– O VAR, diferente do restante do mundo, tornou-se a autoridade máxima da partida.

A partir deste vídeo, onde faço uma breve introdução sobre a surpreendente mudança de decisão do árbitro (que estava bem posicionado e correto ao não marcar pênalti em Rafael Navarro no jogo Red Bull Bragantino 1×1 Palmeiras), trago a discussão maior do cerne do problema: o protagonismo do VAR, as escalas incoerentes da cabine e a pressão exercida pela chefe que se auto-escala na função de analista.

Sabe o que tem em comum os erros de Palmeiras 2×1 Corinthians na 5a e o de ontem? Os mesmos erros de todo o Paulistão: se o VAR chamou, “tem” que mudar a decisão.

Sou a favor de trazer cartolas europeus para assumirem o comando e a orientação dos árbitros brasileiros. Do jeito que está, vão viciar uma geração inteira numa Regra “12B” que não existe no restante do mundo (a da mão na bola), além do mau uso do vídeo-árbitro. Aliás, já reparam que não tem nenhum dirigente de arbitragem brasileiro explicando regra nos “países desenvolvidos em futebol”, nem fazendo parte da FIFA em instrução na Europa?

Em: https://youtu.be/Lx0T6gZBwuw

– Quando o VAR estraga o jogo: o pênalti literalmente da “pisada na bola” em Red Bull Bragantino 1×1 Palmeiras.

Uma “pisada na bola” em todos os sentidos: é isso o que aconteceu no Estádio Nabi Abi Cheddid, em Red Bull Bragantino 1×1 Palmeiras.

Estando 1×0 para o Massa Bruta, o atacante Rafael Navarro, do Verdão, foi dominar a bola que estava sendo disputada no chão com o goleiro Maycon. Antes do goleiro tentar roubá-la, Navarro pisa na bola, tropeça e cai.

O árbitro Flávio Rodrigues de Souza estava bem colocado e mandou o lance seguir. Não tinha a visão encoberta, possuía ótima lateralidade da jogada e não teve dúvidas. Eis que Daiane Muniz dos Santos, de 33 anos, a VAR da partida, supervisionada pela Chefe dos Árbitros Ana Paula de Oliveira (auto-escalada para este jogo), o chamou para rever o lance. E não é que a recomendação foi de que existiu um suposto empurrão pelo braço do goleiro na disputa de bola? Flávio voltou atrás e marcou pênalti.

Porém, o braço involuntário ocorre depois do desequilíbrio. Não tem nada infracional, lance bizarro, onde me assustou a falta de personalidade do árbitro em não discordar da recomendação da jovem VAR. Aliás, perceberam que em nenhuma partida o árbitro tem mantido a sua decisão de campo?

Bragantino x Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Palmeiras, extraída de: https://www.lance.com.br/palmeiras/palmeiras-marca-penalti-garante-empate-invencibilidade-paulistao-contra-bragantino.html

– As escalas da última rodada do Paulistão e nenhum árbitro para ser testado.

Para a derradeira rodada do Paulistão, mesmo para jogos que não tenham tanta relevância, a FPF escalou seus 8 melhores árbitros do quadro atual – exceto a árbitra Edina Batista Alves, que está “retirada dos holofotes” apitando jogos menos importantes depois que a FPF considerou que ela errou nos lances de Santos x São Paulo (e publicou isso).

Nada de testar árbitro como feito no Derby, colocando um juiz de 23 anos numa “fogueira”, queimando algumas etapas. Os riscos? Falamos disso na oportunidade em que escrevemos “sobre o que esperar do juizão:” em: https://wp.me/p4RTuC-BGN.

Aliás, sobre o jogo, eu não marcaria os pênaltis, e achei que depois desses lances, demonstrando um pouco de insegurança, os atletas veteranos abusaram das reclamações e o árbitro se intimidou. Mas nada de queimá-lo, pois ele tem potencial. Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/17/eu-nao-marcaria-os-penaltis-de-palmeiras-x-corinthians/

Um último comentário: viram a súmula? No campo “Ocorrências”, me parece que foi complicado o vestiário pós-jogo… e olha que o Palmeiras ganhou! Está em: http://2016.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=39&cam=73&jog=48&ano=2022

O que eu quero dizer de tudo é: teste, busque a renovação da arbitragem e inove no momento certo! Veja a relação de árbitros jovens queimados recentemente: João Vitor Gobbi, Flávio Mineiro, entre outros, que apitaram muito cedo jogos de time grande e acabaram sentido o peso da camisa (não só pela juventude, mas pela precocidade da escala mal feita). Faça o árbitro apitar muitos jogos da A2, sentir as dificuldades, depois escale paulatinamente na A1, e só depois de ter apitado os times grandes contra os pequenos, é que se escale em clássico.

Haverá vagas para dois escudos FIFAs em breve para SP, e parece que a busca por nomes NECESSARIAMENTE jovens está difícil…

Paulistão 2022 será transmitido em seis plataformas; saiba onde assistir

Imagem extraída de: https://www.mktesportivo.com/2022/01/paulistao-2022-sera-transmitido-em-seis-plataformas-saiba-onde-assistir/

– Eu não marcaria os pênaltis de Palmeiras x Corinthians.

Minhas considerações no link em: https://youtu.be/jAZWpQZsUnE

A análise pré-jogo da arbitragem que fiz, para quem possa ter curiosidade, em: https://t.co/2Tp9GK39rI

– Para o Derby, sobre a arbitragem:

Falamos nesse vídeo sobre a expectativa da arbitragem do clássico entre Palmeiras x Corinthians. Fizemos algumas considerações no blog na postagem de ontem, mas aqui, abaixo, em áudio.

  • Se for mal, corre-se o risco de infelizmente queimar-se um talento precocemente.
  • Se for bem, ótimo, mas “segure-se” o salto do jovem rapaz para que deslanche na carreira.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YoDH-M8ZOwA

– Sobre o pênalti de mão na bola / bola na mão em Vasco 0x1 Flamengo.

Mais um pênalti aos moldes da Regra 12 “B” foi marcado no Campeonato Carioca. Diferente da Regra oficial e universal, aqui temos um “B” de “versão Brasileira”.

É tão simples a história de mão na bola… a FIFA, através do chefe dos árbitros Mássimo Bussaca, já disse que no Brasil estão interpretando errado, puxou a orelha, mas… infelizmente, a arrogância dos cartolas do apito brasileiros é enorme.

A prova disso nesse texto: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/08/09/o-que-mudou-ou-nao-na-regra-da-mao-na-bola/

A questão é: a Regra não mudou, continua valendo INTENÇÃO ou NÃO (lembre-se: não existe infração por imprudência em mão na bola, somente por intenção). Aí a IFAB aprovou a orientação para que os árbitros observassem o movimento antinatural de um jogador, quando tocar na bola. Ou seja, verificar se disfarçadamente, ele tem a intenção / desejo de que a bola bata em seu braço para tirar proveito disso. É ter atenção ao “malandro”, àquele que dá um “Migué”.

Um exemplo?

Quando o zagueiro está na barreira, levantar os braços ao pular para ampliar propositalmente o seu espaço (não é natural saltar com os braços estendidos para cima). Ou nos lances de “Thiago Silva”, quando você tira proveito de um braço para disputar a bola com a cabeça de um adversário.

Lances rápidos, involuntários, de movimento NATURAL / CASUAL, nunca podem ser marcados como infracionais. Especialmente quando a bola vem rápida, desviada, “no susto”. 

Avalie:

1- o zagueiro Anderson Conceição, pelas imagens do lance, colocou o braço / mão propositalmente (ou seja, com intenção)?

2 – o vascaíno pula de forma anatomicamente antinatural, ou seja, de maneira fisiologicamente não-natural?

Para as duas perguntas, a resposta é a mesma: não!

Portanto, a bola bateu num momento de movimento natural, casual. Se ela resvalou na cabeça ou não do jogador, é irrelevante, pois é ainda antinatural (se desviou na cabeça, mais absurdo ainda marcar um toque à queima roupa).

Vasco x Flamengo: prováveis times, desfalques e onde assistir à semifinal do Carioca | LANCE!

Imagem extraída de: Lance.com.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Corinthians.

E teremos uma novidade no Derby de 5a feira: um jovem árbitro (23 anos) apitará o jogo.

Estou muitíssimo à vontade para escrever sobre a escala de Matheus Delgado Candançan, pois tenho acompanhado há muito tempo a carreira desse árbitro, desde quando apitava no Paulistão Sub23 (a 4a divisão de SP).

Vamos lá: Matheus é filho do ex-árbitro Demétrius Pinto Candançan, que teve a carreira abreviada por questões do joelho. É sobrinho do ex-centrovante André Pinto (que jogou no XV de Piracicaba, Portuguesa, Marítimo-POR e Kyoto-JAP). Ele está apenas no seu 6º ano de carreira, e no ano passado apitou seu único jogo pela A2-2021.

Porém, existe a preocupação em renovar “na marra” o quadro de árbitros da FPF, e ele foi puxado neste ano para a A1. Aqui, várias considerações:

  • Matheus tem boa experiência em jogos amadores, na 4a divisão e em alguns jogos na A3. Na A2, como dito, ainda pouquíssima rodagem; mas levado para a A1, tem na medida do possível feito um trabalho bom nos vários jogos que foi escalado neste ano (esteve também na semifinal da Copinha, no “jogo da faca” – partida entre São Paulo x Palmeiras). Está “queimando algumas etapas”, pois ninguém apita um único jogo na A2 e pula para a A1. Mas insisto: tem respaldo da FPF, por parte do próprio Reinaldo Carneiro Bastos.
  • A questão é: Raphael Claus é o único árbitro FIFA que goza de respeito internacional. Luiz Flávio de Oliveira e Flávio de Souza não são aproveitados em partidas relevantes da Conmebol, e pela idade, logo perderão o escudo. A Federação Paulista precisa “fazer um árbitro” para que, ainda jovem, possa herdar a insígnia da FIFA (se não ocorrer isso, corre o risco de perder para outro estado).

Ainda sobre Matheus Candançan:

Ele tem excelente porte físico e bom potencial. Entretanto, não é um fenômeno como foi Paulo César de Oliveira quando foi pinçado por Gustavo Caetano Rogério (que tinha um olhar clínico para talentos) e que segurou o rojão. É simplesmente um bom árbitro, que quer agarrar a excelente oportunidade que lhe foi dada.

Neste ano, em Santo André x Corinthians, errou no lance de bola na mão e mão na bola. Afinal, ele é da geração formada sem nunca ter visto a Regra do Jogo como “Intenção ou Não. Ele nasceu já com a orientação do “Movimento Antinatural da Mão na Bola”, com os equívocos de Jorge Larrionda e Sérgio Correa da Silva, entendendo que, em quase todo lance e na dúvida, se marca pênalti. E para tirar esse vício dos árbitros jovens e lapidá-los com o mesmo correto entendimento dos nossos colegas árbitros europeus, é difícil.

Sobre esse erro, no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/01/30/e-carlao-foi-vitima-do-erro-da-arbitragem-em-santo-andre-x-corinthians/

Um outro desafio que ele terá: Cássio, Paulinho, Weverton, entre outros, devem ter mais tempo de carreira do que o árbitro de idade. E me recordei de um jogo onde ele foi “testado”: com cara de menino, em Paulista de Jundiaí x Rio Preto, teve que se impor. Relembro: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/15/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×1-rio-preto/

Por fim, ressalto que ele melhorou muito nos últimos anos numa questão em que era ruim: posicionamento dentro de campo, onde ora apitava longe e ora atrapalhava as jogadas. No Mirassol x São Paulo da semana passada, foi incomparável da apresentação que ele teve em Paulista FC x Independente de Limeira, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/03/31/analise-da-arbitragem-de-paulista-5-x-0-independente-um-galo-caiu-outro-galo-vai-ficando/

Vou torcer para que ele faça uma boa arbitragem, continue evoluindo, e não se perca com o danado do erro técnico de bolas na mão / mão na bola, que é uma chaga do futebol brasileiro. Nos outros quesitos citados, melhorou. E aqui vai um pedido: torcer para que os atletas colaborem! Afinal, ele só está escalado nesse jogo pois, em tese, os dois times estão classificados, suas torcidas estão felizes e é uma oportunidade para testá-lo num jogo “mais encorpado”.

Como se observa abaixo, os bandeiras e VAR são experientes (a fim de dar suporte a ele):

– O correto uso do VAR em Corinthians 5×0 Ponte Preta.

Quase perfeita a arbitragem na Arena NeoQuímica, no jogo do Timão contra a Macaca. Luiz Flávio de Oliveira foi bem disciplinarmente e tecnicamente (acertou o detalhe da “bola que bate no árbitro e se mantém na posse do ataque”). Os bandeiras foram bem também, além do VAR (lances ajustados em impedimento de gol e correção de cartão aplicado / identificação).

A única questão é: o VAR pode ser mais rápido. Aí tiraria 10. No mundo, dá para ver que é possível.

Em tempo: que decepção o time da Ponte Preta, não? Futebol bem aquém da sua tradição.

Corinthians x Ponte Preta Ao Vivo Com Imagens | Paulistão 2022

Imagem extraída de: https://estadonews.com/corinthians-x-ponte-preta-ao-vivo-com-imagens-paulistao-2022/

– Sobre a expulsão de Rafinha em São Paulo 0x1 Palmeiras.

Jogador de futebol experiente, que joga em time grande, sabe ter “memória de árbitro. Ele costuma se lembrar de quem “pode pressionar” e com quem deve ficar “quietinho”.

Rafinha é um desses atletas rodados, e ele deve se recordar muito bem do árbitro de ontem, no Morumbi: Douglas Marques das Flores.

Acompanhei bem o começo da carreira do árbitro, catapultado da 4a para a 1a divisão num piscar de olhos, onde não se sustentou e depois voltou. Na pressa de renovar o quadro de arbitragem, a CA-FPF pulou etapas e deu todas as oportunidades para que o juiz apitasse e ganhasse experiente.

Comum tecnicamente, Douglas apareceu repentinamente na Série A do Brasileirão, fazendo uma lambança num CSA x Flamengo onde Rafinha (que jogava no Rubro-Negro) “o jantou” (lembro muito bem dessa partida). Foi por esse motivo que, desde o apito inicial, o lateral são-paulino ficou “buzinando na orelha do árbitro”.

A expulsão pelo 2o cartão amarelo foi justa. Aliás, não tivemos jogadas desleais ou importantes tecnicamente para avaliar o árbitro, mas muitas questões disciplinares. Jogo “falado demais”, sem lances polêmicos. E o curioso foi: Rafinha acabou recebendo o Cartão Vermelho por duas ações temerárias contra o adversário, e nenhum dos amarelos foi por reclamação – que deveria ter recebido. Aliás, se o árbitro faz cara feia e adverte no começo do jogo o primeiro atleta que tentou apitar a partida, intimidaria todos os demais. Como ele permitiu que o cercassem a todo instante, não conseguiu disciplina e respeito – e foi nessa memória de CSA x Flamengo que Rafinha se apegou (onde o árbitro foi extremamente inseguro, vide o jogo citado aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnK).

A pergunta é: “só” pressão no árbitro ganha jogo

Lógico que não… se não jogar bola, não consegue 3 pontos.

São Paulo x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/sao-paulo-x-palmeiras-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-5/

 

– Alguém viu o VAR na Champions League? Compare com o Grenal.

Alguém viu o VAR na Champions League hoje, em Real Madrid 3×1 PSG?

Alguém viu “bolinho de jogadores” em cima do árbitro?

Alguém viu simulação de atletas?

Alguém viu un-fair play?

Daqui a pouco começará o GreNal. Compare como será…

Volto a ressaltar, o problema é comportamento, competência e educação. Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/09/a-preocupacao-com-a-relacao-atleta-e-arbitro-na-europa-difere-do-brasil/

Watch UEFA Champions League matches live

– A preocupação com a relação atleta e árbitro na Europa difere do Brasil.

Enquanto aqui no Brasil os jogadores até estão correndo junto com o árbitro na cabine do VAR (coisa de louco), na Europa está se discutindo o comportamento adequado na relação entre árbitros e atletas.

É obvio que o árbitro deveria ir à cabine consultar o VAR de imediato à alguma confusão. Porém, aqui em nosso país, o juizão fica parado no meio do campo, tentando conversar com o árbitro de vídeo, cercado de atletas. Em alguns jogos, os jogadores “perderam o medo” e dão uma corridinha até a lateral, acompanhando o trajeto do árbitro. Daqui a pouco, vão estar ao lado do monitor. Evidentemente, as más arbitragens permitiram que isso acontecesse. Mas veja que interessante: há dias, a UEFA reuniu seus principais árbitros e, segundo o ex-árbitro Roberto Rosseti (um italiano que trabalhou em Copa do Mundo e é o presidente da Comissão de Arbitragem do Continente), há de se ter mais rigor para que o atleta não queira “apitar o jogo”.

Tirado do release da UEFA.com, disse o dirigente há 15 dias:

“Estamos preocupados [com esse comportamento]. Não gostamos que se produzam esses incidentes de reclamações. Afeta o jogo e a sua imagem. Essa conduta não é respeitosa, nem mostra o espírito de jogo limpo quando jogadores, por exemplo, tentam enganar o árbitro ou pressionar para que expulse um rival (…) Não queremos que isso ocorra mais, não podemos aceitar. Mostrar respeito dentro de campo é importante.”.

Perceberam que a RECLAMAÇÃO, algo comum aqui, é tratado de INCIDENTE por lá? É fácil observar isso: jogador sul-americano na Europa aceita as decisões dos árbitros, mas quando vem jogar em nosso continente, cresce para cima do juiz e tenta pressionar. Será pela qualidade da arbitragem ou por entender que seu comportamento, na cultura europeia, é condenável?

Deixe seu comentário:

Em tempo: eu sou a favor de trazer a “1a linha de cartolas do apito da Europa” para trabalhar no Brasil, oxigenando as pessoas que há décadas estão no comando e não largam seus cargos, pois elas estão lá desde o tempo de Ricardo Teixeira, passando por Marin, Marco Polo, Caboclo e continuando firmes com Ednaldo Rodrigues. Não é interessante esse continuísmo, mesmo com tanta reclamação? Por quê não perdem seus empregos, mas são remanejados para outros departamentos com mesmo salário?

Árbitros europeus treinando em preparação para a Eurocopa do ano passado. Foto: Getty Images

– Sobre os pênaltis a favor do Atlético Mineiro.

Contra o humilde Athletic de São João Del Rey, um pênalti no final do jogo que “salvou o Atlético Mineiro”. Ontem, idem contra o Cruzeiro. E nos últimos jogos, alguns lances polêmicos em que o Galo Mineiro foi beneficiado (logicamente, existem lances em que ele foi prejudicado também, mas que foram menos decisivos nestes últimos tempos).

É claro que a torcida mineira reclama de alguns erros históricos (Wright e Aragão que o digam), mas nos derradeiros meses, os erros pró se avolumaram. Não quero crer que esteja ocorrendo o que sabidamente acontece com árbitros fracos: sentem o peso da camisa de um time grande, com elenco estrelado, cheio de dinheiro e com influência política na Federação local.

Historicamente, time grande é favorecido contra o pequeno (por conta da pressão exercida; não estou dizendo que é má fé, mas sim impacto psicológico de quem não tem competência e suporte emocional). Mas, pela experiência de árbitro (poxa, estive 16 anos dentro dos gramados), a verdadeira pressão (como se fosse um assédio) é: time influente contra o adversário de menor prestígio naquele momento do campeonato.

  • Mas o Cruzeiro não é um time grande? Na dúvida, o árbitro não deveria “deixar de errar” contra a Raposa ao invés de “deixar de errar” a favor do Atlético?

Pensamento simplista demais, acima… o Atlético Mineiro é o time com grana, com bola e com força política no momento. Eu escutei o presidente do clube dando entrevista à Rádio Bandeirantes para o Milton Neves, às vésperas do jogo Atlético x Flamengo, e ele descascou contra, praticamente, todos os árbitros que ele já viu, elogiando apenas o Daronco, que apitaria o jogo. É a chamada “pressão preventiva”… mas é um homem de princípios, pois disse ao final da sua fala que em agradecimento a uma possível vitória do Galo, iria de cavalo ao Santuário de Aparecida… Ele pediria perdão pelas suas culpas também? Afinal, somos todos pecadores – eu sou católico e devoto da Padroeira, e nossa fé pensa assim.

Resumindo: houve mais um erro a favor do Galo Mineiro, e o árbitro apitou em “voo cego”, pois, repare na câmera que estava atrás do gol: ele está totalmente encoberto, não viu o carrinho do cruzeirense tampouco a queda do atleticano. Marcou pelo barulho! E não consegui ver se ele consultou o VAR, pois tenho muito interesse em saber: o VAR o ajudou a errar, ou ele acertaria e o VAR o atrapalhou?

Com erros e acertos da arbitragem (neste momento específico, mais erros a favor, mas isso muda demais ao longo do ano) o Atlético Mineiro é o melhor time do Brasil com o “jogos jogado”. Nas finanças e na política, não sei.

Atlético x Cruzeiro: saiba como assistir ao Mineiro AO VIVO na TV

Arte extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2020/03/atletico-mg-x-cruzeiro-assistir-ao-vivo

– Foi pênalti ou não no Flamengo 2×1 Vasco da Gama?

Para mim, não foi pênalti no clássico carioca, no lance envolvendo João Gomes, reclamado pelos vascaínos. E explico:

As câmeras disponíveis mostram o atleta com um movimento antinatural do braço, ou seja, ele pula já com o braço erguido (lembrando que a única infração no futebol onde não existe imprudência é nos lances de braços e mão na bola, valendo a intenção e o movimento antinatural). Entretanto, pela imagem, a bola bate mais acima do antebraço, na região em que a FIFA determinou não-infracional, conforme a imagem oficial abaixo. E, logicamente, nos lances de “braço e mão” tem que existir o contato, pois é diferente como avaliado nos de agressão, onde se marca a tentativa não consumada da falta. Para ser pênalti, não vale “tentar”, tem que tocar.

ab7e2140-f505-4e1e-8d57-71194993dac7.jfif

Se você tiver dúvidas, leia nesse link as orientações de 2020 quanto a isso, no item 3, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

– A expulsão do treinador Abel Ferreira em Palmeiras 2×0 Athletico Paranaense. Por quê não falou na coletiva?

O árbitro Jesús Valenzuela (VEN) expulsou o treinador Abel Ferreira (SEP) após a comemoração do gol de Danilo, por chutar um copo que atingiu a Comissão Técnica do time do Athletico, pela Recopa.

Ficará a discussão: num ato apaixonado de vibração, desabafou no copo e involuntariamente acertou o adversário, ou no meio da comemoração, quis atingir o banco do rival?

Não entrarei nesse mérito (até porque não sou assinante da Conmebol TV e os links legais não estão disponíveis tal lance – não entro em link pirata). Mas o assunto é: a ausência do treinador palmeirense na coletiva pós-jogo.

Antigamente, treinador não recebia cartão vermelho. Ele era comunicado que estava excluído e deveria sair do gramado. Normalmente, ele subia até a arquibancada e assistia o jogo por lá (nos dias atuais, ficaria no vestiário com o aparato eletrônico que o ajudaria). Hoje, ele é expulso como um jogador e não pode dirigir a equipe (alguns treinadores brasileiros insistiam em ficar à beira do alambrado em estádios pequenos, do lado de fora, orientando – como na Rua Javari ou Comendador Nicolau Alayon).

Existia uma dúvida: treinador expulso não poderia mais ficar no banco, teria que cumprir a automática – mas se dava um “jeitinho” e das arquibancadas conversava por celular com seu auxiliar. Por isso, a comunicação eletrônica foi proibida (hoje, pode-se usar a comunicando eletrônica, se o treinador quiser sair do banco e ir à arquibancada, e se logicamente se ele não tiver sido expulso). Porém, na Inglaterra, o treinador expulso nem ao estádio poderia ir no jogo seguinte, mesmo que comprando um ingresso como torcedor! E isso passou a valer recentemente no Brasil.

A questão que me perturba é: durante o jogo, um treinador expulso não precisa ir embora para casa, ele pode continuar no estádio sem dirigir a equipe (mas no próximo jogo deve ficar proibido de ir ao estádio). Sendo assim, por qual motivo Abel não deu entrevista coletiva, sendo que ele poderia fazer isso?

1- Em represália à expulsão, pois ele não concordou?
2- Para prestigiar seu auxiliar?
3- A Conmebol não permitiu sua fala já que estava expulso?

Não há proibição na Regra do Jogo para que, mesmo expulso, ele seja proibido de falar. No que li no Regulamento da Recopa, não consegui achar qualquer menção a isso. Teria a Conmebol censurado o técnico do Palmeiras?

Quem souber, favor colaborar com a pendenga.

Palmeiras x Athletico-PR ao vivo

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2020/11/palmeiras-x-athletico-pr-assistir-ao-vivo

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x Red Bull Bragantino.

O que esperar de Thiago Scarascati em Corinthians x Red Bull Bragantino?

Ele se destacou apitando uma final de Copa SP, anos atrás. Não se firmou na A1, mas desde o ano passado começou a ter oportunidades reais na divisão principal. Em 2022, tem tido a confiança da FPF, pois trabalhou em todas as rodadas da A1 (8 como árbitro e 1 como VAR).

Destacando:

Corinthians 0x0 Ferroviária (bom trabalho)
Corinthians 1×2 Santos (muito bem)
Mirassol 3×2 Santos (vacilou em muitos lances de marcação de faltas).
Palmeiras 1×0 Santo André (como VAR, se equivocou na sugestão de pênalti para o Verdão).

Se estiver num bom dia, a tendência é que permita que o jogo corra, sem a aplicação de muitos cartões (pois é seu estilo). Mas me preocupa o excesso de jogos / cansaço da maratona de partidas que vem trabalhando.

– Não ultrapasse a meta, goleirão!

Esse vídeo viralizou nas Redes Sociais. Mas se fosse “pra valer”, no campo e em jogo profissional, seria gol legal.

Pobre goleiro… precisava segurar seus impulsos, não só a bola.

Em: https://www.facebook.com/100023440900633/videos/928479327943422/

– O Bullying sobre o Vídeo-Árbitro.

De 2018, mas atualíssimo:

Meus amigos estão carecas em saber sobre o que penso sobre a utilização do Árbitro de Vídeo (VAR) no Brasil e no Mundo (pois, inacreditavelmente, são cenários bem diferentes para o desenvolvimento e o propósito de seu uso nesses lugares “distintos”).

Um texto bem curioso sobre o VAR que compartilho abaixo:

(Escrito por Juca Kfouri na Folha de São Paulo do último domingo, postado pelo Blog do Paulinho em: https://blogdopaulinho.com.br/2018/02/11/abaixo-o-futebol-perfeito/)

ABAIXO O FUTEBOL PERFEITO

Jornalista britânico fica contra vídeo-arbitragem com argumentos do humor inglês

Recente artigo da revista inglesa “The Spectator” aborda a vídeo-arbitragem (VAR) com o sabor do peculiar humor daquelas bandas britânicas.

Quando o árbitro não tem certeza sobre algum acontecimento crucial no campo, ele convoca outro árbitro por meio de um fone de ouvido para ajudá-lo. O outro árbitro está a muitas milhas de distância, assistindo à partida na televisão. O árbitro paralisa o jogo e vai dar uma olhada numa tela de vídeo ao lado do campo. E ele e o outro árbitro, a todas essas milhas de distância, falam sobre o que veem por dois ou três minutos, enquanto a torcida fica entediada e a dinâmica do jogo se perde. Então, ele toma a decisão: errada! Ou talvez, quem sabe, a decisão certa. Uma decisão, enfim.”

Segue o articulista Rod Liddle, equivocado na humilde opinião deste que vos escreve, mas divertido:

“Acho que, em breve, as dúvidas serão levadas para um painel de especialistasOu, talvez, para um Tribunal Internacional de Justiça. Ou, ainda, em dia não muito distante, para representantes de Jesus Cristo, Buda, Maomé, todos colados a uma TV em um quarto de hotel em algum lugar, discutindo sobre se o talentoso, ou histriônico, atacante Mohamed Salah, do Liverpool, mergulhou ou foi derrubado na área: ‘Falta clara no meu livro’, diz Maomé enquanto pega um salgadinho. ‘Bobagem, você está sendo tendencioso’, responde Cristo, terminando sua lata de cerveja.”

E prossegue o jornalista:

“Porque, na verdade, é disso que se trata, é isso que o VAR realmente é: por um jogo, se transforma em deus substituto, com poderes acima dos mortais.É um apelo à onipotência porque, hoje em dia, muito dinheiro está envolvido no futebol para as decisões serem tomadas por apenas um solitário ser humano. As autoridades do futebol querem eliminar as dúvidas da vida. Só que sempre haverá dúvidas e não é um segundo homem com uma TV que mudará isso. Nem que olhe as coisas em câmera lenta, porque o jogo não é jogado em câmera lenta, a menos que você seja um fã do Manchester United. O movimento lento geralmente faz com que os carrinhos, as entradas por trás, pareçam muito piores do que realmente são, não importa quão experiente seja o observador. Estão tentando fazer o futebol perfeito, apesar de tantos de nós saborearmos suas imperfeições tanto quanto gostamos da sua habilidade, de sua magia. Sim, nós podemos nos relacionar com as imperfeições do futebol porque também temos as nossas.”

Por fim, apela:

“Parem de tentar fazer o futebol perfeito: seus erros é que o fazem tão divertido”.

Desnecessário repetir: apesar da graça do autor, que só faltou gritar “ódio eterno ao futebol moderno!”, o VAR chegou para ficar após resistir durante anos ao conservadorismo.

Sem deixar de dizer que, para muitos, o futebol é o esporte mais popular do planeta exatamente por recusar as novidades e a ânsia por justiça. O esporte não foi feito para ser justo, dizem, mas para ser emocionante.

Eis o desafio do VAR: fazer da espera pela decisão do tal deus, instantes tão emocionantes como aqueles antes da cobrança de um pênalti.

bomba.jpg

– Os dois pênaltis reclamados em Santos 0x3 São Paulo:

As imagens da Record TV não ajudam, mas pelo que vejo no SanSão::

1- Pablo Maia (SPFC) comete uma carga faltosa ao pular contra Marcos Leonardo (SFC). No meio do campo, falta. Na área, pênalti. Para mim, errou a árbitra Edina Alves.

2- Reinaldo (SPFC) dá um típico carrinho que atinge simultaneamente a bola e o adversário Ângelo (SFC). Nos anos 90, tal lance foi bastante discutido e ficou determinado: atingir bola e adversário é infração. Portanto: pênalti. Talvez a árbitra tenha interpretado que foi um carrinho exclusivamente na bola. Não entendi assim.

Não assisti ao jogo, leio que a árbitra foi muito criticada. Sobre esses dois lances pontuais, entendo que ela errou.

Santos x São Paulo: horário, local, escalações e transmissão

Imagem extraída de: https://spfc.net/news.asp?nID=213350

– Por quê Daronco apitará a Supercopa (Atlético Mineiro x Flamengo)?

Anderson Daronco é um bom árbitro de futebol. Excepcional não é; tecnicamente razoável, fisicamente ótimo. Mas erra bastante dentro de campo (na mesma média que a arbitragem nacional).

Como teve uma superexposição na TV nas escalas de Leonardo Gaciba, ficou famoso e virou “o cara” para muitos. Bobagem, o que acontece é: por ser “fortão”, é respeitado pelos atletas e pelo público. Mas quem conhece de arbitragem, sabe que, insisto repetida e respeitosamente, é um árbitro bom – e só.

Dias atrás ele era o árbitro do Chile vs Argentina, onde os assistentes esqueceram suas bandeiras e improvisaram com coletes e pedaços de cano. Todo árbitro tem seu par de bandeiras reservas para a ocasião (quando não a bandeira eletrônica para fornecer aos seus colegas), e não foi punido com 4 meses de suspensão, como os demais membros da sua equipe. No meio de semana, pela Pré-Libertadores, ele sentiu fortes dores na barriga e caiu em campo. Superou isso. E por que foi escolhido pela CBF para Galo x Mengão?

Pelo motivo de: dos árbitros da FIFA, ele é o que melhor sabe “administrar” uma partida (e eu detesto essa expressão). Como o jogo carrega sempre os erros herdados de Aragão e Wright nos anos 80, e há a polêmica recente do local da partida, nada melhor do que um árbitro que controla os ânimos – e isso pode ser: não deixar jogadas mais disputadas rolarem e marcar um número elevado de faltas, não ter pressa em agilizar as cobranças de falta, ficar despreocupado com o tempo de bola rolando e deixar o jogo fluir com alguma conversa.

Assim, anote: teremos pouco tempo de bola rolando neste jogo. Anote!

Atlético x Flamengo: quantos milhões estão em jogo para o campeão e o  vice-campeão da Supercopa? | LANCE!

Taça da Supercopa: Imagem de Lucas Figueiredo (CBF).

– Análise da Arbitragem de Chelsea 2×1 Palmeiras.

Três lances da arbitragem para discussão de Chelsea x Palmeiras:

1- Pênalti de Thiago Silva: ele pula com o braço erguido, em movimento de tirar vantagem intencionalmente. Repare que em outros dois jogos ele cometeu o mesmo infantil erro (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-ARt). Em um primeiro momento, errou o árbitro australiano Chris Beath (pois ele não marcou), mas foi corrigido pelo VAR italiano Massimiliano Irrati. Pênalti claro.

2- Pênalti de Luan: o palmeirense está pulando e se vira de costas, e nesse momento a bola bate em sua mão. Avalie:
A- Ele teve intenção de tocar a bola?
B- Não entra imprudência na Regra da Mão na Bola. Portanto, desconsidere quem dizer que “foi imprudente”.
C- Ele praticou um movimento antinatural? Ou seja: os braços dele se movimentam de maneira normal de quem pula, ou ele os movimenta de maneira antinatural, ampliando deliberadamente seu espaço, de maneira que, no fundo, deseja que seu braço ou sua mão interceptem a bola?
No Brasil, é um lance dos ”marcáveis”, pois na dúvida, aqui se marca. Na Europa, raramente. O australiano não marcou num primeiro momento. O italiano fez seu papel e chamou para verificação. Na sequência, o árbitro decide marcar.
Eu não marcaria. Entendo que é um movimento natural do corpo – e mais, verifique que ele tenta recolher o braço, que por ser um chute muito próximo e rápido, não consegue.

3- Expulsão de Luan. De novo, o árbitro da Austrália não marca. De novo, o vídeo-árbitro da Itália chama para verificação. E nela, se verifica o necessário cartão vermelho (oportunidade manifesta de gol).

Percebamos o seguinte: o VAR da Itália chamou o árbitro em 3 corretas e pontuais oportunidades. Ele fez a sua parte (lembrando: ele não decide nada, apenas cumpre protocolos). O árbitro da Austrália foi exigido apenas nesses 3 lances, e modificou nas 3 a sua decisão. E aqui vale o apontamento: não temos arbitragem de 1a linha na Austrália, o juizão foi escalado para dar conotação global ao evento, decidido entre sul-americanos e europeus. O árbitro tem que ser à altura do jogo, independente da nacionalidade.

Será que, sabedor das orientações equivocadas aqui no Brasil, o australiano resolveu apitar seguindo as Regras e Orientações do Campeonato Brasileiro?

Em tempo: é muito bom ver a rapidez da decisão do VAR, sem se preocupar em ficar parado num monitor deixando os patrocinadores serem filmados.

– Quando será o “teste de fogo” do Impedimento Automático?

Neste Mundial de Clubes, bem como foi na Copa Árabe, vemos um sistema moderníssimo de sensores detectando impedimentos de maneira automática. E nenhum erro foi observado até agora.

É verdade também que nenhum lance polêmico ocorreu. E a grande preocupação: nos lances interpretativos, em que o árbitro assistente avalia participação ativa ou passiva, como se comportará o sistema?

Não tivemos uma “prova de fogo” ou um teste pra valer. E fico feliz que a ideia de chip na camisa, tão especulada, não aconteceu – justamente pelo fato do impedimento ser observado pelas partes jogáveis dos atletas, e não do tronco ou uniforme.

Se depender dos poucos jogos do Mundial de Clubes, tudo deu certo por enquanto. Mas para usá-lo no Mundial de Seleções, como deseja a FIFA, é bom testar mais.

Sobre o que foi falado anteriormente aos testes de IA do VAR, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/10/21/a-ideia-de-impedimento-automatico-do-var-com-o-chip-na-camisa-funcionara/

– Thiago Silva, o não-confiável. Sobre o pênalti em Chelsea x Palmeiras.

E o zagueiro Thiago Silva cometeu um novo pênalti por mão na bola. Novamente, um infantil erro que não dá para discutir se foi ou não.

Repare na imagem abaixo dois outros lances iguais cometidos por ele. Não aprendeu?

O detalhe é: VAR utilizado na medida certa, rápido e sem vários “AVAR” na cabine querendo apitar o jogo.

Ah, se o VAR fosse assim no Brasil também…

– Arbitragem brasileira: o que está dando errado? Os 5 fatores:

Muita confusão com a arbitragem nos estaduais neste final de semana. No jogo do Santos, árbitro vacilante em frente ao monitor (que demora para verificar uma invasão ou não, falamos em: https://wp.me/p4RTuC-AHF). Aliás, Douglas Marques é o mesmo daquele jogo em Brasília no qual ficou “meia-hora” em frente ao VAR, num CSA x Flamengo (aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnK).

No Fla-Flu, vimos um árbitro totalmente inseguro, “verde demais” e que sucumbiu aos experientes jogadores. Uma péssima escolha da Comissão de Arbitragem da FERJ…

Mas o que está acontecendo com a arbitragem brasileira?

Alguns fatores pontuais:

1. Há a perpetuação dos mesmos nomes nas Comissões de Árbitros: uma hora o sujeito é “Presidente da CA”, depois vira “Diretor de Desenvolvimento de Novos Talentos”, outrora “Responsável por Otimização de Desempenho dos Árbitros”, e por aí vai. Os incompetentes nunca são demitidos, mas remanejados para cargos criados. Por quê são tão “preservados” dentro da CBF e Federações (e os clubes aceitam isso)?

2. O processo de renovação, às vezes, é acelerado demais, sem garantias de que, mesmo errando, o trabalho terá sequência. Juízes novos são escalados em partidas nas quais não deveriam, com risco de serem queimados precocemente (é como lançar um jovem jogador: há o momento e o jogo oportunos).

3. A “catequese tupiniquim” do movimento antinatural da mão na bola, na qual já dissertamos várias vezes sobre o que se orientou equivocadamente no Brasil e como é o correto praticado no restante do planeta. E aqui, uma confidência: em 2014, fui comentar um jogo da A1 do Paulistão no Jayme Cintra, e um importante árbitro aspirante à FIFA apitaria a partida. Conversando informalmente, eu disse a ele que me preocupava com a uniformização de critérios para tais lances, e ele me disse: “fique tranquilo, agora vai ser mais fácil, diferente do que você pensa, pois se existir dúvida quando bater na mão, é só marcar a infração pois em todo lance podemos interpretar como movimento antinatural.”. Discordei de pronto, e meu receio virou realidade. E essa cultura equivocada já nasce com os novos árbitros, que não viveram o tempo da “intenção ou não”, e foram formados pelos senhores que orientam “à moda brasileira”.

4. Desde o surgimento do VAR, por 3 anos vimos a CBF prometendo a introdução do árbitro de vídeo e não cumprindo, por diversos motivos (dos financeiros aos estruturais). E o fez de maneira atabalhoada: usando imagens de emissoras de TV (ao invés de uma geração própria independente) e com permuta de equipamentos (a troco de aparecer os patrocinadores). Não fica uma questão em dúvida: se você fornece os monitores em devolução pela exposição, quanto mais tempo na frente da tela sendo filmado… o parceiro agradece!

5. A orientação de Leonardo Gaciba, que persiste até hoje: “não importa o tempo de decisão na discussão com o VAR, pois leve o tempo que for, o que importa é acertar”. Isso criou decisões demoradas e nem sempre corretas.

Diante de tudo isso, a combinação explosiva (orientações equivocadas, mau uso dos equipamentos eletrônicos, estratégia de lançamento de talentos discutíveis) resultou em: árbitros medrosos, jogando a decisão para uma cabine, onde existe um tribunal enorme com muitas pessoas discutindo e repassando para ele uma opinião (vide quantos caras tem no VAR, há até “garantidor de replay”). Se em alguns casos o VAR tem até 8 elementos (vide as escalas), por que o solitário juiz acreditará na sua convicção pessoal? 

Criamos uma cultura errada, falha, que não existe no resto do planeta. Estamos pagando o preço dos anos de mesmas pessoas administrando a arbitragem, que foram colocadas por Ricardo Teixeira, permanecendo com José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Cel Nunes, Rogério Caboclo e agora com o Ednaldo Rodrigues. E a questão é: o que sabem, o que fizeram, ou por quê são “não-demissíveis”, e sim remanejados?

São cargos de confiança muito delicados…

Imagem: VAR atento assistindo “Chaves”, extraído da Internet.

– Pênalti em Paulinho ou falta anterior no zagueiro em Ituano 2×3 Corinthians?

Fui perguntado sobre o pênalti em Paulinho na cidade de Itu: teria ele, antes de sofrer a infração, cometido falta?

A resposta é: não! Repare que um defensor do time da casa toma à frente do corintiano, que se desvencilha dele na lateral, sem cometer um puxão e/ou agarrão que o impedisse de continuar a disputa de bola. A ação de Paulinho não tem força suficiente para que o seu oponente não jogasse. 

Portanto: acertou Luiz Flávio de Oliveira ao deixar o lance seguir e depois marcar o tiro penal.

O estádio Novelli Júnior, em Itu, recebe a partida entre Ituano e Corinthians pela quarta rodada do Paulistão — Foto: Luciano Claudino/Agência Paulistão

O estádio Novelli Júnior, em Itu, recebe a partida entre Ituano e Corinthians pela quarta rodada do Paulistão — Foto: Luciano Claudino/Agência Paulistão (extraído de G1.com).

– Sobre a cobrança de pênalti de Guarani 1×1 Santos.

Sobre a cobrança de pênalti tão polêmica no jogo envolvendo o Bugre e o Peixe, entenda:

– Se é gol, e alguém da equipe atacante invade a área antes da cobrança, volta a cobrança.

– Se o goleiro defende ou há um rebote, e alguém da equipe atacante invade a área antes da cobrança e pega o rebote (independente da conclusão da jogada), se marca tiro livre indireto para a defesa no local onde tocou a bola.

Se há invasão de atacante e defensor (a chamada “invasão dupla”), se volta a cobrança – não importa se foi pra fora, para o gol ou se existiu um rebote; a partir do momento que os dois atletas invadem a área, o jogo já “não está mais valendo”.

Na única imagem de vídeo que vi, me pareceu que apenas um jogador campineiro invadiu a área (portanto, tiro livre indireto para o Santos). Porém, após o árbitro Douglas Marques das Flores (que desde o Brasileirão consulta o VAR e após muitos minutos vacilantes muda a decisão) ter entendido o contrário, a cobrança foi repetida. O VAR, se achou uma invasão dupla, acertou (e se alguém tiver essa imagem, por gentileza, compartilhe).

Observação: o que não pode é quem comanda o Twitter da FPF escrever uma barbaridade como essa abaixo:

Ao ler essa bobagem (eu ainda não havia assistido o lance – e para isso, nem precisa mesmo, pois não existe “impedimento em pênalti”), respondi:

E o tuíte da FPF foi apagado…

Imagem extraída de Google.com

– Pelo pescoço? Sobre Palmeiras x Água Santa…

Salim Fende Chavez começou sua carreira, anos atrás, muito mal, confundindo autoridade com autoritarismo, além de deficiência técnica visível. Comentei vários jogos dele nas divisões inferiores e sua evolução foi nítida. Tanto que a FPF o tem escalado há algum tempo na A1.

Porém…

Que cena evitável em Palmeiras x Água Santa. Árbitro não tem que encostar em jogador. Árbitro tem que apitar a regra! E segurar pelo pescoço? Lamentável…

Imagem extraída de: Gustavo Soler@falasoler, via Twitter.

– E Carlão foi vítima do erro da arbitragem em Santo André x Corinthians.

O árbitro Matheus Candançan tem 23 anos, e cometeu um erro sério por ser jovem e, talvez, por se assustar com o jogo, há pouco.

A bola é chutada na área do Santo André, e o zagueiro Carlão vai tentar interceptá-la. Na queda, cai e a bola bate totalmente de maneira involuntária em seu braço de equilíbrio / apoio. Movimento natural do braço, sem intenção, tudo normal. Mas marcou-se pênalti…

E com 13 (TREZE) pessoas na arbitragem, ninguém ajudou o juizão? Ou essas pessoas o atrapalharam?

Um texto explicativo sobre tais lances, de: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/30/interpretando-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

MÃO NA BOLA E BOLA NA MÃO

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato.

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

Santo André x Corinthians: Palpite, prognóstico e onde assistir o jogo do Paulistão 2022

Arte extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/santo-andre-x-corinthians-palpite-prognostico-onde-assistir-paulistao-2022\

– Essa história das “bandeiras improvisadas” nas Eliminatórias não tá cheirando muito mal?

Cada vez que alguém comenta a “história do esquecimento das bandeirinhas no Chile“, a coisa soa mais estranho ainda…

Por quê?

Por tais motivos, aqui: https://youtu.be/f24tiZfUjEs

– E os bandeiras levaram um gancho bravo…

Lembram da bobeada dos árbitros brasileiros em Chile x Argentina?

Pois é: receberam 4 meses de gancho da Conmebol pelo desleixo talvez inédito.

Vide o ocorrido aqui: – Chile 1×2 Argentina com bandeirinhas adaptadas por brasileiros! Que circo…

O comunicado de afastamento, abaixo:

 

– Roberval Davino no Paulista: importante para ambos.

Anos atrás, alguns times eram considerados tradicionais nomes nas elites regionais e importantes agremiações nas divisões menores do Brasileirão: o Paulista FC, por exemplo, que quase subiu à Serie A do Brasileirão, era um desses nomes.

Também treinadores respeitados eram considerados “Reis do Acesso” e Especialistas em Clubes do Interior: Vágner Benazzi, Luis Carlos Martins, o saudoso Ferreirão e Roberval Davino.

Em 2022, tanto o Galo da Japi quanto o respeitado Davino estão “fora dos holofotes nacionais”. Ambos tem muita história e conquistas, e justamente por isso, quem sabe agora que o treinador foi confirmado como treinador do Paulista, a “fome com a vontade de comer” poderá dar certo?

– Roberval (além de ótima pessoa) é um estudioso do futebol (aliás, me recordo de algumas jogadas ensaiadas que ele tinha na série A2 em 2015, na sua segunda passagem em Jundiaí, aproveitando detalhes da Regra do Jogo, mostrando que conhecia e aplicava possíveis benesses desse saber). 

O Paulista é um clube mais do que centenário, com a torcida ansiosa em voltar a lugares melhores do que está hoje.

Diante de tudo isso, fica o desejo de sucesso e a expectativa de um bom trabalho. Entretanto, é inevitável perguntar: Roberval renascerá indicando jogadores? Trabalhará com o que se tem em Jayme Cintra? Clube e técnico buscarão parceiros para reforçar a equipe? Como se dará?

Torço muito para que dê certo.

Técnico Roberval Davino | Independente 1x0 Paulista - 1ª rod… | Flickr

Imagem extraída de: https://www.flickr.com/photos/128179553@N04/16497779755/

– Chile 1×2 Argentina com bandeirinhas adaptadas por brasileiros! Que circo…

A informação vem do jornal Extra (que é do grupo Globo), por Fernando Moreira: os auxiliares brasileiros de Chile x Argentina esquecem as bandeirinhas no hotel e improvisaram na partida, usando coletes luminosos e tubos de plástico!

O árbitro foi Anderson Daronco, com Fabricio Vilarinho e Rodrigo Figueiredo como seus assistentes…

Que fase, Arbitragem do Brasil!

Extraído de: https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/auxiliares-brasileiros-de-chile-argentina-esquecem-bandeirinhas-em-hotel-improvisam-na-partida-25371008.html

CADÊ?

Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico
Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico Foto: Reprodução/Twitter

Os auxiliares brasileiro Fabricio Vilarinho e Rodrigo Figueiredo, auxiliares do árbitro Anderson Daronco na partida entre Chile e Argentina, na noite de quinta-feira (27/1), em Calama (Chile), esqueceram as bandeirinhas no hotel em que estavam hospedados.

Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico
Auxiliar brasileiro de Chile x Argentina improvisa em campo: bandeirinha com colete fluorescente preso a tubo de plástico Foto: Reprodução/Twitter

A solução foi improvisar, assim que perceberam a falta do material (sem tempo para voltar ao hotel), no estádio Zorros del Desierto. Os auxiliares usaram coletes fluorescentes presos tubos de plástico para fazer as marcações do jogo, válido pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Qatar, contou a emissora argentina TyC. Mais perto do fim da partida, os bandeirinhas receberam o equipamento adequado.

Imagens da improvisação viralizaram nas redes sociais. “É o futebol na América do Sul”, lamentou um intenauta. Já outro se divertiu: “Tenho que amar as Eliminatórias sul-americanas”.

A partida foi vencida pelos argentinos, já classificados para o Mundial (como os brasileiros), por 2 a 1.

– As 6 situações discutíveis da arbitragem de Wilmar Roldán em Equador 1×1 Brasil.

A última boa partida que vi Wilmar Roldán apitando foi Palmeiras x São Paulo pela Libertadores da América. Com atuações irregulares, algumas boas e outras ruins, tem um histórico de lambanças (algumas delas aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/15/o-que-esperar-de-wilmar-roldan-para-palmeiras-x-sao-paulo-no-jogo-de-volta-da-libertadores/). E foi protagonista nesta 5a feira no Equador 1×1 Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Vamos aos lances?

1) 13 minutos: o goleiro Domínguez (ECU) salta e acerta com a sola da chuteira na cabeça do atacante Matheus Cunha (BRA). Pelo fato do local em que o brasileiro foi atingido (pescoço) estar fora da área, é falta (independente do pé estar ou não dentro da área penal). Mas o juiz não expulsa o equatoriano até o chamado do VAR.
Por que Roldán errou?
Porque ele estava encoberto. Repare na imagem desse lance (ela é perfeita e didática): há um equatoriano à direita (na frente do bandeira), outro à esquerda (na frente do juiz) e aí vem o goleiro. Roldán apitou sem saber a gravidade do que aconteceu. Somente as câmeras do VAR poderiam mostrar o que houve.
Errou o árbitro em um primeiro momento; acertou no fato da primeira atitude ter sido o atendimento do jogador atingido; por fim, foi correto em ir à cabine do VAR. Ou seja: o árbitro de vídeo (que provavelmente já tinha dito a ele que era lance para Cartão Vermelho antes de ver as imagens no monitor) salvou Roldán.

2) 19 minutos: Emerson Royal (BRA) já tinha recebido corretamente Cartão Amarelo por ter deixado o braço em Moisés Caicedo (ECU), a 1 minuto de jogo (as novas orientações da FIFA, desde 2020, obrigam a arbitragem a ser rigorosa com lances desse tipo, sendo Cartão Vermelho se a intensidade for maior e atingir a cabeça com mão, braço ou cotovelo). Na segunda falta cometida pelo lateral (uma dividida por ação temerária em Estrada) outro Amarelo corretamente aplicado. Portanto, expulsão justa, acertou o árbitro.

3) 25 minutos: a 1a Expulsão e “Desexpulsão”, num grande equívoco: Roldán estava longe da jogada, e ao ver o pé do goleiro Alisson (BRA) atingindo Enner Valência (ECU), aplica o Vermelho. Seis minutos depois, devido à verificação com o VAR e muita discussão, retira o Cartão.
Neste lance, Alisson, estando em uma distância considerada segura, dá um chutão para frente. Valência vê que o goleiro ganha a jogada (repare também nessa imagem) e já vai virando a cabeça para minimizar o choque com a perna que já está em queda (é o chamado “lance vencido”). Quando há o contato, não é falta, mas sim casualidade (Valência não conseguiria mais disputar a bola, estava em velocidade e não frearia a tempo de evitar o encontrão no goleiro. Erro crasso do juiz, novamente corrigido pelo VAR.

4) Intervalo: Os acréscimos de um jogo existem para recuperar o tempo gasto com atendimento médico, substituições diversas e tempo perdido com as conversas / discussões junto ao VAR. Nos lances dos Cartões Vermelhos de Dominguez e Emerson Royal, além da confusão com Alisson, somei em meu modesto relógio 16 minutos de paralisação (repito: somente nestas 3 situações). Portanto, errou o árbitro ao dar 9 minutos de acréscimo.

5) 54 minutos: Estupiñán (ECU) dribla Daniel Alves (BRA) e quando vai passar por Raphinha (BRA) adianta a bola e simula ter sofrido pênalti. Roldán, estando atrás da jogada, imagina que o equatoriano realmente foi travado pelo brasileiro (já que por trás existe essa impressão). Pela imagem da frente, é claro que Raphinha não toca em seu adversário. Viva o VAR, que corrige equívocos como este: o de um pênalti mal marcado e com a sua ajuda, desmarcado.

6) 92 minutos: Preciado (ECU) vai disputar a bola com o goleiro Alisson (BRA), que a atinge de maneira legal, sem infração contra o adversário (o contato físico posterior é normal, por consequência do lance). Não dá para entender um erro tão infantil do árbitro como esse (já que ele tem muita experiência). De novo expulsou Alisson, que novamente foi salvo pelo VAR e “desexpulso”.

O VAR Leodán González acertou em tudo: lembrando que ele foi o mesmo árbitro que apitou muito bem River Plate 0x3 Palmeiras pela Libertadores; mas, recordando também que ele foi muito mal em Palmeiras 1x 2 Defensor Y Justicia pela Recopa Sulamericana.

Curiosidade: Na Copa de 2018, Roldan apitou Tunisia x Inglaterra e desprezou o uso do VAR. Por tal motivo, foi retirado do Mundial após sua atuação. No ano seguinte, em Bucaramanga, pelo Campeonato Colombiano, anulou um gol e foi consultar o VAR... só que neste torneio não tinha o VAR! Olhe que loucura: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/04/10/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

Teria sido trauma de árbitro de vídeo desde a Rússia?

Extraído de: www.trivela.com.br(Rodrigo Buendia-Pool/Getty Images/One Football)

– O que acontecerá com Mali 1×0 Tunísia e o juiz de Zâmbia?

Passou despercebido, mas na Copa Africana de Nações, na semana passada, um fato suspeitíssimo: Mali venceu a Tunísia por 1×0, e o árbitro de Zâmbia acabou o jogo com 5 minutos de antecipação. Muita reclamação e as equipes foram para o vestiário. Depois mandou chamar as Seleções de novo. E eis que ainda assim acabou antes da hora, na volta à partida.

Sabendo de manipulações de resultados em campeonatos da África e da Ásia, e até com episódios em Copa do Mundo (lembram de Itália x Coreia do Sul?), há de se ficar atento…

A última notícia desse jogo do torneio africano: o juizão foi parar no hospital por desidratação! Acompanhe abaixo:

Extraído de: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/copa-africana-arbitro-apita-final-de-jogo-aos-40-do-segundo-tempo-volta-atras-e-encerra-partida-aos-44.ghtml

MALI 1×0 TUNÍSIA

Mali venceu a Tunísia por 1 a 0, nesta quarta-feira, pela primeira rodada do Grupo F da Copa Africana de Nações, em Limbe, Camarões. Até aí tudo bem. Mais um jogo encerrado com 1 a 0 no torneio. Mas os cinco minutos finais da partida foram com muita polêmica. Ou melhor. Não houve os cinco minutos finais.

O árbitro da partida, Janny Sikazwe, de Zâmbia, apitou o fim de jogo aos 40 do segundo tempo. Isso mesmo. Aos 85, como registrava o placar da transmissão oficial. Os jogadores e membros das comissões técnicas, especialmente da Tunísia, que estava perdendo, entraram em desespero.

Depois de dois minutos de discussão, Sikazwe retomou o jogo aos 42 e deu um cartão vermelho para o atacante malinês El Bilal Touré após uma intensa discussão. A expulsão ainda veio com checagem ao VAR. Aos 44 minutos e 50 segundos, o árbitro deu fim definitivo à partida e teve que ser escoltado na saída de campo.

Mas a história do jogo não acabou por aí. Segundo relato de repórteres que estavam no estádio, a partida quase foi retomada. O técnico de Mali, Mohamed Magassouba, dava entrevista coletiva quando foi convocado para retornar ao campo.

A suspeita entre os que estavam no estádio em Limbe é que Janny Sikazwe não tenha parado o cronômetro durante a pausa para hidratação e não se deu conta. No entanto, mesmo após voltar atrás após o erro, o árbitro de Zâmbia não deu os acréscimos.

O gol da vitória de Mali foi de pênalti, no início da segunda etapa, marcado por Ibrahima Kone. Aos 32, o goleiro Ibrahim Mounkoro defendeu uma penalidade e garantiu a vitória dos malineses. Ele foi eleito o melhor em campo.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico da Tunísia, Mondher Kebaier, não escondeu sua revolta. Ele explicou que os jogadores já estavam no banho quando foram chamados para voltar a campo, e por isso sua seleção não retomou a partida.

– É muito difícil lidar com assuntos não esportivos. Aos 85 minutos ele (árbitro) dá o apito final. E depois novamente aos 89 minutos. Era para haver sete, oito minutos de acréscimos. Sua decisão é inexplicável – disse Kebaier.

O técnico de Mali, Mohamed Magassouba, tentou evitar polêmicas e reafirmou que sua equipe estava disposta a jogar os minutos finais.

– Eu disse aos jogadores que só podemos controlar o que está em campo. Fora do campo, isso é com os dirigentes. Quando nos disseram para voltar e jogar, os jogadores estavam mais do que dispostos. Infelizmente, nossos adversários não quiseram sair – declarou.

Árbitro Janny Sikazwe, que apitou o final de Mali x Tunísia aos 40 do segundo tempo, é escoltado em saída de campo — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Árbitro Janny Sikazwe, que apitou o final de Mali x Tunísia aos 40 do segundo tempo, é escoltado em saída de campo — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

– Renovar de que jeito, dona FPF?

Pela Rodada 5 do Paulistão 2022 (que abrirá informalmente o torneio no domingo), envolvendo Novorizontino x Palmeiras, apitará Luís Flávio de Oliveira (FIFA).

Na Rodada 1, que será 4a feira, para Palmeiras x Ponte Preta, apitará Raphael Claus (também da FIFA). O próprio Luís Flávio estará na Rodada 1, 5a feira, em x Guarani x São Paulo.

Será que no 3o jogo do Palmeiras no Paulistão, teremos outro FIFA escalado? Por esse critério, não se renovará a arbitragem nunca!

É a chamada “escala de segurança”, para não correr o risco do escalador ser questionado. Aliás, a FPF opta pelo modelo de 9 pessoas envolvidas na arbitragem de um jogo, incluindo AVAR, observador de VAR, gerente de qualidade de VAR, analista de vídeo e outros cabides (incluindo a auto-escalação da chefe dos árbitros, Ana Paula de Oliveira).

Entra ano e sai ano, e as coisas não mudam para melhor…

VAR: O que significa, como funciona e regras de aplicação

Imagem extraída de https://www.esportelandia.com.br/futebol/var/

– A injusta expulsão em Ferroviária 0(4)x(5)0 Santos pela Copa São Paulo.

Vi na publicação do jornalista Thiago Olim do “Esporte Paulista”: que lambança do árbitro Flávio Mineiro em Ferroviária x Santos pela Copa São Paulo!

Uma expulsão bizarra contra a Ferrinha, onde não dá para entender a interpretação do juizão. Segundo ele, Victor Hugo (AFE) deu uma cotovelada no pescoço de Weslley Patati (Santos). Assista o lance, no final deste post, e se esforce para ter essa imagem. Não foi nada!

Eu fico impressionado com tantas chances que certos árbitro tem. Flávio Ribeiro Mineiro chegou à A1 sem ter passado pela A2, e fez uma péssima arbitragem no Morumbi, quando escalado.

Relembre São Paulo 1×1 Novorizontino (2020), em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

Já tínhamos observado algumas atuações ruins dele, vide abaixo em 2017 – Paulista 2×1 Portuguesa Santista, em Jundiaí: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/03/25/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-portuguesa-santista/

Ou em Paulista 2×0 São José, em 2018: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/18/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×0-sao-jose/

O lance citado em Araraquara, em: https://twitter.com/PontoDoThiago/status/1482192097407123457

Clique no Twitter abaixo com o vídeo:

https://platform.twitter.com/widgets.js


A pergunta é: por que alguns árbitros são descartados sem oportunidades, e outros com eternas chances?