Essa discussão é costumeira quando os clubes se envolvem nas finais de várias competições: poupar ou não os seus elencos, “facilitando indiretamente” a vida dos seus adversários.
Há lógica – ou não. Vejamos o Flamengo, que jogou com seu time reserva (pensando na final da Libertadores da América) e venceu o Corinthians mesmo assim. Ou o Palmeiras, que tomou a mesma atitude e perdeu para o São Paulo.
No caso do Mengão, por ter um elenco muito bem qualificado, a decisão de não ir com a sua força máxima não mexeu com o campeonato (o favorito seria o Flamengo com seu elenco principal, mas venceu o Timão mesmo com o time poupado). Já a do Palmeiras, sim. O São Paulo passa por dificuldades na luta contra o rebaixamento, e não era favorito contra o time principal do Palmeiras. Quando o Verdão escala seus reservas, interfere nos rumos do torneio. Talvez Grêmio e Santos (adversários do Tricolor ansiando a permanência na série A) desejassem ter jogado contra o Palmeiras reserva também (aliás, o Peixe que o diga). Ops: não esqueçamos: o próprio Grêmio teve o benefício de enfrentar o Red Bull Bragantino com sua equipe reserva, devido a final da Sulamericana.
Porém…
Ficaremos no eterno debate: os clubes jogam com suas equipes principais para o andamento mais equitativo do campeonato, ou pensam nos seus interesses próprios?
Claro que existem outros fatores no Brasileirão: erros de arbitragem, tabela, desfalques, contusões… mas a questão de jogar ou não com elencos principais há de ser relevante.
O irônico é: como reclamar de adversários enfrentando equipes fortes com reservas, se o próprio reclamante já usou desse artifício? O Grêmio disputou partidas com reservas quando jogava a Libertadores..

Imagem-arte extraída de: https://esportes.estadao.com.br/blogs/bate-pronto/palmeiras-x-sao-paulo-onde-assistir-horario-e-escalacao-das-equipes-3/
