– A Historicidade das Desculpas dos Cartolas do Apito. Qual será a próxima?

Historicamente, os erros de arbitragem sempre existiram. E suas desculpas, idem.

Primeiro, tínhamos árbitros revezando como árbitros centrais e bandeirinhas ao mesmo tempo. E a queixa era: não se especializava ninguém, e o árbitro que bandeirava não ajudava seu colega do meio de campo por ciúmes.

Aí se separou: árbitro central “é do campo” e só faz “aquilo” (apita). Árbitro de linha (bandeirinha) se especializa como assistente. E…

A queixa passou a ser: a exigência física “ser muito grande”. Dividiu-se, então, o campo em duas metades e escalou-se dois árbitros. Ideia do Farah! Mas não deu certo…

Aí começou-se a falar de profissionalização! Nenhum sindicato pedia para que a CBF contratasse árbitros e os registrassem como funcionários, mas que eles se organizassem em cooperativas e recebessem através delas. Detalhe: os cartolas eram os mesmos, e isso durou pouco tempo, não melhorou a arbitragem e nem ajudou temporariamente os árbitros.

Vieram os AAA (os assistentes da linha de fundo). Dispensa-se comentários..

Tivemos então o Sorteio! Todo e qualquer cartola jogava a culpa no sorteio, dizendo que não poderia escalar os melhores e outras bobagens. Mentira, inúmeros artifícios foram criados para dribá-lo. Aí acabou o sorteio e veio a audiência pública. Qual a desculpa agora?

A desculpa foi: o VAR! Ou melhor, a adaptação ao VAR, que levaria tempo.

Os árbitros se adaptaram (ou tentaram) ao VAR, e tudo deu errado…

Aí criou-se o quadro específico de VAR, com gente especializada. Nada foi resolvido.

E agora?

A última desculpa (ou bode expiatório) foi o Gaciba. Demitindo-o, os problemas estariam resolvidos!

Mais uma mentira… o problema profundo é estrutural, de nomes que há anos estão na CBF e de muitas blindagem.

Como resolver?

Que tal instrutores estrangeiros? Ou melhor: europeus, pois Jorge Larrionda e Ubaldo Aquino (amados pela cartolagem local, não sei porquê), não dão certo.

Reinventemos a arbitragem. Urgente, para o bem do futebol.

Charge Duke

Charge: Duke, extraída de: https://marcondesbrito.com.br/ta-de-brincadeira-tecnologia-do-arbitro-de-video-e-dez-vezes-mais-cara-no-brasil/

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