– Por quê acender sinalizadores?

É ordem da FIFA repassada às federações filiadas: está proibida a manifestação política ou religiosa, ou ainda ofensas contra os organizadores expressadas em faixas nas arquibancadas. Isso já é de muito tempo…

Recentemente, se decidiu também proibir o uso de sinalizadores (desde o episódio da morte de Kelvin Spada na Bolívia). Primeiro a decisão foi da Conmebol e se estendeu por determinação da FIFA.

Em ambas as situações o árbitro deverá paralisar a partida e tomar as providências para que os protestos cessem e/ou o uso dos sinalizadores seja interrompido.

Não estou discutindo se a medida é autoritária, anti-democrática ou abusiva. Mas o certo é: ela deve ser cumprida, gostemos ou não. Ainda assim torcedores insistem em transgredi-la, podendo prejudicar o espetáculo e, por tabela, seus clubes.

Pra quê?

É o gosto de ser contra a lei?

Os clubes são responsabilizados. Quero ver a choradeira quando alguém perder mando ou pontos por decisão de algum Tribunal

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– Sandro Meira Ricci apita Santos x São Paulo

Qual Ricci estará na Vila Belmiro no próximo domingo?

  • O Sandro Meira Ricci dos dois últimos anos com o escudo de aspirante à FIFA mais seu 1o ano como árbitro internacional, era excepcional.
  • O Sandro Meira Ricci pré-Copa do Mundo 2014 do Brasil e seu ano seguinte, era um árbitro azarado e ruim (no Mundial, foi bem, inquestionável).
  • O Sandro Meira Ricci dos dois últimos anos, um árbitro comum (com alguns contratempos em jogos diversos, como o Fla-Flu polêmico do ano passado).

Torço que para esse interessante jogo tenhamos a melhor versão do árbitro. Ele, que é o candidato número 1 para a Copa do Mundo da Rússia 2018 (e o melhor vídeo-árbitro da Copa das Confederações 2017), anunciou que poderá se aposentar depois do Mundial.

Em tempo: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen (os árbitros assistentes da Copa passada e melhor dupla de bandeiras do Brasil), são únicos paulistas a trabalhar em clássico regional de São Paulo nesse Brasileirão 2017. Repare que até agora, somente sextetos de outros estados trabalharam nos confrontos.

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– Flamengo x São Paulo e a reclamação de Rogério Ceni sobre a barreira.

Quem disse que existe barreira na Regra do Futebol?

No intervalo da partida entre o Mengão e o Tricolor na Ilha do Urubu, Rogério Ceni, treinador do São Paulo, reclamou à Rede Globo que a barreira da sua equipe estava há mais de 10 metros de distância no gol de Guerrero. Se fosse verdade, irregular. Mas a própria emissora provou com seus recursos tecnológicos que ela estava com 9 metros… (menos do que se exige).

Saiba mais sobre o que a Regra diz sobre faltas (pois de barreiras, ela não diz nada).

– O time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

– Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Assista o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=ujEECKg47FA

– O equivocado pênalti em Arana no Corinthians x Botafogo

Não era lance difícil: o árbitro Rodolpho Toski, precoce e equivocadamente ganhador do escudo da FIFA, marcou pênalti na falta sofrida por Guilherme Arana fora da área. Errou!

Foi o 4o jogo apitado por Toski na Arena Corinthians, uma escala a ser evitada devido ao seu histórico de erros no mesmo estádio (vide aqui logo após o sorteio da CBF nosso lembretehttp://wp.me/p55Mu0-1vK).

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– As Escalas de Arbitragem para Domingo: erros e acertos da bolinha da CBF

Rápidos e importantes pitacos da Rodada 11 do Brasileirão, a ser disputada nesse próximo final de semana:

Para Corinthians x Botafogo, apitará Rodolpho Toski Marques, de péssimo retrospecto e que já se tornou FIFA! Há poucas semanas, foi muito mal em Ponte Preta x São Paulo (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-1tM). O problema maior é: dos 3 jogos que apitou do Corinthians em casa, foi mal nos 3, disputados em Itaquera. Contra o Internacional (veja aqui: http://wp.me/p55Mu0-1dJ), contra o Atlético Mineiro e, o mais polêmico, contra o Fluminense (gerando 8 lances discutíveis, relembre aqui: http://wp.me/p55Mu0-171).

Para Avaí x Ponte Preta, a Macaca vai chiar quando se deparar com o AAA Leonardo Cavaleiro, o mesmo de 3 absurdos erros no Moisés Lucareli contra o Internacional numa assombrosa péssima atuação. Relembre aqui: (http://wp.me/p55Mu0-11s).

Para Coritiba x Vasco da Gama, apitará Emerson de Almeida Ferreira, de irregulares atuações. Mas me chama a atenção que o AAA será Igor Benevenuto, que está fazendo um ótimo trabalho nessa temporada. A lógica não seria inverter os nomes, pelo mérito do trabalho? No Bahia x Flamengo, Benevenuto fez uma arbitragem irrepreensível (assim como Wilton Sampaio no Grêmio x Corinthians).

De correta, a escalação merecida de Wagner do Nascimento Magalhães para Palmeiras x Grêmio, que desde o Campeonato Carioca está fazendo arbitragens seguras e regulares. Um árbitro que não está se complicando.

Não deveria existir bom senso nas escalas para evitar juízes “propensos” a serem reclamados? Evitando polêmicas, já ajuda o bom clima de clubes e da própria arbitragem.

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– Dois jogos com erros importantes de árbitros de vídeo? Eles estão convencendo?

Sou defensor do bom uso da tecnologia no futebol, desde que feito de maneira sensata e a fim de legitimar os resultados. Claro, estou acompanhando as polêmicas com o uso dos VAR, normalmente criadas pela demora das decisões do que as decisões em si.

Devido aos últimos dias corridos em outras atividades que exerço, não consegui assistir nem ver os vídeos de Portugal x Chile e Salgueiro x Sport. No primeiro, dei uma olhadela na Copa das Confederações, e na prorrogação, Francisco Silva sofreu pênalti e o árbitro iraniano não marcou. Ninguém avisou lá das cabines de que houve um tiro penal a favor do Chile? Se Portugal elimina os chilenos, daria tanta polêmica…

No segundo jogo, a decisão do Campeonato Pernambucano, não consigo ver os lances polêmicos da partida, mas muita reclamação da equipe do Salgueiro, em especial ao suposto erro no auxílio do VAR Péricles Bassols (Bassols foi árbitro de vídeo na partida de ida e de volta). Sou obrigado a dizer novamente: não assisti, mas a chiadeira é grande.

Diante de tudo isso, fica a questão: o árbitro de vídeo está tirando a polêmica do futebol, aumentando-a ou simplesmente a mantendo?

Afirmo o que sempre pensei: não adianta qual seja a tecnologia, se o humano que a operar for falho.

Por fim, lembrando: os clubes brasileiros comunicaram a Conmebol que NÃO querem o VAR nas próximas fases da Libertadores da América.

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– O destaque negativo da última rodada foi Lucas Fonseca no Bahia 0x1 Flamengo

Viram o lance duplo de picaretagem do atleta Lucas Fonseca, no jogo da Fonte Nova pela Rodada 10 do Brasileirão 2017?

Lucas Fonseca (BAH) dá um pulo para antecipar a bola e na sequência dá um bico nela. Na queda, o jogador do Baêa atinge propositalmente seu adversário Guerrero (FLA). O atleta do Mengão, revoltado, protesta contra ele com os braços, que pela distância não o atinge. Mas não é que Lucas Fonseca simula grosseiramente ter sido atingido, apesar de estar longe?

Teria Guerrero poderes sobrenaturais?

Veja só que pastelão no vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=lbM7Fvz_a9M

Obs: O relato da súmula foi perfeito do árbitro Igor Junio Benevenuto, bem como a expulsão de Lucas Fonseca e a advertência a Guerrero: 

“Golpear ou tentar golpear um adversário com uso de força excessiva fora da disputa da bola – Por atingir com um chute na coxa o seu adversario de n.09 sr. Jose Paolo Guerreiro Gonzales da equipe do C.R. Flamengo na disputa da bola. Informo que o mesmo já havia sido advertido anteriormente por contestar contra as decisões da arbitragem. (segundo cartao amarelo).”

Só faltou um outro cartão amarelo a Lucas pela péssima interpretação de simulação, logicamente irônico e impossível de se aplicar, pois o atleta já fizera por merecer a expulsão.

 

– Os Clubes da Libertadores NÃO querem o VAR na competição!

Leram a Coluna “De Prima” do Jornal Lance de hoje?

As equipes brasileiras que estão classificadas para a próxima fase da Libertadores da América não querem a utilização do árbitro de vídeo na competição.

Motivo?

Eles crêem que o tempo de treinamento para os árbitros que trabalharão com esse equipamento é insuficiente para o bom uso.

Em tempo: o árbitro brasileiro que mais tem trabalhado na Libertadores é Wilton Pereira Sampaio (que apitará Grêmio x Corinthians no próximo domingo). Já Sandro Meira Ricci é o brasileiro que tem atuado como VAR pela FIFA na Copa das Confederações. Esses dois juízes seriam utilizados pela Conmebol para a função de vídeo-árbitro na Libertadores, se for mantida a ideia da Conmebol.

Me preocupa o seguinte: Juan Antonio Pizzi, treinador da Seleção Chilena, disse em um dos jogos da Copa das Confederações neste ano: “o grande problema do árbitro de vídeo é a cultura”, ao falar sobre as reclamações de determinados selecionados e a passividade de outras equipes.

Imaginaram em alguma das “Arenas Havaianas” (em referência aos estádios ruins e aos chinelos arremessados pelos torcedores selvagens de alguns clubes sulamericanos) quando o jogo ficar parado e a decisão for pró-clube visitante?

E você, o que acha: deve-se utilizar o VAR nas próximas fases da Libertadores ou não?

A propósito, Gianni Infantino, presidente da FIFA, está feliz com o vídeo-árbitro e tem embaixo dos braços um “pacotão de mudanças da regra a ser estudado”. Clique aqui para conhecê-las (será um novo esporte?), em: http://wp.me/p55Mu0-1vC

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– As Futuras Mudanças das Regras do Futebol em Discussão!

Estamos vendo muita confusão com pequenas mas significativas mudanças nas regras e orientações no futebol, como, por exemplo, a questão do impedimento (precisa-se de “bula” para as novas interpretações).

Mas se você acha isso “radical demais”, saiba: a International Board redigiu uma proposta de estudos para a alteração profunda do futebol chamado de “Play Fair, em alusão à expressão Fair Play, dividindo as mudanças em “viáveis a curto, médio e longo prazo”. Com isso, se deseja que o futebol alcance a melhora de 3 pontos:

  1. respeito do comportamento do jogador,
  2. aumento do tempo de bola rolando e
  3. a legitimação dos resultados (fim dos erros de arbitragem).

O documento original, em inglês, pode ser acessado no PDF que segue: http://www.play-fair.com/data/Strategy_Paper_EN_150dpi_Doppelseiten.pdf (ops: o arquivo é bem pesado, tenha acesso a uma boa conexão para acessá-lo).

Algumas das propostas são:

– Faltas, escanteios e tiros de meta poderiam ser cobrados para o próprio jogador (não precisará que outro atleta toque a bola, pode sair jogando sozinho),

– Aplicação de Cartões Amarelos e Vermelhos para os membros de Comissão Técnica (quantos treinadores levariam amarelo no Brasileirão, não?),

Acabar com o rebote do pênalti. Se a bola não entrar no gol, reinicia-se o jogo com tiro de meta.

– Só se poderá encerrar o 1o e o 2o tempo com a bola parada, nunca com a bola rolando,

– A mudança do tempo de jogo para 2 tempos de 30 minutos, com o árbitro paralisando o seu cronômetro a cada interrupção, sendo que os torcedores acompanhariam o relógio do juiz através de cronômetros no estádio (o relógio do tempo de jogo voltará!).

Cobranças de pênalti alternadas (bate o time X, depois duas vezes o Y, depois se faz a repetição ao inverso).

E aí, o que acham das idéias? Teriam mais algumas?

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– Os dois erros de arbitragem na partida Coritiba 0x0 Corinthians

Dois lances polêmicos no Couto Pereira, em Curitiba, para Coritiba 0x0 Corinthians. Vamos lá?

1) O zagueiro Márcio (CFC), APÓS disputa de bola com Romero (SCCP), dá um tapa no rosto do atacante. Repare que não é aquela “mão que o jogador deixa propositalmente sobrar” (e que também é faltosa) para tentar roubar a bola. É agressão, independente da intensidade do tapa no adversário. O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que estava bem técnica e disciplinarmente, deveria ter expulsado o atleta coxa-branca. Assista o lance em: pic.twitter.com/51nWL0ifyW

2) O lance de impedimento do atacante Jô: não há o que discutir, pois ele está atrás da linha da bola. Por ser lance rápido, no final do jogo, sob efeito de cansaço, bobeou o bandeira Micahel Correa (aqui, o árbitro não tem culpa alguma).

De lamentável o episódio já citado da briga pré-jogo nas ruas da capital paranaense. Lamentável, em: http://wp.me/p4RTuC-j3a

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– O polêmico gol contra no lance de David Braz em Santos 0x0 Ponte Preta

Lance difícil para arbitragem por culpa do bololô de jogadores, onde o árbitro Igor Benevenuto (pelo posicionamento e responsabilidade da jogada) deve ser absolvido, e o erro creditado ao bandeira 1 Márcio Eustáquio Santiago. Vamos ao lance:

Uma falta a favor da Ponte Preta é cobrada por Lucca, em direção à área do Santos. No lance, Elton está em posição de impedimento (mas vai estar impedido de jogar se tocar a bola, bloquear um adversário ou tirar proveito de um rebote da trave ou do goleiro, por exemplo). A bola é cabeceada pelo santista David Braz e vai ao gol. Gol contra do Santos, tento que deveria ser confirmado para a Ponte Preta.

O árbitro não pode ser culpado pois ali estavam diversos jogadores. Por experiência, é muito difícil precisar, pela posição que ele está em campo, de quem foi o cabeceio final. O bandeira poderia ajudar, já que lateralmente vê que a bola não é cabeceada pelo pontepretano. Aliás, quem mais poderia dirimir a dúvida é o AAA número 1 Emerson de Almeida Ferreira, que está em posição privilegiadíssima! Mas ninguém ajudou o juizão e o gol foi anulado, prejudicando a Macaca.

IMPORTANTE – se fosse no Paulistão, com a Regra que era vigente, você poderia anular o gol alegando (como fez) o comentarista da Sportv durante a transmissão. Mas agora, com a necessária participação ativa (tocando na bola ou diretamente no adversário com o contato), o impedimento tem que ser marcado com a mais ciente e efetiva interferência. O cabeceio de David Braz para o próprio gol não conta com a ação efetiva do adversário, que está em posição de impedimento, mas passivo (pelas novas normas desde maio no Brasil, desde ontem na Copa das Confederações e a partir de 1o de julho no restante do mundo).

CURIOSIDADE – Se David Braz acerta a trave e o rebote fica com Elton, não há mais impedimento. Se a bola desvia no santista e sobra para Elton, não mais também. Se Elton tentasse dominar e antes do toque (que efetivaria o impedimento ativo) ele é tocado, marca-se o pênalti!

Vale a atenção para que todos do mundo do futebol se atualizem com a nova regra!

O vídeo está nesse link, e o lance em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/nao-valeu-lucca-cruza-david-braz-faz-contra-e-juiz-marca-impedimento-aos-39-do-1o-tempo/5947971/

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– Rússia 2×0 Nova Zelândia. E cadê os brazucas?

Na plateia da abertura da Copa das Confederações 2017, estava o Rei Pelé, ao lado de Gianni Infantino (presidente da FIFA) e do todo-poderoso Vladimir Putin (o presidente Russo).

Dentro de campo, jogaram Rússia (que abriu mão do lateral brasileiro Mário Fernandes, ex-Grêmio e atualmente no CSKA – e que um dia recusou a convocação para a Seleção Brasileira) contra uma seleção neozelandesa praticamente amadora (com descendentes de latinos e europeus).

Uma curiosidade: a Rússia está jogando o torneio com uma seleção em que todos os convocados jogam no próprio país (não é opção, é que o treinador os considera os melhores do que os do Exterior). Na lista, o 3o goleiro é o brasileiro naturalizado Guilherme Marinato (que não jogou).

A competição não terá nenhum árbitro brasileiro apitando (teremos Nestor Pitana da Argentina e Wilmar Roldán da Colômbia representando a Conmebol). Mas terá um representante da arbitragem tupiniquim: Sandro Meira Ricci, que será Vídeo Árbitro no torneio.

Em outros tempos, o presidente da CBF viajaria para a FIFA e conseguiria mais prestígio para o país. Mas hoje… não sai do seu bunker.

Aliás, a Rússia anunciou que pode ter assassinado o líder do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) há um mês, em um ataque com mísseis. Se comprovado, imagine o medo de atentados por lá, devido ao sabido ódio e desejo de vingança dos membros desses malucos.

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– Mea Culpa sobre a postagem da rodada de meio de semana!

Duas observações que devo fazer sobre a última postagem da analise de jogos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1uE).

A respeito de Sport x São Paulo, além do pênalti de Thomás, houve uma não expulsão claríssima de Wesley! Passou despercebido por mim. Simplesmente não vi o lance durante o jogo (devo ter dormido, idoneidades ao banheiro, sei lá). Como ouvi muita gente falando, procurei e… que susto! O são-paulino errou o chute na bola e deu um pontapé no adversário. É para Cartão Vermelho, indiscutivelmente.

Também sobre o meio de semana, os dois lances reclamados por Edu Dracena (o do gol de Kayke) e o do pênalti reclamado: no primeiro, mantenho: o contato físico não foi suficiente para desequilibrar o atleta, que posteriormente, provavelmente por estar em velocidade, tropeça nas próprias pernas. Mas o segundo, “pintou” uma dúvida por uma outra câmera que eu não tinha visto: houvera ocorrido, por um lado cego, um puxão? Fiquei na dúvida, pois pela imagem mais clara que vi, não marcaria. A outra, que me levou a ter dúvida, pode me desmentir sim (isso mostra o grau de dificuldade para tal análise). 

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– Pitacos da Arbitragem de Sport 0x0 São Paulo, Corinthians 1×0 Cruzeiro e Santos 1×0 Palmeiras. As teorias conspiratórias ressurgem…

Não gosto de ilações feitas nas redes sociais movidas por apaixonados. Mas que as teorias conspiratórias surgem cada vez mais, não tenhamos dúvida!

Os exemplos podem ser vistos na última rodada (e aqui nem relato a situação discutida na Ressacada, domingo passado, em Avaí x Flamengo, onde um pênalti foi anulado corretamente a favor do Flamengo, mas de maneira suspeita pelo uso proibido de informações externas – o Avaí disse a Marco Polo Del Nero e ao Coronel Marinho que usará câmeras com filmagens Full Time no quarto árbitro e no delegado de cada partida a partir de agora).

Vamos aos jogos:

1 – SPORT 0X0 SÃO PAULO: Sim, o tricolor Thomaz (SPFC) comete uma infração ao empurrar Samuel Xavier (SPORT). Se fosse no meio de campo, talvez Heber Roberto Lopes marcasse tiro livre direto. Mas dentro da área, não tão bem posicionado, errou ao não marcar pênalti. Prejuízo ao time de Recife. Para as teorias conspiratórias, privilegiou-se o time grande. Prefiro crer em erro normal de arbitragem.

(COMPLEMENTANDO ACIMA, NA POSTAGEM EM: http://wp.me/p55Mu0-1v9)

2- CORINTHIANS 1X0 CRUZEIRO: existiram erros de impedimento para os dois times, mas o time mineiro reclama do puxão (existente) de Pablo (SCCP) em Ábila (CRU) dentro da área. Errou Leandro Pedro Vuaden, pois foi pênalti (o corintiano ganha a disputa de bola do cruzeirense por puxá-lo na hora em que a bola é levantada). O Árbitro Assistente Adicional 2, bem de frente ao lance, nada ajudou. Para as teorias conspiratórias, novamente uma partida entre esses dois times com erro premeditado (desde o jogo em que Sandro Meira Ricci apitou pênalti em Ronaldo e Zezé Perrella ameaçou todo mundo de contar algo que sabia – e que nunca falou – se reclama de favorecimento ao Timão).

3- SANTOS 1X0 PALMEIRAS: Duas reclamações palmeirenses: a do 1o gol, quando Edu Dracena (SEP) está disputando a bola com Kayke (SFC). O santista até está com o braço aberto, existindo contato físico, mas não faltoso. Me parece sinceramente que Dracena tropeça quando está correndo. Gol legal. E no lance derradeiro do jogo, onde Edu Dracena reclama de puxão de Lucas Veríssimo, o erro foi do comentarista da arbitragem, Paulo César de Oliveira, que disse na TV Globo que o palmeirense estava em impedimento quando sofreu o puxão (supondo que não poderia marcar o tiro penal). Ora, se está em impedimento e não tocou o adversário ainda em disputa de bola, pelas novas orientações da regra já em vigor, você deve dar o pênalti! Porém, a imagem de que Lucas Veríssimo puxa Dracena não me convence, pois tenho a impressão de que aquele contato físico não teria força suficiente para derrubá-lo (repare como ele tenta disputar a bola – que não seria alcançada – caindo). Provavelmente, Dracena, ao recordar as reclamações do primeiro lance, tentou reclamar uma segunda vez para conseguir benesse nesse lance final, mas não ludibriou o árbitro Wilton Sampaio. Mas para quem gosta de conspirações, vale lembrar que o Santos ganhou no minuto final com falta inexistente contra o Botafogo e que o atual comandante da arbitragem, Coronel Marinho, era o nome pedido do presidente Modesto Roma para que assumisse o cargo de Sérgio Correa, seu desafeto (Modesto fez lobby publicamente).

Fora do estado de São Paulo, ouço alguns bochichos de que a “paulistada” está reinando na CBF. Afinal, Marco Polo é o presidente, Walter Feldman e Marco Aurélio tem cargos de direção, Reinaldo Carneiro é quem representa a entidade lá fora, Cel Marinho comanda a arbitragem, Ana Paula Oliveira é diretora da Escola de Árbitros, Sérgio Correa é o desenvolvedor do árbitro de vídeo, e outras pessoas importantes que trabalhavam na Federação Paulista com Del Nero estão na CBF.

Não creio em conspiração, creio em apadrinhamento e incompetência de alguns citados. Há muito “bola murcha” mandando no futebol…

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– Os lances polêmicos de Corinthians 3×2 São Paulo e Avaí 1×1 Flamengo

Boa arbitragem com erros e Má arbitragem com acertos. Tudo por vias tortas! Me refiro, respectivamente, do jogo da Arena Corinthians e do Estádio da Ressacada.

Vamos lá:

A- CORINTHIANS 3X2 SÃO PAULO

Cinco situações para serem discutidos no Majestoso:

1) Cássio, o goleiro do Corinthians, entrou em campo com a mesma cor do uniforme da arbitragem. Não pode! Saiba: o time da casa é que usa o seu uniforme principal (é seu direito); o time visitante usa cores diferenciadas e contrastantes do adversário; os goleiros vestem cores diferentes dos seus companheiros de linha (que não confundam os atletas) e que sejam também diferentes da arbitragem!

Portanto, o quarto árbitro, que vai ao vestiário confirmar as cores do uniforme, deve se certificar em especial das cores do goleiro. Se o Cássio entrasse de azul, Ricardo Marques Ribeiro e o restante do sexteto de árbitros deveriam entrar de amarelo. Como Cássio foi de amarelo, deveriam entrar de azul. Ou não houve trabalho correto do quarto árbitro mineiro Sidmar dos Santos Neurer? Em determinado momento do 1o tempo, estavam árbitro, quarto arbitro e assistente adicional juntos. Todos de amarelo. Aí fica feio…

Aliás, foi visível pela TV que em cada saída de túnel havia 2 cartolas “alto escalão” da FPF trabalhando remuneradamente, com caderno na mão e rabiscando vez ou outra. Precisa tudo isso para avaliar árbitros? A figura do “delegado da partida’ foi subdividida para contentar todo mundo, não?

2) O gol de Gilberto: após a cobrança de falta, numa visível jogada ensaiada pelo time do São Paulo, os jogadores ficaram esperando em linha a cobrança de falta. Por míseros centímetros Gilberto estava à frente e fez o gol de cabeça irregular. Aqui, que não se critique o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, pois o erro (tolerável, pela extrema dificuldade) foi do bandeira Pablo Almeida da Costa. E provavelmente o erro se tenha dado pelo fato de que, mais acima da área, um jogador do São Paulo encobria a visão do bandeira. Reveja o gol e perceba: o bandeira está ofuscado por um são-paulino e nem vê Gilberto!

3) A mão de Lucão dentro da área: não houve intenção alguma, não vale repetir o discurso de “correr risco” – que não existe, pois risco é imprudência e não é quesito de avaliação, mas sim a intenção subjetiva / movimento antinatural. Portanto, não foi pênalti. Acertou Ricardo Marques Ribeiro.

4) Douglas (SPFC) em disputa de bola com Jô (SCCP) o atinge. É falta para tiro livre direto e aplicação de cartão amarelo. Mas já que vale a REGRA NOVA a partir desta temporada 2017/2018, se for tal lance dentro da área, se marca o pênalti e não se aplica o cartão amarelo (e se estivesse com o gol aberto, livre, sem goleiro, se marca o pênalti e aplica o cartão amarelo e não mais o vermelho – isso desde a temporada 2016/2017). Fora da área, continua valendo o amarelo para tais lances e vermelho para situação iminente de gol. Acertou novamente Ricardo Marques Ribeiro.

5) A cobrança de pênalti do Corinthians: houve nítida invasão de área na cobrança de Jadson, e foi na frente do árbitro. Na hora do chute, um atleta corintiano bem próximo do árbitro invade a grande área e está quase a frente do juiz quando Jadson chuta ao gol. Como foi gol, o procedimento correto é: cobra-se o tiro penal novamente a aplica-se o cartão amarelo ao atleta do Corinthians que invadiu (esse detalhe também faz parte das Regras alteradas para 2017/2018). Erro de Ricardo Marques Ribeiro, à sua frente.

Enfim: um gol para cada equipe irregular, com graus de dificuldade diferentes na tomada de decisão, numa arbitragem (apesar disso) que não aparentou ser ruim.

B- AVAÍ 1 X1 FLAMENGO

Paulo Schleich Vollkop, árbitro sul matogrossense, eventualmente aparece nas escalas do Campeonato Brasileiro, faz má arbitragem e some de cena. Aí volta a apitar e faz a mesma coisa. É um ciclo que não termina nunca. Talvez por ser tão jovem (tem 32 anos, embora há tempos seja escalado), se dá tantas oportunidades.

Na Ressacada, um verdadeiro circo! Aos 34 minutos do 2o tempo, Everton (FLA) está tentando roubar a bola de Diego Tavares (AVA). O Flamenguista chega a tocar seu braço no corpo do adversário, que dobra as pernas e simula ter sofrido penalidade. Claro teatro, onde o jogador catarinense deveria ter recebido o cartão amarelo. E na MAIOR CARA DE PAU, ELE COMEMORA, VIBRA, GRITA DE ALEGRIA. Cadê o Fair Play, em lance tão bisonho?

Na sequência, o AAA (Árbitro Assistente Adicional 2) Paulo Henrique de Melo Salmázio é consultado, bem como o Bandeira 2 Leandro dos Santos Ruberdo. Ambos não contrariam a decisão do árbitro. Bola na marca do cal, todo mundo posicionado (isso levou 2’20”) e… o árbitro vai consultar novamente o AAA2 que muda de opinião. Se vira para o bandeira e idem!

Quer me fazer acreditar que ninguém informou com base em imagens de televisão que não foi pênalti? Resta saber: quem foi o elemento que soprou para os outros 3 elementos do sexteto do Mato Grosso do Sul a informação? Teria sido o mesmo que em 2015 influenciou 4 jogos TAMBÉM em Santa Catarina?

Caso não se recorde dessas partidas, compartilho o link da publicação deste tema em 2015, onde até tivemos “desexpulsão”. Reveja em: http://wp.me/p55Mu0-Ak

Por vias tortas e erro no procedimento, acertou-se em não marcar o pênalti! É mole?

A propósito, o vídeo do pênalti desmarcado e toda a confusão está acessível em: http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/polemica-que-se-repete-relembre-jogos-em-que-houve-suspeita-de-interferencia.ghtml

 

 

 

– Anúncio de tentativa de manipulação, a CBF com a possível briga com a Globo, e justo às vésperas de delação? Tudo coincidência?

A transmissão de Brasil x Argentina fora da Rede Globo trouxe uma esperança: teria a CBF brigando com a Vênus Platinada?

Se sim, ótimo!

Imaginem que quando Ricardo Teixeira estremeceu as relações com a empresa (que muito em breve, segundo gente que entende do riscado, fará uma arrasadora delação ao FBI sobre desvios de dinheiro na FIFA e na CBF), Marcelo Rezende, então para o Jornal Nacional, mostrou as falcatruas que envolviam Ivens Mendes na Comissão de Arbitragem. Posteriormente, foi Eurico Miranda quem provocou a emissora e teve que aceitar a represália dizendo: “a pior coisa que existe para um homem é ganhar 30 segundos no JN”.

Nessa semana, por coincidência, a Corregedoria da Arbitragem anunciou em documento enviado a clubes e árbitros que existe gente conhecida do meio tentando assediar e manipular placares de suas competições.

É muita coisa estranha ao mesmo tempo? Hipoteticamente, algo grande estaria para ser revelado pela Globo e alguém se apressando a alertar?

Hum… acho que tudo isso será bom para uma “Lava Jato do Futebol Brasileiro”…

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– Falta, simulação ou escorregão em Santos 1×0 Botafogo?

Procurei links nas mais diversas páginas na Web para assistir a tão reclamada falta que originou o gol de Victor Ferraz aos 50 minutos do 2o tempo, no Pacaembú. Como foi difícil achar…

Consegui apenas esse vídeo, abaixo:

A imagem é dúbia. O santista Victor Ferraz, ao tentar sair da “maçaroca” de jogadores, se depara com o último atleta botafoguense (João Paulo) que tenta roubar a bola. Na sequência, “ele cai em efeito retardado”.

Sinceramente? A impressão dessa câmera é que há um escorregão do jogador do Santos (tentou abrir a perna mais do que conseguia para se livrar do bololô). Se aparecer uma imagem melhor, poder-se-á dizer se foi desequilibrado ou não (qualquer que seja o toque nesse caso é pênalti, pois tirou o adversário do equilíbrio).

Entretanto, ao ler a entrevista do próprio Victor Ferraz, não descarto a hipótese de simulação, pois disse o jogador:

“Eu treino muito cobranças de falta. Eu, o Ricardo (Oliveira), o (Vitor) Bueno. E a gente tem um bom aproveitamento. Eu fui pensando em cavar uma falta, mas realmente foi falta, mas o João Paulo admitiu que fez. O Ricardo não estava em campo, senão seria ele a bater”.

Não li que o botafoguense fez tal declaração e, cá entre nós, isso nem sempre é exato (pois, afinal, nem todos os jogadores conhecem a regra). E sendo Jailson Macedo, de qualidade técnica irregular… ficamos na dúvida.

Da câmera de longe, só com as imagens e sem ouvir a entrevista, eu mandava a jogada prosseguir e não aplicava o amarelo por simulação (me pareceu escorregão). Com a fala do atleta, caso tivesse uma imagem mais apropriada, talvez mudaria de ideia e observaria se foi ou não tocado.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo, aos 50 minutos do segundo tempo?

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– Por quê cedemos o Bolão gratuitamente para a FPF? É para repensar…

Em meus 16 anos de arbitragem de futebol, participei de testes físicos da FIFA promovidos pela Federação Paulista de Futebol nos mais diversos locais: pista de carvão, de terra, de asfalto de concreto e até do Ibirapuera

Os últimos eram realizados no Estádio Municipal de Caieiras, onde jogava o Força FC (equipe de futebol profissional da Força Sindical, que disputou a antiga B3, a “falecida” 6a divisão). Atualmente, tanto a CBF e a FPF realizam as provas em Jundiaí, na Pista de Atletismo do Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, a “nossa” ótima “Pista do Bolão”. Eu, e muitos outros jundiaienses, somos frequentadores assíduos dessa praça esportiva do município. 

Quem lá vai, sabe que a Pista é interditada para os usuários a fim de ficar reservada para as provas físicas dos árbitros de futebol. Ao menos, são 3 vezes por semestre (testes e re-testes da FPF e CBF, durante dois a cinco dias cada). O que pouca gente sabe é: a Prefeitura cede DE GRAÇA!

Aqui vão duas reflexões importantes para nós, munícipes e esportistas jundiaienses:

1- A milionária FPF, que esfola os clubes (vide o quanto arrecadam dos times, mesmo quando as rendas são negativas nos jogos), utiliza gratuitamente o espaço público da cidade. E quando o Paulista FC precisou do apoio da Federação no caso do “gato” Heltton Matheus, se isentou de ajudar o time no quesito “bom senso” em não punir o clube por conta de um falsário assumido! O Galo foi RETIRADO da final da Copa SP no Pacaembú, sem a sensibilidade de que também foi vítima. E ainda deixamos livre e à vontade o nosso Bolão para a endinheirada entidade? Concordo que com o rigor da lei, o Galo poderia ser até excluído das próximas competições. Mas provado que não teve culpa e que a FPF (e anteriormente a FERJ) aceitaram os documentos do jogador, até nas outras equipes em que já tinha jogado, por quê tanto medo?

2- O Carnaval em nossa cidade foi cancelado por falta de recursos à Saúde Pública (prioridade, sem dúvida). A participação do Time Jundiaí nos Jogos Regionais foi cancelada por conta de economia na pasta dos Esportes. Não seria justo ARRECADAR / COBRAR essa utilização do Bolão? Os custos de manutenção são pagos com nossos impostos, ora bolas! E o que a FPF faz para Jundiaí, para o Paulista FC, ou ainda, a nós, que pagamos (e caro) nossos impostos municipais? Não tem dinheiro para o Esporte de Jundiaí e permite o uso das nossas instalações esportivas sem contrapartida? O que ganhamos com esse “agrado”?

Vale pensar sobre tudo isso (que não vem só da gestão Luiz Fernando, mas sim desde Pedro Bigardi – aproveitando, sem criticar em momento algum aqui o gestor Luiz Trentini, que é competente e boa pessoa). Insisto: a endinheirada FPF é chupim do nosso Bolão, e quando se precisou dela (e sem questionamento ético dessa necessidade), nada fez para ajudar.

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– Autoridade e a falta de; sobre lances da arbitragem de domingo.

Assisti a dois antagônicos comportamentos da arbitragem em campos paulistas na última rodada do Brasileirão. Vamos lá:

No jogo Palmeiras x Atlético Mineiro, indisciplinadamente Robinho deu um bico na bola após a acertada marcação de pênalti contra o Galo. O árbitro Marcelo de Lima Henrique não se acomodou e deu cartão amarelo, sem ficar ouvindo o chororô do atacante. Na sequência, ainda deu outro amarelo para Victor, por ficar chutando / raspando a marca do ponto penal. Corretíssimo.

Já no jogo entre Ponte Preta x São Paulo, Lucca falou o que quis ao árbitro Rodolpho Toski, que não reagiu e ficou parado ouvindo, como uma estátua. Por uma segunda vez, a mesma situação, estática, muda, e sem uma advertência verbal nem o necessário cartão amarelo. Faltou se impor, mostrar que é a autoridade da partida. Por pouco, não foi o juiz quem tomava o cartão amarelo do jogador…

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– A correta expulsão de Bruno Henrique em Corinthians 2×0 Santos

Agredir ou tentar agredir / atingir ou tentar atingir, para a Regra do Jogo, têm o mesmo peso: o da expulsão! Sendo assim, acertou o árbitro Anderson Daronco ao expulsar o santista Bruno Henrique na cotovelada contra o corintiano Romero.

Embora o comentarista da Sportv tenha dito que não foi correta, saiba: foi sim. O jogador deixa o braço e não faz o “movimento de ganhar espaço” abrindo os braços e impedindo o avanço (que também é faltoso, mas leve), ele tenta a cotovelada disfarçadamente.

Sabe o que é isso? É quando o jogador não está acostumado a agredir, tenta fazer e não consegue disfarçar suficientemente. Não foi violento ao extremo, Romero pode até ter valorizado, mas o que vale aqui foi o propósito do jogador: usar o cotovelo. Deu azar pois estava muito bem posicionado Anderson Daronco, à esquerda da jogada.

Assista o lance (de apenas 22 segundos), em: https://www.youtube.com/watch?v=enZThtDZK50

– O desnecessário passo de Mano

Um cara rico, consagrado e velhaco como Mano Menezes, não precisa de um “passinho” na área para atrapalhar um arremesso lateral. Mas fez.

No jogo entre Chapecoense x Cruzeiro que eliminou os catarinenses da Copa do Brasil, o lateral esquerdo Reinaldo foi cobrar um arremesso lateral. Ele sempre o faz de maneira longa, para que a bola chegue o mais longe possível. Mas quando se preparava para soltar a bola, o treinador cruzeirense disfarçou e deu um passo de lado para atrapalhar Reinaldo. Não precisava fazer isso, é unfairplay.

Entretanto, sem pudor, Mano Menezes admitiu ter feito isso propositalmente para atrapalhar a jogada ensaiada do adversário. E justificou de maneira ridícula, dizendo que “tem direito”.

Não, não tem direito de atrapalhar uma reposição de bola (nem ele, nem um atleta dentro do campo de jogo quando o reinício da partida é de uma bola que está dentro do gramado). Quem repõe é que tem o direito de colocar a bola em jogo.

É claro que se o STJD interrogar Mano Menezes, ele dirá que se referiu ao direito em estar na área técnica (qualquer advogado faria essa orientação). Mas a área técnica serve para o técnico orientar seus jogadores, não impedir o adversário de repor a bola.

Pra quê, Mano? Que baixeza…

Assista o vídeo do lance em: https://www.youtube.com/watch?v=bvKEoGgLpXo

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– Fez o Duque: Anderson Daronco de novo em clássico paulista?

No sorteio de árbitros do Coronel Marinho, o sexteto gaúcho comandado por Anderson Daronco foi felizardo e apitará, pela segunda vez seguida, um clássico paulista: Corinthians x Santos na Arena em Itaquera, depois de São Paulo x Palmeiras no Estádio do Morumbi na semana passada.

Dois importantes jogos paulistas com o mesmo juizão do Rio Grande do Sul? Cadê o Sindicato dos Árbitros Paulistas, comandado por Arthur Alves Júnior, para pressionar o Cel Marcos Marinho e Marco Polo Del Nero?

Que desprestígio da Arbitragem de São Paulo!

Como os custos de passagem aérea no Brasil estão baratos, Dewson Freitas, junto com outros cinco conterrâneos dele do Pará, arbitrarão Flamengo x Botafogo em Volta Redonda. Claro, o preço de uma viagem da Amazônia para a Baía da Guanabara, em 6 pessoas, deve ser reduzido, não?

De novo parafraseando Juca Kfouri: “Viaja, Del Nero, viaja…” Quem sabe não se reformula tudo?

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– Um erro grotesco de uma ótima assistente.

Baixinha, bonita, simpática e competente: essa é a árbitra assistente da FIFA, Tatiane Sacilotti Camargo dos Santos, que cometeu um erro grotesco depois de um acerto primoroso na partida entre Sport 1×1 Botafogo.

Aos 42 minutos do 1o tempo, Rodrigo Pimpão (em impedimento) e Roger (em posição legal, mas duvidosa) estão partindo no contra-ataque. A bola é lançada para Roger, que avança (a bandeira permite a sequência com correção). Neste momento, nasce uma nova jogada e a linha da bola passa a estar à frente de Pimpão que está à esquerda. Repare: antes ele estava impedido; com o avanço de Roger, deixou de estar.

Entretanto, quando Roger cruza, ele o faz para frente, mas Pimpão ainda estava atrás da linha da bola (portanto, permanece em condição legal). Se Roger estivesse à frente da bola na hora do cruzamento, aí sim seria impedimento ativo. Tatiane acabou marcando impedimento e anulou erroneamente o gol.

Penso que a qualificada bandeira foi iludida pelo cruzamento para a frente, além de não ter acompanhado a velocidade do rápido lance o suficiente (ela já está um pouquinho adiantada no seu posicionamento e fica para trás durante a corrida). Se Roger avançasse um pouco mais e cruzasse para trás, talvez ela não teria sido traída pelo golpe de vista.

O lance está entre o tempo 03’31” e 03’46” deste link: http://globoesporte.globo.com/pe/futebol/copa-do-brasil/jogo/31-05-2017/sport-botafogo/

IMPORTANTE: Tatiane tem excepcional condicionamento físico e foi aprovada nos testes FIFA com exigências de tempo da categoria “masculino”. Assim, não vale dizer (neste caso) que foi “lenta” por ser mulher.

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– Novas orientações das Regras do Futebol 2017/ 2018

Antigamente, as mudanças na Regra do Futebol aconteciam com muita demora, e quando impactantes (mesma linha no impedimento, surgimento dos cartões amarelo e vermelho, permissão para substituição de atletas, entre tantas), apesar da não-amplitude das comunicações como temos hoje, todos sabiam.

Curiosamente, em pleno século XXI, com tanta tecnologia, as mudanças que estão ocorrendo anualmente não têm o mesmo alcance. Digo isso pois as últimas orientações e mudanças das Regras pouco foram divulgadas, sendo que a maior parte (não é exagero escrever isso: a maior parte sim!) desconhece o que mudou. Provavelmente, por falta da promoção de quem deveria esclarecer.

Para a temporada 2017 / 2018 (que começará no segundo semestre de 2017, mas que para o Brasil começou antes devido ao calendário diferente do europeu – as mudanças já estão valendo desde a Rodada 01 do Brasileirão e da 6a fase da Copa do Brasil), teremos as seguintes novidades (separei as que sugerem uma observação mais atenta, e convido: destaque os itens 6, 7, 9 e 10 dessa postagem):

1) Antes, uma substituição de jogador que ocorresse no intervalo e que passasse despercebida pelo árbitro, renderia o cartão amarelo para quem entrou em campo (afinal, o árbitro não estava ciente). Agora, não se deve mais aplicar cartão amarelo.

2) As entidades nacionais podem dar a permissão (caso desejem) de até 5 substituições nos campeonatos não-profissionais. Para os profissionais, se mantém o máximo de 3.

3) Caso um médico seja expulso por mau comportamento, e se não existir outro profissional para atendimento aos atletas, esse médico poderá permanecer no jogo.

4) Antes, quando ocorria a prorrogação para se decidir o resultado de uma partida, não existia intervalo do 1o para o 2o tempo. Agora, se permitirá um tempo curto (não determinado) para hidratação (não é intervalo para orientação ou tempo técnico, é apenas um espaço de tempo para tomar água).

5) Melhorou-se o texto do início e reinício de jogo, desde a mudança da permissão de que a bola pudesse ser tocada para trás. Agora, a Regra diz que “o jogador que dará o chute inicial pode estar na metade do campo adversário” (aqui, é só a melhora redacional).

6) Goleiro que cometer infração na hora de defender um pênalti (se adiantar, por exemplo), deverá obrigatoriamente receber o cartão amarelo (tanto faz se é no tempo normal de jogo ou durante a cobrança de tiros penais para se determinar o resultado de uma partida).

7) Se Goleiro e Batedor cometerem alguma infração na cobrança de um pênalti, ambos receberão o Cartão Amarelo e o tiro penal deverá ser repetido caso não seja gol. Mas se for gol e ambos cometerem uma irregularidade, somente o Batedor recebe o cartão amarelo e o gol é invalidado (reinicia-se com tiro livre indireto para a equipe do goleiro), justificando que o goleiro tentou evitar ilegalmente o gol e não obteve êxito – daí o motivo de não ser advertido.

8) Melhora no texto redacional onde se recorda que a bola que bater no árbitro não tira o impedimento.

9) Faltas que ocorram em jogadores na posição de impedimento antes que toquem a bola devem ser consideradas infrações (antes, se a infração ocorria em alguém impedido, desconsiderava a falta tecnicamente pois “o jogo já estava parado” devido ao impedimento). Vide o lance do pênalti de David Braz em Alecsandro no Santos x Coritiba desse ano, onde houve a correta aplicação dessa nova orientação da Regra – e já abordamos, em: http://wp.me/p55Mu0-1tg.

10) Há dois anos, quando um jogador impedia uma jogada clara de gol e fazia pênalti disputando a bola, se aplicava cartão vermelho e marcava o pênalti. No ano passado, esse lance passou a ser cartão amarelo (no caso de agressão continua sendo vermelho). Neste ano, outra novidade: se um jogador evita um ataque promissor dentro da área, ao invés de receber o cartão amarelo, não se deve mostrar a advertência. Ou seja: se eu for zagueiro e atingir o adversário com uma falta temerária dentro da área, EM DISPUTA DE BOLA (não sendo clara oportunidade de gol), se marca o pênalti e não aplica o cartão. Se essa mesma falta acontecer fora da área, aplica-se o cartão amarelo (a mesma polêmica do ano passado: se eu evitar uma clara e manifesta oportunidade de gol dentro da área, é amarelo e pênalti; se eu evitar fora, é vermelho e falta).

Gostou das novidades? Espero que os departamentos profissionais das equipes de futebol tenham profissionais especializados nas Regras do Jogo orientando seus jogadores (o que acho, infelizmente, improvável – mas que seria um ótimo diferencial). Mas dizer o quê? Como se cobrar conhecimento de Regra, se há pouco tempo descobriu-se que os jogadores da Seleção Sub 17 desconheciam quem era Mário Jorge Lobo Zagalo, talvez o maior participante de títulos mundiais do Brasil (sendo jogador, treinador e coordenador técnico)? Em qualquer lugar do mundo, Zagalo teria uma estátua e seria lembrado com carinho por gerações. Aqui, neca de pitibira.

A propósito, está fácil dominar o conhecimento das Regras do Futebol? Logo, árbitro terá que ter torcida nos estádios para ter sorte e acertar tudo…

IMPORTANTE – Sidão (São Paulo), Hudson (Cruzeiro) e Thallyson (Sport), mesmo no banco de reservas, foram punidos pela recomendação para que se evite comemoração excessiva de gol. Isso foi orientado pela CBF. Confesso que não encontro nas Regras do Jogo da Internacional Board a infração claramente definida do que é “excessivo” cometido por esses atletas. Aqui no Brasil, se “entrou no campo de jogo para comemorar”, levará cartão.

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– Vaga aberta na Copa Paulista. Dá para encarar, Galo?

Debatemos na semana passada a complicada situação financeira do Marília Atlético Clube, ameaçado de extinção pela Justiça devido as suas dívidas (se não leu, acesse aqui: http://wp.me/p4RTuC-iMT).

Pois bem: eis que em acordo com as autoridades competentes, o Marília conseguiu uma renegociação judicial para pagar as contas abertas paulatinamente e enxugar gastos. E, neste ato, comprometeu-se a abrir mão da sua vaga na Copa Paulista de Futebol (onde teria um custo aproximado de R$ 500.000,00 para toda a competição, segundo seus dirigentes) e aceitou pagar os R$ 50.000,00 de multa pela desistência do torneio (estrearia dia 30 de junho contra a Penapolense).

Tudo o que relato acima é informação. Agora, uma rápido questionamento: caso a FPF convidasse o Paulista FC para a vaga do MAC, seria possível o aceite?

Técnico capacitado nós tempos: Sérgio Caetano já está no Jayme Cintra. Teríamos condições em disputar?

Calma, reitero: é só debate / especulação / discussão. Não tenho ciência de que haverá um convite (até mesmo pelo fato do torneio ser regionalizado na 1a fase). O Marília está no grupo 1 (que ficaria com apenas 6 equipes, geograficamente a chave dos times mais distantes de São Paulo), o grupo 2 possui 7 equipes (Capital até Limeira) e o grupo 3 possui 8 equipes (Capital, Litoral e Vale do Paraíba). Assim, alguém deve ser convidado para o preenchimento dessa vaga.

O que você pensa sobre isso?

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– O equivocado cartão amarelo para Copete em Santos 0x1 Cruzeiro

Eduardo Tomaz de Aquino Valadão vacilou na Vila Belmiro nesse domingo. O árbitro goiano, quando eram jogados 22m do 2o tempo, viu Copete dar uma tesoura em Arrascaeta e deu cartão amarelo. Errou!

O carrinho por trás com ambas as pernas abertas tentando pegar a bola é um ato violento. Atingir o adversário é quase que certo, e quando o toca, não existe a avaliação se foi uma “tesoura leve” ou “tesoura dura”. Tesoura é sempre cartão vermelho, independente da intensidade.

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/28-05-2017/santos-cruzeiro/#video-id=5900695

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Daronco no clássico entre São Paulo x Palmeiras.

Para o Choque-Rei do próximo sábado às 19h no Morumbi, apitará Anderson Daronco, o gaúcho que está indo para o seu 3o ano no quadro da FIFA.

Nesta temporada, Daronco apitou somente uma partida em competições nacionais: a derrota do São Paulo no Morumbi para o Cruzeiro pela Copa do Brasil (0x2). Em 2016, apitou 26 jogos nacionais, sendo 3 jogos da SEP (que venceu 2 e empatou 1) e 4 jogos do SPFC (que venceu 1 e perdeu 3).

Com 36 anos e 1,88m, o bom (mas não excepcional) árbitro, Professor de Educação Física e ex-jogador de handebol, nascido em Santa Maria, tem se destacado pelo porte físico avantajado. Isso ajuda a impor respeito. Tecnicamente: apita bem, com alguns repentes de excelência e outros de deficiência. Disciplinarmente, é comedido nos cartões e procura usar do seu porte físico para ajudar nas advertências verbais. Me lembra muito (falando do seu estilo de arbitrar) o Pierluigi Colina, que era um árbitro dentro da média dos demais, mas se tornou uma personagem carismática, caricata e simpática no mundo do futebol).

Como curiosidade, à Revista Veja, deu uma entrevista na qual disse não ter medo de nada, exceto de… aranhas!

Desejo boa sorte ao Anderson Daronco no difícil clássico que apitará, pois, afinal, Dudu (SEP) está visado no Morumbi pelos outros jogos em que se criou um clima ruim entre torcedores nas redes sociais (como Dudu versus Tolói, por exemplo, que muitos são-paulinos não esqueceram).

Aproveitando a citação de que o árbitro é “fortão”, remeto à uma prática ruim das Comissões de Arbitragem: Armando Marques, por exemplo, gostava de árbitros grandes (quanto maior, para ele, melhor). Sérgio Correa da Silva tinha o hábito de buscar árbitros fora dos centros principais para “integrar o Brasil pelas escalas de arbitragem”. Coronel Marinho já declarou que escalará os melhores de cada estado (mesmo que sejam de longe), e continua com a política dos “árbitros bombadões”.

Seguindo tal lógica, seria impossível termos na 1a divisão árbitros da estatura de Paulo César Oliveira, por exemplo. Afinal, a “qualidade do árbitro” é só um pequeno detalhe…

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– A grana é desviada da CBF, mas não tem dinheiro para Profissionalização da Arbitragem?

Uma das justificativas para não se profissionalizar a arbitragem no Brasil é que isso “custaria caro”. Os “homens que dirigem o apito” sempre justificam com números dos mais diversos, e os sindicatos corroboram com os patrões, nunca com os árbitros.

Sabe-se que Sandro Rossel e Ricardo Teixeira desviaram dinheiro da CBF (6 milhões de euros e 8 milhões de euros, respectivamente). E ainda assim a Confederação Brasileira de Futebol é riquíssima!

Algumas perguntas:

1- Quanto devem ter levado Marin e Del Nero, cujo dinheiro não está contabilizado nesse desfalque mas se desconfia que do cofre saiu?

2- Por que os clubes ouvem tudo isso e nada fazem para tirar esses picaretas?

3- Por que Marco Polo Del Nero não viaja?

Nos EUA, a delação premiada não é como aqui (que é colaboração premiada). Lá, só se ganha o benefício depois de PROVADA a delação e que exista algo a mais que as autoridades não saibam.

Parafraseio Juca Kfouri: “Viaja, Marco Polo, viaja”!

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– Um erro decisivo em Borussia Doutmund 4×3 Werder Bremen: quando a falha do juiz muda um placar.

O futebol é realmente ingrato para a arbitragem: neste final de semana, na Alemanha, estando Dourtmund 3×3 Bremen com vários lances duvidosos e todos marcados corretamente, o árbitro estava tirando “nota 10”. Eis que aos 88m, Pulisic (BOR) avança com a bola para o ataque, a adianta e, quando o defensor adversário vai dividir… se joga descaradamente dentro da área. Equivocadamente o juizão marca pênalti e joga o seu trabalho no lixo.

E por quê deve ter marcado? Por 2 motivos:

1 – A omissão do bandeira que deveria ter ajudado e não o fez;

2 – Por estar longe da jogada, acreditou que não existiria tal unfair-play e se deu mal (são os sulamericanos que costumam simular; europeus, quase nunca).

Assista o lance citado aos 2’16’ em: https://www.youtube.com/watch?v=JNhQcC74uqc. Aproveite também e assista os melhores momentos desse jogaço.

– Árbitros explicando lances em Entrevista Coletiva?

Marcello Nicchi, presidente da Associação Italiana de Árbitros, tem uma ideia interessante para a organização do Campeonato Italiano desde a temporada 2016/2017: ele quer que os árbitros, após as partidas, concedam entrevistas coletivas para a imprensa da mesma forma como os jogadores e treinadores fazem.

A justificativa é de que tendo oportunidade de explicarem o que viram e marcaram, os juízes sejam menos criticados, sendo que a exposição deles os tornariam mais humanos aos olhos dos torcedores.

E aí, o que acham da sugestão? Uma boa para a “transparência” ou a ideia faria apenas com que os árbitros sejam ainda mais criticados, caso alguém não concorde com suas explicações?

Dulcídio, Godói e tantos outros, se adaptariam bem a vários questionamentos pós-jogo? E os árbitros de hoje?

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– A iniciativa da CBF em relatar erros e acertos de arbitragem em alguns lances e o erro na avaliação de Corinthians 1×1 Chapecoense

A CBF divulgou alguns lances polêmicos do Brasileirão e os avaliou como certos e/ou errados. A iniciativa é louvável, lógico. Mas quem os interpreta pode cometer erros.

Digo isso pois vejo um vídeo do jogo do Corinthians onde a CBF recomenda equivocadamente a marcação do pênalti. Explico: o árbitro Elmo Rezende não dá pênalti no chute de João Pedro (Chapecoense) após a bola bater na mão de Gabriel (Corinthians). E eu também não marcaria! Se deve marcar o tiro penal se a mão foi intencional / deliberada ou se houve intenção disfarçada em um movimento antinatural. E foi isso que aconteceu?

Claro que não! A CBF justifica que o jogador “se lança deliberadamente na bola”. Ótimo, até aí não é irregularidade. Mas o movimento da bola que bate na mão não é antinatural, tampouco deliberado. E não nos esqueçamos: não existe imprudência em mão na bola!

Não adianta falar que houve movimento antinatural, aqui é novamente bola que bate por acaso no braço. O que dói é ler no site da CBF que foi “infração se lançar deliberadamente na bola”. Ora, aí já não é mais teimosia querer mudar por conta própria a Regra, mas sim burrice!

Repito e insisto: movimento antinatural não é imprudência (pois não existe essa avaliação na regra). Movimento antinatural é “disfarçar-se” para tocar deliberadamente a bola, e não foi isso que ocorreu.

Se temos que aplaudir a atitude em busca da transparência, temos também que puxar a orelha de quem fez essa avaliação.

Aliás, se há tantos erros, a culpa é de quem apita ou de quem escala apitadores que erram?

Vale a reflexão.

Aqui o vídeo: https://vimeo.com/217722231

Vou parafrasear o amigo Eduardo Tega, conterrâneo jundiaiense e professor da Universidade do Futebol, que tuitou: até o escudo dos árbitros da CBF é triste…

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– Um Time pode Pedir ou Vetar Árbitros?

Nos últimos dias, alguma polêmica sobre pedidos de árbitros estrangeiros por times brasileiros e/ou “importação” de árbitros de outros estados nos regionais, para os jogos decisivos.

Ao contrário do que muitos pensam, um clube pode (em tese) não aceitar um árbitro em seu jogo. Pode até escolher quem ele quiser para apitar suas partidas.

Isso acontece pelo fato de que os árbitros não são profissionais em quase todo mundo (as exceções notórias são Inglaterra e a semi-profissionalização na Argentina).

Quando você assiste a qualquer jogo do Brasileirão, você vê jogadores, treinadores, médicos e preparadores físicos profissionais. O árbitro não, pois ele é apenas federado e não é empregado de nenhuma entidade formal do universo futebolístico.

Isso ocorre pois as federações e confederações não querem assumi-los como funcionários, fugindo das responsabilidades trabalhistas e financeiras. Dessa forma, para apitar um jogo profissional, o árbitro deve ser federado (isso indica que ele foi capacitado por uma federação) e que está apto a ser contratado por uma equipe.

Você leu corretamente: CONTRATADO. Os juízes de futebol assinam um documento dizendo que são prestadores autônomos de serviço, trabalhando para os clubes filiados à FIFA, em suas competições amadoras ou profissionais”.

Sendo assim, os clubes são os responsáveis por fornecer a arbitragem de um jogo. Para isso, eles pedem às Comissões de Árbitros que indiquem os oficiais.

Teoricamente, numa partida entre Flamengo x Santos, o clube carioca é quem contrata o árbitro, indicado pela CBF, CONMEBOL ou FIFA, com sua aprovação. No jogo de volta, o time santista se encube.

Na prática, sabemos que não é bem assim. Mas é nisso que um clube se apega ao alegar ter direito de escolher um árbitro para a sua partida.

Se o árbitro fosse funcionário das federações, ou se os departamentos de arbitragem fossem independentes, certamente a situação seria outro…

Pena que não seja esse o modelo desejado por sindicatos e cooperativas da categoria.

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– A injustiça ao negro Muntari

Passou “batido” por mim: a insensibilidade do árbitro italiano Minelli, em 30 de abril, na partida entre Pescara e Crotoni, quando o ganês Sulley Muntari (do Pescara), jogador de cor negra, reclamou que estava escutando ofensas racistas da torcida adversária. Questionando o juizão se ele não iria parar o jogo, recebeu a sugestão de que “deveria deixar para lá e não dar importância”. Insistindo, o jogador acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

Revoltado, resolveu abandonar o gramado e, por tal gesto, recebeu o 2o cartão amarelo e consequentemente o Vermelho.

Absurdo total! Disse o atleta:

“Ficaram gritando ofensas para mim desde o começo. No início, vi crianças em um pequeno grupo e fui até os pais para entregar minha camisa e dar o exemplo. Mas os gritos racistas continuaram com outro grupo em outra parte do estádio. Fui falar com eles, mas o árbitro me disse que eu tinha que deixar para lá. Foi então que eu me irritei. Por que ao invés de parar a partida eu é que tinha que deixar? Os torcedores são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito outra coisa. Tenho certeza que se parassem os jogos, esse tipo de coisa não voltaria a acontecer”.

Tudo isso é lamentável. Só existe uma raça: a humana!

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– O pênalti de 2 toques de Griezmann já aconteceu no Morumbi!

O 2o gol do Atlético Madrid no confronto decisivo da Semifinal da Champions League contra o Real Madrid, surgiu de um pênalti cobrado irregularmente: Griezmann escorregou na hora que chutou, a bola bateu no outro pé e foi para o gol. Seria tiro livre indireto para os merengues, mas passou despercebido pela arbitragem.

O curioso é: em Outubro de 2013, na partida entre São Paulo x Vitória pelo Brasileirão, o lateral esquerdo Juan cobrou do mesmo jeito.

Relembre, extraído do Blog “Pergunte ao Árbitro” de 06/10/13:

O PÊNALTI EM DOIS TOQUES DE SÃO PAULO X VITÓRIA

Responda rápido: é válido um gol de pênalti em dois toques?

Surpreenda-se com a resposta: sim (tocado de um jogador para outro)! Mas não como o de Juan na partida no Morumbi, válida pelo Brasileirão da série A (tocando “em si mesmo”).

Entenda: o tiro penal deve ser sempre cobrado por um jogador identificado (não vale um ameaçar cobrar e outro chutar, como em cobranças de falta ensaiadas) e sempre tocando-a para a frente (não necessariamente para o gol). Euller, o “filho do vento”, que começou a carreira no América-MG, se aprimorou nesse detalhe no final da carreira: nas cobranças de pênalti, um companheiro chutava a bola em diagonal, ele usava a sua velocidade, dominava-a e chutava para o gol. Estratégia arriscada, mas válida, em pênalti convertido por dois toques.

O que não pode é um mesmo jogador tocar seguidamente a bola, e isso vale para qualquer cobrança de tiro (Tiro Inicial e Tiro de Reinício de Jogo; Tiros Livres Direto e Indireto; Tiro de Meta e Tiro de Canto; e, claro, Tiro Penal).

Um jogador só poderá tocar na bola novamente após cobrar um tiro (qualquer que seja) depois de um toque de qualquer outro atleta (companheiro ou adversário). E tocar não significa que seja voluntário, pode ser um toque por domínio claro, leve resvalão ou desvio inesperado. Mas atenção: tocar na trave, na bandeira de escanteio ou em alguém da arbitragem não vale, pois são neutros.

Se um jogador cobrar um tiro livre (ou penal, como Juan) e a bola simplesmente relar nele antes do toque de outro adversário, é marcado um tiro livre indireto para a equipe adversária no local onde aconteceu o “bi-toque”. E um detalhe: se o segundo toque for na mão, é tiro direto.

Agora, pense: quantas vezes você viu tal lance em uma partida profissional? Situação realmente inusitada… Juan cometeu infração ao escorregar e a bola bater nele no chute, mas passou batido para o juizão e acabou prejudicando o time baiano.

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O lance do pênalti cobrado por Griezmann

– A polêmica da arbitragem do último FlaFlu do Cariocão 17.

Muita polêmica na final do Campeonato Carioca 2017, domingo passado.

No FlaFlu decisivo, Rever (FLA) vai cabecear a bola e faz a carga faltosa em Henrique (FLU). A “redonda” sobra na pequena área e Guerreiro finaliza para o gol.

E por quê o árbitro Wagner Magalhães (que fez um bom trabalho ao longo do Cariocão) não marcou?

Justamente porque estava exatamente de frente à jogada. Se estivesse de lado, teria visto o lance irregular. Ele ficou de um “lado cego” no seu posicionamento.

Também recaiu sobre o árbitro a suposta “comemoração” do gol. Claro, isso foi um flagrante retirado do contexto e que ilude o mais fanático: o juizão se comunica questionando o seu Árbitro Adicional Assistente (o AAA da linha de meta), a fim de saber se viu alguma irregularidade (e o AAA também erra, pois não viu a falta por estar preocupado com a área pequena).

Veja o lance questionado e a reação do árbitro em: https://www.youtube.com/watch?v=jAdV3IXEOcY