– Ruy Barbosa continua atualíssimo.

A história conta que uma das cabeças mais inteligentes do nosso país foi Ruy Barbosa. Em discurso no Senado da República, ainda no Rio de Janeiro, em 17/12/1914, imortalizou tal verdade:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Uma verdade que perdura até nossos dias. Mais do que isso: que retrata o Brasil de mais de 100 anos atrás e o de hoje – com perfeição, infelizmente!

– Fama é diferente de Sucesso. Mas o que é que precisamos na vida?

Vivemos em tempos de cobrança por sucesso absoluto. Não se pode errar! E isso é tão ruim…

As crianças já nascem sendo treinadas para uma vida adulta “perfeita”. Acredite: há profissionais que buscam ensinar (pasmem) a “felicidade financeira infantil”! Não é educação financeira, é preparação para ganhar dinheiro. E quando se frustram, sofrem e se deprimem, pois ninguém as prepara para uma vida modesta.

Muitos vão além: buscam a fama incondicionalmente. Mas o que é a fama?

Ser famoso é ser conhecidopor coisas boas ou por coisas ruins. Ter fama, portanto, não é ser algo necessariamente positivo ou de sucesso.

Aliás, o que é sucesso?

Ser bem sucedido na vida, simplesmente, pode ser ter uma casa humilde, alimento e família. Ou não?

Pense: o que você almeja no dia-a-dia?

O “ter sucesso” é muito relativo… precisamos não nos cobrarmos cotidiamente – para o nosso bem.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor indicar para citação.

– A Individualidade versus o Individualismo.

E cada vez mais vemos na sociedade o individualismo sobrepor o coletivismo, o egoísmo suplantar a solidariedade, ou, se preferir, a competição vencer a colaboração.

Não parece que as pessoas estão pensando cada vez mais em si próprias, e não nos outros? Nem na própria família… quiçá na sociedade.

Vejo também uma certa confusão: as pessoas dizem que querem ser felizes (e precisam pensar nelas mesmo), mas… com quais atitudes?

Todos devemos galgar a felicidade, mas não podemos confundir a individualidade (as características de cada um, seus defeitos e virtudes – um conjunto único de cada pessoa) com o individualismo (o de pensar somente nela e o resto que “se exploda” – permitindo muitas vezes que atos até mesmo contestáveis sejam cometidos).

Sejamos mais sábios em nosso comportamento e tenhamos Inteligência Emocional, porque tudo isso gera coisas perigosas: vaidade, egoísmo e futuras auto-frustrações

  - Sasha Freemind/Unsplash

Imagem: Sasha Freemind/Unsplash

– Brasil rejeita proposta dos EUA para receber presos estrangeiros.

Brasil recusa proposta dos EUA para receber presos estrangeiros e compartilhar dados de refugiados em negociações sobre crime organizado. #Linkezine …

Continua em: Brasil rejeita proposta dos EUA para receber presos estrangeiros

– Networking executivo deixa de ser social e vira estratégia real de negócios

Networking executivo evolui de encontro social para estratégia empresarial que gera conexões qualificadas e novas oportunidades de negócio. #…

Continua em; Networking executivo deixa de ser social e vira estratégia real de negócios

– Alodoxafobia: o medo da opinião dos outros.

Há diversos tipos de fobia. Uma deles é a alodoxafobia, que se refere à preocupação do que os outros pensam da pessoa.

Nestes tempos de bullying, onde as pessoas se preocupam com a imagem e com as Redes Sociais, onde temos lugares no Mundo Virtual onde se critica tudo, tal transtorno é cada vez mais frequente (e inevitável para muitos).

Um pouco sobre isso, extraído de: https://www.otempo.com.br/interessa/transtorno-de-quem-tem-medo-da-opiniao-alheia-1.1606140

TRANSTORNO DE QUEM TEM MEDO DA OPINIÃO ALHEIA

Por Ana Elizabeth Diniz

Não são raros os casos de pessoas que declinam convites para se apresentar em público devido ao medo da opinião dos outros.

Pesquisas não oficiais sugerem que esse transtorno, conhecido como alodoxafobia, afeta cerca de 8% da população entre 16 e 24 anos de idade.

“Isso não significa que somente pessoas nessa faixa etária desenvolvam o transtorno, que poderá se manifestar em qualquer momento da vida. Porém o maior índice é em torno dessa fase, na qual os jovens têm que fazer escolhas profissionais e assumir relacionamentos e responsabilidades”, analisa Patrícia Renaldo da Silva Amaral, 34, psicóloga clínica, psicopedagoga e analista transacional em formação.

Segundo ela, a palavra alodoxafobia vem das palavras gregas “állis” que significa “outro” ou “diferente”, “dóxis” que significa “crença” e de “fobia” que significa “medo patológico”, “o que explica o conceito da patologia: medo dos pensamentos dos outros sobre si, sempre com a sensação de julgamento. É o medo de se expressar acompanhado da sensação de exposição e, ao mesmo tempo, de ser julgado pelos outros de forma crítica e negativa. Medo da opinião ou respostas das outras pessoas sobre si”, explica a psicóloga.

Mas por que será que o ser humano se preocupa tanto com a opinião alheia? “Desde nossa infância somos submetidos a aprovações dos pais, de professores, de amigos e de todos que nos rodeiam e que esperam algo de nós. Muitas vezes somos rotulados e acreditamos no que escutamos. Se sua mãe diz que você é inteligente ou uma criança impossível de segurar, você acredita. Se seu pai diz que você não sabe fazer nada direito e seus amigos dizem que você é muito tímido, você acredita. Levamos todas essas crenças infantis para nossa vida adulta de forma subconsciente e as projetamos o tempo todo em qualquer relação que possamos construir, seja profissional, familiar, social ou sentimental”, diz Patrícia.

O problema é que o que se projeta “são pensamentos distorcidos sobre o que se imagina que o outro pensa sobre nós, ou ainda críticas ao outro que na verdade são sobre si mesmo (de forma subconsciente). Pessoas que funcionam dessa forma tendem a potencializar medos fantasiosos de possíveis julgamentos sobre si mesmas por meio de pensamentos distorcidos”, comenta a psicóloga.

Segundo ela, indivíduos assim sempre se consideram o centro das atenções, porém de forma negativa, como se todos os estivessem olhando e criticando. “Muitas vezes, para os outros, essa pessoa pode simplesmente parecer ser tímida e, por isso, não gosta de se expressar ou colocar sua opinião numa roda de conversa. Mas nem imaginam que dezenas de pensamentos distorcidos estão passando pela sua cabeça naquele momento, impedindo-a de se comunicar de forma livre e espontânea”, observa Patrícia.

Esse transtorno psicológico impede a pessoa de realizar suas atividades de rotina, de se comunicar ou de conviver em sociedade. Pode estar associado a crises de ansiedade e de pânico e a sintomas somáticos como sudorese, taquicardia, tontura, dores de cabeça, enjoos, tremores e sensação de fraqueza.

Julgamento do outro é ameaça constante

Alguém diagnosticado com alodoxafobia sofre com o medo de se expor, até mesmo para apresentar um trabalho profissional, mesmo que seja muito importante. “Aqui podemos exemplificar a distorção de pensamentos que potencializam a sensação de julgamento alheio. Ao apresentar uma palestra ou um trabalho relevante, considera-se que o candidato tenha se preparado para explanar sobre o assunto escolhido. Sendo assim, as pessoas ali estão esperando para escutá-lo e estão interessadas em agregar conhecimentos. Portanto, essa pessoa que vai falar estará se mostrando ou se expondo? A resposta correta é se mostrando (centro das atenções de forma positiva), pois se preparou para isso. Se você pensou que a resposta seria se expor (centro das atenções de forma negativa), provavelmente teve uma distorção de pensamentos devido uma projeção crítica sobre si mesmo, pois imagina o risco de ser julgado pelos outros, quando na verdade você mesmo está se autojulgando”, pondera a psicóloga Patrícia Renaldo da Silva Amaral.

O tratamento indispensável é uma boa psicoterapia, seja individual ou em grupo, com acompanhamento semanal. “A opção pela psicoterapia grupal é ótima para trabalhar os medos, as fantasias e as distorções de pensamentos sociais sobre si mesmo. Também pode haver a necessidade de acompanhamento psiquiátrico, caso os sintomas fisiológicos estejam muito latentes. Há casos que requerem tratamentos paliativos, e outros, medicações adequadas, como nos casos de transtornos associados a crises de ansiedade ou pânico”, finaliza a psicóloga.

Dicas para se livrar desse mal

Lembre-se de que você não vai agradar sempre a todos.

Observe quais pensamentos são reais e quais são fantasias.

Tenha em mente que você não tem controle sobre o que os outros pensam.

Não deixe que o outro te desestabilize.

Gostaria de receber notícias como essa e o melhor de O TEMPO no conforto do seu e-mail?

Imagem: citação em: https://www.otempo.com.br/interessa/transtorno-de-quem-tem-medo-da-opiniao-alheia-1.1606140

– Dicas para o combate da ansiedade.

A Ansiedade, um dos grandes problemas dos nossos dias atuais, causa males físicos e emocionais.

Sobre ela, algumas dicas importantes para combater essa chaga da nossa sociedade, extraídas de: https://vogue.globo.com/amp/Wellness/noticia/2021/05/ansiedade-8-dicas-para-ajudar-uma-pessoa-no-meio-da-crise.html

8 DICAS PARA AJUDAR UMA PESSOA NO MEIO DE UMA CRISE DE ANSIEDADE

A ansiedade não é assunto novo para o brasileiro, apesar de ainda ser tabu. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), agora em 2021, como uma das consequências do isolamento social, por exemplo, o Brasil figura o primeiro lugar como País mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo. “Neste momento de crise e indefinições, cada vez mais podemos constatar pessoas numa luta incessante para tentar controlar os efeitos da ansiedade, haja vista que, a ansiedade não causa apenas descontrole emocional, ela também causa dores e sintomas físicos, tornando-se um problema crônico nas vidas das pessoas”, explica a psicóloga Dra. Sirlene Ferreira.

A especialista fala de algumas táticas que as pessoas que sofrem com crise de ansiedade podem adotar, como “procurar a ajuda de um terapeuta; praticar meditação ou ioga, que são exercícios que ajudam a controlar a respiração; identificar situações que o levem ao estresse e procurar evitá-las; esquecer o passado e procurar ter pensamentos positivos em relação ao futuro; viver o presente”, diz.

Além disso, Sirlene Ferreira também indica 8 dicas de como amigos e familiares podem ajudar nos momentos que as sensações estão à flor da pele.

Confira:

1. ACOLHIMENTO

“É primordial que todos entendam que a ansiedade não é vinculada à razão, portanto frases de otimismo e ou o chamado “choque de realidade”, não funcionam. A ansiedade por si só já é uma demonstração do descontrole das emoções que pode ser causado por diversos motivos, nesse caso o que o indivíduo mais precisa é de acolhimento, carinho e compreensão.”

2. SAIBA OUVIR

“Ofereça seu tempo para ouvir e acolher uma pessoa ansiosa. Dizer coisas como “vai passar” só vai aumentar a angústia da pessoa. Portanto, procure ouvir mais e falar menos.”

3. BEBIDAS CALMANTES

“Oferte uma xícara de chá, um suco ou até mesmo coloque uma música, que possa acalmar e alegrar a pessoa. É muito bom ser presenteado e lembrado com carinho. Em um momento de crise o que mais vale é o querer bem, sentir-se querido é aliviador.”

4. A VIDA EM MOVIMENTO

“Convide a pessoa para uma caminhada. Movimentar-se pode controlar a respiração, o que ajuda a aliviar a tensão.”

5. BOAS LEMBRANÇAS

“Traga para a conversa com essa pessoa boas lembranças, momentos de alegria e até mesmo as situações mais engraçados já vivida por vocês. A alegria é um remédio para alma e conseguir se ver em cenas de conquistas e de contentamento do passado reforça a ideia de que nem tudo e nem todo tempo é de dor.”

6. PRATIQUE A EMPATIA

“Use sua empatia para ajudar um ansioso. Se coloque no lugar dele e entenda que nesse momento ele pode ser comparado como um passageiro de trem vendo sua vida pela janela do vagão e o trem na sua máxima velocidade.”

7. EVITE PERGUNTAS

“Não exija respostas do ansioso. Entenda que ele não sabe o porquê está vivenciando essa crise de ansiedade.”

8. AJA COM RESPEITO

“Respeite esse momento. A ansiedade por si só já desrespeita demais o ansioso. Ele não precisa de outras pessoas para piorar essa sensação.”

(FOTO: GETTY IMAGES)

– Pare de se sentir ofendido com tudo!

Você tem maturidade emocional, ou “tudo te ofende”?

Perca esse hábito de se sentir ofendido por tudo e por todos.

Na mensagem:

– Formação do caráter em tempos atuais e a moralidade ética no contexto digital.

Vivemos tempos nos quais a construção do caráter parece uma tarefa cada vez mais árdua. Valores antes considerados fundamentais, como honestidade, …

Continua em: Formação do caráter em tempos atuais e a moralidade ética no contexto digital

– O que é Deboísmo? O que você pensa sobre ele?

Já ouvi de algumas pessoas que elas costumam praticar o “deboísmo”, o estado de espírito em estar “de boa”.

Acha que é brincadeira?

A moda está se popularizando na Internet, tornando-se para muitos uma doutrina!

Extraído de: http://www.significados.com.br/deboismo/

SIGNIFICADO DE DEBOÍSMO

Deboísmo é um neologismo que surgiu na internet como uma corrente filosófica, onde a principal regra é “viver de boa com a vida”.

Os criadores da “religião do Deboísmo”, Carlos Abelardo e Laryssa de Freitas, são um casal de Goiânia (capital do estado brasileiro de Goiás).

Ambos criaram uma página no Facebook e começaram a partilhar mensagens que incentivavam o respeito e a calma nas relações entre os usuários das redes sociais.

Os criadores afirmam que a ideia de fundar o deboísmo surgiu a partir das constantes observações que faziam de brigas e falta de entendimento entre as pessoas no Facebook.

O bicho-preguiça é considerado o mascote do deboísmo, devido ao sentido de calma e serenidade transmitida pelo mamífero.

No entanto, os criadores desta “doutrina” alertam que não se deve confundir os princípios do deboísmo com a preguiça ou o comodismo. O objetivo é enfrentar e debater os problemas ou desafios, mas com respeito, calma e, acima de tudo, paz.

Algumas características do comportamento de uma pessoa deboísta é o bom humor, a descontração, a paciência e o respeito às opiniões alheias.

A página de fãs da “religião do Deboísmo” no Facebook já alcançou milhares de seguidores. Até o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil decidiu “aderir” ao movimento de pacificação.

DEBOÍSMO E O ESTOICISMO

Imagem extraída de: https://www.saindodamatrix.com.br/deboismo-estoicismo/

– Coisas que você tentará mudar e deverá desistir?

Aconselhamentos de coisas que você insiste em fazer e que, muitas vezes, são necessárias de abdicação. Será que você concorda com elas?

Servem para o trabalho e para a vida…

Compartilho, abaixo, extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/11-coisas-que-você-nunca-mudará-e-deve-parar-de-ficar-robson

11 COISAS QUE VOCÊ NUNCA MUDARÁ E DEVE PARAR DE FICAR TENTANDO

por Robson Cristian Tomaz Pereira

Você realmente pode mudar o mundo se você se importar o suficiente” – Marian Wright Edelman, ativista americana.

Será que basta se importar o suficiente para mudar o mundo? Será mesmo? Alguns podem concordar e dizer que trabalhando de forma focada por 70, 80, 90 horas por semana tudo é possível. Outros, já podem dizer que é uma questão de trabalhar de forma mais inteligente e não trabalhar mais duro.

Independente da forma de trabalhar, existem coisas que simplesmente não conseguimos mudar. Ter perseverança e tenacidade é fundamental para atingir grandes objetivos, mas apenas aqueles que são alcançáveis.

Não adianta ficar batendo a cabeça na parede que certas coisas não vão acontecer. Infelizmente, há muitas coisas na vida que as pessoas insistem em tentar mudar e só se desgastam.

  1. Uma hora você terá que prestar contas a alguém

Não adianta pegar atalhos, quebras regras ou cometer desvios éticos para atingir os seus objetivos. Uma hora você terá que prestar contas para alguém, seja para a justiça, familiares, amigos, Deus ou até mesmo para a sua consciência. É bem provável que alguém dependa de você e ficará sem chão quando algo assim acontecer.

  1. Você não viverá para sempre

Meu querido, minha querida, se você ainda não percebeu, não somos imortais. As férias que você não aproveitou podem ter sido as suas últimas, todo o tempo que você passou após o horário na empresa, enquanto a sua família aguardava você para o jantar, não voltará. Esse é o tipo de coisa que você só aprenderá quando não tiver mais como voltar atrás!

  1. Não tem como você agradar todo mundo

Como vejo gente se frustrada com isso! Sério, pare com isso de uma vez por todas! Isso só drena as suas energias e te deixa miserável. É como aquele frase clássica: “se nem Jesus agradou todo mundo, quem é você para…”.

  1. Você nunca será o melhor em tudo

Eu sou muito competitivo, sério! Aprendi logo na infância com a minha mãe que o “segundo colocado é o primeiro perdedor”. Percebi na prática e depois em um teste da Gallup, que se eu colocar uma competição no meio de um objetivo que eu quero conquistar, funcionarei umas 10 vezes melhor!

Só que tem um porém nisso: não sou besta de entrar em uma competição de corrida contra o Usain Bolt ou de natação contra o Michael Phelps! Eu sei que não serei melhor que eles! Que não sou o melhor em tudo!

Ok, é até fácil com esses exemplos extremos, mas com pequenas comparações que quase todo mundo faz diariamente? Acredito que é nisso que está a grande burrada das pessoas. O que faz tanta gente ser invejosa. Você não terá ao mesmo tempo o melhor carro, melhor casa, melhor empresa, melhor emprego, melhor papagaio, melhor melhor…

  1. Guardar rancor não te deixará melhor

Não digo para você esquecer quem te fez mal e dar a cara a tapa novamente, acho que essa é uma das coisas mais difíceis de se fazer. O que eu digo é que ficar com rancor não irá te ajudar em nada! Sério! O rancor é você fazendo mal para você!

  1. Você não controla o que os outros pensam

Não adianta ser o melhor marketeiro, psicólogo ou neurocientista do planeta, você não controlará o que as pessoas pensam de modo geral. Por mais que você implore, esperneie, grite, exija, use milhões de gatilhos mentais ou até eletrochoque. Pare de tentar fazer isso!

  1. Você não conseguirá voltar no tempo

A vida não tem “CTRL+Z”! Pare de reclamar do seu passado e comece a viver no presente. Não dá para voltar!

Sério, mesmo o De Volta para o Futuro sendo o meu filme favorito de todos os tempos, não dá para voltar! Nem com um carro bacana, nem com uma cabine telefônica e muito menos com uma cadeira cheio de guarda-chuvas.

  1. Não, você não pode mudar totalmente o mundo

É lindo e inspiracional achar que uma única pessoa pode mudar totalmente o mundo, mas algumas coisas são maiores do que todos nós! Você pode fazer uma grande diferença no seu redor, isso é ótimo! Mas, cuida com as suas expectativas em relação ao impacto de suas ações para não se frustrar!

  1. Você não pode mudar de onde você veio

“Ah, eu vim do lugar X e por isso….”, “Eu nasci no lugar Y e por isso”… desculpinhas!

Dane-se o lugar de onde você veio! Tem exemplos de gente que passou fome, viveu na rua, fugiu de guerra… e é muito bem sucedido agora!

O que importa é onde você quer chegar e se vai pagar o preço para chegar lá!

  1. Privacidade é uma ilusão

Os seus emails, telefonemas, fotos, vídeos ou qualquer outra atividade online ou offline está “quase sempre” em observação. Seja por empresas que usam essas informações para te mostrar anúncios mais relevantes ou agências de segurança que ficam de olho se você não vai cometer nenhum atentado. É melhor não deixar nenhum esqueleto no armário.

  1. Nem sempre você conseguirá recuperar o que perdeu

Muitas coisas podem ser recuperadas. Na verdade, praticamente tudo que o limite do seu Master Card permite comprar, mas as coisas mais importantes, bem aquelas que o Master Card não compra, essas são praticamente irrecuperável=is. Aí não adianta chorar pelo leite derramado…

Conclusão

Pare de tentar mudar o que não dá para mudar! Foque no que é tangível e lembre-se do item 2: você não viverá para sempre! Bem direto ao ponto assim mesmo!

P.S: Peguei esses tópicos no texto de um empreendedor americano e os reescrevi do meu jeito.

Imagem relacionada

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Latinidade

José Horta Manzano Afinal, somos latinos ou não? Está aí uma dúvida que vem percorrendo o Brasil estes últimos tempos. Acredito que, na origem dessa …

Continua em: Latinidade

– Grandes fortunas do nosso continente:

Os homens mais ricos da América Latina:

Trabalharam? Merecem. Mas isso não me impede de dizer: a desigualdade social, frente esses números, assusta…

– Red Bull Bragantino pune Gustavo Marques por falas machistas:

Parabéns, Red Bull Bragantino!

Foi exemplar a punição: renda para quem precisa, e gancho ao jogador.

– Com duas torcidas, o futebol é mais legal.

Nos últimos dias, estamos vendo acontecer jogos com campos lotados e duas torcidas no futebol paulista, por conta do não-cruzamento dos ditos 4 grandes (exceto no jogo do Capivariano).

Não é legal ver essa festa? Há jovens que nunca viram um clássico paulista com divisão de torcidas (e pelo jeito, ainda demorará muito para acontecer).

Que esse cenário mude logo. Aparentemente, me parece que é a má vontade das autoridades que impede isso.

– Uma sociedade que cobra.

A importância do equilíbrio emocional numa sociedade tão pilhada.

Em: https://youtu.be/NAuTPKI_J2g?si=W3RVW57w05FZJHp0

#Sociedade #EquilíbrioEmocional #Vida #Comportamento

– A solução para alguns imbróglios da Web.

Muitos problemas e dores de cabeça são evitáveis. Alguns os buscam, e de maneira desnecessária, se envolvem com eles.

Uma dica para evitar isso?

A imagem abaixo mostra a solução para aqueles que não conseguem dosar o tempo de tela, ou que não têm a possibilidade de acessar coisas úteis:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Com duas torcidas, o futebol é mais legal.

Nos últimos dias, estamos vendo acontecer jogos com campos lotados e duas torcidas no futebol paulista, por conta do não-cruzamento dos ditos 4 grandes (exceto no jogo do Capivariano).

Não é legal ver essa festa? Há jovens que nunca viram um clássico paulista com divisão de torcidas (e pelo jeito, ainda demorará muito para acontecer).

Que esse cenário mude logo. Aparentemente, me parece que é a má vontade das autoridades que impede isso.

– Filipe Luís, pós Lanus x Flamengo, foi muito mal sobre o caso de racismo a Vini Jr.

Eu sempre gostei das entrevistas do treinador Filipe Luís, do Flamengo. Costumeiramente sensato!

Mas sobre o episódio envolvendo Vini Jr… pisou na bola! Pipocou…

O que ele disse e a minha opinião, em: https://youtu.be/t9U5MC_i1XU?si=wC5UQW6PX1eCMA3Q

– Filipe Luís, pós Lanus x Flamengo, foi muito mal sobre o caso de racismo a Vini Jr.

Eu sempre gostei das entrevistas do treinador Filipe Luís, do Flamengo. Costumeiramente sensato!

Mas sobre o episódio envolvendo Vini Jr… pisou na bola! Pipocou…

O que ele disse e a minha opinião, em: https://youtu.be/t9U5MC_i1XU?si=wC5UQW6PX1eCMA3Q

– Quem disse que Carnaval é Feriado?

Quem decretou que é feriado no Carnaval?

Carnaval, por incrível que possa parecer, é dia útil de trabalho. Conceder folga ou não depende do patrão (ou se o município que você reside assim entender)

E aí? Vai peitar os foliões?

Não dá… é Custo-Brasil!

Extraído de: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/carnaval.htm

LEGISLAÇÃO

A Lei nº 9.093/95, que dispõe sobre feriados civis, estabelece que sejam feriados somente aqueles declarados em Lei Federal ou Estadual, quando se tratar da data magna do Estado.

São considerados também feriados religiosos os dias de guarda conforme o costume ou tradição local declarados em Lei Municipal, os quais não poderão ser em número maior do que 4 (quatro) dias no ano, já incluso neste, a sexta-feira da paixão de acordo com o art. 2º da referida lei.

Não obstante, a Lei nº 10.607/2002, que dispõe sobre os feriados nacionais, alterou o art. 1º da Lei nº 662/49, concomitante com a Lei 6.802/80, estabelecendo que sejam feriados nacionais os dias:

1º de janeiro → (Confraternização Universal – Ano Novo);

Sexta-feira da Paixão → Data móvel (art. 2º da Lei nº 9.093/95)

21 de abril → (Tiradentes);

1º de maio → (Dia do Trabalho);

7 de setembro → (Independência do Brasil);

12 de outubro → (Nossa Senhora Aparecida);

2 de novembro → (Finados);

15 de novembro → (Proclamação da República); e

25 de dezembro → (Natal).

ENTENDIMENTO

Com base na legislação não há dúvidas quanto aos feriados nacionais uma vez que estão expressos em Lei Federal.

Quanto aos demais feriados que a Lei Federal outorga aos municípios, há que se verificar quais os feriados municipais estão expressos em lei, limitados ao total de 4 (quatro) feriados no ano.

Partindo desse pressuposto, se não houver uma lei municipal estabelecendo que o carnaval seja feriado, o trabalho neste dia será normal e o não comparecimento ao trabalho, acarretará prejuízos salariais ao empregado. Haverá prejuízo da mesma forma no caso da quarta-feira de cinzas.

Normalmente temos os possíveis feriados determinados por lei municipal, observado o limite acima, os quais podem variar dependendo dos respectivos costumes ou tradições de cada região:

Corpus Christi → Data móvel

Aniversário da Cidade → Data determinada pelo município

Carnaval → Data móvel

Padroeiro(a) da Cidade → Data determinada pelo município

Outros → Data determinada pelo município.

Fundo Carnaval Imagens – Download Grátis no Freepik

Imagem extraída de: Freepik

– Geração Fragilizada?

Antes de mais nada, eu defendo psicólogos e psiquiatras, mas essa observação é real: muitas vezes, a gente vê jovens que complicam tudo e não conseguem tomar decisões (das mais simples) sozinhos.

O que está acontecendo com a Educação?

– Festa de São Valentim: o verdadeiro Dia dos Namorados no Mundo.

Aqui no Brasil, credita-se a Santo Antonio a fama de padroeiro dos namorados e santo casamenteiro. Entretanto, o verdadeiro padroeiro dos casais apaixonados, mundo afora, é São Valentim, que se celebra hoje.

Porém, como seria inviável dois dias dos namorados por aqui, comercialmente se aproveitou a data e transformamos o dia mundial dos namorados em DIA DA AMIZADE. Aliás, quantos “dias do amigo” temos no Brasil, já perceberam?

Gostou, ou é muito artificial?

Se não gostou, olha o porque São Valentim é o dia mundial dos namorados (da Wikipedia):

SÃO VALENTIM E SUA HISTÓRIA

São Valentim (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim.  O imperador Cláudio II, durante seu governo , proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

Resultado de imagem para São valentim

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O perigo de um Cérebro excessivamente Otimista.

Veja que bacana: uma pesquisa reproduzida pela Revista Galileu (abaixo a citação) mostra que um cérebro otimista rejeita pensamentos negativos; logo, está sempre de bem com a vida. Entretanto…

Um otimista ao extremo tem um problema: subestimar riscos!

Nem tudo ao Céu e nem tudo ao inferno…

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI281058-17933,00.html

CÉREBRO DOS OTIMISTAS REJEITA PENSAMENTOS NEGATIVOS

Por Sandra Damiani

Pesquisadores da University College de Londres descobriram que o cérebro das pessoas sempre positivas dá preferência a tudo que reforça uma bela perspectiva do futuro. Em um experimento, os cientistas pediram a voluntários que apontassem a probabilidade de acontecer 80 diferentes situações negativas em suas vidas, como separação e doença grave, enquanto passavam por uma ressonância magnética.

Os cientistas observaram que as pessoas otimistas tinham uma atividade maior no lobo frontal (responsável por nossa capacidade de planejamento e estimativas) ao processarem notícias positivas. Diante das negativas, tiveram menor atividade nesta parte do cérebro, sugerindo que o órgão estaria escolhendo qual evidência levar em conta.

O estudo dá pistas do que leva algumas pessoas a manter uma previsão cor-de-rosa mesmo quando a realidade reforça o inverso. É como acreditar que seu time vai ganhar no próximo jogo mesmo depois de sucessivos fiascos. “O lado ruim de ser sempre positivo é subestimar riscos”, diz Tali Sharot, uma das autoras do estudo. Isso explicaria por que campanhas como as de combate ao fumo ou à Aids são, por vezes, ineficazes, alerta a neurocientista.

Resultado de imagem para otimismo

Imagem extraída de: https://sipnl.com.br/4-atitudes-de-pessoas-otimistas/

– Comunique-se!

Relacionar-se com alguém (e com a sociedade) tem essas exigências (abaixo):

As pratiquemos!

– The Reason We Still Plan Events

There is a reason why we still gather to celebrate, even when life gets busy and expensive. Parties and events allow us to share our successes …

Continua em: The Reason We Still Plan Events

– Educação e Fé, Ciência e Religião, Razão e Emoção: conciliam bem nas Escolas ou são contradições?

Uma atual (porém histórica) discussão sempre foi sobre a relação harmoniosa ou não no comportamento social entre a fé e a razão, ou melhor: a religião e a ciência.

Mas quem disse que elas devem ser concorrenciais, e não complementares ou colaborativas no caráter e educação das pessoas (embora poucos pensem assim)? Gosto demais de uma frase de São João Paulo II de que “A Fé e a Razão são assas que nos elevam para o Céu”.

Leio na edição 2582 da Revista Superinteressante, pg 8-9, sobre o debate da religiosidade e crenças dentro das instituições de ensino e pesquisa. Claro que o assunto é bem delicado, pois manter-se livre de proselitismo de crença (como todo professor tem que fazer) não pode ao mesmo tempo “descatequizar” um discente ao passo de transformá-lo em ateu. São coisas distintas, e reforço: desde quando a fé é inimiga da inteligência? Emoção e razão em equilíbrio, para um mundo melhor, por favor.

Algumas coisas discordo e outras concordo, mas gostaria de compartilhar. Abaixo:

LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA. LUGAR DE DEUS É NA IGREJA

As religiões são um pilar fundamental de quase todas as sociedades. Mas elas não devem pautar nem a educação pública, nem os laboratórios.

Por Bruno Vaiano

O método científico é simples. Consiste no que uma criança faz por instinto. Ela observa a areia da praia e percebe que a cor e a textura lembram Nescau ou Toddy. Ela levanta a hipótese de que a areia talvez tenha gosto de achocolatado. Ela testa essa hipótese com um experimento – isto é, comer a areia. O experimento revela que a hipótese está errada. Hora de refinar a hipótese, ou rejeitá-la. E aí partir para uma nova observação, que recomeça o processo (aquela bola de gude parece uma bala. Será uma bala?)

A rotina de um cientista adulto é parecida. Em 2017, 40 biólogos de várias nacionalidades espalharam 3,1 mil lagartinhas verdes de massa de modelar em 31 lugares. Eles queriam testar uma hipótese antiga da ecologia: a de que, em regiões próximas do Equador, há mais aves, mamíferos e insetos atrás de comida (ou, para usar o termo técnico, há mais interações entre espécies). Eles deixavam as presas fake alguns dias na natureza selvagem e depois verificavam se elas haviam sido mordidas. Conclusão? “Uma lagarta próxima aos polos tem oito vezes menos chance de ser mordida que uma lagarta no Equador”, me contou na época Larissa Boesing, da USP. “Para cada grau a mais de latitude, a probabilidade de a lagarta sobreviver intacta aumenta em 2,2%.”

Essa é uma maneira de adquirir conhecimento. Verificar uma hipótese na unha. A outra é consultar alguém que já verificou a hipótese. Quando uma criança faz isso, ela busca uma fonte confiável – a mãe, por exemplo. Um cientista, quando lê a descrição de um experimento realizado por outro cientista, avalia cada passo para saber se pode confiar nas conclusões.

Um cientista usa o conhecimento adquirido por outros cientistas como ponto de partida de seu trabalho. Caso contrário, a ciência seria um empreendimento coletivo estagnado. “Vou estudar uma lua de Júpiter. Vou começar testando pela enésima vez essa hipótese chamada gravidade.” Quando um certo número de crianças testam a mesma hipótese (de que areia teria gosto de Nescau) e chegam à mesma conclusão (de que não tem), forma-se uma teoria. Os cientistas chamam de teoria uma hipótese verificada várias vezes.

A palavra “teoria”, então, tem um significado diferente para a ciência: é uma explicação para algum aspecto da natureza que já foi testada e assinada embaixo. Não tem o significado de “suposição” ou “especulação” que os não cientistas costumam lhe atribuir. A teoria da tectônica de placas de Wegener e Wilson, a teoria da evolução por seleção natural de Darwin e a teoria da relatividade geral de Einstein são aceitas como fatos.

Dogmas, por outro lado, são informações sobre a natureza que não foram confirmadas experimentalmente. A única maneira de justificar a crença em um dogma é o argumento de autoridade: um livro sagrado carrega a palavra de Deus, e ela é indiscutível. Por isso mesmo, o único conhecimento que pode constar do currículo escolar é o científico. Todos têm direito à fé em algum dogma; todos têm direito a ter seu dogma respeitado e o dever de respeitar o dogma alheio.

Mas é essencial que o professor deixe o dogma na porta quando pega o giz. Nenhum professor deve afirmar que areia tem gosto de achocolatado, pois qualquer criança pode verificar que é mentira. Tampouco ele pode dizer que Jesus caminhou sobre as águas, que Deus ditou o Corão a Maomé ou que pular sete ondas para Iemanjá garante sorte. Nenhuma dessas hipóteses provou-se verdadeira. São todas questão de fé – algo profundo e estritamente pessoal.

E isso nos leva a outro problema da religião na escola pública: cada grupo tem a sua religião (principalmente em um país com tanta diversidade cultural como o nosso). Um cristão pode achar engraçado um índio Kaiapó acreditar que uma onça inventou a carne assada. O índio acha engraçado que o cristão acredite em uma mulher virgem que dá à luz. Um professor não tem tempo de abordar cada uma das várias fés que existem no Brasil. Não em pé de igualdade. E, se ele privilegiar uma, obviamente será em detrimento de outra. Alguém sempre acaba desrespeitado. A solução é ater-se à ciência – que vale para todos.

ANALFABETISMO CIENTÍFICO

Outro motivo para que o ensino público atenha-se à ciência é o maior déficit do País: o de conhecimento. Nossos estudantes ignoram fatos científicos básicos. 40% dos jovens entre 15 e 16 anos declaram não saber se o ser humano foi vítima de dinossauros carnívoros (a resposta é não). 44% não sabem que o planeta Terra tem 4,5 bilhões de anos de idade. Um terço acha falsa a afirmação de que o homem descende de outra espécie de primata. Os dados são de um estudo de 2015 com 2.404 alunos da rede pública de todo o Brasil.

Uma sociedade de analfabetos científicos é incapaz de combater, por exemplo, problemas de saúde pública. A versão resistente a antibióticos do bacilo de Koch, que é consequência da evolução por seleção natural, mata 250 mil pessoas por ano, segundo a OMS. Essa tuberculose anabolizada não distingue crentes e ateus. Sem a tectônica de placas de Wegener e Wilson, por sua vez, é impossível estudar terremotos, vulcões e tsunâmis – como o que matou 429 pessoas na Indonésia em dezembro. O bom das teorias é que elas valem até para quem não acredita nelas. Assim, permitem entender o mundo e torná-lo melhor.

Perceba que alfabetização científica não tem a ver com ser ou não ateu. 8% das teses e dissertações do departamento de biologia da USP contêm agradecimentos a Deus na dedicatória. Na veterinária, sobe para 38%. O biólogo Antonio Carlos Marques, que levantou esses dados, me confessou em 2016: “Eu entendo a necessidade pessoal de explicações metafísicas, mas como é que o próprio aluno não sente o conflito dentro de si quando religião e ciência se encontram?” De fato, é um conflito. Mas não há por que cobrar ateísmo de todo cientista. Cabe ao profissional entender-se com a própria consciência, contanto que ele separe aquilo que é fé daquilo que é fato.

E isso vale para todos os brasileiros. Este texto não advoga contra a fé nem pede que ninguém a deixe de lado. Só é preciso concordar que a religião, seja ela qual for, não pode interferir em políticas públicas de educação, de ciência ou de tecnologia. A separação entre Igreja e Estado, afinal, é como a teoria da evolução: sempre dá certo quando é testada. Deixá-la para trás a essa altura seria um retrocesso – um recuo tão grande quanto se voltássemos todos a comer areia.

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-conflito-entre-fe-razao.htm

– Já Fevereiro? Mas você começou a cumprir sua lista de final de ano?

Puxa, estamos no dia 01 de fevereiro. Já foi embora janeiro…

Lembra da sua lista de “planos para 2026”? Você já começou a cumprir seus propósitos?

O que está esperando? Precisa o mundo voltar à normalidade ou, de tudo o que você almeja, nada pode ser feito agora?

Aliás, por que fazer listas somente no final do ano? Por quê não AGORA, hoje?

A urgência e a pressa de melhorar precisam ser, sem dúvida, nossa mesmo!

Bem-vindo Fevereiro 2018 - We Art

– O drama das mulheres no Irã.

Estamos vendo a tirania do Governo do Irã contra a democracia, matando covardemente o próprio povo, que pede por liberdade.

Nesse podcast, duas mulheres iranianas que conseguiram vir ao Brasil contam como é o dia-a-dia do sofrido povo persa, especialmente as questões contra as mulheres (lá, pela lei, uma mulher vale “meio homem”– recebe herança pela metade, o peso de um depoimento é de 50% do masculino e não podem mostrar os cabelos em público).

Está em: https://www.youtube.com/live/prInGdDg0zE?si=XG8MrYTLLsRVtIaW

– Manipulador Emocional.

O manipulador emocional sempre fará com que, você duvide de si mesma. Duvide do do pensa, do que fala e questiona. O intuito dele é gerar dúvida em …

Continua em: Manipulador Emocional

– Definindo a Geração X de maneira bem humorada:

A Geração X (que orgulhosamente pertenço) em uma boa definição!

Na imagem:

– A utopia em não ter problemas.

Todos nós queremos ter uma vida pacífica, mas os problemas nunca cessarão.

Sendo assim, contorná-los e nos adaptamos se faz necessário.

Reflita nesse pensamento :

– Reinserção:

Ajudar as pessoas a recomeçarem na vida é um ato de cidadania.

Não é fácil! Mas tentar fazer pessoas que cometeram crimes a desejarem um trabalho honesto, é necessário à Sociedade.

Um exemplo do meu desafio pelo Sebrae:

bomba.jpg

– Estamos ficando menos inteligentes?

Compartilho essa excelente matéria: nossa sociedade está ficando menos inteligente, ou é uma falsa impressão?

Se sim, quais os motivos? Se não, por quê isso acontece?

Abaixo, extraído de: https://super.abril.com.br/especiais/a-era-da-burrice/

A ERA DA BURRICE

Você já teve a impressão de que as pessoas estão ficando mais burras? Talvez não seja só impressão. Estudos indicam que a inteligência humana começou a cair

por Bruno Garattoni e Eduardo Szklarz

Discussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras, e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas. Reuniões, projetos, esforços que dão em nada. Decisões erradas. Líderes políticos imbecis. De uns tempos para cá, parece que o mundo está mergulhando na burrice. Você já teve essa sensação? Talvez não seja só uma sensação. Estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, revelam algo inédito e assustador: aparentemente, a inteligência humana começou a cair.

Os primeiros sinais vieram da Dinamarca. Lá, todos os homens que se alistam no serviço militar são obrigados a se submeter a um teste de inteligência: o famoso, e ao mesmo tempo misterioso, teste de QI (mais sobre ele daqui a pouco). Os dados revelaram que, depois de crescer sem parar durante todo o século 20, o quociente de inteligência dos dinamarqueses virou o fio, e em 1998 iniciou uma queda contínua: está descendo 2,7 pontos a cada década.

A mesma coisa acontece na Holanda (onde tem sido observada queda de 1,35 ponto por década), na Inglaterra (2,5 a 3,4 pontos de QI a menos por década, dependendo da faixa etária analisada), e na França (3,8 pontos perdidos por década). Noruega, Suécia e Finlândia – bem como Alemanha e Portugal, onde foram realizados estudos menores – detectaram efeito similar.

“Há um declínio contínuo na pontuação de QI ao longo do tempo. E é um fenômeno real, não um simples desvio”, diz o antropólogo inglês Edward Dutton, autor de uma revisão analítica(1) das principais pesquisas já feitas a respeito.

A regressão pode parecer lenta; mas, sob perspectiva histórica, definitivamente não é. No atual ritmo de queda, alguns países poderiam regredir para QI médio de 80 pontos, patamar definido como “baixa inteligência”, já na próxima geração de adultos.

Não há dados a respeito no Brasil, mas nossos indicadores são terríveis. Um estudo realizado este ano pelo Ibope Inteligência com 2 mil pessoas revelou que 29% da população adulta é analfabeta funcional, ou seja, não consegue ler sequer um cartaz ou um bilhete. E o número de analfabetos absolutos, que não conseguem ler nada, cresceu de 4% para 8% nos últimos três anos (no limite da margem de erro da pesquisa, 4%).

Nos países desenvolvidos, o QI da população tem caído até 3,8 pontos por década.

No caso brasileiro, a piora pode ser atribuída à queda nos investimentos em educação, que já são baixos (o País gasta US$ 3.800 anuais com cada aluno do ensino básico, menos da metade da média das nações da OCDE) e têm caído nos últimos anos.

Mas como explicar a aparente proliferação de burrice mesmo entre quem foi à escola? E a queda do QI nos países desenvolvidos? O primeiro passo é entender a base da questão: o que é, e como se mede, inteligência.

O primeiro teste de QI (quociente de inteligência) foi elaborado em 1905 pelos psicólogos franceses Alfred Binet e Théodore Simon, para identificar crianças com algum tipo de deficiência mental. Em 1916, o americano Lewis Terman, da Universidade Stanford, aperfeiçoou o exame, que acabou sendo adaptado e usado pelos EUA, na 1a Guerra Mundial, para avaliar os soldados.

Mas o questionário tinha vários problemas – a começar pelo fato de que ele havia sido desenvolvido para aferir deficiência mental em crianças, não medir a inteligência de adultos. Inconformado com isso, o psicólogo romeno-americano David Wechsler resolveu começar do zero.

E, em 1955, publicou o WAIS: Wechsler Adult Intelligence Scale, exame que se tornou o teste de QI mais aceito entre psicólogos, psiquiatras e demais pesquisadores da cognição humana (só neste ano, foi utilizado ou citado em mais de 900 estudos sobre o tema).

Ele leva em média 1h30, e deve ser aplicado por um psiquiatra ou psicólogo. Consiste numa bateria de perguntas e testes que avaliam 15 tipos de capacidade intelectual, divididos em quatro eixos: compreensão verbal, raciocínio, memória e velocidade de processamento.

Isso inclui testes de linguagem (o psicólogo diz, por exemplo: “defina a palavra abstrato”, e aí avalia a rapidez e a complexidade da sua resposta), conhecimentos gerais, aritmética, reconhecimento de padrões (você vê uma sequência de símbolos, tem de entender a relação entre eles e indicar o próximo), memorização avançada, visualização espacial – reproduzir formas 3D usando blocos de madeira – e outros exercícios.

O grau de dificuldade do exame é cuidadosamente calibrado para que a média das pessoas marque de 90 a 110 pontos. Esse é o nível que significa inteligência normal, média. Se você fizer mais de 130 pontos, é enquadrado na categoria mais alta, de inteligência “muito superior” (a pontuação máxima é 160).

Mas é preciso encarar esses números em sua devida perspectiva. O teste de QI não diz se uma pessoa vai ter sucesso na vida, nem determina seu valor como indivíduo. Não diz se você é sensato, arguto ou criativo, entre outras dezenas de habilidades intelectuais que um ser humano pode ter.

O que ele faz é medir a cognição básica, ou seja, a sua capacidade de executar operações mentais elementares, que formam a base de todas as outras. É um mínimo denominador comum. E, por isso mesmo, pode ajudar a enxergar a evolução (ou involução) da inteligência.

Ao longo do século 20, o QI aumentou consistentemente no mundo todo – foram três pontos a mais por década, em média. É o chamado “efeito Flynn”, em alusão ao psicólogo americano James Flynn, que o identificou e documentou. Não é difícil entender essa evolução. Melhore a saúde, a nutrição e a educação das pessoas, e elas naturalmente se sairão melhor em qualquer teste de inteligência.

O QI da população japonesa, por exemplo, chegou a crescer 7,7 pontos por década após a 2a Guerra Mundial; uma consequência direta da melhora nas condições de vida por lá. Os cientistas se referem ao efeito atual, de queda na inteligência, como “efeito Flynn reverso”. Como explicá-lo?

Involução natural

A primeira hipótese é a mais simples, e a mais polêmica também. “A capacidade cognitiva é fortemente influenciada pela genética. E as pessoas com altos níveis dela vêm tendo menos filhos”, afirma o psicólogo Michael Woodley, da Universidade de Umeå, na Suécia. Há décadas a ciência sabe que boa parte da inteligência (a maioria dos estudos fala em 50%) é hereditária.

E levantamentos realizados em mais de cem países, ao longo do século 20, constataram que há uma relação inversa entre QI e taxa de natalidade. Quanto mais inteligente uma pessoa é, menos filhos ela acaba tendo, em média.

Some uma coisa à outra e você concluirá que, com o tempo, isso tende a reduzir a proporção de pessoas altamente inteligentes na sociedade. Trata-se de uma teoria controversa, e com razão. No passado, ela levou à eugenia, uma pseudociência que buscava o aprimoramento da raça humana por meio de reprodução seletiva e esterilização de indivíduos julgados incapazes. Esses horrores ficaram para trás. Hoje ninguém proporia tentar “melhorar” a sociedade obrigando os mais inteligentes a ter mais filhos – ou impedindo as demais pessoas de ter.

Mas isso não significa que a matemática das gerações não possa estar levando a algum tipo de declínio na inteligência básica. Inclusive pela própria evolução da sociedade, que tornou a vida mais fácil.

“Um caçador-coletor que não pensasse numa solução para conseguir comida e abrigo provavelmente morreria, assim como seus descendentes”, escreveu o biólogo Gerald Crabtree, da Universidade Stanford, em um artigo recente. “Já um executivo de Wall Street que cometesse um erro similar poderia até receber um bônus.”

Crabtree é um radical. Ele acha que a capacidade cognitiva pura, ou seja, o poder que temos de enfrentar um problema desconhecido e superá-lo, atingiu o ápice há milhares de anos e de lá para cá só caiu – isso teria sido mascarado pela evolução tecnológica, em que as inovações são realizadas por enormes grupos de pessoas, não gênios solitários. Outros pesquisadores, como Michael Woodley, endossam essa tese: dizem que o auge da inteligência individual ocorreu há cerca de cem anos.

Os fatos até parecem confirmar essa tese (Einstein escreveu a Relatividade sozinho; já o iPhone é projetado por milhares de pessoas, sendo 800 engenheiros trabalhando só na câmera), mas ela tem algo de falacioso. A humanidade cria e produz coisas cada vez mais complexas – e é por essa complexidade, não por uma suposta queda de inteligência individual, que as grandes invenções envolvem o trabalho de mais gente.

Da mesma forma, as sociedades modernas permitem que cada pessoa abrace uma profissão e se especialize nela, deixando as demais tarefas para outros profissionais, ou a cargo de máquinas.

E não há nada de errado nisso. Mas há quem diga que o salto tecnológico dos últimos 20 anos, que transformou nosso cotidiano, possa ter começado a afetar a inteligência humana. Talvez aí esteja a explicação para o “efeito Flynn reverso” – que começou justamente nesse período, e se manifesta em países desenvolvidos onde o padrão de vida é mais igualitário e estável (sem diferenças ou oscilações que possam mascarar a redução de QI).

“Hoje, crianças de 7 ou 8 anos já crescem com o celular”, diz Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, nos EUA, e autor do livro The Dumbest Generation (“A Geração Mais Burra”, não lançado em português). “É nessa idade que as crianças deveriam consolidar o hábito da leitura, para adquirir vocabulário.”

Pode parecer papo de ludita, mas há indícios de que o uso de smartphones e tablets na infância já esteja causando efeitos negativos. Na Inglaterra, por exemplo, 28% das crianças da pré-escola (4 e 5 anos) não sabem se comunicar utilizando frases completas, no nível que seria normal para essa idade. Segundo educadores, isso se deve ao tempo que elas ficam na frente de TVs, tablets e smartphones.

O problema é considerado tão grave que o governo anunciou um plano para reduzir esse índice pela metade até 2028 – e o banimento de smartphones nas escolas é uma das medidas em discussão. O efeito também já é observado em adolescentes. Nos dois principais exames que os americanos fazem para entrar na faculdade, o SAT e o ACT, o desempenho médio vem caindo. Em 2016, a nota na prova de interpretação de texto do SAT foi a mais baixa em 40 anos.

As pessoas nunca leram e escreveram tanto; mas estão lendo e escrevendo coisas curtíssimas, em seus smartphones. Um levantamento feito pela Nokia constatou que os americanos checam o celular em média 150 vezes por dia. Dá uma vez a cada seis minutos, ou seja, é como se fosse um fumante emendando um cigarro no outro.

E esse dado é de 2013; hoje, é provável que o uso seja ainda maior. A onda já preocupa até a Apple e o Google, que estão incluíndo medidores de uso nas novas versões do iOS e do Android – para que você possa saber quantas vezes pega o seu smartphone, e quanto tempo gasta com ele, a cada dia.

A mera presença do celular, mesmo desligado, afeta nossa capacidade de raciocinar. Adrian Ward, professor da Universidade do Texas, constatou isso ao avaliar o desempenho de 548 estudantes(3) em três situações: com o celular na mesa, virado para baixo; com o aparelho no bolso ou na bolsa; e com o celular em outra sala.

Em todos os casos, o celular ficou desligado. Mas quanto mais perto ele estava da pessoa, pior o desempenho dela. “Você não está pensando no celular. Mas ele consome parte dos recursos cognitivos. É como um dreno cerebral”, conclui Ward.

Cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nas redes sociais

Outra hipótese é que o uso intensivo das redes sociais, que são projetadas para consumo rápido (passamos poucos segundos lendo cada post) e consomem boa parte do tempo (cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nelas, segundo pesquisa feita pela empresa GlobalWebIndex), esteja corroendo nossa capacidade de prestar atenção às coisas.

Você já deve ter sentido isso: parece cada vez mais difícil ler um texto, ou até mesmo ver um vídeo do YouTube, até o final. E quando assistimos a algo mais longo, como um filme ou uma série do Netflix, geralmente nos esquecemos logo. São duas faces da mesma moeda. Levar no bolso a internet, com seu conteúdo infinito, baniu o tédio da vida humana. Mas, justamente por isso, também pode ter nos tornado mais impacientes, menos capazes de manter o foco.

Se prestamos menos atenção às coisas, elas obrigatoriamente têm de ser mais simples. E esse efeito se manifesta nos campos mais distintos, da música aos pronunciamentos políticos. Cientistas do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial (IIIA), na Espanha, analisaram em computador 460 mil faixas lançadas nos últimos 50 anos, e concluíram(4) que a música está se tornando menos complexa e mais homogênea. Houve uma redução de 60% na quantidade de timbres (com menor variedade de instrumentos e técnicas de gravação), e de 50% na faixa dinâmica (variação de volume entre as partes mais baixas e mais altas de cada música). Tudo soa mais parecido – e mais simples.

Essa simplificação também é visível no discurso político. Um estudo da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, constatou que os políticos americanos falam como crianças(5). A pesquisa analisou o vocabulário e a sintaxe de cinco candidatos à última eleição presidencial (Donald Trump, Hillary Clinton, Ted Cruz, Marco Rubio e Bernie Sanders), e constatou que seus pronunciamentos têm o nível verbal de uma criança de 11 a 13 anos.

Os pesquisadores também analisaram os discursos de ex-presidentes americanos, e encontraram um declínio constante. Abraham Lincoln se expressava no mesmo nível de um adolescente de 16 anos. Ronald Reagan, 14. Obama e Clinton, 13. Trump, 11. (O lanterna é George W. Bush, com vocabulário de criança de 10 anos.)

Isso não significa que os músicos sejam incompetentes e os políticos sejam burros. Eles estão sendo pragmáticos, e adaptando suas mensagens ao que seu público consegue entender – e, principalmente, está disposto a ouvir. Inclusive porque esse é outro pilar da burrice moderna: viver dentro de uma bolha que confirma as próprias crenças, e nunca mudar de opinião. Trata-se de um comportamento irracional, claro. Mas, como veremos a seguir, talvez a própria razão não seja assim tão racional.

Os limites da razão

Você certamente já discutiu com uma pessoa irracional, que manteve a própria opinião mesmo diante dos argumentos mais irrefutáveis. É um fenômeno normal, que os psicólogos chamam de “viés de confirmação”: a tendência que a mente humana tem de abraçar informações que apoiam suas crenças, e rejeitar dados que as contradizem.

Isso ficou claro num estudo famoso, e meio macabro, realizado em 1975 na Universidade Stanford. Cada participante recebeu 25 bilhetes suicidas (que as pessoas deixam antes de se matar), e tinha que descobrir quais deles eram verdadeiros e quais eram falsos. Alguns voluntários logo identificavam os bilhetes de mentirinha, forjados pelos cientistas. Outros quase sempre se deixavam enganar. Então os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um só com as pessoas que haviam acertado muito, e outro só com os que tinham acertado pouco.

Só que era tudo uma pegadinha. Os cientistas haviam mentido sobre a pontuação de cada pessoa. Eles abriram o jogo sobre isso, e então pediram que cada voluntário avaliasse o próprio desempenho.

Aí aconteceu o seguinte. Quem havia sido colocado no “grupo dos bons” continuou achando que tinha ido bem (mesmo nos casos em que, na verdade, havia ido mal); já os do outro grupo se deram notas baixas, fosse qual fosse sua nota real. Conclusão: a primeira opinião que formamos sobre uma coisa é muito difícil de derrubar – mesmo com dados concretos.

Esse instinto de “mula empacada” afeta até os cientistas, como observou o psicólogo Kevin Dunbar, também de Stanford. Ao acompanhar a rotina de um laboratório de microbiologia durante um ano, ele viu que os cientistas iniciam suas pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprová-la, desconsiderando outras hipóteses.

“Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Quando isso acontece, os cientistas refazem o experimento mudando detalhes, como a temperatura, esperando que o dado estranho desapareça”, diz Dunbar. Só uma minoria investiga resultados inesperados (justamente o caminho que muitas vezes leva a grandes descobertas).

O cérebro luta para manter nossas opiniões – mesmo que isso signifique ignorar os fatos.

Quanto mais comprometido você está com uma teoria, mais tende a ignorar evidências contrárias. “Há informações demais à nossa volta, e os neurônios precisam filtrá-las”, afirma Dunbar. Há até uma região cerebral, o córtex pré-frontal dorsolateral, cuja função é suprimir informações que a mente considere “indesejadas”.

Tem mais: nosso cérebro libera uma descarga de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, quando recebemos informações que confirmam nossas crenças. Somos programados para não mudar de opinião. Mesmo que isso signifique acreditar em coisas que não são verdade.

Nosso cérebro é tão propenso à irracionalidade que há quem acredite que a própria razão como a conhecemos (o ato de pensar fria e objetivamente, para encontrar a verdade e resolver problemas) simplesmente não exista. “A razão tem duas funções: produzir motivos para justificar a si mesmo e gerar argumentos para convencer os demais”, dizem os cientistas cognitivos Hugo Mercier e Dan Sperber, da Universidade Harvard, no livro The Enigma of Reason (“O Enigma da Razão”, não lançado em português). Eles dizem que a razão é relativa, altera-se conforme o contexto, e sua grande utilidade é construir acordos sociais – custe o que custar.

Na pré-história, isso fazia todo o sentido. Nossos ancestrais tinham de criar soluções para problemas básicos de sobrevivência, como predadores e falta de alimento, mas também precisavam lidar com os conflitos inerentes à vida em bando (se eles não se mantivessem juntos, seria difícil sobreviver).

Só que o mundo de hoje, em que as pessoas opinam sobre todos os assuntos nas redes sociais, deu um nó nesse instrumento. “Os ambientes modernos distorcem a nossa habilidade de prever desacordos entre indivíduos. É um dos muitos casos em que o ambiente mudou rápido demais para que a seleção natural pudesse acompanhar”, dizem Mercier e Sperber.

Para piorar, a evolução nos pregou outra peça, ainda mais traiçoeira: quase toda pessoa se acha mais inteligente que as outras. Acha que toma as melhores decisões e sabe mais sobre rigorosamente todos os assuntos, de política a nutrição.

É o chamado efeito Dunning-Kruger, em alusão aos psicólogos americanos David Dunning e Justin Kruger, autores dos estudos que o comprovaram. Num deles, 88% dos entrevistados disseram dirigir melhor que a média. Em outro, 32% dos engenheiros de uma empresa afirmaram estar no grupo dos 5% mais competentes.

Pesquisas posteriores revelaram que, quanto mais ignorante você é sobre um tema, mais tende a acreditar que o domina. No tempo das savanas, isso podia até ser bom. “A curto prazo, dá mais autoconfiança”, afirma Dunning. Agora aplique essa lógica ao mundo de hoje, e o resultado será o mar de conflitos que tomou conta do dia a dia. A era da cizânia – e da burrice.

Ela pode ser desesperadora. Mas nada indica que seja um caminho sem volta. Nos 300 mil anos da história do Homo sapiens, estamos apenas no mais recente – e brevíssimo – capítulo. Tudo pode mudar; e, como a história ensina, muda. Inclusive porque a inteligência humana ainda não desapareceu. Ela continua viva e pronta, exatamente no mesmo lugar: dentro das nossas cabeças.

Fontes:
(1) The negative Flynn Effect: A systematic literature review. Edward Dutton e outros, Ulster Institute for Social Research, 2016.

(2) IQ and fertility: A cross-national study. Steven M. Shatz, Hofstra University, 2007.

(3) Brain Drain: The Mere Presence of One’s Own Smartphone Reduces Available Cognitive Capacity. Adrian F. Ward e outros, Universidade do Texas, 2017

(4) Measuring the Evolution of Contemporary Western Popular Music. Joan Serrà e outros, Spanish National Research Council, 2012

(5) A Readability Analysis of Campaign Speeches from the 2016 US Presidential Campaign. Elliot Schumacher e Maxine Eskenazi, Carnegie Mellon University, 2016.

-

Ilustração/Jonatan Sarmento/Superinteressante

– Pra hoje: o que é luxo?

É isso aqui: