos Seneme, Hebert, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Sandro Ricci…

Será que o árbitro locado na Federação Goiana levou o prêmio pelo desejo da CA-CBF em promove-lo à FIFA, e assim justificar uma indevida indicação? Vamos aguardar.

imgres.jpg

– O Inferno Astral de Rafa Benetiz

O novo treinador do londrino Chelsea, atual campeão europeu, persiste. O time não consegue vencer no Campeonato Inglês, e os torcedores já pedem a cabeça de Benitez, que nunca contou com a simpatia dos aficcionados. Desde sua contratação, muitas críticas ao técnico espanhol.

Tudo se deve quando Rafa Benitez estava em alta no Liverpool, e foi sondado para ser contratado pelo Chelsea (2007). Na ocasião, declarou ao Daily Mirror:

O Chelsea é um grande clube, com fantásticos jogadores; todo treinador gostaria de comandar um time grande como esse. Mas eu nunca aceitaria esse trabalho em respeito ao Liverpool, não importa o quê. Há apenas um clube na Inglaterra e esse é o Liverpool

Suas palavras renderam homenagens dos torcedores da terra dos “The Beatles”, e Benitez se tornou persona non grata aos rivais de Londres.

Agora, contratado pelo Chelsea, disse sobre seu relacionamento com a torcida:

Os torcedores sempre desejam o mesmo que o treinador, ganhar títulos e partidas

O que será que o bilionário russo Roman Abramovich, dono do clube, deve estar pensando sobre isso?

Às vésperas do Mundial de Clubes, onde a equipe europeia provavelmente enfrentará o Corinthians, fica a dúvida: o mau momento reverterá em motivação para que o Chelsea se supere e dê uma satisfação aos críticos, ou tal crise facilita a vida do adversário brasileiro?

– Rodada Esvaziada

Não dá para deixar de comentar: a sensacional rodada de clássicos Brasil afora, devido a combinação de resultados, se tornou um mico!

Feita para evitar malas brancas e pretas, os clássicos regionais inexistiram em muitas rodadas, concentrando-se na derradeira.

Parece que não deu certo… Que mandou o campeonato se decidir antes da hora?

imgres.jpg

– Um Magoado Garrincha

Uma entrevista curiosa: a Revista ESPN de Novembro/2012, pg 42-48, trouxe Mané Garrincha nos anos 80, numa matéria perdida!

Já no fim da vida, algumas curiosidades e visíveis insanidades do gênio da bola. Entre elas, sobre Pelé:

Ele foi um jogador bom, tinha sorte. Fazia gol e tinha sorte, mas tinha gente boa do lado dele para dar a bola (…)

Sobre manter contato com Pelé:

Que nada! Ele é um safado, virou estrela agora (devido ao namoro com a Xuxa).

Na publicação, há ainda um hilário passeio do jornalista argentino Carlos Bikic com Garrincha na praia (com Mané dirigindo uma Brasília e se encontrando com Júnior, lateral do Flamengo).

Fico pensando… com o marketing de hoje, visibilidade das mídias e truculência em campo, Garrincha faria sucesso hoje ou não?

Difícil responder…

imgres.jpg