– VAR: quando não usa, erra. Quando usa, erra também!

O VAR é uma ótima ferramenta criada para ajudar o árbitro de futebol. Inicialmente, seria apenas um acessório para o árbitro (assim como o rádio-comunicador é, as bandeiras eletrônicas são ou o relógio com sensor para se conectar com a bola com chip é). 

No mundo, a experiência tem dado certo. Um ou outro país teve problemas na adaptação ao uso, mas, enfim, vingou a ideia e seu uso é incontestável.

No Brasil, vivemos com um projeto amador, com pessoas questionadas que comandam o futebol e que há décadas militam na arbitragem – sempre criticadas quanto a competência

A falta do VAR prejudica o espetáculo, pois os árbitros têm muitas deficiências. Vide as queixas (com razão) do Guarani contra o Vila Nova, onde o sistema ficou inoperante e o Bugre foi prejudicado por erros.

O uso do VAR tem prejudicado também, pois os árbitros de vídeo são igualmente deficientes. Vide as queixas de Chapecoense x Flamengo (ou de Vasco x Botafogo, ou de Santos x Palmeiras, ou de Bahia x São Paulo, ou de, de, e de… inúmeros outros jogos).

A verdade é: o VAR, que era para ser mais um assistente, ganhou demasiada importância. Antes, recebia a taxa de um bandeira. Hoje, quase a de um árbitro. E isso tem sido maxi-dimensionado na América do Sul; veja Julio Bascunãn, que será o VAR da final da Libertadores da América: virou estrela, receberá (pasmem) US$ 16 mil dólares! (Amanhã falaremos das escalas para as finais e das taxas da Libertadores e Sulamericana).

Em tempo: um árbitro do Brasileirão da Série A recebe R$ 3.780,00 e seu VAR R$ 2.100,00; se forem do quadro da FIFA, recebem R$ 5,75 mil e R$ 3,15 mil, respectivamente.

Já falamos sobre o excesso de pessoas trabalhando no VAR (3 na Inglaterra, e em alguns jogos brasileiros, 9 pessoas). Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/09/09/o-que-acontece-com-o-var-no-brasil/

Também abordamos que não adianta ter competência tecnológica sem a habilidade humana, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/26/e-o-var-jose/

Citamos como a CBF avalia os árbitros, com um nababesco sistema chamado RADAR, onde ela teve a cara-de-pau em oferecê-lo para a FIFA! Em: https://professorrafaelporcari.com/2021/10/18/o-radar-da-cbf-e-uma-falacia/

Por fim, recordamos que desde 2015 a CBF prometeu o VAR (sabendo que não ía conseguir operá-lo), postergando-o para anos seguintes, sem se preparar adequadamente. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/02/18/comprovada-a-mentira-do-var-que-ha-1-ano-a-cbf-disseminou/

Diante de tudo isso, fica a nova indignação com a indagação: está valendo a pena? Se não está, o que mudar? Opte:

  1. Os árbitros de campo?
  2. Os árbitros de vídeo?
  3. Os escaladores de árbitros?
  4. Os desenvolvedores de novos talentos dos árbitros?
  5. O chefe do VAR?
  6. O sistema VAR em si?
  7. Todas as anteriores?
  8. Uma outra ideia?

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Imagem extraída de: https://br.mundopsicologos.com/artigos/a-relacao-entre-amor-e-odio-duas-faces-de-uma-mesma-moeda

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