– A triste história da UTI Neo Natal com formigas sobres os bebês!

Vergonha!

Em Minas Gerais, o descaso das autoridades na área de saúde revolta. Formigas andam nas incubadoras dos recém-nascidos!

Onde é que esse país vai chegar…

Extraído do “O Estado de Minas”,
em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/03/26/interna_gerais,946829/video-mostra-formigas-em-bebe-no-cti-de-maternidade-em-bh.shtml

FORMIGAS INVADEM CTI DE MATERNIDADE EM BELO HORIZONTE E ANDAM SOBRE BEBÊS

Imagens em vídeo foram gravadas por funcionário da unidade e denunciadas pela Asthemg. Fhemig informou que intensificou dedetização no local

Por Cristiane Silva, Simon Nascimento e Benny Cohen

Um vídeo gravado por um funcionário da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, mostra uma infestação de formigas em incubadoras, sondas de oxigênio e em cima de bebês no Centro de Terapia e Tratamento Intensivo (CTI) neonatal da unidade.

A denúncia foi feita pela Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg).
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Nas imagens, vê-se a infestação das formigas na cabeça de um dos recém-nascidos, nos tubos de oxigênio e nos acessos para injeção de medicamento. O CTI neonatal é destinado à crianças prematuras e em tratamento de alguma enfermidade.

Em nota, a Asthemg condenou a presença dos insetos nos leitos dos bebês e disse que a situação é resultado “da negligência da administração do hospital com o cuidado dos pacientes”.

Ainda conforme a associação sindical, a situação vem se repetindo e já foi denunciada à direção do hospital anteriormente. O Estado de Minas tentou contato com a diretoria da Asthemg, para esclarecer as denúncias, mas os diretores não atederam as ligações até a publicação desta matéria.

A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela administração da maternidade, informou que investiga a presença de formigas no salão do CTI neonatal e uma dedetização foi programada para o local.

Sobre a reclamação de reincidência dos problemas, a Fhemig informou que notificou a empresa responsável por realizar a dedetização na maternidade anteriormente, e os técnicos deverão retornar à unidade para aplicação de “formicida mais potente”.

Enquanto a sala em que as formigas foram encontradas passa por operações de limpeza, os bebês foram levados para outros leitos. O recém-nascido que aparece nas imagens, segundo a Fhemig, está bem, mas segue no CTI.

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– Suspensas as Novas Placas com letras e números do Mercosul que vigorariam no Brasil.

Visando mais um passo para a integração dos países membros do bloco econômico do Mercado do Cone Sul, o Brasil, o Uruguai, o Paraguai e a Argentina adotarão um único modelo de emplacamento de veículos (a Venezuela, pertencente ao bloco, não confirma que adotará o modelo, bem como a Bolívia que está em fase final de entrada no bloco). As placas terão a sequência de: 3 letras, 1 número, 1 letra e 2 números. Ao invés de AAA 9999, por exemplo, teremos AAA 9 A 99, permitindo uma combinação de sequências muito maior, diferenciando as placas apenas pela bandeira da nação.

A data das novas placas no país seria 1º de setembro de 2018, mas nesta semana o Governo suspendeu a decisão que confirmava o novo padrão de placas por um motivo inusitado: a dificuldade das estamparias em mudar seu maquinário.

Teria sido isso mesmo? Não sei não…

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– As pessoas mais ricas do Brasil, segundo a Forbes.

Segundo a Forbes, o Brasil possui 42 bilionários!

Deve ser uma “coisa incrível” ter “1 bilhãozinho” só, não? Nem precisa ter a mesma quantia de bilhões do que o fundador da Amazon, Jeff Bezos, que hoje é o homem mais rico do mundo com US$ 112 bi.

No Brasil, “o dono da Brhama”, Jorge Paulo Lemann, aparece mais uma vez como o homem mais rico do país, com uma fortuna estimada em US$ 27,4 bilhões (ele é a 29ª pessoa mais rica do mundo). O banqueiro Joseph Safra (patrimônio de US$ 23,5 bilhões) e o empresário Marcel Telles (US$ 14 bilhões) completam o pódio.

Abaixo os 15 mais ricos da nossa nação:

Nome Patrimônio (US$) Origem do dinheiro
1. Jorge Paulo Lemann 27,4 bilhões Ab Inbev
2. Joseph Safra 23,5 bilhões Banco Safra
3. Marcel Herrmann Telles 14 bilhões Ab Inbev
4. Carlos Alberto Sicupira 12 bilhões AB Inbev
5. Eduardo Saverin 10,1 bilhões Facebook
6. Pedro Moreira Salles 5,1 bilhões Bancos, mineração
7. Fernando Roberto Moreira Salles 5 bilhões Bancos, mineração
8. João Moreira Salles 5 bilhões Bancos, mineração
9. Walther Moreira Salles Junior 5 bilhões Bancos, mineração
10. Abílio dos Santos Diniz 3,5 bilhões Varejo
11. Walter Faria 3,2 bilhões Grupo Petrópolis
12. Luis Frias 3 bilhões Pagseguro
13. Ermirio Pereira de Moraes 2,7 bilhões Diversos
14. Jorge Moll Filho 2,6 bilhões Hospitais
15. Maria Helena Moraes Scripilliti 2,6 bilhões Diversos

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– Aécio e Dilma quatro anos depois… e o Temer?

Na semana passada, foi revelado que a Operação Patmos, deflagrada dias atrás, encontrou bloqueador de celular externo e “fazedor de ruído” em extensão telefônica, no escritório do Senador Aécio Neves.

Nunca imaginei que existissem equipamentos como esse do “barulhador de linha”. Mas ele dificulta escuta telefônica, né? Será que foi o dono do escritório quem colocou para que não fosse investigado?…

Aliás, os dois últimos candidatos à Presidência do Brasil (e que bipolarizaram a nação) estão em descrédito. Aécio acabou politicamente, igual a Dilma. Mas a ex-presidente não se cansa em “pagar micos” e ousou dizer que a morte de Marielle Franco faz parte do “golpe em andamento”!

Caramba, seu (justo) impeachment não tem nada a ver com essa execução sumária! Que picaretagem fazer uso do triste assassinato da vereadora ativista para proveito próprio. Coisa feia, dona Rousseff.

Aliás, o que tem de gente se aproveitando dessa tragédia…

Ops: enquanto redijo, escuto no rádio a notícia de que Michel Temer deve, em breve, anunciar sua candidatura para ser presidente pelo MDB em Outubro. Se confirmada tal informação, é uma tremenda falta de bom senso… Tá se achando, Temer?

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– Como era Marcelo Odebrecht na cadeia e o quanto sua corrupção rendeu à Odebrecht

Li na Revista Época da semana passada o dia-a-dia do todo-poderoso Marcelo Odebrecht, que não se relaciona mais com o seu pai, Emílio, e que foi educado para os negócios pelo seu avô, Norberto, já falecido.

É impressionante um homem bilionário como ele fazer tudo o que tinha feito. A compra de políticos, causas, situações; a distribuição de propina e a criação de departamentos de controle da corrupção; além do dia-a-dia austero consigo próprio, trazem o inevitável questionamento: e se utilizasse sua disciplina e inteligência para o bem?

Na cadeia em Curitiba, Marcelo acordava às 05h30 e praticava 6 horas de exercícios por dia; se preocupava demais com a sanidade mental; dobrava e arrumava cuidadosamente as roupas; “rediagramava as prateleiras” da geladeira numa ordem mais agradável; e outros excessos de organização. Não tomava remédios e estudava com muito afinco todos os seus processos, fazendo reuniões diárias com seus advogados.

Detalhe: antes da sua prisão, a Odebrecht possuía 180 mil funcionários e faturamento de R$ 130 bilhões de reais, sem dívidas a renegociar. Hoje, fatura R$ 90 bilhões (mas tem 500 milhões de dívidas a serem renegociadas) e reduziu seu quadro de colaboradores para 60 mil empregados. Em propinas, têm-se a real contabilidade de 1 bilhão pago a políticos dos mais diversos partidos, que lhe rendeu em obras superfaturadas mais de 10 bi!

Particularmente, acho que não sabemos nem metade de toda a história. Quanta coisa graúda essa gente deve ter escondida (em história e grana), não?

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– Delfim Netto, Lava Jato, PT e Ditadura.

Por corrupção, vale tudo neste país!

O ex-ministro da fazenda do tempo da ditadura, Delfim Netto, era aliado do PT (tendo como aliado e porta voz do Governo o também ex-ministro da fazenda petista, Antonio Palocci), em propina envolvendo a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. É de aproximadamente 15 milhões de reais o montante, segundo a nova fase da Lava Jato, divulgada nessa 6a feira.

Cá entre nós: a Esqueda e a Direita radical unidas em dinheiro sujo. Que vergonha, Brasil!

Em tempo: a Polícia Federal está em Jundiaí, dentro dessa mesma operação, “buscando alguém / alguns”. Quem seria / seriam?

Eu que não sou, garanto, pois estou sem um tostão no bolso.

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– O grupo de países MINT sobrepujará o BRICS?

Jim O’Neil, economista-mor do Goldman Sachs, foi quem cunhou o termo BRICS em um importante relatório para a agência Bloomberg, em 2001. Ele se referia a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como motores da economia mundial para aquela década que se iniciava. Por razões óbvias: esses países estavam em ótimo momento nas suas finanças e com bom panorama para empresas se instalarem!

Há pouco tempo, ele chamou a atenção de um novo grupo de países muito mais interessante para investimentos e cujo PIB cresce a passos largos, sendo ele o novo eldorado de recursos e negócios: o MINT – México, Indonésia, Nigéria e Turquia, com cenário favorável para os próximos 20 anos, em contraponto ao BRICS, que desacelera por questões político-econômicas.

Será que Jim acertará? Aguardemos os próximos anos. Aparentemente, está com a razão!

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– Tapetão no Carnaval Carioca de novo?

Diziam que no Brasil a única coisa que “era levada a sério” seria o Carnaval. Parece que não é mais…

Pelo segundo ano seguido, cancelaram o rebaixamento das escolas da 1a para a 2a divisão, salvando a Grande Rio e a Império Serrano. A decisão foi tomada pela Liga das Escolas de Samba, pelo prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, pelo governador Pezão e pelo presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia.

Detalhe: a Tuiuti e a Beija Flor, que criticaram a corrupção e a ética no país, votaram a favor de tal “virada de mesa”.

Triste retrato do país… nem isso é mais respeitado!

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– Os 21 candidatos a Presidente do Brasil

Por ser época de Carnaval, não repercutiu tanto. Mas o Jornal O Globo trouxe uma matéria mostrando os presidenciáveis para 2018, e, acredite, foram elencados 21 nomes!

Destes, quem você simpatiza?

Extraído de: https://oglobo.globo.com/brasil/no-desfile-de-pre-candidatos-mais-de-20-nomes-querem-disputar-planalto-22392703

NO DESFILE DE PRÉ-CANDIDATOS, MAIS DE 20 NOMES QUEREM DISPUTAR O PLANALTO

Desde 1989 não há tantos nomes colocados para a disputa pela Presidência

Por Juliana Castro

A oito meses das eleições presidenciais, mais de duas dezenas de pré-candidatos já colocaram o bloco na rua sonhando com o Palácio do Planalto. O desfile de nomes é variado, retrato de um cenário de indefinição semelhante à disputa de 1989, quando 22 candidatos participaram da corrida eleitoral. O pleito de outubro pode ter nas urnas representantes dos mais variados estilos: além dos políticos tradicionais, estão se mobilizando apresentadores de TV, banqueiros, um líder sem-teto, um cabo bombeiro e até um cirurgião plástico exótico.

O bloco dos novatos, formado por aqueles que nunca concorreram ao Executivo, tem como mais inusitado representante o médico Dr. Robert Rey, mais conhecido como Dr. Hollywood devido às cirurgias plásticas que já fez em diversas celebridades. Ele anunciou a intenção de ser candidato caso consiga refundar o Prona, partido que lançou o folclórico Enéas Carneiro à Presidência nos anos 1990. Na semana passada, Rey gravou vídeo na página oficial da legenda pregando um Brasil “mais conservador”.

Sua página no Facebook mistura dicas para dar fim às olheiras e à calvície com ideias, sem qualquer detalhamento programático, para “trazer o sistema americano para escolas brasileiras”. Rey também já defendeu, em entrevista, que o hino nacional toque todo dia de manhã em cadeia nacional de rádio e TV.

Convites à espera de resposta

Propostas excêntricas também estão nos discursos de outros novatos. Repleto de menções a Deus, o discurso do deputado federal Cabo Daciolo, pré-candidato pelo Avante, sai frequentemente em defesa da intervenção militar como uma solução para o país. No ano passado, o bombeiro chegou a defender o fechamento do Congresso Nacional, onde “só tem corruptos”.
Já a ex-apresentadora de televisão Valéria Monteiro (PMN) tem pregado medidas como licença maternidade de três anos e isenção de Imposto de Renda para quem ganha menos de R$ 3.700. O impacto fiscal das ideias, contudo, não foi calculado pela pré-candidata.

— Esses candidatos não têm visibilidade eleitoral, mas acabam aparecendo com suas atividades um tanto folclóricas. As eleições de 1989 e a de 2018 têm uma relação no que se refere à possibilidade de muitas candidaturas, mas a conjuntura política é muito diferente. No final dos anos 1980, a esperança era muito grande. Agora, há o pessimismo generalizado, as pessoas estão desencantadas com o sistema político — diz o cientista político Paulo Baía, da UFRJ.

Ao contrário de Rey, Daciolo e Valéria, apoiados por partidos nanicos, há ainda os novatos com maior relevância, que permanecem com o futuro indefinido. Caso do apresentador Luciano Huck e do ex-presidente Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, cortejados pelo PPS e PSB, respectivamente. Embora Huck tenha conversas periódicas com economistas liberais, seu discurso de forte apelo social tem potencial de crescimento em segmentos lulistas, apontam institutos de pesquisa. Já Barbosa mantém-se em silêncio sobre o que seriam seus projetos presidenciais, mas sua plataforma, apontam os socialistas, estaria focada na sua trajetória pública de combate à corrupção.

Guilherme Boulos, que estuda a filiação ao PSOL, fecha a lista de novatos em dúvida. Embora não admita, a candidatura do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) está diretamente relacionada ao futuro político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Boulos dividiria votos da esquerda com a deputada estadual no Rio Grande do Sul Manuela D’Ávila (PCdoB).

— Não tem um candidato competitivo no cenário eleitoral, e isso estimula o lançamento de várias pré-candidaturas. Quando existe este nome, os partidos menores tendem a ser atraídos pela coalizão. Tem que ter tempo de TV para haver um bom desempenho — explica Fernando Antonio Azevedo, cientista político da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

O bloco dos indefinidos também contempla nomes da base do governo, como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (PSC). Os três sonham em ser o nome que unificaria o centro político para acabar com a polarização entre Lula e o deputado Jair Bolsonaro, em negociações para migrar para o PSL. No mesmo espectro político, também apresentam-se João Amoêdo (Novo), com carreira ligada ao mercado financeiro, e o senador Álvaro Dias (Podemos).

Estão no páreo ainda os veteranos que já concorreram à Presidência em outras ocasiões: a ex-senadora Marina Silva (Rede), que disputou pelo PV em 2010 e pelo PSB em 2014; o governador Geraldo Alckmin, candidato em 2006 pelo PSDB; o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que concorreu em 1998 e 2002; e o senador Cristovam Buarque, que disputou em 2006.

A campanha também terá velhos conhecidos do eleitorado como Eymael (PSDC), dono do jingle chiclete “Ey-Ey-Eymael, um democrata cristão”, e Levy Fidelix, autor do controverso projeto do “aerotrem”. Sem contar o ex-presidente Fernando Collor (PTC), que, em discurso na semana passada, disse estar “diante da retomada de uma missão”. Slogan esse que, aliás, já aparece na foto de capa de sua página no Facebook.

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– Yeh! Último dia do Horário de Verão

Ufa! Enfim está acabando o danado do horário de verão. Já estava na hora…

Para quem sai as 18h, a tarde é agradável para curtir o dia comprido. Mas para quem acorda cedo… Cruz-credo.

Noites abafadas e manhãs escuras? Chega!

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– E quem defenderá a PM?

Muitas vezes vemos reportagens negativas falando do abuso de autoridade dos Policiais Militares. Claro, em todas as profissões existem os bons e maus profissionais. A maioria é gente honesta, trabalhadora, vocacionada e que fica esquecida por muitos.

Compartilho essa excepcional matéria da Revista Época sobre o sofrimento dessas pessoas esquecidas pela mídia e desprezadas pela maioria da população. É impressionante!

(extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/02/vida-de-pm-no-rio-desprezados-doentes-e-com-medo.html)

Vida de PM no Rio: desprezados, doentes e com medo

 A capitão Bianca no complexo do Alemão.O marido,também PM,morreu em tiroteio com traficantes. (Foto: Agencia Sincro)PERSISTENTE
A capitã Bianca no complexo do Alemão. O marido, também PM, morreu em tiroteio com traficantes. “O tempo inteiro nós convivemos com o medo de morrer”, diz(Foto: Agencia Sincro)

Todos os dias, na hora de sair de casa para o trabalho, Bianca Silva ouve o apelo da filha, de 9 anos. “Mamãe, você vai morrer?”, diz Maria, que, invariavelmente, chora e abraça forte a mãe. “Por que você não escolhe outra profissão?” Bianca é capitã da Polícia Militar do Rio de Janeiro e, desde setembro de 2014, é toda a família que Maria tem. O pai, o capitão da PM Uanderson Silva, foi morto aos 34 anos durante um confronto com traficantes no Complexo do Alemão. Comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Nova Brasília, a mais violenta entre as favelas incluídas no programa, Uanderson foi morto pela bala de um de seus soldados ao ficar no meio do fogo cruzado. Bianca passeava em um shopping quando recebeu a notícia de que o marido havia sido baleado. Antes de ir ao hospital, passou no batalhão para trocar o vestido pela farda, temendo que o ciumento Uanderson reprovasse o traje de passeio. Uanderson morreu antes que ela pudesse vê-lo. “Os danos psicológicos são inevitáveis”, diz Bianca. “O tempo inteiro nós convivemos com o medo de morrer.” Bianca não cogita desistir da profissão, apesar da tristeza da filha, que toma tranquilizantes e é acompanhada por psiquiatras da Polícia Militar.

>> Dilma sanciona lei que torna crime hediondo o assassinato de policiais 

Bianca e Uanderson se conheceram na academia de formação de oficiais da PM do Rio de Janeiro e trabalhavam na mesma região. Só no primeiro semestre do ano passado, policiais das UPPs do Complexo do Alemão e da Penha estiveram envolvidos em 260 tiroteios, mais de um por dia. Na favela Nova Brasília, o clima entre policiais e moradores é de animosidade. A polícia é tratada como mais um inimigo, não um aliado. Para amainar a situação, no passado Bianca considerou criar um programa de distribuição de presentes no Dia das Crianças. Mas o projeto minguou, segundo ela, pela resistência da população local. “Sentia o medo das crianças em falar comigo”, diz. “Elas crescem com a visão de que o policial é violento.” 

É comum entre os PMs a percepção de que a população sente medo, repulsa e até certo desprezo por eles, como mostra a pesquisa UPPs: o que pensam os policiais, feita recentemente pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. Para a maioria dos policiais entrevistados, os sentimentos dos moradores em relação a eles são de ódio, raiva, aversão, desconfiança, resistência e medo. O cabo Rodrigo Cunha sentiu isso nas vielas do Morro São Carlos, onde uma UPP foi instalada em 2011. “Existem lugares em que o Estado está lá de intruso”, diz. “Você dá bom-dia à criança e a mãe vem correndo levá-la embora. ‘Não fala com polícia.’ Acham que seria melhor se nós não estivéssemos lá.” Comerciantes se recusavam a vender garrafas de água a Rodrigo e moradores cuspiam no chão quando ele e os colegas passavam.

Barbaridades cometidas por alguns PMs ao longo dos anos, como tortura, agressões, execuções de inocentes e fraudes para camuflar assassinatos a sangue-frio, criaram essa rejeição em parte da população. Para ficar em um exemplo rumoroso, desde julho de 2013 não se sabe o que aconteceu ao pedreiro Amarildo, que desapareceu depois de ser levado para a sede da UPP da Rocinha. Vinte e cinco policiais da unidade são acusados de participar da tortura, morte e do sumiço do corpo. Nesta semana, oito PMs foram condenados. Chagas como essa não apenas não cicatrizam, como contaminam a rotina dos policiais que trabalham direito. ÉPOCA entrevistou militares, levantou estatísticas e teve acesso a pesquisas inéditas sobre a situação-limite em que vivem os policiais do Rio de Janeiro, como mostram os quadros desta reportagem. Os policiais têm índices piores que a média da população de doenças causadas por sedentarismo, sentem-se desanimados, com medo, e usam álcool, remédios e drogas. Os policiais sabem que são malvistos, sentem-se ameaçados e têm muito, muito medo de morrer – justamente por serem policiais. 

Os policiais têm saúde ruim (Foto: Editoria de Arte)

curso de formação de praças da Polícia Militar do Rio de Janeiro ensina os aspirantes a policial a agir, em todos os sentidos. Há algum tempo, entre as orientações eles aprendem a ocultar a profissão e sobreviver em uma cidade violenta, refratária a eles. Os policiais ouvem que devem usar o carro, em vez do ônibus, para ir trabalhar. Mais: devem esconder a farda no porta-malas ou no banco traseiro, sempre pelo avesso e dentro de um saco escuro. Todos os dias, o soldado Antônio Matsumoto, de 34 anos, passa cerca de três horas no trânsito para chegar ao quartel na Tijuca, na Zona Norte da cidade. Chegaria mais rápido se fosse de trem ou metrô, mas tem medo de assaltos: a farda na mochila pode ser uma sentença de morte, como foi em outubro para o sargento Fernando Monteiro, assassinado a tiros de fuzil quando assaltantes encontraram seu uniforme. Parceiro de Matsumoto no patrulhamento diário, Fábio Terto, de 33 anos, é obrigado a ir de trem para o trabalho. Depois de fardada e armada, a dupla vai de ônibus para o patrulhamento, uma novidade para aproximar os agentes da população. Matsumoto fica de pé na porta perto da catraca, com a mão na pistola, enquanto Terto se posta na porta traseira. A aflição é total. Ninguém olha para ninguém. Como eles, 81% dos policiais acham que vivem “em risco constante”.

A dupla Matsumoto e Terto em patrulha.Para eles transporte coletivo,só com farda e arma na cintura (Foto: Agencia Sincro)TENSÃO CONSTANTE
A dupla Matsumoto e Terto em patrulha. Para eles transporte coletivo só com farda e arma na cintura (Foto: Agencia Sincro)

Além de alertar para a farda, os instrutores do curso de formação preparam os alunos para o pior em termos de autoestima. “Ninguém gosta de você, só seu cachorro!”, diz o instrutor, aos gritos. “A cidade vai odiar você: o porteiro te dá café, a moradora oferece um lanche à tarde, mas todo mundo te odeia, só dá porque você está de farda.” Em vez de aprender o convívio com a sociedade, o policial sai preparado para o confronto. “A PM não é feita para matar, não deve matar, a não ser em absoluta defesa pessoal ou de terceiros”, diz o coronel Robson Rodrigues, até dezembro chefe do Estado-Maior da corporação. “Mas morremos muito e matamos muito.” O Brasil é um dos países com o maior número de policiais mortos em confronto. Em 2014, último ano disponível na estatística, 352 policiais foram mortos no país – só para comparar, foram 96 nos Estados Unidos e apenas oito no Reino Unido. Segundo um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Rio de Janeiro  é o Estado com o maior número de policiais assassinados em confrontos, com 93 em 2013 e 95 em 2014 – um deles, sabe-se, foi o capitão Uanderson, pai de Maria, marido de Bianca.

>> Michel Misse: ” A polícia brasileira é constrída para o combate

De acordo com o coronel Robson Rodrigues, o nervosismo dos PMs “aumenta o risco de produzir ações desastrosas”, como a que ocorreu em outubro na Pavuna, bairro da Zona Norte. Um sargento matou a tiros Jorge Lucas Paes e Thiago Guimarães ao confundir o macaco hidráulico que eles carregavam numa moto com um fuzil. Em fevereiro de 2014, dois mototaxistas foram mortos da mesma maneira. Esses casos aconteceram nas áreas dos dois batalhões onde recentemente ocorreram mais confrontos com traficantes, o 41º (Irajá) e o 9o (Rocha Miranda).

>> PM do Rio tenta retirar bombas relógio das ruas 

O neurocientista mexicano Roberto Mercadillo, da Universidade Autônoma Metropolitana, aponta que o medo, a falta de sono e o enfrentamento constante causam perda de atenção e de memória, tornando as decisões mais lentas e o policial mais hostil e agressivo. “O PM convive com a criminalidade e tem uma arma na cintura. Se está em desequilíbrio emocional, não tem plenas condições de avaliar a situação. No caso dele, é letal”, afirma a psicóloga Patrícia Constantino, da Fiocruz, que conduziu uma pesquisa sobre hábitos e saúde dos policiais. Os estudos mostram, portanto, que um policial nessas condições é capaz de atirar em dois rapazes que carregam uma ferramenta por achar que eles são bandidos armados até os dentes. Infelizmente, há policiais assim nas ruas do Rio de Janeiro atualmente, como mostram as estatísticas expostas nestas páginas.

Arrimo da política de segurança pública do Estado, o projeto das UPPs parecia demarcar territórios onde a harmonia imperaria. Não mais. No decorrer do ano passado, traficantes de áreas em tese pacificadas mataram 12 policiais. Em setembro, bandidos balearam o soldado Bruno Pereira nas costas e arrastaram o corpo preso a um cavalo em Nova Iguaçu, cidade da Baixada Fluminense, uma área sem UPPs. No mês seguinte, Neandro Oliveira, há dois anos na PM, foi baleado e queimado vivo no Morro do Chapadão, na Zona Norte. Casos assim, obviamente, instauram o medo entre policiais. “Nas guerras no Afeganistão e no Iraque, o soldado fica lá um ano e volta para casa”, afirma o comandante do Comando de Operações Especiais, coronel René Alonso. “Aqui são anos sem mecanismo de descompressão ou alívio.” Uma pesquisa da própria Polícia Militar revela que os agentes que atuam nas zonas “vermelhas” das UPPs estão em alto grau de sofrimento mental, medido a partir de um teste da Organização Mundial de Saúde no qual se pergunta ao paciente, entre outras questões, se ele dorme mal, sente-se nervoso e assusta-se com facilidade.

>> PM do Rio precisa ser pacificada, diz promotor 

Em setembro de 2014, diante do agravamento da violência, o comando das UPPs criou uma comissão com a incumbência de avisar as famílias de PMs mortos em serviço ou de folga. Foram chamados seis jovens soldados (três mulheres e três homens), com formação em psicologia e assistência social. Eles orientam os parentes das vítimas nas providências mais urgentes, como o velório e o enterro. Nas semanas seguintes, voltam a procurar a família para tomar nota do que ela precisa. “Queremos mostrar que o policial não é só um número em nossa estatística de vítimas”, diz a tenente Silvia Souza. Também faz parte da tarefa acompanhar a recuperação de feridos.

Recentemente, os integrantes da comissão estiveram com o soldado Alexsandro Fávaro, de 35 anos. “Coloque-se no meu lugar e imagine ver a pessoa que você mais ama tendo de trocar sua fralda”, diz ele a ÉPOCA, referindo-se à mulher, Lígia, sua companheira há 17 anos. Na cadeira de rodas, Fávaro se lembra de seu início na UPP. “Moradores nos aplaudiam e gritavam palavras de apoio”, recorda. Mas ele logo percebeu que os aplausos eram só uma forma de alertar os traficantes sobre a patrulha. Fávaro usava estratégias inusitadas. Banhou em ouro o anel de prata com a imagem de São Jorge, pois exibir joias reluzentes é uma característica dos policiais corruptos, os “arregados”, que recebem propina de traficantes. Fazendo-se passar por um deles, Fávaro conseguia se aproximar de criminosos e prendê-los. Em uma investigação, descobriu uma passagem secreta dos traficantes, ao lado de um bar numa das principais ruas do Morro do Fogueteiro. Num sábado, Fávaro e sete policiais montaram uma operação para prender os bandidos, mas foram surpreendidos por 15 homens armados com fuzis, em um beco estreito, sem ter para onde correr. Ele havia passado o fuzil para um colega e tinha nas mãos apenas uma escopeta com balas de borracha. Sacou a pistola, mas, já ferido, caiu no chão. “Quem chegaria primeiro aonde eu estava caído: minha equipe ou os bandidos?” Os policiais o alcançaram antes, mas um dos tiros atingira sua garganta e saíra pelo pescoço, rompendo-lhe as vértebras.

O soldado Alexsandro Fávaro,tetraplégico após um tiroteio,com a mulher e colegas."Coloque-se ni meu lugar e imagine a pessoa que vc ama tendo de trocar sua fralda',diz (Foto: Agencia Sincro)TIROTEIO NO BECO
O soldado Alexsandro Fávaro, tetraplégico após um tiroteio, com a mulher e colegas.”Coloque-se no meu lugar e imagine a pessoa que você ama tendo de trocar sua fralda’,diz (Foto: Agencia Sincro)

A PM tem 95 psicólogos que atendem policiais em 26 dos 45 batalhões fluminenses. Em 2014 foram 25 mil consultas, e a corporação pretende contratar mais profissionais em 2016 para atender seus 47 mil policiais. Os médicos e psicólogos trabalham de branco e pedem aos PMs que “troquem a ‘fantasia’ de Super-Homem pela de Clark Kent”, como explica a major médica Rosana Cardoso. Coletes à prova de balas, armas e até a gandola (a camisa da farda) ficam na antessala do consultório dos psicólogos e, em casos mais graves, dos psiquiatras. Mas nem todos conseguem: um cabo do 41o Batalhão sob atendimento psicológico disse a ÉPOCA que não consegue acesso ao psiquiatra – carência admitida pela corporação. “Quase morri em tiroteio e o comandante nem me agradeceu”, diz. “Estou pedindo de joelhos para sair da rua.” Atualmente, 6% dos PMs estão afastados das ruas por problemas de saúde física ou mental. “Policiais não são máquinas de produzir segurança. Sua jornada é exercida em condições adversas e extenuantes. A impossibilidade de expressar e ver acolhido seu sofrimento se transforma em adoecimentos, disfunções cardíacas, insônia, irritação, depressão e outros agravos físicos e mentais”, afirma, em artigo, a pesquisadora Cecília Minayo, da Fiocruz. Obviamente, pessoas nesse estado não estão em condições de cumprir a contento a missão de proteger milhões de cidadãos.

– A invasão de refugiados no Brasil

Dias atrás o presidente Temer esteve na Roraima para discutir a questão dos refugiados.

Há meses, criticávamos sobre a receptividade aos sírios na Europa, e víamos críticas de alguns mais nacionalistas e pedidos de acolhimento por muitos outros europeus.

E agora?

Estamos sabendo acolher os haitianos no Acre e os venezuelanos na Roraima, que estão mudando as características do Norte do nosso país?

Aliás, o mundo está atento ao que acontece na Venezuela e a fuga em massa desses pobres famintos de lá?

Outra pergunta inquietante: onde estão os defensores do Chavismo e amantes de Nicolás Maduro aqui no Brasil?

Não podemos nos calar nessa hora, nem negar a mão a quem precisa. Sem xenofobismo, com solidariedade – mas buscando ter condições de sustentar aos moradores locais e a dignidade dos roraimenses e acreanos. Afinal, para ajudar nossos vizinhos não se deve sobrepô-los aos brasileiros natos.

Alô, alô, diplomacia brasileira. Nada de inércia!

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– 0,1 ponto e a diferença que faz o vencedor!

A Beija-Flor de Nilópolis ganhou o título de campeã do Carnaval Carioca 2018, com 269,6 pontos.

As vice-campeãs foram a Paraíso do Tuituti e a Salgueiro, com 269,5 pontos. Incríveis 0,1 de diferença! Aliás, a Unidos da Tijuca, 7a colocada, ficou distante da Beija-Flor por míseros meio ponto.

Pense: se um dos muitos jurados está mais azedo ou mais bonzinho, esse 0,1 se dissolve instantaneamente.

E isso quer dizer o quê?

Que nesse ano, do 1o ao 7o colocado, qualquer que fosse o conjunto sambista campeão, seria justo! É difícil ser objetivo e explicar o porquê de 0,1 a menos ou a mais para cada escola.

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– A Campanha da Fraternidade 2018 nos convida a sermos mais cidadãos!

Um tema oportuno tamanha a necessidade de se fazer algo:Fraternidade e Superação da Violência – esse é o tema da Campanha da Fraternidade 2018, que tem como lema as próprias palavras de Jesus no Evangelho de São Mateus, Capítulo 23, versículo 8: Vós sois todos irmãos“.

Por toda a Quaresma (que se inicia na 4a feira 14/02), os católicos são convidados a refletir sobre as inúmeras formas de violência: física, moral, emocional – incluindo roubos / assaltos, agressões e assédio.

Claro que tudo isso é importante e extrapola a questão religiosa. Cabe a cada um de nós (católicos, evangélicos, judeus, umbandistas, ateus, islâmicos, agnósticos ou seja no que se crê ou não crê) lutarmos para um mundo de paz!

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– Huck, FHC, Alckmin, Lula, Bolsonaro… ou Hulk?

O cenário dos presidenciáveis está pegando fogo. Lula será candidato ou vai para a cadeia? Bolsonaro terá fôlego em partido nanico? E Alckmin, deslancha ou não? Teremos Ciro, Meirelles, Marina e Manuela? De certo, somente Levy Fidelix como candidato pelo seu PRTB.

Tanto o PPS quanto parte do PSDB querem que Luciano Huck se candidate. Veja que o ex-presidente Fernando Henrique foi visita-lo nesta semana…

Será que Geraldo Alckmin será abandonado por seus pares?

Sincera e honestamente, acho que somente Hulk (não o Huck, mas o herói da Marvel) e os outros Vingadores, através de uma força-tarefa, darão um jeito nesse país…

Brincadeiras à parte, não tenho nada contra o apresentador da Globo. Me parece um cara muito bem intencionado (já escrevi isso aqui em: https://wp.me/p4RTuC-lv4) Não quer dizer que terá meu voto, mas a rejeição é menor.

Ao menos, é um nome diferente das atuais raposas velhas…

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– A menina que quase foi vítima do aborto por culpa da microcefalia e que hoje faz diferença positiva no mundo!

Viva o direito à vida!!!

Sou contra o aborto, sempre a favor à vida. É um princípio cristão.

Leio que muitas pessoas querem praticar o aborto quando descobrem o triste diagnóstico de microcefalia em seus bebês. Talvez a matéria abaixo possa fazer com que se reflita melhor.

Abaixo, extraído de: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2016/02/01/sou-plena-feliz-e-existo-porque-minha-mae-nao-optou-pelo-aborto-diz-jornalista-com-microcefalia.htm?cmpid=tw-uolnot

‘SOU PLENA, FELIZ E EXISTO PORQUE MINHA MÃE NÃO OPTOU PELO ABORTO’, DIZ JORNALISTA COM MICROCEFALIA

Ana Carolina Cáceres, de 24 anos, moradora de Campo Grande (MS), desafiou todos os limites da microcefalia previstos por médicos. Eles esperavam que ela não sobrevivesse. Hoje, Ana tem 24 anos. Neste depoimento, ela defende uma discussão informada sobre o aborto.

“Quando li a reportagem sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF), levei para o lado pessoal. Me senti ofendida. Me senti atacada.

No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: ‘ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer’.

Ele – como muita gente hoje – estava errado.

Meu pai conta que comecei a andar de repente. Com um aninho, vi um cachorro passando e levantei para ir atrás dele. Cresci, fui à escola, me formei e entrei na universidade. Hoje eu sou jornalista e escrevo em um blog.

Escolhi este curso para dar voz a pessoas que, como eu, não se sentem representadas. Queria ser uma porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, escrevi um livro sobre minha vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome (microcefalia não é doença, tá? É síndrome!).

Com a explosão de casos no Brasil, a necessidade de informação é ainda mais importante e tem muita gente precisando superar preconceitos e se informar mais. O ministro da Saúde, por exemplo. Ele disse que o Brasil terá uma ‘geração de sequelados’ por causa da microcefalia.

Se estivesse na frente dele, eu diria: ‘Meu filho, mais sequelada que a sua frase não dá para ser, não’.

Porque a microcefalia é uma caixinha de surpresas. Pode haver problemas mais sérios, ou não. Acho que quem opta pelo aborto não dá nem chance de a criança vingar e sobreviver, como aconteceu comigo e com tanta gente que trabalha, estuda, faz coisas normais – e tem microcefalia.

As mães dessas pessoas não optaram pelo aborto. É por isso que nós existimos.

Não é fácil, claro. Tudo na nossa casa foi uma batalha. Somos uma família humilde, meu pai é técnico de laboratório e estava desempregado quando nasci. Minha mãe, assistente de enfermagem, trabalhava num hospital, e graças a isso nós tínhamos plano de saúde.

A gente corta custos, economiza, não gasta com bobeira. Nossa casa teve que esperar para ser terminada: uma parte foi levantada com terra da rua para economizar e até hoje tem lugares onde não dá para pregar um quadro, porque a parede desmancha.

O plano cobriu algumas coisas, como o parto, mas outros exames não eram cobertos e eram muito caros. A família inteira se reuniu – tio, tia, gente de um lado e do outro, e cada um deu o que podia para conseguir o dinheiro e custear testes e cirurgias.

No total, foram cinco operações. A primeira com nove dias de vida, para correção da face, porque eu tinha um afundamento e por causa dele não respirava.

Durante toda a infância também tive convulsões. É algo que todo portador de microcefalia vai ter – mas, calma, tem remédios que controlam. Eu tomava Gardenal e Tegretol até os 12 anos – depois nunca mais precisei (e hoje sei até tocar violino!).

Depois da raiva, lendo a reportagem com mais calma, vi que o projeto que vai ao Supremo não se resume ao aborto. Eles querem que o governo erradique o mosquito, dê mais condições para as mães que têm filhos como eu e que tenha uma política sexual mais ampla – desde distribuição de camisinhas até o aborto.

Isso me acalmou. Eu acredito que o aborto sozinho resolveria só paliativamente o problema e sei que o mais importante é tratamento: acompanhamento psicológico, fisioterapia e neurologia. Tudo desde o nascimento.

Também sei que a microcefalia pode trazer consequências mais graves do que as que eu tive e sei que nem todo mundo vai ter a vida que eu tenho.

Então, o que recomendo às mães que estão vivendo esse momento é calma. Não se desespere, microcefalia é um nome feio, mas não é esse bicho de sete cabeças, não.

Façam o pré-natal direitinho e procurem sobretudo um neurologista, de preferência antes de o bebê nascer. Procurem conhecer outras mães e crianças com microcefalia. No próprio Facebook há dois grupos de mães que têm um, dois, até três filhos assim e trabalham todos os dias tranquilas, sem dificuldade.

Caso o projeto de aborto seja aprovado, mas houver em paralelo assistência para a mãe e garantia de direitos depois de nascer, tenho certeza que a segunda opção vai vencer.

Se ainda assim houver pais que preferirem abortar, não posso interferir. Acho que a escolha é deles. Só não dá para fazê-la sem o mais importante: informação.

Quanto mais, melhor. Sempre. É o que me levou ao jornalismo, a conseguir este espaço na BBC e a ser tudo o que eu sou hoje: uma mulher plena e feliz.”

*Este depoimento é resultado de uma conversa entre o repórter da BBC Brasil Ricardo Senra e Ana Carolina Cáceres. E começou com um comentário da jovem no perfil da BBC Brasil no Facebook.

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– A excepcional entrevista do dono da Guararapes ao Pânico na Rádio

Flávio Rocha, o CEO do grupo Riachuelo, 15o maior gerador de empregos brasileiros e criador do manifesto “Brasil 200”, falou sobre os desastres do comunismo, da necessidade da geração de empregos, das novas relações de “capital mais trabalho” e das virtudes e defeitos em nosso país. Retrucou a ideia de que o enriquecimento de alguns deve ser calcado no empobrecimento de muitos (dissertou sobre a importância da geração de riqueza para todos).

Abordou, ainda, temas espinhosos: desarmamento, demonização da Polícia, trabalho escravo, as bobagens da divisão da nação criada pelo “Fla-Flu” político e, até mesmo, da Ideologia de Gênero

Flávio tratou sobre a infeliz defesa da “construção da sexualidade pelo ambiente social” e a “forçação de barra” para a sexualização precoce das crianças. Na condição de maior empregador de transsexuais do Brasil, discutiu sobre o tema da erotização infantil e da confusão criada pelos defensores dos direitos LGBTT versus apologistas da Ideologia do Gênero.

Imperdível a quem quer entender de maneira inteligente o nosso país.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=S_ueeFiEx8M

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– Gilmar Mendes e os voos da FAB

Depois de ser hostilizado publicamente em várias situações por conta de suas polêmicas decisões (em especial, a de soltura de presos políticos e/ou de colarinho branco), o ministro do STF Gilmar Mendes foi abordado com xingamentos por duas senhoras em Portugal e por uma série de passageiros em Cuiabá.

Conclusão: o juiz só voará em voos da Força Aérea Brasileira.

Quer dizer que vamos pagar uma conta mais alta ainda do que já pagamos? Quanto custa para um avião decolar exclusivamente para ele?

Aliás, não consigo ver a foto de Gilmar Mendes na imprensa e não lembrar do personagem João Plenário, de “A Praça é Nossa”. A semelhança impressiona!

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– Quase 800 mil reais do Brasil para reforma no Oriente Médio?

Quer dizer que enquanto o presidente Michel Temer esteve fora do país, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (que exercia a Presidência) doou R$ 792 mil para reformar a Basílica da Natividade, em Belém na Palestina?

Ok, a Igreja é um símbolo para o Cristianismo (foi erguida onde supostamente Jesus nasceu), mas não há outras prioridades para se gastar aqui no Brasil?

Se é uma questão de foro íntimo, que doe do seu dinheiro pessoal. Se for por questão humanitária e/ou religiosa, creio que o próprio Cristo ficaria feliz que essa grana fosse destinada aos pobres daqui.

Eu sou católico praticante, tenho muita admiração à Terra Santa e preocupação com a preservação de tal edificação. Mas cá entre nós: com dinheiro dos nossos impostos nessa pindaíba que o país está, aí é sacanagem!

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– Um país de pernas para o alto!

Se estamos realmente passando o Brasil ao limpo com a condenação de Lula, ótimo! Que façamos o mesmo com os demais políticos, como os acusados Aécio, Gleise, Temer e tantos outros, protegidos por imunidade proporcionada pelo mandato em cargo público da importância que exercem.

Agora, leio que o passaporte de Lula foi recolhido pela Polícia Federal. Nada de espantar, isso é um procedimento normal.

Sabe o que realmente me preocupa? Que a possível prisão de Luiz Inácio mascare todo o resto da corrupção que exista no Brasil. Se ela tiver o poder de intimidar os corruptos, ótimo. Mas se ela simplesmente for simbólica, dará a impressão de que o país melhorou, mesmo não tendo melhorado.

Tenho medo do futuro desse Brasil… há muita gente como Lula estava: com o passaporte na mão, tentando a vida em outro país!

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– Os Analfabetos Funcionais Brasileiros

Segundo a Unesco em seu relatório divulgado no Dia Internacional da Alfabetização, o Brasil é o 8o maior país do mundo com analfabetos funcionais adultos. Ou seja: sabe ler e escrever com muita dificuldade mas que praticamente não consegue interpretar textos.

E esse número representa, pasmem, 33 milhões de brasileiros (ou 18% da população). É muita coisa… e isso deixa claro que a qualidade do ensino é péssima, já que boa parte deles tem primeiro grau completo.

Essa foto mostra a situação em 2009 de forma irônica. Como seria em 2017? Igual, infelizmente?

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– Salário Mínimo e Auxílio Reclusão

Perguntar não ofende: quer dizer que um salário mínimo brasileiro é o mesmo valor do auxílio-reclusão (o salário dos preços)?

Mais do que isso: o valor do auxílio-reclusão aumenta de acordo com o número de filhos.

Que país é esse onde um pai de família humilde e honesto recebe menos de R$ 1.000,00 e um assaltante pode estar na cadeia ganhando mais dinheiro do que ele às custas do Governo (e sem trabalhar)?

Não dá para entender…

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– Quanto tempo levará para o Brasil ficar rico?

Olhem que interessante matéria de Exame.com, por Nicholas Vital: o prazo para sermos uma nação desenvolvida seria de 20 anos!

Extraído de: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0980/noticias/vinte-anos-para-ficar-rico

20 ANOS PARA O BRASIL FICAR RICO

Está em curso um fenômeno novo para o país: o amadurecimento em massa da população. Mas é preciso correr, pois a janela de oportunidades tem data para fechar

Ronaldos e Giseles à parte, a maioria dos mortais segue um roteiro de vida semelhante. Primeiro experimentamos as delícias da infância e da adolescência. Depois, chega a hora de começar a trabalhar, um momento marcado por muito esforço e pouco dinheiro. Com o tempo, as oportunidades vão surgindo e o desafio é conseguir garantir um descanso tranquilo no período final. E assim passamos de geração em geração. Também os países seguem uma trajetória semelhante, com graus diferentes de sucesso. Numa fase inicial, nações jovens têm uma fatia grande da população abaixo da idade de trabalho. Com o tempo, as crianças crescem e começam a trabalhar. É um período ideal para aproveitar o impulso e crescer. Depois vem a fase do envelhecimento, em que o ímpeto econômico se esvaece. Se tudo der certo nesse caminho, haverá, então, riqueza suficiente para financiar o sossego dos idosos.

O Brasil já foi uma nação jovem. E seremos, no futuro, um país velho. A boa notícia é que estamos — agora — no auge do período produtivo. Encontra-se em curso um fenômeno demográfico e social novo para o país: o amadurecimento em massa da população. O crescimento populacional vertiginoso ficou para trás. Após crescer geometricamente por dois séculos, o número de brasileiros aumenta cada vez menos e não deve ultrapassar a marca de 220 milhões. Ao mesmo tempo, com expectativa de vida de 73 anos, o país tem hoje dois terços da população entre 15 e 64 anos — a faixa etária considerada economicamente mais produtiva. A proporção dos que estão em idade de produzir vai continuar a crescer até 2022, quando atingirá um pico de 71%. A previsão é que nessa data o número de brasileiros em idade ativa passe dos atuais 130 milhões para 147 milhões. As chances de negócios abertas por essa transformação silenciosa são enormes. “Se em dez anos não abrirmos 100 milhões de novas contas, é porque algo deu errado”, diz Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco. Segundo estimativa da Federação Brasileira de Bancos, o número de agências bancárias no país deve crescer 50% na próxima década, o que significa a criação de cerca de 150 000 postos de trabalho. O crescimento no setor bancário é apenas um exemplo do salto esperado em inúmeros mercados na próxima década.

“Essa é uma chance única na história de qualquer país”, disse a EXAME Ronald Lee, diretor do departamento de demografia e economia da Universidade de Berkeley e membro da Comissão Americana para Estudos do Envelhecimento. A chance a que Lee se refere é batizada pelos especialistas de bônus demográfico — a fase com o máximo possível de gente trabalhando. Uma projeção realizada pelos professores Cássio Turra e Bernardo Queiroz, da Universidade Federal de Minas Gerais, mostra que o Brasil tem um potencial de crescimento de 2,5% ao ano gerado exclusivamente pelo bônus demográfico. Outra conta, feita por Marcelo Neri, pesquisador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, sugere um aumento de até 2,7% ao ano na renda média dos brasileiros em função do bônus e do aumento da escolaridade, iniciado nos anos 90. No cenário elaborado por Turra e Queiroz, o Brasil, se crescer apenas à média anual de 2,5% propiciada pelo bônus demográfi co, chegará a 2030 com um produto interno bruto de 3,3 trilhões de dólares, 50% maior que o atual. Mas o país tem crescido mais que isso — e os economistas avaliam que será possível manter um ritmo de 4,5%. Isso elevaria, no mesmo prazo, o PIB para 4,8 trilhões de dólares, o sufi ciente para alcançar um padrão de renda equivalente ao que Portugal tem atualmente. Numa hipótese mais otimista, de o bônus ser aproveitado para impulsionar reformas mais profundas, em duas décadas o Brasil atingiria o nível de renda per capita atual da Espanha e teria um PIB de 7 trilhões de dólares. “Os brasileiros estão diante de uma oportunidade de ouro, mas ela é temporária. Após duas décadas, o envelhecimento da população inverterá a curva e fará a proporção de inativos subir. Por isso, para tirar o máximo proveito até lá, o Brasil deve investir fortemente nas novas gerações, em especial provendo boa educação básica”, diz Lee. O recado é claro: temos mais 20 anos para fazer a lição de casa, modernizando a economia e melhorando a qualidade da educação, e, assim, nos tornar uma nação rica. Caso contrário, estaremos no pior dos mundos. Corremos o risco de envelhecer sem ter conseguido integrar o clube dos desenvolvidos — e aí será muito mais difícil chegar lá.

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– O Acordo da Língua Portuguesa, modismos e vícios!

O que você está achando do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre os países que falam a língua-mãe, assinado há algum tempo?

Eu tenho muita dificuldade em escrever voo, ideia, para (tudo se acento). E as palavras com hífen? Vixi…

Confesso que não sei como isso está funcionando em Portugal, Angola e nas outras nações. Sempre imaginei que, pelas expressões, gírias e modificações ao longo da história, teríamos uma legítima língua brasileira; afinal, tudo vai mudando. Pergunte em Portugal se “a pessoa já pegou uma fila?” Você se surpreenderá… Ou peça a um português narrar um jogo de futebol e ouvirá que “o atleta da camisola número 10 entrou no relvado e marcou um golo“!

E o famoso “PresidentE” e “PresidentA”? Existe estudante/estudanta, escrevente/escreventa, dirigente/dirigenta, etc?

Pior é que até existiam/existem tais termos; eram/são palavras antigas, cairam em desuso e se era ‘feio falar”. Dilma ressuscitou por vontade de Lula, que talvez nem sabia da existência delas, mas a usou por popularismo.

Voltando à questão: será que em Cabo Verde, Macau, Timor Leste e outros pontos do planeta o Acordo Ortográfico está padronizando mesmo a Língua Portuguesa? Ou inventaram por lá um “presidento”, “estudanto” e estão relutantes em afirmar que a equipa (sim, não é equipe) ganhou com 5 golos no placar e não gols?

Enfim, padronizar e conseguir isso na nossa língua nada mais me parece ser do que diálogo flácido para acalentar bovinos… (e você deve ter entendido a expressão).

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– Pense rápido e cite um nome para o Palácio do Planalto frente as 6 virtudes:

Para ser Presidente do Brasil, um país tão necessitado de bons políticos, o candidato ideal deve ter os seguintes atributos:

  1. Capacidade / Competência de gestão,
  2. Honestidade com o dinheiro público,
  3. Sensibilidade para entender as carências da população,
  4. Determinação a fim de resistir às dificuldades,
  5. Humildade em reconhecer possíveis equívocos e corrigi-los,
  6. Disposição em abandonar sua vida pessoal e viver um sacerdócio ao país.

Está fácil achar um nome? Com o que se tem oferecido ao eleitor, o cargo ficará vago…

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– A quantidade de resíduos de Paracetamol e Cocaína nas praias santistas!

Que coisa: adoro Santos e Guarujá, mas ao ler o que as universidades encontraram de resíduos na praia, me impressionei.

Veja a quantidade de remédios e drogas ilícitas encontradas no mar, vindas pelo esgoto. Mas leia até o fim,

Extraído de: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,estudo-revela-cocaina-no-mar-da-baia-de-santos,70002095400

ESTUDO REVELA COCAÍNA NO MAR DA BAÍA DE SANTOS

Além da droga, pesquisa da Unisanta e da Unifesp identificou resquícios de remédios na água no litoral paulista

SANTOS – O mar da baía de Santos, no litoral paulista, está contaminado por resíduos de remédios e de cocaína. Esses elementos já afetam a vida marinha e podem prejudicar a saúde da população, alerta estudo das Universidades Santa Cecília (Unisanta) e da Federal de São Paulo (Unifesp).

A pesquisa, coordenada pelo professor da Unisanta Camilo Pereira, avaliou a água em uma área de navegação, onde há uma saída da rede de esgoto tratado pela Companhia Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A primeira coleta foi no carnaval de 2014. “A meta era achar fármacos na água. De fato, identificamos ibuprofeno, paracetamol e diclofenaco, mas também surgiu cocaína, que não era objetivo do estudo.”

Após a droga surgir em concentrações mais altas do que em outras regiões costeiras, os cientistas passaram a monitorar seis pontos entre 2016 e este ano. “Encontramos a droga pura e o metabólico da cocaína, produzido pelo fígado do usuário, dispensado na urina, que chega à rede de esgoto.” Para a droga pura que vai ao esgoto, a hipótese é de perda no transporte ou na produção de crack.

“Encontramos até 500 nanogramas de cocaína por litro no carnaval de 2014. Em outras épocas, as concentrações foram menores, de 250 nanogramas por litro. O pico no carnaval era esperado, porque há aumento de população e pelo evento, que leva ao maior uso de álcool e de psicotrópicos”, diz Pereira. As estações de esgoto convencionais, diz o estudo, não são capazes de retirar essas substâncias. O descarte inadequado de remédios, jogados no vaso sanitário e na pia, também contribui para a contaminação.

Os pesquisadores simularam a contaminação no laboratório de bioensaio da Unifesp, que integra o departamento de ciências do mar, e no laboratório de ecotoxicologia da Unisanta, que tem função interdisciplinar, isolando as substâncias, usando mexilhões em uma bateria de ensaios biológicos. “Identificamos danos nos processos de reprodução, nas células sanguíneas e no crescimento desses animais”, comenta Pereira.

A nova etapa do estudo vai avaliar os animais marinhos da baía de Santos, principalmente aqueles comestíveis, e os impactos dessa contaminação na saúde da própria fauna e também da população que a consome.

TRATAMENTO

A Sabesp disse, em nota, que “fármacos e entorpecentes não são removidos no tratamento de esgoto nem em cidades como Londres e Nova York”. Afirmou ainda que segue as regras de saneamento e a qualidade da água do mar é influenciada por outros fatores, como lixo jogado na rua e levado à praia pela chuva.

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– Por que não Huck?

Soube que Luciano Huck apareceu no Programa do Fausto Silva, domingo último, e que o PT entrou na Justiça contra ele pedindo inelegibilidade e multa por “demonizar a política. Na entrevista, criticou a atual política e corrupção do Brasil.

É claro que se ventila uma possível candidatura de Huck à presidência, afinal, é um nome popular e o próprio Lula disse querer concorrer contra um candidato global. De fato, a corrida eleitoral já começou no Brasil.

A questão é: por que não Luciano Huck como presidente?

Alguém já parou para fazer essa reflexão?

1.Pensando bem, quais os defeitos que o inviabilizam?

2.E os seus concorrentes, teriam mais virtudes do que ele?

Ele é um empresário de sucesso, empreendedor nato (isso desde antes de entrar com o Programa “H” na TV Bandeirantes), apresentador, tem uma bela esposa e um estável casamento com filhos.

A juventude o atrapalharia? Por quê? Preferimos as velhas raposas da Política?

Não digo que votarei ou não em Luciano Huck se candidato for (aliás, no momento a única certeza é que não votarei em nenhum dos “cabeças” / populares: Lula, Ciro, Alckmin, Dória, Bolsonaro. Mas por que está se demonizando tanto Huck? Ou melhor: a mando de quem?

Vale pensar nisso… Se queremos gente nova e competente (sendo honesto, lógico) por quê descarta-lo?

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– Manchetes do final de 2018

Muito interessante e engraçado as notícias criadas pelo “Sensacionalista” da Revista Veja desta semana.

Olha só se tudo isso não tem lógica. Acertaram em tudo!!! Abaixo:

– No Brasil, está se roubando até Jacaré de zoológico?

Chegamos ao fundo do poço. Aparece na minha timeline uma notícia de um acontecimento inusitado em Americana-SP, há um mês: o sujeito invadiu um zoo para levar nas costas um… jacaré-do-pantanal!

Pode?

Extraído do Estadão.com:

JOVEM É PRESO APÓS INVADIR ZOOLÓGICO E FURTAR JACARÉ NO INTERIOR DE SÃO PAULO

Rapaz carregava o animal de 1,5 metro nas costas, que estava amarrado com cordas e se debatia; testemunha acionou a polícia

SOROCABA – Um rapaz de 24 anos foi preso na madrugada deste domingo, 3, quando levava nas costas um jacaré de 1,5 metro, furtado de um zoológico de Americana, no interior de São Paulo. O réptil estava amarrado com cordas e se debatia, enquanto o suspeito caminhava pela rua do Jardim Ipiranga, a cerca de um quilômetro do zoológico. Um morador achou a cena muito inusitada e decidiu acionar a Polícia Militar. A ocorrência, no entanto, foi repassada à Guarda Municipal, que responde pela proteção do patrimônio público.

Os guardas apuraram que o suspeito, Felipe Barbera de Almeida, tinha invadido o Parque Ecológico Municipal, por volta da 1 hora da madrugada, pulando o alambrado para caçar o jacaré. Ele usou um garrote – uma vara com uma corda em que é feito um laço – para amarrar a boca do jacaré, em seu recinto.

Depois de dominar o réptil, o rapaz abriu um buraco no alambrado e saiu, carregando o bicho nas costas. Durante o ataque, tanto o jacaré quanto o ladrão sofreram escoriações. De acordo com a Guarda Municipal, o homem disse que entregaria o animal para outra pessoa, mas não revelou quem seria o destinatário do espécime.

O réptil, da espécie jacaré-do-pantanal, foi levado de volta para o zoológico e passou pela avaliação de um biólogo. Os ferimentos sofridos na boca, durante a amarração, foram tratados. O jacaré foi encaminhado para o setor de isolamento e terá de ficar em quarentena.

O rapaz, que é morador de Santa Bárbara d’Oeste, cidade vizinha, foi autuado em flagrante por furto e crime ambiental. Ele vai aguardar detido na Cadeia Pública de Sumaré a audiência de custódia, que deve ser realizada nesta segunda-feira, 4.

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– Notícias importantes de 2018? Não, de 12 anos atrás…

Veja se essa “recente notícia” é verdadeira:

“Começamos o Ano Novo. Ano em que a Copa do Mundo voltará a ser na Europa, no qual Lula e Alckmin poderão disputar a Presidência da República. Aliás, será uma oportunidade ímpar nessas Eleições Gerais de se limpar a roubalheira e nomes como Romero Jucá, Renan Calheiros e Aécio Neves! Não rasguemos nosso voto. Feliz 2006

Serve ou não para 2018?

Nossa, como a gente não aprende. Aliás, “a gente é muita gente”.

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– O inferno do começo de ano nas favelas da Rocinha e Jacarezinho

Viram as imagens dos tiroteios de ontem nas comunidades cariocas?

Que inferno deve ser viver por lá!

O Jornal Nacional mostrou cenas de trocas de tiros, gravadas por um coitado que precisava descer o morro para levar a sua mulher grávida de 9 meses a um hospital (e que não conseguia).

As tomadas aéreas mostraram o quão gigantescas são essas favelas, sem nenhuma condição digna de cidadania (em especial, os problemas relatados na reportagem em Jacarezinho e Rocinha). Pessoas vivendo com o medo da violência, dominadas pelo tráfico, em um emaranhado de fios e de casebres sobrepostos um aos outros, sem atendimento médico ou escola.

E o que as autoridades públicas têm feito DE VERDADE para resolver o problema dessa gente sofrida?

Nada de eficaz.

Coitado do trabalhador humilde e pobre que tem que passar por esses perrengues da vida…

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– A Fortuna que a Caixa Econômica ganhou com a Mega da Virada

O prêmio acumulado da Mega Sena da Virada era de aproximadamente R$ 300 milhões. As dezenas sorteadas foram 03, 06, 10, 17, 34 e 37, com 17 acertadores, sendo eles de Cruz das Almas (BA), Prado (BA), Uruçuca (BA), Carmo do Cajuru (MG), Contagem (MG), Belém (PA), Rio Azul (PR), São João do Triunfo (PR), Rio de Janeiro (RJ), Seropédica (RJ), Brusque (SC), dois de Guarulhos (SP) e quatro de São Paulo (SP).

Mas sabem o detalhe curioso?

O valor arrecadado em apostas alcançou R$ 890.947.368,50! Os prêmios pagos para os acertadores da sena, quina e quadra foram, totalizados, de R$ 306.718.743,71. Dessa forma, o lucro das “Loterias da Caixa Econômica Federal”, só neste derradeiro rateio da Mega Sena, foi de R$ 584.228.624,79 (sim, mais de meio bilhão de reais arrecadados dos apostadores).

É uma fonte inesgotável de recursos a jogatina do nosso país ou não?

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– Minhas adoráveis mini-férias!

Amigos, neste dia 26  não estou disposto a temas polêmicos. Refresquei a cabeça por dois dias no Litoral com a esposa e as filhas e, confesso, como fez bem tal descanso.

Como fotografia tem sido um hobby agradável, aqui vão 5 temas de 4 fotos cada, sobre nossas ‘mini-férias’:

1 – Dias gostosos com a família na praia! Maria Estela foi ao mar pela 1a vez e Marina com sua prancha pegando onda:

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2- Curtindo o Aquário de Santos – a arraia risonha, a tartaruga fotogênica e a estrela do mar!

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3- No Orquidário, Mini-Zôo e Viveiro de Santos:

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4- As belas paisagens do Guarujá e de Santos. Como ver o mar faz bem…

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5- Enfim, o “último lote de fotos”: a família se amando, rezando e se divertindo no Natal! Felicidades a todos.

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Como é bom, mesmo sendo pouco tempo, esquecer dos problemas mundanos, não?

– O Maluf vai devolver tudo o que roubou?

Primeiro: Maluf não foi preso, ele se entregou à Polícia Federal, orientado pelo Dr Kakay, o advogado das estrelas.

Segundo: Pela idade dele (86 anos), ficará pouco tempo na cadeia.

Terceiro: Imagine o dinheiro que ele tem no Exterior, se o pouco que foi descoberto já é muito?

Quarto: Arcará ele com as consequências das pessoas que não foram atendidas nos hospitais e morreram, das crianças que se tornaram bandidos por falta de escola, dos inocentes vítimas de assaltos, e de outros males cruéis da corrupção causada pela falta de verba nas áreas essenciais (Saúde, Educação, Segurança, Emprego, Habitação…)?

Eu torço, acima da prisão, que se devolva TUDO o que foi desviado e revertido em obras. Deve-se acabar com a história do “rouba mas faz”. Aliás, o bordão foi popularizado em referência a ele mas era do Adhemar de Barros!

Quem herdará o “rouba mas faz” no século 21?

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– O que estão fazendo com o preço dos combustíveis?

A inflação oficialmente está menor do que 0,5% ao mês e houve deflação dos alimentos, segundo o Governo. Mas você acredita nisso?

Veja o preço da Gasolina: quase 20% de reajuste nos últimos 2 meses e já está ultrapassando os R$ 4,00. O Etanol não fica atrás, pois passará os R$ 3,00 bem logo. E o Diesel? Ufa, que dureza.

E ninguém faz nada? Cadê os panelaços?

Estamos pagando os custos da corrupção da Petrobrás?

O Brasil está abandonado e os políticos estão pensando apenas nas Eleições. O povo têm sido só um detalhe a eles.

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