– Fatores que Incentivam a Desonestidade e Atos de Influência da Honestidade

A Revista Época desta semana traz uma interessantíssima matéria, intitulada “Somos todos um pouco trapaceiros”, por Daniel Venticinque. Nela, se discute o livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, do psicólogo israelense Dan Ariely.

O livro recém lançado fala sobre o fato de todas as pessoas terem uma queda, em certo momento da vida, para a desonestidade. E a culpa vem das situações cotidianas, que trazem naturalmente à tona esse defeito humano. Seriam 5 fatores para a desonestidade e outros 5 para a honestidade. Abaixo:

5 FATORES QUE NOS FAZEM TRAPACEAR DEMAIS

1- CAIR NA PIRATARIA: as pessoas que usam produtos falsificados tendem a ser mais desonetas em outros aspectos da vida. O sucesso desse pequeno deslize nos torna propenso a arriscar deslizes maiores.

2- SER MALTRATADO: para quem sente que não foi respeitado, a desonestidade pode ser uma revanche. Quem não é bem tratado por um vendedor raramente devolve o dinheiro se ele errar o troco para mais.

3- DAR ASAS À CRIATIVIDADE: além de ter uma tendência a questionar regras, as pessoas cujas profissões exigem criatividade são melhores para inventar desculpas e para bolar maneiras de desobedecer às leis.

4- FAZER O BEM PARA OUTROS: quando o desonesto beneficia outros além do trapaceiro, trapacear fica ainda mais fácil. O mal-estar da trapaça é compensado pela sensação de fazer o bem.

5- LIDAR COM VALORES VIRTUAIS: ver alguém cometer um ato desonesto aumenta muito as chances de fazermos o mesmo naquela situação. É a regra do “todo mundo faz”, que já entrou para o folclore da política brasileira.

5 ATITUDES QUE NOS TORMAM MAIS HONESTOS

1- DAR SUA PALAVRA: É antiquado, mas funciona. Assinar um temo de responsabilidade ou se comprometer a seguir um código de ética é um bom lembrete mental para evitar a tentação da trapaça.

2- TER FÉ: discursos e símbolos religiosos nos tornam menos propensos à trapaça, por estar associados à boa conduta. Não é por acaso que a música gospel é pouco atingida pela pirataria.

3- CRIAR UMA CULTURA DE HONESTIDADE: quando a desonestidade é malvista e há poucos maus exemplos maus exemplos a seguir, trapacear fica mais difícil. Isso explica por que a trapaça é mais difundida em alguns países.

4- MANTER A TRANQUILIDADE: como a trapaça é uma tendência natural, ser honesto exige esforço. Evitar o cansaço mental ajuda a manter a compostura diante de uma oportunidade de trapacear.

5- CONTRATAR FISCAIS DESINTERESSADOS: Trapaceamos menos quando somos fiscalizados. Mas os fiscais precisam ser isentos. Quanto maior o contato deles com quem fiscalizam, maiores as chances de que todos caiam na trapaça.

E aí: concorda com eles ou não? Deixe seu comentário:

– Justificando Promessas Não-Cumpridas do Prefeito Nota 10!

E o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab? Se autoavaliou com nota 10 na administração paulistana, mesmo deixando de cumprir 2/3 das metas estipuladas.

Como todo e qualquer político é bom de blablablá, veja se as justificativas o convencem. Abaixo, extraído do Jornal da Tarde, Ed 06/07/2012, por Cristiane Bonfim.

Aproveitando: qual nota você daria para o prefeito da sua cidade?

KASSAB ATRIBUI NOTA PARA A SUA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO.

Há seis meses do fim do mandato e sem ter cumprido promessas importantes de campanha, como a construção de três hospitais, zerar o déficit de vagas nas creches e construir 66 Km de corredores de ônibus, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse na tarde desta quinta-feira, 5, que “deixará de ser feito aquilo que não foi priorizado”. A afirmação foi feita após a apresentação de um vídeo de uma hora com os feitos do governo municipal ao longo nos últimos 3 anos e meio, em que programas como o Mãe Paulistana e o Céu é Show foram exaltados.

Mesmo assim, Kassab deu – outra vez – nota 10 para sua administração que cumpriu 81 das 223 metas de governo estabelecidas por ele na Agenda 2012. “Eu sempre digo que a nota é 10. É 10 pela determinação, pela seriedade, pela eficiência. É 10 pela equipe que tem uma disposição para responder pelas demandas de São Paulo”, disse Kassab aos jornalistas.

E apesar da nota alta, disse ter “humildade” para reconhecer que “falta muito” a ser feito e que espera que seu sucessor “qualquer que seja ele possa continuar investindo principalmente em saúde e educação porque ainda é um trabalho de alguns anos”.

Sobre as creches, Kassab disse ser um “problema grave” que teve avanços e citou a criação de 146 mil vagas e a publicação da lista de espera no site da Prefeitura. Mas ainda, pelo site da Agenda 2012 mais de 16 mil crianças estão esperando uma vaga.

O prefeito disse que se os três hospitais – que ainda estão em fase de licitação ou projeto – não estiverem prontos até o fim do ano “estarão quase concluídos” e ele não respondeu sobre os 66 Km de corredores de ônibus.

O presidente do instituto Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, diz não se surpreender com o fato de Kassab afirmar que deixará de ser feito o que não foi priorizado. “É exatamente isso. Se ele não cumpriu é porque não se empenhou em cumprir. É uma a pena porque itens como saúde, educação e mobilidade urbana, são considerados os principais problemas pelos paulistanos”, diz.

Grajew diz que as metas foram criadas para que a população possa acompanhar o trabalho de um governo. “A nota deveria ser dada com base no cumprimento das promessas. Se ele só cumpriu 30% das metas, minha nota é 3”.

Para o arquiteto e urbanista do instituto Polis Kazuo Nakano a falta de um processo constante sobre a discussão dos investimentos necessários para a cidade ajuda a dificultar o consenso do que é prioridade. “É por isso que o prefeito diz isso. Não há a discussão das necessidades básicas.”

Polêmicas- Kassab afirmou não se considerar um prefeito polêmico, mas sim “ousado”, apesar de ter tomado algumas decisões que geraram protestos na cidade, como por exemplo o fim da permissão do trabalho dos ambulantes e a proibição da entrega do sopão para moradores de rua – ambas decisões foram revistas pelo prefeito, a primeira por causa de uma decisão do Tribunal de Justiça.

– Santo de Casa Não faz Milagre

Sabe o velho ditado de que “Santo de Casa não faz Milagre”?

Ele vem do Evangelho de hoje: Cristo fazia milagres em toda a região, mas quando chegou a Nazaré da Galiléia, sua terra natal, os moradores de lá questionavam: “Não é o filho de José, o carpinteiro? Sua mãe não é Maria?”.

Pela falta de fé, poucos foram convertidos por lá.

Muitas vezes, não desdenhamos de pessoas próximas por desconfiança da proximidade que temos? Pode ser preconceito social…

– Anderson Silva e Chael Sonnen: é pra Levar a Sério?

Não gosto de esportes com violência, mas é inegável que o MMA está na moda. E a luta desta madrugada?

O brasileiro e o americano se provocaram por tempos, e após a luta, viraram amigos?

Tudo bem que no ringue eles querem ganhar, mas é notório que todos os desafios e declarações foram promocionais. Há quanto tempo não vemos esse mesmo cenário, desde telecath até o boxe profissional?

Ambos se provocam, juram morte, e depois mostram profissionalismo e espírito esportivo. Normal, é marketing. Nada mais do que isso.

– Fraqueza e Fortaleza, por São Paulo

Hoje, a Liturgia Católica traz na 2ª leitura uma belíssima passagem de São Paulo Apóstolo:

Quando me sinto Fraco, é aí que sou Forte”.

Nada de incoerência, mas demonstração magnífica de fé explícita.

Quantas vezes nós mesmos, desanimados e desconsolados, não encontramos forças em Deus para superar as dificuldades?

Animadoras e entusiasmantes palavras de um testemunho verdadeiro.

– Escolinha do Romualdo?

Romualdo Arppi Filho, árbitro brasileiro que apitou a final da Copa do Mundo de 1986, foi escolhido para ilustrar / representar a arbitragem do nosso país na coluna “Canhota”, de Sérgio Xavier Filho (Revista Placar, pg 39, Ed Julho 2012).

O mote foi falar sobre o fim da “arbitragem picada” (que segura jogo e que aceita o atleta que cava cartões), por um novo momento da realidade brasileira, influenciado por jogadores que buscam se manterem em pé ao invés de tentar simulações e de árbitros que deixam o jogo correr.

O artigo é bom, pertinente e atual. Os cartões estão deixando de serem vulgarizados (embora, claro, existam árbitros que ainda se escondem atrás dele).

Quando se fala em não-vulgarizar cartões, não é desleixo em não cumprir a regra, mas utilizá-los nos momentos exatos e corretos. E deixar o jogo correr não é, necessariamente, deixar de marcar faltas. Se é falta e não existe a vantagem, o jogo tem que parar. O que não pode é entrar do golpe da queda forçada de atleta.

Mas a matéria tem um pecado: o bom jornalista diz que a FIFA, na final da Copa de 86 e após a partida apitada por Romualdo no México (a decisão entre Argentina X Alemanha), entendeu que:

jogo amarrado era sinal de estelionato”.

Discordo. Não é bem assim. Há clubes que jogam para picar o jogo e cometem inúmeras faltas no meio de campo. E isso faz com que o jogo fique amarrado. Ou também leve em conta o árbitro medroso, fraco, que segura a partida com rigor ímpar.

Em ambos os casos não é estelionato, mas estilo (ruim, é verdade). Só não podemos aceitar a ideia de que aquele maravilhoso time de Maradona venceu o Mundial por culpa do Romualdo…

Como não tenho o acervo digital, postei a imagem da matéria. Clique sobre ela e amplie. A seguir, responda: concorda ou discorda do autor?