– Cuidados que um comentarista de arbitragem deve ter!

Aconteceram muitos erros de arbitragem neste final de semana. E, para bastante gente, acompanhados de muitos erros de… comentários de arbitragem!

Claro, em todas as atividades existem os bons e os ruins. Mas até onde a relevância de um comentário deve ter crédito?

Enfim: algumas observações sobre a (eventualmente perigosa) influência do microfone na mão de ex-árbitros, no vídeo abaixo, gravado com muito cuidado e respeito (afinal, temos sempre que fazermos “mea culpa” quando necessário).

Está em: https://youtu.be/tdoNL2SxH7Q

– O gol corretamente anulado de Atlético Goianiense 1×1 Botafogo.

Alex Ang Ribeiro é um bandeira muito regular. Dificilmente erra, e desde que surgiu muito jovem, gosto do trabalho dele. E foi responsável por um ótimo e importante acerto neste domingo, em Atlético Goianiense x Botafogo. Entenda:

A bola é chutada por Chay (BFR), e o goleiro Ronaldo (ACG) tentou defender e não conseguiu. Seria gol legal, caso não tivéssemos um personagem em impedimento ativo: Diego Gonçalves (BFR).

Você pode estar em impedimento ativo:

A – se tocar uma bola,

B – se interferir contra um adversário ou

C – se levar vantagem da posição por si só tirando proveito (um rebote, por exemplo).

Na 2a situação, “interferir” não significa necessariamente tocar, mas atrapalhar, iludir, promover um drible ou algo que tenha relevância.

Diego está à frente do goleiro, próximo, e vai disputar a bola, participando ativamente sem tocar. Mas se:

1- Se ele fica parado sem esticar o pé tentando tocar para o gol, seria gol válido. 

2- Se ele está longe do goleiro, seria gol válido.

3- Se ele abdica da disputa (como muitos atacantes sabiamente fazem se “congelando”, demonstrando ao bandeira que não querem interferir, o gol é válido.

Veja o lance e perceba: ele tentou o gol, na frente do goleiro, estando em impedimento ativo. Acertou o bandeira.

Atenção: não caia na história de que “precisa tocar na bola” na situação de interferência por proximidade ao goleiro / contra um adversário.

Atlético-GO x Botafogo: onde assistir, escalação e classificação

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/atletico-go-x-botafogo-onde-assistir-escalacao-e-classificacao/

– Por quê Hulk não foi expulso em Atlético Mineiro 2×2 Coritiba? As justificativas…

Sávio Pereira Sampaio, irmão do Wilton, foi para a FIFA. E conseguiu dar cartão amarelo ao Hulk, após essa agressão (abaixo) contra o jogador do Coritiba.

Na arbitragem, quando você faz uma falta sem disputar a bola, comete algo chamado “Conduta Violenta”, que é para expulsão.

Repare: Hulk ABANDONA a disputa de bola e atinge propositalmente o adversário. Qual a justificativa para dar uma simples advertência com o Amarelo e não o Cartão Vermelho?

Seria erro de competência ou medo do Galo enviar um ofício reclamando da sua arbitragem?

Esse foi um dos absurdos unânimes da rodada. Lamentável. Aliás, fico na dúvida: Hulk colocou a mão no rosto para disfarçar e dizer: “fui atingido” ou apenas foi um reflexo de: “ih, fiz cáca e serei expulso“!

Importante: aqui, não entra intensidade do lance, mas o “agredir ou tentar agredir”, não necessitando a consumação.

– Onde foi a infração no pênalti de Isla em Cirino no Athletico 1×0 Flamengo?

Eu olho por cima, e não vejo o flamenguista empurrando o atlheticano.

Olho por baixo, e não enxergo toque algum.

Vejo numa câmera contrária, idem.

Onde houve a infração de Isla em Cirino, que por ser dentro da área foi pênalti?

Raphael Claus, até que apareça uma câmera com imagem melhor, errou. E um erro determinante…

O lance em: https://www.youtube.com/watch?v=CfK6931XdR4

Importante: se existir um toque, fica a questão: foi relevante? Impediu a jogada?

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Amparo, Rodada 1 da 2a divisão Sub 23.

Arbitragem aceitável de Paulo Santiago de Medeiros, levando em conta a divisão e a exigência. Vamos lá:

Esteve atento técnica e disciplinarmente. Destaco os seguintes apontamentos: 1. Aos 9 minutos, houve uma mão por movimento antinatural de Koyote (PFC), com o árbitro assinalando corretamente a falta. Na cobrança dela, a bola bateu na mão de um integrante da barreira (mas foi involuntária). O árbitro interpretou corretamente e não marcou infração. 2. Aos 31m, Bruninho (PFC) tentou cavar uma falta e o juizão não entrou. Acertou, estava bem posicionado. 3. Aos 71m, Wilker (6 AAC) faz uma falta em Bruninho (11 PFC). Kaio (3 AAC) chuta a bola contra ele e é expulso. Vitor Emerson (2 PFC) parte para cima dele e uma confusão é armada. Kaio foi expulso e o preparador físico do Amparo levou Amarelo. 4. Aos 84m, errou: Gutti (AAC) caiu pedindo falta, simulou uma contusão, gesticulou e ao ver que não colou, levantou. Deveria ter recebido o Cartão Amarelo.

Dois defeitos: 1- Falando muito com atletas. Aos 7m do segundo tempo, um atleta passou reclamando na frente do bandeira que resolveu ali. O árbitro apitou, foi até ele, chamou a atenção… o lance (e a própria queixa) já tinha sido resolvido pelo assistente. Muitas vezes (fica a dica), não tem que querer ser protagonista. Se o lance “morreu” ali, segue o jogo. 2- No gol do Amparo, cruzou na frente do atacante Pablo, quase atrapalhando o chute do atleta. Reconheceu o erro e fez o famoso “joinha” se desculpando.

Ademilson Lopes, o bandeira 1: Demorou demais para marcar um claríssimo impedimento do ataque do Amparo aos 41m. O atleta impedido dominou a bola, ajeitou para o seu companheiro e só aí, atrasado, marcou (e acertou). Mas bobeou numa bola que saiu pela lateral e estava desatento, no campo do Paulista, não observando. Porém, foi muito bem na hora da confusão no segundo tempo, pois foi preciso em identificar os atletas e ajudou o árbitro.

Fabrício da Silva Costa, o bandeira 2, “aparenta” estar acima do peso, mas correu bastante e marcou impedimentos corretamente, bem como um “migué” que o zagueiro Vinícius (AAC) tentou dar numa saída de bola no 1º tempo.

Curiosidade: Foram 25 faltas no jogo, sendo 8 faltas no primeiro tempo (4×4) e 17 no segundo tempo (o dobro).

– O pênalti não marcado em Coritiba x Santos.

Bruno Arleu de Araújo, o árbitro FIFA carioca, deixou de marcar um pênalti escandaloso em Coritiba 1×0 Santos. Alef Manga deu um carrinho certeiro em Madson, e o árbitro mandou seguir. Não tem VAR nessa fase da Copa do Brasil.

A questão é: sem VAR, o plano de trabalho do árbitro com o bandeira é:viu algo na sua frente, ‘corre para a linha de fundo’ como sinal de que foi pênalti e eu não vi”. Mas o bandeira Rodrigo Figueiredo Henrique Correia (que é FIFA também) nada fez.

Duas observações:

1- Já repararam que cada vez que a CBF divulga em seu site que houve uma semana intensa de treinamentos, sai cáca?

2- Sem VAR, o árbitro desaprendeu a tomar decisões importantes?

Com a palavra, os próprios árbitros e assistentes.

Em tempo: Bruno Arleu apita Bragantino x São Paulo neste sábado!

Coritiba x Santos: como assistir o jogo da Copa do Brasil pela internet

Arte: oficina da Net, extraída de: https://www.oficinadanet.com.br/entretenimento/40586-coritiba-santos-como-assistir-copa-do-brasil-internet

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo.

Na última reunião dos presidentes de clubes do Paulistão Sub 23 com Reinaldo Carneiro Bastos, em Araraquara, houve muita queixa dos cartolas quanto à baixíssima qualidade das arbitragens nesta divisão. Então o presidente da FPF ordenou que Ana Paula de Olivera, a chefe dos árbitros, convocasse uma mini-pré-temporada presencial no Hotel Panamby, em SP, para melhor preparar os juízes selecionados para esse torneio (eles haviam feito reuniões virtuais). Foram dois dias de trabalho: um no hotel, outro no Estádio do Canindé.

Diante disso, a escala foi definida para a abertura da divisão. Abaixo para Paulista x Amparo:

Árbitro: Paulo Santiago de Medeiros
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho
Árbitro Assistente 2: Fabrício da Silva Costa
Quarto Árbitro: Jose Donizete Gonçalves da Silva
Analista de Vídeo: Alexandre Luis Gonçalves
Paulo, o árbitro, é comerciante, tem 11 anos de carreira e 36 de idade. Entre 2017 e 2020, chegou a apitar até a A3, mas em 2021 só trabalhou em 2 jogos profissionais do Sub23. Neste ano, só foi escalado em 2 jogos da Copa SP Jr. Está sem ritmo de jogo profissional.
Em 2018, o árbitro apitou razoavelmente Paulista x Avaí pela Copinha, marcando muitas faltas e se mantendo longe das jogadas. Tomara que tenha melhorado. Relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/10/analise-da-arbitragem-de-paulista-0-x-1-avai/
Ademilson, o bandeira 1, trabalhou em vários jogos do Galo. No último, contra o Flamengo de Guarulhos no Jayme Cintra em 2021, errou um impedimento bisonho contra o Corvo. Mas no geral, é bom assistente.
Fabrício, o bandeira 2, tem pouquíssimos jogos profissionais na carreira em anos anteriores, e praticamente “reestreia” nesta partida em Jundiaí.
Torço para uma grande partida e uma boa arbitragem!
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Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O pênalti inexistente em Fluminense 3×2 Vila Nova.

Os árbitros desaprenderam a apitar sem o VAR?

Injustificável o pênalti marcado para o Fluminense, contra o Vila Nova, pela Copa do Brasil. O defensor não atinge as pernas do atacante, tampouco o empurra. E se supostamente o fizesse, o ponto de contato (que é onde determina a infração) teria sido fora da grande área, independente de cair dentro). Entrou na malandragem do jogador, o juizão…

A questão é: o árbitro Rodolpho Toski entrou no quadro da FIFA em 2017! E o que apresentou até agora? Há 5 anos na elite, tem correspondido?

Um árbitro FIFA, em tese, pode apitar qualquer jogo do mundo, pois é o supra-sumo da arbitragem. Teria ele condições de apitar um Boca x River pela Libertadores? Ou de um FlaFlu, de um Grenal ou de um Derby?

Campeonato importante sem VAR e árbitro FIFA que não consegue render o que se espera. Seneme, o novo gestor, terá trabalho.

E a CBF aposta alto nele. Olhe só: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/rodolpho-toski-destino-tracado-pela-arbitragem

Em tempo: sábado, teremos ele estará apitando Tombense x Cruzeiro pela Série B.

Curso de capacitação do Árbitro de Vídeo

Imagem extraída do link acima, por Marcos Paulo Rebelo / CBF

– Suspenso na Conmebol, mas bandeirando Flamengo x Palmeiras?

Lembram do jogo Chile x Argentina pelas Eliminatórias, onde os bandeiras esqueceram seus equipamentos e fizeram uma adaptação com colete?

Relembre em: https://professorrafaelporcari.com/2022/01/28/chile-1×2-argentina-com-bandeirinhas-adaptadas-por-brasileiros-que-circo/

Pois bem: Fabrício Vilarinho, o assistente número 1, foi suspenso por Wilson Seneme até junho pelas competições da Conmebol. Porém, Seneme, agora pela CBF, o escala justamente para Flamengo x Palmeiras.

Não pode trabalhar num jogo como Táchira vs Emelec, mas serve para esse importante jogo do Brasileirão (que será arbitrado por Wilton Sampaio)?

Ah, se der algum problema… tomara que não dê! Uma situação totalmente evitável. Há de se ter coerência.

– De novo, Daronco? Mais um Flamengo x São Paulo…

Puxa, já assisti vários jogos do Flamengo e do São Paulo com Anderson Daronco apitando. E mesmo com a contestação gravíssima do jogo nas Eliminatórias (escalado por Seneme), ele foi escalado pelo mesmo Seneme (que agora trabalha na CBF) para um jogo importante.

Daronco tem “picado” demais as partidas, já faz algum tempo. Agora que a FIFA pediu para os árbitros aumentarem o tempo de bola rolando, percebendo o que é falta ou não com mais discernimento, ele mudará seu estilo?

Quando começou, chamou a atenção por ser “fortão”. Mas hoje é um árbitro comum (ainda respeitado por saber se impor – vai brigar com ele…).

Sobre o jogo citado (os peruanos não o querem ver nem pintado de ouro), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/03/26/anderson-daronco-em-uruguai-1×0-peru-entrou-ou-nao-a-bola/

Também esteve na Supercopa: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/02/19/por-que-daronco-apitara-a-supercopa-atletico-mineiro-x-flamengo/

No seu primeiro Flamengo x São Paulo no Maracanã: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/23/analise-de-7-lances-de-dificuldade-em-flamengo-2×1-sao-paulo/

No seu primeiro Derby Paulista, numa atuação igualmente discutida: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/11/06/analise-da-arbitragem-de-corinthians-3×2-palmeiras/

E uma mostra de vacilo, em Curitiba, em jogo do São Paulo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/11/27/a-pessima-comunicacao-no-penalti-de-coritiba-1×2-sao-paulo/

Flamengo x São Paulo: horário, local, escalações e transmissão

Imagem extraída de: https://www.spfc.net/news.asp?nID=216221

– E Nzola não sabia o básico da Regra do Futebol?

Na Itália, jogavam Spezia x Internazionale. Eis que o angolano Nzola (do pequeno clube italiano) que estava na reserva, foi entrar em campo e… não tirou o brinco.

A Regra proíbe qualquer tipo de joia ou adereço. Assim, correntes, alianças, brincos, piercings e outras coisas não podem estar em campo. É o be-a-bá que os jogadores sabem.

Eis que… flagrado, o atleta teve que sair de campo, e após 10 MINUTOS tentando tirá-lo (e sua equipe jogando com 10), foi substituído.

Eu multaria quem deixou ele entrar em campo, ou ele próprio. E você? Olhe o prejuízo técnico do clube!

– O erro do bandeira no clássico mineiro pela Libertadores ligou o sinal de alerta dos clubes!

O América vencia o Atlético Mineiro até sofrer um gol irregular anotado por Ademir, em condição de impedimento, tirando-lhe dois pontos pela Libertadores da América.

O Coelho reclamou que queria VAR em todas as fases do torneio (já que a ferramenta só entrará na fase 2). O Galo concordou com a queixa.

Mas mais do que isso: o erro mostra o condicionamento dos bandeiras de, por trabalharem com VAR, na hora do jogo, se comportarem em caso de dúvida na permissão para o lance seguir.

Explico: os árbitros assistentes têm a orientação de que, em caso de dúvida de um impedimento, deixar o jogo seguir para que o VAR possa fazer a correção. Erguer seu instrumento só em caso de certeza absoluta! E como todos os bandeiras estão treinados à exaustão para que não se precipitem em paralisar as jogadas, “o chip” demora para mudar e você “vicia” em uma orientação costumeira.

Não tenho dúvida: muitos bandeiras deixarão o jogo correr na dúvida, por conta dessa situação. Antes do VAR, um comportamento informal era: “aparece sozinho e está em dúvida, pare o lance”.

Portanto, nesta fase de grupos da Libertadores da América, veremos mais gols irregulares por conta do posicionamento duvidoso.

Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press, extraído de https://www.em.com.br/app/colunistas/jaeci-carvalho/2022/04/13/interna_jaeci_carvalho,1359890/em-jogo-historico-e-com-gol-em-impedimento-galo-empata-com-o-america.shtml

– Primeiras recomendações aos árbitros no Brasileirão e pitacos da rodada 01.

O Brasileirão começou, e o que podemos ver do “dedo do Seneme”, o novo gestor de árbitros?

Praticamente, nada, até porque não houve tempo hábil. Entretanto veremos, e não por conta dele apenas, mas por pedido da FIFA à todas as federações filiadas:

  • A necessidade de maior tempo de bola rolando (especulou-se que a FIFA queria jogos de 100 minutos na Copa do Catar, a fim de ter mais jogo e menos paralisações; entretanto, a ideia sucumbiu pelas críticas e porque a reunião da IFAB anual já tinha ocorrido, não podendo mudar a Regra nesse ano).

Para que isso aconteça (mais bola rolando), se deve ter uma menor perda de tempo nas conversas e análises do VAR com o árbitro (além de menos interrupções / intervenções do árbitro de vídeo, restringindo-se ao protocolo). Some-se a um número menor de faltas marcadas, discernindo simulações ou “faltas cavadas”.

Sobre as partidas, vamos lá aos paulistas na competição:

No Palmeiras 2×3 Ceará, vimos um time mais relaxado e outro bem armado. Como o Dorival Jr é um ótimo “acertador de equipes”, não? Resultado inesperado, mas compreensível.

No Fluminense 0x0 Santos… ô jogo feio. Quando o destaque do confronto passa a ser a coluna do Juca Kfouri, e não a partida em si, a coisa é preocupante. Aliás, o jornalista tão respeitado foi desrespeitoso demais, e a resposta do Santos FC, cá entre nós, em tom desalinhado e geralista contra o órgão de imprensa, não contra o colunista.

No Botafogo 1×3 Corinthians, os cariocas estavam bagunçados na estreia do treinador português Luís Castro e os paulistas “precisando mostrar serviço”. Aliás, que não se diga que “a reunião da Torcida organizada com os atletas” fez as coisas se encaixarem.

No São Paulo 4×0 Athletico, vai ser repetitivo: Calleri nasceu para jogar no São Paulo, impressionante… E o Alberto Valentim, demitido (assim como no Cuiabá em 2021) logo na primeira rodada?

No Juventude x Red Bull Bragantino, de logo mais, por tudo o que vem acontecendo, o favorito é o time do Interior Paulista. Será que vai de fardamento novo em Caxias do Sul? Falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2022/04/10/e-o-red-bull-bragantino-deixa-a-nike-e-vestira-new-balance/

Por fim, tivemos a nojenta agressão do treinador capixaba contra uma árbitra assistente. O cidadão foi demitido, e abordamos em: https://wp.me/p4RTuC-Cn7. Mais um fato lamentável do futebol brasileiro…

Em tempo: Marquinhos Santos foi o herói americano na fase de grupos da Libertadores e caiu na Rodada 1? O que houve entre ele e o Coelho?

Acho que teremos muitas trocas de treinadores (como sempre) no Campeonato Brasileiro deste ano…

Em alta ou em baixa? Como estão os 20 times da Série A a um mês da estreia  no Brasileirão | futebol | ge

Imagem extraída de: https://ge.globo.com/sp/futebol/noticia/2022/03/09/em-alta-ou-em-baixa-como-estao-os-20-times-da-serie-a-a-um-mes-da-estreia-no-brasileirao.ghtml

– A agressão do treinador na bandeirinha.

O técnico da Desportiva Ferroviária (ES), Rafael Soriano, agrediu covardemente a bandeirinha Marcielly Netto.

Não sei o que motivou o fato, e nem quero saber. Qualquer tipo de violência é injustificável!

Aliás, tal covardia não pode ficar apenas com punição no campo esportivo. Quem não tem equilíbrio emocional, não pode trabalhar no futebol.

Veja, em: https://twitter.com/RodrigoBuenoTV/status/1513262376572837893

Ou abaixo, no vídeo:

https://platform.twitter.com/widgets.js

– E aí, Arnaldo?

Um último pitaco sobre a troca no comando da arbitragem brasileira: tendo terminado o Brasileirão 2021, por quê apenas há 2 dias do início do torneio em 2022 se contratou alguém? E tempo hábil para montar uma equipe e se planejar a temporada?

Sobre Seneme: ele precisa ter “Carta Branca” da CBF, mas não terá, justamente pela estrutura montada na entidade. E aí sou obrigado a concordar com o Arnaldo Cezar Coelho, que tuitou a seguinte mensagem:

Torcerei para o Seneme, mas já falamos muita coisa aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/08/porque-seneme-trocou-a-conmebol-pela-cbf-sem-ingenuidades/

– Porquê Seneme trocou a Conmebol pela CBF, sem ingenuidades:

De maneira bem clara: todo mundo sabe que, na Conmebol, é “Brasil x Hermanos de Língua Espanhola”. O fato dos clubes brasileiros, nas últimas edições dos torneios continentais, estar monopolizando os jogos finais (e também semifinais) desagrada a muitos.

A Comissão de Árbitros é muito estratégica na entidade. Carlos Alarcón, por muitíssimo tempo, fez o que quis sempre com a benção dos argentinos e olhos tortos dos brasileiros (Carlos Amarilla e Ubaldo Aquino que o digam). E Wilson Luís Seneme, que colocou as coisas nos eixos por lá, substituiu muito bem o ex-cartola (que caiu em meio aos escândalos de prisões de presidentes da Conmebol).

Entretanto… 

Quando ocorreram erros do VAR e de outros árbitros nas competições, havia muita chiadeira pelo fato dele ser brasileiro. Dê um simples “Google” e verá os clubes da AFA enchendo a paciência de Alejandro Domíngues.

Seneme estava ajudando a CBF a arranjar um nome estrangeiro (de preferência, europeu) para comandar os árbitros brasileiros, e existiram recusas (a principal, de Vítor Pereira). E estando há apenas dois dias do início do Brasileirão, veio a ótima oportunidade: A Conmebol, que estava satisfeita com Seneme mas acuada pelos clubes e entidades de fora do Brasil, poderia “demiti-lo” sem remorso, para que ele assumisse a CBF no dia seguinte da sua demissão (informações de que isso foi acordado entre Ednaldo Rodrigues e Alejandro Domíngues do GloboEsporte, no link citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/07/e-deu-seneme-na-cbf/).

O paraguaio Enrique Cáceres, um nome unânime entre clubes e Conmebol, assumiu a Comissão de Arbitragem (e ela o chefe do VAR da Sul-americana).

Portanto, a demissão de Seneme na Conmebol para assumir a CBF no dia seguinte foi algo combinado entre os presidentes da entidadepara a sul-americana, a fim de agradar argentinos; para a nacional, a fim de preencher um cargo importante onde não conseguiu nome estrangeiro. E bom para o Seneme, que não entrará na fila do Seguro-Desemprego.

Sobre o que era desejado inicialmente, em: https://youtu.be/gxyDGuMQuDg

– E deu Seneme na CBF.

O português Vitor Pereira não topou vir trabalhar no Brasil, e ele era o desejo da CBF para chefiar os árbitros. Falamos sobre isso aqui: https://wp.me/p4RTuC-Cfd.

O presidente Ednaldo Rodrigues pediu ajuda a Wilson Luís Seneme para que indicasse nomes estrangeiros para a chefia dos árbitros, e com a recusa dos mesmos, estando há apenas dois dias do Brasileirão, a oferta foi direcionada para o próprio Seneme, que aceitou sair da Conmebol e ir para a CBF.

As informações são de Martín Fernandez e Sérgio Rangel, do GloboEsporte.com, em: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/noticia/2022/04/07/um-dia-apos-deixar-conmebol-wilson-seneme-assume-presidencia-da-comissao-de-arbitragem-da-cbf.ghtml

Boa sorte ao Seneme. Mas lembremo-nos: há outras pessoas que mandam na Arbitragem da CBF, e elas continuam. Na prática, só o Gaciba caiu.

(Imagem extraída de GE.com)

– O “portuga” da CBF, pelo que parece, virá mesmo…

Na moda das contratações de treinadores portugueses pelos clubes de futebol, a CBF declarou semana passada, através do seu presidente Ednaldo Rodrigues, que desejaria contratar um estrangeiro para comandar a Arbitragem de Futebol.

Para muitos, uma revolução necessária. Mas para quem vive os bastidores, sabe que é apenas uma forma de “acalmar os ânimos”.

Vamos lá: o plano A é o do português Vitor Pereira (homônimo do técnico português do Corinthians), que foi árbitro da FIFA e começou a carreira de cartola internacional na Comissão de Arbitragem na Federação Grega (assim como no início de carreira internacional do treinador português do Palmeiras, Abel Ferreira, cujo primeiro time foi o PAOK). De lá, foi trabalhar na Rússia, como instrutor de árbitros, e, com o início da guerra contra a Ucrânia, foi para Portugal há alguns dias e não voltou mais ao seu emprego.

Leio, no Portal “Sapo.Pt” que finalmente sua rescisão foi finalizada (desde meados de março, discutida quando começou o conflito). Portanto, a partir de agora, está livre para negociar.

O detalhe curioso é que Vítor Pereira é amigo dos cabeças da arbitragem da CBF. Em especial, me lembro quando a convite de Sérgio Correia da Silva fez alguns trabalhos para os árbitros de São Paulo.

Se vier convite de um amigo, e estando com o “passe na mão”, fica mais fácil, né?

O plano B já está no Brasil, trabalhando como consultor de arbitragem na FPF: Jorge Larrionda (um dos responsáveis pelas orientações esdrúxulas de mão-na-bola, onde quase tudo vira pênalti). Só que ele é o plano A da entidade paulista, caso Ana Paula de Oliveira não se sustente.

Ih, agora que os nomes foram expostos, surgirá um plano C, já que foi “furada” a surpresa?

Trocando em miúdos: a ideia é trazer um gringo para dizer à imprensa que tudo mudará. Mas como o estrangeiro tem que ser afinado com o pessoal daqui, e no fundo estarão os mesmos caras mandando, só mudando o porta voz, é “mudar para continuar a mesma coisa”.

Xi… será que agora que falamos, vão desistir dos nomes, já que se “estragou a brincadeira”?

Artes padrão para ilustração de matérias no site: CBF institucional

Imagem extraída da CBF (Divulgação, em CBF.com).

– Os cartolas do apito cobram, mas… são cobrados?

As imposições de comportamento / conduta dos dirigentes de futebol aos árbitros são problemáticas desde sempre.

Digo isso pois leio uma excelente matéria do Ge.com (compartilho o link abaixo com as citações) que mostra: desde a minha época, nada mudou. Acrescente-se que o árbitro deve assinar um documento de próprio punho atestando que está “abrindo mão de qualquer vínculo empregatício”.

Destaco: o juiz de futebol deve ser um exemplo de pessoa dentro e fora de campo, inclusive em searas que não deveriam ser discutidas. Mas… e os seus CHEFES?

Veja os mandatários, assistentes de departamento e secretários. Relacionamentos pessoais e profissionais complicados, cabides de emprego e eternos anos pulando de sala em sala…

Mais do que eles, os “chefes dos chefes” deles! Um roubou medalha, outro é investigado, outro não pode sair do Brasil…

Aqui: https://interativos.globoesporte.globo.com/futebol/materia/a-militarizacao-da-arbitragem

Imagem: Reprodução, extraída de: https://www.meionorte.com/curiosidades/arbitros-nao-podem-ter-barba-e-devem-evitar-tatuagens-411632

– E se dá para fazer, por quê não se faz?

Se Abel Ferreira pode armar o time “pegador” e pra frente, como fez no domingo, por quê não faz sempre?

Se Rogério Ceni pode ter um time “intenso” e buscando o gol, como fez na quarta-feira, por quê não fez ontem?

Se os árbitros podem recusar a sugestão do VAR, como corretamente fez Claus, por quê não fazem normalmente?

Por outro lado…

Se no Rio de Janeiro a Polícia pode organizar um jogo com segurança dividindo o estádio, por quê não em São Paulo?

Se existe complaince nos clubes, por quê a auditoria do Corinthians não alertou da “fria” que era a Taunsa?

Coisas do mundo do futebol…

Veja as respostas para as dúvidas de português mais frequentes | Guia do  Estudante

Imagem de iStock/iStock

– Dois lances polêmicos no 1o tempo de Palmeiras 2×0 São Paulo (parcial).

Raphael Claus corretamente não marcou pênalti de uma bola que bate na mão grudada no corpo de Éder. Igualmente o lance de Marcos Rocha não foi, 4a feira passada.

A questão é: por que raios o VAR tem que chamar?

No Brasil, o árbitro de vídeo é um sujeito metido, aparecido, que atrapalha o jogo e quer caçar erros. Eu me ENVERGONHO de ver um lance assim, vai contra o Espírito da Regra do Jogo.

Sobre o segundo gol do Palmeiras: se a infração fosse precedente ao gol (ou seja: o último lance antes de sair o gol), o VAR teria que chamar. Mas a jogada continuou e existiu uma sequência, ficou “lance vencido”. Acertou Claus de novo, falando pelo protocolo do árbitro de vídeo (Ali, importante: o Árbitro Assistente poderia ter ajudado, mas somente na imediatez do ocorrido).

Os motivos disso (VAR intrometido) acontecer, abaixo, extraído do Blog Pergunte Ao Árbitro:

Sabemos que o árbitro de vídeo, função criada para ajudar a arbitragem em lances pontuais determinados em protocolo, está sendo mal usado no Brasil. No mundo, o VAR é rápido e não apita o jogo. Aqui, ele é demorado, histérico (vide os gritos na cabine nos áudios disponibilizados no último Choque-Rei) e re-apita as partidas.

E qual o motivo disso acontecer?

Para explicar, uma lembrança: em 2014, quando se discutia os lances de movimento antinatural da mão na bola, eu conversei com árbitros da Pré-Temporada sobre o que foi orientado. E eles foram unânimes no discurso (que imediatamente achei equivocado): “Vai ficar mais fácil marcar a falta ou o pênalti, pois na dúvida, dá para interpretar como movimento antinatural”. Apesar da minha contestação, e de verificar que, principalmente na Europa, a Regra permanecia como prioritariamente “Intenção”, e dentro dela o lembrete de que era para verificar uma intenção disfarçada, um movimento antinatural para se tirar proveito da jogada, aqui tudo estava sendo colocado como antinatural (até a mão de proteção no rosto). Virou queimada…

Caso você tenha dúvida sobre lances da mão na bola e por quê erramos, de maneira bem didática, convido a leitura neste post: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

  • Por quê eu lembrei desse fato para falar do VAR? 

Porquê igualmente houve, na Pré-Temporada paulista (mas já tinha ocorrido em orientações da CBF) a seguinte colocação, com palavras aproximadas:

“O VAR não vai chamar um árbitro à toa. Se ele está na cabine, mais tranquilo, descansado e concentrado, ele pode ver erros e decisões de maneira diferente do que o árbitro. Se for para chamar o árbitro e a decisão não ser diferente, nem adianta chamar. Se chamou, é porque tem algo de errado. Além do mais, existe VAR, AVAR e mais cabeças para ajudar o árbitro lá na cabine”.

Lêdo engano…

Primeiro: nos prendamos aos protocolos, que significa: o VAR atua conferindo as situações que lhe foram confiadas, como confusão de cartões para atletas identificados equivocadamente, conferências de gols, agressões e erros crassos, entre as principais.

Segundo: o VAR não tem que interferir em lances interpretativos onde não veja erro absurdo. E erro absurdo não é dúvida de interpretação, é equívoco claro e evidente.

Terceiro: muitas vezes, o árbitro tem a visão mais aberta do que as câmeras, está num posicionamento privilegiado em campo onde a imagem de TV, ao invés de ajudar, pode confundir. Nenhuma câmera substitui o que o árbitro está vendo (a não ser que instale uma câmera no uniforme do juiz).

Quarto: estar na cabine, na frieza do lance, sem sentir o calor da partida, nem vibrar no mesmo ritmo / frequência do jogo, faz com que não se tenha a real dimensão da força de um empurrão, de um chute, de uma dividida ou de um puxão, maquiando a imagem.

Portanto, quando a gente verificar que o árbitro está indo para a cabine, saibamos que a chance dele mudar a opinião dele (mesmo estando correta) é enorme, justamente pela justificativa de que “se o VAR chamou, provavelmente ele está certo”e que essa mentalidade é equivocada perante a IFAB, sendo uma coisa exclusivamente brasileira.

O MAIS IMPORTANTE: para entender o que se quer do VAR de verdade, leia esse texto, abaixo, e se atente ao item 3 de Lukas Bradhttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

Fifa se diz 'extremamente satisfeita' com arbitragem da Copa e implantação do VAR - ESHOJE

MOSCOW, RUSSIA – JUNE 21: Video Assistant Refereeing (VAR) Room at the Internatinal Broadcasting Centre on June 21, 2018 in Moscow, Russia. (Photo by Joosep Martinson – FIFA/FIFA via Getty Images), extraído de: https://eshoje.com.br/2018/07/fifa-se-diz-extremamente-satisfeita-com-arbitragem-da-copa-e-implantacao-do-var-ae/

– Entenda porquê os árbitros mudam a decisão quando chamados pelo VAR (às vezes, de forma errada).

Sabemos que o árbitro de vídeo, função criada para ajudar a arbitragem em lances pontuais determinados em protocolo, está sendo mal usado no Brasil. No mundo, o VAR é rápido e não apita o jogo. Aqui, ele é demorado, histérico (vide os gritos na cabine nos áudios disponibilizados no último Choque-Rei) e re-apita as partidas.

E qual o motivo disso acontecer?

Para explicar, uma lembrança: em 2014, quando se discutia os lances de movimento antinatural da mão na bola, eu conversei com árbitros da Pré-Temporada sobre o que foi orientado. E eles foram unânimes no discurso (que imediatamente achei equivocado): “Vai ficar mais fácil marcar a falta ou o pênalti, pois na dúvida, dá para interpretar como movimento antinatural”. Apesar da minha contestação, e de verificar que, principalmente na Europa, a Regra permanecia como prioritariamente “Intenção”, e dentro dela o lembrete de que era para verificar uma intenção disfarçada, um movimento antinatural para se tirar proveito da jogada, aqui tudo estava sendo colocado como antinatural (até a mão de proteção no rosto). Virou queimada…

Caso você tenha dúvida sobre lances da mão na bola e por quê erramos, de maneira bem didática, convido a leitura neste post: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

  • Por quê eu lembrei desse fato para falar do VAR? 

Porquê igualmente houve, na Pré-Temporada paulista (mas já tinha ocorrido em orientações da CBF) a seguinte colocação, com palavras aproximadas:

“O VAR não vai chamar um árbitro à toa. Se ele está na cabine, mais tranquilo, descansado e concentrado, ele pode ver erros e decisões de maneira diferente do que o árbitro. Se for para chamar o árbitro e a decisão não ser diferente, nem adianta chamar. Se chamou, é porque tem algo de errado. Além do mais, existe VAR, AVAR e mais cabeças para ajudar o árbitro lá na cabine”.

Lêdo engano…

Primeiro: nos prendamos aos protocolos, que significa: o VAR atua conferindo as situações que lhe foram confiadas, como confusão de cartões para atletas identificados equivocadamente, conferências de gols, agressões e erros crassos, entre as principais.

Segundo: o VAR não tem que interferir em lances interpretativos onde não veja erro absurdo. E erro absurdo não é dúvida de interpretação, é equívoco claro e evidente.

Terceiro: muitas vezes, o árbitro tem a visão mais aberta do que as câmeras, está num posicionamento privilegiado em campo onde a imagem de TV, ao invés de ajudar, pode confundir. Nenhuma câmera substitui o que o árbitro está vendo (a não ser que instale uma câmera no uniforme do juiz).

Quarto: estar na cabine, na frieza do lance, sem sentir o calor da partida, nem vibrar no mesmo ritmo / frequência do jogo, faz com que não se tenha a real dimensão da força de um empurrão, de um chute, de uma dividida ou de um puxão, maquiando a imagem.

Portanto, quando a gente verificar que o árbitro está indo para a cabine, saibamos que a chance dele mudar a opinião dele (mesmo estando correta) é enorme, justamente pela justificativa de que “se o VAR chamou, provavelmente ele está certo”e que essa mentalidade é equivocada perante a IFAB, sendo uma coisa exclusivamente brasileira.

O MAIS IMPORTANTE: para entender o que se quer do VAR de verdade, leia esse texto, abaixo, e se atente ao item 3 de Lukas Bradhttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/

Fifa se diz 'extremamente satisfeita' com arbitragem da Copa e implantação do VAR - ESHOJE

MOSCOW, RUSSIA – JUNE 21: Video Assistant Refereeing (VAR) Room at the Internatinal Broadcasting Centre on June 21, 2018 in Moscow, Russia. (Photo by Joosep Martinson – FIFA/FIFA via Getty Images), extraído de: https://eshoje.com.br/2018/07/fifa-se-diz-extremamente-satisfeita-com-arbitragem-da-copa-e-implantacao-do-var-ae/

– O áudio do VAR de São Paulo 3×1 Palmeiras nos questiona: está valendo a pena gastar tanto com essa ferramenta, pelos erros por ela promovidos?

Ao ouvir os áudios do VAR do Choque-Rei, fiquei envergonhado! Como a arbitragem paulista, que tanto me orgulhava, regrediu.

Duas observações:

1- Como é que o VAR e o árbitro conseguem falar em “ampliar espaço” e movimento antinatural, brigando com a imagem?

2- Como o árbitro mudou de opinião tão rápido? Ele nem contestou sua correta decisão de campo e aceitou a sugestão do VAR!

Lamentavelmente, o VAR virou a autoridade máxima no Brasil, um “caça-erros” com o propósito diferente do resto do mundo. E pior: ele PROMOVE erros!

Está valendo a pena usar o VAR no Brasil? Para atrapalhar o jogo mais do que ajudá-lo, não vale. E custa caro.

No site do GloboEsporte.com, está disponibilizado em: https://ge.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/noticia/2022/03/31/noticias-palmeiras-spfc-sao-paulo-var-penalti.ghtml

– GRAVÍSSIMO: A discussão sobre o comportamento ético da arbitragem no Choque-Rei.

E São Paulo 3×1 Palmeiras parece que não vai terminar tão cedo…

Já falamos sobre os dois lances polêmicos: o pênalti inexistente erroneamente marcado na mão de Marcos Rocha e o pênalti corretamente não marcado no lance da mão de Marquinhos.
Se você desejar a explicação em texto, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/30/e-o-penalti-inexistente-em-sao-paulo-3×1-palmeiras/
Se desejar em vídeo, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=-hki1XoT8Yg

O assunto, agora, é outro, tão delicado quanto a péssima arbitragem: o comportamento dos árbitros e dos cartolas do apito, sem preocupação alguma de evitar exposição. Entenda:

Ontem de madrugada, após o jogo, recebi postagens que deveriam ser evitadas por quem comanda uma Comissão de Árbitros. Abaixo, a foto de Ana Paula Oliveira (a presidente da CEAF-SP) Ednilson Corona (observador) e parte da equipe de arbitragem no vestiário do Morumbi. Na legenda: ORGULHO.

Tudo bem, entendo que a pessoa pode orgulhar-se do trabalho que tem feito, mas existem momentos propícios para dizer isso. Soa muito mal aos ouvidos da torcida, comissão técnica, jogadores e diretoria palmeirense ler “Orgulho”, quando todos estão irritados com um erro importante contra a sua equipe (erro que não é interpretativo, é uma clara mão de proteção e nos links disponibilizados acima nesta postagem você pode verificar que não foi pênalti).

– Orgulho do quê, de meter a mão no Verdão?“, questionou o Zé Boca de Bagre, folclórico palmeirense assumido e amigo do Prof Reinaldo Basile, nosso respeitável mestre aqui de Jundiaí. A imagem:

Outra questão: não há um camarote para diretores da arbitragem? Uma salinha que seja? No print da tela desse vídeo há a filmagem da festa da torcida tricolor, feita pela Ana Paula Oliveira, que estaria (supostamente, não é uma afirmação) em meio a torcida. Desnecessário dizer que aqui será cobrada por exposição indevida… Veja a seguir:

Enfim, antes de publicar esse texto, tomei cuidado para verificar que não era fake. A primeira imagem realmente está no Instagram da Ana Paula. O vídeo, não. Mas numa rápida busca no twitter, encontrei a reprodução no perfil da Renata Ruel, colega dos tempos de arbitragem e comentarista da ESPN, atestando que era verídico. Teria sido feito por um primo da Ana Paula que pegou o celular dela e sem querer postou, e, com a repercussão, apagou? Talvez.

E rolando os comentários da Renata na timeline, vi coisas mais absurdas ainda e que concordo integralmente. Tinha até torcedor-bandeirinha? Veja só:

Não se pode colocar o “bumbum na janela”, como se refere a expressão popular à gente descuidada para críticas. Se os árbitros são recomendados para o máximo de discrição nas Redes Sociais, com perfis disfarçados, ou, se possível, nem possui-las, quem comanda deveria dar o exemplo.

Por fim, algo que me incomoda muito e que não vi cobranças:

– Nos lances em que o SÃO PAULO FC é prejudicado pela arbitragem, há a reclamação e cobrança por melhoras. Ontem, quando foi beneficiado, seria ótimo alguém dizer: “apesar da boa vitória, fomos favorecidos e precisamos melhorar a arbitragem, conforme sempre pontuamos quando prejudicados”.

– Igualmente, a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS cobra melhoras na arbitragem. Mas não as vi quando o lance não foi de prejuízo, mas de favorecimento, especialmente pelos “pênaltis de queimada” a favor e cobrados com maestria por Raphael Veiga. Ou ainda, pelo menos, a respeito do pênalti de “pisão na bola” contra o Red Bull Bragantino.

Todos os clubes são iguais: reclamam e lembram quando são prejudicados, e se calam quando são favorecidos, fazendo-se de surdos e de mudos. Eles também são culpados por tanta bobagem na arbitragem.

– E o pênalti inexistente em São Paulo 3×1 Palmeiras?

Douglas Marques das Flores marcou um pênalti “constrangedor” nesta 4a feira, na decisão do Paulistão 2022. Aliás, no ano passado, falamos sobre a boa vontade da FPF em escalar um árbitro que não era excepcional em jogos importantes.

Leia aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/05/10/a-analise-das-escalas-de-arbitros-das-4as-de-final-do-paulistao/

A propósito, alguns jogos que avaliei dele em outras divisões também não foram animadores. Confira aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/01/25/o-que-esperar-do-arbitro-douglas-marques-das-flores-na-final-da-copa-sp-2019/

Quando vi as escalas da final do Campeonato Paulista, me surpreendi. Escrevi aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/28/a-arbitragem-definida-para-os-dois-jogos-da-decisao-do-campeonato-paulista-2022/ e gravei aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/30/e-os-criterios-para-a-escala-dos-arbitros-da-decisao-do-paulistao/.

Sobre o pênalti da bola que bate “de supetão” na mão de Marcos Rocha, entenda:

Para marcar uma infração por mãos / braços na bola, você deve primeiramente avaliar: HOUVE INTENÇÃO? Lembre-se: nestes lances não existe o critério “imprudência”.

Avalia-se posteriormente: a mão ou braço bateu naturalmente ou por movimento antinatural? Para isso, verifica-se a proximidade e velocidade do chute, o tempo para evitar o contato e se o movimento ou não do braço foi considerado um reflexo ou não.

IMPORTANTE: bola que bate na mão ou braço “sem querer” ou em mão de proteção ao rosto / partes íntimas, não é infração.

Repare que ninguém do São Paulo reclamou a penalidade, e o árbitro bem posicionado não marcou. O VAR José Cláudio da Rocha Filho “caçou uma suposta infração” e chamou o árbitro. Como tem sido praxe, o árbitro Douglas Marques das Flores mudou sua decisão após o chamado do árbitro de vídeo. E errou!

Aqui, três coisas típicas da Regra do Jogo inventadas no Brasil, diferentes das Regras Oficiais da International Futebol Association Board (IFAB):

  • VAR que apita e re-apita o jogo, ao invés de ser um instrumento de ajuda ao árbitro para evitar erros crassos;
  • Árbitro que não tem personalidade em manter sua decisão em campo (mesmo quando correta);
  • Bateu na mão, como na brincadeira de queimada, é falta.

Pobre arbitragem brasileira… já foi boa.

Imaginei que, se uma bola batesse em qualquer dedo de jogador são-paulino, justamente pelo erro ter acontecido no primeiro tempo e a informação ter chegado no intervalo, a inevitável “compensação por remorso” aconteceria. E no meio do 2o tempo, uma bola que bateu na coxa e na sequência na mão (sem querer) de Marquinhos corretamente não foi marcada como pênalti, porque todos os elementos acima citados para a interpretação foram aplicados. 

São Paulo x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/sao-paulo-x-palmeiras-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-6/

 

– Qual o salário dos árbitros para a arbitragem da Final do Paulistão 2022?

Sabe quais os valores das taxas de arbitragem para essa fase Final do Campeonato Paulista?

Veja quantos profissionais estão escalados, multiplique os AVARs e Assistentes, some com os demais e… que custo!

Não tem gente demais na cabine?


(Imagem extraída de ApitoNacional.com)

Use esse exemplo de escala para seu exercício:

– Fluminense 1×2 Botafogo: o árbitro pode acabar o jogo com Fred expulso dentro de campo?

Que erro no Fluminense 1×2 Botafogo! Falta de malícia do árbitro, inexperiência ou, por que não, desconhecimento da regra (que valeria até um Erro de Direito – difícil de ser aplicado, mas possível de interpretação).

Estando 2×0 para o Fogão com um gol aos 45 minutos do 2o tempo (classificando o time para a final do Cariocão-2022), os últimos minutos foram de outro esporte qualquer, menos futebol. Catimba e reclamação por todo lado. Eis que aos 52 minutos, sai o gol do Fluminense que classificaria o Tricolor das Laranjeiras para a decisão. Mais queixas.

Só que…

Fred foi expulso aos 55 minutos, quando o Botafogo tinha uma falta a seu favor. O atacante se recusou a sair, enrolou, fez cera, e ao invés do árbitro esperar o atleta deixar o gramado e dar os acréscimos sobre os acréscimos… encerrou a partida (com o expulso em campo, e o time que tinha a falta ao seu favor, sem o direito de bater, beneficiando o infrator).

Acho que o árbitro Paulo Renato Moreira da Silva Coelho não apitará mais pela FERJ… você pode encerrar uma partida antes da cobrança de uma falta, mas se ele arrumou tudo para a cobrança e o Botafogo não pode cobrar por conta do adversário se recusar a sair, de maneira alguma poderia ter encerrado naquele instante, pois vai contra todo o Espírito da Regra, que é o que norteia a Regra do Jogo.

Lamentável.

Fluminense x Botafogo ao vivo: Transmissão ao vivo e online (27/03)

Imagem extraída de: https://adtv.com.br/esportes/fluminense-x-botafogo-ao-vivo-transmissao-ao-vivo-e-online-27-03/

– Cuidem da Edina, para que outros não sejam prejudicados, como o Primavera de Indaiatuba.

Edina Alves Batista, depois do sucesso da virada de ano em jogos no final de 2020 / começo de 2021, vive um inferno astral.

Mesmo tendo apitado Derby, ido à Copa do Mundo de Clubes 2020 (a primeira mulher a conseguir essa façanha em um evento masculino) e ter sido cotada até mesmo para o Mundial de Seleções no Catar 2022 (abordamos isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/14/e-qual-arbitro-brasileiro-ira-para-a-copa-do-catar/), tudo começou a “virar ao contrário para a moça”.

Primeiro, a confusão envolvendo Internacional 0x2 Red Bull Bragantino. Para relembrar, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/02/a-confusao-entre-os-arbitros-paulista-apos-o-episodio-de-vaidade-na-bolha-sanitaria/

Tal episódio trouxe à tona a questão do ciúme (envolvendo homens e até mesmo mulheres entre si na carreira). Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/03/existe-ciume-entre-arbitro-e-arbitra-na-carreira-e-nas-escalas-no-futebol/.

Diante de tudo isso, Edina sofreu com depressão (e assumiu a dificuldade) após errar em lance importante no jogo Novorizontino x São Paulo (Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/09/27/o-recomeco-de-edina/). Precisou de auxílio terapêutico! Além de problemas de saúde e outros emocionais de ordem particular (que não devem ser expostos publicamente), não vi apoio das entidades em dar suporte psicológico (e por quê não, até mesmo psiquiátrico – e quem conhece psiquiatras sabe o quão são valiosos seus cuidados) a fim de ajudá-la. Como muitos árbitros, muitas vezes o apitador se torna apenas “mais um” do quadro.

Entretanto…

Se você, na carreira de juiz de futebol, não está bem, outros serão prejudicados por seus erros. Vide neste ano, quando Edina voltou a apitar um jogo de destaque: Santos 0x3 São Paulo, onde não deu dois pênaltis (inclusive, a FPF reconheceu publicamente os erros). Em: https://professorrafaelporcari.com/2022/02/21/os-dois-penaltis-reclamados-em-santos-0x3-sao-paulo/. Ou, recentemente, nos mata-matas da série A2, envolvendo Primavera de Indaiatuba 0x1 Portuguesa de Desportos, onde Marzagão (LUSA) cometeu pênalti em Tiago (PRIMAVERA), e mesmo com VAR, a árbitra não marcou o claro penal.

Óbvio que os clubes que tiveram lances contrários estão bravos, e tal histórico não pode ser justificativa ou pedido de desculpas, pois os prejuízos muitas vezes são irreparáveis. Mas a questão é: o que a FPF faz de concreto para ajudar um funcionário (que não é colaborador de verdade, é “prestador de serviços autônomos aos clubes de futebol filiados, sem vínculo empregatício”, conforme o documento que é assinado na inscrição anual dos juízes – uma artimanha para não ter um quadro profissional)?

Tirar um(a) juiz(a) de futebol que foi mal na A1 e colocá-la na A2 (como de praxe se faz), não é punir o(a) soprador(a) do apito, mas sim o clube envolvido. Se está mal, treine, oriente, trate e recupere, e se escale assim que estiver ok.

Com carinho (e preocupação), escrevo: olhem para a saúde mental da Edina, pois os erros estão acontecendo e, no prazo de um ano e meio, uma moça com potencial e especulada até em Copa do Mundo tornou-se mais um “número”.

O lance reclamado (e com razão) pelo Fantasma da Ituana, abaixo:

– Quando um gol bobo dá um milionário prejuízo.

Na 5a feira, o Corinthians vencia o Guarani e se classificava para as semifinais do Campeonato Paulista em 2o lugar na tabela geral.

Jogaria em Itaquera, no seu estádio, com a vantagem da sua torcida apaixonada estar presente (onde o São Paulo nunca venceu até agora).

E não é que o Guarani, que só se classificou pelo regulamento esdrúxulo (já que não ficou entre os 8 melhores), fez um gol de empate e levou para os os pênaltis (e o Corinthians venceu a disputa)? O Timão ficou em 3º e teve que jogar no Morumbi.

Dessa forma, jogou não com 40 mil torcedores a favor, mas diante de 40 mil contrários. Perdeu quase R$ 4 milhões de reais em arrecadação, e, desclassificado pela derrota por 2×1, deixou de faturar mais R$ 3,5 milhões em premiações possíveis.

Um único golzinho sofrido (que não mudou nada para quem marcou) deu 7,5 mi de prejuízo! É mole?

Coisas do futebol…

São Paulo x Corinthians: vidente prevê resultado apertado na semifinal do  Paulistão; veja quem passa | Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e  outros esportes

Arte extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2022/03/sao-paulo-x-corinthians-vidente-preve-resultado-apertado-na-semifinal-do-paulistao-veja-quem-passa

– Eita, Abel… e o novo cartão amarelo? Se fosse o Deyverson…

Abel Ferreira tomou novamente um cartão amarelo. E de novo de maneira boba…

No Roda Viva, transmitiu uma certa serenidade; mas na prática, hoje, dentro de campo… suas reações de irritação são desproporcionais ao que acontece ao jogo.

Contra o Red Bull Bragantino, chutou de novo um copinho e tomou aos 46m do 2o tempo a advertência.

Como cobrar os cartões bobos de Deyverson, com tal comportamento?

Ao invés de chutar o copo, deveria tomar um copo de água fresca na cabeça, para ficar com a cuca fresca…

Imagem 1 de 1 de Taça Para Água Nadir Figueiredo Ref.:7002

– Anderson Daronco em Uruguai 1×0 Peru: entrou ou não a bola?

Anderson Daronco apitou Uruguai 1×0 Peru pelas Eliminatórias. Os peruanos estão muito bravos com o árbitro brasileiro pois, aos 91m, não validou esse lance alegando que a bola não entrou.

Se tivéssemos chip na bola, não teríamos discussão. Veja o lance abaixo:

Vídeo em: https://youtu.be/5XAVQdYtNXE

– Quem apitará os dois jogos das finais do Paulistão 2022?

Não é futurologia, nem previsão esotérica, mas apenas lógica: acompanhando as escalas e a obviedade de escolha (para jogo que “vale”, sem teste de novatos), Flavio Rodrigues de Souza e Raphael Claus apitarão as finais do Campeonato Paulista 2022.

Motivos?

Por tudo o que tem sido feito, nas partidas em que você precisa de árbitros mais rodados, a CEAF-SP tem escalado os nomes mais importantes. O próprio presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, quer renovação do quadro (como Candançan no Derby em que os dois já estavam classificados) mas não quer teste em decisão (a fim de evitar chiadeira das equipes).32

Assim, pela ordem, os 3 FIFAs masculinos são priorizados (lembrando que a FIFA feminina, Edina Alves, desde os erros de Santos 0x3 São Paulo tem sido deixada para jogos de menos holofote).

Temos 4 jogos derradeiros do campeonato (duas semi-finais neste final de semana e duas finais). Para preservar Raphael Claus e Flávio Souza (os dois FIFAs prováveis que farão a decisão), escolhe-se Luiz Flávio (o 3º FIFA) e Vinícius Gonçalves Dias (o melhor não-FIFA) para as semifinais.

A única modificação possível é Edina Alves estar numa das finais (ou o próprio Vinícius) caso o Red Bull Bragantino esteja na decisão, por conta do que aconteceu na última rodada da 1a fase em Bragança Paulista (onde Flávio Rodrigues de Souza foi infeliz e marcou um pênalti de “pisão na bola” de Rafael Navarro, surgindo o empate de forma contestável).

Curiosidade: dos 4 times semifinalistas, o único que teve o rigor da escala de 3 árbitros FIFA consecutivos foi o Massa Bruta / Toro Loko: domingo com Flávio R Souza, 4a feira com Raphael Claus e sábado com Luiz Flávio de Oliveira.

Em tempo: de um lado, dois times com dinheiro em caixa e que possuem treinadores a um bom tempo. Do outro, dois times com dívidas muito grandes a pagar. Isso implicará na final?

– A dura missão na escolha de VAR e AVAR.

Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.

Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.

Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem? A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!

Como é difícil escalar um VAR!

  • Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
  • Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
  • Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?

Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.

Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.

Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).

Imagem relacionada

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Taxas de Arbitragem para essa nova fase do Paulistão 2022.

Sabe quais os valores das taxas de arbitragem para essa fase de Quartas-de-final do Campeonato Paulista?

Veja quantos profissionais estão escalados, multiplique os AVARs e Assistentes, some com os demais e… que custo!

Não tem gente demais na cabine?


(Imagem extraída de ApitoNacional.com)

Use esse exemplo de escala para seu exercício:

– Abel no Roda Viva ou Godoi com Pilhado e Vampeta?

Pô, dois podcasts imperdíveis: o técnico palmeirense Abel Ferreira e o ex-árbitro Oscar Roberto Godoi (cujo nome artístico é “De Godóy”.

Abel foi ao Roda Viva da TV Cultura e mostrou suas ideias sobre futebol, vida e outras coisas importantes. Gostei demais de ver sua “visão de fora” e também das verdades que apontou (as feridas do futebol brasileiro). Não parece o treinador “briguento” das partidas que assistimos.

Disponível em: https://youtu.be/d1HVlmrfCfw

Godoi foi à Jovem Pan no programa Reis da Resenha, mostrando todo seu lado folclórico, contando histórias hilárias – mas também mostrando um outro lado da arbitragem (verdadeiro e romântico) que não existe mais. Na oportunidade, observou algumas coisas relevantes do VAR (como seu criador no Brasil e a estrutura falha sobre ele).

Também disponível, em: https://youtu.be/TEOPSOSd4r4

Difícil escolher qual das duas entrevistas foi a mais interessante!