– PAUSA DEVIDO À CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

Amigos, dando um tempo nas Redes Sociais para dedicação em resolver um grande pepino: a Crise do Desabastecimento de Combustíveis. Sou proprietário de um estabelecimento bandeira Ipiranga e testemunha dessa loucura que nosso país está passando.

Encham o tanque dos seus veículos, é real a possibilidade de faltar os produtos.

– A Greve dos Caminhoneiros: motivo justo, operação injusta!

Eu sofro na pele com o aumento do preço do Óleo Diesel, devido ao meu ramo de atividade. É assustador que o produto tenha atingido quase 60% em 10 meses, sendo que aumentou muito nos últimos dias – e com reajustes diários sucessivos.

Aliás, não há brasileiro lúcido que discorde que os caminhoneiros – cujo combustível dos seus veículos é o Diesel – estão fazendo legítimos protestos. A causa é justa (incluindo-se a Gasolina e o Etanol). Mas fica a questão: parar as estradas é o correto?

Há risco REAL de desabastecimento, não só de combustíveis, mas de outros produtos que dependem de transporte.

Que se pense razoavelmente em outra forma de se protestar…

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– O desemprego entre os jovens brasileiros

O IBGE divulgou a taxa de desemprego entre os jovens do nosso país: é de 28,1% entre os 18 aos 24 anos. E se for levado em conta o percentual da Grande SP, o número é mais impressionante: 37,4%!

Como fazer? Se a juventude não consegue nem estudar ou trabalhar, cairá, em muitos casos, na questão da sobrevivência e partirão, infelizmente, para a bandidagem.

Triste a nação que não investe em Trabalho e Educação…

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– A política de preços da Petrobrás e os absurdos aumentos sucessivos.

Reparou como os combustíveis tiveram os preços majorados nestes últimos dias?

Em alguns lugares, já se fala na venda da Gasolina parceladamente no cartão. Pudera, está caro para encher o tanque dos carros.

Você sabia que em 10 meses já subiu 42% o valor do Petróleo em geral no Brasil? Tivemos cinco aumentos seguidos, de percentual alto, somente nesta semana (por culpa da alta do dólar, segundo a Petrobrás.

Isso fez com que o consumo do Etanol aumentasse por ser um produto mais barato. Conclusão: aumentou o consumo, aumentou também o preço do litro devido a menor oferta.

Talvez não se tenha dado a devida importância, mas o combustível que mais sentiu os sucessivos reajustes foi o Óleo Diesel (que move o Brasil). Com isso, encarece-se o frete e consequentemente os produtos.

Mas fiquemos tranquilos, pois, segundo o Governo, a inflação é de apenas 0,5% ao mês…

No Rio de Janeiro, pasmem, já está próximo de R$ 5,00 / litro.

Abaixo, extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/16/preco-gasolina-posto-combustivel-petrobras-consumidor-bomba.htm

GASOLINA ESTÁ TÃO CARA QUE POSTO PARCELA COMBUSTÍVEIS EM 6 VEZES NO CARTÃO

Por Marcela Lemos e Cristiane Bonfanti

No Rio, etanol com desconto. Em Brasília, combustível parcelado em até seis vezes sem juros no cartão de crédito. Os postos têm apelado para promoções para não perder a clientela com a gasolina perto dos R$ 5.

Nesta terça-feira (15), a Petrobras anunciou uma nova alta nos preços da gasolina para as distribuidoras. Desde 3 de julho, quando a estatal adotou sua nova política de preços, a gasolina vendida nas refinarias já subiu 50,04% e o diesel, 52,15%. O salto ficou bem acima da inflação do período, que foi de 2,68%.

Em um posto BR na avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, a gasolina aumentou R$ 0,20 por litro nesta semana: passou de R$ 4,769 para R$ 4,969. O preço fez muita gente desistir de encher o tanque.

Na mesma avenida, um posto Ipiranga também vendia gasolina por R$ 4,969. Para não desagradar tanto os clientes, fez uma promoção de etanol, que baixou de R$ 3,699 para R$ 3,399.

“A gente tenta convencer o motorista de carro flex a abastecer com álcool. Alguns ficam aqui pesquisando na internet e fazendo conta para saber se vale a pena”, disse um dos funcionários.

PARCELADO EM 6X NO CARTÃO

Em um posto Shell em Brasília, a saída encontrada foi facilitar o pagamento. Desde 2006, o posto parcelava o pagamento em três vezes no cartão de crédito. Agora, aumentou para até seis vezes.

O posto mantém o mesmo valor para os pagamentos à vista e no cartão de crédito. Desde segunda (14), o preço da gasolina comum passou de R$ R$ 4,159 para R$ 4,469.

‘R$ 100 DE GASOLINA NÃO REPRESENTAM NADA’

O estudante Gabriel Mendes, 22, diz que as pessoas ficam reféns da alta dos combustíveis. “Em Brasília, não temos como andar a pé. Eu uso o carro para tudo e tenho de arcar com o custo.”

Para o engenheiro Marcello Gusmão, 37, do Rio, está inviável manter o carro rodando. Ele diz que passou a usar o veículo apenas três vezes por semana.

POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRÁS

Desde 3 de julho, a Petrobras adota uma política que prevê reajustes nos preços dos combustíveis com mais frequência, inclusive diariamente, nos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias. As mudanças de preços acontecem nas refinarias, e podem ou não ser repassadas pelos postos para o consumidor.

Segundo a estatal, a ideia da nova política é repassar as variações do dólar e do petróleo no mercado internacional e, com isso, competir “de maneira mais ágil e eficiente”.

A política de preços da Petrobras foi alvo de críticas no passado, principalmente no governo da presidente Dilma Rousseff. Quando a cotação do petróleo no mercado internacional caiu a níveis históricos, a Petrobras decidiu não repassar essa queda para o preço dos combustíveis. Ao importar combustível mais barato e vendê-lo pelo mesmo preço de antes, os ganhos da Petrobras com a revenda aumentaram.

Na época, críticos afirmaram que, ao manter os preços artificialmente, o governo estava usando a política de preços para recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro lá fora –e o preço não subiu aqui– e para tentar aliviar as contas da Petrobras, em meio a um endividamento muito grande da companhia.

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Posto em Brasília parcela combustível em 6 vezes no cartão

– Libertação dos Escravos, mas sem Justiça Social!

Hoje se recorda a Abolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:

“Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Porém, mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagógica lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

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– A Revoltante (mas não surpreendente) omissão de Geisel

A CIA, em seus documentos revelados após longo tempo (de acordo com a lei de sigilo de documentos norte-americana), mostrou que durante o regime militar brasileiro, o General Ernesto Geisel (que muitos “aliviavam” como um suposto presidente responsável pelo afrouxamento da ditadura) autorizou a execução de presos políticos e “subversivos perigosos ao sistema”.

Questionado sobre tal episódio, o candidato à presidência do PSL, Jair Bolsonaro, declarou que:

“Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu?”

Nossa! Que frase infeliz!!!

O que as famílias de inocentes mortos devem pensar sobre seus entes queridos e suas vidas ceifadas, chamando-os de “perigosos” (sim, eram “perigosos” por terem opinião contrária, pois qualquer regime de ditadura trata assim quem pensa diferente, seja de direita ou de esquerda)?

Quem lê, acha que se refere a um pai arrependido em dar uma palmada no filho desobediente. Aqui se refere à assassinatos, torturas, massacres!

É esse o homem que ajudará o Brasil? O candidato da conciliação e união do país?

Nada de radicalismo, nem de um lado e nem do outro.

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– Então está tudo bem no Brasil? Inflação baixa + Desemprego em alta = ???

Anunciou-se que a inflação do último mês estava abaixo da meta e festejou-se isso como sinal positivo para a Economia.

Ora bolas, mas a custo de recessão? Isso não é motivo para comemoração, é um índice ilusório.

Reflita: hoje temos Inflação baixa, mas com 14 milhões de desempregados, a Saúde está aos frangalhos, a Educação é horrível e os preços no supermercado em alta. Mesmo assim, “caiu a inflação”.

E o Temer quer que fiquemos felizes?

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– Da Desnutrição para a Obesidade?

Pois é: sinal dos tempos por culpa da má alimentação?

A obesidade seria o novo problema do século XXI ao invés da desnutrição do século passado?

Problemas envolvendo vítimas desse mal tornam-se mais comuns no noticiário. Abaixo, um caso que retrata o descaso das autoridades para os pacientes da obesidade mórbida (é de 2009, mas parece bem atual).

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/05/09/sem-conseguir-andar-homem-com-230-kg-luta-por-vaga-em-hospitais-da-bahia.htm

SEM CONSEGUIR ANDAR DIREITO, HOMEM COM 230 KG LUTA POR VAGA PARA CIRURGIA

Cama, sofá e banheiro. Há quatro anos essa é a rotina diária de Alex Rodrigues dos Santos, 38 anos, morador do município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que não consegue mais se locomover por conta do peso de 230 kg.

Sem condições de pagar pela cirurgia de redução de estômago, o ex-agente de portaria não consegue autorização para realizar o procedimento nos hospitais públicos do Estado.

A obesidade mórbida é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma epidemia mundial. Na Bahia, há 90 mil obesos mórbidos. De acordo com o IBGE, 15% da população da capital baiana é obesa.

Trauma desencadeou doença

Ele relata que começou a engordar há cerca de 11 anos, desde que entrou em depressão com a morte do irmão. “Tenho 1,70m e meu peso normal era 90 kg. Faz quatro anos que eu não saio de casa. Quero minha vida de volta.”, lamenta.

Por causa do excesso de peso, Alex conta que desenvolveu pressão alta e passou a lidar com fortes dores nas costas e nas pernas, insuficiência respiratória, arritmia cardíaca, apneia do sono e hipertensão, além do aparecimento de furúnculos e escaras causados por falta de locomoção.

Os problemas de saúde exigem que ele faça uso de diversos medicamentos. “Os remédios para pressão eu pego no posto de saúde de Jauá, mas ultimamente estão todos em falta na unidade”.

Desempregado, ele conta que não tem condições de arcar com todos os custos, pois sustenta esposa, quatro filhos e um neto com apenas R$ 800 do auxílio-doença.

O ex-agente de portaria conta com a ajuda de amigos e vizinhos para sobreviver. “Sempre sustentei minha família com meu trabalho e preciso voltar a ter dignidade”, desabafa.

Em Salvador, apenas três hospitais – o Universitário Professor Edgard Santos (Hospital das Clínicas), o Roberto Santos e o Espanhol, realizam este tipo de cirurgia pela rede pública.

Frustração

Em outubro de 2010, após ter seu drama veiculado em um programa de TV local, Alex conseguiu iniciar o tratamento em um hospital da rede particular, na capital baiana.

Ele foi atendido pela equipe do cirurgião bariátrico João Ettinger, que afirma que o então paciente chegou a perder 20 kg dos 50 kg necessários para realizar o procedimento cirúrgico, mas foi reprovado na avaliação psicológica e nutricional.

 Ettinger conta que apesar do hospital não realizar atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Alex não precisaria arcar com os custos do tratamento. “Consegui todo o material  gratuito para a laparoscopia, mas infelizmente a psicóloga avaliou que ele não estava em condições de realizar a cirurgia por não seguir a dieta e por não tomar a medicação necessária.”, lamenta. O hospital não retornou ao pedido de mais detalhes sobre os problemas e qual solução seria a mais adequada para o caso.

De acordo com Lilian Cardoso, presidente da Afab, entidade que realiza ações voluntárias de apoio nas marcações de exames e cirurgias para pacientes carentes no Estado, o caso foi encaminhado ao Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (Cedeba), que acionou o Hospital Geral Roberto Santos, mas segundo a direção não há previsão de atendimento por conta da longa fila de espera. Segundo ela, uma advogada tentará interceder pela via judicial.

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– A desistência de Joaquim Barbosa.

Que ôba-ôba do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, não?

Se filiou ao PSB, criou expectativas de que seria candidato (eu não acreditava), mas apesar da boa imagem perante os brasileiros, não tinha nenhuma plataforma de Governo ou ideia divulgada.

Para ser Presidente da República, o Brasil precisa de duas coisas: Competência e Honestidade. Não sei se Joaquim seria competente como administrador da nação.

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– Os Preços da Gasolina e do Diesel subiram 40% em 10 meses. Viva o Petrolão!

De Julho / 2017 até Maio /2018 (os últimos 10 meses), os combustíveis da BR Distribuidora subiram (sente-se na cadeira) 40%.

É mole?

Caso você não tenha reparado, o preço dos derivados de Petróleo explodiu nas últimas duas semanas. Os altos valores cobrados pela Petrobrás na Gasolina e no Diesel aumentaram em 56% o lucro da empresa.

Seria o “custo-Petrolão”?

Abaixo,

Extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/08/lucro-petrobras-primeiro-trimestre.htm

LUCRO DA PETROBRAS SOBE 56% EM UM ANO, A R$ 6,96 BI NO 1º TRIMESTRE

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões no primeiro trimestre, alta de 56,43% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta terça-feira (8). Foi o melhor resultado trimestral desde os três primeiros meses de 2013, quando a petroleira lucrou R$ 7,69 bilhões. No trimestre anterior, a Petrobras havia perdido R$ 5,477 bilhões.

O lucro de juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 25,67 bilhões, maior que os R$ 25,25 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2017.

Alta no preço do petróleo 

Segundo a empresa, os resultados refletem o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, que levou a maiores margens nas exportações de petróleo da Petrobras.

A cotação passou de US$ 53,8 na média do primeiro trimestre de 2017 para US$ 66,8 no primeiro trimestre deste ano.

Reajustes da gasolina contribuíram

Também contribuíram para o lucro no início do ano os ganhos maiores com a venda de derivados, como combustíveis, apesar da redução nas vendas da gasolina no país. Devido à nova política de preços, adotada em julho de 2017, a Petrobras faz reajustes mais frequentes nos preços dos combustíveis nas refinarias, inclusive diariamente.

No período entre a adoção da nova metodologia e o fim do primeiro trimestre, os preços da gasolina e do diesel nas refinarias subiram quase 30%. E os preços continuaram subindo. De julho até esta terça-feira, o aumento foi de cerca de 40%.

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– Copa América 2019 no Brasil. Sabe quem faz parte do COL?

Gente de bem deve tomar cuidado com quem anda.

Dito isso, lembro: o Comitê Organizador Local da Copa América-19, a ser realizada no Brasil e que não terá EUA e México (que estão na América), mas contará com os asiáticos Catar e Japão, é composto por:

  • Coronel Nunes,
  • Fernando Sarney,
  • Rogério Caboclo,
  • Os ex-laterais da Seleção Brasileira Branco e Cafu.

Acho que deu para entender, não?

A propósito, nem pensar que Marco Polo Del Nero, banido recentemente pela FIFA, terá qualquer influência na CBF e no COL…

Abra o olho, Cafu! Continue usando seu carisma para ajudar no maravilhoso trabalho que você faz no paupérrimo Jardim Ângela.

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– A PM e os bandidos nos morros cariocas.

Leio na Revista Isto É, ed 2522, Coluna Semana de Antonio Carlos Prado, a respeito do mega-assalto no Galeão, dias atrás::

“US$ 1 milhão é o valor da carga com celulares Samsung que foi roubada de um dos terminais do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Até quinta-feira 19, nenhum dos 3 ladrões fora preso – avisada que os celulares estavam no Morro da Maré, a PM alegou falta de segurança para ir ao local.”

É mole? E olha que o Exército está por lá.

Fim do mundo…

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– O Incêndio no Centro de SP durante a Madrugada!

Aconteceu há pouco, na madrugada. E é pavoroso! Em qualquer tipo de incêndio, o desespero torna-se algo inevitável.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/05/01/predio-desaba-apos-incendio-no-centro-de-sao-paulo.htm

PRÉDIO DE OCUPAÇÃO IRREGULAR DESABA EM INCÊNDIO NO CENTRO DE SÃO PAULO

Um edifício de 24 andares desabou por volta das 2h20 da madrugada desta terça-feira (1º) depois de pegar fogo no início da madrugada no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo. Um segundo prédio, do outro lado da rua, acabou atingido pelas chamas durante o desabamento. O fogo já foi extinto e as equipes dos bombeiros e não corre risco de desabamento.

Os bombeiros buscam, ao menos, três desaparecidos. Além disso, há indícios de que uma pessoa teria morrido -seria um morador que era socorrido pelos bombeiros por um cabo quando houve o desabamento. 

Alguns moradores foram retirados pelos bombeiros com intoxicação e outros com pequenas escoriações pouco depois de o incêndio começar, provavelmente no quinto andar. Os bombeiros ainda não confirmam a origem do fogo.

O governador do Estado, Márcio França, esteve no local por volta das 5h e disse que, após a contenção do fogo, cães farejadores serão empregados na busca por sobreviventes em meio aos destroços. “É uma tragédia anunciada. Tem muita estrutura metálica, muito lixo que é jogado no fosso dos elevadores”, disse França.

“É um prédio que não tem a mínima condição de moradia. A União não podia ter deixado ocorrer essa ocupação.”

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– Collor na Coréia do Norte às nossas custas?

Quer dizer que o Senado Brasileiro vai pagar às viagens de Fernando Color (PTC-AL) e Pedro Chaves (PSC-MS) para visitar a Coréia do Norte e o ditador Kim Jong-un, às custas nossa?

Tudo isso em uma missão oficial de 10 dias! Acho que Donald Trump deve estar coçando a cabeça… Será que nossa nação acabará com o conflito armamentista nuclear do maluco coreano?

Claro que não. Vão passear com nosso dinheiro. Afinal, falta serviço no Senado e sobram reais no bolso do contribuinte. Ou não é assim?

Puro desrespeito com o coitado do brasileiro pagador de impostos.

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– Descobrimento do Brasil. Você acredita?

Neste dia 22, a história conta que em 1500 foi “Descoberto o Brasil”. Pedro Álvares Cabral chegou nas nossas terras e fincou posse.

Ora, é sabido que já se conhecia sobre a existência das terras. Os portugueses apenas marcaram território. No Brasil, haviam pequenas colônias de navegadores aventureiros.

Mas aí vem um problema atual: as terras eram dos indígenas, e os colonizadores a tomaram. Hoje, nos confins do nosso território, os índios querem a demarcação de terras para fazer delas o que bem entenderem.

Cá entre nós: eles não são os verdadeiros donos do território? Vale refletir…

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– A desavença desinteligente entre as senadoras Gleise e Ana Amélia

Só hoje vi os dois depoimentos tão polêmicos entre as “mulheres do Senado”.

Gleisi Hofmann, do PT, deu entrevista à Al Jazeera (a chamada “CNN do mundo árabe, sediada no Catar), falando que Lula era preso político, injustiçado, coitado e honesto (em outras palavras). Foi o mesmo blablablá que ela fala aqui no Brasil e nas outras redes de TV mundo afora.

Ana Amélia, do PP, em plenário reclamou do tom da entrevista e ironizou dizendo que logo o “Exército Islâmico” viria aqui invadir o nosso país!

Ambas erraram! Sabidamente Lula é culpado (assim como se deverá provar que Aécio e Temer também são, como a própria Gleisi), sendo que a prisão por lavagem de dinheiro é justa. Mas é exagerada a resposta de que teremos revolta árabe no Brasil, e a frase foi tão infeliz que se criaram mêmes de que Ana Amélia houvera confundido Al Jazeera com os terroristas da Al Qaeda (claro que não confundiu).

Enfim: tempo e palavras perdidos à toa! Tudo bobagem – e eles têm os seus discursos financiados com nossos impostos!

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– O Novo Aumento dos Combustíveis chegou!

E o aumento dos combustíveis, “presenteado” nesta semana?

Pouca gente percebeu, mas a Gasolina subiu em média R$ 0,05 e o Diesel R$ 0,10. Tudo na surdina! 

FHC fazia isso em seu Governo. Lula também. Dilma idem. E Temer mantém a tradição de permitir aumentos de preços enquanto as pessoas estão distraídas. Mas quando é redução… cai quase nada e se faz um estardalhaço!

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– Os efeitos do Terremoto em São Paulo foram bons ou ruins? Calma, leia o restante:

Na segunda-feira, tivemos o terremoto no Sul da Bolívia respondendo na cidade de São Paulo e em outros lugares. Um dos “epicentros brasileiros” foi justo na Avenida Paulista.

Sobre isso, olhe pelo lado da minimização do fenômeno: se por acaso alguém disser que por ser na Paulista, um lugar repleto de pessoas, seria perigoso, pense que lá as fundações são mais sólidas e o risco de desabamento é menor. E se fosse em tantos outros lugares onde a pobreza impera no Brasil, com alicerces mal feitos e casebres de barro dividindo com cortiços os espaços diminutos? Morria todo mundo, como aconteceu no paupérrimo Haiti.

E nós que nos gabávamos de condições climáticas privilegiadas, longe de desastres naturais… até terremoto o Brasil já tem!

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– Um ano com 196 dias de trabalho apenas?

Leram a matéria da Folha de São Paulo sobre a quantidade de feriados, emendas e folgas dos juízes do STF? Não trabalham nem 200 dias dos 365 de um ano.

O Judiciário não é muito diferente do Legislativo: vide os 13 dias de emenda da Páscoa determinados pela juíza Carmem Lúcia. E para descansar, vão de avião para casa (possuem mais de R$ 51 mil de “ajuda área” por ano para comprar passagens).

E eu aqui trabalhando no domingo de Páscoa para pagar imposto para manter essa gente…

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– A triste história da UTI Neo Natal com formigas sobres os bebês!

Vergonha!

Em Minas Gerais, o descaso das autoridades na área de saúde revolta. Formigas andam nas incubadoras dos recém-nascidos!

Onde é que esse país vai chegar…

Extraído do “O Estado de Minas”,
em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/03/26/interna_gerais,946829/video-mostra-formigas-em-bebe-no-cti-de-maternidade-em-bh.shtml

FORMIGAS INVADEM CTI DE MATERNIDADE EM BELO HORIZONTE E ANDAM SOBRE BEBÊS

Imagens em vídeo foram gravadas por funcionário da unidade e denunciadas pela Asthemg. Fhemig informou que intensificou dedetização no local

Por Cristiane Silva, Simon Nascimento e Benny Cohen

Um vídeo gravado por um funcionário da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, mostra uma infestação de formigas em incubadoras, sondas de oxigênio e em cima de bebês no Centro de Terapia e Tratamento Intensivo (CTI) neonatal da unidade.

A denúncia foi feita pela Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg).
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Nas imagens, vê-se a infestação das formigas na cabeça de um dos recém-nascidos, nos tubos de oxigênio e nos acessos para injeção de medicamento. O CTI neonatal é destinado à crianças prematuras e em tratamento de alguma enfermidade.

Em nota, a Asthemg condenou a presença dos insetos nos leitos dos bebês e disse que a situação é resultado “da negligência da administração do hospital com o cuidado dos pacientes”.

Ainda conforme a associação sindical, a situação vem se repetindo e já foi denunciada à direção do hospital anteriormente. O Estado de Minas tentou contato com a diretoria da Asthemg, para esclarecer as denúncias, mas os diretores não atederam as ligações até a publicação desta matéria.

A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela administração da maternidade, informou que investiga a presença de formigas no salão do CTI neonatal e uma dedetização foi programada para o local.

Sobre a reclamação de reincidência dos problemas, a Fhemig informou que notificou a empresa responsável por realizar a dedetização na maternidade anteriormente, e os técnicos deverão retornar à unidade para aplicação de “formicida mais potente”.

Enquanto a sala em que as formigas foram encontradas passa por operações de limpeza, os bebês foram levados para outros leitos. O recém-nascido que aparece nas imagens, segundo a Fhemig, está bem, mas segue no CTI.

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– Suspensas as Novas Placas com letras e números do Mercosul que vigorariam no Brasil.

Visando mais um passo para a integração dos países membros do bloco econômico do Mercado do Cone Sul, o Brasil, o Uruguai, o Paraguai e a Argentina adotarão um único modelo de emplacamento de veículos (a Venezuela, pertencente ao bloco, não confirma que adotará o modelo, bem como a Bolívia que está em fase final de entrada no bloco). As placas terão a sequência de: 3 letras, 1 número, 1 letra e 2 números. Ao invés de AAA 9999, por exemplo, teremos AAA 9 A 99, permitindo uma combinação de sequências muito maior, diferenciando as placas apenas pela bandeira da nação.

A data das novas placas no país seria 1º de setembro de 2018, mas nesta semana o Governo suspendeu a decisão que confirmava o novo padrão de placas por um motivo inusitado: a dificuldade das estamparias em mudar seu maquinário.

Teria sido isso mesmo? Não sei não…

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– As pessoas mais ricas do Brasil, segundo a Forbes.

Segundo a Forbes, o Brasil possui 42 bilionários!

Deve ser uma “coisa incrível” ter “1 bilhãozinho” só, não? Nem precisa ter a mesma quantia de bilhões do que o fundador da Amazon, Jeff Bezos, que hoje é o homem mais rico do mundo com US$ 112 bi.

No Brasil, “o dono da Brhama”, Jorge Paulo Lemann, aparece mais uma vez como o homem mais rico do país, com uma fortuna estimada em US$ 27,4 bilhões (ele é a 29ª pessoa mais rica do mundo). O banqueiro Joseph Safra (patrimônio de US$ 23,5 bilhões) e o empresário Marcel Telles (US$ 14 bilhões) completam o pódio.

Abaixo os 15 mais ricos da nossa nação:

Nome Patrimônio (US$) Origem do dinheiro
1. Jorge Paulo Lemann 27,4 bilhões Ab Inbev
2. Joseph Safra 23,5 bilhões Banco Safra
3. Marcel Herrmann Telles 14 bilhões Ab Inbev
4. Carlos Alberto Sicupira 12 bilhões AB Inbev
5. Eduardo Saverin 10,1 bilhões Facebook
6. Pedro Moreira Salles 5,1 bilhões Bancos, mineração
7. Fernando Roberto Moreira Salles 5 bilhões Bancos, mineração
8. João Moreira Salles 5 bilhões Bancos, mineração
9. Walther Moreira Salles Junior 5 bilhões Bancos, mineração
10. Abílio dos Santos Diniz 3,5 bilhões Varejo
11. Walter Faria 3,2 bilhões Grupo Petrópolis
12. Luis Frias 3 bilhões Pagseguro
13. Ermirio Pereira de Moraes 2,7 bilhões Diversos
14. Jorge Moll Filho 2,6 bilhões Hospitais
15. Maria Helena Moraes Scripilliti 2,6 bilhões Diversos

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– Aécio e Dilma quatro anos depois… e o Temer?

Na semana passada, foi revelado que a Operação Patmos, deflagrada dias atrás, encontrou bloqueador de celular externo e “fazedor de ruído” em extensão telefônica, no escritório do Senador Aécio Neves.

Nunca imaginei que existissem equipamentos como esse do “barulhador de linha”. Mas ele dificulta escuta telefônica, né? Será que foi o dono do escritório quem colocou para que não fosse investigado?…

Aliás, os dois últimos candidatos à Presidência do Brasil (e que bipolarizaram a nação) estão em descrédito. Aécio acabou politicamente, igual a Dilma. Mas a ex-presidente não se cansa em “pagar micos” e ousou dizer que a morte de Marielle Franco faz parte do “golpe em andamento”!

Caramba, seu (justo) impeachment não tem nada a ver com essa execução sumária! Que picaretagem fazer uso do triste assassinato da vereadora ativista para proveito próprio. Coisa feia, dona Rousseff.

Aliás, o que tem de gente se aproveitando dessa tragédia…

Ops: enquanto redijo, escuto no rádio a notícia de que Michel Temer deve, em breve, anunciar sua candidatura para ser presidente pelo MDB em Outubro. Se confirmada tal informação, é uma tremenda falta de bom senso… Tá se achando, Temer?

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– Como era Marcelo Odebrecht na cadeia e o quanto sua corrupção rendeu à Odebrecht

Li na Revista Época da semana passada o dia-a-dia do todo-poderoso Marcelo Odebrecht, que não se relaciona mais com o seu pai, Emílio, e que foi educado para os negócios pelo seu avô, Norberto, já falecido.

É impressionante um homem bilionário como ele fazer tudo o que tinha feito. A compra de políticos, causas, situações; a distribuição de propina e a criação de departamentos de controle da corrupção; além do dia-a-dia austero consigo próprio, trazem o inevitável questionamento: e se utilizasse sua disciplina e inteligência para o bem?

Na cadeia em Curitiba, Marcelo acordava às 05h30 e praticava 6 horas de exercícios por dia; se preocupava demais com a sanidade mental; dobrava e arrumava cuidadosamente as roupas; “rediagramava as prateleiras” da geladeira numa ordem mais agradável; e outros excessos de organização. Não tomava remédios e estudava com muito afinco todos os seus processos, fazendo reuniões diárias com seus advogados.

Detalhe: antes da sua prisão, a Odebrecht possuía 180 mil funcionários e faturamento de R$ 130 bilhões de reais, sem dívidas a renegociar. Hoje, fatura R$ 90 bilhões (mas tem 500 milhões de dívidas a serem renegociadas) e reduziu seu quadro de colaboradores para 60 mil empregados. Em propinas, têm-se a real contabilidade de 1 bilhão pago a políticos dos mais diversos partidos, que lhe rendeu em obras superfaturadas mais de 10 bi!

Particularmente, acho que não sabemos nem metade de toda a história. Quanta coisa graúda essa gente deve ter escondida (em história e grana), não?

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– Delfim Netto, Lava Jato, PT e Ditadura.

Por corrupção, vale tudo neste país!

O ex-ministro da fazenda do tempo da ditadura, Delfim Netto, era aliado do PT (tendo como aliado e porta voz do Governo o também ex-ministro da fazenda petista, Antonio Palocci), em propina envolvendo a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. É de aproximadamente 15 milhões de reais o montante, segundo a nova fase da Lava Jato, divulgada nessa 6a feira.

Cá entre nós: a Esqueda e a Direita radical unidas em dinheiro sujo. Que vergonha, Brasil!

Em tempo: a Polícia Federal está em Jundiaí, dentro dessa mesma operação, “buscando alguém / alguns”. Quem seria / seriam?

Eu que não sou, garanto, pois estou sem um tostão no bolso.

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– O grupo de países MINT sobrepujará o BRICS?

Jim O’Neil, economista-mor do Goldman Sachs, foi quem cunhou o termo BRICS em um importante relatório para a agência Bloomberg, em 2001. Ele se referia a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como motores da economia mundial para aquela década que se iniciava. Por razões óbvias: esses países estavam em ótimo momento nas suas finanças e com bom panorama para empresas se instalarem!

Há pouco tempo, ele chamou a atenção de um novo grupo de países muito mais interessante para investimentos e cujo PIB cresce a passos largos, sendo ele o novo eldorado de recursos e negócios: o MINT – México, Indonésia, Nigéria e Turquia, com cenário favorável para os próximos 20 anos, em contraponto ao BRICS, que desacelera por questões político-econômicas.

Será que Jim acertará? Aguardemos os próximos anos. Aparentemente, está com a razão!

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– Tapetão no Carnaval Carioca de novo?

Diziam que no Brasil a única coisa que “era levada a sério” seria o Carnaval. Parece que não é mais…

Pelo segundo ano seguido, cancelaram o rebaixamento das escolas da 1a para a 2a divisão, salvando a Grande Rio e a Império Serrano. A decisão foi tomada pela Liga das Escolas de Samba, pelo prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, pelo governador Pezão e pelo presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia.

Detalhe: a Tuiuti e a Beija Flor, que criticaram a corrupção e a ética no país, votaram a favor de tal “virada de mesa”.

Triste retrato do país… nem isso é mais respeitado!

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– Os 21 candidatos a Presidente do Brasil

Por ser época de Carnaval, não repercutiu tanto. Mas o Jornal O Globo trouxe uma matéria mostrando os presidenciáveis para 2018, e, acredite, foram elencados 21 nomes!

Destes, quem você simpatiza?

Extraído de: https://oglobo.globo.com/brasil/no-desfile-de-pre-candidatos-mais-de-20-nomes-querem-disputar-planalto-22392703

NO DESFILE DE PRÉ-CANDIDATOS, MAIS DE 20 NOMES QUEREM DISPUTAR O PLANALTO

Desde 1989 não há tantos nomes colocados para a disputa pela Presidência

Por Juliana Castro

A oito meses das eleições presidenciais, mais de duas dezenas de pré-candidatos já colocaram o bloco na rua sonhando com o Palácio do Planalto. O desfile de nomes é variado, retrato de um cenário de indefinição semelhante à disputa de 1989, quando 22 candidatos participaram da corrida eleitoral. O pleito de outubro pode ter nas urnas representantes dos mais variados estilos: além dos políticos tradicionais, estão se mobilizando apresentadores de TV, banqueiros, um líder sem-teto, um cabo bombeiro e até um cirurgião plástico exótico.

O bloco dos novatos, formado por aqueles que nunca concorreram ao Executivo, tem como mais inusitado representante o médico Dr. Robert Rey, mais conhecido como Dr. Hollywood devido às cirurgias plásticas que já fez em diversas celebridades. Ele anunciou a intenção de ser candidato caso consiga refundar o Prona, partido que lançou o folclórico Enéas Carneiro à Presidência nos anos 1990. Na semana passada, Rey gravou vídeo na página oficial da legenda pregando um Brasil “mais conservador”.

Sua página no Facebook mistura dicas para dar fim às olheiras e à calvície com ideias, sem qualquer detalhamento programático, para “trazer o sistema americano para escolas brasileiras”. Rey também já defendeu, em entrevista, que o hino nacional toque todo dia de manhã em cadeia nacional de rádio e TV.

Convites à espera de resposta

Propostas excêntricas também estão nos discursos de outros novatos. Repleto de menções a Deus, o discurso do deputado federal Cabo Daciolo, pré-candidato pelo Avante, sai frequentemente em defesa da intervenção militar como uma solução para o país. No ano passado, o bombeiro chegou a defender o fechamento do Congresso Nacional, onde “só tem corruptos”.
Já a ex-apresentadora de televisão Valéria Monteiro (PMN) tem pregado medidas como licença maternidade de três anos e isenção de Imposto de Renda para quem ganha menos de R$ 3.700. O impacto fiscal das ideias, contudo, não foi calculado pela pré-candidata.

— Esses candidatos não têm visibilidade eleitoral, mas acabam aparecendo com suas atividades um tanto folclóricas. As eleições de 1989 e a de 2018 têm uma relação no que se refere à possibilidade de muitas candidaturas, mas a conjuntura política é muito diferente. No final dos anos 1980, a esperança era muito grande. Agora, há o pessimismo generalizado, as pessoas estão desencantadas com o sistema político — diz o cientista político Paulo Baía, da UFRJ.

Ao contrário de Rey, Daciolo e Valéria, apoiados por partidos nanicos, há ainda os novatos com maior relevância, que permanecem com o futuro indefinido. Caso do apresentador Luciano Huck e do ex-presidente Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, cortejados pelo PPS e PSB, respectivamente. Embora Huck tenha conversas periódicas com economistas liberais, seu discurso de forte apelo social tem potencial de crescimento em segmentos lulistas, apontam institutos de pesquisa. Já Barbosa mantém-se em silêncio sobre o que seriam seus projetos presidenciais, mas sua plataforma, apontam os socialistas, estaria focada na sua trajetória pública de combate à corrupção.

Guilherme Boulos, que estuda a filiação ao PSOL, fecha a lista de novatos em dúvida. Embora não admita, a candidatura do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) está diretamente relacionada ao futuro político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Boulos dividiria votos da esquerda com a deputada estadual no Rio Grande do Sul Manuela D’Ávila (PCdoB).

— Não tem um candidato competitivo no cenário eleitoral, e isso estimula o lançamento de várias pré-candidaturas. Quando existe este nome, os partidos menores tendem a ser atraídos pela coalizão. Tem que ter tempo de TV para haver um bom desempenho — explica Fernando Antonio Azevedo, cientista político da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

O bloco dos indefinidos também contempla nomes da base do governo, como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (PSC). Os três sonham em ser o nome que unificaria o centro político para acabar com a polarização entre Lula e o deputado Jair Bolsonaro, em negociações para migrar para o PSL. No mesmo espectro político, também apresentam-se João Amoêdo (Novo), com carreira ligada ao mercado financeiro, e o senador Álvaro Dias (Podemos).

Estão no páreo ainda os veteranos que já concorreram à Presidência em outras ocasiões: a ex-senadora Marina Silva (Rede), que disputou pelo PV em 2010 e pelo PSB em 2014; o governador Geraldo Alckmin, candidato em 2006 pelo PSDB; o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que concorreu em 1998 e 2002; e o senador Cristovam Buarque, que disputou em 2006.

A campanha também terá velhos conhecidos do eleitorado como Eymael (PSDC), dono do jingle chiclete “Ey-Ey-Eymael, um democrata cristão”, e Levy Fidelix, autor do controverso projeto do “aerotrem”. Sem contar o ex-presidente Fernando Collor (PTC), que, em discurso na semana passada, disse estar “diante da retomada de uma missão”. Slogan esse que, aliás, já aparece na foto de capa de sua página no Facebook.

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– Yeh! Último dia do Horário de Verão

Ufa! Enfim está acabando o danado do horário de verão. Já estava na hora…

Para quem sai as 18h, a tarde é agradável para curtir o dia comprido. Mas para quem acorda cedo… Cruz-credo.

Noites abafadas e manhãs escuras? Chega!

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– E quem defenderá a PM?

Muitas vezes vemos reportagens negativas falando do abuso de autoridade dos Policiais Militares. Claro, em todas as profissões existem os bons e maus profissionais. A maioria é gente honesta, trabalhadora, vocacionada e que fica esquecida por muitos.

Compartilho essa excepcional matéria da Revista Época sobre o sofrimento dessas pessoas esquecidas pela mídia e desprezadas pela maioria da população. É impressionante!

(extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/02/vida-de-pm-no-rio-desprezados-doentes-e-com-medo.html)

Vida de PM no Rio: desprezados, doentes e com medo

 A capitão Bianca no complexo do Alemão.O marido,também PM,morreu em tiroteio com traficantes. (Foto: Agencia Sincro)PERSISTENTE
A capitã Bianca no complexo do Alemão. O marido, também PM, morreu em tiroteio com traficantes. “O tempo inteiro nós convivemos com o medo de morrer”, diz(Foto: Agencia Sincro)

Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que, invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo do Alemão. Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro nós convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar.

>> Dilma sanciona lei que torna crime hediondo o assassinato de policiais 

Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado. Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.” 

É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até certo desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso”, diz. “Você dá bom-dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se nós não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam.

Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinatos a sangue-frio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Nesta semana, oito PMs foram condenados. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. ÉPOCA entrevistou militares, levantou estatísticas e teve acesso a pesquisas inéditas sobre a situação-limite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro, como mostram os quadros desta reportagem. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais. 

Os policiais têm saúde ruim (Foto: Editoria de Arte)

O curso de formação de praças da Polícia Militar do Rio de Janeiro ensina os aspirantes a policial a agir, em todos os sentidos. Há algum tempo, entre as orientações eles aprendem a ocultar a profissão e sobreviver em uma cidade violenta, refratária a eles. Os policiais ouvem que devem usar o carro, em vez do ônibus, para ir trabalhar. Mais: devem esconder a farda no porta-malas ou no banco traseiro, sempre pelo avesso e dentro de um saco escuro. Todos os dias, o soldado Antônio Matsumoto, de 34 anos, passa cerca de três horas no trânsito para chegar ao quartel na Tijuca, na Zona Norte da cidade. Chegaria mais rápido se fosse de trem ou metrô, mas tem medo de assaltos: a farda na mochila pode ser uma sentença de morte, como foi em outubro para o sargento Fernando Monteiro, assassinado a tiros de fuzil quando assaltantes encontraram seu uniforme. Parceiro de Matsumoto no patrulhamento diário, Fábio Terto, de 33 anos, é obrigado a ir de trem para o trabalho. Depois de fardada e armada, a dupla vai de ônibus para o patrulhamento, uma novidade para aproximar os agentes da população. Matsumoto fica de pé na porta perto da catraca, com a mão na pistola, enquanto Terto se posta na porta traseira. A aflição é total. Ninguém olha para ninguém. Como eles, 81% dos policiais acham que vivem “em risco constante”.

A dupla Matsumoto e Terto em patrulha.Para eles transporte coletivo,só com farda e arma na cintura (Foto: Agencia Sincro)TENSÃO CONSTANTE
A dupla Matsumoto e Terto em patrulha. Para eles transporte coletivo só com farda e arma na cintura (Foto: Agencia Sincro)

Além de alertar para a farda, os instrutores do curso de formação preparam os alunos para o pior em termos de autoestima. “Ninguém gosta de você, só seu cachorro!”, diz o instrutor, aos gritos. “A cidade vai odiar você: o porteiro te dá café, a moradora oferece um lanche à tarde, mas todo mundo te odeia, só dá porque você está de farda.” Em vez de aprender o convívio com a sociedade, o policial sai preparado para o confronto. “A PM não é feita para matar, não deve matar, a não ser em absoluta defesa pessoal ou de terceiros”, diz o coronel Robson Rodrigues, até dezembro chefe do Estado-Maior da corporação. “Mas morremos muito e matamos muito.” O Brasil é um dos países com o maior número de policiais mortos em confronto. Em 2014, último ano disponível na estatística, 352 policiais foram mortos no país – só para comparar, foram 96 nos Estados Unidos e apenas oito no Reino Unido. Segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Rio de Janeiro  é o Estado com o maior número de policiais assassinados em confrontos, com 93 em 2013 e 95 em 2014 – um deles, sabe-se, foi o capitão Uanderson, pai de Maria, marido de Bianca.

>> Michel Misse: ” A polícia brasileira é constrída para o combate“

De acordo com o coronel Robson Rodrigues, o nervosismo dos PMs “aumenta o risco de produzir ações desastrosas”, como a que ocorreu em outubro na Pavuna, bairro da Zona Norte. Um sargento matou a tiros Jorge Lucas Paes e Thiago Guimarães ao confundir o macaco hidráulico que eles carregavam numa moto com um fuzil. Em fevereiro de 2014, dois mototaxistas foram mortos da mesma maneira. Esses casos aconteceram nas áreas dos dois batalhões onde recentemente ocorreram mais confrontos com traficantes, o 41º (Irajá) e o 9o (Rocha Miranda).

>> PM do Rio tenta retirar bombas relógio das ruas 

O neurocientista mexicano Roberto Mercadillo, da Universidade Autônoma Metropolitana, aponta que o medo, a falta de sono e o enfrentamento constante causam perda de atenção e de memória, tornando as decisões mais lentas e o policial mais hostil e agressivo. “O PM convive com a criminalidade e tem uma arma na cintura. Se está em desequilíbrio emocional, não tem plenas condições de avaliar a situação. No caso dele, é letal”, afirma a psicóloga Patrícia Constantino, da Fiocruz, que conduziu uma pesquisa sobre hábitos e saúde dos policiais. Os estudos mostram, portanto, que um policial nessas condições é capaz de atirar em dois rapazes que carregam uma ferramenta por achar que eles são bandidos armados até os dentes. Infelizmente, há policiais assim nas ruas do Rio de Janeiro atualmente, como mostram as estatísticas expostas nestas páginas.

Arrimo da política de segurança pública do Estado, o projeto das UPPs parecia demarcar territórios onde a harmonia imperaria. Não mais. No decorrer do ano passado, traficantes de áreas em tese pacificadas mataram 12 policiais. Em setembro, bandidos balearam o soldado Bruno Pereira nas costas e arrastaram o corpo preso a um cavalo em Nova Iguaçu, cidade da Baixada Fluminense, uma área sem UPPs. No mês seguinte, Neandro Oliveira, há dois anos na PM, foi baleado e queimado vivo no Morro do Chapadão, na Zona Norte. Casos assim, obviamente, instauram o medo entre policiais. “Nas guerras no Afeganistão e no Iraque, o soldado fica lá um ano e volta para casa”, afirma o comandante do Comando de Operações Especiais, coronel René Alonso. “Aqui são anos sem mecanismo de descompressão ou alívio.” Uma pesquisa da própria Polícia Militar revela que os agentes que atuam nas zonas “vermelhas” das UPPs estão em alto grau de sofrimento mental, medido a partir de um teste da Organização Mundial de Saúde no qual se pergunta ao paciente, entre outras questões, se ele dorme mal, sente-se nervoso e assusta-se com facilidade.

>> PM do Rio precisa ser pacificada, diz promotor 

Em setembro de 2014, diante do agravamento da violência, o comando das UPPs criou uma comissão com a incumbência de avisar as famílias de PMs mortos em serviço ou de folga. Foram chamados seis jovens soldados (três mulheres e três homens), com formação em psicologia e assistência social. Eles orientam os parentes das vítimas nas providências mais urgentes, como o velório e o enterro. Nas semanas seguintes, voltam a procurar a família para tomar nota do que ela precisa. “Queremos mostrar que o policial não é só um número em nossa estatística de vítimas”, diz a tenente Silvia Souza. Também faz parte da tarefa acompanhar a recuperação de feridos.

Recentemente, os integrantes da comissão estiveram com o soldado Alexsandro Fávaro, de 35 anos. “Coloque-se no meu lugar e imagine ver a pessoa que você mais ama tendo de trocar sua fralda”, diz ele a ÉPOCA, referindo-se à mulher, Lígia, sua companheira há 17 anos. Na cadeira de rodas, Fávaro se lembra de seu início na UPP. “Moradores nos aplaudiam e gritavam palavras de apoio”, recorda. Mas ele logo percebeu que os aplausos eram só uma forma de alertar os traficantes sobre a patrulha. Fávaro usava estratégias inusitadas. Banhou em ouro o anel de prata com a imagem de São Jorge, pois exibir joias reluzentes é uma característica dos policiais corruptos, os “arregados”, que recebem propina de traficantes. Fazendo-se passar por um deles, Fávaro conseguia se aproximar de criminosos e prendê-los. Em uma investigação, descobriu uma passagem secreta dos traficantes, ao lado de um bar numa das principais ruas do Morro do Fogueteiro. Num sábado, Fávaro e sete policiais montaram uma operação para prender os bandidos, mas foram surpreendidos por 15 homens armados com fuzis, em um beco estreito, sem ter para onde correr. Ele havia passado o fuzil para um colega e tinha nas mãos apenas uma escopeta com balas de borracha. Sacou a pistola, mas, já ferido, caiu no chão. “Quem chegaria primeiro aonde eu estava caído: minha equipe ou os bandidos?” Os policiais o alcançaram antes, mas um dos tiros atingira sua garganta e saíra pelo pescoço, rompendo-lhe as vértebras.

O soldado Alexsandro Fávaro,tetraplégico após um tiroteio,com a mulher e colegas."Coloque-se ni meu lugar e imagine a pessoa que vc ama tendo de trocar sua fralda',diz (Foto: Agencia Sincro)TIROTEIO NO BECO
O soldado Alexsandro Fávaro, tetraplégico após um tiroteio, com a mulher e colegas.”Coloque-se no meu lugar e imagine a pessoa que você ama tendo de trocar sua fralda’,diz (Foto: Agencia Sincro)

A PM tem 95 psicólogos que atendem policiais em 26 dos 45 batalhões fluminenses. Em 2014 foram 25 mil consultas, e a corporação pretende contratar mais profissionais em 2016 para atender seus 47 mil policiais. Os médicos e psicólogos trabalham de branco e pedem aos PMs que “troquem a ‘fantasia’ de Super-Homem pela de Clark Kent”, como explica a major médica Rosana Cardoso. Coletes à prova de balas, armas e até a gandola (a camisa da farda) ficam na antessala do consultório dos psicólogos e, em casos mais graves, dos psiquiatras. Mas nem todos conseguem: um cabo do 41o Batalhão sob atendimento psicológico disse a ÉPOCA que não consegue acesso ao psiquiatra – carência admitida pela corporação. “Quase morri em tiroteio e o comandante nem me agradeceu”, diz. “Estou pedindo de joelhos para sair da rua.” Atualmente, 6% dos PMs estão afastados das ruas por problemas de saúde física ou mental. “Policiais não são máquinas de produzir segurança. Sua jornada é exercida em condições adversas e extenuantes. A impossibilidade de expressar e ver acolhido seu sofrimento se transforma em adoecimentos, disfunções cardíacas, insônia, irritação, depressão e outros agravos físicos e mentais”, afirma, em artigo, a pesquisadora Cecília Minayo, da Fiocruz. Obviamente, pessoas nesse estado não estão em condições de cumprir a contento a missão de proteger milhões de cidadãos.

– A invasão de refugiados no Brasil

Dias atrás o presidente Temer esteve na Roraima para discutir a questão dos refugiados.

Há meses, criticávamos sobre a receptividade aos sírios na Europa, e víamos críticas de alguns mais nacionalistas e pedidos de acolhimento por muitos outros europeus.

E agora?

Estamos sabendo acolher os haitianos no Acre e os venezuelanos na Roraima, que estão mudando as características do Norte do nosso país?

Aliás, o mundo está atento ao que acontece na Venezuela e a fuga em massa desses pobres famintos de lá?

Outra pergunta inquietante: onde estão os defensores do Chavismo e amantes de Nicolás Maduro aqui no Brasil?

Não podemos nos calar nessa hora, nem negar a mão a quem precisa. Sem xenofobismo, com solidariedade – mas buscando ter condições de sustentar aos moradores locais e a dignidade dos roraimenses e acreanos. Afinal, para ajudar nossos vizinhos não se deve sobrepô-los aos brasileiros natos.

Alô, alô, diplomacia brasileira. Nada de inércia!

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– 0,1 ponto e a diferença que faz o vencedor!

A Beija-Flor de Nilópolis ganhou o título de campeã do Carnaval Carioca 2018, com 269,6 pontos.

As vice-campeãs foram a Paraíso do Tuituti e a Salgueiro, com 269,5 pontos. Incríveis 0,1 de diferença! Aliás, a Unidos da Tijuca, 7a colocada, ficou distante da Beija-Flor por míseros meio ponto.

Pense: se um dos muitos jurados está mais azedo ou mais bonzinho, esse 0,1 se dissolve instantaneamente.

E isso quer dizer o quê?

Que nesse ano, do 1o ao 7o colocado, qualquer que fosse o conjunto sambista campeão, seria justo! É difícil ser objetivo e explicar o porquê de 0,1 a menos ou a mais para cada escola.

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– A Campanha da Fraternidade 2018 nos convida a sermos mais cidadãos!

Um tema oportuno tamanha a necessidade de se fazer algo: “Fraternidade e Superação da Violência“ – esse é o tema da Campanha da Fraternidade 2018, que tem como lema as próprias palavras de Jesus no Evangelho de São Mateus, Capítulo 23, versículo 8: “Vós sois todos irmãos“.

Por toda a Quaresma (que se inicia na 4a feira 14/02), os católicos são convidados a refletir sobre as inúmeras formas de violência: física, moral, emocional – incluindo roubos / assaltos, agressões e assédio.

Claro que tudo isso é importante e extrapola a questão religiosa. Cabe a cada um de nós (católicos, evangélicos, judeus, umbandistas, ateus, islâmicos, agnósticos ou seja no que se crê ou não crê) lutarmos para um mundo de paz!

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– Huck, FHC, Alckmin, Lula, Bolsonaro… ou Hulk?

O cenário dos presidenciáveis está pegando fogo. Lula será candidato ou vai para a cadeia? Bolsonaro terá fôlego em partido nanico? E Alckmin, deslancha ou não? Teremos Ciro, Meirelles, Marina e Manuela? De certo, somente Levy Fidelix como candidato pelo seu PRTB.

Tanto o PPS quanto parte do PSDB querem que Luciano Huck se candidate. Veja que o ex-presidente Fernando Henrique foi visita-lo nesta semana…

Será que Geraldo Alckmin será abandonado por seus pares?

Sincera e honestamente, acho que somente Hulk (não o Huck, mas o herói da Marvel) e os outros Vingadores, através de uma força-tarefa, darão um jeito nesse país…

Brincadeiras à parte, não tenho nada contra o apresentador da Globo. Me parece um cara muito bem intencionado (já escrevi isso aqui em: https://wp.me/p4RTuC-lv4) Não quer dizer que terá meu voto, mas a rejeição é menor.

Ao menos, é um nome diferente das atuais raposas velhas…

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– A menina que quase foi vítima do aborto por culpa da microcefalia e que hoje faz diferença positiva no mundo!

Viva o direito à vida!!!

Sou contra o aborto, sempre a favor à vida. É um princípio cristão.

Leio que muitas pessoas querem praticar o aborto quando descobrem o triste diagnóstico de microcefalia em seus bebês. Talvez a matéria abaixo possa fazer com que se reflita melhor.

Abaixo, extraído de: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2016/02/01/sou-plena-feliz-e-existo-porque-minha-mae-nao-optou-pelo-aborto-diz-jornalista-com-microcefalia.htm?cmpid=tw-uolnot

‘SOU PLENA, FELIZ E EXISTO PORQUE MINHA MÃE NÃO OPTOU PELO ABORTO’, DIZ JORNALISTA COM MICROCEFALIA

Ana Carolina Cáceres, de 24 anos, moradora de Campo Grande (MS), desafiou todos os limites da microcefalia previstos por médicos. Eles esperavam que ela não sobrevivesse. Hoje, Ana tem 24 anos. Neste depoimento, ela defende uma discussão informada sobre o aborto.

“Quando li a reportagem sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF), levei para o lado pessoal. Me senti ofendida. Me senti atacada.

No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: ‘ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer’.

Ele – como muita gente hoje – estava errado.

Meu pai conta que comecei a andar de repente. Com um aninho, vi um cachorro passando e levantei para ir atrás dele. Cresci, fui à escola, me formei e entrei na universidade. Hoje eu sou jornalista e escrevo em um blog.

Escolhi este curso para dar voz a pessoas que, como eu, não se sentem representadas. Queria ser uma porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, escrevi um livro sobre minha vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome (microcefalia não é doença, tá? É síndrome!).

Com a explosão de casos no Brasil, a necessidade de informação é ainda mais importante e tem muita gente precisando superar preconceitos e se informar mais. O ministro da Saúde, por exemplo. Ele disse que o Brasil terá uma ‘geração de sequelados’ por causa da microcefalia.

Se estivesse na frente dele, eu diria: ‘Meu filho, mais sequelada que a sua frase não dá para ser, não’.

Porque a microcefalia é uma caixinha de surpresas. Pode haver problemas mais sérios, ou não. Acho que quem opta pelo aborto não dá nem chance de a criança vingar e sobreviver, como aconteceu comigo e com tanta gente que trabalha, estuda, faz coisas normais – e tem microcefalia.

As mães dessas pessoas não optaram pelo aborto. É por isso que nós existimos.

Não é fácil, claro. Tudo na nossa casa foi uma batalha. Somos uma família humilde, meu pai é técnico de laboratório e estava desempregado quando nasci. Minha mãe, assistente de enfermagem, trabalhava num hospital, e graças a isso nós tínhamos plano de saúde.

A gente corta custos, economiza, não gasta com bobeira. Nossa casa teve que esperar para ser terminada: uma parte foi levantada com terra da rua para economizar e até hoje tem lugares onde não dá para pregar um quadro, porque a parede desmancha.

O plano cobriu algumas coisas, como o parto, mas outros exames não eram cobertos e eram muito caros. A família inteira se reuniu – tio, tia, gente de um lado e do outro, e cada um deu o que podia para conseguir o dinheiro e custear testes e cirurgias.

No total, foram cinco operações. A primeira com nove dias de vida, para correção da face, porque eu tinha um afundamento e por causa dele não respirava.

Durante toda a infância também tive convulsões. É algo que todo portador de microcefalia vai ter – mas, calma, tem remédios que controlam. Eu tomava Gardenal e Tegretol até os 12 anos – depois nunca mais precisei (e hoje sei até tocar violino!).

Depois da raiva, lendo a reportagem com mais calma, vi que o projeto que vai ao Supremo não se resume ao aborto. Eles querem que o governo erradique o mosquito, dê mais condições para as mães que têm filhos como eu e que tenha uma política sexual mais ampla – desde distribuição de camisinhas até o aborto.

Isso me acalmou. Eu acredito que o aborto sozinho resolveria só paliativamente o problema e sei que o mais importante é tratamento: acompanhamento psicológico, fisioterapia e neurologia. Tudo desde o nascimento.

Também sei que a microcefalia pode trazer consequências mais graves do que as que eu tive e sei que nem todo mundo vai ter a vida que eu tenho.

Então, o que recomendo às mães que estão vivendo esse momento é calma. Não se desespere, microcefalia é um nome feio, mas não é esse bicho de sete cabeças, não.

Façam o pré-natal direitinho e procurem sobretudo um neurologista, de preferência antes de o bebê nascer. Procurem conhecer outras mães e crianças com microcefalia. No próprio Facebook há dois grupos de mães que têm um, dois, até três filhos assim e trabalham todos os dias tranquilas, sem dificuldade.

Caso o projeto de aborto seja aprovado, mas houver em paralelo assistência para a mãe e garantia de direitos depois de nascer, tenho certeza que a segunda opção vai vencer.

Se ainda assim houver pais que preferirem abortar, não posso interferir. Acho que a escolha é deles. Só não dá para fazê-la sem o mais importante: informação.

Quanto mais, melhor. Sempre. É o que me levou ao jornalismo, a conseguir este espaço na BBC e a ser tudo o que eu sou hoje: uma mulher plena e feliz.”

*Este depoimento é resultado de uma conversa entre o repórter da BBC Brasil Ricardo Senra e Ana Carolina Cáceres. E começou com um comentário da jovem no perfil da BBC Brasil no Facebook.

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