Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus amado e querido; Trindade Santa que sois Pai, Filho e Espírito Santo: obrigado por mais um dia vivido, de ter me permitido gozar todas as coisas temporais e atemporais. Agradeço, principalmente, por ter me acolhido e amado hoje, pois sou um servo fraco e pecador.
PaiTodo Poderoso, louvado seja pelo dom da vida, pela nossa casa, pela nossa família e pela nossa saúde. Obrigado por, mesmo eu sendo indigno, me ter dado pessoas maravilhosas para conviver. Perdoe pelos meus erros e minhas falhas, especialmente pelas vezes que me esqueci que a Providência Divina é infinita. Se o Senhor ama até os passarinhos e outras criaturas da natureza, como abandonaria nós, seus filhos? Ama-nos tanto, que deu seu Filho Amado, Jesus Cristo, como Redentor do Mundo!
Cristo, Cordeiro de Deus, Deus Filho, Único, Fiel e Verdadeiro, louvado e bendito seja porque mesmo antes de eu nascer, aceitou a cruz pela remissão dos meus pecados. Tu és meu Senhor, meu Guia, meu Mestre e Salvador. Quero ser sempre seu discípulo, a fim de me tornar Sal da Terra e Luz do mundo. Não me deixe cair em tentação nos meus pensamentos desta noite, faz-me instrumento do seu amor. Perdoe-me pelas inúmeras vezes que me fiz surdo ao seu chamado e me fechei com um coração de pedra. O Senhor é a Água Viva que lava as minhas manchas, me cura e me salva. Está com o Pai e com Ele nos dá tantas bençãos e Graças enviando-nos o Paráclito Divino!
Ó Espírito Santo, força dos humildes! Iluminou-me na jornada que se encerrou, dando-me seus Dons para o serviço do Reino dos Céus já aqui nesta terra. Perdoa-me quando não usei meus talentos para o bem comum, ou quando me escondi do chamado da Evangelização. Capacita-me para que amanhã eu seja melhor do que hoje, para que minhas decisões, mesmo que incompreensíveis pela minha insignificância, sejam sábias pelo Auxílio Divino. Sabe o que é melhor para cada um de seus servos. Que eu seja dócil à sua ação em todos os lugares e momentos, e obrigado por já ter me permitido isso nesse dia que terminou. Louvado, glorificado e adorado seja, ó Defensor dos Pobres, pois através do Senhor poderemos colher seus Frutos Celestiais.
Enfim, Santíssima Trindade que é um só Deus em essência, trino em pessoas e infinito em misericórdia, abençoa minha família e amigos (cite-os nominalmente, se possível), ajude-me no meu trabalho, nos meus estudos e em todos os afazeres. Me faz desapegado do dinheiro e da vaidade, e socorre-me nas minhas contas e compromissos. Livra-me da violência urbana, física, mental e espiritual, dando-me a saúde da alma. Olhe pelos que sofrem hoje e usa-me como auxílio a estes necessitados. Pelos sem casa, sem terra, sem família e pelos abandonados, doentes e famintos, vele por eles por mais esta noite que se inicia. Obrigado por me ouvir e me abençoar desde cedo por tudo que vivi hoje. Que eu possa testemunhar pelos que não crêem ou perderam a esperança.
Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossa ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, por todos os séculos e séculos. Amém.
Ó Maria, querida Mãe, Nossa Senhora e Co-redentora, cubra-me com seu manto de amor. A Senhora que é a Serva do Pai, a Mãe do Filho e a Esposa do Espírito Santo, me guardou no seu colo carinhoso e sempre intercedeu por minha família. Confio no seu contínuo socorro, pois é a Rainha da Paz. Ajude diariamente na minha conversão, como já fez hoje, para que eu seja transformado por Jesus “de água para vinho” como pediu pelos noivos em Caná da Galiléia. Rogue por nós, ó Mãe amada, pois lhe venerando conseguirei com mais afinco a aprender servir o Cristo e adorá-lo!
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
Santo Anjo da Guarda, obrigado porque acompanhou-me por mais um dia, ó amigo inigualável que nunca me abandonou (mesmo quando eu lhe esqueço). Obrigado por estar ao meu lado no combate espiritual. Hoje, como toda noite, peço-lhe que me livre das trevas do pecado e guie-me no caminho da Luz Divina. Ajude-me para que eu tenha uma santa noite e um bom descanso.
Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.
Boa noite.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Sabesp, seus canais de comunicação são ruins! Tentei site, twitter e outros meios. Insucesso total… quem sabe por aqui vocês resolvem.
Você está me cobrando de uma conta paga. Aliás,paga antecipadamente!
Mesmo enviando comprovantes,você insiste na cobrança.
Os dados: Número da Solicitação:221110339
Anexo o comprovante… (Desagradável, já mandei mensagem por todos os canais e continuam me cobrando. Conta que venceria dia 23/12/2021, paguei dia 15,e fico recebendo cobranças de atraso).
E o humorista Batoré morreu hoje, vítima de câncer, aos 61 anos.
Eu assisti recentemente uma entrevista dele extremamente abatido, sofrendo com a depressão. Não tinha ânimo para conversar e visivelmente desgostoso da vida. Talvez já demonstrava estar desistindo de viver…
“Já sabemos há tempos que, depois da TV Globo (que é sintonizada por uma em cada 3 TVs no país 24 horas por dia), o maior consumo do brasileiro é dos serviços de streaming.
São quase 2 em cada 10 TVs ligadas 24 horas por dia, ou 18,3% de “share” que ficam devorando seriados e filmes (esses são dados consolidados da Kantar Ibope, que a coluna teve acesso por terceiros porque a Kantar não pode divulgá-los à imprensa).
Em terceiro lugar no ranking de consumo audiovisual no país estão TODOS os canais da TV paga. Em quarto lugar, a Record. Em quinto, o SBT. Em sexto, a Band.“
Caramba, que potência é a Globo, não? E há quem ouse afirmar que ela esteja em crise…
Não é curioso que o atual campeão brasileiro, classificado para a Libertadores da América, com elenco de estrelas e dinheiro em caixa, esteja com dificuldades para contratar um treinador?
Os portugueses Jorge Jesus e Carvalhal não fecharam. Quem seria o “bola da vez” para o Galo?
Aliás: nenhum nome “nacional” agradaria a direção do CAM? Qual a real situação nos esforços para um novo técnico?
Para o confronto decisivo entre o Galo e o Vozão, a escala será composta por:
Árbitro: João Batista do Nascimento Avelino
Árbitro Assistente 1: João Pedro de Morais
Árbitro Assistente 2: Jean Henrique Batista Reinas
Quarto Árbitro: Rogério Adalberto da Silva
Analista de Vídeo: Gustavo Cesar Pedrozo
João Batista tem 5 anos de carreira, 28 de idade, e teve uma ascensão muito rápida na FPF: com apenas 1 ano de casa, já estreou em jogos profissionais. No seu 2o ano, apitou na A3. Faz parte do grupo de árbitros jovens que está sendo impulsionado para a renovação do quadro.
Os bandeiras João Pedro e Jean Henrique são jovens (27 anos) e ambos são formados em 2018. Também ambos só têm 1 jogo profissional na carreira. Percebamos que nos 3 jogos do Paulista, os 6 bandeiras que foram escalados possuem a mesma faixa de idade e mesmo tempo na carreira.
O quarto-árbitro Rogério Adalberto tem um fato curioso: ele trabalhou quase todos os dias durante a Copinha. Apitou na Rodada 1 e foi 4o árbitro em dois jogos da mesma rodada no dia seguinte. Depois trabalhou na Rodada 2. Nesta rodada 3, trabalhou dia 9 em dois jogos como 4o árbitro em Taubaté. Dia 10, foi escalado para apitar na mesma rodada 3 na Rua Javari. Dia 11, em Jundiaí, nos dois jogos da rodada 3. Ou seja: 5 jogos escalado na mesma rodada!
Me chamou a atenção a escala do observador: Gustavo Cesar Pedrozo, com apenas 31 anos. Talvez o mais jovem do quadro.
Desejo um ótimo jogo a todos com boa arbitragem.
Acompanhe Paulista x Ceará pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h15h nesta terça-feira, mas desde às 14h45 o Time Forte do Esporte já estará no ar.
Sim, uma postagembem amena e alegre, sem stress e curtindo jardinagem, e, em especial, parao debute da roseira lilás(não é de hoje esse clique, ok?)! O primeiro de muitos botões, clicada sem filtros.
Inspira a mente ou não?
Fotografia, Jardinagem e Esportes: hobbies mais do que bacanas…
Durante minha manhã / madrugada, em meio às orações cotidianas, fiquei pensando nos desafios que eu e minha família teremos no primeiro semestre deste ano.
Coisas particulares e que nos dão um certo frio na barriga. Momentos de crescimento e enfrentamento, daqueles que precisamos ter equilíbrio emocional, disposição física e luz espiritual.
Quando comecei a dar uma vacilada… pedi à Nossa Senhora para nos abençoar com seu carinho de Mãe.Cristo, seu Filho amado, há de nos socorrer! O Pai, Criador, nos providenciará. E o Espírito Santo que a fecundou nos iluminará.
Não existe nada melhor do que uma conversa íntima com o Alto quando estamos em dificuldade…
🙏🏻 Enquanto vou correndo, fico meditando e faço uma prece:
“- Ó Virgem Maria, carinhosamente invocada como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós que recorremos a vós – especialmente pelos aflitos. Amém.”
Reze, e se o que você pediu for para seu bem, Deus atenderá.
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Chega de chuva por hoje? Tomara que comecemos a semana com céu azul…
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
Há 15 anos, uminvento mudava o mundo. Era apresentado oIphone!
Na oportunidade,Steve Jobs, CEO da Apple, disse:
“Hoje a Apple está reinventando o telefone.” (09/01/2007)
Para mim, reinventou mesmo. Os aparelhinhos inspiraram os concorrentes e transformaram até mesmo o comportamento das pessoas. Desde então, o conceito de aparelho telefônico mudou bem!
Há um garoto que está “arrebentando” nas categorias de base há algum tempo: Endrick, atacante do Palmeiras. Driblador e goleador, em duas rodadas da Copa São Paulo de Futebol Jr mostrou excelente qualidade em campo.
A questão é: precisamos ter “calma com o andor, pois o santo é de barro”. E assim como fiéis tomam cuidado para não derrubar seus santos na procissão, esse ditado popular vem trazer a preocupação de que muitos talentos da base acabem “micando” pela falta de cuidados no processo de maturação do atleta. Afinal, nesta idade e com os holofotes, a maturidade tem “outros prazos”.
Com 17 anos, o Corinthians (através do empresário da época) dizia que “Lulinha valia mais de 30 milhões de euros”. E o vendeu por quanto? Onde está jogando agora?
Tivemos Sérgio Motta, Harinson, João Fumaça… supostos “futuros jogadores de Seleção”. Também tivemos “Novos Bebetos, novos Raís, novos “Messis”…Jean Chera e Thiago Luís, ex-Santos, que o digam.
Não conheço a educação do garoto, seu agente, tampouco o trabalho de bastidores que se faz com Endrick. É “bom de bola demais” para a sua idade, não se discute isso. Torcerei para ele, mas fica apenas o apontamento: há um trabalho psicossocial sendo realizado com ele?Planejamento de carreira? Ajuda para os impactos do sucesso esportivo e financeiro em sua vida?
Que ele possa ter uma ótima assessoria familiar e profissional.
O treinador Baiano acertou na escalação inicial: colocou Bruno Pará (21) no lugar de Wesley (8), e o time ganhou dinamismo. O atleta entrou com muita vontade, e sua disposição contagiou seus companheiros, como Enzo (7), que jogou mais a vontade, e Matheus Lima (9), muito mais pró-ativo e chamando o jogo. Uma escalação que refletiu nesses outros jogadores, sem dúvida. De tal forma, a zaga ficou mais protegida pois Lucas Morungaba (5) se tornou o volante à frente dos defensores sem ter a obrigação de se sobrecarregar e descer ao ataque. Com isso, Bruninho (10) pode jogar mais despreocupado em marcar ou ajudar a defesa (que, vale destacar, esteve muito segura com Guilherme (3) e Hilário (4)).
O que deu certo:
Neste esquema de futebol “coletivo de verdade”, o time correu bastante e conseguiu ter superioridade no domínio de bola. Berguer (6) neutralizava as descidas de seu “quase xará” do Bragantino, o atacante Berg. O centroavante paraense Luíde (9) nada fez, pois a zaga ganhou todas, a não ser um chute a queima-roupa defendido pelo seguro goleiro Gabriel (1). Viana (2) descia com tranquilidade e foi preciso nos cruzamentos. E com a proximidade do meio-campo com o ataque, tivemos um primeiro tempo de excelente futebol do Galo. Talvez os melhores 45 minutos desde o time de Umberto Louzer de 2017.
O que deu errado:
No segundo tempo, se elogiamos a escalação de Baiano com a entrada de Bruno Pará no lugar de Wesley, por coerência se faz necessária a observação crítica da “destroca” no segundo tempo. O camisa 21 fez um golaço (levantou a cabeça, viu o goleiro adiantado e chutou para o canto alto), foi fundamental para que o Galo tivesse o controle das ações de ataque e ainda ajudou a marcação. Eu não o substituiria! E com a sua saída, Wesley não teve o mesmo rendimento(sejamos justos: ele jogou um pouco melhor do que o 1o jogo, mas ainda bem aquém do seu substituto). E acabamos voltando ao mesmo problema do confronto com o São Bernardo: perdemos o meio-campo. Para dar “vida nova” ao ataque e tentar corrigir isso, Baiano colocou Cristopher e Léo nos lugares de Klismann e Matheus Lima. Foi uma necessária dupla alteração, mas como o torcedor – que é inteligente – estava descontente com a alteração anterior, vaiou a entrada dos novos atacantes. E esse será um problema que o treinador deve administrar: a animosidade com uma parte da torcida, vista em muitos momentos da partida.
Duas observações finais:
1- Ainda sobre Baiano: assim como muitos atletas, é um treinador iniciante. Vai errar e acertar como muitos jovens da Copinha, pois ninguém nasce “Telê Santana”, “Rubens Minelli” ou “Osvaldo Brandão”. Terá um enorme problema em convencer seus críticos de que trabalha independente da relação com seu filho Matheus Lima (muito bem observado na transmissão da Difusora, pelo Rafael Mainini).
2- Bruninho, extremamente habilidoso e diferenciado, cometeu uma falta totalmente desnecessária no jogo contra o São Bernardo e recebeu Cartão Amarelo (comentamos na oportunidade: atacante não sabe marcar nem costuma fazer falta na defesa, e quando isso ocorre, “erra”). Ontem, recebeu outro Cartão Amarelo no final da partida, também evitável, e permaneceu reclamando. Pelo gestual do árbitro ao bandeira, houve até dúvida de que pelas insistentes reclamações após o Amarelo, recebesse uma segunda advertência e consequentemente o Vermelho. Por sorte, Berguer o afastou. Por esses dois amarelos que não precisava tomar, Bruninho está fora do importante jogo contra o Ceará, onde o Galo depende somente dele.
Por fim: o que ficou do jogo ontem na sensação de todos: ESPERANÇA! O time tem qualidades, pode se superar e não está atrás do time cearense em questão de qualidade. Creio que a chave terminará com o São Bernardo com 7 pontos, o Paulista com 6 (por isso, ambos classificados), o Ceará com 2 e o Bragantino com 1.
É lotar o Jayme Cintra na 3a feira, pessoal! Levar a família e formar novos torcedores!
Que legal! Usei o App Line Camera para uma fotografia que tirei de uma roseira. E o filtro dela, que fazia o vermelho da rosa permanecer e deixar todo o restante em preto e branco, me surpreendeu.
Sabem como é difícil praticar a fé em um lugar intolerante religiosamente?
Compartilho os detalhes de como é viver o Cristianismo em locais dominados pelo Estado Islâmico. Há importantes e impressionantes relatos de Padres e Diáconos que lá vivem e/ou sobrevivem (a matéria tem 5 anos, mas é extremamente atual).
Abaixo, extraído de Revista Época, ed 09/01/2017
O NOVO MARTÍRIO DOS CRISTÃOS
Por Yan Boachat
As grandes marcas vermelhas na parede sem reboco mostram que aqui o sangue jorrou sob pressão. Há uma trilha de gotas que vão do piso ao teto. Sobre a mesa da antessala, uma mancha escura, quase negra, indica onde as degolas eram realizadas. Espalhadas pelo chão estão latas de feijão, embalagens de biscoitos e caixas de chá que os militantes do Estado Islâmico (EI) consumiam nesta casa em construção até há pouco mais de dois meses. Num canto, um rolo de barbante indica como as vítimas eram imobilizadas. “Aqui perto encontraram várias cabeças, mas os corpos nunca foram achados, devem estar enterrados no deserto”, diz Arkan Adnan Matti, um comerciante de 39 anos, ao observar mais uma vez o centro de execuções que o Estado Islâmico montou na casa que ele construía com um tio, bem ao lado do sobrado em que vivia com a mulher e três filhos, na cidade Qaraqosh, a 20 quilômetros de Mossul. As duas construções estão interligadas por buracos nas paredes feitos pelos extremistas.
A cozinha de Adnan foi transformada em uma espécie de restaurante de campanha para os soldados do EI. Sobre o fogão, os militantes escreveram um menu nos azulejos. “Temos kebab, frango com arroz e falafel.” O preço de cada prato está cotado em balas do rifle AK-47. Quase todos custam dez projéteis. Na sala principal da espaçosa casa construída pelo bisavô de Adnan ainda na década de 1940, uma seta desenhada mostra a direção de Meca e números revelam a frequência de rádio usada pelos combatentes. Sobre a parede branca, ameaças escritas com uma caneta preta: “Vocês ainda não viram do que somos capazes, vocês todos morrerão no inferno”, diz uma frase. Outra, avisa: “Nós vamos persegui-los e vamos matá-los, com a permissão de Deus. Nós vamos matá-los em qualquer lugar do mundo, porque Deus está conosco”. Adnan já leu essas frases várias vezes. Sempre que entra em sua casa, ele faz questão de lê-las. E toda vez chora. É um choro contido, de raiva. “Nunca mais será o mesmo, nunca mais nós vamos viver com eles”, diz.
Adnan faz parte da comunidade cristã que foi duramente perseguida pelo Estado Islâmico no norte do Iraque. Após séculos de convivência nem sempre pacífica, a relação de confiança, frágil, rompeu-se de vez. “Muitos dos que destruíram minha casa, minha cidade, minha vida moravam aqui ou nas vilas próximas”, conta. “Eram nossos amigos e vizinhos por décadas. Quando o Estado Islâmico chegou, tudo isso não importava mais. Eu só quero ir embora do Iraque e, se possível, nunca mais precisar falar com um muçulmano, eles são o câncer que tudo destrói”, diz ele.
Em 2003 estima-se que havia por volta de 1,5 milhão a 2 milhões de cristãos no iraque. Hoje eles não passariam de 200 mil
Foi na noite do dia 6 de agosto de 2014 que tudo mudou. Com os militantes do Estado Islâmico a poucos quilômetros da entrada de Qaraqosh, Adnan, como milhares de outros cristãos, teve apenas tempo para pegar os três filhos, a mulher e alguns pertences pessoais. “Saímos com os morteiros caindo. Largamos tudo para trás e fomos embora. Passamos quase uma semana morando na rua em Erbil”, conta, se referindo à capital da Região Autônoma do Curdistão, distante 50 quilômetros. Sua casa, como quase tudo em Qaraqosh, está parcialmente destruída. “Os americanos a bombardearam porque sabiam que eles estavam aqui”, conta, ao lado de um enorme buraco na laje, resultado de um ataque aéreo de precisão.
Hoje ele vive com a família em um contêiner em um campo de refugiados em Erbil. Voltou a Qaraqosh no final de dezembro para ver como as coisas estavam após dois anos e meio afastado. Diante da destruição, fez questão de reforçar sua decisão. “Acabou, não quero mais viver aqui, não há mais futuro para os cristãos no Iraque. Chegou a hora de partirmos para sempre.”
Enfraquecida após quase década e meia de perseguições e pouco lembrada no Ocidente, a comunidade cristã do Iraque é uma das mais antigas do mundo. Seu início remonta às viagens evangelizadoras de São Tomé, ainda no século I d.C., quando o apóstolo conseguiu converter parte dos assírios. Até hoje ser cristão no Iraque não se trata apenas de uma questão religiosa, mas sim, e principalmente, de uma identificação étnica. Os assírios, em sua maioria, não se converteram ao islã e permanecem um grupo minoritário no norte do Iraque, distintos tanto dos curdos quanto dos árabes, majoritários nessa região de fronteira com a Síria, a Turquia e o Irã. Até hoje é crime no Iraque tentar converter um muçulmano árabe ao cristianismo.
O enclave cristão iraquiano nasceu e se expandiu em torno de Mossul, a antiga capital do Império Assírio e hoje a maior cidade do autoproclamado califado do Estado Islâmico. Conhecida na antiguidade como Níneve, Mossul é uma cidade citada diversas vezes na Bíblia e palco de eventos importantes tanto para o cristianismo como para o judaísmo. Crê-se que o corpo do profeta Jonas, aquele que, segundo a Bíblia, passou três dias dentro da barriga de uma baleia, esteja enterrado nas ruínas da cidade antiga. Há relatos sobre Mossul nos livros de Gênesis, Isaías, Jonas, Reis, entre outros.
Mulheres cristãs eram vendidas como escravas sexuais pelo Estado Islâmico. O valor variava de US$ 35 para uma mulher adulta até US$ 120 para adolescentes
Tanto por questões sectárias quanto pela avassaladora chegada do islamismo à região que hoje é conhecida como Iraque, no século VII d.C., o cristianismo nunca conseguiu se expandir por aqui. Nos últimos anos, no entanto, as comunidades cristãs têm diminuído de forma acelerada e há o risco concreto de que desapareçam a médio prazo. Até a década de 1950 estimava-se que havia cerca de 4,5 milhões de cristãos no Iraque. Sucessivas guerras e golpes de estado foram reduzindo a população. Mas a diáspora cristã iraquiana se acentuou após a queda de Saddam Hussein, que, de certa forma, mantinha um governo secular e protegia as minorias religiosas que não ameaçavam seu poder. Em 2003, estima-se que existia algo entre 1,5 milhão e 2 milhões de cristãos no Iraque. Cerca de dez anos depois, esse número já havia caído para menos de 500 mil pessoas. Após dois anos e meio de perseguição brutal do Estado Islâmico, os números mais otimistas falam em 350 mil cristãos no país. Estimativas mais pessimistas dão conta de que não existem mais que 200 mil cristãos vivendo no Iraque hoje.
Salwen Salim, um motorista de 40 anos que faz as vezes de taxista pirata nas congestionadas ruas de Erbil, também quer partir. Ele, como a vasta maioria dos cristãos que mora nos campos de refugiados na capital do Curdistão, não acredita mais ser possível viver no Iraque. “Não há futuro aqui para nós. Tenho três filhos e não quero que eles passem o que nós estamos passando”, conta ele, na sala enfeitada com pôsteres baratos de Papai Noel e uma pequena árvore de Natal. “Isso já aconteceu antes, sempre fomos perseguidos, e vai acontecer de novo.”
Salim foi um dos últimos cristãos a abandonar Mossul no verão de 2014. As pressões sobre a comunidade estiveram crescendo desde a queda de Saddam Hussein. Elas se acentuaram com a chegada da al-Qaeda e depois haviam melhorado com o enfraquecimento do grupo terrorista, no início da década. “Mas com o surgimento do Estado Islâmico as coisas voltaram a piorar. Passamos a ser ameaçados cada vez mais. As ameaças vinham por telefone, bilhetes, diziam que Mossul não era para nós”, conta ele, ao lado dos três filhos e da mulher. “E então começaram a nos cobrar para ficarmos lá, porque éramos cristãos. Por muito tempo eu paguei, não havia escolha.”
Nos meses que antecederam a tomada da cidade pelo Estado Islâmico, conta Salim, a situação passou a ficar insustentável. O número de assassinatos contra cristãos e outras minorias crescia e as ameaças deixaram de ser veladas. Salim diz que os rumores de que militantes do Estado Islâmico estavam entrando em Mossul pelo oeste criou um frenesi na cidade. As forças iraquianas, compostas basicamente de soldados xiitas, abandonaram a cidade e as pessoas tomaram as ruas comemorando a chegada dos combatentes sunitas. Para muitos moradores de Mossul, o Estado Islâmico era uma força libertadora dos abusos cometidos pelos soldados do Exército iraquiano.
“Decidi ir embora quando um de nossos vizinhos, nosso amigo de infância, matou meu primo e levou sua nora para ser vendida como escrava sexual”, conta Salim. “Naquela noite ele foi até a casa do meu primo e disse a ele que queria sua nora. Meu primo contestou, disse que aquilo era um absurdo, que eram amigos de infância, que seus pais eram amigos, que seus avós eram amigos”, afirma Salim. “Nosso vizinho apenas respondeu: ‘Me desculpe, mas essa é a nossa noite’”, conta o taxista. O primo, diz ele, recusou a exigência. O homem voltou menos de uma hora depois, armado com uma pistola e na companhia de homens com AKs-47. “Ele o matou ali, na porta de casa, e levou embora sua nora. Nunca mais a vimos.” Naquela noite Salim deixou Mossul para, espera ele, nunca mais voltar.
Em março de 2016, a ordem católica Cavaleiro de Colombo enviou à ONU um relatório listando mais de 1.000 cristãos mortos por sua fé entre 2003 e 2014
Relações tensas entre cristãos e muçulmanos são profundas, antigas e complexas nesta parte do mundo. “O cristianismo sempre foi perseguido aqui, o que vemos agora não é uma novidade”, diz Bashar Warda, o arcebispo da Igreja Católica Caldeia de Erbil, umas das diversas denominações cristãs que permaneceram ligadas ao Vaticano após o Grande Cisma de 1054, quando as igrejas do Ocidente e do Oriente se separaram em definitivo. “Essa também é nossa terra e os cristãos não vão desaparecer do Iraque”, diz ele, que afirma entender a raiva, a frustração e o desejo de partir de boa parte de sua comunidade. “É compreensível, mas conheço minha gente, nós somos cristãos, somos capazes de perdoar e esquecer.”
Apesar de serem considerados “povos do livro”, o que teoricamente lhes garantiria alguns benefícios, os cristãos foram duramente perseguidos pelo Estado Islâmico, em especial nas áreas onde muçulmanos sunitas e cristãos assírios conviviam havia muitos anos. Em regiões onde o cristianismo não tinha comunidades bem estabelecidas, o EI permitia que os seguidores de Cristo se convertessem ou pagassem taxas extras para continuar vivendo nas áreas ocupadas, ao contrário do que aconteceu com outra minoria religiosa da região, os yazidis. Mas no enclave cristão iraquiano foi diferente. “Aqui houve a tentativa de genocídio, essa é a palavra”, diz Salim Kako, ex-deputado do Parlamento do Curdistão, que defende ativamente a criação de províncias autônomas para os cristãos. “Eles tentaram nos exterminar, e não estou apenas falando do Daesh (acrônimo árabe derrogativo para Estado Islâmico), estou falando dos muçulmanos como um todo, em especial os sunitas.
A ordem católica Cavaleiros de Colombo tenta provar que houve um genocídio cristão no Iraque. Em um relatório enviado em março de 2016 ao então secretário de Estado americano, John Kerry, e para a ONU, a ordem listava em mais de 1.000 o número de cristãos mortos no Iraque deliberadamente por causa de sua fé, entre 2003 e 2014. De acordo com o mesmo documento, apenas na tomada de Mossul e das vilas em seu entorno, ao menos outros 500 teriam sido assassinados. Todas as igrejas da região foram destruídas ou queimadas. As peças religiosas vandalizadas. Praticamente todas as figuras de santos católicos tiveram suas cabeças destruídas.
Além disso, mulheres cristãs sequestradas estavam sendo vendidas nos mercados de escravas sexuais mantidos pelo Estado Islâmico por todo o califado. As cristãs eram comercializadas pelo mesmo preço das mulheres yazidis. O valor variava de US$ 35 para uma mulher com idade entre 40 e 50 anos até US$ 120 para meninas entre 10 e 20 anos. “É fácil para os políticos ou os líderes religiosos dizerem que a reconciliação é possível, mas para a maior parte dessas pessoas, tanto os cristãos como os yazidis, um laço de confiança foi quebrado de forma muito profunda com os muçulmanos e serão preciso gerações para que as coisas voltem a ser como antes”, diz Soran Qurbani, um pesquisador curdo, de origem sunita, que estuda os impactos da violência sofrida pelos grupos religiosos minoritários nestes últimos anos. “Nesse momento, não há espaço para reconciliação.”
O diácono Basim al Wakil, de 52 anos, dedicou sua vida à igreja e aos ensinamentos cristãos. Sua família era a responsável por administrar uma das mais importantes igrejas de Bartella, uma importante cidade cristã a 14 quilômetros de Mossul, há um século e meio. Ele nasceu e viveu até a noite de 6 de agosto de 2014 na casa contígua à Igreja de São Jorge. “Saí de lá às 3 da manhã, quando os soldados curdos começaram a recuar. As batalhas já estavam ocorrendo na cidade e percebi que, se eu ficasse, morreria.” Al Wakil fez uma mochila com uma calça, duas camisas, dois pares de meia e duas cuecas, além de algo para comer. Desistiu de levar a Bíblia quando se lembrou que um fiel havia instalado o livro sagrado dos cristãos em seu celular recém-adquirido. “Eu trouxe apenas o terço.” Caminhou por horas, até conseguir uma carona. Quando voltou à igreja, em dezembro, teve um acesso de choro. “Eu apenas me pergunto a razão disso, o que os motivou a destruir nossas igrejas, eu não entendo”, diz ele, hoje vivendo em um shopping center abandonado de Erbil que serve como lar para 400 famílias de cristãos que, como ele, fugiram do Estado Islâmico.
Al Wakil é um exemplo concreto da fissura que se estabeleceu entre a comunidade cristã e os muçulmanos sunitas, mesmo aqueles que não tiveram relação alguma com o Estado Islâmico e o combateram, como a maior parte dos curdos, por exemplo. Al Wakil diz não querer a reconciliação, não ser mais capaz de viver em paz com os islâmicos. “O som que sai das mesquitas chamando para as rezas é como o latido de um cão de rua. Eu não consigo perdoá-los, Deus sabe que não tenho forças para isso.”
É o que diz também o padre George Jahula, de 51 anos, que tem se dedicado a mapear a destruição de Qaraqosh. “Eu sei que nós, homens de Deus, deveríamos perdoar e lutar para que haja integração e não separação”, diz ele. “Mas eu não consigo, o perdão a essas pessoas precisará vir de Deus, não de nós”, conta ele. As afirmações do diácono Al Wakil e do padre Jahula são duras, mas não encontram respaldo entre a elite da comunidade cristã no Iraque. Younadem Kana, membro da minoria cristã no Parlamento iraquiano, diz que o momento é de união e não há razão para mais tensão com os muçulmanos. “Nós somos todos iraquianos, devemos exigir proteção a todos, independentemente da religião. O Estado Islâmico não é o islã, e o islã não tem nada a ver com o Estado Islâmico”, diz ele, um forte opositor da ideia de criação de uma província autônoma para os cristãos iraquianos.
Febronia Stalen, uma senhora de 76 anos, que nasceu e viveu toda a sua vida em Qaraqosh, é uma das poucas moradoras do campo de refugiados cristão de Erbil que pretendem retornar à cidade quando ela for reconstruída. Seus motivos, no entanto, estão mais ligados ao passado que ao futuro. Febronia quer morrer e ser enterrada na cidade em que sua família está desde sempre, segundo ela. “Durante todo esse tempo em que estamos aqui no campo, esse era meu maior medo, não poder ser enterrada junto a meus familiares, na Igreja da Imaculada Conceição.” Ela vive com duas filhas e duas netas em um contêiner e as vê se preparar para deixar o Iraque em breve. Um de seus filhos já vive na Austrália e prepara os trâmites para o resto da família seguir o mesmo caminho. Febronia, no entanto, diz que não sairá. “Eles têm um longo futuro pela frente, mas eu não. Minha vida está em Qaraqosh. Comecei lá, terminarei lá.”
O padre George Jahula visita uma igreja atacada em Qaraqosh. Ele documenta a destruição na região (Foto: João Castellano)