– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 Amparo.

No geral, o árbitro Renan Pantoja de Quequi fez uma boa apresentação. Sabe dar a vantagem, tecnicamente foi bem e disciplinarmente cometeu um pecado: esperou Luís Henrique ser atendido para aplicar o cartão amarelo, e “esqueceu” de dar. Tem boa ação preventiva, mas foi fraco na questão de coibir a cera.

Tem potencial, é jovem, mas precisa corrigir a agilização do jogo.

As anotações no calor do jogo:

Aplicou muito bem uma vantagem aos 6m. O árbitro tem boa leitura de jogo.

Aos 11m, em um ataque do Amparo, havia um jogador claramente em impedimento. O bandeira 2 João Pedro de Morais não marcou (talvez segurou para uma vantagem) e o Paulista dominou e perdeu a bola. Deveria ter marcado o impedimento. Errou.

Em um chute ao gol de Arian, a bola bateu na cabeça de um zagueiro do Amparo. Antes de qualquer reclamação de mão, o juiz sinalizou que não foi nada. Muito bem, ele inibiu reclamações.

31m: o bandeira 1 Leandro Rodrigues acertou um lance difícil, de atleta impedido que é habilitado pelo toque do zagueiro que disputa a bola. Correto. Além disso, em outra oportunidade, ajudou na marcação das faltas.

Aos 36m, Eduardo Porto saiu da defesa, disparou, armou um contra-ataque e foi atropelado por Luís Henrique. A falta foi marcada, colocou a mão no bolso e esperou o jogador se levantar. Caído, foi atendido fora de campo e substituído. Não aplicou o Cartão Amarelo e errou. Sua primeira falha.

45m: Correto Cartão Amarelo a David.

No segundo tempo, começou a ter dificuldade em agilizar o jogo com retardamento do Amparo, mas isso é por falta de experiência. Se ajustará.

Após lesão do goleiro do Amparo aos 28m do segundo tempo, a equipe médica permaneceu em campo, com o jogo reiniciado, assistindo a partida. Ninguém percebeu que estavam em campo! Aos poucos, foram saindo. E se a bola fosse chutada ali? Precisa ter atenção.

Público: 1123 pessoas

Renda: R$ 16.670,00

Paulista 0x1 Amparo. Em cartões amarelos: 0x2. Em faltas: 10×16

– Hoje é Dia de Paulista!

Na reinauguração do gramado do Estádio Jayme Cintra, hoje transmitimos pela Rádio Difusora o jogo entre Paulista x Amparo pela 4ª divisão.

E sobre a arbitragem em: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/11/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-amparo-3/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bahia x Flamengo.

O jovem árbitro Paulo César Zanovelli da Silva, de Juiz de Fora / MG, tem 33 anos. Entrou para a FIFA nesse ano, tendo “surgindo para o Brasileirão da Série A” no ano passado. Um processo muito rápido… (afinal, a CBF tinha que arranjar um escudo da FIFA para MG, no lugar de Ricardo Marques Ribeiro, que hoje faz parte da Comissão de Árbitros e é quem dá aulas no PADA, a “reciclagem dos juízes”).

Comentei um dos seus primeiros jogos: São Paulo 3×0 Bragantino. E foi muito bem, mostrando potencial (aqui: https://wp.me/p55Mu0-35a). Depois, trabalhou em Red Bull Bragantino x Santos, onde caiu de produção

Nesse ano, está muito mal. Inventou um “pênalti de coxa” em Fluminense x Athlético (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/) e foi muito mal técnica e disciplinarmente em Grêmio x Bragantino (jogo onde “tudo virou mão, tudo virou falta”, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/07/analise-da-arbitragem-de-gremio-3×3-red-bull-bragantino/). Ontem, os amigos que acompanharam Fortaleza x São Paulo criticaram bastante a atuação dele também.

Sábado, estará em Bahia x Flamengo. Acho um risco tal escala… aliás, será seu 8º jogo em um mês, entre Brasileirão e Copa do Brasil (numa sequência de 3 jogos em 8 dias, passando por RS, CE e BA.). Aguardemos.

Bahia x Flamengo: confira horário, palpites e prováveis escalações - Jogada - Diário do Nordeste

Imagem extraída de: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/jogada/bahia-x-flamengo-confira-horario-palpites-e-provaveis-escalacoes-1.3111027

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Palmeiras x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Verdão e o Massa Bruta, arbitrarão a partida:

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio – DF
Bandeira 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira – CE
Bandeira 2: Daniel Henrique da Silva Andre – DF
Quarto-árbitro: Lucas Canetto Bellote – SP
Assessor de Árbitros: Antonio Pereira da Silva – GO
VAR: Daniel Nobre Bins – RS
AVAR 1: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: André Luís de Freitas Castro – GO
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Sávio tem 37 anos e é natural de Guará-DF. Está há 9 anos no quadro nacional e entrou para a FIFA há pouco tempo. Neste ano, participou do Sul-americano Sub 17 (apenas em 2 jogos), no Brasileirão (1 partida – Flamengo x Goiás) e na Copa Sulamericana (1 jogo). É irmão de Wilton Pereira Sampaio, mas diferente dele, tem menor competência técnica e é irregular na questão disciplinar. Com a questão da “Tolerância Zero” pedida por Seneme ao comportamento dos bancos, tudo por acontecer com Sampaio, que repito, tem problemas de critério disciplinar.

Na memória recente, ainda o péssimo jogo no ano passado, entre Internacional x Botafogo (vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/)

Desejo um bom jogo e uma ótima atuação.

Acompanhe conosco o jogo do Palmeiras vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema. Sábado. 10/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As importantes perguntas sobre o escândalos de jogadores envolvidos em apostas.

A cada dia, surgem novos nomes de atletas envolvidos na “Máfia das Apostas. É surpreendente a gama de jogadores comprados pelo esquema do apostador Bruno López.

Questões importantes: 

  • O quão forte é esse cara? 
  • De onde ele surgiu e quem é ele?
  • Qual a origem do seu dinheiro?

Talvez, as duas principais dúvidas sejam: 

  • Como ele conseguiu chegar e convencer atletas importantes de equipes tão diversas?
  • E como clubes e autoridades podem blindar os jogadores, árbitros, treinadores e dirigentes?

Dos relatos, me impressiona o “linguajar de bandido” com Eduardo Bauermann, ou o sucesso na cooptação de Kevin Lomónaco (atleta que ganha bem, recebe em dia e que se sujeitou a participar do esquema por um “valor baixo”, se comparado aos seus recebimentos).

Se isso está acontecendo com atletas da Série A, imagine nos campeonatos estaduais, nas últimas divisões e, segundo os relatórios da empresa que monitora fraudes para a FPF, nos torneios femininos e Sub 20 – pois financeiramente são mais vulneráveis. 

É necessário que atitudes fortes sejam tomadas, a fim de que não se caia em descrédito nos jogos do Brasileirão. Afinal, pela desconfiança natural, toda bola que bater sem querer na mão e que virar pênalti equivocado, se dirá que o árbitro estará “na gaveta”; cada gol absurdamente perdido, será proposital do atacante “de esquema”, ou cada furada de zagueiro ou cartão duvidoso, é porque o atleta “estará vendido”.

É como um casal onde um dos cônjuges desconfia de traição: uma simples e rotineira ida ao médico de um dos parceiros, pode se tornar suspeita de “escapadinha para encontro amoroso”!

Que se tome cuidado para a questão da anulação dos jogos (defendida por um ou outro) ou nãoum equívoco cometido no caso da Máfia do Apito, de 2005, onde os árbitros vendiam seus serviços mas não praticaram ilicitudes nos jogos, sem alterações nos placares.

Algo precisa ser feito – rápido e com impacto (mas não creio que se deva parar o Campeonato Brasileiro, não há alteração de placar, mas situações do meio da partida).

Imagem extraída de: https://www.mktesportivo.com/2022/03/2021-registrou-903-jogos-suspeitos-de-manipulacao/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo.

Para Paulista vs Amparo, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Renan Pantoja de Quequi
Árbitro Assistente 1: Leandro Fernandes Rodrigues
Árbitro Assistente 2: João Pedro de Morais
Quarto Árbitro: Carlos Eduardo Gomes
Analista de Vídeo: Cleber Luis Paulino

Renan tem 31 anos de idade e 5 anos de carreira, e é um caso curioso: até o ano retrasado, tinha apenas 1 jogo na A3 e 1 jogo na Bzinha, além de muitas escalas em categorias amadoras. No ano passado teve uma sequência boa de jogos e nesse ano se destacou na A3. Está indo bem na Bzinha, pois apitou, inclusive, União Barbarense x Rio Branco, na Rodada 2.

Na única vez que esteve no Estádio Jayme Cintra, teve uma boa atuação com vitória do Galo contra o Rio Branco. Relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/04/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-rio-branco/

O bandeira 1 Leandro Rodrigues é experiente e já atuou na A2. O bandeira 2 João Pedro Morais é jovem e trabalhou na A3.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Máfia do Apito e Máfia dos Apostadores.

É assustador o quanto pipocam nomes de jogadores que se venderam à uma máfia de apostadores. O último escândalo do futebol aconteceu em 2005, com a “Máfia do Apito”.

Para os mais jovens, uma recordação do episódio de 2005 abaixo. Esse texto tem 10 anos, quando testemunhei o que vivemos naquela ocasião, quando participamos de investigação do Gaeco:

10 ANOS DA MÁFIA DO APITO

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

– Quem avisa, amigo é…

Sávio Pereira Sampaio vai apitar Flamengo x Goiás. Tem como não lembrar dele e das lambanças de Internacional x Botafogo?
Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/

Paulo Zanovelli apitará São Paulo x Fortaleza.
Ele, no último domingo, marcou TODOS os lances de mão possíveis e imagináveis, desagradando a Grêmio x Bragantino (sem contar em um pênalti inexistente. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/07/analise-da-arbitragem-de-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Aliás, foi dele o “pênalti de coxa” no Fluminense x Athético: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/

Bráulio da Silva Machado apitará Palmeiras x Grêmio, e “promete fortes emoções”.
Foi ele quem deu o absurdo pênalti ao São Paulo contra o Internacional, no último domingo (e não foi punido): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/08/os-penaltis-inexistentes-em-sao-paulo-2×0-internacional-e-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Também ele que “caçou o treinador Pedro Caixinha” no Red Bull Bragantino x Cruzeiro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/30/pedro-caixinha-e-o-exemplo-para-abel-ferreira/
E, por fim, o desastre do começo do ano, em Sergipe x Botafogo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

O que Abel Ferreira, notório crítico de árbitros e frequente “amigo de cartões amarelos e vermelhos” estará projetando para a arbitragem de hoje?

Torçamos para que os árbitros não sejam protagonistas nessa rodada.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x América.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Coelho, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Rafael Rodrigo Klein tem 33 anos e é natural de Teutônia, RS. Em 2022, ele teve uma excelente sequência de escalas na Série B, culminando na sua primeira escala na série A.

No Gauchão de 2023, foi eleito o melhor árbitro do campeonato, e começou muito bem o Brasileirão. Teve uma ótima série de escalas na Série A (destaque para Vasco 2×2 Palmeiras), e, segundo muitos, será substituto de Anderson Daronco no quadro da FIFA em breve. Afinal, é bem mais jovem e melhor tecnicamente.

Das vezes que eu tive oportunidade de vê-lo em campo, tive a impressão de ser um árbitro “frio”, sendo “tranquilo até demais” em alguns momentos. Mas como está há pouco tempo na elite, vamos aguardar mais atuações.

Desejo um bom jogo e uma ótima atuação.

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YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema. Quarta. 10/05, 19ho0. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

 

– Os pênaltis inexistentes em São Paulo 2×0 Internacional e Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino.

Voltaram os pênaltis “de queimada”, aqueles da Regra “12-B”, somente existente no Brasil, onde a bola que bate no braço é infração, independente se intencional ou não, de movimento anti-natural ou natural.

Quando ocorreu a Copa do Mundo, todos esses lances polêmicos foram considerados involuntários, de movimento natural, e que não deveriam ser sancionados (que é o que manda a Regra 12 da IFAB). Com o início dos Estaduais, vimos uma frequência muito menor dessas marcações (e menor intromissão do VAR), pois o Mundial do Catar estava fresco na memória de todos.

Com o passar dos jogos, voltou-se, aos poucos, à retomada dos erros de antigamente.

Resumidamente, sem apego às terminologias técnicas e com uma didática mais popular para o leitor entender, a Regra diz: “Primeiro, avalie a intenção: quis ou não tocar a mão na bola? Depois, veja: ele disfarçadamente deixa o braço para a bola bater nele, agindo com um movimento físico não-natural“?

LANCE 1:

Avalie: no Morumbi, quando Marcos Paulo (SPFC) salva a bola em cima da linha e dá um bico para trás, fazendo a bola bater no braço de Igor Gomes (INT), foi um toque intencional do jogador gaúcho? O braço dele estava em um movimento antinatural? Ele tira o corpo, desviando-se, mas deixa o braço para que a bola toque nele?

A resposta é: NÃO, para as 3 situações. Ele está com o braço grudado no corpo, é um movimento natural. E acrescento (isso é importante): se ele estivesse com o braço aberto de maneira natural e a bola batesse nele, não seria pênalti também! Afinal, haveria tempo, reflexo, ou possibilidade de recolher o braço? Claro que não, pois foi um chute “à queima-roupa”.

LANCE 2:

Em Porto Alegre, o lateral Thomás (GRE) cruza a bola com muita força, e Jadsom (RBB) está em seu caminho. O jogador paulista recolhe rapidamente o braço (que estava em movimento natural) e ela ainda resvala em sua mão. Não houve intenção, tampouco movimento antinatural, muito menos o desejo da mão bater na bola. Ele fez o que pode, com o seu reflexo, a fim de evitar o contato. Marca-se pênalti?

E a resposta também é: NÃO, pelos mesmos motivos citados.

Os árbitros continuam se apegando em: “como a regra ainda é confusa no Brasil, na dúvida eu vou dar e alego que o braço está aberto, e esse é o meu subterfúgio”.

ISSO É ERRADO, reforçando que “braço aberto” não quer dizer nada, se for em movimento natural.

Toda essa pendenga começou em 2014, com a confusão de Jorge Larrionda, instrutor “queridinho da CBF” e que contaminou negativamente a arbitragem. Relembro meu texto extraído desse mesmo blog:

Já explicamos a dificuldade (e a teimosia que foi) de discernir o termo movimento anti-natural para os árbitros brasileiros. Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, fez uma lambança ao ensinar aos nossos juízes. A CBF comprou a ideia e insistia que estava certa (e o resto do mundo errado). Me recordo (tenho até hoje o recorte do jornal) que o Massimo Bussaca, responsável pela arbitragem da FIFA, deu uma entrevista ao Estadão (Jamil Chade ainda estava lá e foi o jornalista que fez a ótima pergunta) sobre tais lances:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”. (extraído de: https://wp.me/p4RTuC-p).

Enfim: insisto na tese de que, árbitros mais jovens, com medo de punição, marcam pênalti a qualquer toque já que, muitas vezes, isso é aceito pelo “costume errado”. Árbitros FIFA, na TV, aplicam a Regra correta (a que é vista na Copa do Mundo) pois têm mais condição de justificar a correção de sua decisão. O que não pode é gente importante na TV polemizar algo que não tem polêmica.

– Análise da Arbitragem de Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino.

Em um jogaço, com 31 finalizações (10 do Grêmio e 21 do Red Bull Bragantino), uma arbitragem atrapalhada.

Já havíamos falado que o árbitro Paulo Zanovelli estava em má fase técnica, sentindo o peso do escudo FIFA, e marcando pênaltis bisonhos (vide em: https://wp.me/p55Mu0-3fC). E nesta noite de domingo… não foi diferente.

Com apenas 1’44” de jogo, Thomás Luciano (GRE) cruza uma bola, com Jadsom (RBB) à frente. Ela vem forte, e o defensor tira o braço em movimento natural, com a bola resvalando nele. Claro lance acidental, não intencional e tampouco antinatural. O jogo segue, e eis que o VAR chama o árbitro. Durante 2 minutos de conversa com o VAR, sendo mais de 1 minuto no monitor, decide-se pelo pênalti. Errou. Esse era o erro comum antes da Copa do Mundo, os chamados “Pênaltis de Queimada Brasileiros”, que deixaram de ser marcados (felizmente) graças a visibilidade do Mundial do Catar.

Detalhe: aos 23m, uma bola “de supetão” bate igualmente no braço de um meio-campista do Grêmio e nada é marcado. Aí acertou.

Aos 29m, outro lance de movimento natural, dessa vez com Vina (GRE), e o árbitro marcou (de novo, errado) falta. O gremista levou amarelo ao fazer com as mãos o sinal de que o juizão precisava de óculos…

Para completar a bagunça, aos 43m (ainda do primeiro tempo), o jogador do Bragantino dá um bicão na bola que bate no braço de Bruno Uvini (GRE). Não tem como o braço desaparecer à “queima-roupa” e sem intenção. Errou de novo e ainda deu amarelo.

No segundo tempo, não tivemos polêmcias, felizmente. Mas a bola bateu nele por duas vezes…

A partida, em si, foi tranquila para se apitar (tanto que com 15 minutos, tínhamos apenas duas faltas marcadas).

Fico me perguntando: o que credenciou Zanovelli a ser FIFA, tão inexperiente ainda? E se ele manter esse ritmo ruim de atuações, continuará no quadro internacional?

Tem que voltar à escolinha… “Tudo é mão, e tudo com cartão”. Prejudicou o Grêmio e o Red Bull Bragantino, pois apitou com uma regra diferente da IFAB nessa partida do Brasileirão.

– O lance polêmico de Goiás x Palmeiras.

O lance polêmico da partida, aos 37m – Weverton dá um chutão para frente, lançando Rony. Halter comete uma falta, quando o atleta estava no ataque, e o árbitro aplica o Cartão Amarelo, entendendo que não foi jogo brusco grave (mas ação temerária), e nem era situação clara de gol (ele corria mais para o lado, não para o gol, além de ter um zagueiro voltando pelo meio).

Porém… 

O VAR o chama para rever o lance, e ele retira o Amarelo de Halter e aplica o Vermelho

Resta saber: reviu a decisão e entendeu como Jogo Brusco Grave ou entendeu como Situação Clara de Gol?

Para mim: a decisão inicial do árbitro, em campo, foi a correta. O VAR o “ludibriou” e ele errou…

 

– Análise da Arbitragem de Colorado Caieiras 2×4 Paulista.

Um jogo que não levou dificuldades ao iniciante árbitro Thiago Filipe Machado Chagas (apenas a sua segunda partida profissional apitada).

Tecnicamente, foi muito bem. Acertou nos lances mais viris (não foram muitos) e deixou o jogo seguir nos trancos legais. Não teve trabalho disciplinar (apenas um Cartão Amarelo ao goleiro reserva) e se colocou razoavelmente (precisa evitar que a bola bata nele, como ocorrido num importante ataque do Colorado).

Uma falha grave: parar o jogo para uniformizar os gandulas! Isso é tarefa do 4º árbitro no vestiário. E se precisar fazer isso durante a partida, não tem que deixar o jogo paralisado.

Outro erro, a ser corrigido pela inexperiência: a demora em agilizar a partida. Não foi um jogo faltoso, mas que existiriam diversas paralisações e que ele deixou o tempo correr. Fica o conselho para melhorar nisso.

Parece ter bom potencial, e por ter apenas 29 anos, pode evoluir. Gostaria de vê-lo num jogo com mais dificuldade.

Anotações da partida: 

Aos 4 minutos, o árbitro (jovem, que tem que ganhar experiência), parou o jogo por 40 segundos para que os gandulas se uniformizassem. Não pode… tem que ver isso antes da bola rolar, e não deve paralisar a partida por conta disso. Ordene ao 4º árbitro e o jogo deve seguir.

Aos 8 minutos, Arthur Moura pediu falta, mas não foi: tranco legal, que corretamente o árbitro deixou seguir.

Aos 12m, Arthur Moura pediu bola na mão do seu marcador, não foi nada. Acertou ao árbitro ao deixar seguir.

Aos 24m, Thomás Lamin avança, dribla e quando Morungaba vai roubar a bola, se joga. Acertou novamente. A arbitragem ao não marcar pênalti.

Aos 27m, a bola bateu no árbitro e teve que se marcar bola ao chão (poderia estar melhor colocado). No reinício, o Colorado perdeu o ataque… um detalhe da Regra (que entendo, precisa mudar).

Aos 30m: O árbitro tem dificuldade em agilizar o jogo, é algo a ser corrigido. Não só nesse momento, mas em vários outros.

Acréscimos do 1º tempo: o árbitro esqueceu de acrescentar o tempo perdido das paralisações inúmeras e do gol comemorado (conforme a regra nova). Os 3 minutos indicados foram pouco.

Até aos 20m do 2º tempo, NADA relevante. Apenas 5 faltas nesse período. Partida tranquila para o juizão.

24m no 2º tempo: novo atendimento médico a atleta lesionado. Sem preocupação em agilizar a partida… esse ee um defeito do árbitro, a ser corrigido.

30m no 2º tempo: trombada de Arthur Moura e Maicon, não foi nada, acertou de novo o árbitro.

31m no 2º tempo: que cáca! Felipe Vioti e Koiote ficaram olhando a bola, perderam ela “de bobeira”, e o Colorado empata com Thomas Lamin.

34m no 2º tempo: Koiote, que falhou, faz o 3º gol do Galo na falha do goleiro de Caieiras.

41m no 2º tempo: continua tendo dificuldade em agilizar o jogo…

– Fluminense 1×1 Vasco da Gama: o sutil Felipe Melo e a obstrução em Gabriel Pec.

Alguns amigos me perguntaram se Felipe Melo deveria ser expulso pela falta em Gabriel Pec, matando um ataque com uma possível cotovelada.

Não foi cotovelada! Reveja nesse bom ângulo que o atleta tricolor faz um paredão com uma “bundada” no oponente cruz-maltino. De fato, o braço está aberto, e talvez pelo histórico de virilidade em jogadas, possa levar o torcedor mais afoito a interpretar errado.

Foi bem Wilton Pereira Sampaio na aplicação do Cartão Amarelo, auxiliado pelo bandeira Bruno Raphael Pires (que tinha ótima visão do lance).

Em: https://www.tiktok.com/@geglobo/video/7230241274220088581

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Tricolor Gaúcho contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):

Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva – MG (FIFA)
Bandeira 1: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
Bandeira 2: Marciano da Silva Vicente – MG
4º Árbitro: Roger Goulart – RS
Assessora: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: Flávio Barroca – RN
AVAR 2 – Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Márcio Eustáquio Souza Santiago – MG

Paulo tem 33 anos, é natural de Juiz de Fora/MG e entrou na FIFA nesse ano.

Em 2022, apitou SPFC 3×0 RBB, com boa arbitragem (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-35a). Depois esteve em RBB 0x2 SFC (onde não foi bem tecnicamente: https://wp.me/p55Mu0-36Y). Em 2023, Zanovelli foi criticado em partidas do Campeonato Mineiro, e no Brasileirão, cometeu um erro grosseiro em Fluminense x Athletico, corrigido pelo VAR, (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/).

É um árbitro promissor, mas parece que o escudo da FIFA está pesando nesse começo de temporada.

Acompanhe conosco o jogo do Grêmio vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 07/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo para Colorado Caieiras x Paulista FC:

Para o jogo do Galo em Caieiras, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Thiago tem 6 anos de carreira e 29 de idade. Apitou apenas 1 jogo profissional na carreira: Itararé x Osvaldo Cruz, no ano passado, em meio aos jogos Sub 11 e Sub 13 que atuou. Nesse ano, trabalhou no Sub 20.

Quando iniciantes como ele acessam a Intranet da Federação Paulista e descobrem que estão escalados em um jogo de time importante (como o Paulista), abrem um sorriso enorme e falam para os amigos: “vou apitar uma partida de um clube que já foi Campeão da Copa do Brasil”. E chegam motivadíssimos para a partida.

Porém, para dar suporte ao novato, há dois bandeiras que têm experiência em A1. E isso é bom, pois mostra coerência num trabalho de renovação.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Colorado Caieiras x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Francisco José. Domingo, às 11h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 10h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Racing 1×1 Flamengo: Sacar ou não um jogador pendurado por Cartão Amarelo?

Na Argentina, Sampaoli poderia evitar ou não a perda de Wesley por expulsão?

As expulsões do jogo Wesley deu uma entrada dura (ação temerária) em Rojas aos 12m, e foi corretamente advertido com Amarelo. Aos 24m, Hauche faz igualmente uma falta forte em Ayrton Lucas, recebendo amarelo (e repete outra falta 1 minuto depois, no mesmo jogador, sendo expulso pela reincidência). Assim, jogando com um a menos, o Racing pressionava por uma “compensação”. Porém, o árbitro Jesus Valenzuela corretamente sustentou sua arbitragem, e, por nova falta de Wesley, somente aos 25m do 2º tempo, o expulsou pelo segundo amarelo.

Considere: quando um jovem atleta recebe o Cartão Amarelo muito cedo, até pela falta de experiência, ele acaba se pressionando para não receber o Cartão Vermelho. Naturalmente, dentro dessa pressão, ele pode se condicionar “a tirar o pé”.

Um exemplo prático: Pela 4a divisão paulista, Morungaba (meio-campista do Paulista FC) em dois jogos seguidos cometeu 4 faltas no 1º tempo e recebeu o Amarelo. Em ambos jogos, jogou o segundo tempo com muito cuidado, diminuindo a virilidade das disputas e sendo cuidadoso ao extremo (em alguns momentos, evitando cometer faltas). Em entrevista ao repórter da Difusora Francisco José, o treinador Roberval Davino confessou porque o manteve em campo nas duas ocasiões:

“O elenco é reduzido, eu não tinha outro jogador com aquela característica e orientei bastante ele no intervalo para não receber o Segundo Amarelo. É o que dava para fazer”.

Diferente do Paulista na 4ª divisão, o Flamengo na Libertadores tem elenco para não correr riscos. E Wesley não é insubstituível.

Fora isso, considere: tendo o árbitro expulsado um jogador no 1º tempo do time da casa, seria natural a pressão para que se expulsasse “o quanto antes” um do visitante. E o óbvio acontece: os jogadores vão forçar as jogadas pra cima de quem estiver mais propenso a receber o segundo cartão. 

Foi um risco que Sampaoli correu. Faz parte da estratégia de jogo.

Em tempo: Wesley ainda foi acusado de cometer um pênalti aos 15m do 2º tempo, por mão na bola. Não foi nada, foi movimento NATURAL e não pode ser marcada a infração.

Ayrton Lucas em Racing x Flamengo

Ayrton Lucas em Racing x Flamengo (Foto: Luis ROBAYO / AFP, extraído de: https://ge.globo.com/futebol/libertadores/jogo/04-05-2023/racing-flamengo.ghtml)

 

– No futebol, não basta trabalhar duro. Tem que ser inteligente!

Gostei desse vídeo, que vem do futebol feminino: não basta trabalhar duro, tem que ser inteligente.

Veja nesse link a cobrança de falta bem ensaiada (e disfarçada – repare na jogadora camisa 3): 

Em: https://www.linkedin.com/posts/tatianevita_paratodsverem-carreiras-carreifa-activity-6913440494458937344-OeA0?utm_source=linkedin_share&utm_medium=member_desktop_web

– Oitavas da Copa do Brasil: há um evento que dificilmente se repetirá..

E quantos jogos bacanas teremos nas Oitavas-de-Final da Copa do Brasil! Alguns clássicos importantes ocorrerão, chamando muito a atençã0.

Mas um detalhe que nenhuma edição proporcionou desde 2005, e dificilmente repetirá: um time da Série B vencer o torneio.

E se quisermos preciosismo, um fato ainda mais raro, acontecido apenas em 2005: um time da Série B vencer a competição, enfrentando 100% dos adversários da Série A do Brasileirão (isso aconteceu com a campanha do título do Paulista de Jundiaí).

Eram outros tempos… a premiação naquele tempo (R$ 1 mi) pagou os 3 meses de salários atrasados do Galo da Japi, e o que sobrou foi rateado entre os funcionários. Hoje, são valores estratosféricos (abaixo, os valores extraídos de GE.com):

Imagem extraída de: https://www.ocuriosodofutebol.com.br/2023/05/sorteio-define-confrontos-das-oitavas.html

– O mau momento dos árbitros da FIFA no Brasil.

Wilton Sampaio deixou de marcar pênalti de Du Queiroz em Artur no sábado. Errou… Mas tiveram cartões corretos a Abel Ferreira e a João Martins. Depois, sem coragem de proceder como se deveria, o quarto-árbitro Douglas Marques das Flores não chamou Sampaio para o segundo amarelo pelo protesto do esparadrapo verde do auxiliar.
Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/29/penaltis-reclamado-no-palmeiras-2x-corinthians-e-o-abel-em-3-observacoes/

Bráulio Machado irritou a todos em Bragança Paulista, e passou o jogo olhando para os bancos, fiscalizando o comportamento dos treinadores. Em um momento tenso (se não fosse hilário), quase deu cartão a Pedro Caixinha que estava conversando com seu time, e não com ele!
Sobre esse jogo, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/30/pedro-caixinha-e-o-exemplo-para-abel-ferreira/

Edina Alves não foi bem no Maracanã. Teve pênalti duvidoso, expulsão sonegada e expulsão ao treinador.
Vide em: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/30/analise-da-arbitragem-de-flamengo-2×3-botafogo/

Nesta segunda-feira, quando Seneme ler os relatórios, o que ele avaliará: a “Tolerância Zero deu certo”, mas esqueceu-se da parte técnica… ou “Passaram do ponto da Tolerância, tornando-se Intolerantes radicais”?

– Análise da Arbitragem de Flamengo 2×3 Botafogo.

Quatro situações que observei e gostaria de compartilhar:

1- O lance de Wesley (FLA) em Victor Sá (BOT) que resultou no pênalti ao Fogão, abrindo o placar: repare que Victor Sá já vai caindo, esperando o toque do Wesley. É a clássica cavada, que faz árbitros jovens “entrarem”. A árbitra Edina Alves Batista já tem experiência suficiente para discernir a “simulação em que se busca um toque” e o “toque que de fato desequilibra”. Errou a árbitra.

2- Lance da expulsão de Rafael: perfeito, foram dois amarelos aplicados com correção, acertou a árbitra. Porém, os jogadores do Botafogo tentando impedir a aplicação do segundo amarelo mostrou que ela não estava sendo respeitada pelos jogadores.

3- Expulsão de Luís Castro: é difícil saber o que ele fez ou falou. Pelas imagens, só posso crer que foi algo bem ofensivo. Aguardemos a súmula.

4-  Thiago Maia: ao perder o tempo da bola, ele faz uma “falta sem querer” muito forte em Di Placido. Mas pela força que foi, se caracteriza jogo brusco grave, que significa: “disputar ou tentar disputar uma bola com força excessiva, levando risco à integridade do adversário”. Era para Cartão Vermelho. Edina deu amarelo, foi ao VAR e não o expulsou. Sampaoli, esperto, o substituiu pois saberia que na primeira oportunidade poderia ver Thiago recebendo um segundo amarelo. Errou a árbitra.

A malícia que teve Victor Sá para cavar o pênalti e de Sampaoli em não perder Thiago Maia, faltou à Edina.  Não gostei da sua atuação (e digo isso mais uma vez, pois está tendo oportunidades recentes e não tem agradado, infelizmente).

Flamengo x Botafogo: onde assistir ao vivo, horário e escalações | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– Pedro Caixinha e o exemplo para Abel Ferreira!

O árbitro Bráulio da Silva Machado teve uma atuação infeliz no Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro (sem ter influência direta no placar). Foi desastroso nos cartões amarelos (o critério variou de tolerante para rigorosíssimo), além de se mostrar arrogante com os atletas

Nesse ano, lembrando, Bráulio foi muito mal em Sergipe x Botafogo pela Copa do Brasil, onde foi mal tecnicamente e lamentavelmente agredido.

Porém, em Bragança Paulista, um fato curioso: o juizão ficou preocupado demais em olhar os bancos de reserva (talvez com a recomendação de “Tolerância Zero”, se atentou com as Comissões Técnicas e se esqueceu da qualidade da sua arbitragem dentro de campo).

Pedro Caixinha, o treinador português do Massa Bruta, em 4 meses de Brasil teve até agora um comportamento exemplar. Das partidas que pude trabalhar, não houve uma reclamação sequer ou qualquer ato indisciplinar contra os árbitros (antes, durante ou depois dos jogos). Pedro Malta, seu auxiliar espanhol, vez ou outra tem “repentes de João Martins” (o auxiliar de Abel Ferreira no Palmeiras).

Na entrevista coletiva, Sérgio Loredo (nosso comandante da Rádio Futebol Total) perguntou ao Caixinha sobre a opinião dele a respeito da má arbitragem desse sábado, e a resposta foi muito interessante:

“Eu não comento as arbitragens, não faz parte do meu vocabulário falar de árbitro (…). Eu não sabia que já havia um caso entre esse árbitro e o Ramirez, mas eu não acredito que as pessoas tenham uma forma de apitar premeditada. Nunca vou me preocupar com as coisas que eu não posso controlar [como a arbitragem]. Em tempos, posso lhe confidenciar, fui 10 vezes pior que o Abel quando no México, mas percebi que eu passava mais tempo fora do banco, quando a minha equipe precisava, do que focado no jogo. Então, eu aprendi (…) que a gente precisa ser mais tolerante. Por quê eu vou discutir com o árbitro, se eu sei que eu não vou ganhar nada com isso? Vou perder o meu foco, desestabilizar minha equipe? (…) Vou tentar manter um bom comportamento que tem que ser este. Os jogadores devem sentir que o líder está ali, para os dirigir (…) Não tem que ter reclamações, as regras são essas e ponto final. Nunca vi ninguém fazer bem o seu próprio trabalho e o trabalho do árbitro. Não vou me queixar, pois sei que quando ganhamos falamos uma coisa e quando perdemos falamos outra. Eu não quero desculpas, não quero ‘desenfocar’ falando do árbitro.

Excelente. Palmas para o lúcido treinador. 

(Ops: em alguns momentos, o português legítimo nos trai. “Desenfocar” é em espanhol, Pedro Caixinha quis dizer Desfocar, Tirar o Foco).

Pedro Caixinha — Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images

Foto: Manuel Guadarrama/Getty Images

– E o Bráulio em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro?

Rapaz, o que o árbitro BRÁULIO foi mal em Bragança Paulista…
Baixou o espírito do “Bráulio de Sergipe” (o mesmo de Sergipe x Botafogo) e fez uma péssima atuação em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro (embora o resultado tenha sido justo).

– Pênaltis reclamados no Palmeiras 2×1 Corinthians? E o Abel? Em 3 observações:

1 – Aos 7m, Du Queiroz foi disputar uma bola com Artur. O corintiano empurra o seu adversário palmeirense, e isso é falta. Sendo dentro da área, pênalti. Esqueça quem alegou “tranco” (pois tranco é ombro a ombro) ou  disputa de bola (pois braço empurrando e derrubando sempre será infração, nunca disputa legal). O árbitro Wilton Pereira Sampaio não marcou e, portanto, errou.

2 – Abel Ferreira, sem papas na língua, reclamou efusivamente (como costumeiramente faz, passando do ponto). E tomou seu enésimo amarelo com correção. João Martins, o auxiliar, idem. Porém… João Martins fez um protesto contra a arbitragem e colocou esparadrapo na boca, fazendo caretas para o quarto-árbitro. Era para receber o segundo cartão amarelo e ser expulso.

3 – Lance de mão de Zé Rafael: não dá para o braço desaparecer imediatamente, foi movimento natural. Portanto, não se pode marcar pênalti em uma jogada como essa.

Lamento demais o que faz Abel e seu assistente. Todo jogo reclama acima do permitido, de maneira raivosa, e criando um ambiente nocivo. A política de “tolerância zero” criada por Seneme foi justamente para conter excessos como ele comete (Seneme afirmou que tomou essa decisão após assistir Palmeiras x Flamengo pela Supercopa).

Duvido que ele agiria dessa forma estando na Europa. Aqui, ele abusa por estar com moral.

Imagem: Print de tela

– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Ska Brasil.

Pablo Rodrigo Soares de Oliveira não teve trabalho com lances polêmicos, mas também não agradou (como poderia) na sua atuação.

No primeiro tempo, sem jogadas críticas. Mas deixou o jogo parado por muito tempo, sendo enrolado para fazer a partida fluir. Foi conivente com a cera e conversou demais com os atletas. Aplicou corretamente o Cartão Amarelo para Morungaba (PFC) por agarrar o adversário e para Guilherme (SKA) por não respeitar a distância na barreira, numa cobrança de falta. Faltou autoridade!

No segundo tempo, logo no começo da partida deu um correto Cartão Amarelo ao goleiro Lucas (SKA) por cera, e melhorou tecnicamente. Aos 7m, faltou cartão amarelo ao zagueiro do Ska na falta contra Arian (PFC). Porém, aos 40m, foi rigoroso demais com Mateus (SKA), o amarelando. Nenhum lance mais difícil.

Placar: 1×1

Cartões Amarelos 2×3

Renda: R$ 5.870,00 para 396 pagantes.

 

Estádio do Canindé, onde o Paulista FC precisou mandar o seu jogo, por conta da troca do gramado do Estádio Jayme Cintra (foto: Rafael Mainini, narrador do Time Forte do Esporte).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Cruzeiro.

E para o confronto entre o Massa Bruta e a Raposa, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem.

Árbitro: Bráulio da Silva Machado – SC
Bandeira 1: Eder Alexandre – SC
Bandeira 2: Alex dos Santos – SC
4º Árbitro: Ilbert Estevam da Silva – SP
Assessor de Arbitragem: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: André da Silva Bitecourt – PR
AVAR 2: André Luís de Freitas Castro – GO
Observador de VAR: Anderson Carlos Gonçalves – PR

Bráulio é natural de Tubarão/SC, com 43 anos de idade e desde 2012 no quadro da CBF. Quando ingressou à FIFA, aumentou seu rigor em campo (uma das queixas era a falta de cartões aplicados). Alterna boas e más partidas tecnicamente falando, mas no final do ano, pela Copa do Brasil (Corinthians x Flamengo) teve seu melhor momento.

Infelizmente, no começo do ano, foi mal em Sergipe pela Copa do Brasil (Sergipe x Botafogo), onde foi agredido. Vide os lances aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

No único jogo do Bragantino pelo Brasileirão 2022, apitou RBB 1×1 CAM.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem!

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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 29/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista de Jundiaí x Ska Brasil.

Para o confronto entre o Galo da Japi contra a Águia de Santana de Parnaíba, arbitrará a seguinte equipe:

Árbitro: Pablo Rodrigo Soares de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Leonardo Tadeu Pedro
Árbitro Assistente 2: Juliana Vicentin Esteves
Quarto Árbitro: Willians Costa Rocha
Analista de Vídeo: Roberval José de Oliveira

Pablo tem 30 anos, é Professor de Educação Física e tem 6 anos de carreira. Em 2019, ele apitava somente amadores. Em 2021, já teve sua chance de apitar a A1, quando Ana Paula de Oliveira tentou fazer uma renovação “na marra” no quadro de árbitros. Nesse ano, Pablo apitou A3 e A2, pois o grupo da A1 foi mais restrito.

Nunca trabalhou em jogos apitando o Paulista. No ano passado, se envolveu em uma polêmica e foi suspenso após Marília x Noroeste (vide aqui: https://ge.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/copa-paulista/noticia/2022/08/17/fpf-reconhece-erros-de-arbitragem-contra-o-marilia-em-classico-com-o-noroeste-e-recomenda-que-arbitro-reveja-a-partida.ghtml).

O bandeira Leonardo já atuou na A1. A bandeira Juliana na A3. Conheceremos seu trabalho nessa jornada.

Por ser no Canindé, é obvio que o trio será observado por membros da Comissão de Arbitragem, é uma praxe da entidade ir ao simpático estádio da Portuguesa,  a fim de analisar árbitros promissores.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Sky Brasil pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Francisco José. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Discernindo os lances de Gerson e Jean Dias no Internacional 2×1 Flamengo.

Em vídeo, explicando as polêmicas no jogo do Sul, ocorrido no domingo:

No link, aqui: https://youtu.be/Zc0Y64jT2CM

 

– O erro crasso da arbitragem na rodada: Internacional 2×1 Flamengo.

Quando o árbitro erra a 1 minuto de jogo, você tem pelo menos 89 minutos para correr atrás do prejuízo. Mas quando você erra aos 52 minutos do 2º tempo, fica difícil. Especialmente se o jogo estiver empatado, e esse erro resultar num gol ao adversário.

Vamos lá: o gol de Maurício (que determinou a vitória ao Colorado) aconteceu de maneira ilegal. Explico:

A bola é lançada a Jean Dias (38, INT). Ele passa pelo goleiro Santos (1, FLA) e, ao sentir a proximidade de Everton (11, FLA), se joga descaradamente para cavar o pênalti. Ali, o árbitro Ramon Abel Abatti deveria parar o jogo, aplicar Cartão Amarelo ao jogador (por simulação, que é uma punição prevista na regra), e marcar tiro livre indireto ao Flamengo.

Ao não marcar a simulação, eis que a bola sobrou para Maurício (27, INT), que fez o gol da vitória no 7º minuto dos acréscimos do 2º tempo.

E como diferenciar a simulação da queda natural de jogo, para a punição?

  • Se o jogador cair por um tranco legal, ele pode até reclamar que não deve receber cartão amarelo (pois ele não simulou, e pode ter entendido, no calor da partida, que houve força excessiva). O jogo segue sem marcação de nada, e a única condição de aplicar o Amarelo é se ele insistir e exceder nas reclamações.
  • Se o jogador cair por uma consequência qualquer do ataque (ou seja, de maneira não-deliberada), segue o jogo normalmente. Não é simulação, é casualidade da partida, algo normal do esporte.
  • Se o jogador cair porque se jogou (é um ato deliberado), como fez Jean Dias, o jogo deve ser paralisado, aplicado Cartão Amarelo (é um unfair play) e o jogo reiniciado com tiro livre indireto ao defensor. Aqui, independe de reclamar pênalti ou não, pois o ato descarado de se jogar é uma forma de jogar a torcida contra o árbitro, de ludibriá-lo, e vai contra o Espírito da Regra (de ser um esporte com disputa leal).

Errou o jovem e recém-promovido árbitro da FIFA.

– Cadê o juizão?

Quando o cara tem uma oportunidade, ele tem que agarrar. Raphael Klein, 33 anos, árbitro de Vasco x Palmeiras (eleito o melhor do Gauchão e que quer entrar para o quadro da FIFA em 2026), é um desses que está bobeando.

No seu primeiro jogo no Maracanã (Vasco x Palmeiras), as equipes voltaram do intervalo, se posicionaram, e… cadê ele?

Algo muito grave deve ter acontecido, pois não é normal tal fato.

– Análise da Arbitragem de Cuiabá 1×1 Red Bull Bragantino.

Caio Max Vieira – RN é um árbitro “enrolado”. Em um jogo que não era difícil, deixou insatisfeitas ambas equipes na Arena Pantanal.

Deixou de expulsar Mosquera (RBB) ainda no 1º tempo (vide anotações abaixo) e marcou um pênalti de “coxa” ao Cuiabá (corrigido pelo VAR).

O jogo foi bom, mas a arbitragem, abaixo do esperado. Segue:

Aos 20m, o Red Bull Bragantino só tinha cometido uma falta (com Mosquera, que recebeu Cartão Amarelo). Eis que novamente Mosquera comete falta, erguendo o pé e atingido a coxa do adversário.
Se não atingisse, era tiro livre indireto (pé alto, como entendeu o árbitro, sem aplicação de cartão amarelo). Como atingiu, era tiro livre direto com cartão amarelo. Portanto, de maneira infantil, Mosquera deveria ser expulso pela reincidência. Errou o árbitro Caio Max.

Aos 43m, Cepellini (CUI) destoou do clima do jogo e deu uma entrada mais forte em Lucas Evangelista.

Aos 46m, Denilson (CUI) soltou o braço no seu marcador. Amarelo bem aplicado.

Aos 48m, no campo de defesa do Cuiabá, desnecessariamente Juninho Capixaba (RBB) impede a cobrança do seu adversário. Tinha outro jogador na cobertura, não precisava fazer isso.

Aos 3m do 2º tempo: A bola é chutada para o gol, bate na coxa de Lucas Evangelista e o árbitro marca… pênalti! Bola na cal, o VAR chama para a conferência e é anulado. Idêntico ao lance de Fluminense e Atheltico (pênalti ao CAP, bola que bate na coxa de Vitor Mendes), envolvendo o árbitro Zanovelli.

Aos 13m do 2º tempo: Marlon (CUI) acerta Sasha (RBB)

Aos 44m do 2º tempo, Cartão Amarelo para Borba (RBB), por reclamação. Foi de “graça”.

Trabalhou bastante o bandeira 2 Rafael Trombeta, acertando na anulação do gol por impedimento e em outros lances.

Cuiabá x Red Bull Bragantino –
Em gols: 1×1
Em Cartões Amarelos: 3×3
Em Cartões Vermelhos: 0x0
Em faltas: 17×19

Cuiabá x Bragantino: veja onde assistir e prováveis escalações da partida  do Brasileirão

Imagem extraída de Sportbuzz

– Análise da Arbitragem de Rio Branco 1×1 Paulista.

José Guilherme Almeida e Souza fez uma arbitragem muito boa (e se posicionou bem demais dentro de campo). Não entendi porque não atuou em divisões maiores nesse ano, baseado no que vi hoje. Vamos a algumas anotações:

O juizão começou correndo bastante, acompanhando as jogadas de perto e demonstrando muita atenção.

Aos 15m, Paulinho (PFC) sofreu uma falta e ele corretamente aplicou a vantagem, tendo boa leitura de jogo. Mas aos 19m, João Cubas (RBC) fez uma nova falta em Paulinho (PFC) e ele não marcou.

Aos 21m, Arthur Moura (PFC) fez uma falta por ação temerária e recebeu corretamente Cartão Amarelo.

Confusão aos 24m: Vitinho (RBC) comete falta em Gustavo (PFC). Estando a bola no chão e presa pelo corpo do jogador, Léo Alves (RBC) chuta ela desnecessariamente. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 39m, Cartão Amarelo para Morungaba (PFC): o jogador já tinha cometido duas faltas, fez a 3ª (e o árbitro deu a vantagem) e na sequência a 4ª (onde o árbitro marcou e advertiu corretamente). Fiquei preocupado, pois ficou pendurado e estava mais viril do que os demais.

Aos 46m, Koiote (PFC) comete uma entrada muito forte em Vitinho (RBC) e recebe corretamente o Amarelo.

Nesse momento, o Paulista já tinha cometido 9 faltas e recebido 3 Amarelos. Cuidado…

Aos 53m: Léo Alves (RBC) deu uma entrada muito forte em Airan (PFC) e uma cotovelada certeira na sequência no oponente. Lance claríssimo para Cartão Vermelho Direto por expulsão. O árbitro optou por dar o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Errou, era expulso direto (para a punição ser exemplar).

Aos 65m: Arthur Pierino (PFC) segura infantilmente Goldson (RBC) num lance de bola cruzada na área. Um agarrão bobo, desnecessário, evitável. Pênalti bem marcado, com o árbitro muitíssimo bem posicionado,

Aos 72m: pênalti em Saraiva (PFC) – novamente bem marcado pelo árbitro que estava novamente bem posicionado.

Aos 74m: bola cruzada na área que bate despretensiosamente no braço do defensor do Paulista, em movimento natural. Apesar da pressão, o árbitro corretamente não marcou.

Aos 76m: Cartão Amarelo bem aplicado a Saraiva.

Rio Branco x Paulista –
Em Gols: 1×1
Em Cartões Amarelos: 1×4
Em Cartões Vermelhos: 1×0
Em Faltas: 15×16

Renda Bruta: R$ 11.045,00, 826 pessoas presentes.

– Rodada Dupla!

Logo mais trabalharemos comentando arbitragem em:

– 4a divisão paulista, Rio Branco x Paulista: (https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-rio-branco-de-americana-x-paulista-de-jundiai/)

– 1a divisão nacional, Cuiabá x Red Bull Bragantino:(https://professorrafaelporcari.com/2023/04/20/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-cuiaba-x-red-bull-bragantino/)

Prestigiem!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Cuiabá x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Dourado contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira – RN
Bandeira 1: Ivan Carlos Bohn – PR
Bandeira 2: Rafael Trombeta – PR
4º Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto – MT
Assessora: Simone Xavier – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR 2 – Antonio Dib Moraes – PI
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Caio Max é um dos árbitros mais irregulares e imprevisíveis do quadro brasileiro. Pode ter uma noite boa e apitar bem, como pode fazer grandes “cácas”.

Ele tem 40 anos, há 12 temporadas na CBF e é Professor de Educação Física (natural de Parnamirim / RN). Nos últimos jogos do Bragantino, curiosamente, apitou: CAP 4×2 RBB e RBB 4×2 CAP (ambas partidas em 2022).

Duas partidas bem polêmicas de Caio Max: Internacional x Botafogo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/12/13/de-novo-caio-max-sobre-internacional-2×1-botafogo/) e Corinthians x Grêmio (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/11/23/os-3-erros-da-arbitragem-reclamados-em-corinthians-0x0-gremio-com-ou-sem-razao/).

Acompanhe conosco o jogo do Cuiabá vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 22/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Rio Branco de Americana x Paulista de Jundiaí.

Para a abertura da 4ª divisão de SP, no confronto entre o Tigre vs Galo da Japi, apitará:

Árbitro: José Guilherme Almeida e Souza
Árbitro Assistente 1: Raphael Albuquerque Lima
Árbitro Assistente 2: Raphael Martinasso Lima
Quarto Árbitro: Caique Tiago de Oliveira Miquilini
Analista de Vídeo: Cláudio Roberto da Costa

Já falamos sobre o que esperar da arbitragem do Paulistão Sub 23 (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-3eD). Especificamente sobre o jogo no Estádio Décio Vita, vamos lá:

José Guilherme tem 37 anos, 12 anos de carreira, e trabalha como contador. É natural de Bofete/SP. Na semana passada, apitou pelo Sub 15 a partida Guarani 2×1 Salto. No ano, atuou apenas como 4º árbitro em jogos da A3 e da A2. Será o seu segundo jogo em 2023.

Curiosidade: o árbitro vem apitando a série A2 desde 2018 (no ano passado, esteve em 5 partidas). Mas parece ter perdido o “timing” de ser promovido (pela lógica das escalas e pela disposição da FPF, dificilmente chegará à A1). E o retrospecto de 2023 diz isso. 

Em jogos do Galo, trabalhou em 2019 no Assisense 0x2 Paulista e em 2018 no Paulista 0x1 Itapirense (onde foi muito mal, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/).

Os bandeiras: Raphael A Lima trabalhou em A1 e A2 nesse ano; Raphael M Lima trabalhou em A3. Sem problemas com eles.

Lembrando: os árbitros dessa divisão estiveram em pré-temporada recentemente, na “Fazenda do Ypê”, do Atlético Sorocaba, com treino intensivo.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Rio Branco x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!