– As novidades para a sequência da 2a divisão paulista e os planos para 2021: teremos uma equipe Toro Rosso no futebol?

“Quem não se comunica, se trumbica”, dizia o Velho Guerreiro Chacrinha! É por isso que toda a comunicação deve ser clara e objetiva nos dias atuais (ainda mais com tantas formas de relacionamento virtual).

Dito isso, vamos a informações e especulações importantes para as equipes que estão jogando a 2a divisão e às demais que participaram das outras diversas séries profissionais do futebol do estado de São Paulo.

No conselho arbitral do Campeonato Paulista 2a Divisão Sub 23, na última segunda-feira, falou-se que “na nova fase as Regras do Futebol passariam a ser as atuais”.

Ué, e desde quando não são?

Penso que a fala foi a fim de reforçar que as Regras mudaram, já que não se pode mudar a Regra dentro de uma competição vigente. O que ocorre é que tivemos árbitros jovens apitando e que desconheciam algumas modificações, aplicando interpretações antigas, além de outros já atualizados. Tivemos cartão amarelo para treinador, bola ao chão com a posse de bola a quem tinha o domínio no momento da paralisação, entre outras coisas que aconteceram e testemunhamos. Portanto, deve ter faltado comunicação ideal na 1a fase, caso tivesse ocorrido algo diferente.

Também se ventilou a criação da divisão A4, entre a A3 e a Segunda Divisão de Profissionais da FPF. Eis algo que confunde a todos: temos atualmente a A1, A2, A3 e 2a Divisão Profissional Sub 23 (que na prática são as divisões que correspondem da primeira até a quarta divisão). Por quê tal esdrúxula nomenclatura? Antigamente, se dizia que era uma forma de não desanimar quem estava embaixo (em 1998, era “mais chique e menos humilhante” dizer que se jogava o módulo B3 do que a 6a divisão). Pura bobagem, estamos no século XXI, isso não cola mais. Na verdade (outro erro de comunicação), essas séries foram criadas na década de 90 para justificar o fato do São Paulo ter jogado a A2 como “módulo 2 da 1a divisão” e não dizer que estava na Segundona (onde ganhou a 1a divisão no mesmo ano). Até hoje os documentos da FPF constam, por exemplo, série A3 da 1a Divisão para a, na prática, 3a divisão.

Relembre essa divisão de novas séries, quando o SPFC jogou a A2 e o Paulista de Jundiaí acabou parando na A3 em: https://professorrafaelporcari.com/2015/01/26/relembrando-quando-um-grande-que-caiu-para-a-2a-divisao-estadual-ou-nao/

Sou a favor de 16 equipes por divisão (sendo que na A1 teríamos um número menor). Não existe torneio como o que tivemos no Interior nesse ano, com 41 equipes tão desniveladas na 2a divisão Sub 23. Vejam os números: o melhor time do torneio foi o Paulista FC, com 29 pontos (9V, 2E, 1D) e 21 gols de saldo. O Elosport de Capão Bonito, na mesma divisão, teve 0 (ZERO pontos). O Atlético de Mogi teve saldo de gols -37. O Jabaquara de Santos deu WO em casa! Há de se separar os clubes para o bem de todos.

Por fim, e o que pode ser importante para muita gente: a vaga do Red Bull na A1, após a aquisição do Bragantino. Lembram da 3a vaga de acesso, na possível compra do CNPJ do “Toro Logo”, já que se juntou com o Bragantino? 

Relembre esse episódio, às vésperas da formalização da junção Red Bull Bragantino, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/10/09-216-837-0001-47-esse-numero-vale-uma-vaga-na-primeira-divisao-do-paulistao-2020/.

Pois bem: a FPF anunciou aos clubes do arbitral Sub 23 de que seriam duas vagas de acesso mesmo. Mas estão enganados! Se, de fato, uma equipe que estiver numa divisão acima comprar o CNPJ disponível, essa nova vaga é automaticamente aberta para quem está abaixo.

Especula-se (agora não é informação, mas reprodução de notícia discutida mas não confirmada) de que a Votuporanguense (que terminou a série A2 em 13a colocada) poderia estar fazendo uma parceria com o Red Bull e assumindo a vaga. Assim como o Red Bull tem na Fórmula 1 a sua equipe principal e outra secundária para desenvolvimento, a Toro Rosso, a equipe do Interior Paulista poderia ter o mesmo destino. Não creio nisso, pois seria em tese “um mesmo dono de duas equipes”. Outra história que surge é que Daniel Alves, lateral da Seleção Brasileira, juntamente com investidores da região de São José do Rio Preto, poderiam fazer uma oferta pela vaga e comprar esse CNPJ, levando o time de Votuporanga para a Primeira Divisão e assumindo a gestão da equipe.

Percebem como a informação, se não for comunicada de maneira correta, causa interpretações diversas e fomenta o surgimento de boatos?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Joseense

Comecemos pelos bandeiras: Samuel Augusto Vieira Paião, bandeira 2, foi muito bem. Nos vários lances de “impedimento-ou-não” logo no começo do jogo, acertou todos. Idem ao longo dos 90 minutos. Risser Jarussi Corrêa, o bandeira 1, foi um pouco menos exigido e acertou tudo.

Quanto ao árbitro Márcio Mattos dos Santos, ele foi bem melhor do que a atuação contra o Amparo, dias atrás. Correu bastante, gesticulou claramente as marcações e esteve atento.

Alguns lances: importantes:

1 – Aos 15m, depois de bate-rebate onde a equipe do Joseense, antes de ameaçar reclamar uma mão na bola, atentamente percebeu que não foi infração, sinalizou com firmeza e mandou seguir.

2- Aos 24m, o jogo ficou mais pegado e o árbitro começou a ter dificuldade. Aos poucos, foi dominado a situação mais tensa e até os 30 minutos (quando houve a pausa para a hidratação) tudo voltou a ser mais amistoso.

3- Aos 35m, Diego (JOS) cometeu pênalti em Hurick (PFC). Bem marcado, sem cartão, lance simples.

4 – Aos 38m, no lance reclamado de suposto pênalti de Favalli (PFC), acertou ao não marcar a penalidade, pois o zagueiro Giovanni (JOS) não atinge nem bola nem jogador. Tropeçou simplesmente.

5 – Aos 54m , Vinícius (JOS) cometeu uma falta mais forte em Carlinhos (PFC), onde não necessitava do Cartão Amarelo, pois a advertência verbal era suficiente. E o fez corretamente: deu a bronca “na medida certa” (corrigindo a crítica de que estava conversando demais na sua última evolução).

6 – Na metade do 2º tempo, uma observação: Tuxa (PFC), que estava no banco, entra no jogo e “voa em campo”, pois é o artilheiro do time, estava poupado e joga bem descansado. A zaga só o parava com as faltas (4 em 20 minutos). Faltou a advertência verbal para coibir o rodízio de faltas utilizado. Também no final do jogo existiu um momento mais crítico de ânimos acirrados, mas não tão relevante para atrapalhar a avaliação geral do juizão.

Placar: 2×1
Faltas: 9×15
Cartões 0x2
Público: 1.871 pagantes
Renda: R$ 11.360,00

– Insultos no Futebol com temas de Homofobia, Racismo, Sexismo, entre outros, cansaram!

Certa feita, eu já entendi (mesmo sem concordância) que o campo de futebol era o local onde o sujeito desabafava de seus problemas existenciais. Discordava, mas sabia que era inevitável (pela cultura imposta) que o juiz de futebol fosse xingado de todos os adjetivos negativos possíveis (mesmo eu sendo árbitro e já tendo escutado “de tudo”).

Para felicidade de quem pensa (como sempre defendi) que isso era errado e uma hora ou outra a coisa deveria mudar, parece estar existindo uma luz no fim do túnel. Aos poucos, vai se entendendo que a arquibancada não pode ser mais uma terra sem lei.

Em 2017, havíamos contado a história de como a FIFA começou a punir rigorosamente (com multas financeiras pesadas) as equipes que estavam cometendo gritos de intolerância de qualquer origem (incluindo de ordem política e religiosa). Isso ocorreu pois no Interior de São Paulo, durante a Copa São Paulo de Futebol Jr daquele ano, passou a gritar “BICHA” (com o “i“ estendido) aos goleiros adversários.

A muitos, de nada valeu, embora a própria CBF tenha sido multada 4 vezes em jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo para 2018.

Pois bem: agora, a Conmebol começa a praticar a mesma iniciativa e multa a CBF por US$ 15 mil os gritos homofóbicos da torcida brasileira no jogo de estreia contra a Bolívia. É trocado para a entidade milionária, mas é simbólica a atitude. Que os clubes abram os olhos.

Ao invés de querer intimidar o adversário com gritos de bicha, macaco, entre outros tantos, por quê não gritar A FAVOR da sua equipe?

O texto citado acima, extraído de:
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/09/paremos-com-gritos-homofobicos-pelo-habito-pela-forca-ou-pela-multa/

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Joseense (árbitro com 2a chance), VAR e casa cheia.

Na tarde desta 4a feira, a FPF divulgou a arbitragem para a Rodada 14 (última da 1a fase) do Campeonato Paulista 2a divisão de Profissionais (Sub23), onde estão escalados árbitros bem experientes em série A2 nos jogos decisivos e árbitros mais jovens nas partidas que “cumprem tabela”.

Para o confronto do Galo da Terra da Uva contra o Tigre do Vale do Paraíba foi escalado o quarteto formado por:

Árbitro: Márcio Mattos dos Santos, 33 anos.
Árbitro Assistente 1: Risser Jarussi Corrêa, 39 anos.
Árbitro Assistente 2: Samuel Augusto Vieira Paião, 35 anos.
Quarto Árbitro: Rudnei Ferreira de Medeiros, 40 anos.

Márcio foi o mesmo árbitro que esteve atuando na partida entre Paulista 3×2 Amparo na 1a fase, onde até começou bem o jogo, mas foi se perdendo em excesso de conversa com atletas, demonstrou um certo preciosíssimo em detalhes irrelevantes (por ser seu primeiro ano de arbitragem em jogos profissionais, apitou “com o livrinho de regras debaixo do braço” – expressão usada para quem não tem experiência e se atrapalha – e acabou se enrolando), culminando com a falta de autoridade que tornou permissiva a cera do time visitante (curiosamente, apesar de tantos atendimentos médicos, paralisações e outros momentos de bola parada, na súmula constam incríveis 34 minutos de jogo efetivo no primeiro tempo e de 30 minutos no segundototalmente fora da realidade do que aconteceu).

A nossa análise da partida citada acima está em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/01/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×2-amparo/

É claro que todo árbitro tem seu aprendizado e pode ter tido uma jornada infeliz. Para ser reavaliado, o árbitro voltou a ser escalado no Jayme Cintra e para ajudá-lo dois experientíssimos bandeiras: Risser Jarussi Corrêa e Samuel Paião, que aqui já estiveram por diversas vezes nas divisões melhores que o Paulista frequentou. Até o 4o árbitro será um suporte para o juizão, já que tem 40 anos de idade. Dessa forma, “bola para frente” e desejamos sucesso ao Márcio Mattos dos Santos, a fim de mostrar que aquela atuação foi uma exceção do que está acostumado a fazer (não sei se é, mas torçamos que seja).

Aproveitando: fui questionado por amigos nessa semana sobre a chance de existir árbitro de vídeo nas fases finais desta divisão. A chance é zero, por quatro motivos:

1- O custo: A empresa Hawk-Eye Innovations é a responsável pelo VAR na Copa do Brasil, e o equipamento todo e os gastos de instalação chegam a R$ 50.000,00 aproximadamente na Copa do Brasil. No Paulistão da Série A1, conseguiu-se “no pacote” fechado baratear para R$ 28.000,00 / jogo. Ainda assim é caro.

2- Fora esse gasto, existe a necessidade de homologação pela FIFA, onde o estádio deve passar pelos testes off-lines em partidas oficiais antes dos jogos em que se pretende ter o VAR na fase desejada. Ou seja: faz-se todo o procedimento idêntico a de um jogo com VAR, com câmeras, árbitro de vídeo, bandeira de vídeo, assistente para fiscalizar o protocolo e outras pessoas, mas não se usa de verdade pois é em condição experimental. Dando certo, a FIFA “bate o carimbo” e permite o uso oficial nos jogos desejados. É o custo de pelo menos um jogo com VAR, sem usá-lo.

3- Não tivemos na A2 nem na A3 o VAR. Seria incoerente ter na 2a divisão.

4- Deveria-se ter a anuência de todas as equipes durante o Conselho Arbitral, e nada disso foi nem sequer questionado.

Por fim, haverá grande público para este jogo, já que várias iniciativas do clube, dos parceiros e das empresas envolvidas estão barateando o ingresso e convidando famílias para vir ao campo. Será a oportunidade do Paulista FC fechar esta fase com recorde de arrecadação, de torcida e de percentual de aproveitamento de pontos conquistados no campeonato. Prestigie o Galo, torcedor! E que as autoridades permitam o acesso fácil às arquibancadas…

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x CA Joseense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– A Regra não aplicada em Jara, o mesmo da dedada!

Há jogadores que conseguem ser malandros ao extremo. Lembram de Jara, o chileno que em 2015 deu uma “dedada” no bumbum do uruguaio Cavani, que não gostou e o agrediu? Jara, que provocou, permaneceu em campo e Cavani foi expulso, pois o árbitro não viu a ação que iniciou a confusão.

Relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-cCV

Pois bem: na última 2 a feira, jogaram novamente Uruguai x Chile pela Copa América (com vitória por 1×0 pela Celeste, gol de Cavani). Mas também Jara teve destaque: nesta partida, um torcedor uruguaio invadiu o campo e o Jara dá um pontapé no invasor. É conduta violenta e o jogador deve receber Cartão Vermelho.

O árbitro Raphael Claus nada fez. O VAR não se manifestou e a regra não foi cumprida.

Mas quer saber? Essa é uma regra antipática… apesar do histórico negativo do Jara, talvez eu também fizesse vista grossa pelo fato de um idiota ter atrapalhado o jogo no Maracanã. É o erro que talvez ninguém vá culpar o árbitro. Embora, sejamos corretos: a Regra deve ser cumprida!

 

– E se a Argentina for eliminada pelo Catar?

O futebol está de cabeça para baixo. Já imaginaram o Catar eliminando a Argentina de Lionel Messi na próxima rodada da Copa América?

A única lógica do futebol é que ele, muitas vezes, é ilógico… no papel, isso pode acontecer. Na prática, é difícil.

Mas reflita: um país importante no cenário futebolístico, com nomes consagrados no Exterior e tendo o melhor jogador do atual milênio em seu elenco, com tantos treinadores renomados na Europa, cair fora da 1a fase da Copa América, não é algo inaceitável?

A AFA, que é a “CBF” da Argentina, deve estar “caprichando” bem na condução do selecionado, não?

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– Marta 17 vezes, mas de um pênalti inexistente…

A Rainha Marta” é sem dúvida a melhor jogadora da história do futebol feminino mundial. Não se discuta isso. E agora, a maior artilheira de Copas do Mundo, se compararmos até mesmo com o masculino.

Entretanto… a árbitra mexicana que apitou Brasil x Itália permitiu entradas fortes das italianas nas brasileiras sem aplicar os cartões necessários, no jogo em que a craque atingiu essa marca. Teria sido um placar maior? Porém, no final da partida, mudou o critério e resolveu ser rigorosa demais entendendo como infração o tranco legal em Debinha, marcando pênalti ao Brasil.

Errou. Foi lance normal de disputa de bola. Marta, que não tem nada a ver com isso, foi lá cobrar, fez o gol e bateu o recorde.

Parabéns à Marta e um puxão de orelha à juíza.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União de Mogi x Paulista

Para a rodada 13, no jogo do Paulista, foi escalado um árbitro que já esteve em Mogi num jogo do Galo: Matheus Delgado Candançan (que apitou Atlético de Mogi 1×4 Paulista neste ano, quando foi bem). Seus assistentes serão Rodrigo Fondatto Rodrigues e Douglas Marcel Borges. O quarto árbitro será Paulo Nogueira Pinho Junior.

Matheus está em seu 3o ano como árbitro da Federação Paulista, portanto, muito jovem. É parente de Demétrius Pinto Candançan, árbitro da FPF nos anos 1990/2000. Neste ano, apitou 7 jogos da 2ª divisão Sub 23 Profissional e 7 do Campeonato Sub 20 Amador.

É uma boa escala para manter a observação em um árbitro que está indo bem e com bom ritmo de jogo. Matheus, no jogo que trabalhou do Paulista, “passou no teste” (embora não tenha sido exigido naquela partida).

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogo para as equipes!

Acompanhe pela Difusora AM 840, domingo, às 10h, com a narração de Rafael Mainini. A jornada começa às 9h, com o comandante do Time Forte do Esporte, Adilson Freddo!

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– Há 6 anos, o gol de Gabriel Jesus contra a Venezuela ganhou validade!

Assistiram ao gol anulado de Gabriel Jesus no jogo entre Brasil x Venezuela pela Copa América?

Pois bem: ele (que houvera feito o gol) recebeu a bola de Firmino, que estava em posição de impedimento. Porém, recentemente, alguns tipos de desvios de adversários passaram a tirar impedimento. Se você entendeu que o zagueiro da Venezuela estava disputando a bola (que bateu nele próprio) e que na sequência sobra para Firmino, então o lance foi legal (se a bola ao menos resvalar, nem precisa ser um passe, já deu condição ao adversário). É algo novo!

Entretanto, há 6 anos, o IFAB já havia alterado a Regra e permitido que bolas desviadas para atletas em impedimento que não estavam diretamente na jogada (ou seja, que não fossem passadas originalmente ao jogador), passassem a ter validade.

Reveja essa situação no item 9 deste link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/09/03/as-recentes-mudancas-nas-regras-e-orientacoes/

Dessa forma, errou a arbitragem ao anular o gol de Gabriel Jesus. Firmino passou a ter condição por desviar no adversário.

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– O STJD poderia manter ou anular o placar de Botafogo 0x1 Palmeiras. Optou pelo mais prático.

Há pouco, a Justiça Desportiva manteve o placar reclamado na partida polêmica entre Botafogo x Palmeiras

Eu sempre tenho receio com o Tribunal: transferência de pontos no caso Sandro Hiroshi, viradas de mesa, punições ou não dependendo do interesse… é um caos!

Pois bem: no citado jogo, eu recordei que, após aplicar um cartão amarelo, o reinício de jogo só poderia acontecer após o apito do árbitro, de acordo com um detalhe da Regra (às vezes, nem árbitros se recordam disso, pela dinâmica do jogo). Como não ocorreu o apito na partida referida, não seria erro de direito consultar o VAR pois a defesa do árbitro diria que ele não autorizou o reinício (cadê o silvo do apito?) e que os atletas botafoguenses estavam tentando reiniciar rápido sem a sua autorização.

Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

Entretanto, durante o julgamento do STJD, existiu a possibilidade de escutar a conversa do VAR e do AVAR, e ambos discutiam se foi pênalti ou não em Deyverson, e o árbitro, em campo, justificando sua decisão de simulação batendo boca em campo com os jogadores. Percebe-se que o árbitro quer reiniciar o jogo logo, a fim de encerrar as reclamações, e que, apesar de não ter apitado (ele comete esse erro), está ciente de que o Botafogo reiniciou a partida. As imagens e o áudio mostram isso, tanto que o VAR interrompe tudo pedindo “Não reinicia o jogo não; segura Paulinho”, e avisa da sugestão da revisão.

  1. Um bom advogado a favor do Botafogo conseguiria mostrar que ocorreu um erro de direito ao reiniciar sem apito e outro erro ao rever com o jogo reiniciado. Isso anularia a partida.
  2. Um bom advogado a favor do Palmeiras alegaria: “Mas quem disse que o árbitro reiniciou? O VAR está atento à revisão, ele pediu para não reiniciar instintivamente, nem sabia que o jogo ‘ainda’ estava parado.“.

Sacaram?

Há pouco, fiz um breve apanhado (está num dos links das postagens abaixo) dizendo: pela primeira vez entendi que era erro de direito e que o jogo deveria ser anulado devido a esse fato novo (as conversas dos árbitros). Insisto: sem elas, eu não anularia o jogo. E, sinceramente, esportivamente acho que a partida deveria ter o resultado mantido mesmo (embora, juridicamente a anulação seria o correto). Não tem nada, como me perguntaram, de semelhança com CSA x Flamengo (onde ocorreram erros de fato e não de direito).

A postagem aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/18/a-conversa-do-var-de-botafogo-x-palmeiras/

Enfim: a conversa dos árbitros, revelada no STJD, aqui: globoesporte.globo.com/ge/videos/v/ouca-a-conversa-entre-o-arbitro-paulo-roberto-alves-junior-e-o-var-em-botafogo-x-palmeiras/7701073/

OPS: O julgamento aconteceu em SALVADOR-BA, no dia em que a Seleção joga na Fonte Nova. Quem bancou as despesas? A CBF, interessada em não mudar nada?

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– Você voltaria o pênalti de Brasil x Bolívia?

Recebi esse print do amigo e jornalista Thiago Batista de Olim, e se refere a cobrança do tiro penal à favor do Brasil na estreia contra a Copa América.

Repare na imagem abaixo que há vários jogadores bolivianos invadindo a área e inclusive Fernandinho, que comete irregularidade adentrando a meia-lua (que marca referencialmente a distância regulamentar).

  1. Sabe o que o AVAR e o VAR deveriam ter feito? Avisado o árbitro e voltado a cobrança.
  2. Sabe quando fariam isso? Nunca, pois é lógico que foi feita uma “vista grossa”.
  3. Sabe o que eu faria se eu estivesse apitando? Acho que não voltaria também…

Brincadeiras à parte, vale a discussão: ao texto frio da Regra, essa cobrança foi irregular. Mas o que atrapalhou batedor e goleiro essas invasões? Nada.

Em tempo: se o goleiro defende, ficaria “mais fácil voltar” pois o número de bolivianos invasores é grande (embora a Lei do Jogo não observe isso, e sim a infração pura e simplesmente). Mas repito: é a Regra, gostemos ou não. E também nesse caso nenhum jogador infrator se beneficiou (exceto se conseguissem pegar um rebote).

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– A conversa do VAR de Botafogo x Palmeiras

Acabei de ver o vídeo e ouvir o áudio do VAR do polêmico Botafogo x Palmeiras.

Aqui: globoesporte.globo.com/ge/videos/v/ouca-a-conversa-entre-o-arbitro-paulo-roberto-alves-junior-e-o-var-em-botafogo-x-palmeiras/7701073/

O resultado foi mantido, mas, se quisesse poderia ter anulado o jogo por conta do fato novo que aparece no áudio.

De fato, apesar do árbitro ter reiniciado a partida de maneira ilegal (sem apitar o reinício, que é obrigatório após cartão), o pessoal do VAR só o avisa da revisão APÓS O REINÍCIO.

Erro de Direito. É digno de anulação.

(Eu sempre defendi que não tinha ocorrido o erro de direito pois não houve o apito, que é obrigatório. Essa era a “deixa” para não anular o jogo, alegando que não houve reinício. Mas o VAR vê o reinício acontecer (errado, claro) e pede “pra segurar”. Esse fato novo, do áudio, dá brecha sim pra anular.)

O meu entendimento, antes do áudio, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– Desvio tira impedimento no futebol? Agora, depende!

Há pouco, um polêmico gol validado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden na partida entre Atlético Mineiro x São Paulo. O tento foi marcado por Alerrandro, que estava impedido, mas cujo gol se tornou legal por conta de um desvio de Toró.

Mas quem disse que desvio tira o impedimento?

Desde 2017, uma importante alteração na Regra ocorreu e pouco tem sido observada (até mesmo pela não ocorrência de tantos lances assim). Vamos lá:

  • Se uma bola for lançada para um jogador em impedimento, e ela tocar em um adversário nesse percurso,

1 – Se houve intenção de disputá-la por parte do defensor, um simples toque já criou um novo momento e ele tirou o impedimento. É como se fosse uma bola da equipe que está na defesa tocada para o adversário que ataca.

2- Se não existiu intenção alguma daquele defensor em disputá-la, tocando sem querer nela, o impedimento permanece.

Me recordo que o 1o lance como esse que vi foi num amistoso da Seleção Brasileira: Áustria 0x3 Brasil. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/06/10/desvio-tira-impedimento-sobre-o-gol-de-gabriel-jesus-em-austria-0x3-brasil/

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– Sobre o gol de Lindoso em Internacional 3×1 Bahia. Que dureza! Para mim, impedido.

Vendo as imagens do tão reclamado gol de Rodrigo Lindoso, sou bem franco: é muito difícil criticar alguém que decida certo ou errado quanto a ele.

A CBF avaliou como acerto, e justifica corretamente que a mão do atleta Colorado é que está a frente do adversário. Sabidamente, se faz a linha do impedimento com as partes “jogáveis” dos atletas.

Mas na imagem enviada pelo próprio Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem, há dúvidas! Tá difícil nessas linhas paralelas sobrepostas entender se havia realmente condição ou não. Parte do corpo (e não só das mãos) do jogador do Internacional me parece à frente do seu adversário. O zagueiro do Bahia marcado na ilustração, se colocasse numa imagem melhor, estaria realmente dando condição?

Por essa amostra, com toda a sinceridade, eu marcaria impedimento. E você?

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– CSA 0x2 Flamengo e o incrível pênalti não marcado!

Se você acha que o pênalti não marcado em Brasília no CSA 0x2 Flamengo foi por má intenção, esqueça. É incompetência mesmo.

Vamos lá: o movimento do atleta flamenguista nitidamente é antinatural, pois ele pula com a mão acima da cabeça para dividir uma jogada (você pula desse jeito?). É esse lance que a FIFA tanto condena, onde existe a intenção disfarçada de que a bola bata em seu braço.

Mas depois de tanto ver as imagens e importunado pelo VAR, ainda assim o árbitro Douglas Marques Flores não se convenceu. Ora, desde que foi lançado precocemente, as entidades que escalam o árbitro geriram mal a carreira dele. Não sei o motivo por quê teve tantas ótimas e rápidas oportunidades, sem se solidificar como bom árbitro nas divisões menores. Tanto na 4a divisão regional no ano passado, como nos jogos mais importantes em que foi escalado, sempre ele tem uma má interpretação técnica

Não é culpa dele, pois ainda está em formação. É culpa de quem escala!

Abaixo, sobre algumas ruins atuações do juizão em questão. Por favor, que não se entenda má intenção do juiz, mas insisto, deficiência técnica simplesmente.

Link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/05/09/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-fc-x-sao-jose-ec-rodada-06/

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– Santos 1×0 Corinthians. Outro jogo com discussão de mudança nas regras?

Fábio Carille, treinador do Corinthians, reclamou da anulação do gol da sua equipe após a marcação de impedimento de Avellar com a posterior conclusão de Clayson com o jogo já parado (na Vila Belmiro, contra o Santos). Alegou que sabe das mudanças da Regra e que “primeiro deixa concluir a jogada, daí consulta VAR e depois anula o gol se for o caso”.

Ora, ele está certo “em partes”. Faltou lembrar que em lances em que o bandeira esteja convicto, não precisa deixar a jogada seguir. Aliás, o gol saiu com a partida paralisada, e, portanto, não foi um gol anulado por impedimento, mas um impedimento ocorrido antes desse lance.

Já imaginou se em toda a jogada de impedimento o bandeira é quem “estivesse impedido” de tomar uma decisão? Tudo deve seguir e só depois corrigir? Não teríamos futebol rolando, só paralisação. Não é esse o espírito do VAR. Aliás, o árbitro assistente Carlos Berkenbrock é experientíssimo e estava bem posicionado no lance

O problema é que no final do jogo, o próprio Berkenbrock marcou um impedimento de tiro de meta (não existe impedimento após a cobrança dele). O lance foi equivocado e corrigido pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães. Mas aí, se validado incialmente o que poderia ocorrer, realmente ficará na suposição.

Por fim: a polêmica de que o técnico do Corinthians teria sido chamado de “vagabundo”. Ficará a palavra de um dizendo que não chamou com a do outro dizendo que foi chamado. É claro que se ocorreu uma ofensa, é um ato condenável, pois o árbitro tem os cartões para punir supostos excessos, e não deve retribuir reclamações e ofensas com a mesma moeda. Entretanto… o que teria feito ou dito Carille?

Enfim, está difícil apitar futebol. Só que está difícil aceitar algumas arbitragens também.

Fábio Carille no clássico contra o Santos — Foto: Marcello Zambrana / Estadão Conteúdo

– Uma lambança corrigida pelo 4o árbitro em Guarani 0x1 Coritiba, devido as novas regras.

Um gol anulado do Coritiba numa bobagem inicial feita pelo árbitro, com a participação da mudança da Regra do Jogo, foi observada no Brinco de Ouro da Princesa nesta semana, em confronto do Brasileirão da série B.

Entenda: aos 22 minutos, o goleiro Wilson, do Coritiba, estava caído no chão. O jogo estava em andamento e a posse de bola com a equipe do Guarani. O árbitro Léo Simão de Holanda paralisou a partida e permitiu o atendimento médico. Com as mudanças da Regra do Jogo, se você paralisa a partida para uma situação como essa, você reinicia com bola ao chão a quem tinha a posse de bola (o adversário tem que manter distância para esse reinício). Entretanto, o árbitro deu o bola ao chão para Sávio, do Coritiba! Este, por sua vez, deu um chute e a bola sobrou ao seu companheiro Rodrigão, que marcou o gol.

Que “cáca”, hein?

Depois de 8 minutos de paralisação, alertado pelo 4o árbitro, Daniel Bernardes Serrano, o gol foi anulado e a partida reiniciada com o bola ao chão para o Guarani.

A fim que não exista dúvida sobre o acerto em anular o gol, uma explicação: toda decisão da arbitragem pode ser revista desde que não exista um reinício da partida após o erro cometido. Quando permite o bola ao chão para o Coritiba, comete-se um erro de direito; se dele sai o gol e esse tento é validado, não pode mais corrigir o erro. Como não foi reiniciada a partida com o tiro de reinício a quem sofreu o gol, o gol pode ser anulado e a partida reiniciada conforme as regras, ou seja, com a posse de bola ao time de Campinas (diferente do lance de Botafogo x Palmeiras, aqui o reinício pós-erro seria o tiro de reinício, não o bola-ao-chão).

Talvez a nomenclatura possa estar confundindo as pessoas que entendem ter errado o árbitro: o bola ao chão é uma forma de reinício de jogo, assim como o tiro de reinício pós-gol. Se reiniciou a partida com o bola ao chão, pode-se anular essa jogada até antes do próximo reinício. Não poderia anular o gol se o bola ao chão fosse o reinício após um erro anterior; e não foi o caso: o erro foi o própria posse de bola no bola ao chão.

Reprodução/Premiere

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– O VAR está maltratando os grandes narradores de rádio!

Amo ouvir futebol pelo Rádio AM. Sou aquele que fica “zapeando” as emissoras da minha preferência durante um jogo. E escutando Brasil x Honduras por um Smartphone (meu rádio estava sofrendo interferências de um “linhão de torre de energia elétrica”), me deparei com algo engraçado:

No primeiro gol do Brasil (Gabriel Jesus), estando conectado na Bandeirantes, José Silvério gritou gol e no meio do grito foi “murchando”. Até que perguntou ao Cláudio Zaidan se realmente estava anulado o gol. Ali, o “Pai do Gol” não se atentou que todo gol marcado carece de consulta da sua legalidade ao VAR. Mas a demora gerou tal dúvida.

Mudei para a Jovem Pan. Lá, Nilson César conversava com Flávio Prado que a olho nu, sem precisar de qualquer equipamento eletrônico, era claro que o gol foi legal e não estava impedido (existiu tal dúvida pelo árbitro de vídeo). Após os minutos de demora, confirmando-se o gol, Nilson “re-narrou” o lance.

O que fazer? Criou-se um efeito colateral com o VAR: o grito de gol e também o grito de confirmação de gol!

Coitados dos grandes narradores… estão sofrendo com tal situação surgida.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Atlético de Mogi

Neste próximo sábado, teremos a 11a rodada da 4a divisão de profissionais. E o que esperar do jogo do Galo da Japi?

Em tese, o confronto será muito fácil para se apitar, pois teremos o melhor time do campeonato contra o pior, estando na casa do líder: é essa a expectativa para Paulista x Atlético e Mogi.

Diante disso, a FPF resolveu colocar na partida um árbitro bem iniciante, estando apenas no seu 2º ano em jogos profissionais: Diego Augusto Fagundes, de 27 anos e que apesar de estar na sua 6ª temporada, só agora está tendo chances fora dos campeonatos amadores.

Um ilustre novato que poderá ter uma atuação tranquila – é isso que desejamos e esperamos.

A ficha completa (com os experientes bandeiras):

Árbitro: Diego Augusto Fagundes

Árbitro Assistente 1: Luis Alexandre Nilsen

Árbitro Assistente 2: Ítalo Magno de Paula Andrade

Quarto Árbitro: José Donizete Gonçalves da Silva

Que seja uma ótima jornada para jogadores e árbitros.

– O VAR no Brasil transformou o jogo em algo “xoxo”: sobre São Paulo 1×1 Cruzeiro!

Já ouviu a expressão interiorana de que algo é inconsistente, aos trancos e barrancos, que não envolve? Isso leva o nome de “xoxo” (se pronuncia Xôxo).

Pois bem: o VAR está tornando os jogos xoxos com seus árbitros frouxos em nosso país. Os juízes estão tirando a responsabilidade de suas decisões e querendo reparti-las com o árbitro de vídeo (que não pode decidir, apenas sugestionar).

No Pacaembu, neste domingo à tarde, vimos a arbitragem bater-papo, conversar, “não bater no peito” e nem ter autoridade. Apesar de nenhum erro relevante, foi uma arbitragem capenga, com o jogo parado a todo instante.

Por justiça, não quero dizer que foi algo exclusivo do catarinense Bráulio Machado no São Paulo 1×1 Cruzeiro, mas está sendo constante no futebol brasileiro.

Aliás, o próprio futebol anda xoxo. Ou alguém esperava uma partida eletrizante do ataque do São Paulo quando Cuca gritou: “incendeia o jogo, Pato”?

Só não é xoxo Mano Meneses, que reclamou nos 90 minutos de jogo da atuação da arbitragem…

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– O pênalti irregular marcado na final da Recopa: River Plate x Athético Paranaense

Dias atrás, questionamos e observamos como na Conmebol os clubes brasileiros estão desprestigiados frente aos argentinos em respeito. A razão para isso foi a derrota com erros de arbitragem do Athlético Paranaense frente ao Boca Jrs.

Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/10/com-pesar-tenho-que-admitir-na-duvida-apito-amigo-ao-hermano-sobre-boca-juniors-2×1-athletico-paranaense/

Ontem, a história se repetiu contra o mesmo Athético, agora contra outro hermano, o River Plate. Vamos lá:

Estando 0x0 (resultado favorável ao time brasileiro na conquista do titula da Recopa Sul-americana), Pinola (RIV) chutou para o gol e Lucho Gonzáles (CAP) espalmou a bola antes de atingi-la no rosto. O árbitro chileno Roberto Tolbar, sugestionado pelo VAR, reviu o lance e resolveu marcar pênalti. Errou. E explico o motivo:

Nos casos de mão deliberada, existem as nuances de proximidade, força do chute, intencionalidade e movimento antinatural. Tudo isso deve ser avaliado antes de marcar um pênalti. Porém, existe algo esquecido por alguns (árbitro da FIFA não pode esquecer) que é a mão para proteção!

No futebol feminino se vê bastante: as atletas colocam a mão à frente dos seios para não se lesionarem com bolada forte. Nas barreiras, os homens protegem as suas partes íntimas. Uma bola que venha forte e rápida, que possa bater no rosto e machucar, como reflexo a mão tende a ser o primeiro fator de proteção. NÃO É INFRAÇÃO.

Reveja o lance: Lucho Gonzáles deliberadamente quis cometer uma infração ou se protegeu?

Insisto: árbitro FIFA não pode cometer um erro assim…

 

– Gutemberg! Lembram dele?

Ôpa, acabo de ler que o possível novo Ministro do Turismo do Governo Bolsonaro é um “conhecido” nosso: lembram da entrevista do jornalista Fernando Sampaio à Rádio Jovem Pan, que repercutiu demais no meio do futebol, quando o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca escancarou os acordos para indicação de Árbitros ao quadro FIFA e falou de assédio moral contra os árbitros por parte da CBF (citou até um caso envolvendo jogo do Corinthians), além de acusar o então presidente da CA-CBF (e hoje dirigindo o VAR), Sérgio Correa da Silva (chamando-o de “Mentiroso, mariquinha e corrupto”)?

Pois bem: segundo a Revista Época, o Gutemberg será o “escolhido” para o Ministério.

Lembrando da confusão que ele revelou na ocasião com as graves acusações (já que nosso assunto é futebol e não política), aqui o longo depoimento,

em: https://professorrafaelporcari.com/2012/01/07/gutemberg-de-paula-conta-tudo-a-fernando-sampaio-as-denuncias-contra-a-comissao-de-arbitros/

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– A Manipulação de Resultados no Futebol da Espanha

E o escândalo de Manipulação de Resultados da Espanha, envolvendo “gente grande?”

Só lá que acontece?

E aqui no Brasil, com a pindaíba que clubes, cartolas, árbitros e atletas andam?

Confie desconfiando…

Extraído de: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/policia-prende-jogadores-por-manipulacao-de-resultados-na-espanha/

POLÍCIA PRENDE ESPORTISTAS POR MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NA ESPANHA

Os detidos são acusados de fazer parte de uma organização criminosa

Vários jogadores de futebol foram presos por suposto envolvimento em um esquema de manipulação de resultados na Espanha, informou nesta terça-feira (28) a La Liga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol, por meio de um comunicado divulgado em seu site oficial.

A Polícia Nacional da Espanha confirmou que realizou uma operação para prender 11 pessoas em diferentes locais do país, em um desdobramento de uma investigação pedida pelo órgão que dirige os torneios das principais divisões espanholas. Os detidos são acusados de fazer parte de uma organização criminosa, que também estaria lavando dinheiro neste processo no qual visava se beneficiar com possíveis armações nas partidas em solo nacional.

Segundo a Agência Efe, entre os detidos estão ex-jogadores como Raúl Bravo, que jogou no Real Madrid, e Borja Fernández, que na última temporada vestiu a camisa do Real Valladolid, do brasileiro Ronaldo.

A La Liga procurou as autoridades policiais após a denúncia de manipulação de um jogo da segunda divisão espanhola realizado em maio do ano passado, mas não forneceu detalhes sobre as equipes envolvidas no confronto e nem sobre os jogadores acusados de cometer este tipo de prática ilegal.

A entidade disse ter informado a polícia sobre oito casos suspeitos de “fatos relacionados” com partidas da temporada 2018/2019 cujos resultados teriam sido arranjados em categorias inferiores, não profissionais e em amistosos internacionais.

Dois dos atletas detidos aparentemente jogam por times da primeira divisão espanhola, sendo que nenhum deles defenderia clubes mais importantes da elite nacional, segundo informou nesta terça-feira a agência de notícias Europa Press.

A La Liga também “enviou alertas” sobre a possibilidade de terem ocorrido 18 partidas em que os jogadores poderiam ter apostado o resultado dos confrontos válidos por categorias inferiores e não profissionais.

Na nota que divulgou nesta terça-feira, a La Liga destacou que a operação policial desarticulou “um grupo organizado dedicado a uma atividade criminal dedica à obtenção de benefícios econômicos mediante a pré-determinação (dos resultados) dos jogos de futebol” na Espanha. A entidade ainda qualificou o trabalho da Polícia Nacional como “extraordinário” e enfatizou que esta operação evidencia que “os sistemas de proteção de integridade implementada pela LaLiga, a fim de proteger a limpeza de todas as competições do futebol espanhol, têm sido eficazes”.

A Polícia Nacional disse que a investigação identificou “pelo menos três” jogos na primeira, segunda e nas divisões menores do futebol espanhol nos quais as autoridades acreditam que houve manipulação de resultados. A suspeita de arranjo de um jogo da segunda divisão aconteceu também na esteira do fato de que houve um aumento maciço na quantidade de apostas feitas em uma placar do duelo, que foram 14 vezes maior que a média, segundo a polícia.

Ex-jogador do Real Madrid, Raúl Bravo está entre os acusados (LOUISA GOULIAMAKI / AFP

– Motivo principal para NÃO existir a anulação de Botafogo 0x1 Palmeiras por suposto Erro de Direito

Prisão do ex-jogador Roni em Brasília; uso do VAR reclamado em diversos jogos no país afora; investigação sobre corrupção na gestão do Cruzeiro… tanta coisa acontecendo no futebol nesse final de semana que, duas outras quase não repercutiram como deveriam (e com razão, devido aos fatores citados): o Majestoso de domingo à noite e os preparativos da Seleção Brasileira que se apresentou para a Copa América.

Enfim: nessa noite/madrugada, outras questões extra-campo: o Botafogo-RJ confirmou que pedirá anulação do resultado do seu jogo por Erro de Direito no confronto contra o Palmeiras, e o Fluminense deu a entender que quer a anulação do cartão vermelho do seu goleiro Agenor pelo mesmo motivo. Aliás, as duas queixas são sobre “ferir o protocolo FIFA para o uso do VAR”.

No primeiro caso: o Fogão reclama que a partida foi paralisada para a consulta ao vídeo depois do jogo reiniciado, sendo que em um tiro de meta não precisa do apito do árbitro para ser cobrado. O árbitro Paulo Roberto Alves Junior realmente sinaliza que irá ver o VAR enquanto Gatito Fernandes e Gabriel estão tocando a bola após o tiro de meta (ou o tiro livre, é necessário observar o que se marcou, mas tecnicamente tanto faz). ENTRETANTO, esse reinício de jogo não pode ser entendido como legal pois precisa sim da autorização do árbitro por um detalhe: existiu a aplicação de um cartão amarelo a Deyverson antes dele! E as diretrizes das Regras do Jogo, junto com a orientação da FIFA sobre linguagem corporal do árbitro, dizem que após um cartão amarelo SEMPRE o reinício terá que ser com a autorização do árbitro mediante apito. Como o árbitro não apitou a autorização para a cobrança do tiro de meta após o cartão ao atacante palmeirense, o jogo não está reiniciado legalmente. Se a dúvida persistir, vale a leitura no Livro Oficial de Regras, página 198 do último volume publicado, sem prejuízo das novas alterações para 2019/2020 (livro novo ainda não publicado), pois esse ponto não foi alterado (é importante que os árbitros e ex-árbitros sempre o leiam). A queixa do Botafogo, portanto, não procede!

No segundo caso: o goleiro do time carioca (já tinha cartão amarelo) e se adianta ao defender um pênalti cobrado pela equipe baiana. Ele recebe o 2o Amarelo, é expulso antes do reinício da partida e isso ocorre graças a intervenção do VAR. Tal situação (a de verificar se o goleiro se adianta ou não para evitar um gol durante um tiro penal) está fora do protocolo FIFA para uso do VAR. Quem tem que observar isso é o bandeira e comunicar o árbitro, não o VAR nem o AVAR da cabine. A queixa do Fluminense procede! (OPS: Na verdade, não procede. ATUALIZANDO* ABAIXO, CORRIGINDO ESSE ITEM):

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A análise de Botafogo 0x1 Palmeiras em: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/26/as-queixas-sobre-botafogo-0x1-palmeiras-procedem/

ATUALIZANDO*: As queixas do Fluminense não procedem. Corrijo com o Protocolo oficial do VAR onde permite que o árbitro de vídeo revise se o goleiro está se adiantando ou não (eu desconhecia esse item):

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– E o VAR, José?

Quanta confusão sobre a má utilização do árbitro de vídeo neste domingo, não?

De tal forma, para tentar entender “POR QUÊ” o VAR está neste caos em nosso país, republico dois textos abaixo, publicados outrora nesse espaço: o 1o, de janeiro, falando sobre os desafios a serem enfrentados. O 2o, sobre a vaidade e o mau uso do equipamento, publicado em março.

Eles explicam muita coisa…

COMPETÊNCIA HUMANA VERSUS COMPETÊNCIA TECNOLÓGICA

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

A VAIDADE E A DURA MISSÃO NA ESCOLHA DAS ESCALAS DO VAR

Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.

Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.

Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem? A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!

Como é difícil escalar um VAR!

  • Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
  • Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
  • Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?

Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.

Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.

Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).

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– As queixas sobre Botafogo 0x1 Palmeiras procedem?

Não acompanhei totalmente a partida do sábado entre Botafogo x Palmeiras, então não posso avaliar a arbitragem de Paulo Roberto Alves Junior como um todo – só assistindo os 90m, e, cá entre nós, assistir “jogo passado” do atual Brasileirão é dose… dá quase 180m! Demora demais até na função FF. 

Mas algumas coisas podem ser ditas pelo que li e pelo pouco que vi. Por exemplo, se o placar em faltas realmente foi BOT 13×14 PAL e existiram, em cartões BOT 10×0 PAL, além de 2 expulsões da Comissão Técnica, é lógico que houve algo errado:

  1. Ou o time que recebeu todas essas punições foi muito indisciplinado e praticou anti-jogo,
  2. ou o árbitro tem uma dificuldade absurda na leitura da partida e condução disciplinar.

Sobre o lance de Gabriel em cima de Deyverson, que gerou muita reclamação: num primeiro momento, me pareceu uma encenação. Entretanto, se percebe, com a repetição por ângulo melhor, que há uma infração por imprudência do zagueiro (não quis fazer a falta, foi sem intenção, mas toca e desequilibra). Se é no meio do campo, marca-se tiro livre direto. Na área, pênalti sem mostrar cartão. E aí entra a questão do árbitro de vídeo. Existem duas situações:

A 1a, é a do árbitro estar em dúvida e solicitar a revisão da imagem.

A 2a, é a do VAR entender que houve equívoco e sugerir que o árbitro reveja o lance pelas imagens que foram geradas.

É importante esclarecer que o VAR não marca ou desmarca nada, apenas sugere. Quem decide é o arbitro. E, nesse caso, a sugestão para rever a jogada e a modificação da decisão, seguindo o protocolo FIFA, foram corretas!

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– Uma bola que bateu na mão na defesa, mas que ajudou no ataque e virou gol. O que fazer?

Recebi essa questão sobre uma dúvida da regra do jogo, e a achei interessante por abordar um detalhe relativo às mudanças recentes. Aliás, a situação que o leitor enviou é muito bacana didaticamente para se discutir. Vamos lá:

Por Dene Costa:

A minha dúvida fica na questão de que, tendo a bola batido na mão do defensor, involuntariamente, na sua área penal nada deve ser marcado. Mas se no seguimento desta jogada, este defensor da um chutão que vira uma assistência pro seu atacante, que faz o gol. O gol teria saído de uma jogada de mão, mesmo que involuntária, mas que de acordo com a mudança, deve ser invalidado, correto? Então o que marcar neste caso?

A resposta é: O gol NÃO DEVE ser invalidado. Entendo que se isso aconteceu na defesa e pelo espírito da regra, não se deve anular o gol se ele acontecer.

Motivo: a primeira situação foi na defesa, e você não pode ter duas interpretações do mesmo lance. Assim, a mão involuntária faz com que o jogo siga. Chutando a bola para frente e virando um gol, a assistência foi do chute, que já é uma segunda situação. Você pode validar o gol sem problema algum, pois ele não ocorreu da assistência de uma mão que estava em situação de ataque, mas de um chute do zagueiro.

IMPORTANTE: quando existir dúvida, pense imediatamente para ajudar na decisão: originalmente, o lance era de uma mão em situação de ataque ou defesa? Se foi de DEFESA, não importa a sequência.

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

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– Até na rua o VAR está tendo problemas?

Que fase anda a arbitragem brasileira, hein? Ou melhor: que “roda”!

Não é que a cabine do VAR viralizou na 4a feira nas ruas do Maranhão, justamente por estar sendo transportada sem os cuidados necessários?

Pobre Brasil… não cumpre as regras de trânsito e ainda quer cumprir as regras do jogo?

Abaixo, extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2019/05/22/carro-com-var-de-sampaio-x-palmeiras-que-viralizou-burlou-leis-de-transito.htm

CARRO COM VAR DE SAMPAIO CORRÊA X PALMEIRAS BURLOU A LEI DE TRÂNSITO

Por José Edgar de Matos

A empresa responsável por fazer o transporte da cabine do árbitro de vídeo (VAR) para o Estádio Castelão, em São Luís, palco do duelo de hoje (22) entre Sampaio Corrêa x Palmeiras, marcado para as 19h15 (de Brasília), quebrou leis de trânsito na foto que ganhou espaço na internet, horas antes do confronto. A estrutura foi flagrada na caçamba de um veículo na avenida Casemiro Júnior, na capital maranhense.

O UOL Esporte ouviu Mércia Gomes, 45 anos, especialista em Gestão e Direito Trânsito. A profissional apontou pelo menos duas infrações cometidas durante o transporte do VAR para o palco do duelo de ida da fase oitavas de final da Copa do Brasil.

O funcionário sem qualquer proteção na caçamba da caminhonete burla as leis do trânsito nos artigos 230, inciso II (infração gravíssima e apreensão do veículo) e 235 ( infração grave e retenção do carro), afirma a especialista após analisar a imagem que ganhou repercussão nas redes sociais.

“Conduzir pessoas nas partes externas dos veículos é proibido. (…) Somente é possível transportar objetos ou animais (considerados, pela legislação de trânsito, como carga viva) ou com autorização. A infração aplica-se ao ambiente completamente externo do veículo, sem qualquer proteção adicional, como sobre o teto ou o capô”, explicou, antes de destacar a segunda infração que consta no código.

“No caso da caçamba da caminhonete, também é proibido o transporte de passageiros (que configura infração de trânsito específica, do artigo 230, inciso II). É proibido conduzir pessoas nas caçambas dos veículos ou qualquer outro veículo como pick-up ou carrocerias abertas”, acrescentou Mércia Gomes, antes de explicar qual a maneira correta de realizar este transporte.

“Para conduzir passageiro, deve o mesmo sempre que adentrar no veículo, fazer utilização do cinto de segurança; portanto, neste tipo de veículo, o passageiro encontra-se sem qualquer segurança”, acrescenta Mércia Gomes.

A CBF, em contato com a reportagem, confirmou que a cabine na imagem será utilizada no jogo de hoje e destacou o erro no transporte.

Segundo a entidade máxima do futebol brasileiro, esta não era a “forma adequada” e recomendada para a cabine do VAR chegar ao estádio de Sampaio x Palmeiras.

A confederação contrata empresas para realizar este serviço para as partidas e exige o transporte de maneira reservada. De acordo com a entidade, não houve qualquer dano ao equipamento durante o traslado para o estádio Castelão, palco do duelo pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Manthiqueira x Paulista (com FIFA em campo).

Para Manthiqueira x Paulista, a FPF escalou o quarteto formado por:

Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Árbitro Assistente 1: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Árbitro Assistente 2: Robson Ferreira Oliveira
Quarto Árbitro: Max Venâncio Passos Gonçalves da Silva

Pietro Dimitrof Stefanelli tem 29 anos de idade e 7 anos de carreira, é administrador de empresas e apitou muito bem o jogo de abertura do Paulista em São José dos Campos, contra o São José (0x0).
Em 2017, apitava Sub 11. Em 2018, apitou 2 jogos profissionais Sub 23. Em 2019 teve a grande chance de apitar 3 jogos da série A3 e será o seu 5o jogo no Sub23 Profissional. Parece estar agarrando a chance de saltar na carreira!

Destaque para a bandeira 1, a amiga Tati Sacilotti, que tem 33 anos de idade, mas 15 anos de carreira – e é da FIFA há algum tempo. Seu último jogo foi São Paulo 0x1 Palmeiras no Pacaembu pelo Paulistão.

Espero um bom jogo e grande arbitragem!

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– O erro da expulsão de Toró em São Paulo 0x0 Bahia

Daniel Nobre Bins, dentro do processo de renovação da arbitragem que começa a ser promovido por Leonardo Gaciba, se equivocou na expulsão do atacante são-paulino Toró.

O erro ocorreu após uma dividida com o goleiro, sem ser a chamada força-excessiva tampouco agressão. Não era nem lance para a consulta do VAR, de acordo com o Protocolo. Se importunado a consultar, é outra história. Entretanto, tornou-se um cartão vermelho injusto.

Sabe qual é a raiz desse erro?

Não é o uso do equipamento tecnológico nem o mau uso do árbitro de vídeo. É a falta da uniformização de critério humano!

Há tempos criticamos os árbitros engessados, mecanizados, bombados e fortões, que intimidam mas não tem técnica e trocam a autoridade pelo autoritarismo. São robôs automatizados que cumprem a regra fria sem entender o espírito dela. Os chamados juízes que apitam “com o livrinho embaixo do braço”.

E contraditoriamente, na hora que tem que existir um padrão (que é igualar os critérios interpretativos), deixam de ser robozinhos e potencializam o lado falível do homem. É aí que reside o problema!

Que o VAR está sendo pessimamente usado por muitos no Brasil, isso é verdade. Mas os “fatores não-tecnológicos” continuam ainda sendo preponderantes. Troque isso pelo nome de competência.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 São José

Numa tarde gelada no Estádio Jayme Cintra, um jogo quente. Mas não gostei da arbitragem.

Flávio Roberto Mineiro Ribeiro “não deu qualquer faltinha” na partida (um risco, pois poderia fazer uma leitura mais cautelosa em determinados momentos do jogo) e deixou o jogo correr, no limite da aplicação de vantagens corretas (ultrapassando para as incorretas vez ou outra). Entretanto, ao ver que entradas viris eram permitidas, os jogadores começaram a falar bastante com a arbitragem e pressioná-lo. Houve um inicial momento de tensão, embora a partida tenha fluido bem pelas características dos atletas.

O número de faltas, no final, foi baixo devido a muitas não marcadas. Há uma confusão em “soltar o jogo” e “abdicar da marcação de faltas”, precisa corrigir isso. No final da partida, começou a marcar as infrações que não marcava.

Fisicamente, poderia correr mais, pois mostra bom condicionamento físico mas não se posiciona tão próximo quanto deveria no meio de campo (onde ocorreram várias situações de conflito). Nas áreas de ataque, aí sim se aproximava e trabalhava bem em colaboração com os bandeiras.

Disciplinarmente, faltou ser mais criterioso, pois deixou de aplicar um cartão amarelo para Zanetti (SÃO) que cometeu 5 faltas e deu “um abraço de jacaré no adversário”, além de outro para Pedro Demarchi (PAU), por dois lances não marcados, incluindo um agarrão faltoso na camisa, que o árbitro não viu (ambos bem em frente à nossa cabine de transmissão). Aos 80m, poderia ter aplicado o segundo amarelo e consequentemente o vermelho a Pit (SÃO), que matou o contra-ataque. Optou em nada advertir.

O maior erro do árbitro no jogo foi técnico, aos 77m: Yan (PAU) sofre o pênalti cometido por Gabriel (SÃO). O defensor reclama com os companheiros que não tinha outra coisa a fazer e, para surpresa, o árbitro sinaliza simulação. Errou.

Uma dica ao juizão: vibre mais, converse menos e procure manter coerência na arbitragem (ou seja, manter um critério uniforme). Isso ajudará a melhorar tecnicamente. E sem esquecer: bandeiras e quarto-árbitro foram muito bem.

Gols: 2×0
Faltas: 12×16
Cartões Amarelos: 1×3
Cartões Vermelhos: 0x0
Público: 1015 pagantes
Renda Líquida: R$ 13.240,00

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O arco-íris se fez presente no Jayme Cintra durante o jogo!

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x São José. Quem apita?

Um árbitro que outrora foi mal em Jayme Cintra e que agora poderá se redimir da má atuação. Vamos relembrar quem é?

Para Paulista x São José, a equipe de arbitragem será composta por:

Árbitro: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Ricardo Luis Buzzi
Quarto Árbitro: Erik Renan Marques Francelino

Flávio trabalhou na vitória do Paulista contra a Portuguesa Santista (2×1) pela série A3, onde se complicou num jogo tranquilo. Vacilou quanto a autoridade em campo, tecnicamente errou muita coisa, fraquejou em expulsar atletas, falou demais com os jogadores e fez leitura equivocada de possíveis vantagens. Além, claro, de um cômico relato sobre a expulsão de Sérgio Caetano. Em suma: árbitro muito verde (21 anos na época) que alguém tentou forçar a subida na carreira.

Rememore as críticas daquela partida (e a súmula explicando a expulsão) em: https://wp.me/p55Mu0-1qI.

Os bandeiras, ao menos, são experientes e com histórico de jogos nas divisões de cima.

Desejo um bom trabalho à arbitragem (que o árbitro possa ter evoluído) e um grande jogo para as equipes!

Acompanhe a transmissão de Paulista x São José pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– 6 anos de uma “garfada” na Libertadores da América (Corinthians 1×1 Boca Júniors)

Detesto usar termos que levem à suspeita de má intenção na arbitragem. Vivi no meio e sei como funciona, quando “é” ou “não é” picaretagem.

exatos 6 anos, vi algo que “é”. Em 16 de maio de 2013, depois da confusão na Bolívia (o assassinato de Kelvin Spada e seus desdobramentos em Oruro), o árbitro paraguaio Carlos Amarilla assaltou o Corinthians no Pacaembu contra o Boca Júniors.

Relembre a análise da sua estranha atuação que fizemos no nosso blog na época, pós jogo:

ANÁLISE DA ARBITRAGEM DE CORINTHIANS 1X1 BOCA JÚNIORS

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE 1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi equívoco de interpretação, o juizão (creia-se) não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE 2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE 3 – 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE 4 – 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcadoQuarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca JuniorsAmbos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso, prefiro pensar em algo mandado pela Conmebol – vide caso de Oruro…!).

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