– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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Images extraídas da Web, autoria desconhecida.

– O Covid-19 se sentiu à vontade ontem…

Importante observar: independente da ideologia política de cada um, das motivações que levam as pessoas para participarem de uma manifestação, o descuido de todos foi algo a se condenar no último domingo!

Respeitando cada boa intenção dos grupos (não julgarei aqui), a pandemia está aí nas nossas portas, os cuidados devem ser seguidos e, logicamente, o grande inimigo no momento é o contágio assustador do Novo Coronavírus, que está vitimando inocentes todos os dias.

Imagine o sentimento das pessoas, em quarentena e desejosas de liberdade, vendo tais atos?

Sem fanatismo político e usando de serenidade: vamos nos prevenir! É isso que o Brasil pede agora. Quanto antes vencermos a enfermidade, antes voltaremos à normalidade.

Obs: perceba que estou falando de prevenção, não estou defendendo nenhum lado das ruas.

– Os Jovens comportados e responsáveis são aqueles que alcançam o sucesso!

Neste mundo de muita confusão comportamental e de valores deturpados, uma matéria muito bacana sobre os jovens que alicerçam sua vida na família, na religião, no trabalho e no estudosem perder a alegria.

Nada de excessos, distância das drogas e muita vontade de vencer: esse é o “jovem diferenciado”, que deveria não ser a “exceção”, mas a regra da sociedade!

A ótima matéria está no Jornal de Jundiaí (www.jj.com.br), caderno Cidades, na edição de alguns domingos atrás, por Mauro Utida (mutida@jj.com.br)

EM TEMPOS MODERNOS, JOVENS SE DESTACAM COM COMPORTAMENTO DIFERENCIADO

Pensar no futuro é uma das ocupações das quais os jovens mais se dedicam a fazer, porém nem todos conseguem se planejar para alcançar seus objetivos e sonhos e, com isso, se frustram. Em tempos modernos, onde há muita informação e liberdade, muitos novos adultos conseguem se destacar, buscando mais expressão com a maturidade e sem abandonar os valores da família.

Eles podem até ser considerados ‘caretas’, inocentes e até mesmo, conservadores, mas uma boa parte desta nova geração não está preocupada com baladas, como a maioria, mas sim na estabilidade financeira por meio de um bom emprego na área em que eles se formaram e na construção de uma família tradicional.

Para a psicóloga Maria de Fátima Maion Cosarin, a geração atual é mesclada, enquanto há aqueles que não estão nem aí para nada, há outros muito responsáveis, decididos e maduros.

Ela se preocupa apenas quando o jovem coloca a estabilidade financeira como prioridade. “O mais importante é o jovem se encontrar e alcançar o autoconhecimento, não só pensar na parte financeira. Conheço muitas famílias realizadas financeiramente, mas infelizes”, alerta.

Para ela, a liberdade pode ser vista de diversas maneiras, porém quando é associada ao álcool, drogas e sexo, se torna libertinagem. “Hoje o jovem tem a liberdade de expressão, mas falta maturidade. Não existe liberdade sem maturidade”, avisa.

Rock’n Roll
Quem olha para Daniel Pacheco da Silva, 23 anos, tocando baixo com sua banda de heavy metal, com camiseta preta, não imagina que ele é um administrador de banco de dados, formado pela Faculdade de Tecnologia (Fatec Jundiaí) em análise de sistema, bebe socialmente, costuma ir às missas frequentemente e é um dos mais tranquilos da turma.

Para ele, o relacionamento sério é mais “bacana” e procura alguém com quem tenha afinidade. Drogas? Nem pensar. “Não tenho nada contra, mas não me misturo”, declara. Ele não se considera uma pessoa diferente da sua geração por ser mais conservador do que a maioria dos jovens de sua idade, porém procura focar mais no seu trabalho e na música, já que também toca violão e gaita. “Cada um é cada um, não discrimino a opinião de ninguém”, desabafa.

Sonho de criança
Desde criança, Stephânia Vilela, 23 anos, sonha em se formar, conseguir um bom emprego e depois casar. Foi sempre uma aluna disciplinada e hoje, aos 23 anos, já faz pós-graduação em Direito do Trabalho, na Faculdade Padre Anchieta, em Jundiaí.

Ela se formou em Direito pela PUC-Campinas e no 5º ano de faculdade, conseguiu passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para poder exercer sua profissão. “Em cinco anos de faculdade, se fui a cinco festas foi muito”, diz.

Ela namora há quatro anos com um jornalista, que também está iniciando na profissão, porém os sonhos do casamento foram prorrogados para que os dois consigam uma estabilidade financeira e profissional primeiro. Na opinião dela, o próximo passo do casal será conseguir um imóvel e, só então, realizar a cerimônia matrimonial.

“Nosso namoro deu certo porque nós dois somos bem tranquilos, saímos mais para comer fora e se reunir com os amigos, ou ficar assistindo Netflix em casa (risos)”, revela.

O que chama a atenção em Stephânia são as suas tatuagens e um piercing no nariz, nada comum para uma advogada. Mas ela afirma que não gosta de estereótipos e quer ser uma profissional sem abandonar seu estilo. “Adoro tatuagens e piercing, quero ter minha liberdade de escolha dentro da minha profissão, não gosto de estereótipos”, declara.

Lado espiritual
A psicóloga Fátima Maion Cosarin também destaca a importância dos jovens terem uma espiritualidade forte, seja qual for a religião. Para ela, jovens com este perfil, costumam alcançar a maturidade mais rápido, pois de alguma forma a religião costuma trabalhar com as frustrações.

O analista de suporte, Thiago Hernandes Cardoso da Silva, 30 anos, foi influenciado pela avó a frequentar as missas católicas. Ele gostou de participar deste ambiente e, dentro do grupo de jovens, conheceu sua namorada, com quem está há 3,5 anos. Eles já planejam o casamento dentro da Paróquia São João Batista, na Ponte São João, em 2019. “Estamos praticamente noivos”, declara.

Silva afirma que os bons costumes não aprendeu na igreja, mas sim dentro de casa. Para ele, a educação tem que vir da família e a igreja, como um direcionamento para a espiritualidade. “Os meus princípios e minha educação foram passados pelos meus pais, a igreja é meu suporte espiritual”, diz ele, que é formado em informática.

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– A questão racial dos EUA é diferente da do Brasil, embora o problema do racismo exista nos dois países!

Gostei muito do post do blog Dricaribas – Uma observadora do cotidiano, a respeito das diferenças do Racismo nos EUA e no Brasil, a partir da visão de quem viveu nos dois países e pelo aspecto social e cultural dessas nações.

O Racismo é entendido e praticado diferente nos EUA. Não que ele inexista em nosso país, mas a abordagem de como ele é, diverge.

Vale a pena tal leitura!

Abaixo, extraído de: https://dricaribas.com/2020/06/04/racismo-nos-estados-unidos-um-problema-longe-de-ser-resolvido/

RACISMO NOS EUA: UM PROBLEMA LONGE DE SER RESOLVIDO

por Adriana Ribasmayer

Os europeus observam a situação de protestos nos Estados Unidos, com muita preocupação desde da morte de George Floyd. Desde de então, milhares de pessoas saem às ruas para protestar, as vezes de forma pacífica, outras vezes com direito a tumulto e quebradeira.

A questão racial no Estados Unidos é bem complexa. Já não é o primeiro caso, com o excesso de força de policiais brancos contra a população afro-americana. Um caso bem conhecido aconteceu em 1992, quando quatro policiais brancos foram declarados inocentes após a agressão contra o afro-americano Rodney King. Toda a ação foi filmada. Depois de seis dias de protestos violentos, o Corpo de Fuzileiros Navais junto com a Guarda Nacional foram chamados para acalmar a situação.

Desde então, outras situações violentas aconteceram e foram devidamente filmadas, especialmente em tempos de celulares inteligentes, os smartphones. George Floyd foi filmado sendo morto por asfixia pelos policiais. Esses já foram colocados em presídios de segurança máxima.

Além da indignação justa pela morte de Floyd, aliou-se a insatisfação com a crise econômica. Até agora, por conta da pandemia da Covid19, mais de 40 milhões de pessoas estão desempregadas. Boa parte delas são justamente de afro-americanos.

Se por um lado, governadores apoiam os protestos, por outro ficam sem ação ao pedir à população que permaneçam em casa, justamente para evitar a propagação do vírus. Os Estados Unidos está em primeiro lugar, seja em número de infectados, com mais de um milhão e meio de infectados e com mais de cem mil mortos, dados da Universidade de John Hopkins. As autoridades norte-americanas alertam que número de casos podem aumentar consideravelmente devido aos protestos. E mais uma vez, a população afro-americana é a maior afetada.

Por outro, o Presidente Donald Trump também não contribui para a uma possível pacificação dos protestos. Pelo contrário, Trump pretende colocar os militares nas ruas para conter os mesmos. Em tempos de campanha eleitoral, isso pode ser uma verdadeira bomba atômica e dividir ainda mais, uma sociedade racialmente dividida.

Sim, essa é principal diferença entre o Brasil e os Estados Unidos. Aí a sociedade é racialmente divida. O DricaRibas viveu em Washington entre 1995 e 1997 e observou isso. Mesmo com o primeiro Presidente Barack Obama, esse quadro não alterou. Na leitura DricaRibas, esse processo será longo e haverá a necessidade de um longo e dolorido diálogo entre ambas partes, além de uma política de integração da população afro-americana. Infelizmente, os atores políticos aí não dão esse sinal.

No caso do Brasil, a questão do racismo funciona diferente. Não há como classificar como melhor ou pior. Somos uma sociedade mestiça, se comparada com a norte-americana, mas isso não significa que a população afro-brasileira esteja em melhores condições. Mesmo após a abolição da escravatura, em 1888, não houve nenhuma política de inserção da população afro-brasileira.

No último fim de semana houveram protestos no Rio de Janeiro pela morte do menino João Pedro Mattos. João morreu depois de uma ação da polícia em São Gonçalo, no último dia 19 de maio. Importante que a polícia seja questionada, mas ao mesmo tempo, que os casos de Covid19 estejam foram de controle.

Por fim, para concluir esse post, no caso do Brasil, a questão de integração da população afro-brasileira deve ser levada a sério e com propostas concretas. Não pode ser instrumentalizada por um setor da esquerda que pretende usar a pauta, para dividir ainda mais uma sociedade já rachada. Verdade também que o governo Bolsonaro não ajuda em nada nesse sentido, muito pelo contrário só coloca lenha na fogueira.

Fonte: Número de infectados pela Covid19 da Univerdade John Hopkins nos Estados Unidos. Esse site também coloca a disposição o número de infectados no Brasil: http://www.jhu.edu.com

Nike se posiciona contra o racismo após assassinato de George ...

– Indignidade Humana: critica-se doação, ajuda solidária, etc, etc, etc…

Caramba, o mundo está pilhado, louco, desconexo…

Leio uma crítica (e não vale o crédito pela tristeza da situação) sobre uma campanha solidária de ajuda a uma pessoa. O autor expõe os valores doados pelos contribuintes, e questiona se são significativos pelo que ganham.

Quanto ele, autor, doou? Não consta na lista. Independente disso, em tempos de dificuldades de todos, doar ou não é algo íntimo de cada pessoa. Não se pode cobrar ajudar em dinheiro vivo num momento em que todos estão em pandemia e o mundo praticamente parado. 

Se a pessoa não doou muito dinheiro, ela não é obrigada, pois é uma questão de foro íntimo. Poderia ela ter ajudado de outras formas, como, por exemplo, divulgar uma campanha solidária!

A melhor coisa que se pode fazer – SEMPREé ajudar sem se vangloriar. O que a mão esquerda faz, a direita não deve saber. Doar para promoção pessoal é hipocrisia. Doar porquê alguém cobrou, idem. Doar por compaixão, é humanitário – e esse valor da doação (em espécie ou em atos) é sempre particular.

A questão fica sendo: expor ao constrangimento uma causa dessa, é demais. É insensibilidade. Teremos que apresentar holerit para dar satisfação do quanto pode-se ajudar o próximo?

Repito: a democracia não obriga isso, mas sim a consciência. Pior que doar pouco, é reclamar dos outros e não doar.

Para não surgir polêmicas: refiro-me ao caso de Ney Santos e Hugo Prado, Prefeito e Vereador de Embu das Artes, que vive um inferno na política local. Que rolo! Viram que situação?

A solidariedade verdadeira é aquela descompromissada em esperar o “Obrigado de Volta”. Quem explora o assunto difamando outrem ou quer promoção sobre valores vultuosos doados como marketing, não sabe o que é isso (a ação solidária).

Aqui: https://www.verboonline.com.br/2020/03/31/em-meio-a-pandemia-morador-questiona-doacao-de-hugo-e-ney-o-xinga-de-burro/

Debate 88: solidariedade e empatia - Notícias - Rádio 88 FM

– Lidando com gente difícil no cotidiano!

Um artigo bacana publicado no Caderno “Inteligência”, na Época Negócios: como se relacionar com gente de personalidade forte, instável ou antissocial. Dicas que extrapolam a Administração de Empresas e vão ao cotidiano da sociedade.

Abaixo, extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Inteligencia/noticia/2012/06/gente-e-problema.html

GENTE É PROBLEMA

E você tem que saber lidar com os tipos.

O primeiro é o colega “Mel Gibson”, o tipo hostil, que leva tudo para o lado pessoal quando é contrariado; o segundo é o colega “Marilyn Monroe”, suscetível à rejeição, preocupado com a desaprovação alheia, real ou imaginária; o terceiro é o “Woody Allen”, neurótico, que faz uma tempestade diante de qualquer conflito; por fim, há o colega “Paris Hilton”, o egoísta que só enxerga o próprio umbigo. Sim, são estereótipos. Mas cada vez mais encontrados no mundo do trabalho, segundo a revista Psychology Today.

Lidar com eles é uma habilidade necessária. Para fazer isso, mantenha as interações curtas e objetivas. A comunicação deve ser lógica, pois é infrutífero – e perigoso – tentar fazer uma comunicação emocional com o interlocutor emblemático. Outra dica: mantenha o foco na conversa nele, não em você. É a forma mais segura para que, mais tarde, suas palavras não acabem distorcidas. Não tente convencê-los de seu ponto de vista. Também pare de sonhar que algum dia essas pessoas poderão ser tratadas normalmente. Aceite-as como são!

Com um colega difícil, é salutar evitar assuntos espinhosos. Quando isso for necessário, faça-o a portas fechadas (…).

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– Como o craque português Cristiano Ronaldo não sofreu um aborto da mãe!

Respost de 2 anos:

Você conhece a história da dona Dolores Aveiro?

Ela é mãe de Cristiano Ronaldo, o craque português que por várias vezes foi eleito o melhor do mundo. E veja que curioso: CR7 era o 4º filho de uma gravidez indesejada, e dona Dolores tomou vários chás para abortar!

Quando foi ao médico, ela foi repreendida por ele e dessa forma decidiu levar até o fim a gestação. Assim que Cristiano nasceu, “houve um arrependimento profundo, um remorso, uma vontade de apagar tudo o que aconteceu ao ver aquele bebezinho indefeso e maravilhoso”, como diz em seu livro (abaixo).

Reflita: quantas pessoas talentosas de bem, que poderiam ajudar a humanidade com sua inteligência na promoção social, na descoberta de medicamentos ou na luta pacífica engajada por um mundo melhor, não nasceram por conta do aborto desejado de suas mães?

(Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/05/22/mae-de-cristiano-ronaldo-diz-por-que-pensou-em-aborto-e-desistiu-da-ideia.htm)

MÃE DE CRISTIANO RONALDO DIZ POR QUE PENSOU EM ABORTO E DESISTIU DA IDEIA

Quando Maria Dolores dos Santos Aveiro, 63, assiste a um lance como a fabulosa bicicleta que Cristiano Ronaldo acertou contra a Juventus, se enche de orgulho. Afinal, é seu filho. Mas também bate uma grata sensação de surpresa, não importando quantos títulos e recordes o craque já tenha acumulado. Por mais que soubesse que, desde muito cedo, o garoto da ilha da Madeira só queria saber de futebol, ela admite que jamais imaginava que a vida deles desembocaria aqui.

Aqui, no caso, vale para São Paulo, onde, nesta terça-feira (22), Dolores Aveiro vai lançar no Brasil sua biografia. “Mãe Coragem” é o título, escrito em parceria com Paulo Sousa Costa. Mas também pode valer para Gramado (RS), a atraente cidade turística em que, por iniciativa de uma das irmãs do astro, Katia, a família prepara o lançamento de um restaurante. O estabelecimento será aberto em julho, com a Copa em andamento, chamado “Dona Dolores”. Não só pelo fato de a matriarca ser a cozinheira oficial do clã, mas também para homenagear uma trajetória ainda mais sinuosa que a do prodígio.

Órfã de mãe aos 6 anos, foi abandonada pelo pai em sequência, educada em rigoroso orfanato e, na volta para casa, acabou submetida a condições ainda mais inóspitas para uma criança. Quando deu o próximo passo, casada com José Dinis Alveiro, teve os dois primeiros filhos e viu o marido ser chamado às pressas para uma guerra em Angola. Quando voltou, era outro homem, tomado pelo alcoolismo. Com dificuldades financeiras e afetivas, considerou seriamente o aborto daquele que seria seu quarto filho, Cristiano Ronaldo, cujo talento causaria reviravolta na vida da família 17 anos depois.

“Contamos o que senti na minha vida, para dar um exemplo às mulheres”, disse ao UOL. “Não foi um livro para criar fama. Até vamos ajudar algumas instituições, com as quais já havia colaborado. Tem uma para câncer de mama, uma cirurgia que fiz nas duas. Também quero ajudar instituições de meninos deficientes e órfãos, desprezados como fui. Não quero ser conhecida como a mãe de Ronaldo, mas pelo que sinto de coração e me faz bem.”

Hoje um fenômeno no Instagram, com 1,4 milhão de seguidores (@doloresaveiroofficial), ela dá autógrafos por onde quer que passe. Seu neto, Cristiano Ronaldo Júnior, o Cristianinho, 7, até brinca sobre quem seria o membro mais famoso da família. “Estou orgulhosa porque noto que têm um carinho especial por mim. Tento responder algumas coisas porque não consigo com todas. Estou muito consciente de ser a mãe de quem sou, mas, para mim, o Ronaldo é como outro filho qualquer. É diferente para o mundo, mas para mim é igual aos outros”, disse.

Aos 30 anos, Dolores Aveiro engravidou pela quarta vez, e não estava nos planos. A família vivia em condições precárias em Funchal, e ela chegou a procurar um médico para forçar um aborto, depois de ter tomado chás e ou até mesmo cerveja preta, que a crença local dizia facilitar a eliminação do feto:

Cristiano Ronaldo realmente mudaria a vida da família. Mas demoraria um pouco. Aos seis anos, só queria saber de futebol, recusando qualquer presente que não fosse uma bola. Era um sinal do que estava por vir, embora mal suspeitassem:

Aos 11, Cristiano Ronaldo foi liberado pela mãe para deixar a Madeira rumo a Lisboa, fisgado pelos olheiros do Sporting. Não que fosse uma decisão fácil, assim como foi difícil a adaptação do filho à capital portuguesa:

Em 20 de agosto de 2003, Cristiano Ronaldo estreou pela seleção portuguesa contra o Cazaquistão, aos 18, para deleite dos pais. Cinco anos depois, seria eleito o melhor do mundo pela primeira vez. Mas o pai já não estava mais lá para ver, tendo morrido em 2005 por complicações hepáticas e renais:

Agora dando nome a restaurante em Gramado, Dolores Aveiro assegura que lá será servido o prato preferido de Cristiano Ronaldo, um craque também de garfo e faca na mão.

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Maria Dolores dos Santos Alveiro, mãe de Cristiano Ronaldo Imagem: Juliana Fumero/UOL

– Motivos para não estar no Facebook! Cometerei um Facebookcídio?

Muita gente não quer estar no Facebook. Embora a Rede Social seja quase uma obrigação para alguns, há aqueles – que como eu – pensam seriamente em sair do “Face”. 

Pessoas irritantes achando que você está à disposição 24 horas para respondê-las, sabichões, contestadores de plantão e, principalmente, radicais!

Radicais da fé, do futebol e da política. Há gente de todo tipo e que não respeita a opinião alheia. Cansado de ver aqueles que criam animosidades com outros devido a esse tripé, e incomodado com “gifs e correntes” bobocas, sinto-me cada vez mais estimulado para cometer um “Facebookcídio” (embora, a curto prazo, não farei).

Nesta época próxima às Eleições, certamente será “um pé no saco” entrar no Facebook, Twitter, Instagram… aliás, já está sendo! O que aparece de pré-candidatos pedindo votos (gente que nunca vi)!

Compartilho, abaixo, o interessante texto de Eugênio Bucci (jornalista, professor da ESPM e da ECA-USP), escrito para a Revista Época de 11/06/2012), sobre a importância e explicações para se estar fora do Facebook. Repare: se o texto, que é antigo, se torna bem claro aos nossos dias, imagine com o sem número de Fake News que invadem a Timeline hoje!

PORQUE NUNCA ENTREI NO FACEBOOK

– Não, não estou no Facebook

“Quando a gente diz isso numa roda, num jantar ou num ponto de ônibus, a conversa silencia. Olhares incrédulos saltam sobre nossa figura tímida, como luzes de otorrinolaringologistas do futuro, tentando investigar nossas limitações ocultas. Analfabetismo digital? Conservadorismo? Alguém arrisca um”em que planeta você vive?”. Outro sente pena e tenta ser simpático:”Até minha avó está no Face, é tão friendly”. Aí, vem aquela voz categórica, que procura dar o sinal definitivo dos tempos: “Minha filha já nem usa mais e-mail. Com ela, é tudo pelo Facebook”. É assim que os 46,3 milhões de brasileiros que mantêm um perfil pessoal na maior rede social do planeta tratam os outros, os que estão de fora. Fazem ar de espanto. Fazem chiste, Bullying, assédio moral.

E não obstante:

– Não, não estou no Facebook.

E acho que tenho razão. Errados estão os 845 milhões de viventes que, em todas as línguas, em todos os países, puseram lá suas fotografias (tem gente sem camisa!) ao lado de seus depoimentos confessionais. Viventes e morrentes, é bom saber. Há poucas semanas, o escritor Humberto Werneck, em sua coluna dominical no jornal O Estado de S. Paulo, registrou um dado um tanto mórbido. Quando um sujeito morre – isso acontece, o perfil do defunto fica lá, intacto. O perfil do morto não entra em putrefação, nem vai para debaixo da tela. Os outros usuários, estes vivos, mas desavisados, podem “curtir” até cansar. O perfil não se mexe nem sai de cena. Não há coveiros digitais no tempo real. De todo modo, como não frequento isso que Werneck chamou de “cemitério virtual”, não posso saber como é. Apenas presumo que deva ser aflitivo. Também por isso, ali não entro nem morto.

A fonte da minha resistência, contudo, não está nessa situação terrível, não da morte em vida, mas da vida em morte a que a grande rede pode nos sentenciar. Também não está nas fotos de gente sem camisa. A evasão de intimidades em que estamos submersos é a regra totalitária. Até mesmo a fé – algo ainda mais íntimo que o sexo – ganhou estatuto de espetáculo nas telas eletrônicas, e a transcendência do espírito se converteu em explicitude obscena. Entre o lúbrico e o religioso, não é o festival abrasivo nauseante de intimidades que me mantém distante. Não é também a frivolidade.

O que mais me afasta desse tipo de rede social é o comércio. Nada contra as feiras livres, que, em qualquer lugar, em qualquer tempo, concentram as mais autênticas vibrações da cultura (a melhor porta de entrada para o viajante que quer conhecer uma cidade é a feira livre). Agora, o comercio no Facebook é outra história. Ele é ainda mais funéreo que a presença dos clientes mortos que não pagam nem arredam pé. Ali, a mercadoria é o freguês, o que vai ficando cada dia mais evidente, com denúncias crescentes sobre o uso de informações pessoais mercadejadas pelos administradores do site. Ali dentro, as mais exibicionistas intimidades adquirem um sinistro valor de troca para as mais intrincadas estratégias mercadológicas.

Já no tempo do Orkut – no qual também nunca pus os pés, ou os dedos, ou os dígitos – esse fantasma existia. Hoje, no Facebook, o velho fantasma é corpóreo, material, indisfarçável em seu jogo desigual. O usuário alimenta o usurário – com seu próprio trabalho, não remunerado. Clicando “curti” para lá e para cá, o freguês fabrica alegremente o “database marketing” que o vende sem que ele saiba. Estou fora. Muito obrigado.

Desconfio que esse padrão de relacionamento não é leal e não vai tão longe quanto promete. Não se mantiver o mesmo modelo. Mesmo como negócio, o Face dá sinais de ter batido no teto. A empresa menos de um mês e, desde então, as ações despencam. Já perderam mais de 24% de seu valor. Nesse período, o fundador e presidente executivo, Mark Zuckerberg, ficou USS 4,7 bilhões mais pobre. O Facebook precisa mudare, por enquanto, mudará sem minha ajuda, sem meu trabalho gratuito. Seguirei com meu cômodo bordão:

– Não, não tenho Facebook.

Dá para viver sem. Se me acusarem de dinossauro lamuriento, posso me defender. Tenho celular e sei operar controle remoto de televisão. Uso o Google, mas com um pé ressabiado bem atrás. Sabia fazer download de planilha Excel, mas esqueci. A tecnologia nos engolfa, eu bem sei, e não há como ficar de fora. Mas uma coisinha ou outra a gente ainda pode escolher. Um “não” ou outro, a gente ainda pode dizer.

– Não, não estou no Facebook.

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– O mundo antissocial das redes sociais é, da forma que é, por conta do cérebro não conseguir entender a relação e não ser algo natural. Além, claro, dos algoritmos…

Leio na edição 1046 da Revista Época, uma entrevista muito bacana, com Janaína Brizante (ela é uma neurocientista da USP e da Duke University). A doutora, dias atrás, falou sobre como nosso cérebro está despreparado para lidar com as redes sociais!

A especialista critica o fato de pais permitirem crianças usarem o WhatsApp, alegando que estranhos podem entrar na vida do menor sem o conhecimento deles (pelo uso das funções que permitem apagar as conversas e pais não saberem do ocorrido). Fala ainda sobre como os adultos perdem tempo no mundo virtual fuçando a vida dos outros ou discutindo coisas com vários usuários, sem se preocupar com conversar fisicamente, que gasta muito menos tempo para as mesmas discussões.

O exemplo mais citado da dificuldade nas relações físicas e virtuais é que estamos nos dedicando ao contato virtual com tamanho “empenho”, que as pessoas já não conseguem enxergar o quanto sacrificam a falta de contato físico real. O usuário de Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp, que fica preso a esse mundo e seus amigos da Web, é a personificação do indivíduo anti-social real por conta das redes sociais virtuais!

Enfim: o natural é interagir, agarrar, tocar, abraçar, ver, sentir. Pela Web, não dá.

Mas há outro fator a abordar, que a Dra Janaína não foi questionada mas se observa no dia-a-dia: a questão dos algoritmos do Facebook, onde a Rede Social impõe o que mais visitamos, sem ordem cronológica sequencial e com todas as postagens de usuários à vista. Uma pessoal fanática de alguma crença, tende a ver preferencialmente aquilo que ela crê e repulsas ao que não crê. Em outras searas, idem, tornando a pessoa radical!

Não é mais fácil ajudar o mundo a ser mais tolerante acabando com esses algoritmos e permitindo todas as opiniões? De radicalismo virtual o mundo já está cheio e o cérebro sensato não suporta (e nem consegue), como lembrado acima.

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– Guardiola sobre a volta do futebol e o respeito aos profissionais de saúde.

Pep Guardiola, o vitorioso treinador de futebol (que é espanhol e trabalha na Inglaterra), está vivendo a Pandemia bem antes que nós no Brasil. E, mesmo apaixonado por seu ofício, foi questionado sobre a volta das atividades esportivas profissionais em meio à crise do Covid-19. Disse ele:

“Acho que todos os torcedores ao redor do mundo estão impacientes e querem o regresso do futebol. Nós também queremos, mas atualmente a prioridade está em outro lugar. Portanto, fiquem seguros, tenham cuidado, porque quando for possível nós regressamos (…) Se o Governo exige a utilização da máscara, ficar em casa e preservar a distância social, então todos o devem fazer, porque muita, muita gente trabalha na saúde e está arriscando a sua vida para salvar a nossa. É incrível o que eles têm feito e devemos seguir as regras. Não podemos falhar”.

Por quê pessoas inteligentes e sensatas como ele  tem o mesmo discurso sobre a volta do Futebol? E, incoerentemente, no RJ, se quer voltar antes do que nesses lugares cuja pandemia começou meses atrás?

Incompreensível.

Mãe de Pep Guardiola morre vítima do coronavírus, aos 82 anos ...

Lembrando: a mãe de Guardiola faleceu vítima do Novo Coronavírus aos 82 anos.

– Celebrity Infinity e os passeiros em “quarentena infinita”…

Se você está reclamando por estar em casa devido ao Novo Coronavírus, imagine os funcionários de cruzeiros, que estão fora de casa há muito tempo e já tiveram contato “com tudo e com todos” neste período!

Um dos casos, há gente desde MARÇO em alto mar, transferindo-se apenas de embarcação. Assustador…

O texto em: https://epoca.globo.com/mundo/coronavirus-crescente-desespero-de-milhares-de-funcionarios-confinados-em-cruzeiros-ha-meses-24444261?%3Futm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=post

Cruzeiro de 11 dias a bordo do Celebrity Infinity | Celebrity ...

 

– Preconceito no Futebol

Nos últimos dias, tivemos a campanha do Dia Mundial contra a Transfobia; também a Celebração da Libertação dos Escravos e o adiantamento do Dia da Consciência Negra (por conta da pandemia).

Há 6 anos, publicávamos esse momento de discussão sobre as diversas formas de preconceito (incluindo as das causas citadas acima e outras a se discutir) e que me parece ser um assunto bem atual…

Compartilho, abaixo, de 24/05/2014:

PRECONCEITOS

Passado o impacto da campanha contra o racismo capitaneada pela hastag #somostodosmacacos, fica uma nova discussão no futebol: gritar “Macaco” no estádio é crime, e ”Bicha” não é?

A luta deve ser contra o preconceito sob todas as formas ou apenas em relação as raças?

Esperar-se-á alguém jogar uma calcinha rosa contra um atleta homossexual (embora os jogadores gays não se assumam no futebol brasileiro temendo a carreira), fazendo um paralelo à banana contra Daniel Alves, para que se aborde o tema?

Homossexuais existem no apito também. Árbitros e bandeiras enrustidos estão aí, trabalhando nos campeonatos e se passando por heterossexuais. Conheci alguns e nunca se tocou na questão sexual durante os trabalhos de jogo. Mas desde “esposa arranjada” para manter as aparências até “causos de namoricos” se ouviu falar. E não só entre árbitros, mas também envolvendo dirigentes! Alguns na ativa e outros aposentados.

A condição sexual é problema pessoal de cada um. Entretanto, me preocupa quando heteros ou homos a usam para proveito próprio e/ou instrumento para promoção de alguém.

E aí vem a outra questão: o assédio sexual, seja praticado para cima das mulheres ou de homens, também não é um problema?

Outro: se não bastasse a questão racista, sexual ou de gênero, a física também deve ser discutida: rarearam-se os árbitros “baixinhos”? Cada vez mais se quer árbitro alto, parrudo e de boa aparência. Fico pensando: será que a Família Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio) teriam chegado onde chegaram se começassem a carreira nos dias atuais? Negros e baixos, a dificuldade seria maior hoje.

Involuímos socialmente ou os critérios de meritocracia são tolhidos pela política?

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– Paternidade Ativa em moda. Ainda bem!

Leio que cada vez mais os papais sentem-se tão necessários para a criação dos filhos do que as mamães, e isso é ótimo.

Compartilho, abaixo, extraído de: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,pais-se-unem-por-um-novo-jeito-de-criar-os-filhos,70001800145

PAIS SE UNEM POR UM NOVO JEITO DE CRIAR FILHOS

A chamada ‘paternidade ativa’ ganha adeptos, com homens que põem literalmente a mão na fralda e na cama, se envolvendo em rotinas.

Por Fábio Leite

Quando Anne contou que queria dar à luz seu primeiro filho em casa, Thiago Queiroz “surtou”. “Achava aquilo uma loucura”, recorda o engenheiro carioca, de 34 anos. Ele estava mais focado em montar o quarto do bebê do que nos textos que a mulher enviava sobre o desejado parto humanizado. Aos poucos, foi convencido da ideia, mas a “ficha” da paternidade só caiu quando o corpo de Dante deslizou nos seus braços dentro da banheira montada no apartamento, após 23 horas de intensas contrações.

“Esse momento foi muito tocante. Se eu não tivesse embarcado nessa, não estaria ali, na hora certa, para pegar o meu filho. Depois, só pensava em como queria me apaixonar por ele. Comecei a ler sobre criação com apego e decidi mergulhar na paternidade”, conta Queiroz, que, além de Dante, com 4 anos, é pai de Gael, de 2, blogueiro, youtuber, com o canal Paizinho, Vírgula!, palestrante e criador de um grupo sobre disciplina positiva no Facebook, o Criação com Apego.

Agora, é ele quem escreve os textos que as mulheres mandam para os maridos. “Sei que muitos ainda não leem, como eu não lia”, diz. Mas isso está começando a mudar. A chamada paternidade ativa defendida por Queiroz tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. São homens que rejeitam o papel do pai apenas como provedor da casa e colocam a mão na fralda, as crianças na cama e debatem os mais variados assuntos envolvendo os filhos, desde coisas mais práticas, como o jeito de usar o sling (espécie de rede para carregar o bebê junto ao corpo), até temas mais complexos, como o melhor as formas de lidar com ciúmes entre irmãos.

PELO PAÍS – Um deles é o engenheiro de sistemas Leandro Gonçalves, de 35 anos, que criou há quatro anos um grupo fechado no Facebook, o Paternando, com mais de 400 membros de Espírito Santo, Minas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, além de Rio e São Paulo. “O feminismo questiona os papéis na família preestabelecidos pela sociedade, de que o homem trabalha e a mulher cuida dos filhos. Hoje, todos trabalham, não é justo só as mulheres fazerem dupla jornada. Nossa geração está assumindo essa responsabilidade.”

E o papel das mulheres na descoberta da nova paternidade é vital. Assim como Queiroz, Gonçalves conta que a vontade de ser um pai mais participativo do que fora o seu aflorou no nascimento de Alice, sua filha mais velha. “A Dane (a mulher) optou pelo parto humanizado em casa. Foram 26 horas de trabalho de parto e fiquei junto dela o tempo todo. Foi muito intenso para mim também, meio catártico.” O próprio grupo de pais nasceu com base em um grupo de mães. “Elas promoviam encontros e os pais começaram a se conhecer também. Até que decidimos criar nosso próprio grupo.”

Hoje, o Paternando promove rodas de conversas mensais entre os pais e tem um podcast, o Balaio de Pais, para falar da criação dos filhos. No último episódio – Mamãe tá na roça, papai foi cozinhar –, os pais abordaram como a sociedade brasileira ainda tem dificuldade em aceitar essa nova realidade familiar. “Crescemos em uma cultura machista e essa desconstrução sobre o lugar do pai na família, em casa, é demorada. O que está acontecendo é uma quebra de paradigma, mas muitos ainda cobram do pai esse papel de provedor”, relata o psicólogo Leonardo Piamonte, de 38 anos, autor do blog Paternidade Sem Frescura.

Para um dos mais assíduos do grupo, o jornalista Leandro Nigre, de 34 anos, a troca de informações tem sido essencial para enfrentar o desafio da paternidade. “Infelizmente ainda há muito preconceito com os que decidem assumir determinadas tarefas e dividir a educação dos filhos com as mães”, diz Nigre, que utiliza seu blog, o Papai Educa, para divulgar entre homens notícias, pesquisas e reflexões que envolvem a paternidade. E para quem o elogia por cuidar de Guilherme, de 4 anos, e Rafael, 2 meses, ele responde: “Só estou cumprindo meu papel de pai”.

CRIAÇÃO ‘CASADA’ DESMISTIFICA HIERARQUIA

Muito se fala sobre as consequências da ausência de um pai na vida de uma criança, como comportamento violento e dependência química, mas pouco se estudou até agora sobre os efeitos da paternidade ativa no desenvolvimento dos filhos.

Para a psicóloga e terapeuta familiar Rosa Maria Macedo, coordenadora do Núcleo de Família e Comunidade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), uma coisa é certa: a presença do pai em casa e nas atividades domésticas torna a estrutura familiar mais horizontal, o que é positivo para pais e filhos.

“Na literatura, pai sempre foi visto no lugar da autoridade, aquele que impõe as leis da casa. Ou seja, estaria hierarquicamente acima da mãe. Com a mudança de papéis, esse processo está ficando horizontal. Isso é bom sob diversos aspectos, do respeito às diferenças, aos gêneros, à democracia, sem criar uma situação de desigualdade.”

Rosa explica que a teoria do apego, que virou objeto de estudos dos pais ativos, começou a ser desenvolvida na década de 1950 pelo psicanalista britânico  John Bowlby. Em suas pesquisas, ele constatou que o vínculo estabelecido entre a criança e o adulto dependia mais da sensação de segurança que lhe era proporcionada do que com o alimento, como pensavam psicanalistas que julgavam o apego primário exclusivo das mães.

Para psicólogo, a mudança de comportamento do pai depende muito da postura da mãe, que não pode ter medo de “perder” o lugar de poder que ocupa em casa. “No consultório, recebo pais se queixando que querem participar mais, mas são repreendidos pelas mulheres, que colocam defeitos no que eles fazem. Isso não pode ser uma disputa.”

O psicólogo Leonardo Piamonte, que trabalhou com menores infratores na Colômbia, disse que, como esta é a primeira geração de pais que desenvolveu esse comportamento participativo, só agora será possível medir os efeitos da nova paternidade nas famílias. Ele participa do grupo de pais ativos e acredita que esse comportamento paterno faz com que os filhos sejam mais criativos, assistam menos TV e se alimentem melhor. “O que se sabe é que excesso de amor e carinho nunca machucou ninguém.”

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Leandro Gonçalves com suas filhas Alice(4) e Tereza(1) Foto: FELIPE RAU/ESTADO

– Abolição da Escravatura: E aí?

Hoje se recorda a Abolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:

Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagoga lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

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– Pandemia da Gripe Espanhola versus Pandemia de Covid-19

Depois de 100 anos aproximadamente, a humanidade revive o que é co-existir com uma pandemia.

Mas como foi em 1919, com a Gripe Espanhola?

Veja que legal, abaixo, extraído do Facebook de Alexandre Versignassi, diretor de redação da Revista Superinteressante:

PANDEMIA

Ela é o melhor farol que temos. A Gripe Espanhola, de 100 anos atrás, durou um ano e meio, e foi especialmente mortal num período mais curto, de seis meses.

Seu índice de letalidade era inferior a 1%. Calcula-se, porém, que 70% da população mundial tenha pegado, e que o número de mortos ficou entre 20 milhões e 50 milhões (se hoje subnotificação é um problema, imagina lá atrás).

Seja como for, ela deixou lições importantes. Num mundo não só “sem internet”, mas sem sequer rádio, o uso de máscaras se tornou universal. E as cidades que mais quarenteneram foram as que tiveram menos vítimas – o que mata a “tese” do “E daí? Se todo mundo vai pegar mesmo, vamos fazer churrasco”.

A (linda) imagem abaixo, feita na Califórnia da época, me chegou via Sergio Figueiredo.

O cartaz que a moça exibe diz “Use máscara, ou vá para a cadeia”. Não sei se é um protesto, ou só o registro de um momento que o pessoal da foto entendia (acertadamente) ter dimensão histórica. Fico com a segunda interpretação – até porque posar para uma foto, em 1918/1919, não era algo banal. Valia como posar para um quadro.

Outra beleza da imagem é a sensação de indo e vindo infinito que ela passa. A de que a vida, e a história, andam em ciclos, e que é importante revisitar o ciclo passado para entender melhor o presente.

O jornalista Alexandre Carvalho faz essa revisita em uma reportagem memorável sobre a Gripe Espanhola na Super deste mês (link nos comentários). Vale por um filme.

Outro ponto que faz valer uma revisita: ela nos dá uma noção mais clara do poder de resiliência da humanidade.

Os anos 20, que seguiram-se à Gripe Espanhola, foram um dos mais produtivos até hoje – na tecnologia (rádio), na indústria (massificação do automóvel), nos serviços (as primeiras cias aéreas são dessa época – KLM, Qantas e Avianca, da Colômbia, seguem ativas desde lá), nas artes (Fitzgerald, Semana de 22…). Porque tudo passa. Tudo, sempre, passará.

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– O rodízio de veículos na cidade de São Paulo. Uma boa ou não?

Cada vez mais eu não entendo o que as autoridades da Capital Paulista pensam sobre a mobilidade durante a pandemia.

Diferente do Rodízio de Placas habitual, com horários específicos e valendo para o Centro expandido, agora haverá em dias pares e ímpares para as respectivas placas, por todo o município e em 24 horas.

Em tese, metade da frota estará fora de circulação em toda a cidade. Mas e em número de pessoas?

Imagine que a alternativa será o transporte público coletivo para quem não tem escolha (penso que os carros que estavam na rua não circulavam simplesmente “por acaso”). Dessa forma, ônibus e metrôs lotados, incentivando aglomeração e contágio.

Respeito as autoridades e os estudos, mas… cadê a cientificidade do trabalho que determinou ser essa a melhor solução?

Covas anuncia rodízio de carros ampliado e mais restritivo em toda ...

– Empresas adotam Teste de Integridade Moral para contratar funcionários

Muitas organizações estão aplicando exames para avaliar o caráter dos seus funcionários. Entre eles, o PIR (teste de Potencial de Integridade Resiliente).

Saiba mais extraído de OESP, 14/05/17, Caderno “Carreiras & Empregos” (abaixo):

TESTE DE CARÁTER VIRA ETAPA DE CONTRATAÇÃO

Empresas adotam no processo seletivo avaliação de potencial de resistência de candidato quando colocado diante de dilemas éticos

Por Cris Olivette

Ter competência técnica, experiência internacional, currículo rico e facilidade para trabalhar em equipe, já não são suficientes para conquistar uma vaga de emprego. Isso porque os casos de fraude e corrupção chegaram ao ambiente corporativo e as empresas começam a procurar formas de avaliar a capacidade de resistência dos candidatos, quando são expostos a dilemas éticos.

O gerente nacional de assistência a clientes da Localiza, Jairo Barbosa, ocupa a função há dois meses. Ele só foi contratado depois de realizar um teste que mediu o seu potencial de integridade, que ocorreu na etapa final do processo seletivo.

Ele também participou de treinamento sobre integridade que abordou a Lei Anticorrupção e apresentou o programa de compliance da companhia. “Sempre trabalhei em grandes empresas e esta foi a primeira vez que fui convidado a fazer esse tipo de treinamento e teste.”

Segundo ele, essa abordagem dá ao candidato segurança para ingressar na empresa. “Esse conjunto de procedimentos demonstra a seriedade da companhia que tem políticas transparentes e bem definidas, com posicionamento claro sobre esse tema tão delicado.”

A gerente de RH da Localiza, Adriana Baracho, conta que desde o ano passado esse tipo de teste integra o programa de compliance da companhia. “O comportamento ético é um de nossos pilares e precisávamos de uma ferramenta que nos desse respaldo na hora de contratarmos novos funcionários.”
Adriana afirma que quando o resultado do teste não recomenda a contratação, a equipe de recrutamento faz verificação aprofundada. “Durante um processo seletivo, o teste apontou um indício que foi confirmado posteriormente, quando conferimos as referências.”

Segundo ela, além desse cuidado no processo de contratação, todos os funcionários assinam termo de compromisso afirmando que concordam com a conduta ética da empresa, que é renovado periodicamente.

Adriana diz que quando participa de eventos da área de RH e comenta que realiza esse tipo de teste, todos se interessam. “As empresas ainda não sabem que essas ferramentas existem.”
Gerente de recrutamento e seleção da Brookfield Incorporações, Carolina Caldeira diz que há dois anos a empresa passou a aplicar teste de integridade no processo seletivo.

“Precisávamos medir se quem trazemos para dentro da empresa compartilha nossos princípios éticos. No futuro, também vamos avaliar aqueles que foram contratados anteriormente”, afirma.
Segundo ela, a avaliação é aplicada na seleção para todos os níveis de contratação. “Inclusive para a obra, a partir do cargo de assistente administrativo.”

Carolina conta que já foram registrados dois casos de conduta inadequada na companhia. “Em um dos casos, a pessoa foi contratada quando começávamos a fazer esse tipo de avaliação e ainda não trabalhávamos em parceria com a área de compliance, como ocorre atualmente. Mesmo com o resultado indicando que aquele candidato não era recomendável, seguimos com a contratação. Depois de algum tempo, ficou comprovado que o alerta do teste era procedente”, afirma.

Ela conta que o programa Atitude Compliaence da Brookfiled compõe uma das metas de resultados da companhia. “Ele faz parte de uma das premissas básicas para se chegar a uma remuneração variável”, diz.

Segundo ela, a empresa mantém canal confidencial para denúncia anônima tanto para funcionários quanto para clientes. “Até mesmo os nossos fornecedores têm de passar por processo de homologação antes de serem aceitos.”

NECESSIDADE. O advogado Renato Santos, sócio da S2 Consultoria, explica que a Lei Anticorrupção brasileira determina que as empresa façam o monitoramento dos profissionais e que o processo seletivo seja mais apurado.

Segundo ele, não existe impedimento legal para a aplicação desse tipo de teste. “Inclusive, saiu recentemente uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que impede que as empresas façam levantamento de antecedente criminal dos candidatos”, ressalta.

Segundo ele, neste caso, a decisão do TST teve por objetivo impedir que houvesse preconceito em relação ao profissional. “Com essa decisão, as empresas precisam encontrar outras formas para avaliar o caráter do candidato.”

Santos conta que como resultado de sua tese de doutorado, desenvolveu o teste Potencial de Integridade Resiliente (PIR), que tem grau médio de predição de 77%.
“Com a decisão do TST, esse tipo de ferramenta ganha força e importância, pois elas não têm o objetivo de olhar o passado da pessoa ou classificá-la entre ética e não ética”, afirma.

Segundo ele, a proposta do teste é entender como a pessoa tende a lidar com dilemas éticos. A avaliação é feita por meio de simulações, nas quais o candidato escolhe, entre algumas alternativas, o que faria em determinada situação. “Conforme as respostas, é possível observar o nível de resiliência do profissional.”

Como existe a possibilidade de que a pessoa dê respostas politicamente corretas, o teste tem outra etapa. “A análise inclui perguntas abertas, com curto tempo de resposta, tanto dissertativas quanto por meio de gravação de vídeos. Tudo é avaliado pelos recrutadores, que observam a coerência do que foi dito e a linguagem corporal”, afirma.

Há oito anos, a organização internacional de apoio ao empreendedorismo Endeavor, utiliza ferramentas que testam o grau de integridade de empresários que passam pelo processo de seleção de empreendedores.

“É uma etapa obrigatória. Os empresários ficam, então, com a impressão de que estão entrando em uma organização séria e que realmente acredita nesses valores”, diz o diretor de apoio a empreendedores, Guilherme Manzano. Segundo ele, durante a seleção, a equipe da Endeavor mantém conversas francas com os empresários sobre comportamentos antiéticos, apontando o quanto elas afetam o desenvolvimento do negócio.

Manzano afirma que a organização já deixou de aceitar empreendedores por conta do resultado do teste. “Ele materializa evidências que obtemos durante a convivência com os empreendedores que estão sendo selecionados. O resultado obtido por meio do teste é somado às impressões que já haviam sido identificadas. A nossa lógica é evitar riscos”, ressalta.

O diretor afirma que alguns empreendedores que passaram pelo teste gostaram tanto da ferramenta que passaram a adotá-la em suas empresas.

“Todas as companhias deveriam usar algum processo para prevenir problemas de postura ética e moral, porque as consequências acabam com a sua reputação. Além disso, é uma forma de manter a saúde organizacional, cultural, financeira e da imagem no mercado.”

Origem. O advogado e sócio da S2 Consultoria, Renato Santos, que desenvolveu um teste de integridade, diz que desde a década de 1970 os americanos se preocupam com a questão do caráter dos funcionários.
“Eles criaram o polígrafo, que ficou conhecido como a máquina da verdade ou detector de mentiras. Esse teste foi aplicado em larga escala naquele país, em mais de dois milhões de candidatos”, conta.

Ocorre que na década de 1980, o uso do polígrafo foi proibido, por ser muito invasivo. “Surgiram, então, os testes de integridade criados, principalmente, nos Estados Unidos e Israel.”

Santos afirma que no Brasil, testes de integridade ainda são aplicados de maneira muito incipiente, porque as empresas nem sabem que a ferramenta existe.

“Mesmo assim, nos últimos doze meses, tivemos aumento de 35% nas consultas. Entre março de 2015 e abril de 2016, recebemos 1.482 consultas. Nos últimos doze meses, o número chegou a 2.031. Afinal, é muito mais barato predizer o comportamento que reagir a ele.”

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– Ser otimista, sem perder o realismo

É claro que nesses momentos tão difíceis que a sociedade vive, precisamos ter disposição em encarar as coisas sob uma ótica mais positiva. O famoso “fazer uma limonada dos limões”.

Vale refletir nessa ilustração, abaixo: ter otimismo é importante, mas lembre: manter-se com os pés no chão é fundamental!

– O Vício do Consumismo

Bela e inteligente. Eis a declaração da atriz Fernanda Vasconcelos sobre o mundo consumista e a sede dos jovens em ter bens materialistas para a satisfação pessoal:

Quanto mais jovens alienados e consumistas se formarem, mais adultos doentes teremos no futuro. Esse ‘querer ser’ através do consumo é quase comparável à dependência química”.

Disse tudo. Comprar/gastar pode ser um vício, como o das drogas!

Consumismo: impactos para o bolso e para o planeta | O Debateimgres.jpg

– Política, Coronavírus e Paixão

O mundo anda “pilhado”. Tudo o que você escreve, soa (mesmo que você não tenha dito de tal forma) com tom político e as pessoas interpretam do jeito que querem (às vezes, até no sentido “correto”, da maneira que foi realmente falada / escrita).

Ontem mostrei minha preocupação com o número elevado de mortes do Novo Coronavírus no Brasil, demonstrando medo com a agressividade e força do contágio da Covid-19 e a necessidade de medidas preventivasNão falei nada de Política, mas o tema veio em questão: “esquerdista, comunista, blablablá”.

Ora, detesto rótulos bipolares e não sou de Esquerda ou de Direita – se fosse para dar um título: de Centro. Gosto da ponderação, do bom senso e do não-extremismo. Procuro agir por ciência, coerência e consciência. Por defender que “quem possa ficar em casa, que de fato fique”, muitos acabaram criticando. Se tiver que trabalhar, trabalhe. Se puder ser Home Office, muito melhor. Simples. Mas aí vem o pessoal que consegue direcionar isso em discurso ideológico de Esquerda (Repito: não sou Esquerdista; mas… e se fosse? Mudaria alguma coisa? A dignidade das pessoas se altera se vota no Ciro, no Alckmin, no Haddad ou em outro qualquer de motivação política diferente que seja?).

Longe desse fanatismo (bem longe), trouxe uma matéria da Rádio Jovem Pan, publicada em seu site, sobre as novas covas do Cemitério da Vila Formosa, construídas para exclusivos enterros de vítimas da SARS-COV-2. Também fui detonado: não importa mostrar que era matéria de 6a feira e que as obras seriam iniciadas no sábado... sem ter ao menos trabalho de ler as matérias, lá vem o pessoal dizendo que é Fake News, matéria de 15 dias “sensacionalista do Washington Post”(confundem a matéria do trabalho rotineiro já dito pelo prefeito paulistano Bruno Covas com a outra reportagem atual). Não adianta nem em insistir no pedido de leitura do texto e da data, não se prefere isso.

Por quê tanto desdém? Pela enésima vez: falamos sobre a gravidade dos males do Covid-19, e aí vem o pessoal dizendo que a culpa é da “Globolixo” (não gosto de termos como Bozo, Luladrão ou outros, tenho Educação e respeito as pessoas – o que não me impede de fazer críticas).

É somente fanatismo ou ignorância? As mortes no Amazonas (veja o colapso do sistema de saúde na cidade de Manaus) é fantasia? E em Fortaleza? Estão morrendo “de mentirinha”?

Aí vem o pessoal que diz que “se morre muito mais de outras doenças do que de Covid-19…” Ora, que falácia! Pegue os números oficiais, não montagens de interessados. Também ouviremos: “teremos mais falidos do que falecidos”… ah, que frase nojenta. A vida não tem valor? E eu, que não defendi lockdown, passo a ser criticado por que “não quero que as empresas trabalhem”. Onde escrevi isso? Quem puder ficar em casa, fique. Quem tiver que trabalhar, trabalhe. Mas previna-se, a situação é anormal.

Têm-se ainda a turma do Dória, do Witzel, do Lula e do Bolsonaro… Todos candidatos à Presidência da República em 2022 ou 2026, fazendo seus discursos e cometendo atos para defesa das suas plataformas políticas. Também esses militantes assumidos (quando fanatizados) gostam de escrever um monte de coisas.

E a questão era (de novo, para que fique claro): só falamos da tristeza da morte das pessoas e a agressividade do Novo Coronavírus.

Como podem, alguns, interpretarem com tanto viés? Tá chato escrever para quem não respeita opinião ou faz questão de só ver um único lado – politizando na marra uma questão que não tinha nada a ver.

Dólar abre sob efeito de coronavírus e política | Remessa Online

 

 

– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Quarentena?

Com toda essa confusão envolvendo o Coronavírus e a ampliação da Quarentena Paulista para até 10 de maio, evidentemente que as empresas precisam se reinventar!

Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalharpois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.

O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo.

Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sair da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.

Intenção de consumo das famílias cai 27% em um ano, mostra CNC ...

– O Antinatalismo tem razão na sua causa: ter filhos biológicos não é correto?

Uma das coisas que mais gosto na minha vida é de ser pai! Tenho duas filhas e, se pudéssemos, eu e minha mulher teríamos mais crianças lá em casa (naturais e/ou adotadas). Por isso, li e me assustei: os antinatalistas (as pessoas que são contra ter filhos biológicos) defendem que não é ético engravidar!

Discordo totalmente, mesmo com as sustentações dessa turma. Compartilho, abaixo, extraído de:

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/nao-e-etico-ter-filhos-biologicos-o-que-pensa-uma-adepta-do-antinatalismo.ghtml

‘NÃO É ÉTICO TER FILHOS BIOLÓGICOS’: O QUE PENSA UMA ADEPTA DO ANTINATALISMO

Desde muito jovem, a espanhola Audrey García sabia que não queria ter filhos e, aos 39, se submeteu a uma histerectomia. Para ela e outros natalistas, a superpopulação e a escassez de recursos tornam egoísta a decisão de procriar.

O mundo está cheio de casais dispostos a gastar bastante dinheiro e submeter-se a tratamentos médicos às vezes difíceis para conseguir tornar realidade seu sonho de ter filhos. Há pessoas, no entanto, que pensam justamente o contrário: que trazer novas vidas a um mundo superpovoado e com recursos limitados seria “uma falta de responsabilidade”.

A espanhola Audrey García, de 39 anos, é uma das que dizem ter motivos fortes para escolher não gerar descendentes. Desde adolescente ela pensava em não ter filhos. Aos 20 anos, no entanto, diz que a ideia se confirmou, por achar que “não é ético ter filhos biológicos”.

Os que pensam como ela são conhecidos como antinatalistas – e se inspiram, em geral, nas ideias de David Benatar, diretor do departamento de Filosofia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, um dos expoentes atuais dessa corrente de pensamento.

O antinatalismo, para García, também está associado ao veganismo, pelo qual ela optou antes mesmo de decidir que não queria filhos. Ser antinatalista, na opinião dela, também é ir contra o sistema estabelecido, que “supõe que uma mulher está destinada a ser mãe”.  A espanhola submeteu-se a uma cirurgia de histerectomia, mas não descarta, no entanto, a possibilidade de querer ter filhos no futuro. Adotar crianças é uma opção que ela ainda considera.

Aos que dizem que a ideia é “egoísta”, a barceloneta responde que nem todos os que decidem não ter descendentes biológicos o fazem pelos mesmos motivos”

“Não vejo o que há de egoísta em querer dedicar sua vida a outra coisa que não seja ter filhos. O que acho egoísta é tomar, de maneira unilateral, a decisão de trazer alguém a este mundo.” 

Outro motivo listado pelos antinatalistas é o fato de que todos os seres humanos experimentam o sofrimento físico, psicológico e emocional. Desde que se tornou ativista, ela diz que lamenta “menos” que seus pais a tenham trazido ao mundo.

“Acho que muitas pessoas já pensaram em suicídio uma vez ou outra. Mas, já que estou aqui, tento ser útil.”

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Segundo a espanhola Audrey García, decisão de ter filhos biológicos pode prejudicar o planeta, especialmente considerando a opção de adotar crianças (Foto: BBC)

– Histeria e Negação: os extremos do Covid e o questionamento para o respeito ao profissional

O momento é para agregar a humanidade, afinal há um inimigo comum universalmente: o Novo Coronavírus! Mas não é bem assim que está acontecendo…

O Ministro da Saúde aparece na Globo dizendo que dias mais difíceis ainda virão. Já o Presidente da República surge no SBT, na mesma noite de domingo, dizendo que o pior já passou.

Pirei? Talvez.

Politizou-se a pandemia, não se negue essa triste realidade. E com isso surge um novo problema: o descontrole emocional! Tal situação gera o seguinte: alguns publicam que estamos vivendo o final dos tempos e que nada restará; outros, desdenham da ferocidade e velocidade do contágio do Covid-19. Dessa forma, surgem pessoas (para meu grande espanto) validando atitudes extremistas, antidemocráticas e que vão contra qualquer princípio ético ou cidadão.

Na sociedade, existe uma exceção de pessoas que perdeu o respeito alheio e defende a violência oral, vocal, verbal, moral ou, se bobear, até física contra os outros (pasmem: como “método de defesa dos valores”). Tenho medo que isso gere coisas mais sérias e violentas.

De maneira bem clara, estou me referindo às lamentáveis defesas a favor dos trogloditas que intimidaram a repórter e o cinegrafista da TV Tem em Jundiaí ou a fanática mulher que invadiu a transmissão ao vivo no SP1 e impediu o trabalho do profissional de imprensa.

Aqui, o grande vexame e/ou constrangimento: generalizar os trabalhadores de uma área como se todos fossem ruins, confundir as bolas, cegar-se com uma impressão pessoal, se permitir a defesa do extrapolar…

Na crise, se revelam algumas personalidades e a pessoa explicita sua real faceta. Assim, reflita:

  • Se você não gosta da CBF, pode-se invadir o campo e arrancar o apito do juiz?
  • Se você não gosta da UNICAMP e acredita nas bobagens de que as universidades são só “canteiros de maconha” (como sugestionou e generalizou um Ministro), pode-se arrancar a caneta do professor em meio a aula?
  • Se você não gosta da Unimed, vale invadir a enfermaria e arrancar a seringa do enfermeiro?
  • E se estiver bronqueado com a CPFL, você vai tirar a escada do operário que está no poste?
  • Sem contar com a animosidade contra os músicos, arrancando o cavaquinho do pagodeiro ou o pandeiro do sambista, caso não seja seu gosto musical. Ou o Funk, o Sertanejo…

RESUMINDO: se não gosta da Globo, respeite o jornalista que é um empregado, está trabalhando e não lhe arranque o microfone. Critique-se o diretor e mude de canal!

Pense: um petista pode invadir a transmissão ao vivo da Record, arrancar o microfone do jornalista e dizer que a emissora de Edir Macedo é chapa-branca e recebe benesses do Governo? Lógico que não. Assim como um bolsonarista não pode cometer a mesma coisa, para dizer ao vivo sua versão “Globo e a destruição do Brasil”. Em tempo: essas opiniões de Globo ou Record não são defesa ou crítica minha, são os escritos que se lê em muitos perfis nas Redes Sociais.

Já imaginou no seu trabalho você ser atrapalhado em meio ao seu ofício por um radical que queira denegrir o seu patrão ou o seu próprio negócio? Se isso virar moda, acabou o mundo!

Sem convivência não há cidadania. O diálogo deve existir acima de tudo entre as pessoas, sem imposição de ideologia. Nunca a violência resultará em bons negócios.

Assista outra emissora, mude de plano de saúde, troque a operadora de celular, converta-se de religião, redefina-se até de sexo… mas respeite quem pensa diferente ou simplesmente quem está trabalhando.

Se preferir, troque tudo o que está escrito acima pelo resumo: tenha educação!

Onde vamos parar com tanta intolerância, até mesmo contra coisas descabidas?

– Pandemia: não é hora de brigar!

As redes sociais estão um inferno com as discussões de pessoas com opiniões diferentes sobre como lidar com o surto do Novo Coronavírus. Desde a politização, passando pela questão econômica e social, terminando no pânico de quem tem familiares no grupo de risco.

Acima de tudo, é hora de fazer valer algo muito maior do que a discórdia e individualidade: a solidariedade entre os brasileiros!

Não é hora de divisão, mas de união! Será que a conseguiremos? Para isso: precisamos deixar as paixões de lado e usar a racionalidade (um desafio muito grande a todos nós).

– Já contou sua mentira hoje?

E hoje é dia de contar lorota!

Eu não gosto de mentiras. Sempre ouvi que uma mentirinha é a mesma coisa que uma mentirona; portanto, ambas são mentiras. Também aprendi que “mentir vicia” e que o “Diabo é o pai da mentira”.

Tudo isso é correto. Mas é inegável que hoje é um dia divertido, de se brincar de mentir.

Já fez sua gozação a alguém? Tomara que de maneira saudável, sem bulinar ninguém, ok?

Extraído de: http://www.calendarr.com/brasil/dia-da-mentira/

DIA DA MENTIRA E DIA DOS BOBOS

O Dia da Mentira, também conhecido como Dia dos Bobos, é celebrado no dia 1º de abril e é uma data onde as pessoas contam mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.

Ele é comemorado por crianças e adultos, e existem brincadeiras que persistem por vários anos, alguns chegam a ser de humor negro, que são aquelas que ridicularizam e humilham as pessoas, mas em geral, são brincadeiras saudáveis.

Origem do Dia da Mentira

Há muitas explicações para o dia 1º de abril, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França, pois no século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.

No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. As pessoas começaram a fazer brincadeiras e ridicularizar essas pessoas, que eram conhecidos como bobos por seguirem algo que não era verdade.

– Sonhar é Preciso!

Nesses tempos turbulentos, muita gente têm dificuldade para dormir. E isso é perigoso, pois novos estudos mostram que além de descansar no sono, é necessário sonhar!

Os motivos para isso?

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/por-que-e-preciso-sonhar/

POR QUE É PRECISO SONHAR

Pesquisa mostra que estamos sonhando pouco. Isso pode levar a graves problemas de saúde, entre eles dificuldade de memória e obesidade

Por Cilene Pereira

Um artigo científico publicado na semana passada no jornal da Academia de Ciências de Nova York acendeu um alerta em um campo da vida humana que parecia imune às circunstâncias históricas. De acordo com o trabalho, a sociedade vive uma epidemia silenciosa de perda dos sonhos. Estamos deixando de sonhar. Quem assina o estudo – uma revisão de pesquisas a respeito do assunto – é Rubin Naiman, especialista em sono e sonhos da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

O grande problema disso é que, a exemplo do sono, sonhar promove benefícios diretos à saúde mental e física. É também por meio dos sonhos que traumas podem ser tratados, fobias amenizadas e memórias consolidadas. “Se não sonhamos, não digerimos nossas experiências. É como uma indigestão psicológica”, disse Naiman à ISTOÉ. O ato está associado ainda à regulação de processos metabólicos importantes que, se não ocorrerem da forma esperada, podem levar à obesidade e diabetes.

RELAXAMENTO TOTAL
A falta de tempo para sonhar é resultado do crescimento das dificuldades que o homem moderno apresenta para dormir. A insônia é hoje um dos principais problemas de saúde pública mundial. No Brasil, estima-se que 36% da população sofram de insônia. Sem dormir, obviamente é impossível sonhar. Mas, mesmo dormindo, porém com qualidade ruim, também não se sonha. Para que os sonhos aconteçam, o sono precisa atingir o estado REM (rapid eyes moviment, em inglês), o mais profundo de todos os estágios. “Nesses momentos, o cérebro está em relaxamento total”, explica Naiman. “E consegue processar o que registrou durante o dia, tentando atenuar as emoções negativas e consolidando as memórias.”

A patente importância dos sonhos e, ao mesmo tempo, a constatação de que eles estão rareando, obrigam os cientistas a buscarem meios de estimulá-los. Os primeiros, mais óbvios, objetivam induzir o sono com mais facilidade. Nessa seara, destacam-se a ênfase na adoção de hábitos como os de manter os horários de se deitar e o uso de substâncias que auxiliam. Entre elas, estão a melatonina (hormônio que participa do ciclo circadiano) e suplementos com l-triptofano, aminoácido precursor da serotonina. O composto ajuda no tratamento da insônia.

Outra estratégia é a indução aos chamados sonhos lúcidos. Nesse caso, o indivíduo tem consciência de que está sonhando e é capaz de interferir em seu conteúdo. O recurso vem sendo estudado porque, aplicado corretamente, ajuda a apagar ou a atenuar sentimentos ruins relacionados às memórias, contribui no tratamento de traumas, fobias e para a melhora da performance esportiva por atletas. Nos sonhos, eles “treinam” força, equilíbrio e coordenação, entre outras habilidades. Segundo os resultados vistos até agora, há impacto positivo real no desempenho esportivo de cada um deles.

Na semana passada, o pesquisador australiano Denholm Aspy, da Universidade de Adelaide, anunciou ter testado com sucesso um novo método para permitir a ocorrência de sonhos lúcidos. Consiste na combinação de três recursos, entre eles um pelo qual a pessoa acorda depois de cinco horas e repete a si mesma que adormecerá, terá um sonho lúcido e se lembrará de seu roteiro. “Estamos perto de uma maneira bastante efetiva de indução dos sonhos lúcidos”, disse Aspy à ISTOÉ. “Eles poderão ser usados para beneficiar muita gente.”

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– O futebol está me desencantando. Assistir pra quê?

(Texto de 2019, republicado hoje por falta de temas referentes ao Futebol, a fim de lembrarmos que ele é importante – mas nem tanto). Abaixo, deste mesmo blog:

Nasci no meio do futebol. Respiro futebol. Amo futebol. Mas… que futebol?

Preciso confessar algumas coisas importantes, e uma delas (talvez a principal) é a de que cada vez mais aceito a ideia de que o futebol, tão querido esporte, é uma bobagem sem fim. É uma idiotice apaixonante, viciante e intrigante.

Digo isso pois sempre comunguei com a ideia do italiano Arrigo Sacchi, na qual “das coisas menos importantes que existe, o futebol é a mais importante delas”. Concordo. Ou melhor: em partes!

O futebol gera emprego, reservas financeiras, traz saúde e outras tantas situações. É ciência também (no ano 2000, em minha dissertação de mestrado, cunhei o termo “futebolologia” para falar dos novos caminhos dele). E apesar de tudo isso, lamento que a ignorância esteja tomando conta desse outrora sadio ambiente.

Estudar futebol para alguns? Bobagem, não combina (dizem). Quem fala bonito não entende nada, segundo os críticos. Mas no outro extremo, a academia está estudando tudo, até mais do que poderia ou deveria. É um tal de futebolês racionalístico rocambolesco que ninguém aguenta.

Torcer? Como? Saio na rua e vejo crianças e jovens com camisas do mundo inteiro, menos as dos times brasileiros. Quando pequeno, a gente ficava maluco pelo novo uniforme que seria lançado de cada clube brasileiro. Mas a intolerância fez com que tenhamos mais torcedores do PSG, do Barça, da Juve ou do Real do que de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. É só pesquisar: você tinha o time pequeno da sua cidade e o outro grande. Hoje você tem em 1º lugar (para muitos adolescentes) o time do Exterior e o seu time brasileiro como opção. Tenha certeza: os estrangeiros globais terão a maior torcida entre os clubes natos brasileiros. Pudera, na década de 80 e 90, eu sabia as escalações de todos os grandes. Hoje, um time começa janeiro com determinado elenco e acaba dezembro com outro totalmente diferente.

E a Seleção?

Ora, é um grupo de jogadores de uma entidade privada, todos endinheirados e que se esforçam conforme seus interesses. Não tenho apreço algum pela CBF, uma empresa de entretenimento historicamente acusada de corrupção. Aliás, os clubes de futebol são privados; treinadores, diretores e outros envolvidos têm seus interesses. E há coitados que pensam que o atleta “joga por amor à camisa”. Que ingenuidade! Tem ainda aquele molecão de 18 anos, vagabundo, que não estuda e nem trabalha, fuma maconha o dia inteiro e vai no estádio “porque o time é a sua vida” – e lá briga com os outros por qualquer coisa, se já não o fizer na rua. Que sem noção! E ainda quer encher o saco dos outros nas redes sociais se achando mais sabido e entendido do que adultos trabalhadores do meio, que só de vivência no futebol têm mais idade do que o imbecil de vida. Aliás, como discutir com garoto que não tem memória futebolística?

Sem contar as polêmicas atuais: VAR e sua demagogia por partes das Federações, árbitros que confundem autoridade com arrogância, campeonatos deficitários e cartolas eternos. Lembrando, e o Sindicato dos Árbitros de SP, que coisa, hein? Um reflexo perfeito das outras entidades: ninguém quer largar o osso do poder e as eleições por lá não acontecem.

Pra quê brigar pelo futebol daqui e por esses caras? Há família para se curtir, outros lazeres mais baratos, seguros e atrativos para se divertir. Opções é o que não faltam!

Repito: escrevo esse texto sendo apaixonado por futebol. Mas sem fanatismo, com lucidez e enojado pelo atual momento desgastado, manchado e de radicalismos.

Me pergunte se eu prefiro trocar a diversão com minhas crianças assistindo a Peppa Pig, colhendo flores no jardim ou brincando de pega-pega, do que assistir a alguns dos jogos do final de semana?

Se calhar de assistir, o faço. Se tiver interessante, permaneço no canal (até o acesso pela mídia está mais difícil). Mas ser a 1ª das opções, esqueça!

Registre-se: o futebol brasileiro está refém da ignorância, da sede de poder, da ganância e da auto-suficiência. Enquanto isso tudo for aceito passivamente, só perderemos dinheiro, importância e… torcedores (que são consumidores).

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– Paradise Brazil?

Domenico De Masi, respeitadíssimo sociólogo italiano, de fato não conhece o Brasil. Declarou à Folha de São Paulo há 7 anos (ed 14/03/2013):

O Brasil não é o melhor dos mundos possíveis, mas é o melhor dos mundos existentes. Um lugar maravilhoso para viver, onde até mesmo os religiosos vivem de forma pagã.”

Ele já saiu as ruas de algumas das cidades marcadas pela violência e comparou o passeio com cidades europeias? É verdade que temos lindas paisagens, além do povo alegre e acolhedor. Mas a bandidagem e a classe política deste país…

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– Estou em outro mundo, segundo o Fantástico?

Com as atividades a mil por hora em casa, com a esposa no Home Office e as crianças tendo aula virtual e on-line de outros cursos, a falta de tempo ficou grande devido ao isolamento.

Em condições normais, logicamente a rotina seria outra. Mas as coisas acumulam! E, ao assistir o Fantástico da Rede Globo, vejo artistas alegres e sorridentes mostrando tempo de sobra.

Seriam eles a maioria das pessoas? Acho que não… mostrem “pessoas normais”, casais trabalhadores com filhos em residência e assim teremos a ideia como tem gente “rebolando” para conciliar tudo…

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– O desenho que representa o atual momento de Quarentena e reflexões comerciais / sociais trazidas pelo Novo Coronavírus.

Não é perfeita tal representação: enclausurados em meio ao vasto mundo, mas por necessidade momentânea? Nesta imensidão do nosso planeta, protegendo-nos em nossa casa da pandemia do Novo Coronavírus.

Eu sei que a Economia desandará. Todos nós temos ciência da recessão vindoura (afinal, quem agüenta tanto tempo paralisado…). Mais do que nunca, como PME, sempre senti as dificuldades do dia-a-dia dos negócios, especialmente em manter salários em dia e impostos pagos – dificultado agora por estar sem receitas.

Mas o que fazer?

Sair do isolamento e continuar a rotina normalmente, e assim tornarmo-nos agentes retransmissores de Covid_19, mesmo sendo adultos assintomáticos? Não é justo, é egoísmo mundano e desprezo aos mais idosos e enfermos de doenças respiratórias.

Os Governos (Federal, Estadual e Municipal) precisam resguardar as empresas, diminuindo impostos e abonando taxas (um exemplo: a renovação anual do Alvará – que aqui em Jundiaí, no primeiro ano da gestão atual, através do Secretário de Finanças, o sr Parimoschi, elevou às alturas sem dó nem piedade com uma canetadaestamos em ano eleitoral, não nos esqueçamos dessa MALDADE). Salvaguardar o Comércio e a Indústria é o mínimo para não gerar desemprego.

Outro ponto difícil é o consumo responsável: ter apenas o necessário é pensar no outro, para que não falte ao próximo. Mas como proceder com isso?

Por fim: a união de forças, a não partidarização, a não politização da crise e a ação solidária são necessárias nesse momento. Claro, sem esquecer a posterior as razões nas quais se tem / teve tanta dificuldade com a Saúde Pública do Brasil (ah se os nossos governantes das ideologias mais diferentes fossem mais honestos e responsáveis… causa e consequência foram debatidas nesse texto difícil para redação e de compreensão perfeita de menos ideologizados e fanatizados em: https://wp.me/p4RTuC-pa4).

Colaboremos. Os sacrifícios são de todos e a coletividade precisa ser mais forte. Vejam na Itália, menor que nosso país em território e população, mas mais desenvolvido economicamente: quase 800 mortos SOMENTE no sábado. Some-se aos outros dias, aos outros países e principalmente: os não-contabilizados (as pessoas que não foram diagnosticadas de Covid-19, que são inúmeras, e que não entram nessa conta).

Não menospreze o mal, pois a arrogância do ato pode sucumbir aos esforços coletivos contra o inimigo invisível. O bem deve prevalecer – com paciência, resiliência e mansidão (ainda que seja difícil). E, sem tom eleitoreiro nesse momento mas relembrando a história: não caia no conto de que “é só uma marolinha ou uma gripezinha”

Resistamos. E aproveitemos o tempo em nossos lares com as pessoas que amamos, a fim de que tudo seja mais rápido.

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– Adolescência que nunca acaba?

Estudos na Austrália dizem: devido aos tempos modernos, a adolescência vai até mais tarde em alguns casos.

Aliás, ser adolescente compreende qual período real de vida?

Sobre isso,

Extraído de: http://www.jj.com.br/noticias/estudo-diz-que-adolescencia-vai-ate-os-24-anos-e-divide-opinioes/

ESTUDO DIZ QUE ADOLESCÊNCIA VAI ATÉ OS 24 ANOS E DIVIDE OPINIÕES

Por Daniele Silva

Em meio à fase da adolescência o sonho de todo jovem é atingir a maioridade para ser dono de seu próprio nariz e senhor de suas ideias. Entretanto, um estudo feito por cientistas australianos opõe-se a essa idealização de vida planejada por aqueles que acabaram de completar os tão sonhados 18 anos e estão comemorando a entrada na vida adulta. De acordo com esse estudo, o período da adolescência, enquadrado dos 10 aos 19 anos, ganhou uma sobrevida e se estendeu por mais cinco anos. O argumento usado para defender essa mudança é de que os jovens têm optado cada vez mais por prolongarem seus estudos, logo, acabam adiando decisões que marcariam o início da vida adulta, como por exemplo, a saída da casa dos pais. Entre os jovens jundiaienses o que se encontra são justificativas que refutam essa ideia proposta pelos cientistas australianos. O estudante Matheus Casaloti, de 21 anos, vê como equivocada a postergação do período da adolescência, já que para ele, residir ou não na casa dos pais não faz com que a pessoa seja adolescente, afinal são as responsabilidades e tarefas que conferem a maturidade. “Ainda moro com os meus pais, mas trabalho desde que tinha 16 anos. Pago meu curso técnico com meu salário e isso me faz ser um adulto”, explica.

Compartilhando do mesmo posicionamento de Matheus, o universitário Yan Alves, de 22 anos, também se considera adulto em virtude de seus deveres e obrigações desde que saiu da casa dos pais. No mercado de trabalho desde que concluiu o ensino médio, Yan afirma que o momento de curtição já passou e que é um adulto formado por ter muito pé no chão. Para ele, delimitar uma idade em que se termina a adolescência e começa a fase adulta é uma questão variável. “Quando se é adulto há uma preocupação intensa não só com as necessidades pessoais como também as profissionais. No meu caso minhas obrigações com o trabalho e a universidade e a responsabilidade com a moradia são o que me enquadram nessa categoria”, explica. Segundo a psicóloga e terapeuta Ana Foelkel, de 43 anos, determinar que um jovem de 24 anos, por exemplo, ainda é adolescente traz sérias consequências para o seu amadurecimento, uma vez que se estimula uma dependência com os pais resultando em um comportamento de infantilidade que os impede de encarar os desafios que a vida exige. “Essa postergação pode resultar em futuras gerações menos independentes, além de uma reconfiguração no mercado de trabalho, já que este será composto de uma massa despreparada”, argumenta ela.

Ana ainda ressalta que a postura adotada pelos pais é determinante para a permanência dos jovens na adolescência. Segundo ela, a superproteção dos pais coloca a pessoa em uma situação de comodismo e a torna insegura para tomar decisões. Em meio a essa realidade, a psicóloga argumenta que a melhor forma de se ter um bom desenvolvimento cognitivo e intelectual é estimular os jovens desde cedo a assumirem responsabilidades. Como é o caso de Emanuelly Capucci que está dando seus primeiros passos rumo a experimentação da vida adulta. A jovem de 16 anos estuda e trabalha há quase três semanas em seu primeiro emprego. “Ainda sou adolescente, é claro, mas é bom sentir na pele essa amostra grátis de como é ser adulta”, brinca.

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– A mesquinhice de alguns torcedores de futebol…

Com toda indignação e medo que o Coronavírus está trazendo, e a paralisação do planeta (imagine na Itália, onde somente no domingo, 300 pessoas morreram lá), leio  que alguns torcedores de futebol desejam que os campeonatos parem não por questão humanitária e de saúde, mas para salvar o seu time do rebaixamento. Ao mesmo tempo, outros alegando que não tem que parar não, pois quem subiria de divisão seria prejudicado se o campeonato fosse acabado.

Onde se pensou em qualquer uma das duas situações na compaixão ao próximo?

Paixões mexem com frustrações e esperanças, não podem ser indicadores de burrice ou inteligência. Mas fanatismo, sim.

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– Um Mundo Indesejado

Há anos, ocorreu o forte terromoto que vitimou milhares de pessoas no paupérrimo Haiti. A notícia é vencida. O povo já sofrido ainda luta para sobreviver. Mas o modo de vida da população é algo que assusta tanto quanto a tragédia. Leio no portal Terra a entrevista do enviado especial do site, Francisco de Assis, com a embaixatriz do Brasil no Haiti. É triste, assustadora, e desanimadora.

Como imaginar a vida das mulheres, num país em que elas engravidam sistematicamente, pois é o único período em que não apanham do marido? Como viver num local onde a mortalidade infantil beira 50%? A chance de uma criança nascer viva (isso não quer dizer saudável) é a mesma dela nascer morta.

Compartilho, extraído de: Terra (clique no link para citação)

HAITIANAS ENGRAVIDAM PARA PARAR DE APANHAR

Diante do caos que marca a rotina de Porto Príncipe, a embaixatriz do Brasil no Haiti conta detalhes dos bastidores do país após o terremoto do último dia 12. Em entrevista ao Terra, Roseana Teresa Aben-Athar Kipman relatou o alto índice de mortalidade infantil, a violência contra a mulher e comentou sobre o espírito de luta do povo haitiano, que, mesmo em plena catástrofe, ainda permanece de cabeça erguida.

O desastre
“O que posso dizer é que nos bairros onde os danos pessoais foram menores, menor foi o desastre. Justamente porque quando cai uma placa de zinco na cabeça, o ferimento é muito mais leve do que se cai uma laje de concreto. Então, você cai, faz um galo, levanta e vai embora. Quando uma casa de concreto cai em cima de você, há soterramento.”

Mortalidade Infantil
“A mortalidade infantil no Haiti é de cerca de 45%. As mães são subnutridas. As avós também. Não têm nem leite no peito. Tenho crianças que sequer se sentam. É preciso fazer um trabalho de recuperação de todas elas. Um trabalho a longo prazo.”

Violência contra mulheres
“Os homens engravidam várias mulheres ao mesmo tempo. As mulheres gostam da gravidez porque esse é o único momento em que elas não apanham. Elas vivem apanhando dos maridos, mas quando estão grávidas ficam nove meses sem apanhar. Por isso, quando falamos para as mulheres que elas precisam evitar a gravidez, elas retrucam que é o único momento em que não apanham. É impossível fazer um controle de natalidade no Haiti.”

O abuso contra as crianças
“Não são apenas as mulheres que apanham dos homens. As crianças também sofrem muito com esse tipo de violência. Há uma imposição grande por parte do sexo masculino e isso se reflete em violência. A situação das crianças aqui é sempre ruim. Foi sempre assim. Os pais não tem o mínimo de cuidado com os filhos. Essas crianças que perderam os pais no terremoto vão ter duas alternativas. Ir para orfanatos ou ficar nas ruas e se transformarem em bandidos.

Projetos Sociais
“Nenhuma atividade foi parada. Estamos trabalhando junto com o exército. A diferença é que a gente agora está recolhendo os mortos. Nunca havia recolhido nenhum morto. É o que acontece aqui. Nosso trabalho é excelente. Isso não é o trabalho de um, mas, sim, o trabalho de todos. Ninguém faz um trabalho sozinho.”

Voluntariado
“Eu sou voluntária. Todos são voluntários. Estou aqui porque quero. Se não quisesse estaria em outro lugar, mas cheguei aqui para trabalhar no Haiti e é isso que estou fazendo. Eu trabalho em vários lugares, com vários grupos religiosos. Se não há brasileiro em determinado país, eu não trabalho. Sou embaixatriz do Brasil para cuidar dos brasileiros.”

Segurança
“Ando com dois soldados disfarçados para me dar segurança. Eles ficam à paisana, sem mostrar as armas, mas por baixo das roupas, tenha certeza que estão com um armamento pesado. São os melhores fuzileiros da marinha brasileira. Tenho que andar de carro blindado. As coisas aqui são complicadas. Não é fácil entrar na periferia como as pessoas podem pensar. “

O trabalho na Embaixada
“A Embaixada do Brasil ficará inteira aqui. Mas qualquer um que quiser ir embora poderá. Nós decidimos que vamos ficar. Não vamos tirar os pés do Haiti. Viemos aqui para trabalhar e não vai ser agora, que o Haiti mais precisa da gente, que vamos embora.”

A reconstrução
“Já tem gente tirando pedras entre os escombros para reconstruir as casas. Tivemos um terremoto de 5.3 graus e mesmo assim eles estão trabalhando. Se você parar para pensar, ainda estão acontecendo terremotos aqui. As casas abaladas estão caindo. Mas mesmo assim você vê as praças cobertas por lonas de forma organizada. Foram eles que se organizaram. Eles que estão se arrumando”.

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– Cadu Cortez morreu hoje, aos 40 anos. E o que isso pode significar para você?

O competente jornalista Cadu Cortez, que atualmente trabalhava para o streaming DAZN, faleceu nesta terça-feira, vítima de um infarto fulminante (tendo ele apenas 40 anos de idade).

Para a família, não precisa dizer que a dor deve ser grande e irreparável. Para os admiradores e amigos, o lamento de um carismático jovem. E para você, leitor?

Muitos poderão dizer que “não sou entusiasta de esportes e não o conheço”. Tudo bem. Mas não estamos falando somente da pessoa em si, mas de um fato: o ALERTA sobre uma pessoa saudável que sofre um infarto precocemente.

O que estou querendo dizer, agora de uma forma bem clara: estamos vivendo a vida da maneira que gostaríamos, a fim de que não sejamos surpreendidos com nosso próprio falecimento de forma tão inesperada?

É lógico que não conseguimos viver como desejaríamos em plenitude. Entretanto, você aproveita a contento os momentos com a família? Curte os filhos? Se dá ao “luxo” para praticar algum hobby e espairecer? Vê a beleza das coisas em momentos simples e casuais?

Por fim: você está “vivendo de verdade?“

Não espere um infarto que te leve ou alguma enfermidade que te assuste. Não tenha neurose em viver, sorrir, gozar das coisas que te divertem e, principalmente, de se sentir vivo e cheio de ânimo. Afinal, cada dia que terminamos é o “primeiro dos últimos dias a serem vividos”.

Pense nisso!

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/03/03/morre-cadu-cortez-narrador-da-dazn.amp.htm

MORRE CADU CORTEZ AOS 40 ANOS

Por Gabriel Vaquer

Morreu hoje (3), aos 40 anos, o jornalista e narrador Carlos Eduardo Sica Cortez, conhecido como Cadu Cortez. Com passagens por TV Cultura, SBT e Fox Sports, Cadu Cortez estava atualmente no DAZN, plataforma de streaming esportiva. Ele foi vítima de um infarto fulminante.

A informação foi confirmada ao UOL Esporte por amigos próximos de Cadu e pelo Dazn. Segundo apurou a reportagem, o narrador voltava de Buenos Aires (ARG) onde fez transmissões para a plataforma de streaming, e passou mal no avião na noite de ontem (2).

 

– Festejando o Carnaval de maneira santa: é Possível?

Há alguns que dizem: o “Carnaval é coisa do Capeta“. De fato, é. Assim como também pode ser o Futebol, a Política e qualquer outra coisa que se faça de maneira libertina.

Calma, não estou demonizando ou santificando os festejos carnavalescos. Apenas convidando a uma discussão à luz da fé católica.

Jesus, no Evangelho de dias atrás, nos lembrava que “se um olho é causa de pecado, arranca-o”. Perfeito! A mensagem do Salvador é a de que evitemos ocasiões. Imagine um dependente químico em recuperação: se ele mantiver a roda de amigos usuários, os costumes antigos e a frequência de lugares que levam à prática do uso de narcóticos, fatalmente pecará. Igualmente pode ser o Carnaval, dependendo do ambiente e do seu espírito. Questione-se:

  • As pessoas que ali estão te levarão a pecar?
  • O modo de agir dos que lá estão é o mesmo que o seu?
  • Sua consciência do que é “certo” ou “errado” ficará abalada?
  • Alguém ou algo te influenciará negativamente?
  • Ganho ou perco algo estando por lá (no salão, no bloco de rua, no Sambódromo)?

Dito isso, lembremo-nos novamente dos doentes: o próprio Cristo não veio aos sadios, como ele disse, mas aos que precisavam de médico. Não aos santos militantes, mas aos pecadores padecentes! Sua radicalidade ao Evangelho é a pura essência do Amor, em todos os sentidos. Ser radical é ser irreversível e incorruptível ao “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Dessa forma, questione-se: festejar uma festa pagã como o Carnaval, estando rodeado por nudez, erotismo, embriaguez e outras situações pecaminosas, me contaminará?

Se você for facilmente influenciável, é claro que sim. Se for razoavelmente volúvel, também. Se for firme nos seus propósitos de cristão, talvez (não podemos nos esquecer que o Inimigo de Deus usa de coisas atraentes e de sedução para corromper os filhos amados do Criador).

Recordamo-nos mais uma vez de Jesus: sentado com marginais, reunido com pessoas má vistas na época, indo às prostitutas e chamando os excluídos. E essa radicalidade por “levar a Boa Nova e viver no amor” não é função de nós, católicos batizados e confirmados na fé com o Sacramentando do Crisma? Ser cristão é “ser novo Cristo”.

Tragamos o advento de Jesus aos dias de hoje: se tudo não ocorresse há 20 séculos mas sim hoje, será que Jesus, se ao invés de nazareno fosse paulistano, não frequentaria a Cracolândia na região da Sé e da Luz? Poderia frequentar as difamadas e degradadas regiões de prostituição homossexual como a Amaral Gurgel e Indianópolis? Estaria ele circulando e evangelizando na região conhecida como “Boca do Lixo”? É claro que sim!

Na mesma comparação temporal, imagine: se nas Bodas de Caná, onde Jesus tomava vinho com seus amigos nesta conhecida passagem bíblica da festa de casamento, não poderia ele no século XXI estar tomando caipirinha numa festa de carnaval? Não confunda a abstemia ou o alcoolismo. Beber um aperitivo não é pecado; o problema é embebedar-se, sair da sobriedade e consequentemente causar confusão, maltratando o corpo (templo do Espírito Santo) e colocando a sociedade em risco (especialmente com acidentes de trânsito).

Em todos esses ambientes: de prostituição, bebida, festejos, em lugares indevidos ou nos devidos, a força do discípulo de Jesus será abalada? Se você for convicto de fé e estiver revestido da armadura de Deus, o Espírito Santo, não. Correrá riscos? Claro, somos de carne e osso (fortalecidos pelo Espírito, logicamente).

Entretanto, e a resposta clara e objetiva sobre “pular ou não Carnaval”?

Impossível ser monossilábico. Vejamos o desfile da Escola de Samba da Vila Maria, em São Paulo: a Arquidiocese de São Paulo conseguiu um feito incrível, beirando o milagre: transformou a “festa da carne” (de alegria e satisfação carnal) em um santuário de conversão (ao menos, durante a passagem da agremiação e para os que se envolveram – de leigos engajados na fé até à pessoas que há anos, ou melhor, décadas, não ouviam uma Palavra Santa). Membros de outras escolas, torcidas e partícipes foram evangelizados, presentes ali ou pelas imagens da TV. E não nos esqueçamos também do aconselhamento aos apóstolos: “quem tem ouvidos, ouça“! Quantos corações foram tocados? Quantas “sementinhas” plantadas?

Ao longo da história da Igreja, pessoas iluminadas conseguiram tornar santos os eventos pagãos. A festa do solstício de verão, ocorrida entre os pagãos há mais de 7000 anos no final de dezembro, foi apropriada para que os cristãos celebrassem nesta data o Natal do Senhor Jesus. Templos de Baal (ou Baalzebu, que aportuguesou-se “Belzebu”, um dos nomes do Diabo), transformaram-se em sinagogas e posteriormente locais de igrejas cristãs. A Páscoa judaica, festa da passagem de Yaweh, virou a abundância da vida e colheita de Salvação com a ressurreição de Jesus e a transformação da data para os seus seguidores em Páscoa cristã. No Sambódromo do Anhembi, onde outrora os cultos afros e outros sincretismos eram quase que exclusividade do local, em aversão ao Catolicismo, tornou-se por algum tempo espaço do amor da Mãe, de Nossa Senhora Aparecida, cujo tema sobre os 300 anos da aparição da sua imagem de Conceição permitiu o conhecimento de muitos ignorantes sobre o surgimento da devoção mais querida de nosso país, tornando-a popularmente com o título de Rainha e Padroeira do Brasil.

Por fim, vale ressaltar: para que o evento ocorresse, toda nudez, menção pejorativa, heresia ou algo que pudesse escandalizar o mais crente dos católicos foi exigido. Bispos da Igreja e demais autoridades eclesiásticas estiveram atentos para que nada fosse profanado. E desta feita, ineditamente, o Carnaval tornou-se festejo cristão de evangelização. Vide as lágrimas dos foliões e da alegria daqueles que levaram a imagem e o tema da Mãe do Nosso Senhor às multidões.

Tudo cabe seguir o modelo de Jesus e dos santos da Igreja. Tornar o pecador em convertido, ir aos que não conhecem ou aos que pecam, fazer algo novo! Sim, foi possível tornar o evento um local familiar.

Quer voltar ao começo da nossa conversa? Rememore o primeiro parágrafo deste artigo: “Há alguns que dizem: o ‘Carnaval é coisa do Capeta’. De fato, é. Assim como também pode ser o Futebol, a Política e qualquer outra coisa que se faça de maneira libertina”.

Se as arquibancadas dos estádios de futebol gritam xingamentos, fedem maconha e exaltam ódio entre os adversários, serei eu um deles? Que eu tenha a firmeza de torcer em paz (o falecido Papa João Paulo II disse: o esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos). Se a Política é repleta de corruptos e entrelaçada com os corruptores, não devo crer que como candidato fulano ou ciclano poderia ser um vereador ou um deputado honesto, temente a Deus? Que eu tenha discernimento na hora do voto (disse o Papa Francisco: a Política é o grau mais alto da Caridade – relembre tal frase aqui: http://wp.me/p4RTuC-c0U). Se a Sapucaí é o local de folia, que eu faça do ambiente um local de congraçamento das famílias.

Em suma, um excepcional ensinamento do espanhol São José Maria Escrivá, servo de Deus, que extrapola a questão da falibilidade papal dos dois temas do parágrafo acima e mostra a radicalidade de quem quer ser seguidor de Jesus:

“Tudo o que eu fizer, que eu faça de maneira cristã.”

Se eu for um advogado, um médico, um policial, um comerciante, um professor, um estudante, um filho, um catequista, um aprendiz, um sábio, um ignorante… não importando o que eu seja (até mesmo um carnavalesco), que eu faça de um modo cristão, respeitando o Evangelho, nosso Credo e o Catecismo da Igreja Católica, iluminados pelas Sagradas Escrituras e do Magistério Eclesial, dentro do amor incorruptível.

Encerrando: que as manifestações populares sejam oportunidades de união e confraternização adequadas, nunca eventos pecaminosos ou de pura libertinagem explícita, levando à diversão sadia dentro da cultura dos povos. Isso não é só respeito, ecumenismo, evangelização ou folia, isso é também cidadania!

Repetindo: no Carnaval, se for ao baile, à avenida do samba, ao clube ou até mesmo aos convites mais reservados, “tudo o que eu fizer, que eu faça de maneira cristã”. É assim que blindamos nosso corpo, nossa mente e principalmente nossa alma das investidas de Satanás!