– Perguntar não ofende: Candidatos se esqueceram do Bairro Medeiros?

Desde que começou a Corrida à Prefeitura de Jundiaí, respeitosamente, questiono:

  • Quantas vezes os candidatos Pedro Bigardi e Luiz Fernando Machado estiveram aqui no Bairro Medeiros, de quando se iniciou o pleito?

Pergunte-se também: quantas vezes você lê na agenda disponibilizada por eles que estarão no São Camilo, no Jardim Novo Horizonte, na Vila Arens ou na Vila Hortolândia?

Talvez não estejamos precisando nada no bairro, né?

Ironia à parte, fica a educada cutucada: não se esqueçam de nós, eleitores e moradores, caros prefeituráveis…

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– O 1o Cartão Verde da História é aplicado na Itália.

No ano passado, falamos sobre a busca do Fair Play no Campeonato Italiano e a experiência da criação do Cartão Verde para ser aplicado a jogadores que tivessem atitudes honestas e plausíveis em campo (o inverso do cartão amarelo). Relembre isso em: http://wp.me/p55Mu0-B0.

Pois bem: enfim saiu o primeiro “cartolino verde” do torneio. O bom moço a recebê-lo foi o atacante Galano, do Vicenza, na partida entre Vicenza x Entella pela Segunda Divisão, ao confessar que o escanteio para a sua equipe estava equivocado, pois a bola batera nele antes de sair – portanto, tiro de meta a favor do adversário.

Quais as chances de vermos algo assim no Brasileirão?

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– O assustador mundo da Ostentação e Roubos entre os jovens!

É impressionante a matéria da Revista Época desta semana. Sob o título “ROUBO, LOGO OSTENTO”, em uma belíssima matéria dos jornalistas Aline Ribeiro e Helena Fonseca, conta-se um pouco a rotina de adolescentes e jovens em favelas e que vivem no mundo da ostentação.

Garotos roubam carros, celulares e tênis caros de pessoas descuidadas ou que se aproximam das suas comunidades, sem pudor algum, apenas para poderem desfilar nos locais de “fluxo” (lugares onde se encontram ao som de música alta e muita droga). Um dos alvos preferidos é a passagem de mulheres, que segundo os criminosos, são menos resistentes.

Os meninos, sem carteira de habilitação, praticam um ritual de andar a baixa velocidade com o braço para fora, chamando as meninas para um “rolê”. Meninas só querem sair com garotos motorizados (quem não tem carro, precisa roubar um). Aliás, a matéria conta a história de uma garota de 17 anos, que já tem um filho de 1 ano, e que relata ser “o máximo” sair sem calcinha, dançar funk e transar com um “menino de carrão”. O mais doloroso: ela diz que toda garota quer ser chamada de “novinha” e sentir os garotos soltando fumaça de maconha em sua boca.

O atual “kit ostentação” de sucesso nas periferias paulistanas é: boné Cyclone, camisa Lacoste, bermuda Rip Curl ou Quicksilver e tênis Mizuno Prophecy  ou Adidas “escama de peixe” (de R$ 1.000,00). Junto dessas marcas, carregam uma espécie de lança perfume, em sabores de coco, menta e chiclete, que custa R$ 5,00 o frasco e deve ser consumido sem moderação.

Desses jovens, 57% não vão à escola. Cerca de 42% nunca soube quem é o pai. Diante desses números, fica a questão: a relação de “falta de família e escolaridade” (valores fundamentais para a educação) é perceptível ou não?

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Foto: R7.com, de “Funkeiros Ostentação”.

– O Trabalhador da Seleção Brasileira

Só agora li o texto do comentarista Paulo Vinícius Coelho (o PVC da Fox) na Folha de São Paulo, a respeito do Adenor Bachi (Tite), o atual treinador da Seleção Brasileira.

Vale a pena dar uma lida! Abaixo:

TITE

Se você pensa que técnico da seleção trabalha só uma vez por mês, precisa visitar o segundo andar do prédio da CBF, na Barra da Tijuca. O grande salão de aproximadamente 100 metros quadrados é circulado por quatro salas também bem grandes. Uma delas é o escritório de Tite. O técnico mudou-se para o Rio de Janeiro e dá expediente todos os dias entre as 9h e 19h.

A sala em frente tem três mesas, ocupadas pelo preparador físico Fábio Mahseredijan e os assistentes Cléber Xavier e Matheus Bacci, filho do treinador. Do lado oposto, no mesmo andar, ficam Rogério Micale e o diretor das divisões de base, Erasmo Damiani. Outra sala é ocupada pelos analistas de desempenho Maurício Dulac e Thomaz Araújo.

Usam dois computadores e um imenso telão que pode receber imagens de quatro jogos simultaneamente. É possível editar lances e acompanhar a movimentação dos jogadores em partidas disputadas no Brasileirão ou qualquer campeonato do planeta. Se você não viu Taison jogar pelo Shakhtar Donetsk, Tite viu. Se não assistiu ao vivo, alguém vai mostrar a ele.

A estrutura para editar e arquivar informações de jogadores do mundo todo começou a ser montada por Maurício Dulac, observador contratado por Gilmar Rinaldi um ano atrás. “A diferença é que antes tínhamos só três pessoas para ver tudo: Dunga, o assistente Andrei Lopes e eu. Agora são oito pessoas”, diz Dulac.

Dunga não dava expediente na CBF, porque morava em Porto Alegre. Tite passa pelo menos dez horas por dia trabalhando, mesmo quando não está em campo.

Foram 28 jogos assistidos no estádio por Tite ou por sua equipe nos 25 dias entre a partida contra a Colômbia e a vitória sobre a Bolívia. Silvinho cuidou do Paris Saint-Germain. Assistiu-o jogando em Paris e visitou-o nos treinos. As anotações são feitas no seu computador e enviadas automaticamente para o banco de dados criado pela CBF.

Depois de ganhar da Bolívia e assistir ao seu time jogando bem, Tite falou sobre a adaptação de Phillipe Coutinho ao lado direito. “O Jurgen Klopp, técnico do Liverpool, escalou-o assim numa partida em que o senegalês Mané foi desfalque”. Foi mesmo. Jogo da Copa da Liga inglesa contra o Derby County. Ou Tite viu ao vivo, ou alguém mostrou.

Trabalhar muito não é virtude, mas obrigação. Só que existe o mito de que treinador de seleção só precisa convocar e dar treinos uma vez por mês. Tite desfaz essa impressão. Sua ideia é acompanhar os jogadores que pensa em convocar tão de perto que eles percebam o trabalho do dia a dia mesmo apresentando-se à seleção uma vez por mês. Está dando certo.

Os jogadores não sentiam segurança com os treinos de Dunga e havia problemas nas relações humanas até a eliminação na Copa América, em junho. Hoje, os jogadores gostam do trabalho e da harmonia na convivência. Times felizes jogam futebol alegre.

É cedo para dizer que o Brasil vai virar candidato ao título mundial na Rússia. Os primeiros jogos de Tite deram a noção de que é possível montar um bom time e que o problema da seleção não é falta de bons jogadores. É só o primeiro passo e é resultado de longas semanas de trabalho.

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