– A falta de torcida explicaria os resultados da Copa do Brasil?

Visitantes ousados ou Mandantes passivos?

Nos jogos de ida da Copa do Brasil, quem “jogou fora” deu trabalho para quem era dono do mando de jogo. E fica uma indagação: a falta de torcedores nas arquibancadas foi determinante para os placares ou apenas coincidência?

Talvez sim, talvez não. Muitas equipes se empolgam com os torcedores, mas quando o time joga mal e é cobrado, se encolhe com a pressão da massa.

Ficaremos sempre no achismo: e se em todos esses jogos, os estádios estivessem lotados, os resultados seriam outros?

– Chega de discursos de Vitimismo no futebol. Assumamos as culpas e responsabilidades!

Eu amo o futebol, mas não posso ser um alienado por ele. Futebol deve ser diversão sadia para o torcedor, que precisa entender ainda que para o dirigente honesto e responsável, o esporte é um negócio que tem a finalidade de render dinheiro e fomentar empregos na indústria do entretenimento.

Portanto, sem romantismo ou saudosismo de outros tempos, deve-se entender que o fanatismo deturpa este entendimento lúdico e racional. Torcedor se “descabelar” e sofrer, é algo desnecessário. Chorar por um time de futebol? Pare com isso, não devemos nos estressar – afinal, o clube de futebol é uma entidade privada que visa lucro, não mais uma associação de pessoas que pensa em algo para se divertir. E daí lembremo-nos que os Governos (Federal, Estadual ou Municipal) não devem dar benesses a essas entidades, pois o dinheiro público deve ser para ações educacionais, de saúde ou outras mais relevantes.

Parafraseio o italiano Arrigo Sacchi:

“O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”.

Assim, cuidado com os espertalhões que querem transformar os torcedores em “frente de batalha”, através de discursos demagogos (até porque, esses mesmos grupos de pessoas, um dia podem se rebelar contra a cartolagem que os usa). Quer exemplos?

Há inúmeros declamadores de “teorias das conspirações”. Dos times grandes aos pequenos, você ouve coisas como: “Minha equipe é sempre perseguida pela FPF”, ou, “A CBF sempre quer me prejudicar”, ou ainda: “Sempre a juizada vem meter a mão no nosso time”.

Repararam no “sempre”?

Ora, pense: diretores martelam esse discurso inflamando os torcedores que o replicam. E isso é subterfúgio para incompetência! Os cartolas não falam que contratam mal os seus jogadores, que gastam irresponsavelmente seu dinheiro, ou ainda que demitem treinadores que eles mesmo contratam errado e insistem num ciclo de contratação e demissão sem critério algum.

TODOS os clubes reclamam de arbitragem, de organizadores, de tudo. Mas NENHUM faz protesto por favorecimento quando eles ocorrem – e é lógico que ocorrem, pois se um time é prejudicado em campo, o adversário é quem se beneficia. Assim, quem perde chia, quem ganha se cala. E, por obviedade, tudo é discurso para mascarar a incompetência (os erros de árbitros e de organizadores acontecem, mas não na proporção reclamada, infinitamente mais fomentada para disfarçar).

Menos vitimismo, mais profissionalismo.

Imagem extraída de: https://www.portalzap.com/liga-das-estrelas-fut7-confira-os-resultados-dos-jogos-do-final-de-semana-e-os-proximos-confrontos/

– O que levaria os treinadores estrangeiros a recusarem o Palmeiras?

Quem está na América do Sul, sabe que o “oásis” financeiro no futebol pode ser o Brasil. Com condições de pagar salários bem maiores do que a média dos nossos vizinhos, a lógica mandaria que um convite para treinador estrangeiro a time grande daqui seria quase irrecusável.

Porém, vemos que recusaram o Palmeiras (que é um gigante e paga em dia): Miguel Ángel Ramírez, Sebástian Beccacece, Quique Setién e Gabriel Heinze!

Como explicar?

Três hipóteses:

  • Têm medo de encararem um desafio maior do que poderiam,
  • Têm receio da instabilidade da permanência dos treinadores no Brasil (perdeu, é demitido), e
  • Têm projetos para trabalhar na Europa?

Exceto a 1a, as outras duas são aceitáveis. Dinheiro, é fato, não seria o problema. A dificuldade deve ser, claramente, nas condições de trabalho e garantia de tempo. Afinal, Felipão, Mano e Luxemburgo (3 treinadores de Seleção Brasileira) não aguentaram no cargo.

– Quem disse que para ser comentarista precisa ter sido excelente jogador ou árbitro?

Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso ou fracasso no pós-carreira em decorrência do que já fizeram?

Digo isso pois vejo haters dizendo aos comentaristas:

  • “Jogou onde” para criticar esse atleta?
  • O cara nunca chutou uma bola, é jornalista, e quer criticar treinador? 
  • Apitava mal pra caramba e agora se mete a falar dos outros?

Fácil responder isso, é só perceber quem é melhor comentarista na TV: Caio Ribeiro ou Pelé? E quem foi melhor jogador?

Ou, se preferir, questione-se: Luxemburgo, Felipão, Telê Santana, Oswaldo Brandão… quais seus títulos como atletas e depois que encerraram a carreira quais são as conquistas como treinadores?

Sobre isso, acho interessante compartilhar esse texto, de 28/03/2014, publicado nesse mesmo blog, mas que permanece atual:

DE JOGADORES / ÁRBITROS A TREINADORES / INSTRUTORES

Mudar o ciclo de uma atividade é difícil. Nem todos conseguem se desapegar da rotina passada e tentam se adaptar às novas realidades da melhor maneira possível.

No futebol, essas mudanças de funções são, em alguns casos, traumáticas e frustrantes. Em outros, de maior glória do que na vida profissional inteira até então!

Veja o caso de ex-jogadores e ex-árbitros. Onde se inserirão no pós-carreira?

Seedorf anunciou há dias a aposentadoria como jogador e virou treinador no Milan. Ótima chance para um iniciante, que, sejamos justos, já esperava a oportunidade e se capacitava paralelamente a isso. Porém, dificilmente vemos ex-atletas começando por cima, e ele é mais uma das exceções, como Falcão e Dunga, que sem nunca terem trabalhado em clubes menores, foram para a Seleção Brasileira.

Grande é o número de atletas que não conseguem nem chegar às categorias de base como treinadores, tendo dificuldade de vingar no profissional. E isso independe da sua categoria como jogador. Será que Muller, Bebeto, Romário, Raí e até mesmo Pelé seriam grandes “professores” na área técnica a beira do gramado? Qualquer resposta seria mero “chute”. Beckenbauer e Cruyff foram magníficos dentro e fora de campo. Mas outros do mesmo nível não. Luxemburgo era reserva de Júnior, mas o primeiro foi muito mais vitorioso como treinador.

Portanto, ter sido craque ou cabeça de bagre com a bola no pé parece não ser tão decisivo para ser “o homem da prancheta”. Muitos conseguirão ensinar apenas os conceitos, outros farão o time jogar de fato. É por isso que existem os comentaristas esportivos, que podem ver o futebol à sua forma, conseguem passar tudo claramente aos torcedores mas que necessariamente não seriam grandes treinadores. E grandes treinadores que teriam uma dificuldade enorme em se fazer entender ao ouvinte.

Me recordo de 4 bons nomes que sugiram graças a uma filosofia (arriscada, mas que foi correta) de lançar treinadores por um clube: o Paulista de Jundiaí, que deu grande oportunidade ao Giba (que nasceu como treinador no Lousano Valinhos, parceiro do Galo Tricolor na época); depois vimos Zetti se sagrando vice-campeão estadual (perdendo do São Caetano de Muricy Ramalho); aí veio Vagner Mancini (que já dirigiu grandes equipes) e Wagner Lopes (sempre na ativa na série A1, atualmente no Botafogo-SP).

Por assumirem a responsabilidade em um clube que não era um dos grandes (de massa, como Corinthians e Flamengo), conseguiram trabalhar com pressão menor. Mas já imaginaram Marcos como treinador do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo? Aceitariam o risco de arranhar a imagem construída até hoje? Seriam treinadores de um clube só, como foram enquanto jogadores? E as vaias, para onde iriam? E, claro: a competência estará no mesmo nível?

Para mim, Seedorf é uma grande incógnita como treinador. Mas desejo sucesso, pois com o carisma e competência que tem, pode triunfar.

Entretanto, “ser sem carisma” é a rotina dos árbitros de futebol. No pós-carreira, farão o quê? Serão observadores de jogos das suas federações recebendo ajuda de custo a R$ 50,00, só pelo prazer de lá estarem? Ou conseguirão entrar no seleto clube de membros de comissões de arbitragem e instrutores? Poucas são as vagas como comentarista de arbitragem na mídia, e praticamente nulas as pretensões como “professores de regras” aos jogadores, contratados pelos clubes para melhor capacitar seus atletas.

Aqui, a comparação com os jogadores é idêntica: Dulcídio Wanderley Boschilla e Oscar Roberto Godoi foram excepcionais árbitros, mas seriam bons instrutores, com boa didática e jogo de cintura no trabalho junto aos cartolas das federações? Creio que não. Godói, entretanto, é ótimo no jornalismo esportivo, sendo claro, incisivo e objetivo. Encontrou-se! Enquanto isso, ex-árbitros como Roberto Perassi e Sílvia Regina (o primeiro comum em campo e a segunda competentíssima na categoria “feminino” – talvez a melhor árbitra da história do Brasil, mas razoável tecnicamente em jogos masculinos) são excelentes como instrutores. Sérgio Correa da Silva e Arthur Alves Júnior, também não-excepcionais como árbitros, enveredaram um caminho de sucesso como dirigentes sindicais (ao menos, figuram em vários cargos). Gaciba, Simon e Arnaldo são irrepreensíveis na TV, conseguindo essa transferência de competência agregando a didática.

Portanto, a relação de competência em uma função não necessariamente significa sucesso em outra. Um jogador mediano / árbitro comum pode ou não ser grande treinador / instrutor. E um jogador craque / árbitro excepcional pode ou não ter sucesso, mas com uma diferença: o comparativo com o que fazia antes de mudar a carreira será algo cruel. Será cobrado por tal! Sem contar com aqueles que não vieram necessariamente de dentro das 4 linhas: Carlos Alberto Parreira jogou onde? E é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Mais: o Professor Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Árbitros da FPF por muitos anos, apitou onde? E foi talvez o maior nome da entidade.

Há os esforçados, como o Cel Marcos Marinho, atual presidente da CEAF-FPF, que assumiu o cargo sendo Major encarregado da luta contra as torcidas organizadas, e que apesar de muito estudar as regras, ainda leva a desconfiança do domínio das mesmas. Teria ele experiência para ensinar posicionamento ou dinâmica de arbitragem aos árbitros?

E pensar que, Armando Marques, velho de guerra, que um dia errou a contagem de pênaltis na decisão entre Santos x Portuguesa numa decisão de título paulista, por anos a fio presidiu a Comissão de Árbitros da CBF e conduziu a arbitragem brasileira ao desrespeito de muitos…

Por fim: o treinador de futebol ou o instrutor de arbitragem deve, independente do seu histórico como ex-jogador ou ex-árbitro, ter uma tríade de virtudes:

  1. – o conhecimento técnico (ter estudado),
  2. – a prática (ter vivenciado as dificuldades) e
  3. – a vocação (o dom entusiasta para exercer a atividade).

Claro, com uma boa oportunidade de sorte para mostrar o seu talento.

E você, o que pensa sobre isso? Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso no pós-carreira (ou não) em decorrência do que já fizeram?

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arbitro gordo

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Pratique esporte!

Quem quer correr?

A Pista de Atletismo do Bolão (em Jundiaí) é um convite à boa prática esportiva diária. Vale a pena frequentá-la com assiduidade.

O corpo e a mente agradecem…

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– 157 anos de Futebol e 11 curiosidades

Nesta segunda-feira, se festeja 157 anos do futebol!

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: ‘são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão’; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, acréscimos na partida, área técnica, entre outras.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 157 anos?

Deixe seu comentário:

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Por quê Gustavo Scarpa não foi expulso em Atlético-GO 0x3 Palmeiras?

Que “pipocada” do árbitro Sávio Pereira Sampaio em Goiás, não?

Aos 42 minutos do 2o tempo, Gustavo Scarpa (SEP) pisa na perna de Natanael (ATL). Em lances assim, não tem muito o que fazer, é jogo brusco grave, força excessiva para disputar a bola e deve ser punido com Cartão Vermelho.

Porém, mesmo chamado pelo VAR Wagner Reway para rever a jogada, o juizão manteve o Cartão Amarelo. Aí você imagina duas situações: incompetência ou medo de expulsar jogador de time grande (já que Leonardo Gaciba, chefe da arbitragem na CBF, andou aceitando vetos por reclamações dias atrás).

Triste futebol brasileiro, que não é competente nem independente.

– O mata-mata da Libertadores. Qual jogo você deseja assistir?

Dos confrontos sorteados pela Conmebol para a próxima fase da Libertadores da América, os confrontos que envolvem brasileiros são:

Guarani(Par) x Grêmio
Delfin(Equ) x Palmeiras
Inter x Boca Juniors
Racing(Arg) x Flamengo
Athletico-PR x River Plate
LDU(Equ) x Santos

Exceto o Athletico Paranaense (que tem uma parada muitíssimo difícil), creio que todos os demais brasileiros podem passar de fase. Mas destes jogos, se for para escolher um, acho que o mais legal para assistir (envolvendo emoção, interesse e tantas coisas) é o Internacional x Boca Jrs.

E para você: qual o jogo que mais desperta interesse?

– 80 anos do Rei Pelé!

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Ciro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto… Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) (como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois). Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

– O São Paulo 29×0 Taboão da Serra retrata o futebol feminino brasileiro…

O futebol feminino, todos sabemos, engatinha no Brasil (e sempre foi assim). Falta patrocínio adequado, existe pouco incentivo e não temos um campeonato verdadeiramente profissional. 

Alguns clubes e federações tentam fazer algo sério, mas esbarram em todos esses fatores citados. E quem sofre, evidentemente, são as atletas que se desdobram em conseguirem sobreviver.

Neste cenário, há disparates impressionantes: por exemplo: o bem estruturado São Paulo FC que jogou contra o quase amador CA Taboão da Serra, e venceu por 29×0!

O depoimento da jogadora Nini, do Taboão, à TV FPF,  é um retrato perfeito para se entender o momento:

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo vem treinando há muito tempo, inclusive durante a pandemia, enquanto nosso time é um elenco muito jovem e praticamente nós não tivemos treino. Nós conseguimos um campo recentemente, treinamos três dias antes do início do Campeonato Paulista, nesta semana tivemos mais dois dias de trabalho no campo, então é muito difícil jogar e posicionar taticamente contra um time do nível do São Paulo. Mas em momento nenhum vamos desanimar. Infelizmente a gente usa a camisa do CATs, mas em pouca coisa o clube nos ajuda. É mais a vontade da comissão técnica mesmo, as atletas estão sem ganhar nada, ninguém tem salário, ninguém tem condução, a gente não tem roupa de treino, não tem apoio nenhum do clube. A gente simplesmente usa o nome do clube para participar do Campeonato Paulista porque acredita que é uma oportunidade para as meninas mais novas.”

Mais cristalina do que essa realidade, impossível…

– O problema é: treinadores ou contratantes de técnicos? Precisamos de um Béla Guttmann no século XXI?

Os treinadores estrangeiros estão fazendo sucesso no Brasil: recentemente Jorge Jesus, agora Sampaoli e Domme… o Vasco trouxe Sá Pinto (uma incógnita), o Palmeiras procura um não-brasileiro, e por aí vai.

Será que nossos treinadores, na maioria, estão tão defasados, ou os cartolas dos clubes é que contratam mal e/ou não tem paciência e nem dão boas condições de trabalho aos técnicos nacionais?

Confesso que não sei. Me parece um misto das duas coisas, com algumas situações excessivas.

Dizem (a história em geral) que o húngaro Béla Gutmann, quando dirigiu o São Paulo FC, influenciou toda uma geração (incluindo a Seleção de 58 com Vicente Feola e de 62 com Aymoré Moreira). Precisaremos de um evento impactante assim nos dias atuais?

Bela Guttmann | Amazon.com.br

– #tbt 3: Damião forçou ou não?

Há 6 anos, uma postagem de um dos lances mais ridículos que já vi no futebol:

Durante a derrota do Santos por 3 x 0 no jogo contra o Criciúma, Leandro Damião foi flagrado em uma cena curiosa: em determinado momento, “se auto-agarra” puxando a camisa, estando em velocidade e com um adversário quase perto.

Teria ele tentado simular uma falta?

Momento “pastelão”.

Na década de 60, surgiram histórias de que Pelé se enroscava propositalmente com os zagueiros para cavar pênalti. Com as dificuldades da época, a esperteza do Rei e a falta de câmeras, funcionava. Mas hoje?

Damião justificou que não era simulação, mas sim que “estava arrumando a camisa que estava atrapalhando com o excesso de suor”.

Ok, a camisa de R$ 400,00 anti-suor da Nike foi a culpada… então tá!

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário e veja a imagem da Sportv, abaixo:

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Print de tela.

– Viva as mulheres iranianas que gostam do futebol!

Há 1 ano, uma vitória das mulheres… relembrando:

Não é o ideal, mas saber que ao menos existe um começo de boa vontade, já anima: mulheres foram, enfim, permitidas para assistirem futebol no Irã (eram extrema minoria, mas tomara que aumente o número de torcedoras).

Espero que também as árbitras e jogadoras de lá sejam respeitadas e tenham maiores oportunidades!

Extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2019-10/apos-40-anos-mulheres-retornam-estadio-de-futebol-no-ira

APÓS 40 ANOS, MULHERES RETORNAM A ESTÁDIO DE FUTEBOL NO IRÃ

O Irã goleou o Camboja por 14 a 0 nesta quinta (10) em jogo válido pelas eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo de 2022. Mas, apesar do placar elástico, as atenções se concentravam nas arquibancadas no estádio Azadi, onde cerca de 4 mil mulheres acompanharam a partida.

Estas foram as primeiras mulheres em mais de 40 anos que viram um evento esportivo protagonizado por homens. Isto acontece porque desde a Revolução Iraniana, que aconteceu em 1979, as autoridades locais passaram a reprimir este tipo de iniciativa. O movimento tinha como uma de suas principais bandeiras afastar, e suprimir, as influências ocidentais na cultura local.

Segundo a agência oficial de notícias do Irã (Irna), a partida de hoje contou com um público de 6 mil pessoas, sendo 4 mil delas mulheres.

Posição da Fifa

Após a partida, o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o italiano Gianni Infantino, divulgou uma mensagem na qual afirmou que a entidade “continuará trabalhando (…) para ajudar a garantir que a coisa certa seja feita, que é permitir que todos os torcedores, independentemente do sexo, tenham a chance de ir aos estádios e desfrutar de uma partida de futebol”.

Essa mudança do governo do Irã em relação à presença feminina em eventos esportivos masculinos ocorre após pressão da Fifa, que enviou uma delegação a Teerã no mês de setembro para buscar formas de viabilizar o acesso de mulheres ao jogo contra o Camboja.

Críticas

Em setembro, o Irã se tornou alvo de críticas internacionais após uma mulher termorrido ao colocar fogo em si mesma depois de ser condenada à prisão pela tentativa de assistir a um jogo de futebol.

A mulher teria tentado entrar no estádio vestida como homem.

jogo no irã com a presença de mulheres no estádio

Imagem extraída do link acima.

– 29 anos do Tricampeonato de Ayrton Senna

Em 20 de Outubro de 1991, nosso último grande herói do Automobilismo, Ayrton Senna, se sagrava tricampeão na Fórmula 1!

Tempos que não voltam mais…

Para matar a saudade: 3 minutos da volta final do título (eu achei incrível, de arrepiar), em: http://www.youtube.com/watch?v=VKElgpP6LhU

– A discussão inteligente do ineditismo de um Erro de Direito por conta do VAR: sobre os pedidos de anulações de partidas do Grêmio e do São Paulo:

Quando surgiu a escala para o jogo São Paulo x Grêmio pelo Brasileirão, após a declaração do chefe dos árbitros Leonardo Gaciba (dizendo que o Tricolor do Morumbi foi prejudicado) e a visita da diretoria do São Paulo à sede da CBF, ficou bem claro: a cedida de pressão do cartola do apito traria problemas futuros. Abordamos a escolha equivocada do árbitro e o veto do jogo em questão no link em: https://wp.me/p4RTuC-rQS

Depois da partida, infelizmente houve a concretização da previsão: erros e reclamações, também abordadas oportunamente no link em: https://wp.me/p4RTuC-rRU.

Agora, repercute a informação de dois pedidos de anulação de jogos: o Grêmio quer anular o jogo contra o São Paulo e o São Paulo quer anular a partida contra o Atlético Mineiro. E fica no ar a dúvida: eles têm chances de sucesso em seus pedidos?

Vamos lá:

  1. O Grêmio não tem nenhum Erro de Direito (o erro de desconhecimento da Regra do Jogo onde há cumprimento errado de uma decisão – que pode anular uma partida) para pedir o cancelamento do confronto. Ocorreram Erros de Fato (de interpretação equivocada da arbitragem – que não permitem anulação do jogo). O que o Tricolor Gaúcho pode alegar é que houve assédio moral sobre os árbitros para que ocorresse um “erro compensatório” (é o que um advogado experiente faria).
  2. O São Paulo quer anular o jogo contra o Atlético Mineiro (mesmo com o prazo estourado para reclamar um Erro de Direito) devido à confissão de Gaciba, de que houve erro na Linha Eletrônica delimitada pelo árbitro de vídeo. Mas caberia uma inédita anulação (afinal, até hoje ninguém abordou Erro de Direito sobre VAR!)?

Entendamos: 

1- Se eu marco um escanteio e, como estou nos acréscimos, resolvo encerrar uma partida sem que ocorra a cobrança, eu posso pois a Regra me permite. Mas se isso acontecer num pênalti e tomo a mesma decisão, não posso pois existe um detalhe da Regra que não permite encerramento antes do tiro penal ser cobrado. Ou seja: eu desconhecia essa nuance da Regra e cometi um Erro de Direito. O jogo poderá ser anulado se o prejudicado reclamar (salvo engano, existe um prazo de 48 horas).

2- Se eu marco um impedimento, eu sei que devo ver a posição da bola na hora do lançamento e do atleta que irá recebê-la, e se há dois jogadores adversários entre ela e a linha de fundo (pelo menos, em mesma linha). Sei que não posso considerar a mão do atacante, pois não é uma parte jogável. Sei que se ela esbarrar num defensor em disputa o impedimento deixa de existir. Sei, enfim, de vários detalhes! Se eu for o bandeira e errar a marcação, será por “erro de fato”, já que posso estar em velocidade e não no melhor posicionamento para visualizar isso. PORÉM, se eu for o VAR e tracejar errado a linha de impedimento pelo recurso eletrônico, o meu Erro é de Direito (pois operei com falha o equipamento e desconhecia como fazê-lo com correção) ou é Erro de Fato (pela paralisação da imagem, eu fui traído pelo “Frame”)?

Uma ótima discussão para a International Board responder! O São Paulo poderia alegar Erro de Direito ou não?

Algo indiscutível: há de se melhorar a qualidade do árbitro de vídeo… memes, como o abaixo, proliferam cada vez mais:

– O Coringão vai dar muita dor de cabeça para a torcida neste ano…

Que “chocolate” o Corinthians levou do Flamengo, não? Perder de 5×1 em casa, num confronto de times grandes, não é algo normal.

Mas assistindo o jogo, não dá para ficar questionando Cássio como muitos têm feito. O time é ruim mesmo, e com tanta exigência ao goleiro, é natural que erros aconteçam.

O que Vagner Mancini poderá fazer? Aguentará quantas rodadas sem que peçam “sua cabeça”? Virão novos jogadores? O presidente dará respaldo?

A sorte do Timão é que tem muito time pior do que ele no campeonato. A disputa pela “rabeira” do Campeonato Brasileiro promete.

– Os erros e o acerto da arbitragem em São Paulo 0x0 Grêmio:

Jogo ruim no confronto entre os tricolores paulista vs gaúcho e com má arbitragem. Vamos aos lances?

  • Aos 6m do 1o tempo, Pepê (GRE) é lançado e fora da área é empurrado por Reinaldo (SPFC). Não havia motivo para o gremista se jogar, pois entraria na grande área e teria boas condições para vencer o goleiro Tiago Volpi e fazer o gol. O árbitro Rafael Traci nada marcou e nem pediu ajuda ao VAR. Errou.
  • Aos 5m do 2o tempo, uma bola é lançada para a área do São Paulo e Geromel (GRE) vai correndo para disputá-la. Reinaldo (SPFC) tenta empurrá-lo / agarrá-lo mas repare que, de costas e em velocidade, o gremista já está desequilibrando antes de que o são-paulino consiga cometer a infração. Não foi pênalti, acertou o juiz – mas as reclamações do Grêmio se acumularam pela dúvida deste lance e pela provável informação do erro anterior (lembrando que novamente não se socorreu ao VAR Elmo Resende Cunha).
  • Aos 18m do 2o tempo, Daniel Alves (SPFC) apela e dá uma “pegada” em Luiz Fernando (GRE). Ali foi sem desejar disputar a bola, era para cartão vermelho e não para amarelo. Errou o árbitro. O atingido não conseguiu permanecer em campo.

Atualizando: vi o lance de Tchê-tchê em Kanemann somente após o texto estar encerrado e acrescento: é o chamado “jogo brusco grave”. Em Copa do Mundo, é Cartão Vermelho. Errou de novo o árbitro.

Lembrando que Rafael Traci era o VAR que estava no jogo das “linhas mal feitas no impedimento” que anulou o gol de Luciano contra o Atlético Mineiro. Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros, na 5a feira admitiu o erro daquela partida e o escalou equivocadamente neste jogo do Morumbi (Raí e Alexandre Pássaro foram à CBF e vetaram Rodolfo Toski, que seria o árbitro de vídeo para este confronto, relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQS).

A pressão nos bastidores surtiu efeito?

– A Sábia Ação Simpática de Morata

Repost de 6 anos (e para ser aplaudido todos os dias):

Dias atrás, uma louvável ação de carinho. Veja:

O jogador espanhol Morata (Real Madrid) não é um dos craques tão badalados do seu time, como Cristiano Ronaldo ou Bale. Mas mostrou muita categoria fora das 4 linhas com um gesto plausível: ao visitar garotos que fazem tratamento quimioterápico para o combate ao câncer (e que por isso ficam carecas), ouviu deles que gostavam do seu cabelo arrepiado, mas que não poderiam imitá-lo devido ao triste efeito colateral.

Assim, Morata teve uma ótima ideia: passou a lâmina de barbear na cabeça e ficou careca! E disse:

Alguns meninos com câncer queriam imitar meu penteado; como não podiam, eu imitei o deles“.

Atitude simples e significativa. Parabéns ao atleta do time madrilenho.

– A interferência indevida e o aceite da pressão na escala de São Paulo x Grêmio.

Na derrota por 3×0 para o Atlético Mineiro, o São Paulo reclamou do VAR por ter anulado um gol legal de Luciano por impedimento. O presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Leonardo Gaciba, declarou nesta semana que o erro aconteceu pela falha humana dos árbitros no uso do equipamento.

Neste tipo de situação, quem mais deve ajudar é o AVAR, ou seja, o “bandeira de vídeo”. Mas quem leva a fama para maioria das pessoas é o responsável maior, que foi o árbitro de vídeo Rafael Traci.

Paralelamente a isso, nesta última 5ª feira, o São Paulo FC foi à CBF reclamar de Rodolfo Toski, árbitro do empate com o Fortaleza por 3×3. Eis que Gaciba o havia escalado para VAR do jogo de sábado: São Paulo x Grêmio. Pela insatisfação tricolor, houve a substituição dele por Elmo Alves Resende Cunha.

E quem apitará o jogo como árbitro principal? Rafael Traci, o VAR “culpado do jogo do Mineirão”!

Se a pressão contra Toski surtiu efeito (trocado da escala depois de ter sido até divulgada no site da CBF), qualquer erro de Traci a favor do São Paulo será interpretado como “devolução do gol retirado em MG”!

Acho que Leonardo Gaciba perdeu a mão: aceitou a influência de um clube na escala e deixou um árbitro questionado para apitar um jogo na casa do reclamante…

– Os patrocinadores que foram decisivos para o Santos romper com Robinho, ou o altruísmo de uma causa?

Depois da revelação impactante das conversas de Robinho com seus amigos no caso do “estupro coletivo na Itália” (se você não leu as chocantes transcrições, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQs), TODOS os patrocinadores do Santos FC ameaçaram romper seus contratos com o Peixe, caso o atleta continuasse.

Mediante as notas oficiais das empresas nas Redes Sociais, ficou impossível sustentar a contratação. Mas ficará uma dúvida: se não fosse a questão financeira relevante, o Santos, por iniciativa própria, romperia o contrato ou não (em nome da moralidade e respeito às mulheres)?

Fica a pergunta.

– Bom dia, sábado (Parte 1).

👊🏻 Bom dia!
Apesar da vontade em ficar na cama com esse #friozinho, o galo já cantou e é hora de suar.
Tudo pronto para labutar mais uma vez em busca de #saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária #endorfina?

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running

– As gravações de Robinho e o caso de estupro!

Se todos nós trabalhamos com cautela sobre as questões envolvendo Robinho e a denúncia de estupro coletivo, procurando não fazer mal juízo antes das provas judiciais, ao ler a transcrição das conversas dele com os amigos você vê que tipo calhorda é o ser humano.

Nojento, abusador, revoltante!

Se você, leitor, tiver paciência e estômago, leia até o fim. No link em: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/as-gravacoes-do-caso-robinho-na-justica-italiana-a-mulher-estava-completamente-bebada.ghtml?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_content=Esporte&utm_campaign=globoesportecom

Lembrando que ele é casado e tem filhos.

Se eu sou o Santos FC, cancelo a contratação imediatamente.

As gravações do caso Robinho na justiça italiana: “A mulher estava completamente bêbada”

A sentença da Justiça italiana que condenou Robinho e um amigo em primeira instância a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa mostra que as interceptações telefônicas realizadas contra os envolvidos ao longo da investigação foram cruciais para o veredito. 

A decisão do Tribunal de Milão, de novembro de 2017, ainda não é definitiva e foi contestada pelas defesas do jogador do Santos e de Ricardo Falco, o outro acusado brasileiro no crime. Os advogados dos dois apresentaram recurso. 

A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro. 

Capa da sentença de Robinho — Foto: Reprodução

Capa da sentença de Robinho — Foto: Reprodução 

O caso aconteceu numa boate de Milão chamada Sio Café na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual. Como esses quatro deixaram a Itália no decorrer da investigação, eles estão sendo processados num procedimento à parte, disse ao ge o advogado Jacopo Gnocchi, que representa a vítima. 

Robinho e Falco foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala da participação de duas ou mais pessoas reunidas para ato de violência sexual – forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica” (veja a íntegra do artigo no final do texto). 

Ao ser interrogado, em abril de 2014, Robinho negou a acusação. Ele admitiu que manteve relação sexual com a vítima – mas disse que foi uma relação consensual de sexo oral – e sem outros envolvidos. No caso de Ricardo Falco, a perícia realizada por determinação da Justiça identificou a presença de seu sêmen nas roupas da jovem. 

Diversas gravações de ligações telefônicas entre os acusados, feitas com autorização da Justiça, foram transcritas na sentença. Uma das mais decisivas para a condenação em primeira instância foi uma conversa de Ricardo Falco com Robinho que indicou ao tribunal que os envolvidos tinham consciência da condição da vítima. 

A conversa aconteceu no carro de Robinho e em certo momento o jogador demonstra preocupação com a possibilidade de a vítima prestar depoimento. No diálogo, Falco aparentemente se contradiz a respeito da condição da vítima. 

Falco: –Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela. 

Robinho: – O (NOME DE AMIGO 1) tenho certeza que gozou dentro dela. 

Falco: – Não acredito. Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si.

Para a justiça italiana, as escutas realizadas a partir de janeiro de 2014 são “auto acusatórias”. Além dos telefones grampeados, a polícia instalou escutas no carro utilizado por Robinho na Itália. A sentença diz que “os conteúdos dão pleno conhecimento do que aconteceu”. 

Logo no primeiro mês de monitoramento, por exemplo, uma interceptação mostrou o músico Jairo Chagas, que tocou naquela noite na boate, avisando a Robinho sobre a investigação. O jogador, segundo a transcrição, respondeu: 

– Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu.

– Olha, os caras estão na merda… Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi (NOME DE AMIGO 2), e os outros foderam ela, eles vão ter problemas, não eu… Lembro que os caras que pegaram ela foram (NOME DE AMIGO 1) e (NOME DE AMIGO 2)…. Eram cinco em cima dela.

Ainda em janeiro de 2014, o músico e o jogador voltaram a falar sobre o episódio. O diálogo entre os dois transcrito na sentença é o seguinte: 

Robinho: –A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa.

Jairo: – Mas você também transou com a mulher?

Robinho: – Não, eu tentei. (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2), (NOME DE AMIGO 3)…

Jairo: – Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela. 

Robinho: – Isso não significa transar.

A investigação também reuniu outras conversas entre os amigos do jogador presentes na boate. Um deles, aqui identificado como “Amigo 4”, demonstrou preocupação ao saber do início da investigação: 

NOME DE AMIGO 4: – Irmão, tive dor de barriga de nervoso, eu me preocupo por você, amigo.

A resposta de Robinho, segundo a transcrição das gravações, foi: 

– Telefonei a (NOME DE AMIGO 3), e ele me perguntou se alguém tinha gozado dentro da mulher e se ela engravidou. Eu disse que não sabia, porque me recordo que eu e você não transamos com ela porque o seu pênis não subia, era mole… O problema é que a moça disse que (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2) e (NOME DE AMIGO 3) a pegaram com força. 

Em outra ligação transcrita no processo, esta com (NOME DE AMIGO 3), o jogador ressaltou que “não havia prova de que fizemos alguma coisa”. Os quatro amigos de Robinho saíram da Itália e retornaram ao Brasil durante a fase de investigação. 

Segundo a sentença, numa das conversas monitoradas dentro do carro de Robinho, o jogador e Ricardo Falco combinaram as respostas que dariam à Justiça. Falco comentou que a “nossa salvação” era que não tinha na boate nenhuma câmera que flagrasse eles com a jovem.

Em outra gravação, do telefone do músico Jairo Chagas, ele conversa com uma amiga. A transcrição traz uma frase dela: “Isso é coisa de covarde, pessoas de merda que dão realmente nojo”. Jairo respondeu que o que aconteceu tinha nome: “se chama estupro”. Diante dos juízes, o músico disse não ter visto cenas de sexo naquela noite. 

Reconstituição e depoimento detalhado da vítima

Na reconstituição feita pela Justiça, a vítima de origem albanesa contou que foi ao Sio Café em 21 de janeiro de 2013 para comemorar seu aniversário de 23 anos ao lado de duas amigas. No dia, a programação da boate era dedicada à música brasileira. 

Robinho estava na mesma boate com sua esposa e um grupo de quatro amigos. A violência contra a jovem teria ocorrido dentro do camarim usado pelo músico Jairo Chagas. Conhecido na comunidade brasileira em Milão, Jairo trabalhou no Sio Café por nove anos e disse ao ge que todos que estavam com Robinho eram brasileiros. 

No julgamento realizado na 9ª Seção do Tribunal de Justiça de Milão, em novembro de 2017, o caso contra os dois brasileiros foi analisado por um colégio de três juízes, como praxe do sistema Judiciário Italiano. Eram duas mulheres e um homem. 

Quem presidiu o julgamento foi a juíza Mariolina Panasiti, ainda hoje na 9ª Seção do Tribunal de Justiça de Milão. Ela não quis gravar entrevista mas afirmou, em conversa por telefone, que se tratou de um julgamento complexo, como costumam ser os relacionados a violência sexual, e que as peças do quebra-cabeça foram sendo montadas aos poucos. 

Panasiti informou que as interceptações foram fundamentais para a condenação do jogador e seu amigo. É também o que diz a sentença: “As declarações [da vítima] encontraram na instrutória processual múltiplas confirmações, no relato das outras testemunhas e sobretudo nas conversas interceptadas”. 

No depoimento à justiça, vítima disse que conheceu Robinho dois anos antes do crime – em 2011, em outra boate de Milão. Informou que também conhecia dois amigos do jogador. Acrescentou que no primeiro encontro, Robinho pegou a mão dela e colocou no seu abdômen. Depois, na segunda vez em que estiveram juntos, eles dançaram numa festa, e o jogador “tentou lamber o seu seio”. Mas ela disse que os episódios não a preocuparam. 

Ainda segundo o depoimento, na noite do episódio no Sio Café, a vítima disse que foi ao local convidada por um dos amigos do Robinho, mas que, por SMS, ele a informou que ela só deveria se aproximar da mesa depois que a mulher do jogador fosse embora. Assim que isso aconteceu, ela e duas amigas se juntaram ao grupo de brasileiros, que depois passou a ter também a presença de Ricardo Falco. Segundo a vítima, os brasileiros ofereceram várias bebidas alcoólicas, mas apenas ela bebia, pois uma das amigas estava grávida e a outra estava dirigindo. 

Por volta de 1h30 da madrugada, as duas amigas foram embora, e uma delas se comprometeu a voltar para buscá-la. Depois de dançar com os brasileiros, sem ar e tonta, ela contou ter ido para uma área externa da boate, momento em que um dos amigos do jogador (um dos acusados no processo que corre à parte) tentou beijá-la. Pouco depois, os dois foram para o camarim, onde o mesmo amigo continuou tentando beijá-la. 

A vítima admitiu ter apenas “alguns flashes daquela noite”, acrescentando que não tinha condições de “falar” nem de “ficar em pé”. Segundo suas recordações, ela ficou no local sozinha por alguns minutos e “percebeu” que o mesmo amigo e Robinho estavam “aproveitando” dela. 

– Acredito que no início estivesse fazendo sexo oral em [NOME DO AMIGO 3], e Robinho aproveitava de mim de outro modo, e depois eles trocaram de papel, dali não me recordo mais nada porque me encontrei rodeada pelos rapazes, não sabia o que acontecia – disse a vítima no depoimento

Ela ainda afirmou que ouviu Robinho pedir ao amigo uma “camisinha”. E que, ao fim, se lembrou de que começou a chorar e que Jairo apareceu para consolá-la. 

A investigação não precisou o tempo em que os acusados mantiveram relações com a jovem. A vítima contou que começou a chorar após ter se dado conta do que havia acontecido. Segundo a investigação, ela deixou a boate carregada pelos brasileiros, primeiro no carro de Robinho e depois no veículo de Ricardo Falco. A sentença observou que as roupas que ela usava foram entregues à polícia e analisadas durante o processo. 

Nos dias seguintes ao episódio, a jovem teve contato com Falco e com um dos outros brasileiros que estiveram na boate através de mensagens no Facebook e pelo telefone. Ao primeiro, disse que iria procurar um advogado. Ao segundo, ela chegou a dizer que estava grávida (com a intenção de “deixá-lo preocupado”). 

Robinho alega que jovem não foi induzida

O advogado italiano de Robinho, Alexsander Guttierres, não quis comentar o teor das escutas telefônicas. Ele disse que vai sustentar na Corte de Apelo que a relação foi consensual. 

– O artigo que enquadra meu cliente é claro: fala em induzir alguém a beber ou tomar droga com objetivo de usufruir dela sexualmente. Não há provas de que isso aconteceu. Fazer sexo com uma pessoa bêbada ou drogada não fere a lei. Não estou dizendo que ele [Robinho] é uma pessoa perfeita. Ele mesmo reconheceu ter tido uma conduta pouco séria, mas crime não cometeu. 

Já Ricardo Falco é defendido no processo pela advogada Federica Rocca, uma espécie de defensora pública que disse ao ge nunca ter encontrado pessoalmente com o cliente. 

– Eu o procurei em Milão, mas parece que ele já tinha ido embora”, contou. 

Rocca afirma que o recurso apresentado pelos advogados discutirá se a relação da jovem com os seis homens, dentro do camarim da boate, foi ou não consensual. 

– Não há prova de que eles deram bebida a ela para se aproveitarem sexualmente. 

A advogada, contudo, reconhece que se trata de um processo muito difícil, “também em relação à vítima”. 

O que diz a lei italiana

Artigos 609 octies e 609 bis do Código Penal Italiano: 

609 octies
A violência sexual de grupo consiste na participação, da parte de várias pessoas reunidas, a atos de violência sexual referidos no artigo 609 bis. 

609 bis
Qualquer um, com violência ou ameaça ou mediante abuso de autoridade, obriga outro a ter ou sofrer atos sexuais é punido com a reclusão de cinco a dez anos. 

Quem induz alguém a ter ou sofrer atos sexuais está sujeito à mesma pena: 

1) Abusando das condições de inferioridade física ou psíquica da pessoa ofendida no momento do fato; 

2) Enganando a pessoa ofendida ao substituir o culpado por outra pessoa. 

Robinho acertou a volta ao Santos na semana passada — Foto: Ivan Storti/Santos FC

– Como o Cruzeiro seduziu Felipão?

Respeitosamente, que “gelada” vai encarar Luís Felipe Scolari, não?

O Cruzeiro está numa situação financeira e institucional gravíssima, fugindo do rebaixamento da série C. Demitiu vários treinadores na temporada e teve a recusa de outros. Entretanto, Felipão aceitou o desafio! Por quê?

Estando com a vida tranquila em Portugal, com muito dinheiro no bolso, é inexplicável entender os motivos que motivaram o treinador veterano a assumir tal desafio. Se sou ele, vou curtir a aposentadoria com a família e usufruir tudo o que conquistou. Não vale a pena tal dor de cabeça…

Aliás: sem bigode é sinal dos novos tempos?

– Fiorentina e o Kit Bebê para futuros torcedores – entregue ainda na maternidade!

A cidade de Florença (ou Firenze) tem um único time local: a Fiorentina, chamada de equipe “viola” (em alusão ao violeta das suas cores).

Pois bem: a fim de garantir que os bebês saiam da maternidade com seu time do coração definido, a agremiação distribui gratuitamente kits para os futuros torcedores irem se acostumando com o time!

Simples, simpático, de baixo custo e prático. Abaixo,

Extraído de: https://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/em-acao-fiorentina-doa-kit-violeta-para-recem-nascidos_39410.html

EM AÇÃO, FIORENTINA DOA “KIT VIOLETA” PARA RECÉM-NASCIDOS

A Fiorentina criou uma ação inusitada para reforçar a paixão pelo clube nas crianças recém-nascidas e, assim, tentar garantir um número maior de torcedores no futuro. Durante o mês de janeiro, todos os bebês nascidos em quatro hospitais da região de Florença foram presenteados com um minikit do clube batizado de “Welcome Baby Pack” (“Kit Bem-vindo, Bebê”, em tradução livre).

Composto por uma caixa feita de lata, uma roupa com o emblema e as cores do clube, e ainda um babador, uma chupeta e uma mamadeira, o minikit foi distribuído ao longo de janeiro dentro do setor de maternidade no Hospital Universitário Careggi, Hospital Nuovo San Giovanni Di Dio, Hospital Santa Maria Annunziata em Bagno a Ripoli e o Novo Hospital Mugello.

De acordo com o clube, a caixa de lata foi projetada para ser preservada e servir também para guardar as primeiras lembranças de uma futura “vida violeta”, em alusão à principal cor do escudo e do uniforme da Fiorentina.

A iniciativa, que deve ser ampliada para o restante do ano, teve um site criado só para ela e ainda virou um vídeo publicado pelo clube italiano em suas redes sociais.

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Imagem extraída do site da Fiorentina.

– A queda do interesse pelo futebol por parte dos jovens

O interesse pelo futebol entre os jovens está caindo. E você sabe quais os motivos?

Uma pesquisa europeia explicou quais são eles, em: https://youtu.be/zkYydq_AfsU

 

– Antes tarde do que nunca: o mea culpa do gol de Luciano em Atlético Mineiro x São Paulo:

Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, admitiu erro no polêmico lance discutido da partida entre Atlético Mineiro x São Paulo, dias atrás, no qual Luciano fez um gol legal, mas o VAR determinou impedimento.

Na oportunidade, claramente as linhas que servem de referência à bola e às partes jogáveis dos atletas estavam equivocadas. E ele disse o que todos nós batemos na tecla diariamente: a culpa não é do VAR (ferramenta), mas de quem o opera!

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/sportv/programas/selecao-sportv/noticia/gaciba-admite-erro-na-utilizacao-do-var-ao-anular-gol-de-luciano-em-atletico-mg-x-sao-paulo.ghtml

Luciano comenta sobre VAR: 'O que eles fazem com a gente é complicado' | LANCE!

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– Quem poderá substituir Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras?

Sem mostrar bom futebol, com um desempenho e um estilo bem diferentes da “Era Parmalat”, Vanderlei Luxemburgo foi demitido do cargo de treinador do Palmeiras.

Aparentemente, os atletas o derrubaram. Ou não, foi simplesmente um mau trabalho dele?

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– Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 7 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

– Um novo momento do futebol brasileiro: a base que se dá no Exterior e o marketing falando mais alto.

Há 3 anos, mas atual…

Tudo é cíclico no futebol, e com a evolução e mudanças sócio-econômicas (como a globalização e os novos costumes), também vemos algumas sensíveis modificações.

Por exemplo: antes, tínhamos jogadores chamados Pelé, Garrincha, Telefone, Índio, Vavá, Didi, Tostão, Biro-Biro e por aí vai. O “apelido” era marcante.

Devido ao marketing, os jogadores ganharam nomes compostos: Marcos Assumpção, Flávio Conceição, João Luís, Célio Silva, etc. Mas algo que chama a atenção: tivemos há pouco tempo uma geração de “Felipes”: Felipe Isso, Felipe Aquilo, Felipe Ciclano, Felipe Beltrano. Depois os Brunos; aí vieram os Lucas (Leiva, Moura, Silva, Santos, Fernandes). Daí os Thiagos e Tiagos. Agora: os Mateus A, Mateus B e Mateus C e os Matheus com “th”. Ou nomes mais simples”: Luan (quantos “vários Luans” você conhece nos times profissionais?).

Se tudo isso fosse na Década de 70, ou teriam apelidos ou seriam Mateus Segundo ou Mateus Terceiro, conforme o costume da época. Mas repare: hoje, os nomes estrangeiros dominam as convocações. Vejam as seleções de base: não temos Zico do Flamengo, Pita do Santos ou Escurinho do Inter na Seleção Olímpica; mas Reiner do Borussia, Wendel do Zenit e Maycon do Shakthar.

Diferente? Sim. Não que seja errado, apenas, um novo momento. Aliás, faz parte de todo esse processo: os clubes estrangeiros, mais ricos, levam nossos jovens no “criadouro” para formá-los lá fora.

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(Foto: autoria desconhecida. Quem souber sobre o autor, informar para crédito).

– Vágner Mancini, novo treinador do Corinthians

Com a péssima repercussão do desempenho do treinador interino Coelho, estando na Zona do Rebaixamento, o Corinthians contratou Vágner Mancini para o comando da equipe.

Por onde passa, Mancini acerta os times, ajeitando a defesa e saindo rápido para o ataque.

A questão é: o Timão dará boas condições de trabalho a ele e material humano? Não está fácil achar “pé-de-obra” de qualidade.

Presidente do Corinthians confirma acerto próximo com Vagner Mancini:  "Provavelmente seja ele"

– O segundo pênalti de Santos x Grêmio poderia ter sido marcado por um detalhe pouco conhecido da Regra do Jogo.

No Santos x Grêmio, um detalhe interessante da Regra do Jogo. Vamos lá:

Marinho (SFC) vai disputar uma bola com David Braz (GFPA), que ergue a perna no momento em que o santista perde o domínio dela. Entretanto, o atacante pula para não ser atingido e exagera na encenação, parecendo que tinha sido atropelado.

Num primeiro momento, achei que ele se jogou. No segundo momento, percebe-se que ele foi tocado e o árbitro Bráulio da Silva Machado, após consultar o VAR, marca pênalti corretamente.

Qual o detalhe interessante da jogada?

Mesmo se ele não tivesse sido tocado, ele TEM O DIREITO de pular para não ser atingido – e o árbitro deve considerar infração. O jogador que vai se lesionar não precisa deixar o corpo ser machucado, pois a Regra do Jogo permite a punição ao adversário pelo “dar ou tentar atingir”.

– Um Galo que maltrata seus amigos, torcedores e admiradores…

Sou jundiaiense e aprendi a gostar do Paulista FC, o Tricolor da Terra da Uva, ou, se preferir, Galo da Serra do Japi.

Meu pai, alguns parentes e amigos compraram as cadeiras cativas na década de 80, as quais mantemos até hoje (pagas em dia) no Estádio Jayme Cintra. Ía no campo desde pequeno. Durante toda a minha carreira de árbitro de futebol (e foram 16 anos), quando escalado em jogos do Paulista, sempre consegui separar perfeitamente a questão da torcida / paixão e profissionalismo. Idem quando comento jogos do Galo nas diversas mídias, até porquê amigos da FPF muitas vezes confrontam possíveis relatórios duvidosos de alguns observadores com a reconhecida idoneidade de nosso trabalho.

Ser isento no comentário ou na atitude não quer dizer “não gostar do time”, é simplesmente saber ser honesto.

Vi as parceiras (algumas de sucesso e outras de fracasso) que o Paulista conseguiu fazer: Magnata, Lousano, Parmalat, Campus Pelé e Kah Sports / Fut Talentos. Vi golpes nos quais caiu (lembram do português do grupo monegasco?). Vi acessos empolgantes para a elite regional. Vi o inimaginável acesso para a Série A do Brasileirão “bater na trave” e quase se tornar realidade. Vi conquistas do Galo quando comandado por jundiaienses da gema com forças locais no clube, e derrotas também.

Do auge de 3 anos: do Vice-Campeonato Paulista de 2004, passando pela conquista da Copa do Brasil 2005 e disputa da Libertadores da América de 2006, vieram posteriormente rebaixamentos seguidos, vexatórios, calamitosos, com leilão do estádio à beira de ocorrer e processos trabalhistas aos montes.

De tudo isso, me assusta quando vejo o time cair para a última divisão estadual uma 2a vez. Entristece-me observar o clube envolvido nas páginas policias por suspensão a fim de investigar manipulação de resultados. E traz à reflexão: neste momento em que o futebol deixa de ser um lazer popular como outrora (é fato) e os gastos para as equipes sobreviverem são enormes, clubes tradicionais como o Paulista de Jundiaí, nesta toada, sobreviverão até quando?

O temor da conta não fechar e não ser mais viável vê-lo como equipe profissional em atividade é real. Triste.

Sobre toda a crise, um link em: https://globoesporte.globo.com/google/amp/sp/tem-esporte/futebol/times/paulista/noticia/campeao-da-copa-do-brasil-de-2005-paulista-e-rebaixado-para-4a-e-ultima-divisao-de-sp.ghtmlHá 15 anos, Paulista de Jundiaí conquistava a Copa do Brasil sobre o  Fluminense | paulista | ge

– Santos e Robinho: tudo poderia ser evitável…

A repercussão da contratação de Robinho por parte do Santos repercutiu muito mal nas redes sociais. Condenado por estupro na Itália, o brasileiro não pode entrar no país pois poderá ser preso.

Mulheres santistas bombardearam o clube pela contratação. Homens se dividiram: alguns pedindo para separar a instituição do problema pessoal do profissional; outros, criticando por conta da relação jogador/pessoa ser dissociável.

Seu sou cartola santista, nunca teria feito o negócio:

  • Para evitar a polêmica;
  • Por respeito às torcedoras do clube; e,
  • Porque faz tempo que Robinho não joga nada!

Escondido na Turquia, pouco fez por lá. O jogador Robinho de 20 anos era sensacional dentro de campo. O atual, penso não ser mais produtivo o suficiente.

– Análise Tática da Partida e da Arbitragem de Velo Clube 1×0 Paulista

Infelizmente, o Paulista caiu para a 4ª divisão novamente. Num jogo em que dominou a partida até cansar (e depois que cansou, foi envolvido pelo Velo), perdeu com um gol de pênalti aos 43m do 2º tempo.

Foram 13 tiros de meta cobrados pelo Velo somente no 1º tempo (ou seja: houve volume de jogo por parte do Paulista). O Paulista chutou 16 bolas para o gol, contra 7 do Velo. Rodolfo pela direita e Jean pela esquerda, mudando de lado no começo do 2º tempo e voltando às origens minutos depois.

Sem meio de campo, Leandro sentiu o gol perdido aos 16m. Ele, a bola, o gol e…. FORA. Índice 10 na escala “David de Gol Perdido”. Na sequência, caiu o rendimento e tomou cartão amarelo. O treinador Oliveira optou por deixar ele em campo.

Das quedas do Paulista, eu acho que essa foi mais doída. Quando você está no calvário, faz de tudo para sair dele. O lugar do Galo nunca foi na 4ª divisão, e ser rebaixado duas vezes para a última divisão estadual é dose.

Sobre a arbitragem, foi muito bem durante a partida. Entretanto, tenho dúvidas sobre o pênalti marcado por conta do ângulo: foi cometido dentro da área? Eu fiquei na dúvida se o toque se dá antes da linha da grande área e a queda tenha sido dentro. Mas é situação de VAR. E, de novo, nenhum atleta reclamou! Nem do pênalti, tampouco para falar ao árbitro que poderia ter sido fora da área. Atitude passiva demais.

VELO 1×0 PAULISTA
Faltas: 16×18
Cartões Amarelos: 4×4
Cartões Vermelhos: 0x0

– Sobre a invasão da torcida do Goiás no treino.

É revoltante alguém atrapalhar o seu trabalho para “protestar”. Isso acontece demais no futebol, e está errado.

Os times são clubes. Portanto, quem pode criticar são os sócios e cobrar a administração. Torcedor comum deve protestar com vaias nas arquibancadas, pois local de trabalho é sagrado.

Se o jogador é ruim, demita-o. Se frequentemente eles são ruins, demita quem os contrata. Mas nada de violência ou “valentão no CT de treinamento.”

As bobagens vistas em Goiás são incríveis. E pior: parecem chapa-branca, pois o brucutu que intimida os jogadores “elogia a diretoria”!

Hum…

É por isso que impera o amadorismo no Brasil ainda. Veja que constrangedor: https://www.youtube.com/watch?v=VtTXRJRYopo&list=UU_mL4NtnwkKFghrFh6k3FZA