– Um lance para a FIFA levar às escolas de árbitros em Botafogo 0x0 Santos.

O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior está sendo criticado pela anulação do gol de Renatinho na partida Botafogo 0x0 Santos, mas o lance é puramente do bandeira Pedro Maretinelli Christino, e daria muita discussão mesmo COM árbitro de vídeo.

Leio muita gente entendo como gol legal, mal anulado. DISCORDO respeitosamente e explico:

  • A bola é lançada para frente e vai em direção ao botafoguense Luís Fernando, que está em posição de impedimento e em um primeiro momento fica parado e abdica de jogar. Quando os zagueiros do Santos correm para a bola, o adversário volta a manifestar desejo de tocar a bola e corre para ela. Os santistas estão preocupados no primeiro momento em roubar a bola de Luís Fernando, mas é Renatinho, à esquerda dele, quem fica com a posse e a chuta para o gol (inesperadamente aos jogadores do Santos FC).

Há 5 anos, sem dúvida alguma seria impedimento. Mas recentemente a FIFA “relaxou” a rigidez da questão em considerar o impedimento quando o atacante:

1- estiver participando diretamente na jogada;

2- estiver atrapalhando o adversário;

3- ou tirar proveito dela (um rebote, por exemplo).

Assim, passou-se a marcar o impedimento quando um jogador efetivamente tocar na bola, se considerando a questão 1 (a de participar ativamente na jogada); se não tocar, não está impedido. Na situação 2, se o atleta, por exemplo, fizer um “paredão que impeça, atrapalhe ou iluda o adversário”. E na situação 3, se o rebote vier da bola que bateu na trave ou de um goleiro, pois o toque do adversário que desviar quando ele tentar disputar uma bola passou a dar condição de jogo para o jogador outrora impedido.

Diante de tudo isso, como entender o lance do Engenhão?

Como a situação 2: a de atrapalhar / iludir o adversário, sem tocar efetivamente na bola. Se Luís Fernando, depois de ter abdicado da jogada, permanecesse imóvel, o gol seria legal, pois ele deixou claro que não disputaria a bola. Quando ele retoma a disputa de bola e o bandeira não levanta seu instrumento, os jogadores do Santos não podem imediatamente deixar de dar combate, pois eles, atletas, não tem condição de estar na linha de impedimento e tomar tal decisão! E mais: quando Renatinho chuta para o gol, o lance já deveria estar parado. Aí sim está o erro: a demora para levantar a bandeira!

De maneria clara: o gol foi corretamente anulado, embora o árbitro assistente tenha falhado em permitir a conclusão do gol e só depois erguer a bandeira. Se ele marca o impedimento no momento que Luís Fernando, após mostrar que não iria disputar a bola, resolveu disputá-la e confundiu a zaga, nenhuma confusão teria ocorrido.

Respeito quem interpretou diferente (aqui é puramente lance interpretativo, pois há aqueles que alegam até que a defesa santista aceitou passivamente o gol num primeiro momento para justificar que Luís Fernando não atrapalhou, embora eu não concorde – pois zagueiro não é árbitro, nem bandeira, tampouco está na linha lateral para ver o posicionamento do adversário).

Eis, neste sábado, um lance típico de dificuldade para o VAR. Depois que deixou-se a bola entrar e não tomou a pronta decisão, o “circo ficou armado”, mesmo anulando corretamente o gol.

Extraído do Twitter de @MemoriasFutebol (Memórias do Futebol): Santos x Botafogo com Garrincha, Zito, Nilton Santos, Pelé, Zagallo, Pepe e Didi

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