– Brasil 5×0 Bolívia: cuidado com a ilusão…

Foi um treino de luxo! Gostemos ou não, é permitido dizer que era obrigação a Seleção Brasileira ter vencido com muitos gols a Seleção Boliviana, que veio a São Paulo apenas com atletas que disputam o campeonato boliviano, deixando as estrelas principais para o seu próximo jogo, em casa.

É sabido que o “craque do time boliviano” é a altitude. Portanto, deixar os jogadores que estão fora do país (e que são os melhores) readaptando-de com a altura e os descansando, é uma estratégia entendível.

Já o time de Tite jogou para se entrosar. Pós-paralisação, tudo é válido para conhecer melhor os companheiros entre si e com aqueles que, em alguns casos, nunca jogaram juntos.

O Brasil vai se classificar tranquilamente para a Copa do Mundo de 2022, mas avaliar o trabalho pelo jogo de ontem é inoportuno, pois o parâmetro é raso.

– 100 anos de Paulistano de São Paulo 5×4 Paulista de Jundiaí.

Uma partida histórica e pouco conhecida: o campeoníssimo CA Paulistano do craque Arthur Friedenreich, único tetracampeão consecutivo do estado de SP, fez um jogo festivo há exatamente 1 século contra o campeão do Interior, o Paulista FC.

Abaixo, um relato bem bacana deste confronto:

PAULISTANO 5×4 PAULISTA

Por Ivan Gottardo, historiador jundiaiense, extraído do seu Facebook:

Há exatos 100 anos, no dia 10 de outubro de 1920, o Paulista (Campeão do Interior) viajava até a cidade de São Paulo para enfrentar o Paulistano (Campeão Paulista) no campo da Chácara da Floresta para a disputa da Taça Competência.

O clube da capital havia acabado de conquistar o tetracampeonato estadual (o único até hoje a obter tal feito), enquanto o time jundiaiense acabara de conquistar o seu primeiro título oficial, o de Campeão do Interior de 1919.

O Paulistano tinha em seu time Friedenreich, maior jogador brasileiro da época, herói do primeiro título da Seleção Brasileira, o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América), também de 1919.

Por causa da gripe espanhola, o Campeonato do Interior de 1919 só foi disputado no ano seguinte e como os clubes do interior não disputavam o Campeonato Paulista na época, esta era a chance de colocar frente a frente os campeões num embate para ver qual era o melhor time do estado.

Foi também o duelo individual entre Friedenreich e Camargo, centro-avante do Paulista, um dos maiores artilheiros do clube e considerado também um dos melhores jogadores da época.

Diz a lenda que o próprio Friedenreich cumprimentou Camargo antes do jogo garantindo que aquele jogo mostraria quem era realmente o melhor.

Cada um marcou três gols no jogo e apesar da torcida contra, o Paulista mostrou o seu valor e equilibrou o jogo que terminou 5 a 4 para o Paulistano, mas com uma polêmica que perdura até hoje.

Segundo alguns relatos de jornais da época, o gol da vitória do Paulistano teria sido marcado de mão por Friedenreich, que ao tentar uma cabeçada usou deste artifício que não foi visto pelo juiz e teve o tento validado.

O árbitro em questão, Sr. Leon Worward, dias depois tentou justificar em carta sua decisão no jornal “A Gazeta” de São Paulo, escrevendo que como os auxiliares não viram o toque irregular no lance, ele nada podia fazer a não ser validar o gol.

Um jornal usou a seguinte frase para descrever o jogo e a atuação do Paulista: “O Paulistano ficou com a taça, mas a competência foi do Paulista.”

Estas são as únicas imagens disponíveis da partida publicadas na revista Vida Sportiva, com os times posados e do público que assistiu a partida.

O lance polêmico ficou apenas na memória das pessoas presentes naquela tarde na Chácara da Floresta e nos relatos dos jornais, mas a bravura e a competência do Paulista jogando contra o melhor time brasileiro da época foi provada e jamais pode ser esquecida.

#AHistóriaNãoTeEsquece

– Seleção Esquecida… perdemos o interesse dela. E a culpa é de quem?

Eu não me lembrava que a Seleção Brasileira jogaria nesta 6a feira. Demorei para recordar que será pelas Eliminatórias da Copa do Catar, contra a Bolívia. Como pode?

O pior é: pode sim…

Quando criança, relembro que as emissoras transmitiam ao vivo toda convocação. Em jogos amistosos, o país quase parava! Mas hoje, o Escrete Canarinho perdeu o carisma. Tem “jeitão” de time privado, com mistura de antipatia e distanciamento popular.

Sinal dos novos tempos?

Será que nós temos tantas outras preocupações e lazeres na vida, e por isso deixou de ser atração, ou a própria Seleção ficou presa em seus propósitos comerciais e se afastou?

O certo é: nesses tempos modernos, com quase ¼ do planeta jogando o Mundial de 22, não serão as Eliminatórias que deixarão o Brasil fora de uma Copa pela primeira vez.

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Velo Clube x Paulista

Para a última rodada da Série A3, a FPF escalou o quarteto de arbitragem mais experiente dos 8 jogos na partida em Rio Claro. Serão eles, além do observador:

Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Árbitro Assistente 1: Eduardo Vequi Marciano
Árbitro Assistente 2: Robson Ferreira Oliveira
Quarto Árbitro: Rodrigo Santos
Avaliador de Campo: Ednilson Corona

Rafael já apitou final da Copa São Paulo e no começo de sua carreira fez bons jogos quando atuou em Jundiaí. Levado para a Série A1, teve altos e baixos, mas mostrou boas qualidades. Em 2020, por opção da Comissão de Arbitragem em abrir espaço para outros nomes, foi preterido da Primeira Divisão (particularmente, achei que de forma injusta).

É um árbitro que deixa o jogo correr, não permite cera tampouco marca faltas forçadas. Deverá, se tudo correr bem, fazer uma boa arbitragem neste fechamento de 1a fase da Terceirona.

– O brincalhão Edilson sobre a Seleção de 82.

Eu não via Seleção de 70 ou a de 58 jogarem, e elas são consideradas as duas melhores do Brasil por muitas pessoas. A de 82 era genial, mas não ganhou a Taça do Mundo.

Eis que Edilson, o “Capetinha” (que participou da Seleção de 2002), disse no Programa “Os donos da bola” sobre aquele time de Telê Santana:

“(…) Vocês estão de brincadeira em falar que a seleção de 82 era fera. Tem quatro feras em 82, apenas quatro! O resto era meia boca. Fera mesmo era o Zico, o Sócrates, o Falcão e o Júnior. E só“.

Discordo completamente. Eis os atletas:

TITULARES: Valdir Peres (São Paulo); Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Junior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma-ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Éder Aleixo (Atlético Mineiro) e Serginho Chulapa (São Paulo).

RESERVAS:
Goleiros: Paulo Sérgio (Botafogo) e Carlos (Ponte Preta);
Defensores: Edevaldo (Internacional), Juninho (Ponte Preta), Edinho (Fluminense) e Pedrinho (Vasco da Gama);
Meio-campistas: Paulo Isidoro (Grêmio), Batista (Grêmio) e Renato (São Paulo);
Atacantes: Roberto Dinamite (Vasco da Gama) e Dirceu (Atlético de Madri).

E você, concorda ou discorda de Edilson?

Seleção de 1982: a equipe que encantou o mundo - Confederação Brasileira de  Futebol

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para crédito na postagem.

– Corinthians 1×1 Santos: a reclamação do Peixe no gol de Avelar é justa?

Não assisti ao jogo, mas vi o lance reclamado do gol de empate do Corinthians. Gol LEGAL!

Isso acontece muito no futebol: arqueiro e adversário disputando a bola e normalmente sai uma falta para a defesa. Vez ou outra, o goleiro sai errado e demora para socá-la, e pede falta para disfarçar sua falha. Muitos árbitros inventam o “perigo de gol” e anulam o lance.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique, ajudado pelo VAR, percebeu que a falha de João Paulo aconteceu e validou o gol de Avelar. Parabéns! Uma pena ao goleiro do Peixe que tem feito um ótimo campeonato.

– Atualizando: Barretos e Olímpia suspensos preventivamente como o Paulista, além de 8 atletas. Suspeito de aliciamento tem celular apreendido.

As informações são do GE.com: Paulista, Barretos e Olímpia estão suspensos das competições vindouras da FPF (sobre o Galo, em particular, aqui: https://wp.me/p4RTuC-rJj). Foram suspensos por tempo indeterminado 1 jogador do Paulista (Samuel Sampaio, que cometeu o pênalti considerado suspeito), 2 jogadores do Olímpia e 5 do Barretos. O Linense foi absolvido.

Willian Pereira Rogatto foi chamado para depor e teve o celular apreendido. Ele é investigado por supostamente aliciar Magno Dourado, no jogo contra o Desportivo Brasil, quando o atleta resolveu denunciar. Também é suspeito de ser responsável pelos jogos considerados “possivelmente fraudados”.

Reiterando: os clubes citados podem terminar a última rodada da A3 no final de semana, não são considerados culpados, mas estão preventivamente suspensos até que a Polícia indique que não foram partícipes de manipulação.

– PAULISTA SUSPENSO PELA FPF (Preventivamente)

Triste notícia: a FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL acaba de suspender preventivamente o Galo de suas competições vindouras (Copa Paulista, Copa São Paulo Futebol Jr e a A3 ou Bzinha de 2021).

IMPORTANTE: o Paulista não está sendo considerado culpado pela Justiça, mas suspenso preventivamente até que se decida a culpa ou não de manipulação de resultados na partida entre Paulista 2×3 Olímpia (informação exclusiva de Adilson Freddo).

Para o jogo de sábado contra o Velo Clube em Rio Claro, o time poderá entrar em campo normalmente para terminar o campeonato (já que está em andamento).

ATUALIZANDO: O jogador Samuel foi suspenso por tempo indeterminado. Não se sabe ainda se o Olímpia foi punido também ou não.

Abaixo, o ofício:

IMAGEM EXTRAÍDA DE ESPORTES JUNDIAÍ: https://www.esportejundiai.com/2020/10/paulista-sofre-sancao-forrte-da-fpf-por.html?m=1

– São Paulo e Corinthians aguentarão esperar as Eleições internas para a troca de treinadores?

Parece que é óbvio: próximos das Eleições para os seus novos presidentes, São Paulo e Corinthians estão tendo “cócegas” para trocar seus treinadores, Fernando Diniz e Coelho, respectivamente. O primeiro é efetivo e pode perder o cargo, o segundo é interino e poderia voltar a ser assistente.

O problema é: Leco e Andrés Sanches, se contratarem alguém, deixarão todo o ônus para seus sucessores! Há poucos dias do pleito, é um ato de responsabilidade permitir que os sucessores escolham os novos técnicos, a fim de que não comece mal a relação entre o chefe eleito e o empregado contratado pelo ex-mandatário na proximidade da troca.

E se trocarem, quem seriam os novos substitutos?

Taí um “pepinaço”… achar o treinador de perfil ideal.

– Que inveja do Campeonato Inglês! Média de 4,1 gol por partida?

É pra ter inveja ou não? Veja só os resultados da quarta rodada da Premier League (a última, ocorrida no final de semana):

Dos 10 jogos, saíram 41 gols! Sendo…
Nenhum 0x0,
– Um único empate (com gols),
– Somente uma partida vencida por 1×0,
Duas partidas nas quais o vencedor marcou mais de 4 gols,
– Um jogo com 7 gols (Manchester 1×6 Tottenham),
– Um jogo com 9 gols (Aston Villa 7×2 Liverpool).

Para quem assistiu “coisas” parecidas com futebol, do tipo: Red Bull Bragantino 0x0 Corinthians ou Coritiba 1×1 São Paulo, é algo desolador querer fazer comparações (infelizmente)!

– Me desculpe, Peixe.

Eu estava propenso a ver os lances polêmicos de Goiás x Santos, a fim de escrever sobre eles e fazer a costumeira análise da arbitragem pontualmente para os casos citados. Mas dando uma olhada no twitter, e ao perceber a quantidade de erros e queixas contra a arbitragemcansado das minhas atividades deste domingo, e desejoso de terminar bem o dianão tive coragem.

Um post com ar “sincerão”: como o blog é meu e tenho a opção de escrever o que quiser, não desejo me desagradar com outras lambanças de arbitragem hoje (que tem sido tão cambaleantes neste Brasileirão). Está doendo até o “fígado” ultimamente…

Mas um comentário solitário: a qualidade dos nossos juízes está despencando na mesma qualidade que o futebol dos clubes.

Goiás x Santos: saiba onde assistir à partida do Brasileirão Série A -  Gazeta Esportiva

– Os lances polêmicos de Coritiba 1×1 São Paulo.

Três lances polêmicos envolvendo gols do São Paulo em Curitiba, no empate contra o Coritiba. São eles:

Aos 18m, em lance muito difícil, o bandeira Thiago Farinha acertou no impedimento ajustado que anulou o gol de Luciano, comprovado pelo recurso do VAR.

Aos 59m, o bandeira Rodrigo Correia anulou o gol de Brenner. Na verdade, seu companheiro Luciano estava à frente, recebendo em impedimento mesmo depois de um toque do jogador de Curitiba, e chutou na sequência para a meta. É neste momento que não vale mais nada, sendo que o rebote que Brenner pegou não tinha validade. Acerto do assistente principalmente por perceber que o toque do adversário ocorreu involuntariamente e não tirou o impedimento. Tiraria, se ele tivesse acontecido em disputa de bola.

Aos 67m, Daniel Alves cobra uma falta e uma mão atinge a bola na barreira. Em um primeiro momento, deu a entender que ela desviou na costa de um atleta coxa-branca e na sequência na mão do companheiro. Mesmo se tivesse batido direto, não entendo que o jogador Hugo tentou deliberadamente abrir os espaços para, no movimento antinatural, interceptar a bola. Entendo ser movimento natural e toque involuntário não-infracional. Errou Wagner Magalhães em marcar o pênalti.

Repare que a forma cautelosa da marcação do tiro penal, como visto, deu uma impressão que o juizão estava não-convicto?

Coritiba x São Paulo: saiba onde assistir à partida do Brasileirão Série A - Gazeta Esportiva

– O que é “ser time grande”?

Texto de 1 ano, mas perfeito para a atualidade:

A RECUSA DOS TREINADORES MEDALHÕES

Li que Felipão foi consultado para assumir o Fluminense, após a demissão de Oswaldo de Oliveira, e nem abriu conversações (Marcão foi efetivado). Agora, Cuca faz o mesmo com o Botafogo, após a saída de Eduardo Barroca.

A questão é: precisamos redefinir a grandeza dos ditos “12 grandes clubes do Brasil”?

A história de muitos clubes é fantástica, ninguém apaga seus feitos. Mas a realidade atual permite-nos tal discussão?

O Nottingham Forest foi bicampeão da UEFA Champions League, e onde está agora? O Nuremberg era, até pouco tempo, o maior campeão da Alemanha. E hoje?

Nos ciclos do futebol, nem todos se mantém em alta e novas forças surgem, enquanto outras somem. Vide o Athlético Paranaense, como deu uma guinada interessante com a conquista de títulos. Mas repare também que os ditos grandes que apregoamos historicamente em nosso país são, em sua maioria, viventes de campeonatos estaduais. POUCOS são perenes no Nacional!

Digo isso pois veremos com mais frequência técnicos “TOP” e a recusa em dirigir certos clubes com medo dos problemas financeiros e da bagunça administrativa. E cairemos na discussão: o que é ser “time grande”? Ter numerosa torcida, história de vitórias ou ter títulos conquistados recentes?

Para mim: o grande lota estádios, sempre é uma atração, ganha com frequência e não vive apenas das conquistas passadas. Ele assusta a CBF, tem força nos bastidores e apavora o árbitro molenga. É desejado pelos jogadores e dá audiência para a mídia. Ou não?

A verdade é: os treinadores estão pensando bem em seus projetos de carreira quando escolhem um grande clube; ou melhor, “um clube”.

Temo que os respeitados (mas em crise) Fluminense e Botafogo passem a ter em suas fileiras treinadores medianos, por conta do orçamento e da gestão conturbada. Ou isso não acontecerá?

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

ESPN: Veja as finanças dos 12 grandes clubes brasileiros em 2017 - Flamengo  | Coluna do Fla

– E o SPFC vai penando… sobre os protestos tricolores:

Ídolo deve se manter imaculado. Digo isso pois vi as reportagens a respeito dos protestos de torcedores são-paulinos neste sábado e me chamou a atenção a ira contra Raí.

Quem tem 20 ou 30 anos, nem imagina o que foi a “febre Raí” nos anos 90. Impensável para a minha geração ver um atleta idolatrado como ele ser xingado por um torcedor do São Paulo FC (assim como seria um palmeirense xingar o Evair ou um corintiano criticar o Neto). O problema é: quis voltar como cartola e correu o risco.

Mas isso é fruto de um acúmulo de coisas: as desclassificações, o futebol não-confiável, a falta de credibilidade do presidente Leco junto à opinião pública e outras trapalhadas, como a contratação de Daniel Alves. Na oportunidade, escrevemos que era uma loucura financeira e que o custo-benefício em campo seria duvidoso. Há quem criticasse com raiva, parecendo ter uma bola de cristal que dissesse o contrário. Agora, taí a realidade. O “baiano do batuque” parece não estar nem aí para as críticas contra ele – que, sejamos claros, está com os vencimentos atrasados.

O que estão fazendo com o Tricolor do Morumbi, não?

Nesta semana, contra o Bahia, o São Paulo foi eliminado da terceira competição na temporada (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

– Bom sábado, parte 1 de 4:

👊🏻 Bom dia!

Tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde.

Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina?

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Linense

Boa arbitragem no Jayme Cintra nesta ensolarada 6ª feira. Com os jogadores fazendo um jogo limpo sob forte calor, sem lances temerários, correu bastante o árbitro Paulo Sérgio dos Santos. Bom trabalho dos assistentes e quarto árbitro também.

O único porém do árbitro foi aos 45m, quando Jean (PFC) fez uma falta temerária e ele não deu cartão amarelo. Na sequência (47m), numa infração comum cometida por Rodolfo, injustamente deu a advertência a ele. “Compensou” a não aplicação anterior, e portanto, errou.

O acerto foi no bizarro erro do goleiro Tiago (aos 5m do segundo tempo), quando ele bobeou e soltou a bola na cabeça do atacante jundiaiense – e teve que cometer um pênalti. O juizão estava atento e não vacilou. Bem como o correto tiro livre indireto dentro da área em favor do Linense, marcado com correção (Agenor pôs em jogo e depois agarrou de novo!).

Me chamou a atenção que o Paulista correu demais no 1o tempo, enquanto que o Linense cadenciou bem a posse de bola. No 2o tempo, o Galo “pregou em campo” e o Elefante sobrou fisicamente, dando um sufoco muito grande.

Paulista x Linense:
Gols: 1×1
Faltas 20×12
Cartões Amarelos 1×1
Cartões Vermelhos 0x0

Confira o gol de pênalti de Léo Mineiro com a narração de Edison Roberto, o Didi – Gargantinha de Ouro:

– Estamos contigo, Bibiana!

Bibiana Steinhaus é hoje a principal árbitra de futebol da Alemanha (e talvez seja do mundo também). Tem trabalhado com competência e regularidade nos diversos campeonatos que apita. Sua última atuação foi a decisão da Supercopa da Alemanha, no jogo entre Bayern Munich 3×2 Borussia Dortmund.

Porém, um fato curioso: a TV estatal do Irã, que transmitiria a partida, cancelou o evento pois, de acordo, com as leis islâmicas (o Irã é uma teocracia) não se pode mostrar partes do corpo das mulheres publicamente (e não é a primeira vez, em fevereiro isso já aconteceu também).

Lembrei-me de Fernanda Lima apresentando o sorteio da Copa de 2014 e a polêmica criada pelas modificações estéticas na imagem da moça, feitas pelas autoridades iranianas nas imagens que chegaram por lá. É mole?

Mais detalhes sobre o jogo anteriormente citado em: https://www.dw.com/pt-br/tv-iraniana-censura-jogo-da-bundesliga-por-árbitra-ser-mulher/a-47556534

– Bikers

Pedalar com segurança: máscaras e capacetes estão prontos. Vamos lá?

Fazer exercício é importante para arejar a mente e a alma.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– É para desconfiar?

Assistiram a vitória do ABC/RN por 7×0 contra o Jacyobá/AL pela série D?

Por favor, vejam o 2o gol e analisem com frieza: é tamanha a incompetência, que dá para desconfiar de manipulação de resultado (devido aos casos acontecidos em SP)?

Vide sobre essas denúncias paulistas em: https://is.gd/CILMLx, caso você não tenha ciência.

Sobre o lance citado, vamos lá:

Do minuto 54’55 ao 55’55” no link abaixo, o goleiro cobra o tiro de meta e os zagueiros ficam tocando a bola na pequena área, até perdê-la e quase sofrer o gol (a bola sai para a linha de fundo). Aí o goleiro cobra outro tiro de meta e os zagueiros trocam passe até que a bola caia por erro nos pés do atacante, e antes que “ele possa perder o gol”, o defensor comete o pênalti.

Tudo isso em… 60 segundos!

Desculpe-me, mas é “querer tomar o gol” ou puramente ruindade? Em época de desconfiança na lisura do esporte, tais erros permitem a dúvida.

Assista no tempo descrito em: https://youtu.be/0nhqDRivQtU

– 43 anos que Pelé parou!

O tempo passa: em 01 de Outubro de 1977, Edson Arantes do Nascimento jogava profissionalmente pela última vez!

Extraído de: https://seuhistory.com/hoje-na-historia/ultima-partida-de-pele-como-jogador-profissional

ÚLTIMA PARTIDA DE PELÉ COMO JOGADOR PROFISSIONAL

O dia 1o. de outubro de 1977 marcou a despedida de um dos maiores ídolos futebol mundial. Vestindo a camisa do Cosmos, de Nova York, o rei Pelé decidiu que era hora de dar adeus aos gramados. Depois de uma carreira de glórias pela seleção brasileira e pelo Santos, ele chegou ao time norte-americano aos 35 anos, em 1975, com o objetivo de difundir o esporte no país. Pelo Cosmos, Pelé conquistou o título de campeão norte-americano de 1977. A despedida oficial do Rei foi justamente contra o Santos, em um confronto em Nova York que muitos consideram que só existiram perdedores. O Rei foi um deles, pois não fez seu último gol da carreira pelo Peixe, clube que o projetou para o sucesso. Pelo contrário, Pelé acabou marcando pelo Cosmos na derrota do Santos por 2 a 1. O Cosmos, mesmo vencendo o jogo, perdia seu grande craque e relações públicas. Contudo, o futebol foi o grande derrotado, já que um dos maiores jogadores da história encerrava ali sua vitoriosa carreira.

– O São Paulo está eliminado da Libertadores.

Antes da derrota para o River Plate, em determinado momento o São Paulo FC teria que ganhar por 11×0 do Binacional do Peru para se classificar dependendo apenas dele na Libertadores da América e não ser eliminado na fase de grupos. Conseguiria? Claro que não.

E pensar que mesmo com o elenco caríssimo que tem, com a estrutura oferecida e com a experiência na competição do clube, conseguiu fazer esse papelão…

Dificilmente Fernando Diniz continuará. Se não cair nas próximas horas, cai depois das Eleições. Lembre que Vágner Mancini (insisto nisso), um acertador de clubes, estava lá no Morumbi todo esse tempo.

Quem poderá ser o novo técnico do Tricolor?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Linense, Série A3.

Divulgada a escala dos árbitros para o confronto tão importante envolvendo o Galo da Japi vs Elefante da Noroeste. Abaixo:

Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos, 41 anos, agente de segurança, há 15 temporadas na FPF.
Árbitro Assistente 1: Fernando Afonso Gonçalves de Melo, 39 anos, professor de educação física, 11 temporadas.
Árbitro Assistente 2: Italo Magno de Paula Andrade, 32 anos, professor de educação física, 11 temporadas.
Quarto Árbitro: Jefferson Dutra Giroto,
Avaliador de Campo: Newton dos Reis Barreira.

É um árbitro acostumado com a Série A3 e A2, todo ano trabalhando nestas divisões e fazendo a atividade de 4o árbitro na A1. Talvez não esteja na Primeirona por conta da idade, já que o propósito da Comissão de Arbitragem é escalar os árbitros “de nome” na divisão principal, somados a jovens com potencial.

Seu estilo é calmo (às vezes, peca em não vibrar no ritmo da partida). Ele é cauteloso em deixar o jogo correr, marcando muitas faltas (evitando que o jogo saia do seu controle). Para quem tem um bom batedor de faltas, é uma arbitragem favorável aos cobradores.

Me recordo de ter comentado duas partidas de Paulo Sérgio envolvendo o Galo: a estréia na A2 em 2015, contra o Independente de Limeira (numa partida remanejada para a Rua Javari e razoavelmente apitada). Vide aqui sobre a derrota por 1×0: https://wp.me/p55Mu0-m2. O outro jogo em 2018, na Bzinha, com vitória de 3×1 sobre o Joseense onde atuou bem. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1YD.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Linense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Alexandre Bardi. Sexta-feira (02/10), às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O jogo que não acaba (e não agrada): Paulista e Olímpia na Polícia!

Vou tomar bastante cuidado com o que estou escrevendo, pois até que se PROVE o contrário, todos são inocentes. Abaixo:

O jogo Paulista 2×3 Olímpia não acabou ainda. Terminou no Jayme Cintra, mas está rolando em 3 outras entidades:

  1. Na Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva), com documentação nas mãos do delegado Cesar Saad da Polícia Civil;
  2. No TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de São Paulo, onde foi criada uma investigação mantida em sigilo;
  3. Na Comissão de Integridade da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Tornou-se pública a história de apostadores desonestos aliciarem atletas na A3, e todos repercutiram a denúncia de Magno Dourado às vésperas de Desportivo Brasil 2×3 Paulista (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rAV). Agora, já se sabe que a mesma suposta pessoa envolvida como pivô na polêmica partida em Barretos 0x4 Linense foi acusada de assédio neste jogo ocorrido em Porto Feliz.

A empresa de monitoramento de apostas esportivas e fraudes SportRadar, uma gigante mundial e que trabalha para a FPF, apontou irregularidades, principalmente pelos valores envolvidos. Especialmente sendo um jogo de 3a divisão regional, quem teria coragem para acumular apostas em quase 20 mil euros, cravando vitória do time da casa no primeiro tempo e derrota do mesmo no segundo período? Nem em Premier League você aposta alto assim, e com tal precisão de placar!

Ainda, sobre o relatório da SportRadar entregue às autoridades, ela concluiu que o resultado era PREVIAMENTE sabido. Ou seja: o apostador tinha ciência do que aconteceria nos dois tempos de jogo. E aí restam quatro opções para nós, mortais torcedores e apaixonados pelo esporte imaginarmos sobre o talento do investigado:

  1. Mestre da futurologia e conhecedor profundo de futebol (especialista);
  2. Louco que levou sua insanidade a acertar sem querer (sortudo);
  3. Tem bola de cristal (é um bidu);
  4. Armou um esquema (vigarista).

Eu vou na opção 4.

O documento da investigação diz o seguinte:

“Contra a lógica, 62% de todo esse valor foi apostado na opção em que o Paulista venceria o primeiro tempo, e o Olímpia o confronto (…) Finalmente, nenhum fator esportivo pré-jogo pode influenciar tanto os apostadores em nenhum desses resultados específicos, visto que qualquer fator esportivo regular impactaria tanto o primeiro tempo quanto o resultado de jogo completo de forma semelhante, e nunca poderia sugerir que o Paulista FC venceria apenas a primeira parte, enquanto o Olímpia FC acabaria por vencer a partida. No geral, é bastante claro que os apostadores tinham conhecimento prévio do resultado final tanto do primeiro tempo quanto da partida, e aproveitaram vários mercados de apostas para maximizar os lucros em apostas ilícitas (Entre os apostadores identificados, ao menos um já tinha sido marcado pela empresa por apostas irregulares).

As conversas estão em:

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/apostador-detalha-esquema-de-compra-de-resultados-na-serie-a3-ao-tentar-subornar-jogador-ouca.ghtml

Insisto: todos são inocentes até que se prove o contrário. Não estou acusando ninguém.

Como imaginar, diante de tudo isso, que as coisas aconteceram por simples coincidência? Com essas informações, você começa a duvidar de tudo e de todos (não estou dizendo que os citados neste exemplo que se segue são culpados de crime, até que se prove o contráriode novo, são inocentes em minha opinião e vítimas de sua própria incompetência – a não ser que a Polícia diga algo diferente).

  • Não fica uma pulga atrás da orelha o jogador do Olímpia dar um carrinho e ir com a mão deliberadamente na bola, sendo que poderia tentar o embate de outro jeito (me refiro ao lance do primeiro gol sofrido pelo Olímpia)? (1o tempo)
  • Na furada do chute da defesa que originou o segundo gol sofrido pelo Olímpia, foi proposital ou é pura e simplesmente “ruindade”? (1o tempo)
  • No pênalti cometido pelo Paulista (e que cravamos não ter sido – o torcedor não precisa conhecer detalhes da regra do Jogo, mas o árbitro sim, especialmente numa bola que bateu na mão espirrada pelo pé, lance idêntico ao pênalti equivocadamente marcado em Palmeiras x Internacional), o árbitro convicto apontou a marca penal. Interpretou errado / incompetência? Não era lance tão difícil com exemplo recente e discutido pelos fóruns da categoria. (2o tempo).
  • O jogador do Galo que cometeu o pênalti, não esboçou um “A” de reclamação. Seria inexperiência, passividade ou o quê? (2o tempo).
  • Rodolfo era disparado o melhor jogador do Paulista, e foi substituído logo no começo da segunda etapa. O treinador Oliveira justificou “rendimento”. Ou errou feio demais, ou deve ter se desentendido com ele. Ou outra coisa?

CALMA: não estou apontando ninguém (pela enésima vez: todos são honestos até que alguém prove o contrário), mas diante de tanta coisa estranha (ou tanta incompetência), há de se achar tudo esquisito.

Como jundiaiense, como torcedor do Paulista, como amante do futebol, quero crer que tudo seja fruto da desconfiança de excesso de erros técnicos. Mas o que as autoridades estão suspeitando (e precisamos ser transparentes em tudo) é o cenário descrito.

Torço para que o presidente Rodrigo Alves e seus pares possam mostrar que o Paulista FC é isento desta grande picaretagem que virou a A3, e que se der “algum pepino” (algo for provado contra alguém do time), que tenha sido um ato isolado de alguém que fraquejou. E que se investigue atletas, comissões técnicas, dirigentes, árbitros e demais possíveis envolvidos numa partida.

Por fim: se estivéssemos num país de rigor absoluto, a série A3 (com tantas denúncias no pós-pandemia) seria paralisado.

– Marinho e a consciência coletiva

Muitos tratam o jogador Marinho, do Santos FC, com ironia e desdém, devido as brincadeiras e memes surgidos de suas falas. Mas repare que são simples brincadeiras, sem maldade ou prejuízo para alguém. Folclore de um cara espirituoso!

Entretanto, Marinho tem falado ultimamente de cidadania, respeito, combate à discriminação e inclusão. Inclusive, disse no programa “Bem Amigos” da Sportv sobre o ativismo de atletas importantes como Lebron James ou Louis Hamilton:

“Quando o Hamilton faz isso, o Lebron faz isso lá nos EUA, eles têm muito respeito. Se no Brasil você vai fazer é muito mimimi, ‘Nutella’, isso e aquilo. Mas eu vou defender a bandeira porque muita gente passa por isso e não tem voz ativa. Não ligo para o que vão falar de mim. O importante é eu saber, olhar para o próximo, pessoas que passam por isso diariamente, sofrem com isso nos empregos e não podem falar, senão vão ser mandadas embora.”

É isso mesmo: ter empatia faz a diferença na dignidade de alguém. Parabéns, Marinho!

– Os deuses da bola não se enganam.

Alguém fotografou Messi durante o jogo entre Barcelona vs Villareal. E não é que o fundo da imagem ficou perfeito?

Repare no que está escrito no campo. Combina com Lionel ou não?

– Vieri, Ronaldo, Zamorano e a Inteligência de Mercado: uma história que serve de exemplo:

Uma pena que perdi o jornal de onde tirei o recorte para citá-lo, mas vale a postagem: Ivan “Bam Bam” Zamorano, dias atrás, numa entrevista sobre sua passagem na Itália, deu um exemplo de como um jogador inferior pode ganhar a titularidade em uma equipe jogando pelo coletivo, “carregando o piano”.

Disse o chileno:

“Fui jogar na Internazionale, que tinha um dos melhores times do mundo. Aí contrataram o Ronaldo, um excepcional jogador, extraordinário. E eu ía jogar com o melhor futebolista do mundo, um privilégio. Porém sabia que perderia a camisa 9 (…). Pouco a pouco fui fazendo amizade com Ronaldo, mas logo vem outro goleador fabuloso, italiano, o ‘Toro Vieri’. Então pensei: ‘Meu lugar está garantido no banco’. O que eu poderia fazer diante desses dois monstros espetaculares? Daí eu descobri algo. Descobri que Ronaldo e Vieri não poderiam jogar juntos porque ninguém deles poderia sacrificar um pelo outro. Eu sabia desde pequeno que as equipes não se fazem só de estrelas, e aquela faltava alguém para o sacrifício, alguém para ajudar o companheiro, alguém que corresse mais que os demais, alguém que não quisesse só fazer gols, mas fosse o primeiro a voltar para a defesa. Nesse caso, eu diria que é “inteligência de mercado”, pois eu tinha que reconhecer as características deles e analisar suas fraquezas e competências; e, assim, procurar entrar nesse time. O objetivo era convencer o treinador, e eu o convenci correndo muito, me sacrificando mais e me sacrificando como nenhum dos dois faria pelo outro. Eu me sacrificava pela equipe. No final dos 5 anos que joguei na Itália, tanto Ronaldo quanto Vieri tiveram que se revezar comigo, e assim me segurei pondo o ‘pescoço’ pela equipe toda.”

Essa Inteligência de Mercado não é algo para o futebol ou para a carreira, mas serve para a vida! A importância em se discutir oportunidades e atitudes cada vez mais é fundamental.

– O Flamengo das contradições: do êxito ao egoísmo!

O Flamengo conseguiu o protagonismo do melhor futebol da América do Sul em 2019; mas conviveu com a mácula da tragédia do Ninho do Urubu (algo evitável se ocorresse zelo e manutenção, segundo as autoridades).

Depois quebrou o monopólio dos Direitos de TV fazendo lobby junto ao Governo; ao mesmo tempo, foi o principal ator com a briga do Cariocão, descumprindo o contrato vigente com a Rede Globo.

Por fim, após voltar com o futebol antes da hora durante a pandemia, agora quer tratamento diferenciado no caso dos atletas com Covid. Mesmo com demonstrações públicas de desrespeito aos protocolos, quer adiar o jogo contra o Palmeiras.

Ora bolas, se o Goiás e o CSA foram obrigados a entrar em campo nas mesmas situações (exceto na Rodada 1 do Brasileirão pois houve a celeuma dos “erros ou não erros”), por que com o Mengão tem que ser diferente?

O clube deveria se policiar mais, tomar cuidados e rever algumas declarações, como a do Diretor Marcos Braz na Sportv. Perguntando sobre aglomeração sem máscara na fotografia, respondeu:

“Na hora da foto, eu também tiro a máscara, prendo a respiração e coloco de novo”.

E nem vermelho ficou…

– Jairzinho e a ofensa à bandeirinha

O carismático Jairzinho, o Furacão da Copa, pisou feio na bola. Durante a transmissão de Vasco x Botafogo, ao criticar um impedindo da árbitra assistente Neuza Back (que é da FIFA), mandou ela “lavar roupa”!

Que desagradável…

Ao menos, pediu desculpas.

Aqui: https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/botafogo/noticia/jairzinho-se-diz-arrependido-apos-comentario-machista-em-transmissao-da-botafogo-tv.ghtml

– Diminui o interesse pelo futebol por parte dos mais jovens.

O futebol tem sido um esporte atrativo para os jovens?

Aparentemente, não. E o interesse dele tem caído muito mundo afora! Veja a pesquisa, extraída de: https://pressfut.com/post/diminui-o-interesse-dos-jovens-por-futebol/

DIMINUI O INTERESSE DOS JOVENS PELO FUTEBOL

Dados da ECA e do Datafolha apontam uma crescente perda de adeptos no mundo. Até mesmo o Brasil, conhecido como “país do futebol”, sofre com esse dilema. O interesse dos jovens pelo futebol vai dando lugar a novas tendências.

A Associação dos Clubes Europeus (ECA), mostrou recentemente, que 13% dos jovens entre 16 e 24 anos declararam “odiar o futebol”, enquanto 27% não tem “nenhum interesse” nesse esporte. Vale lembrar que o estudo foi feito na Europa, onde se pratica futebol no mais alto nível. A conclusão para esse desinteresse está ligada a esses quatro principais aspectos:

1. Preferência por outros esportes (e-esportes, principalmente);
2. Partidas muito longas (o tempo é cada vez mais escasso e é preciso despertar o interesse das pessoas em segundos);
3. Falta de emoção nos jogos;
4. Falta de um ambiente que favoreça a inclusão e a diversidade no mundo do futebol.

Isso liga um alerta para todos os stakeholders do futebol. Essa faixa etária analisada no estudo é extremamente importante no impacto dos negócios. Isso porque, ela é a faixa etária que está ingressando no mercado e destina boa parte de sua renda ao entretenimento. Ou seja, o futebol está perdendo espaço para outros entretenimentos. Por isso, é preciso mudar alguns conceitos e criar novas ofertas de valor para esses clientes. Como listado anteriormente, o mundo cada vez mais dinâmico, precisa chamar atenção de forma rápida. Como no futebol tem faltado emoção, uma hora e meia de jogo se torna tedioso.

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Desportivo Brasil x Paulista, além da suspeita da Polícia (oficial) sobre o Olímpia!

Para o decisivo jogo do Paulista em Porto Feliz contra o Desportivo Brasil, apitará Danilo da Silva – árbitro de 36 anos, hà 13 temporadas na FPF, e que subiu da Série B / A3 em 2019 para escalas na A2 em 2020.

No ano passado, falamos do potencial deste árbitro. Firme, seguro e rigorosonão tendo “fama de caseiro”, sempre atuando muito bem. Porém, no Jayme Cintra no ano passado, relaxou durante a partida contra o Independente de Limeira e se “embananou”, perdendo o ritmo e critério da partida. Como sua característica principal é não dar qualquer falta, deixou de marcar faltas reais e não expulsou um atleta de Limeira.

Relembre o jogo citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/07/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-independente/

Torço para que tudo ocorra bem, e que tenhamos uma boa arbitragem.

ACRÉSCIMO: hoje, durante o Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan, o Delegado de Polícia César Saad disse ao vivo que “foi recebida uma denúncia de suspeita de manipulação do jogo envolvendo o Olímpia”. Lembrando que a única partida do Olímpia na volta da pandemia foi sábado, em Jundiaí. Aos que acompanharam a transmissão da Rádio Difusora, vão se recordar que falamos dos erros bisonhos do zagueiro que redundou no pênalti do 1o gol, a furada do 2o gol e ficou plantado no contra-ataque equivocadamente marcado que poderia ser o 3o gol do Galo.

Sobre a partida entre Paulista 2×3 Olímpia (logo no 1o parágrafo), aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/19/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×3-olimpia/

Se você tiver interesse sobre assuntos de manipulação e dicas para percepção, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/20/manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-paulistao-a3-de-novo-o-ambiente-da-vulnerabilidade-e-notorio/

A respeito da fala do delegado, acompanhe a partir de 1:00:29, em: https://www.youtube.com/watch?v=ztwgu2dq12k&t=4257s

– O futebol não é algo sério: Daniel Alves, Flamengo e Torcidas.

O Governo liberou a possibilidade de até 30% da capacidade dos estádios para torcedores, ficando a cargo de autoridades estaduais e municipais regularem a fiscalização e permissão. No mesmo dia, a Inglaterra anunciou que não se deve ter torcedores nas arquibancadas nos próximos 6 meses. Quem está com a razão?

No Equador, o jogo do Flamengo estava confirmado, adiado, depois confirmado e com a necessidade de deixar o estádio em quarentena pós-partida. Levando em conta que o Del Valle, último clube que jogou com o Mengão testou TODOS como negativo, parece que os brasileiros é que foram imprudentes…

Por fim: Daniel Alves não viajou com o São Paulo pois estava lesionado com o braço. Mas postou foto com tamborim usando o membro machucado, feliz da vida. Se o clube não está em boa fase, é prudente tal postagem?

Falta no Brasil: seriedade, profissionalismo e… “semancol”

– Que fase, Mengão… Os atletas com Covid_19 do Flamengo e a confusão de competência financeira e administrativa.

Do céu ao inferno?

Depois da sequência de títulos, o Flamengo amarga resultados ruins em campo (derrota por 5×0 na Libertadores), brigas internas e agora 6 jogadores com Covid_19: Diego, Filipe Luis, Michael, Isla, Bruno Henrique e Matheuzinho.

Muito se tem falado da gestão do clube. Há de se entender que gestão esportiva é diferente de outras áreas administrativas, como a de uma multinacional, pública, hospital… ela é singular em muitas nuances. Tem que ser “do ramo”, sem perder o profissionalismo. E há de se entender também que ter competência financeira é diferente de ter competência administrativa.

Por fim: lá no Equador, com tanto contato físico, “somente” 6 atletas estão contaminados?

– O Brasileirão está muito chato!

Cá entre nós: os últimos jogos do Campeonato Brasileiro, em sua maioria, estão sofríveis. Partidas cansativas, jogos compridos (parecem durar horas) e falta de empolgação.

O equilíbrio é nivelado por baixo, a ousadia em buscar o jogo ofensivo é rara (o Atlético Mineiro é a exceção) e não se vê novidade. Até quando vemos acertos (como o do VAR cancelando um Cartão Vermelho equivocado em Botafogo x Santos), o jogo em geral não se torna atrativo e os pontos fortes são ofuscados.

Estamos diante de uma das piores temporadas do Brasileirão? Talvez. Mas que não se culpe a Pandemia por isso – pois ela, por si só, não é responsável pelos males do futebol tupiniquim.

– A aglomeração que não podia existir numa simples cobrança de falta.

O Estádio Jayme Cintra, de propriedade do Paulista Futebol Clube, possui 68m x 105m (é a dimensão oficial mínima exigida pela FIFA para uma partida internacional entre profissionais). Portanto, corresponde a 7.140m².

Entretanto, um lance me chamou a atenção na partida de sábado: em determinado momento do 1º tempo, na partida entre Paulista 2×3 Olímpia, o posicionamento do Galo da Japi na cobrança de falta do Galo Alviceleste. Veja a imagem recortada:

Pois bem: dos 11 atletas do Paulista, há 10 dentro da Grande Área. Veja nesta imagem em preto e branco (para destacar as cores no posicionamento dos jogadores) os 10 atletas de Jundiaí frente os 5 de Olímpia. Abaixo: 

Repare mais, na imagem colorida (agora destacando as marcações do campo): os atletas estão na região do ponto penal (portanto, a 11 metros da linha de fundo). Se você considerar que a área de meta (a popular “pequena área”) tem 5,50m de cada lado + 7,32m da linha de meta, dá pouco mais de 200m². Observe:

Pensemos: com tanto espaço no campo, o posicionamento tão aglomerado é um convite para não ter uma sobra de bola! Se o campo tem 7140m², e o time ocupa somente 201,52m² numa cobrança de falta, obviamente o Olímpia estava muito melhor posicionado no restante do campo. Só tem 1 jogador fora deste agrupamento. Pior: existem 5 jogadores na barreira e um 6º atleta (o 9º elemento da imagem acima) agachado atrás dela, caso o chute fosse rasteiro e a barreira pulasse.

Realmente tudo isso é necessário? O chute foi mal cobrado, no meio da barreira, atingindo Jean. Se fosse rasteiro, era só não pular. E a sobra, para quem ficou?

Insisto e termino: sabemos que o campeonato recomeçou agora, mas um “amontoado” como esse (num espaço tão pequeno em um campo tão grande), sem preocupação em recuperar a posse de bola no possível rebote para um contra-ataque mortal, com um atleta isolado na frente, é algo evitável.

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.